domingo, 15 de fevereiro de 2015

Estudo demonstra que educação em ambiente homossexual é prejudicial às crianças

Fresh research has just tossed a grenade into the incendiary issue of same-sex parenting. Writing in the British Journal of Education, Society & Behavioural Science, a peer-reviewed journal, American sociologist Paul Sullins concludes that children’s “Emotional problems [are] over twice as prevalent for children with same-sex parents than for children with opposite-sex parents”.
He says confidently: “it is no longer accurate to claim that no study has found children in same-sex families to be disadvantaged relative to those in opposite-sex families.”
This defiant rebuttal of the “no difference” hypothesis is sure to stir up a hornet’s next as the Supreme Court prepares to trawl through arguments for and against same-sex marriage. It will be impossible for critics to ignore it, as it is based on more data than any previous study -- 512 children with same-sex parents drawn from the US National Health Interview Survey. The emotional problems included misbehaviour, worrying, depression, poor relationships with peers and inability to concentrate.
After crunching the numbers, Sullins found opposite-sex parents provided a better environment. “Biological parentage uniquely and powerfully distinguishes child outcomes between children with opposite-sex parents and those with same-sex parents,” he writes.
As he points out, this has immense implications for public policy. The Elton John/David Furnish model of lavishing love and licorice on the offspring of surrogate mothers won’t do. Throwing down the gauntlet before supporters of same-sex marriage, Sullins contends that “the primary benefit of marriage for children, therefore, may not be that it tends to present them with improved parents (more stable, financially affluent, etc, although it does this), but that it presents them with their own parents.”
The Ultima Thule of same-sex marriage, legal and social recognition of gay and lesbian partnerships, will not reduce the risk of emotional problems. “The two family forms will continue to have fundamentally different, even contrasting effects on the biological component of child well-being, to the relative detriment of children in same-sex families.”
Past research 
Until recently nearly all studies of same-sex parenting were very small. In a survey of 49 studies in 2010, one researcher found that their mean sample size was only 39 children. Only four of these were random samples; the others had been selected by contacting gay and lesbian groups. An ambitious 2012 study by Mark Regnerus, of the University of Texas at Austin, identified only 39 young adults who had lived with a same-sex couple for more than three years out of 2,988 cases.
For researchers, it’s a conundrum. The number of children being raised by same-sex couples is so small – 0.005 percent of American households with children -- that capturing them in a random sample is like finding a needle in a haystack. So the figure of 512 children, while still relatively small, makes Sullins’s study a major contribution.
Sullins examines whether other factors could explain the difference in emotional welfare. According to his analysis, none of them does.
One factor could be instability. Children do not flourish in unstable environments. Gay and lesbian parents tend to rent rather than to own their own houses, which involves the trauma of pulling up stakes and resettling. This may also indicate parents are less settled in their relationship.  Parental psychological distress is also associated with children’s increased risk of emotional problems. Neither of these explained the differences.
The most widely-accepted explanation of poor emotional and behavioural results amongst children in same-sex households is homophobia. Supporters of same-sex parenting attribute poor emotional well-being to stigmatization. These kids are damaged, it is said, because they have been singled out, teased and bullied. If their peers were less homophobic, things would be different.
But Sullins dismisses this. “Contrary to the assumption underlying this hypothesis, children with opposite-sex parents are picked on and bullied more than those with same-sex parents.”
This sounds surprising, but in another paper, published last year in the British Journal of Medicine and Medical Research and based on the same data, Sullins found that children of same-sex parents are more at risk of ADHD. And if they had ADHD, they were over seven times more likely to suffer stigmatization because of their impaired interpersonal coping skills. In other words, if kids from homes with same-sex parents are bullied more, it’s because they lack interpersonal skills, not because their parents are gay or lesbian.
Bullying is toxic, but it’s important to find out whether kids are being bullied because they’re different or because their parents are different.
What comes next? 
What is the implication of Sullin’s study?
It is not that all children in same-sex homes will be emotionally damaged. Sullins is quite emphatic about this. “Most children in most families achieve a level of psychosocial function that is not characterized by serious emotional problems.” However, even if most kids are all right, more of them are all right in intact marriages with their biological parents.
Sullins’s concluding suggestions for further research are eye-openers. In the media and in the courts, fine-grained studies have been few and far between. What about studies of girls who have no fathers and boys who have no mothers? Does same-sex parenting affect younger children differently than teenagers? Do adopted children fare are well as children from IVF or surrogate mothers?
These are obvious questions; who will be brave enough to ask them?
Paul Sullins must be a gutsy guy. When Mark Regnerus attacked the “no difference” hypothesis, his career was almost destroyed by trolls who trashed his data, his competence and his integrity. As a professor at Catholic University of America, and a married Catholic priest with three children (he used to be an Episcopalian), Sullins has to be ready to go all 15 rounds. 
Michael Cook is editor of MercatorNet. 
- See more at: http://www.mercatornet.com/articles/view/the_no_difference_theory_is_dead#sthash.EjCIcaOg.dpuf

http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=2500537

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

8 anos de aborto em Portugal

José Maria Duque
Nós, os poucos, 2015.02.11

Cumprem-se hoje 8 anos sobre o referendo que liberalizou o aborto em Portugal. Para assinalar a data, o Observador publicou um artigo com o título <>

A peça é toda ela uma obra de publicidade à Associação de Planeamento Familiar, uma instituição declaradamente pró-aborto. No artigo são produzidas várias afirmações sobre como o número de abortos não são dramáticos e de como as mulheres ficam aliviadas depois de abortar, sem que haja espaço para qualquer contraditório ou seja fornecido algo mais do que a opinião da APF e do seu presidente. O único dado objectivo fornecido no texto é o número de abortos realizados em Portugal. Mesmo este dado só é dado para sustentar a afirmação de que o aborto no nosso país está a diminuir.

Antes de mais não posso deixar de falar da falta de qualidade jornalística do artigo em questão. Nada que me espante, porque este é o nível a que o Observador nos tem vindo a habituar, provando que a capacidade dos seus jornalistas é inversamente proporcional à dos colunistas.

Há dois claros exemplos disto. O primeiro é o tratamento dado ao número de abortos. De facto, nos últimos dois anos o número total de abortos tem vindo a diminuir. Depois de um aumento constante entre 2008 e 2011, em 2012 e 2013 o número diminui. Contudo este facto, isolado, não quer dizer nada. 

O número de mulheres em idade fértil tem vindo a diminuir (envelhecimento da população). Por isso, para se saber se o aborto realmente diminuiu, é preciso saber se, no universo de mulheres grávidas, a percentagem daquelas que escolheu abortar é ou não menor. Isso é possível com três dados: o número de abortos, o número de abortos a pedido da mulher e o número de nados-vivos.

E o que de facto se constata, como refere José Ribeiro e Castro no comentário que faz a este artigo na página do Observador, é que a percentagem de mulheres grávidas que aborta tem vindo sempre a aumentar desde 2008. Ou seja o que diminuiu em Portugal foram as gravidezes. O aborto continua a aumentar.

 
 
O segundo exemplo da falta de seriedade do trabalho do Observador é uma perigosa afirmação feita pelo presidente da APF no fim do artigo: «Mas, "no estrangeiro, muitos estudos falam que depois da culpa da interrupção [de gravidez] surge uma sensação de alívio. Faz sentido"». Esta afirmação é perigosa porque parece ignorar os efeitos traumáticos que o aborto tem na mulher, que levam em muitos casos a depressões profundas. Este facto é confirmado não só por variadíssimos estudos como por inúmeras associações que trabalham no terreno a apoiar mulheres que já abortaram. Reproduzir esta frase sem assinalar que é controversa ou sem qualquer contraditório demonstra o desconhecimento do jornalista sobre o tema, assim como a ausência de qualquer investigação. De facto, mais do que uma notícia, o jornalista escreveu um anúncio à APF e à sua apologia do aborto.

Mas a incompetência e parcialidade do jornalista do Observador não é para mim o mais grave desta notícia. É triste e demonstra o estado do nosso jornalismo, mas não é o mais grave.

O mais grave é a forma banal como se fala do aborto. Como se fosse uma coisa boa. Como se o problema do aborto fosse criado pelo "estigma" que a sociedade lhe atribui. Como se o aborto fosse algo normal. Isto é o mais grave.

Porque se transformou o mal em algo de banal. Já não é preciso um monstro para o fazer: é fornecido pelo Serviço Nacional de Saúde de forma gratuita. E é de tal forma banal que o número total de abortos praticado desde 2007 (122.479) é apresentado como se fosse uma coisa boa. Afinal não foram assim tantos! De facto os pró-vida são uns alarmistas! Foram só cento e vinte e duas mil quatrocentas e setenta e nove crianças que foram eliminadas, gratuitamente e sem nenhuma razão, desde 2007.

É esta mentalidade que é preciso combater, é esta cultura. Porque o drama maior não é que haja uma lei que permite o aborto, mas que 21% das mulheres que engravidam em Portugal abortem.

Essa luta faz-se de muitas maneiras. Uma delas é criando leis que promovam uma cultura a favor da vida por nascer e eliminem as causas que levam ao aborto. É esse o grande objectivo da Iniciativa Legistativa: Pelo Direito a Nascer que recolheu em menos de quatro meses mais de quarenta mil assinaturas e que se prepara para dar entrada na Assembleia da República. 

Os deputados que vão ser chamados a votar esta iniciativa tem agora dois caminhos: ajudar a criar uma mentalidade que defenda a vida ou então continuar a deixar que em Portugal o mal se mantenha de tal maneira banal que permaneça um direito

domingo, 1 de fevereiro de 2015

10 razões pelas quais o feto não faz parte do corpo da sua mãe

1. Genetic Identity
Let’s start with the most basic observation.  It is biologically false to say that the unborn is not an individual.  In living things, the instructions for their physiological makeup are embedded within each of their cells.  Simply put, the mother and unborn child are both genetically unique individuals.  It always bugs me when people refer to a zygote or an embryo as a “fertilized egg”.  It’s incredibly misleading.  A fertilized egg is not an egg cell anymore.  A zygote may be a single cell, but it’s an entirely new organism.  A gamete is a haploid cell, meaning it carries half the genetic code of its source. But a zygote, the new, single-celled organism that comes into existence after fertilization, is a diploid cell, meaning it has a full and unique genetic code. Even identical twins are not even completely identical.  Each has a unique code, due to epigenetic factors and the way DNA is transcribed and translated.  Mother and child are genetic individuals.

2. Sex
Because the genetic identity of the zygote is not that of the mother, the zygote can even be a different sex than the mother.  Sexual identity is determined by the chromosome carried by the male gamete (sperm) in fertilization.  Because it is haploid, the ovum always carries only one half a chromosomal identity, an X chromosome.  If the sperm cell, also being haploid, also carries an X chromosome, the resulting zygote, being diploid, will have an XX chromosomal identity, making it female.  If the sperm cell carries a Y chromosome, the resulting zygote will have an XY chromosome, making it male.  Sexual identity, genetically speaking, is determined at conception.

3. Blood Type
Contrary to popular thought, the unborn does not share a circulatory system or blood with the mother.  Oxygen is diffused through the placenta into the unborn’s bloodstream and circulated through its body and to its tissues and organs by its own heart.  In fact, Rhesus disease occurs when a mother’s body recognises the presence of the unborn as a pathogen because of the difference in blood type and produces antibodies to attack it. Difference in blood type indicates that the unborn is an individual distinct from the mother and is therefore not a part of her.

4. Transitive Possession of Body Parts
The unborn is itself composed of parts.  At eight weeks after conception, all the major organs we normally think of as body parts are present (even if not yet functioning).  Now if the unborn has parts and the unborn is itself a part of the mother, then the parts of the unborn would have to be called parts of the mother.  If A is part of B and B is part of C, then necessarily, A must be part of C.  This is called a transitive relation.  But this leads to obvious absurdities.  How many feet does a mother have at, say, 12 weeks gestation?  If we say that the unborn is a part of the mother then we would have to say four.  We would also have to say that she has a penis, if she’s pregnant with a boy.  But this is absurd.  The only possibilities then are to deny the logical principle of the transitive relation or to deny that the unborn in a part of the mother.  Logic suggests we deny the latter.

5. Shifting Dependence
As evidence that the unborn is a part of the mother and not an individual, some will point to the fact that the unborn is dependent on the mother for nutrition and for survival.  But “dependence” is a nebulous concept and is marked by degree.  Every born person is dependent in some way on others, but they’re still individuals.  There is no other case where one’s degree of dependence causes us to recognise them as a non-individual, so as a justification for abortion, dependence already seems to be a kind of non sequitor.  It’s true that the unborn depends on the mother for nutrition before birth (as it will after birth), but the way in which the unborn depends on the mother shifts depending on the unborn’s stage of development.  In fact, very early in development, the embryo is nutritionally self-sufficient.  The mother does not provide nutrition to the unborn prior to implantation in the uterine wall, and after implantation, the yolk sac provides nutrition and serves as a rudimentary circulatory system for the developing embryo for a short time.  If nutritional dependence means the unborn is a part of the mother or is not an individual, then this would mean that the unborn shifts from being an individual (prior to relying on the mother for nutrition) to not being an individual (after it does rely on the mother for nutrition) and then back to being an individual (at some point after birth, presumably…teenager?), which is absurd.  Hence, the unborn is not a part of the mother.

6. Meaning of individual as self-contained whole
The unborn may be small (like many of us) and in varying ways dependent on the mother (like many of us), but this doesn’t take away from the fact that even the zygote, that single-celled new little individual, is in fact a whole individual.  There is a tendency to think of the unborn as not whole individuals because they are in an early and rapid stage of development.  But living things are not constructed the way inanimate objects are.  For example, a carpenter builds a chair by assembling its parts—legs, seat, back, etc.  It’s not really a chair until it has all the essential parts.  But living organisms are not constructed, they develop.  A single-celled zygote may not have all the parts it may later come to develop, but it is nonetheless a complete organism.  It is whole from the time it comes into existence, which biologically speaking is at conception.  The mother’s body does not construct the unborn, rather, the unborn self-develops with the mother’s assistance, just as infant, toddler, adolescent, and adult human individuals develop with assistance from one another and from the world around them.  The unborn is whole and therefore not a part of the mother.

7. Place does not equal part
It may seem obvious to say that the unborn is a part of the mother, since the child is actually inside the mother and is physically connected to her body.  This does not make the unborn “part” of her though.  Does X being inside Y make X a part of Y?  It that’s the case, then you are a “part” of your car when you sit inside of it.  Or consider a single brick in a wall.  What makes this brick a part of this wall?  Not merely place, but that the brick contributes to the wholeness of the wall and to its function.  Place does not equal part.
What about physical connectedness?  Is X a part of Y because they are physically connected?  Consider the wall again.  Posters and graffiti may be “connected” to the wall, but we wouldn’t say that they constitute the wall’s parts.  Human beings are connected to different things all the time for myriad reasons (clothes, jewellery, cell phones, other human beings) and even for reasons of dependence.  This doesn’t mean those things become “part” of us.  So physical connectedness also does not make the unborn part of the mother.

8. Wholeness of a non-pregnant Woman
If the unborn were a part of a woman’s body, there would be two natural ways for a woman to develop this “part”.  One possibility would be for her to be born pregnant, as women are born with other prenatally developed body parts, such as limbs, a brain, sex organs, lungs, a stomach, etc.  Women are not born pregnant, and no one expects them to be.   Another way we come to have organs or parts is to develop them postnatally.  But some women never become pregnant.  Clearly we do not speak of non-pregnant women as lacking something essential to womanhood or to her bodily integrity.  A non-pregnant woman is not missing any of her organs or parts.  And since we do not speak thus, the unborn cannot be said to be a part of the woman whenever it is present.  This might be called the argument from the non-privation of a non-pregnant woman.  A non-pregnant woman is not missing anything even if she never becomes pregnant.  If the unborn were a part of a woman, non-pregnant women would have to be called “de-formed”.  Non-pregnancy would be considered a pathology, which is absurd.

9. Argument from the Social Relationship Between Mother and Unborn
One of the most exciting aspects of being an expectant parent is developing a social relationship with the unborn while still in utero.  Parents talk to and about their unborn child.  They (may) name their unborn child.  They may even play with their child, for example poking or tapping a little elbow sticking out of the mother’s belly.  No one names, plays with, or sings songs to their body parts, at least not seriously.  There is also ample evidence to indicate that there is a tremendous amount of social learning that occurs before a child is even born.  Interactions between twins are especially interesting (and cute).  The parent-child relationship exists before the child is even born precisely because child is an individual and only individuals can be social with one another.  This reality is exactly the reason abortion providers want to avoid mothers seeing ultrasounds, naming their babies, or even referring to their unborn as “he” or “she”.  So the unborn is an individual and not a part of the mother.

10. Meaning of Part to Whole-Mother as Part of the Unborn
The argument that the unborn is part of the mother suffers from a misunderstanding of what it means to be “part” of something.  In an individual being composed of parts, the nature of the parts is that they serve the whole.  This is the essential element in the relationship of part to whole, that the part exists and functions for the sake of the whole.   But the unborn does not contribute to the whole functioning of the mother.  True, pregnancy does provide some hormonal and physiological benefits to the mother, but these usually last only through pregnancy and seem to actually be for the benefit of the unborn and to the benefit of the mother only secondarily.  In fact, while neither mother nor unborn are parts of the other, it is more correct to say that the mother is a part of the unborn.  The effects of pregnancy on the body of the mother are more so directed to the functioning and development of the unborn than the mother.  The changes a mother’s body undergoes throughout pregnancy—and even after—are the result of the mother’s body having turned itself into an extension…a part, so to speak, of the unborn, for the unborn’s flourishing.  Even more amazing is the fact that whole organs of the mother exist for no other purpose than the functioning and development of the child, such as the uterus and breasts.  The mother’s body behaves more like a whole part of the unborn rather than the reverse.

Referendo sobre casamento "Gay" na Eslováquia

A 7 de Fevereiro próximo realiza-se na Eslováquia um referendo sobre o “casamento” gay — coisa que não aconteceu em Portugal com a cumplicidade da maior parte dos partidos políticos.
O vídeo abaixo foi recusado por todos os canais de televisão da Eslováquia
 

Site sobre homossexualidade numa outra perspectiva



terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O aborto legal está fora de controlo

É com 35 mil assinaturas que um movimento de cidadãos pretende obrigar o Parlamentar a apreciar e a votar um conjunto de alterações à lei da interrupção voluntária da gravidez (IVG) e implementar medidas de "apoio à maternidade e paternidade". 

As modificações passam, por exemplo, por "pôr termo à actual equiparação entre IVG e maternidade para efeitos de prestações sociais", obrigar as grávidas a assinar as ecografias feitas para determinação do tempo de gestação e a aplicação de taxas moderadoras neste acto. 

"Portugal é dos poucos países europeus, se não mesmo o único, em que o aborto legal é gratuito", diz, em entrevista à Renascença, António Pinheiro Torres, advogado, antigo deputado do PSD e um dos rostos da iniciativa "Pelo Direito a Nascer". 

Querem obrigar o Parlamento a apreciar um conjunto de mexidas na lei da interrupção da gravidez. O que vos levou a avançar para esta petição? A sociedade portuguesa já percebeu, até pelos resultados da lei do aborto, que aquilo que aconteceu ultrapassou as piores expectativas que se podiam ter quando em 2007 o assunto foi discutido. 

Fazem um balanço negativo da lei. Mas o número de abortos está na média europeia ou é mesmo mais baixo. Uma em cada cinco gravidezes em Portugal termina em aborto. Temos 80 e tal mil nascimentos por ano e cerca de 19.800 abortos. É um número completamente trágico. A medida do impacto do aborto na saúde pública faz-se comparando-o com o número de gravidezes. Sabemos que um quarto destes abortos legais são de mulheres que abortam mais do que uma vez. E crescem os episódios de infecções na consequência da prática do aborto legal. Infelizmente, a prática do aborto legal em Portugal está completamente fora do controlo. 

Além disto, existe o aspecto muito gravoso e chocante do financiamento que o Estado faz ao aborto, concedendo uma licença de "parentalidade" de 15 a 30 dias paga a 100% - é uma situação sem qualquer comparação com outro acto praticado no Serviço Nacional de Saúde. Este aspecto da gratuitidade – [o aborto] também não paga taxas moderadoras, independente do rendimento da mulher – é bastante escandaloso e não estava implícito na resposta "sim" no referendo de 2007. O que se decidiu foi a despenalização do aborto e não que o Estado financiasse e desse incentivos à prática do aborto legal. 

Também por essa razão é que muitas vozes autorizadas da campanha do "sim", como o doutor Miguel Oliveira e Silva, vêm agora dizer que é necessário olhar para aquilo que aconteceu e corrigir os aspectos mais gravosos desta lei. 

A Direcção-geral da Saúde alerta que aplicar taxas moderadoras à IVG podia levar a um aumento do aborto ilegal. Se assim fosse, em relação a todos os outros actos médicos praticados no SNS, a existência de taxas moderadoras faria com que as pessoas não recorressem ao SNS. E, por outro lado, se existem pessoas que têm os meios financeiros necessários, por que não hão-de pagar como pagam qualquer outro acto? E quatro em cada cinco utentes do SNS não pagam taxas moderadoras, estão isentos. 

Quanto deveria custar um aborto? Não lhe sei dizer. Portugal é dos poucos países europeus, se não mesmo o único, em que o aborto legal é gratuito… 

OA esquerda quer manter a isenção de taxas moderadoras na IVG. O PSD e o PP têm adiado a discussão da questão. Têm esperança que isso mude? No referendo de 2007 os dois lados da questão estavam de acordo que o aborto não era desejável. O que se pretendia era apenas a sua despenalização. Corresponde a um sentimento da sociedade portuguesa, espero que a maioria saiba auscultá-lo. Por outro lado, é essa a perspectiva do seu eleitorado. Por isso, esperamos que por parte do CDS e do PSD exista uma posição positiva sobre esta iniciativa. 

A reavaliação da aplicação da lei foi aprovada no último congresso do PSD, através de uma moção da qual foi o primeiro subscritor. Por que razão o partido não avançou? É verdade que não foi dado nenhum passo por nenhum partido da maioria. Num congresso da Juventude Popular foi aprovada uma moção no mesmo sentido. É por essa razão que nos vimos obrigados a tomar esta iniciativa, para que o Parlamento seja posto perante esta questão: se quer continuar com uma situação descontrolada do aborto legal em Portugal ou se pretende olhar para esta situação e tentar remediá-la. Sobretudo, com este pensamento de impedir que uma mulher venha a abortar porque desconhece aqueles apoios a que pode aceder ou porque desconhece a realidade do acto que vai praticar – 
coisa que constatamos no nosso dia-a-dia nas associações de defesa da vida. 

Mas a lei já prevê que se dê informação às grávidas, que se fale das alternativas, que a mulher tenha noção do acto que quer realizar. Na prática não está a acontecer? 
Constatamos que também nesse aspecto no SNS ou nas clínicas privadas a situação está fora de controlo. Uma mulher que pretenda praticar o aborto legal obtém uma guia de marcha pela simples menção de que isso corresponde à sua pretensão. O que pretendemos é que algumas das previsões, que se encontram na actual regulamentação, sejam efectivas. 

A nossa experiência no contacto diário com estas mulheres é que muitas vezes elas não têm noção do tipo de apoios a que podem aceder e algumas, tendo essa noção, desistem de fazer o aborto. Penso que é esse o objectivo de toda a gente, do "sim" ou do "não": que exista menos aborto em Portugal. Por isso é que fizemos estas propostas concretas que desenvolvem ou tornam obrigatórias algumas das previsões que se encontram na lei.

Dizem que vários aspectos dos regimes de faltas e licenças laborais e de apoios sociais equiparam o aborto ao nascimento. Esse subsídio é concedido quando as intervenções são "impeditivas de actividade laboral, medicamente certificadas", entre 14 e 30 dias depois. Não basta?
O que acontece é que são equiparados a alguns dos benefícios da maternidade, na lei do trabalho, na Segurança Social, à interrupção voluntária da gravidez. É por essa via que as pessoas que fizerem aborto legal têm direito a esses mesmos subsídios e licenças. Sugerimos estas modificações para que, se existir a necessidade de uma baixa médica, ela deve ser concedida como em qualquer acto do SNS, sem que haja uma situação de privilégio em relação a qualquer acto praticado. 

Segundo a DGS, só uma pequena parte das mulheres que interrompem a gravidez solicita licenças pagas pela Segurança Social. A questão é a seguinte: uma parte recorre a essa licença. Está a gozar de uma situação de privilégio em relação a qualquer outra mulher que pratique qualquer outro acto no SNS e essa distinção é uma injustiça. É uma questão de igualdade. Incentivar o aborto através de condições excepcionais leva a que o aborto legal seja mais praticado. 

Quando se fala em taxa de reincidência, a DGS situa-a em 1%, enquanto os movimento contra a IVG falam em cerca de 25%. A que se deve esta discrepância? 
Olhando para os relatórios da própria DGS constata-se que um quarto das mulheres que pratica o aborto já o fez anteriormente. O que a DGS faz quando apresenta essa percentagem é calcular apenas em relação às mulheres que o praticaram no próprio ano. Mas há uma coisa extraordinária: hoje em dia quem surge em defesa da lei é um organismo oficial do Estado, a quem só compete aplicar a lei e não ser a tribuna de defesa da própria lei. 

Por que razão defendem também que o pai tenha uma palavra na hora de decidir abortar? Temos uma situação paradoxal: se uma mulher decidir proceder com a sua gravidez pode depois exigir responsabilidades ao pai, mas o pai em relação à decisão sobre o aborto legal não tem qualquer palavra. São os dois que fizeram o filho, logo era normal que ambos participem em tudo o que diz respeito à vida do seu filho. Infelizmente, no actual quadro legislativo basta a vontade da mãe. Não faz qualquer sentido que só ela possa decidir sobre a vida da criança. O que pretendemos é não deixar uma mulher sozinha perante esta circunstância dramática. 

Se o pai estiver contra o aborto e a mulher quiser fazê-lo, o que deve imperar? À face da lei portuguesa a decisão é soberana. Não deveria ser. Mas, neste momento, o progenitor nem sequer é chamado a participar nesse processo. 

Defendem que o homem deve poder impedir o aborto? Isso não faz parte da proposta que entregaremos ao Parlamento. Embora seja triste que uma mulher esteja completamente sozinha numa circunstância dessas. 

Alguns críticos da vossa proposta dizem que é uma pressão emocional mostrar uma ecografia à grávida que equaciona o aborto. Podemos enganar as mulheres e dizer "não se passa nada, não vais fazer nada". A outra hipótese é dar-lhe todos os elementos. Nas associações de defesa da vida, quando proporcionamos à grávida que está a pensar abortar o acesso a uma ecografia e ela constata que a partir das nove semanas já bate um coração, muitas desistem – tomam consciência da humanidade do seu feto, da sua criança, que até àquele momento não lhe era completamente evidente. Às vezes, as mulheres decidem na mesma ir abortar. Mas isto é não fazer o que muitos estabelecimentos públicos e privados fazem: desliga-se o som da ecografia e vira-se a imagem de tal maneira que a mulher não a veja para que não tenha total consciência do que é o aborto. Quando mais tarde descobrem, os efeitos na sua constituição psíquica, no seu ânimo, são fatais. É evitar à mulher esse trauma futuro. 

A vossa iniciativa legislativa não pede um novo referendo. Mas é um primeiro passo? O aborto é uma realidade dramática. O primeiro objectivo é que continue a ser um tema do debate público. Em relação à iniciativa, tem as propostas que fazem parte dela e não outras – não existe um propósito escondido nesta iniciativa, se não que o tema continue a ser objecto de debate público. Se existirá mais tarde um referendo sobre esta matéria em Portugal o futuro o dirá.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

sábado, 10 de janeiro de 2015

O homem e a exterioridade

 
 
"O homem, como os seus próprios órgãos genitais, parece estar condenado a uma espécie de exterioridade. Nesse sentido, encontra-se fora de si, está como que fadado a um exílio. A metáfora é oportuna para mostrar que a sexualidade masculina tem uma enorme propensão a não ser amor e a fazer da mulher um objeto sexual. O homem está voltado para fora e a janela através da qual a alma do homem sai, em seu "exílio" pelo mundo, são os olhos. 
Tendencialmente, o homem é um voyeur, alguém que procura o prazer através do "ver", da visão. Por isso a pornografia é uma doença eminentemente masculina, ou seja, quem vê fotos e vídeos de mulheres nuas são homens e quem vê fotos e vídeos de homens nus, são homens também. 
O homem tende a ser um caçador, está sempre à espreita, à procura, com os olhos aguçados. Portanto, a cura do vício da luxúria, para o homem, passa necessariamente pela cura do olhar. É preciso ordenar o olhar de modo que não enxergue a mulher como um objeto
A fé se faz imprescindível nesse processo. É necessário um olhar que enxergue o sobrenatural na mulher, pois se isto não acontecer, dificilmente ela deixará de ser, para o homem, um objeto a ser conquistado; dificilmente ele a amará. 
Dentro do viés teológico oferecido por São João Paulo II, é necessário que o homem, ao olhar para uma mulher, enxergue nela o santuário da vida, o lugar santo que não pode ser profanado. Metaforicamente, o esposo que está unido à sua esposa pelo sagrado laço do matrimônio, pode ser comparado a um sacerdote que entra num santuário. É o sacerdote que está autorizado a entrar no templo da vida. Para tanto, deve estar imbuído de todo respeito e reverência que um lugar "santo" requer. Por esse motivo, uma mulher não pode jamais ser tomada como uma coisa, ser tida como um objeto, muito menos descartada, como se nada valesse. 
O milagre da vida, Deus o realiza no corpo da mulher. Quando o óvulo é fecundado pelo espermatozóide do homem, naquele momento Deus age, Deus cria do nada uma nova vida. Há nele, portanto, uma sacralidade única. Por esse motivo, o Diabo quer transformar o útero da mulher em túmulo, em lugar profanado, em lugar de morte, e não mais num santuário de vida. Cabe ao homem compreender o corpo da mulher nessa perspectiva. 
"Hortus conclusus - jardim fechado" [2], é onde o homem adentra. Sendo assim, há que se ter todo um cuidado, toda uma delicadeza, um respeito para com a preciosidade que subsiste naquele recanto. E uma das formas mais expressivas de virilidade é justamente a de o homem controlar a sua força. Usar toda a força que tem para proteger a sua companheira e, ao mesmo tempo, contê-la, para não vir a machucá-la: esse é o verdadeiro homem no relacionamento com a mulher. 
Além disso, todo homem maduro precisa desenvolver a paternidade. A cultura moderna, todavia, não está mais criando os homens para a paternidade (biológica ou espiritual). Pelo contrário, cada vez mais são louvados os ditos playboys e filhinhos de papai etc., que, quando se veem casados, sentem-se oprimidos e saudosos da antiga vida. 
De forma prática, a cura da luxúria passa pela realidade da família. Ao observar uma bela e desejável mulher, é preciso imediatamente imaginá-la como mãe e esposa. Quando se assiste a um filme pornográfico, é importante pensar que aquelas mulheres poderiam muito bem ser a sua mãe, a sua irmã, a sua esposa ou a sua filha, e que aqueles atos estão sendo cometidos por puro dinheiro, como um sistema de prostituição. Cabe ao homem, enfim, entender que amar é dar a vida: seja transmitindo-a biologicamente aos filhos, seja derramando o próprio sangue por sua família, sendo pai e esposo. Esse é o caminho. 
Já o caminho para ordenar a sexualidade feminina é um pouco diferente do masculino, conforme se disse. Enquanto o homem, por causa do pecado original, tende a usar a mulher como objeto sexual, esta tende a usar aquele como objeto afetivo; e enquanto o homem é um observador, um voyeur, a mulher gosta de ser observada. A castidade da mulher, portanto, está ligada à modéstia. 
A mulher precisa compreender, em primeiro lugar, o seu valor e o quanto se machuca ao seguir o mundo moderno, sexualizado. O valor maior da mulher não está em seu corpo, mas sim, em sua alma, em sua capacidade de amar. Com as mulheres os homens aprendem a amar. 
Relacionamentos baseados na estética, no corpo perfeito, não se sustentam, são fundados na areia, pois a beleza física passa. As mulheres vivem uma verdadeira tortura para manterem seus corpos perfeitos a fim de "atrair" os homens, no entanto, após se casarem, serem mães e envelhecerem, o que lhes resta? Plásticas, procedimentos estéticos, silicones, etc., tudo para permanecerem jovens. 
Por isso, em primeiro lugar, a mulher deve compreender que a pior coisa que pode fazer é se doar sexualmente a um namorado. Sexo não segura os futuros maridos. Sexo não é prova de amor, se for feito fora do casamento. 
Ora, como já foi dito, a sexualidade masculina, corrompida pelo pecado, é exteriorizada. Um homem consegue manter relações sexuais com qualquer coisa, uma mulher, um animal… Tudo pode ser objeto. Por isso, para o homem, ter relações sexuais com a namorada não é nenhum sacrifício ou prova de amor. Ele pode até mentir dizendo que sim, mas faz isso tão somente como arma de sedução.
A maior prova de amor que um homem pode dar a uma mulher, antes do casamento, é manter-se casto. Este é o verdadeiro sacrifício. É importante a mulher entender que se machuca quando mantém uma relação sexual que não significa nada afetivamente. Ainda que o parceiro diga que a ama, mande presentes, mantenha a farsa de "compromisso" (namoro, noivado…), a grande verdade é que depois do sexo ele se levanta e vai embora. 
Numa relação sexual, o homem diz com o corpo à mulher: sou todo teu! No entanto, isso é uma mentira, pois, além de ele se levantar e ir embora, para ter certeza de que aquela relação sexual não produzirá nenhuma consequência - como um filho -, ele recorre - e faz com que a mulher recorra - a um verdadeiro arsenal de métodos contraceptivos, transformando o útero da mulher "amada" num túmulo. As mulheres, por conta de tudo isso, vivem neurotizadas pela beleza e pela perfeição corporal. É claro que o corpo precisa ser cuidado, mas não como algo a ser exposto ou revendido no mercado. Importa revesti-lo com elegância, sabendo que ele vale muito menos que a sua alma.
Um dito popular afirma que, quanto mais se mostra o corpo, menos se vê alma; e, ao contrário, quanto mais se esconde o corpo, mais se enxerga a alma. Isso pode ser constatado, por exemplo, quando um mulher seminua dança em cima de um carro alegórico, no Carnaval. Ninguém, ao vê-la, pensa em sua inteligência ou em suas virtudes. Ao invés, ela se transforma literalmente num pedaço de carne. Sem segredos, sem mistérios, não há mais nada a ser mostrado. Ela revelou o seu corpo e escondeu a sua alma. Uma mulher que se veste sabendo qual o seu valor - ainda que não esteja coberta como uma freira carmelita -, por outro lado, tem a alma brilhando através de seus olhos".
Prefácio
Título Completo: Teologia do Corpo - O amor humano no plano divino

Autor: São João Paulo II

sábado, 3 de janeiro de 2015

O fanatismo da "ideologia do género"




Conhece Harald Eia?

Não?
Não está só.
A culpa é do igualitarismo radical que se abateu, como pensamento único, sobre a sociedade ocidental.
Passo às apresentações.
Em 2012, a Noruega, nação cimeira do igualitarismo, onde a maioria dos engenheiros continuam a ser homens e as enfermeiras mulheres, discutiu a decisão do Concílio Nórdico de Ministros que encerrou o Instituto Nórdico do Género, expoente máximo da “teoria de género”, base retórica do feminismo radical. Na origem do encerramento esteve o documentário “Lavagem de Cérebro: o paradoxo da igualdade de género”, exibido na NRK (a RTP lá do sítio), produzido por Eia, em que o carácter pouco científico da teoria foi exposto.  
E qual foi a estratégia de Eia para desmistificar esta linha de pensamento? Simples: colocar os estudos daquele instituto, que atribuem a desigualdade entre géneros a questões eminentemente sociais (cultura, educação, valores entre outros), frente a frente com o argumento biológico (genética e natureza humana) defendido por estudiosos da matéria nos EUA e no Reino Unido. O resultado do documentário dificilmente poderia ser mais demeritório para os primeiros, que a certa altura parecem embaraçados com a falta de sustentabilidade científica dos seus estudos.
Reformulo a pergunta inicial: o leitor acompanhou a polémica? Não?
Não se preocupe, em grande medida ela foi boicotada pela imprensa internacional. Aparentemente “hjernevask”, a password escolhida para ver o documentário on-line, que em norueguês significa “lavagem cerebral”, continua a fazer todo o sentido.

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Graça Canto Moniz
Jornal "i"