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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Governo Espanhol lança medidas para acelerar adoção de crianças e reduzir tempo de institucionalização

El Gobierno quiere reducir al mínimo la cifra de 13.400 pequeños que están en residencias o centros de acogida. Representan el 38% de los que están tutelados por el Estado. La Ley de la Infancia que aprobó ayer el Consejo de Ministros establece una serie de medidas para agilizar y facilitar los trámites de custodia y adopción, y otras medidas para proteger a los más pequeños. La idea es favorecer que los pequeños estén con familias en vez de en instituciones.
Adopción abierta. Esta medida consiste en que los pequeños adoptados podrán, en algunos casos, mantener contacto con miembros de su familia biológica. La decisión la tomará un juez después de oír a las tres partes interesadas (el menor y ambas familias). Ha sido vista con recelo por el Consejo General del Poder Judicial (CGPJ)
Permiso paternal. Cuando un pequeño haya sido declarado en situación de desamparo podrá ser adoptado a los dos años sin que haga falta el permiso de los padres biológicos si en ese periodo estos no han tomado medidas para revertir la situación.
Convivencia previa. Cuando un pequeño sea considerado candidato a ser adoptado, podrá empezar a convivir con la familia que la entidad pública que le custodia considere idónea antes de que el proceso legal se realice. De esta manera se acorta el tiempo que los niños deben pasar en centros esperando a ser recibidos por una familia, y comenzará antes el proceso de adaptación entre el adoptante y sus padres legales.
Derecho a saber. Los pequeños adoptados tendrán derecho a conocer sus orígenes. Para ellos, las Administraciones públicas deberán mantener registros durante al menos 50 años.
Guardia voluntaria. Las familias con problemas económicos o de otro tipo, pueden entregar a sus hijos para que sean tutelados por la Administración en un proceso denominado como de guardia voluntaria. Con la nueva ley este periodo solo podrá durar dos años, a partir del cual las Administraciones puden decidir entregar el niño en acogimiento o adopción a una familia. Con ello se quiere evitar que el proceso se perpetúe y el menor nunca salga del centro.
Desamparo. Los padres solo podrán revertir la situación de desamparo declarada de un menor (por malos tratos, inducción a la mendicidad, por ejemplo) durante los dos primeros años. Luego será el Ministerio Fiscal el único que podrá impugnar la declaración.
Permisos. Los futuros padres y madres de adopción o acogida tendrán derecho a permisos laborales para asistir a las sesiones formativas que necesiten.
Violencia. Los hijos de mujeres víctimas de violencia de género serán considerados, asimismo, víctimas de estos malos tratos. Los jueces deberán decidir las medidas que sobre ellos se tomen, y se prevé que estos niños puedan permanecer con sus madres.
Fonte: EL PAÍS

    segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

    Mais 28 mil novos processos de crianças e jovens em risco



    Mais de 28 mil novos processos de crianças e jovens em risco foram registados este ano. O número, que ainda não está fechado, corresponde a casos acompanhados pelas 308 comissões espalhadas pelo país. Muitos casos estão relacionados ao direito da educação, violência doméstica, mas também há sinalizações porque a família não tem rendimentos.

    À Renascença, o presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco lembra que as causas da sinalização não são novas: a crise económica associada, às vezes, à negligência, à violência doméstica, sobretudo a violência vicariante que envolve os pais e a que os filhos assistem. Mas também há o direito à educação, ou seja, o direito de concluir a escolaridade obrigatória até ao 12º ano.

    Armando Leandro fala numa mudança cultural. “Há um aumento de sinalizações, que na nossa perspectiva não corresponderá provavelmente a um aumento de casos de perigo, mas a uma maior sensibilização para o dever de sinalizar. Não como um acto de denúncia, mas como um acto de amor às crianças”.

    Existem ainda uma nova problemática ligada aos divórcios e às responsabilidades parentais – o conflito dos pais coloca em risco os filhos e obriga à intervenção dos técnicos.

    Mas este responsável deixa um alerta: faltam meios às comissões. Os 175 técnicos anunciados no início do ano nunca chegaram e os que lá estão precisam de tempo para o exercício das suas funções.

    Até meados deste mês de Dezembro, as comissões registaram 28. 387 novos processos a que se juntam os mais de 37 mil que transitaram do ano passado.

    Segundo Armando Leandro, há casos de famílias referenciados durante vários anos, o que não devia ser assim, e outros que não deviam estar nas comissões de protecção mas sim nas entidades da primeira linha, da rede social, a acompanhar as famílias.

    Armando Leandro está à frente da Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco há nove anos, mas assume estar pronto para ceder o lugar, em prol da reforma que está a ser discutida, a qual assenta na defesa da qualidade da infância.

    FONTE: RR

    quinta-feira, 20 de novembro de 2014

    Portugal tem mais de oito mil crianças institucionalizadas

    Portugal está entre os países da Europa Ocidental com maior número de menores à guarda de instituições, ou seja, com menor taxa de crianças em acolhimento familiar.

    Este quadro é destacado no dia em que passam 25 anos da Convenção dos Direitos das Crianças. Mais de oito mil estão integradas em instituições, numa altura em que o país aguarda a nova lei da adopção, que o governo promete simplificar.

    São mais de 8.400 as crianças institucionalizadas em Portugal, de acordo com os dados  do Relatório CASA da Segurança Social, relativos a 2013.

    Portugal está, assim, entre os países do ocidente europeu com mais baixa percentagem de menores acolhidos em famílias: são apenas 4%. Em Espanha, a percentagem sobe para 30, em França para 66 e no Reinou Unido o valor é ainda mais alto: 77%.

    É neste quadro que o Governo se propõe simplificar as leis da adopção. Sem mais pormenores, em Outubro, o ministro Mota Soares prometeu uma nova legislação para reduzir a um ano o tempo dos processos de adopção. Para o efeito, está prevista uma compilação legislativa numa só lei.

    Aguarda-se a conclusão do trabalho desenvolvido pelas duas comissões criadas, há seis meses, para rever o regime jurídico da adopção e melhorar o sistema de protecção de crianças e jovens em risco.

    Fonte. RR

    segunda-feira, 21 de abril de 2014

    domingo, 20 de abril de 2014

    Parentalidade gay e crianças

     
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    domingo, 9 de março de 2014

    Adoção como alternativa ao aborto

    Como alternativa ao aborto em casos de gravidez não desejada, o Bispo de Bilbau, Mario Iceta, defende a entrega da criança para adoção. Sugere ainda que a mãe seja apoiada pelo Estado no período de gestação do bebé. 

    A opção de interrupção voluntária da gravidez é condenada pelo bispo, quer em caso de violação, quer nos casos em que haja risco para a progenitora. «O aborto é uma solução má para todos», disse o bispo à Rádio Euskadi.

    Fonte: A Bola

    sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

    Aberrações causadas pela co-adoção



    1 – A Teresinha tinha 6 anos quando a mãe, vítima de cancro da mama, faleceu. Desde o ano de idade que vivia com a mãe, perto dos avós e dos tios maternos. Foram estes a passar mais tempo com ela, durante a doença da mãe. Acima de tudo os primos... de quem tanto gostava, e com quem brincava longas horas…
    2 – Durante estes 5 anos teve sempre um relacionamento saudável com o pai. O facto de o pai viver com um companheiro, o Jorge, nunca foi motivo de comentário. Contudo, desde os tempos do divórcio, o pai e os avós maternos ficaram de relações cortadas.
    Após o óbito da mãe, a Teresinha foi viver com o pai, e com o Jorge.
    3 – Os avós maternos receberam então uma notificação para comparecer em Tribunal onde lhes foi comunicado que a sua "neta" tinha sido coadoptada pelo companheiro do pai, pelo que deixava de ser sua neta.
    Foi-lhes explicado que por efeito da coadopção os vínculos de filiação biológica cessam. É o regime legal aplicável (art. 1.986.º do C.C. – “Pela adopção plena, extinguem-se as relações familiares entre o adoptado e os seus ascendentes e colaterais naturais”).
    Nada podiam fazer. Choraram amargamente a perca desta neta (depois da filha) que definitivamente deixariam de ver e acompanhar.
    A Teresinha que tinha perdido a mãe, perdia também os avós, os tios e os primos de quem tanto gostava. Nunca mais pôde brincar com aqueles primos ou fazer viagens com o tio Zé e a tia Sandra que eram tão divertidos. A Teresinha tinha muitas saudades daquelas pessoas que nunca mais vira.
    Não percebia porque desapareceu do seu nome o apelido "Passos" (art. 1.988.º n.º1 – “O adoptado perde os seus apelidos de origem”).
    4 – Um dia perguntou ao pai porque mudara de nome. Foi-lhe dito que agora tinha outra família. Não percebeu e, calou… Na escola, via que os outros meninos tinham uma mãe e um pai, mas ela não.
    5 – Quando chegou aos 16 anos de idade foi ao ginecologista, sozinha. Ficou muito embaraçada com as perguntas que lhe foram feitas sobre os seus antecedentes hereditários maternos. Nada sabia. Percebeu que o médico não a podia ajudar na prevenção de várias doenças... Estava confusa. Nada sabia da mãe. Teria morrido? Teria abandonado a filha?
    6 – Até que um dia descobriu em casa, na gaveta de uma cómoda, um conjunto de papéis em cuja primeira pagina tinha escrito SENTENÇA. E leu... que “o superior interesse da criança impunha a adopção da menor pelo companheiro do pai, cessando de imediato os vínculos familiares biológicos maternos, nos termos do disposto no art. 1.986.º do C.C., tal como o apelido materno (Passos) (art. 1.988.º n.º1 do C.C.) que era agora substituído por... Tudo por remissão dos arts. X.º a Y.º da Lei Z/2013.
    7 – O que mais a impressionara naquele escrito foi o facto de que quem a escrevia parecia estar contrariado com a decisão que estava a tomar. E, a dado passo escrevia: "Na verdade, quando da discussão da lei Z/2013 na Assembleia da República o Conselho Superior da Magistratura e a Ordem dos Advogados emitiram parecer desfavorável à solução legislativa que agora se aplica. Porém, “Dura lex sede lex”. A Teresinha não percebeu...
    8 – Durante anos procurou a Família materna, em vão... Mas rapidamente consultou os Diários da Assembleia da República onde constavam os nomes dos deputados que tinham aprovado aquela lei que lhe tinha roubado os mimos da avó Rosa, as brincadeiras do avô Joaquim... e os primos.
    A Teresinha queria voltar ao tempo destes, que são sangue do seu sangue, mas não pode porque esses anos foram-lhe usurpados. Vive numa busca incessante pela sua identidade. Se as outras raparigas da sua idade sabem das doenças que a mãe e o pai tiveram, porque é que ela não pode saber? Porque lhe negam esse direito?
    9 – Leu então num livro que “a adopção é uma generosa forma de ajudar crianças a quem faltam os pais e a família natural para lhes dar um projecto de vida. A adopção é sempre subsidiária”.
    E perguntou – Onde está a minha família que nunca me faltou mas, de mim foi afastada por estatuição legal e decisão judicial? A Teresa está muito triste.
    10 – O pai e o Jorge entretanto divorciaram-se… e a Teresa é obrigada a ir passar os fins-de-semana a casa do Jorge… porque a Regulação das Responsabilidades Parentais assim o ditou.
    11 – Teresinha, nós estamos aqui!

    Isilda Pegado, Advogada e presidente da Federação Portuguesa pela Vida
    Fonte: Voz da Verdadehttp://www.vozdaverdade.org/site/index.php?id=3363&cont_=ver3

    quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

    Cardeal O'Malley sobre aborto, ser pró-vida e sobre adoção



     
    For us, life is at the very center of our social teachings. Life is precious. It is a mystery. It must be nurtured, protected, the transmission of life is sacred. And our defense of human life is a great service to society. When the state begins to decide who is worthy of living and who isn’t, all human rights are put in jeopardy, but the voice of the church is very clear. And we’re not just saying that life is precious in the womb but life is precious when someone has Alzheimer’s when someone has AIDS when someone is poor when someone has mental illness. Their humanity is not diminished – and they have a claim on our love and on our services. So the church’s position is a very consistent one. It is a consistent life ethic. I don’t think that we are obsessed, however, when the New York Times is writing 20 articles a week about these things and make reference to the Church in half of those articles, it gives the impression. But I think in the parishes, these things are talks, in a routine way, in CCD classes, along with the rest of the Catholic doctrine but all of our teachings fit together. They’re part of a whole. There’s a consistency in our life ethic
     
     
    On adoption:
     
    “We need to change the culture of adoptions, too. So that people will have a different attitude towards adoption. When I was growing up, Americans all knew, had friends, relatives, classmates, who were adopted. Today, young Americans, very often, don’t know anyone who’s adopted. And if they do, it’s likely to be a Russian or a Chinese or a Guatemalan or from some other country, giving the impression that entrusting your child to another family is not something that Americans do. So we need to change that and also help the good stories about adoption to get out there. I mean, the bad stories get out there, the tragic stories, the Philomena stories get out there. We need to allow people who have adopted and loving families and are grateful for their birth mothers for making that heroic and generous decision to entrust them to another family - that has allowed them to lead a good and a happy life. Those stories need to get out there. It’s going to be solidarity and community that are going to be the real solutions to the situation of a difficult or an unwanted pregnancy. There are over a million abortions a year. There are plenty of babies but the women feel that giving their child up is abandoning their child and somehow that’s worse than having an abortion. We want to help women to see that that’s not necessarily so and that many of these people who have been entrusted to another family for an adoption have been very, very successful and had wonderful lives.”
     

    sexta-feira, 22 de novembro de 2013

    segunda-feira, 2 de setembro de 2013

    Adoção gay: Não tirem o sol às crianças !

    Grande artigo do meu bastonário, Dr António Marinho e Pinto

     

    terça-feira, 23 de julho de 2013

    Pai e mãe e a "co-adopção" homossexual

     José Ribeiro e Castro, Público, 23/07/2013


    Houve quem falasse inapropriadamente de "totalitarismo" a respeito das críticas à "co-adopção" homossexual. Mas, já que se falou nisso, convém ter presente que a convicção de que todo o poder está na ponta da caneta do legislador é, essa sim, em si mesma, uma convicção de matriz totalitária.

    A ideia de que o Estado pode criar a realidade através do poder da lei é um delírio perigoso, que nos coloca no cimo da rampa de todas as derivas totalitárias. O Direito é fonte de justiça quando limitado pela Humanidade ou subordinado ao Direito Natural, mas fonte de abusos e violências quando se arvora ilimitada omnipotência. As maiores violências começaram sempre, aliás, na própria lei e seu abuso: a pena de morte, a prisão perpétua, a escravatura, tortura, perseguição, expulsões arbitrárias.

    As leis de Direito Privado são leis matricialmente narrativas: não conformam a natureza, conformam-se a ela. Não foi sequer um legislador qualquer que inventou os contratos, quanto mais o resto. Os contratos existem, são como são; a lei regula-os. Num Estado de Direito, as leis privadas não criam a realidade, aderem a ela. Regulam, ordenam, mas não criam, nem inventam, muito menos contra a realidade. Se o fizessem, atropelariam a realidade; e seriam de deriva totalitária.

    Se todos nascemos de pai e de mãe, é violência extrema privar alguém do direito a ter pai ou do direito a ter mãe. A dupla referência masculina e feminina que é parte da nossa natureza integra a nossa própria identidade pessoal. É o que somos, é o nosso ser.

    Por isso mesmo, a generalidade das declarações de direitos humanos e das Constituições modernas (como a portuguesa) inclui o direito à identidade pessoal no elenco dos direitos fundamentais da pessoa humana - sem isso, não somos. E esse direito à identidade é componente principal da dignidade da pessoa humana.

    É desse direito fundamental à identidade pessoal que decorre, por exemplo, o dever de o Estado apoiar e promover a investigação da paternidade ou maternidade nos filhos do incógnito. E é desse direito à identidade pessoal que decorre também a noção de adopção do nosso Código Civil (art.º 1598.º) como "o vínculo que [se estabelece legalmente entre duas pessoas] à semelhança da filiação natural, mas independentemente dos laços do sangue."

    O projecto da co-adopção homossexual é uma fraude intelectual e uma manipulação jurídica. É uma esperteza: não-saloia, mas sofisticada. Nem tanto sequer pelo que já foi dito - ser a gazua que abre a porta à adopção homossexual em geral - mas pelo resto.

    A adopção tem um lado generoso, que é atribuir pai e/ou mãe; mas outro violento, que é tirar pai e/ou mãe. É isso que faz da adopção um instituto tão difícil e tão delicado; e da sua decisão um processo sério, melindroso e complexo.

    Quando atribuímos juridicamente uma criança a um pai e/ou uma mãe, estamos a retirá-la definitivamente, de forma irrevogável, a outro pai e/ou outra mãe naturais - a estes e, simultaneamente, a retirá-los também da sua família respectiva, de pertença natural: irmãos, primos, tios, avós que fossem. A geração natural é apagada e substituída, para todos os efeitos, pela filiação jurídica. A genealogia dessa criança é reescrita por inteiro. Para sempre.

    Só é possível diminuir levianamente a seriedade e delicadeza real ou potencial dos problemas a considerar, se imaginarmos as crianças de que se trate como res nullius, coisa de nada e de ninguém. Mas nenhuma criança, mesmo a mais só e abandonada, é assim tão nullius: tem uma história e uma realidade. Que lhe pertence e a que pertence.

    Adoptar a co-adopção é consagrar que, pela potente força imperial da lei, uma criança pode passar a ser "filha" de pai e pai, sem mãe; ou "filha" de mãe e mãe, sem pai - e, ipso facto, negar-lhe em definitivo o direito a ter uma mãe ou o direito a ter um pai, proibindo-o para todo o sempre.

    Não se trata de saber quem cuida de quem, mas de alterar radicalmente a genealogia de uma pessoa, truncando para sempre a sua identidade pessoal. Escusa de buscar, mais tarde, mãe ou família materna, se a não conhecia; ou de procurar pai ou família paterna, que não soubera - essas relações ter-lhe-iam sido apagadas e proibidas para todo o sempre pelo "Direito". Essa criança teria passado a ter, sem apelo, nem agravo, duas mães e duas famílias maternas e nenhuma paterna, ou dois pais e duas famílias paternas e nenhuma materna.

    Mesmo o projecto de co-adopção do PS reconhece - e bem - que aquilo que designa de "parentalidade" é dual, isto é, que somos filhos de dois. Está certo.

    Mas quem é que disse que são dois? Quem foi esse ominoso criador que determinou que sejam dois, e não quatro, ou cinco, ou n? Garanto que não fui eu. E, não tendo sido eu, essa dualidade parental também não resultou da autoridade da caneta da Dr.ª Isabel Moreira, ou da pena entusiástica do Dr. Pedro Delgado Alves ou do arrobo igualitário da escrita da Dr.ª Elza Pais. Isso resulta de modo inteiramente prosaico da natureza, da biologia, vá lá... do Criador.

    A realidade é, de facto, a da dualidade parental; não uma parentalidade qualquer ou indiferente, mas uma dualidade de maternidade e paternidade. Somos filhos de dois, mas não de quaisquer dois - somos filhos de dois, porque somos filhos de mãe e de pai. Será isto homofobia? Não. É a biologia, a natureza. A natureza, não das coisas, mas a natureza das pessoas.

    Deputado do CDS-PP.

    quarta-feira, 3 de julho de 2013

    "casal" de homossexuais viola, várias vezes, o seu filho adotado.

    Aqui porque nem me dou ao trabalho de fazer copy + past do texto de tão asqueroso que é

    domingo, 16 de junho de 2013

    Os efeitos negativos nas mulheres causados pela ausência do pai

    O  "Centre for Social Justice" estima que 1 milhão de crianças no Reino Unido está a crescer sem a presença do pai.
    Estes agregados familiares tornaram-se "desertos de homens" devido aos inúmeros casos de famílias monoparentais sustentadas apenas pela mãe que se estimam estejam a aumentar no Reino Unido a um média de 20.000 novos casos por ano
    Um estudo recente promovido pelos professores Danielle DelPriore e Sarah Hill da Universidade do Texas, nos Estados Unidos demonstram que existe uma correlação direta entre a ausência do pai e a ocorrência de relações de curta duração por parte de raparigas que cresceram nesses ambientes.
    O estudo denominado  'The Effects of Paternal Disengagement on Women's Sexual Decision Making: an Experimental Approach'  demonstra que as raparigas que cresceram em lares que se caracterizam pela ausência do pai ou por uma presença parental muito de muito baixa qualidade, aceleram o desenvolvimento da puberdade, o início prematuro da vida sexual, a gravidez precoce, uma maior promiscuidade sexual, um maior risco na ocorrência de relações sexuais não protegidas e um maior risco de divórcio em comparação com situações em que raparigas cresceram em ambientes familiares bi-parentais.
    .
    Os autores do estudo, porém, verificaram que no caso da ausência do pai por motivo de óbito, os mesmos efeitos nas filhas não se verificam de forma tão evidente.


    Daqui

     

    sábado, 8 de junho de 2013

    O papel do pai na educação de uma criança


    A propósito deste post, leia-se o seguinte:

    Há muito que os psicólogos acreditam que o envolvimento do pai na educação das crianças é fundamental. São cada vez mais as provas científicas que sugerem que o pai participa nesse processo - em especial aquele que está disponível emocionalmente para os filhos - contribui de uma maneira para o bem-estar das crianças. Os pais têm um poder de influência nas crianças que as mães não têm, em particular nas áreas do seu relacionamento com os colegas e do aproveitamento escolar. A investigação indica, por exemplo, que os rapazes com pais ausentes sentem mais dificuldades a descobrir o equilíbrio entre a afirmação da sua masculinidade e o autodomínio. Por conseguinte, é-lhes mais difícil aprender o autocontrolo e prolongar o prazer, capacidades que se tornam cada vez mais importantes à medida que os rapazes crescem e procuram as amizades, o sucesso académico e perseguem os objectivos de uma carreira. A presença do pai pode ter um significado profundo em termos de resultados académicos e também em termos de carreira, apesar de as provas nesta área serem um pouco mais ambíguas. No entanto, é claro que as raparigas cujos pais estiveram presentes e tiveram um envolvimento activo nas suas vidas têm menos tendência para se tornarem sexualmente promíscuas quando mais novas e terão tendência para estabelecer relações saudáveis com os homens quando atingirem a fase adulta.

    A investigação revela também que a influência de um pai é duradoura. Um estudo efectuado a longo prazo, iniciado na década de 50, indica que as crianças, cujos pais estiveram presentes e participaram na sua educação quando elas tinham cinco anos, tornaram-se adultos mais indulgentes, com uma empatia superior àqueles cujos pais estiveram ausentes. Aos 41 anos, os participantes neste estudo, que em crianças tiveram mais calor do pai, tinham mais facilidade no estabelecimento de relações sociais mais sólidas. A prova deste facto estava nos casamentos mais estáveis, mais bem sucedidos, na relação com os seus próprios filhos e a sua participação em actividades recreativas com indivíduos exteriores à família.

    in GOTTMAN, John, DeCLAIRE, Joan, (1999) A Inteligência Emocional na Educação, Pergaminho (pág. 168).
    Sublinhados nossos.

    Sobre a homossexualidade a as adopções gay


    É verdade que não se pode sair da homossexualidade?

    Diz-se que a homossexualidade é um dado da natureza está nos genes, não se pode mudar e que o simples discurso que fale de sair da homossexualidade é por si mesmo discriminatório e ofensivo. O facto é que existem testemunhos de pessoas que deixaram de ter tendências homossexuais, em Itália temos o caso de Luca que teve a coragem de contar o desconforto em que vivia e como conseguiu superar. Nos Estados Unidos, Joseph Nicolosi, vencendo algumas dificuldades dedica-se à terapia reparadora de quem sente malestar por viver segundo o estilo de vida homossexual.


    Há uns anos o Committee on Homosexuality and Scientific Research publicou um documento, de que se podem encontrar excertos aqui em se refere que a homossexualidade não é uma característica predeterminada.

    Os estudos científicos concordam quanto à bondade das adopções gay?

     

    Quando se fala das adopções por parte dos pares homossexuais diz-se que os estudos científicos demonstram que não há nenhuma diferença entre pai e mãe e um par de progenitores do mesmo sexo. Na realidade os estudos que apontam nesta direcção têm graves insuficiências científicas enquanto em amostras de amplo alcance os resultados que se registam reforçam a consciência que é ditada pelo bom senso: todas as situações familiares diferentes da composição de um pai e uma mãe (um só progenitor, crianças órfãs, progenitores gay) provocam desconforto e problemas nos menores.

    Fonte: http://www.documentazione.info/quello-che-non-si-dice-sulle-unioni-omosessuali

    quarta-feira, 5 de junho de 2013

    Mães de um rapaz adotado promovem a sua mudança de sexo


     
     
    Rapaz adotado aos 2 anos por um “casal” do mesmo sexo que dizem que ele sempre quis ser uma rapariga, por isso desde os 8 anos está a fazer um tratamento hormonal para que isso aconteça.
    O Thomas chama-se agora Tammy.
    Bem-vindos ao admirável mundo novo da adopção por “casais” do mesmo sexo.
    João Silveira
     
    Ver mais aqui

    terça-feira, 4 de junho de 2013

    Mais um depoimento de uma pessoa criada em ambiente homossexual

     
     
    Over the last year I’ve been in frequent contact with adults who were raised by parents in same-sex partnerships. They are terrified of speaking publicly about their feelings, so several have asked me (since I am already out of the closet, so to speak) to give voice to their concerns.
    I cannot speak for all children of same-sex couples, but I speak for quite a few of them, especially those who have been brushed aside in the so-called “social science research” on same-sex parenting.
    Those who contacted me all professed gratitude and love for the people who raised them, which is why it is so difficult for them to express their reservations about same-sex parenting publicly.
    Still, they described emotional hardships that came from lacking a mom or a dad. To give a few examples: they feel disconnected from the gender cues of people around them, feel intermittent anger at their “parents” for having deprived them of one biological parent (or, in some cases, both biological parents), wish they had had a role model of the opposite sex, and feel shame or guilt for resenting their loving parents for forcing them into a lifelong situation lacking a parent of one sex.
    I have heard of the supposed “consensus” on the soundness of same-sex parenting from pediatricians and psychologists, but that consensus is frankly bogus.
    Pediatricians are supposed to make sure kids don’t get ringworm or skip out on vaccinations—nobody I know doubts that same-sex couples are able to tend to such basic childcare needs.
    Psychologists come from the same field that used to have a “consensus” that homosexuality was a mental disorder. Neither field is equipped to answer the deeper existential dilemmas of legally removing fatherhood or motherhood as a human principle, which is what total “marriage equality” would entail.
     (....)
    The richest and most successful same-sex couple still cannot provide a child something that the poorest and most struggling spouses can provide: a mom and a dad. Having spent forty years immersed in the gay community, I have seen how that reality triggers anger and vicious recrimination from same-sex couples, who are often tempted to bad-mouth so-called “dysfunctional” or “trashy” straight couples in order to say, “We deserve to have kids more than they do!”
    But I am here to say no, having a mom and a dad is a precious value in its own right and not something that can be overridden, even if a gay couple has lots of money, can send a kid to the best schools, and raises the kid to be an Eagle Scout.
    It’s disturbingly classist and elitist for gay men to think they can love their children unreservedly after treating their surrogate mother like an incubator, or for lesbians to think they can love their children unconditionally after treating their sperm-donor father like a tube of toothpaste.
    It’s also racist and condescending for same-sex couples to think they can strong-arm adoption centers into giving them orphans by wielding financial or political clout. An orphan in Asia or in an American inner city has been entrusted to adoption authorities to make the best decision for the child’s life, not to meet a market demand for same-sex couples wanting children. Whatever trauma caused them to be orphans shouldn’t be compounded with the stress of being adopted into a same-sex partnership.
    Lastly, it’s harmful to everyone if gay men and lesbians in mixed-orientation marriages with children file for divorce so they can enter same-sex couplings and raise their children with a new homosexual partner while kicking aside the other biological parent. Kids generally want their mom and dad to stop fighting, put aside their differences, and stay together, even if one of them is gay.
    In my family’s case, my mother was divorced and she made the best decision given our circumstances. Had she set out to create a same-sex parenting family in a premeditated fashion, I would probably not feel at peace with her memory, because I would know that my lack of a strong father figure during childhood did not result from an accident of life history, but rather from her own careless desire to have her cake and eat it too. I am blessed not to contend with such a traumatic thought about my own mother. I love her because I know she did everything possible to give me a good life. Still, what was best in our specific circumstances was a state of deprivation that it is unconscionable to force on innocent children if it’s not absolutely necessary.
    Justice Kennedy alluded to the views of children being raised by same-sex couples as if our desires and concerns are identical to and uncritical of the decisions made by our parents. The reality is far more complicated than that.
    Putting aside all the historical analogies to civil rights and the sentimental platitudes about love, the fact is that same-sex parenting suffers from insurmountable logistical problems for which children pay the steepest lifelong price.
    Whether it’s by surrogacy, insemination, divorce, or commercialized adoption, moral hazards abound for same-sex couples who insist on replicating a heterosexual model of parenthood. The children thrown into the middle of these moral hazards are well aware of their parents’ role in creating a stressful and emotionally complicated life for kids, which alienates them from cultural traditions like Father's Day and Mother's Day, and places them in the unenviable position of being called “homophobes” if they simply suffer the natural stress that their parents foisted on them—and admit to it.
    Robert Oscar Lopez, PhD, is the author of Johnson Park and editor of the website English Manif: A Franco-American Flashpoint on Gay Rights Debates. He is launching CREFA, or Children's Rights and Ethical Family Alternatives, a new project to discuss the ethics of LGBT family-building, with Doug Mainwaring. This article reprinted with permission from The Public Discourse.

    Daqui

    Bastonário da Ordem dos Advogados contra adopção homossexual


    Sobre a adoção homossexual: O elo mais fraco (2)

     
     
    O que se está a passar em Portugal com o debate sobre a coadoção revela a anomia cívica da nossa sociedade e, sobretudo, a degradação a que chegou o nosso regime democrático.
    Um setor ultraminoritário da sociedade, que age como uma seita, impõe arrogantemente a suas certezas e insulta e escarnece dos que exprimem opiniões diferentes. O fanatismo heterofóbico dos seus prosélitos leva-os a apelidar de "ignorantes", "trogloditas" ou "homens das cavernas" todos os que ousam pôr em causa as suas certezas.
    O que se viu no programa Prós e Contras da RTP, na semana passada, foi a atuação de um grupo bem organizado de pessoas lideradas por um fanático que, no intervalo do programa, subiu ao palco e se dirigiu a mim para me dizer que eu estava a usar no debate os mesmos métodos que os nazis tinham usado contra os judeus (!!!). Esse delírio injurioso foi depois retomado em alguns órgãos de comunicação social, blogues e redes sociais, por outras pessoas imbuídas do mesmo fanatismo e da mesma desonestidade intelectual. Já, em tempos, uma das próceres da seita, a dra. Isabel Moreira, me chamara PIDE, para assim "vingar" a atual ministra da Justiça das críticas certeiras que eu lhe dirigia.
    Afinal, parece que é nazi dizer que o movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) atua como um lobby que influencia os centros de decisão política devido à preponderância que muitos dos seus elementos têm no Governo, no Parlamento, na Comunicação Social, nas empresas e nos partidos políticos. Sublinhe-se que os partidos de Esquerda aprovaram a lei sobre a coadoção exatamente no momento em que o povo mais preocupado (distraído) está com a austeridade que lhe é imposta pelo Governo e pelo presidente da República. Foi, portanto, assim, à sorrelfa, com a ajuda cirúrgica da Direita, que se aprovou uma lei que ofende a consciência da esmagadora maioria da população.
    O que se viu naquele programa da RTP foram exercícios de manipulação, de intolerância e de vitimização por parte dos defensores dessa lei e quem manifestou opiniões contrárias foi sumariamente apelidado de "ignorante" ou então brindado com estridentes risadas de escárnio. Eu próprio fui, no final do programa, veementemente apelidado de ignorante pelo líder da seita e por algumas histéricas seguidoras que o rodeavam.
    O casal de lésbicas que ali foi exibir triunfantemente a gravidez de uma delas e proclamar o seu orgulho por a futura criança ser órfão de pai é bem o exemplo da heterofobia que domina a seita. Que direito tem uma mulher de gerar, deliberadamente, por fanatismo heterofóbico, uma criança duplamente órfã de pai (sem pai e sem nunca poderem vir a saber sequer a identidade dele)?
    Com que fundamento o Estado se prepara para entregar a essas pessoas crianças que, por tragédias familiares, perderam os seus verdadeiros pais?
    É para que sejam destruídas (ou impedidas de nascer), no imaginário dessas crianças, todas as representações que elas têm (ou possam fazer) do pai ou da mãe que perderam?
    Esse fanatismo mostra bem o que essas pessoas são capazes de fazer em matéria de manipulação genética com fins reprodutivos - como, aliás, uma das lésbicas deixou subtilmente anunciado no Prós e Contras. Mas isso será mais tarde. Para já o que importa é garantir que, em nome da felicidade onanística de alguns adultos, se possam entregar crianças a "casais" em que o lugar e o papel da mãe são desempenhados por um homem e os do pai por uma mulher. Seguidamente, para não discriminar os gays e as lésbicas, substituir-se-ão nos documentos oficiais as palavras "mãe" e "pai" pelo termo "progenitores" tal como já se substituíram as palavras "paternidade" e "maternidade" pela neutra "parentalidade".
    E quando estiver concluído o processo de "engenharia social" em curso, então passar-se-á à engenharia reprodutiva com vista a permitir que duas mulheres possam gerar filhos sem o repugnante contributo de um homem ou então que dois homens o possam fazer também sem a horrorosa participação de uma mulher. Estarão, então, finalmente, corrigidos dois "erros grosseiros" da evolução: o de ter dividido os seres humanos em dois géneros e o de exigir o contributo de ambos para a fecundação e para a criação dos seus filhos.
     
    Autor: António Marinho e Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados
    Fonte: JN