quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Babies

"Babies"- Um documentário, em breve, num cinema perto de si


terça-feira, 14 de setembro de 2010

Pedido de ajuda: Emergência Social


Queridos amigos,


No regresso de férias deparámo-nos que as familias pobres dos bairros em quetrabalhamos, se encontram numa situação ainda mais miserável quehabitualmente devido aos fortes cortes que houve nas prestações de RSI(rendimento social de inserção). Muitas familias viviam quase exclusivamentedesta prestação e neste momento, ao terem-lhes reduzido substancialmente amesma estão realmente desesperadas. Têm acudido a nós pedindo apoio emalimentos e material escolar. Algumas recebem apoio do Banco alimentar, queé uma boa ajuda mas manifestamente insuficiente para algumas familiasnumerosas que neste momento estão desejosas que as aulas comecem para aomenos ai os filhos terem uma refeição completa por dia.
Quem puder colaborar, mesmo com muito pouco, nós em nome das familiasagradecemos. Precisamos com urgência de:
Material Escolar-
Cadernos- Lapis e canetas-
Lápis de cor- Dossies-
Mochilas-
Estojos-
Borrachas e afias-
Canetas de Feltro-
Plasticina-
Compassos-
Réguas

Alimentos: massas, arroz, atum, salsichas, azeito, óleo, grão, feijão,leite, bolachas, papas,cereais....
Continuamos a precisar todos os meses de enxovais para recem nascido, pois o número de grávidas que acompanhamos vai crescendo.
Também temos muita gente que se vem oferecer para trabalhos simples:jardinagem, pedreiros, pintores, empregados/as de mesa, limpezas, ajudantesde cozinha, seguranças, motoristas de ligeiros etc.
Se conhecerem alguem queprecise de trabalhadores por favor contactem-nos.

Muito obrigada por terem lido este e-mail

Com todo o carinhoPaula Pimentel Calderón-Calderón




(Recebida por e-mail)

Filhos sem mãe

"Eu e o David estamos à espera de gémeos. Esperamos que a imprensa respeite a nossa privacidade" - eis a declaração pública de Neil Patrick Harris, protagonista da série televisiva How I met your mother e, segundo as mesmas fontes, "corajoso" "homossexual assumido".
Tenho duas boas razões para me pronunciar sobre o caso: não só sou gémeo como, por ser trigémeo, fui com essas minhas duas irmãs notícia por esse motivo. Mas, esclareça-se, não por inconfidência familiar, pois os nossos pais teriam preferido manter a novidade no recato da família e dos amigos. Hoje seríamos notícia por mais uma razão: para além do insólito triplo nascimento, sem o truque da fertilização artificial, acresce a proeza de sermos filhos de um pai e de uma mãe, e não de dois homens ou de duas mulheres.
É caricato, senão mesmo absurdo, o anúncio mediático de um acontecimento que se pretende privado: se o interessado não respeita a intimidade da sua vida, que não só "assume" como também exibe, com que direito exige reserva aos meios de comunicação social?! Ao revelar o facto à imprensa, este deixa logicamente de ser do âmbito da sua privacidade, pelo que não faz sentido pedir que se respeite como particular uma notícia que já o não é, precisamente porque foi pelo próprio posta na praça pública. Só tem direito à discrição quem não faz alarde das suas circunstâncias pessoais e familiares.
Não deixa de ser curioso que o principal actor de How I met your mother espere, com outro homem, gémeos, porque, pelo menos na minha família, talvez excessivamente conservadora e tradicional, foram sempre as mães que ficaram à espera...
Supõe-se que quem aguarda os filhos são os respectivos pais, biológicos ou adoptivos. Mas não duas pessoas do mesmo sexo, que não são evidentemente os progenitores, nem podem, por esse motivo, fazer as suas vezes. Por isso, é logicamente defensável e eticamente exigível a proibição legal da adopção por dois indivíduos do mesmo sexo. Pode-se ser pai, sem mãe, ou mãe, sem pai, mas dois homens ou duas mulheres, mesmo sendo óptimas pessoas, nunca poderão ser pai e mãe de ninguém. Quando muito dois "pais", ou duas "mães", mas não pai e mãe, que é o que se exige para o são desenvolvimento de um ser humano. Uma segunda "mãe" não substitui o pai, como um segundo "pai" não supre a ausência materna. Estes gémeos, não obstante os seus dois "pais", têm a desgraça de não serem, desculpe-se o termo, filhos da mãe.
A que título serão então acolhidos, por Neil e pelo seu amigo David, estes gémeos? Tudo leva a crer que mais não são do que um complemento da sua sui generis união, infecunda por natureza, de que não são a continuação natural, mas um artificial apêndice. Obtido, talvez, através de uma "proletária", ou seja, uma mulher anónima cuja maternidade fica reduzida à procriação da "prole", que depois enjeita em benefício de terceiros.
Neil Harris será muito valente ao "assumir" publicamente a sua tendência sexual, mas não o é quando se trata de arcar com uma consequência necessária a essa sua opção: a impossibilidade de geração. Pior: esquece que os "seus" gémeos não assumiram a infelicidade de serem órfãos de mãe viva, cuja identidade seguramente nunca conhecerão; que não escolheram o triste fado de nem sequer terem uma mãe adoptiva; que certamente nunca saberão qual dos seus dois "pais" foi o seu progenitor, pois, nesse caso, o outro "pai" deixaria de o ser; que provavelmente nunca poderão ter outros irmãos, filhos dos mesmos progenitores; e que nem sequer tiveram direito à privacidade porque, antes até de nascerem, houve quem fizesse questão de se gabar publicamente da proeza da aquisição dos irmãos em gestação.
É de crer que as duas crianças sejam esperadas com amor, mas foram condenadas à infelicidade de nunca experimentarem a ternura de um colo materno. E, nos bastidores deste drama, é provável que haja uma mulher explorada, uma mãe silenciada, comprada, usada e, por fim, descartada. Esperemos que a Neil Patrick Harris não lhe falte a coragem, quando tiver que explicar aos gémeos "How I met your mother".
In "Público", 2010.09.13
Gonçalo Portocarrero de Almada
Licenciado em Direito e doutorado em Filosofia. Vice-presidente da Confederação Nacional das Associações de Família (CNAF)

sábado, 11 de setembro de 2010

I Was Wrong - Roe v. Wade





«Vida & Arte», ou «Morte & Mau gosto»?

O jornal espanhol El País acaba de publicar (7 de Setembro de 2010) uma notícia na secção «Vida & Artes» que parece ironia macabra:

Indemnização para quem vive por erro
(Una paga para el que vive por error),

a dar conta e a justificar uma sentença do Supremo Tribunal espanhol, pioneira naquele país: por os médicos não terem aconselhado o aborto e se considerar provado que os pais teriam querido abortar o filho caso fossem avisados de que este poderia sofrer um síndrome de Down, a sentença concluiu que os pais ficaram prejudicados. Assim, cada um dos pais vai receber 75.000 euros de indemnização por o filho estar vivo, mais uma pensão vitalícia de 1.500 por mês enquanto a criança não morrer.

O mais curioso, e mais terrível, como notaram vários comentadores (por ex., Benigno Blanco, Presidente do Fórum Espanhol da Família, e Juan B. Martín jornalista do Intereconomia) é que em Espanha nenhuma família com um filho afectado pelo síndrome de Down recebe 1.500 euros mensais para o cuidar (a título de despesas com o logopeda, o colégio especial, o psicólogo...). O Estado não ajuda absolutamente nada!

Mas a decisão do Supremo não altera isso. Não pretende impor à sociedade nenhuma obrigação de ajudar as famílias, apenas decide que os médicos devem matar os deficientes e, caso o controlo de qualidade dos bebés não funcione, precisam de indemnizar os pais, por o filho nascer vivo.

Segundo o tribunal espanhol, a tristeza dos pais vale 150.000 euros. E a perturbação ocasionada por o filho sobreviver é de mais 1.500 euros por cada mês, enquanto a situação se mantiver.

Não haverá qualquer coisa de decadente nesta cultura da morte?

Segundo os tribunais que decidiram estas indemnizações, confirmadas agora em última instância pelo Supremo, a decisão resulta de a lei permitir o aborto. No fundo, se o aborto é um direito é algo próximo de um dever e, nalgumas circunstâncias, será mesmo um dever.

Haverá algo patológico nestes tropeções da lógica?

Também vale a pena comentar que a notícia foi publicada pelo El País na secção «Vida & Artes». A escolha desta secção terá sido uma atitude mórbida e de mau gosto?

Rescatadores

Blogue de intervenção de emergência junto a clínicas de aborto em Espanha

Casamento entre pessoas do mesmo sexo celebrados anteriormente no estrangeiro não podem ser transcritos em Portugal

Assim o diz o despacho 87 /2010 emitido pelo Instituto dos Registos e Notariado

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Campanha da Ajuda de Berço: A movimentar o Amor


(Clique para aumentar)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Congresso ACEPS

O próximo Congresso Nacional da Associação Cristã Evangélica de Profissionais de Saúde (ACEPS-Portugal) terá como tema principal "O cristão face aos desafios da saúde" e está agendado para os próximos dias 22 a 24 de Outubro no Centro Pastoral de Ferragudo, próximo de Portimão.
XIV CONGRESSO NACIONAL ACEPS-PORTUGAL
"O cristão face aos desafios da saúde"
Centro Pastoral de Ferragudo - 22-24 de Outubro de 2010
Sexta 22
18.30 Abertura do secretariado
19.00 Jantar
Serão livre para descansar da viagem...

Sábado 23
9.30 Louvor
Introdução espiritual. Enf.ª Ana Margarida Carrancha
10.00 A lei da liberdade religiosa e
Objecção de consciência: Noções gerais e em relação com a IVG
Dr.ª Isilda Pegado
11.00 Pausa para café
11.20 Mesa redonda: "O aborto, o que mudou depois da nova legislação"
Moderadora Enf.ª Françoise Lopes
-Dados estatísticos: Dr.ª Isilda Pegado
-Dr.ª Luísa Luz (médica); Dr. João Pedro Luz (psicólogo)
Debate
12.45 Almoço
Depois do almoço tempo livre (para aproveitar a praia a dois passos...)
16.00 O ambiente que criamos: Enf.ª Françoise Lopes
17.00 Pausa para café
17.30 Mesa redonda "Evangelização em contextos profissionais"
Moderadora: Enf. Luciana Fernandes
Conceitos de evangelização: Enf.ª Ana Filipa Reis
Experiências profissionais: Dr. Filipe Silva, Dr.ª Judite Luvumba, Enf.ª Fernanda Germano
Debate
19.00 Jantar
20.30 Tempo de louvor
Meditação: Pr. Leonel Reis
Tempo de oração pelos nossos desafios

Domingo 24
9.30 Louvor
10.00 Mensagem Dr. José Manuel Fernandes
11.00 Tempo de oração
11.30 Sessão de encerramento
12.30 Almoço

IV Jornadas da Família

JFamília 25 Set

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A realidade dura do aborto

Aqui.
Contém imagens chocantes.
Recebido por mail.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Textos Rádio Costa D'Oiro de 7 a 15 de Setembro



7 de Setembro (3ª Feira)


Estás Grávida... Isso Assusta-te?Esta gravidez não veio no momento em que esperavas...
Encontras-te física ou psicologicamente incapaz de lidar com esta gravidez...
Não tens o apoio da tua família...Os teus pais expulsaram-te de casa...
O teu namorado/marido pressiona-te a abortar...
Não queres este bebé...
O pai do teu bebé desapareceu quando lhe contaste que estavas grávida...
Tens medo de que te despeçam...
Não tens condições para sozinha criares o teu filho...
Não tens casa para onde ir...
Estás ilegal...
Não sabes se tens direito a subsídios da segurança social...
Achas que não és capaz de cuidar do teu filho...
Estás desesperada sem saber o que fazer...
Não sabes a quem recorrer para te apoiar...Podemos e queremos ajudar-te!
Lembra-te que não estás só.
Nós estamos contigo!Queremos Ajudar-te!
Liga-nos: 800 20 80 90 (Ponto de Apoio à Vida) ou envia-nos um e-mail para pavida@sapo.pt
No Algarve, através de uma rede de contactos, também estamos presentes


8 de Setembro (4ª feira)


Para a mulher grávida em dificuldade, para além do apoio privado que as várias associações de apoio à vida que se encontram espalhadas pelo país lhe poderão dar, a Segurança social tem 2 subsídios que a poderão ajudar:
Um é o chamado Subsídio pré-natal que pode ser requerido a partir da 13ª semana da gravidez, bastando para o efeito preencher um impresso e juntar a declaração do médico e ao qual acresce uma majoração de 20% para as mães que vivam sozinhas com um filho anterior.
O outro é o abono de família a que tem direito após o nascimento do filho ao qual acresce também uma majoração que Para as mães que tenham o 2º ou 3º filho, a partir do mês seguinte ao nascimento até aos 36 meses de idade, no 1º escalão (isto é, mães com rendimentos mais baixos) poderá respectivamente ser de mais 65,30€ ou mais 97,95€ e para as famílias monoparentais, em que a criança vive só com um dos pais ou familiares, independentemente dos rendimentos, as mães passam a receber o valor do abono de família acrescido de mais 20%, à semelhança do que já acontecia com o subsídio pré-natal..
Em caso de dúvidas, ligue para a linha directa da Segurança Social 808 266 266

9 de Setembro (5ª feira)


A associação Existir é uma instituição de solidariedade social sem fins lucrativos e que tem como objectivos desenvolver actividades no âmbito de intervenção de populações deficientes com deficiências sensoriais, mentais, Orgânicos, multideficientes e pessoas desfavorecidas.
Encontra-se sediada em Loulé e foi constituída a 14 de Novembro de 1994. Esta associação desenvolve, neste momento, as suas actividades em 4 valências:Unidade de Reabilitação e Formação Profissional; Centro de Actividades Ocupacional Laboral; Centro de Actividades de Tempos Livres – Lua de Papel; e o Banco Solidário que, por sua vez, está subdividido em várias áreas de actuação tais como Gabinete de Cidadania, Fórum Sócio-Educacional, Banco Alimentar, Banco Roupa, Banco Mobiliário e Equipamento, Balneário Público e Lavandaria.
Para mais contactos contacte a página da associação “Existir” na internet.


10 de Setembro (6ª feira)


As mulheres grávidas que estejam, pelo menos, com 13 semanas de gestação e se encontrem em condições de ser beneficiárias do abono pré-natal e, em simultâneo, tenham já outros filhos que frequentem o ensino público e que já beneficiam do apoio social escolar mas em escalões inferiores, podem, ao abrigo da lei, solicitar que sejam reposicionados num escalão de apoio superior de forma a que, assim, possam obter para esses seus filhos maiores apoios sociais na escola.
O respectivo requerimento a solicitar a reavaliação e consequente reposicionamento, para melhor, do escalão do apoio social escolar do filho em idade escolar da mulher grávida de 13 semanas, deve ser apresentado junto do presidente do agrupamento escolar ou do director da escola, caso esta não esteja agrupada
Esta reavaliação, porém, não implica necessariamente o reposicionamento obrigatório para um escalão de apoio social escolar mais favorável uma vez que é à entidade competente que compete apurar e ponderar se as novas circunstâncias conjugadas agravam ou não a situação de carência anteriormente já existente.De qualquer forma, para quem está grávida, tem dificuldades económicas e já tem filhos em idade escolar pode e deve tentar pedir mais este apoio.


13 de Agosto (2ª feira)


Hoje em dia, parece que a família biparental heterossexual é um alvo a abater. Se há dúvidas nisto, basta ver como as mulheres estão fragilizadas nos seus postos de trabalho, na dificuldade em se manter um trabalho que dê segurança, na extrema dificuldade em comprar e manter habitação, na quase impossibilidade de, no início da carreira profissional, trabalhar sem ser em tempo parcial ou a recibos verdes, e na miragem de ter filhos. Em suma, para os jovens não há estabilidade e segurança, muito menos projectos que incluam a maternidade.
Nos últimos dias, foi aprovada a regulamentação da lei do apadrinhamento civil. À partida, parece ser uma lei que pretende dar um lar e uma estabilidade a tantas crianças que, não podendo ser adoptadas, ficam, desta forma, mais protegidas e com maiores garantias de crescer de forma equilibrada. Mas também aqui surge mais um estratagema sinistro: Sabemos que a adopção por casais do mesmo sexo foi expressamente afastada pelo legislador, na linha aliás, dos grandes especialistas que dizem que uma criança necessita de um pai e uma mãe para que possam crescer de forma saudável. Porém, a regulamentação da lei do apadrinhamento civil foi propositadamente adiada para dar tempo à publicação da lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo de form a 1ue estas possam também “apadrinhar” estas crianças. Ou seja, tenta-se fazer entrar pela janela, aquilo que não se quis fazer entrar pela porta.


14 de Setembro (3ª feira)
Cuidados Paliativos


Há poucos dias atrás, a associação portuguesa de cuidados paliativos, através da sua presidente, Dra Isabel Galriça Neto, emitiu um comunicado no qual denunciou as carências e dificuldades que ainda existem em portugal nesta área.
As pessoas não nascem sozinhas e também não devem morrer sozinhas e desamparadas no meio do sofrimento da sua doença terminal.
Diz esta associação que, por isso, é indispensável apostar na formação especializada de médicos e enfermeiros de forma a garantir a qualidade e a excelência dos serviços prestados ao nível dos cuidados paliativos. Além da falta de formação, continuam a faltar camas para os doentes terminais que, por isso, são muitas vezes mal acompanhados em centros de saúde que não têm condições para os acolher.
A associação dos cuidados paliativos denuncia igualmente que, apesar do governo ter afirmado que esta seria uma área prioritária na saúde, , em termos práticos, pouco ou nada se tem feito.
A 18 de Setembro próximo, a associação promoverá em Lisboa uma nova reunião das Unidades/Equipas de Cuidados Paliativos a funcionar em Portugal com o objectivo de fazer um balanço, detectar carências e exigir mais apoio governativo.


15 de Setembro (4ª feira)
Adolescência


Há uns tempos atrás, uma mãe de duas adolescentes desabafava, dizendo que a sua casa se tinha reduzido a um hotel com um caixa multibanco. As filhas estavam permanentemente a fazer programas com as amigas, pouco ou nada paravam em casa, pouco ou nada diziam da sua vida, exigindo apenas uma entrega quase diária de dinheiro para pagamento das suas despesas e diversões.
Entre muitos pais de adolescentes, floresce o sentimento de frustração. Porém, se o relacionamento entre ambos, desde antes, tiver sido franco e frontal, talvez seja mais fácil para os filhos, agora adolescentes, verem nos pais como confidentes e não como os “bota de elástico” que nada sabem da sua vida.
Em simultâneo com essa amizade entre pais e filhos, há que saber também compatibilizar a importância da liberdade dos filhos com a necessidade da responsabilidade pelos seus actos e omissões, em particular, a importância de uma correcta gestão dos recursos económicos.
A adolescência é um período complicado, mas que também pode ser muito bonito, um momento de maior partilha, intimidade e descoberta de novos mundos interiores e exteriores.

O aborto no cinema

Nos últimos anos assiste-se a uma multiplicação de filmes sobre o tema do aborto; um fenômeno paralelo à também crescente atenção dada ao assunto nos âmbitos político e social, de forma que não se trata de uma mera coincidência. Dado o pouco espaço à disposição, tratarei de apenas dois filmes.

O primeiro título que submeto à atenção do leitor é “L'amore imperfetto” (“O amor imperfeito”), Itália-Espanha, 2000, dirigido por Giovanni Davide Maderna, com Enrico Lo Verso e Marta Belaustegui.

A palavra “imperfeito” do título remete à questão que está na base do ótimo filme de Maderna, que passou quase despercebido pelo público. A questão é a seguinte: seria imperfeito o amor que estabelece por uma criança destinada à morte antes mesmo de nascer?

A questão suscita imediatamente outra: seria imperfeito o amor por uma vida que nasce, apenas pelo fato desta ser imperfeita? E podemos encontrar uma terceira questão, chave para o filme de Maderna: quão longe podem ir a fé e a esperança se o filho que Angela - a protagonista - porta em seu ventre está destinado a não viver?

Também neste caso, é oportuno apresentar uma breve sinopse para melhor compreender o assunto de que tratamos. Sergio e Angela são dois jovens recém-casados que esperam pelo primeiro filho, tão desejado; já sabem que a criança nascerá com uma gravíssima má formação cerebral que deve condená-lo à morte, mas esperam por um milagre. Quando a gravidez chega ao fim, o menino nasce com a doença diagnosticada; os dois jovens ficam de tal forma abalados pelo drama que qualquer diálogo se torna impossível, e a vida do casal é destruída.

Na verdade, e este detalhe é de fundamental importância, a posição da mulher é claramente distinta daquela do homem: ela tem fé, enquanto ele em nada crê. Angela, a esposa espanhola de Sergio, sofre profundamente, como é compreensível, e após o nascimento da criança, apóia-se em uma profunda fé em Deus, que irá ampará-la também na quase imediata separação da criança, à diferença de seu marido, que, desprovido de fé, se entregará ao mais absoluto desespero. A jovem mãe, tão corajosa e tão duramente provada pela dor, deverá então enfrentar também o distanciamento afetivo e espiritual do próprio marido.

O filme, segundo admite o próprio diretor, é inspirado numa história real, e se move entre fé, esperança e incomunicabilidade, despertando intensas e profundas reflexões, também à luz de experiências verídicas vividas por associações como “La Quercia Millenaria ONLUS”, dedicada precisamente ao acompanhamento de casais que enfrentam o drama de uma gravidez problemática.

Gostaria de tratar ainda de outro filme: “Bella” (México, 2006), dirigido por Alejandro Monteverde e interpretado por Eduardo Verástegui, Tammy Blanchard, Ali Landry e Manual Pérez. Cabe ressaltar que o filme, transcorridos cinco anos desde sua estréia, ainda luta para encontrar distribuidores dispostos a exibi-lo nas telas dos cinco continentes, muito embora seu valor tenha sido confirmado com a vitória do People's Choice Award 2006 no Festival de Cinema de Toronto. O arcebispo da Filadélfia, cardeal Justin Rigali, pediu a todos os que tiverem a oportunidade que assistam ao filme – o protagonista é um modelo de católico.

“Este filme está destinado a exercer um impacto extraordinário na vida das pessoas”, disse o presidente do comitê da Conferência Episcopal norte-americana.

“Bella” conta a história de uma jovem grávida que perde o emprego, e de um homem que não consegue superar o trauma causado por um incidente no passado. A amizade muda a vida dos dois e abre caminho para novas esperanças. O protagonista, Verástegui, é considerado um católico exemplar, após ter vivido uma vida bem diferente. A conversão o transformou num decidido defensor do direito à vida. O produtor executivo do filme é Steve McEveety, o mesmo de “A Paixão de Cristo”.

“Romântico, por vezes dramático, introspectivo, para muitos é o filme cristão do ano e um hino à vida de rara eficácia (...) Nina é uma garçonete que acaba de descobrir que está grávida, e por essa razão é demitida. Pensa em abortar (...). Nina, com a ajuda de um rapaz, José, compreende o valor da criança que está em seu ventre (...). O ator principal, Eduardo Verástegui, nas fases iniciais de preparação do filme, visitou um clínica de aborto a fim de melhor entender os sentimentos das pessoas que estão para realizar um gesto tão fatal. Lá, fez amizade com um jovem casal mexicano; meses mais tarde, recebeu um telefonema do casal pedindo-lhe a permissão de chamar seu filho de Eduardo [1]”.

Já em 2002, escrevi num artigo para a revista “Silarus” [2] em que digo que, além de serem expectadores conscientes, é necessário que os católicos estejam empenhados em promover autores, produtores e artistas, a fim fazer frente às produções com temáticas contrárias à vida, que banalizam questões como o aborto, a eutanásia, a sexualidade e promovem modos de vida egoístas e consumistas.

A esta necessidade respondeu perfeitamente a Metanoia Films, a partir de uma intuição de Verástegui, com a ajuda do produtor Steve McEveety e a direção competente de Monteverde.

Se os longas costumam ser trabalhosos e custosos (“Bella” foi rodado em três semanas e com poucos recursos), exigindo uma máquina de produção e distribuição de grande escala, seria desejável que ao menos se apoiasse o desenvolvimento de grupos dedicados à produção de curtas-metragens, com o duplo objetivo de formar novos autores, atores e técnicos e de responder ao monopólio niilista que domina as grandes telas.

Franco Baccarini, especialista em bioética e crítico de cinema.
[1] Bricchi Lee L., Bella. Dagli Usa il film cristiano del 2007, in “Avvenire”, 11 novembre 2007, p. 7.
[2] Baccarini F., L'evangelizzazione e i media, in “Silarus”, n. 220/2002; e “Cinema e spiritualità (Il sacro nella civiltà delle immagini)”, su “Silarus”, n. 223/2002.

Eugenia: Nasce rede social para ter filhos bonitos

São expulsos os que perdem seus atributos físicos


Uma rede social em que “não se aceitam os feios” e em que recentemente foram expulsos 5.000 membros por terem subido de peso lançou a recente oferta de doadores de óvulos e esperma para a possibilidade de gerar filhos bonitos.

Trata-se do site denominado Beautiful People (Gente bonita, N. do T.), que busca “fortalecer as probabilidades de se ter um filho belo”, explica a própria página na internet.

A rede Beautiful People nasceu na Dinamarca em 2002 e agora está presente em 190 países do mundo. Seus integrantes defendem a ideia dos doadores para bebês bonitos como uma “causa nobre”. O diretor do site, Greg Hodge, disse à agência AFP que se trata de “uma oportunidade que damos a todos os casais e mulheres solteiras com problemas de fecundação”.

Os aspirantes a pertencer a esta rede são aceitos após enviar uma fotografia e “criar um perfil onde as mulheres serão votadas pelos homens e os homens, pelas mulheres”, explica o diretor.

ZENIT falou com o médico ginecologista Carlos Alberto Gómez Fajardo, especialista em bioética, que assegurou que qualquer mecanismo de fecundação assistida “impõe a obtenção do filho como desejo feito possível pela tecnologia e como direito”.

Hodge qualificou o site que ele dirige como “muito democrático”, porque “reflete que a beleza é algo subjetivo, porque temos de todos os gostos, todas as origens étnicas e culturasi”.

Por sua parte, o doutor Richard Paulson, chefe da Divisão de Endocrinologia Reprodutiva e Fertilidade da Universidade do Sul da Califórnia, considera que esta proposta esbarra na “mentalidade eugenésica e abortista”, que “cresce no no terreno da ideologia light, em que ninguém parece se perguntar sobre a realidade: a condição pessoal humana de cada um dos milhares de embriões que são destruídos nos processos”.

sábado, 4 de setembro de 2010

Educação Sexual - formação para professores

Clique na imagem.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Apoios da Segurança Social à mulher grávida


A partir da 13ª semana, a mulher grávida, de acordo com o escalão de rendimento em que se encontra, pode requerer no centro de Segurança Social mais próximo, o abono pré-natal.


No último escalão, isto é, o correspondente a mais baixos rendimentos, a mulher grávida pode auferir 174,72€ ao qual poderá acrescer 20% de majoração, caso seja uma situação de família monoparental (mãe solteira ou sozinha).

Neste caso, o abono mensal poderá ir até aos 209,66€.


O abono pré-natal mensal, após o nascimento da criança, converte-se em abono de família mensal e a majoração mantém-se até que a criança perfaça 1 ano de idade.


Durante a gravidez, caso a grávida obtenha o estatuto de gravidez de alto risco, em caso de baixa, em vez de obter apenas 65% do salário, receberá o salário na sua totalidade, isto é, 100%.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Pedido de auxilio para grávidas em dificuldade no Algarve

Precisam -se:
MÓVEIS
Cama individual, com colchão
Uma cómoda
Um roupeiro

ALIMENTOS
Leites com chocolate
Frutas (melões, meloas, pêras, maçãs, etc...)
Carne de porco (costoletas, carne picada, pá de porco)
Arroz e massas
Legumes variados
Cereais
Leite normal
Manteiga
Óleo vegetal
Batatas
Azeite
Margarina
Bolachas

ACESSÓRIOS PARA A ESCOLA
Canetas
Cadernos

ROUPA
Roupa para jovem de 14 anos em bom estado.
Calçado de inverno nºs 38/39 mas arejados que tenham respiração.


O Banco Alimentar já ajuda na obtenção de alguns destes alimentos, mas falta sobretudo peixe e carne, para juntar aos acompanhamentos.

DINHEIRO
Também precisamos de dinheiro que será dado através do PAV de forma temporária e condicionada.

Para responder a este pedido, podem responder a mrc71@mail.telepac.pt ou pavida@sapo.pt

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mais apoio social escolar para os estudantes filhos de mulheres grávidas



As mulheres grávidas que estejam, pelo menos, com 13 semanas de gestação e se encontrem em condições de ser beneficiárias do abono pré-natal e, em simultâneo, tenham já outros filhos que frequentem o ensino público e que já beneficiam do apoio social escolar mas em escalões inferiores, podem, ao abrigo do disposto no nº 5 do artigo 14º do Decreto-Lei nº 176/2003 de 2 de Agosto (diploma que define o regime do abono de família) e do artigo 8º, nº4 do Despacho 18987/2009 de 17 de Agosto de 2009, solicitar que estes sejam reposicionados num escalão de apoio superior de forma a obterem para esses seus filhos maiores apoios sociais na escola.


De acordo com o nº6 do artigo 14º do Decreto-Lei nº 176/2003 de 2 de Agosto, os efeitos decorrentes desta reavaliação e reposicionamento do escalão de apoio social escolar produzem-se a partir do mês seguinte àquele em que ocorreram os factos que lhe deram origem, isto é, no caso em concreto, a partir do 14º mês de gestação.


O respectivo requerimento a solicitar a reavaliação e consequente reposicionamento, para melhor, do escalão do apoio social escolar do filho em idade escolar da mulher grávida de 13 semanas, deve ser apresentado junto do presidente do agrupamento escolar ou do director da escola, caso esta não esteja integrada em qualquer agrupamento escolar.

Esta reavaliação, porém, não implica necessariamente o reposicionamento obrigatório para um escalão de apoio social escolar mais favorável uma vez que é à entidade competente, neste caso o presidente do agrupamento ou da escola não agrupada, que compete apurar e ponderar se as novas circunstâncias conjugadas agravam ou não a situação de carência anteriormente já existente.

Chinesas vão aos EUA dar à luz segundo filho

Cerca de cinco mil mulheres chinesas vão anualmente dar à luz nos Estados Unidos, devido à política de controlo da natalidade em vigor na China, que proíbe os casais urbanos de ter mais do que um filho.

A viagem aos EUA é organizada por agências implantadas nos dois países, que cobram entre 90 mil yuan (10.500 euros) e 120 mil yuan (14 mil euros) pelos seus serviços, indicou o jornal “Global Times”, uma publicação do grupo Diário do Povo, órgão central do Partido Comunista Chinês.


"Essas mães são todas de famílias ricas, a maioria das quais de Pequim, Xangai e Cantão", disse um funcionário de uma agência chamada US-Newborn, com três anos de actividade.


Trata-se de "um negócio lucrativo nos EUA" e é "gerido sobretudo por sino-americanos".


As futuras mães viajam com um visto de turista, que lhes permite permanecer em território norte-americano durante seis meses, e depois as agências tratam do resto, incluindo a estada em centros de assistência pós-parto.


"Quando o meu filho crescer, ele poderá ir para as melhores universidades dos EUA por um preço muito mais baixo", disse uma mãe que em Junho teve um filho numa maternidade da Califórnia.


O “Global Times” descreveu a referida mãe como "gerente de uma empresa farmacêutica em Pequim".


"Depois de ter dado à luz, voltou para casa com o seu bebé, um cidadão americano", escreveu o jornal.


A política de um casal um filho foi imposta no final da década de 70, quando a população da China estava a atingir os mil milhões.


Em Pequim, um casal que opte por ter um segundo filho incorre numa multa até 10 vezes o rendimento anual médio individual, o que ultrapassa 250 mil yuan (29 mil euros).


Os EUA são um dos 30 países que garantem automaticamente a nacionalidade aos bebés nascidos no seu território, qualquer que seja a nacionalidade dos respectivos pais, referiu o mês passado o “China Daily” a propósito das viagens para ter o segundo filho.


Segundo o mesmo jornal, todos os anos nascem nos EUA "pelo menos 400 mil bebés cujos pais não são cidadãos americanos ou nem sequer têm o estatuto legal de imigrantes.
Daqui.

9 Setembro Encontro de Professores

Caros amigos,

A Associação Família e Sociedade vai realizar o próximo dia 9 de Setembro um encontro de Professores com o tema "Educação sexual nas escolas: qual o papel dos professores?"

A Associação Família e Sociedade, fundada em 2004, é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, registada como Associação de Família na Segurança Social. Desenvolve a sua actividade na área da Bioética e da Sexualidade, nomeadamente na formação de pais e professores na educação da sexualidade de crianças e adolescentes (www.familiaesociedade.org).


Torres Vedras – 9 de Setembro de 2010 (Quinta-feira)

10.00h - Sessão de Abertura

10.15h - Enquadramento ético da sexualidade - Professor Doutor Michel Renaud

11. 00h - Cofee break

11.15h - A actuação dos professores dentro da legislação actual – Enf.ª Teresa Tomé Ribeiro, Escola Superior de Enfermagem do Porto e professora na UCP no mestrado de Ciências da Educação com orientação para a Educação Sexual

12.15h – Dados e factos acerca da educação sexual – Dr.ª Isabel Carmo Pedro, Bióloga, professora na UCP de Lisboa, no mestrado de Ciências da Educação com orientação para a Educação Sexual

13.00h - Almoço

14.30h - Intercâmbio de experiências e programas de educação da sexualidade:
• Projectar a Vida: uma abordagem integrada da sexualidade – Equipa multidisciplinar da Escola Secundária de Cantanhede
• Protege o teu Coração: educação da sexualidade baseada na educação do carácter – Dr.ª Alexandra Chumbo, Psicóloga, Presidente da Associação Família e Sociedade

16.00h – A educação da sexualidade no desenvolvimento da criança e do adolescente – Drª Joana Castelo Branco

17.00h – Encerramento


A inscrição é gratuita.
Este encontro destina-se a professores, psicólogos e outros elementos das equipas educativas ligados à educação sexual, estando igualmente aberta a possibilidade de participação de encarregados de educação. Está sujeito a um limite máximo de 100 inscrições que serão aceites por ordem de chegada. A Ficha de inscrição deverá ser enviada para a Associação para o e-mail afsoeste@gmail.com. A data limite de inscrição é o dia 6 de Setembro.


Para mais informações contactar:
Telefone: 96 474 25 33
Morada: Campo da Várzea, 15, 1º F – 2560 - Torres Vedras
Site: www.familiaesociedade.org.


Local de realização do encontro:
ACIRO - Associação Comercial, Industrial e Serviços da Região Oeste
Praceta Dr. Afonso Vilela, 2
2560-293 TORRES VEDRAS
http://www.aciro.pt/localizacao.php?op=1



FICHA DE INSCRIÇÃO

NOME: __________________________________________________________

PROFISSÃO: ________________________________________

ESCOLA ONDE LECCIONA: ______________________________________________

NÍVEL DE ENSINO QUE LECCIONA: ______________

TELEFONE DO EMPREGO: ____________________

TELEMÓVEL: ___________________

Email: ___________________¬¬¬¬___________¬________________

MORADA DE CASA: __________________________________________________

CÓDIGO POSTAL: _____________ LOCAL: ________________________________

TELEFONE DE CASA: _______________________




Com o apoio :