domingo, 30 de setembro de 2007

HAPPY BIRTHDAY

É preciso ter muita lata !

O que está em causa não é a campanha em si que é muito meritória e deve ter todo o nosso apoio;
é a contradição do que lhe está subjacente..

Uma árvore por cada bebé


A APFN felicita o Dr. João Casteleiro, presidente do Centro Hospitalar da Cova da Beira, pela brilhante ideia, secundada pelo Câmara Municipal da Covilhã, de se plantar uma árvore num dos jardins da cidade por cada bebé nascido no hospital da Covilhã, com o seu nome inscrito, (http://www.apfn.com.pt/Noticias/Set2007/240907a.htm) uma ideia extremamente simples, barata e eficaz de saudar publicamente o nascimento de uma nova vida, de que o concelho, como o resto do país, estão tão carentes.


Esta ideia é de realçar em valor absoluto, mas, também, em valor relativo, uma vez que é uma pedrada no charco em que o Ministério da "Saúde" se transformou neste domínio sob a orientação da fúria anti-natalista do actual Ministro que tem levado a "maternidades" se vangloriarem do número de abortos que têm vindo a praticar, que é tão idiota como alguém se orgulhar de ter despejado o seu cantil no deserto!


A APFN recomenda fortemente que autarquias e maternidades merecedoras desta designação sigam estes e outros exemplos, enquanto o Governo não tomar medidas a sério para enfrentar e vencer o Inverno demográfico, que terá que, inevitavelmente, começar por neutralizar a fortíssima política anti-natalista promovida pelo Ministério da "Saúde" e pelo sistema fiscal português.


De novo, realça o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela Câmara de Vila Real, e que pode ser consultado em http://www.cm-vilareal.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=73&Itemid=55 e http://www.youtube.com/watch?v=sMrZpTCgfnM&NR=1.


30 de Setembro de 2007


Fonte: APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas

As seringas e a crise do Estado


A questão da troca de seringas nas prisões portuguesas é, a meu ver, mais uma medida desastrosa e contraditória que vai contra a própria natureza de um Estado de Direito.

De facto, um Estado, com uma constituição programática como a nossa tem como objectivo fomentar a paz e o progresso social entre os seus concidadãos. Nesta perspectiva, a meu ver, há sempre um objectivo de perfeição mínimo.

O Estado não tem por missão fazer com que os cidadãos sejam santos; mas já tem obrigação de lhes dar as condições mínimas para poderem ter saúde, poderem criar e educar os seus filhos, poderem trabalhar e ter o seu sustento, etc., etc..

Entendo, pois, a missão do Estado como isso mesmo uma “missão” de melhorar o que está mal e é objectivamente nocivo.

Porém, nos últimos tempos, à semelhança do que tem vindo a acontecer em vários outros países ocidentais, surge um pouco a ideia do reconhecimento do falhanço do Estado.

O Estado de Direito não consegue melhorar a vida das pessoas porque o Orçamento não permite, porque as políticas de contenção de despesa não permitem, porque não há meios logísticos, nem humanos para mudar a realidade.

Então, se assim é, o Estado opta pela ideia do “Se não consegues vencê-los, então junta-te a eles”. E, assim, o objectivo do Estado deixa de ser o de melhorar a realidade negativa, tal como resulta da sua própria Constituição, mas sim simplesmente o de atenuar as consequências e efeitos negativos dessa realidade negativa.

Esta lógica de medíocridade, conformismo e resignação vimo-la recentemente na forma como a nova Lei do Aborto foi regulamentada e vemo-la agora na forma como, de forma descarada, se opta pela distribuição de seringas nas prisões.

Mais uma vez a lógica do “A droga nas prisões é uma realidade, quer queiramos, quer não”; “O uso de seringas usadas e infectadas é uma realidade quer queiramos, quer não”; “A infectação de pessoas com HIV e Hepatite é uma realidade quer queiramos, quer não”, logo só há que distribuir seringas.
Se bem se recordam este mesmo argumento foi utilizado até à exaustão com a questão do aborto clandestino e da importância de minorar os seus efeitos negativos para a saúde da mulher.
O Estado não está preocupado em combater a entrada de droga nos estabelecimentos prisionais que são tutelados por si e onde era suposto promover a reintegração pessoal e social dos presos.
O Estado não está preocupado em sujeitar os presos toxicodependentes a programas de desintoxicação, colocando-os eventualmente em locais mais adequados à sua cura.

Não, o Estado débil só sabe reconhecer a sua impotência e depois concluí “que se droguem, mas sem se infectarem”.

É chocante e diz muito do Estado e da sociedade medíocre em que actualmente vivemos.

Passámos, no início do século XX, de Estados autoritários e com um forte pendor transformador e programático, caso dos Estados totalitários nazis e comunistas, para, no início do século XXI, um Estado frouxo, oco, conformista, impotente e permissivo.
De um Estado programático totalitário e depois democrático, passámos para um unicamente Estado pragmático.
Sobre esta temática da crise do Estado, veja-se mais aqui

sábado, 29 de setembro de 2007

Requerimento para pedido de apoio pré-natal definido


A Portaria 1277/2007 define um modelo único que servirá, igualmente, para o pedido de abono de família para crianças e jovens. “Sendo em grande parte, coincidente a informação necessária à avaliação do reconhecimento do direito ao abono de família pré -natal e ao abono de família para crianças e jovens, justifica -se, por razões de simplificação e racionalização, a elaboração de um único modelo de requerimento”, refere a Portaria.

O abono de família pré-natal é uma das medidas de incentivo à natalidade introduzidas recentemente, a par da majoração do abono de família para crianças e jovens.

O abono de família pré-natal é devido às mulheres grávidas a partir do mês seguinte àquele em que atinjam a 13.ª semana de gestação, até ao mês do nascimento, inclusive.

Já a majoração do abono de família para crianças e jovens traduz-se no aumento desta prestação em duplicado ou em triplicado, para as crianças entre os 12 e os 36 meses de idade, em famílias com dois ou mais filhos.

Para mais informações, é possível consultar a ficha de serviço “Abono de Família Pré-Natal e Majoração do Abono de Família para Crianças e Jovens” do Portal do Cidadão.
Para mais perguntas e respostas de carácter prático sobre a sua aplicação veja, entre outros, aqui.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

1 Euro por 1 Vida


Há uma campanha a decorrer, lançada pelo Director da Maternidade Alfredo daCosta, no sentido de requalificar a nova unidade de cuidados intensivos,permitindo a aquisição de equipamentos para suporte de vida a bebésprematuros. É a campanha "1 euro por uma vida" e decorre entre dias 17 e 30 de Setembro de 2007, apoiada pela Fundação EDP.


Basta fazer um telefonema para 760 300 337 Atende uma gravação, da FundaçãoEDP, que esclarece / confirma o donativo e agradece.

É fácil… e vale a pena!

OBRIGADO!!!


Mais informações aqui e aqui

Idosos serão o dobrodos jovens em 25 anos

A população com mais de 80 anos aumentou 35% entre o ano de 1990 e o ano passado. Os dados são do Instituto Nacional de Estatística (INE) e revelam que em 2006 os idosos representavam 17,3% dos portugueses, face a 15,5% de jovens. Nos próximos 25 anos, indica a estatística, o número de pessoas na terceira idade poderá ser o dobro do número de jovens.


Os dados revelam um aumento da longevidade e um aumento de 7,7% da população em idade activa (15-64 anos). Em 1990, os portugueses tinham uma esperança média de vida de 74 anos, sendo que as mulheres ganhavam aos homens em mais dois anos. Já no ano passado, esta média situava-se nos 78 anos, sendo que aqui as mulheres ganham aos homens mais seis anos de vida, com uma esperança média de 81 anos, em contraponto aos 75 visados para o sexo masculino.




O índice de envelhecimento, que traduz a diferença entre os mais velhos e os mais novos, revela que nos últimos 16 anos a população portuguesa tem vindo a envelhecer, ou seja, se em 1990 por cada 100 jovens residiam em Portugal 68 idosos, no próximo quarto de século o número destes últimos pode representar o dobro dos primeiros.




O INE revela ainda - segundo as Projecções de População Residente em Portugal 2000-2005 - um possível nível de fecundidade que virá a situar-se nos 1,7 crianças por mulher; um possível aumento de esperança de vida para os 79 anos nos homens e 85 nas mulheres; um possível decréscimo populacional a partir de 2010 e até 2050; um continuado envelhecimento populacional, com um aumento do índice de dependência que rondará os 58 idosos por cada 100 pessoas em idade activa (o dobro do registado actualmente); e um índice de envelhecimento para 242 idosos por cada 100 jovens.




De resto, o INE regista que, no ano passado, a maioria dos idosos vivia com o cônjuge, ainda que o números de mulheres idosas a viver sozinhos triplique o dos homens.





Notícia daqui.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007


MAMAMARATONA é um dos eventos mais importantes a nível do Algarve (vide http://www.aoa.pt/ – EVENTOS), cuja organização está a cargo da Associação Oncológica do Algarve, uma instituição de apoio ao doente oncológico. Trata-se de uma Corrida/Marcha anual de beneficência de 8/5 Km, numa cidade do Algarve, destinada a angariar fundos para apoiar os projectos da AOA.

Até ao momento, com as Mamamaratona anteriores a AOA, conseguiu angariar fundos para a aquisição de uma Unidade Móvel de rastreio do cancro da mama que, desde Junho 2005, está a ser utilizada em todos os concelhos do Algarve para o Rastreio do cancro da mama na região..

A próxima “Corrida Contra o Cancro” terá lugar em Portimão, EXPOARADE, no dia 14 de Outubro, Domingo, às 10.00H da manhã.
Mais informações aqui

O negócio

Los Arcos alarga quadros


Apesar de só há meses ter entrado em funcionamento, a sucursal de Lisboa da Clínica Los Arcos, especializada em interrupções voluntárias de gravidez, já se vê obrigada a alargar os efectivos. Yolanda Hernández, responsável desta clínica e da sua congénere de Badajoz, diz que irá em breve admitir quatro a cinco funcionários, entre pessoal médico e administração. A clínica já celebrou contratos com oito hospitais e centros hospitalares (que envolveram mais do que uma unidade) para a realização das IVGs que eles alegam não ter condições para fazer. Entretanto, Yolanda Hernández estuda a localização da nova Los Arcos a abrir em Portugal, agora no Porto.


Fonte: Visão, n.º 760 - 27 de Setembro de 2007

Dia Europeu Contra a Pena de Morte

O Conselho da Europa anunciou hoje que decidiu proclamar o dia 10 de Outubro como «Jornada europeia contra a pena de morte», decisão que tinha sido bloqueada ao nível da União europeia por um veto de Varsóvia, refere a Lusa.


O Conselho da Europa, com 47 países, é um fórum pan-europeu distinto da União onde as decisões são tomadas por maioria simples, quando muitas decisões no seio da UE são tomadas por unanimidade.


Os embaixadores plenipotenciários reunidos no seio do comité dos ministros do Conselho da Europa decidiram também na quarta-feira proclamar esta jornada que será comemorada todos os anos no dia 10 de Outubro, informou a organização intergovernamental em comunicado.


Os embaixadores manifestaram a «esperança de que a União europeia adira logo que possível a esta iniciativa», segundo o comunicado.


No dia 18 de Setembro, em Bruxelas, o governo polaco bloqueou uma decisão dos 27 ministros da Justiça da União europeia, convocados pela Presidência portuguesa para se pronunciarem sobre esta questão. A unanimidade era requerida.


Na segunda-feira, a presidência portuguesa da União europeia anunciou, em Estrasburgo, que vai apresentar na ONU, em meados de Outubro, um projecto de resolução de uma moratória da UE sobre a pena de morte, mantendo alguma prudência sobre a matéria.


«Vamos apresentar o projecto de resolução até meados de Outubro», declarou, perante os eurodeputados em Estrasburgo, o secretário de Estado português dos Assuntos Europeus, Manuel Lobo Antunes.


À iniciativa da Itália, os europeus devem, em princípio, submeter uma resolução pedindo uma moratória universal da pena de morte na Assembleia-Geral da ONU.


Na quarta-feira à noite em Estrasburgo, o embaixador polaco, depois de ter defendido em vão que a decisão fosse tomada ao nível ministerial, não participou na votação, informou uma fonte diplomática.


Os 46 embaixadores presentes votaram a favor da jornada, precisou a mesma fonte.


O secretário-geral do Conselho da Europa, Terry Davis felicitou-se por esta decisão, considerando que esta jornada «será a ocasião propícia para se iniciar um diálogo com aqueles que, no seio dos 47 Estados membros, continuam a apoiar a pena capital» e para lhes explicar «por que é que ela foi abolida e deve continuar a sê-lo».


Apesar da pena de morte não existir em nenhum país europeu, o governo conservador e católico dos irmãos Lech e Jaroslaw Kaczynski considerou a organização desta jornada inútil, salvo se a mesma fosse alargada a uma «Jornada de defesa da vida» para incluir a proibição da eutanásia e do aborto.

Notícia daqui.
Ver também aqui.

Educação sexual em discussão


Apresentado o relatório final, pelo Grupo de Trabalho de Educação para a Saúde, sobre a Educação para a Saúde e a Educação Sexual nas escolas, é necessário louvar, reprovar, sugerir e discutir o novo plano. Espera-se de todos o seu contributo.


Texto do Doutor Daniel Sampaio, Educação Sexual, aqui.


- Relatório Final


- Relatório de Avaliação de Manuais


O contributo de cada um pode ser enviado para aqui.

O homem e o aborto

Conference to assist in healing men from the trauma of abortion


St. Mary’s Cathedral in San Francisco is hosting a conference that will address the effects of abortion on men by focusing on research, the trauma of those involved, and the counseling aspects of an abortion.




The conference which will be held November 28-29, is a unique opportunity for those in pastoral or clinical settings to learn about this relevant topic. Men who are potentially impacted include anybody who would have been close to the aborted child: boyfriends, husbands, uncles, siblings, grandfathers, etc. They are scarred because they are often cut out of the decision-making process and not given a voice because it is labeled as a “women’s issue.”




Titles for presentations include: Men and Abortion: A Review of the Research; Trauma and Abortion: When Men Hollow; Sociology of Fatherhood and Abortion; Spiritual Aspects of Healing for Post-Abortion Fathers; Wounded Fathers: Why Do They Come for Help and Forgiveness Therapy with Post- Abortion Men.




The National Office of Post-Abortion Reconciliation and Healing is the organizer of this conference. The organization offers consultation on the formation of post-abortion support services (including Project Rachel), provides training for care providers, and has a national referral line for those seeking assistance after an abortion. They also publish directories, produce printed, audio and video materials, and sponsor conferences on the aftermath of an abortion.




For more information, about the conference or about help for men suffering due to post- abortion trauma, please visit: http://www.menandabortion.info/






San Francisco, Sep 26, 2007






Notícia daqui.






Porque há homens que assumem a paternidade desde sempre:
























quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Menina desamparada

Uma mãe solteira, com 3 filhas, uma de 6, uma de 4 e uma de 2.
Para poder trabalhar e porque não tem família consigo, nem tem possibilidade de as por num estabelecimento próprio, deixa-as o dia todo sozinhas.
De acordo com a reportagem da SIC, uma vizinha refere que a mãe lhe tinha confidenciado que "ou ficava em casa com as 3, ficava sem trabalhar e morriam à fome" ou "tinha que ir trabalhar e deixá-las sozinhas".
É triste que não haja um sistema de ensino pré-escolar e de creches público com vagas suficientes e tendencialmente gratuíto.
É triste que muitos casais tenham que esperar até o filho mais velho ter 5 anos para, contando com a diminuição de despesas que resulta da sua entrada na primária, poderem ter o 2º filho.
Em Portugal, só a partir da primária é que o Estado se preocupa com as vagas e com o ensino gratuíto.

Depois dá nisto...

?

Está-me a faltar alguma coisa, não está?
Defesa das vítimas?

Pessoas portadoras de deficiências nos Olímpicos


Petição contra a pobreza

Petição à Assembleia da República: a pobreza constitui uma grave negação dos direitos humanos fundamentais e das condições necessárias ao exercício da cidadania
Pode ser assinada on-line, aqui.

Também não ouvirás a mãe dele chorar





Is There a Post-Abortion Syndrome?

Artigo do The New York Times aqui.

Políticas de ajuda às famílias


É com uma grande alegria que a APFN comunica que foram recentemente aprovados no Fundão e no Montijo novos tarifários da água no sentido de acabar com a penalização a que as famílias numerosas desses concelhos estavam sujeitas. A Tarifa Familiar da Água aprovada no Montijo está totalmente na linha do que a APFN tem vindo a reclamar ( http://www.apfn.com.pt/Cadernos/caderno%207a4.PDF). A APFN espera que o concelho do Fundão venha, em breve, a adoptar o mesmo, embora o novo tarifário vá nesse sentido.



A Câmara do Fundão aprovou, ainda, uma descida do IRS, que se saúda. Recomenda-se, no entanto, que esta descida incida sobretudo sobre pessoas casadas com filhos, a fim de minorar a inconcebível penalização a que estas famílias estão sujeitas, conforme publicamente reconhecido pelo Ministro das Finanças no programa "Prós e Contras" do passado dia 6 de Novembro (http://apfn.ficheirospt.com/Nov2006/prosecontras061120006.wmv) mas que ainda não fez nada por alterar o que sabe estar errado.

Montijo e Fundãovêm, assim, acrescentar o seu nome às Autarquias Amigas da Família que foram sensíveis ao defendido pela APFN (por ordem de adesão): Sintra, Coimbra, Lisboa, Porto, Ribeira Grande, Condeixa, Aveiro, Portimão, Évora, Vila Real, Ponta Delgada, Viseu, Câmara de Lobos, Odemira, Famalicão, Gaia, Leiria, Torres Vedras, Lagos, Vila Nova da Barquinha, Oeiras, Amadora, Santarém, Funchal, Machico, Santa Cruz, Portalegre e Ponte de Lima.

A APFN espera que estes exemplos sejam seguidos pelas restantes autarquias e sirvam de estímulo ao Governo para aumentar para níveis razoáveis as medidas de apoio aos casais com filhos, tanto mais quanto maior o seu número, uma vez que o recentemente anunciado nem servirá para neutralizar a fúria anti-natalista do Ministro da Saúde Correia de Campos.

Recorde-se que, desde 1982, Portugal tem vindo a apresentar um crescente défice de nascimentos, actualmente de mais de 50.000 por ano, o que eleva este défice a cerca de 1.000.000 crianças e jovens ( http://www.apfn.com.pt/Cadernos/Caderno16/index.htm), motivo pelo qual têm vindo a ser anunciadas inevitáveis alterações ao sistema de pensões de reforma , mas sem que sejam adoptadas medidas a sério de apoio aos casais com filhos, para que possam ter os filhos que desejem sem serem penalizados por isso, a não ser que se divorciem ou se separem.

A APFN apela ao Governo e à Assembleia da República que acordem do seu sono longo e profundo e adoptem, com urgência, medidas à semelhança do já adoptado, com sucesso, há vários anos pela esmagadora maioria dos países europeus. O facto de estarmos mergulhados num cada vez mais longo e pronunciado Inverno demográfico não pode justificar continuarem a hibernar!

A APFN questiona-se de que está o Primeiro-Ministro à espera para, nomeadamente, convocar uma reunião de autarcas para generalizar a todo o País o que cada vez mais Câmaras têm vindo a fazer, e de que a Câmara de Vila Real é a campeã destacada!

A APFN continua, ainda, a aguardar que o Primeiro Ministro anuncie quais os objectivos que pretende atingir em termos de taxas de natalidade para os anos mais próximos, à semelhança do que fez relativamente ao défice nas contas públicas.

Finalmente, a APFN apela a toda a sociedade portuguesa para não ficar, inutilmente, à espera das indispensáveis e inevitáveis medidas do Poder Central, uma vez que todos podemos fazer algo, como é o caso dos Municípios Amigos da Família acima enumerados e das mais de 700 empresas que já dão facilidades a famílias numerosas, por saberem que o problema da insustentabilidade da Segurança Social e do País só poderá ser enfrentado com o aumento do número de famílias numerosas.

25 de Setembro de 2007

Comunicado da APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas

Números preocupantes


Gravidez indesejada: 80 milhões de casos por ano



Dos 210 milhões de casos de gravidez registados anualmente em todo o mundo, cerca de 80 milhões são indesejadas e 22 milhões terminam em aborto, segundo dados avançados, em Berlim, durante o lançamento oficial do Dia Mundial da Contracepção, noticia a Lusa.


Os números revelam ainda que nos países desenvolvidos existem 28 milhões de gravidezes por ano, das quais 49 por cento não são planeadas, sendo que 36 por cento destas terminam em aborto.


«Há 210 milhões de gravidezes, das quais 38 por cento não são planeadas e 22 milhões acabam em abortos, o que tem consequências devastadoras, com muitas destas mulheres a perderem a vida ou a sofrerem doenças porque fazem abortos não seguros», revelou Dana Hovig, da organização não governamental Maria Stopes International, segunda-feira, durante a cerimónia de apresentação do Dia Mundial da Contracepção.


O drama das gravidezes indesejadas mata 68 mil mulheres todos os anos
Por iniciativa da Bayer, o Dia Mundial da Contracepção é assinalado este ano pela primeira vez na próxima quarta-feira, 26 de Setembro, e pretende alertar para a importância dos métodos de contracepção junto dos jovens, com vista a evitar gravidezes não planeadas e não desejadas.


Dana Hovig lembrou ainda que o drama das gravidezes indesejadas mata 68 mil mulheres todos os anos, salientando que «todos os dias uma mulher perde a sua vida» por este motivo.


O responsável sublinhou que, ao contrário do que se possa pensar, a iniciativa de sensibilização é tão importante nos países subdesenvolvidos como nos industrializados, onde perto de metade das gravidezes não são desejadas e 36 por cento dessas acabam em aborto.


«Vejo as mesmas caras no Nepal que vejo nas clínicas em Londres, caras de raparigas de 16, 17, 18 anos que estão assustadas e estão a confrontar-se com uma escolha que não deviam ter de fazer. O Dia Mundial da Contracepção quer ajudar estas adolescentes a não terem de fazer esta escolha», acrescentou.


«Os temas relacionados com a reprodução nunca são discutidos»


Segundo Olga Loeber, secretária-geral da Sociedade Europeia da Contracepção, as adolescentes na Europa têm de estar conscientes das possibilidades da contracepção e poder decidir quando e como querem ser mães.


Apesar de actualmente existir uma maior circulação e divulgação de informação sobre contraceptivos, a secretária-geral da Sociedade Europeia da Contracepção ressalvou que, «em muitos países, os temas relacionados com a reprodução nunca são discutidos, nem antes, nem depois do casamento».


Outro dos aspectos destacado por Olga Loeber diz respeito à importância da discussão familiar sobre contracepção, sendo que os adolescentes com maior abertura por parte da família e dotados com mais informação têm «um começo mais tardio da sua actividade sexual e com mais protecção».



Notícia daqui.

Notícia relacionada aqui.

GCIA comemora o Mês do Idoso

Um programa recheado de actividades, organização do Grupo Concelhio de Idosos de Almada.


Consulte o PROGRAMA aqui

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Semana de Intercâmbio Internacional Geração 50 +

A Semana de Intercâmbio Internacional Geração 50 + vai realizar-se nos próximos dias 8, 9 e 10 de Outubro, na Fundação Cupertino de Miranda, no Porto.

PROGRAMA

Mais Informações: www.projectotio.net/semana
Telefone 22 2086061 ou 934131140
E-mail: porto@reapn.org ou vida@viver.org

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Os jovens não se calam! O futuro é nosso!

















Disturbios alimentares: campanha contra a anorexia

Publicidade chocante contra a anorexia



Acontece em Itália, onde Toscani fotografou uma modelo extremamente magra





Uma publicidade afixada em gigantes placares na cidade de Roma está a chocar os italianos. Trata-se de uma campanha da marca «Nolita» intitulada «Não à Anorexia», com fotografias de Oliviero Toscani, o polémico fotógrafo que trabalhou para a Benetton entre 1982 e 2000.
Tratam-se de imagens cruas, com uma mulher extremamente magra a posar completamente nua. A modelo é a francesa Isabell Caro, que já tem estado associada a este tipo de campanhas contra a anorexia. O seu corpo de apenas 31kg serve de testemunha para esta nova abordagem, que pretende chamar a atenção para as jovens, que tantas vezes sofrem deste problema.



Em entrevista à revista Vanity Fair, a modelo que aparece na imagem contou o seu trajecto até ao estado actual, confessando que começou a ter problemas aos 15 anos, com evidentes repercussões para a saúde.



Notícia daqui.
Notícia relacionada aqui.

Proteger as nossas crianças dos abusos sexuais

Programa de Prevenção do Abuso Sexual sobre Menores

Para ler aqui.

A ESPIRITUALIDADE NA ÚLTIMA ETAPA DA VIDA


Excelente artigo, via caminhada pela vida, sobre o apoio da espiritualidade na iminência do fim da vida.


Bébé com espinha bífida operada dentro da barriga da mãe


Há umas semanas aconselharam-na a abortar.


Hoje a sua filha Maria é o primeiro bebé da Europa submetido a uma cirurgia pré-natal para corrigir a espinha bífida.


Noticia aqui e aqui

domingo, 23 de setembro de 2007

60 a 70 mil euros com a aplicação da Lei sobre a interrupção voluntária da gravidez

A directora regional de Saúde disse que efectuaram a IVG na região nove mulheres e no Continente outras treze, sendo os pedidos originários das ilhas Terceira, São Miguel, Faial, Flores e Santa Maria.
O Governo açoriano estima despender, este ano, entre 60 a 70 mil euros com a aplicação da Lei sobre a interrupção voluntária da gravidez, um valor considerado "insignificante" para o Serviço Regional de Saúde (SRS).
Vinte e duas mulheres açorianas abortaram desde 15 de Julho, quando entrou em vigor a lei da despenalização da interrupção voluntária da gravidez (IVG), adiantou ontem à agência Lusa a directora regional de Saúde. Teresa Brito disse que efectuaram a IVG na região nove mulheres e no Continente outras treze, sendo os pedidos originários das ilhas Terceira, São Miguel, Faial, Flores e Santa Maria.
Escusou-se, porém, a revelar as suas idades, alegando que "as ilhas são, na sua generalidade, comunidades muito pequenas e, portanto, facilmente identificadas as pessoas".
"Divulgar pormenores, ainda que pequenos como esses, seria uma falta de ética e uma quebra da confidencialidade que a lei garante", sustentou.
Teresa Brito explicou que as IVG realizadas na região decorreram no hospital da Horta, na ilha do Faial, o único dos Açores cujos médicos obstetras não alegaram objecção de consciência.
Quando a unidade de saúde da Horta vê esgotada a sua capacidade, o Serviço Regional de Saúde encaminha as mulheres para estabelecimentos do Continente oficialmente reconhecidos para este procedimento.
O serviço de obstetrícia na Horta organizou-se de modo a garantir a realização de IVG nas condições e prazos legalmente previstos, adiantou.
Teresa Brito manifestou-se convicta que, "com a reorganização dos serviços, e passada a fase inicial onde o volume de pedidos é mais elevado, a região terá condições de realizar localmente todos os pedidos de IVG".
Quanto aos custos envolvidos, referiu que, "nas deslocações, não são mais elevados dos que envolvem doentes com outras patologias, enquanto o acto em si depende se for cirúrgico ou medicamentoso, cujos valores estão previstos na legislação".
O Governo açoriano estima despender, este ano, entre 60 a 70 mil euros com a aplicação da Lei sobre a interrupção voluntária da gravidez, um valor considerado "insignificante" para o Serviço Regional de Saúde (SRS).
Para o executivo, é um encargo perfeitamente comportável, representando apenas 0,03% dos encargos anuais do SRS.
Notícia daqui.

A alegria dos médicos verdugos


Via Diário de Notícias soube desta notícia macabra:


Um album de fotos do auxiliar do Chefe do Campo de Concentração de Auschwitz, recentemente descoberto, mostra Médicos e oficiais alemães a confratenizarem alegramente antes e após a chacina de milhares de judeus.


A enormidade do que foi feito volta a chocar o Mundo


O que se passou em Auschwitz foi horrível e há que manter a memória acesa, seja através de livros, jornais ou museus.


A mim pessoalmente choca-me ver a insensibilidade desta gente.


Como é possível que alguém fique insensível ao saber que seres humanos foram, ou serão, exterminados, pela simples vontade outros seres humanos ?


Na foto, pode-se ver do lado esquerdo Dr. Josef Mengele, de longe o médico mais assassino e impiedoso que a história da humanidade já conheceu.


Ali está ele, a rir.


A ex-Jugoslávia, o 11 de Setembro, Iraque ou, mais recentemente, o Darfur, mostram que a repetição destas imagens não estão assim tão longe quanto deviam.


A colecção completa das fotos pode ser vista aqui

sábado, 22 de setembro de 2007

Relances


Aqui ficam mais factos de que os defensores do Aborto, mentiram claramente durante o último referendo:



Primeiro com a preocupação das gravidas adolescentes: sabemos agora, que desde que a lei está em vigor as adolescentes que abortaram são 0,34 % (zero, trinta e quatro por cento )



Segundo diziam eles " as mulheres só recorrem ao aborto em casos exepcionais" : sabemos agora, que com apenas dois meses da lei em vigor ja abortaram quase meio milhar de mulheres.



Para onde caminhamos ?



Fiquem com a noticia completa :



Aborto: 1.435 IVG notificadas em 2 meses de aplicação da lei



Mais de 1.400 mulheres abortaram nos últimos dois meses, desde a entrada em vigor da nova lei da despenalização da interrupção voluntária da gravidez, revelou esta quinta-feira o presidente da Comissão de Saúde Materna.



Em declarações à Agência Lusa, Jorge Branco afirmou que até às 13 horas de hoje foram notificados 1.435 abortos, ao abrigo da lei sobre a interrupção voluntária da gravidez (IVG) aprovada em referendo e em vigor desde 15 de Julho.



Jorge Branco salientou que destes, o número de grávidas com menos de 15 anos representou 0,34%, ou seja, um total de cinco interrupções.O maior número de abortos verificou-se na faixa etária dos 20 aos 35 anos, com um total de 947 interrupções de gravidez notificadas, ao passo que em mulheres com mais de 40 anos o número de IVG se situou nos 113.



(......)



Diário Digital / Lusa




Congresso Internacional do Envelhecimento Activo


A 25 e 26 de Outubro realiza-se, em Fátima, o Congresso Internacional do Envelhecimento Activo, uma iniciativa da RUTIS.


O Congresso terá a presença de palestrantes do Reino Unido, Portugal, Brasil e Espanha (ver programa em anexo).


Preço: 40 euros


Local: Auditório da Lar Santa Beatriz - Fátima


Inscrições: www.rutis.org e http://www.socialgest.pt/


Informações: 243 593 206

Raríssimas


A Raríssimas existe para apoiar doentes, famílias, amigos de sempre e de agora que convivem de perto com as Doenças Raras.


A vida de um paciente portador de uma alteração rara está pautada por avanços e recuos. Acreditamos que as associações de apoio têm a grande responsabilidade de ajudar as famílias a lidar melhor com o problema, de descodificar as mensagens e informações, de dar a mão quando tudo parece estar confuso.


Existimos porque há pessoas raras, com necessidades raras.


Veja mais informação aqui.


Apoio às famílias aqui.

As políticas de saúde e o fecho de maternidades

Mãe deu à luz no caminho entre Fátima e Leiria

Mais partos na estrada

Os Bombeiros Voluntários de Fátima ajudaram ontem uma mãe a dar à luz uma menina, na berma da auto-estrada do Norte (A1), próximo de Leiria, contribuindo para o número anormal de partos em ambulâncias que se está a verificar este ano.

“Não tenho memória de haver tantos partos em ambulâncias, como agora”, afirma Rui Rama da Silva, do conselho executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).
A única explicação para este aumento – embora não seja esse o caso de Fátima – é a reestruturação do sistema de saúde e consequente encerramento de várias maternidades.
Segundo dados da Liga, só os Voluntários de Resende ajudaram a nascer seis bebés nas suas ambulâncias nos últimos seis meses.
No ranking de partos em ambulâncias, a corporação da Lourinhã surge em segundo lugar, com três nascimentos, seguindo-se a da Figueira da Foz, irandela, Ansião e Penafiel. “Estamos a viver uma situação anómala e não desejada, que cria enormes dificuldades aos bombeiros”, refere o dirigente da LBP.
A redução do número de maternidades obrigam as corporações a percorrer “muito mais quilómetros e a demorar quase o dobro do tempo nos serviços”, diz Rama da Silva.
E o problema é que “a compensação do aumento dos custos não está ainda definida”. Para o dirigente, “não houve uma avaliação correcta” do que se passa no terreno, antes da reestruturação, e os prejudicados são os bombeiros.
“Estamos a pagar caro em custos financeiros e humanos”, refere Rama da Silva, salientando, no entanto, que a resposta dos soldados da paz a este ‘fenómeno’ tem sido tecnicamente irrepreensível.
GOVERNO RESPONSABILIZA MÃES
O Governo acredita que os partos nas auto-estradas têm menos que ver com o fecho de maternidades e mais com a falta de informação das grávidas.“Vão nascer mais crianças em ambulâncias se as mulheres não tiverem cuidado aos primeiros sinais de trabalho de parto e não tomarem medidas”, disse o director-geral da Saúde, Francisco George, numa entrevista ao CM.
Segundo este responsável, “não há nenhuma criança que nasça em minutos” e “o trabalho de parto não é instantâneo”, pelo que assume sem hesitações a defesa da reforma da rede das maternidades portugueses.
“Vamos descer o número de mortes infantis e perinatais. Dentro de cinco anos, podemos ganhar 200 crianças, que vão deixar de morrer, e para isso teremos de concentrar os especialistas em neonatologia, os pediatras, os anestesistas e os equipamentos”, disse Francisco George.
EXPERIÊNCIA INESQUECÍVEL
É com um brilhozinho nos olhos e a felicidade estampada no rosto que Cristina Pereira, socorrista nos Bombeiros Voluntários de Fátima, recorda o bebé que ajudou a nascer ontem de manhã, a caminho do Hospital de Leiria.A parturiente, de 42 anos, chegou de carro ao quartel com o marido e pediu para ser levada para Coimbra, onde estava a ser seguida por um obstetra. Como as contracções chegavam de cinco em cinco minutos, Cristina e Paulo Vieira, o condutor da ambulância, decidiram transportá-la para Leiria, por indicações do Centro de Orientação de Doentes Urgentes.
A quatro quilómetros do destino, em plena auto-estrada, rebentaram-se as águas e a mulher entrou em trabalho de parto. A ambulância encostou e “não deu tempo para mais nada”.
“A mãe fez força duas vezes e a bebé saiu”, conta Cristina, com a ternura de quem também já foi mãe por três vezes. A bebé, quarta do casal, nasceu às 39 semanas, com 3,4 quilos e uma “cara laroca”. “Foi um momento lindo”, garantiu a socorrista.
PREPARAÇÃO
KIT PARTO
As ambulâncias de emergência médica estão equipadas com o kit parto, que contém artigos esterilizados. O pacote disponibiliza máscaras, lençóis, compressas, desinfectantes, luvas e molas para o cordão umbilical, entre outros artigos.
TÉCNICA
A maioria dos tripulantes das ambulâncias tem preparação técnica para auxiliar um parto de urgência. Mesmo os bombeiros mais novos “têm apuro técnico para essas situações”, garante a Liga dos Bombeiros.
MORAL
O nascimento de um bebé numa ambulância serve de estímulo psicológico aos bombeiros, considera Costa Pereira, comandante dos Voluntários de Fátima. “É um bom incentivo moral para toda a corporação”.
Notícia daqui.

As novas formas de acesso ao aborto

Estão ao alcance, mais do que nunca, novas formas de acesso ao aborto. Muito ou pouco conhecidas, nunca se diz, porém, a verdade toda sobre os problemas que acarreta fazer uma intervenção que mata um novo ser em formação. Os efeitos das novas formas de aborto são, ao contrário do que é propalado, nocivos para a mulher.
Uma gravidez levada até ao fim, mesmo quando se pensou o contrário, em momentos de desespero, vem a revelar-se a melhor opção.

CORES COM VIDA




(Re)Pensando a Educação - outras propostas e caminhos

Vale a pena ler o editorial Só há justiça social se todos tiverem a mesma liberdade, de José Manuel Fernandes (Público, 7 de Setembro de 2007), que realça o preconceito em que muitos caem, quando opõem liberdade de educação a justiça social. Na verdade, como resultou do Simpósio Internacional “A Escolha da Escola Face à Justiça Social: Dilema ou Miragem?”, o caminho para a qualidade no ensino para todos sem excepção passa cada vez mais pela igual liberdade de educação.

Também no âmbito do Simpósio Internacional, em cuja organização o Fórum para a Liberdade de Educação colaborou, Vale a pena ver a apresentação de Fernando Adão da Fonseca no painel Direitos Fundamentais, eficácia pedagógica e coesão social: as políticas educativas baseadas nos direitos. Esta apresentação identifica os principais problemas do sistema de ensino português e apresenta em linhas gerais a proposta do Fórum para a Liberdade de Educação para a organização e financiamento do sistema de ensino, de forma a garantir a todos os cidadãos um ensino de qualidade.

O próximo número da Revista Nova Cidadania, nas bancas a 1 de Outubro, traz em Destaque um balanço do Simpósio Internacional. O texto de Francisco Vieira e Sousa apresenta os principais conteúdos aí abordados, realçando que “a extensa literatura disponível aponta para a falência dos sistemas de ensino monolíticos, burocraticamente controlados pelos governos centrais, com custos terríveis, que nunca mais serão recuperáveis, para a maioria das crianças e jovens desses países”, e termina com uma avaliação do arranque do ano lectivo 2007/2008.

Finalmente Vale a pena ler dois outros textos de Francisco Vieira e Sousa publicados na imprensa nacional por iniciativa do Fórum para a Liberdade de Educação. O artigo Educação: Um projecto com Escolhas (Agência Ecclesia, Dossier, 29 de Maio 2007), reflecte sobre a falta de liberdade de educação em Portugal, e as suas causas, para concluir que urge uma mudança profunda no ensino, que introduza a liberdade de aprender e ensinar como pedras angulares do sistema, de modo a que o Estado garanta o acesso à escola que as famílias e os alunos preferem em vez de financiar a escola que ele, Estado, quer. O artigo Mais Estado ou melhor Estado, a rede do pré-escolar (Público, 2 de Agosto de 2007), aborda a intervenção do Estado no ensino pré-escolar, na sequência da publicação do relatório da Inspecção-geral de Educação sobre a (deficiente) cobertura da rede deste nível de ensino.

Fórum para a Liberdade de Educação
Pela igualdade de oportunidades
(Recebido por correio electrónico)

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Média poderá ser de 900 abortos por mês

O presidente da Comissão de Saúde Materna revelou ontem que mais de 1.400 mulheres abortaram nos últimos dois meses, desde a entrada em vigor da nova lei da despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez...



Jorge Branco afirmou que foram notificados 1.435 abortos, ao abrigo da lei sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez aprovada em referendo e em vigor desde 15 de Julho. O presidente da Comissão salientou que destes, o número de grávidas com menos de 15 anos representou 0,34 por cento, ou seja, um total de cinco interrupções. O maior número de abortos verificou-se na faixa etária dos 20 aos 35 anos, com um total de 947 interrupções de gravidez notificadas, ao passo que em mulheres com mais de 40 anos o número de IVG se situou nos 113. O presidente da Comissão de Saúde Materna salientou ainda que foi na região de Lisboa e Vale do Tejo que se realizaram mais abortos: 56 por cento do total. Para o responsável, estes dados revelam que o número real de abortos não é tão grande como se poderia estar à espera, uma vez que permitem inferir que no total o número de Interrupções Voluntária da Gravidez realizadas no País não deverá ser superior às 900 por mês. Jorge Branco manifestou satisfação por considerar que a quantidade de jovens adolescentes a interromper a gravidez é pequena, mas adiantou ser ainda cedo para traçar o perfil das mulheres que abortaram, o que só será possível ao fim de seis meses.




Notícia daqui.

Estudos Médicos sobre a Vida Humana



Ver mais aqui.

Uma iniciativa patrocinada pela Associação Mulheres em Acção.

A exploração da mulher

Amesterdão vai fechar um terço dos bordéis

A capital holandesa vai encerrar um terço dos prostíbulos do famoso ‘Bairro da Luz Vermelha’. O maior de Amesterdão, Job Cohen, afirma que há «demasiado comércio de sexo» no centro da cidade.
Ver mais aqui.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

A matança dos Inocentes


Bela pintura de Giotto:


Afinal quando é que a Vida começa?

A prevenção e o aborto

Necessário é trabalhar na prevenção da gestação indesejada, e não se prestar a favorecer o extermínio de crianças cuja concepção já ocorreu. Nesse caso, alega-se querer evitar um mal, mas se acaba acarretando desgraça maior. Isso é inconcebível entre os seres evoluídos. Após tantos anos de aprendizado parece que estamos querendo trilhar o caminho de volta às cavernas.A questão sexual carece ser urgentemente revista.
O sexo precisa ser encarado como complemento na vida afetiva e familiar, e não como centro do relacionamento. O culto ao corpo incentivado e promovido pela mídia gera a idolatria do sexo, assemelhando-o a um deus a quem se oferecem inúmeros sacrifícios humanos, corações despedaçados e bebês sugados por aparelhos abortíferos. O amor parece importar muito pouco. Vale o prazer imediato. A dignidade do homem, da mulher, da criança, da espécie está à deriva. Necessário se faz um posicionamento.
De que lado você está?
Leia o resto aqui
Fonte: Primeiro de Janeiro de 20 de Setembro de 2007

A falta de informação...

"Screening for Treatable Genetic Disorder May Lead to More Abortions"

Para uma recapitulação do estatuto do embrião humano


Esta situação contribui para a actual crise do Estado de Direito e da democracia. A aprovação de leis permissivas, clamorosamente imorais e injustas ("auctoritas non veritas facit legem", segundo a fórmula hobbesiana), desvaloriza o Estado de Direito entendido como Estado de bem comum ("ordinatio rationis ad bonum comune" é a lei, na versão tomasiana), de justiça e de legitimidade. E faz com que a democracia, sob o império absoluto do princípio maioritário, se reduza a pura forma ou técnica (democracia formal, processual ou técnica) axiologicamente neutra ou vazia ("democrazia vuota"). Neste sentido apontam, cada qual a seu modo, por exemplo, os "modelos democráticos" propostos por Kelsen e Rorty e, o que é mais preocupante, os factos da experiência política contemporânea das democracia liberais.


Lisboa
Junho/2005
Mário Emílio Forte Bigotte Chorão

A vida pré-natal na jurisprudência do Tribunal Constitucional

A Escola de Direito da Universidade Católica Portuguesa tem a honra deconvidar Vossa Ex.ª para a apresentação do livro "A vida pré-natal na jurisprudência do Tribunal Constitucional" de autoria do Dr. Diogo Lorena Brito, com prefácio do Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa.
A sessão será presidida pelo Prof. Doutor Francisco Carvalho Guerra, estandoa apresentação a cargo do Dr. António Lobo Xavier . Terá lugar no dia 20 deSetembro, às 21h30, no auditório A1 do Campus da Foz da UniversidadeCatólica – Porto.

Curso de Voluntários em cuidados paliativos em Lisboa, Porto e Faro


Curso de voluntários em cuidados paliativos, em Lisboa, nos próximos dias 21, 22 e 29 de Setembro.


Para mais informações, consulte por favor, o site da apcp.
Em Faro, será nos dias 24 a 26 de Outubro.
E, no Porto, nos dias 19, 20 e 27 de Outubro.
Pode descarregar o boletim de inscrição, aqui.

Relatório sobre Educação da OCDE

Relatório anual sobre Educação no mundo e Portugal.

Aqui

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Lutas diferentes (?)

Por causa desta petição (ainda não assinou?), lembrei-me disto:

Polónia contra Dia Europeu

Os ministros da Justiça da União Europeia (UE), reunidos ontem em Bruxelas sob a presidência portuguesa, foram incapazes de chegar a um consenso sobre a instituição de um Dia Europeu contra a pena de morte.
A Polónia inviabilizou a iniciativa, alegando que a UE deve abrir antes um debate mais amplo sobre o direito à vida, que incluiria o aborto e a eutanásia.
Notícia daqui.
(Ver também documento relacionado: "Carta de Princípios para uma outra Europa".)

O drama se de ser/nascer mulher

Silent Genocide

Selective Abortions Take High Toll of Girls

Fears of a demographic crisis are mounting in India, where many years of female feticide have severely skewed the makeup of the population. Ironically, one of the latest warnings came from Ena Singh, a representative of the U.N. Population Fund -- itself responsible for promoting abortion. Singh told the news agency Reuters, in a report published Aug. 31, that the lack of women could lead to an increase in sexual violence and child abuse. According to the United Nations, an estimated 2,000 unborn girls are illegally aborted every day in India. A much higher estimate of the number of missing girls was given earlier, when the U.N. Children's Fund (UNICEF) presented its "State of the World's Children 2007" report in India. According to article published Dec. 12 by Reuters, UNICEF officials said that 7,000 fewer girls are born in India each day compared with global averages. In its Aug. 31 report, Reuters noted that a 2001 census showed regions such as Punjab, Gujarat and Himachal with fewer than 800 girls for every 1,000 boys. According to Singh, the situation is worsening, as sex-selective abortions are spreading to more regions. Statistics show that in 2001, there were 927 girls in India between the ages of 0-6 for every 1,000 boys of the same age, compared with 945 in 1991. The Indian government, reported Reuters, admits that some 10 million girls have been killed by their parents -- either before or immediately after birth -- over the past 20 years. An earlier report from Reuters, on Aug. 21, looked at the use of techniques such as ultrasounds and amniocentesis to find out the sex of a fetus, thus facilitating abortion of girls. The use of these techniques for sex selection is illegal, but is nonetheless widely practiced. Legislation prohibiting the use of tests to determine the sex of a fetus has been in force since 1996. So far, out of 400 cases lodged with authorities there have been only two convictions, resulting in one fine of 300 rupees ($7) and another fine of 4,000 rupees ($98).
Fetuses dumped
Further evidence of the enormity of the problem came with the discovery of the bodies of more than 40 female fetuses in a field by the town of Nayagarh, in eastern India, reported the British newspaper the Guardian on July 28. Santish Mishra, a health official, estimated that the fetuses were aborted at about five months of age. The article also reported that in June a doctor in New Delhi was arrested after remains of aborted babies were found in a septic tank at his practice. Another case came in February this year, when police found the remains of 15 infants buried in the back yard of a hospital in the central state of Madhya Pradesh. Also in February nearly 400 bones from fetuses and newborn babies were discovered in a pit behind a hospital in the city of Bhopal, the Associated Press reported Feb. 18. In reaction to this, and other discoveries, the Indian government announced it would establish orphanages to accept unwanted baby girls, according to the Associated Press. The agency quoted a declaration by Renuka Chowdhury, the minister of state for women and child development, who said the government planned to set up a center in each regional district.
Lucrative business
The Wall Street Journal examined the problem in a front-page article on April 21. It reported that companies such as General Electric have sold so many ultrasound machines in India that tests are now available even in small towns that don't have clean drinking water or decent roads. Scans are available for around $8, the equivalent of a week's wages. V. Raja, chief executive of General Electric's health care division for South Asia, was quoted by the Wall Street Journal as saying that the company stresses the machines are not to be used for sex determination. Nonetheless, the article also cited an obstetrician from New Delhi, Puneet Bedi, who accused companies of exploiting the demand for boys by selling the ultrasound machines. General Electric sells about 15 different models, from machines costing $100,000 that offer sophisticated color images to basic black-and-white scanners that retail for about $7,500. It has also teamed-up with banks to help doctors finance the purchase of their machines. The article cited data on annual ultrasound sales in India from all companies, revealing that it reached $77 million in 2006, up about 10% from the year before. There are more than 30,000 ultrasound clinics registered with the government in India.
China concerns
China is another country where the sex ratios are grossly unbalanced due to the selective abortion of female fetuses. The government recently announced it would draft new laws to increase the penalties for parents and doctors responsible for killing girls, the BBC reported Aug. 25. China's Family Planning Association admitted that the imbalance has reached the point where in one city there are eight young boys for every five girls, according to the BBC. Among children under 4 in the eastern city of Lianyungang there are 163.5 boys for every 100 girls. In the rest of China 99 cities had gender ratios higher than 125 boys for every 100 girls.The problem was commented on by Robin Dunbar, professor of evolutionary psychology at Liverpool University, in an article published Sept. 8 in the Scotsman newspaper. He said that current estimates put at around 18 million the excess number of men over women of marriageable age in China. This is forecast to reach 37 million by 2020. "Boys without girls are, to be blunt, a menace," said Dunbar, referring to the social problems it causes. These range from abuse of women, to rape, to increased crime levels. Sex-selective abortions are not limited to China and India. Earlier this year the marketing in Britain of a new test that enables parents to determine the sex of an unborn baby as early as the sixth week of pregnancy raised worries. A May 5 report by the British Telegraph newspaper said that the "Pink or Blue" test works by testing a drop of a pregnant woman's blood. According to the company selling it, DNA Worldwide, part of the American group Consumer Genetics, the test is 98% accurate. Casual attitude "With our casual attitudes to early abortion in the United Kingdom, we feel it is inevitable that abortion numbers will rise," Julia Millington, of the Prolife Alliance, told the Telegraph.
In Britain, according to the newspaper, the sex of an unborn baby is usually determined during a scan in the 20th week of pregnancy. Some health authorities have stopped telling parents the sex of their child for fear of "wrong-sex" terminations, the article noted. The millions of deaths already due to sex-selective abortions, with many more still to come, have gone largely ignored by family planning groups and U.N. agencies. Even though the matter was raised by UNICEF, the launch of its report on the "State of the World's Children 2007" received little media coverage.
While the UNICEF report, at 160 pages, was dedicated to the theme of the "gender divide" suffered by women and children, a bare 102 words was spent on the issue of feticide and infanticide. Amazingly, even then the problem was minimized, with UNICEF alleging that "there is no conclusive evidence" of the misuse of diagnostic tools to determine the sex of a fetus.
The deaths of millions of girls give the lie to such willful distortions.

Notícia daqui.

A descoberta da pólvora

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Cuidados paliativos no João Crisóstomo


O Hospital Arcebispo João Crisóstomo vai ser, o quarto hospital do país com Unidade de Paliativos. Com a nova valência, o hospital está definitivamente concluído.



A partir de segunda-feira, o Hospital Arcebispo João Crisóstomo (HAJC), em Cantanhede, vai juntar-se ao Hospital do Fundão e ao Instituto Português de Oncologia (IPO) de Porto e Lisboa na lista de hospitais com Unidade de Paliativos, integrada na Rede Nacional de Cuidados Continuados.



Esta unidade vai receber pessoas que sofrem de uma "doença irreversível, em que a possibilidade de tratamento está esgotada, mas continuam a precisar de alguns cuidados", explicou ontem Jorge Martins, presidente do Conselho de Administração do HAJC, durante uma visita ao novo espaço.Com a abertura da Unidade de Paliativos, fica também definitivamente concluído o HAJC, como confirmou Jorge Martins: "esta será a última unidade a abrir", afirmou o responsável. No entanto, o hospital ficará ainda com "cerca de dez camas em aberto", que poderão mais tarde ser atribuídas a uma das unidades do hospital: "vamos aguardar a evolução desta unidade e da Unidade de Convalescença e atribuir a uma ou outra", adiantou o presidente do Conselho de Administração.



Assim, o HAJC passará a contar com as 14 camas da Unidade de Paliativos, 18 da Unidade de Convalescência, seis de internamento para cirurgia e as tais dez camas "de reserva".



Jorge Martins garantiu ainda que as consultas externas no hospital são para continuar: "mantemos e queremos alargá-las a outras especialidades", destacou. O responsável abordou ainda alguns projectos do HAJC para o futuro: "queremos pôr em funcionamento o ginásio e, em pouco tempo vamos ter as imagens digitalizadas", acrescentou, referindo-se aos exames como raio-x ou TAC.



O serviço de urgência, esse, é que "vai deixar de ser do hospital", passando a sua organização e gestão para o Centro de Saúde de Cantanhede. O HAJC vai "limitar-se a dar apoio", concluiu Jorge Martins.



A unidade, que vai abrir as suas portas na próxima semana, vai dispor de 14 camas e vai ter uma equipa composta por dois médicos, nove enfermeiros e vários outros profissionais. A responsável pela direcção clínica da Unidade de Paliativos é Lourdes Cruz Jesus.



Os cuidados paliativos não têm perspectiva de tratamento curativo e pretendem aliviar os sintomas, apoiar psicológica, espiritual e emocionalmente o doente, e apoiar a família.



Notícia daqui.


Ver mais aqui, aqui (Governo fixa taxa a pagar às unidades de cuidados continuados), e aqui (Misericórdias rompem com Governo).

Educação sexual - disciplina escolar

Juventude Socialista defende educação sexual em todas as escolas dos Açores

As conclusões do 4º inquérito Nacional de Saúde que indica que apenas 9,5% das mulheres açorianas (entre os 15 e os 55 anos) e os seus parceiros utilizam preservativos preocupam a Juventude Socialista Açores.

Tendo em conta que estão incluídas nos números anunciados muitas jovens açorianas.
Tendo em conta que, infelizmente, tem havido uma grande resistência por parte dos docentes e instituições escolares para que a Educação Sexual seja levada a todas as escolas, quando já foi aprovada em Assembleia da República há cerca de vinte anos atrás.
Tendo em conta que, recentemente, no âmbito da iniciativa J.S. ON TOUR a Juventude Socialista, ao visitar uma Escola Secundária, foi confrontada com declarações assustadoras de uma Presidente de um Conselho Executivo que considera não haver qualquer necessidade de Educação Sexual nas Escolas pelo facto de ser leccionado o corpo humano, na Disciplina de Ciências da Natureza, no 6º ano de escolaridade.
A Juventude Socialista Açores defende que haja, efectivamente, a leccionação da disciplina de Educação Sexual nas escolas dos Açores. A Juventude Socialista Açores, e os jovens açorianos, não podem ficar de braços cruzados num momento em que há uma grande incidência de gravidezes na adolescência. Para tal, deverá ser lançado o debate público sobre a formação de Comissões de Instalação da disciplina de Educação Sexual nas escolas, comissões estas que deverão ser compostas por docentes com formação na área e que deverão ser depois aqueles responsáveis pela leccionação desta disciplina, a par das suas disciplinas de origem.
Não podemos admitir uma Região a duas velocidades, onde a existência de Educação Sexual depende da sensibilidade dos docentes de cada Escola. Tem de ser obrigatório a existência desta disciplina para não voltarmos a assistir às tristes e retrógradas declarações de docentes com responsabilidades acrescidas na Educação dos adolescentes e jovens açorianos.
Notícia daqui.

«Pensávamos que era a única coisa que podíamos fazer»

«Toda a vida fiz rir os meus amigos. Sou um rapaz normal e comum, um estudante universitário de 23 anos que costuma tirar boas notas. Os meus pais trabalham, somos uma família da classe média. Gosto de desporto, de música, viajar, ler... Tenho muitos interesses.
Sempre achei que o direito à vida é fundamental e estou convencido de que é muito importante lutar por isso, porque há muitas pessoas que sofrem. Desejo realmente o bem comum e estou desde os 17 anos comprometido com os necessitados. Ainda recordo uma altura em que tomei conta de uma rapariga que sofria de ataraxia, uma irregularidade do sistema nervoso. Lembro-me de que via com tristeza como o seu corpo se ia paralisando pouco a pouco e ficava cada vez mais entumecido. Ajudei-a a não perder tão rapidamente os movimentos e também a manter a capacidade para ler. Acompanhava-a várias tardes por semana...

Tive várias namoradas ao longo da minha vida. Por isso, para mim, a fidelidade, essa exclusividade que cria a pessoa por quem nos sentimos atraídos, é um valor fundamental. As relações sexuais sempre foram mais um aspecto em todas as minhas relações, embora sendo certo que, por muito boas que elas sejam, o importante é o respeito mútuo, poder ajudar o outro. O principal é que a convivência resulte e haja amor. Tive aulas de Educação Sexual quando tinha 14 anos, mas não me lembro do que me ensinaram. Tive a minha primeira relação sexual aos 17 anos. Também me lembro de um dia em que a minha mãe encontrou um preservativo na minha carteira. Tinha 19 anos e ia viajar com vários amigos. Disse-me que tivesse cuidado, mas eu já sabia, e por isso tomava precauções. Sempre usei o preservativo para evitar uma gravidez não desejada, tal como me tinha sido transmitido pela sociedade, pelos anúncios de televisão, a famosa campanha “Pontelo-Ponselo”. Lembro-me dos jornais, dos meios de comunicação social, das conversas com os meus amigos... Tudo me dizia que os preservativos eram, aparentemente, a coisa mais eficaz. Por isso comprava-os na farmácia e usava-os em todas as minhas relações.

Foi em Abril que comecei a namorar com a Pilar. Tinha acabado de terminar uma relação com outra rapariga. Demo-nos bem muito rapidamente e, além disso, gostava dela por respeitar os meus hábitos, em especial o de sair algumas sextas-feiras com os meus amigos. A Pilar era muito madura e eu sentia-me muito bem com ela. Passa do um mês e meio de namoro, começámos a ter relações sexuais. Numa delas, o preservativo deve ter-se rasgado e não demos por isso. Normalmente, quando o preservativo se rasga, um dos dois repara e tomam-se precauções, mas nessa vez não notámos nada. É muito importante que as pessoas saibam que o preservativo pode falhar, que por vezes se rasga. Não há nenhum método totalmente eficaz, nem sequer a «marcha-atrás»: tenho amigos a quem aconteceu o mesmo que a mim recorrendo a ela.

Passadas três semanas, continuava a não aparecer o período à Pilar. Eu estava sempre atento a este assunto para saber, por uma questão de tranquilidade, se ela não tinha ficado grávida. Fazia-o com todas. Quando me diziam que já lhes tinha vindo o período, ficava descansado nesse mês. Mas a Pilar despreocupava-se dizendo que já tinha tido atrasos uma vez ou outra. Um dia, não aguentei mais e disse-lhe:
- Vamos fazer o teste de gravidez. É evidente que se está a passar alguma coisa. Temos de encarar o problema de frente.

A verdade é que nunca tínhamos falado dessa possibilidade. Só namorávamos há dois meses e nunca tínhamos imaginado que isso nos pudesse acontecer.

Comprámos o teste da gravidez na farmácia e combinámos encontrar-nos nessa mesma tarde para estarmos quando ela o fizesse. Eu queria estar com ela nesse momento. Quando deu positivo, não pude acreditar. Li as instruções várias vezes e a percentagem de erro era mínima. A Pilar estava grávida. Começou a chorar e abracei-a. Comecei a dar-lhe beijos e garanti-lhe que não a deixaria, que estávamos juntos. Mas só namorávamos há dois meses, era muito pouco tempo. Talvez isso também tenha influenciado de forma importante a nossa decisão. Embora eu sentisse um enorme carinho por ela, não tinha sequer posto a hipótese de casar... Ainda estava a conhecê-la! Passado algum tempo, entre os soluços dela e os meus abraços, a Pilar perguntou-me:
- O que é que vamos fazer? Se eu contar isto em minha casa, matam-me...
Não era dia para decidir nada, de modo que marcámos encontro para o dia seguinte, para pensarmos no assunto.

Nessa noite, nem consegui dormir. Só pensava em como nos podia ter acontecido aquilo. Não podia ser verdade: tinha-se rasgado o preservativo, não tínhamos reparado nisso e agora ela estava grávida! Não podia acreditar. Ao pensar no teste que tinha dado positivo, vinha-me à cabeça a imagem da minha mãe, que em várias ocasiões me tinha dito: Se me disseres que engravidaste uma rapariga, dás-me o maior desgosto da minha vida!
Passavam as horas nessa noite e eu continuava a pensar na minha mãe: Se, com a tua idade, engravidares uma rapariga, vais estragar a tua vida para sempre.

Até então, tinha-me parecido boa, essa forma de educar. Pensava realmente que, se lho dissesse, lhe ia pregar o maior susto da vida dela. Agora sei que não é assim. E estou convencido de que é um erro educar dessa maneira. Esse medo da minha mãe foi o que mais influenciou a decisão, pelo menos no que me diz respeito. Mas não a culpo por isso, ela é uma mulher nervosa, algo ansiosa e depressiva. Além disso, é o que a sociedade ensina: a gravidez é um problema que é preciso evitar.
De repente, dei-me conta que nossos pais nem sabiam do nosso namoro: tínhamo-lo ocultado para podermos ter intimidade. Por isso, nenhum de nós pensou em dizer o que quer que fosse sobre a gravidez. Ambos tínhamos medo do que pudesse acontecer. Decidi resolver eu o problema sozinho. Ouviria o que a Pilar pretendesse fazer e apoiá-la-ia na decisão. Agora sei que isso foi um erro. Se a mulher não quer prosseguir com a gravidez, o homem tem todo o direito de lutar contra essa opção.

Quando acordei no dia seguinte, verifiquei que nada do que me tinha acontecido fora um sonho; a situação estava mesmo a passar-se comigo. Mas tanto fazia: apoiaria a Pilar, fosse qual fosse a sua decisão. Quando nos encontrámos nesse dia, assegurei-lhe que não me iria separar dela e perguntei-lhe o que queria fazer.
- Eu, agora, não me vejo preparada para ser mãe — respondeu.
Eu, francamente, compreendia-a. Os pais dela nem sequer me conheciam. Como reagiriam quando soubessem que, aos 20 anos, ela estava grávida de um rapaz de quem não sabiam nada? Abracei-a e disse-lhe:
- Se não quiseres, não há razão para o teres. Mas temos de resolver isto o quanto antes.
Agora reconheço que estava a pensar no meu próprio descanso mental. Quanto mais cedo a Pilar abortasse, mais depressa me livraria do problema. Não podíamos andar às voltas nem perder tempo. Além disso, também tinha ouvido dizer que quanto mais tempo de gravidez passasse, maior seria o risco para a saúde da mãe.

Na altura de procurar uma clínica, seguimos o conselho duma amiga da Pilar que também abortara algum tempo antes. Fomos lá dois dias depois de sabermos o resultado do teste de gravidez. Íamos resignados: pensávamos que era a única coisa que podíamos fazer. Quando chegámos à recepção, dissemos à enfermeira, como se fosse a coisa mais normal deste mundo, que queríamos uma consulta para uma interrupção voluntária da gravidez. Depois de várias perguntas, a enfermeira informou-nos de que a Pilar estava grávida de cinco semanas e que, nesse estado, custava 300 euros; mas, se quiséssemos anestesia geral, seriam 390 euros. Pensámos que era melhor esta opção e pagámos adiantado, a meias. Era uma quantia pequena e podíamos pagá-la perfeitamente. Nesse dia, nem sequer foi vista por um médico nem assinámos nada.
Perguntava a cada momento à Pilar como se sentia e ela respondia-me sempre o mesmo:
- Normal...

Tínhamos de esperar quatro dias e eu pensava que não havia outra solução. Ela repetia-me sempre os problemas que havia para não prosseguir com a gravidez: teria de dizê-lo em casa, os pais eram muito tradicionalistas, como seria ridícula a barrigona... A Pilar garantia-me que o pai deixaria de lhe falar. Eu pensava que, comigo, ficariam desiludidos para o resto da vida. Durante esses quatro dias fui às aulas, mas não ouvia nada. Com a Pilar passava-se o mesmo. Lembro-me de que, dois dias antes do aborto, ela me disse:
- Lamento que tenhas de passar por tudo isto por minha causa.
E chegou o dia do aborto. Seria um pesadelo rápido: em duas horas e meia, tudo estaria terminado. Só faltava uma manhã de preocupação. Estávamos os dois juntos, mas nervosos. A enfermeira recebeu-nos na recepção e perguntou à Pilar se tinha seguido as instruções necessárias para a anestesia geral. Depois foi a entrevista com o psiquiatra, que quis ter a certeza de que desejávamos fazer o aborto. Perguntou à Pilar qual era o motivo e ela disse que não se sentia preparada para ser mãe. A entrevista foi só isso: cinco minutos apenas. Depois de uma análise de sangue e uma história clínica, veio a parte mais dura. O ginecologista fez-lhe uma ecografia e disse-nos:
- Está aqui. É uma gestação de seis semanas.

A Pilar não conseguiu olhar para a ecografia; eu também não quis ver. Mesmo antes de entrar na sala de operações, dei-lhe um beijo e ela garantiu-me que tudo havia de correr bem. Aquela meia hora foi terrível: tive medo de que lhe acontecesse alguma coisa, porque amava-a realmente. Senti-me pessimamente e culpei-me por ela estar a passar por uma coisa assim. Nunca pensei no bebé.
Quando tornei a vê-la, cobri-a de beijos. Estive uma hora e meia a conversar com ela, até que o soro acabou. Receitaram-lhe antibióticos durante oito dias e marcaram-lhe uma consulta para fazer uma revisão 10 dias depois. Quando saímos da clínica, fomos ao cinema; queríamos desanuviar. Já estávamos calmos: o problema tinha-se resolvido apenas seis dias depois de termos sabido que ela estava grávida. Quando fomos à consulta, o médico disse-nos que estava tudo bem. Nenhum de nós chorou e a nossa relação continuou. Tínhamos decidido não dar importância ao sucedido porque, além do mais, tínhamos a certeza de que o mesmo não nos tornaria a acontecer. Eu não iria permiti-lo.
Mas o verdadeiro problema começou quatro semanas depois. Quando já pensávamos que nos tínhamos livrado da complicação, começámos a sentir-nos culpados pelo que fizéramos. Descobrimos que podíamos ter feito outra coisa, que tínhamos sido uns autênticos cobardes. Deixámos de ser as pessoas alegres que sempre tínhamos sido... Tudo nos recordava o que tínhamos feito. De repente, víamos grávidas por todo o lado, tudo nos fazia lembrar filhos: nos pensamentos, nos anúncios… Eu sentia-me perseguido pela palavra assassino.

Sei que a minha mãe me teria ajudado a seguir em frente, mesmo tendo-lhe dado o maior desgosto da sua vida. Mas pensei que isso a afectaria muito, que os nossos pais iam sentir muita vergonha por causa da sua imagem a nível social. Também pensava que o meu pai me obrigaria a deixar de estudar. Não receava pelo dinheiro, sabia muito bem que poderíamos resolver esse aspecto de alguma forma. O que realmente me assustava era que a minha relação com a Pilar corresse mal e a criança estivesse pelo meio.
Do que tenho a certeza absoluta é de que, se tivesse sucedido o mesmo a um filho meu, eu tê-lo-ia ajudado a seguir em frente.
Agora há muitas noites em que dormimos mal, há dias em que não consigo comer. Levantar-me de manhã é o pior momento do dia: tenho de voltar a lutar. Em casa acham-me triste, mas mais nada. Há coisas que não contei à Pilar porque não quero fazê-la sofrer. Sinto que sou má pessoa, apesar de saber que tenho bom coração. Acho que já não mereço divertir-me, não quero ir tomar uns copos com os amigos, nem jogar futebol. Tudo quanto vivo deve-se à vida dum ser humano, mas sou incapaz de aceitar que a minha comodidade e a minha liberdade tenham esse preço. Sinto-me culpado, cobarde, estou zangado comigo mesmo.
A minha decisão foi especialmente motivada pelas frases da minha mãe que giravam na minha cabeça: não queria dar um desgosto aos meus pais e também não sabia se nos apoiariam. Toda a gente nos deu a entender que era fácil. Abortar é muito simples. E não nos falaram das consequências psicológicas do aborto. A proposta do aborto é um erro.

A Pilar e eu não voltámos a ter relações sexuais; pusemo-nos de acordo em relação a isso. Eu não lhes sinto a falta. E reconheço que há uma vantagem prática: não preciso de estar todos os meses dependente de saber se a minha companheira está grávida. Temos os nossos melhores momentos quando estamos juntos: aprendemos assim a ser amigos, conhecemo-nos mutuamente. O que eu desejo agora é vê-la sorrir. Não temos pressa, queremos cuidar de nós, fazer as coisas mais calmamente. Quando voltarmos a tê-las, irei valorizá-las de outra maneira, será uma coisa muito especial quando voltar a acontecer. Mas queremos que seja para termos um filho. Queremos extrair alguma coisa boa do aborto do nosso filho, que é aquilo que realmente fizemos mal. Se nos voltasse a acontecer, di-lo-íamos aos nossos pais. Mas agora é melhor não dizer: iríamos fazer-lhes muito mal, e também não nos poderiam ajudar.

O tempo passou e eu precisava de falar «mais de perto com Deus. Três meses depois do aborto, estive com um sacerdote. A sua compreensão libertou-me da angustia em que estava mergulhado. Chorei enquanto lhe contava tudo o que tinha acontecido. Recordo que me disse que me compreendia, que entendia porque chegara aquela absurda decisão. Mas o que mais me ajudou, de tudo o que me disse, foi:
- Se eu te vejo e te compreendo, como não te há-de compreender Deus?! E se Deus vê o teu arrependimento e perdoa, porque não te hás-de perdoar a ti mesmo?
Sei que Deus me perdoou, Ele concede-me o dom de estar assim. Uma das coisas de que mais gosto no cristianismo é precisamente esta: há presente e há futuro, mas não passado. Quero ver este erro como uma prenda e jamais hei-de invejar quem tenha abortado e não se sinta culpado. Não quero deitar a perder a minha vida por cinco dias, por esse grande erro, e por isso tive de começar a desmistificar o que tinha feito para me poder perdoar. Agora entusiasma-me muito ter uma família: quero ter filhos, e a Pilar também. Antevejo um bom futuro para nós dois.

Se eu conhecesse alguém que estivesse na mesma situação, animá-lo-ia a prosseguir com a gravidez: disso jamais se arrependerá. De abortar, já é muito provável que sim. Devíamos ser mais responsáveis e coerentes com os nossos actos até ao fim. É isso que traz felicidade. Além disso, acima de tudo, estará sempre o direito à vida que é preciso respeitar; isso é que é justo.
Espero poder ajudar com este testemunho porque, na realidade, eu também sou uma parte da ajuda de Deus aos outros. Faço-o por Ele, por mim, pelo meu compromisso com a sociedade e pelo direito à vida. Agora estou mais calmo, embora triste. Mas não ponho de parte a possibilidade de ir a um psicólogo. Pelo menos aprendi a apreciar as coisas mais pequenas em que antes não reparava. Às vezes o meu objectivo era apanhar uma bebedeira às sextas-feiras, e agora comecei a fazer o que realmente me apetece. Há uns tempos, uma ida ao cinema teria sido uma tolice, mas agora os melhores planos são os mais calmos. Os meus amigos não me compreendem não sabem porquê ou como me transformei desta maneira.

Hoje, a Pilar e eu continuamos a nossa relação. Tentamos que a nossa vida seja o mais normal possível, vamo-nos perdoando a nós próprios pouco a pouco. Suportar tudo isto não estando juntos seria muito mais difícil.

Embora o aborto tenha sido uma decisão dela, se eu a tivesse convencido, tê-lo-ía-mos evitado. Agora estou muito arrependido. Por isso peço que as pessoas que abortaram não sejam julgadas, que nos sintamos queridos e protegidos pela sociedade. Porque as pessoas que cometeram erros também são humanas e sentem-se mal. Oxalá com este testemunho o medo não ganhe a Outros a batalha que me ganhou a mim.»
António (testemunho verídico)
(Mensagem recebida por correio electrónico)