Fecham-se, todos os anos, centenas de escolas no país, mas ninguém diz que é por
falta de alunos ou, mesmo que alguém o insinue, os poderes públicos não têm a
coragem de promover a natalidade.
É certo que a insustentabilidade da Segurança
Social se deve, em boa parte, à inversão da pirâmide demográfica, mas as
entidades oficiais estão mais empenhadas na contracepção e no aborto livre do
que na consolidação da família.
Há milhares de professores no desemprego e os
sindicatos pretendem que seja o ministério a resolver a sua difícil situação
laboral, mas esquecem que nenhuma portaria ministerial pode "criar" os alunos
que seriam necessários para justificar esses postos de trabalho.
Organizam-se
marchas e abaixo-assinados contra o fecho das maternidades, mas do que se
precisa realmente é de mais mães e de mais bebés e, para isso, são urgentes
medidas que contrariem a trágica quebra da natalidade.
Com um tão diminuto
número de nascimentos, é óbvio que não se justificam, em termos económicos, nem
tantas nem tão grandes maternidades
Gonçalo Portocarrero de Almada
Gonçalo Portocarrero de Almada

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