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sábado, 29 de dezembro de 2012

A ausência do "pai"

Uma sondagem feita recentemente no Reino Unido mostra que um pai é o 10º desejo que as crianças mais gostariam de ter no Natal.

Esta situação dramática é bem elucidativa do que se passa actualmente nas sociedades pós-modernas.

A imaturidade masculina, o excesso do proteccionismo materno, o medo de assumir compromissos e responsabilidades e a vontade de "viver a vida" só para si serão, talvez, 4 dos principais motivos que levam a esta ausência da figura do pai.

Para mais informações sobre este assunto, vejam aqui

domingo, 16 de dezembro de 2012

O que é que os massacres de Newtown e Utoya têm em comum ?


O que têm em comum os autores dos massacres de Sandy Hook e da ilha de Utoia, Adam Lanza e Anders Breivik?


Não quer isto dizer que ser filho de pais divorciados onde o pai desaparece seja condição para ser um futuro serial killer, mas a existência de famílias disfuncionais, onde a figura paterna é inexistente, contribuí bastante para resultados igualmente disfuncionais ao nível da inclusão social e do sucesso escolar.
 
Este texto recorda-nos isto e curiosamente termina assim:
"A ausência do pai na educação do filho varão é um fato injustificado cientificamente e de nefastos efeitos não somente para ele, mas com reflexos prejudiciais para a sociedade também"

Seria importante que quem é pai, assuma e tome consciência das responsabilidades daí decorrentes.

Os filhos (e a sociedade) agradecem !

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A função social das crianças

Qual será a função social das criancinhas?
Detalhando: elas servem para quê, no presente?
Pois bem, não sei.
Noutros tempos, as crianças eram peças importantes na engrenagem social, ajudavam e colaboravam com as famílias através de tarefas concretas. Qualquer criança tinha uma função de maior ou menor responsabilidade que podia ser tomar conta dos irmãos, ajudar na horta, na lida, no negócio, nas coisas da casa, fazer companhia à avó, fazer o que fosse preciso. Mas tinham uma função. E tinham muitos deveres, para além dos trabalhos da escola.
Mas a verdade é que as coisas mudaram radicalmente. As crianças de hoje servem para nós lhes darmos beijinhos, para gostarmos delas. Mais nada. É essa a função delas. A criança já não é considerada investimento ou uma espécie de capital social da família, perdeu esse valor. Perdeu totalmente o seu valor social.
Hoje, a função social da criancinha é apenas e só como aconchego afectivo dos pais. Ela vale apenas e só nessa medida porque, socialmente, é inexistente.
Tenho uma história para ilustrar essa disfunção social, uma história que também é passada num supermercado – como a história do Nicolau Santos sobre o menino que queria umas bolachas e a mãe não tinha dinheiro para as comprar; por isso, uma senhora da fila pagou as bolachas do menino, e isto vem provar que o primeiro-ministro não tem sensibilidade social. Ora, a minha história é sobre uma menina grande e forte, com cerca de 14 anos, que queria uma mochila de 50 euros. A mãe disse--lhe que não tinha dinheiro para aquela mochila e pediu-lhe para escolher outra. A menina disse que queria aquela mochila, só aquela: “Não me podes obrigar a não ter a mochila de que eu gosto.” E a mãe comprou-lhe a mochila. Qual é a função social desta menina? Simples: receber coisas de que gosta e apenas essas.
Já ninguém tem filhos como forma de investir no seu futuro, de melhorar a sua vida a médio e a longo prazo, co-responsabilizando os filhos desde pequeninos por todo o funcionamento da família, incluindo o futuro. Não, para isso temos a segurança social (?). Os filhos servem para receberem. Para receberem beijinhos, playstations e as melhores condições possíveis. Por isso é que, hoje em dia, é fundamental ter disponibilidade afectiva e financeira para os ter. Sem essa disponibilidade, o que podemos dar-lhes? E pronto, não há filhos.
Mas a pergunta não é essa, a pergunta é: o que podemos receber? É que os filhos não são umas coisas que vêm ao mundo para terem o nosso amor e pronto. Para isso existem os cães e os gatos. Os filhos são pessoas que trazemos ao mundo para nele terem uma função e, de caminho, o nosso amor. Caso contrário, até as árvores seriam um melhor investimento.
Inês Teotónio Pereira
Fonte "i"

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

As últimas 15 horas da minha vida

http://paisdequatro.clix.pt/2012/12/timetable.html

 
19.00 - Chegar a casa e ajudar nos banhos.
19.30 - Jantar.
20.15 - Tentar ver o Sporting-Benfica.
20.45 - Tentar fazer o presépio n.º2 enquanto se tenta ver o Sporting-Benfica.
22.30 - Desatar aos gritos porque ainda ninguém está na cama.
22.45 - A esposa adormece na cama da filha mais velha enquanto tenta adormecer a filha mais velha.
23.00 - Começar a tentar escrever um texto para a Time Out que está em atraso.
23.30 - Continuar a tentar escrever um texto para a Time Out que está em atraso enquanto se assiste ao rescaldo do Sporting-Benfica.
00.00 - Adormecer todo torto na cama enquanto se tenta escrever um texto para a Time Out que está em atraso e se assiste ao rescaldo do Sporting-Benfica.
03.00 - Acordar com as costas doridas e com a repetição do rescaldo do Sporting-Benfica. Concluir a escrita do texto para a Time Out que está em atraso.
03.15 - Gritos do Tomás, pesadelo certificado, direito a ir dormir para a cama dos papás.
03.30 - A esposa acorda com as costas doridas por ter adormecido a tentar adormecer a filha mais velha.
03.45 - A esposa e o esposo decidem ver finalmente, com dois anos de atraso, o último episódio da última temporada da série 24. O último episódio da última temporada da série 24 é uma grande treta.
04.30 - A esposa e o esposo tentam adormecer com o filho Tomás a tomar conta de metade da cama.
04.45 - A Rita acorda com fome, é preciso trocar a fralda e dar de mamar.
05.15 - O Gui começa a guinchar no quarto dele. Depois acalma.
05.30 - O Gui volta a guinchar no quarto dele. Depois acalma.
06.00 - Está a ser complicado adormecer.
06.30 - Está a ser mesmo muito complicado adormecer.
07.00 - Dormir, finalmente.
07.30 - O Tomás pergunta se já se pode levantar.
07.45 - A Carolina levanta-se.
08.00 - O Gui pergunta se já se pode levantar.
08.15 - Levantar.
08.30 - Reparar que se está extraordinariamente atrasado para levar os miúdos à escola.
09.00 - Sair disparado.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Imagem original: O pai José a tomar o papel da mãe Maria


No blogue do nosso amigo Wagner Moura, encontrei uma imagem muito original que nos dá uma perspectiva muito original do Natal que aqui reproduzo:

José a cuidar do menino, enquanto Maria dorme, numa perspectiva certamente não longe da verdade e que nos dá uma perspectiva interessante sobre a importância do papel do pai na maternidade.

Esta imagem infelizmente é um pouco o contrário do que vemos hoje, com muitos homens pais a fugirem das suas responsabilidades parentais ora falhando na presença junto dos filhos e da sua educação, ora falhando no contributo financeiro para o sustento dos seus filhos ora, inclusive, na forma como promovem uma verdadeira coação psicológica no sentido de obrigarem a mãe do seu filho a abortar.

Aqui fica esta beleza

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Da responsabilidade do homem no aborto



"A responsabilidade exerce-se, ou deixa de exercer-se, nos actos que dependem da vontade; do qual decorre que os efeitos consequentes são responsáveis ou irresponsáveis.
Não se pode propor como responsável a vontade de não procriar, sem que esta mesma vontade determine uma atitude coerente nas relações conjugais.
Em conclusão, não se pode ser irresponsável nas relações íntimas e pretender ser responsável na transmissão da vida"



D.Francisco Gil Hellín

Esta afirmação deste autor é muito oportuna e muito adequada ao fenómeno do aborto.



Muitos casais assumem a realização de actos sexuais sem se preocuparem ou, no mínimo, descuidando a questão da prevenção da gravidez.



Não podem esses mesmos casais, depois, invocar a RESPONSABILIDADE como argumento para justificar uma gravidez indesejada quando, antes, foram IRRESPONSÁVEIS na prevênção dessa mesma gravidez.






Outra questão também subjacente a isto relaciona-se com o grau de responsabilidade do homem numa gravidez indesejada.



Nos contactos que temos tido com mulheres que se encontram angustiadas devido a uma qualquer gravidez indesejada é quase da praxe constatar que o homem progenitor demite-se quase sempre desta situação e imputa na totalidade a responsabilidade à mulher.



Foi a mulher que se deixou inseminar, foi a mulher que se esqueceu de tomar a pílula naquele dia, foi a mulher que não exigiu o uso do preservativo, foi a mulher que tolerou o coito interrompido como forma de contracepção, etc, etc.



Ainda que assim fosse, nunca o homem progenitor se poderia demitir das suas responsabilidades.



No Direito Civil, no instituto da responsabilidade civil, há uma figura que é a chamada "responsabilidade objectiva".



De acordo com esta responsabilidade objectiva, alguém é responsável pelos danos causados pela sua conduta (ainda que não culposa) pelo simples facto de ter estado lá, naquele dia e naquela hora, de maneira a que se não fosse a sua acção (repita-se, ainda que não culposa) o "dano" ou efeito negativo causado não teria sucedido.



Assim, é de concluir que é uma perfeita cretinice, para não dizer cobardia que muitos homens, perante a gravidez indesejada, proclamem que "nada têm a ver com isso", "que quem a arranjou, agora que o resolva" e que "não querem saber qual a forma que a mulher vai arranjar para resolver o problema".



Na natureza, o habitual é que uma ejaculação num útero que se encontra em momento fértil provoca necessariamente a fecundação de uma vida nova.



Essa é a regra que só será derrogada se excepcionalmente se promoverem actos que impeçam a ocorrência da dita fecundação.



Por isso, não podem os homens progenitores assobiar para o lado, dizendo que, quando concordaram nas relações sexuais só queriam ter uns momentos de prazer e nada mais.



É caso para dizer, quiseram usufruir dos benefícios imediatos da relação sexual, mas não querem assumir, depois, as consequências que daí possam resultar.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Fisiologia dos homens muda depois de terem filhos

Há um denominador comum na fisiologia dos homens que se tornam pais – a concentração de testosterona no sangue desce bastante. Isso não retira masculinidade, força ou libido, mas pode ter o efeito subtil de os tornar mais focados nos filhos, revela um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

A descoberta sugere que “a interacção com crianças dependentes suprime a testosterona”, dizem os autores no artigo publicado na segunda-feira na revista norte-americana.

A descida dos níveis de testosterona pode ser uma vantagem, quando é mais importante estar atento aos sinais do bebé do que aos sinais de potenciais parceiras sexuais.

“Criar filhos é um esforço tal que tem de ser cooperativo por necessidade.O nosso estudo mostra que os homens estão biologicamente conectados para ajudar no trabalho”, disse, citado pela AFP, Christopher Kuzawa, co-autor do estudo.

“A mensagem mais importante deste estudo é que o cuidado parental do homem é importante”, disse por sua vez Peter Ellison, professor de evolução biológica em Harvard, que não está envolvido no estudo. “É tão importante que moldou a fisiologia do homem”, explicou ao New York Times.

A equipa verificou ainda que os homens que passavam mais horas do dia a cuidar dos filhos tinham a maior descida no nível das hormonas entre todos os pais. O que mostra que o efeito é aumentado devido a um contacto mais intenso. “Quando os pais fazem esta escolha, esta decisão activa de estarem envolvidos, a testosterona reage a isso descendo ainda mais”, disse à Scientific American Lee Getler, co-autor do estudo. “O organismo responde dizendo: ‘É nisto que estamos focados agora, estamos focados nos miúdos.
Fonte: Público

sábado, 10 de setembro de 2011

Onde está o "pai" ?

«O que resta do Pai?», pergunta-se o psicanalista Massimo Recalcati no seu oportuníssimo estudo sobre a paternidade na época pós-moderna. A preocupação que partilha com os leitores é esta: resta muito pouco. E para classificar os tempos que correm ele recupera uma expressão de Jacques Lacan: «a evaporação do pai». De facto, a nossa cultura tem praticado, com razões mas sem razão, uma demolição sistemática da figura do pai. O pai deixou de ser referência de valor para avaliarmos o sentido, para delinearmos a fronteira do bem e do mal, da vida e da morte. Vivemos muito mais uma suspeita permanente em relação ao que o pai representa ou mergulhados num luto obsidiante, promovendo o desencanto e a incerteza ao estatuto de novas formas de felicidade (e de ilusão). O que defende Recalcati é que a figura do pai precisa de ser recuperada.

Mas não basta reabilitar socialmente a paternidade: temos também de ousar purificar criticamente determinadas imagens paternas. Por exemplo, um dos clássicos da literatura europeia é a “Carta ao Pai”, de Franz Kafka. É um libelo dolorosíssimo, de acusação e culpa, que reflete amplamente o dilacerante processo interior em que Kafka viveu. Cresceu à sombra do pai, mas transportando este nó terrível: por mais que fizesse, jamais corresponderia às suas exigências e expectativas. O arranque da carta diz bem o drama que isto provoca: «Querido pai, perguntaste-me recentemente por que afirmo ter medo de ti. Eu não soube, como de costume, o que te responder, em parte justamente pelo medo que tenho de ti, em parte porque existem tantos detalhes a justificar esse medo, que eu não poderia reuni-los todos no momento de falar…. E se procuro responder-te aqui por escrito, não deixará de ser ainda de modo incompleto, porque mesmo no ato de escrever o medo e suas consequências me atrapalham diante de ti».

Mas mesmo sem ir tão longe, como no caso de Kafka, há imagens de pai demasiado condicionadas pelos esteriótipos da cultura envolvente e que redundam num distanciamento e numa secura. O escritor António Alçada Batista conta esta história exemplar, na primeira pessoa: «Uma vez eu fui operado e estava só no hospital com meu pai. Tinha uma dor pegada das unhas dos pés às pontas dos cabelos e meu pai estava ao pé de mim. Eu tinha já 19 anos, mas apeteceu-me a sua mão humana e paterna e disse-lhe:

- Deixe-me ver a sua mão.
- Para quê?
- Preciso da sua mão.

Ele sorriu-se e deu-ma, mas imediatamente começaram a funcionar dentro de si as pesadas estruturas marialvas e académicas que recusam a um filho de 19 anos a mão terna dum pai. E, disfarçadamente, começou a retirar a sua mão até que a minha continuou pedinte mas só e unilateral.».

«Preciso da tua mão». O conhecimento do que é um pai só pode ser um conhecimento vivido, profundamente experimental, qualquer coisa de sensível que nos faz participar de qualquer coisa de absoluto.

Tolentino de Mendonça
Diário de Notícias

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O maior troféu para Mourinho


Em 2006 a Federação Internacional de Estatísticas do Fútbol deu-me o troféu de bronze depois de conseguir o ouro em 2004 e 2005.
Quando cheguei a casa tinha ao lado dos dois de ouro, um troféu que dizia "Ao melhor pai do mundo".
Para que quero eu os balões de ouro?
Prefiro o outro, tem muito mais significado

Fonte: As

domingo, 4 de julho de 2010

Paternidade anónima - As consequências de doar esperma

O aumento constante de inseminações artificiais e a utilização de esperma de doadores está levando a um crescente número de crianças que não conhecem a identidade de seus pais biológicos. Uma recente pesquisa considera que as consequências disso são refletidas na vida adulta.

Um estudo publicado pela Commission on Parenthood's Future (My Daddy's Name is Donor: A New Study of Young Adults Conceived Through Sperm Donation - O nome de meu pai é Doador: Um novo estudo sobre adultos jovens concebidos por doação de esperma), tem como autores Elizabeth Marquardt, Norval D. Glenn e Karen Clark.



Segundo o estudo, entre 30 mil e 60 mil crianças nascem a cada ano nos Estados Unidos por meio de doação de esperma. Trata-se, contudo, de uma estimativa por baixo, pois nenhum organismo recolhe estatísticas deste procedimento. Além disso, este é o primeiro estudo sério para avaliar o bem-estar de quem agora é adulto. A pesquisa também comenta que a doação de esperma é um fenômeno internacional. Pessoas de todo o mundo buscam doadores de esperma nos Estados Unidos devido à falta de regulamentações, e países como Dinamarca, Índia e África do Sul proporcionam também doadores de esperma para um crescente mercado de turismo de fertilidade.



Os autores fazem uma interessante comparação entre doação de esperma e adoção. A adoção é regida por normas estritas. Os pais adotivos são estudados de forma cuidadosa antes de adotar. Quando se trata da doação de esperma, pelo contrário, as mulheres vão buscar doadores em catálogos on-line que comparam qualidades físicas, inteligência e níveis profissionais, e tudo que necessitam fazer é pagar a transação.



Apesar da comparação com a adoção, os autores observam que com muita frequência seus amigos e colegas comentavam que a doação de esperma é quase como uma adoção. Para começar, esta não leva em conta as dificuldades que muitas crianças adotadas enfrentam com separações de suas origens biológicas, afirma a pesquisa.



Além disso, as crianças adotadas podem se conformar pensando que talvez suas mães os entregaram após uma luta difícil ou devido à circunstâncias extremas. Com a concepção de doador, a criança se dará conta de que somente foi uma transação comercial sem que o doador nunca pensasse em tê-la.



Danos



Para estudar a situação dos adultos concebidos por meio da doação de esperma, os autores entrevistaram mais de um milhão de lares e, depois, apresentaram uma mostra representativa de 485 adultos entre 18 e 45 anos que diziam que suas mães haviam utilizado esperma doado. Foram comparados com um grupo de 562 adultos que foram adotados quando crianças, e 563 adultos que cresceram com seus pais biológicos.



"Aprendemos que, em média, os adultos jovens concebidos por meio da doação de esperma sofrem mais, estão mais confusos e se sentem mais isolados de suas famílias", indica a pesquisa.



Não menos de 65% dos adultos concebidos por estas doações concordaram durante a entrevista com a seguinte afirmação: "O doador de esperma é a metade do que sou hoje". As mães ainda admitem sua curiosidade por saber quem são os pais de seus filhos.



Um pouco menos da metade destes adultos expressou seu mal-estar com suas origens. Muitos deles afirmaram que têm uma preocupação frequente.



Alguns deles se sentem como monstros - o resultado de experimentos de laboratório - enquanto que outros têm problemas de identidade. O fato de que o processo misture dinheiro também é fator de preocupação para muitos.



Outros expressaram seu mal-estar por terem sido um produto desenhado para satisfazer os desejos de seus pais. Não menos de 70% admitem ter perguntado como era a família de seu doador de esperma.



As preocupações da descendência dos doadores de esperma não se limitam a temas como a identidade ou a família, mas isso se estende ao médico. A pesquisa aponta que alguns doadores geraram dezenas de crianças, e há casos de cem ou mais. Assim que, adultas, estão preocupados por não conhecer seus meio-irmãos, ou que seus filhos possam se encontrar com o filho de um meio-irmão.



O tema da doação anônima de esperma tem sido um assunto polêmico em muitos países nos últimos anos. As críticas levaram Grã-Bretanha, Suécia, Noruega, Holanda, Suíça e algumas zonas da Austrália e Nova Zelândia a proibirem esta prática, observa a pesquisa. Nos Estados Unidos e Canadá, contudo, não existem restrições. A Igreja Católica se opõe a todos os procedimentos de inseminação artificial, mas como a pesquisa deixa claro, ainda que não se esteja de acordo com isso, há boas razões para estar a favor do direito das crianças saberem quem é seu pai e pôr fim à paternidade anônima.



A pesquisa também analisou temas sociais e psicológicos. Perguntados se antes dos 25 anos tiveram problemas com a lei, 21% dos filhos de doadores disseram que sim. Os números correspondentes aos filhos adotados e aos filhos que cresceram com seus pais biológicos foram de 18% e 11% respectivamente. Os resultados são similares para problemas como o álcool e o uso de substâncias.



Estes resultados permanecem constantes mesmo quando se controlam os resultados de variáveis sócio-econômicas e de outro tipo.



Em relação aos fatores variáveis, uma série de fatos interessantes surgiram no estudo. Por exemplo, 36% dos filhos de doadores disseram não ter crescido como católicos, em comparação com 22% das famílias adotivas e 28% que cresceram com seus pais biológicos. Esta é uma descoberta que chama a atenção, comenta a pesquisa, dada a oposição da Igreja Católica perante este tipo de prática.



32% dos adultos filhos de doadores disseram que o catolicismo é sua religião. Em contrapartida, um grande número de católicos nos outros dois grupos de controle havia abandonado a Igreja.



Segredo



Outra dificuldade que os filhos de esperma doado sofrem é o segredo sobre suas origens. Na maioria dos casos, os pais deixam que os filhos criem a princípio a ideia de que estão biologicamente relacionados com ambos. Logo, quando a criança descobre finalmente a verdade, sente que foi enganada e que a relação com o pai está adulterada. Isso gera desconfiança. 47% deles declaram que, enquanto cresciam, sua mãe havia mentido sobre temas importantes.



Isso tem como elemento de comparação 27% para os que foram adotados e 18% para os que cresceram com seus pais biológicos. A preocupação de que o pai tenha mentido mostra resultados similares.



Não é de surpreender que uma grande maioria dos adultos concebidos por meio da doação de esperma expresse seu apoio a saber tudo. Isto inclui a identidade do doador e o direito a ter algum tipo de relação com ele. Também dizem que queriam saber sobre a existência e o número de seus meio-irmãos. Atualmente, a lei nos Estados Unidos não dá nenhum destes direitos. Protege, de fato, os doadores e as clínicas de fertilidade, à custa das crianças concebidas.



Mas os problemas não terminam com o segredo. Os resultados do estudo mostraram que 44% dos adultos concebidos por doação se sentiam cômodos com a concepção por doação, sempre que os pais digam a verdade a seus filhos, preferencialmente desde pequenos. Contudo, 36% tinham reservas, ainda que seus pais dissessem a verdade, e 11% afirmaram que isso é difícil para os filhos, ainda que os pais lidem bem o assunto.



De fato, a pesquisa comenta que "somente a franqueza não parece resolver as potenciais perdas, a confusão e os riscos que derivam de filhos concebidos deliberadamente faltando ao menos um de seus pais biológicos".



A pesquisa conclui com uma série de recomendações. Entre elas estava a observação sobre a questão do histórico médico, fundamental para determinados tratamentos. E ainda questionava: "Uma boa sociedade pode criar intencionalmente filhos desta forma?" Uma pergunta digna de reflexão.




Imagem daqui.
Ler estudo aqui.
Fifteen major findings, aqui.

sexta-feira, 19 de março de 2010

19 de Março - Dia do Pai - Mensagem

A todos os Pais de Família, e a cada um, em particular, um abraço de reconhecimento neste vosso dia, 19 de Março!
Nem sempre o vosso papel tem sido suficientemente valorizado, e bastante injustamente, é verdade que o vosso lugar foi muitas vezes relegado para uma posição secundária, sobretudo durante os primeiros anos de vida dos vossos filhos, como se só vos coubesse trazer dinheiro para sustentar a família e usar da vossa autoridade e austeridade quando os filhos se começavam a portar mal... ou a mãe já não os conseguia pôr na ordem.
Hoje, porém, a vossa importância na família é bem reconhecida e sobretudo, todos dão pela vossa falta, quando, por diferentes razões, o vosso lugar está vazio e as marcas desta ausência são patentes na personalidade e educação dos filhos...
Mas o nosso abraço de particular felicitação vai para aquele pai carinhoso que dá segurança, estimula e desafia o filho bebé ainda, que inicia os primeiros passos, que o leva ao colo ou às cavalitas, quando o vê cansado, ou que sabe fazer-se pequeno e pousar o jornal, ou interromper o Telejornal, para brincar com os filhos no chão da sala, na areia da praia ou no campo de futebol...
O nosso abraço vai também para aquele pai que chega a casa cansado de tanto trabalho e preocupação, mas ainda com energia para dar banhos, mudar fraldas, vestir, dar de jantar e contar uma história aos filhos antes do deitar... ou tirar umas dúvidas para o teste do dia seguinte...
E vai para o pai atento que abre os olhos ao filho adolescente e o aconselha, quando o vê tímido e inseguro, ou demasiado confiante, incapaz de calcular os riscos das suas aventuras, copos a mais e outras imprudências. Esse pai educador, mas também compreensivo, que consciente do seu papel de promotor de autonomia e responsabilidade, estabelece regras e limites, e tanto intervém - se necessário - com um berro oportuno e uma palmada bem dada, para repôr a ordem perigosamente alterada por influência de más companhias, como abraça o filho com ternura e vai dar a volta ao quarteirão, para uma conversa a sós entre pai e filho, quando este está de rastos, solitário e desanimado. E para aquele pai que, além disso, procura apoiar a mãe, ensinando os filhos, com o seu exemplo de coerência, a amarem, ajudarem e respeitarem a sua mãe....
Esse pai que, aconteça o que acontecer, pela vida fora, permanece o porto fiel e seguro, junto de quem, os filhos adultos continuam a sentir a força do conselho e incondicional apoio.
Para esse pai vai o nosso Abraço.
E por último, ao pai de idade mais avançada, hoje talvez já mais quebrado, com os seus defeitos e virtudes, dos filhos bem conhecidos, esse pai contudo, de quem tantos dizem ser ainda uma referência e exemplo até para os amigos dos filhos (e que talvez alguns reconheçam pela parecença que tem com o Pai do filho pródigo no conhecido quadro de Rembrandt).
Ao pai, de todas as idades, ainda entre nós, ou já não (e que saudade ele deixou!) daqui enviamos um Abraço amigo com a nossa homenagem
Mensagem da APFN

domingo, 14 de março de 2010

Cada vez mais homens tiram licença de parentalidade

Há mais homens a tirar licenças de parentalidade desde a entrada em vigor do novo diploma, que fez disparar o número de casos de 605, em 2008, para mais de 12 mil, no ano passado.
O decreto-lei - em vigor desde Maio de 2009 - veio alargar a licença de parentalidade de quatro para cinco meses, paga a 100% quando parte desse período é partilhada entre o pai e a mãe.

De acordo com os números divulgados hoje pelo Ministério do Trabalho e Solidariedade Social (MTSS), confirma-se um aumento da presença masculina na educação das crianças: agora, um em cada quatro processos são pedidos por homens.
Antes da entrada em vigor do diploma, nos três primeiros meses do ano passado, foram processados 50561 pedidos, mas apenas 370 partiram de homens. Nos últimos oito meses de 2009, a segurança social deferiu 44757 processos, dos quais 12207 foram pedidos pelos pais.
No entanto, o tempo de licença continua a ser muito inferior ao das mulheres, que ficam seis semanas em casa após o parto. Dos 12207 processos de homens dispostos a partilhar a licença, 11844 requeriam pelo menos 30 dias e 363 solicitavam menos de um mês.
A maioria dos homens continua, contudo, a gozar apenas os dez dias obrigatórios de licença inicial. Desde Maio, “foi deferido este apoio a 36044 benefi ciários”, refere o MTSS.
Um dos objectivos do decreto-lei era precisamente incentivar uma maior presença do homem após o nascimento dos filhos, que vinha aumentando muito discretamente nos últimos anos.
A alteração legislativa veio fazer uma distinção entre quem pede uma licença parental de seis meses - subsidiada com 83% do salário bruto - e de cinco meses quando partilhada pelo pai e mãe, que atinge os 100% do subsídio.

domingo, 17 de janeiro de 2010

O Envelhecimento da População na Europa

Ver esta reportagem da RTP ("Avenida Europa") sobre o envelhecimento crescente da Europa e as medidas que alguns países estão a implantar para inverter essa tendência.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

"Que pais? Que filhos?"

De 1965 até 1985, os países europeus viveram um período de liberalização sexual, de emancipação da mulher e afirmação dos valores individuais. Costumes retrógrados foram subvertidos e o patriarcado posto em causa.
Mas hoje verifica-se que, em França, 2 millões de crianças estão separadas do pai e 600 mil deixaram de o ver por completo.
Da Suécia a Portugal, a situação é semelhante. Quando os casais se desfazem, os filhos permanecem quase sempre com a mãe e o pai afasta-se de boa ou má vontade. Qual o papel do pai hoje? Que efeitos pode ter numa criança a ausência do pai? Por que não os divórcios cada vez mais pedidos pelas mulheres?

"Que pais? Que filhos?", de Evelyne Sullerot, obra bastante polémica, é um livro que custa a ler pela violência dos casos narrados, pela desonestidade em que se converteu a luta das mulheres.
Vale a pena ler, pois a autora:
- questiona o silêncio dos homens,
- questiona a discriminação de que são alvo,
- interroga o facto de serem as mulheres a decidir quando e quantos filhos querem ter,
- alerta para a ausência do pai na educação dos filhos,
- alerta para a "morte verbal" do pai em expressões como "família monoparental";
- analisa o crescimento do número de divórcios e o seu impacto na família;
- interroga os abortos feitos, não conhecidos pelo pai da criança;
- analisa os falsos estereótipos;
- fala sobre o sofrimento do pai;
- condena o feminismo torpe e doentio que não luta pela verdadeira igualdade de direitos;
- apela para a importância da figura paterna na formação da identidade das crianças;
- e sustenta que o sexo fraco, agora, é o sexo masculino...

domingo, 3 de janeiro de 2010

A irracionalidade da pater/maternidade

"(...) em Se isto é um homem, Primo Levi descreve o cuidado das mães em alimentar os seus filhos e lavar-lhes a roupa durante a viagem de comboio para Auschwitz. Mães que, a caminho de um futuro sem um futuro, não hesitavam em cuidar dos filhos como se toda uma vida existisse à sua frente. E que me põem perante uma das mais importantes questões ontológicas: por que razão hei-de de mudar a fralda ao meu filho se daqui a duas horas o mundo acabar? Por nenhuma, responde-me a razão. No entanto, mudo-a. É assim a paternidade. Aproxima-nos e distingue-nos dos animais. De um lado, o instinto bestial; do outro, a capacidade de racionalizar esse instinto e perceber a imensa alegria que é poder agir em conformidade."

sábado, 17 de outubro de 2009

Manifestantes em Madrid afirmam que nova lei apenas aumentará número de abortos

Os organizadores de uma manifestação, hoje em Madrid (Espanha), contra uma proposta de reforma da lei do aborto, exigem a retirada imediata do projecto de lei que consideram contribuir apenas para aumentar o número de abortos

O manifesto que será lido na manifestação, que os organizadores esperam leve centenas de milhares de pessoas ao centro de Madrid, acusa ainda o executivo de pretender, com a lei «desproteger totalmente o filho não nascido».

«Com a nova lei anunciara privar-se-á a mulher do seu direito à maternidade, não se fará nada para evitar abortos e aumentará quantitativamente o imenso fracasso que é sempre um aborto provocado», refere o manifesto.

«Além disso a nova lei do aborto pretende impor com cariz obrigatório em todos os serviços e centros sanitários e educativos a ideologia de género e a sua visão da sexualidade da pessoa», sublinha.

A manifestação de hoje, que decorre sob o lema «Cada vida conta» é o ponto alto de uma intensa campanha que está a ser levada a cabo pela Igreja Católica e pela ala mais conservadora da sociedade espanhola contra a proposta reforma do aborto.

As organizações conservadoras contestam duramente a proposta, considerando que é «radicalmente injusta e insolidária» e que «contraria a dignidade do ser humano».

Além da retirada imediata do projecto-lei os manifestantes querem «o impulso e promoção» de uma rede solidária de apoio a mulheres grávidas; a «potenciação e agilização da adopção nacional» e modelos jurídicos que «protejam sempre o não nascido como qualquer outro ser humano».

Promover uma pedagogia de «cultura da vida» e proteger o direito à maternidade, «considerando todo o aborto como um imenso fracasso», são outras das exigências do manifesto.

Mais de 40 organizações estarão representadas no protesto de hoje - não há formalmente nenhum partido ou grupo religioso registado -, sendo que se espera a presente de líderes católicos e de pelo menos 30 dirigentes do Partido Popular (PP), incluindo José Maria Aznar, Jaime Mayor Oreja e Ana Mato.
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Além do manifesto das organizações que convocam este protesto, a componente mais oficial desta manifestação incluirá uma intervenção do actor mexicano Eduardo Vérastegui, que defenderá um papel mais activo para os homens na gravidez.

Notícia daqui e daqui.

domingo, 9 de agosto de 2009

Para nos fazer pensar

"A relevância que se atribui à educação das crianças e a consciencialização da responsabilidade que, nesta matéria, a sociedade detém, tem vindo a desenvolver-se num crescendo de interesse após a aprovação, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1989, da Convenção sobre os Direitos da Criança. Também em Portugal se tem evidenciado uma clara valorização do estatuto da criança e da importância da sua educação. É de salientar o progresso, na legislação portuguesa, no que diz respeito à salvaguarda da promoção e protecção das crianças. Mas, não obstante este progresso, assinalável, há na sociedade portuguesa fortes desigualdades sociais entre as crianças, uma grande taxa de pobreza infantil (mais de 20%), crianças maltratadas, mal amadas, mal acolhidas pela escola. Estes indícios são reflexos de uma série de factores sociais como o desemprego, os baixos níveis de escolarização dos pais, a maior taxa de mulheres trabalhadoras a tempo inteiro na Europa, factores que, aliados à crescente multiculturalidade, às transmutações da família tradicional com muitas situações de famílias mono-parentais e de crianças sem pais, tornam os contextos educativos muito vulneráveis. Mudanças de comportamentos com tendência para o sedentarismo e a passividade perante a televisão ou o fascínio do entretenimento com jogos informáticos levaram à reorganização dos espaços, dos tempos e das vivências da infância e a um novo relacionamento com o mundo, provocando um modo diferente de apreender e conviver com o real. Vivências em culturas multi-referenciais, disparidade de informações e diversidade de solicitações transformaram a criança num consumidor precoce, alvo de processos de marketing desenfreado."


"O contexto demográfico em que a provisão de educação está a ser assegurada é marcado por uma acentuada redução das taxas de natalidade e de mortalidade, com o consequente envelhecimento da população, só parcialmente compensado com crescentes fluxos imigratórios. "

"Será ainda importante não esquecer a importância de se garantirem estratégias proactivas de incentivo à captação de profissionais de professores e educadores do sexo masculino nas estruturas educativas dos 0 aos 12 anos: a ausência do sexo masculino na educação das primeiras idades é uma privação para as crianças mas, simultaneamente, uma privação para os homens. "
"As crianças portuguesas vivem a instabilidade de uma vida familiar, derivada de uma multiplicidade de factores demográficos, culturais e sociais. Sentem a indisponibilidade dos adultos para estarem -- e brincarem -- com elas, sabendo-se que os pais portugueses são os que, na Europa, menos brincam com os seus filhos, negligenciando assim o valor do brincar como exercitação de competências e integração de saberes evidenciado pelo conhecimento científico ou relegando-o para os contextos de interacção entre a criança e o computador. As nossas crianças são também alvo da necessidade que os pais sentem de as protegerem dos perigos de uma sociedade cada vez mais atentatória da sua fragilidade, levando a exageros que lhes retiram os tempos e os espaços para as "suas" brincadeiras, nomeadamente com os seus pares, crianças da mesma e de outras idades. Desfrutam pouco da riqueza da vida nas comunidades e contactam predominantemente com o elemento feminino vendo-se assim privadas do equilíbrio entre a quietude normalmente transmitida pelo elemento feminino e a ousadia culturalmente referenciada ao elemento masculino."

"As famílias são – e devem continuar a ser – o contexto, primeiro e primordial, responsável pela educação das crianças. Mas as condições de vida das famílias na actualidade requerem apoios, desde a 1ª infância, apoios que têm de ser pensados e aceites numa lógica de complementaridade e não de substituição. "

"No nosso país não existe provisão formalmente reconhecida na Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE) para a faixa etária dos 0 aos 3 porque se entendeu que é às famílias que compete a socialização primária e a educação das crianças nesta idade (...); no entanto, este entendimento não tem sido acompanhado de políticas familiares e de trabalho consonantes com este ideário. "

In: C.N.E. – CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (2008), Relatório do estudo “A educação das Crianças dos 0 aos 12 anos”. Disponível aqui.
Imagem daqui.

sábado, 20 de junho de 2009

Medidas políticas de ajuda à maternidade como direito


Manifesto do Programa de Mulheres Contra o Aborto

O Programa Mulheres Contra o Aborto divulgou um manifesto no qual pede medidas políticas para ajudar as mulheres grávidas em dificuldade e afirma que a maternidade é um direito, não o aborto. Um total de 18.500 mulheres já aderiram ao manifesto.

No manifesto, as mulheres dizem levantar a voz “em nome próprio e no de milhões de mulheres silenciadas pela pressão do ‘pensamento único’, que prevalece atualmente em nossa sociedade com relação a tudo que concerne ao nosso sexo e que vincula obrigatoriamente os conceitos ‘mulher’ e ‘aborto’”.

“Estamos contentes por viver e por que nossos filhos vivam – dizem as integrantes do Programa. Consideramos que a vida humana é um direito e um bem que é preciso preservar desde a concepção e que qualquer ser humano, independentemente de sua idade, deve gozar da plena proteção do Estado e das leis.”

Elas reivindicam “a maternidade como um dos nossos direitos fundamentais”.

O aborto, afirmam, “é ética e legalmente inaceitável, não só porque aniquila um ser humano indefeso, mas porque supõe uma violência infligida à dignidade da mulher”.

Elas se declaram feministas, porque dizem defender “não só com a palavra, mas com nosso trabalho e nossa vida, a igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres”.

“Os homens – afirmam – são nossos companheiros e pais dos nossos filhos. Não entendemos que exijam deles a manutenção da família ao mesmo tempo em que lhes negam qualquer direito e responsabilidade com relação ao nascimento desses filhos que são seus e a quem têm o direito e o dever de cuidar. São corresponsáveis pela gravidez e vítimas também do aborto, como as criaturas eliminadas e as mulheres.”

As assinantes do manifesto se mostram certas de que “todas as considerações anteriores são válidas à margem das crenças (ou não-crenças) religiosas e das ideias políticas, já que se referem à salvaguarda dos mais elementares direitos humanos”.

Exigem da Administração Pública que dedique o orçamento destinado ao aborto a promover redes de assistência a grávidas em situação desfavorável; que promova campanhas de informação sexual que eduquem na responsabilidade e impeçam que as mulheres carreguem sozinhas com as medidas anticoncepcionais ou de regulação da natalidade; e que agilize as políticas de adoção dos filhos cujas mães não podem ou não querem ficar com eles.

É preciso velar “para que o fato de ser mãe não limite a mulher, como ocorre na atualidade, ao ver diminuídas suas possibilidades de ascensão no trabalho, de estudos, seu salário e seu direito de desfrutar do lazer e do tempo livre em condições de plena igualdade com os homens”.

Pedem também que se acabe com o silêncio sobre as consequências do aborto: quadros de ansiedade, insônia, depressão, transtornos da alimentação e da vida sexual, que se perpetuam no tempo.

Para mais informação: http://www.mujerescontraelaborto.com/


Notícia daqui.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

A importância de um Pai (com letra grande)


Bom post da Maria João Marques sobre em que medida um pai (ou a ausência dele) pode contribuir para a desagregação e a violência na sociedade, aqui.
(E já agora para as "mães" não ficarem tristes, aqui fica também um excelente artigo do José António Saraiva sobre o dia da mãe)

domingo, 22 de março de 2009

Mensagem do Dia do Pai



Um Pai é um dos bens mais preciosos que um ser humano pode ter.

O Pai representa a protecção e o amparo, contra os medos e perigos, reais ou imaginários, das crianças.

Através do Pai, os rapazes aprendem a ser homens, e as raparigas aprendem a ser mulheres.

Os laços de afectividade e segurança que podem emanar de um pai são extraordinários.

Se todos os pais se apercebessem da importância do seu papel, é provável que não houvessem tantos órfãos de pais vivos.

Os órfãos de pais vivos são aqueles que, infelizmente, têm pai mas são por ele abandonados, esquecidos, ou rejeitados. Órfãos de pais vivos são os filhos de casamentos desfeitos, de famílias destroçadas cuja cura é extremamente difícil. Vítimas de perda irreparável, os órfãos de pais vivos repetirão, muito provavelmente, o padrão de comportamento que viram no seu próprio pai.

Porque um pai presente é um pai que ensina os filhos homens pelo seu exemplo e pela sua presença. O seu exemplo e a sua autoridade podem fazer a diferença, quando se trata de afastar o filho de caminhos tortuosos como a criminalidade ou as drogas.

Também na educação da filha a presença do pai é fundamental. Ela aprende, através dele, a ter uma relação assexuada com o sexo oposto. Ou seja, aprende que é possível a amizade com um homem, sem implicar, necessariamente, mergulhar num tipo de relação que muitas vezes não deseja.

O Pai é um bem. É um tesouro. É uma certeza, para toda a vida.

Assim, a APFN deseja a todos os pais que se apercebam do seu importantíssimo papel na Família e que nunca desistam de educar os seus filhos, para que, um dia, eles também se tornem homens e mulheres saudáveis capazes de construir as suas próprias famílias.

Ninguém é Pai, sem Mãe.

Na altura de decidir que presente dar aos seus filhos, escolha o melhor presente que lhes pode dar e que até não custa dinheiro nenhum: a qualidade da relação que tem com a Mãe porque o amor entre os pais é a estaca indispensável para o saudável crescimento dos filhos!
Fonte: APFN