Canal do You Tube do Algarve pela Vida

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Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

Sobrevivente de tentativa de aborto lidera luta pró-vida na Hungria


Imre Téglásy tinha 11 anos quando descobriu que a sua mãe o tinha tentado abortar. Hoje é o principal combatente contra o aborto no seu país.

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Ver entrevista original aqui.

Petição: «UM DE NÓS»


ASSINA JÁ, ONLINE: AQUI

Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

Descubra as diferenças


N.º de nascimento em Portugal

N.º de abortos em Portugal

Nascem menos mil bebés por mês

Os registos de nascimentos revelam nos primeiros 4 meses de 2013 uma queda de 12,6% em relação ao ano passado, que já foi o pior de sempre

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Clínica ilegal na Amadora

E sobre isto, o Parlamento não se prenuncia?

O que acontece ao aborto clandestino? Também vão legalizá-lo?

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Federação pela Vida diz que aborto aumentou

Isilda Pegado apela às mulheres para que não interrompam a gravidez. Diz que Segurança Social dá subsídio de seis euros por dia.

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Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

FPV põe em causa dados sobre aborto em 2012

 
A Federação Portuguesa pela Vida (FPV) pôs nesta terça-feira em causa os dados ontem divulgados pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) que apontam para uma descida de 7,6% no número de abortos em 2012, face ao ano anterior.
 
  A presidente da federação, Isilda Pegado, defende que os dados devem ser analisados em proporção com o número de gravidezes e que, desta forma, em 2012 a taxa de interrupções voluntárias de gravidez (IVG) até “foi superior à verificada no ano anterior”, ao contrário do que afirma a DGS.
 
  “Em 2011 tivemos 97 mil nascimentos e 19.400 abortos, o que resulta numa taxa de aborto por gravidez de 16%, enquanto no ano passado nasceram cerca de 90 mil crianças e o número de abortos foi superior a 18 mil, dando uma taxa de aborto por gravidez de mais de 20%.
Portanto, o aborto está a aumentar e não a diminuir”, sustenta.
O relatório da DGS ontem divulgado revela que, no ano passado, foram efectuadas 18.408 interrupções voluntárias por opção das mulheres até às dez semanas de gravidez, ao abrigo da legislação em vigor, menos 1513 do que no ano anterior.
Mas Isilda Pegado considera que estes “ não serão ainda os números definitivos, tal como aconteceu nos anos anteriores, em que correcções posteriores” provocaram aumentos dos números finais. “Vou esperar para ver”, diz a dirigente da FPV, para quem os números apresentados pela DGS são “preocupantes”.
  “Vergonhosamente, temos uma política de incentivo ao aborto e destruição da natalidade. Quarenta por cento das mulheres que abortaram não têm filhos e 50% têm apenas um ou dois. Isto significa que 90% teriam condições para ter mais filhos”, avalia.
“Acabar com o aborto gratuito”
A FPV tem-se desdobrado em iniciativas para tentar alterar a legislação do aborto mas, goradas essas iniciativas, pretende agora que as interrupções de gravidez deixem de ser feitas de graça e que as mulheres não continuem a ter direito a um mês de baixa.
Em Fevereiro deste ano, entregou no Parlamento uma petição com mais de quatro mil assinaturas para “acabar com o aborto gratuito” em Portugal. Isilda Pegado volta a insistir que vale a pena “fazer um apelo às mulheres” para que não interrompam a gravidez, porque há “30 instituições no terreno a trabalhar no apoio à maternidade” e existem apoios sociais.
Que apoios?
“A partir das 12 semanas de gravidez até aos dois anos da criança, as mulheres têm direito a um apoio da Segurança Social de seis euros por dia. Só isto resolve o problema, dá para o leite e fraldas”, considera Isilda Pegado, que critica o facto de o relatório da DGS “não incluir este ano o número de complicações” associadas a abortos ilegais.
A responsável pela Divisão de Saúde Reprodutiva da DGS, Lisa Vicente, garantiu ontem ao PÚBLICO que estas complicações (infecções, perfurações uterinas, etc.) diminuíram em número e em gravidade desde que a lei de despenalização do aborto em determinadas circunstâncias foi aprovada em 2007. O relatório da DGS aponta ainda para uma diminuição do aborto entre as jovens com menos de 19 anos e entre as mulheres estrangeiras e revela que 70% do total das IVG foram praticadas nas unidades do Serviço Nacional de Saúde. No ano passado, mais de um quinto (22,7%) das mulheres que interromperam voluntariamente a gravidez (4179) estavam desempregadas, um novo aumento face a 2011, ano em que já se tinha registado um acréscimo nesta categoria, que é agora a predominante. Uma realidade que se justifica com o aumento do fenómeno do desemprego em Portugal
Fonte: Público
Fonte da Foto: Daqui

Domingo, 12 de Maio de 2013

Constitucional dá direito de recurso a mãe a quem foram retirados os filhos

Afinal, Liliana Melo, a mãe a quem há um ano o Tribunal de Sintra mandou retirar sete dos seus dez filhos, tendo em vista futura adopção, tem direito a apresentar recurso dessa decisão.

É esse o entendimento do Tribunal Constitucional (TC), num acórdão de sexta-feira. O que significa que o Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) vai agora decidir se mantém a decisão dos juízes de Sintra, que no início deste ano foi muito debatida nos media, ou se o julgamento tem de ser repetido, como pretendem os pais das crianças.
Liliana, de 34 anos, cabo-verdiana a viver em Portugal há cerca de duas décadas, desempregada, viu, na tarde de 25 de Maio de 2012, o tribunal ordenar que lhe fossem retirados sete filhos (que tinham, então, entre seis meses e sete anos). Os juízes entenderam que, depois de sucessivos incumprimentos de várias medidas de protecção dos menores, as crianças estavam em perigo. A família era acompanhada desde 2007.
Outras duas filhas (de dez e 16 anos, ambas bem integradas na escola) poderiam ficar a viver com ela e deveriam ser alvo de acompanhamento psicológico, para melhor fazer face à partida dos irmãos. A mais velha, maior de idade, já se tinha autonomizado, pelo que não estava incluída no processo.
A decisão judicial foi lida numa tarde de sexta-feira, sem que Liliana tivesse advogado. E sem que tivesse tido acesso prévio às alegações do Ministério Público – foi notificada por telefone para ir a tribunal. E só na segunda-feira seguinte teve acesso ao texto onde se lia que os filhos iriam para uma ou várias instituições para virem a ser adoptados

Fonte: Público

Sábado, 11 de Maio de 2013

Dia das mães ganha comercial emocionante de entidade pró-vida


Para ela, você vai ser sempre bebê é o nome do comercial em homenagem às mães



Movimento pela Vida e não violência (Movida) é uma das entidades mais atuantes e criativas do Brasil na defesa da vida e contra o aborto. O movimento nasceu no Ceará e integra o Movimento Nacional Brasil Sem Aborto.  Datas importantes não ficam em branco e o movimento ocupa espaços importantes em mídias tradicionais ou modernas para propagar a defesa dos nascituros.
 “Para ela, você vai ser sempre bebê” é o nome do comercial em homenagem às mães onde apresenta diversos bebês em situações peculiares relacionadas à  situações da vida adulta como promoção no emprego, classificação no vestibular. Não importa a idade que o filho tenha, ele sempre será  visto pela mãe como um bebê, é este conceito passado pela campanha.
A criação do comercial é da Delantero, agência que com apenas 5 meses de existência  levou 5 ouros de premiação no GP Verdes Mares de propaganda em 2013. A produção da Terra Filmes. É o profissionalismo em defesa da vida.
Daqui.

Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

Rubrica Rádio Costa D'Oiro: tTextos de 2 de Abril a 13 de Maio


 


 

 

Textos “Algarve Pela Vida”

De 2 de Abril a 15 de Abril de 2013

 

 

Dia 2 de Abril de 2013- Terça Feira

 

 

     É realmente extraordinário, simples, muito prático e concreto o nosso Papa Francisco. Na sua homília do 19 de Março deu conselhos tão concretos e terra a terra como “cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente(…)guardar com sinceridade as amizades. Sede guardiões dos dons de Deus!”

    Dirigiu-se também a todos os que ocupam cargos de responsabilidade na economia ou no governa e política: “sejamos guardiões da criação; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo”

    Deus queira que estas palavras frutifiquem no coração de todos os seus destinatários.

 

Dia 3 de Abril de 2013- Quarta Feira

 

      Nos Estados Unidos, começa a diminuir a população com idade para trabalhar fruto de um envelhecimento da sociedade. Assiste-se a um inverno demográfico tal como, de maneira geral, na Europa.

    De facto, e comprovamo-lo mais uma vez, a crise que se vive hoje não é apenas económica, mas social e moral. Faltam valores. Imperam sentimentos e ideologias individualistas. Enquanto o Estado e a sociedade não se preocuparem com o bem comum, estamos muito longe de sair da crise.

   A família tem de ser mais família e o Estado tem de encontrar formas de proteger a família, incentivar a natalidade e proteger os mais fracos.

   Comecemos cada um de nós, por dar testemunho de remar contra a maré.

    

 

Dia 4 de Abril de 2013- Quinta Feira

 

    Morreu no passado mês de Fevereiro, Evelyn Billings, pioneira dos métodos naturais para planeamento familiar. O método natural de Biliings assentava na observação do muco que permite à mulher saber se está ou não fértil.

      É um método científico que fomenta o respeito mútuo, une mais o casal e promove a responsabilidade. Além de que não tem efeitos secundários para a saúde como os produtos químicos.

      Já que está tão de moda tudo o que é natural, vegetarianismo, porque não aprofundar neste método, conhecê-lo e vivê-lo?

 

 

 

 

 

 

 

 

Dia 5 de Abril de 2013- Sexta Feira

 

   “O que dinheiro não pode comprar”, um livro de Michael Sandel. Às vezes parece que tudo tem um preço, que tudo está à venda. Mas não será bem assim, nem deverá ser assim.

      Qual o verdadeiro valor e papel do dinheiro na sociedade e nos mercados?

       Há bens que não têm preço e outros que nem sequer podem ou deveriam estar à venda.

       Há limites morais que têm de ser estabelecidos e fixados. Deve-se defender a economia de mercado e não a sociedade de mercado.

      Um livro interessante e sem dúvida muito precioso.

 

Dia 8 de Abril de 2013- Segunda Feira

 

    Um filme bom de ver e que mostra uma luta pessoal por recuperar confiança na vida, dotar os dias de otimismo é “Guia para um final feliz” com Robert de Niro, Jennifer Lawrence, entre outros.

  Um filme para passar um bom bocado, com a história de um homem com depressão que tenta recuperar a sua vida e a sua mulher. Um drama com comédia que pelo menos leva a distrair e ver que na vida há sempre forma de se contornar os obstáculos.

 

 

Dia 9 de Abril de 2013- Terça Feira

 

    Assistimos a uma era do declíneo do casamento. Os jovens vêm com isso comprometidos os seus valores e a própria vida interior.    

   Necessariamente sente-se uma crise da religiosidade. Já não se é formado em ambiente familiar cristão.

   Há pois que defender o tradicional. A tradição ainda é o que era. Os valores ainda são os que eram.

  Os pais representam a base da educação, são eles que levam os filhos à Missa, são eles que mostram aos filhos que vale a pena lutar para que o casamente dure apesar das dificuldades que aparecem. A família continua a ser a célula base da sociedade.

 

 

Dia 10 de Abril de 2013- Quarta Feira

 

    Andemos por onde andemos na rua não há quem falte com auscultadores nos ouvidos. Há quem tenha sempre de ter musica como pano de fundo nas suas vidas como se de um acessório de moda se tratasse.

   Se por um lado é bom e a musica de facto é inspiradora, relaxante e destressante, há que ter cuidado para não se tornar um obstáculo a estar-se com atenção ao mundo que nos rodeia, às pessoas que passam por nós. Que não nos tornemos zombies pelas ruas, mas que continuemos com atenção

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dia 11 de Abril de 2013- Quinta Feira

 

  Portugal tem um número muito elevado de crianças institucionalizadas, o que é deveras preocupante.

   Será que efetivamente todas estas crianças deveriam ter sido retiradas da sua família biológica? Têm nos chegado notícias muito alarmistas.

   O Estado não se pode esquecer do princípio da subsidiariedade, ou seja,  o estado não pode fazer aquilo que as famílias podem fazer. O Estado deve intervir onde não houver capacidade para outros o fazerem.

    O Estado, mais uma vez, deveria preocupar-se antes com o bem comum, com o proporcionar educação a todos, saúde a todos e segurança a todos. Parece que em vez disso faz o que não deve, e o que deve não faz.

 

 

Dia 12 de Abril de 2013- Sexta Feira

  

    Incentivar a leitura é importante hoje em dia em que predominam os jogos eletrónicos, wii’s e afins.

   Nada melhor para despertar a imaginação que um bom livro com uma boa história.

   Aproveite para, neste fim de semana que está à porta, ler e fazer ler. Porque não pôr os irmãos mais velhos a ler para os mais pequenos, ou faço-o você mesmo.

   Para além de um bom estímulo para a leitura, sem dúvida um bom momento reconfortante para a criança e o pai ou mãe. Um bom momento para reforçar a cumplicidade pai/mãe e filho

 

 

Dia 15 de Abril de 2013- Segunda Feira

 

    Com o envelhecimento da população tem de se fazer apelo a saber cuidar dos idosos. Nem se podem sentir cargas pesadas nem os podemos tratar como tal.

    O convívio das várias gerações, especialmente para os mais novos, faz muito bem. Os netos aprendem muito com os avós e por sua vez os avós passam muitos bons momentos com os netos.

   Não se pode simplesmente pô-los a um canto, ou num lar para não darem trabalho.     Temos de lhes dar carinho, prestar respeito e sobretudo não esquecer que um dia seremos nós os idosos e também  havemos de querer carinho e compreensão.

 

Dia 17 de Abril de 2013- Terça Feira

World Press Photo: prémio para a melhor foto jornalista de 2012.

. O jornalista Paul Hansen ganha o prémio de melhor foto jornalista do ano de 2012.

      A imagem mostra um grupo de homens encabeçado por dois palestinianos que levam nos braços os cadáveres de seus sobrinhos, duas crianças de 2 e 3 anos, mortas por um míssil israelita que caiu sobre a sua casa em Gaza, mais atrás outros homens levam também o cadáver do pai das crianças.

     A foto foi tirada no passado dia 20 de Novembro na cidade de Gaza.

     O jornalista premiado disse estar “muito contente com o prémio mas triste porque o tema da sua fotografia é horrível”.

    Imagens que chocam e que nos levam por um lado a agradecer o bem que temos, o dom da vida e, por outro, a não nos queixarmos quando alguma coisa não corre como gostaríamos.

 

Dia 18 de Abril de 2013 – Quarta Feira

Quando penso na paciência, ancoro muitas vezes na imagem da semente, no desprendimento e na lentidão da semente que aceita a escuridão da terra como condição para florescer.

 Tanto os que semeiam os campos, como os que depositam sementes nos corações, deveriam primeiro ter formado a alma na paciência.

É curiosa a etimologia da nossa palavra “paciência”. Deriva de “passio”, isto é, paixão, no sentido de coisa a suportar, a padecer ou no sentido de resistir.

A paciência faz-nos mergulhar, como se vê, no âmago da vida. Deve, é claro, ser ensinada às crianças, mas é uma tarefa para ser levada a cabo por um coração adulto

 

Dia 19 de Abril de 2013 – Quinta Feira

 

A paciência pede que apreendamos a complexidade de que somos tecidos, que nos debrucemos sobre esta íntima narrativa tecida de esforço e de graça, de sede e de água, de noite e de riso. Não nos deixa esbracejar à tona do tempo, num simplismo atropelado e ofegante.

A paciência pede e dá-nos tempo, dilatando as provisórias metas e juízos que equivocadamente erigimos em absolutos.

Há uma harmonia secreta, há um suculento sabor que só colhe da vida aquele que abraça com confiança a demora, a lentidão e a espera. São estas frequentemente as ferramentas da paciência, os instrumentos com que ela transforma a nossa agitação epidérmica em expectação serena e criativa.

 

Dia 20 de Março de 2013 – Sexta Feira

 

Diz o pediatra infantil Eduardo Sá, os homens são, regra geral, excelentes pessoas.

Mas levam a vida toda a fazer de filhos mais velhos das mulheres.

Para cúmulo, os homens foram ensinados a não chorar e a supor que aguentar os sentimentos seria um sinal de virilidade.

Por isso mesmo hoje, quando se trata de dizerem ‘Amo-te Teresa!’, a Teresa nunca entende.

Sofrem de iliteracia emocional.

Sentem mas fintam as palavras.

E o resultado é que os homens, embora tenham coração e lágrimas, são, na realidade,… uns meninos.

Costumo dizer que a primeira função de uma pessoa é ser mãe.

No sentido de ouvir com o coração e de traduzir em gestos de ternura aquilo que se sente.

Um homem que não sabe ser mãe não é um homem: é um medricas.

E isso jamais é aquilo que se deve esperar de um pai.

 

 

Dia  23 de Abril de 2013 – Segunda Feira

 

Participe na Iniciativa de Cidadãos Europeus “Um de nós” (“One of us”). São necessárias um milhão de assinaturas para forçar a União Europeia a legislar sobre uma cultura de Vida na Europa, impedindo o financiamento de experimentações que impliquem a destruição de embriões e a promoção do aborto em países fora da União Europeia.

A iniciativa é promovida por um Comité de Cidadãos composto por pessoas dos 27 Estados Membros da UE.

Para participar basta ir ao site www.oneofus.eu subscrever a petição, devendo incluir os 8 ou 9 dígitos do seu documento de identificação seguido dos 4 dígitos adicionais.

Não deixe de participar. !

 

Dia 24 de Abril de 2013 – Terça Feira

Os pais de Dominic Gondreau, o jovem com paralisia cerebral que o Papa Francisco pegou ao colo e beijou no Domingo de Páscoa, escreveram sobre a torrente de emoção que o gesto provocou neles e no mundo.

Diz que toda a família desatou a chorar quando o Papa teve aquele gesto e recorda que uma senhora que estava próxima foi dizer à sua mulher: “Sabe, o seu filho está cá para nos mostrar como amar”.

E, por isso, escreveu este pai acerca do filho deficiente “: “Sim, eu dou muito ao meu filho

Mas ele dá-me mais, muito mais.

Eu ajudo-o a pôr-se de pé e a andar, mas ele ensina-me a amar. Eu dou-lhe de comer, mas ele ensina-me a amar.

Eu levo-o à fisioterapia, mas ele ensina-me a amar.

Eu tiro-o e ponho-o na cadeira de rodas e empurro-o para todo o lado, mas ele ensina-me a amar.

Dou-lhe o meu tempo, tanto tempo, mas ele ensina-me a amar”.

 

Dia 25 de Abril de 2013 - Quarta-Feira

 

Qualquer caçador ou pescador, artista ou cientista, poeta ou general, saberá que os bons resultados demoram, sempre. É essencial pois dominar a ânsia de precipitar e manipular os tempos. O homem não é senhor do tempo, mas pode e deve ser senhor de si mesmo.

 

Os fardos da nossa existência carregam-se de forma mais tranquila quando nos damos conta do vigor que temos para os transportar. Quando percebemos que a força dos ombros é maior que o peso da cruz.

 

O tempo não se respeita senão a si mesmo, segue o seu ritmo sem cuidar de se demorar neste intervalo mais do que naquele... quase tudo passa, quase tudo cresce e quase tudo morre. Há tempo para tudo, saiba o homem aproveitar aquele em que lhe é dado ser... quase tudo!

 

Dia 26 de Abril de 2013 – Quinta- Feira

 

Estas frases duras, mas sinceras, poderiam servir de mote ao início de uma promessa para toda a vida, unida no matrimónio

 

"Claro que te farei mal.

Claro que me farás mal.

Claro que podemos, mas essa é a condição da existência.

Receber a Primavera significa correr os riscos do Inverno.

Se desistir agora será correr o risco do desaparecimento.

Amo-te."

Texto de Antoine de Saint-Exupéry.

Parte de uma carta escrita a Natalie Paley

 

 

Dia 27 de Abril de 2013 – Sexta-Feira

       

Um ano depois do lançamento no Facebook, o My Social Project, plataforma dedicada ao voluntariado, reúne cerca de três mil voluntários, mais de 280 instituições e dez empresas. Em entrevista, o presidente da iniciativa defende que esta rede capaz de “inspirar a aproximação das pessoas e das empresas às causas sociais”, demonstra bem a “capacidade incrível” que Portugal tem “para se mobilizar por uma causa”, principalmente em tempos de crise

Se representa uma causa e precisa de apoios para concretizar o seu projecto ou se, pelo contrário, é um gestor com sentido de Responsabilidade Social que procura projectos compatíveis com a actuação da sua empresa, ou ainda, se é uma pessoa motivada para exercer voluntariado que não encontra projectos adequados ao seu perfil, “entre nesta rede”.  My Social Project

 

Dia 30 de Abril de 2013 – Segunda-Feira

Esta é a reprodução de uma mensagem real

“Boa noite, chamo-me Maria, tenho 23 anos e estou grávida. Sou de um ponto do país Gaia. Não tenho familia e até agora fui acolhida na casa dos pais do meu companheiro. Desde que descobri que estou grávida a minha vida tem sido um inferno pois ou faço umaborto ou ameaçam-me  por na rua. Gostava de saber se me podem ajudar. Não tenho ninguém a quem recorrer... Deixo o meu contacto…. Agradeço uma resposta o mais urgente possível pois ganhei uns dias ao dizer que ia provocar o aborto mas estão a pressionar-me pois querem que faça testes para saberem se ainda estou grávida... Por favor ajudem-me...”

E você pode ajudar-nos ?


 
Dia 30 de Abril de 2013- Terça Feira
 
   A Associação de Solidariedade Social 9meses, é uma associação sem fins
lucrativos, fundada em 2012 no município de Portimão.
   A sua missão é ajudar mulheres grávidas e mães a implementar um
 projecto pessoal, familiar e social que permita melhorar a sua vida e
a do seu bebé
   A Associação presta assistência a grávidas e mães que se encontrem com
 dificuldades socioeconómicas e em exclusão social, tanto aquando da
 gravidez, como a mães que se encontram dentro do tempo de licença de
 maternidade. A
 9meses precisa urgentemente de um berço caso tenha algum pode entrega-lo
na  Rua de Moçambique - Qta. do Amparo( antigo jardim infantil)  todas as quarta-feira entre as 10h e o 12h ou contactar para o 969885464. 
Contribua! A 9meses agradece!
 Visite-nos no Facebook

Dia 01 de Maio de 2013 – Quarta Feira
 
  Ultimamente têm surgido séries e filmes sobre zombies, dráculas. Parece que entraram de moda. Que poderá estar por detrás deste fenómeno? Um descrédito da sociedade atual? Um refúgio para tentar descobrir o sentido da vida? Somo capazes de escolher o bem, quando tudo à nossa volta nos puxa para outros caminhos?
  Temos de olhar para a vida com esperança. E filmes como estes que induzem ao medo, ao mal, ao além numa perspetiva errada têm de ser vistos com alguns cuidados.
  Apesar do mal à nossa volta, há também muito bem. Apesar da crise e de todos os problemas sociais que se vive hoje, temos de ter esperança e tirar partido bom das coisas menos boas. Basta olhar para os acontecimentos com outros olhos e não ficarmos pelo pessimismo.
 
 
Dia 02 de Maio de 2013 – Quinta Feira
 
  E quando os filhos nos mentem? É muito importante criar e estabelecer uma boa relação de amizade para além de pai/mãe e filho. Há mentiras sem importância que normalmente são ditas por pura vergonha de algo que fizeram e que querem esconder, outras já são mais subtis. É claro que o que não sabem é que aos pais pouco ou nada lhes escapa e facilmente sabemos quando mentem. Mais uma vez o importante é ser-se amigo e ajudar a dizer a verdade sem forçar e sem castigar. Perceber porque mentiu e explicar porque não se deve mentir e porque se deve dizer sempre a verdade.
  Com uma boa explicação e uma boa conversa, facilmente tudo se resolve.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dia 03 de Maio de 2013- Sexta Feira
 
  Um género de literatura infantil interessante é a fantasia. É importante introduzir as crianças no mundo da fantasia. É próprio delas e digamos que de certo modo de nós adultos. Sonhar faz bem, uma boa fantasia faz bem.
 As fantasias infantis despertam e ajudam a perceber o bem e o mal, a eterna luta entre o bem e o mal. De certa forma vai preparando-as para a vida, pois o que não é a vida senão também uma luta e escolha entre o bem e o mal.
 As personagens das histórias de fantasia, são valentes e ousadas. Arriscam, são destemidas, corajosas. Boas histórias que ensinam valores e de onde se tira sempre uma boa moral.
 
 
 
Dia 06 de Maio de 2013- Segunda Feira
 
  O casamento hoje parece estar fora de moda, no entanto não há nada mais bonito de ver que um casal a dar-se bem e a viver enamorado a vida toda. E que importante para os filhos ver os pais verdadeiramente apaixonados apesar dos dias sombrios que também existem.
  O casamente de um com uma para a vida toda não é fantasia nem coisa de outros tempos. Ainda há quem sobreviva nesta aventura maravilhosa.
  Amar nem sempre é fácil. Trata-se de sentimentos entre duas pessoas e os sentimentos são voláteis. Mas amar também implica a vontade. Amo alguém porque amo mas também porque quero. Porque quero para o bem da família, para o bem emocional e estruturante dos filhos e para o bem próprio. Tem de haver cedências de parte a parte, compreensão, carinho, esquecimento de si, mas vale a pena. Vale a pena defender o casamento e a família.
 
 
 
Dia 07 de Maio de 2013- Terça Feira
 
  Iron man3. O novo filme de ação nos cinemas, cheio de sentido de humor e com esplendidos efeitos especiais. Um filme que entretém bem. Um super herói que se mostra sensível e que afinal também precisa da ajuda dos outros.
 Não deixe de ir ao cinema. Mesmo em casa pode ver-se cinema. O que interessa é que se distraia de vez em quando. Uma boa sessão mesmo que em casa, com pipocas e a família por companhia. Fazer um cine fórum onde depois do filme se debatem ideias.
  Algo diferente e interessante onde se pode ensinar e partilhar ideias e opiniões.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dia 08 de Maio de 2013 – Quarta Feira
 
   O ritmo acelerado em que se vive hoje torna difícil encontrar tempo de qualidade para se estar com a família.
   O binómio família/trabalho é de extrema importância. Tem de haver um grande equilíbrio entre estas duas tarefas. Temos de trabalhar sim, mas não podemos deixar que o trabalho se torne o centro de tudo ao ponto de se tornar uma prioridade. A prioridade tem de ser a família. O casal e os filhos. As crianças precisam de muita atenção. Atenção de qualidade, uma a uma, um verdadeiro tu a tu se quisermos realmente que cresçam em harmonia emocional
 
 
 
 
 
Dia 09 de Maio de 2013 – Quinta Feira
 
   O fim do ano letivo aproxima-se. O desejo de férias surge.
  Mas há que saber terminar bem o que se começou. Ajude os seus filhos a perseverarem no estudo. Acompanhe-os no estudo. Ajude-os. Tire-lhes dúvidas.
    Porque se há de recorrer as explicações que custam caro, quando basta se calhar dedicar tempo a estudar com os seus filhos?
   É exigente, tira-nos tempo, ou de outro ponto de visto, é tempo que investimos. Os momentos que passar com os seus filhos e os filhos com os pais, ficam para a vida toda. Tempo de qualidade , mais do que quantidade, mas tempo em que ambos sintam que é só para eles. Tanto faz se é passado a brincar, ou a estudar. O importante é que passem esse tempo juntos. Que não sejam uns estranhos a viver sob a mesma casa, cada um com as suas atividades e horários. Tem de haver um horário comum, tarefas partilhadas, momentos juntos
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dia 10 de Maio de 2013- Sexta Feira
 
  Ensinar a pensar para a vida. É assim que Robert Swarts defende a educação. Pioneiro na filosofia de educar para a vida.
 Podemos aplica-la facilmente em casa. Há que ensinar as crianças para a liberdade e responsabilidade. Ensinar que todo o ato tem uma consequência e que devemos saber quais são e pensar antes de agir.
   Conversar em casa, dar bom exemplo, mostrar as consequências de uma determinada escolha. Preparar as crianças para a vida, onde nem sempre podem ter o que querem e nem sempre as coisas correm como planeadas. Saber lidar com frustrações, com um não, não fazer as vontades todas apenas para não chatearem mais. Assim serão também mais felizes.
 
 
 
 
Dia 13 de Maio de 2013- Segunda Feira
 
 
   Há quanto tempo não conversa com a sua cara metade?
   Há alturas da vida mais difíceis ou porque os filhos são pequenos ou porque o ritmo do dia a dia atual é de correria,  muitas vezes sem perceber o porquê.
  Não deixe que falte o diálogo, pilar da relação matrimonial. Há que ter tempo para escutar o outro, partilhar dos seus projetos, ambições, preocupações..
  Fazem falta momentos a dois e faz falta manter vivo o diálogo.
  Arranje momentos a dois e aproveite todos os momentos em família, o jantar por exemplo, para conversar com todos e sobre todos. Desligue a televisão e dedique tempo e atenção a cada membro da família.
 
 
 
 
 
 
 

SEMANA DA VIDA - 12 a 19 de Maio de 2013



Advogados defendem chumbo da adapção por casais gays


Ordem dos Advogados recusa adopção por famílias onde "um homem faz de mãe e uma mulher faz de pai".


Daqui.

E se Portugal perder um quarto da população?

Especialista em demografia alerta para os sinais de envelhecimento que vão surgindo.

Daqui.

Quinta-feira, 9 de Maio de 2013

A beleza dos amores de cada dia



«Há uma beleza singular no trabalhador que regressa a casa sujo e desarranjado, mas com a alegria de ter ganho o pão dos seus filhos.

Há uma beleza extraordinária na comunhão da família à mesa e o pão partilhado com generosidade, mesmo que a mesa seja muito pobre.

Há beleza na esposa descomposta e quase anciã que continua a cuidar do seu marido doente para além das suas forças e da sua própria saúde.

Ainda que tenha passado a primavera do enamoramento na juventude, há uma beleza extraordinária na fidelidade dos casais que se amam no outono da vida, esses velhinhos que andam de mãos dadas. (…)

Descobrir, mostrar e realçar essa beleza é alicerçar uma cultura da solidariedade e da amizade social»

Quarta-feira, 8 de Maio de 2013

O homem pós-moderno desencantado



Se há algo que define o homem pós-moderno é sua situação de desencanto. Ele é aquele que já não acredita na modernidade e a considera em um canto frio, ao qual teme olhar, como a maior das mentiras.

Sua decepção alcançou tudo o que ele achava valioso ou importante, todos os âmbitos nos quais acreditava contar com apoios firmes, com passos sólidos pelos quais cruzar as montanhas mais inclinadas: economia, política, arte, moral, religião. Agora sabemos que as concepções fundamentais da modernidade estavam equivocadas. Mas o homem pós-moderno carece de convicções suficientemente confiáveis para poder alicerçar sua vida sobre elas.

A pós-modernidade é fundamentalmente a rejeição da modernidade

A história da humanidade é, em essência, a história da constituição e desenvolvimento do que as diversas gerações consideraram vigente. O leito do rio pelo qual transcorre o devir do homem sobre a terra está formado pela decantação daquelas concepções da vida e do mundo que cada tempo considerou verdadeiras.

Alguns poderiam alegar que as ideias são matéria sutil demais e heterogênea para produzir um efeito tão notável, pois na verdade se trata de noções vagas que se guardam e comemoram na intimidade do nosso ser e que carecem da força necessária para arrastar e tocar a realidade.

Talvez pensemos que somente os batalhões, tropas, tanques e bombas, ou talvez algumas descobertas científicas é que podem se tornar os eixos do universo humano. Esta é uma ideia que pode ser perigosa.

Entender uma época implica o nunca simples trabalho de compreender o que as pessoas que nela viveram consideravam como verdadeiro, real. Cabe então perguntar-se: em que acreditam os pós-modernos? Só há uma ideia clara: que a modernidade foi uma falácia.

Ainda não encontramos nenhum traço positivo para acrescentar ao panorama, porque, se o homem pós-moderno descobre que algo em que acreditava afeta fortemente a sua ação, logo perceberá que se trata de um resíduo da modernidade.
 

 
Em que o homem pós-moderno acredita? Basicamente, em nada

Chamamos de pós-moderno o homem que carece de certezas, que vive no ceticismo e que vê os últimos empenhos da agonia moderna com um cinismo muitas vezes insuportável.

Porque o drama do homem pós-moderno é que ele não tem certezas sobre o bem, sobre o que vale a pena na vida, sobre Deus e também sobre todo o resto. Sua vida é um enorme buraco sobre o qual ele caminha colocando as tábuas das ideias modernas, como os pedreiros nas valetas das cidades.

Mas é possível viver assim? Como pudemos chegar a uma situação semelhante? Ou, como diz o louco-lúcido de Nietzsche, “como pudemos beber o mar? Quem nos emprestou a esponja para apagar o horizonte?”.

Como as pedras de Stonehenge, continuamos em pé, monumento em um tempo que já não é o nosso, almas fora de lugar, fantasmas de si mesmos que continuam olhando a bolsa, esperando que o Estado resolva os problemas, levando os filhos para que outros os eduquem.

Negociamos com instituições que são barcos fantasmas, que continuam fazendo seu trabalho só porque não há uma nova energia, uma esperança que as substitua. Continuamos vivendo porque... é preciso viver. Mas não sabemos para que vivemos, qual é o objetivo do nosso cansaço.

Somos navios ancorados a um porto que está ardendo, mas quem se aventurará em um mar desconhecido, ignorando onde está situado o outro porto ao qual devemos chegar? Em nossa queda pelo precipício, agarramos o último ramo que nos restava, os últimos resíduos modernos, que são frágeis e quebradiços, mas quem se soltará, enquanto não vir sob seus pés terra firme e chão seguro?

A negação de uma grande ideia sempre deixa um grande buraco, mas também traz uma nova esperança. Talvez não tenhamos referências para começar o caminho, mas é verdade que sabemos muitas coisas. Sabemos explicar nossas ações sob o único prisma do interesse, pedra angular da economia moderna.

Descobrimos que as democracias representativas, suposto cume, ponto final do progresso histórico dos sistemas políticos, são estados de partidos nos quais as elites podem competir pelo poder em uma guerra que não é sanguinária, mas fria.

Vemos, com temor e tremor, que as declarações de direitos humanos, tão sérias e rigorosas, adquirem o tom interpretativo que sustenta a ideologia dominante, quando não estão simplesmente ao seu serviço.

Percebemos que os intelectuais modernos se parecem àqueles viajantes que chegaram às aldeias e perguntavam: “O que há para comer?”, pergunta à qual respondiam: “O que você trouxer!”; e, desta maneira, acabam descobrindo, em suas pesquisas, com sua suposta Razão sem preconceitos, justamente o que pensavam antes de começar.

Humanistas, filósofos, teólogos da ciência hostórico-crítica, inclusive cientistas, não fazem outra coisa a não ser brincar de encontrar em uma gaveta o que esconderam no dia anterior.

Mas estes desencantos, com toda a sua dor, nos permitiram entender que não temos essa Razão de indivíduos solitários, e sim outra, talvez menor, mais humilde, certamente finita, histórica, que requer a comunidade, que se educa em uma tradição, que precisa entender a si mesma e os seus pressupostos para ter um olhar equilibrado sobre a realidade.

Alasdair MacIntyre. Tras la virtud. Barcelona, Crítica, 2001.