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domingo, 7 de abril de 2013

Claro que te farei mal !



Estas frases duras, mas sinceras, poderiam servir de mote ao início de uma promessa para toda a vida, unida no matrimónio

"Claro que te farei mal.
Claro que me farás mal.
Claro que podemos, mas essa é a condição da existência.
Receber a Primavera significa correr os riscos do Inverno.
Se desistir agora será correr o risco do desaparecimento.
Amo-te."
 
Antoine de Saint-Exupéry.
Parte de uma carta escrita a Natalie Paley

sábado, 24 de novembro de 2012

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Dicas para (eventualmente) acabar com um namoro


A tomada de decisão é uma potência que diz respeito somente  ao “homo sapiens”. O animal não é capaz de racionalmente estudar, prever, avaliar, julgar e decidir, entre dois bens, o melhor. Erra somente uma vez, pois seu processo de escolha provém exclusivamente da experimentação e do instinto. 
O ser humano é capaz de errar duas ou mais vezes, pois espera que o tempo, as circunstâncias e a insistência de achar o acerto cheguem a mudar a situação. De fato, as grandes descobertas provêem da inteligência e principalmente da perseverança dos cientistas em repetir seus experimentos.  Caso cheguem ao sucesso, isto ocorre muito depois da milésima tentativa. A humanidade acumula grandes tesouros da experiência dos demais.
O conhecimento transmitido dos demais e a própria prudência capacitam o ser humano a fazer boas escolhas sem ter que necessariamente passar pelo erro. Haveria menos desilusões e sofrimentos se o amor não se enraizasse, muitas vezes, em razões que a própria razão desconhece.
Quando se é jovem, há um mundo pela frente de opções, e a prudência deve servir de guia. Entre tantas pessoas interessantes e carinhosas, uma delas está destinada a ser o seu cônjuge. Aquela cujos interesses, valores, ideais e objetivo de vida forem mais afins aos seus. Por onde anda sua alma gêmea?
Ao iniciar um relacionamento, cada um é capaz de perceber, nos primeiros encontros, se o outro deixa a desejar em dois ou três aspectos importantes. Muitas vezes os defeitos aparecem mais tarde, através do conhecimento que a convivência aprofunda. Se o outro, por exemplo, força situações que você discorda por princípio, que respeito terá por você mais tarde?
Observe cuidadosamente seu comportamento indireto, e tente projetá-lo no seu relacionamento futuro a dois. Caso trate seus familiares com rispidez e com falta de respeito, quando vocês estiverem casados, certamente lhe tratará com violência. Se os estudos são levados com irresponsabilidade e inconstância, como chegará a ser um profissional de prestígio no futuro? Se não se respeita e constantemente se embebeda, como reagirá no futuro, quando a vida der suas guinadas naturais?
São exemplos de defeitos de caráter que podem não parecer graves, mas que ganham proporção quando você passa a sofrê-los na pele por se inserir neles através do matrimônio.
E algumas dúvidas pairam no ar... Será realmente esta a pessoa com quem devo passar o resto de minha vida, que gerará e educará comigo meus filhos, que se empenhará por me respeitar sempre?
Se a dúvida se apresenta, é a voz da prudência que sussurra na consciência. Diz não valer a pena levar adiante aquele relacionamento. A razão poderia listar pelos menos dois motivos.
Saint Exupéry nos sugere que “somos responsáveis pelo que cativamos”.  Com o tempo, maior peso recairá sobre os ombros e maior mágoa o final do namoro trará a ambos. Bem... O Pequeno Príncipe pode ter suas razões, mas é imprudente deixar que este peso cresça, por maior esforço e dor que estancá-lo possa significar. “Hoje” é o momento adequado de se terminar um namoro, se não estamos certos de ser, o outro, a pessoa com quem nos comprometeríamos por toda a nossa vida. Deixar para depois é sempre pior. 
Se o namoro prossegue, o matrimônio pode acontecer, e a situação muda de figura. O esforço passará a ser inverso, no sentido de manter a vida “A Dois” e o compromisso assumido. As conseqüências da separação serão bem mais traumáticas do que na época do namoro.  Afinal de contas, esta é a razão de ser do namoro: propiciar a oportunidade de se terminar o relacionamento em tempo, caso haja dúvidas pairando no ar.
Se o namoro segue por comodismo, mesmo que se desconfie que o outro não seja “o escolhido”, ambos estarão desperdiçando a oportunidade de conhecer a pessoa certa. A alma gêmea, com afinidade maior do que a do namoro atual, poderá cruzar por você. Quem sabe você seja até capaz de percebê-la,  mas estará por demais ocupado e enrolado para se dar a conhecer e conquistá-la. A felicidade passa perto, mas você não está pronto para ela, pois perde seu tempo distraindo-se com outro. 
Por último poderíamos nos perguntar se vale a pena tentar corrigir o defeito do outro. Um pequeno defeito de caráter pode até ter solução, mas requer uma força de vontade sobrenatural do outro, e muitos anos de sofrimento seus. Será que vale a pena arriscar o tesouro de sua vida e a sua felicidade em uma aposta que se mostra com forte chance de não funcionar... Esperando que o tempo e as circunstâncias convençam o outro a mudar? Você tem mil vidas para tentar? Não. Somente uma!! Deixemos este nobre esforço... de fato nobre... para quem já fez sua aposta definitiva e está casado!!!
Se o amor é cego, é mais inteligente manter, então, os ouvidos bem abertos. Os amigos e familiares podem apresentar experiências passadas por outros, que não tiveram o desenrolar tão promissor como esperamos que nos aconteça. Vale a pena tentar entender seus conselhos e argumentos bem antes que somem mil.
Será que nos falta fortaleza suficiente para tomarmos, hoje, a decisão definitiva?
Neste sentido vale a pena ficar só, e voltar a atenção para os amigos. Se você ainda não achou a sua alma gêmea, não se junte a outra. Para reconhecê-la no meio da multidão, e estar digno dela, você provavelmente precisará de mais tempo para se lapidar e se desenvolver em valores e em virtudes. Se seus amigos o são de verdade, lhe ajudarão a crescer em maturidade. Serão os primeiros a lhe dizer: antes só do que não tão bem acompanhado.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Construir o nós no namoro


Já faz alguns anos! Mas ainda vêm-me à memória os olhos brilhantes de tantas alunas e alunos meus de 7ª e 8ª séries, quando, aproveitando a comemoração do Dia dos Namorados, abríamos parênteses na programação de Língua Portuguesa para conversar, por alguns instantes, sobre namoro. O nível de interesse pela aula tornava-se inigualável! Explica-se: tocávamos em aspectos fundamentais das suas vidas; falávamos do amor. Mais: das exigências do amor.
Aos poucos, através de alguns exemplos e comparações, ia-se delineando a finalidade do namoro: elaborar um projeto de vida que se inicia numa comunidade a dois. Fase de preparação, portanto, em que cada um aprofunda no conhecimento próprio e do outro, exercitando a capacidade de se tornar um ser humano melhor, para o bem do outro. Tarefa, aliás, altamente prazerosa, para a qual nunca falta motivação. Fazia-lhes ver que a reciprocidade dessa atitude, desse empenho em buscar as afinidades, compreender as diferenças e as limitações e colaborar na superação das dificuldades, é que constrói a confiança mútua. Confiança mútua: um simples olhar capaz de dizer pode contar comigo. Talvez seja a descoberta mais importante para o crescimento no amor, e que fundamentará, em boa medida, a decisão que se há de tomar com total liberdade. Coincidíamos, afinal, em que toda escolha pressupõe renúncia e, nesse caso especificamente, é necessário ter muito em conta tal pressuposto: o homem, tendo encontrado a sua mulher, renuncia a todas as outras, e a mulher, tendo encontrado o seu homem... idem! Perde-se então a liberdade? Não! Entrega-se a liberdade em razão de um fim; assume-se um compromisso de lealdade: Pode contar comigo! Jamais vi assomar em seus lábios qualquer sorriso de ironia ou descaso. Eram jovens, afinal, com plena capacidade de sonhar.
De fato, o afã de grandes realizações é marca peculiar da juventude e, a tal ponto a nutre e robustece que, com o passar dos anos, aquele que consegue conservar essas aspirações mantém-se jovem em espírito. O jovem tem sempre um ímpeto de superação que, quando devidamente incentivado, encorajado, torna-se a base da sua alegria, uma alegria que nada nem ninguém consegue arrancar porque está enraizada na disposição de enfrentar, por um ideal, todos os sacrifícios.
Formam-se, assim, os grandes atletas, os profissionais talentosos. Quando da morte de Ayrton Senna, ouvi os especialistas dizerem que ele tivera meio segundo para brecar, tempo insuficiente para levar o pé ao freio (Ah! os cálculos dos especialistas!!!). No entanto, revelou-se depois, através da "caixa-preta", que o brilhante piloto freou meio segundo na intensidade máxima antes de bater. Incríveis capacidades revelam-se quando o homem aplica-se a uma façanha ou é exposto ao inesperado. E mais ainda quando as duas circunstâncias coincidem...
Excluindo-se o estrelismo que acompanha os grandes feitos e "massageia o ego" dos que se exercitam, perguntamos: por que a natureza humana, tão rica de possibilidades em tantas situações, revela-se tantas vezes incompetente no que diz respeito à família? Por que tanta tacanhice, futilidade, leviandade, inconseqüência, irresponsabilidade... e derrotismo desde o ponto de partida, uma vez que já não é incomum que, desde o namoro, o pressuposto seja tentar, quem sabe dá certo!? Ora, no namoro se estabelecem e se aceitam as regras, ditadas não tanto por diferenças de temperamento, como pelo sentido de compromisso e responsabilidade que se tenha. E se as regras não são reciprocamente aceitáveis, é hora de romper. Decisão difícil, sem dúvida... Mas, quem sabe, ajude a amadurecer, a reavaliar... Afinal, é melhor romper o namoro para não romper depois o casamento, episódio muito mais traumático e de conseqüências muito mais sérias. Ou pretenderá alguém consolar-se, dizendo: Tentamos tudo; até casamos! ?
Se poucos chegam ao estrelato das pistas, aos recordes atléticos, enfim, às façanhas contempladas pela imprensa, basta sermos pessoas para nos defrontarmos com as exigências de agir com altruísmo, dignidade, grandeza interior... Na vida a dois, não apenas suportar as alfinetadas das pequenas contrariedades, mas aprender a observar, reconhecer e apreciar, antes de tudo, os aspectos favoráveis do outro, interpretar benevolamente as suas faltas, socorrê-lo nas suas necessidades materiais, emocionais, espirituais... Saber ultrapassar as barreiras interiores do egoísmo, superar sentimentos de independência e de superioridade, crescer na paciência, paciência, paciência... No dizer de São Josemaría Escrivá:converter a prosa do teu dia em decassílabos, em poesia heróica. Chegamos, portanto, ao heroísmo. Os aplausos? Esses ficam por conta da vida, quem sabe passados quarenta anos...
O panorama geral, no entanto, é inquietante. Pode-se dizer que há uma maciça propaganda contra essa educação para o altruísmo, contra os ideais de pôr o outro, no caso do amor conjugal, ou os outros, no caso do amor ao próximo, no centro das nossas atenções. E, invertida a equação, somos arrastados pelo individualismo, pela mentalidade utilitarista, que encara o mundo e inclusive as pessoas como instrumentos, objetos a serem utilizados enquanto correspondem às nossas expectativas. Trata-se de uma sombra medonha a escurecer os horizontes da família, principalmente porque dá-se como inevitável que o relacionamento sexual (no sentido mais estrito do termo) esteja condicionado, simplesmente, à experimentação, justamente a esse "uso" do outro. Irresponsavelmente, incentiva-se o jovem a uma atitude dirigida à corporalidade, facilitando-lhe uma bebedeira sexual que pode levá-lo a encalhar na fase inicial, primitiva, do despertar da sexualidade. Num total desrespeito e miopia, ensina-se a não contrair o vírus HIV e a evitar gravidez - que a isso se resume a educação sexual nos nossos dias -, como se no físico não interviesse o psíquico, o emocional, e vice-versa.
Aqueles jovens que deveriam ser incentivados a grandes realizações, até porque é de ideais nobres que carecem, vão sendo levados pelo primitivismo de seus instintos mais elementares, expondo-se a perder de vista as possibilidades de um amor perene, substituído pela superficialidade e futilidade dos "casos passageiros", do mero contato animal entre duas epidermes, como dizia Voltaire. Ou seja, destituídos de uma meta ideal (difícil e trabalhosa, sem dúvida, mas ainda assim ideal), os casais desprezam as suas grandes possibilidades de se vivenciar na fronteira do total, do exclusivo, do definitivo, para se perder nas desilusões do banal e do medíocre, apesar do tão falado prazer, a cada dia mais exigente nos seus requintes. E, então, o que fazer com o sentimento de "só para ti, com todas as minhas forças e para sempre", tão latente nos desejos de entrega do coração humano, principalmente na afetividade feminina? Correm o risco de jamais descobrir a magia que envolve o prazer em uma relação verdadeiramente amorosa, sustentada pela consciência do bem-querer-se.
Se é verdade que a sexualidade feminina e a masculina buscam completar-se, é preciso ter presente o valor da pessoa na sua integridade. A sexualidade é apenas uma propriedade do ser, embora informe e caracterize substancialmente o modo masculino e feminino de ser. Em outras palavras, homem e mulher imprimem a sua sexualidade a tudo o que fazem, e o amor propriamente dito dirige-se à pessoa integral. Assim como é uma pessoa na sua totalidade quem se entrega ao amor. No dizer de Viktor Frankl: "o amor é aquela relação entre dois seres humanos, que os põe em condições de descobrir o outro em todo o seu caráter de algo único e irrepetível." Ou, no dizer poético de Mário Quintana: "Amar é mudar a alma de casa."
Namora-se para conhecer e dar-se a conhecer, para ter um tempo de reflexão, alimentar as expectativas mútuas... E crescer em ternura... Não resisto a copiar umas palavras: "A ternura é muito necessária no matrimônio, nessa vida comum, em que não só o "corpo" necessita do "corpo", mas sobretudo o ser humano necessita do outro ser humano. A ternura estreitamente unida ao genuíno amor da pessoa, desinteressado, será capaz de conduzir o amor através dos diversos perigos do egoísmo dos sentidos e da atitude de prazer. A ternura é a arte de sentir o homem todo, toda a sua pessoa, todas as vibrações da sua alma, até as mais profundas, pensando sempre no seu verdadeiro bem [...]. Tanto na mulher como no homem, a ternura cria a convicção de que não estão sozinhos e de que a própria vida é compartilhada pelo outro. Tal convicção ajuda enormemente e reforça a consciência da união." (Karol Wojtyla - que viria a ser João Paulo II - Amor e responsabilidade).
Eis que o "eu " capta um "tu". Criam-se vínculos. Constrói-se o "nós". O amor, alicerçado na ternura, supera os obstáculos... O utilitarismo apenas troca por outro o objeto que já não lhe serve. Porque nada sobra do caráter unitivo do ato conjugal nas vivências amorosas efêmeras... 
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." Este pensamento de Saint-Exupèry em seu O Pequeno Príncipe fez as doçuras de muitas gerações. Indicava aos apaixonados um ideal elevado e os jovens entusiasmavam-se com a magnitude de um amor tão exigente. Não há de ser menor, hoje, a aspiração daqueles que, jovens ou menos jovens, procuram cativar-se para desfrutar das alegrias de doar-se numa sólida e fecunda união.

terça-feira, 19 de junho de 2012

O que é namorar ?



O namoro é uma forma de convivência, onde duas pessoas que se gostam passam bastante tempo juntas. Não existe idade certa para começar a namorar, porque as pessoas são diferentes umas das outras e cada uma sente o momento certo para iniciar esta experiência. As razões para namorar podem ser diversas: amor, atração física, companheirismo, curiosidade, afinidades diversas, etc... Mas o fato é que, uma vez iniciado o namoro, surge uma boa oportunidade para conhecer melhor o outro, para fazer a descoberta do verdadeiro outro. Durante o tempo de namoro, o amor se desenvolve e se aperfeiçoa.
          Todos nós temos “duas facetas” de nosso ser. Uma é nosso o jeito que nos vestimos, o como parecemos.  A nossa  outra "faceta”, é o como somos, “de verdade”, o nosso “por  dentro" (nosso interior), que poucas pessoas conhecem ou enxergam e que não muda quando trocamos de roupa.
           É exatamente durante o namoro ou em uma amizade profunda e real que temos a oportunidade de conhecer o outro e de nos dar a conhecer “por dentro”. Como vocês podem lembrar, isto é justamente o assunto n°1 dastarefas da adolescência: “Desenvolver relacionamentos mais significativos com pessoas de ambos os sexos”. Portanto, faz parte do nosso desenvolvimento ter grandes amizades e namorar.
           Vocês podem se dar conta que para se conhecer o outro “por dentro”, é necessário tempo e esforço, não havendo possibilidade de enganos, pois o relacionamento entre duas pessoas que se querem bem não pode se basear em dados falsos, sob pena de se tornar um relacionamento mentiroso, que não dura muito tempo, pois “a mentira tem pernas curtas”. Tempo para conhecer o outro com profundidade (pode vir a se tornar o pai/mãe de meus filhos!!) e esforço de se dar a conhecer (às vezes não gostamos do modo como somos!!) , sem querer parecer melhor ou pior do que se é.
Impossível conseguir isto em uma noite!!
                 É preciso aproveitar bem o tempo que os namorados passam juntos, saindo, descobrindo coisas, praticando esportes, indo a teatros, cinemas, festivais, concertos de rock, viajando, conhecendo lugares e pessoas diferentes, enfim, criando oportunidades para observar o outro e para se deixar conhecer “por dentro”. Claro que durante o namoro, há também os tempos de maior intimidade, de demonstração de carinho, com beijos, abraços e carícias. Mesmo que muitos namorados achem “normal” ter relações sexuais durante o namoro, vamos conversar um pouco sobre isso. Como já falamos anteriormente, o ser humano, por ser dotado de razão, sabe escolher, decidir o que é importante para ele. Não age somente por instintos, como os animais que não têm liberdade.
                Fazemos muitas escolhas na nossa vida: nossa escola, nossos amigos, nossa profissão...nosso companheiro! Essa última é, talvez a mais importante escolha que fazemos. Por esse motivo, deve ser uma escolha muito bem pensada, amadurecida, pois dela vai depender a nossa felicidade futura.
O sexo é o cume do relacionamento entre duas pessoas que se amam. Para que este relacionamento intenso seja digno de duas pessoas racionais e livres é necessário que elas estejam totalmente comprometidas uma com a outra, compromisso que para ser verdadeiro tem que ser definitivo, pois não se pode falar em amor total durante certo tempo, sob pena de não ser total. Não se pode imaginar um amor verdadeiro sem compromisso.
"Quem faz do amor um passatempo,Descobre que com o tempo, passa o amor!"
                 Duas pessoas livres e racionais somente deveriam chegar ao cume de seu relacionamento quando, ao terem a certeza de que   "este é o único, a única" - assumissem um compromisso para sempre. Aliás, existem cada vez mais jovens que, conscientes dessas verdades esperam até o casamento para terem relações sexuais, respeitando-se mutuamente, como pessoas capazes de ter seus instintos sob o dominio da razão.
                 Todos sabemos que hoje em dia os adolescentes amadurecem mais cedo -do ponto de vista biológico- do que antes. Por exemplo, os jovens de hoje são mais altos do que os seus pais e estes mais do que os avós. As meninas tornam-se “mocinhas” (têm a primeira menstruação) mais cedo. vocês sabiam que no fim do século passado (imaginem, 100 anos atrás!) as meninas na Noruega se tornavam “mocinhas” em média aos 17 anos de idade? Não se sabe com que idade as mocinhas no Brasil tiveram a sua primeira menstruação naquela época, pois não há registros disponíveis, mas hoje em dia sabe-se que a média é de 12 anos a 12 anos e meio! É lógico que a “cabeça” das mocinhas norueguesas no século passado, aos 17 anos, provavelmente também era mais madura para tomar decisões importantes na sua vida, do que a cabeça das mocinhas brasileiras aos 12 anos. E decisão importante é aquela referente ao dia em que se deve iniciar uma vida sexual ativa. “Transar” é uma decisão que comporta maturidade e responsabilidade, pois todos e todas sabem que de um relacionamento sexual pode advir crianças, que necessitarão de pai e mãe para cuidá-las.

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