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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Hospital das camisas

 
 
O Carlos começou a achar a Sandra mais distante.
Ao fim de 8 anos de casamento, com os 3 filhos, o trabalho e os multíplos afazeres da casa, tornou-se mais fria e parecia estar sempre irritada e implicativa.
Até que um dia, ela explodiu e começou a falar em divórcio e em levar os miúdos, dizendo que talvez sozinha fosse melhor para todos. O divórcio poderia resolver os problemas e, cada um, poderia ainda procurar outras vias e fazer, sozinho, aquilo que sempre gostaria de fazer e que deixou de poder fazer por causa da família.
O Carlos ficou em estado de choque.
Tudo lhe parecia tão garantido e seguro, tão garantido que começou a descurar a atenção à Sandra, muitas vezes sem se aperceber, deixando de a "cativar" e "namorar", sempre muito preocupado com tudo e menos com o que devia estar em primeiro lugar. As prendas de namoro tinham deixado de ter sentido, agora, que existiam outras despesas, prioridades e diferenças que, antes nem se notavam, mas que agora se tornaram ensurdecedoras.
A Sandra gosta muito de sair  enquanto o Carlos é mais caseiro e pacato; o Carlos levanta-se sempre cedo ao fim de semana enquanto a Sandra gosta de ficar na cama até tarde, e ele acaba por criticá-la, dizendo "com tantos filhos, como é que podes ficar na cama até tão tarde!". A paciência começa a esgotar-se para cada um dos lados e aqueles defeitos que, no início, pareciam virtudes, agora tornaram-se insuportáveis enquanto que até as virtudes do outro mais parecem agora defeitos desagradáveis.
No inicio o Carlos e a Sandra falavam tanto (e era tão bom!), mas isso foi-se perdendo no meio dos afazeres do relatório que ainda tem de ser enviado hoje, das fraldas que falta trocar, do remédio que se esqueceu de dar à que está doente, da roupa que ficou dentro da máquina por estender, na loiça lavada que falta arrumar, nas compras que há por fazer, nas contas que há que pagar...
 
O Carlos acabou por concluir que o peso da família matou o que de melhor deveria ter cultivado, o namoro com a Sandra; a sua atenção para com ela, o diálogo; o carinho. Tudo passou a parecer dispensável em face das prioridades do trabalho que lhe dão dinheiro para pagar as contas e dos cuidados aos filhos.
A palavra “amor”, no meio do cansaço do trabalho e dos afazeres diários perdeu força e sentido.
Será então a separação a cura para estes males, como se de uma solução milagrosa se tratasse?
Infelizmente todas as famílias são alvos a abater e a separação e o divórcio parecem ser o caminho mais fácil. O difícil é enfrentar os problemas, fazer “stop” e “rewind” e recomeçar sempre, ainda que uns meses depois se volte ao mesmo e se tenha de fazer um novo “stop” e um novo“rewind”.
Mas quem é que disse que a vida em geral e a vida familiar tinham de ser sempre um caminho paradisíaco feito só de coisas bons e sempre para melhor ?
Há muitos anos atrás dizia-se que quando se avariava alguma coisa, não se deitava fora, mas reparavam-na. Em Lisboa existia mesmo um “hospital das camisas” onde as golas gastas eram substituídas nas camisas mais antigas que, desta forma, voltavam ao uso, como novas.
Hoje em dia o casamento é algo descartável, tal como um bébé indesejado ou um idoso acamado. Nas telenovelas e nas revistas cor-de rosa é isso que nos ensinam. Quando corre mal, acaba-se  e segue-se em frente à procura da felicidade num outro lugar, numa outra relação. Porque o que interessa é as pessoas serem sempre felizes, em cada momento e “sentirem” de forma permanente emoções e sentimentos.
Com a falta de tempo, as pessoas deixam de reflectir e passam a agir apenas por reacções, como de animais irracionais se tratassem.
Desistir e não enfrentar as dificuldades, por maiores que sejam, parece sempre ser a melhor solução, mas a realidade é que a desistência trás consequências mais graves e piores que o próprio problema de origem.
O Carlos e a Sandra arriscam tentar, de novo, e de novo, voltarão a tentar outra vez, ou preferem simplesmente desistir ?                                                                                                    
Artigo de opinião de Abril do "Notícias de S.Brás"
Miguel Reis Cunha

domingo, 2 de novembro de 2014

Casar é estar disposto a trabalhar as suas próprias dificuldades



Numa era em que o problema já não é só o divórcio, mas o facto de muitos já nem se quererem casar, o psicólogo dinamarquês diz que a chave está em ensinar aos jovens, mesmo durante os namoros, a resolver os seus conflitos para que percebam que o compromisso é possível desde que encontrem uma pessoa disposta a trabalhar as suas próprias dificuldades.

Peter Damgaard Hansen
Psicólogo

sábado, 26 de julho de 2014

Famílias monoparentais afectam desenvolvimento das crianças

 
 
ROMA, 17 de Julho de 2014 (Zenit.org) - Um novo relatório prevê que, em 2020, metade dos jovens de 16 anos da Grã-Bretanha terão famílias monoparentais. 
O estudo "Breakthrough Britain 2015", descobriu que, mesmo hoje, apenas 57 por cento dos adolescentes vivem com o pai.
O relatório acrescenta ainda, conforme a suposição comum, que as crianças cujos pais são separados têm significativamente mais probabilidade de falhar na escola, têm baixa auto-estima, dificuldades nos relacionamentos, dificuldades de comportamento e ansiedade ou depressão. A notícia foi publicada esta semana no Daily Telegraph.
"Por muito tempo neste país a desagregação da família tem sido incontestada - apesar do impacto devastador sobre a adultos, crianças e comunidades", disse Christian Guy, diretor do Centro para a Justiça Social, que realizou o estudo.
A Dra. Samantha Callan, uma das co-autoras do relatório, disse que a "norma social" de ter filhos fora do casamento precisa mudar a fim de reverter o número crescente de famílias sem pais. "Existe uma visão predominante na sociedade que, quando as coisas não vão bem em um relacionamento, isso significa que o fim está próximo", disse ela. "Mas todos os relacionamentos estão sob pressão; você precisa ter um compromisso como o casamento para que você saiba que não vai fugir".

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Por vezes, no casamento, voam pratos

 
 
O Papa Francisco, na audiência de hoje (dia 2-4-2014)  indicou que “é verdade que na vida matrimonial há tantas dificuldades, tantas; seja o trabalho, seja que o dinheiro não basta, seja que as crianças tenham problemas. Tantas dificuldades. E tantas vezes o marido e a mulher se tornam um pouco nervosos e discutem entre si. Discutem, é assim, sempre se briga no matrimônio”.

“Mas também, algumas vezes voam até os pratos. Mas não devemos ficar tristes por isto, a condição humana é assim. E o segredo é que o amor é mais forte que o momento no qual se discute”.

Segundo informou a Rádio Vaticana, Francisco assinalou que “por isto eu aconselho aos esposos sempre: não terminem um dia no qual tenham discutido sem fazer as pazes. Sempre! E para fazer as pazes não é necessário chamar as Nações Unidas, que venham pra casa fazer a paz. É suficiente um pequeno gesto, um carinho, um olá! E amanhã! E amanhã se começa uma outra vez. E esta é a vida, levá-la adiante assim, levá-la adiante com a coragem de querer vivê-la juntos. E isto é grande, é belo!”.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O papão do casal são as tarefas domésticas





Os casais são tão frágeis… até um simples bebé, inocente, coitadinho, consegue mandar abaixo essa instituição bipolar com dois berros e um cocó.
Há mesmo casais que finaram a sua relação no desenrolar de uma briga com uma fralda de cocó a voar na direção da cabeça do outro. (...)
É que quando um casal entra na categoria dos pais, tanto pode vir a comemorar bodas de ouro no baile do Mercado da Ribeira, como vir a enterrar a sua conjugalidade sem direito a coroa de flores. Crescer com os pais juntos já não é tradição e hoje depende, e muito, da saúde mental da relação à data do nascimento do bebé.
Porque viver sozinho já é difícil. Agora aturarmo-nos é um aborrecimento atroz, pelo que precisamos de partilhar esta tarefa. Quando encontramos um inocente disposto a ajudar, eis que viver a dois se torna um desafio ainda mais tramado. E viver a três é um feito que não é para todos. Portanto, quem vive a dois e passa a três ou mais, e consegue fazê-lo com felicidade, é uma família digna de um Nobel da Paz.
Ao casal que diz “Vamos ter um filho!”, apetece logo perguntar se já atingiu a maioridade mental. Para além da idade maioritária e da idade reprodutora, há ainda a idade mental que é muito relevante na decisão de cuidar, educar e aturar um ser humano que vai depender de nós por 30 anos.
Se a coisa correr bem. E que pode não ter a nossa cara. Ou até não ser muito esperto. Convém, por isso, haver muito amor. Não, não é amor ao sofá branquinho nem à camisa de cetim. É mesmo amor-próprio, amor ao inocente que baba a nossa almofada todos os dias do resto da vida, amor para dar como se não houvesse amanhã.
Coisa que, geralmente, só damos despojadamente após uns árduos anos de maturidade mental.
Acontece que quando a responsabilidade desce aos nossos ombros, os nervos galopam à cabeça. Nasce o bebé e começa a festa! “Embala tu que eu dou colinho. E faz a papa ou a sopa, agora com borrego, depois com peixe, mas não abuses da beterraba que faz cocó vermelho. Já trocaste a fralda? É que eu vou ali abaixo à farmácia. Mas onde é que está a chucha? Qual? Sei lá, qualquer uma das cinco que espalhei pelo berço… Vais lá tu ou vou lá eu? É a tua vez. Mas eu é que fiz a noite! E eu dei-lhe banho. Desconfio que lhe está a nascer um dente. Vou ao supermercado. Então, traz iogurtes e papaia para a menina. Sim, depois temos de arrumar os brinquedos. Hum, a ver se ainda ponho a roupa para lavar. Mudas para o canal dos bebés? O quê? Não te ouço! Disse para ires para o raistaparta, ouviste agora ou tens mais cera nos ouvidos que a miúda? Ah, é assim? Então o banho morninho é para o bebé, tu levas com um balde de água fria e enche-o tu!”
Isto é o quotidiano conjugal dos recém-papás. Que além deste diálogo profundo, trabalham muito e arfam que nem cães para chegar a horas a todo o lado. Mas, inexplicavelmente, quando têm uma folga desta rotina parental e olham babados o seu bebé: “É igualzinho a nós, que amor! Vamos fazer outro?”
Dizem que o índice de satisfação do casal cai no primeiro ano de vida do bebé. O resultado daquela grande paixão, o bebé, vem reivindicar espaço, atenção e amor, de forma tão absorvente que são raros os casais que não tremem os joelhos, que não fazem xixi pelas pernas baixo, que não acordam assustados com terrores nocturnos. Buu!
É que, agora, este bebé e casal são de carne e osso. Dá para beliscar que dói. E são ambos uma realidade ligeiramente diferente da imaginada. No sonho, idealizado nos nove meses de gestação, não havia som, a cozinha não estava permanentemente no cenário, a fralda trocada não tinha cheiro, o bebé não tinha a cabeça torta e a mãe e o pai estavam de banho tomado. Porque o nosso cérebro sonha limpinho e com recurso ao photoshop. Como?
Estava só a comentar o que toda a gente sabe: que a realidade é diferente dos sonhos. E então?
Então que me apercebi desta banalidade, que os filhos nascem e muitos dos pais entram em crise. Aliás, crise é recorrer a falinhas mansas, o lar vira mesmo é estado de sítio. Vejo à minha volta muitos casais com filhos pequenos que andam à luta com o novo quotidiano familiar. Bolsam impropérios para as paredes. Todos a estoirar, a postos para enfiar o raio do babete no pescoço do outro e apertar muito bem até esganarem e babarem as palavras que estavam atravessadas. As tréguas são os cinco minutos a sós na casa-de-banho e até mesmo ir ao supermercado é válido para desanuviar.
Podemos culpar as novas identidades, a adaptação, o sono e o cansaço que geram tolerância zero, é tudo verdade. Mas cá para mim, desconfio que a razão principal é bastante mais quotidiana e menos profunda: o bicho papão do casal são as tarefas domésticas. Porque a vida conjugal pós-bebé é tarefeira que se farta. E ser mãe e pai é bom, muito bom. Tarefas à parte. No final, é como diz a frase do poeta: a vida é tudo o que acontece fora do planeado.

domingo, 26 de janeiro de 2014

O fim de um casamento

 
 
«Acabou!»
Com essa breve observação, muitas pessoas descrevem o final de seu casamento. Por trás desse verbo há crises, sofrimentos, desabafos e, não poucas vezes, discussões infindas.
 Em que lugar foram enterrados os sorrisos do dia do casamento e as promessas de fidelidade «até que a morte nos separe»?
Em que fase da vida se desvaneceu a certeza de que «ninguém será mais feliz do que nós dois»?
Como entender a amargura que tomou conta de um relacionamento que parecia tão feliz?...
Nenhum casamento termina “de repente”. Especialistas matrimoniais constatam que, normalmente, o caminho da desintegração tem quatro etapas, profundamente interligadas – isto é, cada etapa prepara e praticamente condiciona a seguinte.
Na primeira, começam a surgir comentários negativos, um a respeito do outro. Mais do que queixar-se do esposo ou da esposa (a queixa refere-se a um comportamento específico), multiplicam-se críticas que são sempre abertas, indeterminadas, gerais: «És um chato!»; «estás cada vez mais insuportável!». Há aqueles (ou aquelas) que sofrem calados: não aceitam o comportamento do companheiro, mas não verbalizam isso. O problema é que vão acumulando raiva no seu coração. Quando resolvem falar, não medem as palavras. As agressões – verbais ou de facto – parecem ser de inimigos mortais. Agora, o importante é humilhar o outro, para ficar claro que não há mesmo possibilidade alguma de reconciliação.
Para não se chegar a esse ponto, é preciso cultivar o diálogo. Mais do que escutar o outro, é importante ter a capacidade de se colocar no lugar dele, para ver o problema “do outro lado”. Um casal confidenciou-me que, quando se casaram, tomaram uma decisão que marcou as suas vidas: prometeram um ao outro que jamais dormiriam sem, antes, solucionar os problemas que pudessem ter surgido entre eles durante o dia. “Solucionar”, no caso, significava cultivar o perdão como atitude habitual. O perdão será menos difícil se cada um, em vez de atacar o outro de forma generalizada, chamar a atenção para erros concretos e para comportamentos que precisam de ser corrigidos.
Na segunda etapa, cresce o desprezo pelo outro. Desprezar é uma forma de ignorar, de insultar, de ferir. O desprezo é  sempre acompanhado da implicância, dos insultos, da ridicularização. O objetivo a alcançar é a destruição do outro. O importante é sair vencedor.
Só se supera essa fase quando ao menos um dos dois aceita não ver o outro como um inimigo, e passa a acreditar que não precisa provar que é o mais forte.
 
Na terceira etapa, quem foi vítima de desprezo começa a defender-se. Impõe-se a ideia de que a melhor defesa é o ataque. Ninguém mais escuta ninguém. Acabou-se a comunicação.
Consegue-se cortar essa situação somente com a disposição de escutar o outro, de prestar atenção a ele, demonstrando que é importante.
Na quarta etapa, domina o mutismo. Um dos dois passa a ficar em silêncio, talvez até com o desejo de não piorar a situação. Mas, nessa fase, não é por aí que se soluciona o problema. É preciso, sim, deixar claro que se está a escutar o outro. Ninguém consegue ficar indiferente diante de uma pessoa que lhe dá atenção. Escutar e prestar atenção com um coração pronto a acolher é uma maneira de criar pontes – pontes de diálogo e de perdão, pontes de comunhão.
Na terceira etapa, quem foi vítima de desprezo começa a defender-se. Impõe-se a ideia de que a melhor defesa é o ataque. Ninguém mais escuta ninguém. Acabou-se a comunicação.
Consegue-se cortar essa situação somente com a disposição de escutar o outro, de prestar atenção a ele, demonstrando que é importante.
Na quarta etapa, domina o mutismo. Um dos dois passa a ficar em silêncio, talvez até com o desejo de não piorar a situação. Mas, nessa fase, não é por aí que se soluciona o problema. É preciso, sim, deixar claro que se está a escutar o outro. Ninguém consegue ficar indiferente diante de uma pessoa que lhe dá atenção. Escutar e prestar atenção com um coração pronto a acolher é uma maneira de criar pontes – pontes de diálogo e de perdão, pontes de comunhão.
 
Murilo Krieger

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O que têm os autores do tiros nas escolas em comum entre si ? Filhos de pais divorciados

Another shooting, another son of divorce. From Adam Lanza, who killed 26 children and adults a year ago at Sandy Hook School in Newtown, Conn., to Karl Pierson, who shot a teenage girl and killed himself this past Friday at Arapahoe High in Centennial, Colo., one common and largely unremarked thread tying together most of the school shooters that have struck the nation in the last year is that they came from homes marked by divorce or an absent father. From shootings at MIT (i.e., the Tsarnaev brothers) to the University of Central Florida to the Ronald E. McNair Discovery Learning Academy in Decatur, Ga., nearly every shooting over the last year in Wikipedia’s “list of U.S. school attacks” involved a young man whose parents divorced or never married in the first place.
This is not to minimize the importance of debates about gun control or mental health when it comes to understanding these shootings. But as the nation seeks to make sense of these senseless shootings, we must also face the uncomfortable truth that turmoil at home all too often accounts for the turmoil we end up seeing spill onto our streets and schools.
The social scientific evidence about the connection between violence and broken homes could not be clearer. My own research suggests that boys living in single mother homes are almost twice as likely to end up delinquent compared to boys who enjoy good relationships with their father. Harvard sociologist Robert Sampson has written that “Family structure is one of the strongest, if not the strongest, predictor of variations in urban violence across cities in the United States.” His views are echoed by the eminent criminologists Michael Gottfredson and Travis Hirschi, who have written that “such family measures as the percentage of the population divorced, the percentage of households headed by women, and the percentage of unattached individuals in the community are among the most powerful predictors of crime rates.”
Why is fatherlessness such a big deal for our boys (almost all of these incidents involve boys)? Putting the argument positively, sociologist David Popenoe notes that “fathers are important to their sons as role models. They are important for maintaining authority and discipline. And they are important in helping their sons to develop both self-control and feelings of empathy toward others, character traits that are found to be lacking in violent youth.” Boys, then, who did not grow up with an engaged, attentive, and firm father are more vulnerable to getting swept up in the Sturm und Drang of adolescence and young adulthood, and in the worst possible way.
Of course, most boys who grow up in a home without their father turn out okay. They pick up the right cues from a conscientious high-school soccer coach, flourish under the watchful eye of a devoted grandfather, or benefit from the consistent discipline of a strong single mother. But every year enough fatherless boys fall prey to the ministrations of a gang or the rage induced by a high-school bully or the emotional fallout of painful divorce to end up causing real harm to themselves or the members of their communities. So, if the nation is serious about ending the scourge of school shootings, it must also get serious about strengthening the families that are our first line of defense in preventing our boys from falling into a downward spiral of rage, hopelessness, or nihilism that can end in the kind of senseless violence that Karl Pierson, a son of divorce, visited upon Arapahoe High this past Friday.
— W. Bradford Wilcox, who was raised by a single mother, is a senior fellow at the Institute for Family Studies and a Visiting Scholar at the American Enterprise Institute. Follow him on Twitter @WilcoxNMP.
 
Fonte: National Review

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Alimentar o amor



Começar é fácil.
Acabar é mais fácil ainda.
Chega-se sempre à primeira frase, ao primeiro número da revista, ao primeiro mês de amor. Cada começo é uma mudança e o coração humano vicia-se em mudar. Vicia-se na novidade do arranque, do início, da inauguração, da primeira linha na página branca, da luz e do barulho das portas a abrir.
Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Por isso respeito cada vez menos estas actividades. Aprendi que o mais natural é criar e o mais difícil de tudo é continuar. A actividade que eu mais amo e respeito é a actividade de manter.
Em Portugal quase tudo se resume a começos e a encerramentos. Arranca-se com qualquer coisa, de qualquer maneira, com todo o aparato. À mínima comichão aparece uma «iniciativa», que depois não tem prosseguimento ou perseverança e cai no esquecimento. Nem damos pela morte.
É por isso que eu hoje respeito mais os continuadores que os criadores. Criadores não nos faltam. Chefes não nos faltam. Faltam-nos continuadores. Faltam-nos tenentes. Heróis não nos faltam. Valtam-nos guardiões.

É como no amor. A manutenção do amor exige um cuidado maior. Qualquer palerma se apaixona, mas é preciso paciência para fazer perdurar uma paixão. O esforço de fazer continuar no tempo coisas que se julgam boas — sejam amores ou tradições, monumentos ou amizades — é o que distingue os seres humanos.

O nascimento e a morte não têm valor — são os fados da animalidade.
Procriar é bestial.
O que é lindo é educar.
Estou um pouco farto de revolucionários. Sei do que falo porque eu próprio sou revolucionário. Como toda a gente. Mudo quando posso e, apesar dos meus princípios, não suporto a autoridade.

 (....)

Percebo hoje a razão por que Auden disse que qualquer casamento duradoiro é mais apaixonante do que a mais acesa das paixões. Guardar é um trabalho custoso. As coisas têm uma tendência horrível para morrer. Salvá-las desse destino é a coisa mais bonita que se pode fazer.

Haverá verbo mais bonito do que «salvaguardar»?
É fácil uma pessoa bater com a porta, zangar-se e ir embora. O que é difícil é ficar. Isto ensinou-me o amor da minha vida, rapariga de esquerda, a mim, rapaz conservador. É por esta e por outras que eu lhe dedico este livro, que escrevi à sombra dela.
Preservar é defender a alma do ataque da matéria e da animalidade. Deixadas sozinhas, as coisas amarelecem, apodrecem e morrem. Não há nada mais fácil do que esquecer o que já não existe. Começar do zero, ao contrário do que sempre pretenderam todos os revolucionários do mundo, é gratuito. Faz com que não seja preciso estudar, aprender, respeitar, absorver, continuar. Criar é fácil. As obras de arte criam-se como as galinhas. O difícil é continuar.

Miguel Esteves Cardoso, in 'As Minhas Aventuras na República Portuguesa'

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Governo Norueguês pretende baixar taxas de divórcio, incentivando saídas a 2

At least one of the Nordic countries — that paradise of social progressivism — seems to be rethinking its earlier disregard for the institution of marriage.  Solveig Horne, the new Minister for Children, Equality, and Social Inclusion in Norway’s Populist government, recently suggested that to curb a 40% divorce rate, Norwegian married couples should institute “date nights.”
Reports the Guardian, Horne “said the government needed to cut divorce rates – and that encouraging couples to try date nights was a good place to start.”  “It is important to find small pockets of time where parents can be lovers," said Horne, who believes that she may have saved her own marriage through date nights and other similar efforts.
From a nation that has embraced cohabitation as a social norm, such enthusiasm for restoring marriages is surprising — and welcome.  Research indicates that nearby Nordic nations would do well to imitate.
The New Research - Sweden No Paradise for Young Adults
The progressive government of Sweden promises health and well-being, as well as economic security, to all. Yet a study by social scientists in Spain and Sweden finds not all is well in the socialist paradise. Documenting a “deterioration of psychological well-being” among young adults there—a decline related to increased rates of parental divorce—the study establishes that the link between parental divorce in childhood and psychological distress in adulthood remains as robust as it was forty years ago.
Using longitudinal data from two waves (1968 and 2000) of the Swedish Level of Living Survey, Michael Gähler and Anna Garriga compare the impact of parental divorce on the psychological adjustment of 19- to 34-year-olds from two generations of Swedes (the first born between 1934 and 1949; the second between 1966 and 1981). Their findings put to rest the notion—widely advanced among progressive scholars—that as alternative family forms have become more prevalent and accepted, as they are in this European haven, the negative impact of parental divorce on children has faded.
Reviewing their descriptive findings, the researchers found that the occurrence of experiencing parental divorce or separation was four times more likely among the younger cohort of Swedes (21 percent) than the older cohort (5 percent). Likewise, while only one-fourth of the older cohort reported psychological distress as measured with six variables in 1968, nearly one-half (45 percent) of the younger cohort reported such distress in 2000. Stating the obvious, Gähler and Garriga note: “Psychological problems have increased substantially among young Swedes during recent decades.”
Using multivariate analysis, the researchers are able to place the blame for this increased angst squarely where it belongs. Controlling for gender, age, country of origin, and parental education, they established that among respondents of each generation, those who grew up in a broken home were more likely to suffer from emotional problems in adulthood than were peers from an intact family. In the older generation, the risk of emotional pathology ran twice as high among the adult children from broken homes as it did among peers from intact families. In the younger cohort, the relative risk of such pathology fell almost by half among the adult children of broken homes. However, despite this sharp fall in the relative risk, the correlation between family structure and emotional pathology remained statistically significant (p < 0.01) for both age cohorts.
Moreover, a pooled-data analysis revealed no statistically significant reduction in the magnitude of the negative parental-divorce impact on young adults between the generation of 2000 and that of 1968. As the two sociologists write: “Individuals whose parents divorced during the period 1966–1997 do not report a higher psychological well-being as 19- to 34-year-olds, compared to individuals from an intact family background, than do corresponding individuals whose parents divorced during the period 1934–1965.”
Though it may disappoint those who think government programs can level the playing field, the researchers found that the economic disparities between both family types did not lessen between 1968 and 2000, a period when the Swedish welfare system stepped up its income-redistribution efforts. To be sure, respondents from both family types reported less economic hardship in 2000, but the decline among respondents from intact families who reported economic hardship in childhood (from 13 percent to 8 percent) was relatively greater than the decline among respondents from non-intact families (from 31 percent to 21 percent).
Given these outcomes, Gähler and Garriga have every reason to lament the “deterioration of psychological well-being” among young adults in Sweden. Now if only scholars and policymakers in America would do the same, and look to the strengthening of the family—not the welfare state—as the answer.
(Source: Bryce J. Christensen and Robert W. Patterson, “New Research,” The Family in America, Fall 2012, Vol. 26 Number 3. Study: Michael Gähler and Anna Garriga, “Has the Association Between Parental Divorce and Young Adults’ Psychological Problems Changed Over Time? Evidence from Sweden, 1968–2000,” Journal of Family Issues34.6 [June 2013]: 784-808.)
 
Fonte: Mercatornet
 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A paciência, hoje




Hoje, porém, a paciência perdeu grande parte do seu fascínio: os tempos acelerados suscitam a impaciência, o não adiamento, o «agora e já», a posse que não dá lugar à espera. A autoafirmação individualista torna-se falta de vontade de espera e de compreensão do outro que, com demasiada rapidez, corre o risco de se tornar incómodo ou aborrecido, um verdadeiro empecilho. Eis, então, que a paciência, que outrora constituía uma modalidade sábia e humana de habitar o mundo, é votada ao esquecimento.

A lenta maturação das coisas é sentida como intolerável... O mundo moderno esqueceu a virtude da paciência. A ação rápida e eficaz em que se deve empenhar tudo de uma só vez ofuscou o esplendor obscuro da capacidade de esperar e de sofrer.

Luciano Manicardi
In A caridade dá que fazer, ed. Paulinas

O divórcio e a imaturidade


 
"Hoje em dia há uma certa imaturidade na forma como muitas pessoas gerem a sua própria vida e, concretamente, os seus conflitos.
O casal que se dá mal: "Como não nos damos bem, vamo-nos separar". Isso não é resolver o problema, isso é afastar o problema. Os pais têm um problema com o filho, o filho tem um problema com os pais, então vai cada um para seu lado e já está "
Há gente que tem uma grande imaturidade do ponto de vista humano, do ponto de vista pessoal, do ponto de vista afetivos, porque não foi capaz de gerir os seus conflitos"

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Guarda partilhada prejudica bébés

Estudo da Universidade da Virgínia demonstra que é prejudicial para os bebés andarem a pernoitar em casas e em ambientes diferentes, nos casos de divórcio e guarda partilhada.

Mais aqui

sábado, 25 de maio de 2013

Temperamento e caráter

 
 
O que é o temperamento?
 
São as qualidades inatas das pessoas. Todos nascemos possuindo uma forma de ser, um "jeitão", um modo de ser. Mesmo que duas pessoas sejam gêmeas, elas nunca serão iguais, pois apresentam diferenças de temperamento. Dentro do temperamento se incluem as qualidades inatas da personalidade, as aptidões e as limitações. Ele leva consigo a facilidade para fazer determinadas coisas e a dificuldade para realizar outras.
 
O que é o caráter?
 
São as qualidades e os defeitos que as pessoas adquirem ao longo da vida. O caráter vai moldando o temperamento. O temperamento é como a base da personalidade. O edifício é construído por meio do caráter. O caráter nos diz que podemos trabalhar a nossa personalidade tanto positivamente, adquirindo virtudes, quanto negativamente, adquirindo defeitos.
 
Dessa forma, todas as pessoas podem "trabalhar" sua personalidade.
 
Portanto, quando o marido, a esposa, o irmão, o filho dizem que são assim mesmo e nunca vão mudar, não é verdade. Todas as pessoas podem mudar, desde que queiram, desde que se disponham a mudar.
 
Claro que há algumas limitações nesse desejo de mudança. Vejamos algumas delas:
1) Limitações do temperamento
Por exemplo, a inteligência. Uma pessoa nasce com a capacidade intelectual que tem. Nunca será mais inteligente do que a sua capacidade. Poderá adquirir mais conhecimentos, mais sabedoria, treinar a memória, mas a sua capacidade intelectual permanecerá praticamente a mesma.
2) Tendências muito arraigadas do temperamento
 
Todo temperamento tem tendências mais arraigadas e menos arraigadas. As mais arraigadas são muito difíceis de mudar. Podemos trabalhar essas tendências, mas a vitória sobre elas é um processo lento. Por exemplo: uma pessoa que é, por temperamento, muito irascível, muito explosiva e tem esse traço muito arraigado em seu temperamento. Será difícil eliminar por completo essa tendência. Poderá melhorar razoavelmente, mas não será nada fácil.
 
Tirando as limitações do temperamento, que nunca serão eliminadas, e as suas tendências muito arraigadas, que podem ser mudadas lentamente, o resto podemos melhorar muito. Podemos adquirir muitas e muitas virtudes.

Paulo Ramalho

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Ouvir e Dialogar

s índices de violência crescem de forma alarmante: a violência contra a mulher, contra o homem, contra as crianças. Calcula-se que já chega a 800.000 o número de crianças obrigadas a serem soldados e treinados para matar. O cidadão comum, que só participa na política quando chegam as eleições e é constantemente bombardeado através da televisão e imprensa com notícias de morte e violência de uns contra outros, sente-se imponente perante esta situação. Gostaria de “fazer alguma coisa” mas o quê?
A violência é como a água que desce por uma montanha. Começa como um pequeno riacho, mas à medida que vai encontrando mais água, vai tomando mais corpo, até ser um rio cuja força de arraste é imensa. A torrente é mais fácil de parar quando se coloca um dique no momento do nascimento. O mesmo acontece com a violência. Quantos conflitos que acabaram em sangue não teriam ocorrido se tivesse havido um esforço real para começar um primeiro diálogo! E para haver diálogo temos que educar o ser humano a ter uma atitude mais simples: temos que aprender a ouvir. Este dique pode ser pequeno… mas pode evitar cataratas de dor.
E isto sim pode fazer qualquer cidadão comum, não? Quando alguém é realmente ouvido, serena. Assim como dizem que a música amansa as feras, ouvir apazigua o coração humano, início de qualquer surto de violência. Temos que aprender a ouvir.
Como aprender a ouvir os outros? Primeiro é querer ouvir, mas mesmo tendo este desejo, há conselhos simples que se podem dar:
  • Acreditar que o outro pode dizer-nos algo que nos interesse e nos interesse muito. “A minha existência sem ti está vazia; fica comigo, fala-me sem palavras, fala-me sendo simplesmente tu”.
  • Procurar o outro , dar-lhe tempo, e tempo de qualidade. Dar-lhe espaço na agenda do nosso coração e depois transmitir-lhe com serenidade esta mensagem: “Tenho todo o tempo do Mundo para ti; não há pressas, eu quero estar contigo ”. Talvez não haja necessidade em dizer: a postura, os gestos do rosto; tudo lhe dá a entender que estamos felizes por ter tempo para ele.
  • Olhar o outro com gratidão sincera. É um olhar que recebe sem exigir nada, para que possamos fazer parte da sua vida nesse momento. É um olhar que não julga e que diz “digas-me o que disseres, para mim é importante porque é importante pra ti”.
  • Perguntar com interesse sincero, chegando a sentir pela resposta muito mais que curiosidade, mas uma verdadeira preocupação. Perguntar com carinho e inteligência, vivendo interiormente o seu drama, a sua alegria, o seu entusiasmo ou o seu lamento.
  • Dar confiança e ajudar para que o outro expresse os seus sentimentos, sem vergonha e com a certeza de que não vai ser julgado: expressar o medo, a insegurança, o entusiamo secreto… Quantas vezes esses sentimentos alimentam a alma como um balão de gás que chega a explodir em forma de agressão quase inconsciente!
  • Valorizar o outro na sua totalidade: a sua pessoa, as suas respostas, as suas ideias fantásticas, a sua forma diferente de ver a vida, as suas decisões, os seus gostos originais… Quem assim valorizamos e admiramos nunca será nosso inimigo. A admiração nasce de um olhar limpo que descobre o bom, o belo, o humano no outro e é capaz de… se assombrar
  • Agradecer , agradecer, agradecer a oportunidade de ouvir, de nos enriquecermos com o que disse. E fazê-lo com o coração. O agradecimento consegue-se pela humildade. Só quem se conhece é capaz de admirar o outro e valorizá-lo na sua justa medida.
Por que é que não começamos a ouvir já hoje e agora quem divide conosco o caminho da vida? Talvez ao nosso marido, homem de poucas palavras; ou à nossa mulher, que não para de falar; ou o nosso filho adolescente, que sente que é odiado pelo mundo inteiro… Se ouvirmos um pouco hoje, talvez dê coragem ao outro para optar também por ouvir.
Quando se ouve o outro, dá-se o primeiro passo para amar; e quando se ama alguém, com que gosto o ouvimos!
Nieves García
Daqui

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

As vantagens da indissolubilidade





No dia de S.Valentim, nos tempos "modernos", aqui deixo uma pequena provocaçãozinha...

"Quantas e quão grandes vantagens derivam da indissolubilidade do matrimônio, facilmente o entende todo aquele que refletir um instante quer no bem dos próprios cônjuges e dos filhos, quer na salvação de toda a sociedade humana.
 
Em primeiro lugar, os cônjuges têm na estabilidade absoluta do vínculo aquele sinal certo de perenidade que é exigido por sua natureza pela generosa doação de toda a pessoa e pela íntima união dos corações, visto que a verdadeira caridade não conhece limites (1 Cor 13, 8).
Ela constitui, além disso, pela castidade fiel, um sólido baluarte de defesa contra as tentações de infidelidade, quer internas, quer externas, se elas sobrevierem; excluindo qualquer ansiedade ou terror de que, pela adversidade ou velhice, o outro cônjuge se afaste, estabelece-lhe uma tranquilidade segura.
Concorre igualmente para aumentar a dignidade dos cônjuges e o seu mútuo auxílio, da maneira mais oportuna, recordando-lhes o pensamento do vínculo indissolúvel que não com vistas a interesses caducos nem para satisfação dos prazeres, mas para cooperarem juntamente na consecução de bens mais altos e eternos, é que eles contraíram o pacto nupcial que só a morte poderá dissolver.
Admiravelmente ainda, a estabilidade do matrimônio provê ao cuidado e educação dos filhos, obra de longos anos, cheia de graves deveres e de fadigas, que mais facilmente poderão realizar os pais unindo suas forças.
E não são menores os benefícios que dela dimanam para toda a sociedade. De fato, a experiência ensina que concorre imensamente para a honestidade de vida em geral e para a integridade dos costumes a inquebrantável estabilidade dos matrimônios, e que a estrita observância dessa ordem assegura a felicidade e a salvação do Estado. E que o Estado será o que forem as famílias e o que forem os homens de que se compõe, como o corpo de membros. Donde vem que todos os que defendem energicamente a inviolável estabilidade do matrimônio se tornam altamente beneméritos quer do bem privado dos esposos e de seus filhos, quer do bem público da sociedade humana."
 
Casti connubii Papa Pio XI Ponto 37

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Sobre a "compatibilidade dos esposos

 
 
“IF AMERICANS can be divorced for “incompatibility of temper” I cannot conceive why they are not all divorced.
I have known many happy marriages, but never a compatible one.
The whole aim of marriage is to fight through and survive the inst...ant when incompatibility becomes unquestionable.
For a man and a woman, as such, are incompatible.”

G.K. Chesterton (What’s Wrong With the World)

sábado, 29 de dezembro de 2012

A ausência do "pai"

Uma sondagem feita recentemente no Reino Unido mostra que um pai é o 10º desejo que as crianças mais gostariam de ter no Natal.

Esta situação dramática é bem elucidativa do que se passa actualmente nas sociedades pós-modernas.

A imaturidade masculina, o excesso do proteccionismo materno, o medo de assumir compromissos e responsabilidades e a vontade de "viver a vida" só para si serão, talvez, 4 dos principais motivos que levam a esta ausência da figura do pai.

Para mais informações sobre este assunto, vejam aqui

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A crise da família gera mais crise na Segurança Social

O nº de divórcios, de separações e os conflitos pela partilha de filhos em famílias destroçadas gera, entre outras coisas, a ruptura da Segurança Social e das suas funcionalidades.

Eis aqui uma, entre muitas outras, provas.