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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Hospital das camisas

 
 
O Carlos começou a achar a Sandra mais distante.
Ao fim de 8 anos de casamento, com os 3 filhos, o trabalho e os multíplos afazeres da casa, tornou-se mais fria e parecia estar sempre irritada e implicativa.
Até que um dia, ela explodiu e começou a falar em divórcio e em levar os miúdos, dizendo que talvez sozinha fosse melhor para todos. O divórcio poderia resolver os problemas e, cada um, poderia ainda procurar outras vias e fazer, sozinho, aquilo que sempre gostaria de fazer e que deixou de poder fazer por causa da família.
O Carlos ficou em estado de choque.
Tudo lhe parecia tão garantido e seguro, tão garantido que começou a descurar a atenção à Sandra, muitas vezes sem se aperceber, deixando de a "cativar" e "namorar", sempre muito preocupado com tudo e menos com o que devia estar em primeiro lugar. As prendas de namoro tinham deixado de ter sentido, agora, que existiam outras despesas, prioridades e diferenças que, antes nem se notavam, mas que agora se tornaram ensurdecedoras.
A Sandra gosta muito de sair  enquanto o Carlos é mais caseiro e pacato; o Carlos levanta-se sempre cedo ao fim de semana enquanto a Sandra gosta de ficar na cama até tarde, e ele acaba por criticá-la, dizendo "com tantos filhos, como é que podes ficar na cama até tão tarde!". A paciência começa a esgotar-se para cada um dos lados e aqueles defeitos que, no início, pareciam virtudes, agora tornaram-se insuportáveis enquanto que até as virtudes do outro mais parecem agora defeitos desagradáveis.
No inicio o Carlos e a Sandra falavam tanto (e era tão bom!), mas isso foi-se perdendo no meio dos afazeres do relatório que ainda tem de ser enviado hoje, das fraldas que falta trocar, do remédio que se esqueceu de dar à que está doente, da roupa que ficou dentro da máquina por estender, na loiça lavada que falta arrumar, nas compras que há por fazer, nas contas que há que pagar...
 
O Carlos acabou por concluir que o peso da família matou o que de melhor deveria ter cultivado, o namoro com a Sandra; a sua atenção para com ela, o diálogo; o carinho. Tudo passou a parecer dispensável em face das prioridades do trabalho que lhe dão dinheiro para pagar as contas e dos cuidados aos filhos.
A palavra “amor”, no meio do cansaço do trabalho e dos afazeres diários perdeu força e sentido.
Será então a separação a cura para estes males, como se de uma solução milagrosa se tratasse?
Infelizmente todas as famílias são alvos a abater e a separação e o divórcio parecem ser o caminho mais fácil. O difícil é enfrentar os problemas, fazer “stop” e “rewind” e recomeçar sempre, ainda que uns meses depois se volte ao mesmo e se tenha de fazer um novo “stop” e um novo“rewind”.
Mas quem é que disse que a vida em geral e a vida familiar tinham de ser sempre um caminho paradisíaco feito só de coisas bons e sempre para melhor ?
Há muitos anos atrás dizia-se que quando se avariava alguma coisa, não se deitava fora, mas reparavam-na. Em Lisboa existia mesmo um “hospital das camisas” onde as golas gastas eram substituídas nas camisas mais antigas que, desta forma, voltavam ao uso, como novas.
Hoje em dia o casamento é algo descartável, tal como um bébé indesejado ou um idoso acamado. Nas telenovelas e nas revistas cor-de rosa é isso que nos ensinam. Quando corre mal, acaba-se  e segue-se em frente à procura da felicidade num outro lugar, numa outra relação. Porque o que interessa é as pessoas serem sempre felizes, em cada momento e “sentirem” de forma permanente emoções e sentimentos.
Com a falta de tempo, as pessoas deixam de reflectir e passam a agir apenas por reacções, como de animais irracionais se tratassem.
Desistir e não enfrentar as dificuldades, por maiores que sejam, parece sempre ser a melhor solução, mas a realidade é que a desistência trás consequências mais graves e piores que o próprio problema de origem.
O Carlos e a Sandra arriscam tentar, de novo, e de novo, voltarão a tentar outra vez, ou preferem simplesmente desistir ?                                                                                                    
Artigo de opinião de Abril do "Notícias de S.Brás"
Miguel Reis Cunha

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Chiara Corbella Petrillo



Chiara Corbella Petrillo morreu com 28 anos, em Junho de 2012, vítima de cancro, por ter posto a vida da criança que trazia no ventre à frente da sua. Esta história comoveu centenas de milhares de pessoas em Itália, que quiseram saber mais sobre esta jovem mãe, testemunha de uma profunda confiança em Deus e, sobretudo, do poder do amor materno.

Antes do nascimento do seu terceiro filho, Francesco, em maio de 2011, já Chiara e o seu marido Enrico tinham acompanhado no seu nascimento para o Céu os seus dois primeiros filhos, Maria Grazia Letizia, nascida em 2009 e Davide Giovanni, em 2010. Ambos sofriam de deficiências graves que lhes provocaram a morte poucos minutos depois do parto. Nos dois casos, Chiara e Enrico decidiram levar até ao fim a gravidez, dando aquilo que Chiara chamava “os pequenos passos possíveis” que Deus ia pedindo a este jovem casal.

Um testemunho de fé e de vida que manifesta o que há de mais sagrado e forte no casamento e na maternidade, a entrega da própria vida por amor. Porque “o importante na vida não é fazer grandes coisas, mas nascer e deixar-se amar”.

«Misteriosamente Chiara nasceu no meu coração muito depois de ter morrido e sinto que ficará viva para sempre. A sua alegria, a sua entrega, a sua liberdade interior, a sua fé e o seu grande amor pela família e pela vida, são agora também pilares da minha fortaleza interior», escreve a jornalista Laurinda Alves, responsável pela apresentação do livro em Lisboa, às 21h00, no auditório do Colégio S. João de Brito.
Por seu lado, Carmo e Bento Amaral, que farão o lançamento do volume no auditório da paróquia de Cedofeita, no Porto, às 16h30, sublinham: «A história deste casal ensina-nos que a Vida está cheia de pequenos momentos de felicidade, mesmo nas alturas de maior sofrimento. Ensina-nos que o sofrimento não é a inexistência de felicidade, mas pode ser o lugar onde se descobre a verdadeira felicidade».
 
Prefácio à edição portuguesa
Luísa Viterbo, médica oncologista
In "Nascemos e jamais morreremos"

domingo, 2 de novembro de 2014

Casar é estar disposto a trabalhar as suas próprias dificuldades



Numa era em que o problema já não é só o divórcio, mas o facto de muitos já nem se quererem casar, o psicólogo dinamarquês diz que a chave está em ensinar aos jovens, mesmo durante os namoros, a resolver os seus conflitos para que percebam que o compromisso é possível desde que encontrem uma pessoa disposta a trabalhar as suas próprias dificuldades.

Peter Damgaard Hansen
Psicólogo

sábado, 18 de outubro de 2014

A luz que de noite resplandece



 
 
Declaração final do Sínodo Extraordinário dos Bispos (18 de Outubro de 2014)

 

Existe, antes de tudo, os grandes desafios da fidelidade no amor conjugal, do enfraquecimento da fé e dos valores, do individualismo, do empobrecimento das relações, do stress, de um alvoroço que ignora a reflexão, que também marcam a vida familiar.

Assiste-se, assim, a não poucas crises matrimoniais enfrentadas, frequentemente, em modo apressado e sem a coragem da paciência, da verificação, do perdão recíproco, da reconciliação e também do sacrifício.

 Os fracassos dão, assim, origem a novas relações, novos casais, novas uniões e novos matrimônios, criando situações familiares complexas e problemáticas para a escolha cristã.

Entre estes desafios queremos evocar também o cansaço da própria existência.

Pensemos no sofrimento que pode aparecer num filho portador de deficiência, numa doença grave, na degeneração neurológica da velhice, na morte de uma pessoa querida. É admirável a fidelidade generosa de muitas famílias que vivem estas provações com coragem, fé e amor, considerando-as não como alguma coisa que é arrancada ou infligida, mas como alguma coisa que lhes é doada e que eles doam, vendo Cristo sofredor naquelas carnes doentes.

Pensemos às dificuldades económicas causadas por sistemas perversos, pelo “fetichismo do dinheiro e na ditadura de uma economia sem rosto e sem um objetivo verdadeiramente humano” (Evangelii Gaudium 55), que humilha a dignidade das pessoas.

Pensemos ao pai ou à mãe desempregados, impotentes diante das necessidades também primárias de suas famílias, e aos jovens que se encontram diante de dias vazios e sem expectativas, e que podem tornar-se presa dos desvios na droga e na criminalidade.

Pensemos também na multidão das famílias pobres, àquelas que se agarram em um barco para atingir uma meta de sobrevivência, às famílias refugiadas que sem esperança migram nos desertos, àquelas perseguidas simplesmente pela sua fé e pelos seus valores espirituais e humanos, àquelas atingidas pela brutalidade das guerras e das opressões.

Pensemos também às mulheres que sofrem violência e são submetidas à exploração, ao tráfico de pessoas, às crianças e jovens vítimas de abusos até mesmo por parte daqueles que deveriam protegê-las e fazê-las crescer na confiança e aos membros de tantas famílias humilhadas e em dificuldade.

“A cultura do bem-estar anestesia-nos e (...) todas estas vidas ceifadas por falta de possibilidades nos parecem um mero espetáculo que não nos incomoda de forma alguma” (Evangelii Gaudium, 54).

(…..)

Cristo quis que a sua Igreja fosse uma casa com a porta sempre aberta na acolhida, sem excluir ninguém.

(….)

Existe, contudo, também a luz que de noite resplandece atrás das janelas nas casas das cidades, nas modestas residências de periferia ou nos povoados e até mesmos nas cabanas: ela brilha e aquece os corpos e almas.

Esta luz, na vida nupcial dos cônjuges, acende-se com o encontro: é um dom, uma graça que se expressa – como diz o Livro do Génesis (2,18) – quando os dois vultos estão um diante o outro, numa “ajuda correspondente”, isto é, igual e recíproca.

O amor do homem e da mulher nos ensina que cada um dos dois tem necessidade do outro para ser si mesmo, mesmo permanecendo diferente ao outro na sua identidade, que se abre e se revela no dom mútuo.

É isto que manifesta em modo sugestivo a mulher do Cântico dos Cânticos: “O meu amado é para mim e eu sou sua...eu sou do meu amado e meu amado é meu”, (Cnt 2,16; 6,3).

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Fidelidade ao amor



Maxine e Don Simpson são verdadeiramente um exemplo de amor eterno. Aquela promessa feita em cada casamento foi para o casal californiano uma realidade vivida durante 62 anos. “Até que a morte nos separe”, e foi exatamente assim: eles morreram de mãos dadas. Como foram na vida, da mesma forma foram no leito de morte: inseparáveis. Ela tinha câncer, e ele tinha fraturado o quadril. Don tinha consciência de que a mulher morreria. Foram juntos, como gostariam, e de mãos dadas, com a distância de poucas horas um do outro (Caffeina Magazine, 4 de agosto).

Tudo começou na metade do último mês de julho, quando Don Simpscon, ex-engenheiro civil, natural do Norte de Dakota, quebrou o quadril caindo em casa. Os dias passavam, mas ao invés de melhorar, sua saúde só piorou. Ao mesmo tempo as condições da mulher, Maxine, complicaram-se devido ao câncer.

A família decidiu colocá-los juntos em recuperação, mas não em um triste e asséptico quarto de hospital, e sim em um quarto de um parente. “Suas camas estavam uma ao lado da outra”, explicou a neta Melissa Sloan. “Em um certo momento minha avó acordou e viu que ao seu lado estava meu avô. Pegou na sua mão e deu o último suspiro”.




Após a retirada do corpo de Maxine, a neta entrou para ver como estava o avô, foi quando percebeu que também ele havia parado de respirar. Naquele momento faziam apenas quatro horas que a avó tinha falecido.

Don Simpson tinha conhecido Maxine em um boliche quando estava por um tempo em Bakersfield (Califórnia), onde o casal depois viveu toda a vida. Após o casamento, que aconteceu em 1952, adotaram dois filhos. “Faziam sempre tudo juntos”, disseram entre lágrimas os parentes. “Nunca se separaram e nem mesmo a morte os separou. Foi realmente uma grande história de amor” (Lettera43, 4 de agosto).

terça-feira, 17 de junho de 2014

quinta-feira, 29 de maio de 2014

O cônjuge ideal

 
 
O cônjuge ideal será aquele que se sinta tão seguro de si mesmo que nunca considere o outro seu rival, mas que, pelo contrário, seja possível viverem os dois para sempre como companheiros leais, dedicados a uma causa comum.
Um cônjuge que estabeleça um tal espaço de liberdade, que tudo o que disser seja pura transparência, de tal maneira que o outro não sinta temor de lhe manifestar tudo o que sente no seu interior, porque sabe que não se ofenderá.
Um cônjuge que seja capaz de remover as pedras do caminho, de tal modo que os dois juntos possam caminhar ao sol com a mesma alegria das crianças, quando constroem castelos de areia na praia.
Um cônjuge que saiba que o prazer do encontro sexual é a canção da liberdade, como quando as suas asas se estendem ao sol. Eles sabem que maré alguma poderá apagar as pegadas dos seus pés, porque num certo dia venturoso encontraram-se num mesmo sonho.
O cônjuge ideal será aquele que tiver consciência da fortaleza e da debilidade do outro, sem que nunca lhe ocorra aproveitar-se delas. Os seus braços serão refúgio para os momentos de desânimo do outro; e a fortaleza de um, trincheira aberta para os combates do outro.
Um cônjuge que sabe que não se podem apanhar as tempestades com uma rede, e que serão livres quando os seus dias e as suas noites estiverem isentas de perturbação, pois nesse dia serão como torre levantada no cume de um alto monte.
Um cônjuge que saiba respeitar e reconhecer os carismas pessoais do outro e os seus quadros de valores, para que juntos, possam edificar, sobre eles, um sonho antigo.
O cônjuge ideal é aquele que não teme entrar no recinto da ternura, não cora ao confessar-se débil nem se envergonha de pedir ao outro o estímulo para a luta de cada dia.
Um cônjuge que não interprete o amor como debilidade: que, porque ama, pense que o outro é o vencedor, ou, pelo contrário, se sinta superior pelo facto de ser tão amado.
Um cônjuge que seja um manto de proteção para o outro, frente aos ataques do exterior, mas que também o proteja de si mesmo.
Um cônjuge que conhece os erros do outro e os aceita sem recriminar, e caminha a seu lado a fim de os corrigir.
Um cônjuge que sabe que o amor sempre cantará, sem necessidade de dar explicações.
Um cônjuge que em cada amanhecer alimenta o amor com um novo favo de mel; e que, antes de nascer o sol, se dirige ao jardim interior para cortar um cravo coberto de orvalho, e o oferece ao outro sem dizer palavra.
O cônjuge ideal é aquele que sabe que o matrimónio é como um mar dilatado e que os dois são navegantes que todos os dias saem para o mar alto, à descoberta de novos mundos em águas desconhecidas.
Um cônjuge que sabe que a realidade do outro não reside naquilo que ele revela, mas naquilo que não pode ser revelado.
Um cônjuge que sabe e aceita que, para descobrir a verdade, são necessárias duas pessoas: uma para dizê-la e outra para escutá-la.
Um cônjuge que sabe que, quando se voltam as costas ao sol (do outro cônjuge) só se veem sombras.
O cônjuge ideal é aquele ser capaz de vibrar, como as cordas de um alaúde, frente à beleza e ao êxtase da vida, porque a vida é mesmo assim: é possível silenciar a cítara soltando as cordas, mas, quem poderá silenciar as andorinhas do céu?
Um cônjuge que tenha os olhos abertos para o mistério geral da vida, aceitando com igual serenidade tanto a dor como a alegria, sem se assustar com a marcha ziguezagueante do espírito humano.
Um cônjuge que, sentado à sombra de uma fortaleza, se mantenha imutável frente às adversidades, sem se deixar abater pelos fracassos, transformando os contratempos em estímulos, e erguendo-se uma e outra vez sobre as cinzas do orgulho.
Um cônjuge, enfim, capaz de responder com todo o peso da doçura, quando, de repente, surge o gesto azedo, que nunca resvala pela encosta da ironia nem da ofensa, e que em cada dia amanhece oferecendo uma aurora, sem nunca permitir que as correntes se enrolem à cintura da liberdade.
E assim, enquanto as estrelas dormem, silenciosas, na escuridão da noite, vão navegando até àquela praia distante com que sempre sonharam.
 
Ignacio Larrañaga
In O matrimónio feliz, ed. Paulinas

sábado, 17 de maio de 2014

O compromisso e a fidelidade do amor conjugal

 
 
O compromisso do casamento:
Prometo amar e respeitar na saúde, na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte nos separe... ...

"Ele tem 80 anos de idade e insiste em tomar o pequeno almoço com sua esposa.

Quando eu perguntei: "Por q...ue sua esposa está no lar?"
Ele disse: "Porque ela tem alzheimer (perda de memória)".

Então eu perguntei: "A sua esposa espera para compartilhar o pequeno almoço?"
Ele respondeu: "Ela não se lembra, não sabe quem eu sou, há cinco anos atrás já não me reconhece."

Admirado, eu disse: "Ainda continua a fazer o pequeno-almoço com ela todas as manhãs, mesmo que ela não te reconhece!".

O homem sorriu, olhou para os meus olhos e apertou minha mão.
Em seguida, disse: "Ela não sabe quem eu sou, mas eu sei quem ela é."
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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Por vezes, no casamento, voam pratos

 
 
O Papa Francisco, na audiência de hoje (dia 2-4-2014)  indicou que “é verdade que na vida matrimonial há tantas dificuldades, tantas; seja o trabalho, seja que o dinheiro não basta, seja que as crianças tenham problemas. Tantas dificuldades. E tantas vezes o marido e a mulher se tornam um pouco nervosos e discutem entre si. Discutem, é assim, sempre se briga no matrimônio”.

“Mas também, algumas vezes voam até os pratos. Mas não devemos ficar tristes por isto, a condição humana é assim. E o segredo é que o amor é mais forte que o momento no qual se discute”.

Segundo informou a Rádio Vaticana, Francisco assinalou que “por isto eu aconselho aos esposos sempre: não terminem um dia no qual tenham discutido sem fazer as pazes. Sempre! E para fazer as pazes não é necessário chamar as Nações Unidas, que venham pra casa fazer a paz. É suficiente um pequeno gesto, um carinho, um olá! E amanhã! E amanhã se começa uma outra vez. E esta é a vida, levá-la adiante assim, levá-la adiante com a coragem de querer vivê-la juntos. E isto é grande, é belo!”.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O matrimónio feliz



O cônjuge ideal é aquele que em cada amanhecer alimenta o amor com um novo favo de mel; e que, antes de nascer o sol, se dirige ao jardim interior para cortar um cravo coberto de orvalho, e o oferece ao outro sem dizer palavra.
O cônjuge ideal é aquele que sabe que o matrimónio é como um mar dilatado e que os dois são navegantes que todos os dias saem para o mar alto, à descoberta de novos mundos em águas desconhecidas.
Um cônjuge que sabe que a realidade do outro não reside naquilo que ele revela, mas naquilo que não pode ser revelado.
Um cônjuge que sabe e aceita que, para descobrir a verdade, são necessárias duas pessoas: uma para dizê-la e outra para escutá-la.
Um cônjuge que sabe que, quando se voltam as costas ao sol (do outro cônjuge) só se veem sombras


Ignacio Larrañaga

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Não há nada melhor para as crianças que a estabilidade que se encontra no matrimónio

 
 
Sir Paul Coleridge, juiz do Tribunal Superior de Justiça de Inglaterra e Gales e fundador da Marriage Foundation (Fundação do Matrimónio), assinalou que não há nada melhor para as crianças que a estabilidade que se encontra no matrimónio.

Um estudo recente da Marriage Foundation revelou que as crianças cujos pais não estavam casados eram duas vezes mais propensas a sofrer de divisões familiares, que aquelas cujos pais estavam casados.

Em declarações ao jornal britânico The Daily Telegraph, Coleridge advertiu que existe um "alto nível de ignorância", no sistema político sobre os benefícios do matrimónio.

Para o juiz britânico, o problema não é que os políticos e outras autoridades estejam "atemorizados" para falar a favor do matrimónio, mas é que muitos pensam que esta instituição e a coabitação são equivalentes.

"Existe esta ideia de que não faz nenhuma diferença coabitar ou casar", lamentou, indicando que "uma tende a durar e a outra tende a não durar".

"E quando se considera o que é o melhor para as crianças, a estabilidade é o nome do jogo".

Sir Paul Coleridge advertiu que não tem a intenção de "pregar moral", mas "a realidade da família é muito simples".

"Se a relação existente for suficientemente estável para enfrentar os rigores de criar uma criança, então deve-se considerar seriamente acrescentar a proteção do matrimónio à relação".

Por outro lado, assinalou o magistrado, "se a relação não for o suficientemente estável para assumir a criação das crianças, não deveria nem tê-las. O casal tem uma responsabilidade, não tem nenhum direito a ter crianças, tem apenas a responsabilidade".

Coleridge disse que em tribunal, "as pessoas falam sobre os seus direitos. Ninguém tem direito quando se trata de crianças… o que tem são responsabilidades e deveres de fazer o melhor possível para eles".

"Não acho que os casais deveriam ter crianças até que estejam certos de que relação entre eles é o suficientemente estável para enfrentar o estresse e as tensões".

Por sua parte, Christian Guy, diretor do Centro para Justiça Social, disse que "muita gente não se dá conta de que a coabitação prolongada com crianças é extremamente estranha. A maioria de pessoas com filhos que ainda estão juntas depois de muitos anos estão casadas".

"Os resultados em longo prazo mostram que há algo diferente por estar casado, é mais estável. As pessoas estão vinculadas quando estão casadas, de uma forma que não acontece quando apenas estão vivendo juntas", assinalou.

(Fonte: 'ACI Digital' com adaptação)

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A entrega no casamento

 
 
Casamento e vida familiar dão-nos constantes oportunidades para nos negarmos a nós mesmos pelo bem de outros.
Ainda assim, a abnegação não é uma máscara de desprezo por si próprio, mas o meio necessário para alcançar o autodomínio; este torna possível a nossa entrega e realização pessoal. Pecado não é querer demais, mas aceitarmos muito pouco, é ficarmos pelo contentamento de nós próprios em vez de nos sentirmos preenchidos em entrega total ao outro.
Scott Hahn em “Swear to God: The Promise and Power of the Sacraments” (pp. 128-129) – 'Sob juramento perante Deus: A Promessa e o Poder dos Sacramentos' (tradução de JPR)

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Homens e mulheres são diferentes, diz estudo científico.

Homens e mulheres têm ligações cerebrais muito diferentes, revela um estudo, que parece confirmar estereótipos sobre atitudes e comportamentos próprios de cada sexo.

«Estes mapas da conectividade cerebral revelam diferenças com forte impacto, mas também complementares, na arquitectura do cérebro humano, que ajudam a elaborar uma potencial base neuronal para explicar por que motivo os homens são melhores em algumas tarefas e as mulheres, noutras», destacou Ragini Verma, professora de radiologia da faculdade de medicina da Universidade da Pensilvânia e principal autora do estudo, publicado nos Anais da Academia Americana de Ciências (PNAS).
O estudo, realizado com 949 pessoas (521 mulheres e 428 homens) de entre nove e 22 anos, revela no homem uma maior quantidade de conexões na parte frontal do cérebro - centro de coordenação das acções - e na parte de trás, onde se encontra o cerebelo, importante para a intuição. As imagens também mostram grande quantidade de conexões dentro de cada um dos hemisférios do cérebro.
Tais conexões sugerem que o cérebro masculino está estruturado para facilitar a troca de informações entre os centros da percepção e da acção, segundo Ragini Verma.
Já nas mulheres, há mais conexões entre o hemisfério direito - onde se situa a capacidade de análise e tratamento da informação - e o hemisfério esquerdo, centro da intuição.
Verma explica que os homens são geralmente mais aptos para aprender e executar apenas uma tarefa, como andar de bicicleta, esquiar ou navegar, enquanto as mulheres têm uma memória superior e uma maior inteligência social, o que as torna mais aptas a executar tarefas múltiplas e encontrar soluções para o grupo.
Estudos realizados no passado já haviam mostrado diferenças entre os cérebros masculino e feminino, mas esta conectividade neuronal de regiões no conjunto do cérebro jamais tinha sido vinculada a aptidões cognitivas num grupo tão grande.
«É também impressionante constatar o quanto os cérebros da mulher e do homem são realmente complementares», disse Ruben Gur, professor de psicologia da faculdade de medicina da Universidade da Pensilvânia e co-autor do trabalho.
«O mapa detalhado» das conexões cerebrais «não apenas vai ajudar a entender melhor as diferenças de como homens e mulheres pensam, mas também ajudará a entender as causas de distúrbios neurológicos vinculados ao sexo da pessoa.»
«As próximas investigações deverão identificar com mais precisão que ligações neuronais são próprias de apenas um sexo e quais são partilhadas», explicou o psicólogo.
Os autores observaram poucas diferenças de conectividade cerebral entre meninos e meninas com menos de 13 anos, mas foram claras entre adolescentes de 14 a 17 anos e entre jovens adultos.
O estudo concluiu que as mulheres são superiores em atenção, na memorização de palavras e rostos, e nos desafios de inteligência social, mas os homens são mais rápidos para absorver e tratar a informação
 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Alimentar o amor



Começar é fácil.
Acabar é mais fácil ainda.
Chega-se sempre à primeira frase, ao primeiro número da revista, ao primeiro mês de amor. Cada começo é uma mudança e o coração humano vicia-se em mudar. Vicia-se na novidade do arranque, do início, da inauguração, da primeira linha na página branca, da luz e do barulho das portas a abrir.
Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Por isso respeito cada vez menos estas actividades. Aprendi que o mais natural é criar e o mais difícil de tudo é continuar. A actividade que eu mais amo e respeito é a actividade de manter.
Em Portugal quase tudo se resume a começos e a encerramentos. Arranca-se com qualquer coisa, de qualquer maneira, com todo o aparato. À mínima comichão aparece uma «iniciativa», que depois não tem prosseguimento ou perseverança e cai no esquecimento. Nem damos pela morte.
É por isso que eu hoje respeito mais os continuadores que os criadores. Criadores não nos faltam. Chefes não nos faltam. Faltam-nos continuadores. Faltam-nos tenentes. Heróis não nos faltam. Valtam-nos guardiões.

É como no amor. A manutenção do amor exige um cuidado maior. Qualquer palerma se apaixona, mas é preciso paciência para fazer perdurar uma paixão. O esforço de fazer continuar no tempo coisas que se julgam boas — sejam amores ou tradições, monumentos ou amizades — é o que distingue os seres humanos.

O nascimento e a morte não têm valor — são os fados da animalidade.
Procriar é bestial.
O que é lindo é educar.
Estou um pouco farto de revolucionários. Sei do que falo porque eu próprio sou revolucionário. Como toda a gente. Mudo quando posso e, apesar dos meus princípios, não suporto a autoridade.

 (....)

Percebo hoje a razão por que Auden disse que qualquer casamento duradoiro é mais apaixonante do que a mais acesa das paixões. Guardar é um trabalho custoso. As coisas têm uma tendência horrível para morrer. Salvá-las desse destino é a coisa mais bonita que se pode fazer.

Haverá verbo mais bonito do que «salvaguardar»?
É fácil uma pessoa bater com a porta, zangar-se e ir embora. O que é difícil é ficar. Isto ensinou-me o amor da minha vida, rapariga de esquerda, a mim, rapaz conservador. É por esta e por outras que eu lhe dedico este livro, que escrevi à sombra dela.
Preservar é defender a alma do ataque da matéria e da animalidade. Deixadas sozinhas, as coisas amarelecem, apodrecem e morrem. Não há nada mais fácil do que esquecer o que já não existe. Começar do zero, ao contrário do que sempre pretenderam todos os revolucionários do mundo, é gratuito. Faz com que não seja preciso estudar, aprender, respeitar, absorver, continuar. Criar é fácil. As obras de arte criam-se como as galinhas. O difícil é continuar.

Miguel Esteves Cardoso, in 'As Minhas Aventuras na República Portuguesa'

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Governo Norueguês pretende baixar taxas de divórcio, incentivando saídas a 2

At least one of the Nordic countries — that paradise of social progressivism — seems to be rethinking its earlier disregard for the institution of marriage.  Solveig Horne, the new Minister for Children, Equality, and Social Inclusion in Norway’s Populist government, recently suggested that to curb a 40% divorce rate, Norwegian married couples should institute “date nights.”
Reports the Guardian, Horne “said the government needed to cut divorce rates – and that encouraging couples to try date nights was a good place to start.”  “It is important to find small pockets of time where parents can be lovers," said Horne, who believes that she may have saved her own marriage through date nights and other similar efforts.
From a nation that has embraced cohabitation as a social norm, such enthusiasm for restoring marriages is surprising — and welcome.  Research indicates that nearby Nordic nations would do well to imitate.
The New Research - Sweden No Paradise for Young Adults
The progressive government of Sweden promises health and well-being, as well as economic security, to all. Yet a study by social scientists in Spain and Sweden finds not all is well in the socialist paradise. Documenting a “deterioration of psychological well-being” among young adults there—a decline related to increased rates of parental divorce—the study establishes that the link between parental divorce in childhood and psychological distress in adulthood remains as robust as it was forty years ago.
Using longitudinal data from two waves (1968 and 2000) of the Swedish Level of Living Survey, Michael Gähler and Anna Garriga compare the impact of parental divorce on the psychological adjustment of 19- to 34-year-olds from two generations of Swedes (the first born between 1934 and 1949; the second between 1966 and 1981). Their findings put to rest the notion—widely advanced among progressive scholars—that as alternative family forms have become more prevalent and accepted, as they are in this European haven, the negative impact of parental divorce on children has faded.
Reviewing their descriptive findings, the researchers found that the occurrence of experiencing parental divorce or separation was four times more likely among the younger cohort of Swedes (21 percent) than the older cohort (5 percent). Likewise, while only one-fourth of the older cohort reported psychological distress as measured with six variables in 1968, nearly one-half (45 percent) of the younger cohort reported such distress in 2000. Stating the obvious, Gähler and Garriga note: “Psychological problems have increased substantially among young Swedes during recent decades.”
Using multivariate analysis, the researchers are able to place the blame for this increased angst squarely where it belongs. Controlling for gender, age, country of origin, and parental education, they established that among respondents of each generation, those who grew up in a broken home were more likely to suffer from emotional problems in adulthood than were peers from an intact family. In the older generation, the risk of emotional pathology ran twice as high among the adult children from broken homes as it did among peers from intact families. In the younger cohort, the relative risk of such pathology fell almost by half among the adult children of broken homes. However, despite this sharp fall in the relative risk, the correlation between family structure and emotional pathology remained statistically significant (p < 0.01) for both age cohorts.
Moreover, a pooled-data analysis revealed no statistically significant reduction in the magnitude of the negative parental-divorce impact on young adults between the generation of 2000 and that of 1968. As the two sociologists write: “Individuals whose parents divorced during the period 1966–1997 do not report a higher psychological well-being as 19- to 34-year-olds, compared to individuals from an intact family background, than do corresponding individuals whose parents divorced during the period 1934–1965.”
Though it may disappoint those who think government programs can level the playing field, the researchers found that the economic disparities between both family types did not lessen between 1968 and 2000, a period when the Swedish welfare system stepped up its income-redistribution efforts. To be sure, respondents from both family types reported less economic hardship in 2000, but the decline among respondents from intact families who reported economic hardship in childhood (from 13 percent to 8 percent) was relatively greater than the decline among respondents from non-intact families (from 31 percent to 21 percent).
Given these outcomes, Gähler and Garriga have every reason to lament the “deterioration of psychological well-being” among young adults in Sweden. Now if only scholars and policymakers in America would do the same, and look to the strengthening of the family—not the welfare state—as the answer.
(Source: Bryce J. Christensen and Robert W. Patterson, “New Research,” The Family in America, Fall 2012, Vol. 26 Number 3. Study: Michael Gähler and Anna Garriga, “Has the Association Between Parental Divorce and Young Adults’ Psychological Problems Changed Over Time? Evidence from Sweden, 1968–2000,” Journal of Family Issues34.6 [June 2013]: 784-808.)
 
Fonte: Mercatornet
 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Casar ou juntar-se ?

O aumento do número de casais que coabitam pode fazer-nos pensar que casar ou não casar é indiferente. Porém, esta suposição não é corroborada por alguns estudos recentes sobre casais. Recentemente, a Rand Corporation lançou um estudo intitulado “Intensidade da Coabitação e do Casamento: Consolidação, Intimidade e Compromisso”, de Michael Pollard e Kathleen M. Harris. Os dois pesquisadores estudaram várias fontes de dados sobre os casais unidos em matrimónio e sobre os que coabitam sem estar casados.


No que toca à consolidação, o estudo revela que apenas 16,1% das mulheres que coabitam afirmam ter contas bancárias conjuntas com o parceiro, em contraste com 68,5% das mulheres que coabitaram antes de se casar e com 72,1% das mulheres casadas que não coabitaram antes do casamento.

Apenas 40,1% das mulheres que coabitam afirmam ter adquirido em conjunto com o parceiro bens ou serviços superiores a 500 dólares (400 euros), contra mais de 80% das mulheres casadas (com ou sem coabitação precedente).

No âmbito da intimidade, o relatório encontra resultados semelhantes: os parceiros que coabitam relatam níveis significativamente mais baixos de intimidade em comparação com os casais unidos em matrimónio. Em relação ao compromisso, os parceiros que coabitam também atingem níveis mais baixos que os casados. Nas uniões livres, há muito menos certeza sobre a duração do relacionamento e, portanto, o nível de compromisso é menor, em particular por parte dos homens. "Vistos em conjunto, os resultados indicam uma nítida diferença de intensidade da relação entre a coabitação e o casamento", conclui o estudo.

A Fundação Inglesa do Casamento (England’s Marriage Foundation) também observa uma diferença substancial entre os parceiros casados e os que apenas coabitam. No estudo de Harry Benson publicado em 22 de maio, chamado “O Mito das Relações Estáveis ​​de Longo Prazo Fora do Casamento”, a Fundação demonstra que os parceiros não casados raramente conseguem garantir um lar sólido e estável para os filhos.

O relatório afirma que 45% dos adolescentes entre 13 e 15 anos não vivem com ambos os pais. Dos adolescentes que ainda vivem numa família unida, 93% têm os pais casados. "De acordo com o que é mostrado pelo relatório, o governo tem ignorado a forte correlação entre o estado marital e a ruptura familiar. O governo dá prioridade as ‘relações estáveis ​​e duradouras’ ao desenvolver documentos de política familiar", declara a Fundação em comunicado de imprensa.

"A desagregação da família custa mais que o orçamento de Defesa inteiro, além de causar um dano social imensurável. Deveria ser claramente do interesse do Governo e de quem paga impostos fazer um esforço para reduzir esta tendência devastadora", ressalta o autor do estudo.

A remoção do casamento dos documentos do programa de Governo é incompatível com as evidências, diz o relatório. "Um grande número de factores mostra que os pais casados ​​tendem a ser mais estáveis ​​que os pais solteiros", prossegue o estudo. Um relatório posterior, feito pela mesma Fundação, mostra que os índices de divórcio não são condicionados pela situação económica.

Alguns analistas argumentam que há mais rupturas matrimoniais durante as crises económicas, devido às pressões financeiras. Outros, observa o relatório, afirmam que a crise económica provoca menos divórcios, porque os casais evitam os custos de separar-se e ter que comprar uma segunda casa. De acordo com a pesquisa “Não É Questão de Economia: Outro Mito sobre o Divórcio Cai por Terra”, nenhuma das duas posições é confirmada pelos acontecimentos dos últimos anos.

Desde os anos 1970, os índices de divórcio sempre giraram em torno de 10% do padrão dos anos anteriores. Em três períodos de crise económica, desde 1979, os números do divórcio aumentaram em dois casos e diminuíram no outro, diz o estudo, permitindo crer que o casamento é mais forte que o dinheiro.


John Flynn, LC in Zenit

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Linhas de acção do novo Ministro dos Assuntos Sociais da Austrália

 
 
 
As suas propostas baseiam-se em  dois princípios: 

  • Primeiro, as políticas públicas devem proteger e promover o casamento e a família, 

  • e, em segundo lugar, sempre que possível, as políticas públicas devem actuar através das organizações familiares e da comunidade, em vez de as substituir"

Para desenvolver essa política, Andrews apresenta  4 objectivos  políticos:

 

1.  "Os estados devem ter uma política explícita para o casamento e a família."

 

2.   "Devem procurar, no mínimo, garantir uma taxa de natalidade que permita a renovação de gerações."

 

3.   "A política nacional deve afirmar o ideal da solidez conjugal e afirmar o casamento como o clima ideal para a educação dos filhos."

 

4.   "A política deve valorizar a estabilidade da família e reforçar a responsabilidade pessoal e inter-geracional".

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O casamento faz bem à saúde ?

 
 
The New Research - Lifelong wedlock keeps doctor away
 
What can be done to lower risks of diabetes, cancer, heart attack, and stroke, the leading causes of death and disability in the United States? Health professionals are quick to hound Americans about eating right and exercising regularly. Yet perhaps they should also be calling attention to the conclusions of a study by scholars at the University of North Carolina and Princeton that found that the longer men and women stayed married — and married to the same spouse — the lower risks they face of developing these chronic conditions.
Armed with fifty years of age-specific marriage and health data representing 9,000 men and women born between 1931 and 1941 who participated in the biannual waves of the Health and Retirement Survey between 1992 and 2000, Matthew Dupre and Sarah Meadows calculate what they call the hazard rate (the instantaneous probability of an illness or health event occurring at a certain age, given it has not already occurred) by gender of various life trajectories. Those trajectories include men and women who have never married, those who are married, and those who have experienced up to three cumulative transitions such as divorce, widowhood, and remarriage.
The researchers found that marriage duration correlates with lower rates of diabetes, cancer, heart attack, and stroke. The preventative effects of marriage duration at a certain age were greater for men than for women, even as the effects were statistically significant for both genders. For example, a 50-year-old male who has been married ten years faces a hazard rate of .64; if he has been married twenty years, the hazard rate is significantly lower (.41). For a 50-year-old female who has been married ten years, the hazard rate is .76; if she has been married twenty years, the rate is .58, which the researchers call a “sizable” reduction.
On the other hand, divorce transitions were found to increase significantly the likelihood of disease for both men and women. For every divorce, the researchers found that women are 1.22 times more likely to exhibit disease onset; for men, 1.10 times. Reflecting that marriage yields greater health benefits to men, widowhood was found to be a significant predictor of disease for men but not for women. Every transition to widowhood increased men’s hazard rates by 44 percent.
Some risks associated with divorce (for both genders) — but not the risks of widowhood for men — were mediated by marriage duration and were found to diminish over time. Yet there is no getting around what the researchers conclude: “As health risks increase with age, women with long marriage duration(s) are more likely to delay the onset of disease” and “men who accumulate more years in marriage have the lowest risk of developing a disease condition.”
(Source: Bryce J. Christensen and Robert W. Patterson, “New Research,” The Family in America, Fall 2009, Vol. 23 Number 3. Study: Matthew E. Dupre and Sarah O. Meadows, “Disaggregating the Effects of Marital Trajectories on Health,” Journal of Family Issues 28 [May 2007]: 623–52.)


Fonte: http://www.mercatornet.com/family_edge/view/12770#sthash.0sA6Jq6O.dpuf