Em primeiro lugar, as empresas deveriam assegurar uma supervisão mais complexa da ética (e com diligências contínuas) comparativamente aos controlos de fachada habituais no que respeita aos patrocínios, à responsabilidade social corporativa e à filantropia. O que deverá incluir um pensamento orientado para o futuro e medidas pró-activas para protecção do contágio contra os comportamentos não éticos, interna e externamente, para os beneficiários do envolvimento corporativo.
Em segundo lugar, as organizações sem fins lucrativos deveriam reforçar igualmente este tipo de supervisão tanto ao nível do conselho de administração como no da gestão sénior. A autora afirma não ser defensora de uma aversão excessiva ao risco relacionada com potenciais oportunidades de envolvimento corporativo, afirmando, contudo, que a resposta às notícias contínuas sobre estes tipos de escândalos deveria ser feita através da análise, seguida de um bom julgamento, e não simplesmente tentar evitá-lo.
A abordagem não deverá ser a de uma eliminação total do envolvimento corporativo sob uma capa de independência. Uma questão chave é a do desafio do timing das políticas de aceitação de donativos, como por exemplo quando um comportamento não ético por parte do doador corporativo ou empresarial vem à superfície depois das diligências devidas terem sido efectuadas (como por exemplo, a aceitação por parte da Durham University de um enorme donativo de um primeiro-ministro do Koweit que haveria de ser deposto como resposta a acusações de corrupção).
Em terceiro lugar, porque nenhuma organização é imune a comportamentos não éticos, tanto as organizações com fins lucrativos como as que não os têm deveriam implementar políticas, estruturas de incentivos e culturas que recompensassem, de forma célere e responsável, reacções a episódios de comportamentos não éticos. A responsabilidade chega ao público, aos colaboradores e aos voluntários, aos clientes e aos beneficiários, aos accionistas e aos doadores, e a todos os que se comportam de forma não ética. Um reconhecimento aberto e uma resposta rápida são essenciais para evitar a “máfia” de contágio, em conjunto com a “tolerância-zero” para as camadas de mentiras.
Artigo originalmente publicado na Stanford Social innovation Review, assinado por Susan Liautaud, Outono 2012. Adaptado com permissão
Fonte: VER
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Austeridade e pobreza
O aumento da desigualdade foi já reconhecido como uma das principais consequências da crise. E, a pergunta que se coloca é se a União Europeia poderá suportar custos económicos e sociais devastadores e de longo prazo, provenientes da consolidação fiscal e das medidas de austeridade, dado que estas só terão tendência para gerar um aumento ainda mais significativo da desigualdade em termos de rendimento.
Os media têm-se concentrado, ultimamente e de forma significativa, nos denominados “novos pobres”. Todavia e sendo inquestionável que são muitas as pessoas que acreditavam estar seguras e que estão agora a cair na pobreza, são muitos mais os que estão a ser severamente afectados pela crise e que provêm dos grupos mais vulneráveis – em particular, pessoas que já se encontravam em situações de pobreza antes de a crise deflagrar, em conjunto com os jovens (espera-se que, em 2013, 75 milhões de jovens europeus não tenham emprego), com as pessoas com poucos estudos, os migrantes, as minorias étnicas, os mais velhos e os agregados monoparentais.
Os rendimentos dos mais pobres foram ainda mais encolhidos, devido a um conjunto de circunstâncias, bem conhecidas dos portugueses, como o aumento da carga fiscal, as reduções de salários, os cortes nas pensões e demais benefícios sociais. Adicionalmente, a erosão no poder de compra está igualmente a ser encarada como uma enorme ameaça. Em muitos países da Europa, o gás, a electricidade e a água, em conjunto com as rendas de casa e os custos com a alimentação, estão a subir e, em países como a Hungria e outros pertencentes à Europa central e de leste, estes impactos estão a ser devastadores. Como refere o relatório da EAPN e relativamente a estes países em concreto, “a maioria das pessoas que vive agora em estado de pobreza não se pode dar ao luxo de usar o gás para aquecimento, retirando madeira das florestas para se aquecer”. Por outro lado, a tendência para a subida de preços dos bens essenciais parece ter começado antes do eclodir da crise e pode também ter contribuído para o endividamento excessivo dos cidadãos e para a própria crise.
A rede europeia Eurochild alertou também recentemente para uma potencial “geração perdida”nas famílias desproporcionalmente afectadas pela crise. A rede alerta para os efeitos físicos e psicológicos nas crianças, agravados pelos cortes na educação, nos cuidados de saúde e nos subsídios para as ONG. As taxas de desemprego entre os jovens estão acima dos 20% em muitos países, atingindo proporções devastadores na Estónia, em Espanha e em Portugal (35,9%, de acordo com dados de Agosto). Os trabalhadores migrantes estão em risco particular num número alargado de países, com a agravante de poderem vir a perder o seu visto de residência face à iminência do desemprego. Também os grupos étnicos mais vulneráveis e, em especial, os cidadãos de etnia cigana, estão a ser crescentemente tratados como bodes expiatórios, nomeadamente na Eslováquia, na República Checa e em França.
Muitos dos piores impactos sociais da crise não são ainda suficientemente aparentes, mas parecem não existir dúvidas de que as suas implicações serão sérias e de longo prazo. Os mesmos incluem a pobreza envergonhada, o aumento do desemprego, a erosão das condições de trabalho, as tensões familiares, o agravamento das situações de stress, de violência e das doenças crónicas, a perda de confiança e de aspirações por parte das crianças e dos jovens, bem como o medo de perder a casa, o aumento do endividamento e até potenciais situações de sem-abrigo. Muitas das redes pertencentes à EAPN referem, no interior dos países onde operam, índices preocupantes de carências várias, empobrecimento, aumento da violência doméstica e urbana. Ou, em suma, estamos a viver numa era onde uma maior competitividade por recursos mais escassos, sobretudo entre os mais pobres, poderá levar a um aumento preocupante dos níveis de intolerância, racismo e xenofobia.
Desemprego: quem sai não volta a entrar
O desemprego, sobretudo o que afecta os jovens, constitui indubitavelmente a face mais visível da crise. O desemprego entre os homens foi o que emergiu primeiro, mas as mulheres acabam por ser mais afectadas pela eliminação de empregos no sector social e no sector de serviços que está a abrandar na maioria das economias europeias. Os serviços são responsáveis por cerca de 70% a 80% do emprego, sendo que aqueles que salários menores pagam são dominados pelas mulheres. E, se existe uma concordância entre as várias redes anti-pobreza da Europa o principal problema é que quem perde o emprego, dificilmente o consegue recuperar.
Os estados-membros da EU permanecem aparentemente comprometidos com a ideia da “inclusão activa” enquanto estratégia integrada para abordar a exclusão social através da garantia de apoios aos rendimentos, acesso a empregos decentes e a serviços de qualidade. Mas e na prática, o resultado líquido deste compromisso não tem sido o de ajudar as pessoas a moverem-se da assistência social para o emprego mas, e como é visível, para a pobreza.
A avaliação do impacto social da crise feita pelo Comité da Protecção Social da Comissão Europeia demonstrou que as medidas para reduzir a despesa pública atacaram, antes de mais, os sistemas de protecção e inclusão sociais: diminuição dos períodos de subsídios de desemprego, benefícios reduzidos, redução de benefícios para adultos e crianças com incapacidade, abolição de subsídios de maternidade e de acção social escolar, cortes nos subsídios de doença, abonos de família, em conjunto com cortes no pessoal com lugar nos serviços sociais. E, apesar de nem todos os países estarem a implementar todas estas medidas, a realidade é que cada uma delas resulta num impacto gravemente severo nos que mais vulneráveis são.
A exclusão da segurança social por parte dos desempregados de longa duração e de outros sem historial de emprego é, há muito, um dos grandes problemas que a Europa enfrenta. Todavia e actualmente, e em nome da “modernização da protecção social”, as instituições europeias estão a encorajar a restrição da elegibilidade para os benefícios sociais mesmo em países ricos, como a Suécia, a Dinamarca ou a Holanda, possuidores de sistemas sociais relativamente generosos. Apesar de tudo, existem algumas excepções a assinalar: a Estónia, por exemplo, aumentou os seus benefícios sociais desde Janeiro de 2011 e o seu governo tem uma estratégia aparentemente adequada para investir no emprego. Existem igualmente alguns movimentos positivos no que respeita à educação e formação para desempregados na República Checa, na Suécia e na Finlândia. Todavia, os países que estão a apostar em formação o suficiente para fazer a diferença são mesmo uma minoria.
Os rendimentos dos mais pobres foram ainda mais encolhidos, devido a um conjunto de circunstâncias, bem conhecidas dos portugueses, como o aumento da carga fiscal, as reduções de salários, os cortes nas pensões e demais benefícios sociais. Adicionalmente, a erosão no poder de compra está igualmente a ser encarada como uma enorme ameaça. Em muitos países da Europa, o gás, a electricidade e a água, em conjunto com as rendas de casa e os custos com a alimentação, estão a subir e, em países como a Hungria e outros pertencentes à Europa central e de leste, estes impactos estão a ser devastadores. Como refere o relatório da EAPN e relativamente a estes países em concreto, “a maioria das pessoas que vive agora em estado de pobreza não se pode dar ao luxo de usar o gás para aquecimento, retirando madeira das florestas para se aquecer”. Por outro lado, a tendência para a subida de preços dos bens essenciais parece ter começado antes do eclodir da crise e pode também ter contribuído para o endividamento excessivo dos cidadãos e para a própria crise.
A rede europeia Eurochild alertou também recentemente para uma potencial “geração perdida”nas famílias desproporcionalmente afectadas pela crise. A rede alerta para os efeitos físicos e psicológicos nas crianças, agravados pelos cortes na educação, nos cuidados de saúde e nos subsídios para as ONG. As taxas de desemprego entre os jovens estão acima dos 20% em muitos países, atingindo proporções devastadores na Estónia, em Espanha e em Portugal (35,9%, de acordo com dados de Agosto). Os trabalhadores migrantes estão em risco particular num número alargado de países, com a agravante de poderem vir a perder o seu visto de residência face à iminência do desemprego. Também os grupos étnicos mais vulneráveis e, em especial, os cidadãos de etnia cigana, estão a ser crescentemente tratados como bodes expiatórios, nomeadamente na Eslováquia, na República Checa e em França.
Muitos dos piores impactos sociais da crise não são ainda suficientemente aparentes, mas parecem não existir dúvidas de que as suas implicações serão sérias e de longo prazo. Os mesmos incluem a pobreza envergonhada, o aumento do desemprego, a erosão das condições de trabalho, as tensões familiares, o agravamento das situações de stress, de violência e das doenças crónicas, a perda de confiança e de aspirações por parte das crianças e dos jovens, bem como o medo de perder a casa, o aumento do endividamento e até potenciais situações de sem-abrigo. Muitas das redes pertencentes à EAPN referem, no interior dos países onde operam, índices preocupantes de carências várias, empobrecimento, aumento da violência doméstica e urbana. Ou, em suma, estamos a viver numa era onde uma maior competitividade por recursos mais escassos, sobretudo entre os mais pobres, poderá levar a um aumento preocupante dos níveis de intolerância, racismo e xenofobia.
Desemprego: quem sai não volta a entrar
O desemprego, sobretudo o que afecta os jovens, constitui indubitavelmente a face mais visível da crise. O desemprego entre os homens foi o que emergiu primeiro, mas as mulheres acabam por ser mais afectadas pela eliminação de empregos no sector social e no sector de serviços que está a abrandar na maioria das economias europeias. Os serviços são responsáveis por cerca de 70% a 80% do emprego, sendo que aqueles que salários menores pagam são dominados pelas mulheres. E, se existe uma concordância entre as várias redes anti-pobreza da Europa o principal problema é que quem perde o emprego, dificilmente o consegue recuperar.
Os estados-membros da EU permanecem aparentemente comprometidos com a ideia da “inclusão activa” enquanto estratégia integrada para abordar a exclusão social através da garantia de apoios aos rendimentos, acesso a empregos decentes e a serviços de qualidade. Mas e na prática, o resultado líquido deste compromisso não tem sido o de ajudar as pessoas a moverem-se da assistência social para o emprego mas, e como é visível, para a pobreza.
A avaliação do impacto social da crise feita pelo Comité da Protecção Social da Comissão Europeia demonstrou que as medidas para reduzir a despesa pública atacaram, antes de mais, os sistemas de protecção e inclusão sociais: diminuição dos períodos de subsídios de desemprego, benefícios reduzidos, redução de benefícios para adultos e crianças com incapacidade, abolição de subsídios de maternidade e de acção social escolar, cortes nos subsídios de doença, abonos de família, em conjunto com cortes no pessoal com lugar nos serviços sociais. E, apesar de nem todos os países estarem a implementar todas estas medidas, a realidade é que cada uma delas resulta num impacto gravemente severo nos que mais vulneráveis são.
A exclusão da segurança social por parte dos desempregados de longa duração e de outros sem historial de emprego é, há muito, um dos grandes problemas que a Europa enfrenta. Todavia e actualmente, e em nome da “modernização da protecção social”, as instituições europeias estão a encorajar a restrição da elegibilidade para os benefícios sociais mesmo em países ricos, como a Suécia, a Dinamarca ou a Holanda, possuidores de sistemas sociais relativamente generosos. Apesar de tudo, existem algumas excepções a assinalar: a Estónia, por exemplo, aumentou os seus benefícios sociais desde Janeiro de 2011 e o seu governo tem uma estratégia aparentemente adequada para investir no emprego. Existem igualmente alguns movimentos positivos no que respeita à educação e formação para desempregados na República Checa, na Suécia e na Finlândia. Todavia, os países que estão a apostar em formação o suficiente para fazer a diferença são mesmo uma minoria.
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© DR
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Fonte: Ver
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Onde a esperança morre, antes de nascer
No próximo dia 3, sábado, à tarde, se Deus quiser, estarei a participar num dos turnos das Veladas pela Vida, em frente à Clínica dos Arcos.
Já visitei o campo de concentração de Auschwitz onde pessoas eram mortas por motivos de racismo.
Nesta Clínica pessoas são mortas não por serem judeus ou negros mas simplesmente porque foram concebidos no lugar errado, à hora errada por pessoas que não os querem.
Já visitei o campo de concentração de Auschwitz onde pessoas eram mortas por motivos de racismo.
Nesta Clínica pessoas são mortas não por serem judeus ou negros mas simplesmente porque foram concebidos no lugar errado, à hora errada por pessoas que não os querem.
São mortas apenas e tão somente por motivos económicos.
Motivos económicos que, nesta altura do campeonato, poderiam ser determinantes. Mas o que é determinante para acabar com uma vida?
O que é certo é que esta aberração não pode ser só imputada aos próprios que colaboram e praticam o aborto, mas a toda uma sociedade. Porque uma sociedade que permite que seres vivos concebidos não vejam a luz do dia por falta de apoio, por falta de carinho, por falta de condições familiares, económicas e sociais, por falta de alternativas é uma sociedade falida, ...
Motivos económicos que, nesta altura do campeonato, poderiam ser determinantes. Mas o que é determinante para acabar com uma vida?
O que é certo é que esta aberração não pode ser só imputada aos próprios que colaboram e praticam o aborto, mas a toda uma sociedade. Porque uma sociedade que permite que seres vivos concebidos não vejam a luz do dia por falta de apoio, por falta de carinho, por falta de condições familiares, económicas e sociais, por falta de alternativas é uma sociedade falida, ...
uma sociedade derrotada e que se deixa derrotar.
Nesta Clínica a esperança morre antes de nascer. As almas saem amarguradas ou com uma enganadora sensação de alívio. As marcas ficam sempre.
Não estamos à frente da Clinica dos Arcos para censurar ninguém ou muito menos para perseguir, estamos para falar com quem quiser falar, mostrar que há quem trabalhe por alternativas e que essas alternativas são reais e não apenas meras intenções.
Estamos à frente da Clínica para rezar pelos que são empurrados para o drama do aborto, os pais e os filhos.
Estamos para que saibam que estão no nosso pensamento, nas nossas orações e, por isso, merecem a nossa presença.
Nesta Clínica a esperança morre antes de nascer. As almas saem amarguradas ou com uma enganadora sensação de alívio. As marcas ficam sempre.
Não estamos à frente da Clinica dos Arcos para censurar ninguém ou muito menos para perseguir, estamos para falar com quem quiser falar, mostrar que há quem trabalhe por alternativas e que essas alternativas são reais e não apenas meras intenções.
Estamos à frente da Clínica para rezar pelos que são empurrados para o drama do aborto, os pais e os filhos.
Estamos para que saibam que estão no nosso pensamento, nas nossas orações e, por isso, merecem a nossa presença.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Ensinar as crianças a poupar
Mesmo antes da crise financeira de 2007-2008, os americanos não se encontravam em boa forma no que respeita a comportamentos financeiros de longo prazo. Estavam, sim, sobreendividados, com dívidas médias nos cartões de crédito superiores a 5 mil dólares e eram cerca de 50% aqueles que não tinham poupanças adequadas para a reforma. Uma abordagem plausível para este problema tem sido o de se ensinar literacia financeira, explicando princípios básicos de poupança, de planeamento e de despesas responsáveis. Infelizmente, as pesquisas geralmente não evidenciam que os seminários sobre poupança afectem positivamente os resultados financeiros de longo prazo das pessoas. É que a viagem entre saber o que devemos fazer até realmente colocarmos em acção o que deve ser feito pode ser muito complexa.
E esse foi o motivo que levou os autores deste artigo, Annie Duflo e Dean Karlan, directora executiva da organização Innovations for Poverty Action (IPA) e professor de economia na Universidade de Yale e fundador e presidente da IPA, respectivamente, a interrogarem-se sobre o que aconteceria se estes bons comportamentos começassem a ser ensinados desde tenra idade. E começaram por questionar o seguinte: serão as crianças mais fáceis de influenciar? Será possível que uma pequena e precoce influência nas crianças poderá vir a ter benefícios cumulativos sociais ao longo das suas vidas? E, para tornar esta cruzada mais interessante ainda, os autores decidiram olhar para um país com taxas muito reduzidas de poupança: o Gana.
A Aflatoun, uma ONG sedeada na Holanda, desenvolveu um currículo educacional financeiro para escolas que trabalham com parceiros locais para formar professores em 83 países. No centro do programa, existe um simples “banco” de grupo sob a forma de um mealheiro fechado e uma caderneta guardada pelo professor, no qual os alunos podem fazer poupanças e registar depósitos e levantamentos. As lições de poupança estão enquadradas num currículo de desenvolvimento alargado, emocional e social, que pretende fazer a ligação entre os direitos e responsabilidades individuais e a educação financeira e social.
A chave para um estudo rigoroso sobre a eficácia de um programa social consiste em comparar de que forma as vidas das pessoas mudam relativamente ao que mudariam caso o programa não tivesse existido. Quando viável, a melhor forma de executar este exercício é fazê-lo com um grupo de comparação aleatoriamente escolhido. Neste caso, os autores avaliaram dois grupos com programas diferentes: um que teve acesso a todo o currículo estabelecido pela Aflatoun e outro que apenas recebeu formação básica em literacia financeira.
O grupo que recebeu apenas o mealheiro e a formação em competências básicas, mas não o currículo alargado de desenvolvimento psicossocial, foi denominado de grupo do “Mealheiro Honesto” (MH), e que permitiu também a comparação dos efeitos decorrentes de uma intervenção mais simplista. Os alunos do 5º e 7º anos, de 135 escolas participaram, tendo as escolas sido escolhidas aleatoriamente para fazerem parte de um dos dois programas ou do grupo de comparação.
No final de um ano lectivo, os investigadores questionaram ambos os grupos sobre um conjunto de atitudes e comportamentos de poupança. Os investigadores tentaram igualmente descobrir diferenças entre os estudantes que passaram por programas de tolerância ao risco, autoconfiança e relações interpessoais.
(...).
Em jeito de resultado, ambos os programas obtiveram um impacto modesto, mas mensurável, em termos de poupança. Cerca de 51% dos miúdos pertencentes ao grupo de comparação reportaram poupanças e a participação tanto no Aflatoun como no MH aumentou a taxa de poupança em quatro por cento.
A maioria dos votantes online fizeram previsões correctas, com 56 por cento a apostar que ambos os programas teriam um impacto. 27 por cento escolheram apenas o Aflatoun, 12 por cento o MH e uns pessimistas cinco por cento afirmaram que nenhum dos dois teria qualquer impacto.
Enquadrar as poupanças num contexto social pode também estimular outras actividades sociais. Na escola de Nkwanta, num distrito rural e pobre do Gana, os estudantes nunca se tinham envolvido anteriormente em qualquer clube de actividades. Mas assim que iniciaram o seu grupo de poupança, abriram de seguida uma pequena papelaria, onde começaram a vender lápis, livros, garrafas de água e outros produtos similares. Um grupo Aflatoun, na escola básica de Pantag, perto de Accra, começou a vender doçaria e um jornal para crianças, e ganhou o gosto por actividades pró-sociais, organizando os seus próprios programas de poupança e visitando casas de acolhimento para crianças.
Uma das poucas diferenças encontradas pelos investigadores no que respeita aos resultados financeiros entre os programas da Aflatoun e os do MH residiu no facto de as crianças que fizeram este último programa terem demonstrado uma maior propensão para trabalharem fora da escola. Como afirmou um estudante do MH: “Trabalho arduamente todos os sábados e domingos no mercado… costumava gastar todo o meu dinheiro em videojogos e em outros produtos de entretenimento, mas desde que me juntei ao clube do Mealheiro Honesto, alterei a forma como gasto o meu dinheiro”. É questionável se esta é uma situação positiva, na medida em que a escola pode competir com o trabalho. Um possível efeito colateral do encorajamento de poupanças sem o apoio de um desenvolvimento psicossocial pode, nestes casos em particular, resultar num aumento do trabalho infantil.
Todavia, os investigadores comprovaram uma redução na atracção por comportamentos arriscados, com os estudantes em ambos os grupos a demonstrarem níveis mais elevados de aversão ao risco.
(...)
Artigo originalmente publicado na Stanford Social innovation Review, por Annie Duflo & Dean Karlan, Outono 2012. Adaptado por VER com permissão
Ecos das Veladas pela Vida
Há muito apoio moral, mas isso não basta: “não é só estar aqui a dizer às grávidas para não abortarem, temos de nos preocupar com os problemas delas e dar apoio. Vão a um médico nosso amigo que as vê a custo zero do princípio ao fim da gravidez. Ajuda-se com enxovais, fraldas, processos de legalização, porque há pessoas que vêm aqui em situações muito complicadas.”
Em tempo de crise a tentação de resolver gravidezes inesperadas recorrendo ao aborto pode ser grande, mas é um erro, considera:
Em tempo de crise a tentação de resolver gravidezes inesperadas recorrendo ao aborto pode ser grande, mas é um erro, considera:
“As pessoas pensam que vêm aqui e depois de abortarem voltam a ser quem eram antes, porque já resolveram o problema, tiraram aquilo que as incomodava. Mas uma mulher, depois de engravidar nunca mais volta a ser a mesma, quer tenha um bebé, porque nos tornamos mães de um filho, quer não deixemos a criança nascer. Embora venha aqui e aparentemente possa sair com alívio, a angústia vai depois ser muito maior.”
Fonte: Rádio Renascença
Fonte: Rádio Renascença
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Dia 24 de 40. Ecos à porta da Clínica dos Arcos
"Hoje muitas mulheres abortaram. Várias adolescentes. Uma de 14 anos. Mas todas sairam tocadas e pareciam arrependidas.
Um casal de universitários, depois de ela ter abortado, pararam e, após falarmos com eles, o pobre rapaz começou a chorar, vendo-se o arrependimento no seu rosto.
Duas mulheres desistiram de abortar e têm consulta marcada num dos nossos médicos".
Fonte: Veladas pela vida
terça-feira, 23 de outubro de 2012
A importância da família para a coesão social
Há um ambiente de vida
criado pelo dom recíproco de um homem e uma mulher, chamados a viver como
compromisso de amor.
Este é o ambiente indispensável para que a criança
desenvolva suas potencialidades e torne-se consciente de sua dignidade - o dom
mais precioso para cada pessoa.
Além disso, esta consciência sustenta a
cidadania, que articula relações sociais e políticas dando à sociedade as
condições necessárias para ser solidária e fraterna. Perdida esta consciência,
ou mal formada, desvios de todo tipo podem sacrificar o caminho e os destinos
da humanidade.
A sociabilidade humana,
aprendida e experimentada na família, é determinante na sustentação da
sociedade, do tecido de sua cultura.
Esta sociabilidade é indispensável porque
contribui de modo único para o bem comum. Por isso, a família deve ser
prioridade.
No horizonte dessa rica compreensão é que se discute a inoportuna
equiparação legislativa entre família e uniões de fato. Esta equivalência está
na contramão do modelo de família que não pode reduzir-se a uma precária
relação entre pessoas. O debate público contemporâneo defronta-se com o ideal
de família que compreende a união permanente, originada pelo pacto entre um
homem e uma mulher, fundado sobre uma escolha recíproca e livre. Uma escolha
que implica a plena comunhão conjugal orientada para a procriação.
Pensando a tarefa
educativa própria da família, é oportuno relacioná-la sempre com a vida
economica e com o trabalho.
A família, quando protagonista da vida econômica,
ensina a importância da partilha e da solidariedade entre as pessoas. De modo
particular, é decisiva na formação profissional.
A sociedade ganha quando a
família faz do cidadão um trabalhador incansável, comprometido na promoção do bem.
Em se considerando a necessidade de avanços culturais e economicos, a família
precisa contribuir, sobretudo, com a educação para o sentido do trabalho,
ajudar na oferta de orientações.
A família tem, pois, um papel determinante no
desenvolvimento integral humano, garantindo a qualificação da vida social.
Walmor Oliveira de
Azevedo
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Escola virtual
Um dos grandes problemas que a escola enfrenta, desde os últimos 20 anos, prende-se com a concorrência dos multimedia, video-jogos, internet etc..
Os estudantes sentem-se desmotivados perante livros em papel ou perante matéria de estudo que está ao seu dispôr à velocidade de um click.
Além disso, os multimedia, internet, video-jogos, etc... aumentam o grau de desconcentração.
Era e é, pois, importante que a escola se alie à internet e às ferramentas de multimedia para que o ensino se torne mais atrativo, apelativo e eficaz.
O Ministério da Educação desde há muitos anos que tem gabinetes próprios onde supostamente se incentivaria ao uso dos media nas salas de aulas e muitos professores, por sua própria iniciativa, têm-no feito recolhendo material da internet.
Por outro lado, neste linha de interação escola-multimedia, o recurso a quadros interativos (uma espécie de power points interactivos) têm também sido uma preciosa ajuda, embora nem todos os professores e nem todas as escolas tenham possibilidade de ter e dominar esta preciosa ferramenta.
Mais recentemente uma editora nacional lançou um projeto que está a ter um enorme sucesso e adesão por parte de pais e professores denominado "Escola Virtual".
Este é projeto é um paradigma novo que tenta promove a automotivação.
O aluno chega a casa, liga o computador e estuda de maneira lúdica.
O objetivo é que com este acesso os estudantes aprendam mais facilmente e precisem menos de recorrer a explicações ou a livros de exercícios.
Uma excelente iniciativa !!!
Os estudantes sentem-se desmotivados perante livros em papel ou perante matéria de estudo que está ao seu dispôr à velocidade de um click.
Além disso, os multimedia, internet, video-jogos, etc... aumentam o grau de desconcentração.
Era e é, pois, importante que a escola se alie à internet e às ferramentas de multimedia para que o ensino se torne mais atrativo, apelativo e eficaz.
O Ministério da Educação desde há muitos anos que tem gabinetes próprios onde supostamente se incentivaria ao uso dos media nas salas de aulas e muitos professores, por sua própria iniciativa, têm-no feito recolhendo material da internet.
Por outro lado, neste linha de interação escola-multimedia, o recurso a quadros interativos (uma espécie de power points interactivos) têm também sido uma preciosa ajuda, embora nem todos os professores e nem todas as escolas tenham possibilidade de ter e dominar esta preciosa ferramenta.
Mais recentemente uma editora nacional lançou um projeto que está a ter um enorme sucesso e adesão por parte de pais e professores denominado "Escola Virtual".
Este é projeto é um paradigma novo que tenta promove a automotivação.
O aluno chega a casa, liga o computador e estuda de maneira lúdica.
O objetivo é que com este acesso os estudantes aprendam mais facilmente e precisem menos de recorrer a explicações ou a livros de exercícios.
Uma excelente iniciativa !!!
domingo, 21 de outubro de 2012
Promover a inclusão social em missão
No dia mundial das Missões, eis um vídeo que fala sobre homens e mulheres que deixam os seus familiares e amigos para, a muitos kilómetros de distância das suas casas, promoverem a inclusão social, a educação, a saúde e a propagação da fé em locais marcados pela guerra e a pobreza.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Idosos fogem da Holanda com medo da eutanásia
Asilo na Alemanha converte-se em abrigo para idosos que fogem da Holanda com medo de serem vítimas de eutanásia a pedido da família. São quatro mil casos de eutanásia por ano, sendo um quarto sem aprovação do paciente.
Eutanásia praticada numa unidade de terapia intensiva
Eutanásia praticada numa unidade de terapia intensiva
O novo asilo na cidade alemã de Bocholt, perto da fronteira com a Holanda, foi ao encontro do desejo de muitos holandeses temerosos de que a própria família autorize a antecipação de sua morte. Eles se sentem seguros na Alemanha, onde a eutanásia tornou-se tabu depois que os nazistas a praticaram em larga escala, na Segunda Guerra Mundial, contra deficientes físicos e mentais e outras pessoas que consideravam indignas de viver.
A Holanda, que foi ocupada pelas tropas nazistas, ao contrário, é pioneira em medidas liberais inimagináveis na maior parte do mundo, como a legalização de drogas, prostituição, aborto e eutanásia. O povo holandês foi o primeiro a ter o direito a morte abreviada e assistida por médicos. Mas o medo da eutanásia é grande entre muitos holandeses idosos.
Estudo justifica temores – Uma análise feita pela Universidade de Göttingen de sete mil casos de eutanásia praticados na Holanda justifica o medo de idosos de terem a sua vida abreviada a pedido de familiares. Em 41% destes casos, o desejo de antecipar a morte do paciente foi da sua família. 14% das vítimas eram totalmente conscientes e capacitados até para responder por eventuais crimes na Justiça.
A Corte Européia dos Direitos Humanos negou à britânica Diane Pretty o direito de eutanásia
Os médicos justificaram como motivo principal de 60% dos casos de morte antecipada a falta de perspectiva de melhora dos pacientes, vindo em segundo lugar a incapacidade dos familiares de lidar com a situação (32%). A eutanásia ativa é a causa da morte de quatro mil pessoas por ano na Holanda.
Margem para interpretação fatal – A liberalidade da lei holandesa deixa os médicos de mãos livres para praticar a eutanásia de acordo com a sua própria interpretação do texto legal, na opinião de Eugen Brysch, presidente do Movimento Alemão Hospice, que é voltado para assistência a pacientes em fase terminal, sem possibilidades terapêuticas. Para Brysch soa clara a regra pela qual um paciente só pode ser morto com ajuda médica se o seu sofrimento for insuportável e não existir tratamento para o seu caso. Mas na realidade, segundo ele, esta cláusula dá margem a uma interpretação mais liberal da lei.
Uma conseqüência imediata das interpretações permitidas foi uma grande perda de confiança de idosos da Holanda na medicina nacional. Por isso, eles procuram com maior freqüência médicos alemães, segundo Inge Kunz, da associação alemã Omega, que também é voltada para assistência a pacientes terminais e suas respectivas famílias.
A lei determina que a eutanásia só pode ser permitida por uma comissão constituída por um jurista, um especialista em ética e um médico. Na falta de um tratamento para melhorar a situação do paciente, o médico é obrigado a pedir a opinião de um colega. Mas na prática a realidade é outra, segundo os críticos da eutanásia e o resultado da análise que a Universidade de Göttingen fez de sete mil casos de morte assistida na Holanda.
Daqui
A Holanda, que foi ocupada pelas tropas nazistas, ao contrário, é pioneira em medidas liberais inimagináveis na maior parte do mundo, como a legalização de drogas, prostituição, aborto e eutanásia. O povo holandês foi o primeiro a ter o direito a morte abreviada e assistida por médicos. Mas o medo da eutanásia é grande entre muitos holandeses idosos.
Estudo justifica temores – Uma análise feita pela Universidade de Göttingen de sete mil casos de eutanásia praticados na Holanda justifica o medo de idosos de terem a sua vida abreviada a pedido de familiares. Em 41% destes casos, o desejo de antecipar a morte do paciente foi da sua família. 14% das vítimas eram totalmente conscientes e capacitados até para responder por eventuais crimes na Justiça.
A Corte Européia dos Direitos Humanos negou à britânica Diane Pretty o direito de eutanásiaMargem para interpretação fatal – A liberalidade da lei holandesa deixa os médicos de mãos livres para praticar a eutanásia de acordo com a sua própria interpretação do texto legal, na opinião de Eugen Brysch, presidente do Movimento Alemão Hospice, que é voltado para assistência a pacientes em fase terminal, sem possibilidades terapêuticas. Para Brysch soa clara a regra pela qual um paciente só pode ser morto com ajuda médica se o seu sofrimento for insuportável e não existir tratamento para o seu caso. Mas na realidade, segundo ele, esta cláusula dá margem a uma interpretação mais liberal da lei.
Uma conseqüência imediata das interpretações permitidas foi uma grande perda de confiança de idosos da Holanda na medicina nacional. Por isso, eles procuram com maior freqüência médicos alemães, segundo Inge Kunz, da associação alemã Omega, que também é voltada para assistência a pacientes terminais e suas respectivas famílias.
A lei determina que a eutanásia só pode ser permitida por uma comissão constituída por um jurista, um especialista em ética e um médico. Na falta de um tratamento para melhorar a situação do paciente, o médico é obrigado a pedir a opinião de um colega. Mas na prática a realidade é outra, segundo os críticos da eutanásia e o resultado da análise que a Universidade de Göttingen fez de sete mil casos de morte assistida na Holanda.
Daqui
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
40 veladas pela vida
Numa altura em que turbas de indignados inflamam (literalmente) as escadas de São Bento, rodeados por uma outra turba, desta vez de jornalistas, algo de espantoso e de diametralmente oposto acontece, todos os dias, à porta da "clínica" dos Arcos, no coração de Lisboa.
Voluntários salvam vidas humanas todas as semanas, por vezes, todos os dias.
São uma luz viva neste tempo de trevas que infesta Portugal.
Em particular, a iniciativa 40 dias pela vida dinamizada pela missão "Mãos Erguidas" interpela casais e mulheres antes e depois de entrarem na clínica dos Arcos, não agredindo a sua liberdade, mas propondo-lhes opções alternativas, apoios sociais, médicos, psicológico, entre outros
DIA 17 -17 de Outubro de 2012
Dia 17 de 40.
Estiveram 21 pessoas a rezar nos diversos turnos.
Hoje não há certezas de nenhuma grávida ter desistido de abortar. Uma mãe de vários filhos veio acompanhar a filha de 16 anos que está grávida a fazer uma eco. Foi muito receptiva e disposta a aceitar este neto, a filha é que está muito assustada e sem vontade de assumir. Rezem pois está de 9 semanas e o aborto está marcado para 6ª feira.
Há mais 2 grávidas que disseram que iriam desistir, mas irão mesmo?
Amanhã precisamos de voluntários. Animem-se por favor e inscrevam-se e levem outros a inscrever-se.
Até amanhã.
Estiveram 28 pessoas a rezar nos vários turnos.
Quatro mulheres, após abordadas pelas voluntárias das Mãos Erguidas desistiram de abortar à porta da clínica com aborto marcado para hoje! O que se Deus quiser irá resultar em 5 bebés lindos NÃO abortados porque uma delas está grávida de 6 semanas de gémeos!
Vamos continuar esta torrente de orações!
Continuamos a precisar de voluntários, inscrevam-se por favor.
Até amanhã.
Apesar de ser fim de semana e da Clínica estar fechada, estiveram ontem 30 pessoas e hoje mais de 20 a rezar pelos diversos turnos.
Hoje com cânticos e tudo, uma animação!! Nas Mãos Erguidas agradecem que quem souber fazer ou quem tiver casaquinhos e botinhas de recém-nascido (só de recém-nascido mesmo, pois não há capacidade para armazenar mais) os faça chegar à Casa de Nazaré. Estas roupinhas simbólicas são muito importantes quando as mulheres decidem não abortar, ou mesmo quando ainda não tomaram a sua decisão.
Amanhã dia 15 de Outubro precisamos de voluntários para os turnos das 16-22h.
Até amanhã.
Estiveram 27 pessoas a rezar nos vários turnos.
Uma rapariga da Guiné que tinha falado com um voluntário das Mãos Erguidas na 3ª feira, tinha o aborto marcado hoje para as 12h, e em vez de entrar na cínica dos arcos entrou para a Casa de Nazaré para pedir ajuda para não abortar. O marido mandou-a abortar porque têm já 2 filhos, ele não tem emprego e vieram da Guiné há 8 meses. Entretanto estando as voluntárias das mãos Erguidas a falar com ela, entrou uma voluntária muçulmana e contou-lhe que tinha passado pelo mesmo, que tinha ficado com o bebé e que o marido tinha encontrado emprego. A rapariga comoveu-se muito com o testemunho desta voluntária e tem consulta marcada com o nosso médico na próxima 4ª feira. Precisamos de toda a ajuda para arranjar emprego a este pai!
Até amanhã.
Hoje cerca de 45 pessoas a rezar pelos vários turnos.
Hoje não vos conto histórias, peço-vos sim orações por um casal que está numa angustia profunda, com um problema gravíssimo, e que não tem força nem fé para não abortar. Também por um rapaz de 20 anos que se debate violentamente entre o dever de convencer a namorada a não abortar e o receio de ser pai aos 20 anos e "estragar" toda a sua vida.
Até amanhã.
Hoje à volta de 52 pessoas a rezar durante os vários turnos (agora temos um caderno onde cada pessoa que vai e quer põe o nome e contamos fim do dia).
Voluntários salvam vidas humanas todas as semanas, por vezes, todos os dias.
São uma luz viva neste tempo de trevas que infesta Portugal.
Em particular, a iniciativa 40 dias pela vida dinamizada pela missão "Mãos Erguidas" interpela casais e mulheres antes e depois de entrarem na clínica dos Arcos, não agredindo a sua liberdade, mas propondo-lhes opções alternativas, apoios sociais, médicos, psicológico, entre outros
DIA 17 -17 de Outubro de 2012
Dia 17 de 40.
Estiveram 21 pessoas a rezar nos diversos turnos.
Hoje não há certezas de nenhuma grávida ter desistido de abortar. Uma mãe de vários filhos veio acompanhar a filha de 16 anos que está grávida a fazer uma eco. Foi muito receptiva e disposta a aceitar este neto, a filha é que está muito assustada e sem vontade de assumir. Rezem pois está de 9 semanas e o aborto está marcado para 6ª feira.
Há mais 2 grávidas que disseram que iriam desistir, mas irão mesmo?
Amanhã precisamos de voluntários. Animem-se por favor e inscrevam-se e levem outros a inscrever-se.
Até amanhã.
DIA 16 -16 de Outubro de 2012
Dia 16 de 40.Estiveram 28 pessoas a rezar nos vários turnos.
Quatro mulheres, após abordadas pelas voluntárias das Mãos Erguidas desistiram de abortar à porta da clínica com aborto marcado para hoje! O que se Deus quiser irá resultar em 5 bebés lindos NÃO abortados porque uma delas está grávida de 6 semanas de gémeos!
Vamos continuar esta torrente de orações!
Continuamos a precisar de voluntários, inscrevam-se por favor.
Até amanhã.
DIA 15 - 15 de Outubro de 2012
Dia 15 de 40.
Estiveram 27 pessoas a rezar pelos vários turnos. 3 delas vieram expressamente do Porto para participar mais de perto nos 40 dias.
Hoje duas mulheres que tinham o aborto marcado para esta manhã foram abordadas pelas voluntárias das Mãos Erguidas e desistiram de abortar. Têm consulta marcada num dos nossos médicos para amanhã.
Um casal que tem um bebé de 5 meses está à espera de outro, hoje fizeram ecografia nos arcos, está grávida de 7 semanas. Depois de abordados ficaram muito pensativos, têm o aborto marcado para 5ª feira mas temos esperança que desistam.
Até amanhã.
DIAS 13 e 14 -13 e 14 de Outubro de 2012
Dias 13 e 14 de 40.Apesar de ser fim de semana e da Clínica estar fechada, estiveram ontem 30 pessoas e hoje mais de 20 a rezar pelos diversos turnos.
Hoje com cânticos e tudo, uma animação!! Nas Mãos Erguidas agradecem que quem souber fazer ou quem tiver casaquinhos e botinhas de recém-nascido (só de recém-nascido mesmo, pois não há capacidade para armazenar mais) os faça chegar à Casa de Nazaré. Estas roupinhas simbólicas são muito importantes quando as mulheres decidem não abortar, ou mesmo quando ainda não tomaram a sua decisão.
Amanhã dia 15 de Outubro precisamos de voluntários para os turnos das 16-22h.
Até amanhã.
DIA 12 -12 que ti de Outubro de 2012
Dia 12 de 40.Estiveram 27 pessoas a rezar nos vários turnos.
Uma rapariga da Guiné que tinha falado com um voluntário das Mãos Erguidas na 3ª feira, tinha o aborto marcado hoje para as 12h, e em vez de entrar na cínica dos arcos entrou para a Casa de Nazaré para pedir ajuda para não abortar. O marido mandou-a abortar porque têm já 2 filhos, ele não tem emprego e vieram da Guiné há 8 meses. Entretanto estando as voluntárias das mãos Erguidas a falar com ela, entrou uma voluntária muçulmana e contou-lhe que tinha passado pelo mesmo, que tinha ficado com o bebé e que o marido tinha encontrado emprego. A rapariga comoveu-se muito com o testemunho desta voluntária e tem consulta marcada com o nosso médico na próxima 4ª feira. Precisamos de toda a ajuda para arranjar emprego a este pai!
Até amanhã.
DIA 11 -11 de Outubro de 2012
Dia 11 dos 40.Hoje cerca de 45 pessoas a rezar pelos vários turnos.
Hoje não vos conto histórias, peço-vos sim orações por um casal que está numa angustia profunda, com um problema gravíssimo, e que não tem força nem fé para não abortar. Também por um rapaz de 20 anos que se debate violentamente entre o dever de convencer a namorada a não abortar e o receio de ser pai aos 20 anos e "estragar" toda a sua vida.
Até amanhã.
DIA 10 -10 de Outubro de 2012
Dia 10 de 40.Hoje à volta de 52 pessoas a rezar durante os vários turnos (agora temos um caderno onde cada pessoa que vai e quer põe o nome e contamos fim do dia).
Abordámos o psicólogo da clínica quando ia pôr a moeda para o parquímetro,aceitou conversar um pouco connosco e embora nos tenha acusado de varias coisas e não acredite que o coração de um bebé de 4 semanas bate, ficou uma porta aberta.
Hoje apareceram muitas irredutíveis, uma mulher casada grávida mas não do marido, um casal convicto de que o filho estava mal formado porque ela tinha tomado medicação, outra porque tinha 46 anos etc etc Mas também veio uma jovem de 24 anos que ao ver que lhe estavam a oferecer apoio nas mãos erguidas decidiu mesmo contra a vontade do namorado ficar com o bebé ainda que ficasse sozinha.
Um casal com o 4º filho na barriga prometeu ir para casa pensar melhor ainda que tivessem que passar grandes dificuldades. Uma pobre rapariga de 18 anos que estava muito assustada e não sabemos o que irá decidir estes 3 dias.
As gravidas e jovens mães da casa de Santa Isabel estiveram à tarde a dar o seu testemunho às gravidas que iam abortar.
Dia 9 dos 40.
Cerca de 26 pessoas a rezar nos vários turnos.
Foi um dia especialmente triste à porta da clínica, pois entraram mais de uma dúzia de mulheres que foram mesmo abortar embora tenham sido abordadas pelos voluntários das Mãos Erguidas.
Algumas com problemas muito graves como uma que apareceu ao fim da tarde e disse que estava em risco de vida, outras simplesmente "agora não dá mesmo".
Como consolo apareceu também hoje uma mãe a apresentar a sua bebé de 15 dias, a Joaninha, salva à porta da clínica há 7 meses e meio.
Uma voluntária dos 40diaspelavida tem 3 amigas que abortaram e estão arrependidas e querem vir dar o seu testemunho nestes 40 dias.
Hoje as pessoas do último turno não puderam vir e não houve ninguém a rezar neste turno. Inscrevam-se sim?
Até amanhã.
Dia 8 dos 40.
Duas histórias bonitas para começar bem a semana. ´
Hoje apareceu nas Mãos Erguidas uma mãe a apresentar o seu bebé David, que tinha sido salvo à porta da clínica dos arcos no fim do ano passado. Nesse momento, quando as voluntárias das Mãos Erguidas estavam com o bebé, um homem olhava fixamente para ele e desatou a chorar: a sua mulher estava dentro da clínica dos arcos a abortar naquele momento. Foi abordado pela Leonor e conseguiu ir buscar a mulher e decidiram não abortar, já tinham mais duas filhas e ficaram agora com este bebé na barriga, salvo graças ao olhar do pequeno David que providencialmente a mãe tinha ido hoje apresentar às Mãos Erguidas.
Também hoje telefonaram para as Mãos Erguidas dos Açores. Era uma mulher cujo bebé foi salvo à porta da clínica dos arcos há uns meses. Soube hoje que é uma menina e vai chamá-la Leonor. Telefonou a contar.
Até amanhã.
Dia 7 dos 40.
Hoje confesso que cai no desanimo quando fui vendo que as poucas pessoas inscritas telefonavam a dizer que não podiam ir.
Estava convencida que tinham fechado a porta ao meio dia e que mais ninguém tinha ido rezar. Há pouco recebi uma mensagem dizendo que a casa de Nazaré tinha estado sempre aberta e com gente a rezar. 12 pessoas entre os vários turnos.
Obrigada a essas pessoas tão generosas, com muito que fazer mas que ficaram muito tempo.
Amanhã dia 8 haverá muito movimento de gravidas logo a partir das 8.30.
Inscrevam-se nos horários que estão vazios. Sem ser os médicos e os bombeiros, no momento actual em portugal, quem mais tem a oportunidade de salvar dezenas de vidas humanas por dia? Na porta da clínica dos arcos temos todos!
Dia 4 dos 40.
No turno das 18h às 20h estivemos 28 pessoas a rezar, 25 das quais universitários e estudantes do 12º ano. Durante os restantes turnos estiveram cerca de 4 pessoas em cada.
Houve histórias tristes como a de uma mulher que fez o seu 8º aborto (oitavo!) e não mostrava (pelo menos aparentemente) qualquer tipo de remorsos, mas também histórias felizes como uma mulher que ia abortar porque achava que o filho estaria deficiente por ter tomado comprimidos para abortar. A Leonor levou-a ao nosso médico e o bebé não só resistiu aos comprimidos como está óptimo. A mãe já não quer abortar!
Vamos continuar a salvar vidas!
Dia 3 dos 40.
Mais de 30 pessoas estiveram reunidas a rezar distribuídas pelos vários turnos. A rezar na rua ou na casa de Nazaré mas sempre em frente à clínica. Gente jovem e gente com mais anos mas todos com igual desejo de ajudar aquelas pobres mulheres e salvar vidas inocentes.
Quase duas dezenas de grávidas foram abordadas pelos voluntários. Os resultados destas conversas talvez nunca os saibamos nesta vida.
As mulheres chinesas que vão abortar normalmente são muito ariscas connosco mas hoje, pela primeira vez, duas chinesas deixaram-se abordar por uma das voluntárias das Mãos Erguidas. Eram uma jovem grávida e a sua tia, que já tinha abortado em tempos. A tia confessou-nos que tinha uma dor profunda pelo que tinha feito e iria fazer com que a sobrinha pensasse melhor.
DIA 2 - 2 de Outubro de 2012
Queridos amigos
Hoje apareceu uma mãe de 3 filhas e grávida de gémeos de 9 semanas, veio mesmo ter às Mãos Erguidas porque viu o cartaz quando foi fazer a ecografia na clínica.
Está aterrorizada com medo da reacção da assistente social quando souber que está grávida e que não vai abortar. Depois de a tranquilizarmos nesse aspecto concordou, contente, em marcar consulta com um médico das nossas associações.
Outras mulheres abortaram hoje mas saíram desfeitas e receberam consolo das pessoas que estavam a rezar.
Hoje nasceu o Tiago, bebé salvo há 8 meses na porta da clínica dos arcos!
DIA 1 - 1 de Outubro de 2012
Queridos amigos
Hoje estiveram cerca de 30 pessoas distribuídas pelos vários turnos a rezar neste dia 1 dos 40 dias pela vida em frente à clínica arcos (clínica do aborto).
A quantidade de mulheres, sobretudo meninas de cerca de 16 anos a irem lá é impressionante, muitas vão com os pais, ou com a mãe que as obriga, outras com amigos e outras com os maridos. A vossa presença é muito importante, convidem a família, os amigos e sobretudo muitos jovens porque é um testemunho que marca muito. Muitas destas mulheres esperam ouvir uma voz amiga, que lhes indique o caminho certo com amor. A oração com Fé e com o coração move montanhas.
muito obrigada
Duas histórias bonitas para começar bem a semana. ´
Hoje apareceu nas Mãos Erguidas uma mãe a apresentar o seu bebé David, que tinha sido salvo à porta da clínica dos arcos no fim do ano passado. Nesse momento, quando as voluntárias das Mãos Erguidas estavam com o bebé, um homem olhava fixamente para ele e desatou a chorar: a sua mulher estava dentro da clínica dos arcos a abortar naquele momento. Foi abordado pela Leonor e conseguiu ir buscar a mulher e decidiram não abortar, já tinham mais duas filhas e ficaram agora com este bebé na barriga, salvo graças ao olhar do pequeno David que providencialmente a mãe tinha ido hoje apresentar às Mãos Erguidas.
Também hoje telefonaram para as Mãos Erguidas dos Açores. Era uma mulher cujo bebé foi salvo à porta da clínica dos arcos há uns meses. Soube hoje que é uma menina e vai chamá-la Leonor. Telefonou a contar.Até amanhã.
Dia 7 dos 40.
Hoje confesso que cai no desanimo quando fui vendo que as poucas pessoas inscritas telefonavam a dizer que não podiam ir.
Estava convencida que tinham fechado a porta ao meio dia e que mais ninguém tinha ido rezar. Há pouco recebi uma mensagem dizendo que a casa de Nazaré tinha estado sempre aberta e com gente a rezar. 12 pessoas entre os vários turnos.
Obrigada a essas pessoas tão generosas, com muito que fazer mas que ficaram muito tempo.
Amanhã dia 8 haverá muito movimento de gravidas logo a partir das 8.30.
Inscrevam-se nos horários que estão vazios. Sem ser os médicos e os bombeiros, no momento actual em portugal, quem mais tem a oportunidade de salvar dezenas de vidas humanas por dia? Na porta da clínica dos arcos temos todos!
Dia 4 dos 40.
No turno das 18h às 20h estivemos 28 pessoas a rezar, 25 das quais universitários e estudantes do 12º ano. Durante os restantes turnos estiveram cerca de 4 pessoas em cada.
Houve histórias tristes como a de uma mulher que fez o seu 8º aborto (oitavo!) e não mostrava (pelo menos aparentemente) qualquer tipo de remorsos, mas também histórias felizes como uma mulher que ia abortar porque achava que o filho estaria deficiente por ter tomado comprimidos para abortar. A Leonor levou-a ao nosso médico e o bebé não só resistiu aos comprimidos como está óptimo. A mãe já não quer abortar!
Vamos continuar a salvar vidas!
Dia 3 dos 40.
Mais de 30 pessoas estiveram reunidas a rezar distribuídas pelos vários turnos. A rezar na rua ou na casa de Nazaré mas sempre em frente à clínica. Gente jovem e gente com mais anos mas todos com igual desejo de ajudar aquelas pobres mulheres e salvar vidas inocentes.
Quase duas dezenas de grávidas foram abordadas pelos voluntários. Os resultados destas conversas talvez nunca os saibamos nesta vida.
As mulheres chinesas que vão abortar normalmente são muito ariscas connosco mas hoje, pela primeira vez, duas chinesas deixaram-se abordar por uma das voluntárias das Mãos Erguidas. Eram uma jovem grávida e a sua tia, que já tinha abortado em tempos. A tia confessou-nos que tinha uma dor profunda pelo que tinha feito e iria fazer com que a sobrinha pensasse melhor.
DIA 2 - 2 de Outubro de 2012
Queridos amigos
Hoje apareceu uma mãe de 3 filhas e grávida de gémeos de 9 semanas, veio mesmo ter às Mãos Erguidas porque viu o cartaz quando foi fazer a ecografia na clínica.
Está aterrorizada com medo da reacção da assistente social quando souber que está grávida e que não vai abortar. Depois de a tranquilizarmos nesse aspecto concordou, contente, em marcar consulta com um médico das nossas associações.
Outras mulheres abortaram hoje mas saíram desfeitas e receberam consolo das pessoas que estavam a rezar.
Hoje nasceu o Tiago, bebé salvo há 8 meses na porta da clínica dos arcos!
DIA 1 - 1 de Outubro de 2012
Queridos amigos
Hoje estiveram cerca de 30 pessoas distribuídas pelos vários turnos a rezar neste dia 1 dos 40 dias pela vida em frente à clínica arcos (clínica do aborto).
A quantidade de mulheres, sobretudo meninas de cerca de 16 anos a irem lá é impressionante, muitas vão com os pais, ou com a mãe que as obriga, outras com amigos e outras com os maridos. A vossa presença é muito importante, convidem a família, os amigos e sobretudo muitos jovens porque é um testemunho que marca muito. Muitas destas mulheres esperam ouvir uma voz amiga, que lhes indique o caminho certo com amor. A oração com Fé e com o coração move montanhas.
muito obrigada
muito obrigada
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Como um politico católico vê o aborto
Nas últimas eleições presidenciais nos EUA, algumas pessoas nossas amigas criticaram este blogue e, em particular, eu próprio por num blogue pró-vida apartidário, existirem referências pró-candidato do partido republicado e contra o candidato Obama.
É óbvio que este blogue não tem carácter nem finalidade política, mas não podemos deixar de reconhecer que os candidatos republicanos são mais corajosos na defesa da vida, enquanto que, do lado democrático, o mesmo não acontece.
O congressista e candidato a vice-presidente dos EUA, Paul Ryan tem assumido uma frontalidade e uma integralidade na defesa quer da sua religião (referindo que não a pode dissociar da sua vida profissional e política), quer da sua posição pró-vida.
Este excerto do último debate Ryan-Biden diz muito de 2 pessoas que se dizem católicas e a forma como cada uma lida com as suas convicções e a sua fé.
Não se pode permitir o aborto com base num alegado respeito pela liberdade individual da mulher, sobretudo quando estamos perante um ser vivo já concebido.
Há que respeitar a mãe e o desejo de não ter o seu filho, mas isso não pode ser necessariamente sinónimo de aborto.
Há alternativas, tais como a adopção que permitem salvaguardar a vontade de ambas as partes sem que se tenha de exterminar a vida de um inocente.
Vejam o excerto
É óbvio que este blogue não tem carácter nem finalidade política, mas não podemos deixar de reconhecer que os candidatos republicanos são mais corajosos na defesa da vida, enquanto que, do lado democrático, o mesmo não acontece.
O congressista e candidato a vice-presidente dos EUA, Paul Ryan tem assumido uma frontalidade e uma integralidade na defesa quer da sua religião (referindo que não a pode dissociar da sua vida profissional e política), quer da sua posição pró-vida.
Este excerto do último debate Ryan-Biden diz muito de 2 pessoas que se dizem católicas e a forma como cada uma lida com as suas convicções e a sua fé.
Não se pode permitir o aborto com base num alegado respeito pela liberdade individual da mulher, sobretudo quando estamos perante um ser vivo já concebido.
Há que respeitar a mãe e o desejo de não ter o seu filho, mas isso não pode ser necessariamente sinónimo de aborto.
Há alternativas, tais como a adopção que permitem salvaguardar a vontade de ambas as partes sem que se tenha de exterminar a vida de um inocente.
Vejam o excerto
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Células adultas podem voltar a ser estaminais
O britânico John Gurdon e o japonês Shinya Yamanaka ganharam o Nobel da Medicina de 2012 pela descoberta de que as células adultas, já especializadas num órgão, podem ser reprogramadas para voltar a um passado em que têm as características das células estaminais dos embriões. E, a partir daí, conseguem voltar a originar todos os tecidos do organismo. O anúncio foi feito esta manhã pela Assembleia Nobel do Instituto Karolinska, na Suécia
John Gurdon nasceu em 1933 em Dippenhall, no Reino Unido, e é professor no Instituto Gurdon em Cambridge. Quanto a Shinya Yamanaka, nasceu em 1962 em Osaka e é actualmente professor na Universidade de Quioto. A importância do seu trabalho prende-se, em última análise, com a medicina regenerativa. O derradeiro sonho é pegar numa célula adulta de um paciente, transformá-la numa célula estaminal e, em seguida, levá-la a tornar-se numa célula do órgão que está doente para, assim, o “reparar”.
O trabalho de John Gurdon remonta à década de 1960, quando o investigador decidiu fazer experiências com rãs. Numa experiência que se tornou clássica, em 1962, o cientista retirou o núcleo a um ovócito de uma rã e, em seu lugar, colocou o núcleo de uma célula adulta dos intestinos. Surpreendentemente, este ovócito modificado desenvolveu-se e foi capaz de dar origem a uma rã.
John Gurdon tinha assim descoberto que as células adultas, já especializadas – que se tornaram uma célula da pele ou do coração, por exemplo –, podiam ter a sua especialização revertida. O ADN de uma célula adulta e madura, neste caso da rã, ainda tinha a informação necessária para conseguir originar todas as células da rã, tal como ocorre nas células que existem nos embriões.
Inicialmente, os resultados de Gurdon foram recebidos com cepticismo pela comunidade científica, mas, à medida que começaram a ser reproduzidos por outras equipas, acabaram por ser aceites, explica o comunicado do comité Nobel.
Gurdon tinha utilizado o núcleo inteiro de uma célula adulta. Mas seria possível fazer voltar atrás no tempo uma célula adulta inteira, sem recorrer a um ovócito, reprogramando directamente o ADN da célula especializada de maneira a que pudesse dar origem a todas as células do organismo? No fundo, seria possível tornar uma célula adulta numa célula estaminal embrionária, fazendo-a regressar literalmente à infância? Décadas depois, em 2006, Shinya Yamanaka conseguiu dar esse passo, considerado logo na altura um grande avanço.
O cientista japonês identificou, nas células estaminais embrionárias, os genes que as mantinham imaturas e capazes de originar todas as outras. Introduzindo apenas quatro genes em células adultas (fibroblastos), ele e a sua equipa transformaram-nas em células estaminais. Ficaram conhecidas como células estaminais pluripotentes induzidas.
“Esta jornada de uma célula imatura para uma célula especializada era antes considerada unidireccional. Considerava-se que a célula mudava de tal forma durante a maturação que era impossível voltar a um estádio imaturo, pluripotente”, refere o comunicado da Assembleia Nobel do Instituto Karolinska. “As descobertas [dos dois cientistas] revolucionaram a nossa compreensão de como as células e o organismo se desenvolvem.”
Fonte: Público
John Gurdon nasceu em 1933 em Dippenhall, no Reino Unido, e é professor no Instituto Gurdon em Cambridge. Quanto a Shinya Yamanaka, nasceu em 1962 em Osaka e é actualmente professor na Universidade de Quioto. A importância do seu trabalho prende-se, em última análise, com a medicina regenerativa. O derradeiro sonho é pegar numa célula adulta de um paciente, transformá-la numa célula estaminal e, em seguida, levá-la a tornar-se numa célula do órgão que está doente para, assim, o “reparar”.
O trabalho de John Gurdon remonta à década de 1960, quando o investigador decidiu fazer experiências com rãs. Numa experiência que se tornou clássica, em 1962, o cientista retirou o núcleo a um ovócito de uma rã e, em seu lugar, colocou o núcleo de uma célula adulta dos intestinos. Surpreendentemente, este ovócito modificado desenvolveu-se e foi capaz de dar origem a uma rã.
John Gurdon tinha assim descoberto que as células adultas, já especializadas – que se tornaram uma célula da pele ou do coração, por exemplo –, podiam ter a sua especialização revertida. O ADN de uma célula adulta e madura, neste caso da rã, ainda tinha a informação necessária para conseguir originar todas as células da rã, tal como ocorre nas células que existem nos embriões.
Inicialmente, os resultados de Gurdon foram recebidos com cepticismo pela comunidade científica, mas, à medida que começaram a ser reproduzidos por outras equipas, acabaram por ser aceites, explica o comunicado do comité Nobel.
Gurdon tinha utilizado o núcleo inteiro de uma célula adulta. Mas seria possível fazer voltar atrás no tempo uma célula adulta inteira, sem recorrer a um ovócito, reprogramando directamente o ADN da célula especializada de maneira a que pudesse dar origem a todas as células do organismo? No fundo, seria possível tornar uma célula adulta numa célula estaminal embrionária, fazendo-a regressar literalmente à infância? Décadas depois, em 2006, Shinya Yamanaka conseguiu dar esse passo, considerado logo na altura um grande avanço.
O cientista japonês identificou, nas células estaminais embrionárias, os genes que as mantinham imaturas e capazes de originar todas as outras. Introduzindo apenas quatro genes em células adultas (fibroblastos), ele e a sua equipa transformaram-nas em células estaminais. Ficaram conhecidas como células estaminais pluripotentes induzidas.
“Esta jornada de uma célula imatura para uma célula especializada era antes considerada unidireccional. Considerava-se que a célula mudava de tal forma durante a maturação que era impossível voltar a um estádio imaturo, pluripotente”, refere o comunicado da Assembleia Nobel do Instituto Karolinska. “As descobertas [dos dois cientistas] revolucionaram a nossa compreensão de como as células e o organismo se desenvolvem.”
Fonte: Público
Textos da Rádio Costa D'Oiro de 25 de Setembro a 8 de Outubro
Dia 25 de Setembro de 2012- Terça Feira
As tempestades são
sempre períodos longos.
Poucas pessoas gostam de
falar destes momentos em que a vida se faz fria e anoitece, preferem histórias
de praias divertidas às das profundas tragédias de tantos naufrágios
Para a gente de coração
pequeno, qualquer dor é grande.
As tragédias tendem a
suceder-se mais do que a intercalar-se.
Há quem viva uma vida
inteira sem grande motivo para sorrir. Sem nunca ser feliz. Mas esse é,
precisamente, alguém que merece mais do que os demais a admiração dos seus
semelhantes. Admiração, porque heróis não são os que passam a vida a festejar,
mas os que, ainda que cheios de frio, em noites escuras de trovoada, podendo
até morrer à espera da manhã, acolhem a dor e a tristeza como coisas suas e
vivem, apesar de tudo. De tudo. Com uma certeza: tudo tem sentido, mesmo quando
não se sabe qual é.
Dia 26 de Setembro de 2012- Quarta Feira
Há homens e mulheres que
passam as suas noites em desgraça viva e desperta, e enquanto os outros dormem,
vêem o nascer do sol e sonham... bastando-lhes, por vezes, apenas um breve
pedaço de vento na face, que sentem como um beijo, para que mais forças
apareçam de onde não as havia, e se enfrente ainda mais um dia, sofrendo,
doendo, mas vivendo.
A tristeza, que tantas
vezes se combate, é um estado de alma mais denso e puro do que se costuma
considerar. É mais real. Fugir dele será fugir do duro caminho que nos fará
caminhar felizes, ainda que por entre incontáveis sofrimentos, aparentemente
sem sentido.
Os antigos acreditavam
também que não há vitória sem superação dos obstáculos, não há glória na fuga,
nem na desgraça alheia.
Dia 27 de Setembro de 2012- Quinta Feira
Hoje, as gentes pensam
de forma bem diferente.
Dizem que basta, que há
que reagir, para não nos deixarmos ir abaixo, que os momentos menos bons devem
ser apenas oportunidades para o sucesso e outras tontices do mesmo nível.
O sofrimento é muitas
vezes maior, e mais honroso, precisamente porque quase ninguém quer saber do
que sente quem sofre, até porque, sendo partilhável, é contagioso... Mas dois
heróis serão sempre mais do que um e nenhum deles está só.
Se o ouvinte conhece
alguém que sofre, sente-se ou deite-se ao seu lado e, sempre em silêncio,
deixe-se ficar.
A dor aproxima-nos da
perfeição.
Dia 28 de Setembro de 2012 - Sexta-Feira
Há 2 anos atrás, o jornal “Il Corriere della Sera” publicou na seção de
saúde alguns conselhos dirigidos aos pais acerca do uso que os seus filhos
fazem da internet. São eles os seguintes:
1.
Elaborar, em conjunto com os filhos,
regras para navegação na internet de modo que os filhos se sintam participantes
na elaboração e responsáveis em cumprir o que eles mesmos puderam propor
razoavelmente.
2.
Em casa, colocar o computador num lugar
visível, comum a todos. De preferência fora do quarto.
3.
Aos pais, aprender a usar a internet e
fazerem-se amigos dos seus filhos no Facebook.
4.
Instalar no computador sistemas de
proteção e filtros de conteúdo.
5.
Falar habitualmente com os filhos sobre o
uso que fazem da internet.
Dia 1 de Outubro de 2012-
Segunda Feira
Há 2 anos atrás, o jornal “Il Corriere della Sera” publicou na seção de
saúde alguns conselhos dirigidos aos pais acerca do uso que os seus filhos fazem
da internet. São eles os seguintes:
6.
Recomendar e recordar-lhes que na internet
não é recomendável dar ou deixar dados pessoais como endereço de residência ou
telefone, nome da escola onde estudam, etc.
7.
Recomendar jamais pedir ou enviar fotos ou
vídeos pessoais de forma online e menos ainda reparti-los com quem não se
conhece pessoalmente.
8.
Ser claros nos riscos que se derivam do
contato com desconhecidos na internet (pedofilia, sequestros, violência, etc.).
Avisar que nem todos são quem aparenta ser.
9.
Evitar o uso da internet à noite.
Habitua-los a sempre avisar os pais que irão usar a internet e, se estiverem
num chat (sala de bate-papo na internet), com quem estão a falar.
10.
Navegar junto com os seus filhos, ao menos
inicialmente, para orienta-los na prática sobre o que é a privacidade na
internet e como se devem relacionar nesse ambiente.
Dia 2 de Outubro de 2012-
Terça Feira
Podemos ajudar nossos filhos aprender a decidir
dando-lhe muitas oportunidade para tomar decisões a
curto, médio ou longo prazo.
Deveremos, na medida do possível, evitar decidir
por eles ou intervir excessivamente em suas decisões. A medida que vão
crescendo, os pais devemos ser capazes de “ir soltando os nós” dando-lhes maior
autonomia e capacidade de decisão.
Desde
que são pequenos devemos habituar-lhes a decidir em assuntos que não tenham
repercussões graves: por exemplo, a que queira jogar, que roupa quer colocar,
que história quer que lhe leiam ...
Dia 3 de Outubro de 2012-
Quarta-Feira
Os pais que são irresponsáveis e não lutam por
corrigir-se não podem ensinar seu filho a ser responsáveis. Se quando chegam
tarde do trabalho culpa o trânsito; se se esquece das promessas que fizeram a
seus filhos; se diz uma coisa e faz outra ... os pais estão a atuar como modelo para seu filho.
Se educa dando bom exemplo ou esforçando-nos por
corrigir nossos defeitos de forma que nossos filhos vejam que lutamos por
melhorar.
Se
atua de forma incoerente, seu filho será o primeiro em dar-se conta.
Dia 4 de Outubro 2012- Quinta-Feira
A
Cáritas da Matriz de Portimão alterou a suas instalações para a rua Diogo
Gonçalo, nº 31 em Portugal, continuando, no entanto, à mesma com a sua loja
aberta, localizada em frente à Igreja Matriz.
Neste momento de vrise, Cáritas
da Matriz de Portimão está a precisar com urgência de leite para bebes, fraldas
de todos os tamanhos e de diversos alimentos, tais como legumes, peixe, carne,
yogurtes e tudo o que seja para alimentação.
A
Cáritas da Matriz de Portimão apela também aos agricultores do concelho de
Portimão que tenham produção em excesso para que a entreguem a esta
instituição.
Os
donativos entregues à Cáritas da Matriz de Portimão são dedutíveis no IRS e
IRC.
Dia 5 de Outubro de 2012-
Sexta-Feira
O grupo de música U2 tem uma música chamava “Yahvé” onde
apela aos ouvintes para a importância do esforço e da ajuda ao próximo.
A letra diz o seguinte:
Pegue nessas
mãos
E ensine-as
o que carregar
Pegue nessas
mãos
Mas não faça
um punho
Pegue nessa
boca
Tão rápida
para criticar
Pegue nessa
boca
E dê-lhe um
beijo
Yahvé, Yahvé
Sempre há
dor antes de uma criança nascer
Yahvé, Yahvé
Ainda estou
esperando pelo amanhecer
O sol está
nascendo
O sol está
nascendo no oceano
Esse amor é
como uma gota no oceano
Dia 8 de Outubro de 2012-
Segunda-Feira
Uma mãe é um ser praticamente místico.
Quando acontece um
acidente com um filho,
veste a capa, põe a espada, enche-se de uma
força sobrenatural, age e reage em piloto automático,
como se fosse desprovida de emoções.
Uma mãe até pode conseguir ver sangue,
assistir a cada ponto que o médico espeta na carne
que, não sendo a sua, é profundamente sua.
Uma mãe conduz, estaciona, diz frases com sentido,
resolve, decide, informa, trata.
Uma mãe pode tudo,
mesmo quando juraria não poder nada.
Uma mãe é valente,
mesmo quando garantiria ser frágil.
veste a capa, põe a espada, enche-se de uma
força sobrenatural, age e reage em piloto automático,
como se fosse desprovida de emoções.
Uma mãe até pode conseguir ver sangue,
assistir a cada ponto que o médico espeta na carne
que, não sendo a sua, é profundamente sua.
Uma mãe conduz, estaciona, diz frases com sentido,
resolve, decide, informa, trata.
Uma mãe pode tudo,
mesmo quando juraria não poder nada.
Uma mãe é valente,
mesmo quando garantiria ser frágil.
domingo, 7 de outubro de 2012
Mais generosos, mais satisfeitos com o seu casamento
Um casal generoso tem mais possibilidades de ser feliz. Foi a esta conclusão que chegaram dois investigadores dos Estados Unidos num ensaio (1) publicado por The Family Watch. As suas conclusões permitem compreender como é que pequenos atos de serviço, frequentes demonstrações de afeto e de perdão tendem a melhorar a convivência entre os esposos.
Nalgumas colunas dedicadas a relações de casais é frequente que, por um lado, se exaltem as emoções intensas e, por outro, se faça um elogio dos vínculos frágeis. Cada um deles teria direito a viver romances apaixonados, sempre que se reserve ao mesmo tempo a possibilidade de os desfazer e evitar assim a sensação de estar submetido a compromissos demasiado asfixiantes.
Tal e como é descrita pelo sociólogo Zygmunt Bauman no seu livro Amor líquido, a nova norma que estes conselheiros recomendam aos seus leitores é "que prestem mais atenção à sua capacidade interior para a satisfação e prazer, e estejam menos ‘dependentes' dos outros, e menos atentos às exigências dos outros, com maior distanciamento e frieza na altura de avaliar perdas e ganhos".
Esta norma liga-se ao modelo individualista de casamento que, segundo os autores do estudo (1), parece estar a introduzir-se entre muitos norte-americanos. Foi a partir dos anos setenta do século passado que "o casamento começou a ver-se como um instrumento para satisfazer necessidades pessoais, mais do que ser uma oportunidade para servir o outro cônjuge na vida quotidiana, o que é bom para ambos", explica W. Bradford Wilcox, professor de sociologia da Universidad da Virginia, autor da investigação conjunta com Jeffrey Dew.
Uma contrapartida desta visão é constituída pelos hábitos de generosidade e sacrifício, que requerem que ambos os cônjuges ponham as necessidades do outro à frente das próprias. Sem essa renúncia de ambas as partes, quebra-se o equilíbrio e desmorona-se a estabilidade matrimonial.
Para estudar o modo como estes hábitos influem na satisfação dos esposos no seu casamento, os autores basearam-se na Survey of Marital Generosity. Trata-se de um inquérito feito com uma amostra nacional representativa de indivíduos casados (1705 homens e 1745 mulheres; dos quais, 1630 estavam casados entre si) que foram entrevistados entre 2010 e 2011. Os inquiridos tinham entre 18 e 45 anos, embora os cônjuges do participante principal pudessem ter até 55 anos.
No estudo em questão a generosidade é definida como a virtude que leva a dar coisas boas ao outro cônjuge, livremente, e em abundância". Valorizam-se três comportamentos concretos: os pequenos atos de serviço (por ejemplo, fazer o pequeno almoço); as frequentes demonstrações de afeto; e o perdão. Nenhum destes três atos é uma obrigação estritas do casamento, como são a fidelidade, a ajuda mútua e o apoio económico.
Segundo os autores, o comportamento generoso é tão decisivo na vida conjugal porque "envia ao outro a mensagem de que se quer manter a relação". No caso dos atos de serviço, por exemplo, pressupõe conhecer as preferências do cônjuge; além disso, são ocasião para fazer novas surpresas e "tendem a provocar um sentido de gratidão no cônjuge que os recebe; gratidão que, por sua vez, está vinculada a emoções positivas" como a felicidade.
Por seu lado, as frequentes demonstrações de afeto favorecem a empatia e a comunicação. Pode parecer evidente, mas geralmente estas manifestações passam-se por alto quando as pessoas andam muito ocupadas com outros assuntos. Às vezes acontece que, ao chegarem a casa, os esposos se entretêm com as redes sociais ou com a televisão. Ou então entregam-se aos filhos com tal dedicação que ficam com pouco tempo para cultivar o seu casamento.
Perdoar é um ato especial de generosidade porque, sem que possa ser exigido, absolve a culpa do cônjuge pela ofensa recibida ou por não ter estado à altura das circunstâncias.
Cuidar o que é pequeno
O estudo destaca, como primeira conclusão, que a generosidade de um dos cônjuges favorece que ambos os esposos - tanto o que dá como o que recebe - se sintam melhor no casamento, o que por sua vez afasta a probabilidade de divórcio.
Um casal generoso dá lugar a un "círculo virtuoso", de modo que a entrega de um dos cônjuges acaba por atrair a entrega do outro. O estudo destaca como pequenos sacrifícios podem aumentar os sentimentos de auto-estima do membro do casal que deles beneficia, assim como avivar o seu sentido de gratidão e apreço pelo que os realiza.
Ora bem, como os próprios autores realçam na discussão das conclusões, o comportamento generoso não deve ser visto como um anzol para conquistar o favor do marido ou da mulher. De fato, "a generosidade costuma estar motivada pelo desejo de beneficiar o outro, e não pelo facto de receber algo em troca. Uma conduta baseada no esquema ‘dou para que me dês' não parece compatível com a ideia da generosidade".
Outra conclusão interessante é que para melhorar a convivência entre os esposos não é preciso recorrer a grandes gestos de generosidade, mas frequentemente bastarão pequenas ações positivas que geram mais novidade no casamento.
Juan Meseguer
Notas
(1) Jeffrey Dew e W. Bradford Wilcox. "¿Da y recibirás? Generosidad, sacrificio y calidad conyugal". 1 septiembre 2012. IFFD PAPERS nº 12. Produzido por The Family Watch.
Fonte. Aceprensa









