A apresentar mensagens correspondentes à consulta é casada ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta é casada ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

domingo, 30 de novembro de 2014

Textos de Novembro da nossa rubrica diária na Rádio Costa D'Oiro



Dia 4 de Novembro 2014- Terça-Feira

 

Um movimento de cidadãos está empenhado em mudar a regulamentação da lei do aborto, face à “crise de natalidade grave” que Portugal hoje enfrenta. Além de reclamarem que a interrupção voluntária de gravidez (IVG) até às dez semanas deixe de ser gratuita, propõem que as mulheres que estão a pensar abortar tenham um aconselhamento prévio feito por psicólogos e técnicos sociais e vejam e assinem as ecografias feitas para determinação do tempo de gestação.

Para atingir este objectivo, este movimento necessita de pelo menos 35 mil assinaturas para ser apreciada e obrigatoriamente votada pelos deputados.

A recolha de assinaturas será feita em locais públicos tais como à saída das Igrejas e Estádios de Futebol, mas também pode ser descarregada no site www.pelodireitoanascer.org

    

Dia 5 de Novembro de 2014- Quarta-Feira

 

Como diz D. Nuno Bráz o segredo é a alegria do dom da vida e essa é a descoberta que nem todos, infelizmente, têm a possibilidade de fazer.

Incapazes de enfrentar a vida com as dificuldades e sofrimentos que ela sempre traz, procuramos tantas vezes esquecer, voltar-lhe as costas, viver num mundo que alguém ou nós próprios imaginámos, criámos, numas horas de inconsciência vazia.

É essa vida que nos é dada, cheia de sentido a ser descoberto e partilhado – sentido para nós, para os outros e com todos – que vale a pena ser vivida, bem vivida até ao fim. Num caminho cada dia mais intenso.

É por ela e nela que vale a pena caminhar.

 

Dia 6 de Novembro de 2014- Quinta-Feira

 

A Associação Família e Sociedade vai realizar mais uma edição do curso de Métodos Naturais de Planeamento Familiar, nos dias 8 e 15 de novembro de  2014 (das 14h30 às 19h), em Lisboa, no no Auditório da Rádio Renascença, na rua Ivens, nº 14. 

A inscrição inclui, para além do curso teórico: documentação, entrevista com um médico e aconselhamento semanal ou quinzenal do casal, para reforço da aprendizagem durante 3 meses.

O Planeamento familiar Natural através do Método Billings e do Método Sintotérmico torna o casal apto a reconhecer, pela auto-observação, em que momentos é fértil ou infértil, de modo a orientar as suas relações conjugais conforme deseja conseguir ou adiar a gravidez. Tem como vantagens, entre outros, o facto de ser grátis e não causar efeitos secundários negativos no corpo da mulher, tal como acontece com a chamada pílula.

Caso seja necessário alguma informação adicional poderão contactar a Associação ao  email: familiasociedade@sapo.pt

 

Dia 7 de Novembro de 2014- Sexta-Feira

 

Para Sebastião da Gama ser poeta não é só uma função ou uma profissão mas um saber estar na vida em que é fundamental “saber olhar”

Por isso, como professor, o poeta Sebastião da Gama, escrevia no seu diário que, em relação aos alunos da escola "É preciso subtilmente deitar-lhes no sangue este veneno- não tanto para que gostem de versos ou saibam versos de cor, como para que olhem o mundo através da janela da poesia, para que beijem tudo graças a Deus, para que saibam olhar, para que reparem nas flores e nas ovelhas. Isto é que se quer que eles façam, sem respeito humano, pela vida fora."

Não é verdade que muitos dos problemas que o mundo e nós próprios atravessamos nos dias de hoje têm a ver com esta falta do saber olhar, esta falta do veneno bom que é a capacidade de nos espantarmos com tudo o que de bem há à nossa volta. ?

 

 

Dia 10 de Novembro de 2014- Segunda-Feira

 

Diz José Luis Nunes Martins que nos sobra pouco tempo para nos preocuparmos com o que merece a nossa atenção.

Andamos quase sempre muito preocupados com pouco.

Desperdiçamos demasiado tempo com assuntos pouco importantes.

O tempo limitado que temos neste mundo devia inspirar-nos a ser mais sábios na gestão das nossas prioridades.

Tendemos a desprezar, muitas vezes, o que é importante. Porque nos parece que temos sempre muitas preocupações e lamentos.

A vida não é para ser explicada ou compreendida. É para ser vivida e… bem vivida.

As adversidades como a morte, a doença grave ou uma tragédia mais séria, não se conseguem anular, faça-se o que se fizer. Elas só se vencem se as suportarmos e aceitarmos tal como são 

O silêncio e o discernimento, que se conseguem quando não há revolta interior, permitem-nos aceitar melhor as nossas dificuldades, escolher o caminho que queremos construir… enquanto vamos aprendendo a admirar as maravilhas deste mundo.


Dia 11 de Novembro de 2014- Terça-Feira

                  

Escreve a psicóloga clínica, Dra Anabela Conceição que “Já não existem amizades como antigamente” é uma frase que passa de boca em boca com alguma frequência e de certo modo corresponde à realidade de quem as vivenciou em épocas anteriores. Mas a sociedade mudou e os valores também se alteraram.

Vive-se num período em que a amizade é um meio para atingir um fim, um sentimento descartável; recorre-se a ela quando há necessidade, atropela-se, esmaga-se se for preciso e “deita-se no lixo” quando já não faz falta.

Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia o que o vento do esquecimento e do perdão se encarregará de apagar, porém quando ele nos faz algo de grandioso, devemos gravá-lo na pedra da memória do coração, que vento nenhum do mundo poderá apagar

 

Dia 12 de Novembro de 2013- Quarta-Feira

 Escreve Luigino Bruni que a recompensa pelos custos enfrentados para ser e permanecer leal é totalmente intrínseca; por isso, quem não tiver vida interior de onde brota a única recompensa não poderá tornar-se ou continuar a ser leal.

Se pudéssemos olhar mais em profundidade, os nossos amigos, esposas, maridos haveríamos de descobrir como por detrás do seu amor fiel e dos seus olhos bons  escondem-se, invisíveis e silenciosos, muitos atos de lealdade que deram fundamento sólido a estes relacionamentos fortes.

Esta lealdade-fidelidade decisiva devemos oferecâ-la reciprocamente até aos últimos instantes da vida, como a herança mais preciosa que deixamos às gerações vindouras.

 

 

Dia 13 de Novembro de 2014- Quinta-Feira

 

A declaração final do Sínodo Extraordinário dos Bispos sobre a família, no passado dia 18 de Outubro de 2014 diz o seguinte.

Assiste-se a não poucas crises matrimoniais enfrentadas, frequentemente, de modo apressado e sem a coragem da paciência, da verificação, do perdão recíproco, da reconciliação e também do sacrifício.

Entre estes desafios queremos evocar também o cansaço da própria existência.

Existe, contudo, também a luz que de noite resplandece atrás das janelas nas casas das cidades, nas modestas residências de periferia ou nos povoados e até mesmos nas cabanas: ela brilha e aquece os corpos e almas.

Esta luz, na vida nupcial dos cônjuges, acende-se com o encontro quando os dois vultos estão um diante o outro, numa “ajuda correspondente”, isto é, igual e recíproca.


Dia 14 de Novembro de 2014- Sexta-Feira

 

Como diz o antigo Papa João Paulo II, "O corpo humano na sua masculinidade efeminilidade quase perdeu a capacidade de exprimir esse amor, em que o homem-pessoa se torna dom, conforme a mais profunda estrutura e finalidade da sua existência pessoal .

A concupiscência é a desordem do corpo e do instinto.

O «coração» tornou-se campo de batalha entre o amor e a concupiscência.

Quanto mais a concupiscência domina o coração, tanto menos este experimenta o significado esponsal do corpo, e tanto menos se torna sensível ao dom da pessoa que, nas relações recíprocas do homem e da mulher, exprime precisamente esse significado. Quer forçosamente isto dizer que tenhamos o dever de desconfiar do coração humano ?

Não !Quer somente dizer que devemos mante-lo sob controlo".

 
 

Dia 17 de Novembro de 2014- Segunda-Feira

 

Diz José Luis Nunes Martins, vivemos num tempo em que o sofrimento é visto como algo vergonhoso. Em que as pessoas devem manter as suas dores sob controlo a fim de que os outros sejam poupados ao peso do que entendem não ser seu.…

Vivemos numa enorme tapeçaria de aparências: os egoísmos, disfarçados de coisas belas, escondem podridões... mentiras sempre assumidas de um modo diplomático e inteligente. Afinal, todos temos os nossos problemas – dizem.

Não quero que a minha tristeza estrague a vida de mais ninguém... tenho medo.

Mas é o medo que nos impede de sermos felizes.

Porque quem tem medo, não ama, e quem não ama não é feliz.



 
Dia 18 de Novembro 2014- Terça-Feira
 
   “Hoje não vou à escola”, é o novo livro do Psicólogo Eduardo Sá. Um livro muito reconfortante para muitos pais pois dá conselhos muito simples e opiniões que ajudam tanto.
    Muitas vezes no nosso dia a dia de correria e horas para tudo, atrasos, trânsito, birras.. há que pensar que tudo é normal. Respirar fundo, e calma.
   Mas também é verdade que muitas vezes o stress é causado por nós pais que queremos inscrever as crianças em várias atividades extracurriculares ou “pelos trabalhos de casa em formato XXL” como diz o psicólogo.
  Como diz Eduardo Sá “ a família é mais importante do que a escola e brincar é, pelo menos, tão importante como aprender”.
 
 
Dia 19 de Novembro de 2014- Quarta-Feira
 
  Recentemente soube se a notícia chocante de um assassinato de casal cristão, pais de quatro filhos, no Paquistão.
  O vaticano pronunciou-se sobre o facto e apelou a que se “mantenha o mínimo de humanidade, de solidariedade” apesar das divergências religiosas.
 O homem é capaz de facto de atos o mais atroz possível. Num mundo moderno e progressista, há atitudes e notícias que nos chegam que causam tamanha incredulidade.. Como é possível? No sistema de ensino das sociedades atuais deveria ser obrigatório mais disciplinas de humanidade, mais horas de educação para a cidadania, educação musical que gratifica, que desenvolve a sensibilidade, a criatividade,.
Mudar o mundo depende de cada um, depende de valores que deveriam ser ensinados de forma mais marcante não só em casa, mas nas escolas.
 
 
Dia 20 de Novembro de 2014- Quinta-Feira
 
  O New York Times publicou recentemente um artigo impressionante a partir de entrevistas a duas mulheres indianas sujeitas a esterilização por imposição do estado.
 As organizações internacionais que defendem os direitos humanos, nomeadamente o direito reprodutivo, como a ONU ou a Amnistia Internacional ainda não se pronunciaram mas o que é facto é que na India se assiste a uma violação dos direitos mais fundamentais com consequências graves. Já morreram cerca de 13 mulheres devido às condições desumanas como é feita a esterilização, sem salas cirúrgicas, sem esterilização e sem tempo de recuperação da anestesia.
 É importante estas notícias serem divulgadas de modo a que haja reação. É necessário sair em defesa de quem precisa de ajuda. Situações como esta são horrendas e têm de ser denunciadas. Quando tanto se fala em liberdade e direitos, há deveres que também estão associados. Deveres de defender e ajudar o próximo e de velar pelos direitos básicos do homem e da mulher.
 
 
 
 
 
Dia 21 de Novembro de 2014- Sexta-Feira
 
  É possível voltar atrás num processo de divórcio? Sim. Na china, por exemplo, numa reportagem recente, foi divulgado que três milhões de casais se divorciaram,
quase cem mil, tornaram a casar-se um com o outro. É possível acreditar no amor. Num amor feito de recordações e memórias que ficam para a vida toda. Vale a pena muitas vezes recordar como foi o primeiro beijo, como se conheceram, quando e onde começaram a namorar, o que fez com que se apaixonassem um pelo outro.
É verdade que a paixão tende a desaparecer, mas o amor fica e dura. Porque a paixão é esse sentimento repentino, que surge no despertar de um amor, de uma relação, mas o que constroi a relação, o que fica para sempre é o amor.
 
 
Dia 24 de Novembro de 2014- Segunda-Feira
 
   A morte de Brittany Maynard gerou polémica um pouco por todo o mundo, Esta jovem de 29 anos, pouco depois de se ter casado, descobriu que tinha um cancro no cérebro incurável e decidiu pôr fim à sua vida através da chamada “morte assistida” no passado dia 01 de Novembro. No vídeo que deixou antes de falecer a jovem afirma querer “morrer com dignidade”.
 A polémica é compreensível e a expressão “morrer com dignidade” ou só mesmo a palavra “dignidade” por gerar muitas discussões filosóficas. Discussões que são boas e sãs pois no fundo está em discussão o valor da vida. Até quando é que uma vida ou uma pessoa é digna? Até ao momento em que deixa de conseguir ser autónoma? A vida tem de ser defendida sempre embora haja, e é verdade que há, situações muito duras que só quem passa por elas é que sabe; mas a vida é um dom a proteger. Mais do que discutir se se deve promover este “morrer com dignidade” deveria sim, acabar-se com as situações de indignidade a que muitas vezes se assiste.
 
 
 
 
Dia 25 de Novembro de 2014- Terça-Feira
                  
  O sínodo da família decorrido em Outubro tornou a levantar a questão de se os recasados poderiam comungar ou os divorciados poderiam recasar. Entre o que se diz que se disse no sínodo e o que verdadeiramente se disse há grandes diferenças.
 Há verdades e princípios que se mantêm por serem verdade. Como tal, uma verdade não muda.
Num divórcio quem sofre acima de tudo são as crianças quando as há. A noção de família está ela própria muito desvirtuada e por isso mesmo mais do que pensar em soluções fáceis de como se separar e casar outra vez, deveria apoiar-se mais os jovens casais, mostrar lhes que é possível o casamento durar a vida toda. Há fases difíceis como em tudo na vida, mas com calma, com amor, com o tempo, tudo se resolve.
 
 
 
Dia 26 de Novembro de 2013- Quarta-Feira
 
  O casamento hoje está muito ameaçado. As relações muito ameaçadas. A própria palavra “fidelidade” parece não fazer sentido e quase que é expulsa da linguagem corrente.
 As causas são inúmeras e há que estar atento. Ser fiel é questão de princípio, de honra e de dignidade pessoal, para além de respeito para com  o próximo.
 Uma aparente troca de sms ou de mensagens no facebook podem não ter nada de especial, mas no fundo já são um indício e uma porta aberta para muita coisa.
 É preciso ter consciência que pequenos atos como estes são já uma infidelidade. Sms e mensagens no facebook sim, mas e porque não ao próprio marido ou mulher?
 
 
Dia 27 de Novembro de 2014- Quinta-Feira
 
 A vida da paquistanesa cristão Asia Bibi ainda não está fora de perigo. Depois de já ter tanto sofrido na prisão, de ter dado à luz na prisão, de ter sido condenada por adultério dado estar casada com um cristão… pode mesmo vir a sofrer pena de morte dado a sentença final ainda não ter sido pronunciada.
 Sete deputados portugueses saíram em sua defesa e escreveram uma carta ao primeiro ministro e ao presidente do Paquistão para que se ponha fim a esta injustiça e se respeite a liberdade religiosa, um dos direito humanos que infelizmente hoje em dia ainda não é respeitado.
 
 
Dia 28 de Novembro de 2014- Sexta-Feira
 
Mais aberrante que o aborto, é esta ideia que surge no corpo académico, de “aborto pós-nascimento”. Expressão de arrepiar qualquer um que tenha um mínimo de sensibilidade. Passamos a matar à descarada, sem vergonha, de forma perfeitamente desumana. Qualquer aborto é desumano esteja o bebé na barriga na mãe, tenha este acabado de nascer, mas o que assusta é pensar e verificar que a crueldade humana não tem fim e parece cada vez encontrar formas mais horrendas de fazer o mal.
 A vida tem de ser protegida, defendida, incentivada. Deveria sim fomentar-se o número de nascimentos por casais, facilitar a lei da adoção, ajudar quem quer sustentar a família e não consegue pelas cargas fiscais pesadíssimas, pela falta de emprego por tantos e tantos outros motivos.
 
Dia 01 de Dezembro de 2014- Segunda-Feira
 
O terapeuta familiar Peter Hansen afirma que “não há casamentos irrecuperáveis”.
Numa conferencia realizada em lisboa, este psicólogo dinamarquês afirmou que perante a crise, “ o importante é desdramatizar”.
 Desenvolvendo a ideia deste psicólogo, há que saber ver as dificuldades da vida com otimismo. Tem de haver vontade de parte a parte de lutar, de vencer as dificuldades. Hoje em dia é muito comum enveredar pelo caminho que aparentemente é o mais fácil, mas… alguma vez o mais fácil é o que nos satisfaz e o que nos faz sentir bem connosco próprios? Quando está na moda os desportos radicais e as experiências mais incríveis de auto superação, porque nos deixamos depois levar pelo mais fácil? Fica o desafio.


domingo, 2 de maio de 2010

Textos Rádio Costa D'Oiro



Semana: 27/04/10 a 3/05/10


Dia 27 - Antigamente, a disciplina que estuda as interfaces dos computadores, no curso de Informática do Técnico, chamava-se «interacção homem-máquina». Com a modernidade, teve de ser substituída pelo estudo da «interacção pessoa-máquina». Antigamente, a expressão «casal com filhos» incluía rapazes e raparigas. Com a modernidade, as raparigas deixaram de estar incluídas e, portanto, é preciso especificar que o casal tem «filhas», ou «filhos e filhas», ou só «filhos», conforme os casos. Quando sabemos que o casal tem filhos (na acepção antiga), mas não nos lembramos se se trata de rapazes ou de raparigas, não podemos dizer que tem «filhos e filhas», porque pode ter só filhos ou só filhas. Teremos, então, de dar uma resposta inclusiva vaga. Por exemplo: «efectivamente, a árvore genealógica daquele casal não se interrompeu»; ou «há pessoas com ligação filial àquele casal»; ou «trata-se de um casal com descendência». O que levou a sociedade a tornar-se tão caricatamente moderna? Qual a vantagem? É verdade que se fala do homem, para referir a humanidade. Mas fala-se na pessoa humana para indicar esse homem abstracto. Dizemos o habitante, o autóctone e o povo, mas compensamos com a individualidade, a personalidade, a gente, a população, a multidão... Dir-se-ia que a tradição gramatical portuguesa não subalterniza o sexo feminino. Inclusivamente, o género feminino tem mais cotação na gramática. Por razões que remontam a alguns milénios atrás, as línguas latinas adoptaram sistematicamente o género feminino para indicar uma maior consideração por alguém, seja homem ou mulher. Não é só a «vossa excelência». Todos os títulos são femininos: vossa santidade, vossa alteza, vossa majestade, vossa eminência, vossa senhoria, vossa reverência, vossa graça, vossa mercê... e, portanto, os homens importantes são tratados no feminino. Esta digressão linguística sobre a consideração gramatical pelo género feminino vem a propósito de acusarem as línguas latinas de desconsideração gramatical pelas senhoras. Só é pena que esta declaração chegue tarde, quando já não há maneira de convencer os políticos e as políticas de que eles e elas, bem como os portugueses e as portuguesas, poderiam viver muito respeitosamente sem se modernizarem tanto.

Dia 28 – A propósito da enorme apatia e desânimo que se verifica na sociedade portuguesa, é de referir um diálogo do filme “Leões para cordeiros” entre um professor universitário e um dos seus melhores alunos. O encontro deu-se num sábado de manhã e o motivo era saber a razão pela qual um dos melhores alunos passou a faltar às aulas e a desinteressar-se por completo dos estudos. O diálogo é interessante porque os argumentos do aluno são fortes: razões de natureza pragmática, pessimismo, impotência, incapacidade, conformismo, passividade, gozar a vida. Nas instituições de solidariedade social, nas associações de defesa do consumidor, nos próprios partidos políticos, faltam cabeças e mãos para trabalhar. E assim com tanta passividade e absentismo o mundo vai, a pouco e pouco, avançando para o abismo.


Dia 29 – No passado dia 9 de Fevereiro, o talk-show de Oprah Winfrey, entrou num dos conventos que nos EUA têm tido maior procura. O Convento de freiras Dominicanas em causa tem uma média de idades de 26 anos e, neste momento, está com a lotação esgotada. Da entrevista de Oprah cujos excertos estão disponíveis no You Tube, chamou à atenção a comparação que uma das entrevistadas fez entre o seu compromisso e o compromisso de uma mulher casada. Dizia que os deveres são assumidos na sequência de um compromisso que, por sua vez, implica renúncias. Tal como uma mãe não compra tudo o que quer, porque tem de pensar no orçamento familiar ou não viaja para onde quer, porque tem de estar presente na família. Para as pessoas casadas, nem sempre se pensa nos deveres que se têm de cumprir como a realização de uma missão à qual voluntariamente se quis aderir no dia do casamento.

Dia 30 – Em face da inevitabilidade dos desenhos animados, tem-se várias vezes destacado aqui algumas séries infantis de qualidade, tais como Noddy, Vila Moleza ou Ruca. O ideal será que essas séries além de apelativas, sejam também educativas e é indispensável que os pais façam uma boa monitorização desse visionamento. Essa monitorização deverá ter 2 objectivos:
- Garantir uma supervisão e uma selecção eficaz do que é visto pelos filhos.
- Potenciar e explorar o conteúdo educativo de algumas séries infantis a favor da educação e formação dos miúdos.
Assim, aqui ficam mais 2 séries, neste caso, infantis e ambas dobradas em português para toda a família ver:
- Little Einsteins, da Disney (disponível no canal Disney) que, para além de educação para a música, fala também dos vários países do mundo e das suas culturas. E ainda
- Sid, the Science Kid (disponível na RTP 2, de manhã) que aborda de forma divertida a educação para a ciência.


Dia 3 - Ser Mãe é ser Esperança, aguardando e querendo sempre o nascer de um filhoPois é assim que ela se realizaSer Mãe é ser Espírito, estando e continuando presente no caminho dos seus filhosPois eles precisam de sua segurançaSer Mãe é ser Coragem, sendo forte e firme nos momentos difíceis da vidaPois desta maneira se obtém a maturidadeSer Mãe é ser Carinho, sorrindo e abraçando os filhos quando estão carentesPois só assim se obtém a felicidadeSer Mãe é ser Atenção, observando e cuidando de cada passo dado pelo filhosPois eles viverão com muita saúdeSer Mãe é ser Liberdade, proporcionando e garantindo aos seus a filhos participaçãoPois eles conseguirão a plenitudeSer Mãe é ser Amor, educando e criando os seus filhos com muito afectoPois é assim que se constrói a comunhãoSer Mãe é ser como a Mãe de Cristo, padecendo e entendendo o sofrimento dos filhosPois é assim que determina a Lei de Deus. Marcos Leandro

sábado, 22 de novembro de 2014

Mentalidade anti-natalista em Portugal

 
 
“’É casada há quanto tempo?’ ‘Há cerca de três meses.’ ‘E bebés?’ “Referi que de momento não tencionava ter filhos. De seguida surge novamente uma observação: ‘Já tem 34 anos, não pode atrasar muito mais!’ Referi novamente que não tencionava ter filhos, uma vez que pretendia trabalhar por já estar desempregada há algum tempo. Fui novamente confrontada com a seguinte observação: ‘Sabe que a gravidez pode condicionar a vida profissional!’”
No assunto do email enviado à Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) lia-se “desabafo”. “Com este texto apenas pretendo dar a conhecer a outras pessoas que a discriminação não acontece apenas nas grandes empresas das cidades, mas em todo o lado e até em empresas que ganham prémios PME Líder”, refere esta mulher, que nunca se identifica. “Sei que não haverá consequências para a empresa, pois nada tenho que prove a discriminação, mas pelo menos fico com o sentimento de dever cumprido!”
Esta é apenas uma de muitas queixas que recebem. Esta chegou esta semana, referiu ao PÚBLICO a presidente da CITE, Sandra Ribeiro. Todos os dias chegam à Linha Verde da CITE, serviço de informação gratuito da comissão (800 204 684), cerca de cinco queixas informais de mulheres como esta a quem, no processo de recrutamento para trabalho, é perguntado algo como: “Então e bebés?” São muito raras as que avançam para queixas formais. “Não temos nenhuma queixa sobre recrutamento com perguntas discriminatórias entrada este ano”, diz a responsável.
A Ordem dos Médicos denunciou nesta quinta-feira o caso de várias médicas a quem, nos concursos de selecção para unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS), foi inquirido se pretendiam engravidar, algo que o bastonário, José Manuel Silva, veio condenar. O bastonário referiu que a denúncia foi feita a um advogado da Ordem dos Médicos. José Manuel Silva afirmou que a situação se passou em entrevistas em concursos de provimento de admissão em unidades do Sistema Nacional de Saúde, embora as jovens médicas em causa não queiram identificar-se, nem nomear os júris em que a situação ocorreu, por receio de serem penalizadas. Contudo, o advogado a quem estas médicas solicitaram ajuda colocou a questão por escrito à direcção da Ordem, escreveu a Lusa.
Sandra Ribeiro diz que a CITE não recebeu qualquer queixa das médicas e apela as estas mulheres para que avancem com uma queixa formal: “Gostaria de fazer um apelo às jovens médicas para que apresentem queixa do ocorrido junto da CITE, que é o mecanismo nacional da igualdade com competências para apreciar queixas sobre discriminação de género no acesso ao emprego.”
“O que me entristece e me deprime é estas perguntas terem sido colocadas por médicos”, afirmou o bastonário num encontro com jornalistas, para promover o XVII Congresso Nacional de Medicina, que decorre na próxima semana em Lisboa, que tem como um dos temas precisamente a questão da promoção da natalidade em Portugal. “As mulheres têm cada vez menos condições para engravidar. Não se dá estabilidade, nem condições de trabalho com dignidade e ainda se põem entraves. Perante isto, tudo o que se possa falar de medidas para aumentar a taxa de natalidade é uma hipocrisia”, declarou o bastonário, citado pela Lusa.
Não há queixas formais
A presidente da CITE diz que este tipo de práticas discriminatórias é transversal a todos os sectores, a saúde não é excepção. À Linha Verde da CITE chegam todos os dias queixas que relatam este tipo de situação e em que as mulheres perguntam: “É legal esta pergunta?” O que respondem é que não, viola o princípio constitucionais da igualdade e é expressamente proibido pelo Código de Trabalho
“Temos noção de que é prática corrente perguntar às mulheres na fase de recrutamento se estão a pensar engravidar.” O problema é mesmo a falta de queixas formais. “É muito raro que as pessoas venham formalmente apresentar queixas. Dizem que estavam sozinhas quando lhes foi feita a pergunta na entrevista, que não têm forma de provar, e que não estão em condições de denunciar.” E recusam revelar o nome da empresa com receio de serem prejudicadas no mercado de trabalho.
No caso do sector privado, a responsabilidade para aplicar penalizações nestes casos cabe à Autoridade para as Condições do Trabalho, que pode aplicar coimas que variam de acordo com o volume de negócio da empresa, explica Sandra Ribeiro. No sector público cabe às inspecções dos ministérios agir, mas não está previsto nenhum sistema de contra-ordenações. “No limite, pode haver procedimento disciplinar”, diz.

domingo, 25 de novembro de 2012

Ter filhos em época de crise



Prometem substituir a Playstation por brincadeiras em poças de água. Seguram-se na importante almofada que é a retaguarda familiar — muitas vezes chamada avós. Fazem contas à vida e reclamam da falta de apoio do Estado às famílias. Alguns ponderam emigrar. Muitos estão desempregados. Todos se sentem inseguros mas quase todos se dizem optimistas. Os pais de 2012 tiveram filhos que são também filhos da crise
Ter um filho em 2012 é um acto de coragem, irresponsabilidade ou um sinal de optimismo? Lançámos a pergunta aos nossos leitores e esperámos pelas respostas. Recebemos muitas histórias que falam nessa parte tão importante da vida que é ter um filho. São todas diferentes e todas iguais. Diferentes nos detalhes e iguais na declarações de uma vontade, um sonho, um plano de vida que falou mais alto do que a crise. Apesar das muitas dificuldades, admitindo tantos medos e riscos, tiveram, em 2012, o primeiro filho ou mais um. Não interessa. Asseguram que vale a pena. Bárbara, Maria João, Filipe, André, Mariana, Mattia, Constança, Inês, Margarida, Júlia... são bebés nascidos na crise em Portugal.
É verdade que nos testemunhos sobram as descrições de um sentimento que tem tanto de enternecedor como de ridículo. É verdade que os e-mails enviados são cartas de amor. “O nosso pequenote é a maravilha mais perfeita que existe (...) Lutar nunca me pareceu tão material e humano, nunca me pareceu tão concreto. Quem diria que uns bracinhos tão pequenos e umas mãozinhas tão frágeis poderiam dar um empurrão tão forte?”, escreve Francisco Pessanha. “Para mim que sempre quis ser mãe, que crise pode ofuscar aquele sorriso de gengiva ainda despida todas as manhãs?”, pergunta Sofia Pereira, mãe de uma menina “mais planeada do que o 11 de Setembro” com quase 11 meses.
Mesmo quando o discurso nos parece ser o mais realista possível, o coração acaba por sair pela boca. “Na minha opinião, e falando de uma forma mais fria, não há vantagens em ter um bebé. Choram, fazem cocós, chichis, trocam-nos os sonos, fazem-nos gastar bastante dinheiro (quartinho, banheira, roupas, cuidados de saúde, etc.) e para não falar da vida atribulada para conciliar o trabalho com a rotina do bebé. Mas depois, quando ele dorme no nosso colo ou fica a olhar para nós, isso tudo é esquecido e sentimos que a vida ganha um novo propósito”, diz um pai que se identifica como RA.

Queda brutal da natalidade
As decepcionantes estatísticas da natalidade são conhecidas. Fala-se num “inverno demográfico” que dura há 30 anos e que se agrava a cada ano que passa. No início deste mês uma das notícias do PÚBLICO referia em título que “2012 vai ser o ano com menos bebés de que há registo”. Até ao final do ano, o número de crianças nascidas em Portugal não deverá ultrapassar os 90 mil e, com isto, o país é “campeão” nos dados que confirmam a queda da taxa bruta de natalidade na Europa. Cientistas, Governo, Presidente da República, Igreja unem-se no apelo que diz que Portugal precisa de mais bebés. Porém, estas vozes são abafadas pelo poderoso grito da crise que nos exige cada vez mais cortes e contenção.
Alda Silva chora com medo e chora de rir. As lágrimas que caem por causa do medo são pelo dia de amanhã. As que são empurradas pelas gargalhadas são da inteira responsabilidade de Maria João, com pouco mais de um ano. A filha de Alda nasceu quando a mãe tinha trabalho. No final da licença de maternidade, o contrato acabou e Alda ficou no desemprego. Alda e Maria João estão 24 horas juntas. “Como vivo? Vivo com medo... muito medo do incerto”, escreve.
Nunca como agora o argumento de “ter condições” para ter um filho foi tão influente. Esta não é a melhor altura para aumentar encargos. Em troca ouvimos de resposta o que também já sabemos de antemão: é muito difícil reunir todas as condições para ter um filho, em tempo de crise ou sem ela. O pediatra Mário Cordeiro está deste lado: “Não creio que se deva ser leviano, quanto ao ter filhos, mas também não se deve pensar ‘de mais’ no sentido de só os ter quando estiverem reunidas ‘todas as condições’. Nunca será o caso.”
“Não há momentos perfeitos!”, confirma Mariana Castro, uma das mães de 2012, que quando contou à sua mãe que estava grávida viu o sorriso da futura avó suspenso por causa da crise. “A minha mãe ficou assustada, disse que as coisas estavam complicadas e que estando a crise longe de acabar tinha sido um pouco precipitado.” Casada desde 2009, Mariana não quis mais adiar o sonho. Hoje a filha tem mais de nove meses e a somar às “dificuldades, desemprego, trabalhos pouco estáveis, etc.” há as contas com as “vacinas fora do Plano Nacional de Vacinação, os leites, os remédios”.
Pronto, as condições perfeitas não existem. Mas... agora? Porquê agora? Porquê logo agora em plena crise? A socióloga Vanessa Cunha acredita que o “factor idade” será um dos mais determinantes na decisão. “Muitas destas pessoas não podiam esperar mais e não quiseram adiar o projecto de parentalidade, sob pena de o comprometer. Muitas terão pensado “é agora ou nunca”.
A socióloga acertou na ideia que se repete em muitos testemunhos e acertou mesmo na frase exacta. “Tenho 38 anos e estou grávida do segundo filho. O primeiro tem nove anos. Eu e o pai decidimos ter este filho porque estamos os dois com cerca de 40 anos e estamos cansados de esperar por um contexto económico mais favorável, que nunca chega! (...) Como a vida não espera por nós, decidimos que era agora ou nunca!”, diz Patrícia Costa.

Almofada familiar
Há o alarme do relógio da fertilidade mas há também o que Vanessa Cunha chama “almofada familiar”. Chegamos aos avós, algo que pode fazer toda a diferença entre ter e não ter (mais) um filho. Podem ser outros membros da família, mas em alguns dos testemunhos enviados está a referência (e uma reverência) aos avós. Ou porque ajudam financeiramente — pagando algumas contas e compras — ou, simplesmente, porque estão ou vão estar lá, para tomar conta dos netos ou para ir buscá-los à creche.
Os avós servem de almofada e também de inspiração pelo seu passado. São muitas as frases dos pais de 2012 que começam com a expressão “no tempo dos meus avós”. Um tempo também difícil mas em que tudo se arranjava, em que havia sempre espaço para mais um na mesa e os filhos “se criavam”. Uma ideia demasiado romântica para as expectativas que temos hoje para os nossos filhos, avisa Vanessa Cunha. É que o tempo desses avós foi também um tempo em que muitas crianças apenas completavam o 4.º ano de escolaridade e depois iam trabalhar, um tempo em que os nossos indicadores de mortalidade infantil estavam muito longe do sucesso e progresso que foi conquistado nos últimos 30 anos. “Acho que ninguém quer voltar atrás, até esse tempo”, corrige Vanessa Cunha.
A “almofada familiar” torna-se ainda mais essencial na decisão de ter um filho perante a escassez de apoios públicos à família. Os pais queixam-se. “A falta de oferta pública de infra-estruturas torna um bebé muito caro e condiciona com certeza muitas famílias em terem um ou mais filhos”, acredita Rita Cabaço, 35 anos, mãe de um filho. A falta de creches públicas é um alvo concorrido nas histórias dos pais de 2012 mas critica-se também a insuficiência de subsídios de apoio e, especificamente, as alterações drásticas no abono de família. “Havia um contrato de cooperação entre o Estado e as famílias e as regras foram radicalmente alteradas, sem qualquer perspectiva futura”, nota Vanessa Cunha.
A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas tem denunciado este Estado ausente e negligente. “É preciso que o Estado reconheça os encargos que as famílias com filhos a cargo têm e que estes deverão ser contabilizados na hora de avaliar a capacidade financeira das famílias: neste momento, para o cálculo da taxa do IRS e para a isenção das taxas moderadoras, os filhos contam zero, enquanto para o abono de família valem apenas como meia pessoa”, lê-se num comunicado publicado este ano no site.
Karin Wall, socióloga e investigadora principal do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa e directora do Observatório das Famílias e das Políticas de Família, acha que este abandono que os pais de 2012 sentem em relação ao Estado é legítimo. As alterações ao abono de família já em 2004, com Bagão Félix, deixaram de fora uma grande parte das famílias, reservando para este apoio apenas os mais pobres. O cheque mensal não era elevado mas, sublinha a directora do Observatório das Famílias, “é uma mensagem que o Estado dá de apoio às famílias e que deixou de existir”. “No caso de apoio económico às famílias, há uma série de instrumentos que passaram de um esquema universal para um selectivo”, constata.
Mas Karin Wall põe alguma água na fervura. “Há apoios em várias áreas. Na última década houve um empenhamento grande para aumentar o número de creches que são subsidiadas pelo Estado e que funcionam como IPSS (instituições particulares de solidariedade social). A taxa de cobertura para creches e amas entre os 0 e os 3 anos aumentou para 37%, acima do objectivo europeu dos 33%”, contrapõe.
A mensagem que hoje vem do Estado é aguentar, consumir menos, cortar, racionalizar. Algo que bate de frente com o crescer de uma família. Quando se tenta conciliar a crise que se tem com os filhos que se quer, é inevitável mudar. Mudar tudo, desde a casa, à cidade, ao modo de viver e até de brincar. “A crise pode ser uma ocasião de repensar o que se gasta com as crianças, como se gasta e quando se gasta”, defende o pediatra Mário Cordeiro.

Sem Barbies e sem consolas
Carolina tem 16 meses e é a filha de Cristiani Oliveira, uma brasileira a residir em Portugal há mais de dez anos. “Diante de todos os meios electrónicos e prendas caras, sabe quais são os brinquedos e brincadeiras favoritas da minha filha? Bolas de sabão, correr no parque, brincar na beira do mar. Tudo grátis ou quase. (...) Ser pai em tempo de crise é difícil de facto para as classes mais baixas, quando há a preocupação de ter ou não pão na mesa todos os dias. Quanto à classe média, que é onde me incluo, custa-me ver o discurso ‘zero filhos’ ou ‘um filho’ quando a preocupação é se poderão ou não dar uma Playstation, as viagens mais caras, um consumismo desenfreado, etc.”, escreve a mãe de Carolina.

“Cresci sem Barbies, sem consolas, em escolas públicas, a andar de autocarro, a ir ao restaurante só em aniversários, a receber poucas prendas no Natal, a estimar e poupar os meu brinquedos, a partilhá-los com os meus cinco irmãos, a saltar para as poças de água de galochas, a fazer casas-na-árvore, a arrancar rabos às lagartixas. (...) Hoje tenho um filho e quero poder dar-lhe tudo! Tudo é também as poças, a chuva, os passeios no campo, os dias na praia, o sol, uma boa educação, escolas melhores, gente educada à sua volta, a lua e uma ou muitas voltas ao mundo!”, diz Joana Brandão, 35 anos, “actriz desempregada, casada — feliz, mãe de um filho de três anos e grávida de três meses”.
“Ainda bem”, reage Vanessa Cunha, vendo as vantagens de, “perante a adversidade, sermos capazes de repensar a forma de estar na vida”. “A nossa geração — que agora está a ter filhos — foi em grande parte educada com alguma facilidade no acesso ao consumo. Este pode ser um momento de reavaliação.” A socióloga insiste: “A crise não toca todas as famílias da mesma maneira.”
Assim, se uns vão prescindir de (ou adiar) uma viagem à Eurodisney, mudar de carro ou comprar uma casa maior, brincar numa poça de água em vez de comprar uma Playstation, outros terão de tomar opções bem mais difíceis. “Tenho 25 anos, sou licenciada em Relações Públicas e Comunicação Empresarial, o curso pouco importa, o meu maior objectivo nesta vida era ser mãe”, começa Teresa Nascimento. O filho nasceu em Março de 2012. E agora? “É muito duro, todos os dias é uma luta constante”, conta. Teresa que ganha 560 euros por mês pelo trabalho especializado que faz “a preço de saldo” para um empresa. O marido ganha pouco mais do que isso. A renda é de 350 euros e, contabiliza, “a mensalidade da creche será de 180 euros”. E é então que, diz, “o engenho aguça”. “Nunca compramos Dodots, lavamos com água como antigamente, com panos turcos, não compramos comida feita, fazemos tudo, o nosso bebé nunca comeu uma farinha comprada (...). O meu marido passou a ir a pé da estação de Entrecampos até ao Saldanha para poupar no passe, eu deixei de beber cafés e de comprar um lanche na rua, levo marmita como as operárias de antigamente. Não fazemos férias e não compramos nada por impulso, nunca soubemos o que era o prazer de comprar alguma coisa só porque gostávamos dela. Fazemos a planificação do mês no mês anterior, aceitamos roupa de quem queira oferecer, tanto para nós como para o menino”, descreve.
Por coincidência, 20 minutos depois de recebermos o testemunho de Teresa Nascimento, chega o relato de César Medalha Pratas. As diferenças saltam à vista. “Eu e a minha mulher temos proveniências de famílias de classe média-alta. Crescemos com acesso a todo o tipo de bens e nunca passámos dificuldades sérias!”, conta o advogado, casado com uma psicóloga clínica. Ter um filho era um desejo com algum tempo e fazê-lo acontecer em 2012 é uma aventura. Também aqui houve mudanças, ainda que muito distantes da realidade de Teresa. “Sabíamos de antemão que iríamos fazer concessões ao nosso estilo de vida desafogado! E assim foi, fizemos um plano e temos de o cumprir, sob pena de vermos o crescimento do nosso filho complicado! Trocámos de casa, mas não para a casa que sonhávamos, teve de ser uma casa bem mais pequena do que a que tínhamos projectado. Deixámos de jantar fora três ou quatro vezes por semana, e as duas ou três vezes por ano que viajávamos para fora do país deixaram de existir...”

As famílias estão também mais pequenas, diz o Censos de 2011. Vanessa Cunha, que é a principal autora de uma investigação que concluiu que as famílias com filhos únicos poderão atingir um número recorde e tornar-se maioritárias na geração dos que estão entre os 30 e 40 anos, reforça esta tese. “Esta geração vai fazer as opções mínimas de parentalidade”, diz. E não é necessariamente porque querem. Muitas vezes o número de filhos que têm não coincide com os que gostariam de ter.

Público

domingo, 17 de agosto de 2014

Textos de 27 de Maio a 18 de Agosto da rubrica "Algarve pela Vida"



 
Dia 27 de Maio 2014- Terça Feira
 
Um recente acórdão do Supremo Tribunal de Justiça confirmou o que já há muito tempo sabemos sobre a importância e dignidade da vida intrauterina e do nascituro, isto é, o bébé em fase de gestação, já concebido, mas ainda não nascido.
O Supremo Tribunal de Justiça entendeu (e passamos a citar) que  “o reconhecimento da personalidade de seres humanos está fora do alcance e da competência da lei”, qualquer que seja a sua natureza, não sendo o nascituro “uma simples massa orgânica, uma parte do organismo da mãe (…), mas um ser humano, com dignidade de pessoa humana, independentemente de as ordens jurídicas de cada Estado lhe reconhecerem ou não personificação jurídica”.
Afasta-se, pois, o douto tribunal da conceção que toma o nascituro como matéria orgânica equivalente a quaisquer vísceras da mãe, entendimento que autoriza argumentos do tipo “o corpo é meu” ou “aqui mando eu” para justificar o aborto livre
Mais de sete anos volvidos, nos quais terão sido feitos cerca de cem mil abortos (legais), vamos mais do que a tempo para, retificar o erro legislativo e reabrir a discussão acerca de um tema que não pode deixar ninguém indiferente.
 
Dia 28 de Maio de 2014- Quarta Feira
 
Uma das músicas que, nos últimos meses, tem tido grande sucesso mundial fala sobre a exaltação da natureza em detrimento da ditadura do dinheiro e da necessidade de contraíarmos o que, por vezes, nos dizem para fazer, como forma de libertação.
Trata-se da música dos One Republic “counting stars” isto é contando as estrelas.
Diz a letra o seguinte,
“Ultimamente, eu tenho perdido o sono
Sonhando com as coisas que poderíamos ser
Mas eu tenho, eu tenho rezado muito
Eu sinto algo tão certo
Fazendo a coisa errada
Eu sinto algo tão errado
Fazendo a coisa certa
E digo  não mais contaremos dólares
Mas antes contaremos estrelas”
 
 
Dia 29 de Maio de 2014- Quinta Feira
 
O Planeamento familiar Natural torna o casal apto a reconhecer, pela auto-observação, em que momentos é fértil ou infértil, de modo a orientar as suas relações conjugais conforme deseja conseguir ou adiar a gravidez.
Estes métodos são totalmente inócuos pois não interferem no normal funcionamento do aparelho reprodutor da mulher ou do homem e, ao contrário dos contracetivos artificiais, vulgo pílula, não têm efeitos secundários para a saúde.
A eficácia do Método Billings e do Método Sintotérmico, quando utilizados corretamente é, aliás, comparável à eficácia da pílula.
As vantagens dos métodos naturais de contraceção reside no fato de não serem difíceis de aprender, serem seguros, não implicam quaisquer despesas, fortalecem a relação do casal e estão a alcance de todos.
A Felicidade e Harmonia conjugal estão relacionadas com opções que o casal faz no campo da Regulação da Fertilidade
Em Portugal, entre outros, a associação Família e Sociedade, de Lisboa, desenvolve cursos destinados a casais sobre estes métodos, ainda pouco conhecidos.
 
Dia 30 de Maio de 2014- Sexta Feira
Em 2013 nasceram pouco mais de 83 mil crianças em Portugal – o número mais baixo desde que há registo – e morreram quase 107 mil pessoas, o que faz com que o número de óbitos tenha ultrapassado o de nascimentos, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os dados, agora publicados no Boletim Mensal de Estatística de Fevereiro, mostram que Portugal tem vindo, desde 2007, a reforçar a tendência para apresentar saldos naturais negativos,
Porém, a diferença nunca tinha sido tão elevada.
De acordo com o pior cenário, se a natalidade não aumentar, Portugal poderá baixar  dos actuais 10,5 milhões para os 6,3 milhões, o que significa uma redução de cerca de 40% da sua população.
 
 
Dia 2 de Junho de 2014- Segunda Feira
 
Poema de Vasco Graça Moura
 
No amor, regras que contém,
Há uma só que não é vã:
Amar hoje mais do que ontem
Mas bem menos que amanhã
E eu num fado que isso guarde
Também acrescentaria
Amo-te mais cada tarde
Do que amei nascendo o dia
E cada vez muito mais
Do que antes, mas tais requintes
São muito menos, ver vais
Do que nos dias seguintes
Com resultados tão plenos
Como somar dois e dois:
Muito mais e muito menos
Conforme "antes" e "depois"
No amor, regras que contem
Há uma só que não é vã:
Amar hoje mais do que ontem
Mas bem menos que amanhã
 
 
Dia 3 de Junho de 2014- Terça Feira
 
Em Portugal, verifica-se ainda uma grave lacuna na prevenção da pobreza e na estratégia a seguir com vista a garantir a inclusão de famílias que, geração após geração, vivem problemas de insucesso escolar, desemprego, fome, alcóol ou toxicodependência.
Em muitos casos, é necessário garantir o acompanhamento por parte de um perceptor ou assistente social das famílias e jovens em dificuldade de maneira a que possam habilitar-se com as competências básicas, sociais e profissionais necessárias à sua autonomização.
Se continuar a inexistir um plano integrado de combate à pobreza que envolva, de forma concertada o Instituto de Emprego, a Segurança Social e as Escolas, Portugal continuará a sofrer as consequências que resulta do fato de ter  uma parte significativa da sua população sem habilitações, fora do mercado de trabalho e em crise pessoal e familiar permanente.
 
 
Dia 4 de Junho de 2014- Quarta Feira
 
O Decálogo da quotidianeidade segundo S. João XXIII
i - Procurarei viver a pensar apenas no dia de hoje, exclusivamente neste dia, sem querer resolver todos os problemas da minha vida de uma só vez.

ii - Hoje, apenas hoje, procurarei ter o máximo cuidado na minha convivência, cortês nas minhas maneiras, a ninguém criticarei, nem pretenderei melhorar ou corrigir à força ninguém, senão a mim mesmo.

iii - Hoje, apenas hoje, serei feliz.

iv - Hoje, apenas hoje, adaptar-me-ei às circunstâncias, sem pretender que sejam todas as circunstâncias a se adaptarem aos meus desejos.

v - Hoje, apenas hoje, dedicarei 10 minutos do meu tempo a uma boa leitura,

vi - Hoje, apenas hoje, farei uma boa acção, e não direi a ninguém.

vii - Hoje, apenas hoje, farei ao menos uma coisa que me custe fazer

viii - Hoje, apenas hoje, executarei um programa pormenorizado e fugirei de dois males, a pressa e a indecisão.

ix - Hoje, apenas hoje, acreditarei firmemente, que a Providência de Deus se ocupa de mim, como se não existisse mais ninguém no mundo.

x - Hoje, apenas hoje, não terei nenhum temor
 
 
Dia 5 de Junho de 2014- Quinta Feira
 
Verifica-se em muitas famílias em situação de exclusão social  uma carência gritante de competências básicas e sociais que as tornam incapazes (a si e aos seus filhos) de sair do poço em que se encontram.
O CPCJ, o sistema de Segurança Social, Educativo e Judicial funcionam apenas como um "apaga-fogos" só atuando em casos de produção de efeitos ou risco iminente.
Esquece-se a formação, a prevenção, a monitorização, a integração, por exemplo, das crianças em ocupações dos tempos livres saudáveis.
As famílias em exclusão social encontram-se social e fisicamente imobilizadas e, na sua maioria, "fisicamente imobilizadas" mesmo do ponto de vista literal, sem possibilidade de transportar os seus filhos para uma escola melhor, sem a possibilidade de se deslocarem à praia, sem a possibilidade de irem a uma entrevista de emprego, sem a possibilidade de irem a uma consulta, etc.etc. Isto são coisas que acontecem no dia a dia.
Bastava uma carrinha de 9 lugares para fazer muitas famílias saírem do poço da pobreza, do insucesso escolar, do desemprego e da exclusão social
 
Dia 6 de Junho de 2014- Sexta Feira
Não deveria haver outro objetivo na educação que os pais promovem que não seja a de buscar a felicidade dos filhos. Essa, como sabemos, não se obtém num caminho fácil e sempre prazeroso. Exige esforços, renúncias e sacrifício. A busca do bem dos nossos filhos deveria ser a razão mais fundamental das nossas ações educativas e da forma de os corrigirmos.
Quando quiser corrigir um defeito ou fomentar uma virtude, fale com paciência, dando as razões pelas quais se espera determinado comportamento. Mas, sobretudo, tente você mesmo agir da maneira que espera que eles ajam. É que quando empreendemos um caminho que se espera que os outros também empreendam, estaremos mais capacitados para guiar. E, sobretudo, seremos mais compreensivos, pois quando as dificuldades surgirem, nós próprios as teremos experimentado em nosso caminhar.
 
 
Dia 9 de Junho de 2014- Segunda Feira
 
Como manter forte e bem disposta a vontade?
É essencial exercitar-se em pequenas vitórias diárias naqueles aspectos que custa a todo o ser humano, ainda que não se sinta nenhum benefício imediato.
Nesses vencimentos deverá existir luta, treino, aprendizagem, tanto na família quanto na escola, para superar a preguiça, a apatia, o orgulho, a busca desordenada de comodidades, o apego ao bens materiais, o egoísmos, etc.
Já podemos concluir que promover as virtudes da temperança e fortaleza durante os primeiros anos da criança é a grande estratégia para facilitar a descoberta da própria identidade e para conseguir a maturidade no amor. Facilitando o vencimento nessas duas “frentes de batalha” da adolescência, indiretamente também se estará favorecendo o vencimento na terceira: a conquista da liberdade humana.
Para conseguir a terceira frente, a autêntica liberdade, deve-se educar no amor à verdade e no amor ao sacrifício da e pela verdade.
 
Dia 10 de Junho de 2014- Terça Feira
 
Em entrevista a um jornal, a coordenadora do Programa da Família das Nações Unidas, Renata Kaczmarska, questionada sobre se ela considera o divórcio um problema, respondeu :
É um problema na medida em que tem impacto sobre as crianças. Um dado comprovado é que os filhos de um casal que se divorciou também têm grandes chances de se divorcia  E o divórcio também afeta a estabilidade, porque há mais chances de pobreza quando há só um provedor no lar.
Muitos pais atualmente enfrentam a dificuldade de conciliar a necessária dedicação à família com o trabalho profissional.
E com os pais divorciados a situação ainda se tornar pior pois obriga a uma dispersão e divisão dos esforços económicos e financeiros, com a necessidade de obter e sustentar uma 2ª casa. Além disso, a própria situação de separação dos pais limita o tempo que se passa com os filhos, especialmente daquele que não tem a guarda.
Por outro lado, um trabalhador abalado emocionalmente pelo divorcio é um trabalhador que em geral produz pouco e mal. Por tudo isto, há que fortalecer o casamento e a família e evitar e prevenir o divórcio.
 
Dia 11 de Junho de 2014- Quarta Feira
 
Em casa o Dr José Gonçalves é tão simplesmente só o Zé.
Lá fora, o Dr. José Gonçalves é valorizado de acordo com aquilo que produz, de acordo com a sua maneira de funcionar. Pode descer ou subir na hierarquia da empresa, pode ser despedido ou promovido, ter um vencimento maior ou menor.
Mas, em casa, gostam do Zé assim como ele é. A família é o único lugar onde gostam do Zé por ele ser quem é: o filho, o marido, o pai, o irmão; aquela pessoa, com tudo o que faz parte dela, independentemente das suas qualidades e dos seus defeitos e daquilo que possa produzir.
Na família, aquilo que os une está num plano imensamente superior a tudo aquilo que os possa afastar.
Podem as ondas enfurecidas de um mar de inverno salpicar as estrelas? Alguém ligou aquelas vidas com um nó, e a vida de um é a vida dos outros. E o sorriso de um é a alegria dos outros. E a dor de um é a dor dos outros.
Dia 12 de Junho de 2014- Quinta Feira
O que poderíamos dizer a respeito da realidade que está por trás de afirmações como “o amor acabou ”?
O que diríamos é que o desaparecimento do amor seria verdade se o amor fosse um mero sentimento. De fato, o sentimento é uma realidade muito instável e pode crescer ou diminuir, aparecer ou desaparecer.
Mas não podemos nos esquecer de que o amor é muito mais do que um sentimento.
O amor humano é fruto da sensibilidade, e, antes de mais nada, é fruto da inteligência e da vontade. O amor é fruto sobretudo da vontade: de uma entrega, de uma doação.
Sendo fruto sobretudo da vontade, ele pode crescer cada vez mais e cresce à medida que vamos nos doando, vamos nos entregando à pessoa amada.
E aqui deixamos alguns exemplos de doação ao cônjuge
- pensar cada vez mais na pessoa amada;
- fazer-lhe elogios;
- fazer-lhe surpresas agradáveis;
- escrevermos-lhe mensagens;
- a enchemos cada vez mais de alegria;
- procuramos agradá-la;
- lutarmos contra o nosso egoísmo

 
Dia 13 de Junho de 2014- Sexta Feira
Um cônjuge é muito mais do que seus defeitos.
Um cônjuge é alguém que “com minha inteligência” escolhi para ser meu companheiro durante a vida e alguém a quem, “com minha vontade”, vou me entregando cada vez mais, vou me doando a cada dia, fazendo esse amor crescer com solidez.
E a doação não pode parar!!!
Como diz aquele famoso refrão que gosto de repetir: “o fogo do amor mantém-se vivo quando se queimam coisas novas”.
A doação da vontade faz também despertar o sentimento, e não deixa que ele esmoreça, apesar de percebermos coisas que nos desagradam no outro cônjuge.
E, se a doação não pára, não só o amor não pára como cresce cada vez mais.

Dia 16 de Junho de 2014- Segunda Feira 
Para que o amor no casamento cresça, o outro tem de tornar-se cada vez mais amável. E ele (ou ela) só se tornará mais amável se progredir, se efetivamente se for convertendo numa pessoa melhor.
Quem ama deve ser capaz de sacrificar-se pela pessoa amada, se quiser ele próprio tornar-se mais amável. Os filhos podem e realmente costumam exigir dos pais um grau de sacrifício que nenhum dos cônjuges seria capaz de inspirar. “Um homem supera-se a si mesmo mais facilmente por causa dos filhos.
É bom que marido e mulher se sacrifiquem um pelo outro; mas é melhor que se sacrifiquem juntos pelos seus filhos. O sacrifício compartilhado é um dos melhores laços do amor.
 
 
 
Dia 17 de Junho 2014- Terça-Feira
 
  O passado dia 09 de Junho foi um dia histórico que oxalá tenha brevemente as suas consequências positivas: O Papa Francisco juntou os presidentes de Israel e Palestina.
   A paz é fruto da guerra. Esperemos que este gesto seja o fim da guerra e o início da paz.
   Disse o Papa Francisco nesse dia: "Para fazer a paz é preciso coragem, muito mais do que para fazer a guerra."
    Não há dúvida que este Papa teve essa coragem e está a mudar o modo de ver e viver muitos aspetos da vida quotidiana corrente. Um Papa que age, que diz e faz, que dá exemplo. Que tem feito mais do que muitos políticos e governantes já ousaram.
   Rezemos todos pela paz como o Papa tanto nos impele.
  Façamos a paz também no pequenino mundo que nos rodeia: família, em casa, na rua, no trabalho, na escola. Que sejamos portadores de paz e não de discórdia. Para mudar o mundo e preciso o contributo de cada um.
 
      
Dia 18 de Junho de 2014- Quarta-Feira
 
Finalmente chegou ao fim o ano letivo.
As crianças estão de férias. Os pais nem todos mas mesmo que alguns já estejam não estarão os 3 meses de férias que os filhos têm.
 Muitas vezes pode ser uma dor de cabeça ter onde deixar os filhos nas férias.
Pense as férias dos seus filhos com calma e não os “despeje” apenas numa atividade qualquer apenas para ficar ocupado. Poupe-o a horários excessivos e aposte em algo que lhe seja do agrado.
A quem possa é sempre bom recorrer aos avós. O convívio entre várias gerações é de extrema importância e enriquecedor tanto para avós como para netos.
Cuidado com as companhias, com a vigilância. Fale com o seu filho conforme a idade que atravesse e avise dos perigos da vida, ensine-o e prepare-o para ser responsável e consequente com os seus atos.
E quando os pais estiverem de férias, não queiram apenas descansar sem que os filhos os chateiem, mas aproveitem a companhia e conversem em família e também a sós com cada filho. Saber dúvidas, esperanças, receios, curiosidades. Responda a todas as perguntas. Torne-se o melhor amigo do seu filho.
 
Dia 19 de Junho de 2014- Quinta-Feira
 
  Ainda em tempo dos santos populares não deixe de dar uma escapadela a Lisboa onde os bairros como Alfama, Bairro Alto, Mouraria e tantos outros se revestem de festa e tradição indescritíveis.
 Os santos populares são celebrados um pouco por todo o país mas não há dúvida de que em Lisboa ,e não desfazendo de outras cidades,  têm um sabor especial.
 Que encanto ver as ruas decoradas com os balões , grinaldas e manjericos. Ouvir um fado num ou noutro recanto, canções populares noutro e claro, sardinhas, sangria e um bom convívio entre amigos ou família.
 Aproveitar o que temos de bom no país, na tradição portuguesa, no que a vida nos dá.
 
Dia 20 de Junho de 2014- Sexta-Feira
 
 E quando o amor é uma forma de vida? Há pessoas mesquinhas que só estão bem se souberem tudo sobre a vida do vizinho para ir contar a terceiros e estes a outros. E se o olhar fosse um pouco mais positivo e mais além? E se o amor fosse uma forma de vida? Uma forma de ver os outros, de tratar os outros, de surpreender os outros com simples gestos simplesmente porque sim? Um filme de “Amélie Poulain” tornado realidade.
Amar é possível, manifestar amor é possível.
  E mais, não por nós próprios, não pela gratificação ou para que nos agradeçam mas simplesmente por se saber e querer amar. Mudar o mundo depende de cada um de nós e de pequenos gestos e palavras lisonjeosas e amigas.
 
 
 
Dia 23 de Junho de 2014- Segunda-Feira
 
  Na china a política do filho única está a destruir as famílias e a sociedade.
Há rapazes jovens que nunca irão casar dado não haver raparigas. O aborto seletivo continua a matar milhares de meninas. As famílias de 2 e 3 gerações que viviam no mesmo teto está a desaparecer.
Os idosos são cada vez mais e vivem cada vez mais sozinhos e isolados.
Os jovens tentam vidas noutros países.
  Na Europa e em Portugal o inverno demográfico não é tao grave mas também não é muito melhor. Por cada ano morrem milhares de bebés em abortos praticados. São poucas as famílias que se aventuram no terceiro filho e as que têm mais do que três já são olhadas como uma raridade.
Há que lembrar à sociedade que a Vida é o que dá sentido à vida. Se não houver novas vidas, acaba-se a vida. Parece um jogo de palavras mas tem o seu significado é de facto profundo. Urge agir, urge levantar vozes e braços. Como dizia o Papa João Paulo II: Não tenham medo aos filhos!
 
 
 
 Dia 24 de Junho de 2014- Terça-Feira
 
   Pablo Picasso disse uma vez que “ A Morte não é maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos..”
  Esta afirmação pode ter varias interpretações e dar para uma discussão filosófica sem fim.
  Poderia ser aplicada por exemplo á esperança por uma vida melhor que muitos perdem ao evoluir da vida, em tempos de crise como a que vivemos e parece não ter fim; à perda de valores que nos faz perder o rumo da existência e morrer para a verdadeira vida.
 Esta chamada de atenção impele-nos a continuar a ter esperança mesmo que contra toda a esperança, a continuar a acreditar que a vida tem coisas boas que há muito para agradecer e não apenas para lamentar.
Enquanto vivemos há que aproveitar a vida, viver a vida e transmitir alegria à nossa volta.
 
 
Dia 25 de Junho de 2013- Quarta-Feira
 
  Nas últimas semanas a comunicação social voltaram-se para o caso desta jovem sudanesa grávida de oito meses, condenada à morte por estar casada com um cristão.
 Não renunciou à sua fé apesar de todas as ameaças. Foi educada cristãmente e por Cristo estaria disposta a dar a sua vida e a do seu filho ainda não nascido.
 A pressão internacional e os apelos que estão a surgir para que não se aplique a pena máxima poderão valer a vida a esta sudanesa.
 Vivemos em Portugal, país relativamente pacato e uma história destas nos nossos dias, deixa qualquer um incrédulo. Como pode ser verídica?
 Numa sociedade supostamente evoluída onde deveria reinar a tolerância que tanta gente apregoa, o relativismo que tanto está de moda, como é possível acontecerem dramas destes?
 Deus queira que esta história tenha um final feliz e que a sociedade e o mundo respeitem de facto a tolerância e a fé de cada um.
  
 
Dia 26 de Junho de 2014- Quinta-Feira
 
 Em Espanha reabriu-se o debate sobre o aborto. Médicos e cientistas pró vida alertam para o facto de que o aborto não é um ato médico. Um ato médico cura e salva vidas, não as tira. A gravidez não é uma doença mas um dom enorme!
 Tantos casais que querem ter filhos e não conseguem, e ao contrário também tanta gente que engravida e não quer os seus filhos. Tanta injustiça como se o mundo estivesse ao contrário. Poderia aplicar-se o ditado popular “Dá Deus nozes a quem não tem dentes.”
 Como é possível uma mãe querer rejeitar o seu filho seja ele fruto de que tipo de relação seja. Porque não incentivar mais a adoção?
 A medicina é uma ciência voltada para a vida e não para a morte. Tantos e tantos esforços para por um lado se encontrar curas para doenças como o cancro, e por outro lado tentativas de tornar legais leis que matam como o aborto e a eutanásia. Inexplicável, insólito e absurdo!
 
 
Dia 27 de Maio de 2014- Sexta-Feira
 
  
Nunca é demais chamar a atenção para os cuidados a ter com a publicação de vídeos e fotos pessoais. Não esqueça que hoje em dia em qualquer procura de emprego, a primeira coisa que provavelmente a entidade patronal fará será tentar informação sobre os candidatos a emprego ao facebook, youtube etc..
 Se estas ferramentas podem ser úteis e amigas por um lado, podem tornar-se inimigas por outro. Não “poste” nada que um dia mais tarde o possa comprometer.
 Neste sentido, o Tribunal de Justiça da União Europeia declarou a obrigatoriedade dos motores de busca da internet serem obrigados a retirar links publicados no passado quando estes são danosos para uma pessoa. É consagrado assim o “direito ao esquecimento”, um como que apagar, “deletar”, fazer reset à informação disponível.
  
Dia 30 de Junho de 2013- Segunda-Feira
 
Contos de fadas. Quem já não acreditou, brincou ou sonhou com uma vida como nos contos de fadas?
 Deixe as crianças sonharem. A vida real nem sempre é um conto de fadas é certo, mas não proíba nem desanime as crianças de sonhar e brincar aos contos de fadas.
 Na vida temos de ter o gosto de aprender brincando e sonhando e não fomentar o medo da realidade da vida, de fazer algo mal, de errar, de brincar só baseado na realismo da vida.
 Os contos de fadas são até muito didáticos porque deles se pode sempre tirar uma lição. Nos contos de fadas, há fadas, princesas e bruxas. É bom que assim seja para cedo a criança começar a perceber que também na vida há princesas e bruxas. Há pessoas boas e outras menos boas. É bom a criança ter o desejo de ser uma princesa seja no modo de vestir, de agir, de falar e é bom que perceba que as bruxas acabam por perder sempre e ter um final não tão feliz.
 São das histórias mais básicas mas das mais didáticas. Leia-as para os seus filhos e deixe-os fantasiar e imaginar à sua boa vontade.
 
 
 
Dia 1 de Julho 2014- Terça-Feira


 

A legalização da “gestação de substituição”, conhecida por “barrigas de aluguer”, representa uma instrumentalização da vida humana e não tem em conta o superior interesse da criança, disse um jurista, especializado em assuntos da família, à Rádio Renascença.

A “gestação de substituição” regulamentaria a prática de pedir a uma mulher que engravide e leve a termo a gestação de um bebé que será posteriormente dado a outra mulher ou a um casal. A gravidez resulta de fertilização “in vitro”. 

Diogo Costa Gonçalves considera que uma criança nunca deve ser encarada como um projecto de realização pessoal: “Sempre que um embrião se torna não um bem em si mesmo mas um projecto de realização de alguém e em função de alguém, estamos a instrumentalizar a vida humana”.

 

Dia 2 de Julho de 2014- Quarta-Feira

 

 

Escreve Cristina Azevedo no Jornal de Notícias

O Miguel é irmão do meu cunhado.

Uma doença impiedosa levou-o aos 46 anos.

Ao contrário do que se podia esperar porque, para a maioria de nós, a morte é mesmo o contrário da vida, o Miguel foi capaz de, durante cerca de nove meses, enfrentar cada fase desta experiência como era preciso. Combativo, determinado, exigente, positivo, esclarecido, lutou em Portugal e fora aceitando tratamentos difíceis e acreditando na respetiva eficácia.

Quando, nesta última fase, se percebeu que a doença ia ganhar, deu-nos uma magistral lição de compreensão desse fenómeno sobrenatural que é a fé; a fé de que a vida não termina nesta passagem terrestre, e de que o amor é a ponte, a única ponte, que nos pode fazer aceitar sem um precipício pelo meio, as duas realidades.

 

Dia 3 de Julho de 2014- Quinta-Feira

 

      

 

O cônjuge ideal é aquele que se sinta tão seguro de si mesmo que nunca considere o outro seu rival, mas que, pelo contrário, seja possível viverem os dois para sempre como companheiros leais, dedicados a uma causa comum.

Um cônjuge que estabeleça um tal espaço de liberdade, que tudo o que disser seja pura transparência, de tal maneira que o outro não sinta temor de lhe manifestar tudo o que sente no seu interior, porque sabe que não se ofenderá.

O cônjuge ideal será aquele que tiver consciência da fortaleza e da debilidade do outro, sem que nunca lhe ocorra aproveitar-se delas.

Os seus braços serão refúgio para os momentos de desânimo do outro; e a fortaleza de um, trincheira aberta para os combates do outro.

 

Dia 4 de Julho de 2014- Sexta-Feira

 

 

Escreve Cristina Azevedo no Jornal de Notícias, os filhos sem pais são órfãos, o marido ou a mulher sem o cônjuge são viúvo ou viúva mas não há nome para quem perde um filho. São pais com um fogo lá dentro, misto de perda e de felicidade, de saudade e de orgulho, de revolta e de paz.

Sei que se pudéssemos evitaríamos que todos morressem; também sei que nos parece que só estamos programados para viver; por isso tantos de nós sobrevivem a tanto, aguentam tanto; mas ver um homem tão novo e tão cheio de vida e de planos, aceitar um destino tão imprevisto, põe-me a pensar que decerto sempre temos cá dentro um grão de infinito.

O hoje e aqui é sobretudo parte de um caminho e não um sprint pela realização apressada e tantas vezes trauliteira.

Não devíamos precisar de tão pungentes momentos para sentir que grande parte do que nos rodeia é menos do que a espuma dos dias

 


Dia 7 de Julho de 2014- Segunda-Feira

 
 

O cônjuge ideal é aquele que não teme entrar no recinto da ternura, não cora ao confessar-se débil nem se envergonha de pedir ao outro o estímulo para a luta de cada dia.

Um cônjuge que não interprete o amor como debilidade.

Um cônjuge que seja um manto de proteção para o outro, frente aos ataques do exterior, mas que também o proteja de si mesmo.

Um cônjuge que conhece os erros do outro e os aceita sem recriminar, e caminha a seu lado a fim de os corrigir.

Um cônjuge que em cada amanhecer alimenta o amor com um novo favo de mel; e que, antes de nascer o sol, se dirige ao jardim interior para cortar um cravo coberto de orvalho, e o oferece ao outro sem dizer palavra.

 

Dia 8 de Julho de 2014- Terça-Feira

 

O cônjuge ideal é aquele que sabe que, quando se voltam as costas ao sol (do outro cônjuge) só se veem sombras.

Um cônjuge que tenha os olhos abertos para o mistério geral da vida, aceitando com igual serenidade tanto a dor como a alegria, sem se assustar com a marcha ziguezagueante do espírito humano.

Um cônjuge que, sentado à sombra de uma fortaleza, se mantenha imutável frente às adversidades, sem se deixar abater pelos fracassos, transformando os contratempos em estímulos, e erguendo-se uma e outra vez sobre as cinzas do orgulho.


Dia 9 de Julho de 2013- Quarta-Feira

 

O recurso ao aborto supõe sempre uma escolha de alguém que decide pôr fim ao direito à vida de outra que, por regra, é o seu próprio filho.

Por vezes, os poderosos de turno, isto é, os avós do feto abortado ou os patrões da mãe também contribuem para pressionar a mulher a abortar.

A este propósito dizo o Papa Francisco na recente Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium”

 "(....) a defesa da vida nascente está intimamente ligada à defesa de qualquer direito humano (…).

É fim em sim mesmo, e nunca um meio para resolver outras dificuldades.

Se esta convicção caí, não restam fundamentos sólidos e permanentes para a defesa dos direitos humanos, que ficariam sempre sujeitos às conveniências contingentes dos poderosos de turno. (...)

Não é opção progressista pretender resolver os problemas eliminando uma vida humana"


Dia 10 de Julho de 2014- Quinta-Feira

 

O peso das crianças na população residente em Portugal caiu para metade em meio século, sendo essa redução mais acentuada nos últimos 30 anos, período em que o país «perdeu» cerca de 936 mil crianças, revelam dados do INE.

«Em 50 anos, a percentagem de crianças na população residente passou de 29,2%, em 1960, para 14,9%, em 2011, adiantam os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE)

«Consequentemente, o peso das crianças na população tem vindo a recuar de forma acentuada. Em 2013, o número de nados vivos de mães residentes em Portugal foi de 82.787, o valor mais baixo desde que há registos e representa menos 7,9% do que em 2012.

De acordo com os cenários da população residente elaborados pelo instituto para o período 2012-2060, o número de crianças em Portugal poderá sofrer uma quebra que variará entre 25% e 62%.

 

Dia 11 de Julho de 2014- Sexta-Feira

 

Importante saber, com uma daquelas certezas que brotam inegociáveis do fundo da própria alma, se estamos dispostos a amar a vida tal como esta se apresenta.

A dada altura compreendemos que falar sobre o ar, como faz o poeta Tonino Guerra, não tem de ser uma deriva, mas um chamamento à construção concreta que a vida é, confirmada (ou não) pelo nosso sim:

«O ar é esta coisa ligeira/ que te gira em torno à cabeça/ e torna-se mais clara/ quando ris».

Ou que quando Simone Weil repete que «a atenção é uma prece», ela mais não faz do que mobilizar-nos para a aliança com o agora, porque se não formos prudentes e generosos para manter os olhos maximamente abertos sobre o presente, que ciência poderá o futuro constituir para nós?

Estamos muitas vezes alienados da vida, separados dela, por uma muralha de discursos, de angústias, de confusas esperanças.

 

 

Dia 14 de Julho de 2014- Segunda-Feira

 

Há que escolher entre amar a vida hipoteticamente pelo que dela se espera ou amá-la incondicionalmente pelo que ela é, muitas vezes em completa impotência, em pura perda, em irresolúvel carência.

Condicionar o júbilo pela vida a uma felicidade sonhada é já renunciar a ele, porque a vida, em si mesmo, é dececionante (não temamos a palavra).

A sabedoria é a vida mesma: o real do viver, a existência não como trégua, mas como pacto, conhecido e aceite na sua fascinante e dolorosa totalidade.

E quando é que chega a hora da felicidade?, perguntamo-nos.

Chega nesses momentos de graça em que não esperamos nada.

Como ensina o magnífico dito de Angelus Silesius, o místico alemão do século XVII: «A rosa é sem porquê, floresce por florescer »

 

Dia 15 de Julho 2014- Terça-Feira

 

  No Iraque continua a perseguição aos cristãos pelos fundamentalistas islâmicos.

Igrejas e mosteiros são destruídos, vidas humanas tiradas pelo facto de serem cristãos. O caos, a desolação, o sofrimento.

   Notícias que infelizmente já passam por banais quando pelo contrário nos deveria levar a levantar vozes e unir esforços e forças para acabar com situações como estas.

   Contudo e apesar de tudo, vão chegando também testemunhos impressionantes de pessoas que apesar deste estado de crise e medo, mantêm-se firmes na fé e na esperança.

  Exemplos vivos para serem lembrados quando no nosso dia a dia nos apetece baixar os braços por cansaço, porque simplesmente não apetece e quando nos queixamos de coisas completamente secundárias e corriqueiras.

      

Dia 16 de Julho de 2014- Quarta-Feira

 

  Infelizmente hoje em dia uma das principais causas de acidentes de viação é o uso dos telemóveis. São proibidos por lei enquanto a conduzir mas infelizmente esta regra é transgredida muitas vezes.

 A Wolkswagen decidiu por isso fazer um vídeo bastante impressionante sobre este assunto.

 A Cisco também lançou um vídeo intitulado “Olhos postos na estrada”

 Deixe o telefone tocar, deixe soar o som de uma mensagem. Não tem de atender sempre, nem ler as mensagens assim que as recebe.

 Há que saber ter domínio próprio, dominar a curiosidade e sobretudo ser responsável e prudente. Principalmente se levamos crianças ou outras pessoas no carro.

 

 

 

Dia 17 de Julho de 2014- Quinta-Feira

 

  Ir ao cinema hoje em dia não é assim tão barato. É mesmo dispendioso se somarmos as pipocas, coca cola e óculos 3D.

  Mas , como em tudo, nem sempre nem nunca. Também é importante um programa diferente, uma saída com os amigos, um cinema com os filhos.

 O filme “Maléfica” com Angelina Jolie agrada a miúdos e graúdos. A vilã mais memorável da Disney regressa aos ecrans empenhada em praticar todas as espécies de maldades possíveis e imaginárias.

 Nunca vá contudo ao cinema sem se informar sobre o filme que eventualmente esteja interessado em ver. Há sempre filmes que são uma desilusão em termos de enredo, mas igualmente pela falta de conteúdo, de mensagem, de valores.

 Não vale a pena ver ou ler filmes ou livros que não são didáticos, que não divertem. Pelo contrário há que investir e estar atento para saber o que vale a pena ler e ver.

 

 

Dia 18 de Julho de 2014- Sexta-Feira

 

 Tempo de férias, calor, praia, areia.. Que bom! Se não está de férias, eis mais um fds à porta que pode soar a mini férias. Tire partido do tempo. Aproveite bem o fds.

 Muitas vezes lamentamo-nos ou porque as férias já acabaram ou porque ainda não começaram. Lamentamo-nos no verão porque está calor e no inverno porque está frio.

 Em vez de lamentações… encha-se de alegria e encha os outros ao seu redor de alegria!

 Um fim de semana são umas mini férias todas as semanas! Que sorte!

 Ser otimista, ver os acontecimentos da vida com novos óculos, de outro prisma e perspetiva. Importante para se conseguir ser feliz em qualquer circunstância. Saber estar no trabalho com a cabeça no trabalho e saber estar de fim de semana ou de férias sem pensar em mais nada senão em descansar, desfrutar e fortalecer relações familiares e de amizade.

 

 

 

Dia 21 de Julho de 2014- Segunda-Feira

 

  No passado dia 10 de Junho o santuário de Fátima encheu-se literalmente de crianças vindas de todas as regiões portuguesas para saudarem Nossa Senhora. Mas não é notícia televisiva. Para ser notícia televisiva, tem de ser algo chocante, horrendo, tem de soar a morte e drama.

Felizmente muitas coisas boas acontecem no mundo. Pena que só as desgraças ou críticas venham ao de cima.

 Isto pode ser transposto para a vida pessoal de cada um. Parece que cada alegria ou coisa boa que acontece não é notícia, mas se acontecer algo de menos bom contamos a toda a gente em tom de lamúria e à espera de compaixão.

 Sejamos otimistas, alegres! Olhemos para a vida com os óculos da felicidade. Todos os dias são dias de ação de graças. Todos os dias acontecem coisas ótimas que nem nos damos conta. O simples facto de acordar para mais um dia com vida e saúde, de ter os nossos a nosso lado. Fantástico! Tão bom se cada um espalhar e espelhar alegria e felicidade.

 

 

 Dia 22 de Julho de 2014- Terça-Feira

 

   Num dos recentes programas do Prós e Contras em que foi discutido a Igreja e Sexualidade, a intervenção de uma jovem foi de facto fantástica! Top dos Top! Uma jovem que sem vergonha admitiu que há 12 anos pensava tal e qual como muita gente, que a “igreja devia estar maluquinha com as suas regras”, mas que depois percebeu que afinal tinha toda a razão.

 São temas polémicos mas sobre os quais é preciso estudar e saber o que a igreja diz para se poder opinar. E não opinar porque toda a gente o diz ou pensa.

 Neste programa dizia Vanessa Machado que “ o sexo é querido por Deus. É uma coisa boa.” Relembrou que a função da sexualidade são duas: unitiva e procriativa. As duas têm de estar ligadas. A função procriativa sem a unitiva não é válida.

 A ciência não pode intervir a seu belo prazer em matérias que não lhe competem. A ciência tem de estar ao serviço do homem e da vida, mas não pode impor-se como um Deus que cria ou tira vidas.

 

 

 

Dia 23 de Julho de 2013- Quarta-Feira

 

 Uma notícia impressionante no World Press foi a de  Edward Green, o maior cientista e perito em SIDA, da universidade de Harvard, deu razão à greja no que refere o uso do preservativo e o combate à doença. Não é o uso do preservativo que acaba com o contágio. Bem pelo contrário, o seu uso espalha o contágio.

 Declarações impressionantes e que geram polémica e mau estar em muita gente.

 Mais impressionante ainda dado que Edward Green não é católico nem tão pouco contra o uso do preservativo. As afirmações baseiam-se pura e simplesmente em factos concretos e em estudos concretos.

 Este perito de diretor do “Projeto de investigação e prevenção da Sida” constatou que “as evidencias que temos apoiam os comentários do Papa Bento XVI. Não podemos associar miaor uso de preservativos com uma menor taxa de SIDA”

 

 

Dia 24 de Julho de 2014- Quinta-Feira

 

 O riso e o bom humor são os melhores e mais baratos dos remédios e combatem, no mínimo, o mal humor.

As crianças descobrem isso de forma espontânea poucas semanas depois de terem nascido.

Esse primeiro sorriso desperta em nós a maior das ternuras e os melhores sentimentos.

Durante toda a infância, o riso as acompanhará e encherão nosso lar com um dos mais belos sons. Cabe perguntar se, como pais, cuidamos que nossos filhos cultivem esse maravilhoso sentido que é o humor.

Cuidamos de que possam ver em seus erros e nos nossos uma oportunidade de olhar as coisas com perspectiva?

Passamos tempo com eles divertindo-nos?

 

 

Dia 25 de Julho de 2014- Sexta-Feira

 

O sentido do humor é necessário na vida familiar tanto como a disciplina, a educação ou os valores.

As relações entre pais e filhos que permitem e dedicam tempo às diversões com os filhos, que fomentam o bom humor e o sorriso tornam todos mais sadios, menos tensos e mais cordiais.

O sentido do humor á algo eminentemente humano. Permite-nos ver os problemas na sua dimensão correta, nem os superestimados nem os subestimados.

Saber rir-nos de nossos erros e asperezas facilita reconduzir situações que, de outro modo, aumentariam as tensões e os conflitos.

Aprendemos a ter sentido de humor.

 

 

Dia 28 de Julho de 2014- Segunda-Feira

 

As crianças adoram rir e ter brincadeiras.

As famílias que conseguem passar tempo divertindo-se juntas criam vínculos de relações mais estreitos e duradouros..

Uma menina de sete anos, após um passeio pela praia com seu pai e irmãos, no qual brincaram e correram todo o tempo, ao regressar ao lar, fez um desenho que transmitia com enorme força, os intensos momentos de diversão que acabava de viver.

Um pai ou uma mãe divertidos e alegres são tão ou mais dignos de crédito e respeito do que pais ásperos e condenatórios.

De fato, a nós mesmos é muito mais gostoso passar o tempo com pessoas de trato alegre e cordial do que com aquelas que sempre se queixam ou protestam por tudo.

 

 

Dia 29 de Julho de 2014 – Terça-Feira

 

O riso é uma das expressões que mais benefícios trás às pessoas:

  • É a expressão da alegria
  • Ativa a produção de endorfinas, transmissores químicos que levam alívio e bem-estar ao cérebro.
  • Liberta as tensões
  • Provoca uma resposta emocional única orientada à alegria e ao bem-estar.
  • Aumenta a captação de oxigênio.
  • Cria um ambiente positivo e cordial.
  • Ajuda-nos a ver os problemas em perspectiva.

Atrevamo-nos a ser divertidos, sejamos capazes de rir-nos de nossos próprios erros e de nossas próprias incapacidades, mostrando aos nossos filhos como crescer e melhorar como pessoas sem perder o sentido do humor

 

 

 

Dia 30 de Julho de 2014 – Quarta-Feira

 

Um dos pressupostos para uma solução no impasse conjugal de uma crise num casamento poderá ser o recurso ao fomento de um amor de benevolência, isto é, de se querer bem ao outro pelo que ele é.

Tal como  o amor de uma mãe pelo filho, no qual há uma entrega absoluta.

Assim, atinge-se a esfera mais alta do amor humano: a do amor pelo ser humano enquanto pessoa, donde decorre o compromisso de se zelar incondicionalmente pelos interesses do ser amado.

Dessa maneira, remove-se o vaivém do sentimento e este passa a ser, inclusive, instrumentalizado pela consecução do objectivo da vida em comum.

Quem capitaneia um barco, não o pode abandonar à deriva no meio da rota só porque apanhou um temporal, grande ou pequeno resolve abandoná-la no meio da rota. Que marido e mulher ajam da mesma forma em relação à barca do matrimônio, diante das marés revoltas das crises conjugais.

 

 

Dia 31 de Julho de 2014 – Quinta-Feira

 

Alguns truques práticos para usar no matrimónio:

Prestar atenção ao que o outro diz; respeito recíproco, polidez no trato mútuo, que afasta as querelas e as gritarias por motivos insignificantes; empatia, ou seja, tendência para sentir o que sentiria caso estivesse na situação e circunstâncias experimentadas pelo outro; diálogo diário, transparência no trato e abertura de coração no seio do casal, tomar decisões em comum; o desenvolvimento de atividades comuns pela família; o “olhar” para as qualidades do outro, reconhecê-las com freqüência e, principalmente, tornar-se merecedor dessa admiração; assumir erros e perdoar os do outro; corrigir oportunamente e não criticar; o cultivo da paciência; e, por fim, ter espírito de serviço.

Um autor brasileiro Guimarães Rosa, escreveu sobre um casal que se casou que  “Foram infelizes e felizes, misturadamente”.

O casamento não é um mar de rosas duradouro, mas vale a pena..

 

 

Dia 1 de Agosto de 2014- Sexta-Feira

 

O uso da internet está tão difundido em nossa sociedade que se tornou normal as crianças terem curiosidade em utilizá-la.

No entanto, isso cria um dilema para os pais: liberalizar ou não o uso da rede para os pequenos?

Essa é uma questão pessoal, mas se você decidir que seu filho pode estar conectado é importante tomar algumas medidas preventivas.

Geralmente, a partir dos 6 anos a criança já quer usar o computador sem a companhia dos pais. Dê um espaço a ela, mas não deixe de monitorizar e ajudar.

O ideal é que eles naveguem em sites com jogos ou de seus programas de TV favoritos, por exemplo.

A partir dos 8 anos já é comum que eles demonstrem interesse por outros sites, inclusive redes sociais e conversação on line, é bom então que nesse momento os pais não deixem de orientar e supervisionar as suas idas à net em face dos riscos da rede.

 

 

Dia 4 de Agosto de 2014- Segunda-Feira

 

Instrua os seus filhos a nunca passar informações pessoais pelo computador e a sempre respeitar os outros utilizadores.

Uma forma simples de explicar é dizendo que as mesmas regras da vida real valem para internet, ou seja, nada de ofensas ou falar com estranhos.

É muito importante que o computador esteja num ambiente compartilhado, como na sala, por exemplo, além disso, é essencial limitar o tempo e horários de uso do computador.

Existem também filtros de internet que ajudam os pais na sua tarefa de supervisão e controle de acesso a conteúdos. Mas o mais importante é ensinar seu filho a usar a internet. Para isso, é preciso, investir tempo e dedicação.

 

Dia 5 de Agosto 2014- Terça-Feira

 

  O tribunal Europeu de Direitos Humanos declarou que o casamento homossexual não é um direito.

  Um balde de água fria para quem defende que assim deveria ser, mas e felizmente, uma verdade nua e crua.

 Respeito sim, todos temos direito ao respeito e devemos respeitar os diferentes modos de vida e escolhas particulares, mas não transformar em direito algo que o não é.

 Assim como o adotar crianças não é um direito. Todas as crianças têm direito a uma família e ao amor dos pais, mas a adoção não é um direito. É uma forma de suplantar uma deficiência, uma falta.

 Há que saber acolher a verdade como verdade e distinguir entre o que se quer como opção de vida ou que se exige como direito.

      

Dia 6 de Agosto de 2014- Quarta-Feira

 

  Fale com os seus filhos sobre temas importantes como educação sexual. Chegue primeiro que outros. Antecipe-se. Responda às dúvidas e questões e não deixe para mais tarde porque não convém neste momento ou porque ainda é cedo.

  Hoje em dia sabe-se tudo, tem acesso a tudo e todo o tipo de informação das maneiras mais variadas, mas nem sempre as mais certas.

 Aprender algo com os amigos ou pela internet ou diretamente através dos pais é bem diferente.

 Como se diz popularmente: “ a falar é que a gente se entende”. É no diálogo franco e baseado na confiança e amizade que se consegue transmitir ensinamentos importantes.

 Ouça os seus filhos, as suas opiniões, os seus medos. Não critique, ensine e dê a sua opinião como amigo. E confie neles. A confiança e o diálogo são a base de tudo.

 Os pais são esse amigo e têm de ser a rocha de refúgio.

 
Dia 7 de Agosto de 2014- Quinta-Feira

 

   “Persecuted” é um filme que retrata a perseguição religiosa dos cristãos. O tema em si é atual e interessante, mas de facto é pena que a produção e realização deixem muito a desejar.

  A liberdade religiosa hoje em dia não existe na totalidade e é bem visível infelizmente nos confrontos na faixa de gaza. Em pleno século XXI onde impera o relativismo, onde se apregoa a liberdade de expressão, de tudo no fundo, onde a medicina já fez das mais fantásticas descobertas.. e assistimos a massacres como estes..

  Racionalmente inverosímil e incrível mas realidade.

  Há que saber dar as mãos a todos, respeitar cada individualidade, cada forma de pensar e viver em paz consigo próprio e com todos.

 Cada um de nós pode fazer a diferença neste mundo se cada um for promotor de paz à sua volta, de alegria e amizade.

 A paz no mundo depende de cada um no seu sítio. Se cada um de nós for uma pessoa pacífica e alegre, haverá certamente mais paz no mundo.

 

 

Dia 8 de Agosto de 2014- Sexta-Feira

 

  Fato de banho ou bikini? Para as senhoras esta escolha, bem como outras relativas à moda, pode ser muito importante. O bikini parece estar mais de moda. Este ano contudo parece que o fato de banho recomeça a ser mais visto.

 Um artigo italiano, do blog “senza pagare”, considera o fato de banho muito mais elegante do que o bikini. Claro que depende do corpo da mulher que o usa, mas mesmo no caso de pessoas magras e elegantes, o fato de banho foi eleito como o mais elegante. E há-os tão mas tão giros.

 As opiniões divergem e são todas válidas, mas uma coisa é certa: o importante é andarmos elegantes e giras!

 Andar na moda mas com elegância- deveria ser a máxima de todos.

 Há certas peças de roupa que de elegante não têm nada, nem favorecem a pessoa que as usa.

 Queremos liberdade para muita coisa, mas na moda caímos todos que nem uns patinhos e o que alguém usa, todos temos de usar.

 A moda tem de ser ditada por cada um. Cada um, cada uma, tem o seu estilo, o seu corpo e tem de saber vestir-se de acordo com o local, o evento, a hora do dia etc..


Dia 11 de Agosto de 2014- Segunda-Feira

 

  Finalmente ouve-se falar em termos políticos, em aumentar e incentivar a natalidade em Portugal.

  Bem sabemos que Portugal tem tido taxas e natalidade muito baixas o que causa consequências não só na economia mas na vida social.

  Finalmente parece que o governo está a acordar e pretende criar um decreto lei que ajude a aumentar a taxa de natalidade. Algumas das medidas seriam criar empregos em part time para as mães, maiores benefícios fiscais, flexibilizar horários laborais etc..

 Claro que se estas medidas forem implementadas não será do dia para a noite que se verá um aumento da natalidade. Levará uns anos a surtir efeito.

 Contudo há outra questão de raíz que tem de ser analisada e para a qual terá de haver medidas: a questão social do individualismo que se vive hoje, da busca do prazer a todo o custo, o fugir aos problemas e responsabilidades. Ter filhos é muito gratificante mas requer sacrifício, disponibilidade, requer deixar de pensarmos em nós para vivermos para os filhos, renunciar ao conforto do sofá para passear pela casa com o bebé ao colo que chora com cólicas.. E para estes pequenos sacrifícios será que a sociedade, os jovens de hoje estão preparados?

 Não basta um decreto lei mas é preciso todo um conjunto de medidas começando pela educação e pelo exemplo dos atuais pais para que esta mentalidade seja alterada.

 

 

 

 Dia 12 de Agosto de 2014- Terça-Feira

 

  Criar contas no facebook para os filhos pode ser um dilema hoje em dia. “Todos os meus colegas têm, porque não hei de ter?” Esta será com certeza uma pergunta muito ouvida pelos pais.

 A verdade é que para a nova geração que começa agora a acordar para a pré adolescência, o facebook é algo tão normal como seria para a geração dos pais, falar ao telefone.

 A tecnologia evolui muito rapidamente e ou a acompanhamos ou somos ultrapassados por ela.

 Em termos de educação não a podemos pôr de parte.

 Vale mais ensinar os nossos filhos a lidar com a tecnologia do que eventualmente os próprios criarem as suas páginas de facebook às escondidas dos pais.

 Crie com os seus filhos o seu perfil, defina as políticas de privacidade, ensine-as e verá que estará a ajudar os seus filhos a verem nos pais uns amigos que ajudam e que são “modernos”.

  

Dia 13 de Agosto de 2013- Quarta-Feira

 

  Saídas à noite. Cada vez mais cedo os rapazes e raparigas saiem à noite.

  Não é raro, até é frequente, ver rapazes e raparigas em bares à noite a partir dos 13, 14 anos.

 Uma dor de cabeça para os pais e mais um dilema a resolver. Deixar ou não deixar?   Até que ponto se pode proibir, a partir de quando se deve permitir?

 Questões sem dúvida nada fáceis de responder. Como em tudo, não existem regras, depende das saídas, das companhias, da maturidade de cada adolescente, de vários fatores que levam a ponderar a decisão.

 Nem sempre, nem nunca, também se diz na gíria e provavelmente poderá ser uma boa política. Nem permitir tudo mas também não proibir tudo.

 Quantos de nós, agora pais, não saímos de casa às escondidas dos pais pela janela, ou já depois destes estarem a dormir, para saírmos à noite.

 Os tempos eram outros, mas os perigos talvez não seriam diferentes dos de hoje.

 O que deve imperar será o bom senso, uma boa conversa com os filhos, conhecer os amigos com quem vão sair e confiança.

 

 

Dia 14 de Agosto de 2014- Quinta-Feira

 

  Portugal eleito como destino de férias na National Geographic na edição de Agosto/Setembro.

  Motivo de orgulho nacional e de nos fazer pensar, a nós portugueses, que temos muitas vezes o hábito de apenas criticar, que até temos um país bem bonito e de bastante interesse geográfico e histórico.

  Se para o turista estrangeiro é um bom destino, para nós portugueses também o é.

  Paremos um pouco para pensar neste nosso Portugal que tanto tem para oferecer e que precisa de novos heróis nacionais e não velhos do restelo.

 Como diz a capa da National Georgraphic: Portugal, descubra o velho mundo transformado e renascido. “Discover the world made new again”.

 De norte a sul de portugal, de Lisboa a Sagres, há tanto e tanto para ver, descobrir e/ou revisitar. Grande é o nosso Portugal!

 

 

 

Dia 15 de Agosto de 2014- Sexta-Feira

 

   Uma boa leitura para este verão pode ser o livro “Como ser feliz com 1,2,3,… filhos”. Livro escrito por uma mãe com 18 filhos, dos quais 3 já faleceram, que conta o dia a dia da sua família.

 Um livro muito descontraído, divertido e que ajuda imenso a descomplicar o dia a dia de outras famílias.

 A escritora Rosa Pich-Aguilera Roca conta como se organizam nas saídas, como são as refeições a cozinhar para tantos, como pode haver tranquilidade num lar assim. Qual o segredo para se conseguir gerir um lar tão numeroso?

 Uma leitura que descontrai, que se lê bem na praia, na esplanada e que proporciona uma grande lição de vida. Esta mãe para além de ser dona de casa, trabalha em part time, tem tempo para si própria e relata com imensa paixão a aventura do seu lar.

 A vida de família não se suporta com resignação, como um fardo pesado em que não se tem tempo para si próprio, mas gere-se com paixão, com amor e sim, também se tempo para si próprio. Até porque é importante ter-se tempo para si próprio. Não é egoísmo e é necessário. Necessário para recuperar forças, energias e equilíbrio para depois se poder voltar ao trabalho do lar com energia e otimismo.

  Contudo, é na família onde nos devemos sentir melhor, onde somos felizes e onde nos divertimos.

 

 

Dia 18 de Agosto de 2013- Segunda-Feira

 

  Em Julho uma família composta por 12 irmãos encantou o programa “America got talent”. Cantaram, tocaram e a mais pequenina de 3 anos dançou.

  O júri ficou boqueaberto por serem 12 irmãos, por saberem tocar vários instrumentos desde violino, guitarra e acordeão e por cantarem tão bem.

 Mas, o que ainda causa mais perturbação é a história desta família e seus pais.

 Os pais ficaram devastados com um acidente de viação que tirou a vida a 6 filhos que já tinham! Impressionante! Souberam contudo dar a volta, não se deixaram abater pelo desgosto mas refizeram a sua vida dando vida a mais 12 crianças.

 Eis um testemunho de coragem, fortaleza , generosidade e grande amor à vida.