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terça-feira, 26 de abril de 2011

Algarve pela Vida no Ephemera

Algarve pela Vida, no Ephemera - Acervo de folhetos, cartazes e outra documentação da autoria de José Pacheco Pereira.

Aqui

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O efeito das imagens


A recente e brutal fotografia de uma mulher afegã mutilada no seu nariz e nas suas orelhas pelo seu marido ganhou recentemente um prémio internacional. Entenderam os especialistas que este tipo de fotos ajudam a denunciar os horrores que estão por detrás dessa imagem.
Porém, já quando se trata do aborto, há uma quase unanimidade em considerar que a exibição de fetos desfeitos pela sua prática não deve ser feito pelo horror que isso poderá causar junto da opinião pública e, em particular, das crianças. A própria plataforma “Não Obrigado” que fez campanha contra o aborto no último referendo de 2007, recusou-se a exibir essas imagens.
Ainda há poucas semanas atrás, foi instaurado um processo de averiguações contra o Partido Portugal Pró-Vida por ter ousado exibir fotos de abortos no seu tempo de antena televisivo.
Não deixa, porém, de ser curiosa esta dualidade de critérios, uma mulher desfigurada pode ser exibida e até ganha um prémio, já um feto desfigurado não pode ser exibido.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Exibição de fetos abortados obrigatória ?




Apresentação de 6 argumentos a favor da exibição de fetos abortados como meio, por excelência, para a divulgação dos horrores do aborto, aqui.

AQUILO QUE É DEMASIADO HORRÍVEL PARA SER VISTO É DEMASIADO HORRÍVEL
PARA SER FEITO.

DEIXAREMOS DE MOSTRAR O HORROR QUANDO VOCÊS DEIXAREM DE O FAZER

domingo, 14 de novembro de 2010

Perseguições pós referendo


Jornal i:


Deu também a cara pelo movimento contra o Interrupção Voluntária da Gravidez. Não arriscou demasiado?


Kátia Guerreiro (fadista):


Sei de artistas que deram a cara pelo "não" e que ficaram sem trabalho. Do outro lado da barricada, duvido que isso tivesse acontecido. Sou uma mulher muito corajosa, se cair um bocadinho levanto-me. Achei que tinha esse direito e dever e que seria possível uma discussão mais séria. Houve muita manipulação política. Fui naive.


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A diferença de estilos


Há medida que o debate sobre o casamento gay vai aquecendo, vou confirmando, cada vez mais, a minha tese de que muitos dos seus adeptos são, em geral, pessoas muito mal educadas, intolerantes e até potencialmente perigosas para a democracia e a liberdade de expressão.

Destaco como excepção, Miguel Vale de Almeida que tem tentado argumentar de forma racional e fundamentada aquilo em que acredita.

A propósito do post do João Paulo Geada, o José Maria André escreveu, na altura, um texto muito interessante, intitulado, "Dois estilos, duas civilizações" , no qual, entre outras coisas, escrevia:

"É interessante reparar neste contraste. A que se deve, esta diferença na forma de falar?
Por que razão, de um lado, se pretende chegar à verdade, com respeito por todos, e do outro lado as pessoas se sentem revestidas de uma autoridade implícita, que as dispensa de argumentar?(....)
Mas permanece o contraste. Por que razão, as opiniões de alguém, expostas com respeito, não encontram interlocutores à altura, capazes de organizar as ideias sem ataque pessoal?
Pela minha parte, esta diferença de abordagem é tão significativa como o valor lógico das respectivas posições. (.....) O estilo, enquanto manifestação de algo mais profundo, já nos dá matéria suficiente para pensar."
Enquanto os insultos continuam, o Cachimbo de Magritte, através do Pedro Picoito, viu-se obrigado a ter de alterar as suas posições acerca dos comentários aos seus posts, tal o chorrilho de insultos e ofensas que têm sido por lá ultimamente cuspidos.
Uma coisa é certa:
Do nosso lado, vejo pessoas a defender as suas posições com argumentos racionais, mantendo o respeito pela pessoa, honra e bom nome de quem pensa diferente.
Do outro lado, salvo honrosas excepções, vejo brejeirices, baixo nível, calão, ordinarices, etc., etc.
Será assim que pretendem promover a causa gay ?

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Porque falha a mensagem pro-vida ?

Versão traduzida deste post


Fui recentemente convidado para falar numa sessão de recolha de fundos organizada por um grupo pró-vida do Michigan, que me pediu que reflectisse sobre esta pergunta: «Se é tão óbvio que os defensores da vida têm razão, como é que se explica que não estejam a ganhar?»
Desde que, em 1973, o Supremo Tribunal publicou a sua decisão relativa ao caso Roe v. Wade [o caso jurídico cuja resolução legalizou a prática do aborto nos EUA], que o movimento pró-vida se tem esforçado incansavelmente por ilegalizar o aborto livre. E alcançou algumas vitórias, como a restrição dos abortos com nascimento parcial, algumas leis de notificação dos pais, e um par de nomeações significativas de juízes.
Ainda assim, os Estados Unidos continuam a ter uma das legislações mais permissivas do mundo em matéria de aborto. O movimento pró-vida fez alguns progressos em termos argumentativos, mas não conseguiu fazer qualquer mossa ao Roe v. Wade e suas aplicações sucessivas. Três décadas e meia depois desta magna decisão do Supremo Tribunal, o número de crianças abortadas é verdadeiramente espantoso, rondando os 50 milhões.
O consenso que prevalecia entre as pessoas reunidas naquela sessão era de que o movimento pró-vida tem de informar melhor os americanos sobre a terrível realidade do aborto. Dizia-me um dos presentes: «A maior parte das mulheres que abortam ignora, pura e simplesmente, que os nascituros são seres humanos com direitos». Eu discordo deste ponto de vista; em minha opinião, a maior parte das mulheres sabe, instintivamente, que assim é. Mas, mesmo que não saibam, ou não tenham a certeza, têm apesar de tudo de avaliar os riscos da operação. E, num caso com esta importância – num caso de vida ou morte como este –, tem de se dar ao nascituro o benefício da dúvida. Quando um caçador vê uma coisa mover-se atrás de um ramo e não percebe bem se é um animal ou um ser humano, a atitude mais razoável é não disparar!
Quando se passa à política, o mistério adensa-se. É realmente bizarro que muitos dos que afirmam querer promover a virtude política da compaixão sejam defensores acérrimos do direito ao aborto. Trata-se de pessoas que vertem lágrimas por qualquer grupo vulnerável deste mundo, que sentem a dor das focas, que lamentam profundamente o tráfico sexual na Ásia, que se mostram preocupadas com a difícil situação das crianças do Darfur. E reagem a estas realidades com indignação genuína, mobilizando-se para lutar contra elas. Não se compreende por que motivo os nascituros do seu bairro não lhes inspiram, em geral, a mesma reacção compassiva.
A ideia de escolha não se justifica a si mesma, porque a legitimidade de uma «escolha» depende daquilo que é escolhido. Abraham Lincoln expunha este mesmo argumento há cerca de século e meio. Dizia ele que, se os negros são porcos, então nem há discussão sobre a legitimidade de os comprar e vender; se, porém, os negros são seres humanos, os proprietários de escravos não têm qualquer legitimidade para invocar o argumento da «escolha», na medida em que, com esse argumento, estão a negar a outros seres humanos a possibilidade de eles escolherem. Em suma, não se pode defender a escolha sem se ter em consideração aquilo que vai ser escolhido.
Assim sendo, como se explica que o movimento pró-escolha continue a prevalecer, legal e politicamente, quando assenta em argumentos incorrectos?
Em minha opinião, isto acontece porque o aborto é o detrito da revolução sexual. Assistimos, no último meio século, a uma profunda alteração nos comportamentos sexuais dos ocidentais. Prevalece hoje a ideia generalizada de que, se as pessoas mantiverem relações sexuais fora do casamento, haverá muitas gravidezes indesejadas. E o aborto é visto como uma solução necessária para a resolução desta realidade social.
Para haver revolução sexual, as mulheres têm de ter a mesma autonomia sexual que os homens. Acontece porém que as leis da natureza contradizem esta ideologia, de maneira que as feministas que mais defenderam a revolução sexual – como Simone de Beauvoir, Gloria Steinem, Shulamith Firestone, entre outras – tiveram necessidade de considerar a gravidez uma invasão abusiva do corpo feminino. O feto tornou-se assim, na expressão de Firestone, «um hóspede que não foi convidado». E, tendo em consideração que o feto ocupa o útero da mãe, argumentam estas activistas, a mãe deve ter a possibilidade de escolher se quer mantê-lo vivo ou eliminá-lo.
Diziam os revolucionários marxistas que não podem fazer omeletas sem partir ovos. Ora, não se pode fazer uma revolução sexual sem arranjar maneira de eliminar os detritos. Trinta e cinco anos mais tarde, estes detritos são uma verdadeira montanha, e nós, enquanto sociedade, continuamos a juntar novos bebés à pilha já existente. Naturalmente que o campo pró-escolha não está disposto a admitir nada disto. Para além de ser um embaraço em termos políticos, é desagradável para a própria auto-imagem reconhecer que o preço que se está disposto a pagar pela manutenção da permissividade sexual é a morte dos nascituros.
Mas esta análise poderá ajudar a explicar por que motivo pessoas que, noutras matérias, se mostram compassivas, se mostram igualmente tenazes no combate que levam a cabo contra os mais indefesos, os mais vulneráveis de todos os seres vivos, os nascituros.
Se esta análise for correcta, os argumentos pró-vida terão poucas probabilidades de sucesso se continuarem, muito simplesmente, a salientar que o feto é um ser humano. A oposição já sabe que assim é, como já o sabe a maioria das mulheres que abortam. O movimento pró-vida tem de ter consideração o contexto cultural mais amplo, a saber, o contexto da revolução sexual, que sustenta, de forma invisível mas segura, os triunfantes defensores do aborto.
Não será fácil, mas a luta contra o aborto vai ter de incluir também o combate contra a libertinagem. Temos de voltar ao ponto de partida.
DINESH D'SOUZA
Via newsletter "É o Carteiro"

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

CONTAS DA CAMPANHA DO GRUPO CÍVICO ALGARVE PELA VIDA APROVADAS


Os membros da Comissão Financeira do Grupo Cívico "Algarve pela Vida" foram recentemente notificados pela Comissão Nacional de Eleições da aprovação, em reunião plenária do passado dia 2 de Outubro, das suas contas de campanha.


Desta forma, uma vez que não existem situações de irregularidade que impliquem a instauração de qualquer processo de contraordenação, para todos os efeitos legais, o Grupo Cívico "Algarve pela Vida" está juridicamente extinto.


Os membros e colaboradores do ex-Grupo Cívico Algarve pela Vida continuam, ao longo destes meses, a promover directa ou indirectamente a defesa da vida no âmbito das actividades e instituições onde já participavam antes do referendo.


Um pequeno grupo de colaboradores do ex-Grupo Cívico Algarve pela Vida, por sua vez, em conjunto com mais duas pessoas de outras partes do país, juntaram-se no blog "Plataforma Algarve pela Vida" .

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Recuerdos da campanha


Os outros grupos cívicos constituídos a propósito da campanha para o último referendo que me desculpem, mas este nosso cartaz foi, de longe, o mais bonito e conseguido de todos eles.


Totalmente made in Algarve, da autoria do Samuel e do Miguel Camelo.


Para eles, mais uma vez, os parabéns pelo excelente trabalho.


Infelizmente a escassez de dinheiro apenas possibilitou o fabrico de cerca de 20 outdoors...

segunda-feira, 4 de junho de 2007

A importância do estilo

No último referendo defrontaram-se duas perspectivas sobre a dignidade da vida humana e dois estilos. Pareceu-me que uma coisa tinha a ver com a outra.

Fiquei feliz de ver que a mensagem dos defensores da vida era construtiva e solidária. Gostei de ouvir um discurso poderosíssimo, onde nunca transpareciam agressividade, nem críticas pessoais.

Achei que o símbolo gráfico do «Algarve pela Vida» evocava expressivamente tudo isto: pessoas alegres, livres. Num grafismo moderno e de bom gosto.

Por contraste com o ambiente carregado em que vivemos, este estilo foi muito importante, porque o público compreendeu que ele continha, em si mesmo, uma mensagem. Gostou e começou a aderir.

É preciso continuar assim. Sem criticar, sem se queixar.

Manter este estilo é já uma forma de comunicar.

Neste caso, é mesmo a única forma de transmitir a nossa mensagem: queremos que nos vejam como uma a presença amiga de quem ama a vida. Toda a vida. E todas as pessoas.


P.S.: Fiquei em dívida para com a plataforma «Algarve pela Vida» por me ter convidado a escrever neste blogue. Acompanhei a campanha que fizeram: formidável! Podem estar orgulhosos. Em boa parte por causa da campanha, entre os dois referendos viu-se que o eleitorado do Algarve começou a deslocar-se em favor da vida. O caminho é esse. É só continuar.