sábado, 12 de setembro de 2015
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Empresa incentiva trabalhadoras a engravidar
Ângela Castanheira tem 27 anos. Terminou há dois anos o curso de Gestão de Empresas e tomou posse na administração de um grupo têxtil, criado em 1978, pela família. Foi o pai que lhe passou o testemunho de algumas entrevistas de trabalho, que a sensibilizaram.
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domingo, 26 de julho de 2015
Portugal teve a 5ª maior perda de população do mundo
A perda de população em Portugal não surge só no ano passado.
O país surge entre as dez maiores perdas de população entre 2010 e 2014 (-1,7%), segundo o Banco Mundial. “Em Portugal há um declínio da população total devido à baixa fecundidade: os nascimentos são significativamente mais baixos que a mortalidade e o saldo migratório.
O saldo migratório é estimado como negativo neste período: em média, as pessoas estão a sair do país”, explica Kirill Andreev, demógrafo da Divisão de População das Nações Unidas e um dos responsáveis pelas projeções demográficas publicadas pela organização internacional.
A estimativa é que Portugal tenha 7,5 milhões de habitantes em 2100.
E porquê?
“A atual estrutura etária da população e o nível de fecundidade abaixo do nível necessário para a renovação das gerações [2,1 filhos por mulher] puxam a população para baixo”, alerta Andreev.
Maria Filomena Mendes completa o panorama demográfico. “Somos um país em acentuado declínio demográfico, temos uma queda acentuada da natalidade num quadro já anteriormente de declínio, o número de óbitos vem sendo superior ao número de nascimentos e também nos últimos anos a imigração diminuiu enquanto a emigração regista valores imprevisivelmente surpreendentes.”
E o que fazer para inverter a situação?
Para o demógrafo das Nações Unidas, o tempo necessário dependerá do "sucesso do governo português em recuperar a taxa de fecundidade do país para, no mínimo, o nível de renovação das gerações.
O envelhecimento da população continuará a aumentar no futuro, não vejo nenhuma forma de contrabalançar isso.
O governo terá de aumentar a idade da reforma para conseguir assegurar as finanças públicas, a segurança social e o sistema de saúde. A migração não vai ajudar a reverter essa tendência.”
Segundo Maria Filomena Mendes, inverter o saldo negativo da população “é difícil e praticamente impossível no curto prazo”.
Resta, por isso, “criar condições de atração de imigrantes e, simultaneamente, estancar a saída dos emigrantes (jovens, qualificados e em idade de casar e de ter filhos) – ou, aumentar de tal forma a imigração que compense as perdas devidas à emigração e à quebra da natalidade (neste caso, colmatando o défice entre nascimentos e óbitos).”
Fonte: Expresso
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MRC
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quinta-feira, 16 de abril de 2015
A esquerda acordou para o problema da crise demográfica
Por Luís Rosa, jornalista e diretor de informação do diário "i"
publicado em 16 Abr 2015 in diário "i"
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sábado, 22 de novembro de 2014
Mentalidade anti-natalista em Portugal
A presidente da CITE diz que este tipo de práticas discriminatórias é transversal a todos os sectores, a saúde não é excepção. À Linha Verde da CITE chegam todos os dias queixas que relatam este tipo de situação e em que as mulheres perguntam: “É legal esta pergunta?” O que respondem é que não, viola o princípio constitucionais da igualdade e é expressamente proibido pelo Código de Trabalho
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terça-feira, 30 de setembro de 2014
PORTUGAL – COESÃO SOCIAL EM RISCO
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domingo, 14 de setembro de 2014
Natalidade continua a cair em Portugal
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domingo, 10 de agosto de 2014
Entrevista ao novo presidente da APFN
Luis Casal Ribeiro Cabral, especialista em ginecologia e obstetrícia, tem 12 irmãos e é pai de sete filhos, o mais velho dos quais é um padre de 43 anos. Com a excepção deste, todos os filhos do médico também já são pais ou mães — Luís Cabral conta com 18 netos, “a caminho de 20”, que gosta de ter por perto, casa cheia.
O mais recente inquérito à fecundidade revelou que as pessoas dizem que desejariam ter 2,31 filhos, em média. Porém, têm menos — 1,21 é o chamado índice de fecundidade. A que se deve este hiato? É só a questão económica, é uma questão cultural?..
Não é uma questão de dinheiro. Os países que têm mais filhos são os mais pobres, do centro de África, e os que têm menos crianças são os mais ricos, América do Norte, Europa, Austrália... É uma questão de mentalidade...
E que mentalidade?
A escolha de ter filhos passa por milhares de factores, não é por ter mais poder de compra que se tem mais filhos.
Mas a maioria dos portugueses querem ter filhos, mostra o inquérito. E no entanto adiam, adiam e acabam por ter poucos — só um, na maior parte dos casos. No Norte da Europa também se adia. A questão é que quando no Norte da Europa decidem ter filhos as pessoas têm vários, como explicava recentemente a demógrafa Maria João Valente Rosa que diz que os portugueses pensam assim: “É preferível ter só um filho com mais oportunidades e menos restrições do que ter mais”...
Sim, pode haver, nalguns casos, essa mentalidade de querer dar tudo ao filho, do ponto de vista material. E é mais fácil dar tudo a um filho do que a dois ou a três... Mas quem puser o valor do dinheiro acima dos outros valores obviamente que não vai ter muitos filhos. Ou não vai ter de todo. Nós, como associação, respeitamos as opções de cada pessoa. Aquilo que defendemos é que aqueles que optam ou que, por acaso, têm mais filhos, não sejam prejudicados por esse facto. Não somos anti-natalistas, como é óbvio, mas também não somos pró-natalistas.
Neste momento, os governos ocidentais, nomeadamente na Europa, começam a preocupar-se com políticas natalistas, mas efectivamente é mais importante cuidar dos que já cá estão. Porque se essas políticas vão dar resultado ou não é uma incógnita...
Em alguns países têm dado...
Há países que já conseguiram reverter um bocadinho a quebra da natalidade, como a França, mas ainda com valores muito baixos, que não chegam aos 2,1 [filhos por mulher, valor que garante a substituição das gerações]... O número de filhos que temos por casal leva-nos a olhar para nós quase como uma espécie em vias de extinção. Nós portugueses, nós ocidentais. Isto tem reflexos na economia, no Estado Social, de que tanto nos orgulhamos mas que não é sustentável desta maneira.
Vê as famílias numerosas como um exemplo?
É exactamente isso que penso. Devemos olhar para as famílias numerosas e defender os interesses das famílias numerosas para que os que queiram ter filhos — ou os que queiram ter mais filhos do que têm — vejam que é possível e que não serão prejudicados por ter os filhos que desejam.
O Governo pretende apoiar, com recurso a verbas europeias, o trabalho a tempo parcial [O ministro Mota Soares já explicou a medida assim: “Uma mãe ou um pai pode vir mais cedo para casa, pode eventualmente vir a trabalhar apenas meio dia, que o Estado suporta o restante”]. O que lhe parece? Há quem diga que isto vai penalizar as mulheres — porque na nossa sociedade na hora de ficar em casa ainda são essencialmente as mulheres que ficam. E isso tem consequências nas suas carreiras...
Das duas, uma: ou a sociedade — e os governos — está interessada e preocupada com esse assunto e quer efectivamente inverter esta situação de baixo índice sintético de fecundidade, de poucos filhos, da população estar a diminuir, de termos em breve sete milhões de habitantes, ou estão preocupados com isso e querem fazer alguma coisa, ou não estão. Se estão preocupados, isso passa pelo Estado, mas passa também pelas empresas, pelos cidadãos, pelos indivíduos. Como já falámos, é uma questão de mentalidade. Há muito a fazer por parte das empresas. Esse trabalho a tempo parcial, por exemplo, é uma coisa que pode facilitar a vida das mulheres. Uma mulher que pretende ter filhos deve ser enaltecida e não olhada de lado e não vista como uma pessoa que não rende à empresa.
Joaquim Azevedo, investigador que apresentou recentemente um plano de incentivos à natalidade, encomendado por Pedro Passos Coelho, disse há pouco tempo que há mulheres que são despedidas quando engravidam...
O que é lamentável. Por outro lado, o que for feito [para incentivar a natalidade] tem de servir as duas partes, a empresa e o trabalhador, caso contrário a longo prazo não vai resultar. Uma coisa que observo, e sou obstetra, é que muitas vezes as grávidas com uma gravidez que está a decorrer normalíssimamente e sem qualquer incidente, metem baixa muito cedo, ou durante quase toda a gravidez. Ora a gravidez não é uma doença. Obviamente que há gravidezes patológicas e casos especiais, mas a gravidez não é uma doença. Portanto toda a sociedade tem de mudar um bocadinho a mentalidade. E claro, também as próprias empresas — sabemos que há empresários que pouco fazem em relação a uma mulher que engravida no sentido de lhe facilitar a vida.
Há trabalhos mais consentâneos com a condição de grávida, ou com a condição de ter filhos menores. Há possibilidade do trabalho em part-time. Há a possibilidade de as empresas terem creches para os filhos pequenos...
Há muitos anos que está na APFN: as empresas estão mais sensíveis ou nada mudou nos últimos anos?
Pouco tem mudado. E parece que até existe um certo receio em enaltecer ou incentivar a natalidade — como se se déssemos muitos incentivos as mulheres desatassem para aí a ter filhos. Não é isso que vai acontecer. Muitas empresas olham com desconfiança e desprestigiam as mulheres que têm filhos.
36% das mulheres e mais de 40% dos homens acham que as crianças até à idade escolar saem prejudicadas quando as mães trabalham fora de casa. Nalguns casos, esta convicção, cria enormes sentimentos de culpa às mulheres.
A mentalidade tem que mudar, a mulher tem direito à carreira, a trabalhar e é possível perfeitamente conciliar trabalho e família. Não gosto de dar estes exemplos, mas a senhora que está à frente do grupo de electricidade francês tem sete filhos; a ministra da Defesa alemã também. Mas vamos falar das mulheres normais e conheço muitas mulheres, de minha família inclusivamente, que fazem uma carreira muito boa do ponto de vista profissional, com os seus filhos.
Ou seja, não é só ajudas estatais. Tem de haver uma mudança de mentalidades nas empresas, e entre nós todos, nos cidadãos.
Tem-se debatido muito a questão das ajudas...
O projecto da natalidade [apresentado por Joaquim de Azevedo ao Governo] e o anteprojecto de reforma do IRS... o simples facto do problema estar em cima da mesa, de estar a ser debatido, representa muito. Da parte de quem nos governa e dos partidos políticos, porque isto no fundo tem de ser transversal e todos os partidos se têm manifestado a favor da família. Nos últimos meses — ou se calhar, neste último ano — tem havido atitude pró-activa da parte de quem nos governa...
O que o líder da oposição, António José Seguro, veio dizer quando o plano da natalidade foi apresentado foi qualquer coisa como isto: apresenta-se um plano, mas as políticas do Governo nos últimos anos são anti-natalistas...
Claro que um contexto económico desfavorável com uma grande taxa de desemprego não é favorável. Essas medidas [do plano da natalidade] podem ser úteis para quem já tem uma certa base. E essa base passa pelo menos por ter um emprego.
O que tem a dizer sobre o que está a ser estudado do ponto de vista fiscal (a comissão para a reforma do IRS apresentou propostas em Julho)?
O que sempre temos defendido é que cada filho deve contar e esta taxa proposta no anteprojecto para a reforma do IRS, de redução de 1,5% na taxa de IRS para o primeiro filho e 2% para o segundo e restantes, é importante.
A concretizar-se, eram valores que contentavam a associação?
Já eram valores positivos. Relativamente à criação de um quociente familiar no IRS [que atribui uma ponderação de 0,3% por filho no cálculo do rendimento colectável], também e importante. Podia ser um quociente que podia ser um bocadinho mais aumentado, mas cá está, a situação do país... Por isso, para já, acho que é extremamente positivo haver esse quociente e a possibilidade de cada filho contar, embora ainda conte pouco. É um princípio...
Depois, a proposta de criação de vales sociais também é importante [segundo a o anteprojecto para a reforma do IRS as empresas vão poder pagar parte dos vencimentos dos trabalhadores em vales sociais de educação, para filhos até aos 16 anos, cujo valor ficará excluído de tributação].
Quais são hoje as bandeiras da APFN?
Uma das nossas bandeiras tem a ver com o consumo de água. O consumo de água de uma família numerosa é obviamente maior do que o de uma família mais pequena ou que tenha um filho ou dois e, por isso, subir de escalão não faz sentido, só pelo facto de ter 5 ou 6 filhos...
Mas muitos municípios já têm tarifas familiares.
Sim, 118. Em relação aos consumos de electricidade passa-se a mesma coisa. E em relação ao IMI também gostaríamos que fosse revisto para as famílias numerosas, porque se a pessoa precisa de ter uma casa um bocadinho maior devia ter algumas facilidades pelo facto de ter mais filhos.
Em relação à compra de um carro, sabendo nós que a partir de quatro filhos eles já não cabem num carro normal e a família vai ter de comprar um carro de sete lugares, de nove lugares, poderia haver alguma facilidade fiscal.
E em relação ao IRS, efectivamente gostaríamos — e esperamos e temos fortes esperanças que seja assim — que os filhos passem a ser considerados como cidadãos.
Tenho ouvido na comunicação social que estas medidas [fiscais propostas pela comissão para a reforma do IRS] são para beneficiar sempre os mesmos, em prejuízo dos que optaram por não ter filhos. Não sei porque se diz isso. Nunca ninguém nos facilitou a vida...
O que se passou foi que se anunciou que os agregados onde não há filhos vão passar a pagar mais de IRS. E a crítica é: para promover a natalidade é preciso penalizar quem não quer ou não pode ter filhos?
E não é preciso. E não faz sentido nenhum. Mas já foi desmentido que isso fosse acontecer.
A APFN foi ouvida na elaboração do plano de incentivo à natalidade? E para a elaboração do anteprojecto de reforma do IRS?
A nossa secretária-geral, a Dra. Ana Cid, foi uma das pessoas que fez parte dessa comissão da natalidade. E em relação ao anteprojecto de reforma do IRS penso que vamos ser ouvidos, temos essa garantia.
Há uma relação próxima entre a APFN e o Governo?
Não, nunca houve, já passamos por muitos governos...
Mas com uns é mais fácil falar do que com outros?
Acho que todos os partidos estão sensibilizados e não queria fazer diferença. Este Governo preocupou-se, na prática, com a situação e apresentou este anteprojecto que já é algo de palpável, isso é um facto indesmentível. Mas a nossa ideia é estabelecer pontes com todos os governos.
Quantos sócios têm?
Cinco mil, seis mil. Gostaríamos de aumentar, será a maneira de defendermos as famílias numerosas. A quota é pequena: 35 euros anuais.
Os vossos sócios são, na sua maioria, pessoas com algum poder económico? É um luxo ter muitos filhos?
Não... quer dizer é um luxo sob o ponto de vista humano. Temos pessoas com poder económico médio e outras com um poder económico um bocadinho mais alto...E temos sócios com muito baixo poder económico, pessoas que telefonam constantemente para a associação a pedir auxílio, a pedir fraldas, a pedir material que lhes falta, mas que mesmo assim optaram por ter os seus filhos. E que não os largam por nada.
Fonte: Público
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quarta-feira, 30 de julho de 2014
Fui à pesca !!!!
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Nuno Gaspar Oliveira
Doutorando em Gestão Estratégica para a Sustentabilidade, Instituto Superior Técnico | |
Não interessa que a geração mais qualificada de sempre tenha sido apelidada de lamurienta e lhes tenha sido dito claramente “emigrem!” e se tenham exportado mais de 300 mil jovens ‘reprodutores’.
Não interessa que um casal com idades à volta dos 40 anos e com dois filhos e rendimentos mensais sofríveis tenha perdido violentamente parte do seu poder de compra e tenha que pagar IRS na casa das centenas ou milhares de euros, sendo incapaz de poupar. Não interessa que milhares de jovens a entrarem na casa dos 30 não tenham a mais pequena possibilidade (ou desejo….) de constituir família sem correrem o risco de ficarem endividados por 40 ou 50 anos, quando as perspectivas de emprego são débeis.
Nuno Gaspar de Oliveira
(Pescador de sonhos)
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sábado, 26 de julho de 2014
Será que se aumenta a natalidade por decreto-lei?
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terça-feira, 22 de julho de 2014
Incentivar a natalidade e patrocinar o aborto ao mesmo tempo?
Três anos depois de ser eleito, e depois de ter criado uma “comissão para a natalidade”, o nosso governo percebeu o seguinte silogismo:
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terça-feira, 15 de julho de 2014
Natalidade. Comissão propõe menos IRS e trabalho "part-time" pago a 100%
Reduzir em 1,5% a taxa de IRS para o primeiro filho e 2% para o segundo filho e seguintes, trabalhar em part-time durante um ano a receber a totalidade do salário e baixar o imposto sobre veículos para famílias com três ou mais filhos. São algumas das medidas do relatório sobre a natalidade encomendado pelo PSD.
O trabalho – cujas conclusões foram apresentadas esta terça-feira, no Porto – foi desenvolvido durante quatro meses por uma comissão com 11 personalidades de várias áreas, coordenada pelo professor universitário Joaquim Azevedo. E faz um diagnóstico preocupante da natalidade em Portugal, propondo várias soluções para resolver o problema.
Portugal tem um dos índices de natalidade mais baixos da Europa. O relatório "Por um Portugal amigo das crianças, das famílias e da natalidade (2015-2035): remover os obstáculos à natalidade desejada" (em PDF) dá conta de um número de nascimentos abaixo das projecções mais negativas – um cenário “insustentável” se não forem tomadas medidas.
Mais filhos, menos impostos
Reduzir em “1,5% a taxa de IRS para o primeiro filho e 2% para o segundo filho e seguintes”, em todos os escalões de rendimentos, e alterar a forma de apuramento das deduções à colecta de IRS, tendo em conta as despesas suportadas por cada membro do agregado familiar, são algumas das propostas.
A comissão defende que as despesas de educação e de saúde suportadas pelos avós possam ser deduzidas no IRS.
Propõe-se ainda que o IMI sofra alterações para “permitir aos municípios reduzir a taxa que é aplicada anualmente, tendo em conta o agregado familiar”.
Reduzir o imposto sobre veículos para famílias com três ou mais filhos faz ainda parte das medidas apresentadas, um projecto também apresentado pelo PSD na Assembleia da República, em Outubro do ano passado.
Estas medidas terão impacto necessariamente orçamental, mas a comissão não o quantifica. Fazer essas contas, diz o documento, está “nas mãos dos serviços do Estado” e é uma tarefa para os governos que quiserem aplicar as ideias sugeridas.
“Os governos legítimos deverão estimar esses impactos e o gradualismo com que pretendem aplicar as medidas”, lê-se.
Mais tempo para a família
Um dos pontos essenciais apontados pela comissão para a promoção da natalidade é a capacidade de “conciliar o trabalho com a família”.
Como? Permitindo à mãe trabalhar em “part-time” durante um ano e receber a totalidade do salário, 50% pela empresa e 50% a cargo do Estado. O valor que a empresa deixa de pagar à mãe passaria, neste caso, a ser recebido por um trabalhador desempregado contratado pela empresa.
Seria uma forma, dizem os autores do relatório, de "minorar custos e potenciar benefícios a todos os intervenientes", possibilitando-se que a mãe continue a receber o ordenado na totalidade, a empresa mantenha um trabalhador a tempo inteiro sem custos adicionais e seja aberta uma oportunidade de trabalho para desempregados. Desta forma, o Estado promoveria a natalidade "com custo baixo, ou mesmo nulo".
Como o afastamento dos pais do local de trabalho pode levar a penalizações, esta comissão defende que a licença parental possa ser partilhada pelos pais. Por exemplo, o pai passa a trabalhar 20 horas por semana e a mãe outras 20.
Propõe-se ainda a criação de condições para reduzir, entre duas a quatro horas, o horário laboral de trabalhadores com filhos até os seis anos de idade, e apoiar a contratação de mulheres grávidas ou com filhos até aos três anos, isentando as empresas do pagamento da Taxa Social Única (TSU).
ATL e “babysitting“
No relatório há ainda uma sugestão para que as empresas distribuam vales sociais, isentos de IRS e TSU, que se destinem ao pagamento das despesas com os filhos, tais como creches e escolas.
E como este é um trabalho que tem de envolver toda a comunidade, a comissão direcciona um capítulo às autarquias e instituições de solidariedade social, apelando a um aumento de oferta de serviços de “babysitting” e estruturas de apoio às famílias durante as férias escolares.
Os ATL devem ser dinamizados em horários desencontrados com os das creches e de preferência ao fim de semana, enquanto o horário das creches deve ser flexível e ter custos mais reduzidos, comparticipados pelo Estado de acordo com a dimensão da família, propõe a comissão.
Defende ainda que a tarifa da água deve ter em conta o agregado familiar, que se dê prioridade nas escolas para os irmãos, evitando escolas distintas, e que devem ser criadas condições vantajosas para a compra dos passes sociais e manuais escolares.
Referindo-se ainda aos manuais, propõe-se uma revisão da validade e durabilidade dos livros e a criação nas próprias escolas de bancos de manuais.
Comparticipação de medicamentos para infertilidade
Todas as grávidas devem ter médico de família, alerta o relatório pedido por Pedro Passos Coelho.
É necessário alterar a condição de recursos para ter isenção da taxa moderadora e aumentar os apoios em situações de infertilidade, por exemplo, comparticipando a 100% os medicamentos.
O alargamento da idade de tratamentos para infertilidade para os 42 anos na mulher é outra das propostas.
Fonte RR
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sexta-feira, 27 de junho de 2014
Empresas obrigam mulheres a não engravidar: outro tipo de aborto
Estes números adquirem nova relevância, se nos lembrarmos que, no inquérito à fecundidade divulgado há meses pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), os portugueses apontavam as dificuldades económicas como principal razão para não terem os filhos que desejariam.
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