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sábado, 21 de março de 2015

Pais querem que professores “puxem” pelos seus filhos com trissomia 21

 
 
Há crianças e jovens com trissomia 21 a quem, nas escolas, não é pedido que façam trabalhos de casa e que não recebem qualquer reparo por não os fazer, alguns não têm cadernos, não fazem testes. O grupo Pais 21 diz que nas salas de aula os seus filhos são muitas vezes “invisíveis”. Lançaram esta sexta-feira, Dia Internacional da Trissomia 21, uma campanha nacional de sensibilização em que pedem aos professores que “puxem” por eles.
“Dantes estas crianças não iam à escola, depois passaram a ir, para estarem socialmente incluídas. E agora? Eles também aprendem”. “Se não aprenderem a ler, escrever, contar estão-se a criar jovens que vão ser subsidiodependentes”, diz Marcelina Souschek, uma das fundadoras deste grupo de pais, amigos e técnicos criado em 2008.
"Leonor, 11 anos, aluna com trissomia 21. Obrigada professora por puxar por mim”, lê-se num dos mupies que vai estar espalhado por Lisboa e Porto, acompanhado com anúncios televisivos e radiofónicos.
A iniciativa do Pais 21 acontece porque muitos  pais sentem que, muitas vezes, os seus filhos “estão nas salas de aula mas não estão lá a fazer nada”, explica a responsável. “O professor tem muitos outros alunos, este não incomoda, não diz nada, fica ali. É um aluno invisível”. É preciso que digam, tal como fazem com os outros, “já fizeste a ficha? Já acabaste? Fizeste os trabalhos de casa. Se não fez tem de se assinalar”.
Dá o exemplo de técnicas que podem ser adaptadas a estas crianças.  Um exemplo: em vez de os deixarem sem fazer testes, podem antes dar-lhes testes em que os conhecimentos são avaliados com o preenchimento de cruzes em vez de ser por extenso. “É preciso ir além do diagnóstico e dar oportunidades de eles mostrarem as suas capacidades, de serem exigentes com eles.  Para que a criança saiba que tem de levar aquilo a sério”. “Não é possível deixar a criança com trissomia a 21 sem aprender, sem caderno, sem livro, sem trabalhos de casa “.
Marcelina Souschek, mãe de uma menina de trissomia 21 com 12 anos, diz que “nas escolas há um avanço enorme, de adaptação, com o uso técnicas que permitem que eles acompanham as matérias”, mas “é preciso muito mais”. Por exemplo, o que acontece em algumas escolas é que os professores de educação especial apenas “tiram o miúdo da sala 1 a 2 horas por semana”, em vez de dotar os outros professores de estratégias para chegar a estas crianças e jovens. O espírito que prevalece é muitas vezes o “não vale a pena”
A campanha nacional também será acompanhada pelo lançamento de um livro Bebés com Trissomia 21 – Novo Guia para Pais, um livro que já era oferecido em inglês num kit com informações que a Pais 21 oferecia nas maternidades às mães com crianças com esta deficiência e que agora está à venda traduzido para português.
Marcelina Souschek diz que não se sabe ao certo quantas crianças com trissomia 21 existem em Portugal, mas que “são cada vez menos”. Tendo por base a distribuição de kits no ano passado estima que nasçam no país uns 90 meninos com este problema. Calcula que 90% das grávidas que fazem diagnóstico pré-natal e a quem é detectado esta anomalia façam Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG).
“Não aponto o dedo a ninguém”, mas diz que “há uma pressão dos profissionais de saúde, empurram para a IVG”. Quando teve a sua filha Vera, os testes não revelaram qualquer risco de trissomia 21. “Chorei muito quando a minha filha nasceu”. Não sabe o que teria feito na altura se tivesse sabido que ia ter um bebé com este problema. A responsável diz que a Pais 21 “não quer iniciar uma discussão sobre o aborto. O que defendemos é que as pessoas sejam conscientes na sua decisão”. É preciso que percebam que “eles crescem, aprendem, conseguem ser autónomos, são mais-valias. Vale a pena”
 

terça-feira, 17 de março de 2015

Dolce e Gabba, homossexuais assumidos contra casamento e adoção gay



Depois de terem promovido um desfile original cujo tema era a exaltação da maternidade e da natalidade, Dolce e Gabbana, 2 homossexuais assumidos, numa entrevista a uma revista italiana disseram o seguinte:
“We oppose gay adoptions,”
“The only family is the traditional one.”
“You are born to a mother and a father – or at least that’s how it should be,” ...
“The family is not a fad. In it, there is a supernatural sense of belonging,” Gabbana added.
“No chemical offsprings and rented uterus: life has a natural flow, there are things that should not be changed,” they said.
Dolce said he opposed changing nature to create “children of chemistry, synthetic children, uteri for rent, semen chosen from a catalog.”


 

sábado, 14 de março de 2015

Quando o Amor fala mais alto


O mês de Fevereiro é vivido com certa nostalgia pois assinala-se o dia dos namorados que está associado ao amor. Mas para além desse tipo de amor existem outros e o de pais para com os filhos é indescritível.

            “Numa cidade distante morava um casal que fazia os preparativos para a chegada do primeiro filho. Neste caso tratava-se de uma menina e o homem ficou muito dececionado assim que soube porque queria muito um rapaz. Mas pouco tempo após o nascimento da filha deixou-se levar pelo seu sorriso lindo. Foi então que começou a amá-la verdadeiramente. Quase sem se aperceber lá estava ele a fazer planos para o futuro da filha, pois tudo seria para ela.

            Numa tarde, estavam os três quando ela perguntou ao pai qual seria o presente que teria quando fizesse quinze anos. Ele um pouco atrapalhado respondeu-lhe que ainda era muito nova, pois tinha sete anos, até aos quinze ainda faltava muito tempo.

            Mas o tempo passou muito rápido e esta criança era a alegria da casa em especial do pai. Já tinha catorze anos e num domingo quando iam para a igreja ela escorregou mas o pai agarrou-a para não cair. Já sentados no banco da igreja ia perdendo as forças e quase desmaiou. O pai levou-a de imediato para o hospital onde permaneceu dez dias internada. Foi então que lhe disseram que ela tinha um problema grave no coração. Os dias foram passando e o pai deixou de trabalhar para ficar ao seu lado contrariamente à mãe que não aguentava ver tanto sofrimento como tal refugiava-se no trabalho.

A criança apercebendo-se que não estava bem, perguntou ao pai se os médicos diziam que ela ia morrer mas de imediato o pai lhe disse “Não meu amor, Deus que é tão grande não permitiria que eu perdesse a pessoa que mais tenho amado neste mundo”. Curiosamente continuava a perguntar-lhe: “Quando morremos vamos para algum lugar? Pode-se ver a família do céu? Será que um dia se pode voltar?” O pai bastante emocionado respondeu-lhe: “Bem filha ainda ninguém voltou para contar porém se eu morrer não te deixarei só terei sempre uma forma de comunicar contigo. Não sei como mas sei que se morrer sentirás que estou contigo quando um vento suave roçar o teu rosto e uma brisa fresca beijar a tua face.” Nesse mesmo dia foram informados que a filha precisava de um transplante de coração caso contrário só teria vinte dias de vida.

O sofrimento destes pais era enorme, precisavam de encontrar um dador mas onde?! Nesse mesmo mês ela completaria os seus quinze anos e foi numa sexta-feira à tarde que conseguiram um dador. Foi operada e tudo correu bem. Permaneceu quinze dias no hospital mas o pai não a visitou uma única vez. Teve alta e foi para casa. Assim que chegou gritou ansiosamente pelo pai. A mãe saiu do seu quarto com os olhos encharcados e entregou-lhe uma carta deixada por ele. “Filha neste momento já deves ter quinze anos e se os médicos não me enganaram já terás um coração forte batendo no teu peito. Lamento não poder estar a teu lado. Quando soube que morrerias decidi dar-te a resposta à pergunta que me fizeste quando tinhas sete aninhos e para a qual não pude responder. Decidi dar-te o presente mais bonito que ninguém te daria, dou-te de presente a minha vida inteira sem nenhuma condição para que faças com ela o que quiseres, vive filha, te amo com todo o coração.”

 No dia seguinte a menina foi ao túmulo do pai chorar como ninguém poderia chorar: “Pai agora compreendo o quanto me amavas. Eu também te amo mas agora compreendo a importância de te dizer AMO-TE”. De repente” um vento suave roçou no seu rosto e uma brisa fresca beijou sua face”, ela olhou para o céu limpou as lágrimas e voltou para casa.”

Chega-se ao fim deste relato com um misto de sentimentos mas cabe a cada qual refletir e ter a coragem de admitir que talvez esteja a seguir pelo caminho errado e porque não optar por outro, por aquele que algum dia foi o que o levou até onde ele chegou! Se foi o melhor ninguém sabe mas de certeza que foi o do amor. Os pais sacrificam a própria vida pelos filhos mas fazem-no incondicionalmente, porém nos momentos menos bons será que estes estão a seu lado não por obrigação mas por amor?!

Como alguém disse “ Jamais deixes de dizer AMO-TE pois não saberás se será a última vez.”

 
anabelaviegasconceicao@gmail.com

Psicóloga Clínica

 

 

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Um ombro amigo



Para além da saúde, pede-se “dinheiro, paz, amor, felicidade”… Será que alguém traçou como objetivo mudar a atitude perante a sua família, perante os seus colegas, perante o seu chefe, perante os seus amigos, perante os outros indivíduos de modo geral?!

A alimentação é mais que uma necessidade fisiológica, come-se para festejar mas também se come para compensar tristezas portanto há que pensar naquilo que se pode melhorar e que está diretamente relacionado com as relações interpessoais.

Eis a história de uma mãe que pergunta ao filho qual será a parte mais importante do corpo humano. Ele responde que são os ouvidos mas ela logo lhe explica que não porque existem muitas pessoas que são surdas mas vivem muito bem. Passou-se algum tempo e ela fez-lhe a mesma pergunta. Ele pensou então que seriam os olhos. E a resposta foi muito idêntica, pois há muitas pessoas que não têm olhos e vivem muito bem. Ao longo do tempo a mãe ia-lhe perguntando mas ele nunca acertou na resposta.

No dia em que o avô dele morreu todos estavam a chorar muito tristes e nessa altura a mãe olhou para o filho e perguntou-lhe se já sabia qual era a parte mais importante do corpo. Ele ainda ficou mais confuso por ser naquele momento, então a mãe disse-lhe que a parte mais importante do corpo era o ombro. Mas ele sem perceber nada perguntou-lhe se era porque sustentava a cabeça. Então a mãe fez questão de lhe dizer: “não meu filho ele é importante porque pode dar apoio à cabeça de um amigo ou de alguém que está ao nosso lado quando chora”. Ainda acrescentou: “eu espero que tenhas bastante amor e amigos e que encontres sempre um ombro para chorar quando precisares. As pessoas esquecem-se do que tu disseste, esquecem-se dos teus feitos mas nunca se esquecem de como as fizeste sentirem-se”.

É certo que cada individuo é único e tem determinados comportamentos que nem sempre são sentidos pelo outro como os mais adequados ao momento considerando-os até mesmo injustos mas às vezes é mesmo isso que o torna tão especial, sentindo-se num patamar muito acima tendo como base a ideia de que “faz aos outros aquilo que gostarias que te fizessem a ti mesmo”.

Ter um ombro amigo sempre disponível para oferecer poderá ser um forte objetivo para este ano pois “existem momentos na nossa vida em que as palavras perdem o sentido ou parecem inúteis e por mais que se pense numa forma de as empregar elas parecem não servir, então não dizemos nada apenas sentimos”. E como alguém disse “ embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.

 

 

anabelaviegasconceicao@gmail.com

Psicóloga Clínica

 

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Governo Espanhol lança medidas para acelerar adoção de crianças e reduzir tempo de institucionalização

El Gobierno quiere reducir al mínimo la cifra de 13.400 pequeños que están en residencias o centros de acogida. Representan el 38% de los que están tutelados por el Estado. La Ley de la Infancia que aprobó ayer el Consejo de Ministros establece una serie de medidas para agilizar y facilitar los trámites de custodia y adopción, y otras medidas para proteger a los más pequeños. La idea es favorecer que los pequeños estén con familias en vez de en instituciones.
Adopción abierta. Esta medida consiste en que los pequeños adoptados podrán, en algunos casos, mantener contacto con miembros de su familia biológica. La decisión la tomará un juez después de oír a las tres partes interesadas (el menor y ambas familias). Ha sido vista con recelo por el Consejo General del Poder Judicial (CGPJ)
Permiso paternal. Cuando un pequeño haya sido declarado en situación de desamparo podrá ser adoptado a los dos años sin que haga falta el permiso de los padres biológicos si en ese periodo estos no han tomado medidas para revertir la situación.
Convivencia previa. Cuando un pequeño sea considerado candidato a ser adoptado, podrá empezar a convivir con la familia que la entidad pública que le custodia considere idónea antes de que el proceso legal se realice. De esta manera se acorta el tiempo que los niños deben pasar en centros esperando a ser recibidos por una familia, y comenzará antes el proceso de adaptación entre el adoptante y sus padres legales.
Derecho a saber. Los pequeños adoptados tendrán derecho a conocer sus orígenes. Para ellos, las Administraciones públicas deberán mantener registros durante al menos 50 años.
Guardia voluntaria. Las familias con problemas económicos o de otro tipo, pueden entregar a sus hijos para que sean tutelados por la Administración en un proceso denominado como de guardia voluntaria. Con la nueva ley este periodo solo podrá durar dos años, a partir del cual las Administraciones puden decidir entregar el niño en acogimiento o adopción a una familia. Con ello se quiere evitar que el proceso se perpetúe y el menor nunca salga del centro.
Desamparo. Los padres solo podrán revertir la situación de desamparo declarada de un menor (por malos tratos, inducción a la mendicidad, por ejemplo) durante los dos primeros años. Luego será el Ministerio Fiscal el único que podrá impugnar la declaración.
Permisos. Los futuros padres y madres de adopción o acogida tendrán derecho a permisos laborales para asistir a las sesiones formativas que necesiten.
Violencia. Los hijos de mujeres víctimas de violencia de género serán considerados, asimismo, víctimas de estos malos tratos. Los jueces deberán decidir las medidas que sobre ellos se tomen, y se prevé que estos niños puedan permanecer con sus madres.
Fonte: EL PAÍS

    quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

    Legalizar a prostituição ?

    Por Pe. John Flynn, L. C.
    ROMA, segunda-feira, 2 de abril de 2011 (ZENIT.org) - A prostituição legalizada tem sido um assunto frequente nos últimos anos. Os defensores da ideia dizem que é melhor regulamentá-la para evitar os abusos e torná-la mais segura, focando na minimização de riscos.

    Por outro lado, estudos recentes na região de Camberra, capital da Austrália, indicam que a legalização está longe de ser a solução perfeita. A prostituição foi legalizada no Território da Capital Australiana (TCA) em 1992, mas, em 2008, a morte por overdose de uma prostituta de 17 anos, Janine Cameron, suscitou grande polêmica.
    A assembleia legislativa do território promoveu um estudo que resultou em 50 documentos escritos e uma série de audiências públicas agora em curso.
    "Não dá para ter relações sexuais com 10 ou 15 homens diferentes por dia sem se afetar, sem abalar a própria valorização, a valorização do sexo e o próprio jeito de construir uma intimidade com outro ser humano", afirmou Julie, pseudônimo de uma das entrevistadas.
    Julie começou a trabalhar em um bordel aos 17 anos (ABC News, 8 de abril). Saiu depois de 18 meses, mas conta que não foi fácil mudar de vida e se livrar de uma indústria em que existe muito crime e corrupção. "Foi muito difícil conseguir ter uma relação íntima normal depois".
    Violação da dignidade humana
    Em documento apresentado após o estudo, a arquidiocese católica de Camberra explica que a Igreja considera a prostituição como uma violação da dignidade humana. As prostitutas prejudicam a sua dignidade porque se reduzem a instrumentos do prazer sexual, enquanto quem paga pelos seus serviços comete uma grave ofensa.
    O documento aponta uma série de argumentos sobre o dano causado pela prostituição.
    - As prostitutas são alvos fáceis de crimes violentos e correm risco permanente de agressão.
    - Muitas mulheres estão na prostituição para sustentar seu vício em drogas ou levantar dinheiro para outras necessidades desesperadas.
    - Práticas sexuais sadomasoquistas, que incluem a violência contras as mulheres, são especialmente degradantes para elas.
    - A prostituição aumenta notavelmente os riscos graves para a saúde das mulheres, particularmente os de DSTs como aids, herpes e hepatite C.
    - A prostituição é ligada à escravidão e ao tráfico sexual de mulheres.
    - Quando se legaliza ou se descriminaliza a prostituição, cria-se uma cultura da prostituição, que tem efeitos prejudiciais não só na vida das mulheres que se prostituem, mas na de todas as mulheres que vivem nessa cultura.
    - A prostituição prejudica as relações heterossexuais e as famílias. A esposa ou namorada de um homem que utiliza serviços sexuais é notavelmente afetada. Se o homem guarda em segredo o uso desses serviços, quebra os fundamentos da confiança e da honestidade na sua relação. Se os usa abertamente, pode levar à ruptura da sua relação.
    - A indústria da prostituição prejudica o ideal das relações igualitárias entre homens e mulheres e tem impacto negativo na família e na sociedade em geral.
    - A prostituição não pode ser separada da questão da dignidade das mulheres. A legalização da prostituição significa que o governo e a sociedade em geral estão dispostos a aceitar a desumanização e a coisificação das mulheres.
    O caso da Suécia
    Uma das recomendações do documento da Igreja católica apresentado à comissão é a adoção do modelo sueco. Em 1998, a Suécia aprovou uma legislação que penaliza a compra, mas não a venda de serviços sexuais. As mulheres e crianças vítimas da prostituição não correm o risco de sanções legais, mas a compra desses serviços é um delito penal.
    Esta proposta recebeu o respaldo de um informe oficial, publicado em 2 de julho de 2010, avaliando a legislação sueca desde o seu início em 1999 até 2008.
    O relatório revelou que as mudanças atingiram o efeito desejado e mostrou que a penalização da compra de sexo foi um instrumento importante tanto na luta contra a prostituição quanto contra o tráfico de pessoas para fins sexuais.
    Segundo o documento, a prostituição de rua na Suécia caiu pela metade após a adoção da nova lei. Antes dessa legislação, a prostituição de rua era mais ou menos igual nas capitais da Noruega, Dinamarca e Suécia. Depois de 1999, porém, a prostituição de rua na Noruega e na Dinamarca aumentou de forma dramática. Em 2008, o número de pessoas que se prostituíam nas ruas norueguesas e dinamarquesas era o triplo do caso sueco.
    "Considerando as grandes semelhanças que existem entre esses três países, econômica e socialmente, é razoável assumir que a redução da prostituição de rua na Suécia é resultado direto da penalização", conclui o informe.
    É importante observar que a prostituição não mudou de local em decorrência das mudanças na Suécia: ela de fato diminuiu. O relatório aponta que a prostituição resultante de contatos na internet é mais frequente nos países vizinhos. A proibição da prostituição de rua na Suécia, portanto, não a transferiu para a internet.
    Por outro lado, o relatório assinala que não há sinais de que a prostituição em salas de massagem, clubes de sexo e em restaurantes e discotecas tenha aumentado nos últimos anos. Não há provas que sugiram que as prostitutas exploradas antes nas ruas agora estejam envolvidas em prostituição em locais fechados.
    O relatório diz também que, segundo a Polícia Criminal do país, a proibição contra a compra de serviços sexuais atua como um desmotivador para os traficantes de pessoas e os aliciadores que se estabelecem na Suécia. 
    A informação da experiência sueca reforça também o que muitos tinham dito tanto neste tema como em outros debates sobre a legalização de práticas polêmicas. Deixa claro que proibir a compra de serviços sexuais teve um efeito normativo e que, após a legalização, houve uma mudança relevante na atitude do público com a compra de serviços sexuais. Significou um elemento eficaz de dissuasão para quem compra sexo.
    Opressão
    Outro documento submetido à investigação de Canberra vinha do ‘Collective Shout’, que se descreve como “um movimento com campanhas nas ruas preocupado com a coisificação das mulheres e a sexualização das jovens na mídia, publicidade e cultura popular”.
    Eles observam que, em nome da minimização dos danos, foram legalizados na década de 90 alguns setores da indústria sexual na Austrália e em países como Holanda e Alemanha.
    Não se alcançou, no entanto, o efeito desejado, e o documento apresentado à Comissão afirma que há evidências claras, tanto de estudos acadêmicos como dos governos, de que a postura de minimização dos danos é em si mesma errônea, ao tentar regular a indústria sexual.
    Um exemplo claro disso está na relação com o uso de menores na indústria da prostituição. Victoria foi o primeiro Estado australiano a legalizar a prostituição. 
    Um estudo, que examina a informação de 471 organizações governamentais e não governamentais que trabalha com crianças na Austrália mostra que mais de 3.100 crianças australianas entre 12 e 18 anos tinham tido relações sexuais em troca de dinheiro para sobreviver. Victoria tinha a cifra mais alta da nação, com 1.200.
    Outro ponto apresentado foi que muitas mulheres prostituídas tinham sofrido abusos sexuais na infância, abusos físicos, violência doméstica e uso de drogas.
    “O modelo de minimização dos danos – ou legalização da prostituição – permite, em essência, a exploração das pessoas mais vulneráveis da sociedade”, afirma ‘Collective Shout’. "É o momento de reconhecer que a ‘profissão mais antiga do mundo’ é atualmente a ‘opressão mais antiga do mundo’”.

    terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

    A neurociência provou que a pornografia está literalmente a tornar o cérebro do homem mais infantil

     
    Junto com outros negócios orientados para o sexo, a pornografia é com freqüência classificada como entretenimento “adulto” – algo para públicos “maduros”. Se isso significasse que esses tipos de entretenimento não são “apropriados para crianças”, então poucos levantariam alguma objeção.
    Dito isto, seria estúpido usar isso como um argumento de que a pornografia é própria para adultos. Heroína e metanfetaminas também não são “apropriadas para crianças”, mas isso não significa, ipso facto, que elas sejam saudáveis para pessoas com mais de 18 anos.
    Os defensores da pornografia gostam muito de dizer (“gostar muito” é uma suavização – eles repetem isso como um mantra) que a pornografia é um entretenimento sofisticado e maduro próprio para adultos responsáveis. Eles tentarão fazer com que você acredite que a pornografia é aquilo que verdadeiros cavalheiros apreciam – como queijo azul, um bom uísque e Dostoievski. Como o infame Ron Jeremy está sempre pronto para dizer: “A pornografia é sexo consensual entre adultos que estão em consenso, para ser assistida consensualmente por adultos.”
    O que nos leva à pergunta: O que exatamente constitui um comportamento “adulto” ou “maduro”? Seria apenas um comentário a respeito da idade do participante? Ou seria algo mais? Estipular definições adequadas é complicado porque hoje esses termos são freqüentemente usados como sinônimos de mídia erótica – que é o tópico que estamos tentando dissecar.
    Usamos o termo “maduro” quando falamos sobre atingir um estágio final ou desejado. Falamos “vinho maduro” como o vinho que atingiu seu pico de fermentação e está pronto para ser consumido. Também usamos a palavra “maduro” para falar de alguém que “cresceu” em seus comportamentos ou atitudes – essa pessoa não mostra a impetuosidade ou a ingenuidade da juventude. É exatamente isto o que os patronos de clubes de strip-tease estão fazendo ao chamarem esses estabelecimentos de “clubes de cavalheiros”: estão insinuando que as atividades que ocorrem lá são parte de comportamentos varonis e refinados.
    A dopamina e o cérebro
    Pergunte qualquer neurocientista como é um cérebro humano “maduro” e ele ou ela provavelmente falará sobre uma região do cérebro conhecida como córtex pré-frontal. Ela está localizada bem atrás da testa e serve de centro administrativo do cérebro. Ela é responsável por nossa força de vontade, pela regulação do nosso comportamento, e pela tomada de decisões com base na sabedoria e em princípios. Quando as emoções, impulsos e desejos surgem do mesencéfalo, os lóbulos do córtex pré-frontal estão lá para exercerem “controle executivo” sobre eles. Por volta dos 25 anos, essa região do cérebro atinge a maturidade, o que quer dizer que o nosso raciocínio torna-se mais sofisticado e que podemos regular nossas emoções mais facilmente.
    Por que colocar a neurociência na equação? Porque estão sendo feitas pesquisas fascinantes sobre o impacto da pornografia nessa região do cérebro.
    O cérebro foi projetado para responder ao estímulo sexual de determinado modo. Ondas de dopamina são liberadas durante uma relação sexual –  e, sim, também quando se tem contato com pornografia -, dando à pessoa um aguçado senso de foco e uma consciência do desejo sexual. A dopamina ajuda a registrar memórias no cérebro, de modo que da próxima vez que o homem ou a mulher sentem desejo sexual novamente o cérebro lembra-se aonde deve retornar para experimentar o mesmo prazer: seja a outra pessoa uma esposa amável ou um laptop no gabinete de trabalho.
    Porém, cientistas estão percebendo agora que a exposição contínua à pornografia causa no cérebro uma euforia artificial – algo que ele literalmente não pode suportar – e eventualmente o cérebro se exaure. O professor de anatomia e fisiologia Gary Wilson observa que esse é o mesmo padrão identificado quando há abuso de drogas: o cérebro fica dessensibilizado. Mais doses da droga ou drogas mais pesadas são necessárias para atingir a mesma euforia, e a espiral descendente começa. Wilson afirma que isso provoca mudanças significativas no cérebro – tanto para os viciados em droga quanto para os usuários de pornografia.
    Uma dessas mudanças é a erosão do córtex pré-frontal –  aquele importantíssimo centro de controle executivo. Quando essa região do cérebro enfraquece, quando o desejo por pornografia aparece, há pouca força de vontade presente para regular o desejo. Os neurocientistas chamam esse problema de hipofrontalidade, quando a pessoa perde lentamente o controle sobre os impulsos e o domínio sobre suas paixões.
    O ponto é o seguinte: Aquilo que, no cérebro, é a marca da idade adulta e da maturidade é a coisa que é destruída quando vemos mais pornografia. É como se o cérebro estivesse retrocedendo, tornando-se mais infantil. O entretenimento “adulto”, na verdade, nos torna mais infantis.
    A brilhante mentira de Hugh Hefner
    A tentativa de transformar o desvio sexual em algo cavalheiresco me parece nada mais do que a tentativa de enfraquecer os homens para justificar um comportamento indecente. Desde que o primeiro número daPlayboy chegou às bancas de jornal em 1953, a estratégia de Hugh Hefner teve duas dimensões: para os distribuidores, ele vendeu a revista como pornografia leve, mas para o público alvo ele a vendeu como uma “revista sobre estilo de vida” masculino para homens em ascensão. O sociólogo Gail Dines explica como a Playboy fez seu próprio marketing, dando início então à mudança da imagem pública da pornografia:
    “Quando os editores se dirigiam ao leitor, as imagens eram apenas uma das muitas atrações, e não a atração. O leitor era convidado não a se masturbar diante da fotografia central, mas antes a entrar no mundo da elite cultural, a discutir filosofia e consumir comidas associadas à classe média alta. As marcas de uma vida de classe abastada, que aparecem causalmente como reflexões (coquetéis, hors d’oeurvre e Picasso), foram colocados deliberadamente para mascarar a revista com uma aura de respeitabilidade de classe média alta.”
    Assim como certamente a Playboy teria morrido sem as mulheres nuas enchendo suas páginas, a revista também teria morrido sem seus artigos e propagandas, que deram permissão ao homem norte-americano auto-definido como classe média a viciar-se em pornografia.
    Por que as lojas para adultos têm entradas pelos fundos? Seria porque sua clientela é composta por revolucionários incompreendidos que estão tramando o fim de sociedade sexualmente reprimida? Ou será que é algo muito mais simples que isso? Não seria porque eles sabem que tal comportamento é errado?
    Quando alguém considera as opções, qual atividade soa mais “madura” e adulta: ter uma vida conjugal por toda a vida com uma mulher de carne e osso a quem você está ansioso para servir e estimar, apesar de todos os seus erros e defeitos (e apesar dos seus próprios), ou fugir à noite para navegar na internet, trocando de mulher a cada momento, de um vídeo de 30 segundos a outro, ininterruptamente, buscando o prazer enquanto você se vincula a pixels numa tela?
    Matt Fradd
     

    Sobre a legalização das drogas leves

     
     
    A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, defendeu recentemente, numa entrevista à TSF, a legalização da venda de drogas leves em Portugal e a sua venda nas farmácias. De acordo com a sua argumentação, os ganhos para os cidadãos seriam alcançados graças à diminuição de outros crimes.
    Infelizmente,  a sra. ministra parece desconhecer que  as designadas “drogas leves” não são, na realidade, assim tão leves, já que podem provocar danos gravíssimos a quem as consome. Tomemos como exemplo o cannabis. Esta droga muito popularizada e consumida na nossa sociedade, inclusivamente por jovens, pode contribuir para o aparecimento de várias doenças psiquiátricas.
    O consumo de cannabis (excluindo, obviamente, a utilização restrita dos seus derivados para alguns fins terapêuticos) aumenta o risco do aparecimento de psicoses, que impedem uma pessoa de pensar adequadamente e interferem negativamente, entre outros fatores, com o rendimento cognitivo (a memória, concentração, etc.), prejudicando gravemente o funcionamento profissional e escolar.
    Já há muitos anos que existem inúmeros estudos científicos que associam o consumo de cannabis à esquizofrenia. Por exemplo, em 2011, o psiquiatra holandês Jim Van Os publicou um estudo longitudinal com a duração de dez anos, tendo comprovado que o consumo regular desta droga aumenta o risco de desenvolvimento de sintomas psicóticos. Além disso, o consumo de cannabis tem sido associado a um aumento do risco de: comportamentos antissociais, ideação suicida, dificuldades no relacionamento interpessoal, consumo de outras drogas ilícitas, designadamente drogas injetáveis, etc..
    Por inúmeras razões, intoxicou-se a sociedade com a ideia falsa de que as “drogas leves” não causam danos à saúde. Existe ainda uma ideologia que defende a liberalização das drogas, vendo o consumo das mesmas como um exercício de liberdade individual; o direito de qualquer um de nós fazer o que quer relativamente à sua saúde e à sua própria vida, designadamente, destruindo-a. Acontece que ninguém sofre sozinho nesteprocesso de autodestruição, já que há pais, filhos, irmãos, amigos, etc., que também sofrem com a escolha deste caminho. Um homem não pode usar a sua liberdade para abdicar dela e se converter num escravo de uma droga que o vai destruindo. Seria, portanto, um sinal errado se o Estado promovesse a legalização e a venda nas farmácias de drogas que “matam devagarinho”.
    Devemos desconfiar sempre de um Estado que, com o falso argumento da liberdade individual, deixe de ser regulador, criando na lei alguns limites, devidamente justificados, aos comportamentos individuais; devemos desconfiar de um Estado que, sob o disfarce de um paternalismo permissivo, rejeita a ciência, nega irresponsavelmente a realidade de um mal e evoca critérios errados para justificar políticas que facilitam a autodestruição do ser humano.
    Na verdade, se a sra. ministra deseja realmente introduzir medidas que tragam benefícios para os cidadãos, então deve promover campanhas de esclarecimento, informando com rigor científico que as “drogas leves” afinal são “pesadas”. Esta medida seria muito bem vista pelos pais, professores e por muitos daqueles profissionais de saúde que lutam diariamente há décadas neste país para retirar milhares de pessoas da escravidão das drogas.
    A droga não se vence passando o tráfico das ruas para a venda legal nas farmácias. Esta medida seria um sinal de fraqueza e um gesto de falsa compaixão. A verdadeira compaixão assenta em salvar pessoas, ajudando-as a recuperar o impulso natural do homem, que o leva a agarrar-se à vida, sem drogas.
    Pedro Afonso
    Médico Psiquiatra
    in jornal Público
    17.02.2015

    A gravidez na Bíblia

     
    Todas as culturas, grandes e modestas, celebraram sempre com respeito e amor a gestação. Leiam-se, por exemplo, as extraordinárias estrofes do Salmo 139 que cantam a misteriosa ação de Deus: «Tu modelaste as entranhas do meu ser/ e formaste-me no seio de minha mãe./ Dou-te graças por tão espantosas maravilhas; admiráveis são as tuas obras./ Quando os meus ossos estavam a ser formados,/ e eu, em segredo, me desenvolvia,/ tecido nas profundezas da terra,/ nada disso te era oculto./ Os teus olhos viram-me em embrião./ Tudo isso estava escrito no teu livro./ Todos os meus dias estavam modelados,/ ainda antes que um só deles existisse» (13-16). As imagens são as do tecelão e do oleiro.
    Job, noutra estrofe de grande sugestão, imagina que Deus é, além de tecelão e oleiro, no ventre da mãe como um pastor que modela uma forma de queijo: «Foram as tuas mãos que me formaram e modelaram […]. Não me espremeste como o leite, coagulando-me como quem faz queijo? De pele e de carne me revestiste, de ossos e de nervos me consolidaste» (10, 8-11).
    De acordo com a curiosa ciência médica do tempo, pensava-se que o embrião fosse a simples coagulação do sémen masculino, favorecida pela menstruação da mulher – o óvulo feminino só foi identificado em 1827 por Karl Ernst von Baer. Com efeito, o livro bíblico da Sabedoria coloca na boca de Salomão estas palavras: «No ventre de uma mãe fui feito carne. Durante dez meses [lunares] fui ganhando corpo no sangue, a partir do sémen do homem e do prazer conjugal» (7, 1-2).
    Em Maria, a gravidez adquire um carácter absolutamente único, que se exprime pelas palavras do anjo Gabriel: «Hás de conceber no teu sei o e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Será grande e vai chamar-se Filho do Altíssimo» (Lucas 1, 32).
     
    Card. Gianfranco Ravasi 
    Biblista, presidente do Pontifício Conselho da Cultura 
    In "Famiglia Cristiana" 
    Trad. / edição: Rui Jorge Martins 
    Publicado em 15.02.2015

    domingo, 15 de fevereiro de 2015

    Nova petição para alterar regulamentação do aborto

     
     
    Vai ser apresentada, na próxima semana, na Assembleia da República, uma iniciativa legislativa que pede a revisão da lei da despenalização da interrupção voluntária da gravidez, revelou Isilda Pegado, coordenadora da Federação Portuguesa pela Vida, ao Observador.
    Entre 2007 e 2013, realizaram-se 122.470 interrupções voluntárias de gravidez em Portugal. E, desde 2011, que se mantém a tendência de redução, o que é interpretado como um sinal positivo pela Associação para o Planeamento da Família (APF). Mas várias pessoas e organizações pró-vida discordam desta perspetiva. Nesta quarta-feira, comemora-se o oitavo aniversário do referendo e da vitória do “sim”.
    Na iniciativa legislativa que vai ser apresentada na próxima semana, “não estará a penalização do aborto” em causa, mas a inclusão de outras cláusulas “protetoras da vida humana”, conta Isilda Pegado, em declarações ao Observador. A chamada Lei de Apoio à Maternidade e Paternidade – Do Direito a Nascer (que é possível consultar aqui) quer que o pai seja chamado ao processo decisório de interrupção da gravidez, que o Estado passe a disponibilizar “meios de ajuda efetiva” para mulheres em dificuldades sociais e que as mulheres que abortem deixem de poder gozar licenças de parentalidade pagas a 100% pela Segurança Social.
    “Estamos a viver uma crise de natalidade. Em oito anos, vimos mais de 150 mil vidas serem eliminadas. Fazem muita falta ao país”, defende Isilda Pegado. “Temos conhecimento de que há milhares de mulheres que ficam destruídas [após o aborto]”, acrescenta. Para a coordenadora da Federação Portuguesa pela Vida, uma lei “fraturante”, como é o caso da descriminalização do aborto, “é lamentável que ainda não tenha sido reavaliada” desde que foi instaurada.
    Cerca de 23,63% das mulheres que interromperam a gravidez, em 2013, em Portugal, fizeram-no por opção própria e estavam desempregadas, sendo que este número não inclui as estudantes, que representam mais 17% dos casos. Dar apoio a todas estas pessoas não seria um gasto muito maior para o Estado do que as licenças de paternidade? “A riqueza de uma nação é o seu capital humano. As pessoas são o motor de desenvolvimento de qualquer país”, responde.
    E é por isso que Isilda também discorda da interpretação do número de interrupções de gravidez feita pela Associação para o Planeamento da Família.“A taxa de aborto deve ser vista em função do número de gravidezes em Portugal”, defende, argumentando que o número de nascimentos também devia fazer parte desta conta.
    A opinião de José Ribeiro e Castro, ex-líder do CDS e uma das vozes mais conhecidas pró-vida, vai no mesmo sentido daquela que é defendida pela coordenadora da Federação Portuguesa pela Vida. “É preciso confrontar o número de abortos com o número de nascimentos”, afirma, justificando que “não se pode dizer que o número de abortos tem baixado”, quando os números de nascimentos também.
    E defende que existem “dois aspetos na lei que devem ser corrigidos”: a não existência de regulamentação adequada sobre a primeira consulta e o tempo de reflexão que as grávidas têm de cumprir antes de abortarem; a inexistência de estatísticas do que se passa na primeira consulta, para avaliar o sucesso desse procedimento. Outro ponto que José Ribeiro e Castro lembra é a exclusão de profissionais de saúde que são objetores de consciência da consulta de aconselhamento. “Não tem a menor justificação. Não devia haver nenhuma discriminação de saúde”, afirma.
    Fonte: Observador

    Preservativo não protege contra gravidezes indesejadas nem contra DST's

     
     
    Na semana passada, o presidente da APF- Associação para o Planeamento Familiar, Duarte Vilar, a propósito do aniversário do referendo do Aborto de 2007, disse o seguinte:
     
    «"este número nunca vai ser zero, pois temos de contar os acidentes, com os “erros humanos”, lembra. Um preservativo que rebenta durante o ato ou “comportamentos de risco” são situações que vão continuar a existir»
     
    Afinal, o preservativo também é falível !
     
    A este propósito, veja-se um artigo recentemente divulgado no ACI
     
    Mente para a população quem diz que o preservativo evita a transmissão sexual do vírus da AIDS”, afirma o especialista americano na transmissão da AIDS, Dr. Richard Smith.
    No estudo “The Condom: Is it really safe sex?”, ele afirma que a relação sexual com camisinha é como uma “roleta russa”.
    Ele apresenta seis grandes falhas do preservativo, entre as quais a deterioração do látex devido às condições de transporte e  embalagem. “O tamanho do vírus HIV é 450 vezes menor que o espermatozóide. Estes pequenos vírus podem passar entre os poros do látex tão facilmente em um bom preservativo como em um defeituoso”, alerta.   
    “Todos os preservativos têm poros 50 a 500 vezes maiores que o vírus da AIDS”, afirma a Rubler Chemistry Technology, Washington, D.C., junho de 1992. Um outro artigo do Dr. Robert C. Noble, condensado de “Newsweek” de Nova Iorque, também mostra como é ilusória a crença no “sexo seguro”  com a camisinha. A pesquisadora Dra. Susan C. Weller, no artigo “A Meta-Analysis of Condom Effectiveness in Reducing Sexually Transmitted HIV”, publicado na revista Social Science and Medicine, (1993, vol. 36, issue 12, pp. 1635-1644), afirma: “Presta desserviço à população quem estimula a crença de que o condom (camisinha) evitará a transmissão sexual do HIV. O condom não elimina o risco da transmissão sexual”.
    As pesquisas também indicam que o condom é 87% eficiente na prevenção da gravidez. Quanto aos estudos da transmissão da AIDS, indicam que o condom diminui o risco de infecção pelo HIV aproximadamente em 69%, o que é bem menos do que o que normalmente se supõe”. Isto significa que, em média, três relações sexuais com camisinha têm o risco equivalente a uma relação sem a camisinha. A estatística revela um alto risco, já que a AIDS não tem cura.
    Se a ‘camisinha’ falha para prevenir a AIDS em 10% e se expõem ao perigo 100.000 adolescentes temos 10.000 infectados. Se a propaganda para o uso do preservativo aumenta o índice de atividade sexual em 15%, se exporão ao perigo 115.000 adolescentes: 11.500 infectados.
    Nesse tempo de Carnaval, quando milhões de pessoas são levadas a fazer em quatro dias coisas das quais vão se arrepender nos dias seguintes, é importante tomar conhecimento dessas comprovações científicas que mostram que a camisinha não previne 100% o contágio da AIDS.
    No final dessa matéria, uma pergunta é necessária: Se uma pessoa descobrisse que seu possível parceiro sexual tem AIDS, qual seria a sua decisão? Faria sexo com camisinha?

    Fonte: ACI Digital

    Estudo demonstra que educação em ambiente homossexual é prejudicial às crianças

    Fresh research has just tossed a grenade into the incendiary issue of same-sex parenting. Writing in the British Journal of Education, Society & Behavioural Science, a peer-reviewed journal, American sociologist Paul Sullins concludes that children’s “Emotional problems [are] over twice as prevalent for children with same-sex parents than for children with opposite-sex parents”.
    He says confidently: “it is no longer accurate to claim that no study has found children in same-sex families to be disadvantaged relative to those in opposite-sex families.”
    This defiant rebuttal of the “no difference” hypothesis is sure to stir up a hornet’s next as the Supreme Court prepares to trawl through arguments for and against same-sex marriage. It will be impossible for critics to ignore it, as it is based on more data than any previous study -- 512 children with same-sex parents drawn from the US National Health Interview Survey. The emotional problems included misbehaviour, worrying, depression, poor relationships with peers and inability to concentrate.
    After crunching the numbers, Sullins found opposite-sex parents provided a better environment. “Biological parentage uniquely and powerfully distinguishes child outcomes between children with opposite-sex parents and those with same-sex parents,” he writes.
    As he points out, this has immense implications for public policy. The Elton John/David Furnish model of lavishing love and licorice on the offspring of surrogate mothers won’t do. Throwing down the gauntlet before supporters of same-sex marriage, Sullins contends that “the primary benefit of marriage for children, therefore, may not be that it tends to present them with improved parents (more stable, financially affluent, etc, although it does this), but that it presents them with their own parents.”
    The Ultima Thule of same-sex marriage, legal and social recognition of gay and lesbian partnerships, will not reduce the risk of emotional problems. “The two family forms will continue to have fundamentally different, even contrasting effects on the biological component of child well-being, to the relative detriment of children in same-sex families.”
    Past research 
    Until recently nearly all studies of same-sex parenting were very small. In a survey of 49 studies in 2010, one researcher found that their mean sample size was only 39 children. Only four of these were random samples; the others had been selected by contacting gay and lesbian groups. An ambitious 2012 study by Mark Regnerus, of the University of Texas at Austin, identified only 39 young adults who had lived with a same-sex couple for more than three years out of 2,988 cases.
    For researchers, it’s a conundrum. The number of children being raised by same-sex couples is so small – 0.005 percent of American households with children -- that capturing them in a random sample is like finding a needle in a haystack. So the figure of 512 children, while still relatively small, makes Sullins’s study a major contribution.
    Sullins examines whether other factors could explain the difference in emotional welfare. According to his analysis, none of them does.
    One factor could be instability. Children do not flourish in unstable environments. Gay and lesbian parents tend to rent rather than to own their own houses, which involves the trauma of pulling up stakes and resettling. This may also indicate parents are less settled in their relationship.  Parental psychological distress is also associated with children’s increased risk of emotional problems. Neither of these explained the differences.
    The most widely-accepted explanation of poor emotional and behavioural results amongst children in same-sex households is homophobia. Supporters of same-sex parenting attribute poor emotional well-being to stigmatization. These kids are damaged, it is said, because they have been singled out, teased and bullied. If their peers were less homophobic, things would be different.
    But Sullins dismisses this. “Contrary to the assumption underlying this hypothesis, children with opposite-sex parents are picked on and bullied more than those with same-sex parents.”
    This sounds surprising, but in another paper, published last year in the British Journal of Medicine and Medical Research and based on the same data, Sullins found that children of same-sex parents are more at risk of ADHD. And if they had ADHD, they were over seven times more likely to suffer stigmatization because of their impaired interpersonal coping skills. In other words, if kids from homes with same-sex parents are bullied more, it’s because they lack interpersonal skills, not because their parents are gay or lesbian.
    Bullying is toxic, but it’s important to find out whether kids are being bullied because they’re different or because their parents are different.
    What comes next? 
    What is the implication of Sullin’s study?
    It is not that all children in same-sex homes will be emotionally damaged. Sullins is quite emphatic about this. “Most children in most families achieve a level of psychosocial function that is not characterized by serious emotional problems.” However, even if most kids are all right, more of them are all right in intact marriages with their biological parents.
    Sullins’s concluding suggestions for further research are eye-openers. In the media and in the courts, fine-grained studies have been few and far between. What about studies of girls who have no fathers and boys who have no mothers? Does same-sex parenting affect younger children differently than teenagers? Do adopted children fare are well as children from IVF or surrogate mothers?
    These are obvious questions; who will be brave enough to ask them?
    Paul Sullins must be a gutsy guy. When Mark Regnerus attacked the “no difference” hypothesis, his career was almost destroyed by trolls who trashed his data, his competence and his integrity. As a professor at Catholic University of America, and a married Catholic priest with three children (he used to be an Episcopalian), Sullins has to be ready to go all 15 rounds. 
    Michael Cook is editor of MercatorNet. 
    - See more at: http://www.mercatornet.com/articles/view/the_no_difference_theory_is_dead#sthash.EjCIcaOg.dpuf

    http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=2500537