quinta-feira, 29 de julho de 2010

Inês Pedrosa e as "mulherzinhas"

Num extenso exercício de "non sequiturs", Inês Pedrosa veio em ataque daquelas raras pessoas que, na nossa sociedade, se preocupam e batalham pelo reconhecimento do direito à vida do ser humano em fase de desenvolvimento intra-uterino.

Vejamos: vivemos numa sociedade que mata seres humanos por conveniência. Essa mesma sociedade tolera esses crimes, considera-os legais, financia os ditos crimes, procura coagir os funcionários do sistema de saúde a perpetrá-los abusando da liberdade de consciência, e propagandeia a viva voz que esse crime é "um direito".

Ora nessa sociedade, existe um punhado de lutadores e de lutadoras que gritam "basta" e que batalham por uma sociedade mais justa, com menos crimes. E a Inês Pedrosa, advogando que o tal crime é "direito", combate quem tem razão. Ora, pelas regras inflexíveis da lógica, não pode ter razão quem combate os que têm a razão do seu lado.

Claro que Inês Pedrosa não explica como é que o aborto, esse crime hediondo, é um "direito". Ela assume isso. E claro que, então, todo o seu texto sofre da falácia da petição de princípio: está assente sobre o vazio ético da falta de razões decentes para se legitimar a destruição de seres humanos inocentes.

Vejamos alguns dos aspectos errados do dito artigo:


«Há dias, na televisão, uma senhora de uma associação que se opôs ao direito à interrupção da gravidez fazia o balanço dos três anos da lei nesse astuto tom de luta em prol dos direitos das mulheres.»

Cá está a falácia da petição de princípio. De forma descarada, Inês Pedrosa insere a expressão "opôs ao direito", assumindo que o aborto é um direito. Obviamente não é, pois nenhum crime é direito, mas a autora não explica porque razão considera que matar um ser humano inocente é um direito.

«A ideia que se pretende passar é essa: ser contra a lei que permite a interrupção da gravidez é ser-se feminista. Porquê? Porque, desde que existe a lei, "as mulheres" ficaram mais "sozinhas" e são "obrigadas" a abortar. Quando o médico presente tentava demonstrar a insensatez do argumento, a senhora contra-atacava, repetindo: "Eu estou no terreno, eu oiço as mulheres." Ora, no terreno estamos todos: e ninguém no seu perfeito juízo pode acreditar que um brutamontes qualquer arraste a mulher (ou a filha, ou a amante) pelos cabelos para o centro de saúde - ao contrário do que podia fazer, em total impunidade, quando se tratava de a levar para a abortadeira clandestina.»

Na teatralidade encenada para dar ar de solidez a argumentos vácuos, Inês Pedrosa fala numa hipotética e improvável cena teatral do machista bruto que arrasta as mulheres pelos cabelos para abortar. Claro que ela omite, astuciosamente, os casos frequentes de poderio que oprimem a mulher do nosso tempo. Situações abundantes como a do patrão que diz à sua empregada grávida que ela "tem que resolver o assunto". Inês Pedrosa não conhece esses casos. Então é porque não existem!

«Chamo-lhe delírio, porque as gravidezes interrompidas não deixariam de existir se não houvesse a lei.»

Eis agora a falácia da inevitabilidade do aborto. Abortar é tão inevitável como respirar. Temos que respirar como temos que abortar. Claro está que esta falácia consiste em erradicar alternativas válidas ao aborto. À luz da filosofia da inevitabilidade do aborto, a mulher atrapalhada com uma gravidez indesejada não pode optar por não abortar, e o Estado não pode também optar por financiar as grávidas em dificuldades! O aborto aparece como uma inevitabilidade. Sendo inevitável, tanto como o sol nascer amanhã de novo, há que providenciar então condições para ele ser executado. Mas porque razão seria o aborto inevitável? Inês Pedrosa risca do cenário das possibilidades um Estado que apoie a maternidade, um estado que permita à mulher que é mãe ser mãe. Isso é triste. É desumano. E falacioso.

«A mim, esse crescimento dá-me satisfação: significa que o aborto clandestino está a desaparecer.»

A coisa boa do aborto clandestino, para usufruto de opinadores como Inês Pedrosa, é que é clandestino. Se não há números do aborto clandestino, podemos dizer que o aumento do número de abortos "legais" se deve à redução do clandestino. Pode-se dizer o que se quiser: é clandestino.

«Como é lógico, não basta que a lei entre em vigor para que as mulheres corram para os hospitais. Têm medo de ser vistas.»

Medo. Muito medo. E medo de voltar vezes e vezes seguidas, como indicam as estatísticas de múltiplos abortos por mulher.

«É preciso dar tempo para que as mulheres ganhem confiança no sistema de saúde.»

Exacto: mães, ganhem confiança naqueles que vos destroem os vossos filhos. Confiem nos abortadores. Nada como confiar em pessoas que destroem seres humanos.

«Eu também me lembro. Conheci demasiadas mulheres que perderam a saúde e a vida por abortos miseravelmente feitos.»

Nova falácia: um crime clandestino e medicamente perigoso é coisa má. Mas já um crime "legal" e medicamente perfeito seria coisa boa. Isto está errado. Há que ver que o problema ético do aborto não está nas circunstâncias do acto de abortar. O problema está mesmo no acto de abortar!

«Nenhuma mulher interrompe uma gravidez por ordem de outrem»

Como é que tem tantas certezas? Conhece todas as mulheres? Todos os casos? Frases começadas por "nenhum" ou "nenhuma" são afirmações absolutas. Devem ser usadas com cautela. E os casos de coacção que referi atrás? Não existem? Nenhum? O patrão que ameaça despedimento? O namorado que ameaça ir à sua vida? O pai ou a mãe que ameaçam colocar a adolescente fora de casa?

«O que realmente perturba os controleiros da moral dos outros»

É preciso explicar a Inês Pedrosa que não estamos a falar da moral dos outros! Isto é A MORAL. A moral de todos nós. Se a Inês Pedrosa preferir, estamos a falar da ética de todos nós. Essa coisa pública e de todos. Se matar está mal, se matar não é ético, uma sociedade civilizada não pode tolerar o aborto, entende? Se não avançar com um só argumento a legitimar, eticamente, a destruição deliberada de seres humanos inocentes, então o seu artigo é um vazio argumentativo. É uma interminável lista de "non sequiturs" e de falácias, sustentadas no vazio ético.

UMA LIBERDADE RESPONSÁVEL E ESCLARECIDA INCOMODA

1.

O aborto deu, dá e dará que falar. E dificilmente se achará bom senso nas opiniões e nas discussões enquanto perdurar o fanatismo, a ignorância e o desrespeito pela vida humana. Da extrema-esquerda à extrema-direita, do agnosticismo à religião, do político ao apolítico, parece que fanatismo e ignorância há em todo o lado, e que se aliam como se de uma união indissolúvel se tratasse.

Vem isto a propósito de algumas opiniões de jornal e em blogues que vou lendo a propósito da análise dos dados da DGS sobre os abortos praticados à pala da nova lei do aborto. Regozijam-se, salvo raras excepções, aqueles que defenderam o “sim” ao aborto até às 10 semanas, por opção da mulher, porque, em Portugal, a mulher adquiriu um direito que outras já tinham noutros países, sobretudo na Europa e na América no Norte, onde se regista o melhor nível de vida e onde a mulher alcançou uma liberdade que antes não tinha (tentação de raciocínio: o aborto dá direito a melhor nível de vida).

Vir, agora, desdizer que 50.000 abortos, nalguns casos repetidos (em 2, 3 e 4 abortos) era como se se dissesse “Calma aí! Afinal, as mulheres não são assim tão responsáveis como se dizia. O aborto pratica-se em qualquer situação. Tem de se pôr travão nisto.” era vir admitir que se estava errado. Ora, dar o braço a torcer ou ser-se suficientemente humilde é difícil e cria uma raiva às pessoas, que não sei porque será isso se todos podemos errar, decorrente até da manipulação de outros. É difícil, portanto, que quem defendeu o “sim” ao aborto livre venha admitir que a lei é um falhanço autêntico. Foram, em dados acumulados, até agora, cerca de 50.000 abortos! (Sem contar com o aborto clandestino, cujos dados, por serem clandestinos, são dificílimos de contabilizar, mas que se poderá adivinhar não causar agora tanta repulsa, dado que o pudor a um aborto está, agora, menos fragilizado.) Isto é um número surpreendente, que nos deverá fazer pensar e actuar.

Eu até compreendo porque é que algumas pessoas, fazendo-se passar pela maioria, não voltam atrás e diz regozijar-se com os resultados da lei. (Eles são efectivamente maus. E completamente desregrados!) E porque assim é?

A resposta é o poder. A mulher tem o poder (não é só o direito, é o poder!) de controlar a mais óbvia das leis da natureza. Tem o poder de se contrapor ao “inimigo”, de se impor, de controlar. Tal como fez o homem durante séculos. E, agora, é a vez delas. (E uma mulher que discorde desta visão feminista está fora da onda, já para não dizer lixada!) O poder é uma ambição desmedida, é um desvario dificilmente controlável. E começam as lutas, as facções, as guerras: eles e elas, nós e eles. Chegados aqui, onde não se regista respeito pelo outro, em que o outro só serve para uso, o mais que há é abuso.

Uma gravidez é um empecilho! Uma gravidez não permite ter um corpo belo e brilhante, impossibilita as mulheres de terem emprego e de o manterem, e consequência disso, de serem autónomas. Uma gravidez implica muita responsabilidade e obriga as pessoas a tomarem um rumo diferente para a vida. Traz despesas e cansaço. Uma gravidez não é conveniente. Uma gravidez contraria o materialismo e o estilo de vida actual. É isto que se pensa. É esta a triste e infeliz realidade.

Dizer que se atingiu o extremo (nos E.U.A. foi pior, admitiu-se mesmo o aborto parcial) pode ser entendido como “Pois. As mulheres não podem ter liberdade.” E, como já estamos a ver, começa o descarrilamento e passa-se do 8 ao 80. Há, de facto, muito medo de perder a liberdade alcançada e medo de ficar para trás.

2.

E, depois, há o contrário, no lado oposto da barricada: o medo do desregramento e a perda do bom senso nas questões éticas que dizem respeito à vida humana, o medo do vale tudo, em todas as circunstâncias. E há, claro, o medo dos abusos, de interpretações que admitam tudo de todas as maneiras. Aqui, depois, também há fanatismos e a impossibilidade de discussão…

3.

Sejamos sérios: em tudo tem de haver bom senso. E porque não há bom senso? Qual é o problema disto tudo? Já o disse, o fanatismo, a ignorância e o desrespeito pela vida humana.

Nenhum homem, nenhuma mulher pode considerar-se livre se não for responsável e se não for esclarecido/a. Hoje, mais do que nunca vivemos num tempo em que sabemos que homem e mulher são iguais em direitos e deveres; que a vida humana não é uma coisa qualquer, que se faz e depois se desfaz; que a família precisa de estabilidade económica, afectiva e apoio, que se precisam de verdadeiras políticas de família, que nos comprometem a todos no futuro; que se sabe como se engravida; que uma educação sexual bem dada em princípios, valores e exemplos é fundamental para se prevenirem gravidezes não desejadas. Mas parece que não sabemos nada disto.

A liberdade só o é se houver responsabilidade e esclarecimento. Se hoje temos tantos meios que nos permitem ser esclarecidos, é difícil entender o porquê de políticas tão inconscientes, de tanta irresponsabilidade, de tanto desrespeito pela mulher, pelo seu direito a ter filhos, sem ser prejudicada por isso, do direito dos próprios homens, cada vez mais ameaçado.

Porque mete tanto medo uma verdadeira liberdade responsável e esclarecida?

4.

A nova lei do aborto é um desastre, uma irresponsabilidade terrível, um abuso do poder, um meio que fragilizou as mulheres, e também os homens, por carecerem de uma política de família que as/os ajude a ter família, a manterem postos de trabalho. E os mais jovens são quem paga a factura. Pois claro! Espero que os -ismos que afunilam as hipóteses de as pessoas se realizarem com filhos tenham os dias contados.

Não acabou o aborto clandestino. O negócio das clínicas de aborto é chorudo. As despesas com o aborto não sofrem os cortes da crise (curiosamente sofrem aqueles que têm família e bocas para alimentar e crianças para educar). O planeamento familiar não funciona. A informação de planeamento familiar ou de educação sexual é dada pela metade. Os pais não têm formação para educar os seus filhos. As famílias são impedidas de terem filhos e de se realizarem com isso. As mulheres que têm filhos ou estão grávidas são prejudicadas por isso. Sim, há mulheres coagidas a fazer abortos. E disto não se fala… Porquê?

Sabemos que sabemos que estamos mal. E sabemos o que fazer: mudar.

Mulheres puramente discriminadas por serem mulheres

Cada vez ouço mais comentários destes:

Eu gostava de poder ter mais um filho. Mas como? Uma pessoa nunca sabe o que vai estar a fazer no ano a seguir. E mais, uma pessoa nem tem tempo. Entra no trabalho de manhazinha, sai à noite!

As mães também são vítimas do aborto?

No último «Expresso» (24 de Julho de 2010) a jornalista Inês Pedrosa assina um artigo a tentar defender que o aborto não atinge as mães e a congratular-se com o aumento do número de abortos. Como se isto não bastasse, exprime a sua opinião de forma muito deselegante.

Em primeiro lugar, não podemos aceitar a desculpa de que, apesar de o número de abortos ser gigantesco, a parcela dos abortos clandestinos teria diminuído. As indicações disponíveis não o confirmam e, mesmo que tivesse havido alguma redução dos abortos clandestinos, o total do número de abortos, que disparou de maneira impressionante e continua a crescer mês a mês, mais do que compensaria a redução. Hoje em dia, o número anual de abortos é notavelmente superior a qualquer estimativa anterior à lei do aborto.

A ideia de que os abortos clandestinos se efectuam geralmente nos «vãos de escada», muito repetida na campanha do Referendo, há décadas que não corresponde à realidade portuguesa: aborto clandestino é aquele que não se quer tornar público. Clandestino não significa improvisado ou inseguro. Por isso se compreende que o aborto clandestino não diminua, porque muitas pessoas preferem pagar o aborto do seu bolso, para evitarem a vergonha de dizer, cara a cara, aos médicos e ao pessoal administrativo, que querem matar um bebé.

A própria APF, grande defensora do aborto, reconhece que a generalidade dos abortos clandestinos é realizada por médicos e enfermeiras tecnicamente competentes. Para a maioria, a despesa do aborto não é o mais relevante e, por isso, o facto de o Estado pagar não é suficiente para desviar um aborto clandestino para as vias legais. É por este motivo que a legalização do aborto não serve para reduzir o aborto clandestino.

Por outro lado, a legalização do aborto e as campanhas que procuram habituar a opinião pública a um crime tão triste estão a surtir o seu efeito sinistro. O aborto clandestino não diminuiu, e talvez tenha aumentado; e os números do aborto legal, a crescerem todos os meses, mostram como está a descer em Portugal o respeito pela vida.

Na estatística oficial acerca das causas que levam ao aborto, a esmagadora maioria das respostas invoca motivações fúteis. Mata-se um bebé porque não dá jeito, porque apetece, porque estraga os planos de férias. Quase sempre (concretamente, em 97% dos casos), não há uma razão especial para acabar com a vida do bebé. O Estado paga e ainda concede um subsídio: por que não?... Por que havíamos de ter respeito pela vida dos outros, se podemos acabar já com ela?

O artigo de Inês Pedrosa argumenta que as mulheres não são também vítimas da lei do aborto. Pelo contrário, todos sabemos que cada vez mais mulheres são pressionadas para abortar. Há minutos, recebi um «mail» a contar mais uma história: «Na escola onde a minha mulher dá aulas, houve 1 caso de uma miúda que contou a toda a gente que ia ter um bebé e que estava muito contente. Passados uns dias, após ter faltado à escola, voltou triste porque os pais a obrigaram a fazer um aborto». Noutro caso recente, cuja notícia também me chegou hoje, foi o patrão que pressionou a funcionária a praticar o aborto. Não adianta fechar os olhos.

Para quem não queira ouvir as pessoas e prefira lidar com informações mais abstractas, basta consultar as estatísticas oficiais portuguesas, segundo as quais uma percentagem significativa das mulheres que fizeram um aborto declara ter sofrido pressões graves. A estatística fala por si. Por trás de cada resposta, e são milhares, está uma mulher vítima de injustiça.

Por último, parece-me que a deselegância do texto de Inês Pedrosa não pode ficar sem comentário. O artigo talvez tenha sido escrito à pressa, num momento exaltado, mas não deixa de ser um texto escrito, disponível na Net e impresso num órgão de grande tiragem.

A forma desprimorosa como a articulista se refere à Presidente da Federação Portuguesa pela Vida e a todos os que não aceitam o aborto desqualifica, por si, todo o artigo. Mesmo antes de Inês Pedrosa estudar melhor o assunto e repensar as suas opiniões, ficava-lhe bem pedir desculpa pelo excesso.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Os homossexuais são mais promíscuos ?


O debate sobre a homossexualidade, a promiscuidade e a doação de sangue remete-nos para a questão da relação causa-efeito entre o 1º e 2º.


Sobre esta temática, encontrei a súmula de um estudo que me parece muito interessante e que pode ser consultado aqui.


Este estudo reconhece que os homossexuais são, na sua maioria, mais promíscuos. Porém, termina concluíndo que o factor determinante para essa situação radica no sexo masculino e não no ser homossexual.


Em tese, reconheço alguma validade a esta conclusão. O homossexual é "o homem à solta", podemos dizer assim.


No caso do homem heterossexual existem limites impostos pela sociedade e pela tradição que o levam a uma maior contenção. Porém, há heterossexuais que não sentem essa tradição e que optam pelo recurso ao sexo fácil, em particular, através do recurso (em alguns casos, reiterado e quase compulsivo) à prostituição feminina.

Os homens são mais instintivos porque as suas hormonas assim o determinam, dirão alguns.


A questão, porém, não se deve colocar só na perspectiva do libertar ou não, de forma mais ou menos desordenada, os instintos sexuais que existem em cada homem.


A questão inteligente deve ser a de saber se esse comportamento in the end of the day, como dizem os ingleses, traz ou não mais felicidade ou se, na realidade, não funciona somente como uma mera droga que não só não torna o homem mais realizado como lhe deixa marcas, por vezes, fatais para a sua própria saúde física e psíquica.
Fonte da pintura: Sexual Gluttony, por Paula Andrea Pyle

terça-feira, 27 de julho de 2010

Famílias Numerosas criticam novas regras

A Associação de Famílias Numerosas critica o Governo pelas novas regras de acesso ao abono de família, que poderão deixar muitos agregados familiares de fora deste apoio social.


As novas regras ditam que apenas os agregados familiares com um património mobiliário inferior a 100 mil euros poderão continuar a receber o abono de família.

“É uma medida totalmente disparatada”, disse o presidente da associação, Fernando Castro, prevendo como efeito da nova legislação o incremento “da queda da taxa de natalidade” e o envelhecimento ainda mais forte da população”, “Nunca tivemos um Governo que tivesse sido tão hostil à família como este”, desabafou, ainda, o presidente da Associação de Famílias Numerosas.




Notícia daqui.

Aborto: Deputadas questionam Governo sobre fragilidades da legislação

A deputada Teresa Venda, independente eleita nas listas do PS, considera que existem lacunas e fragilidades na forma como está a ser aplicada a Lei sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez.

Teresa Venda é uma das duas deputadas socialistas que assinam o requerimento, enviado ao Governo, para que faça chegar ao Parlamento o relatório anual sobre o cumprimento desta legislação sobre o aborto.

Em declarações à Renascença, Teresa Venda lembrou que, no relatório anterior, verificou-se que “há mulheres que fazem mais do que uma interrupção voluntária da gravidez por ano”, pelo que a deputada entende como “importante conhecer qual é o montante que de interrupções voluntárias da gravidez que estão a ser feitas em local público e privado, e qual o investimento que está a ser afectado a este cumprimento da lei”.

Outro dos objectivos do requerimento, explicou a deputada Teresa Venda, é saber como estão a ser realizadas as consultas prévias, uma vez que, de acordo com a última informação, havia “fragilidades” em “várias zonas do país”.

A deputada quer também saber se foram colmatas fragilidades, detectadas em anos anteriores, relativamente às consultas pós interrupção da gravidez, no Alentejo e no norte do país, e de planeamento familiar específicas para adolescentes, sobretudo, na região do Alentejo.
Notícia daqui.

Sobre as consequências da liberalização do aborto...

....ou "como o aborto resulta só da decisão da mulher que nunca se deixa pressionar"

Ler o resto aqui.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Do fanatismo ao bom senso da realidade


O fanatismo pró-gay chega ao extremo de exigir que a realidade seja branqueada e escondida em favor de um alegado combate à homofobia.


É bom saber que o Ministério da Saúde, porém, ainda mantém algum contacto com a realidade e o bom senso.






Entre a satisfação do ego de uma minoria e a garantia da salvaguarda da saúde pública, não há que hesitar.



Nem me dou ao trabalho de colocar links que confirmem o perigo que é um homossexual dar sangue.
Mudarei a minha posição quando encontrar ou me mostrarem homossexuais que não sejam promíscuos. Até pode ser que existam, mas ainda assim parece-me mais segura e fiável a actual posição do Instituto Português do Sangue.
Se os homossexuais não querem ser discriminados, neste particular, mostrem à comunidade que a promíscuidade não faz parte do seu dicionário.
P.S.- Penso que os heterossexuais que assumam a existência de multíplas relações também deveriam ser discriminados.
Em todo o caso, nada melhor do que uma boa análise ao sangue para confirmar a qualidade do que se está a doar...

domingo, 25 de julho de 2010

Mulheres puramente discriminadas por serem mulheres


A desigualdade de género não é apenas uma desigualdade verificada nos países do terceiro mundo, sobretudo quando se fala em alfabetização e emprego.

Em pleno século XXI, em Portugal, um país europeu, as mulheres são discriminadas, porque são mulheres, porque têm filhos, porque escolhem casar e ter família.

Pois é, estas são duas perguntas que... sem piedade, nem pudor, se ouvem em entrevistas:

- É casada?

- Tem filhos?


Isto é discriminação!

Nenhuma mulher pode ser discriminada no trabalho em virtude de ser casada e de ter filhos!
Abaixo a discriminação contra as mulheres!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Como contributo para o debate ético em torno do estatuto ético do zigoto humano, e na defesa do direito à vida do ser humano deste a sua concepção (fertilização do óvulo pelo espermatozóide) até à morte, escrevi um pequeno texto de três páginas intitulado O estatuto ético do zigoto humano.

É um texto curto, que não está preparado para responder a todas as objecções provenientes dos defensores do direito ao aborto em geral. Para responder a essas objecções, na altura do referendo sobre a nova lei do aborto, escrevi um texto mais extenso: Argumentário contra o direito ao aborto.

O breve texto O estatuto ético do zigoto humano pretende ser uma síntese da defesa do direito à vida desde a concepção, centrada no reconhecimento do direito à vida do zigoto humano, e baseada apenas em argumentação racional (científica e filosófica).

O texto pode ser útil para:

a) rebater a má argumentação dos defensores do direito ao aborto

b) rebater a má argumentação dos defensores da legitimidade da destruição de zigotos e embriões humanos

c) rebater todos aqueles que dizem que a defesa do direito à vida desde a concepção é sempre feita com base em argumentação religiosa ou teológica, e que não há argumentos científicos ou filosóficos para sustentar essa posição: como se vê, isso é falso

Como sempre, agradeço aos pacientes leitores deste novo texto toda a sugestão de correcção ou melhoramento que me queiram fazer.

Bernardo Motta

PS: Aqui há tempos, escrevi um texto para rebater a ideia errada de que a defesa do direito à vida desde a concepção implicaria o direito à vida de todo o tipo de célula humana. Aqui fica, por comodidade, o dito texto: Aborto e clonagem.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sida e preservativo

Uma certeza resultou dos numerosos discursos consagrados à prevenção: a mensagem única de utilização do preservativo não é suficiente para reduzir a pandemia.

Segundo Bernard Hirshel, professor de medicina no hospital universitário de Genebra, “quando se utiliza um preservativo da forma clássica, a taxa de infecção é de 9,1%”, acrescentando que “o tratamento antirretroviral é potencialmente mais eficaz do que tudo”.
E é-o ainda mais quando combinado com outros meios de prevenção, como o preservativo, a circuncisão e a utilização de microbicidas.
"Especialistas como Bernard Hirschel defendem esta estratégia e também novas mensagens sobre os riscos de infecção, até porque centrar a prevenção no uso do preservativo não dá os resultados desejados nos comportamentos".

COM PESO E MEDIDA - Debate/Opinião Antena 1 - Multimédia RTP

Sobre a vontade ou a falta dela, recomendo vivamente a breve crónica de hoje, na Antena 1, da Profª Isabel do Carmo.

Diz a especialista que um estudo apurou que apenas 5% do que comemos é fruto de uma vontade deliberada e consciente. Os restantes 95% são o resultado de comportamentos induzidos e condicionados pela publicidade, instintos, etc..

Vale a pena ouvir, aqui



COM PESO E MEDIDA - Debate/Opinião Antena 1 - Multimédia RTP

Balanço sobre o número de abortos praticados em Portugal desde 2007

FPV ABorto 2010

A relação dos pais com os filhos

"Os pais são os principais educadores dos seus filhos, tanto no aspecto humano como no sobrenatural, e hão-de sentir a responsabilidade dessa missão, que exige deles compreensão, prudência, saber ensinar e, sobretudo, saber amar; e devem preocupar-se por dar bom exemplo. A imposição autoritária e violenta não é caminho acertado para a educação.
O ideal para os pais é chegarem a ser amigos dos filhos; amigos a quem se confiam as inquietações, a quem se consulta sobre os problemas, de quem se espera uma ajuda eficaz e amável.
É necessário que os pais arranjem tempo para estar com os filhos e falar com eles.
Os filhos são o que há de mais importante; mais importante do que os negócios, do que o trabalho, do que o descanso.
Nessas conversas, convém escutá-los com atenção, esforçar-se por compreendê-los, saber reconhecer a parte de verdade – ou a verdade inteira – que possa haver em algumas das suas rebeldias. E, ao mesmo tempo, apoiar as suas aspirações, ensiná-los a ponderar as coisas e a raciocinar; não lhes impor uma conduta, mas mostrar-lhes os motivos, sobrenaturais e humanos, que a aconselham.
Numa palavra, respeitar a sua liberdade, já que não há verdadeira educação sem responsabilidade pessoal, nem responsabilidade sem liberdade"
José Maria Escrivá

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Tiago Alves morreu


Tiago Alves um dos judocas com maior perspectivas de futuro morreu de cancro.


O meu filho é também praticante de judo e, quem está dentro deste desporto, sabe a importância que é dada à lealdade e (não obstante ser um desporto de combate) à bondade e ao respeito em face do outro.


Tiago soube que tinha cancro no dia 21 do passado mês de Junho e faleceu agora.


Criou um blogue chamado Ippon (nome técnico do golpe que permite a vitória num combate) for Life. Quem visitar o seu blogue aqui verá que o Tiago era um lutador nato.


Alguém dizia uma vez que Deus por ter poucos amigos, leva os que tem para junto de si.


Aqui deixo um excerto de um post seu:


A vida às vezes é um mistério, existem passagens nela que nem nós nem ninguém consegue explicar e muitas vezes acabamos por sofrer com isso.
Muitas vezes perguntamos porquê que o mal só acontece a nós e não aos outros, porquê que eu, que tento ser a melhor pessoa possível e tento ter uma vida o máximo saudável possível, tenho de levar com todo o mal enquanto que existe outras pessoas que se estragam com drogas e andam para aí a matar ou a roubar e nada lhes acontece. Não estou a dizer que desejo o mal a essas pessoas, mas sou humano e acho que tenho o direito de pensar desta forma. Além de que não devo ser o único.
O dia 21 de Junho de 2010 foi para mim o pior dia da minha vida. Foi o dia em que me tiraram a minha pessoa. A sério, neste momento eu sou uma pessoa totalmente diferente

Ainda a pedofilia


A carta que se segue foi escrita pelo padre salesiano uruguaio Martín Lasarte, que trabalha em Angola, e endereçada a 6 de Abril ao jornal norte-americano The New York Times. Nela expressa a sua perplexidade diante da onda mediática despertada pelos abusos sexuais de alguns sacerdotes a par do desinteresse que o trabalho de milhares religiosos suscita nos meios de comunicação.

Eis a carta.

Querido irmão e irmã jornalista:

Sou um simples sacerdote católico. Sinto-me orgulhoso e feliz com a minha vocação. Há vinte anos vivo em Angola como missionário. Sinto grande dor pelo profundo mal que pessoas, que deveriam ser sinais do amor de Deus, sejam um punhal na vida de inocentes. Não há palavras que justifiquem estes atos. Não há dúvida de que a Igreja só pode estar do lado dos mais frágeis, dos mais indefesos. Portanto, todas as medidas que sejam tomadas para a proteção e prevenção da dignidade das crianças será sempre uma prioridade absoluta.
Vejo em muitos meios de informação, sobretudo em vosso jornal, a ampliação do tema de forma excitante, investigando detalhadamente a vida de algum sacerdote pedófilo. Assim aparece um de uma cidade dos Estados Unidos, da década de 70, outro na Austrália dos anos 80 e assim por diante, outros casos mais recentes...
Certamente, tudo condenável! Algumas matérias jornalísticas são ponderadas e equilibradas, outras exageradas, cheias de preconceitos e até ódio.
É curiosa a pouca notícia e desinteresse por milhares de sacerdotes que consomem a sua vida no serviço de milhões de crianças, de adolescentes e dos mais desfavorecidos pelos quatro cantos do mundo
Penso que ao vosso meio de informação não interessa que eu precisei transportar, por caminhos minados, em 2002, muitas crianças desnutridas de Cangumbe a Lwena (Angola), pois nem o governo se dispunha a isso e as ONGs não estavam autorizadas; que tive que enterrar dezenas de pequenos mortos entre os deslocados de guerra e os que retornaram; que tenhamos salvo a vida de milhares de pessoas no Moxico com apenas um único posto médico em 90.000 km2, assim como com a distribuição de alimentos e sementes; que tenhamos dado a oportunidade de educação nestes 10 anos e escolas para mais de 110.000 crianças...
Não é do interesse que, com outros sacerdotes, tivemos que socorrer a crise humanitária de cerca de 15.000 pessoas nos aquartelamentos da guerrilha, depois de sua rendição, porque os alimentos do Governo e da ONU não estavam chegando ao seu destino.
Não é notícia que um sacerdote de 75 anos, o padre Roberto, percorra, à noite, a cidade de Luanda curando os meninos de rua, levando-os a uma casa de acolhida, para que se desintoxiquem da gasolina, que alfabetize centenas de presos; que outros sacerdotes, como o padre Stefano, tenham casas de passagem para os menores que sofrem maus tratos e até violências e que procuram um refúgio.
Tampouco que Frei Maiato com seus 80 anos, passe casa por casa confortando os doentes e desesperados.
Não é notícia que mais de 60.000 dos 400.000 sacerdotes e religiosos tenham deixado sua terra natal e sua família para servir os seus irmãos em um leprosário, em hospitais, campos de refugiados, orfanatos para crianças acusadas de feiticeiros ou órfãos de pais que morreram de Aids, em escolas para os mais pobres, em centros de formação profissional, em centros de atenção a soropositivos... ou, sobretudo, em paróquias e missões dando motivações às pessoas para viver e amar.
Não é notícia que meu amigo, o padre Marcos Aurelio, por salvar jovens durante a guerra de Angola, os tenha transportado de Kalulo a Dondo, e ao voltar à sua missão tenha sido metralhado no caminho; que o irmão Francisco, com cinco senhoras catequistas, tenham morrido em um acidente na estrada quando iam prestar ajuda nas áreas rurais mais recônditas; que dezenas de missionários em Angola tenham morrido de uma simples malária por falta de atendimento médico; que outros tenham saltado pelos ares por causa de uma mina, ao visitarem o seu pessoal. No cemitério de Kalulo estão os túmulos dos primeiros sacerdotes que chegaram à região... Nenhum passa dos 40 anos.
Não é notícia acompanhar a vida de um Sacerdote “normal” em seu dia a dia, em suas dificuldades e alegrias consumindo sem barulho a sua vida a favor da comunidade que serve. A verdade é que não procuramos ser notícia, mas simplesmente levar a Boa-Notícia, essa notícia que sem estardalhaço começou na noite da Páscoa. Uma árvore que cai faz mais barulho do que uma floresta que cresce.
Não pretendo fazer uma apologia da Igreja e dos sacerdotes. O sacerdote não é nem um herói nem um neurótico. É um homem simples, que com sua humanidade busca seguir Jesus e servir os seus irmãos. Há misérias, pobrezas e fragilidades como em cada ser humano; e também beleza e bondade como em cada criatura...
Insistir de forma obsessiva e perseguidora em um tema perdendo a visão de conjunto cria verdadeiramente caricaturas ofensivas do sacerdócio católico na qual me sinto ofendido.
Só lhe peço, amigo jornalista, que busque a Verdade, o Bem e a Beleza. Isso o fará nobre em sua profissão.
Em Cristo,
Pe. Martín Lasarte, SDB.

Textos rádio Costa D'Oiro



Dia 20

As Mãos Erguidas são um grupo de homens e mulheres, de todas as idades, que promovem a Cultura da Vida, travando o grande combate contra o flagelo do aborto.
A acção deste grupo começou no dia 28 de Janeiro de 2008, na rua, contactando as mulheres que entravam e saiam de uma clínica de aborto espanhola, a fim de as demover de matar os seus filhos em gestação.
O logótipo adoptado pela Mãos Erguidas representa duas mãos erguidas protegendo um recém-nascido. Assim, as Mãos Erguidas apoiam mulheres que pretendam recorrer ao aborto (em razão de motivos económicos e sociais), de forma a cria-lhes condições para terem os seus filhos.
Até agora já são várias as vidas que foram salvas. Há testemunhos de pais que não abortaram os seus filhos com a ajuda das Mãos Erguidas em http://www.maoserguidas.org/.

Dia 21
Para a maioria das crianças este é já um período de férias. E o que fazer nas férias?
O Islandês Magnus Scheving, também conhecido por Sportacus da famosa série Vila Moleza, escreveu, há 2 anos atrás, num jornal inglês, algumas dicas sobre a melhor forma das crianças passarem as férias.
O 1º conselho é dirigido aos pais. Terem pensamento positivo e darem o melhor exemplo aos filhos, prevendo momentos para, em cada dia, participar em actividades conjuntas com os filhos.
Outro conselho passa por aproveitar as férias para lhes criar o hábito de comer mais peixe, em vez de carne, escolhendo aquelas receitas que sejam mais atraentes para as crianças e, ao mesmo tempo, aproveitar a oportunidade para lhes explicar que há comidas menos saudáveis do que outras e a razão porque tal assim é.
Depois, uma vez por semana, no início ou no final, reunir e perguntar aos filhos o que é que, na semana que passou os fez ficar mais felizes e o que é que os fez ficar menos felizes.
Por fim, fazer todos os dias, 5 minutos, de música acompanhada de ginástica ou não fosse Sporticus o rei dos saltos.
Numa palavra, criar cumplicidades familiares, com estilos de vida saudáveis.

Dia 22
A Fundação Irene Rolo, de Tavira, foi distinguida pelo Presidente da República no passado dia 10 de Junho, dia de Portugal. Um motivo de orgulho para a instituição que, por dia, cuida de cerca de 150 pessoas portadoras de vários graus de deficiência.
Esta instituição promove a intervenção precoce junto de crianças portadoras de deficiência ou em situação de risco dos zero aos seis anos, mas também com mais de 16 anos.
A criança e a família são o centro das atenções das acções de natureza preventiva, numa estratégia de apoio que conta com uma equipa técnica composta por uma psicóloga, terapeuta ocupacional, terapeuta da fala, técnica de serviço social. O objectivo é desenvolver programas adequados às necessidades específicas de cada criança e, ao mesmo tempo, estimular as famílias a tornarem-se mais competentes e autónomas no acompanhamento dos filhos. O apoio é dado no contexto natural da criança ou em ambulatório. Além disso também tem Centro de Actividades Ocupacionais.
As pessoas portadoras de graus de deficiência também têm direito à felicidade e a uma maior qualidade de vida e, no Algarve, a Fundação Irene Rolo dá um forte contributo para este ambicioso objectivo.

Dia 23
O casamento é a realização mais espantosa da humanidade.
Que duas pessoas tão diferentes encontrem uma complementaridade fecunda para a vida e, através da sua união, dêem substância e continuidade à comunidade humana é sublime. Mais ainda, uma descrição objectiva do que está implicado na vida quotidiana de um casal mostra a qualquer observador perspicaz que ele é formalmente impossível. Por isso, os casamentos que se vão mantendo não são fáceis e sem problemas. Todos os casamentos parecem ser, por natureza, e à partida impossíveis. Mas o que é certo é que alguns persistem de forma perene.
Nos media, em geral, transmite-se a ideia que um casamento que se perpetua até à morte é algo de praticamente impossível e que a tendência natural é que, com o passar do tempo, mais cedo ou mais tarde, todo o casamento degenerá forçosament em divórcio.
O fundamentalismo erótico anula a relação e o casal, quantas vezes, desiste logo ao primeiro obstáculo.
A questão está em saber se uma qualquer sociedade pode ser verdadeiramente coesa, sobreviver e renovar-se na ausência de vínculos e na base apenas de relações precárias. Não é certamente o horizonte da precariedade o mais propício e salutar para a geração e educação de filhos. As estatísticas comprovam-no: a natalidade é muito menor quando os casais vivem em união de facto. Na época do “inverno demográfico”, quando em Portugal a taxa de natalidade atinge mínimos históricos, seria bom pensar na importância que se dá e que damos à perenidade do casamento.

Dia 26

Vários estudos e notícias têm vindo a alertar alertam para os perigos para a saúde psíquica e física e para a estabilidade e felicidade do casal que resultam do consumo de pornografia, sobretudo na internet. Nos Estados Unidos, calcula-se que cerca de 25 milhões de adolescentes, com idades entre os 13 e os 19 anos, consumam diariamente pornografia na internet, numa média de cerca de 87 horas por ano. E que cerca de 230 milhões de adultos façam o mesmo, com uma média de 40 horas por ano, o que tudo somado significada que cerca de 11 biliões de norte-americanos consomem, anualmente, material pornográfico.
Também certas práticas sexuais divulgadas pela propaganda de material pornográfico, associadas a comportamentos promiscuos ou contrários à funcionalidade e finalidade natural dos órgãos sexuais são causadoras de uma vasta lista de patologias, tais como infecções urinárias, cancros, HIV, Hepatite B, depressão e as mais diversas doenças sexualmente trasmissíveis ou também denominadas DST's. O número de actores e actrizes pornográficos e de pessoas que fomentam uma vida sexual promíscua e que têm mortes permaturas é, aliás, impressionante. Muitos deles vivem uma vida de inferno destruída pelo consumo de drogas, alcóol, esteróides, levando-os, muitas vezes, a situações de cirrose hepática, suicídio, auto-mutilação, overdose, etc...Era importante que sobretudo os jovens soubessem que a pornografia e os comportamentos promíscuos não são uma forma de libertação, mas sim de escravidão com graves consequências para a sua vida presente e futura e, sobretudo, para a sua felicidade.

A eutanásia e o regime nazi

"Na autobiografia, o cardeal não alude a um episódio que, no entanto, revela em 28 de Novembro de 1996, durante uma conferência internacional promovida no Vaticano pelo Conselho Pontifício da Pastoral da Saúde.
É um episódio doloroso: o assassínio às mãos dos nazis de um seu parente afectado pelo síndrome de Down. Ratzinger menciona-o para alertar contra o perigo «sempre presente» de um «regresso da barbárie», ou seja, do perigo da exclusão de alguns seres humanos da categoria daqueles que são dignos de respeito.
«O rapazinho morte pelos nazis», afirmou o purpurado, «que em 1941 tinha catorze anos, era alguns anos mais novo que eu. Era robusto, mas ia evidenciando cada vez mais os sinais típicos da síndrome de Down. Suscitava simpatia pela simplicidade da sua mente toldada e mãe, que já tinha perdido uma filha de morte prematura, era-lhe muito afeiçoada.
Mas em 1941, as autoridades do Terceiro Reich decidiram que ele deveria ser internado no asilo para receber melhor assistência.»
«Nós ainda não suspeitávamos», prosseguiu Ratzinger, «da operação de eliminação de deficientes mentais que já tivera início em finais dos anos trinta.
Passado pouco tempo chegou-nos a notícia de que o rapaz tinha morrido de pneumonia e que o seu corpo fora cremado. A partir desse momento, multiplicaram-se as notícias do género."
In "O Papa Bento XVI", de Andrea Tornielli, página 38.