O
escritor e poeta Sebastião da Gama, falecido no início do século passado,
deixou-nos um magnífico testemunho sobre o que significa viver a vida
intensamente.
Afligido
por uma doença mortal, relembrava o valor do tempo.
Numa
carta dirigida a David Mourão-Ferreira, escreve assim:
«
Sabes porque não perco tempo em cafés e em outras coisas de que o café pode ser
uma metáfora ?
Porque
quero deixar feita a minha obra. Poder dizer à morte “Já vens tarde”. Porque
ela é irónica e vem a meio da nossa distracção.
Medita
nisto, David e, pergunta assim de vez em quando
- Que
fiz eu hoje ?”

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