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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Como lidar com as birras infantis ?

O primeiro conselho para saber lidar com a birra infantil é não se desesperar. Gritar e perder o controle só reforça esse tipo de atitude da criança e assim ela desconfia que você acabará cedendo, especialmente se estiverem em público.
Os pais ao serem firmes e não cedendo a cada vez que o filho fica desapontado ajudam para com que ele saiba lidar com a frustração e, mais tarde, não tenha problemas de relacionamento com outras pessoas.
Para que cresçam adultos equilibrados, as crianças precisam ser impedidas de impor sua vontade sempre para não se tornarem pessoas infelizes, irritadiças, agressivas e depressivas já que o mundo não dá a mesma resposta que receberam dos pais.
Se a criança tem pais coerentes com o que dizem e fazem, se tornam filhos disciplinados dos sete anos até pelo menos a adolescência, quando a rebeldia pode surgir dependendo de como essa criança foi acostumada a lidar com as frustrações.

Rebeca Batista da Silva é enfermeira intensivista (Coren-SP 171720), graduada em enfermagem pela Universidade de Pernambuco-UPE e pós-graduada (Especialista) em UTI neonatal e pediátrica.
Publicado no Portal da Família em 29/08/2013

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Os efeitos da tv nas crianças mais novas

Crianças com menos de três anos que vêm muita televisão têm mais dificuldades de aprendizagem e de integração quando entram no jardim-de-infância, sugere um novo estudo canadiano.
 
Os investigadores analisaram a forma como os hábitos de visionamento de televisão de cerca de duas mil crianças com idades inferiores a 36 meses, da província do Quebeque, afetaram-nas quando começaram o jardim-de-infância.
 
Cada aumento de uma hora diária de visionamento de televisão acima do limite recomendado de duas horas foi associado a um vocabulário mais pobre, a menores aptidões matemáticas, a uma atenção diminuída, a capacidades físicas reduzidas e a um risco aumentado de se ser vítima de bullying por parte dos colegas.
 
«[Os resultados] sugerem a necessidade de existir, por parte dos pais, um melhor conhecimento e cumprimento das recomendações da Academia Americana de Pediatria», afirma, em comunicado de imprensa, Linda Pagani, uma das autoras do estudo e professora na Universidade de Monreal.
 
A Academia Americana de Pediatria recomenda que as crianças com menos de dois anos não devem ver televisão e que as crianças com mais de dois anos devem ficar limitadas a um máximo de duas horas diárias.
 
 Fonte: Crescer
Maria João Pratt

sábado, 7 de setembro de 2013

A educação começa no berço



As práticas educativas parentais desde o nascimento  dos filhos são responsáveis, em noventa por cento dos casos, por comportamentos  inadequados como o bullying e a indisciplina escolar, defende em livro o  investigador e psicólogo Luís Maia.
E Tudo começa no Berço, é o título do livro a ser lançado na segunda-feira,  no qual o autor defende que é desde o nascimento da criança que se desenvolvem  grande parte das suas características, positivas ou negativas. "Perdoem-me pais, mas a culpa de muitos de nós não termos controlo sobre  o comportamento dos nossos filhos, estou convencido, não é dos filhos, nem  da sociedade: é nossa", escreve o autor alertando para a necessidade de  os pais estarem mais presentes na vida dos filhos. 
Partindo de exemplos práticos, Luís Maia pretende demonstrar como a  desresponsabilização dos membros familiares e educadores próximos das crianças  e adolescentes apenas contribui para a acomodação a uma sociedade desumanizada.
Então haverá ou não uma relação entre o comportamento das crianças e  a forma como são educadas desde bebés? Na opinião do psicólogo, baseada  em 20 anos de prática clínica, essa relação é bem evidente e manifesta-se  em 90 por cento dos casos. "Na minha opinião cerca de 90% da responsabilidade do comportamento  inadequado das crianças e adolescentes está sedeado nas práticas educativas  nos primeiros dias e anos da criança", disse em declarações à Lusa, adiantando  que na maioria dos casos são os pais que precisam de ajuda para se reorientarem  na educação dos seus filhos. 
Luís Maia explica que nos milhares de casos que já atendeu, quando começa  a investigar as causas dos comportamentos inadequados das crianças quer  sejam de indisciplina escolar, de violência contra os pares ou de outras  atitudes antissociais, na maioria das vezes os pais foram orientados percebendo  que eram as suas práticas educativas que deveriam ser alteradas. 
A má prática educativa, explicou, ocorre em todas classes socioeconómicas  e mesmo em ambientes familiares normais quando por exemplo os pais se desautorizam  em frente à criança, quando quebram rotinas ou quando delegam competências.
A sociedade, defende o autor em declarações à agência Lusa, desaprendeu  a arte de educar os filhos e a comportarem-se em sociedade, delegando nas  estruturas essa responsabilidade. Uma aposta que considera errada. 
A educação desde o nascimento, diz, determina efetivamente o percurso  de uma criança, porque "tudo começa no berço" à exceção de uma pequena minoria  em que há de facto problemas no desenvolvimento ou distúrbios psicopatológicos

FONTE: Lusa

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Contrariar os efeitos do "Flower Power"

 
 
Na vida normal de uma casa onde existe uma criança pequena, impulsiva, activa, exigente, curiosa, o não pode muito bem passar a ser a palavra mais usada - na casa da Maria é, garantidamente. Mas o adulto que a diz tem de acreditar que está a fazer o que está certo. "Se as respostas ao seu comportamento forem consistentes, a criança adquire uma boa ideia do que é permitido e do que é proibido, do que é seguro e perigoso."
Quando a criança rejeita relutantemente o não, Asha Phillips recomenda o recurso ao castigo ou mesmo uma "leve palmada ocasional" para deter uma escalada de conflito. "Não é o castigo em si que importa, mas aquilo que o seu comportamento transmite. Não é preciso uma marreta para partir uma noz". O excesso de autoridade tem, em geral, o efeito oposto ao desejado. O mesmo é verdade em relação a perder a calma, humilhar a criança e entrar numa batalha de vontades. "Mas se alguma vez um pai perder a cabeça e disser ou fizer algo de que se arrepende, não é o fim do mundo. Isso pode ajudar a criança a perceber que o pai ou a mãe também são humanos." A mãe, humana, de Maria suspira de alívio. Asha Phillips absolveu-a.
Porque é tão difícil dizer não?
Ao negarmos algo, ao contrariarmos uma vontade, somos impopulares e geramos conflitos. E fugimos disso. É uma herança do pós-guerra. As pessoas passaram a achar que tudo o que era rígido era fascista. Nós, os pais que viveram o flower power, tornámo-nos tão contra tudo isso que começámos a fazer o oposto. O legado negativo dos anos 60 foi deseducar. Essa geração educou outra que cresceu desamparada, com demasiada liberdade.
A estrutura actual de família, com pai e mãe a trabalhar, ou mesmo monoparental, não facilita a tarefa.Há uma enorme culpa, por parte das mães que trabalham, e que sentem que não se dedicam a tempo inteiro aos filhos. O facto de terem de os deixar faz com que pensem não estar a cumprir bem o seu papel. E como a maioria das mulheres ainda tem a exclusividade das tarefas domésticas mal chega a casa...
E diz-se sim para compensar os filhos e para amainar a culpa...
Não queremos discussões porque tivemos saudades deles o dia todo, queremos que nos achem amorosas. E por isso não dizemos "Chega de televisão" ou "Está na hora de ir para a cama".
Quando é que é demasiado tarde para se começar a ditar limites?
Nunca. Só que quanto mais tarde mais difícil. O ideal é começar quando os filhos são bebés. Chegar à idade escolar sem regras, por exemplo, pode ser muito complicado. A forma como os miúdos reagem ao "não" tem um enorme impacto na sua capacidade de se adaptarem, fazerem amigos e aprenderem na escola. Tentar impor regras a um adolescente que nunca as teve é quase uma impossibilidade.
Há erros práticos que se devem evitar?O maior é os pais quererem ser perfeitos. Por exemplo, com os bebés: custa-lhes ouvi-los chorar e por isso correm até eles ao mínimo ruído. Mas várias investigações recentes deixam-me descansada como mãe: concluíram que é bom não acertar sempre, que o ajuste perfeito não é benéfico. O que é bom para o desenvolvimento é existirem acertos, erros e reparos. E isso é que é a vida real.
Todos os pais querem ser perfeitos.
Mas isso é o que interessa aos pais. Não o que interessa ao filho.
Os filhos podem tomar decisões?
Claro que deixá-los decidir, de vez em quando, dá-lhes independência, iniciativa, criatividade. É maravilhoso ver o seu entusiasmo e energia. Mas não é benéfico dar-lhes demasiada escolha, porque depois torna-se uma responsabilidade deles e isso é de mais quando se é criança.
Podem, por exemplo, opinar sobre o que vão comer?
Ui. Não sei como é em Portugal, mas em Inglaterra a hora da refeição tornou-se terrível. Imagine-se que se tem três crianças, e uma quer comer massa, outra carne e a outra é vegetariana, e a mãe cozinha três refeições diferentes. Isso é de loucos. Deve-se dizer: "Esta é a refeição hoje, eu sou tua mãe e sei o que é bom para ti e por isso é isto que vamos comer." Se não quer, paciência. Porque se a nossa criança quer massa todos os dias e nós satisfazemos esse capricho, então quando vamos comer a casa de amigos ou na escola eles não vão querer comer porque não é massa. E aí a mãe tem um grande problema. É tudo uma questão de flexibilidade e de os pais fazerem o seu filho sentir que ele se consegue adaptar às coisas do mundo e que não é sempre o mundo que se adapta a ele.
E dormir na cama dos pais, é proibido?
Não há um não ou um sim claro. Se a criança dorme bem, se os pais dormem bem não há problema. Mas se isso é feito mais pelos pais do que pelas crianças, se é o pai que precisa de conforto, então está errado.
E o que fazer durante as birras no supermercado, com as crianças que esperneiam no chão?
Mais uma vez, não há uma regra mágica. Se acha que já está há demasiado tempo no shopping e que a criança está cansada, então a culpa é dos pais e é altura de ir para casa. Se, por outro lado, passam o tempo todo "eu quero, eu quero", é muito importante não ceder. E se a criança se atira para o chão, que isso não afecte os pais porque é quando nos preocupamos com o que os outros comentam que se tomam decisões erradas. Podemos deixá-la espernear por 5 ou 10 minutos, esperar que acabe e continuar o que se estava a fazer. Regras dão-lhes estrutura, um objectivo e, depois, o sentimento de vitória quando o alcançarem.
Mas como podem os pais saber quando devem dizer sim ou dizer não?
É muito difícil. O livro não encerra nenhuma fórmula secreta, porque ela simplesmente não existe. É importante não dizer sempre não, porque seria ridículo, temos que escolher os nossos 'nãos' com muito cuidado, os verdadeiramente importantes. E quando os escolhemos temos que os segurar, não ceder. O que realmente não é bom para as crianças é dizer não, não, não e depois dizer sim. Porque assim nunca saberão quais são os limites. E uma criança usará os nossos argumentos, a nossa linguagem, e vai lembrar-se sempre daquela vez em que dissemos sim - "Se naquele dia deixaste porque não deixas hoje?" São muito lógicos e encostam-nos a um canto com os seus argumentos.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Como Educar os filhos

Educar os filhos é algo intransferível, pertence ao caráter de cada família. Não existem fórmulas mágicas para os “COMOS”.
Um dos vários caminhos que nos leva a educar melhor é o tradicional. Para a tomada de alguma decisão ou como fazer, quanto mais opiniões tivermos, melhores condições estaremos de acertar ou no mínimo de nos aproximarmos ao êxito.
O primeiro passo importante é: saber mais, aumentar conhecimentos – através de estudo de livros, cursos, seminários, programas de formação contínua, tudo para aplicá-los à família.
Outro passo importante é conhecer bem o cônjuge, a cada um dos filhos e filhas e também que eles o conheçam bem. E fazer isso sempre com uma boa comunicação familiar, escutando, doando-se e servindo com amor, carinho e entrega.
Os "comos"
- Como corrigir uma falta.
- Como resolver um problema pessoal.
- Como resolver um problema familiar.
- Como corrigir um vício.
- Como promover uma virtude.
- Como... como... ?
A pessoa deve mudar sua atitude ante os conhecimentos e mudará, se quiser, se tem motivos suficientes para mudar. É importante conhecer quais são os motivos que movem a vontade. As virtudes não são impostas, adquirem-se repetindo atos voluntários que apoiem as mesmas.

Os filhos precisam saber que são repreendidos quando seu comportamento não é correto e que isto se faz por seu bem.
Na repreensão ao filho, você deve:
1- Fazê-la o mais cedo possível.
2- Explicar o motivo concreto.
3- Dizer-lhe que se sente mal e triste.
4- Aproximar-se dele e acariciá-lo.
5- Diga-lhe que o aprecia e faça-lhe ver que vale como pessoa.
6- Fale que não lhe agrada o fato, mas sabe que ele é bom.
7- E termine com um forte abraço e um te quero !
LEMBRE-SE: O MELHOR MOTIVADOR PARA MUDANÇA 
É UM GRANDE IDEAL. O IDEAL DE SABER MAIS, DE SER MELHOR, 
DE SERVIR AOS DEMAIS, DE SER CONSIDERADO PELOS DEMAIS, ETC.
MAS SABER APENAS NÃO BASTA. É PRECISO PRATICAR.
Educando a vontade
O que nos motiva a fazer algo são as necessidades:
Necessidade de ter algo - possuir
Necessidade de saber - aprender
Necessidade de dar-nos - servir, amar
Os elementos que atuam na motivação pessoal são:
Positivos
• O amor
• A confiança
• A segurança
• A alegria
• A lealdade
Negativos
• O medo
• O ódio
• A insegurança
• A tibieza
• A vingança
O estado de ânimo pessoal e o ambiente que nos rodeia também influi na motivação.
Educamos nossos filhos quando ajudamos-lhes a adquirir virtudes, hábitos bons que lhes fazem ser pessoas mais livres e responsáveis, quando os ajudamos a atuarem bem e também quando lutam para melhorar seu comportamento, esforçando-se para adquirir virtudes.
Os problemas com os filhos surgem quando menos esperamos. Aproveitar essas ocasiões são oportunidades para conhecer melhor os filhos, ensinar-lhes a decidir e a ganhar responsabilidades.
Alguns passos que podemos dar são:
1 - Não ser apenas nós os que pensamos, propomos e decidimos a solução dos problemas.
2 - Escutar dos filhos o problema e suas causas – os porquês.
3 - Continuar perguntando para fazê-los refletir.
4 - Estabelecer nossa própria postura e pedir ao filho que dê sua solução.
5 - Se ele dá uma aceitável, a aceitamos por boa, ainda que não seja a melhor.
6 - Como é dele, é mais fácil que se responsabilize por ela.
7 - Vigiar seu cumprimento.
Os problemas podem ser uma grande oportunidade para criar uma conversa natural com os filhos, ajudar-lhes a tomar decisões e a responsabilizar-se por elas. Temos que conhecer como são nossos filhos, quais inquietudes e problemas se aproximam em função de idade e do ambiente em que vivem. Para isso, é questão de adiantar-se e dar-lhes a informação necessária para que quando se apresente o problema saibam decidir bem, usar sua liberdade responsavelmente.
É melhor chegar com a informação correta um ano antes do que um dia depois. Os filhos caem em muitos erros por ignorância, por não conhecer as conseqüências de uma decisão incorreta. Às vezes nem sequer sabem que é incorreta. Preparar-lhes com o tempo, informar-lhes, aconselhar-lhes é educar no futuro.
Os elogios
Os elogios fazem parte da educação em presente. Um elogio sobre algo bem feito é um prêmio. Uma parte do êxito é a satisfação de conseguir algo e o elogio reforça o êxito.
Assim, ações como: um trabalho bem feito, aprender algo novo ou realizar um ato bom, não necessitam prêmio, se autogratificam. Mas às vezes é necessário reforçar o ato feito para consolidar a satisfação de fazê-lo.
Fazer bem as coisas aumenta a confiança em si próprio. Os êxitos em  coisas pequenas nos animam a tentar as grandes.
OS ELOGIOS SÃO REFORÇOS QUE NOS ANIMAM A FAZER BEM AS COISAS
Não esquecer:
- Educar com elogios
- Surpreender os filhos fazendo algo bem feito.
- Os filhos também podem elogiar seus irmãos e seus pais.
- O elogio deve ser verdadeiro e sentido.
O fato de prestar atenção a uma ação, supõe um reforço que ajuda a repetir a ação mencionada. Se for uma ação boa, se chama reforço positivo. Pode-se fazer reforços positivos com amostras de: carinho, amor, ajuda, alegria, etc.
Como educamos no presente ?
- Quando os filhos cumprem cada dia as normas de convivência estabelecidas.
- Quando cooperam nos trabalhos de casa.
- Quando os maiores cuidam e ensinam os irmãos pequenos.
- Quando lhes elogiamos as coisas bem feitas.
- Quando criamos um ambiente alegre.
- Quando aproveitamos as oportunidades de fazer tertúlias (conversas informais em grupo).
- Quando conseguimos um tempo para falar com algum filho.
- Quando no lar há um ambiente de carinho, ordem, ajuda, confiança, etc.
UMA BOA EDUCAÇÃO NECESSITA, NOS PAIS,
TRÊS VIRTUDES PRINCIPAIS:
PACIÊNCIA, PERSEVERANÇA E FORTALEZA
pai, mãe e filha

Fonte: IDE - Instituto de Desenvolvimento da Educação

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Educar dos 0 aos 6


A Associação Família e Sociedade em parceria com os Colégios Fomento, está a organizar o Ciclo de Conferências em anexo.
Convidamos todos a estarem presentes, chamando a vossa atenção para a primeira Conferência já no próximo dia 11 de Fevereiro no Colégio Planalto, em Lisboa, às 16h.

A entrada é gratuita mas é necessário formalizar a inscrição por mail. Há babysiting gratuito, bastando indicar o número e idade das crianças.

Contamos com a vossa presença e divulgação!

Alexandra Chumbo

domingo, 27 de novembro de 2011

A comunicação com os filhos pequenos

Durante os primeiros anos de vida, a relação com os filhos costuma ser tranqüila. A eles lhes encanta estar com seus pais, os admiram e lhes contam tudo. Por isso é a época ideal para concretizar uma sólida comunicação com eles. Uma comunicação aberta entre pais e filhos.

Para isso é conveniente fazer perguntas, dar-lhes a possibilidade de que encontrem soluções por si próprios, deixar-lhes falar tudo o que for necessário. Com isso estamos dando-lhes a oportunidade para que aprendam a expressar corretamente o que pensam e sentem e o aprendam a transmitir.

Devemos eliminar frases de carga negativa, pois destrói a possibilidade de uma comunicação positiva. No entanto a serenidade e o afeto levam a criança a uma resposta apropriada, damos a chance de ser sinceros.

Lembre-se: Os pais devem estar de acordo e ter o mesmo critério. Do contrário os filhos se desorientam, ou interpretam mal o que lhes foi falado e o resultado é a falta de obediência.

OS CASTIGOS

Para que a comunicação com os filhos não produza falhas na relação, os pais devem tentar ser justos em um tema tão complicado como o dos castigos. Para que os castigos sejam eficazes educativamente e não deteriorem a comunicação são necessárias algumas condições:

Poucos: quando se castiga continuamente, perde-se a eficácia.

Curtos: é importante que a criança saiba o porquê de sua má atuação.

Proporcionados: o castigo deve ser imposto em função da falta cometida.

Educativos: pelo castigo a criança aprende a modificar sua conduta inadequada. Os melhores castigos são os que favorecem o hábito contrário.

Compreendidos: a criança precisa compreender o porquê do castigo.

Imediatos: o castigo deve ser aplicado logo após sua ação. Ele torna-se pouco eficaz quando deixado para o dia seguinte.

Avisados com antecedência: é mais eficaz que a primeira vez argumente por que isso está errado e se advirta que da próxima vez haverá um castigo.

Cuidado! Se o castigo cumpre as condições que repassamos, aplique-o. Se suspendamos os castigos ante as súplicas dos filhos, eles acostumam mal e não aprendem a corrigir seus erros.

Fonte: IDE - Instituto de Desenvolvimento da Educação


Publicado no Portal da Família em 25/11/2011

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Textos Rádio Costa D'Oiro dias 16 a 22 de Novembro




Dia 16 (3ª feira)
A Agência Ciência Viva, sob o alto patrocínio do FINIBANCO, trouxe ao PAVILHÃO DO CONHECIMENTO, em Lisboa, o tema do sexo sob o formato de uma instalação/exposição inter-activa temporária.
Segundo os media, a mostra destina-se especialmente a crianças e jovens dos 9 aos 14 anos, sendo concebida como um enorme desenho animado em vista de uma aproximação supostamente mais descontraída a esta temática.
O tema forte, como o nome indica, é o sexo e tudo o que anda ligado com ele: os órgãos genitais e o seu funcionamento, os óvulos e os espermatozóides, as grandes mudanças que ocorrem na puberdade, os contraceptivos e o seu funcionamento.
O espaço da exposição encontra-se dividido em diferentes áreas temáticas em que as transformações da puberdade, as relações sexuais, a reprodução, os contraceptivos e os bebés dão lugar a uma série de maquinetas, jogos, painéis com desenhos e filmes que abordam todas essas questões.
Foi confirmada a presença de várias crianças no local com idades inferiores a 9 anos, visto não haver qualquer controlo de entradas, sendo certo que o tratamento das matérias versadas não é sequer adequado para jovens de 14 anos, quanto mais crianças de 9 anos.
Nalguns dos textos é proposta linguagem perfeitamente vulgar e desajustada (calão). São exibidos (numa exposição para crianças sem controlo de idade no acesso) excertos de filmes classificados para maiores de 18 anos, com imagens explícitas de cenas homossexuais.
O sexo é apresentado como algo desligado do afecto e como uma concretização de impulsos primários, como se a vivência da sexualidade nos humanos não se distinguisse, no essencial, da sexualidade animal.


Dia 17 (4ª feira)
Em muitos sectores da sociedade e até alguns responsáveis pela área governativa tendem a aceitar como coisa boa a da precocidade no início da vida sexual. Tanto fará que ela se inicie aos 18 ou aos 8 anos de idade, dependendo apenas das pessoas e da sua vontade .É feita a aberrante promoção da chamada “pílula do dia seguinte”, um expediente que visa impedir a nidação, o que faz com que na sua utilização um novo ser humano, se já concebido, vá morrer de fome.Neste último caso a mensagem surge através de um visionamento interactivo onde é dito claramente que pode ser usada para evitar a gravidez, mesmo por adolescentes, sem qualquer rigor científico e sem avisar do risco de efeitos secundários.
Na polémica exposição actualmente no Pavilhão do Conhecimento, estranhamente, não é feita ao longo do espaço da exposição qualquer menção ao auto-controlo, nem tão-pouco à educação do desejo, apesar de sabermos que é precisamente na educação do desejo que nasce uma sexualidade madura e responsável. Desvalorizar este aspecto é promover uma sexualidade superficial, promíscua e sem pensamento, assim como o é excluir-se a presença dos pais como elementos fundamentais na educação sexual dos filhos. Numa zona determinada dessa exposição, inclusive, existe um canto vedado a adultos onde as crianças recebem a informação/formação de que a sexualidade é algo só deles e que os pais não têm o direito de se intrometerem (!).
A educação dos nossos filhos é o bem mais precioso, o maior investimento. Não podemos deixar que, em matérias sensíveis, os pais sejam afastados das sua função mais nobre: educar a personalidade.

Dia 18 (5ª feira)
Há 1 mês atrás, o Partido Comunista Português tomou uma iniciativa inédita e de grande importância na defesa dos direitos da mulher.
Na Assembleia da República, o PCP apresentou uma proposta que pretende ver reconhecida a exploração na prostituição como uma violação dos direitos humanos. Dizem os seus responsáveis que se tratam principalmente mulheres e crianças que, vítimas de tráfico ou não, são exploradas, escravizadas, sem que o Estado lhes ofereça uma verdadeira alternativa. Com este Projecto o PCP tem como objectivo retirar as pessoas prostituídas da vida sem luz, sem saídas, possibilitando que todas possam aceder aos instrumentos necessários que lhes ofereçam um caminho de dignidade e de humanismo.
O PCP também propôs ainda a proibição dos anúncios na comunicação social que de forma directa ou indirecta apelem ao lenocínio e à exploração na prostituição, e a tomada de medidas de reforço da protecção das vítimas de tráfico e das pessoas prostituídas.
Esta iniciativa é uma autêntica pedrada no charco porquanto se, por um lado, os direitos das mulheres são exaltados, por outro, verificamos que na televisão, na internet e na publicidade a mulher é quase sempre reduzida a um mero objecto sexual, sem qualquer dignidade.
Infelizmente, esta foi uma iniciativa política isolada de grande mérito por parte do Partido Comunista Português. Porém, perante a hipocrisia dos restantes partidos e da sociedade em geral, muito provavelmente irá cair em saco roto.


Dia 19 (6ª feira)
Diz quem viu os 3 Toy Stories que este 3º e último é, de longe, o melhor desta saga.
Melhor não só pela qualidade da animação e dos efeitos especiais, mas melhor sobretudo pela riqueza do seu argumento.
A questão é esta:Andy, o dono dos brinquedos cresceu, prepara-se para ir à Universidade e tem que tomar uma decisão sobre o destino dos seus brinquedos de criança.O filme começa com um feed-back:Somos transportados para o mundo da imaginação e de fantasia, suspense e muita, muita acção que têm como protagonistas principais os seus brinquedos e a enorme criatividade da cabeça de Andy.
Estudos confirmam que o principal e mais importante trabalho das crianças é...brincar.Ao brincar, a criança desenvolve competências, estimula a imaginação, a criatividade, mas também a capacidade de abstração e de criação de histórias, enredos e narrativas.
Embora haja quem diga que os jogos de computador também podem ser intelectualmente enriquecedores, o melhor que se pode fazer a uma criança é colocar-lhe 2 ou 3 brinquedos à frente e deixar que invente do nada uma história igual àquela que o Andy inventou no início desta 2ª sequela do Toy Story.
No final, antes de entrar para o carro que o levará para a Universidade e posteriormente para a entrada no mercado de trabalho, Andy acena e agradece aos brinquedos da sua vida.Na realidade, foi por eles e com eles que Andy conseguiu crescer e chegar à Universidade.O filme enaltece igualmente a importância da familia, da amizade e da solidariedade, mesmo para com os que nos querem mal, bem como o valor do casamento bissexual e da fidelidade conjugal, através dos vários gags da senhora e do senhor batata.
Para quem ainda não viu, aqui fica uma proposta para o fim-de-semana.


Dia 22 (2ª feira)
No Próximo dia 27 de Novembro, em Sangalhos, os Centros de Preparação para o Matrimónio, mais conhecidos por CPM, celebram os seus 50 anos de vida.
Quem pensa que o casamento é só o Amor e uma cabana está muito enganado e quem casa sem se preparar devidamente poderá correr o amargo sabor do fracasso da sua relação.
Porisso, o CPM é um movimento da Igreja Católica que tem como objectivo dedicar-se à preparação dos noivos para o Matrimónio de forma a:
Preparar o seu matrimónio
Reflectir sobre o seu noivado
Dialogar sobre a validade das suas ideias e dos seus comportamentos
para, desta forma:
despertar ou fazer crescer a fé
validar as suas ideias e os seus comportamentos, principalmente através do testemunho de outros noivos e casais;
fazer a aprendizagem de diálogo entre os dois;
reflectir sobre situações que afectam a harmonia das relações entre os elementos do casal de modo a desenvolver atitudes de superação dessas situações;
desenvolver atitudes e valores que desencorajem o recurso ao divórcio e ao aborto, contribuindo para a estabilidade da família.
formar no âmbito do planeamento familiar, capacitando os novos casais no sentido de uma paternidade consciente e responsável.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Jornadas a não perder!




Mais informações em: www.estimulopraxis.com

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Textos Rádio Costa D'Oiro



DIA 29
O filme "O escafandro e a borboleta" que se encontra disponível nos circuitos de aluguer de vídeos baseia-se numa história verídica: Um homem de sucesso vê-se, de repente, totalmente paralisado, podendo apenas mexer um dos olhos.
E só com o mexer desse olho e a ajuda de uma terapista este homem, mesmo nestas condições, consegue escrever um livro inteiro sobre a sua vida.
Para quem não gosta de filmes "parados" ou com pouca ou nenhuma acção, então este será um filme a evitar.Mas o seu conteúdo é muito interessante:? impressionante que se tenha de chegar, por vezes, a situações extremas para tentar perceber e aproveitar os momentos da vida.O filme é também impressionante pelo carinho demonstrado pelos médicos e terapeutas que tentam apoiá-lo e acreditam na sua recuperação.Impressionante pela mensagem que o protagonista deixa aos filhos:A vida é um dilema entre a prisão do escafandro que representam os vícios, maus hábitos e a prisão dos nossos egoísmos e as "borboletas" que nos libertam e nos fazem sair de nós próprios.Que procurem sempre ser as borboletas, termina.

Dia 30
Na passada quarta-feira, a oposição, em peso, criticou a Ministra da Educação pelo anunciado encerramento de escolas, como se ela tivesse alguma culpa disso! Na realidade, a Ministra limita-se, apenas, a enterrar os cadáveres em que as escolas se tornaram por falta de alunos.
Os gráficos da evolução demográfica mostram que o encerramento de escolas vai manter-se, pelo menos, nos próximos 6 anos.
As quebras na natalidade assim o exigem
Se os senhores deputados querem, na realidade, acabar com o encerramento das escolas e desemprego entre os professores, deverão, pelo contrário, chamar os responsáveis governativosl e revogar imediatamente toda a legislação anti-família e anti-natalidade entretanto aprovadas, para além de terem que esperar seis anos para que os efeitos dessas leis deixem de ter efeito negativo na frequência escolar.
Como diz o povo português, na sua sabedoria, “Cá se fazem, cá se pagam”.
Este texto é da autoria da Associação Portuguesa das Famílias Numerosas

Dia 01
Lançada no ínicio do ano lectivo 2009/2010, pela Copyright Promotions, pela LazyTown e pela Editora ASA, a iniciativa de âmbito nacional denominada “Doce Desportivo Vila Moleza” dirigida às escolas básicas do 1? ciclo e jardins de infância, teve como objectivo combater a obesidade infantil através da mensagem e do exemplo dos personagens da série de televisão “Vila Moleza”.
Esta iniciativa visou incentivar os alunos, com a ajuda dos professores, a utilizar diariamente um calendário motivacional onde cada criança assinalou com uma cruz à frente do seu nome, sempre que levou para a escola um lanche saudável, ou seja, do qual fizesse parte pelo menos um “doce desportivo” (nome que é atribuído às frutas e legumes na série de televisão).
No final do mês, as turmas enviaram o calendário motivacional em conjunto com um trabalho de grupo subordinado ao tema criativo proposto pela organização. As turmas vencedoras receberam como prémio a visita dos protagonistas para um espectáculo exclusivo na sua escola. No total foram consumidos mais de 100.000 “doces desportivos”
Uma iniciativa construtiva a louvar e a continuar.


Dia 2
Em 2003 a idade média na Europa era de 37,7 anos. Em 2050, segundo um estudo da Brookings Institution, essa média rondará os 52,3 anos, bem acima dos 35,4 previstos para os Estados Unidos. Praticamente todos os países europeus sofrerão baixas acentuadas nas suas taxas de população. Por exemplo, a Itália cairá 22 por cento e a Estónia 52 por cento. E Portugal também. Para começar, o INE revelou há dias que em 2009 tivemos mais óbitos do que nascimentos.
Daqui a 40 anos viveremos na sociedade mais envelhecida que provavelmente existiu na história do mundo. Os novos serão minoritários, os idosos serão oss maioritários. Politicamente será um facto dramático. Ao mesmo tempo, eis o que também tem acontecido: as taxas de fertilidade no mundo muçulmano têm continuado o seu ritmo imparável. Desde 1970 que têm sido responsáveis por grandes subidas da população mundial.
Imaginam uma Europa sem Portugal, sem a Suécia, a Europa de 2200 ou 2300? Falarão aqueles que viverem nessa altura daquilo que nós fomos, tal como nós falamos da civilização maia ou dos romanos?O historiador inglês Arnold Toynbee escreveu há muito tempo: "As civilizações morrem por suicídio, não por assassinato". E é mesmo certo na história das grandes civilizações que a seguir à decadência vem a extinção. A crise demografia é a mãe das nossas crises.
Este texto é da autoria de Pedro Lomba


Dia 5
As crianças de Lisboa e do Sul do País não podem ficar sem um Hospital Pediátrico autónomo e tecnologicamente evoluído.
O Ministério da Saúde pretende que as crianças que hoje acorrem ao Hospitald e Dona Estefânia passem a ser tratadas num "Hospital Geral de Adultos".
Isto representa um retrocesso técnico, ético e civilizacional sem paralelo no Mundo.
Os Responsáveis do País e de Lisboa devem evitar este erro, exigindo aconstrução de um novo Hospital para as Crianças de Lisboa e Sul do País,perto do futuro hospital geral de adultos, mas totalmente pediátrico, autónomo e servido por profissionais inteiramente dedicados à criança doente, ao contrário do quepretende o Ministério.
Também o actual espaço do Hospital Dona Estefânia não deve ser sacrificado aos interesses imobiliários, devendo, antes manter-se dedicado à criança e às instituições que a apoiam, conforme o desejo da Rainha fundadora que há 150 anos o doou à Cidade.
Alguns políticos terminarão os mandatos, mas os seus erros continuarão apenalizar as crianças doentes de hoje e das futuras gerações.
Nós, cidadãos, pais, avós, familiares, nãodesistiremos desta causa: "A defesa intransigente dos superiores interessesda criança"
Na internet poderá encontrar uma petição on line em defesa de um Novo Hospital Pediátrico que cubra Lisboa e todo Sul do país com o alto patrocínio do Professor Gentil Martins, ex-director do hospital D.Estefânia

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Textos desta semana da rubrica da rádio Costa D'Oiro



Semana: 13/04/10 a 19/04/10

Dia 13 - É imprescindível que os pais se formem no sentido de estarem mais bem preparados para educar os seus filhos. Neste processo, é saudável que possam ter a oportunidade de pensar e reflectir sobre os estilos parentais que são, normalmente, apontados como três: o autocrático, o permissivo e o democrático.
Pais autocráticos são aqueles que desrespeitam as suas crianças, criticam-nas permanentemente e culpam-nas; ignoram os seus direitos; passam o tempo a dar sermões e ordens; tomam todas as decisões e castigam sistematicamente.
Por sua vez, os pais permissivos são o oposto: permitem o desrespeito, ignorando até os seus próprios direitos; são servos dos filhos e acarretam em si todos os problemas; tornam-se suplicantes dos filhos, e deixam-nos fazer o que querem.
Ninguém é perfeito e todos sabemos o quão complicado e difícil é educar hoje em dia, mas os pais têm também eles de aprender a gerir o melhor possível as situações de modo que possam ser aquilo a que mais comummente se designa de pais democráticos. Estes são aqueles que têm em conta os direitos das crianças, mas também os seus próprios direitos. Isto acontece, pois respeitam as crianças e aceitam-nas tal como elas são, encorajando, assim, o mútuo respeito. Os pais democráticos permitem a escolha, deixando que os filhos se responsabilizem pelos seus próprios actos e erros. Estes pais ouvem e envolvem os filhos nas tomadas de decisão, deixando que experienciem as consequências dos seus actos, desde que isso não comprometa, obviamente, a sua vida, mas que permita aprenderem saudavelmente.
Apoiado em: Don Dinkmeyer e Gary D. McKay, Raising a responsible child

Dia 14 – O suicídio recente de uma criança e de um professor, fruto da violência em meio escolar, leva-nos a ter de enfrentar este preocupante fenómeno. Já não é só a violência “às claras” que nos deve inquietar, mas a violência psicológica, subtil, que se apodera de nós todos os dias, sobretudo dos mais jovens, ao ponto de os transformar em vítimas e em agressores.
Que condições reunirá a sociedade em que vivemos, assim como os novos modelos de vida, para que nos tornemos mais violentos, de tal modo que a violência no meio escolar chegue ao ponto de gerar mortes?
Não podemos deixar de atender à incoerência dos modelos de educação. À família cabe o primeiro lugar na educação de uma criança, pelo que pai e mãe devem estar de acordo com o tipo de educação a dar aos seus filhos, agindo como figuras de referência. Se isso não acontece, acrescentando-se-lhe a violência explícita na televisão e na internet, gera-se confusão na criança ou no jovem. Crianças expostas a ambientes de famílias disfuncionais estão mais propensas à violência e a reproduzi-la noutros contextos.
Também a insegurança vivida à escala mundial, o secularismo ou o relativismo de valores esbateram a consciência moral; e a culpa, a noção de bem/mal foram-se esbatendo também, não havendo limites muito claros para o agir humano. O individualismo parece ter-se tornado na moeda de troca mais comum nas relações sociais, o que é preocupante.
Família e consciência moral: pensemos como os transformámos ou antes deformámos. Serão a ponta do iceberg de um fenómeno que recusamos enfrentar? Pensemos nisto.

Dia 15 – “Na vida preocupamo-nos em educar os nossos filhos o melhor possível, ensinando-lhes regras, dando-lhes conselhos, acompanhando-os nas suas diversas actividades e alertando-os constantemente para eventuais perigos. A Internet entrou nas nossas vidas e veio para ficar, passando a fazer parte delas. Mas tal como acontece com outras coisas nas nossas vidas, a Internet comporta alguns riscos com os quais temos de aprender a lidar para podermos preparar os nossos filhos para mais esta nova realidade.” SeguraNet
No site http://www.seguranet.pt/, pais, alunos e professores encontram Actividades Interactivas e informações sobre a utilização segura da Internet.
Todos podemos assim aprender de forma divertida e testar os conhecimentos sobre Segurança na Internet!

Dia 16 – Os Leigos para o Desenvolvimento são uma Organização não Governamental para o Desenvolvimento de cariz católico.
Como Associação, os Leigos para o Desenvolvimento são dotados de personalidade jurídica canónica e civil, e reconhecidos como uma Organização Não-Governamental para o Desenvolvimento.
Os voluntários são leigos, com serviço desenvolvido, desde 1988, que, por um ou mais anos, põem as suas capacidades pessoais e profissionais ao serviço da promoção humana, em áreas como as da Educação, da Saúde, da Promoção Social e da Pastoral. Estão em África (Angola, Moçambique e S. Tomé e Príncipe), em Timor Leste e em Portugal, no Centro de Apoio Escolar S. Pedro Claver.
A Associação oferece a quem o desejar a possibilidade de ser útil ao Outro, através de projectos de cariz humano; todas as condições materiais para desenvolver um trabalho em prol do desenvolvimento; e acompanhamento espiritual e material ao longo de todo o caminho, desde a formação até ao regresso de Missão. De forma mais concreta, o voluntário Leigo deve ter entre 21 e 40 anos, assim como formação académica ou profissional.
Os Leigos para o Desenvolvimento são, antes de mais, uma proposta de caminho para quem escolhe não ser indiferente à realidade complexa e desigual do Mundo. Mobilizam-nos os valores da solidariedade e da justiça social, que os levam a tentar responder às necessidades dos mais carenciados. Estão disponíveis mais informações em
Sobre os Leigos para o Desenvolvimento em www.ecclesia.pt/leigos.

Dia 19 - Um dos grandes problemas do aborto é não haver pessoas que o testemunhem, mas Gianna Jessen foi abortada… e sobreviveu. Eis o que ela nos diz, num depoimento feito perante a Constitution Subcommittee of the House Judiciary Committee, em 22 de Abril de 1996:
"O meu nome é Gianna Jessen e tenho 19 anos. Nasci na Califórnia mas actualmente vivo no Tennessee.
Fui adoptada e tenho paralisia cerebral. A minha mãe verdadeira tinha 17 anos e estava grávida de sete meses e meio quando decidiu fazer um aborto por solução salina. Eu sou a pessoa que ela abortou. Mas em vez de morrer sobrevivi.
Felizmente para mim, o abortador não estava na clínica quando eu nasci com vida, pelas 6 horas da madrugada de 6 de Abril de 1977. Eu fui precoce: a minha morte não estava prevista para antes das 9 horas, altura em que o abortador deveria começar a trabalhar. Tenho a certeza de que não estaria aqui hoje no caso de o abortador estar na clínica, uma vez que o seu trabalho é matar: não é salvar. Algumas pessoas disseram que eu sou um aborto de carniceiro, um aborto falhado.
Houve muitas pessoas que presenciaram o meu nascimento: a minha mãe e outras raparigas novas que estavam na clínica à espera que os seus bebés morressem. Disseram-me que isto foi um momento de histeria. Próximo estava uma enfermeira que aparentemente chamou a emergência médica e eles transferiram-me para um hospital.
Ali fiquei, mais ou menos, três meses. No princípio não havia muita esperança pois eu pesava somente 900g. Hoje, já sobreviveram bebés mais pequenos do que eu.
Uma vez um médico disse-me que eu tinha um grande desejo de viver e que eu lutava pela minha vida. Acabei por sobreviver e sair do hospital sendo entregue a uma ama. A minha paralisia cerebral foi atribuída ao aborto.
Disseram à minha ama que era muito duvidoso que eu chegasse a gatinhar ou andar. Na altura eu não me conseguia sentar sem ajuda. Graças às orações e à dedicação da minha ama e, mais tarde, de muitas outras pessoas, acabei por aprender a sentar-me sozinha, a gatinhar e a ficar de pé. Comecei a andar com muletas pouco antes dos 4 anos. Fui legalmente adoptada pela filha da minha ama, Diana De Paul, alguns meses depois de começar a andar. O Department of Social Services não me permitia ser adoptada antes disso.
Continuei a fisioterapia por causa da minha deficiência e, depois de quatro intervenções cirúrgicas, posso agora andar sem ajuda. Nem sempre é fácil. Algumas vezes caio, embora depois de cair durante 19 anos tenha aprendido a cair graciosamente.
Estou contente por estar viva.”

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Televisão no Infantário

FAMÍLIA
"Se não queres que o teu filho veja TV, tens de ir mais cedo ao infantário"
por Enrique Pinto-Coelho, Publicado em 26 de Fevereiro de 2010 | Actualizado há 2 horas

Um inquérito mostra que um terço das crianças permanece nove horas ou mais por dia nas creches. E os ecrãs estão por todo o lado




No jardim-de-infância de Francisca, uma menina - imaginária - de três anos, não há televisões nem brinquedos convencionais, o plástico não existe e a comida é biológica. Francisca brinca com paus e pinhas, faz pão, modela cera. Não trabalha, brinca. Tudo a um ritmo natural, como se estivesse em casa. Ao invés de Francisca, o jardim-de-infância existe. Chama-se São Jorge e está em Alfragide, mas é quase um negativo dos outros infantários.

Para a maioria das crianças portuguesas, a vida simples e tranquila de Francisca, sem competições nem actividades programadas, é uma realidade estranha. Um estudo da DECO divulgado ontem revela que 73% das crianças com um a dois anos vêem televisão nas creches, e a percentagem sobe para 90% nos jardins-de-infância (entre os três e os cinco anos).

"Desconhecia esses dados, mas só posso criticá-los afincadamente", diz Maria João Santos, do Espaço para a Saúde da Criança e do Adolescente (ESCA). Para esta psicóloga educacional, os pequenos até aos dois anos "têm muita necessidade de explorar o ambiente", e por isso "não faz sentido nenhum" pô-las à frente de um ecrã. Quando são um pouco mais crescidas, a coisa muda, mas mesmo assim a televisão só deve servir para entreter. "Ver por ver também não faz sentido nenhum", acrescenta.

Maria João Santos afirma que "o ideal", para os filhos até aos três anos, seria ficarem em casa "ou pelo menos não socializarem tão intensamente". A partir dessa idade, a sociabilização recomenda-se porque favorece o desenvolvimento e prepara os filhos para o que aí vem.



E o que aí vem, às tantas, é que os filhos se transformam em pais com horários de trabalho prolongados e constrangimentos económicos. Cerca de duas em cada cinco famílias consultadas pela DECO (2884 inquéritos) têm problemas para pagar o infantário. Quase um terço das crianças passa mais de nove horas por dia nas creches e, mesmo assim, 27% dos pais gostariam que estas abrissem aos sábados.

"A minha única crítica é a inflexibilidade dos horários", protesta a mãe de Carmo, uma bebé de dois anos inscrita no Grémio de Instrução Liberal, em Lisboa. Os progenitores trabalham e por isso a filha passa, por norma, as tais nove horas fora de casa.

A creche abre às oito mas a partir das 09h30 os educadores já não aceitam crianças. "Entendo que tem a ver com a organização das actividades quando já são mais crescidas, mas quando têm menos de um ano é ridículo. Às vezes tínhamos de acordar a Carmo para que fosse dormir para a creche", recorda a mãe.

Carlos Moral promete que o seu filho de cinco anos só vê filmes e mexe no computador aos fins-de-semana. Pelo menos em casa. "Lá fora" o ecrã é o recurso habitual antes das dez e depois das 18h00 - ou seja, fora do horário dos educadores. "Se não queres que o teu filho veja TV, tens de ir mais cedo ao infantário", resume Carlos

Crianças são demasiado expostas a mensagens sexualizadas com consequências negativas


As imagens hipersexualizadas estão por todo o lado e as crianças estão expostas a elas cada vez mais cedo, com os pais a terem cada vez menos oportunidade de controlar o que os seus filhos vêem, afirmou ontem um relatório britânico, defendendo o controlo dos meios de comunicação

O documento, citado nos media britânicos, diz que o controlo é fundamental para evitar esta sobreexposição que, assegura, tem efeitos na aceitação das mulheres como submissas e dos homens como dominadores: estereótipos que, diz o documento citado pela BBC, contribuem para a atmosfera de pressão que leva cada vez mais jovens a pôr fotografias em que estão nuas ou em topless nos sites de redes sociais.


O relatório faz parte da estratégia do Governo de Gordon Brown na luta contra a violência contra as mulheres e conclui que a exposição aos conteúdos mais sexualizados tem uma ligação com o aumento deste tipo de agressões.


O documento foi divulgado depois de, na semana passada, os conservadores de David Cameron terem anunciado uma iniciativa contra a sexualização de crianças, penalizando empresas culpadas de "práticas de marketing irresponsáveis" dirigidas aos mais jovens para evitar que estes sejam "bombardeados" por conteúdos mais sexualizados, lembra a agência Reuters.


(....)


No inquérito, feito para um programa de televisão do Channel Four, as crianças tinham de escolher que tipo de corpo queriam ter a partir de várias imagens delas próprias, alteradas digitalmente: metade escolheu a imagem mais magra de todas, três tamanhos abaixo do seu. Muitas explicaram que seriam mais populares se fossem mais magras, relatou o diário The Telegraph.Esta preocupação dos pais é partilhada pelo Governo, assegurou Johnson, adiantando que o Governo está empenhado em adoptar algumas medidas sugerias pelo relatório, da autoria da psicóloga Linda Papadopoulos, da London Metropolitan University.A psicóloga defende que os telemóveis, através dos quais os adolescentes têm cada vez mais acesso a conteúdos pornográficos, sejam vendidos com controlos parentais activados e que vídeos de música "sexualizados" sejam proibidos antes das nove da noite.Mais dirigido à questão da imagem corporal das raparigas, é proposto que fornecedores de acesso à Internet possam bloquear sites pró-anorexia ou pró-bulimia, e que seja criada uma escala aplicada em fotografias alteradas digitalmente para mostrar até que ponto foram modificadas.
Fonte: Público