
(...)Os jornais têm mantido um profundo silêncio, mas apesar disso sinais assustadores conseguem emergir.
Segundo declarações do director do serviço de obstetrícia do Hospital de Guimarães (Rádio Renascença, 27/06/2008; 7.55), nos 190 abortos aí realizados em menos de um ano, 30% das "mulheres não voltam para a consulta de revisão".
Além disso há várias situações de interrupções de gravidez sucessivas, duas e três vezes em poucos meses.
O continuamente proclamado princípio da não utilização do aborto como método contraceptivo é, como seria de esperar, um mito flagrantemente negado na prática. Os números provisórios indicam ainda que em todos o país "11 a 12 mil mulheres já praticaram abortos nos termos da lei" (loc. cit.) o que, sendo muito menos que os números alarmistas da campanha de liberalização, traduzem uma monumental hecatombe.
Dada a sempre alegada preocupação pela liberdade e saúde da mulher, pode parecer estranho que ninguém reaja.
Os activistas feministas, tão preocupados com a violência familiar, não perguntam quantas destas interrupções foram mesmo voluntárias. Não existiram muitos casos de coacção, chantagem, facilitismo, degradação?
Sem comentários:
Enviar um comentário