
Esta notícia da Rádio Renascença (1) merece-me, em notas de rodapé, alguns comentários:
Mais de 700 mulheres que fizeram abortos voluntários até meados de 2010 tinham feito laqueação de trompas para evitar novas gravidezes. Este foi o dado que sobressaiu esta tarde na audição parlamentar ao coordenador nacional sobre saúde reprodutiva.
A questão partiu do deputado do CDS-PP Serpa Oliva com dúvidas sobre o grande número de mulheres que interromperam a gravidez, mesmo fazendo contracepção (2) . “Cerca de 11531 [mulheres] tomavam a pílula e 416 tinham laqueação de trompas em 2009, mais 325 em 2010”, disse o deputado centrista.
Jorge Branco, coordenador nacional da saúde reprodutiva e administrador da Maternidade Alfredo da Costa, explica que é menos estranho do que parece. “É o método mais seguro, é o método mais eficaz mas, mesmo assim, também falha. Não é por erro de técnica cirúrgica, falha porque o organismo tem outros mecanismos que dão a volta às dificuldades (3) ”, refere.
Nesta audição parlamentar discutiu-se o último relatório sobre a interrupção voluntária da gravidez desde a despenalização que entrou em vigor há três anos e meio com PSD e CDS a exigirem medidas e explicações para o aumento do número de mulheres que optam por abortar e, sobretudo, o número de mulheres que o fazem mais que uma vez.
Jorge Branco diz não haver números a nível nacional mas avança com os dados da Maternidade Alfredo da Costa em 2009 e não os considera preocupantes. “Tivemos 1632 interrupções de gravidez, tivemos 78 repetentes – 4,7% -, o que não é um número alarmante. Inferir daqui que há um falhanço total do programa nacional de saúde reprodutiva é abusivo. Destes 78, apenas três tiveram três interrupções e apenas uma teve mais que três (4) ”, diz Jorge Branco.
O responsável não tem números a nível nacional, como não tem – admite - sobre o impacto da despenalização do aborto na redução dos abortos clandestinos. Jorge Branco admitiu aspectos a corrigir, mas recusou o tom das críticas que se ouviram do PSD e do CDS-PP de que passados três anos e meio a despenalização do aborto resultou num rotundo fracasso (5).
Mais de 700 mulheres que fizeram abortos voluntários até meados de 2010 tinham feito laqueação de trompas para evitar novas gravidezes. Este foi o dado que sobressaiu esta tarde na audição parlamentar ao coordenador nacional sobre saúde reprodutiva.
A questão partiu do deputado do CDS-PP Serpa Oliva com dúvidas sobre o grande número de mulheres que interromperam a gravidez, mesmo fazendo contracepção (2) . “Cerca de 11531 [mulheres] tomavam a pílula e 416 tinham laqueação de trompas em 2009, mais 325 em 2010”, disse o deputado centrista.
Jorge Branco, coordenador nacional da saúde reprodutiva e administrador da Maternidade Alfredo da Costa, explica que é menos estranho do que parece. “É o método mais seguro, é o método mais eficaz mas, mesmo assim, também falha. Não é por erro de técnica cirúrgica, falha porque o organismo tem outros mecanismos que dão a volta às dificuldades (3) ”, refere.
Nesta audição parlamentar discutiu-se o último relatório sobre a interrupção voluntária da gravidez desde a despenalização que entrou em vigor há três anos e meio com PSD e CDS a exigirem medidas e explicações para o aumento do número de mulheres que optam por abortar e, sobretudo, o número de mulheres que o fazem mais que uma vez.
Jorge Branco diz não haver números a nível nacional mas avança com os dados da Maternidade Alfredo da Costa em 2009 e não os considera preocupantes. “Tivemos 1632 interrupções de gravidez, tivemos 78 repetentes – 4,7% -, o que não é um número alarmante. Inferir daqui que há um falhanço total do programa nacional de saúde reprodutiva é abusivo. Destes 78, apenas três tiveram três interrupções e apenas uma teve mais que três (4) ”, diz Jorge Branco.
O responsável não tem números a nível nacional, como não tem – admite - sobre o impacto da despenalização do aborto na redução dos abortos clandestinos. Jorge Branco admitiu aspectos a corrigir, mas recusou o tom das críticas que se ouviram do PSD e do CDS-PP de que passados três anos e meio a despenalização do aborto resultou num rotundo fracasso (5).
(1)- Se fizermos uma busca no Google Notícias veremos que só a Rádio Renascença é que se deu ao trabalho de fazer uma reportagem sobre esta audição parlamentar.
Todos os outros órgãos de comunicação social, eivados pelo espírito de esquerda que inspira a esmagadora maioria dos seus profissionais, promovem um total branqueamento destas notícias. Já não se fazem fóruns, nem debates, isso já não interessa nada.
Agora, que façam os abortos à vontade, desde que não chateiem.
Nem no tempo da censura salazarista se encontraria melhor "selecção". Afinal de contas, há que preciso garantir a boa eficácia das lavagens ao cérebro dos cidadãos.
(2)- O aborto funciona como meio supletivo de contracepção, isto é, avança se os outros falham. A utilização de contraceptivos orais e a laqueação de trompas falham, assim como falha o uso do preservativo.
(3) Na sequência do que referi em (2), se este responsável confirma que a natureza acaba por impor as suas regras, mesmo em casos onde realiza a laqueação de trompas, então, talvez fosse altura dos responsáveis olharem mais para o que o natureza diz, em matéria de cíclo fértil, em vez de insistir tanto em métodos artificiais de contracepção.
(4) É espantoso, para não dizer arrepiante ou mesmo assustador ver como este médico fala. Em termos relativos, diz, os números (pelo menos, os da Maternidade Alfredo da Costa) são animadores: 74 mulheres realizaram 2 abortos consecutivos, 3 mulheres realizaram 3 abortos consecutivos e, pelo menos, uma realizou, pelo menos, 4 abortos consecutivos.
Afinal de contas, são só números, não são pessoas e a responsabilidade e a responsabilização dos actos praticados não interessa nada, fazem parte do que o Tribunal Constitucional apelidou de "Soft Law".
O carácter irrepetível e insubstituível de cada Ser Humano é totalmente secundarizado, desde que os números, em termos relativos, sejam bons. Serão, talvez, danos colaterais inevitáveis e, por isso, irrelevantes.
(5) Quando o responsável não sabe se os abortos clandestinos baixaram ou não, quando o aborto surge como um método contraceptivo supletivo ou mesmo de 1ª linha, quando milhares de portugueses são eliminados, contribuindo para o decréscimo da população, quando milhões de euros são gastos nos hospitais com o objectivo de eliminar vidas viáveis, "só porque sim", quando se pagam subsídios de "maternidade" a mulheres que abortaram como prémio do seu aborto, não se pode deixar de concluir que estamos um "rotundo fracasso" da nova legislação.
Bem vindos ao mundo-cão !
A mentalidade instalada é a grande causa da legislação assassina... Mas temos de agir agora, mesmo assim!
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