sábado, 17 de maio de 2014

Pornografia - uma questão de saúde pública

A pornografia tornou-se tão generalizada nos EUA que merece ser tratada como uma “crise de saúde pública” a combater, tal como o tabaco ou o álcool ao volante, defendem especialistas.
“A pornografia é, hoje, a forma mais vulgarizada de educação sexual. Os estudos mostram que a idade média com que um americano é exposto pela primeira vez a imagens pornográficas está entre os 11 e os 14 anos e, acredite-me, não estamos a falar da Playboy do papá”, resumiu à AFP Gail Dines, professora de sociologia e de estudos femininos no Wheelock College de Boston e autora de livros sobre a matéria. “Essas imagens degradantes e misóginas são moeda corrente e despojam os jovens do direito a uma sexualidade realmente sã.”
(....)
Os sites pornográficos recebem mais visitas mensais do que o Netflix (um popular site de visionamento de filmes e séries de televisão, mediante uma subscrição paga), a Amazon e o Twitter juntos. Um terço dos downloads são pornografia.
Existem 4,2 milhões de sites denominados “para adultos” na Internet.
Os dados foram avançados por Gail Dines, que é também a presidente do grupo feminista Stop Porn Culture (“Para Acabar Com a Cultura Porno”).
A cimeira deste fim-de-semana pretende demonstrar que a pornografia é uma questão complexa da sociedade que deve ser encarada como um problema de saúde pública. Ela junta investigadores, académicos, trabalhadores sociais, especialistas em problemas de dependência, líderes religiosos e ex-profissionais da indústria pornográfica, que gera milhões de dólares de receitas.
“A pornografia provoca danos em relação aos quais não fazemos nada”, acusou Dawn Hawkins, directora da Morality in Media, uma associação que faz campanha contra a pornografia desde 1962. “Inúmeros estudos mostram que a pornografia faz mal”, disse a jovem activista. “Sabemos que quase todas as famílias americanas são tocadas pela pornografia.”
Donny Pauling, antigo produtor de filmes “para adultos” para a Playboy e para a Internet, deixou a indústria em 2006: ele garante ter testemunhado os efeitos nocivos da pornografia nas mulheres que colocava em frente da câmara.
Ele duvida por exemplo que Miriam Weeks, uma estudante de 19 anos na prestigiada Duke University (Carolina do Norte) que admitiu fazer filmes pornográficos para a Internet sob o pseudónimo de Belle Knox, tenha “o controlo do seu destino”, como afirmou. “Não acredito”, diz Pauling. “Recrutei mais de 500 raparigas para o sector e nenhuma voltou para me agradecer.”
Mary Anne Layden, uma especialista em violência sexual da Universidade da Pensilvânia, estima que a pornografia foi um factor em todos os casos de abusos sexuais que ela tratou enquanto psicoterapeuta.
“Quanto mais cedo os rapazes conviverem com a pornografia, mais susceptíveis se tornam à prática de actos sexuais não consentidos. No caso das raparigas, quanto mais vêem, mais susceptíveis ficam de vir a ser as vítimas”, diz.
Numa entrevista à revista Rolling Stone no mês passado, Miriam Weeks confessa que começou a ver filmes pornográficos aos 12 anos, e diz ter sido violada numa festa de liceu.
“É preciso dizer aos jovens que a pornografia manipula-os”, defende Gail Dines. Layden, por sua vez, espera que se as autoridades de saúde se interessarem pelo problema como uma questão de saúde pública, “poderemos obter os resultados que tivemos em relação ao tabagismo”.

Fonte: Público

O compromisso e a fidelidade do amor conjugal

 
 
O compromisso do casamento:
Prometo amar e respeitar na saúde, na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte nos separe... ...

"Ele tem 80 anos de idade e insiste em tomar o pequeno almoço com sua esposa.

Quando eu perguntei: "Por q...ue sua esposa está no lar?"
Ele disse: "Porque ela tem alzheimer (perda de memória)".

Então eu perguntei: "A sua esposa espera para compartilhar o pequeno almoço?"
Ele respondeu: "Ela não se lembra, não sabe quem eu sou, há cinco anos atrás já não me reconhece."

Admirado, eu disse: "Ainda continua a fazer o pequeno-almoço com ela todas as manhãs, mesmo que ela não te reconhece!".

O homem sorriu, olhou para os meus olhos e apertou minha mão.
Em seguida, disse: "Ela não sabe quem eu sou, mas eu sei quem ela é."
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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Ninguém está isento de ajudar os pobres !!!



Ponto 201
Exortação Apostólica "A Alegria do Evangelho"

 "Ninguém deveria dizer que se mantém longe dos pobres, porque as suas opções de vida implicam prestar mais atenção a outras incumbências.
Esta é uma desculpa frequente nos ambientes académicos, empresariais ou profissionais, e até mesmo eclesiais. Embora se possa dizer, em geral, que a vocação e a missão próprias dos fiéis leigos é a transformação das diversas realidades terrenas para que toda a atividade humana seja transformada pelo Evangelho171, ninguém pode sentir-se demitido da preocupação pelos pobres e pela justiça social: «A conversão espiritual, a intensidade do amor a Deus e ao próximo, o zelo pela justiça e pela paz, o sentido evangélico dos pobres e da pobreza são exigidos a todos.»172
 
Temo que também estas palavras sejam objeto apenas de alguns comentários, sem verdadeira incidência prátic
201. Ninguém deveria dizer que se mantém longe dos pobres, porque as suas opções de vida implicam prestar mais atenção a outras incumbências. Esta é uma desculpa frequente nos ambientes académicos, empresariais ou profissionais, e até mesmo eclesiais. Embora se possa dizer, em geral, que a vocação e a missão próprias dos fiéis leigos é a transformação das diversas realidades terrenas para que toda a atividade humana seja transformada pelo Evangelho171, ninguém pode sentir-se demitido da preocupação pelos pobres e pela justiça social: «A conversão espiritual, a intensidade do amor a Deus e ao próximo, o zelo pela justiça e pela paz, o sentido evangélico dos pobres e da pobreza são exigidos a todos.»172 Temo que também estas palavras sejam objeto apenas de alguns comentários, sem verdadeira incidência prática. Apesar disso, tenho confiança na abertura e nas boas disposições dos cristãos e peço-vos que procureis, comunitariamente, novos caminhos para acolher esta renovada proposta.
a. Apesar disso, tenho confiança na abertura e nas boas disposições dos cristãos e peço-vos que procureis, comunitariamente, novos caminhos para acolher esta renovada proposta".
 
 
Papa Francisco

Notas da Federação Portuguesa pela Vida sobre o aborto em 2013

 
 
 
1.      Em números absolutos em 2012 houve 18.615 abortos a pedido da mãe (modalidade introduzida pelo referendo de 2007) e em 2013 (números provisórios) houve 17.414, isto é, menos 1.201 abortos, menos 6,45% que no ano anterior
2.      Em 2012 houve cerca de 89.841 nascimentos e em 2013 estes foram 82.787, isto é, menos 7.054, menos 8% (fonte: http://www.pordata.pt/Portugal/Nados+vivos+de+maes+residentes+em+Portugal+total+e+fora+do+casamento-14)
3.      A incidência do aborto legal (abortos/nascimentos) aumentou de 21,3% (em 2012), para 21,7% (em 2013, números provisórios)
4.      Em termos práticos isto significa que praticamente uma em cada cinco gravidezes termina em aborto.
5.      A reincidência do aborto (isto é, quem abortou no ano, já o tinha feito no próprio ano e/ou em anos anteriores) aumentou de 26% para 27,8% (números provisórios de 2013). Isto é, aproximamo-nos de uma fasquia de um em cada três abortos, ser uma repetição (=utilização do aborto como método contraceptivo)
6.      O aborto continua gratuito (não paga taxa moderadora), dá direito a uma licença de 15 a 30 dias, paga a 100%, e as grávidas dos Açores que vem abortar a Lisboa tem direito a deslocações todas pagas para si e um acompanhante.
 
Os números hoje divulgados vem confirmar a pertinência da Moção “Aborto: Respeitar o Referendo, Rever a Regulamentação” que foi aprovada em Fevereiro deste ano no XXXV Congresso do nosso partido. Retomaremos a esse propósito e em breve contacto no sentido de assegurarmo-nos que, como sufragado no Congresso, nesta legislatura ainda, seja iniciado e levado a bom termo o processo político e legislativo de revisão da regulamentação da lei do aborto.
 

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Formação sobre educação sexual, em Leiria

 
 
FORMAÇÃO: QUEM TEM INFLUÊNCIA SOBRE OS NOSSOS FILHOS?
+
Divulgação do programa Protege o Teu Coração
 
            No ambiente familiar criam-se as melhores condições para “sacar o melhor” de cada ser humano que o forma. Com um amplo repertório de temas. Nesta formação, procuramos ajudar os pais e educadores a que…
· Conheçam e apliquem ferramentas pedagógicas com sentido prático;
· Apreciem melhor “o mundo” do adolescente contemporâneo;
· Aprendam a “relacionar-se afetivamente” com cada filho;
· Influenciem com otimismo os filhos para que desenvolvam com liberdade as características próprias de um bom caráter;
· Conheçam um projeto de educação da sexualidade, através da educação do caráter, implementado em todo o mundo e já em várias escolas do nosso país.
 
· Que influência têm os pais sobre os filhos?
· Quem influencia os nossos filhos?
· Como ajudar os filhos a serem críticos na sociedade atual?
· Que boas práticas de autoridade devo ter para uma boa ligação emocional?
 
            Os pais competem hoje com outras influências poderosas, presentes dentro e fora do ambiente familiar. Como em todas as competições, há vencedores e vencidos, o estilo de comunicação entre pais e filhos converte-se num aspeto crítico para poder exercer uma influência adequada sobre os filhos.
            
            Objetivos da formação:
· Identificar diferentes fontes de influência;
· Mostrar boas práticas de autoridade que permitam influenciar positivamente.
· Descobrir a importância de estabelecer uma boa “ligação” emocional.
· Aplicar modos práticos para melhorar a ligação com os filhos.
 
 
31 de maio (9h30m-12h30m), sábado
 
Auditório do Centro Associativo Municipal de Leiria
(Mercado Municipal, 1.º andar, por cima dos talhos)
 
Certificado: 2€ por pessoa / Inscrições até 24 de maio
(a pedir no ato da inscrição)
 
 
Inclui material de apoio e coffee break
 
Lugares limitados
 
Inscrições através do mail adav.leiria@gmail.com (preencher fica de inscrição) ou
do telemóvel 965 11 22 19
 
INSCRIÇÕES LIMITADAS À CAPACIDADE DO AUDITÓRIO
 
AJUDE-NOS A DIVULGAR ESTA INICIATIVA. OBRIGADO!

terça-feira, 13 de maio de 2014

Em 17.964 abortos feitos em 2013, 301 mulheres são repetentes no mesmo ano

 
 
É nas unidades do Serviço Nacional de Saúde que continuam a ser feitas a maior parte das interrupções de gravidez (69%), apesar de se ter verificado uma diminuição ligeira (um ponto percentual) face ao ano anterior. A diferença, no ano passado, é que a Maternidade Júlio Dinis (Porto) foi a que fez mais interrupções de gravidez no SNS, mais ainda do que a Maternidade Alfredo da Costa (Lisboa). Nas unidades privadas, a Clínica dos Arcos, na capital, continuou a ser de longe a que mais abortos fez.
 
O perfil das mulheres que abortam não tem diferido substancialmente de ano para ano. Em 2013, 40% não tinham filhos e mais de metade (52,1%) tinham um ou mais filhos. Por idades, continuam a ser as mulheres entre os 20 e os 24 anos que mais abortos fazem, seguidas das mulheres entre os 25 e os 29 anos e entre os 30 e os 34 anos . No ano passado, destaca o relatório, manteve-se a tendência decrescente em mulheres com menos de 20 anos (11,2% do total).
 
Quase três quartos das mulheres (72,2%) nunca tinham abortado, 21,5% tinham feito um aborto e 4,9%, dois, enquanto 1,4% admitiam ter feito três ou mais.
O documento revela ainda que, em 2013,  301 mulheres (1,7%) já tinham feito um aborto nesse ano.
 
Um reflexo da crise é o facto de quase um quarto das mulheres que interromperam a gravidez em 2013 (23,6%) estarem desempregadas. Um novo aumento face a 2012 e 2011, anos em que já se tinha verificado um acréscimo neste grupo, que passou desse essa altura a ser o predominante. A seguir, surgem as trabalhadoras não qualificadas e as estudantes.

Fonte: Público

Sobre a etiologia da homossexualidade

The most publicized research studies on the causes of homosexuality have been those examining the role of genetics. Indeed, a number of studies have attempted to assess the heritability of the homosexual orientation. The primary way of examining the genetic contribution to a given behavior or disposition such as sexual orientation is through twin studies. The premise is that by comparing monozygotic (MZ) twins (who share 100% of their genetic code), dizygotic (DZ) twins and biological siblings (who both share approximately 50% of their genetic code), and adopted siblings (who have none of their genetic code in common), researchers can glean an understanding of whether a trait is heritable and to what extent (Billings & Beckwith, 1993).

However, in order to truly assess the effects of genes, one has to control or neutralize the contribution of environmental factors in the development of the characteristic in question. Such environmental factors could include anything from position in the womb, maternal nutrition, and the hormonal milieu of the uterine environment to post-natal care, early illnesses, parenting style, family constellation, education, socialization, and so forth. These influences can have profound effects not only on a person’s behavior but even on their biological make-up.

Thus, researchers are coming to recognize that the hard division of nature—nurture is no longer tenable. It is always a “both—and”, especially in traits as complicated as sexual orientation. It is important to note that several of the factors listed above pertain to the prenatal environment. In this period of development, the environment can have profound effects on the organism, and this will be discussed further below.

In the most desirable type twin study, researchers examine MZ twins who were separated at birth and reared apart. This is considered the ideal in behavioral genetics. As the reasoning goes, since such twins have the same genetic code but are reared in different environments, any behavioral similarities they manifest likely have a strong genetic basis. Unfortunately, these situations are rare, and they are extremely so if the trait being studied is itself uncommon. Homosexuality is just such a case.

A great deal of research in recent years has shown that roughly 2-3% of men in the United States are homosexual (Fay, Turner, Klassen, & Gagnon, 1989; Rogers & Turner, 1991; Leigh, 1993; Billy, Tanfer, Grady, & Klepinger, 1993; Seidman & Reider, 1994; Black, Gates, Sanders, & Taylor, 2000). The figure is even smaller for women, approximately 1-2% (Diamond, 1993; Laumann, Michael, Gagnon, & Michaels, 1994; Wellings, Field, Johnson, & Wadworth, 1994).

Thus, locating MZ twins who were separated at birth and of whom at least one twin developed a homosexual orientation is unfeasible. Moreover, such a twin study (MZ twins reared separately) does not in fact neutralize the environment to the extent that researchers surmise. The reason for this is that MZ twins, even if they are separated from the moment of birth forward, still shared the same, profoundly influential environment for the previous nine months. Thus, every twin study, no matter how elegant in design, cannot fully tease apart the effects of genes and environment.

Researchers try to cope with these difficulties by comparing MZ twins who were reared together with other sibling pairs such as DZ twins, normal biological siblings, and adopted siblings with no biological relation between them. Bailey and Pillard (1991) followed this general paradigm by examining family patterns of adult males with homosexual orientation who had either a MZ twin, DZ twin, or adopted brother. These researchers found a concordance rate (if one twin was homosexual, the other was as well) of 52% among the male MZ twins who were reared together in the study. The figure for female MZ twins was 48%.

Likewise, male DZ twins reared together showed a concordance rate of 22% (16% for women) but this was not significantly different from the rate for adoptive brothers (Bailey & Pillard, 1991). What this study shows is that there may be a genetic component to homosexuality, but there appear to be substantial environmental factors as well. Why else would the concordance rate among MZ twins be so much less than 100% and why would there be any concordance at all among adoptive brothers?

Though far from conclusive, this study by Bailey and Pillard was highly influential. Several such twin studies followed, and, taken together, the lowest concordances found for homosexuality among MZ twins was 47% for men and 48% for women (Bailey, Dunne, & Martin, 2000). However, the samples of twins included in these studies were largely recruited through advertising in gay or lesbian publications. This creates the possibility of “ascertainment bias”.

In other words, “twins deciding whether to participate in a study clearly related to homosexuality probably considered the sexual orientation of their co-twins before agreeing to participate” (Bailey et al., 2000, p. 533). This non-random sampling, of course, would result in biased data. Bailey, Dunne, and Martin (2000) overcame this methodological weakness by using a large sample (N=4901) of adult twins recruited from the Australian Twin Registry. In that study, the researchers identified 27 pairs of male twins in which at least one of the men was homosexual. However, only 3 of these pairs were concordant (both twins were homosexual).

Thus, 3 of 27 pairs of male twins (approximately 11%) were concordant on homosexuality in this systematic study. Likewise, only 3 of 22 pairs of female twins (approximately 14%) were concordant. These researchers conclude, “These rates are significantly lower than the respective rates for the two largest prior twin studies of sexual orientation…. This suggests that concordances from prior studies were inflated because of concordance-dependent ascertainment bias” (Bailey, et al., 2000, p. 533). They go on to state,

Consistent with several studies of siblings… we found that sexual orientation is familial. In contrast to most prior twin studies of sexual orientation, however, ours did not provide statistically significant support for the importance of genetic factors for that trait (p. 534).

This does not rule out the possibility that there is a genetic component to homosexuality but rather suggests that “sexual orientation is inherited, if at all, in a complex manner” (Bailey & Pillard, 1995, p.144, emphasis added).

A second line of research examining the supposed genetic basis for homosexuality employs the molecular analysis of blood samples from relatives of homosexuals and a method called linkage analysis, which maps genes onto chromosomal regions, to identify the specific gene or genes that influence sexual orientation. Based on evidence that “gay men have more homosexual uncles and cousins through the maternal line than on the paternal side” some researchers have attempted to identify an X-linked gene that influences male sexual orientation (Rahman & Wilson, 2003, p. 1342).

Hamer, Hu, Magnuson, Hu, and Pattatucci, (1993) initially reported findings consistent with this hypothesis that implicated the chromosomal region Xq28 in the heritability of male homosexuality. A similar though weaker relationship was reported later by members of the same research group (Hu et al., 1995).

However, the methods used in these studies and therefore the reported results have been called into question. Risch, Whleeler, and Keats (1993) criticized the research design and statistical methods used by Hamer et al. (1993) and asserted that their conclusions might not be supported by the data. In addition, Rice et al. (1999) attempted to replicate the previously reported link between Xq28 and male homosexuality using similar methods in independently conducted genetic studies, but their results did not support the Xq28 hypothesis. Indeed, these researchers stated,

It is unclear why our results are so discrepant from Hamer’s original study. Because our study was larger than that of Hamer et al., we certainly had adequate power to detect a genetic effect as large as was reported in that study. Nonetheless, our data do not support the presence of a gene of large effect influencing sexual orientation at position Xq28 (Rice et al., 1999, p. 668).

These issues were again revisited in the journal Science in 1999 (Hamer et al., 1999; Rice, Risch, & Ebers, 1999). It is clear from these articles that because scientists are treading on new methodological ground, there is no simple solution to this question. The methods being used in these studies have not been tested and verified in studying a trait as complex as sexual orientation. Hamer et al. (1999) defended their approach and attempted to meta-analyze four studies in this area concluding that they collectively support the Xq28 hypothesis.

However, Rice, Risch, & Ebers (1999) pointed out that if only those studies carried out by independent investigators are considered, which is necessary to reduce potential biases, no researchers outside Hamer’s own group has found support for the Xq28 hypothesis: “Thus, the conclusion remains that the original studies of Hamer and colleagues are not replicated” (Rice, Risch, & Ebers, 1999, p. 806).

A study conducted by Bailey et al. (1999) also examined the hypothesis that homosexuality is the result of an X-linked gene using more stringent standards in recruitment analysis than many previous studies. Three sampling techniques were utilized: recruitment from an HIV clinic, a gay pride parade, and through homophile publications. All participants were interviewed about familial patterns of non-heterosexuality. Only the sample attained through magazine advertisement knew of this purpose of the study. The researchers found a rate of occurrence of homosexuality among brothers of a homosexual male ranging from 7.3% to 9.7%.

This suggests a modest familial (not necessarily genetic) component to the origin of male homosexuality. Bailey et al. (1999) also found a slight increase in the appearance of female homosexuality among sisters of gay men. However, the familial patterns of homosexuality observed in this study did not support the Xq28 hypothesis. “This study found no evidence that male sexual orientation is influenced by an X-linked gene” (Bailey et al., 1999, p. 84).

One final study worth mentioning was recently conducted by Mustanski, DuPree, Nievergelt, Bocklandt, Schork, and Hamer (2005). Using blood samples of 456 individuals from 146 unrelated families, the researchers conducted for the first time a search of the entire human genome for a genetic basis to male homosexuality. Though three gene regions resulted in elevated values, none were large enough to generate a statistically significant result. In addition, they found no evidence of a link to the Xq28 region. Thus, as stated above, research into the genetic basis for homosexuality, taken as a whole, is inconclusive. While there may be a modest heritability to such an orientation, the existence of an overriding gay gene seems highly unlikely at this time.

Another biologically based line of research bearing on the question of the etiology of homosexuality deals with the pre-natal environment. As already alluded to, fetal development is a remarkably crucial time in the development of the human organism. In particular, brain systems develop rapidly during this period and are quite sensitive to hormonal and other biochemical influences.

Normally in a male child, his testes will begin producing testosterone during the fetal period which masculinizes various body structures and systems. (Girls produce androgens as well from their adrenal glands, though usually in much smaller quantities than boys who produce them in their testes and adrenals.) Besides the obvious differences such as genitalia, musculature, etc., this masculinzation process affects the development of various brain structures and, thus, their functions (see chap. 8 of Baron-Cohen, 2003). The development of the child in the womb can also be influenced by the mother’s hormone levels. It has been hypothesized that abnormal hormone levels or other deviations during the fetal period could be responsible for the development of non-heterosexual orientations (for reviews, see Mustanski, Chivers, & Bailey, 2002; Rahman & Wilson, 2003).

Researchers have made various attempts to study such an effect upon the development of homosexual orientations. While for ethical reasons, experimenters cannot manipulate the hormonal milieu of the prenatal environment in humans, they can study cases in which such abnormalities occur naturally to see if a homosexual orientation is more likely to result. In addition, a certain amount can be learned from animal studies. Finally, somatic and neuropsychological variables known to be strongly affected by prenatal hormones can be compared in adults to see if they differ according to sexual orientation.

All of these methods have been utilized, and it appears that in some respects, female homosexuals appear to have experienced increased prenatal androgenization compared to heterosexuals (more masculine auditory systems and waist-to-hip ratio, higher salivary testosterone levels, less desire to give birth, etc.). Likewise, on some measures homosexual men appear to have been less androgenized than heterosexual men (more female-like pubertal onset, weight, height, cognitive spatial abilities, and language abilities; higher rates of non-right handedness).

However, on other measures homosexual men appear hypermasculine, i.e. exposed to greater quantities of androgens (more masculine relative finger lengths, possibly larger penises [according to two studies: Nedoma & Freund, 1961; Bogaert & Hershberger, 1999], and possibly hypermasculine auditory systems [see McFadden, 2002]). Some differences in the size and shape of certain adult brain structures have also been identified across sexual orientation categories, but it is unknown whether these neural differences cause or are consequent upon homosexual lifestyles. After all the brain is a “plastic” structure that changes throughout life in response to one’s genetic/biological endowment, experiences, and behaviors.

Thus, the data on the role of prenatal androgens are very complex, and no scholarly consensus exists on how to integrate and interpret them. If abnormal androgen levels are what drive these differences, they appear to affect males and females differently since homosexual men and homosexual women do not always differ from their heterosexual counterparts on the same variables.

Moreover, the data on homosexual men are mixed. Rahman and Wilson (2003) put forward the hypothesis that perhaps a genetic factor in some men alters the distribution of androgen receptors in various brain structures. Thus, when exposed to prenatal androgens at whatever level, the result will be that some brain structures will be more masculinized than normal and others will be less masculinzed than normal because of the redistribution of the receptors. While this makes a good deal of sense, the research has not yet shown this to be the case.

Perhaps the most well replicated phenomenon related to the causes of homosexuality is the “fraternal birth order effect”. To put it simply, “Several studies, which collectively examined over 7000 subjects, have shown that homosexual men have, on average, a greater number of older brothers than do comparable heterosexuals” (Ellis and Blanchard, 2001, p. 543).

Thus, something about being born later in a line of several brothers seems to increase the likelihood of male homosexuality. Researchers believe that the fraternal birth order effect per se is not the ultimate causal factor of male homosexuality in these cases but that there is some other mechanism in place that mediates the effect. However, what this causal mechanism is is still highly debated. Most favor a biological explanation such as a fluctuation in prenatal androgens or increased maternal immune system response related to multiple, successive male pregnancies.

Another possibility with mixed empirical support suggests that maternal stress, which could increase with the births of multiple sons, may alter fetal development in such a way as to increase the likelihood of a homosexual orientation. Stress hormones are in fact produced in the adrenal glands (and are therefore, androgens or at least androgen-like) and can interfere with normal fetal development.

Other explanations for the fraternal birth order effect are psychosocial in nature and posit such potential causes as ostracization of boys by older brothers or increased early sex play among boys with several older brothers (see James, 2004a; 2004b). Presently, however, the fraternal birth order effect remains largely unexplained in the absence of any overwhelmingly conclusive evidence.

Moreover, it is important to note that according to researchers only 14.8% to 15.2% of homosexual men can attribute their orientation to this effect (Cantor, Blanchard, Paterson, & Bogaert, 2002). Though it is a well established and easily identifiable phenomenon connected with the genesis of male homosexuality, the fraternal birth order effect does not appear to be the primary cause of homosexuality in the majority of gay men. Nothing analogous to this effect has been found in women.

In light of the foregoing, it is important to recall that sexual orientation does not emerge immediately upon conception and birth but takes time to develop throughout childhood, adolescence, and even adulthood. Thus, there is a great deal of room for experience to affect this process. Consequently, researchers investigating the various factors discussed above agree that rather than causing homosexual orientation directly these influences likely precipitate a set of pre-homosexual traits and dispositions that in turn increases the likelihood of adult homosexuality (Bailey & Zucker, 1995; Dunne, Bailey, Kirk, & Martin, 2000).

The term coined for this is childhood gender nonconformity (CGN), which simply refers to a certain conglomeration of sex atypical traits (physical, psychological, and behavioral features). CGN is known to be consistently associated with later homosexual orientations as well as many of the biological and familial factors discussed above (Bailey & Zucker, 1995). However, since not everyone with CGN develops an adult homosexual orientation, there must be some environmental influences that contribute to such a development. These could include for instance failed relationships with one’s parents and/or peers.

Indeed, classic psychodynamic theory held that male homosexuality was primarily caused by a maladaptive family pattern in which the father is weak and distant and the mother is over-controlling (roughly the reverse is posited for females). While there has been very little data in the last 20 years supporting these specific claims, research does emphasize the importance of relationships in the development of sexual orientation. For instance, an interesting study by Landolt, Bartholomew, Saffrey, Oram, and Perlman (2004) examined the relationship between CGN and rejection from parents and peers in a sample of 191 gay and bisexual men. They found, “Gender nonconforming behavior in childhood was associated with maternal, paternal, and peer rejection” among these gay and bisexual men (p. 124).

Another recent study, though methodologically weak, found that among a sample of Catholic seminarians, those admitting a homosexual orientation also reported “more emotional distance from their fathers than heterosexual seminarians” (Seutter & Rovers, 2004, p. 46).

Bem (1996; 2000) proposed a model of sexual orientation development which he dubbed the “exotic becomes erotic” theory. He proposes that biological variables influence childhood temperaments which in turn affect a child’s degree of gender conformity. A child who has nonconforming traits and behaviors feels him/herself to be different from peers. This “feeling different” from same-sex peers can evolve into an erotic attraction in adolescence:

An individual’s protracted and sustained experience of feeling different from same- or opposite-sex peers throughout childhood and adolescence produces a correspondingly sustained physiological arousal that gets eroticized when the maturational, cognitive, and situational factors coalesce to provide the critical defining moment (Bem, 2000, p. 539).

While these various accounts all have merit to them and a certain ring of truth, one aspect of the development of a homosexual orientation not explicitly tapped in any of them is the role of child sexual abuse (CSA) and other early sexual experiences. There seems to be a link between CSA perpetrated by men (or older males) against boys that predisposes these boys to later identify as homosexual.

Indeed, one reviewer states, “The effects of sexual victimization on male children, placed in the context of the prevailing concept of masculinity, include mental disorders, the probability of becoming rapists and incest offenders as adults, and the development of homosexual identification” (Vander Mey, 1988, p. 61). Several studies support this claim. For instance, Finkelhor (1984) found a statistically significant relationship between CSA victimization and later homosexual activity in adulthood (cited in Dimock, 1988). In a study of 25 adult males who had been sexually abused in childhood, the majority of these men experienced “masculine identity confusion” characterized by “confusion regarding sexual preference and… male roles” (Dimock, 1988, p. 208). Homosexual feelings and/or behaviors were common among these men. Noting that “the literature reports that there may be a significant number of gay men who have been sexually abused as children,” Schwartz (1994) presented clinical data from eight men who had been victims of CSA. “Six of the eight men identified themselves as homosexual in their sexual identity; two were heterosexual. Of the two heterosexuals, one continuously questioned his sexual orientation” (Schwartz, 1994, p. 182).

Likewise, Johnson & Shrier (1985) compared 40 male victims of CSA and an age-matched control group and found that 47.5% of the CSA victims went on to develop a homosexual orientation and another 10% became bisexual. “The study group identified themselves as currently homosexual nearly seven times as often and bisexual nearly six times as often as the control group” (Johnson & Shrier, 1985, p. 374).

These small studies finding an increased likelihood of homosexual identification in male victims of CSA are corroborated by at least twelve more recent and systematic ones that have all documented elevated rates of CSA among homosexual men (Saewyc, Pettingell, & Skay, 2004; Kalichman et al., 2004; Ratner et al., 2003; Garcia, Adams, Friedman, & East, 2002; Dolezal & Carballo-Diéguez, 2002; Tomeo et al., 2001; Paul et al., 2001; Krahé et al., 2001; Paris et al., 1995; Doll et al., 1992; Baier et al., 1991; Haverkos, Bukoski, & Amsael, 1989; for reviews see Relf, 2001; Holmes & Slap, 1998). For instance, using a nonclinical sample of 942 participants, Tomeo et al. (2001) found that 46% of homosexual men had been sexually abused as a child by a man. This was significantly greater than the 7% rate found among heterosexual men in that study. Among a sample of 307 Latin American men who have sex with men (MSM), Dolezal and Carballo-Diéguez (2002) observed “that early sexual contact [with males] is common among these men.

Fifty-nine percent had had some sexual/genital contact prior to their 13th birthday. In the majority of those cases, they had a partner who was at least 4 years older than they were” (p. 169-170). Finally, in a systematic study of 2881 MSM, Paul et al. (2001) found that one fifth had experienced CSA. They state,

Our study confirms and extends prior research indicating high prevalence levels of childhood sexual abuse (CSA) among MSM. Such prevalence levels might be higher if we had elicited data about experiences involving non-contact sexual victimization (i.e., sexual exposure or exhibitionism). Overall, these men’s CSA experiences were characterized by high levels of penetrative sex, physical force, and perceptions of these events as distressing (Paul et al., 2001, p. 575).

Interestingly, some research suggests that boys who have gender nonconforming traits such as effeminate physical features are rated as more attractive by adults than a control group of typical boys (Zucker, Wild, Bradley, & Lowry, 1993).

Even in cases where such young men and boys do not report the experience as abusive, early sexual contact with other males is common prior to identifying oneself as gay. For instance, Dawood et al. (2000) found that one third of their sample of gay men with gay brothers had engaged in sexual activity with their siblings in childhood. “Among the 21 participants who indicated that some form of sex play occurred, levels of activity included touching and mutual masturbation (N=16), giving or receiving fellatio (N=9), and anal intercourse (N=4)” (p. 161). A recent study of 961 Dutch gay and bisexual men “found that 68% of respondents engaged in their first same-sex experience before coming-out” (Schindhelm & Hospers, 2004, p. 585). Another study found that 58% of homosexual and bisexual men came to their sexual identity through a sex-centered sequence, i.e. one in which same-sex activity preceded their identification as gay or bisexual (Dubé, 2000).

In a study comparing homosexual men and women, researchers discovered that homosexual men were more likely to pursue sex before identifying themselves as gay, whereas for women the context of their homosexual identity development was more emotionally oriented (Savin-Williams & Diamond, 2000).

This last finding raises an interesting but challenging issue: sexual orientation in men and women is markedly different and develops in divergent ways. Summarizing research in this area, Diamond (2003) states,

Women show greater variability than men in the age at which they consciously question their sexuality, and the age at which they pursue their first same-gender sexual contact…. Also, women place less emphasis on the sexual component of their lesbian or bisexual identification, both during and after the questioning process…, and are more likely to report that their sexuality is fluid and chosen versus fixed and biologically given… (p. 185).

Thus, for men, a homosexual orientation seems to involve a strong inclination to engage in sexual activity with other men. Whereas, for women the question of sexual orientation is much more caught up in affectional bonding and is more often a matter of conscious choice than an irresistible urge.

This review of the research shows us that many known factors (and there are likely still more unknown factors) are implicated in the development of homosexuality, but no one factor seems powerful enough to trump them all. Rather, the adult homosexual has probably arrived at that orientation through a complex, idiosyncratic combination of biological, experiential, and volitional factors. This process seems clearly divergent for men and women and likely differs from individual to individual among gays and among lesbians.
Andrew J. Sodergren, Psy.D.
 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Os argumentos contra as "barrigas de aluguer"


 

1 – Barriga de aluguer é a expressão corrente que identifica com precisão o que por vezes também se designa por “maternidade de substituição” (como faz a lei portuguesa) mas que em nosso entender não diz com clareza do que se trata.

2 – Trata-se na verdade de um processo de reprodução artificial em que uma mulher cede o seu útero para que nele seja implantado um óvulo já fecundado, comprometendo-se a gerar uma criança e a entregá-la no final da gestação, à dadora do óvulo ou a uma terceira pessoa que lhe encomenda tal gestação. Independentemente de haver ou não dinheiro envolvido neste processo o certo é que se trata de um contrato com direitos e encargos para ambas as partes. Por isso estamos perante um verdadeiro negócio, cujo objecto é uma criança.

3 – A literatura e o cinema estão cheios de “casos” que mostram a dramaticidade resultante de tais negócios. Mas não é só ficção. Países como os Estado Unidos da América têm já vastos e complexos casos judiciais trazidos a público, onde mães (de aluguer) na hora do parto dizem – este filho é meu – e não o entrego…; casais que confiantes em contratos muito bem elaborados por advogados, pagos a peso de ouro, se vêem chantageados no final para que lhes seja entregue aquela criança onde tanta esperança depositaram; ou nascendo a criança com alguma doença ou malformação é rejeitada pelo casal, que não a reconhece como sendo “a encomendada”. Acrescem os relatos de mulheres que, por dificuldades económicas, vêem na “barriga de aluguer” uma fonte de receita – quase como uma profissão – obtida com o aluguer do seu útero. Muitos são os casos, e outros que a imaginação pode intuir.

4 – Se há uns anos atrás a expressão remetia para uma prática desumana e contra-natura a que a larga maioria da população se opunha, hoje a sensibilidade comum parece estar a mudar. Para isso, foi feito, tal como nas outras matérias da Bioética (aborto, eutanásia, etc.), um caminho que se pauta, como sempre, por clássicas abordagens. Assim,

a) Começa por só se admitir nos casos extremos, de grande necessidade e raros. Um exemplo – só se admite se for para um casal cuja mulher teve um cancro no útero e por isso pede à irmã que a ajude... Como se uma lei fosse feita para os casos particulares, particularíssimos…

b) Depois, diz-se que ainda que moralmente censurável, ninguém é obrigado a recorrer a esta técnica….

c) Em terceiro lugar destina-se “sempre” a pessoas muito infelizes que precisam do nosso apoio e compreensão…

d) Em último lugar, “já se faz” porque não legalizar…

5 – Isto é, a abordagem nunca se faz pela essência da questão ética e ontológica mas por particulares muito particulares que ofuscam a questão.

Ora, o que está em questão na barriga de aluguer quanto a nós, são três dimensões que importa reflectir:

 - Em primeiro lugar estamos a falar da gestação de um ser humano que tem direito a uma identidade genética (no sentido mais amplo e que recebe, por um lado os genes de duas pessoas e por outro a nutrição e comunicação vital intra-uterina (com consequências psíquicas) de uma outra pessoa, a mãe de substituição (quando a medicina hoje identifica como sendo de fundamental importância a transmissão de afectos, vivências, conhecimento e doenças, etc. nesta relação intra-uterina).

 - Em segundo lugar, num tempo em que tanto se fala de Direitos da Mulher, de Dignidade da Mulher, perguntamo-nos porque se admite na lei, que uma mulher passe 9 meses a gerar uma criança, criando laços de afecto (corpo do meu corpo) e vivências, e no final lhe seja arrancado esse filho.

 - Em terceiro lugar pensamos no adolescente que não sendo gerado pela mãe com quem vive, nem resulta do óvulo desta, vem a saber que geneticamente é filho de outra mulher (é filho de três mulheres – a que deu o óvulo, a que o gerou e a que socialmente é tida por mãe)… que questões de identidade se lhe colocam? Tem direito a conhecer as doenças hereditárias transmissíveis que aquela mãe genética tinha?

(…)

Oxalá o legislador saiba qual a função da lei. Basta de leis que não respeitando a natureza humana tornam cada vez mais o homem escravo de si próprio, das ideologias e em última instância escravo do Poder.

 

 

 

Isilda Pegado

Presidente Federação Portuguesa pela Vida

 

domingo, 11 de maio de 2014

Semana da Vida

A Semana da Vida, de 11 a 18 de maio, é uma iniciativa da Comissão Episcopal Laicado e Família, através do Departamento Nacional de Pastoral Familiar, este ano com o tema “Gerar vida, construir futuro”. O objetivo é ajudar a que “todas as famílias possam fortalecer os seus laços e acolher os valores da vida, através de gestos concretos de amor recíproco e do reforço de uma cultura de grande apreço e respeito pela dignidade humana”.
O texto de apresentação da iniciativa começa por apontar o dedo às “sociedades europeias, ‘embriagadas’ numa cultura do descartável e do facilitismo”, que “sob a capa de modernismo têm vindo a descurar o valor sagrado e inviolável da vida humana”, para referir o atual problema demográfico “com contornos preocupantes” em Portugal. Lembrando o crescimento da população idosa, muitas vezes votada ao abandono e à solidão, e a baixa constante da natalidade, agravada pela crescente emigração de casais jovens, o documento defende que “para inverter esta lógica é urgente uma política de proteção às famílias e à vida, capaz de criar condições concretas para que os casais tenham mais filhos e possam cuidar mais uns dos outros”.
Apelando a que “a vida humana seja revalorizada e acolhida como dom precioso de Deus, sagrada e inviolável”, aponta como caminho o “diálogo mais próximo entre gerações, numa cultura de encontro e partilha, para valorizar a vida em todas as suas fases”. E condena, especificamente, o aborto, o abandono e a eutanásia, exigindo que “a ciência e a técnica estejam sempre orientadas para o homem e para o seu desenvolvimento integral”.
Neste contexto, a Semana da Vida apresenta-se como “uma oportunidade e um desafio para cada pessoa, grupo ou família, pensar em melhorar a qualidade de vida, sua e dos outros, nos âmbitos pessoal, profissional e comunitário, inspirando-se nos autênticos valores humanos e cristãos”.

sábado, 10 de maio de 2014

Dar e Receber

projeto "Dar e receber.pt"
 
Hoje em dia, a internet é um dos principais veículos de partilha. Toda a gente tem alguma coisa para partilhar, seja uma opinião, um momento, uma fotografia, uma música, entre muitas outras coisas.
Portugal atravessa um período de grave crise económica que tem deixado muitas famílias em situação de vulnerabilidade e pobreza. Um momento como este exige uma resposta urgente, mais alargada e eficaz; porque não são já suficientes as soluções que as entidades da Economia Social, de forma isolada, conseguem oferecer com os recursos disponíveis. É necessário mobilizar toda a sociedade para a intervenção. O contributo de cada um, seja em alimentos, tempo, bens ou serviços é precioso e deve ser aproveitado.
É também necessária uma resposta que permita articular os esforços de todos, fazendo chegar o mais rapidamente possível a ajuda adequada a quem precisa, quando precisa e onde. Eliminando o desperdício e a sobreposição de iniciativas, rentabilizados os recursos existentes e melhorados os processos. Para que o amor possa fluir, dando tempo e resposta adequada a quem mais precisa.
O projeto “Dar e Receber” é isso mesmo:
1) um ponto de encontro entre quem tem alguma coisa para dar (tempo, bens, talentos) e quem precisa de receber;
2) um sítio na internet para encaminhar situações de necessidade para instituições que, no terreno, podem assistir ou acolher os mais pobres ou quem se encontra numa situação vulnerável.
A Entreajuda e a Cáritas Portuguesa unem-se de forma a congregar os seus recursos para implementar um movimento que visa essencialmente aumentar a intervenção da sociedade civil, junto dos que mais precisam. Terá por base uma plataforma informática que reúne soluções de caráter social que já existem, mas que atualmente se encontram dispersas, e visa mobilizar equipas informais das paróquias que já atuam no terreno, para que promovam a sua utilização de forma eficaz e mobilizem o cidadão comum a intervir.
Este projeto só seria possível através das sinergias criadas pela parceria Entrajuda - Cáritas Portuguesa: duas entidades com uma intervenção diferenciada, mas complementar, com forte implementação no território nacional e cuja atividade abrange, direta e indiretamente, um número elevado de pessoas carenciadas.
Em suma, podemos constatar que:
- existe um número elevado de pessoas em situação de necessidade que aumentou nos últimos anos, em função de um acréscimo de desemprego e da crise económica que o país atravessa;
- as respostas das entidades não se encontram articuladas e são insuficientes para cobrir as necessidades; há respostas dispersas que podem convergir e tornar-se mais eficazes;
- existem pedidos de ajuda apresentados a pessoas ou grupos informais das comunidades paroquiais que procuram responder, mas que não dispõem da preparação necessária.
Mais do que apenas um sítio na internet, trata-se de uma oportunidade para as instituições que apoiam os mais necessitados verem potenciado o trabalho que desenvolvem.
No fundo, “Dar e Receber.pt” é um sítio de partilha, onde partilhar é uma verdade que faz todo o sentido, porque fazemos parte uns dos outros, sendo corresponsáveis pelo bem comum.
 
Este artigo integra a edição n.º 21 do “Observatório da Cultura”.
 
Isabel Jonet
Presidente da Federação dos Bancos Alimentares Contra a Fome
© SNPC | 09.05.14

Eduardo Sá contra barrigas de aluguer que os deputados querem aprovar


 
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Católicos falam sobre a sua homossexualidade

sexta-feira, 9 de maio de 2014

ESTAÇÃO LUZ FILMES LANÇA “BLOOD MONEY – ABORTO LEGALIZADO” EM PORTUGAL



A Estação Luz Filmes, distribuidora e produtora brasileira, lançará no próximo dia 8 de Maio, em colaboração com o Centro Cultural Nuno Álvares Pereira, o documentário “Blood Money – Aborto Legalizado”.

A antestreia do filme ocorrerá no Inspira Santa Marta Hotel, sito na Rua de Santa Marta, 48, em Lisboa, pelas 21 horas, para convidados. Estão asseguradas sessões gratuitas, abertas a todos, nos dias 9 e 10, no mesmo local e à mesma hora.
“Blood Money – The Business of Abortion”, no original, é uma produção independente, realizada pelo norte-americano David Kyle, que se deslocará a Portugal para a estreia.

O polémico documentário, de 75 minutos, é a primeira incursão de Kyle no cinema. Segundo Luís Eduardo Girão, diretor da Estação Luz Filmes, que adquiriu os direitos de distribuição para Portugal, “Blood Money – Aborto Legalizado”, pretende atrair o público revelando a experiência prática dos EUA, onde o aborto é legal há 40 anos.

Mostra “de que forma as estruturas médicas disputam e tratam a sua clientela, os métodos aplicados pelas clínicas para realização do aborto e o destino do lixo hospitalar, entre outros temas”, conta Girão.

Denuncia ainda a prática da eugenia e do controle da natalidade por meio do aborto e trata aspectos científicos e psicológicos relacionados com o tema, como o momento exato em que o feto é considerado um ser humano e se há ou não sequelas para a mulher que se submete a um aborto.

“Blood Money – Aborto Legalizado” conta com depoimentos de médicos de e outros profissionais de saúde, de pacientes, de cientistas e da ativista de movimentos negros, Alveda C. King, sobrinha do pacifista  Martin Luther King, que também apresenta o documentário.

Segundo o diretor da Estação Luz Filmes, o amplo esclarecimento que o documentário oferece foi o que motivou a sua produtora a adquirir os direitos de distribuição. “É  a primeira vez que o cinema trata o assunto desta forma, tirando-o da invisibilidade…Acreditamos que vá atrair diversos segmentos sociais e pessoas sensíveis a essa questão, sejam elas contra ou a favor da legalização do aborto..”.

http://bloodmoney.com.br/ 
 

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Barrigas de aluguer instituem nova escravatura



No Parlamento estão 4 projectos para legalizar a prática da “barriga de aluguer”. Trata-se de uma prática bizarra que a todos chocaria não fora a distorção que do tema se tem apresentado. Conscientes desta, alega-se agora que apenas deve ser admitida a “barriga de aluguer” em casos excepcionais, balizados, etc.

Ora, “barriga de aluguer” é sempre um acto contra a natureza humana, é sempre um acto de escravatura de uma mulher.

Sim, é uma nova escravatura (há relatos antigos de “senhores” que obrigavam as escravas a procriar e a entregar os filhos à sua legítima) porque a mulher portadora é meramente instrumental (mulher/objecto).

Sim, é uma nova escravatura porque a mulher renuncia antecipadamente a um direito de personalidade – o direito à maternidade.

Sim, é uma nova escravatura porque a mulher portadora se submete a contratos que também exigem comportamentos de natureza pessoal (não fumar, não frequentar certos ambientes, etc. etc.).

Sim, é uma nova escravatura porque às respostas do seu corpo (hormonais, de afectos, etc.) a mulher tem o vazio de um filho entregue …

A escravatura está proibida (e muito bem). Se surgisse um senhor que pretendesse constituir uma Sociedade para diminuir taxa de desemprego e contratação de escravos, e houvesse alguns homens e mulheres que o aceitassem, a Lei Portuguesa permitiria tal prática?

Qual é o pai que deseja que a sua filha, hoje com 13 anos ou 14 anos daqui por 5,6 ou 10 anos seja barriga de aluguer, seja por que motivo for?

Qual é o pai que deseja que a sua filha, um dia, por um motivo, ainda que muito altruísta, seja barriga de aluguer?

Qual é o pai que pede à filha para ser barriga de aluguer da irmã que não pode ter filhos?

As nossas filhas não merecem ser protegidas de actos menos reflectidos, que as obrigariam a usar o seu corpo, com todas as alterações hormonais, físicas e psíquicas que a gravidez e o post-parto implicam?

E se desse parto resultar uma depressão póst-parto? Quem suportará tais custos?

Quem controla a possibilidade que há de uma mulher assinar um destes contratos sob o efeito de uma qualquer forma de violência doméstica?

A autonomia da vontade é de facto o grande princípio da organização da nossa sociedade. Mas há direitos indisponíveis. O corpo das nossas filhas não é objecto de negócio jurídico, por enquanto.

A barriga de aluguer é uma falsa esperança dada a casais inférteis (que não deixarão de o ser) e que se envolvem em contratos de cumprimento duvidoso, com consequências inimagináveis. Infelizmente podemos a curto prazo ver os nossos tribunais invadidos por mais uns quantos processos de complicadíssima resolução. Porquê? A que troco?

O que queremos para as filhas dos outros, e para as nossas filhas?

 

Isilda Pegado

Presidente da Federação Portuguesa pela Vida