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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Feliz Natal !

 
 
A grandeza da humanidade determina-se essencialmente na relação com o sofrimento e com quem sofre. Isto vale tanto para o indivíduo como para a sociedade.
Uma sociedade que não consegue aceitar os que sofrem e não é capaz de contribuir, mediante a com-paixão, para fazer com que o sofrimento seja compartilhado e assumido mesmo interiormente é uma sociedade cruel e desumana.
A sociedade, porém, não pode aceitar os que sofrem e apoiá-los no seu sofrimento, se os próprios indivíduos não são capazes disso mesmo; e, por outro lado, o indivíduo não pode aceitar o sofrimento do outro, se ele pessoalmente não consegue encontrar no sofrimento um sentido, um caminho de purificação e de amadurecimento, um caminho de esperança.
Aceitar o outro que sofre significa, de facto, assumir de alguma forma o seu sofrimento, de tal modo que este se torna também meu. Mas, precisamente porque agora se tornou sofrimento compartilhado, no qual há a presença do outro, este sofrimento é penetrado pela luz do amor.
A palavra latina con-solatio, consolação, exprime isto mesmo de forma muito bela sugerindo um estar-com na solidão, que então deixa der ser solidão. Mas, a capacidade de aceitar o sofrimento por amor do bem, da verdade e da justiça é também constitutiva da grandeza da humanidade, porque se, em definitiva, o meu bem-estar, a minha incolumidade é mais importante do que a verdade e a justiça, então vigora o domínio do mais forte; então reinam a violência e a mentira.
A verdade e a justiça devem estar acima da minha comodidade e incolumidade física, senão a minha própria vida torna-se uma mentira.
E, por fim, também o « sim » ao amor é fonte de sofrimento, porque o amor exige sempre expropriações do meu eu, nas quais me deixo podar e ferir. O amor não pode de modo algum existir sem esta renúncia mesmo dolorosa a mim mesmo, senão torna-se puro egoísmo, anulando-se deste modo a si próprio enquanto tal

Papa Bento XVI
Ponto 38. Encíclica Spes Salvi (Salvos na Esperança)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

ACASO no apoio aos idosos


Numa terra piscatória, a ACASO, Associação Cultural e de Apoio Social de Olhão quer avançar com um novo projeto. Ao completar 80 anos, pretende ser mais do que uma instituição que apoia idosos, deficientes ou pessoas carenciadas. Pretende preservar a identidade e tradição de um concelho voltado para o mar, através da passagem do testemunho entre pescadores mais velhos e os jovens da comunidade.

«Mar de Gerações» é uma reportagem de Maria Augusta Casaca, João Félix Pereira e Mésicles Helin na Associação Cultural e de Apoio Social de Olhão (ACASO), uma das dez instituições finalistas do Prémio Manuel António da Mota no Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e Solidariedade entre Gerações.


sábado, 25 de setembro de 2010

II Jornadas – “O Idoso na Sociedade” – Intervenção em gerontologia social

Intervenção em Gerontologia Social
01 de Outubro de 2010

Teatro Cine de Pombal

DESTINATÁRIOS:
Dirigentes de IPSS’s, Assistentes Sociais; Psicólogos, Sociólogos, Educadores Sociais, Animadores Sociais e todos os Técnicos que trabalhem na área de apoio à População Idosa.

OBJECTIVOS:
- Abordar problemáticas da pessoa idosa na contemporaneidade;
- Aprofundar questões da intervenção com a pessoa idosa institucionalizada, com qualidade;
- Debater a multidisciplinaridade no cuidado individual ao cliente (idoso).

Valor da Incrição:10€

INSCRIÇÕES:
CSP “Maris Stella” da Guia: TELF.: 236952794/ FAX: 236952794, EMAIL:
CSP.MARIS.STELLA@gMAIL.COM
CPSS Mata Mourisca: TELF.: 236951178 / FAX: 236950931, EMAIL: CENTROPAROQUIAL@GMAIL.COm


PROGRAMA:

9.00h - Abertura do Secretariado

9.30h - Sessão de abertura:
· Sr. Presidente da Câmara Municipal de Pombal, Eng.º Narciso Mota;
· Sr. Governador Civil do Distrito de Leiria, Prof. Doutor José Humberto Paiva de Carvalho
· Sr. Director do CDSS Leiria,

Dr. Fernando Gonçalves

10.00h - Pausa para café

10.30h - I Painel – “Expectativas e Necessidades da Pessoa Idosa”.

Moderadora: Dra. Helena Ventura

“Dimensões Biofisiológicas do Envelhecimento humano”; Mestre Paula Nunes
“Dimensões Psicológicas do Envelhecimento Humano”; Dra. Leonor Monteiro
“Intervenção em Gerontologia Social.” Mestre Carla Ribeirinho

4.“Multidisciplinaridade na Intervenção com a Pessoa Idosa” Mestre Maria Irene Carvalho

12.30h - Debate

13.00h - Almoço

14.30h - II Painel – “Parceria em Intervenção Gerontológica”.

Moderador: Dr. Diogo Mateus;

1. “Plano Estratégico para a Terceira Idade da Câmara Municipal de Sta. Maria da Feira”
Dra. Cristina Barbosa – Gerontóloga
Dra. Cristina Ribeiro – Rede Social

15.15h - III Painel – “Sustentabilidade das instituições de apoio social vs certificação”.
1. A Importância da certificação na qualidade das respostas sociais

1.1. Associação Mundos de Vida – Famalicão – orador a definir

1.2. Sta. Casa da Misericórdia de Almada - Dra. Mª João Cardoso

16.30h – Debate

17.00h - Encerramento

terça-feira, 11 de maio de 2010

Capicúa

Veja o vídeo até ao fim e surpreenda-se...


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Violência doméstica e idosos


(Clique para aumentar)

Sobre a esquecida questão da crescente violência sobre idosos

Via Maria João Pires, nas raríssimas coisas em que conseguimos estar de acordo...

sábado, 23 de maio de 2009

Campanha País Solidário


O que é a Campanha?

Têm-se acumulado os sinais de um agravamento significativo da situação social em Portugal (Perda de emprego, Dificuldades das micro-empresas, Diminuição do próprio trabalho informal) que convergem num multiplicar de situações de grande carência.


É evidente que estão a aumentar diariamente os desequilíbrios sociais e a aparecer novas formas de pobreza.


Estamos a ser confrontados com novas realidades e novas situações críticas, sobretudo evidenciadas nos casos em que ambos os elementos adultos de uma família se encontram no desemprego e em que as famílias têm crianças e/ou ascendentes idosos a seu cargo.


Cabe ao Estado um papel central na resolução destes problemas, mas entendemos que a sociedade civil, e o movimento filantrópico em particular, deve ter um papel activo e mobilizador em torno dos principais problemas que afectam as sociedades


Assim, numa óptica de complementaridade com as medidas e instrumentos de apoio social já implementados, decidimos lançar uma campanha de solidariedade direccionada para responder às novas formas de empobrecimento, a que se decidiu chamar País Solidário.

Esta é uma resposta excepcional para os tempos excepcionais que atravessamos.

As respostas de emergência que urge potenciar têm de ser:
· eficazes,
· flexíveis,
· e baseadas nas redes sociais já existentes no País.

A quem se destina?

Famílias que perderam a totalidade ou parte significativa dos rendimentos do trabalho tendo ficado impossibilitadas de fazer face aos encargos com o agregado familiar, designadamente, crianças em idade pré-escolar, idosos e pessoas com deficiência.

A campanha destina-se, em primeiro lugar, às famílias que não beneficiam dos sistemas específicos de protecção social, nomeadamente: Subsídio de Desemprego, Rendimento Social de Inserção ou Complemento Solidário do Idoso

Onde vai actuar?

Para já, a Campanha arranca nas seguintes áreas (NUT-III):

· Grande Porto
(Municípios: Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa do Varzim, Valongo, Vila do Conde, Vila Nova de Gaia, Santo Tirso e Trofa)

· Vale do Ave
(Municípios: Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela)

· Municípios do Tâmega
(Munícipios: Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Amarante, Baião, Felgueiras, Lousada, Marco de Canavezes, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel, Mondim de Basto, Ribeira de Pena, Cinfães e Resende)

· Península de Setúbal
(Municípios: Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal)

A escolha destas áreas teve por base o indicador de precariedade familiar face ao desemprego (percentagem de agregados em que todos os activos estão desempregados)[1].

Mas é objectivo da campanha a extensão a todas as regiões carenciadas do País.

Quais as entidades envolvidas?

Entidades Promotoras:
Fundação Gulbenkian e Fundação EDP, BPI, Caixa Geral de Depósitos Fundação Millenium BCP, BES, Montepio Geral, Santander, Grupo Jerónimo Martins

Parcerias com os canais de televisão SIC, RTP e TVI, e ainda com a empresa de telecomunicações AR Telecom e a Mr. Net, responsável pela criação de um site na internet. A Euro RSCG foi a empresa responsável pela imagem

Mas esta é uma Campanha sem protagonistas nem chancelas. Ao decidir-se lançar e divulgar esta iniciativa, estamos a partilhar uma inquietação com toda a sociedade civil, apelando para que cada um contribua para esta iniciativa.

Vontades já manifestadas:
um conjunto de personalidades da sociedade civil, entre as quais encontramos a Dr.ª Manuela Eanes, Dr.ª Manuela Silva, Dr.ª Dulce Rocha, D. Manuel Martins, Prof. Bruto da Costa, Dr. Silva Lopes, que lideram um movimento cívico de cidadãos e que já nos demonstraram o seu interesse em juntar-se a esta Campanha.

Também já manifestaram interesse em envolver-se e arranjar formas de contribuição para a Campanha organizações como a Associação dos Deficientes das Forças Armadas.

Quem executa no terreno?

Três instituições com experiência e rede de proximidade

Cáritas Portuguesa (actuará em Setúbal e Grande Porto)

Cruz Vermelha Portuguesa (actuará no Vale do Ave e Tâmega)

Federação dos Bancos Alimentares contra a Fome
(nas 4 áreas seleccionadas)

A Campanha baseia-se assim na relação de responsabilidade e confiança com as entidades executoras.

Cada Euro doado será entregue aos destinatários.

(Não foram criadas novas estruturas para execução da Campanha. A iniciativa é baseada nas estruturas já existentes, garantindo-se que todo o montante reunido seja exclusivamente destinado ao objectivo da Campanha)

Que tipos de Apoios?

· Apoio para o pagamento de despesas decorrentes da utilização de respostas sociais (Creche, Jardim de Infância, ATL, Lar, Instituição para pessoas com deficiência...) devidas por famílias em situação de ruptura financeira decorrente de desemprego ou cessação de actividade.

Apoio à educação – Apoio para o pagamento de propinas (excluindo Universidades) e de outras despesas escolares de filhos de pais desempregados.


Princípio de co-responsabilidade solidária: a dívida será saldada em 50% pelas verbas da Campanha e em 50% por perdão da dívida pela Instituição.


Apoio Alimentar - Reforço da distribuição de leite através da Federação dos Bancos Alimentares contra a Fome, nas áreas geográficas seleccionadas no quadro desta Campanha.

Outros apoios excepcionais ligados a situações de carência grave detectadas pelas instituições e devidamente justificados.

Como se pode contribuir?

A Campanha País Solidário está aberta à contribuição de todos, quer entidades quer pessoas em nome individual que queiram colaborar.

- Em cada um dos Bancos promotores (CGD, BPI, Millennium BCP, BES, Montepio Geral e Santander) há uma conta bancária com o nome País Solidário para onde podem ser transferidos ou depositados os donativos;

- Há um número de telefone - 760 307 307 – em que de cada chamada (custo de cada chamada 0,60cent. + IVA) revertem 0,48€ para a Campanha.

Há também um site com todas as informações http://www.paissolidario.org/

Qual a duração prevista e o montante assegurado à partida?

A campanha foi pensada para durar até ao final do ano. Será um bom sinal se ela terminar antes.
Contamos com o contributo solidário de todos, não só de outras instituições que se queiram juntar a nós, mas também – e principalmente - de cada um dos cidadãos, que partilha das nossas preocupações e que, na medida das suas possibilidades, queira contribuir para a causa.

Como será executada?

À Cáritas Portuguesa e à Cruz Vermelha Portuguesa, competirá:
· Fazer o atendimento, triagem, avaliação e plano de apoio das situações de carência abrangidas pela Campanha
· Atribuir os apoios necessários e assegurar um acompanhamento de proximidade dos beneficiários.
· Garantir a rigorosa e criteriosa utilização dos recursos financeiros postos à sua disposição
· Acompanhar a implementação e os resultados dos planos estabelecidos
· Elaborar os relatórios de execução pré-definidos

À Federação dos Bancos Alimentares contra a Fome, competirá:
· Garantir uma distribuição excepcional de leite nas zonas de intervenção da Campanha.

O acompanhamento e controlo de execução da Campanha será assegurado pela Fundação Gulbenkian.

[1] Fonte: INE




(Informação recebida por correio electrónico.)

Ver mais aqui, aqui, aqui e aqui.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Voluntariado nas escolas para professores reformados

Foi hoje publicado em Diário da República (aqui) o Decreto-Lei que dá aos professores reformados a possibilidade de colaborar com as escolas públicas, em regime de voluntariado.
À primeira vista é uma boa medida.
Resta saber quantos professores reformados é que se oferecem para o voluntariado, tendo em conta a fase conturbada em que as escolas públicas se encontram.
Entretanto, a tendência psicótica do legislador em burocratizar e "kafkasear" tudo onde que toca, levou-o a não resistir e a incluir um artigo onde obriga o próprio professor voluntário a ter que fazer um relatório anual e a ter que promover a sua própria auto-avaliação (Cfr. Artigo 7º, nº3 deste novo D.L.)

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Outonos da Vida


Promovemos o Bem-estar dos Doentes, Seus Familiares e Cuidadores
Disponibilizamos Qualidade de Vida até Morrer
Humanizamos a Saúde



O que são Cuidados Paliativos ?


A Organização Mundial de Saúde (OMS) define os Cuidados Paliativos, como cuidados que :
· Abrangem todos os tipos de cuidados, incluindo os físicos, psicológicos, sociais, emocionais e espirituais;
· Oferecem um sistema de apoio para ajudar os doentes a permanecerem tão activos quanto possível até morrerem;
· Ajudam a família a enfrentar a doença do ente querido e o período de luto após a morte;
· Respeitam os valores e crenças pessoais, culturais de estilo de vida e religiosos;
· Aliviam a dor e outros sintomas desagradáveis;
· Não provocam nem atrasam a morte;
· Encaram a morte como uma parte inevitável da vida.


O que é a Dor Crónica?


De acordo com a International Association for the Study of Pain (IASP) a dor é definida como :
- Uma experiência multidimensional desagradável;
- Envolve não só um componente sensorial mas também um componente emocional;
- É associa a uma lesão tecidular concreta ou potencial, ou é descrita em função dessa lesão;
- É uma dor persistente ou recorrente durante pelo menos 3-6 meses, que muitas vezes persiste para além da cura da lesão que lhe deu origem, ou que existe sem lesão aparente.


Outonos da Vida
Associação para os Cuidados Paliativos e Dor Crónica do Médio Tejo
Sede:
Urbanização Casal Vaz, Lote 82
2350-867 Meia Via - Torres Novas
Delegação:
Tomar Av. D. Nuno Álvares Pereira, n.º 21
2304-909 Tomar
Telefone:932927853
Email: info@outonosdavida.pt
SKYPE: outonosdavida

sábado, 31 de janeiro de 2009

Uma Nova Era: de guetos e de segregação?

Portugal vai ter 230 novos lares para idosos e cidadãos com deficiência. O investimento, de 110 milhões de euros e comparticipado pela UE, vai beneficiar mais de cinco mil pessoas e deverá estar concretizado até 2013.
Ver mais aqui.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Eu juro e comprometo-me pessoalmente a...

A histeria da obamania tem várias matizes e manifesta-se de várias formas.

Algumas são clara e objectivamente positivas, tal como este Vídeo o demonstra.

Porque é que só presidente ou primeiros-ministros, etc.. é que têm que jurar solenamente cumprir certos deveres e respeitar certos valores ?

Porque é que o cidadão comum, pai, filho, patrão, trabalhador, etc... também não se têm que comprometer com o cumprimento dos seus deveres ?

Numa altura de crise em que a maior parte dos analistas defendem uma maior intervenção do Estado na vida das pessoas, incluindo através do recurso massivo a nacionalizações, é uma boa altura para recordar a frase do Presidente Kennedy
"Não perguntem o que o vosso país pode fazer por vós, perguntem, antes, o que vocês podem fazer pelo vosso país"

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Campanha de angariação de cobertores (zona de Coimbra)

Devido à vaga de frio que se irá fazer sentir em Coimbra até ao próximo 10 de Janeiro, e pensando na população que mais sofre nestas ocasiões, a Divisão de Acção Social e Família da Câmara Municipal de Coimbra, promove uma campanha de angariação de cobertores destinada a pessoas sem abrigo e idosos carenciados, alojados em habitações com reduzidas condições de habitabilidade.
A Divisão de Acção Social e Família irá, igualmente, através do sistema de teleassistência ao domicilio bem como do serviço de fornecimento de refeições a idosos, apurar os casos das pessoas que poderão ser mais afectados pelas baixas temperaturas.
Assim, todos aqueles que desejarem contribuir para esta campanha, com a oferta de cobertores, mantas e sacos de cama deverão contactar para o efeito, a Divisão de Acção Social e Família, sita à rua Olímpio Nicolau Rui Fernandes (ex- edifício da PSP), 2º andar, Coimbra, telefone: 239 854 290 Fax: 239 854 299.
Liliana Verde

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Novas infraestruturas para cuidados paliativos

De acordo com a memória descritiva, a que tivemos acesso, a Santa Casa pretende edificar na zona poente da Quinta, junto ao Centro Comunitário, serviços especializados na área da saúde.


“O complexo ficará dotado de unidades para doentes de parkinson – um bloco com capacidade para 21 utentes; de alzheimer (outro bloco para 21 utentes), cuidados continuados de média duração (30 utentes) e de longa duração (15 utentes), Lar para autónomos e não independentes (21 pessoas), e cuidados paliativos”, explica Guardado Moreira.


Ver mais aqui.

segunda-feira, 3 de março de 2008

ALZHEIMER - Centro de "excelência" projectado para o Alentejo

A Misericórdia de Arronches (Portalegre) projecta construir o primeiro "centro de excelência" no Alentejo para portadores da doença de Alzheimer, com capacidade para receber 30 utentes, disse a provedora da instituição.


Deolinda Pinto, provedora da Santa Casa da Misericórdia de Arronches (SCMA), explicou que a construção de um "centro de excelência" para acolher doentes de Alzheimer "é um projecto que está, agora, a dar os primeiros passos".


Ver mais aqui.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Cuidar de doentes de Alzheimer


Cáritas promove acção de formação destinada às pessoas que cuidam de doentes com Alzheimer.


A Cáritas Diocesana de Leiria, em colaboração com a Alzheimer Portugal, vai realizar uma acção de formação destinada a cuidadores, nas famílias ou nas instituições, e a quantos se interessam pelo problema.


A acção conta com a participação de profissionais de saúde do Centro de Saúde de Pombal e Centro Hospitalar de Coimbra, e terá lugar em Leiria, no dia 16 de Fevereiro, das 9h30 às 16h00, no auditório do Instituto Português da Juventude, que patrocina a iniciativa.


O objectivo é promover a preparação das pessoas que prestam cuidados aos doentes de Alzheimer, por forma a conseguir que o façam com o máximo de eficácia para o bem estar daqueles e com o mínimo de desgaste para si próprios.


A iniciativa enquadra-se no programa da Semana Cáritas e visa contribuir para a divulgação de boas práticas nesta área, e para a inclusão do impacto causado pela doença nas respostas sócio-caritativas em desenvolvimento nas paróquias.


É necessária a inscrição prévia, na Cáritas de Leiria, até ao dia 12 de Fevereiro.

sábado, 12 de janeiro de 2008

As mães

(Pintura: Pablo Picasso "Mãe e filho")

Ter uma Mãe muito velhinha, na casa dos 90 anos, uma Mãe que não é rabugenta nem exigente, uma Mãe linda que acha sempre que tudo está bem, uma Mãe que passa longas horas com um trozinho de lã, fazendo pequenos presentes para nos dar, ter uma Mãe assim é uma bênção!


No momento em que escrevo estas linhas, eu tenho uma Mãe assim, quase a fazer 93 anos! Mas no momento em que estas linhas forem lidas, provavelmente já não terei essa felicidade.
A minha Mãe velhinha está a chegar ao fim, e só um suplemento permanente de oxigénio a mantém ainda na caminhada da vida.


E porque em situações emocionais de grande densidade me assalta um incontido desejo de escrever, debruço-me hoje sobre essa experiência íntima, comum a todos os filhos contemplados com a ventura de terem Mãe até tarde, da dolorosa espera pelo seu momento final.


Como é possível que uma pessoa tão velhinha, tão incapaz de fazer o que quer que seja, até de comer sozinha ou de caminhar, tão dependente e tão frágil, nos faça tanta falta?! Como se explica este vazio desolador que se nos instala na alma depois da sua ausência?! Porque ficamos nós, do lado de cá, cheios de saudades de tudo - das inquietações que ela nos deu, de todo o tempo que com ela gastámos, dos esforços para a segurar e a ajudar a andar, da canseira com as sopas e as comidas passadas para não se engasgar, da paciência a ouvi-la contar e recontar as mesmas coisas?!


Sinto neste momento uma tristeza infinita e uma saudade prematura que me não deixa sossegar. Ter Mãe é uma felicidade, e muito em breve eu vou deixar de ter Mãe.


Dou comigo a recordar-me de como ela foi ao longo de tão longa vida.
Uma Senhora linda, lindíssima e donairosa - "uma estampa!", dizia-se na terra - de rosto simpático e sorridente, uma Senhora que o meu Pai amou imensamente e que, com alegria repetida em cada nascimento, trouxe à luz do dia seis rijos bebés (cinco raparigas e, sete anos depois, um único rapaz).


Lembro-me, com absoluta nitidez, de anos muito recuados da minha infância (3,4, 5 anos), e de como era a minha Mãe nesse tempo, numa casa com tanta gente!


Usava eu então, para não me sujar enquanto brincava, babeirinhos ou bibes, feitos por vezes com encaixes e aplicações de tecidos diferentes, retirados de roupas desfeitas das irmãs mais velhas. Que lindos eram esses babeirinhos, feitos de aproveitamentos, que patenteavam o bom senso, o bom gosto e o esmero da Mãe!


Lembro-me de ir para a escola muito aprumada e arranjadinha - um primor de asseio - com um laçarote no cabelo, que a Mãe me fazia antes de sair.


Lembro-me das ocasiões especiais em que era de regra estrear roupa nova: o Domingo de Páscoa e o dia da Senhora da Saúde, dia de festa em Esposende, onde morávamos. Ah, também havia luxos na memorável data do exame da 4.a classe, farpelinha toda "nova em folha", dos pés à cabeça, incluindo sapatos a apertar com presilha e soquetes com dobrinha, tudo adequado à solenidade do momento. A Mãe punha-nos num "brinquinho" para irmos fazer exame!


Lembro-me de a ver tricotar para nós camisolas lindas, algumas também com recurso a lãs desfeitas de outras peças, e com combinações de cores de vistosos efeitos. Era ainda o tempo das meias de quatro agulhas, que a Mãe manobrava com grande agilidade, sendo que algumas destas obras, confeccionadas às escondidas das mais pequeninas (eu era a mais nova de todas), vinham depois parar aos sapatinhos, na noite de Natal, como sendo prenda do Menino Jesus. Seguia-se então, muito arregalados os olhos inocentes, a surpresa geral: "Como é que o Menino Jesus adivinha os tamanhos, para trazer tudo a servir às pessoas?"


Mãos de fada, essas da nossa Mãe!

Vejo-a na cozinha a preparar coisas boas, também aí aproveitando frequentemente outras tantas coisas boas restantes de outras refeições. Ai aqueles croquetes de puré de batata com picado de carne! Ai os "ninhos de andorinha", para dar saída ao pão duro! Ai os sonhos de bacalhau, espremidos pelo bico, em forma de estrela, de um saco de pano! Ai os pastelinhos folhados, com a massa tendida pela Mãe sobre a mesa da cozinha, com dobras e voltas certas, segundo um rigorosíssimo critério!


Certo dia, frequentava eu o 5.° e último ano da Faculdade, o saudoso Professor de Ontologia Doutor Júlio Fragata, após um exame oral de cerca de três horas e já em tempo de conversa informal, pediu-me que lhe falasse dos meus Pais. Creio ter sido sua intenção observar traços de hereditariedade porventura visíveis na minha maneira de ser, que ele foi conhecendo ao longo do curso.
Lembro-me de lhe ter apresentado um Pai, há muito falecido (eu só tinha então quinze anos), como uma das mais talentosas pessoas que eu já conhecera, de um brilho polifacetado, a estender-se desde o dom de bem escrever ao de cantar e tocar guitarra com uma alma e uma sensibilidade únicas. Depois de mostrado ao Professor tal retrato do Pai, assim destacado e enaltecido, ele atalhou com este luminoso comentário: "Se um homem sensível, inteligente e brilhante, como diz que era o seu Pai, escolheu para partilhar a vida a mulher que é sua Mãe, não precisa de me falar dela. Deve ser uma pessoa de muito valor".


Disse tão pouco, nestas linhas, sobre a minha Mãe, que está quase a partir! Apenas aqueles flashes instantâneos que, como uma fixação, se instalaram na minha mente esta noite, na hora em que lhe peguei nas mãos enrugadinhas, com alguns dedos muito tortos das artroses, e as recordei, habilidosas e desembaraçadas, sempre, sempre trabalhando para nós. Umas mãos que sabiam fazer tantas coisas! Até pintar, em tempos mais recuados.


Meu Deus, que falta me vai fazer a minha Mãe!

Eu, que tenho a ventura de também ser mãe, sinto com uma força tremenda a intensidade desta relação visceral, que me une à minha Mãe e me une aos meus filhos! Nenhuma outra relação é assim. Aos que trouxemos dentro de nós e à que nos trouxe dentro de si sentimo-nos ligados para sempre por um elo indestrutível e único.


Eu não sei se o meu leitor é dos que têm uma Mãe velhinha; mas, se tiver, aproveite bem o tempo de a ter, o tempo de a sentir, o tempo de a ajudar nas coisas mais elementares e simples, o tempo de a ouvir com paciência contar mil vezes a mesma história, o tempo de ter de lhe repetir as coisas, porque não as ouve, o tempo de se encantar com ela! Aproveite mesmo, porque, quando a perder, vai sentir-se tão sozinho, tão vazio e tão desprotegido que só terá lugar, no seu coração, para uma imensa saudade.


Maria Luísa Lamela
(in Diário do Minho, 1 de Fevereiro de 2007)