Uma mãe é um ser
praticamente místico.
Quando
acontece um acidente com um filho,
veste a capa, põe a espada, enche-se de uma
força sobrenatural, age e reage em piloto automático,
como se fosse desprovida de emoções.
Uma mãe até pode conseguir ver sangue,
assistir a cada ponto que o médico espeta na carne
que, não sendo a sua, é profundamente sua.
Uma mãe conduz, estaciona, diz frases com sentido,
resolve, decide, informa, trata.
Uma mãe ri-se, dos nervos, e dá força, dá ânimo,
desvaloriza todos os acontecimentos,
apoia os que, em redor, estão mais aflitos.
Uma mãe pode tudo,
mesmo quando juraria não poder nada.
Uma mãe é valente,
mesmo quando garantiria ser frágil.
veste a capa, põe a espada, enche-se de uma
força sobrenatural, age e reage em piloto automático,
como se fosse desprovida de emoções.
Uma mãe até pode conseguir ver sangue,
assistir a cada ponto que o médico espeta na carne
que, não sendo a sua, é profundamente sua.
Uma mãe conduz, estaciona, diz frases com sentido,
resolve, decide, informa, trata.
Uma mãe ri-se, dos nervos, e dá força, dá ânimo,
desvaloriza todos os acontecimentos,
apoia os que, em redor, estão mais aflitos.
Uma mãe pode tudo,
mesmo quando juraria não poder nada.
Uma mãe é valente,
mesmo quando garantiria ser frágil.
Uma mãe em emergência é tudo isto.
Depois, quando a emergência passa,
uma mãe tira a capa, arruma a espada
e sente-se menos que uma mãe,
menos que uma mulher,
menos que uma pessoa.
uma mãe tira a capa, arruma a espada
e sente-se menos que uma mãe,
menos que uma mulher,
menos que uma pessoa.
Sente-se um trapo do chão.
Sónia Morais
Santos
Daqui
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