quarta-feira, 29 de julho de 2015
sábado, 11 de janeiro de 2014
A importância do pai para a criança
Branco, negro, gordo, magro, católico, protestante, rico, pobre. Não importa quantos fatores sociais, econômicos, culturais ou religiosos difiram entre as pessoas, nós todos temos algo em comum: viemos ao mundo graças a um pai e uma mãe, e o amor deles por nós faz toda a diferença na nossa vida.
Segundo um novo estudo, ser amado ou rejeitado pelos pais afeta a personalidade e o desenvolvimento de personalidade nas crianças até a fase adulta. Na prática, isso significa que as nossas relações na infância, especialmente com os pais e outras figuras de responsáveis, moldam as características da nossa personalidade.
“Em meio século de pesquisa internacional, nenhum outro tipo de experiência demonstrou um efeito tão forte e consistente sobre a personalidade e o desenvolvimento da personalidade como a experiência da rejeição, especialmente pelos pais na infância”, disse o coautor do estudo, Ronald Rohner, da Universidade de Connecticut (EUA). “Crianças e adultos em todos os lugares tendem a responder exatamente da mesma maneira quando se sentem rejeitados por seus cuidadores e outras figuras de apego”.
E como elas se sentem? Exatamente como se tivessem sido socadas no estômago, só que a todo momento. Isso porque pesquisas nos campos da psicologia e neurociência revelam que as mesmas partes do cérebro que são ativadas quando as pessoas se sentem rejeitadas também são ativadas quando elas sentem dor física. Porém, ao contrário da dor física, a dor psicológica da rejeição pode ser revivida por anos.
O fato dessas lembranças – da dor da rejeição – acompanharem as crianças a vida toda é o que acaba influenciando na personalidade delas. Os pesquisadores revisaram 36 estudos feitos no mundo todo envolvendo mais de 10.000 participantes, e descobriram que as crianças rejeitadas sentem mais ansiedade e insegurança, e são mais propensas a serem hostis e agressivas.
A experiência de ser rejeitado faz com que essas pessoas tenham mais dificuldade em formar relações seguras e de confiança com outros, por exemplo, parceiros íntimos, porque elas têm medo de passar pela mesma situação novamente.
É culpa do pai, ou é culpa da mãe?
Se a criança está indo mal na escola, ou demonstra má educação ou comportamento inaceitável, as pessoas ao redor tendem a achar que “é culpa da mãe”. Ou seja, que a criança não tem uma mãe presente, ou que ela não soube lhe educar.
Porém, o novo estudo sugere que, pelo contrário, a figura do pai na infância pode ser mais importante. Isso porque as crianças geralmente sentem mais a rejeição se ela vier do pai.
Numa sociedade como a atual, embora o nível de igualdade de gênero tenha crescido muito, o papel masculino ainda é supervalorizado e muitas vezes vêm acompanhado de mais prestígio e poder. Por conta disso, pode ser que uma rejeição por parte dessa figura tenha um impacto maior na vida da criança.
Com isso, fica uma lição para os pais: amem seus filhos! Homens geralmente têm maior dificuldade em expressar seus sentimentos, mas o carinho vindo de um pai, ou seja, a aceitação e a valorização vinda da figura paterna, pode significar tudo para um filho, mesmo que nenhum dos dois saiba disso ainda.
E para as mães, fica outro recado: a próxima vez que vocês forem chamadas à escola por causa de algo que o pimpolho aprontou, tenham uma conversa com o maridão. Tudo indica que a culpa é dele! Brincadeiras à parte, problemas de personalidade, pelo visto, podem resolvidos com amor de pai. E quer coisa mais gostosa?[MedicalXpress, SkimThat]
Natasha Romanzoti
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sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Carta da CPP sobre ideologia do género
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sexta-feira, 20 de setembro de 2013
A regeneração da figura do pai e a violência na sociedade
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sexta-feira, 12 de julho de 2013
5 coisas que deve dizer ao seu filho
(...) o trabalho de criar um filho é
uma tarefa nobre e importante.
Infelizmente, é um trabalho que
muitos homens desleixam, abrindo caminho
ao que agora se vê como uma
crise de grandes proporções no nosso país:
a crise da
paternidade.
que afetam os seus relacionamentos mais importantes.
Encontrei homens de todas idades que sonham ouvir essas
palavras mágicas que significam bem mais quando vêm do pai:
gosto de ti.
negar a nossa aprovação.
Claro, às vezes eles vão decepcionar e temos de lho fazer saber e sentir.
que, ao tentar motivar os nossos filhos para a grandeza,
omitimos o maior condimento que pode facilitar o êxito: a confiança.
mas para ser um soldado.
Por favor, não se ponham nervosos com a palavra "soldado".
Há uma visão de masculinidade na Bíblia, de nobreza e força,
de coragem e sacrifício. Um homem de verdade luta por aquilo que ama.
Um homem de verdade valoriza a mulher que Deus lhe dá. Não se serve dela.
para arruinar as vidas dos homens jovens.
mas em última análise foi dado por Deus para saborear o seu beneplácito.
Ficar com as mãos sujas no esforço, na luta, no cansaço – tudo isto é bom, não é mau.
Vamos mostrar-lhes que o trabalho traz alegria. O trabalho honra a Deus. O trabalho bem feito dá glória ao Criador.
embora agraciados pelo Criador, eles não são Deus.
Temos de lhes ensinar que a masculinidade genuína não se envaidece.
Inclina-se. Pega numa toalha e lava os pés dos outros.
àqueles que os hão-de ferir duramente.
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domingo, 16 de junho de 2013
Os efeitos negativos nas mulheres causados pela ausência do pai
.
Os autores do estudo, porém, verificaram que no caso da ausência do pai por motivo de óbito, os mesmos efeitos nas filhas não se verificam de forma tão evidente.
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sexta-feira, 29 de março de 2013
Perguntas&Respostas sobre ser pai e mãe
Nas histórias tradicionais o papel do pai é praticamente inexistente, porquê?
Porque o mundo sempre foi matriarcal. E os homens, repartidos pela necessidade de garantirem meios de subsistência e pelas suas omissões de pais, sempre se resignaram a um papel muito secundário na vida das crianças. Eram úteis para levar as bilhas do gás até ao terceiro andar. Eram recomendáveis para matar insectos repelentes. E para expulsar vendedores de enciclopédias intrometidos. Por isso, nas histórias, a ideia de um pai, atento ou brincalhão, não existia. Ou acha que, se existisse, a Carochinha ia para a janela fazer figuras tristes?
As mães também parecem ser sempre mulheres doentes ou que já morreram… deixando as madrastas em seu lugar.
As madrastas, depois das sogras, foram tendo um papel de extrema utilidade pública. E se fossem maldispostas melhor seria. Porque é à custa delas que a cotação das nossas mães é, invariavelmente, revista em alta. Mas as histórias falam, sobretudo, do lado abandónico dos pais, que foi aquilo que melhor os terá caracterizado, contra a vontade de todos, ao longo da História. Daí que entre falar de pais abandonantes, porque morriam precocemente ou porque iam abandonando, em vida, engolidos por todos os compromissos que não sabiam gerir, ou falar de ‘maus da fita’, as histórias sempre apostaram na coluna do segundo. Protegia, por um lado, a consciência da dor. E sempre funcionava como uma espécie de desculpa quando se tratava de arranjar um ‘mata-borrão’ para todos os males.
O pai, por exemplo na Branca de Neve ou na Cinderela, adora a filha, mas é enganado pela nova mulher, que consegue sempre dar-lhe a volta. Os homens são assim tão manipuláveis?
Os homens são, regra geral, excelentes pessoas. Mas levam a vida toda a fazer de filhos mais velhos das mulheres e, como os slogans na política, depois de se repetir, muitas vezes, que mal se ajeitam a estrelar um ovo, quando se trata de mudar uma fralda é o que se sabe. O mundo sempre jogou à italiana: as mulheres foram dando o meio campo ao pai e, regra geral, iam ganhando os campeonatos em contra-ataque. Para cúmulo, os homens foram ensinados a não chorar e a supor que aguentar os sentimentos seria um sinal de virilidade. Por isso mesmo hoje, quando se trata de dizerem ‘Amo-te Teresa!’, a Teresa nunca entende. Sofrem de iliteracia emocional. Sentem mas fintam as palavras. E o resultado é que, embora tenham coração e lágrimas, são… uns meninos.
E porque é que a história de amor é sempre entre o pai e a filha?
Porque, muitas vezes, há uma filha, na vida do pai, que parece ser a única mulher com quem ele se consegue entender. Ao contrário do filho, a quem o pai exige que seja um up grade de si próprio, sem grande margem para errar. E porque, feitas as contas, nas histórias – à excepção de O Rei Leão – o pai faz de compére. Nunca de primeira figura.
A vida real parece, até agora, aproximar-se muito das histórias tradicionais. Será que já estamos a mudar?
A diminuição da mortalidade perinatal, os contraceptivos (e a consequente diminuição da taxa de natalidade), a escolarização e o trabalho da mulher, trouxeram, no século XX, diferenças profundas à família. E, sobretudo, ao papel do pai. Que hoje é mais paritário do que alguma vez foi, em toda a História. Mudámos mais nos últimos 40 anos do que em todos os tempos até aqui. E, acredite, mais pai é melhor família.
Costuma dizer que todos os pais devem ser mães, o que é que quer dizer com isso?
É verdade que costumo dizer que a primeira função de uma pessoa é ser mãe. No sentido de ouvir com o coração e de traduzir em gestos de ternura aquilo que se sente. Um homem que não sabe ser mãe não é um homem: é um medricas. E isso jamais é aquilo que se deve esperar de um pai.
É importante para a futura relação da criança com o pai que ele esteja nas consultas durante a gravidez, veja as ecografias, assista ao parto?
Não, não é importante. É absolutamente indispensável. Porque também precisa de estar grávido e de se comover com a gravidez. E não é só por causa do bebé. Mas por tudo aquilo que compartilhar uma gravidez traz de amor ao pai e à mãe.
Há pouco tempo em Portugal, o obstetra Michel Odent disse que o pai não deve estar na sala de partos, porque perturba a imagem que tem da mulher, porque a sala de partos é um espaço de mulheres. Concorda?
Não. De todo. Michel Odent será um belíssimo tecnocrata da obstetrícia. Mas não é, seguramente, um bom clínico e um homem sensato.
Acha que os bebés muito pequeninos são sobretudo território das mães?
Acho que os filhos são um território fantástico para o contraditório dos pais. Para tudo aquilo que lhes traz sensatez, pluralidade e clarividência aos gestos. Os filhos serão mais filhos com melhores pais. E todos aprendemos a ser pais uns com os outros.
Porque é que há homens que sentem a chegada de um filho como um intruso e têm ciúmes – ou é história?
Porque muitos homens sentem na mulher a mãe que nunca tiveram. E rivalizam, pelo amuo, com um filho como se ele fosse uma espécie de irmão mais novo. Porque muitos homens se sentem traídos por uma gravidez para a qual se consideram empurrados com alguma má-fé. Porque muitos homens acham que um filho consegue ser muito do que o pai desistiu de ser, sem dar por isso. E isso acirra a raiva. Em relação a todos eles era importante que nunca nos esquecêssemos de que os mal-entendidos se resolvem guardando para ontem tudo aquilo que se pode dizer hoje.
Tradicionalmente o pai era aquele de quem se dizia «quando o teu pai chegar». O que é que acontece às famílias em que este é o modelo vigente?
A autoridade conquista-se pela bondade, pela sabedoria e pelo sentido de justiça. Por isso mesmo, as famílias em que o pai era a autoridade não seriam famílias. Mas um conluio de mal-entendidos em que o autoritarismo do pai ligava as pessoas pelo medo mas jamais pelos laços, pelos gestos, pelas convicções ou pelo sonho. Porque não há autoridade sem alteridade. A autoridade numa família não é do pai. É da mãe e do pai. E só assim é dos filhos e da família.
Hoje, muitos pais recusam o modelo de autoritarismo dos seus pais – correm o risco de não exercer autoridade e acabarem escravos de uns tiranos, que eles próprios criaram?
A autoridade é um exercício de bondade. Legitima-se com bons exemplos. O autoritarismo é um exercício discricionário. Consolida-se com maus exemplos, com intimidação e com boas intenções. Se hoje há pais que confundem autoridade e autoritarismo é porque ainda estarão presos às suas experiências infantis dolorosas onde os seus pais e os seus professores (por falta de legitimidade para exercerem, com sensatez e com firmeza, a autoridade) confundiram disciplina com lei, autoridade com autoritarismo.
Os pais ausentes – por vontade própria ou por imposição da mãe – dão origem a ‘filhos da mãe’? Com que consequências para a criança?
Trágicas. Porque alteridade e coerência de cuidados permitem partilhar gestos e responsabilidades, parentalidade e vida própria, cuidados personalizados e contraditório educativo.
No meu tempo as crianças, quando os outros as ameaçavam no recreio da escola, diziam: «Olha que chamo o meu pai que é polícia!» É bom sentir que se tem um pai que pode vir a correr defender-nos?
Um pai-herói é um pai forte. E presente. Independentemente da sua profissão. É uma força tranquila.
QUANDO O PAI É TRANSFORMADO EM ‘VISITA’
As estatísticas de divórcio indicam que o poder paternal é em 90% dos casos entregue à mãe. Como é que um pai que era próximo do seu filho, se sente quando o transformam em “visita”?
O direito de visitas como regra judicial, quando se trata de configurar as responsabilidades parentais do pai, sem que tenha cometido qualquer ilícito compaginável com o que a Lei configura como negligencia ou como maltrato dum filho, representa um limitação por identidade de género que um Tribunal e um Estado de Direito jamais deviam permitir. E se permitem, então é porque as mulheres e os homens que o toleram (e os tribunais que o promovem) são, realmente, rascas. Porque se demitem até do direito à indignação. Quando assim é um pai, que era próximo dum filho, sente-se como intruso na sua vida. E uma mãe, que tolera e se aproveita duma injustiça como essa, passa a ser, todos os dias em que o permite, menos mãe.
Que efeito tem este distanciamento forçado na vida mental dos filhos?
Primeiro, transforma uma decisão judicial, num maltrato, em que todos são coniventes. E, depois, há medida que o direito de visitas se perpetua, converte um maltrato num dano, em que todos são cúmplices. Escuso, portanto, de reafirmar que um distanciamento desses não é nem acto de parentalidade nem de justiça. É uma vergonha com a qual jamais devemos pactuar.
O número de incumprimentos dos acordos feitos em tribunal é enorme. Como acha que os tribunais deviam lidar com pais que não pagam a pensão, ou não visitam os filhos?
Privando-os, liminarmente, dos seus direitos. Quem não reconhece responsabilidades limita-se para os seus direitos.
Como deviam lidar com as mães que complicam e impedem a presença do pai na vida dos filhos?
Devia tomá-las como maltrantes, retirando todas as ilações que deve retirar para o respectivo exercício da responsabilidade parental. Não esquecendo que somos pais violentos sempre que promovemos, com intencionalidade e sem reparação, o sofrimento dum filho.
Um dos direitos que os pais separados dos filhos pedem é que as escolas os informem das notas e das actividades e dias de festas da escola. As escolas não deviam tomar partido do pai ou da mãe? Em que é que podem mudar os seus procedimentos?
As escolas estão obrigadas a reconhecer que a figura de encarregado de educação é um resquício de Estado Novo na parentalidade. É como se legitimasse o poder paternal dum dos pais à margem de tudo o que diz a Lei. Ora, com as novas tecnologias, informar por mail ambos os pais, seja acerca do que for, não me parece nada de mais.
O LUGAR DOS PAIS-PADRASTOS
Os pais que são padrastos, com um pai biológico ainda vivo e presente, podem, apesar disso, ambicionar ser pais ou serão sempre ‘tios’?
Devem ambicionar ser pais. Também. É claro que começam por ser padrastos, não há outra forma. Sempre que merecem, passam a ser ‘tios’. E se traba-lharem muito para isso, tornam-se um bocadinho pais.
Há padrastos que foram pais de facto da criança que veio no ‘pacote’, mas que após um divórcio não têm sobre aquela criança nenhum direito. Tentar esquecê-la ou manter o contacto?
Têm de manter o contacto. Inequivocamente. E devem ver esse direito salvaguardado. Que não é só um direito seu. É um direito da criança.
Ainda acreditamos que se não há pai biológico então é melhor uma instituição?
Há centenas de crianças que só não são adoptadas porque, às vezes, quem decide é cobarde e não pensa nessas crianças como pensa nos seus filhos
Eduardo Sá
Pedo-psiquiatra
Entrevista de Eduardo Sá ao Destak no dia 16 de Março de 2011
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Chesterton e as mulheres
Em “Os Disparates do Mundo”, Ed Diel: “Nada poderá algum dia superar essa enorme superioridade do sexo feminino que consiste em mesmo o descendente masculino nascer mais perto da mãe do que do pai. Ninguém que atente nesse tremendo privilégio da mulher pode acreditar, um instante sequer, na igualdade dos sexos…A carne e o espírito da feminilidade rodeiam a criança desde o nascimento como as quatro paredes da casa; até o mais insignificante ou o mais brutal dos homens foi feminizado pelo nascimento. O homem nascido de mulher tem os seus dias contados e cheios de misérias, mas ninguém pode medir a obscenidade e bestial tragédia que seria a herança do monstro homem nascido de homem."
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012
As últimas 15 horas da minha vida
http://paisdequatro.clix.pt/2012/12/timetable.html
19.30 - Jantar.
20.15 - Tentar ver o Sporting-Benfica.
20.45 - Tentar fazer o presépio n.º2 enquanto se tenta ver o Sporting-Benfica.
22.30 - Desatar aos gritos porque ainda ninguém está na cama.
22.45 - A esposa adormece na cama da filha mais velha enquanto tenta adormecer a filha mais velha.
23.00 - Começar a tentar escrever um texto para a Time Out que está em atraso.
23.30 - Continuar a tentar escrever um texto para a Time Out que está em atraso enquanto se assiste ao rescaldo do Sporting-Benfica.
00.00 - Adormecer todo torto na cama enquanto se tenta escrever um texto para a Time Out que está em atraso e se assiste ao rescaldo do Sporting-Benfica.
03.00 - Acordar com as costas doridas e com a repetição do rescaldo do Sporting-Benfica. Concluir a escrita do texto para a Time Out que está em atraso.
03.15 - Gritos do Tomás, pesadelo certificado, direito a ir dormir para a cama dos papás.
03.30 - A esposa acorda com as costas doridas por ter adormecido a tentar adormecer a filha mais velha.
03.45 - A esposa e o esposo decidem ver finalmente, com dois anos de atraso, o último episódio da última temporada da série 24. O último episódio da última temporada da série 24 é uma grande treta.
04.30 - A esposa e o esposo tentam adormecer com o filho Tomás a tomar conta de metade da cama.
04.45 - A Rita acorda com fome, é preciso trocar a fralda e dar de mamar.
05.15 - O Gui começa a guinchar no quarto dele. Depois acalma.
05.30 - O Gui volta a guinchar no quarto dele. Depois acalma.
06.00 - Está a ser complicado adormecer.
06.30 - Está a ser mesmo muito complicado adormecer.
07.00 - Dormir, finalmente.
07.30 - O Tomás pergunta se já se pode levantar.
07.45 - A Carolina levanta-se.
08.00 - O Gui pergunta se já se pode levantar.
08.15 - Levantar.
08.30 - Reparar que se está extraordinariamente atrasado para levar os miúdos à escola.
09.00 - Sair disparado.
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terça-feira, 20 de novembro de 2012
A ausência do pai
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segunda-feira, 19 de março de 2012
Dia do Pai- Mensagem da APFN

Pai. O meu dia chegou ao fim. E reencontro em ti um porto seguro. Um porto onde sei que me posso abrigar das tristezas do meu dia.
Pai . Tens de trabalhar tanto... Mas consegues sempre ter um olhar para mim apesar dos meus dois irmãos mais novos e da mana que agora nasceu. A mãe não tem muito tempo... O teu colo é o melhor consolo que posso ter. Sei que não me dás muitos brinquedos, mas eu não preciso disso. Preciso de ti.
Pai. Os meus irmãos e eu - já somos quatro! - fazemos muito barulho mas tu consegues ainda dar-nos abraços, rebolar no chão em brincadeiras, jogar connosco ou ler um livro devagar... É tão bom! Estás aqui!
Pai. Sei que te esforças muito por conseguir alimentar-nos a todos. Trabalhas muitas horas. Nem sempre estudo, eu... Fazes-me ver que o saber é a melhor ferramenta de trabalho que posso ter na minha vida. Não acredito muito em ti, mas não quero pensar no que seria a nossa vida sem o som diário da tua chave a abrir a porta de casa...
Pai. Sei que vou sair com os meus amigos, que chego tarde e que por vezes piso o risco. E tu não deixas de mo dizer. Por vezes duramente. Tenho sempre a sensação de que me vês, mesmo não estando perto de mim. Os meus irmãos também sentem o mesmo. Isso é bom. Afasta-nos do perigo. Sabes que lá fora nos defendemos mutuamente?
Pai. Consegui acabar o meu curso (o saber, sim, o saber é tão importante!)!!!! Encontrei a mulher da minha vida. Não é maravilhoso?
Pai. Vou ser pai! E agora que eu mesmo quero ter a minha família e que quero ter tantos filhos como tu, penso muito no teu esforço. Como é que conseguiste? Começo a perceber tantas coisas que nos disseste com os teus gestos e com as tuas atitudes... O mais relevante – tendo nós tantas dificuldades por sermos muitos - foi ensinar-nos que ter muitas coisas não é assim tão importante... viver é muito mais do que isso!
Pai. Eu quero ser como tu para os meus filhos!
Pai. O teu dia chegou ao fim. Estamos aqui. Os meus irmãos e eu. Sempre.
Lisboa, 19 de Março de 2012
APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
Rua José Calheiros, 15
1400-229 Lisboa
Tel: 217 552 603 - 919 259 666 - 917 219 197
Fax: 217 552 604
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