terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Livro Infantil

Outras escolas, outros modelos pedagógicos

Perante o descalabre do Ensino, que tem criado escolas de elite e escolas de segunda, disciminando as crianças que são "diferentes", que não têm as mesmas oportunidades, entre outros, urge repensar a Escola, uma Escola para Todos, que vá ao encontro de cada criança, ser único e irrepetível. Apresenta-se aqui um projecto que resultou numa escola diferente, em Portugal, mundialmente conhecida.


Para ouvir José Pacheco, precursor do Projecto da Ponte, ouvir aqui (TSF).
Ver mais aqui.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Casamento entre pessoas de sexo diferente


"A pessoa humana foi criada como masculino e feminino, estruturas complementares que sofrem atracção mútua, tendendo à integração da dualidade na unidade, a tornar-se una caro.

Esta atracção recíproca, que leva o homem e a mulher a unirem-se para o projecto de vida em comum que é o Matrimónio, provém da sua complementaridade, orgânica e psicológica e do instinto de conservação.

"(...) a verdade é que também a sexualidade e a conjugalidade têm dimensão social, comunitária e institucionalizada."


in Enciclopédia Polis, Tomo IV, pág. 142.

Magnus ou o combate à moleza



O nome Magnus Scheving talvez não vos diga muito. Se eu vos disser que é um Islandês, antigo campeão da europa de ginástica aérobica, muito menos.
Mas se vos falar em Vila Moleza ou Lazy town, na sua versão original ou em Sporticus, então, talvez já vos diga algo mais.
Magnus Scheving é o autor e protagonista da série infantil Lazy Town ou Vila Moleza, na versão portuguesa. O seu objectivo, diz, é criar hábitos de vida saudável às crianças, sem cair em paternalismos.
Magnus Scheving, actualmente com 45 anos, é também pai de 3 filhos e já avô de 1 neto. Para além das filmagens, Magnus corre o mundo, dá entrevistas, participa em workshops e conferências em universidades, falando das suas ideias originais: transformar as crianças, educando-as de forma divertida.
Neste mundo onde tudo é posto em causa e se relativiza, Magnus defende que, pelo menos, todas as crianças deveriam cumprir 7 objectivos: serem saudáveis e educados, sentirem segurança, não magoar as outras crianças, deitar cedo, lavar os dentes, não ser mesquinho e fazer exercício físico.
Para cumprir estes 7 objectivos, Magnus propõe 2 estratégias: Amor e Movimento. Como diz, Magnus numa entrevista, o amor leva ao movimento e o movimento alimenta o amor.
Numa intervenção no passado mês de Novembro, na Colômbia, para promover a versão latino-americana de “Lazy Town”, dizia Magnus, “O nosso trabalho como pais é guiar, que é muito distinto de dizer-lhes o que fazer. (...). Por isso falamos dos anos dourados que vão desde os 0 aos 7 anos que é quando as crianças observam tudo. É a época em que não fazem o que lhes pedimos, senão que imitam o que vêem. Agora, se eu não me sinto satisfeito com a forma como actuam os meus filhos aos 14 anos, foi porque fiz um péssimo trabalho até aos 7.”
Para ajudar a cumprir os objectivos de Magnus, a série “Vila Moleza” parece ter previsto tudo. Lá está Sporticus, protagonizado pelo próprio Magnus cuja missão é ajudar as crianças e a cidade; Robby Reles que é o vilão e tem como objectivo conquistar a cidade e promover a desordem. Depois há o presidente da Câmara da cidade e mais umas quantas crianças, quase todas caracterizadas por uma enorme insegurança e até extrema ingenuidade, caso, por exemplo, da personagem Ziggy que, apesar da capa de super-herói sofre de inúmeras fobias e maus hábitos. No meio está a Estefânia, a 3ª personagem em carne e osso, em conjunto com Sporticus e Robby Reles, já que todas as restantes personagens são protagonizadas por marionetes.
Destaque também para uma das crianças, chamada Pixel, que representa o típico jovem alienado pelas novas tecnologias e jogos de computador.
A série está em 120 países e já ganhou vários prémios. Infelizmente, a empresa de Magnus está com graves problemas financeiros, acumulando dívidas na ordem dos 15 milhões de euros e enfrenta inclusivé, já no próximo mês de Janeiro, uma acção judicial que poderá levar ao fim da série. Uma das razões pode ter a ver com elevado custo de cada episódio, 1 milhão de euros, cada, produzido com o recurso a inúmeros e dispendiosos efeitos especiais e técnicas de gravação digital. Apesar disso, Lazy Town ainda poderá dar muito a Magnus, em especial, se nos lembrarmos do merchandise, livros, jogos, etc..que a empresa de Magnus também promove. Em Portugal, por exemplo, a empresa de sapatos BEPPI é uma das que usa a marca “Lazy Town” para vender pantufas, botas, meias e outro tipo de vestuário.
Fico na dúvida se Magnus é um espertalhão interesseiro ou um ingénuo bem intencionado, mas a mensagem é francamente positiva e muito concreta. Veja-se, por exemplo, estas propostas para ocupar o tempo de férias.
Entretanto, em face do panorama, por vezes, horrível da programação infanto-juvenil, Vila Moleza é, de certo, uma das melhores séries a ver e a promover.





P.S.- Para além das pantufas “Lazy Town” com as caras da Estefânia e do Sporticus que cá, por casa, andam; fui, no outro dia, surpreendido, pelo meu filho de 6 anos, que, orgulhoso, comia uma maçã, dizendo que era uma alimento desportivo, Sporticus says.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Educação dos filhos

As crianças veêm, as crianças fazem...

Every child needs a family


Sobre as Associações de Planeamento Familiar por esse mundo fora

um artigo bastante documentado, mas também bastante assustador sobre ideologias e estratégias subjacentes a esse tipo de associações...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Educação sexual em família: uma verdade inconveniente



Em matéria de educação sexual, uma das “verdades” que é muito moderno, sofisticado e politicamente correcto afirmar passa pela exaltação do preservativo.
Ser “moderno” implica defender a espontaneidade dos impulsos e instintos sexuais, desde que se use correctamente o preservativo.
Com base nestas “verdades modernas” financiam-se campanhas pagas com dinheiros públicos e defende-se a revolução sexual com base na protecção do preservativo.
Sucede que estas “verdades modernas” estão muito longe da realidade.
A esmagadora maioria dos homens e mulheres e, em particular, os jovens não gostam de usar preservativo. Consideram que não é prático, quebra a impulsividade e retira uma parte significativa do prazer.
A esta realidade há que acrescentar uma outra: muitas das relações sexuais de risco ocorrem no âmbito do consumo de alcóol ou de drogas. Apelar para o correcto uso do preservativo nestas condições é digno de gargalhada e só por motivos ideológicos é que se poderá entender o contrário.
Infelizmente, não oiço o Professor Daniel Sampaio ou a Associação de Planeamento Familiar falarem sobre estas questões.
O Brasil tem sido dos países que, graças a Lula e ao seu PT, mais tem apostado no preservativo como forma de combate por excelência das DST's e, em particular, da SIDA.
Não deixa, por isso, de ser muito interessante ler esta entrevista ao médico infectologista brasileiro David Uip, director do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo.
Da sua leitura, podemos concluir que se trata de uma pessoa que está no terreno e que, por isso, vê a questão da prevenção das DST's e da SIDA de forma pragmática e sem subordinação a ideologias de facilitismo barato.
Diz ele aquilo que qualquer pessoa que conhece o agir humano sabe, mas nem sempre se diz: A prevenção está na educação do impulso e da vontade, não está na mera informação acerca da prevenção.
O que determina o comportamento é o impulso”. E vai mais longe “O impulso é maior que o medo”
E indica o caminho a seguir:
Comportamento você não muda com campanha, com informação. Você tem uma chance com a educação continuada, desde a fase pré-adolescente”
Embora este médico advogue também o uso do preservativo para quem tem relações sexuais de risco, a sua mensagem final é bem elucidativa sobre o método mais eficaz e verdadeiro de educar para uma sexualidade sadia
A família precisa conversar. Mas trabalhamos muito, temos pouco tempo, o que cria distanciamento. Entendo que é difícil estabelecer uma forma de abordagem. Isso vai muito da maturidade do pai e da mãe, do convívio, da cumplicidade. Essa é a palavra-chave. Primeiro tem que aprender a conversar com o filho. E, antes, tem que aprender a ouvir. O grande truque é saber ouvir o que não está falado. Isso requer um treinamento. Humildade”

O Bloco de Esquerda e os que estão a mais


Às vezes, o Bloco de Esquerda, com muitas segundas intenções à mistura, até vai acertando numas quantas.


Neste texto, publicado recentemente no seu site, divulga um texto de Sarah Sexton que desmistififica o espectro do excesso de população.


Remata a referida autora que "Desde Malthus o que está insinuado no «excesso» em «excesso de população» foram invariavelmente as pessoas mais pobres ou de pele mais escura, ou pessoas de colónias e países do Sul – ou uma combinação dessas três coisas. Outras categorias são acrescentadas cada vez mais à lista de «alvos» do excesso de população: os idosos, os portadores de deficiência, os imigrantes e os que precisam de subsídios e de assistência social"- Não posso estar mais de acordo, com uma diferença, porém. Acrescentaria na lista de "alvos" do excesso de população os nascituros concebidos, por descuido, que por inoportunidade também são considerados como fazendo parte da tal lista de "excesso populacional" a abater ou, neste caso, a não permitir que nasçam.


É uma pena que este pessoal não leve os seus raciocínios até ao fim. Se fossem coerentes, fariam como o nosso colega de blogue Claudio Anaia que considera (e bem) que a verdadeira pessoa de esquerda, precisamente por ser de esquerda (com tudo o que isso significa), deverá ser a favor do direito à vida dos nascituros.


Jantar

Os Filhos e o Tempo…


O tempo passa muito depressa e os filhos crescem muito depressa, tão depressa que muitas vezes nos sentimos incapazes perante o tempo, como se o nosso dia-a-dia fosse uma corrida contra o relógio. O que é gastar bem o tempo com os filhos? Momentos de conversa, brincadeiras e jogos são momentos importantes ou perdas de tempo? Tempos gastos com repetição exaustiva de procedimentos são momentos perdidos ou ganhos?
Certamente já sabemos a resposta a estas questões, sabemos que a educação dos filhos, além de dedicação, amor, doação… exige tempo, e tempo que pode parecer-nos por vezes perdido, tempo que ilusoriamente poderia sempre ser ocupado com mil e um afazeres domésticos, de trabalho ou de lazer pessoal. É mais fácil dar a comida ao bebé do que deixá-lo comer sozinho e sujar a cozinha, é aborrecido ter de repetir 10 vezes a cada 30 segundos que não se atiram as coisas para o chão, é mais cómodo arrumar os brinquedos pela nossa mão, do que esperar a ajuda da criança a fazê-lo ainda que incentivado e controlado por nós.
O tempo gasto no convívio e educação é tempo precioso, bem aproveitado e que ainda por cima dará frutos futuros.
Que fazem os pais com o seu tempo? O tempo passa, é único e irrepetível, que fazemos nós dele? Como podemos aproveitar bem o tempo com os nossos filhos?
Analisemos pois as 24h do nosso dia, certamente uma boa parte deste tempo é passada a trabalhar, algumas horas a dormir, ambas actividades importantes! Mas como ocupamos o tempo que dispomos para a nossa família? O “resto” do tempo, que alguns dirão certamente que não é muito com razão… mas que por não ser muito, exige disciplina, alguma criatividade, paciência e organização! Se cairmos na tentação de não organizar minimamente o tempo livre, este com facilidade se transformará em ócio.
Para a criança brincar é o seu “trabalho” diário e o acto de brincar deve ser respeitado pelos adultos. Sempre que possível, mesmo que seja durante apenas alguns minutos, os pais devem brincar com os filhos, jogar um jogo, ler um livro, praticar um desporto. É muito importante para os filhos o tempo que os pais passam com eles, e aqui mais importante do que a quantidade é a qualidade de tempo. É diferente estar junto dos filhos a ler o jornal, estar perto dos filhos em frente ao computador, ou estar efectivamente a brincar com os filhos, a rir com eles, a desfrutar da sua presença.
Diria que todos os dias, nem que sejam 15 minutos, devemos brincar efectivamente com os nossos filhos, permitir que eles sintam que estamos ali para eles, só para eles naquele momento.

Algumas dicas:
- Fazer as refeições em família pois é um momento óptimo para o diálogo
- Fazer saídas divertidas em família, passeios ao ar livre, visitas a monumentos, museus, etc.
- Pedir ajuda aos filhos nas tarefas de casa e fazê-las em conjunto; costuma dizer-se “a ajuda de uma criança é pouco mas quem a desperdiça é louco”…
- Não dar tudo o que os filhos pedem pois isso não os ajuda – evitar o consumismo
- Ensinar a partilhar (brinquedos, guloseimas, comida, mas também o tempo e a atenção)
- Elogiar sempre que se esforçam, sobretudo quando sabemos que têm dificuldade naquele aspecto
- Pedir desculpa aos filhos quando os pais erraram ou foram injustos
- Criar rotinas sólidas para o sono e alimentação, que ajudem a criança a estabilizar e sentir-se segura no seu dia-a-dia.

Alexandra Chumbo

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Uma campanha a analisar...





Este ano a Modalfa e a RTP com o programa Dança Comigo no Gelo associaram-se à APF para dar uma nova esperança às famílias mais jovens apoiando o projecto MAMÃS COM FUTURO.Ao comprar um cachecol na Modalfa (Lojas Modelo e Continente) por 5 euros está a contribuir, com 2 euros, para o projecto Mamãs com Futuro com a promessa de darem apoio psicológico, médico, económico e informação.


A ter em conta:



Em Portugal foi público e notório o papel activíssimo que a Associação para o Planeamento da Família teve na defesa da liberalização total do aborto, até às 10 semanas, aquando do referendo. Como nunca alterou a sua posição relativamente a este assunto é justo perguntar-se: Que tipo de apoio psicológico pretende oferecer, uma associação com esta posição ideológica relativamente ao aborto, a jovens mães e adolescentes grávidas?

O que dirão às jovens com dúvidas sobre dar continuidade à sua gravidez quando procurarem estas equipas especializadas (psicólogos, obstetras, pediatras, enfermeiros, etc)?

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Programa Cegonha e Companhia


Eis uma iniciativa denominada "Programa Cegonha e Companhia", de apoio a adolescentes grávidas, que resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Vila da Feira e a associação "Pelo prazer de Viver".


Seria muito bom que outras câmaras municipais, pelo país fora, promovessem iniciativas do mesmo género.


A maioria das 17 grávidas e mães adolescentes ligadas ao programa Cegonha e Companhia nunca usava qualquer método contraceptivo na sua actividade sexual por 'não gostar dos preservativos", 'nem ser prático conseguir a pílula".

É esse o caso de três jovens que integram o projecto de apoio a mães adolescentes desenvolvido pelo município de Santa Maria da Feira. Enquanto borda os enxoval do seu bebé na sala da Fada de Berço Sílvia Bernardo mãe aos 17 anos diz que teve sorte porque só engravidou por opção quando após a morte da mãe quis “dar vida à casa” que já partilhava com o namorado. Já Vera Lopes e Núria Moreira foram surpreendidas com a gravidez embora reconheçam que “praticavam para isso sem contracepção.

“Não gosto de usar preservativo e quando fiquei grávida estava à espera de ir com a minha mãe pedir a pílula” conta Vera que tem 16 anos. Engravidou aos 15 e terá uma menina em Fevereiro.

As colegas têm a mesma opinião e defendem-na sem complexos: o preservativo é “desagradável” e para ter a pílula “é preciso ir ao médico e esperar não sei quanto tempo pela consulta”. De outros contraceptivos não falam. “DIU? O que é isso?”.No caso de Vera quem primeiro suspeitou da sua gravidez foram as colegas de escola entre as quais Sílvia que notando-lhe “a barriga muito rija” a aconselhou a fazer o teste. “Sabia que podia engravidar” admite a Vera. “Mas... Sei lá! Achava que não ia acontecer!” acrescenta.

Quando o teste deu positivo “foi um filme”. Primeiro “as raparigas foram todas a monte” contar ao pai do bebé. Em seguida Vera deu a novidade à mãe. Finalmente houve que informar o futuro avô que “até nem reagiu mal” e só disse: “Agora tende juízo e tratai de assumir”.

Superada a hesitação inicial tudo na gravidez acabou por revelar-se positivo para as três jovens. “Tudo excepto os enjoos e a hora do parto” realça Núria.

Hoje Vera tem alguma pena de ter perdido as “noitadas até às quatro ou cinco da manhã” com as amigas mas Núria não tem reclamações: “Na minha vida não mudou nada. Continuo a estudar não saio muito à noite porque já antes não era disso e agora tenho o meu bebé. É uma alegria. Para mim e para o resto da família que anda babada com ele”.

Se a gravidez se revelou afinal “uma coisa bonita” estas jovens reconhecem que isso também se deve ao programa Cegonha e Companhia com que aprenderam a tratar de uma criança. “Eu sabia lá como preparar um biberão dar banho ao meu filho ou limpar-lhe o cordão umbilical...” explica Sílvia. “Se não viesse para cá tinha estado sempre em casa a ver televisão e quando o meu menino nascesse não sabia o que fazer com ele. Entrava em parafuso e dava em tolinha.”.


Fonte: Agência Lusa via Correio do Minho

VIGÍLIA - CIMEIRA DE COPENHAGA

Está marcada para este sábado, no Jardim Manuel Bívar, pelas 18 horas, uma vigília à luz de velas em Faro, da responsabilidade da ONGA ”AVAZZ”, como parte de um grande dia de mobilização global contra as mudanças climáticas. Será um evento breve e simples e para que seja um sucesso só precisamos… de aparecer! Basta passar por lá uns momentos, de preferência levando uma vela – e um amigo(a)

Eventos como o nosso estarão acontecendo simultaneamente em todos os cantos do mundo, na altura em que os nossos governantes estarão em Copenhaga para as negociações climáticas mais importantes do nosso tempo. A mensagem é clara: O Mundo Quer um Acordo para Valer – um tratado suficientemente forte para combater as perigosas mudanças climáticas.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Amar com o corpo




Temas sobre sexualidade e afectividade

Notícias do Ponto de Apoio à Vida


Virtudes Humanas na Infância - parte 3


Tão importante como a obediência para criar uma boa base de personalidade é a sinceridade, uma pessoa sincera é aquela que diz o que pensa, quando apropriado, à pessoa indicada, no tempo certo e no contexto adequado. As crianças podem mentir e é natural que o façam, mas também é bom que os pais corrijam desde cedo essas mentiras e incentivem as crianças a dizer sempre a verdade. Atenção que este “dizer sempre a verdade” não retira à criança a possibilidade de brincar no seu mundo imaginário tão construtivo e divertido para ela, neste mundo do fantástico as crianças podem e devem ser livres de fantasiar, é bom é que se lhes explique a diferença e se as ajude a dizer a verdade nos outros contextos que não os da brincadeira.
Sermos exemplos de verdade implica não mentir nunca, nem em coisas pequenas nem em coisas grandes. Se dizemos a uma criança que não se mente e depois quando a levamos atrasada à escola dizemos à professora que apanhámos trânsito quando na verdade não nos levantámos a horas, isso não vale! Vamos baralhar a criança e estas atitudes vão ser altamente desconcertantes para ela, poderá ficar a pensar algo do género: - “Mas o meu pai disse-me que não se mente e nós não apanhámos trânsito nenhum.”
Por último mas não menos importante falemos na virtude da ordem, ser ordenado, arrumado, conseguir usar bem o tempo e lembrarmo-nos das nossas responsabilidades.
As crianças gostam e precisam de rotinas, e as rotinas ajudam-nos muito na virtude da ordem. É preciso ajudarmos as crianças a não desperdiçar tempo, a saber usar o seu tempo livre com produtividade. É preciso ajudarmos os nossos filhos a pensar antes de agir, fomentar que ordenem as suas ideias e clarifiquem os seus pensamentos.
É bom que as crianças percebam que tudo tem um principio, um meio e um fim, isto passa por exemplo quando são pequenas entender um jogo, pensemos num puzzle, retiram-se as peças da caixa, constrói-se o puzzle, arruma-se no fim. Este processo é educativo a longo prazo e permite que a criança tire mais proveito das suas brincadeiras. Por vezes as crianças tiram um brinquedo, depois outro e mais outro e não exploram nenhum na verdade. A virtude da ordem pode inclusivamente ajudá-las a fazer melhor aquilo que fazem tão bem: BRINCAR!
Estas três virtudes formarão uma base sólida para que a seguir a criança adquira mais virtudes na próxima etapa, todas as outras virtudes não podem nem devem ser descuradas da educação, no entanto devemos ser sensíveis ao facto da criança pequena não ter capacidade de entendimento para desenvolver a humildade por exemplo. Digamos que até à entrada para a escola se conseguirmos que as crianças sejam verdadeiras, ordenadas e obedientes não é mesmo nada mau!

A necessidade do referendo sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo


O debate está lançado. Queremos que o casamento possa ser celebrado por pessoas do mesmo sexo? Queremos modificar os pressupostos do casamento? O casamento pode ser celebrado por pessoas de 14 anos? E de 10 anos? O casamento civil pode ser indissolúvel? No domínio da vontade individual tudo é possível de imaginar, tentar e até querer. Mas a experiência humana e a memória de muitos séculos deu a conhecer aos homens que determinadas formas de organização social são boas e outras serão menos boas. Por isso, a lei quando é feita só pode ter um de dois objectivos - reprimir, sancionar e proibir um comportamento - ou aplaudir, proteger e incentivar outro comportamento humano. Ao tomar posição, em nome da sociedade, a lei dá também orientação ao indivíduo.
Este é o ponto central do referendo ao casamento homossexual. O que quer esta sociedade do casamento e da protecção do superior interesse da criança?
Para evitar este debate, lança-se agora o "fantasma" dos direitos humanos invocando que o "casamento homossexual é um direito fundamental" e, estes não se referendam!!!
Se fosse uma questão de direitos humanos, estaríamos na primeira linha do combate por eles. É por isso que temos perguntado - onde falta igualdade? No direito sucessório? Altere-se o direito sucessório! Nas pensões de velhice? Altere-se o regime de pensões! Mas de facto não temos tido respostas de casos concretos. Admitimos que possa haver e que, no âmbito de cada um, seja resolvido a curto prazo.
Porém, a questão da celebração do casamento homossexual não é de direitos, mas de requisitos e estrutura social. Como queremos viver? É uma decisão colectiva. Repito. Desejamos que crianças de 14 anos possam casar? Os muçulmanos em Portugal têm direito à poligamia? Os católicos têm direito a celebrar um casamento indissolúvel na lei civil? São tudo alterações possíveis à lei que regula o contrato de casamento.
Aliás, há que perguntar porque modificamos um dos pressupostos do casamento e não modificamos outros? Quem diz o que já tem consenso social? Como se identifica esse consenso? Ou há um grupo que impõe a sua visão à sociedade?
O instrumento mais fiável para essas respostas é de facto o referendo. Aí saberemos o que quer o povo.
Tem sido assim em muitas das sociedades onde esta questão se tem colocado. Porém, assistimos agora à defesa da tese de que "Direitos Humanos não se referendam". Ora, aqueles que agora invocam esse argumento noutras épocas em que verdadeiramente estavam em causa direitos humanos, não se coibiram de os negar pela via referendária.
O referendo a esta matéria já foi feito em mais de 42 Estados. Será que os juristas desses Estados não sabem que "Direitos Humanos não se referendam"? Ou este saber é só de alguns juristas portugueses?
O caso da Califórnia é digno de ser contado. No mesmo dia da eleição do Presidente Obama, foi a referendo o "casamento entre pessoas do mesmo sexo" o qual já estava legalizado pela via judicial, há cerca de 4 anos. O povo da Califórnia votou maioritariamente Obama (que diz pretender legalizar o casamento homossexual em todos os Estados) e simultaneamente votou maioritariamente contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo!
Isto é, a questão é de tal forma determinada por uma opção sobre a sociedade, que não pode ser espartilhada nas baias da eleição para os clássicos lugares de governação.
Também assim o Tribunal Constitucional Português acaba de proferir Acórdão (359/99) em que reconhece que o princípio constitucional da igualdade nada impõe quanto à legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mais, adianta que, estamos no âmbito da política legislativa.
Quem agora vem negar ao povo o direito a dizer em que sociedade quer viver - que organização da sociedade, como são educadas as crianças se com um pai e uma mãe, se com duas mães ou dois pais - está a colocar Portugal numa situação ímpar. Onde, por decreto, o povo não pode dizer como se quer organizar, apesar de na Europa e na América já se terem feito mais de 42 referendos. Todos os outros 42 Estados estão mal?
Ficou-nos este estigma? Orgulhosamente sós...
Ou perguntamos ao povo: concorda que seja celebrado casamento entre pessoas do mesmo sexo?
Sem estigmas - o referendo...

Dra. Isilda Pegado


Jurista e mandatária da Plataforma Cidadania e Casamento

domingo, 6 de dezembro de 2009

ISU vende postais de Natal


O Núcleo do ISU (Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária) -Lisboa tem uns Postais de Natal para vender como forma de angariar fundos para os seus projectos de Inclusão Social na Alta de Lisboa. Vejam este link e aproveitem para encomendar.

À venda também no ISU-Sede (Travessa do Possolo, 11-3ºdt) e no ISU-Lisboa (Rua Mª Margarida, Alta de Lisboa)

Bloco questiona “desleixo” com cuidados paliativos

O Governo criou, em Novembro de 2007, um Grupo de Trabalho para a revisão, promoção e execução do Programa Nacional de Cuidados Paliativos, que não reúne há mais de um ano.

Segundo a pergunta dirigida ao Governo pelo Deputado João Semedo, nenhum dos objectivos que constituiu o grupo foi cumprido, lembrando que em todo o país, o número de camas contratadas para cuidados paliativos é pouco superior a uma centena (106 camas em 30.06.09) e que existem apenas 13 equipas intra-hospitalares de suporte em cuidados paliativos, nenhuma especializada para a prestação no domicílio daqueles cuidados.

O Deputado do Bloco de Esquerda questiona os motivos que conduziram à inactividade do Grupo de Trabalho para os Cuidados Paliativos, e ainda que medidas vai tomar o Governo para que o referido Grupo de Trabalho retome a sua actividade normal. Questiona ainda sobre como o Governo pretende superar as limitações actuais da rede de cuidados paliativos, cuja capacidade de resposta está muitíssimo aquém das necessidades.
Notícia daqui.