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sábado, 3 de maio de 2014
Naquele momento nada mudou muito. Afinal, há nove meses que o
vínhamos preparando ou melhor, há anos, desde que nos casámos, ou mesmo antes,
porque no namoro também procurava em ti uma boa mãe para os nossos filhos. Claro
que foi uma enorme felicidade, como o foi antes o teste de gravidez, a primeira
ecografia, cada uma das ecografias seguintes. Como o foram tantos momentos mais
tarde: a primeira mamada, a primeira fralda, o primeiro banho, tudo era novo e
lúcido. Acho que foi a única altura em que tive verdadeira inveja de ti, por
tudo o que sentias e eu acompanhava, por ficares na maternidade enquanto eu
tinha de me cingir às visitas, pela intimidade de dares de mamar. Era uma inveja
saudável, entenda-se, foi uma enorme felicidade acompanhar-vos em todos aqueles
momentos e nos outros que se seguiram, nos outros partos, quando já conhecíamos
as enfermeiras e elas a nós, quando já ninguém se espantava que lesse para ti
entre contracções, quando eras tu que orientavas as outras mães puérperas com
conselhos muitas vezes idênticos aos que tinhas recebido antes – ou gostavas de
ter recebido.
Criá-los tem sido uma enorme aventura, claro. Com enormes alegrias,
muitas dúvidas e momentos de desespero, a maior parte deles entre as 4 e as 5 da
manhã. Repito: com eles tudo é lúcido e novo. Cada um deles. O primeiro sorriso,
a primeira noite de sono completa, a primeira papa, as primeiras palavras, os
primeiros passos, as primeiras letras. E os outros desafios, mais velhos, mais
complexos, mas tantas vezes semelhantes a estes. Em tudo isto te tens revelado,
nos temos revelado. Muitas vezes fazes as coisas diferentes do que eu faria e
aprendemos todos com isso: completamo-nos nas diferenças, reforçamo-nos nas
parecenças. Apoiamo-nos, porque é isso que as famílias fazem bem, e é isso que
queremos que eles saibam fazer entre si. Apoiamo-nos mutuamente, porque não há
outro equilíbrio possível.
Juntos criámos vida e juntos aceitámos a morte. A morte dos que nos
são próximos e que nos faltam e os sinais lentos e silenciosos com que vamos
envelhecendo. Também aqui, os nossos filhos foram luz e esperança, motivo e
fonte de alegria: por eles ultrapassamos tudo porque queremos que eles
ultrapassem tudo e porque qualquer que seja a tristeza, a sua existência faz com
que tenhamos muito, muito mais a agradecer.
O teu corpo traz marcas dos nossos filhos. Da gravidez, da
amamentação, do tempo que por nós passou enquanto os criamos. É preciso que te
diga, ao menos um dia, porque ouvimos tantas vozes a falar de perfeição: cada
uma dessa marcas fala de uma história que é a nossa. São símbolos de um código
que é só nosso e que nos aproxima no mesmo passado e na mesma esperança. A de
vivermos, juntos, uma vida plena, e de a deixarmos aos nossos filhos, esperando
um dia a felicidade dos netos.
Texto: Família Cardoso Dias
(pai)
Foto: Família Bernardino Teixeira
Neste
Dia da Mãe, agradecemos a todas as Mães o Dom da
Vida!
Lisboa, 2
de Maio de 2014
APFN
- Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
Rua
José Calheiros, 15
1400-229
Lisboa
Tel: 217 552 603 - 919 259 666 - 917 219 197
Fax: 217 552 604
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Interessante: "Caridade em acção"
Reproduzimos esta mensagem importante...
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Caridade em acção
Abre-se a porta da “clínica” dos Arcos. Sai uma mulher de rosto triste logo seguida de um homem com ar triunfante. Leonor, da porta da Missão Mãos Erguidas, vigilante como uma sentinela, vozeia o “alerta”: Mãe, precisa de ajuda? Ao que a mulher melancólica responde: Preciso, e muito! Leonor avizinha-se. Interpela. Escuta. A desgraçada desabafa que não quer abortar seu filho; é o homem que está com ela que o determinou. Leonor pergunta se ele é o pai. Que sim, responde a outra. Leonor fixa-a nos olhos e remata: o seu filho não precisa do pai para nada; o seu filho não precisa de um pai que o quer matar. O homem, rubro de cólera, bufa palavras bravas. Leonor, serenamente, volta-se para o mesmo e questiona-o: O senhor já desejou a morte de alguém? Respondeu de imediato que nunca. Ao que Leonor retorquiu: Então, parece-lhe bem que a primeira pessoa a quem deseja a morte seja o seu próprio filho? Depois de uns instantes de muda perplexidade gaguejou raivas. Leonor, sem se deixar amedrontar, continuou: Infelizmente existe uma lei injusta que executa os filhos à morte por decisão da mãe; mas, por enquanto, ainda não há nenhuma lei que obrigue as mães abortar! O senhor não pode forçar a sua mulher a matar o filho! O tom imperioso e firme deixou sem resposta o desalmado que num arremesso pegou da mão da mulher arrastando-a rua abaixo, não conseguindo porém evitar que Leonor tivesse passado alguns panfletos e DVDs à infeliz. Chegados ao automóvel, depois de ter fechado a porta com grande estrondo, este jurista (eram os dois juristas), de olhos inchados, numa fúria incontida rasgou todos os papéis, quebrou o suporte informático, berrou impropérios e arrancou aceleradamente fazendo chiar estridulamente os pneus, que deixaram a sua marca no alcatrão.
Ela deixou-o para ter a criança. Foi feliz o parto, e a mãe babada amamenta agora com maviosa ternura o esplêndido bebé. Entretanto o assanhado pai que longamente amuara estomagado está-se reaproximando e, se Deus quiser, não tardará a reconciliação. À honra de Cristo. Ámen.Publicado por Nuno Serras Pereira em Infovitae - Logos - 20. 02. 2012
Posted by
Luís Lopes
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19:10
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Labels: Aborto, Apoio à vida, dia do pai, mãe, Testemunho de Vida
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