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sábado, 11 de outubro de 2014

Educar para a poesia da vida

 
 
"É preciso subtilmente deitar-lhes no sangue este veneno- não tanto para que gostem de versos ou saibam versos de cor, como para que olhem o mundo através da janela da poesia, para que beijem tudo graças a Deus, para que saibam olhar, para que reparem nas flores e nas ovelhas. Isto é que se quer que eles façam, sem respeito humano, pela vida fora."
 
Sebastião da Gama. Diário Pág 54.
 
E, para ser poeta, só "É preciso saber olhar".
 
Sebastião da Gama Diário Pág. 53.
 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Mais 2.500 casos de jovens em risco no ano passado

 
 
 
Enquanto os governos e os deputados continuarem a promover a degenerescência da família bi-parental estável, a Segurança Social continuará a ser massacrada e o país continuará pobre e em crise permanente

domingo, 9 de março de 2014

Nova geração de líderes precisa-se!

“A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”, afirmava Nelson Mandela.
A frase, sobejamente conhecida, serve para dar o mote ao artigo que se segue, escrito por Christopher Gergen, CEO da Forward Impact, professor de Inovação e Empreendedorismo na Duke University e membro do Center for Creative Leadership e por Lyndon Rego, director global do Center for Creative Leadership’s Leadership Beyond Boundaries, uma iniciativa que tem como objectivo conferir uma maior escala ao desenvolvimento da liderança no mundo.
“O que é possível fazer para desenvolver uma nova geração de líderes competentes e com espírito empreendedor nas nossas escolas? São muitas as palavras ocas que utilizamos ao serviço de ideias como a “aprendizagem do século XXI” ou o “desenvolvimento da liderança empreendedora”, mas a realidade é que a vasta maioria das escolas não prepara, de forma adequada, os seus estudantes para liderarem e colaborarem entre si de forma a criar uma mudança positiva no mundo. Felizmente, existem exemplos brilhantes de escolas com as quais é possível aprender – escolas que chamam a si a responsabilidade de preparar todos os seus alunos para virem a ser líderes ‘fazedores da mudança’.
Um exemplo destas escolas reside em Ahmedabad, na Índia. Um grupo de alunos do 5º ano da Riverside School trabalha numa fábrica, enrolando, de forma entediante, os paus de incenso tradicionais, ao longo de oito horas. E isto não é uma forma de trabalho escravo, mas uma importante lição curricular idealizada pela escola para ensinar empatia. As crianças deixam a fábrica exaustas, mas também despertas para as necessidades do mundo e, muitas vezes, sentindo o peso de se comprometerem em fazer algo sobre o trabalho infantil.
Em Joanesburgo, na África do Sul, líderes emergentes de todo o continente participam em sessões laboratoriais na African Leadership Academy, onde lhes é ensinado os princípios do “design thinking”, ao mesmo tempo que apreendem, de forma aprofundada, as necessidades das suas comunidades locais e desenvolvem e implementam soluções sustentáveis através do Student Enterprise Program que a escola oferece.
Saltando para um outro continente, na Ravenscroft School, em Raleigh, Carolina do Norte, os estudantes entre os 5 e os 18 anos são expostos a lições ou experiências nas quais treinam as suas competências de trabalho em equipa e colaboração, inovação e execução, capacidades inventivas e persistência adaptativa, enquanto se empenham a colocar os seus projectos de mudança em acção.
Na WeSchool e na iFEEL, uma escola de negócios sedeada em Bombaim, na Índia, um programa de sete meses denominado Global Citizen Leader oferece, como trabalho aos seus alunos do primeiro ano, uma compreensão aprofundada no que respeita à vida dos pobres e a co-criação de soluções para o alívio da pobreza. Uma avaliação formal realizada no final do programa comprovou que 92% dos alunos afirmaram sentir uma consciencialização social muito maior, bem como níveis de empatia muito mais elevados. Adicionalmente, 80% destes mesmos estudantes indicaram ter disponibilidade para abordarem desafios sociais sentindo, ao mesmo tempo, que tinham adquirido capacidades para criarem a mudança.
Os esforços pioneiros destas escolas estão, propositadamente, a incorporar a liderança ‘fazedora de mudança’ na jornada educativa de todos os seus estudantes através da implementação de uma estratégia integrada, profunda e sistémica, a qual, ao envolver todos os estudantes, os prepara para serem líderes motivados e movidos pelos ‘resultados’. Adicionalmente, estas mesmas escolas reconhecem que preparar os estudantes para se tornarem líderes efectivos e esclarecidos é crucial para as suas possibilidades futuras de emprego, para terem vidas plenas de significado e para oferecerem o seu contributo efectivo para uma sociedade que vive tempos crescentemente difíceis.

© DR
A necessidade de se pensar diferente no que respeita a preparar os mais novos para o futuro é estimulada por um conjunto de grandes forças. Uma é a da própria geração millenial. Cerca de metade dos habitantes actuais do planeta têm menos de 30 anos. Estas centenas de milhões de jovens nascidos na era digital são os mais informados e mais relacionados/interligados de sempre. Habituaram-se a viver numa era de democracia disseminada, com expectativas de liberdade e igualdade. Têm consciência e sentem-se angustiados devido ao estado ambiental, económico e político em que se encontra o mundo. A mudança é algo que ocupa significativamente a sua mente: o mundo que temos não é aquele que desejam. O interesse dos jovens em contribuir para a mudança está expresso no “surto” de programas de empreendedorismo social que existem em muitas universidades e no facto de irem, em massa, para as ruas, defendendo causas diversas: contra a disparidade económica no movimento Occupy nos Estados Unidos, pela representação política na Primavera Árabe, contra a corrupção em Lokpal Bill na Índia e pela educação acessível no Movimento Estudantil Chileno. Estes movimentos representam a prontidão dos jovens em se organizarem e vocalizarem as suas preocupações.
Todavia, e apesar de estes jovens desejarem e esperarem mais, as suas oportunidades são elusivas. O crescimento do emprego não está a acompanhar o ritmo das escolas e dos alunos com estudos superiores. O estado actual do desemprego jovem é igualmente dramático face à recessão económica que caracteriza muitos países europeus, com taxas de desemprego [jovem] superiores a 50% na Espanha e na Grécia, por exemplo.
A inexistência de empregos é agravada pela ausência de competências entre aqueles que têm bons níveis de educação. Os empregadores declaram, a nível global [veja o artigo no VER – Como sair do vale do desemprego – que se concentra exactamente nesta questão] que as instituições educativas não estão a preparar, de forma adequada, os jovens com as competências necessárias e exigíveis pelos empregos que se encontram disponíveis. E este défice é mais aprofundado na área das soft skills [também no VER, o artigo “O desencontro entre a oferta e a procura” foca também esta temática]. Em “Expanding the Leadership Equation”, um inquérito realizado pelo Center for Creative Leadership sobre as competências da força laboral, os executivos nomearam a automotivação, a comunicação, a agilidade na aprendizagem, o autoconhecimento e a adaptabilidade como as competências essenciais exigidas para o sucesso no ambiente laboral da actualidade. Adicionalmente, 90% dos entrevistados indicam que o desenvolvimento das competências de liderança deverá ser iniciado antes dos 18 anos.
Existe assim uma necessidade urgente de os jovens desenvolverem estas competências práticas exigidas pelos empregadores. Nas instituições educativas já mencionadas – tal como a Riverside School, a African Leadership Academy, a Ravenscoft e a WeSchool, - o enfoque é exactamente na agilidade em termos de aprendizagem e a aplicação prática dessa mesma aprendizagem. Mais importante ainda é o facto de estas escolas privilegiarem o envolvimento social como um meio de desenvolver a criatividade, a colaboração, a comunicação e a resiliência. Para os próprios estudantes, a “auto-clareza”, o relacionamento e a capacidade de colocar ideias em acção para uma mudança sustentável e positiva são as competências de que precisam para viverem uma vida bem direccionada e com significado.
Precisamos que mais escolas – ou melhor, que todas as escolas – se afastem dos modelos tradicionais de ensino “de cima para baixo”, com poucas oportunidades de experimentação de solução de problemas, autodescoberta e co-criação colaborativa. Precisamos de um novo futuro no qual o desenvolvimento de uma liderança empreendedora esteja integrado em qualquer que seja a faceta de aprendizagem, e para todos os alunos. As exigências do mundo são demasiado grandes para que se evite esta mudança. Temos já modelos que estão a funcionar bem. É tempo agora de interligar este trabalho e começar a implementá-lo, em grande escala e globalmente

Fonte: VER

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Classdojo



Já há muito que defendo uma maior interação entre ensino escolar e internet.
Hoje, em dia, os miúdos detestam ter que ouvir falar alguém, o que eles dizem ser o blá, blá..
Este ano, o meu filho está encantado com uma nova ferramenta que está a ser utilizada na aula de português, chamada "Class Dojo" e que, até agora, está a ter um enorme sucesso.


Parabéns à profª de português !

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A escola precisa ensinar a pensar



Para o professor e filósofo Ricardo Stork a escola deve, desde logo, ensinar os alunos a pensar.
Para isso, o primeiro de tudo é renunciar ao slogan.
Hoje, em dia, as pessoas conformam-se com poucas frases e muitas imagens.
Renuncia-se a explicar as coisas: apenas se mostram.
A cultura da imagem não necessita de argumentação para manipular a opinião pública.
É tal a força das imagens que mostrá-las já é suficiente
Discorrer, pensar, torna-se assim cada vez menos necessário.
Por isso as explicações do que vemos são sumamente simples; o mais importante é o contato direto e imediato com a notícia.
Isso afasta as pessoas do hábito de argumentar e pensa, e por isso se vai dando cada vez menos importância às razões.
O velho costume das conversas ou tertúlias vai-se perdendo.
As pessoas preferem os vídeos ou a televisão. 
É preciso enriquecer a linguagem, é preciso fomentar o diálogo, o exercício mental de raciocinar, de defender uma causa, de ter argumentos para as próprias decisões, e de não fazer apenas o que os outros fazem

Publicado no Portal da Família em 27/08/2013

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Educar no risco e na segurança


Nesta linha, queria dizer algo aos educadores, aos professores das escolas e aos pais. Educar.
Na educação, há um equilíbrio a respeitar, há que equilibrar bem os passos: um passo firme na zona de segurança, mas o outro entrando na área de risco.
E quando este risco se torna segurança, o passo seguinte procura outra zona de risco.
Não é possível educar permanecendo só na área de segurança: não.
Isto é impedir a personalidade de crescer.
Mas também não se pode educar apenas na zona de risco: é demasiado perigoso.
Importante este equilíbrio dos passos… fixai-o bem.

Papa Francisco
Audiência com alunos 7-6-2013

terça-feira, 4 de junho de 2013

Em tempos de exames, como se deve estudar e comer



Debitar uma resposta memorizada, em vez de apostar na capacidade de pensar pela própria cabeça, não é uma boa solução.
Peça-se num exame que os alunos identifiquem com um "v" de "verdadeiro" as afirmações, entre várias apresentadas numa lista, que sustentem uma determinada hipótese. E é quase certo que vários identificarão com um "v" todas as afirmações que consideram verdadeiras - independentemente de apoiarem ou não a hipótese apresentada. E assim se falha uma resposta. O exemplo serve para ilustrar um dos erros frequentes dos estudantes quando fazem exames: não lêem a pergunta até ao fim. Ganham minutos, mas perdem pontos.
A duas semanas de começarem os exames nacionais do básico e do secundário, pedimos a professores de diferentes áreas que nos ajudassem a fazer uma lista de erros frequentes. Alguns são fáceis de adivinhar. Outros, mais surpreendentes. Há quem aconselhe umas boas horas de desporto vigoroso na véspera da prova.
1. Não estudar com tempo
É bom que cada um encontre a sua própria forma de optimizar o tempo de estudo e de ser eficaz, nota José Morgado, professor do Instituto Superior de Psicologia Aplicada. Mas a verdade é que o tempo que os alunos dedicam a preparar-se para as provas é, muitas vezes, insuficiente.
"Uma parte significativa não se prepara com a antecedência devida", diz Miguel Barros, vice-presidente da Associação de Professores de História (APH). Muitos deixam para a véspera das provas o estudo das matérias obrigatórias, continua Paula Gonçalves, professora de Filosofia e coordenadora do centro de explicações Ás de Saber. "Revelam um estudo pouco sistemático, mal organizado, sem a elaboração prévia de resumos, os quais, quando realizados ao longo do ano lectivo, simplificam muito a preparação mais específica e intensiva que antecede os exames", afirma.
O local de estudo também pode fazer a diferença. Miguel Barros nota que "muitos alunos não estudam em ambientes propícios à concentração - não desligam a televisão, a Internet ou os telemóveis, por exemplo".
2. Stress a mais
"Quando iniciam o estudo, é frequente entrarem em pânico face à enormidade da tarefa, o que os leva a situações de stress e, no limite, ao uso de fármacos que, supostamente, os auxiliarão a concluir com sucesso o que se pretende", diz o dirigente da APH. Eis outro erro frequente. José Morgado sublinha a importância de se tentar "lidar de forma serena com a pressão ou expectativas que, muitas vezes, pais, professores ou os próprios colocam - e que, para alguns alunos, podem tornar-se parte do problema".
À medida que o exame se aproxima, os nervos aumentam. E, no dia da prova, ainda pior - sendo que, tendencialmente, os mais pequeninos são mais sensíveis, explica Fernando Nunes, ex-presidente da Associação de Professores de Matemática.
O excesso de tensão, diz este professor, é um grande inimigo. Leva os alunos a cometer erros, sobretudo se no exame se confrontam com algo "novo", uma pergunta feita de forma diferente daquela que é habitual, por exemplo. O último relatório disponível do Gabinete de Avaliação Educacional, sobre os exames, confirma esta ideia: em 2011, nos exames de Matemática do 9.º e do 12.º ano, por exemplo, os alunos revelaram dificuldades na interpretação de algumas questões, sobretudo quando estas envolviam "estratégias não habituais".
3. Ter excesso de confiança
Muitos alunos consideram que não precisam de fazer uma preparação "mais específica e direccionada" para os exames porque julgam que já conhecem a matéria, diz Paula Gonçalves. Acham, portanto, que não precisam de praticar. Mas atenção ao excesso de confiança: "A realização contínua de exercícios permite fazer um levantamento dos próprios erros procurando superá-los e, além disso, obriga a analisar os critérios de correcção dos exames procurando responder à questão "em que é que eu não posso falhar?"."

4. Ler só resumos
Cada vez mais se nota que os alunos não lêem as obras integrais que são obrigatórias, notam alguns professores. Isto vale, nomeadamente, para quem está a preparar-se para o exame de Português. Os resumos das obras não chegam!

5. Ir de directa
Ir para o exame com uma noite mal dormida é um erro frequente. "Metade da nota consegue-se com estudo, a outra metade com os neurónios em actividade máxima... o que implica uma cabeça fresca!", diz Paula Canha, professora de Biologia e Geologia. "Aconselho os meus alunos a praticarem desporto vigoroso no final do dia anterior ao exame, pelo menos oito horas de sono e uma refeição decente antes do exame. Assim, a concentração e a capacidade de raciocínio estarão no seu máximo."
6. Não ler as perguntas
Até que chega aquele momento em que o professor distribui o exame. "Às vezes nem lêem o enunciado completo!" O desabafo é de Paula Canha, mas é partilhado por vários professores. "Dizem que a meio já achavam que tinham percebido o que era para responder, mas afinal... Exemplo: uma pergunta de V/F [Verdadeiro/Falso] em que é para indicar as afirmações que apoiam uma determinada hipótese. Eles partem do princípio que é para assinalar as frases como verdadeiras ou falsas, ignorando o segundo requisito do enunciado", continua a professora de Biologia.
Não dedicar o tempo necessário à leitura das perguntas leva a erros de interpretação, diz também Miguel Barros. Sem compreender bem o que é pedido, dificilmente se dá a resposta certa, e isto é verdade para todas as disciplinas, diz Paula Gonçalves.
7. Não planear as respostas
Para além de compreender as perguntas é preciso "preparar e planear as respostas", diz José Morgado. "A resposta imediata pode ser desajustada ou "ao lado"." É importante avaliar o que é mesmo "essencial", referir e o que é "acessório" - sendo que o acessório também se pode incluir, e até pode ser relevante, em questões de "desenvolvimento".
8. Debitar o que se decorou
"Muitos alunos desenvolvem na sua cabeça a resposta certa, mas como não confiam na sua capacidade de raciocínio, preferem procurar na memória alguma coisa que tenham ouvido na aula ou estudado no manual e que possa colar-se àquela situação", diz Paula Canha. Miguel Barros dá o exemplo do que se passa na sua área científica: "Apesar de nos exames de História se privilegiar a interpretação de fontes, devendo a informação recolhida nessas fontes ser integrada, de forma crítica, nas respostas, um número significativo de alunos continua a achar que o que interessa é "decorar a matéria" e "despejá-la" nas respostas. Isto dá origem a erros de análise - vêem nas questões aquilo que querem ver, dando origem a respostas longas mas que ficam muito aquém daquilo que se pretende."
9. Não ser assertivo
Ser objectivo e assertivo dá pontos, diz Paula Gonçalves. "Muitos alunos têm tendência para o excesso de informação numa resposta, tornando-a pouco assertiva. A objectividade é muito bem cotada num exame."
10. Não gerir o tempo
O exame deve ser visto como um todo, diz Miguel Barros. Mas a maioria dos alunos não é assim que lida com o enunciado da prova. "Como não olham para o exame como um todo, mas antes como uma lista de questões, não planeiam com cuidado o tempo de que vão necessitar. Perdem, frequentemente, demasiado tempo com questões de nível mais elementar (do tipo refere, enumera...), que são menos pontuadas, acabando por não ter tempo suficiente para responder a questões mais complexas, que implicam uma maior reflexão."
Mas isto de gerir o tempo não é coisa fácil. Ficar "bloqueado" numa resposta que parece supercomplicada também pode acabar por significar que não se tem tempo para responder a outras eventualmente mais fáceis, lembra José Morgado.
Fernando Nunes lembra que o "tempo" não é, geralmente, um factor muito valorizado no processo de ensino-aprendizagem - mais cinco minutos, menos cinco minutos, o que interessa aos professores na sala de aula é que os jovens acabem por conseguir resolver o problema. No exame, tudo é diferente. Fica a sugestão: "Se acham que estão a levar demasiado tempo com uma pergunta que não estão a conseguir responder, passem para outra, porque elas não têm todas o mesmo grau de dificuldade."
11. Não rever as respostas
É fundamental voltar a reler as respostas do exame para perceber se existe coerência no que foi exposto e poder detectar erros e falhas.
12. Não usar as tabelas
Textos, tabelas, gráficos e exemplos não servem para embelezar o exame, diz Paula Gonçalves. Muitos alunos ignoram o recurso a estes documentos de apoio que constam de alguns enunciados e que muito podem valorizar uma resposta.

FONTE: Público e ainda "Em tempos de exames o que se deve comer"

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Aprender a estudar

 
 
Saber estudar é fundamental para o percurso académico de todas as crianças e deve ser ensinado desde cedo. Em casa, os pais podem desempenhar um papel importante. Aqui ficam alguns conselhos úteis para pôr em prática no início deste ano escolar.




“Estudar, como se faz?”, “Valerá a pena aplicarmos os métodos do antigamente ou do agora é que é bom?”, “Até que ponto ajudar a estudar?”, “E em que condições: com a televisão aos berros ou em silêncio sepulcral?”… No prefácio do livro Ensina o teu filho a estudar, o pediatra Mário Cordeiro enumera uma série de questões que surgem necessariamente aos pais com filhos em idade escolar. Renato Paiva, o autor do livro, baseou-se na sua vasta experiência como formador e orientador escolar, para passar aos pais um conjunto de pistas e informações úteis, sobre um tema por vezes negligenciado, mas absolutamente necessário. Eis algumas das mais importantes.


  • Criar hábitos de estudo

Os alunos devem estudar com frequência e antecedência. Incite o seu filho a estudar com regularidade (o que permite ir acompanhando a matéria, não a deixando acumular) e de forma atempada, possibilitando reforços de aprendizagem e esclarecimento de dúvidas. Renato Paiva alerta: “Não obrigue o seu filho a estudar. Incentive-o a estudar. Demonstre-lhe que o estudo faz parte de ser estudante e que contribui para o seu sucesso”. No entanto, não é possível que os alunos estudem apenas quando lhes apetece, por isso a criação de uma rotina de estudo é fundamental. É comum ouvirem-se os alunos dizer: “Esta semana não preciso de estudar porque não tenho testes”. “Um tremendo engano!”, na opinião deste pedagogo. “É precisamente nessas alturas que o estudo se torna mais produtivo”.



  • Planear e diversificar

Evite que o seu filho estude apenas aquilo de que gosta. Deve estudar de forma equilibrada as diferentes disciplinas e não estudar de seguida temáticas semelhantes, como duas línguas ou Matemática logo após Físico-Química, ou História a seguir a Geografia. Diferentes disciplinas privilegiam diferentes estratégias, fazendo com que o estudo não seja tão monótono. O aluno deve iniciar o estudo pelas matérias nas quais sente uma dificuldade intermédia, seguidas das mais difíceis e terminar com as mais fáceis.

Saber estudar implica saber parar. Faça com que o seu filho dedique cerca de um terço do tempo para descansar. Cerca de 15 minutos por cada 45, é o ideal. Nesse descanso, deixe-o fazer o que lhe apetecer. Repartir o esforço por vários momentos traz melhores resultados.



  • Ler, explicar e praticar

Estudar é muito mais do que ler e memorizar! Numa primeira fase, o aluno de facto deve ler com atenção as fontes de informação, sublinhando o que lhe parece ser mais importante. Mas, de seguida, é muito importante que reproduza a matéria por palavras suas. Que faça resumos, apontamentos, esquemas, simule que é o professor e explique a matéria a alguém. “A melhor maneira de aprender é ensinar”, defende Renato Paiva. E ilustra o papel que os pais podem aqui assumir: “Verificarem se falta informação, fazerem algumas perguntas para perceberem se a criança consegue explicar, pedirem pormenores e exemplos, ou mesmo dizerem que não perceberam para que o filho seja mais explícito ou tente uma diferente explicação”. Numa terceira fase, o estudo implica a realização de muitos exercícios, para o aluno conseguir demonstrar o que sabe e para tomar contacto com diferentes tipos de perguntas que lhe podem ser colocadas. Em termos de alocação do esforço do aluno, é aconselhada a regra 20-40-40: 20% para apreensão de conhecimentos, 40% para a concretização por palavras suas do que aprendeu, 40% para a resolução de exercícios.



  • Local de estudo

Além de ser muito importante, o ambiente de estudo é um dos fatores que os pais mais podem influenciar. O local escolhido deve ser calmo, com boa luminosidade, temperatura agradável e boa ventilação, ter espaço suficiente para todo o material necessário e ser livre de ruídos perturbadores. A evitar locais de passagem, onde possa ser interrompido constantemente. Renato Paiva é perentório: “Música e televisão só causam distração! E evitem que os alunos estudem com o telemóvel ao pé. As solicitações permanentes, como os SMS, perturbam, causam paragens e desvios de atenção”. E até deixa algumas dicas de iluminação e ergonomia, como colocar um foco de luz do lado oposto à mão com que o aluno escreve, para que não provoque sombra sobre o que está a escrever. Este pequeno pormenor evita esforços suplementares que podem provocar cansaço e até dores de cabeça. Quanto à posição relativa entre a mesa e a cadeira, deve permitir que o aluno tenha o tronco direito, os pés apoiados no chão e que tenha um encosto para uma postura correta e confortável
 
Fonte: Pais e Filhos

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Como ser um bom professor ?



Dar resposta, por exemplo, às crianças que chegam, vindas de outras escolas e de outros países e às suas dificuldades de adaptação. Mónica Mendes conta como ficou preocupada com a mudança da filha, quando esta chegou aos maristas há ano e meio. "[O professor] foi de uma meiguice, de perceção tão aguçada, que cada dia sentimos que ela chegava com uma segurança muito grande", conta. Madalena Alves considera que o docente é "aquilo que nós gostávamos de ser em casa [como pais], mas na escola". A mãe salienta que o que este lhes ensina vai muito para além da Matemática: são valores para a vida. E o que ele diz "é lei", conta Sofia Guerreiro. "Quando numa conversa surge 'mas o professor Lopo disse', acabou, não há mais discussão."
Para as crianças, que o tratam por tu, o professor é divertido, amigo e ensina bem. São estes os adjetivos mais usados pelos alunos. A pequena Madalena vai mais longe e diz que nunca vai esquecer--se dele. Uma cumplicidade evidente na sala de aula, quando um dos alunos espirra e os "santinho" surgem em catadupa, seguidos de uma ladainha impercetível. "Quem é que costuma dizer isso?", pergunta o professor. "O teu avô", respondem.
Para os colegas, o que torna o professor num exemplo é, além das qualidades pedagógicas, a capacidade de ser genuíno, diz Catarina Machado. De ser muito afetivo "sem nunca sacrificar a disciplina, o rigor, um equilíbrio que cria um ambiente de bem-estar na sala de aula", acrescenta Bruno Reis, o colega que coordenou o primeiro ciclo do colégio até ao ano passado.
Também é preciso muita energia para prender a atenção de quase três dezenas de miúdos. Com "tantas solicitações, hoje é quase preciso fazer o pino na sala de aula para chamar a atenção" das crianças, diz Lopo Rodrigues. Ou trazer chocolate para ensinar frações. "Quase todos os dias faço uma reflexão crítica, analiso o que fiz bem e o que fiz mal, tento perceber como é que posso criar empatia com os alunos, porque as crianças não são todas iguais e a obrigação é minha, não é delas."
 
Fonte: DN

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A Escola da Vida

 
 
O mundo em desenvolvimento adopta, na esmagadora maioria das vezes, programas educacionais tradicionais que vigoram no Ocidente. Mas uma dupla de investigadores concluiu que saber quais são os números primos ou por que se movem as placas tectónicas em nada é relevante para as vidas das crianças pobres. A aposta num modelo que combina os conteúdos tradicionais com competências sobre literacia financeira, saúde e empreendedorismo deu origem à “Escola da Vida”. Para que também os mais pobres tenham direito a mudá-la para melhor
(...)
 
A definição tradicional da qualidade de uma escola no mundo em desenvolvimento tem como base o domínio dos conteúdos. Mas a utilização básica das abordagens tradicionais de ensino durante os preciosos e poucos anos em que as crianças frequentam a escola conduz apenas a uma perda de recursos e a oportunidades perdidas para os indivíduos e para as suas comunidades. As agências governamentais e as organizações que apoiam e promovem a educação de qualidade para todas as crianças têm de ir para além dos modelos tradicionais, para ajudar as crianças a desenvolverem o conhecimento, as competências e as atitudes que são relevantes para as suas vidas e que os podem retirar um dia da pobreza.

Por demasiado tempo, os governos e as organizações que investem na educação do mundo em desenvolvimento operaram sob pressupostos não questionados de que melhores qualificações nos testes consistiam a clara evidência de que os seus investimentos estavam a dar frutos. Mas se, como é argumentado neste artigo, o domínio do currículo escolar primário não é a melhor forma de melhorar as oportunidades de vida e de aliviar a pobreza nos países em desenvolvimento, então significa que este modelo não é adequado. Investir em intervenções que produzam os melhores resultados nos testes já não constitui uma abordagem válida para se alocar escassos dólares educacionais ou pouco tempo disponível para o desenvolvimento das mentes jovens. Está na altura de procurar intervenções que conduzam a um impacto social e económico verdadeiramente positivo para os mais pobres.

Artigo originalmente publicado na Stanford Social innovation Review, por Marc J. Epstein, Professor e Investigador na Management Rice University e Kristi Yuthas, responsável pela cátedra de Gestão de Sistemas de Informação na Portland State University
 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O professor substituto

 
Numa escola secundária pública de periferia dos Estados Unidos, Henry Barthes enceta novo contrato como professor substituto. Os primeiros dias revelam o estado deplorável das problemáticas relações humanas num lugar onde a palavra esperança não existe.
Às tentativas iniciais de confronto dos alunos, verbal e fisicamente ameaçadoras, Barthes não se deixa intimidar. Afinal, a realidade afetiva e social dos jovens não lhe é estranha, o que, num contexto progressiva e contagiantemente deprimido, o impulsiona, pelo contrário, a fazer a diferença.
Num misto de esperança e desapego que o torna imune à agressão psicológica e ao pessimismo, o professor gere os seus dias entre os cuidados ao avô, única família que lhe resta, e a tentativa de transformar aqueles com quem se cruza, seja na escola ou em qualquer outro lugar. É assim que conhece Erica, uma prostituta adolescente que instintivamente acolhe em sua casa...
(...)
Embora excessivo na abordagem - restringindo sistematicamente as possibilidades de salvação no contexto miserabilístico de cada personagem - e no tipo de filmagem - abusando dos movimentos manuais de câmara e primeiros planos - “O Substituto” não deixa de constituir uma interessante reflexão sobre os efeitos simultaneamente nefastos e positivos do ‘desapego’. Precisamente o título original do filme, ‘detachment’, na sua possibilidade redutora, a que se arrisca sucumbir, e libertadora, a capaz de transformar...
"O substituto" (97'), estreia esta quinta-feira em Portugal.
 
 
Fonte: SNPC
 

domingo, 11 de novembro de 2012

Leitura de imagens e movimento

 
Nuno Crato, o novo ministro da Educação, afirmava há uns meses atrás que um dos objectivos do sistema de ensino passava pela sua adaptação aos desafios da idade adulta e do mundo profissional que espera os jovens estudantes.
Neste âmbito, haveria que excluir ou reduzir as matérias que têm pouca aplicação prática e apostar nas que têm.
Uma das áreas mais importantes no sentido de atribuir competências aos jovens com vista a uma maior concentração e autonomia passa pela chamada "Educação para os Media".
A "Educação para os Media" tem uma dupla vertente.
Por um lado, munir os jovens dos instrumentos necessários a uma utilização inteligente dos media ao nível académico e profissional.
Por outro, investi-los das competências necessárias a uma interpretação dos media que permite a sua desmontagem e a obtenção de um consequente distanciamento que evite situações de manipulação e atracção maníaco-compulsiva.
Infelizmente, este área continua a ser descurada pelos programas de ensino.
Excepção a isto é a chamada "leitura de imagens e movimento" que é uma rubrica prevista em alguns programas de Português para certos anos de escolaridade.
Entre outros efeitos, o consumo massivo de multimedia aumenta quer a dificuldade de concentração, quer a hiperactividade com consequências negativas para o desenvolvimento psicossocial dos estudantes.
Há que rever os programas de ensino e torná-los mais atractivos, mais modernos, mais adaptados à preparação dos estudantes com vista à sua inclusão num mundo cada vez mais competitivo e, por vezes, cruel.
 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Ensinar as crianças a poupar


Mesmo antes da crise financeira de 2007-2008, os americanos não se encontravam em boa forma no que respeita a comportamentos financeiros de longo prazo. Estavam, sim, sobreendividados, com dívidas médias nos cartões de crédito superiores a 5 mil dólares e eram cerca de 50% aqueles que não tinham poupanças adequadas para a reforma. Uma abordagem plausível para este problema tem sido o de se ensinar literacia financeira, explicando princípios básicos de poupança, de planeamento e de despesas responsáveis. Infelizmente, as pesquisas geralmente não evidenciam que os seminários sobre poupança afectem positivamente os resultados financeiros de longo prazo das pessoas. É que a viagem entre saber o que devemos fazer até realmente colocarmos em acção o que deve ser feito pode ser muito complexa.

E esse foi o motivo que levou os autores deste artigo, Annie Duflo e Dean Karlan, directora executiva da organização Innovations for Poverty Action (IPA) e professor de economia na Universidade de Yale e fundador e presidente da IPA, respectivamente, a interrogarem-se sobre o que aconteceria se estes bons comportamentos começassem a ser ensinados desde tenra idade. E começaram por questionar o seguinte: serão as crianças mais fáceis de influenciar? Será possível que uma pequena e precoce influência nas crianças poderá vir a ter benefícios cumulativos sociais ao longo das suas vidas? E, para tornar esta cruzada mais interessante ainda, os autores decidiram olhar para um país com taxas muito reduzidas de poupança: o Gana.

A Aflatoun, uma ONG sedeada na Holanda, desenvolveu um currículo educacional financeiro para escolas que trabalham com parceiros locais para formar professores em 83 países. No centro do programa, existe um simples “banco” de grupo sob a forma de um mealheiro fechado e uma caderneta guardada pelo professor, no qual os alunos podem fazer poupanças e registar depósitos e levantamentos. As lições de poupança estão enquadradas num currículo de desenvolvimento alargado, emocional e social, que pretende fazer a ligação entre os direitos e responsabilidades individuais e a educação financeira e social.

A chave para um estudo rigoroso sobre a eficácia de um programa social consiste em comparar de que forma as vidas das pessoas mudam relativamente ao que mudariam caso o programa não tivesse existido. Quando viável, a melhor forma de executar este exercício é fazê-lo com um grupo de comparação aleatoriamente escolhido. Neste caso, os autores avaliaram dois grupos com programas diferentes: um que teve acesso a todo o currículo estabelecido pela Aflatoun e outro que apenas recebeu formação básica em literacia financeira.

O grupo que recebeu apenas o mealheiro e a formação em competências básicas, mas não o currículo alargado de desenvolvimento psicossocial, foi denominado de grupo do “Mealheiro Honesto” (MH), e que permitiu também a comparação dos efeitos decorrentes de uma intervenção mais simplista. Os alunos do 5º e 7º anos, de 135 escolas participaram, tendo as escolas sido escolhidas aleatoriamente para fazerem parte de um dos dois programas ou do grupo de comparação.

No final de um ano lectivo, os investigadores questionaram ambos os grupos sobre um conjunto de atitudes e comportamentos de poupança. Os investigadores tentaram igualmente descobrir diferenças entre os estudantes que passaram por programas de tolerância ao risco, autoconfiança e relações interpessoais.

(...).

Em jeito de resultado, ambos os programas obtiveram um impacto modesto, mas mensurável, em termos de poupança. Cerca de 51% dos miúdos pertencentes ao grupo de comparação reportaram poupanças e a participação tanto no Aflatoun como no MH aumentou a taxa de poupança em quatro por cento.

A maioria dos votantes online fizeram previsões correctas, com 56 por cento a apostar que ambos os programas teriam um impacto. 27 por cento escolheram apenas o Aflatoun, 12 por cento o MH e uns pessimistas cinco por cento afirmaram que nenhum dos dois teria qualquer impacto.

Enquadrar as poupanças num contexto social pode também estimular outras actividades sociais. Na escola de Nkwanta, num distrito rural e pobre do Gana, os estudantes nunca se tinham envolvido anteriormente em qualquer clube de actividades. Mas assim que iniciaram o seu grupo de poupança, abriram de seguida uma pequena papelaria, onde começaram a vender lápis, livros, garrafas de água e outros produtos similares. Um grupo Aflatoun, na escola básica de Pantag, perto de Accra, começou a vender doçaria e um jornal para crianças, e ganhou o gosto por actividades pró-sociais, organizando os seus próprios programas de poupança e visitando casas de acolhimento para crianças.

Uma das poucas diferenças encontradas pelos investigadores no que respeita aos resultados financeiros entre os programas da Aflatoun e os do MH residiu no facto de as crianças que fizeram este último programa terem demonstrado uma maior propensão para trabalharem fora da escola. Como afirmou um estudante do MH: “Trabalho arduamente todos os sábados e domingos no mercado… costumava gastar todo o meu dinheiro em videojogos e em outros produtos de entretenimento, mas desde que me juntei ao clube do Mealheiro Honesto, alterei a forma como gasto o meu dinheiro”. É questionável se esta é uma situação positiva, na medida em que a escola pode competir com o trabalho. Um possível efeito colateral do encorajamento de poupanças sem o apoio de um desenvolvimento psicossocial pode, nestes casos em particular, resultar num aumento do trabalho infantil.

Todavia, os investigadores comprovaram uma redução na atracção por comportamentos arriscados, com os estudantes em ambos os grupos a demonstrarem níveis mais elevados de aversão ao risco.

(...)

Artigo originalmente publicado na Stanford Social innovation Review, por Annie Duflo & Dean Karlan, Outono 2012. Adaptado por VER com permissão

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Escola virtual

Um dos grandes problemas que a escola enfrenta, desde os últimos 20 anos, prende-se com a concorrência dos multimedia, video-jogos, internet etc..

Os estudantes sentem-se desmotivados perante livros em papel ou perante matéria de estudo que está ao seu dispôr à velocidade de um click.

Além disso, os multimedia, internet, video-jogos, etc... aumentam o grau de desconcentração.

Era e é, pois, importante que a escola se alie à internet e às ferramentas de multimedia para que o ensino se torne mais atrativo, apelativo e eficaz.

O Ministério da Educação desde há muitos anos que tem gabinetes próprios onde supostamente se incentivaria ao uso dos media nas salas de aulas e muitos professores, por sua própria iniciativa, têm-no feito recolhendo material da internet.

Por outro lado, neste linha de interação escola-multimedia, o recurso a quadros interativos (uma espécie de power points interactivos) têm também sido uma preciosa ajuda, embora nem todos os professores e nem todas as escolas tenham possibilidade de ter e dominar esta preciosa ferramenta.

Mais recentemente uma editora nacional lançou um projeto que está a ter um enorme sucesso e adesão por parte de pais e professores denominado "Escola Virtual".

Este é projeto é um paradigma novo que tenta promove a automotivação.
O aluno chega a casa, liga o computador e estuda de maneira lúdica.
O objetivo é que com este acesso os estudantes aprendam mais facilmente e precisem menos de recorrer a explicações ou a livros de exercícios.

Uma excelente iniciativa !!!



sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Won't back down contra escolas públicas medíocres

WON’T BACK DOWN é um filme que fala sobre a história de uma mãe e de uma professora que decidem lutar por melhorar a sua escola pública quando o próprio governo e alguns dos próprios agentes educativos parecem conformar-se com a mediocridade e o conformismo
 
 

domingo, 9 de setembro de 2012

terça-feira, 24 de julho de 2012

Saber gerir a sua vida, o seu trabalho e a sua família


            Num dos seus artigos no semanário “Expresso”, um dos gestores mais brilhantes de Portugal, António Carrapatoso, defendia a introdução obrigatória de aulas de gestão no ensino. Dizia ele que, através do recurso ao método do “caso” e pela transmissão de alguns princípios elementares de gestão, os estudantes estariam a adquirir competências na área da gestão que lhes seriam muito úteis para o futuro.

            O problema desta sugestão é que ela  lançaria à escola e aos professores mais um desafio e mais um encargo a somar a todos os outros. Educar para os media, educar para o desporto, educação sexual, educar para a arte, educar para a defesa do ambiente, etc, etc. No entanto, a meu ver, uma boa integração e organização curricular permitiram perfeitamente ultrapassar este problema.

            Gerir a economia pessoal e doméstica, gerir a sua carreira, gerir o seu tempo, gerir a sua empresa, gerir as suas relações humanas, etc.etc. tudo isto implica saber gerir e saber gerir bem está inevitavelmente associado às virtudes da prudência e do elementar bom senso.

            Saber gerir o risco, não arriscando demasiado sem uma garantia de reserva, no caso da aposta sair gorada; saber gerir as poupanças; saber gerir os investimentos, apostando nos estudos e avaliação dos mercados potenciais; saber gerir os recursos humanos e materiais, aligeirando os custos para poder oferecer um produto mais atractivo e competitivo; não estar demasiado depentende de um determinado cliente ou de um determinado nicho de mercado; ter planos alternativos de redução de custos ou de apostas em outras áreas de investimento alternativas potencialmente mais promissoras; saber adaptar-se às constantes e permanentes alterações e necessidades do mercado, mas também saber escolher o local das férias, tendo em conta os encargos mensais de todo o ano, saber escolher a escola dos filhos e a forma destes ocuparem os tempos livres; saber gerir a relação com o parceiro, exigindo de umas vezes e cedendo em outras etc.etc.etc.

            Não deixa de ser interessante que o próprio Jesus Cristo em muitas das suas parábolas evangélicas se refira a actos e princípios de gestão micro-economicos: a forma como as virgens prudentes e imprudentes geriam o óleo das lamparinas do casamento, a forma como os trabalhadores geriam as moedas que o seu patrão lhes deu antes de partir de viagem: a forma como o pastor gere a perda de uma ovelha, a forma como o latifundiário gere a indisciplina dos seus trabalhadores agrícolas, etc.etc.

            Se olharmos para a génese de muitas falências verificamos que muitas são causadas por erros de gestão, por apostas mal medidas, por iniciativas pouco prudentes, precipitadas e adoptadas com excesso de confiança. Vemos também a menor sensibilidade que muitos gestores têm em relação ao cumprimento das suas obrigações fiscais e perante a segurança social, o que, mais tarde, lhes traz inúmeros dissabores em mais um sinal de imprudência.

            Há que começar a explicar às crianças e jovens o que é gerir e como gerir e gerir bem. Como se deve, com um capital inicial, apostar, desde logo, na contenção de despesas, pagando 1º o que é de lei pagar (IVAs e Segurança Social), depois agir de forma a salvaguardar os postos de trabalho e, em simultâneo, motivar a força laboral da empresa; pensar como melhorar cada vez mais a oferta, tornando-a mais atractiva, ensiná-los a poupar e a não desperdiçar recursos de forma inútil; ensiná-los a tentar acertar nas apostas que fazem e a saber levantar-se quando alguma coisa corre mal.

Talvez a reconstrução do país, comece mesmo por aí.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Situação da Escola Secundária João de Deus "Liceu" denunciada pela TSF

A TSF visitou a Escola Secundária João de Deus, em Faro, cuja remodelação devia estar finalizada em abril, mas há quase dois meses que não se vislumbra qualquer movimento de obras

Um pavilhão praticamente novo demolido em troca de outro que nunca será construído, torneiras de luxo num edifício com obras paradas, entre várias coisas, exemplo da má gestão da Parque Escolar

pode ouvir a reportagem aqui

domingo, 26 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Plataforma Resistência Nacional: Acabar com a paternalização estatal



"Fora de cena o que não é de cena"

A Plataforma-RN apoia os professores que pedem "educação sexual fora da escola"!

A Portaria 196-A/2010 define a carga horária, os objectivos e a organização da educação sexual nas escolas o destino dado ao Currículo Nacional do Ensino Básico - Competências Essenciais.

O documento das competências essenciais foi removido com o Despacho 17169/2011. Faça-se o mesmo com a Portaria 196-A/2010. Poupam-se problemas. Poupa-se dinheiro.

Muitos pais podem não saber – nem pior nem melhor - educar matematicamente, mas todos os pais sabem – pior ou melhor - educar sexualmente.

A Plataforma apoia também os professores que pedem o fim da sobrecarga do preenchiemnto de planos curriculares de escolas, planos curriculares de turma, planos educativos individuais e planos de recuperação.

A Plataforma apoia também os professores que pedem o fim das reuniões intercalares, cuja "utilidade" é "fazer sociologia barata sobre a vida dos alunos.” (ProfBlog – 25 Dezembro 2011).


CARTA PARA ENTREGAR NA ESCOLA:

Assunto: Ano Lectivo ____ / _____.
__________________________________________, ___ Ano.
__________________________________________, ___ Ano.
__________________________________________, ___ Ano.

Exmo(a) Senhor(a)
De acordo com a Constituição Portuguesa (art.º 36, nº 5) "Os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos”.
A educação sexual dos nossos filhos (educandos) é da nossa competência e é algo que nós fazemos, como pais, desde o seu nascimento, de um modo natural, integrado, progressivo, completo e respeitando as exigências das suas necessidades concretas, do seu crescimento e da sua dignidade pessoal.
Neste sentido, para o ano lectivo em assunto, desde já informamos que não autorizamos a participação dos nossos filhos, cujos nomes acima se referem, em qualquer aula, acção ou aconselhamento relativo a “educação sexual”, sem o nosso acordo por escrito, atempadamente solicitado pela escola.
Sem outro assunto, apresentamos os nossos melhores cumprimentos,
De V. Exa.
Atenciosamente,




_______________________
Encarregado(a) de Educação




Pela Escola – recebido em: ___/ ___/ ______, ___________________________
Carimbo / Assinatura


Plataforma Resistência Nacional
www.plataforma-rn.org

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