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sábado, 21 de março de 2015

Pais querem que professores “puxem” pelos seus filhos com trissomia 21

 
 
Há crianças e jovens com trissomia 21 a quem, nas escolas, não é pedido que façam trabalhos de casa e que não recebem qualquer reparo por não os fazer, alguns não têm cadernos, não fazem testes. O grupo Pais 21 diz que nas salas de aula os seus filhos são muitas vezes “invisíveis”. Lançaram esta sexta-feira, Dia Internacional da Trissomia 21, uma campanha nacional de sensibilização em que pedem aos professores que “puxem” por eles.
“Dantes estas crianças não iam à escola, depois passaram a ir, para estarem socialmente incluídas. E agora? Eles também aprendem”. “Se não aprenderem a ler, escrever, contar estão-se a criar jovens que vão ser subsidiodependentes”, diz Marcelina Souschek, uma das fundadoras deste grupo de pais, amigos e técnicos criado em 2008.
"Leonor, 11 anos, aluna com trissomia 21. Obrigada professora por puxar por mim”, lê-se num dos mupies que vai estar espalhado por Lisboa e Porto, acompanhado com anúncios televisivos e radiofónicos.
A iniciativa do Pais 21 acontece porque muitos  pais sentem que, muitas vezes, os seus filhos “estão nas salas de aula mas não estão lá a fazer nada”, explica a responsável. “O professor tem muitos outros alunos, este não incomoda, não diz nada, fica ali. É um aluno invisível”. É preciso que digam, tal como fazem com os outros, “já fizeste a ficha? Já acabaste? Fizeste os trabalhos de casa. Se não fez tem de se assinalar”.
Dá o exemplo de técnicas que podem ser adaptadas a estas crianças.  Um exemplo: em vez de os deixarem sem fazer testes, podem antes dar-lhes testes em que os conhecimentos são avaliados com o preenchimento de cruzes em vez de ser por extenso. “É preciso ir além do diagnóstico e dar oportunidades de eles mostrarem as suas capacidades, de serem exigentes com eles.  Para que a criança saiba que tem de levar aquilo a sério”. “Não é possível deixar a criança com trissomia a 21 sem aprender, sem caderno, sem livro, sem trabalhos de casa “.
Marcelina Souschek, mãe de uma menina de trissomia 21 com 12 anos, diz que “nas escolas há um avanço enorme, de adaptação, com o uso técnicas que permitem que eles acompanham as matérias”, mas “é preciso muito mais”. Por exemplo, o que acontece em algumas escolas é que os professores de educação especial apenas “tiram o miúdo da sala 1 a 2 horas por semana”, em vez de dotar os outros professores de estratégias para chegar a estas crianças e jovens. O espírito que prevalece é muitas vezes o “não vale a pena”
A campanha nacional também será acompanhada pelo lançamento de um livro Bebés com Trissomia 21 – Novo Guia para Pais, um livro que já era oferecido em inglês num kit com informações que a Pais 21 oferecia nas maternidades às mães com crianças com esta deficiência e que agora está à venda traduzido para português.
Marcelina Souschek diz que não se sabe ao certo quantas crianças com trissomia 21 existem em Portugal, mas que “são cada vez menos”. Tendo por base a distribuição de kits no ano passado estima que nasçam no país uns 90 meninos com este problema. Calcula que 90% das grávidas que fazem diagnóstico pré-natal e a quem é detectado esta anomalia façam Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG).
“Não aponto o dedo a ninguém”, mas diz que “há uma pressão dos profissionais de saúde, empurram para a IVG”. Quando teve a sua filha Vera, os testes não revelaram qualquer risco de trissomia 21. “Chorei muito quando a minha filha nasceu”. Não sabe o que teria feito na altura se tivesse sabido que ia ter um bebé com este problema. A responsável diz que a Pais 21 “não quer iniciar uma discussão sobre o aborto. O que defendemos é que as pessoas sejam conscientes na sua decisão”. É preciso que percebam que “eles crescem, aprendem, conseguem ser autónomos, são mais-valias. Vale a pena”
 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Adolescentes com Trissomia 21



Hoje em dia os jovens adolescentes com trissomia 21 conseguem ter vidas muito próximas do que se considera ser um padrão: sabem ler e escrever, conseguem exprimir-se, ter um comportamento social adequado, serem muito autónomos em casa e na escola e trabalharem.
Como qualquer adolescente têm os seus gostos, as suas músicas favoritas, os seus amigos, as suas paixões.
Mais do que nunca na adolescência, tal como os outros jovens, despertam para a sexualidade.
É muito importante ...dar-lhes informação clara e acessível tal como faríamos com outro adolescente, de modo a terem sempre um comportamento adequado, insistindo uma e outra vez usando sempre a mesma argumentação, clara e concisa.
 
 
Fonte: Pais 21

domingo, 16 de março de 2014

sábado, 28 de setembro de 2013

O aborto e as pessoas portadoras de sindrome de down



One mother described being asked by a psychiatrist how she got on with her son with Down syndrome; when she replied, "Terrific," he said that there was no need to be defensive. Marca Bristo, who chairs the National Council on Disability, said, "Singer's core vision amounts to a defense a genocide."
By 2000, the resistance to prenatal screening from the disability rights camp had crystallized. Disability scholars Adrienne Asch and Erik Parens, in their seminal discussion of the problem, wrote, "Pre-diagnosis reinforces the medical model that disability itself, not societal discrimination against people with disabilities, is the problem to be solved."

Prenatal genetic testing followed by selective abortion is really problematic and it is driven by misinformation." A few years later,” Asch wrote, "Researchers, professionals, and policymakers who uncritically endorse testing followed by abortion act from misinformation about disability, and express views that worsen the situation for people who live with disabilities now and in the future."

Leon Kass, chairman of the President's Council on Bioethics under George W. Bush, has argued that we "treat" prenatally diagnosed illnesses by "killing rather than tending to those who would develop them." Preventing births of any subclass of people devalues them. A society where fetuses with Down syndrome are routinely aborted clearly believes that DS is a grave misfortune. This does not mean that anyone hates or wants to slaughter people with DS; indeed, many people who would choose to terminate a DS pregnancy would also go out of way to be kind to a living person with the syndrome.

But I know from personal experience how kind sympathy can be a noxious prejudice; I do not care to spend time with people who pity me for being gay, even if their sympathy reflects a generous heart and is offered with egregious politesse.

Asch claims that women abort disabled fetuses because of the woeful lives that would come of their pregnancies; that such woe is the product of chauvinism; that such chauvinism could be resolved. Janice McLaughlin, at the University of Newcastle, wrote, "Mourning the choice the woman is compelled to make is not the same as saying she is wrong or an active participant in discrimination. Instead it points to the ways in which she, too, is a victim."

But the acts of women do not merely reflect the society; they create it.
The more pregnancies are terminated, the greater the chance that more will be terminated. Accommodations are contingent on population; or ubiquity of disability keeps the disability rights conversation alive at all. A dwindling population means dwindling accommodation.

Of the 5,500 children born with DS in the United States each year, about 625 are born to women who had a prenatal diagnosis, " One doctor assured Tierney Temple Fairchild, who had a prenatal diagnosis, not to terminate. “Almost everything you want to happen will happen. It's just going to happen at a different schedule."

This is untrue.
A great deal does not happen on any schedule for people with DS. The remark was nonetheless helpful to the family in deciding keep their child, and they didn't have amnio in subsequent pregnancies. "I had a choice and I chose life," Fairchild wrote. "Does that make me pro-choice or pro-life? Our political parties tell us we can't have it both ways. I chose life, but I am thankful I had the choice."

Like deafness and dwarfism, Down syndrome may be an identity or a catastrophe or both; it may be something to cherish or something to eradicate; it may be rich and rewarding both for those whom it affects directly and for those who care for them; it may be a barren and exhausting enterprise; it may be a blend of all these. “I’ve never seen a family who chose to have the baby and then were really sorry Gregoli said.

There is a strong movement to connect expectant mothers with a prenatal Down’s diagnosis with families bringing up with DS. Many parents have written memoirs expressing the rewards of raising such children, contending that there is less to complain of in Down syndrome than in the attitudes of the world. Of course, people who dislike having children with DS don’t tend to write memoirs; neither  do those of low socioeconomic status, for whom the obstacles to good treatment may be daunting.

My own observation is that some parents manufacture an affirmative construction of their child’s disability to disguise their despair, while others have a deep and genuine experience of joy in caring for disabled children, and that sometimes the first stance can generate the second. I met disability activists who insisted that everyone’s joy was authentic, and I met psychologists who thought no one’s experience was. The truth is that while some people fall at either end of this spectrum, most are scattered across its wide span."
Andrew Solomon, Far From the Tree

 You cannot force women to bear Down Syndrome children but you can give a better picture of what having a DS baby may mean as well as what the evils of abortion may mean to your life.
Far too little of either story gets out so that meaningful decisions can be made. 
 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Vereadora com Síndrome de Down toma posse como vereadora em Espanha



Ángela Bachiller tornou-se nesta segunda-feira (29) a primeira vereadora com síndrome de Down a tomar posse na câmara municipal da cidade de Valladolid, na Espanha.
Segundo o jornal espanhol "El País", Bachiller trabalhava como auxiliar adminstrativa no Departamento de Assistência Social de Valladolid e substituirá Jesús García Galván, que é acusado de suborno num processo de licenciamento urbanístico.
A jovem de 29 anos foi candidata pelo Partido Popular (PP) nas últimas eleições municipais e ficou em 18° lugar, podendo substituir um dos 17 vereadores caso algum contratempo acontecesse.
"Obrigado por tudo, obrigado por terem me dado confiança", disse, após jurar lealdade ao rei.

Fonte: Globo

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Trissomia 21 - Campanha











Daqui.

Testemunhos de Pais com Filhos com Trissomia 21

Testemunhos de Famílias com Diagnóstico pré-natal


Mãe do Zé Maria, 6 meses
“Senti sempre que tivesse o que tivesse ia correr bem e desde muito cedo que o senti mexer na barriga. Hoje é um bebé mais que perfeito, muito conversador e atento. Não sei o que vai fazer, nem o que irá ser no futuro, mas isso nunca sabemos com filho nenhum. Sei que nem sempre vai ser fácil mas tenho a certeza que será muito feliz e fará deste mundo um sitio muito melhor!

Conceição Fernandes, mãe do Ricardo, 6 anos
“tive o Diagnóstico pré-natal às 10 semanas de que quase de certeza um dos meus gémeos teria  T21. Houve insistência por parte de classe médica para realizar amniosintese, e absoluta certeza da nossa parte de que não iríamos fazer porque não interromperíamos a gravidez de forma alguma. Durante toda a gravidez houve suspeitas de 90% de T21 no Gonçalo, pouquíssimas suspeitas no Ricardo. No momento do nascimento houve confirmação de que ambos eram portadores de T21. Nos instantes seguintes a mesma felicidade ...interiormente já tinha a certeza disso. Serenidade, paz e muito muito amor por aqueles dois seres tão maravilhosos”

Teresa e Jorge  Osório, mãe e pai da Inês
“Quando soube fiquei assustada, tive que chorar e pensar. O diagnóstico foi-nos comunicado 2 semanas antes do Natal. No Natal já sabíamos que iríamos ter a nossa filha. Já passaram 4 anos e não nos arrependemos da nossa decisão. É uma criança muito amada que nos dá muita alegria”

Daqui.

PAIS 21 - Pais com Filhos com Trissomia 21

Grupo de Pais e Amigos
Informar, desmistificar e ajudar



sábado, 16 de março de 2013

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Workshop sobre "Trissomia 21"

 
 
A Associação Existir promove amanhã, sexta-feira, 9, a partir das 10:00 horas, na biblioteca municipal de Loulé, no âmbito da sua política de responsabilidade social, um workshop intitulado «Um olhar diferente sobre a Trissomia 21».

O evento, com entrada gratuita e aberto ao público em geral, criado com o objetivo de sensibilizar a sociedade para a questão da inclusão destas pessoas «diferentes», visa promover um espaço de debate e esclarecimento sobre a patologia e formas de lidar com a mesma.

Apenas ao longo do último século, recorda a associação louletana, a atitude da sociedade para com as pessoas com limitações ao nível do seu desenvolvimento psicomotor, como é o caso da trissomia 21, foi sendo gradualmente alterada.

“Esta atitude resultou da exigência de variados elementos da sociedade, como pais e associações, para que estas pessoas pudessem usufruir dos mesmos direitos e oportunidades que todas as outras”, refere-se.

As populações com trissomia 21, apesar das suas limitações, são pessoas alegres, responsáveis e podem realizar diversas tarefas, como qualquer outra pessoa, participando ativamente na vida da comunidade procurando ser tratados com respeito e dignidade.

“É importante que as pessoas com trissomia 21 atinjam plenamente o seu potencial, numa sociedade inclusiva, em que todos somos iguais e todos somos diferentes”, conclui a Existir.

Fonte: Diário do Algarve On Line

quinta-feira, 19 de julho de 2012

JOVEM COM SÍNDROME DE DOWN TIRA NOTA MÁXIMA


Enrico Cancelli foi mais forte que as dificuldades

ROMA, quarta-feira, 18 de julho de 2012 (ZENIT.org) - Enrico Cancelli, jovem de Trieste, no nordeste italiano, deu um pontapé nas limitações impostas pela síndrome de Down e tirou a nota máxima no esame di maturità, que serve para a admissão à universidade e equivale, de certa forma, ao vestibular brasileiro.
Diploma profissional
O momento da virada para o estudante veio em 2009, quando ele começou a usar uma técnica que permite superar as lacunas entre a capacidade cognitiva e expressiva.
Enquanto aperta nas mãos o seu certificado de aprovação, Enrico sorri, perplexo e travesso. É o mesmo sorriso que ele mostra minutos mais tarde, posando para as fotos com a professora e com o conselho. O exame é um desafio para todos e o primeiro grande encontro com a vida. Mas para Enrico Cancelli, os encontros com a vida começaram bem antes.
A síndrome de Down, combinada com uma severa dificuldade de comunicação, transformou numa cruel ladeira acima o que para outros é a estrada normal da vida. Mas a resiliência é uma virtude que não falta para Enrico. O sucesso na escola é apenas o seu teste mais recente.
Seguindo um percurso misto, reduzido em tempo, mas não em qualidade, Enrico trabalhou em uma empresa de Monrupino, acompanhado pelo tutor Haron Marucelli, que o preparou para a criação de ovinos. A criação de ovelhas, aliás, foi o tema do exameem que Enricoconquistou a nota máxima. E será também a área em que ele quer trabalhar no futuro.
Comunicação facilitada
Enrico Cancelli aprendeu a técnica da comunicação facilitada, implementada na Austrália nos anos 1970 graças ao trabalho de uma associação de apoio a portadores de necessidades especiais.
Nascido com a síndrome de Down, Enrico foi uma criança feliz nos primeiros anos de escola, propenso a cantar e a brincar. Na adolescência, porém, veio a consciência da diversidade e começaram os primeiros golpes morais. Ele se fechou, parou de falar, parou de cantar. Deixou de se comunicar. "A reviravolta no caminho da aprendizagem, e da vida, veio em 2009, quando nos aproximamos da técnica de comunicação facilitada, que foca nas pessoas pessoas deficientes que têm transtornos de linguagem", explica Bianca Mestroni, mãe de Enrico.
A comunicação facilitada serve de ponte entre as competências cognitivas e expressivas, usando teclados ou letras do alfabeto. “É necessária a presença de um facilitador: uma pessoa treinada que, sem intervir, sustenta a mão, o punho, o cotovelo ou o braço do paciente para que ele digite em um teclado de computador”, explica Michela Manca, professora de Enrico. O objetivo final é que o paciente conquiste a autonomia comunicativa que lhe falta.
"Eu sofria como um cachorro"
Assim que conseguiu se comunicar com os outros, Enrico contou um pouco do acúmulo de sofrimentos que suportou durante anos.
Desde 2009, ele renasceu. Apenas três meses após o início da experiência, Enrico escreveu: "Até agora, eu não sabia como responder, e sofria como um cachorro na minha deficiência". Duas pessoas o acompanharam na trajetória de maneira muito especial: a professora Michela, que está com ele desde 2009, e Gianna Stabile Bonifacio, sua guia espiritual que o ajudou na catequese e a editar o boletim da paróquia.
Sem a comunicação facilitada, Enrico era descrito como portador de "um grave retardo mental". Depois da experiência, Enrico escreveu na primeira página do seu exame: “Monrupino, oásis feliz onde encontrar a paz e os sonhos dourados de poéticas aspirações! Empregarei todos os meios para permanecer e trabalhar em terras assim tão férteis, correndo irresistivelmente rumo à minha vida resgatada!”.

 (Tradução:ZENIT) Daqui.
Ver mais aqui.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Seleção de Portugal de de atletismo com síndrome de Down campeã do mundo !

 
 
 
A seleção portuguesa de atletismo para atletas com síndrome de Down sagrou-se, este domingo, campeã do mundo da modalidade. A competição decorreu durante três dias no Estádio João Paulo II, em Angra do Heroísmo nos Açores, e Portugal foi o grande vencedor, deixando para trás desportistas de 12 países.


"Era um sonho que acalentávamos. Vir aos Açores, organizar o segundo campeonato do mundo em nossa casa e, se possível, ter a cereja no topo do bolo e ela está aqui", afirmou o selecionador nacional, Costa Pereira, em declarações à Lusa.


A atleta Maria João Silva, natural do Pico, esteve em grande destaque ao conquistar três medalhas de ouro. As medalhas foram obtidas nas provas de 1.500 e 800 metros marcha e em estafeta e deram uma contribuição decisiva para o resultado final, ajudando a colocar Portugal no cimo da classificação.


«Ela é campeã da Europa e duplamente campeã do Mundo», salientou Costa Pereira, lembrando que a atleta açoriana do Centro de Atividades Ocupacionais da Santa Casa da Misericórdia da Madalena, na sua ilha natal, detém os recordes em todas as distâncias.


Depois de todas as provas disputadas, Portugal somou um total de 334,5 pontos, contra os 196,5 da Venezuela, segunda classificada, e os 169 da África do Sul, que ficou em terceiro lugar no mundial.
 

terça-feira, 17 de abril de 2012

Testemunho de uma mãe com uma filha portadora de trissomia 21


Este testemunho de vida é uma delícia.
Espero ter tempo (ou que alguma alma caridosa se ofereça) para o traduzir de forma a que possa ser lido numa das próximas semanas, na nossa rubrica radiofónica diária na Rádio Costa D'Oiro.
Aqui fica:

Six-and-a-half is the magic number. It has been six-and-a half months since Kate was born and I can’t believe it. That’s what all moms say, isn’t it? The saying is as ubiquitous as “time flies” or the less common adage, “Better hold ‘em while they still won’t give you back strain.”

That’s six-and-a half months since the day that forever changed our lives. The day we found out that our sweet Kate, born short of five pounds, had one tiny extra chromosome in her newborn body.
Six-and-a half months since I ate popsicles and sang songs through contractions, wondering who the little human that lived inside me would turn out to be.
Six-and-a half months since we finally decided on her name in the delivery room—a decision that seemed so hard to make (almost providentially) because the baby girl we imagined wasn’t the baby girl we received; she was even better.
Six-and-a half months since a little chromosome made a huge impact when the doctor told us the news, that our baby Kate has Down syndrome. And six-and-a half months since I called my friends and family with the solemn news.

At the time, it was devastating. Incomprehensible. Surreal. But now, half a year later, with her fat little cheeks and her gummy little grin, that extra chromosome seems to only make her extra cute. Luckily, many other moms like me share the same sentiment about their little ones, especially when they go through the characteristically atypical situations that come with parenting a child with special needs.

One story in particular gave me pause. A mom, speaking of her teenage foster daughter who has Down syndrome, shared a story about how her daughter just loved hugs. I mean, loved hugs.

Every chance she got, the daughter pounced her mom, and other family members, like a lion in the jungle, then clung on tight to give them a boa constrictor-worthy hug.

She hid behind furniture and walls, cast her eyes on her object of affection and then darted toward them like a speeding love bullet.

This passionate hug-fest occurred without warning ... and often at the most cumbersome times. The recipient was often holding things, completely unprepared for the über-enthusiastic embrace.

Finally, after having the breath knocked out of her one too many times, the mom said, “Honey, I love your hugs, but you can’t jump on me, you’re too big!”

“I’m big?” questioned the daughter with sincere puzzlement. It hadn’t ever occurred to her that she was big.

And with that simple validation, the hugs continued in a bit more gentle fashion.

The story warmed my heart as I looked at my little baby who would someday be big enough to squash me with hugs. I immediately thought: how beautiful to not know the size of your body, but only the size of your love.

In a society where we are so quick to focus on “special needs” as lacking something, I think it’s quite the opposite. It’s the something special that will give Kate a unique outlook, a profound capacity for love, and the ability to affect every one around her in a “big” way. All it took for me to learn that valuable piece of wisdom was six-and-a-half months.
Lauren Warner. Daqui

sábado, 24 de março de 2012

sábado, 10 de março de 2012

EXAME PRÉ-NATAL E O DESTINO DOS NASCITUROS

Declarações de Rick Santorum incendeiam o debate


Como parte do contínuo debate sobre os seguros de saúde e os contraceptivos nos Estados Unidos, outra questão polêmica emergiu recentemente no país: o exame pré-natal.

Em 18 de fevereiro, durante uma conferência de imprensa, Rick Santorum, candidato nas primárias republicanas, criticou o presidente Barack Obama pelo Affordable Care Act, que permite exames pré-natais gratuitos.

"O pré-natal gratuito vai acabar aumentando o número de abortos e a eliminação dos deficientes em nossa sociedade", disse Santorum.

Os comentários do candidato republicano receberam críticas, mas também inesperados elogios. Nas colunas do Chicago Tribune, mesmo defendendo o direito ao aborto, Esther J. Cepeda concordou com Santorum.

"Embora eu seja pró-escolha, Santorum não está tão fora de lugar como os defensores ardorosos do direito das mulheres ao aborto afirmam", disse a jornalista.

Explicando sua posição no dia seguinte, Santorum enfatizou que 90% dos fetos diagnosticados com síndrome de Down são abortados nos Estados Unidos.

Outro país onde o pré-natal está em debate é a Alemanha. No ano passado, o Bundestag aprovou, com 320 votos a favor e 260 contra, a lei sobre o diagnóstico genético pré-implantação em condições restritivas, conforme relatado pela agência alemã Deutsche Welle.

Os bispos alemães criticaram a iniciativa, definindo-a como contrária à dignidade humana e recordando que "toda pessoa tem o direito à vida desde a concepção".

Ameaças à vida

O jornal Die Welt informa que o primeiro bebê alemão a ser monitorado geneticamente nasceu em 27 de janeiro em Lubeck. Segundo o artigo publicado em fevereiro, os pais do bebê, que preferem manter o anonimato, sofrem de um defeito genético que, em 25% dos casos, leva ao nascimento de um filho destinado a morrer pouco tempo após o parto.

"Não praticaríamos este diagnóstico se um dos pais tivesse uma doença não mortal", disse a doutora Gabriele Gillessen-Kaesbach, envolvida no procedimento.

A experiência mostra, no entanto, que, com o tempo, o diagnóstico pré-implantação se vulgarizou significativamente, e o resultado que se segue é, muitas vezes, o aborto.

Na edição do jornal canadense Globe de 7 de janeiro, a jornalista Carolyn Abraham lembrou o primeiro aniversário da sentença do Supremo Tribunal Federal que anulou a lei que regulamentava a manipulação de embriões para tratamento pré-implantação.

No vácuo jurídico resultante, clínicas de fertilidade do Canadá passaram a enviar seus embriões aos Estados Unidos, onde eles continuaram a sofrer intervenções em ampla gama de defeitos genéticos. A maioria dos críticos se preocupa com o fenômeno da busca pelo filho perfeito, que corre o risco de degenerar em uma nova era da eugenia, disse Abraham.

O artigo relata que o médico canadense Jeffrey Nisker praticava o diagnóstico pré-implantação e mudou de ideia ao ver o que estava acontecendo. Inicialmente, ele pretendia ajudar as crianças a nascerem livres de doenças genéticas. Mais tarde, observou que muitos pais queriam o diagnóstico pré-implantação para determinar o sexo dos embriões ou selecioná-los conforme qualidades ou características.

Nisker advertiu: "Se focarmos na perfeição, acabaremos culpando as pessoas com deficiências".

Ao saberem dos potenciais problemas genéticos dos fetos, as mulheres podem se sentir pressionadas a fazer abortos. Este é o caso de Marie Ideson, que foi forçada a abortar depois de ser informada sobre a síndrome de Down do seu bebê.

"Uma enfermeira me disse que não abortar o meu filho iria fazê-lo sofrer e que ele só seria um fardo para a sociedade", disse a mulher ao jornal australiano The Herald Sun, em 4 de dezembro de 2011. Imediatamente após o aborto, ela se arrependeu. Mas a decisão já tinha criado tensões em seu casamento, que, alguns anos mais tarde, terminou em divórcio.

Abortar bebês com alguma deficiência é um hábito comum na Grã-Bretanha. Um artigo de 4 de julho do ano passado no Daily Mail informa que 482 fetos com síndrome de Down foram abortados em 2010, incluindo dez que já haviam superado 24 semanas de gestação.

Até fetos perfeitamente saudáveis ​​podem ser abortados se o sexo não for o "desejado". O jornal britânico Telegraph publicou recentemente os resultados de uma investigação secreta em que os repórteres visitaram várias clínicas para ver se era possível fazer abortos com base no sexo do feto. O relatório, publicado em 22 de fevereiro, revela que, embora esse tipo de aborto seja ilegal, a prática é realizada por grande número de clínicas.

O aborto com base no sexo do feto tem sido foco de debates também no Canadá nas últimas semanas, depois de um artigo do Jornal das Associações Médicas Canadenses, que criticou a prática.

Independentemente do valor das argumentações, se o princípio da sacralidade da vida é deixado de lado, qualquer outro valor se torna negociável.


Daqui.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Pessoas diferentes

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

De mais um possível disparate em resultado da barriga de aluguer


A Ana e o João são casados há dez anos.
Ela é advogada e ele engenheiro de telecomunicações.
Estão bem na vida e são felizes no casamento.
Como muitos outros casais o sonho da Ana e do João é ter um filho.
Como a Ana não consegue engravidar passou a ser acompanhada por médicos e o casal procura ter um filho através de técnicas de procriação medicamente assistida. Embora não ponham de parte a adopção a a Ana e o João sentem um apelo genético que os leva a tudo procurar para conseguir gerar um filho biológico.
Os médicos no entanto não têm duvidas, a Ana tem um problema no útero que impossibilita que qualquer gravidez vá avante. O problema no útero não permite que a Ana engravide e a solução estaria na possibilidade de uma outra mulher ceder o seu útero para a implantação de um óvulo já fecundado.
É aí que aparece a Maria, amiga da Ana desde os 11 anos a Maria tem dois filhos, acompanha a angústia do casal dos últimos anos e disponibiliza-se para substituir a Ana na gestação de um filho durante os nove meses da gravidez.
A Ana e o João não podem estar mais felizes, a Maria é a pessoa ideal É calma, responsável, não fuma, não bebe, tem uma vida calma e dois filhos amorosos.
O casal decide ir em frente com o projecto e é celebrado o contrato gratuito previsto na legislação aprovada em 2012 pelo parlamento.
Tudo corre bem, a gravidez é acompanhada de perto pelo casal e sobretudo pela Ana que diariamente passa horas com a sua amiga Maria.
Às nove semanas a Maria vai fazer uma ecografia de acompanhamento e o casal acompanha-a.
Sucede que a Maria a Ana e o João levam um murro no estomago quando se apercebem que o bébe, o seu bébe, tem uma deficiência evidente pois não tem uma das mãos e as medidas do corpo indiciam que pode ter mongolismo.
Os médicos não conseguem assegurar e aconselham a realização de mais testes que em relação ao mongolismo não são conclusivos. Na melhor das hipóteses o filho nascerá sem uma mão e, na pior, terá outras deficiências.
A Ana e o João estão confusos, de um momento para o outro o sonho passa a pesadelo. Depois de muito pensarem decidem realizar um aborto e avançar para um processo de adopção.
O problema é que a Maria não concorda com a decisão e tenta convencer os seus amigos a reverem a posição.
A relação entre os três degrada-de rapidamente e a Ana precisa de apoio psocilógico. O João não tem dúvidas de que a Maria não está a cumprir com o contrato e recorre aos Tribunais para interromper a gravidez.
Entretanto a gravidez avança e a Maria recusa-se a realizar qualquer aborto declarando, perante a posição dos progenitores, que assumirá o bébe que entretanto sente como sangue do seu sangue.
O assunto acaba nos Tribunais e divide a opinião pública.
Os Tribunais decidem que ninguém pode ser sujeita a um aborto contra a sua vontade. A Maria vê assim reconhecido o seu direito de não lhe ser imposto um aborto que poderia colocar em causa a sua integridade física.

Nota: Este post retrata uma situação totalmente possível e que não é sequer prevista nos projectos apresentados pelo BE, PS e, (pasme-se) PSD. Os projectos que foram apresentados não tratam minimamente o estatuto da mãe de substituição e são totalmente irresponsáveis podendo causar situações como a retratada ou muito piores.
Pedro Pestana Bastos
Advogado

terça-feira, 26 de julho de 2011

Criança de 10 anos com sindroma de down salva bébé de 24 meses

Grandma's CPR revives drowning toddler: wwlp.com




One Wilbraham family very nearly lost a toddler who fell in the pool, nearly drowned, and had to be revived.

It was a birthday pool party this family will never forget. Lianne Azevedo had 25 or 30 guests at her Bittersweet Lane home in Wilbraham Wednesday afternoon, when the joy turned to terror.

Azevedo told 22News she couldn't believe what she saw when her 12 year old daughter Sophia came up to her in the back yard. "And I turned, and she was holding my grand-baby. Limp and blue."

Certified in first aid, Lianne knew what to do almost instinctively.

"I put him on the ground, and I began CPR. And then he began to gurgle. And when he finally began to gurgle, I rolled him over, tried to get the water out of his lungs," Azevedo said.

This rescue was a family effort. Lianne's 12 year old daughter Sophia spotted the baby in the water after she was alerted by her 10 year old niece, Annie, who has Downs Syndrome.
Sophia Acevedo told 22News, "I jumped in and I grabbed him. I was just scared. I thought he was gonna die. I really thought he was dead at the time."

Azevedo said this situation serves as a stark reminder to anyone with a swimming pool to keep tabs on the kids, because they act fast. "He had just arrived, and someone was going to get his bathing suit. It was just (snap fingers) like that!"

The EMT's praised Lianne for her fast action that saved the little boy's life. Little Brady Dones was awake and alert when he went to the hospital, and he's expected to be okay.

Daqui

Como refere um comentador sobre esta história:
We know that 9 in 10 mothers who find that their child has Downs Syndrome choose to abort their children, but if they just knew how much of a blessing these children are, they would choose differently. If Annie Walsh wasn’t there, it is possible that the two year old toddler wouldn’t have been rescued in time.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Devolver a humanidade às crianças com Sindrome de Down


Nesta entrevista com ZENIT, Lejeune-Gaymard, autora de “Life is a Blessing: A Biography of Jerome Lejeune”, fala sobre seu pai, o cientista francês que descobriu a origem da síndrome de Down.

Sobre o aborto:

A vida começa no instante da concepção, quando os genes da mãe e os do pai se unem para formar um novo ser humano, que é absolutamente único. Todo o patrimônio genético já está lá. É como uma música de Mozart na partitura. A vida inteira já está lá.

Aos dois meses, o embrião já tem tudo: mãos, olhos, corpo. É um corpo muito pequeno, mas depois de dois meses, a única coisa que faz é crescer. Se pudéssemos pegar seu dedo pequeno, já seria possível observar sua impressão digital.


Sobre os portadores do sindroma de Down:

O tratamento real não existe atualmente, já que os pesquisadores estão trabalhando em solucionar este problema genético. O patrimônio genético das crianças é correto, simplesmente se repete, como um disco riscado. Meu pai sempre dizia que uma criança Down é mais criança que as outras: é como se não estivesse totalmente acabada.

Então, se esse gene pudesse ser silenciado, a criança poderia ser normal. E este é realmente o futuro da medicina, reparar o código genético. Portanto, não é louca a ideia de que possamos tratar deles algum dia.

A dificuldade está em que se gasta muito dinheiro em realizar o diagnóstico e matar as crianças, até o ponto de que, se pudéssemos ter somente 10% desse dinheiro para a pesquisa, já poderíamos ter chegado à cura.

Fonte: Zénit

Para mais informações: Fundação Lejeune

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Pablo Pineda



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