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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Envelhecer e ser feliz

 
 
Há uma citação de Pitágoras que nos diz que «uma bela velhice é, ordinariamente, a recompensa de uma bela vida».
Também é frequente ouvirmos afirmar que se envelhece e morre tanto melhor quanto melhor se viveu.
De facto, a angústia do envelhecimento não é apenas a antevisão da morte, mas o receio da perda de dignidade, da perda de autonomia, da lentidão incapacitadora, da desvalorização de uma imagem construída ao longo da vida e baseada, entre outros aspetos, na admiração e no respeito dos outros.
Apesar de tudo isto, sabemos que muitos envelhecem e conseguem ser felizes. Porque acreditam em si próprios, porque vivem um dia de cada vez, porque não param a aguardar o tão temido fim, porque não se dedicam às novas limitações, mas aceitam-nas, agradecendo e rentabilizando as competências que mantêm.
Não podemos interromper o curso imparável dos dias e dos anos, mas podemos apostar em cada momento como se fosse o mais importante da nossa vida, com reconhecimento pelo que somos e não com a angústia do que desejávamos ser ou daquilo que já fomos. Deste modo, estaremos a construir razões para ser felizes até ao último dia da existência, que não temos a capacidade de adivinhar (seja com que idade for).
Enquanto estamos vivos a nossa tarefa é viver e lutar pela qualidade com que o fazemos.
 
Margarida Cordo
In Minutos de reflexão, ed. Paulinas

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

ACASO no apoio aos idosos


Numa terra piscatória, a ACASO, Associação Cultural e de Apoio Social de Olhão quer avançar com um novo projeto. Ao completar 80 anos, pretende ser mais do que uma instituição que apoia idosos, deficientes ou pessoas carenciadas. Pretende preservar a identidade e tradição de um concelho voltado para o mar, através da passagem do testemunho entre pescadores mais velhos e os jovens da comunidade.

«Mar de Gerações» é uma reportagem de Maria Augusta Casaca, João Félix Pereira e Mésicles Helin na Associação Cultural e de Apoio Social de Olhão (ACASO), uma das dez instituições finalistas do Prémio Manuel António da Mota no Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e Solidariedade entre Gerações.


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O valor dos cabelos brancos e das rugas

Os cabelos brancos e as rugas "vêm tanto da alma que até nos orgulhamos deles. São o testemunho da nossa entrega desmesurada a emoldurar-nos o rosto"
Sónia Antunes



quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Horrores do mundo cão


Um mundo onde as pessoas actuam de forma egocêntrica, onde não há preocupação pelos da própria família, onde se morre sozinho, ao ponto de se ficar 9 anos desaparecido sem que ninguém faça seja o que fôr.


É mau demais para ser verdade, mas está aqui.

sábado, 25 de setembro de 2010

II Jornadas – “O Idoso na Sociedade” – Intervenção em gerontologia social

Intervenção em Gerontologia Social
01 de Outubro de 2010

Teatro Cine de Pombal

DESTINATÁRIOS:
Dirigentes de IPSS’s, Assistentes Sociais; Psicólogos, Sociólogos, Educadores Sociais, Animadores Sociais e todos os Técnicos que trabalhem na área de apoio à População Idosa.

OBJECTIVOS:
- Abordar problemáticas da pessoa idosa na contemporaneidade;
- Aprofundar questões da intervenção com a pessoa idosa institucionalizada, com qualidade;
- Debater a multidisciplinaridade no cuidado individual ao cliente (idoso).

Valor da Incrição:10€

INSCRIÇÕES:
CSP “Maris Stella” da Guia: TELF.: 236952794/ FAX: 236952794, EMAIL:
CSP.MARIS.STELLA@gMAIL.COM
CPSS Mata Mourisca: TELF.: 236951178 / FAX: 236950931, EMAIL: CENTROPAROQUIAL@GMAIL.COm


PROGRAMA:

9.00h - Abertura do Secretariado

9.30h - Sessão de abertura:
· Sr. Presidente da Câmara Municipal de Pombal, Eng.º Narciso Mota;
· Sr. Governador Civil do Distrito de Leiria, Prof. Doutor José Humberto Paiva de Carvalho
· Sr. Director do CDSS Leiria,

Dr. Fernando Gonçalves

10.00h - Pausa para café

10.30h - I Painel – “Expectativas e Necessidades da Pessoa Idosa”.

Moderadora: Dra. Helena Ventura

“Dimensões Biofisiológicas do Envelhecimento humano”; Mestre Paula Nunes
“Dimensões Psicológicas do Envelhecimento Humano”; Dra. Leonor Monteiro
“Intervenção em Gerontologia Social.” Mestre Carla Ribeirinho

4.“Multidisciplinaridade na Intervenção com a Pessoa Idosa” Mestre Maria Irene Carvalho

12.30h - Debate

13.00h - Almoço

14.30h - II Painel – “Parceria em Intervenção Gerontológica”.

Moderador: Dr. Diogo Mateus;

1. “Plano Estratégico para a Terceira Idade da Câmara Municipal de Sta. Maria da Feira”
Dra. Cristina Barbosa – Gerontóloga
Dra. Cristina Ribeiro – Rede Social

15.15h - III Painel – “Sustentabilidade das instituições de apoio social vs certificação”.
1. A Importância da certificação na qualidade das respostas sociais

1.1. Associação Mundos de Vida – Famalicão – orador a definir

1.2. Sta. Casa da Misericórdia de Almada - Dra. Mª João Cardoso

16.30h – Debate

17.00h - Encerramento

quarta-feira, 24 de março de 2010

"Deplorável" mundo novo


A diminuição de nascimentos e o aumento dos abortos está a conduzir-nos a um novo mundo. Um mundo com novas características.

Um conjunto de investigadores deu-se ao trabalho de analisar as consequências demográficas deste novo mundo ao nível da economia.

A meu ver, o resultado do estudo é excessivamente bondoso, nuns casos, e demasiado simplista, em outros, mas, ainda assim, retira algumas conclusões interessantes:


- Os sectores económicos da saúde e associado à saúde (instrumentos de apoio e indústria farmacêutica); a industria da pesca e as actividades com consumíveis usados em casa (água, electricidade e gás) irão beneficiar com esta situação.


- Porém, "há sectores que vão sofrer um impacto negativo como os que estão ligados à administração pública e defesa (-14 por cento), educação (-12 por cento), equipamentos de escritório e computadores (-8 por cento) e indústrias de rádio, televisão e telecomunicações (-7 por cento).O estudo realça que, embora possa existir um aumento do valor da produção ("gross output"), o valor acrescentado e o emprego decrescem e aumenta a importação de bens de produção".


Fonte: Público

sábado, 19 de setembro de 2009

O Velho




Parado e atento à raiva do silêncio
de um relógio partido e gasto pelo tempo
estava um velho sentado no banco de um jardim
a recordar fragmentos do passado

na telefonia tocava uma velha canção
e um jovem cantor falava da solidão
que sabes tu do canto de estar só assim
só e abandonado como o velho do jardim?

o olhar triste e cansado procurando alguém
e a gente passa ao seu lado a olhá-lo com desdém
sabes eu acho que todos fogem de ti pra não ver
a imagem da solidão que irão viver
quando forem como tu
um velho sentado num jardim

passam os dias e sentes que és um perdedor
já não consegues saber o que tem ou não valor
o teu caminho parece estar mesmo a chegar ao fim
pra dares lugar a outro no teu banco do jardim

o olhar triste e cansado procurando alguém
e a gente passa ao seu lado a olhá-lo com desdém
sabes eu acho que todos fogem de ti pra não ver
a imagem da solidão que irão viver
quando forem como tu
um resto de tudo o que existiu
quando forem como tu
um velho sentado num jardim

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O bom exemplo do homem mais idoso de Espanha

-«Hola, Aitana, me llamo Josep Mascaró y tengo 102 años. Soy un suertudo por haber nacido, como tú».

- De dónde saca tanta energía ?

- Procuro hacer las cosas bien, rodearme de mi familia y amigos y aprovechar cada minuto de la vida, sin entretenerme en las tonterías porque es verdad que el tiempo corre muy deprisa

(...)

- Más de un siglo da para mucho, pero tendrá en su memoria momentos especialmente maravillosos.

-Si se quitan los malos, todos los demás son buenos... Aunque especialmente yo me quedaría con el nacimiento de un bebé.

Entrevista daqui


terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A Dor da Velhice

“A Dor da Velhice” é o titulo do próximo programa Em Reportagem, que vai para o ar quarta-feira dia 28, logo após o Telejornal.
“A Dor da Velhice” é uma incursão pela última fase da vida que muitas vezes é pautada por maus-tratos perpetrados por familiares muito próximos.
Esta reportagem faz um levantamento de situações doloroso por que passam os nossos idosos, desde a profunda solidão até à agressão física.
São relatos impressionantes, contados na primeira pessoa, e que suscitam uma reflexão profunda sobre como estamos a cuidar, ou não, dos nossos pais e avós e também o que se passará connosco, quando chegar a nossa vez.
“A Dor da Velhice” é um trabalho da jornalista Mafalda Gameiro, com imagem de Jaime Guilherme e João Martins e edição de imagem de Arthur Paiva.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Revalorizar o papel dos avós



O papel dos avós na família vai muito para além dos mimos e “vontades” aos netos.
Muitas vezes eles são o suporte afectivo e financeiro de pais e de filhos.
Por isso, eles são “pais duas vezes”. Celebrar o Dia dos Avós significa celebrar a experiência de vida, reconhecer o valor da sabedoria adquirida, não apenas nos livros, nem nas escolas, mas no convívio com as pessoas e com a própria natureza.Assim a Confap aproveita esta data para mandar uma mensagem de carinho aos Avós, muitos dos quais ao lado da educação dos seus netos, partilhando a sua sabedoria, com infinita paciência, extasiando-se com o fruto dos seus frutos.

sábado, 29 de novembro de 2008

Estudo identifica os cinco segmentos mais vulneráveis da população sénior portuguesa

Os mais idosos, os mais pobres, os que vivem sozinhos, as mulheres e os que residem nas cidades são os segmentos da população sénior portuguesa mais vulneráveis, segundo um estudo a que a Lusa teve acesso.

O estudo, financiado pela Fundação Aga Khan e realizado pelo Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano e pela Boston Consulting Group, tem como objectivo central promover o conhecimento das tendências e necessidades da população portuguesa com 55 ou mais anos de idade.


À semelhança do registo demográfico a nível mundial, também a população portuguesa tem evidenciado um assinalável envelhecimento. No decurso das últimas quatro décadas, a proporção de população idosa cresceu de oito por cento, em 1960, para 16,4 por cento, em 2000.


Este fenómeno do envelhecimento da população portuguesa é uma tendência que se irá manter durante as próximas décadas, estimando-se que em 2050 represente já quase 1/3 do efectivo da população nacional.


De acordo com o trabalho - que inclui um inquérito a 1324 pessoas com 55 ou mais anos -, a população sénior mais idosa (com 85 ou mais anos) constitui um segmento particularmente vulnerável, uma vez que se encontra associado a piores condições habitacionais, condições económicas e com dinâmicas familiares mais frágeis, quando comparado com os demais grupos etários.


Por outro lado, o estudo revela também que são os mais idosos que necessitam de mais ajudas e apoios, que com um estado de saúde mais frágil, uma ocupação menos dinâmica dos tempos livres, sendo também os que mais recorrem à utilização dos equipamentos sociais e de saúde.


"Com o avançar da idade, os estados de saúde vão ficando mais fragilizados e os indivíduos vão perdendo a sua autonomia, ficando cada vez mais dependentes e vulneráveis, incapazes de fazer face a um conjunto de situações do seu quotidiano", explica o estudo.


O outro segmento vulnerável é o dos mais pobres, com uma receita média mensal igual ou inferior a 300 euros, vivendo abaixo do limiar da pobreza, deparando-se com necessidades associadas aos seus baixos rendimentos.


Este é o grupo que vive em piores condições habitacionais, o que regista relações familiares menos estruturadas, mais vulnerável à dependência de apoios e ajudas e com pior saúde, embora seja o que usa mais os equipamentos de saúde.


É neste grupo que se registam os piores cenários de ocupação dos tempos livres e é ainda o mais dependente da utilização dos equipamentos sociais.


O terceiro grupo é o dos que vivem sozinhos por se encontrarem mais isolados. Apresentam piores condições habitacionais, económicas, relações familiares mais frágeis, maior dependência de apoios, piores estados de saúde e maior dependência dos equipamentos colectivos de saúde e de natureza social.


Com base no género, o estudo revela profundas disparidades entre a população sénior em Portugal, em particular ao nível económico, estando as mulheres mais fragilizadas.


O último grupo identificado pelo estudo como mais frágil é o dos que residem em contexto urbano: vivem em piores condições económicas e são os que apresentam dinâmicas familiares mais frágeis com menos contactos com os seus descendentes directos.


Notícia daqui.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

«Os Filhos da Solidão»


«Eu fui o anjo do perdão para o meu marido». Aos oitenta anos, Maria chora pelo marido que, com a mesma idade, está a cumprir pena de prisão por agredir a mulher.


Entre os crimes mais frequentes nesta faixa etária estão a violência entre cônjuges, e a praticada pelos filhos e pelos netos.


«A minha neta puxa-me os cabelos, chama-me nomes, atira-me contra o sofá, mas é a coisa que eu mais amo na vida», desabafa Milú.


Todos os dias, sem excepção, são registadas queixas de idosos vítimas de violência: filhos que batem nos pais, netos que agridem avós, idosos abandonados em hospitais, situações de negligência extrema, quase sempre vividas em silêncio e dor nos últimos anos de vida. Muitos acabam por procurar a saída no suicídio.


Os Filhos da Solidão é uma grande reportagem de Ana Catarina Santos com sonoplastia de Mésicles Helin. Fotografia de Mésicles Helin.Os Filhos da Solidão passa esta quinta-feira, na antena da TSF, depois das 19h00. (hoje)
Ver mais aqui.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Filho és, pai serás; assim como fizeres, assim acharás


Em tempos que já lá vão, era costume nalgumas terras levarem os filhos os pais velhos, que já não podiam trabalhar, para um monte e deixarem-nos lá morrer à míngua. Ora, uma vez, um rapaz, seguindo aquele costume, levou o pai às costas, pô-lo no monte e deu-lhe uma manta para ele se resguardar do frio até morrer. O velho disse para o filho:

- Trazes uma faca?

- Trago, sim senhor; para que a quer?

- Olha, corta ao meio a manta que me dás e leva metade para te embrulhares quando o teu filho te trouxer para aqui.

O rapaz considerou; tomou outra vez o pai às costas e voltou com ele para casa.

Assim acabou aquele maldito costume.

Fonte: Adolfo Coelho, Obra Etnográfica, Vol. II

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Velhos, dependentes e ignorados pelas famílias


Provedora da Misericórdia de Albufeira conta ao DN casos de isolamento e de degradação



Há "mais de meio milhar" de idosos em lares do Algarve abandonados pelas famílias, muitas das quais da classe média. A este quadro, que é dramático, juntam-se os que vivem "isolados e em situações degradantes, com pensões de reforma miseráveis e rejeitando qualquer tipo de apoio, apesar de já não terem capacidade física e psicológica para cuidar de si próprios".



Helena Serra, provedora há 30 anos da Santa Casa da Misericórdia de Albufeira, recorda que o último idoso recolhido este ano pela instituição, na zona das Ferreiras, naquele concelho, "vivia pior do que um animal, mesmo abaixo de cão, como se costuma dizer". "Outros, na casa dos 80 anos, ficam ao estilo de sem-abrigo e rejeitam ser acolhidos", refere, recordando um caso que a impressionou particularmente: "Só através do tribunal é que conseguimos que ele deixasse o espaço onde vivia.



Há pocilgas muitas mais limpas e cuidadas do que o local de onde o retirámos. As pessoas nem fazem ideia do que muitas vezes se passa no Algarve a este nível", conta.



Apesar de a grande maioria dos familiares preferir ignorar o problema, não visitando nos lares os seus idosos, alguns deles ainda saem em defesa dos filhos, alegando que eles "não têm disponibilidade de tempo para ir vê-los", refere a provedora, para quem, no entanto, tal situação "não é um facto".


Por outro lado, afirma, outros idosos há que "sofrem com o abandono por parte das famílias" e muitos "já nem sequer reagem, estando numa situação de alheamento quase total".



Um dos casos mais chocantes ocorreu há cerca de dez anos no centro de Albufeira, junto a um mercado, onde um idoso foi abandonado pelo filho num passeio, numa noite chuvosa. "Ele já não estava muito lúcido e só dizia que tinha sido um filho que abriu a porta do carro e o pôs na rua.



Mas sem nome, nem local de onde vinha, tornou-se muito complicado saber quem eram os familiares", recorda Helena Serra, que demorou três semanas até os conseguir localizar, embora tal "de nada tivesse valido".



O idoso faleceu três meses depois e no funeral apenas o acompanharam a provedora, a governanta da Misericórdia e o padre.



No lar de Vila do Bispo, mais de 20 por cento dos 64 idosos que ali se encontram alojados não sabem há muito tempo o que é ser visitado por um familiar. "Nota-se que encaram com muito sofrimento essa situação difícil.



Tentamos resolver o problema quando, nomeadamente no Natal e nos dias dos aniversários, convidamos as famílias para uma festa. Às vezes até vêm. Mas deslocam-se ao lar sobretudo para a festa e acabam por ter contacto com os idosos numa situação forçada", contou ao DN Vítor Lourenço, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Bispo.



"Infelizmente, a situação de abandono dos idosos pelos seus familiares passa-se ao nível de todo o País. O que interessa a muitos deles é entregar os pais aos lares, esquecendo-se que por muitos serviços de qualidade que estes tenham, a melhor terapia ainda é a relação humana com a família", concluiu Vítor Lourenço.



Notícia daqui.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

INE: número de idosos aumentará um milhão até 2050


Projecções do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que o número de idosos (mais de 65 anos) atingirá, em Portugal, a marca de 2,95 milhões em 2050, mais um milhão do que em 2005 (1,78 milhão) e 2006 (1,82 milhão).


Segundo a edição desta quinta-feira do Jornal de Notícias, em 2046, haverá 238 idosos por cada 100 jovens, o dobro dos valores actuais (112 para 100), facto que leva especialistas a considerar que as escolas devem preparar os mais novos para a sua própria velhice.


Ainda de acordo com as projecções do INE, em 2046 a proporção de população jovem reduzir-se-á 13% e a população idosa aumentará dos actuais 17,2% para 31%.


Neste cenário, agravar-se-á o processo de envelhecimento da população portuguesa expresso no índice de envelhecimento, que é hoje de 112 idosos por cada 100 jovens e em 2046 será de 238 pessoas com mais de 65 anos por cada 100 até aos 14 anos.


Perante estas projecções, uma docente e investigadora do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa (ISCSP/UTL) defende que as escolas deviam dar aulas de gerontologia (estudo do envelhecimento) aos jovens para lhes explicar que «ser idoso não tem de ser um fardo» e educá-los para uma velhice activa.


Num país em que a esperança de vida à nascença e aos 65 anos é cada vez maior, os mais velhos são considerados «um fardo e um custo em toda a ordem em termos de equipamentos sociais e dos hospitais», considera Stella António.


«O Envelhecimento e Políticas Sociais» e a «Solidariedade Geracional e Sustentabilidade da Segurança Social» são alguns dos temas que vão estar hoje em debate na «Conferência Demografia e Políticas Sociais», organizada pelo Centro de Administração e Políticas Sociais do ISCSP/UTL e Associação Portuguesa de Demografia (APD).


Os dados mais recentes do INE, relativos a 2006, indicam que o Alentejo é a região do país mais envelhecida, com 102.042 jovens (até aos 14 anos) contra 175.061 idosos (22,9% do total da população).


No lado oposto estão as regiões autónomas, onde há mais jovens que idosos nos Açores existem 46.904 jovens e 30.198 idosos (12,4% da população) e na Madeira há 44.283 crianças até aos 14 anos e 32.274 pessoas com mais de 65 anos, que perfazem 13,1% do total da população madeirense.


Notícia aqui.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Solidão agrava saúde dos idosos

Ver aqui.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Cada vez há mais idosos vítimas de maus-tratos

Pelo menos uma criança e um idoso foram vítimas de violência em cada dia de 2007, ano em que recorreram à Associação de Apoio à Vítima (APAV) 6.130 mulheres e 858 homens, segundo dados da instituição. Das 7.041 pessoas que recorreram à instituição em 2007, a maioria eram mulheres (87 por cento), que continuam a ser as mais visadas em termos de vitimação, apesar de estar a aumentar a percentagem de homens vítimas de crime.

O secretário-geral da Associação de Apoio à Vítima, João Lázaro, adiantou que o número de homens vítimas de violência doméstica tem "vindo a aumentar de ano para ano". Em 2005, os homens representavam 10 por cento das vítimas, número que subiu para 11 por cento em 2006 e 12 por cento em 2007. As crianças representam 7,2 por cento do total das vítimas e os idosos 7,6 por cento, refere a APAV, acrescentando que, entre 2000 e 2007, a instituição recebeu 3.459 pessoas idosas vítimas de crime. Segundo a instituição, 506 crianças com menos de 17 anos foram vítimas de crime durante o ano passado, mais 44 que em 2005 (9,6 por cento).

No que respeita aos idosos, a APAV registou um aumento de 20,4 por cento num ano, tendo passado de 545 vítimas de crime em 2006 para 656 em 2007. A maioria das vítimas (417) tinha idades compreendidas entre os 65 e 75 anos, seguindo-se a faixa etária dos 76-85 anos, com 193 casos, e a dos mais de 86 anos (46 casos). Relativamente ao total de crimes assinalados, entre 2006 e 2007 também se verificou um aumento, tendo passado de 1.077 para 1.245 crimes (mais 15,6 por cento). Os dados indicam que os maus-tratos psíquicos lideram o número de crimes (340), seguindo-se os maus-tratos físicos, as ameaças/coacção (177) e difamação/injúrias (155). João Lázaro explicou que estes números mantêm a tendência de aumento de violência contra idosos, uma população "particularmente vulnerável".

"Os idosos são a população mais difícil de fazer intervenção devido às leis", justificou, adiantando que a violência sobre os mais velhos é, muitas vezes, cometida nas instituições ou na família, sendo muito difícil chegar à vítima e obter a confirmação do pedido. O responsável adiantou que as vítimas chegam à APAV através de familiares, amigos ou através da sinalização feita por instituições, como as forças policiais ou a Segurança Social. "Muitas vítimas vêm com sinais de violência e de risco", afirmou João Lázaro. Para o vice-presidente da APAV, esta é uma área em que existe uma "enorme necessidade de mais meios legais, de formação e sensibilização dos profissionais, nomeadamente os de saúde, que são peças fundamentais para diagnosticar estes casos".

Apesar do aumento da violência sobre os idosos, João Lázaro afirmou que as mulheres continuam a ser as maiores vítimas de agressão, registando-se o maior número de casos na faixa etária entre os 26 e os 55 anos (47,9 por cento). Mais de metade (51,5 por cento) das vítimas são casadas, seguindo-se as que vivem em união de facto e as solteiras, com cerca de 15 por cento cada. Mais de 90 por cento das situações de violência doméstica registadas pela APAV em 2007, foram praticadas por homens com idades compreendidas entre os 26 e os 55 anos de idade (41,5 por cento). Tal como as vítimas, a maioria dos autores do crime (55 por cento) era casada, 16,5 por cento vivia em união de facto e 8,4 por cento eram solteiros.

O contacto telefónico continua a ser o método mais escolhido para a denúncia de crimes pelas vítimas de violência (50,1 por cento). Habitualmente, é o próprio lesado que estabelece o contacto (67,8 por cento), mas os contactos estabelecidos por familiares (14 por cento) são de grande importância, uma vez que muitas vezes são estes que conseguem incentivar o utente a procurar ajuda junto das instituições de apoio, refere a APAV. A GNR e a PSP contribuíram com cerca de 10 por cento para os encaminhamentos dos utentes, tendência que se tem mantido nos últimos anos. Os crimes de violência doméstica perfazem 87,2 por cento dos crimes assinalados, correspondente a 14.534 crimes, dos quais 32 por cento dizem respeito a maus-tratos psíquicos, 30 por cento a maus-tratos físicos e 17,3 por cento a ameaças ou coacção. Dos 7.041 casos de vitimação detectados em 2007, 4.128 (38 por cento) resultaram em queixas na PSP e na GNR. Dos 4.128 processos judiciais, 1.809 estão a decorrer, 276 as vítimas desistiram da queixa, 163 foram arquivados. Em 46 processos os autores do crime foram condenados e em 27 foram absolvidos.

Em 2007, a PSP e a GNR registaram quase 22 mil crimes de violência doméstica.

Notícia daqui.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Cáritas promove acção sobre Alzheimer

"Conhecer, para melhor cuidar" é o tema da acção de formação que a Cáritas de Leiria-Fátima realiza, em colaboração com a Alzheimer Portugal - delegação Centro

A formação ocorrerá a 16 de Fevereiro, das 9h30 às 16h, no auditório do Instituto Português da Juventude de Leiria, que patrocina a iniciativa.
O objectivo é promover a “preparação das pessoas que prestam cuidados aos doentes de Alzheimer, por forma a conseguir que ofaçam com o máximo de eficácia para o bem estar daqueles e com o mínimo de desgaste para si próprios”. A acção destina-se a cuidadores, nas famílias ou nas instituições, e a quantos se interessam pelo problema. Conta com a participação de profissionais de saúde do Centro de Saúde de Pombal e Centro Hospitalar de Coimbra. É necessária a inscrição prévia, na Cáritas de Leiria, até 12 de Fevereiro.Estima-se que, em Portugal, mais de 70.000 pessoas sofrem de doença de Alzheimer. Trata-se de uma doença do cérebro, de instalação insidiosa, com agravamentos progressivos, lentos e irreversíveis. É uma demência e afecta, normalmente, pessoas com mais de 50 anos. Com a evolução da doença, os pacientes tornam-se incapazes de realizar qualquer tarefa,perdem-se, deixam de reconhecer familiares, perdem a autonomia e necessitam de vigilância permanente.
Notícia daqui.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Os idosos na nossa Sociedade


Diz o adágio que “a velhice é um posto”. Com este dizer se pretende elogiar um estado de vida em que o declínio físico e mesmo psíquico é compensado com a bagagem de conhecimento e experiência adquiridos. A velhice não é apenas sinónimo de fim de vida, mas pode em muitos casos tornar-se um momento privilegiado na vida. O velho conselheiro do livro da sabedoria recomenda aos mais novos que saibam honrar os mais velhos e os amparem na sua velhice. E como argumento não se inibe de lembrar que um dia esses que hoje são mais novos serão certamente os mais velhos.


Nos tempos passados a velhice foi lugar privilegiado e honrado. Aos mais velhos cabiam as decisões e muitas vezes até as decisões em relação ao futuro. Sinal de ponderação e sabedoria, a velhice era de facto um posto. E um posto honrado. Mas os tempos são agora outros, e a sociedade actual criou o mito do homem perfeito, o super-homem, que tem como consequência a supressão de tudo o que é sinal de debilidade. Sociedades perfeitas, que queremos construir a todo o custo, não são compatíveis com doenças ou doentes, nem com pobreza ou pobres. A solução é, então, esconder os sinais de debilidade, chegando mesmo a suprimi-los. Assim estão a mudar rapidamente os comportamentos dos mais novos em relação aos mais velhos.


De uma atitude de respeito e até veneração, passamos, sem escrúpulos, a uma atitude de confronto e até de violência. Os idosos são agora uma das camadas da sociedade que mais sofre ataques de violência. Os números não enganam e os estudos estão feitos: mais de 25000 casos de violência foram exercidos sobre idosos nos últimos anos. Violência que tanto toma contornos de agressão física, como também se pratica de uma forma mais psicológica. E é triste vermos como se usa e abusa da bondade que os mais velhos trazem consigo. É triste ver pessoas sem honra aproveitarem-se de quem ainda a tem; é triste, enfim, ver como os mais desavergonhados se aproveitam da honestidade e simplicidade dos mais velhos. Parece haver em tudo isto uma forte contradição, quase ao ponto de fazer pensar que a injustiça e a brutalidade compensam; ao contrário a verdade e a justiça parece não compensarem.


Claro que o crente sabe que tudo isso é apenas aparente e que só a verdade nos libertará; sabe que a vitória do mal é apenas aparente, haverá sempre uma ressurreição depois de uma morte. Entretanto, importa que os mais idosos sejam ajudados e aconselhados sobre a forma de reacção a determinados comportamentos.


Nesta edição quisemos denunciar e desmascarar um pouco do mal que se vai cometendo contra os idosos; mas quisemos também trazer a esperança, referindo o que se vai fazendo em prol dos mais velhos. Que os mais novos possam ler e possam depois transmitir aos mais velhos.


Editorial daqui.