quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Amas Credenciadas

Sócrates reforça a política contra as famílias formalmente constituídas
O Primeiro-Ministro anunciou hoje um aumento do abono de família para as famílias "monoparentais", sob a desculpa de combate contra a pobreza, reforçando, assim, a política que Portugal tem vindo a adoptar de forma crescente dirigida contra as famílias formalmente constituídas.O combate contra a pobreza deve ser dirigida às famílias com mais baixo rendimento per capita, independentemente do estado civil dos pais e, nunca, privilegiando um estado civil em detrimento de outros, ainda por cima num país que "descobriu" que o estado civil é totalmente irrelevante, ao ponto de o fazer desaparecer no "Cartão Único de Identificação" (mas figura no passaporte...).
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Para os católicos pró-aborto
Também surgiu um grupo nos media que se auto-intitulava de católicos pelo sim ao aborto.
Parece-me que há algum equívoco nestas pessoas uma vez que parecem desconhecer os fundamentos biblícos da sua fé.
A este propósito, nem sequer preciso de ir a um site católico, basta-me ir a um site evangélico que está lá tudo muito claro.
Para algum católico que ande mais confuso sobre esta matéria (e já sem falar na encíclia de referência Evangelium Vitae que certamente desconhecerá), é ver o que os evangélicos dizem sobre o assunto, aqui.
Ministro da Saúde FORA
Ficará conhecido como sendo o Ministro do aborto livre até às 10 semanas e deixa atrás de si um rasto de muitas centenas de fetos já eliminados.
Espero que se sinta orgulhoso do trabalho que fez e que a consciência não lhe seja muito pesada...
Cáritas promove acção sobre Alzheimer
A formação ocorrerá a 16 de Fevereiro, das 9h30 às 16h, no auditório do Instituto Português da Juventude de Leiria, que patrocina a iniciativa.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Museu do Aborto
Abriu, em Viena, o Museu do Aborto e da Contracepção (Museum für Verhütung und Schwangerschaftsabbruch). Algumas questões a este propósito:
- um Museu da Contracepção e do Aborto? - afinal, contracepção e aborto são uma combinação!?
- um Museu do Aborto? - e diz-se toda a verdade sobre o assunto?
- um Museu do Aborto? - será que a morte se tornou num espectáculo para visita?
domingo, 27 de janeiro de 2008
O aborto lá fora
Ainda sobre o filme...
A comunicação no casamento
(...)
A doação no casamento deve ser completa. O que um casal tem que dar mutuamente é a pessoa inteira - não só o corpo, embora também o corpo -, e na doação de toda a pessoa encontra-se a interioridade, a intimidade com os seus pensamentos, sentimentos, projectos, memórias, etc. O marido tem muitas coisas para dar à mulher se abrir a sua intimidade. A mulher receberá muitas coisas se as acolher com interesse e ternura, e não fizer ricochete com a informação que recebe. O mesmo sucede com a mulher a respeito do marido.
(Aquilino Polaino-Lorente, Catedrático de Psicopatologia, Universidade San Pablo-CEU, Madrid. Conferência em Setúbal)
Os idosos na nossa Sociedade

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Jogo sujo: "Católicas pelo Direito a Decidir"

Ver mais aqui.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Brasil em maioria
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Portugal: Natalidade desceu de novo

Manifestação contra o aborto reuniu milhares de pessoas em Paris
Milhares de pessoas manifestaram-se este sábado no centro de Paris contra a interrupção voluntária da gravidez, que foi legalizada em França em 1975, noticia a Lusa.
(...)
A manifestação foi organizada pelo movimento «30 anos, já chega», uma organização criada por altura do 30º aniversário da publicação da lei que legalizou a interrupção voluntária da gravidez em França, aprovada em 1975 durante o mandato presidencial de Valéry Giscard d`Estaing.
Portugal lá fora
The Portuguese Medical Association, defying threats by the socialist government's health minister to begin criminal proceedings against it, has re-elected its president, Pedro Nunes, who has defied the government's order to change the Association's ethical code to allow abortion.
In his victory speech, Nunes promised to maintain the independence of the Medical Association from the government, signaling his resolve to preserve the association's ethical code.
The Association does not "have to do the work of the government nor the work of the opposition," said Nunes, and added that his organization should not fear to criticize what it believes to be worthy of criticism. "Doctors are on the side of the Portuguese," he said.
The Portuguese code of ethics states that "doctors must maintain respect for human life from its beginning", and "the practice of abortion or euthanasia constitutes a grave ethical failure".
Following the government's decision to decriminalize all first-trimester abortions in 2007, socialist health minister Antonio Correia de Campos ordered the Medical Association to eliminate the prohibition against abortion from its ethical code in October. He was supported by the Portuguese Attorney General, who had issued a legal opinion condemning the passages.
However, Nunes refused, insisting that it was an internal matter, and that the government had no authority to intervene in the affairs of the Association. Although Correia claimed he was filing a criminal complaint in November, no action has yet been taken against the group.
The group's presidential election was seen as a referendum on the abortion issue, because Nunes was the only candidate who promised from the beginning to maintain the ethical code. His main rival, Miguel Leão, wanted to change to code to comply with the government's demands.
The issue of the ethical code made the recent elections the most intense and bitter in memory. Although Nunes' pro-abortion rival garnered the most votes in the first round, the January 17th runoff between Leão and Nunes resulted in Leão's resounding defeat, 56 to 44 percent.
Nunes' current term will last until 2010.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Pedro Nunes reeleito bastonário da Ordem dos Médicos
Conforme noticiado neste blog:Pedro Nunes
Agora, com o anterior bastonário reeleito, espera-se que o actual Código Deontológico continue a ser respeitado, nomeadamente, no que se refere ao Capítulo II: PROBLEMAS RESPEITANTES À VIDA E À MORTE
ARTIGO 47º
Veja o Código Deontológico completo. Parabéns Dr. A posição do actual Bastonário deve servir de exemplo de conduta para a defesa da vida.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
2 Petições a assinar e promover
E, petição a favor do combate ao cancro do cólo do útero na Europa, aqui, em versão portuguesa
Nova legislação de apoio à criança desfavorecida
domingo, 20 de janeiro de 2008
O desafio do amor humano

É preferível que haja, por vezes, uma forte discussão concreta, do que deixar abafar o amor num mar de suspeitas falsas. "Uma casa sem zangas é como uma boda sem música" diz um provérbio turco. Conheço casais felizes que tiveram conversas muito dolorosas, às vezes disputas muito fortes, enfraquecimentos e fases de insegurança. Mas depois de cada crise, os cônjuges esforçar-se-ão por dar um novo começo à sua união. Voltarão a pronunciar um "sim" mais consciente e mais livre do que na primeira vez.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
2 bébés morrem em 2 dias
Huckabee quer modificar Constituição contra aborto e casamento gay
É bom ter a coragem de falar claro !
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
SIDA aumenta entre homossexuais
Aqui
Bernardo Motta
Aqui
Mortes na estrada
Ver aqui relatório da Autoridade Nacional para a Segurança Rodoviária
Filme sobre aborto estreia hoje em Portugal

Ainda antes de ter ganho tal prémio, já o nosso blog falava acerca do filme.
Os seus responsáveis dizem que o filme não pretende ser nem pró, nem contra o aborto. Embora, aborde também a problemática do aborto clandestino, o filme foca, muito bem, o drama do aborto em si naquilo que implica em matéria de miséria moral e social.
As personagens, a mãe e a amiga, vivem um situação de desconforto que não tem só a ver com as circunstâncias em que o aborto é praticado.
O aborto é sempre algo objectivamente mau e horroroso, seja ele praticado numa casa de banho ou num hospital público, por mais higienizado que seja.
Quem quiser e puder vá ver o filme e depois diga de sua justiça...
Despenalização do fumo e do aborto
O Presidente da República Portuguesa convocou hoje o referendo à despenalização do fumo em locais públicos, depois de o Tribunal Constitucional se ter pronunciado favoravelmente à pergunta: "Concorda com a despenalização do fumo em locais públicos, se realizado por opção do fumador maior de idade ou emancipado?"
Desde 2008, conhecem-se 130 processos terminados, com 344 arguidos (todos de baixos rendimentos) e 103 condenações. Segundo a análise feita pelos deputados que requereram o referendo, a maioria dos fumadores julgados tinha entre 35 e 50 anos e fumava por prazer.
Conhece-se agora o primeiro movimento a favor da despenalização, Sim, Fumamos! No documento constitutivo do movimento, que reúne fumadores de vários quadrantes políticos, partidários e culturais, lê-se: "Os julgamentos de Lisboa, Coimbra e Braga são exemplos da ineficácia da actual lei - não evita que se fume e coloca os fumadores numa posição desumana de penalização e humilhação."
Aquando da elaboração da lei, o Governo de Sócrates afirmou ter em conta sobretudo a prevenção do tabagismo, proibindo-o, protegendo assim a sociedade, principalmente os cidadãos mais vulneráveis. "É vergonhosa a condição a que nós, fumadores, somos remetidos. Empurram-nos para a barra do tribunal, abrindo espaço a que se criem espaços privados de higiene e condições. Somos actualmente vítimas do fumo do vão de escada e sentimo-nos verdadeiros criminosos. No entanto, aqueles que têm posses conseguem fumar sem ser importunados."
Enquanto a actual lei se mantiver, acontecerão as denúncias e, como consequência, a investigação policial sobre fumadores e suas famílias. O tabagismo clandestino é um flagelo e um problema de saúde pública. A actual política de proibição impede o SNS de ajudar os fumadores, prevenindo os seus riscos através da educação para a saúde.
Talvez não cheguemos a ler esta notícia no ano de 2028. É, claro está, uma analogia aparentemente exagerada e desproporcionada entre o aborto e a caça aos fumadores.
Mas a verdade é que vivemos numa sociedade onde o aborto não é penalizado em nome da liberdade individual; ao mesmo tempo, vemos nos primeiros dias de Janeiro notícias como "Três homens apanhados a fumar pela polícia".
Que modelo de sociedade estamos a construir e, sobretudo, o que significa para nós a liberdade? Somos actualmente a sociedade do "sanitariamente correcto", mesmo que não se olhe a medidas despropositadas para impor ao indivíduo o que ele pode ou não fazer. O critério da razoabilidade e da intervenção mínima do Estado nas liberdades individuais é preterido em função do padrão uniformizador dos hábitos e das consciências.
Está patente aos olhos de todos que o tabagismo é um problema actual e efectivo. O ataque às causas, a prevenção e, sobretudo, a sua proibição são medidas indiscutivelmente eficazes na luta contra uma das maiores causas de mortalidade a nível mundial.
Porém, o mesmo raciocínio não serve já interesses tão ou mais fundamentais como o valor da vida em si, o valor da vida dos outros. Enquanto o Governo proíbe o cigarro, permite e paga o aborto. Por absurdo, uma grávida com menos de 10 semanas pode ser punida por fumar, mas não o será se abortar o seu filho.
O aborto é um flagelo a ser combatido. Há um ano poderíamos acrescentar que até aqui estamos todos de acordo. Mas não é verdade: um primeiro balanço da aplicação da lei do aborto mostra-nos já, ainda a quente, que a banalização do aborto é o resultado da permissividade com que passámos a tratar a questão.
Portugal precisa de uma política de saúde consistente e coerente: identificar os males, combater as causas, fomentar as práticas que evitem o flagelo, seja através da prevenção, seja através do apoio às alternativas e, finalmente, proibir as práticas prejudiciais, respeitando os valores de liberdade em confronto.
Do tabagismo poderá recuperar-se o fumador, do aborto nunca mais se recuperarão pelo menos duas vítimas: a mãe e o seu filho. Ainda continuamos a tempo de o evitar.
Catarina Almeida
Fumadora e ex-mandatária do movimento cívico «Diz Que Não»
(in jornal «Público», 16 de Janeiro de 2008)
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Juntos Pela Vida critica Ministro da saúde
Esta frase de Cícero no seu discurso contra Catalina ilustra o nosso humor acerca do senhor ministro da saúde: até quando abusará da paciência dos portugueses? Porque ou rimos ou choramos amargamente.
As últimas declarações, divulgadas hoje pela Lusa, sobre a aplicação da lei do aborto são escandalosas e preocupantes:
1. “O aborto clandestino diminuiu”: um exercício de lógica elementar capta a falta de sentido realístico do ministro Correia de Campos. Partindo do que foi dito há um ano a esta parte, podemos inferir o raciocínio das premissas agora reveladas:
Senhor ministro: se o aborto diminuiu diga-nos em quanto e qual o actual nível!
2. "Não há a pretensão do Ministério para de repente acabar com as situações clandestinas". Como é aceitável num Estado de Direito democrático que um elemento do Governo faça tais declarações e se mantenha na impunidade? Manterá o Primeiro-ministro um ministro que abjectamente declara que não pretende acabar com o aborto ou a fazê-lo vai ser devagarinho??? Para quê? Para permitir às clínicas manter mais alguns anos de lucros ilegais e imorais? Então, afinal em que ficamos? Agora já o aborto clandestino não é um terrível problema da sociedade portuguesa. Parece agora mais evidente que o ministro, ao contrário do que propagandeou, não queria acabar com o aborto mas tão só promover o “negócio”
Senhor ministro: diga-nos então como e quando tenciona acabar com o aborto clandestino. Ao menos ficamos a saber.
3. Se o aborto já não é clandestino em Portugal diga-nos, Senhor Ministro, os números reais e verdadeiros do aborto em Portugal! É um imperativo de justiça, baseado nas suas declarações sobejamente conhecidas acerca desta questão. E mais. É um direito das mulheres a quem feriu o corpo e o coração oferendo-lhes o aborto.
Juntos Pela Vida Associação, daqui.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
SINAIS DOS TEMPOS? - Preocupante: Manipulação dos filhos contra os pais está a crescer

O desafio da Habitação - CONVITE

A fim de o enquadrar, a APFN promove, no próximo dia 24 de Janeiro, pelas 17:00, no Auditório 1 da Fundação Calouste Gulbenkian, um Encontro/Debate sobre o tema "O desafio da Habitação" com a participação de:
Oradores:
Dr. Eduardo Vila ça - Investigador no Centro de Estudos Territoriais
Dr. Diogo Leite de Campos - Fiscalista
Dra. Sofia Galvão - Jurista
Moderador:
Dr. João Miguel Tavares - Jornalista
Preside:
Dra. Maria João Freitas, Vogal do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (em representação do Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades )
O modelo será de curtas intervenções por parte dos oradores convidados seguido de um debate aberto a todos os presentes.
Entrada livre
15 de Janeiro de 2008
APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
Rua José Calheiros,15
1400-229 Lisboa
Tel: 217 552 603 - 919 259 666
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Lei do aborto no Tribunal Constitucional
É incompreensível que tal situação se arraste há mais de 6 meses sem que haja uma resposta.
Felizmente, vários deputados socialistas, sociais-democratas e democratas-cristãos estão atentos e pedem celeridade na resolução.
Referendo à despenalização do fumo
Agora, face à recente legislação sobre o tabagismo, o que se poderá pensar sobre a hipótese de ser levada a referendo a seguinte pergunta?
Leia a análise completa aqui, ou no Diário dos Açores.
domingo, 13 de janeiro de 2008
O aborto não ia acabar?
sábado, 12 de janeiro de 2008
As mães
No momento em que escrevo estas linhas, eu tenho uma Mãe assim, quase a fazer 93 anos! Mas no momento em que estas linhas forem lidas, provavelmente já não terei essa felicidade.
A minha Mãe velhinha está a chegar ao fim, e só um suplemento permanente de oxigénio a mantém ainda na caminhada da vida.
E porque em situações emocionais de grande densidade me assalta um incontido desejo de escrever, debruço-me hoje sobre essa experiência íntima, comum a todos os filhos contemplados com a ventura de terem Mãe até tarde, da dolorosa espera pelo seu momento final.
Como é possível que uma pessoa tão velhinha, tão incapaz de fazer o que quer que seja, até de comer sozinha ou de caminhar, tão dependente e tão frágil, nos faça tanta falta?! Como se explica este vazio desolador que se nos instala na alma depois da sua ausência?! Porque ficamos nós, do lado de cá, cheios de saudades de tudo - das inquietações que ela nos deu, de todo o tempo que com ela gastámos, dos esforços para a segurar e a ajudar a andar, da canseira com as sopas e as comidas passadas para não se engasgar, da paciência a ouvi-la contar e recontar as mesmas coisas?!
Sinto neste momento uma tristeza infinita e uma saudade prematura que me não deixa sossegar. Ter Mãe é uma felicidade, e muito em breve eu vou deixar de ter Mãe.
Dou comigo a recordar-me de como ela foi ao longo de tão longa vida.
Uma Senhora linda, lindíssima e donairosa - "uma estampa!", dizia-se na terra - de rosto simpático e sorridente, uma Senhora que o meu Pai amou imensamente e que, com alegria repetida em cada nascimento, trouxe à luz do dia seis rijos bebés (cinco raparigas e, sete anos depois, um único rapaz).
Lembro-me, com absoluta nitidez, de anos muito recuados da minha infância (3,4, 5 anos), e de como era a minha Mãe nesse tempo, numa casa com tanta gente!
Usava eu então, para não me sujar enquanto brincava, babeirinhos ou bibes, feitos por vezes com encaixes e aplicações de tecidos diferentes, retirados de roupas desfeitas das irmãs mais velhas. Que lindos eram esses babeirinhos, feitos de aproveitamentos, que patenteavam o bom senso, o bom gosto e o esmero da Mãe!
Lembro-me de ir para a escola muito aprumada e arranjadinha - um primor de asseio - com um laçarote no cabelo, que a Mãe me fazia antes de sair.
Lembro-me das ocasiões especiais em que era de regra estrear roupa nova: o Domingo de Páscoa e o dia da Senhora da Saúde, dia de festa em Esposende, onde morávamos. Ah, também havia luxos na memorável data do exame da 4.a classe, farpelinha toda "nova em folha", dos pés à cabeça, incluindo sapatos a apertar com presilha e soquetes com dobrinha, tudo adequado à solenidade do momento. A Mãe punha-nos num "brinquinho" para irmos fazer exame!
Lembro-me de a ver tricotar para nós camisolas lindas, algumas também com recurso a lãs desfeitas de outras peças, e com combinações de cores de vistosos efeitos. Era ainda o tempo das meias de quatro agulhas, que a Mãe manobrava com grande agilidade, sendo que algumas destas obras, confeccionadas às escondidas das mais pequeninas (eu era a mais nova de todas), vinham depois parar aos sapatinhos, na noite de Natal, como sendo prenda do Menino Jesus. Seguia-se então, muito arregalados os olhos inocentes, a surpresa geral: "Como é que o Menino Jesus adivinha os tamanhos, para trazer tudo a servir às pessoas?"
Mãos de fada, essas da nossa Mãe!
Certo dia, frequentava eu o 5.° e último ano da Faculdade, o saudoso Professor de Ontologia Doutor Júlio Fragata, após um exame oral de cerca de três horas e já em tempo de conversa informal, pediu-me que lhe falasse dos meus Pais. Creio ter sido sua intenção observar traços de hereditariedade porventura visíveis na minha maneira de ser, que ele foi conhecendo ao longo do curso.
Lembro-me de lhe ter apresentado um Pai, há muito falecido (eu só tinha então quinze anos), como uma das mais talentosas pessoas que eu já conhecera, de um brilho polifacetado, a estender-se desde o dom de bem escrever ao de cantar e tocar guitarra com uma alma e uma sensibilidade únicas. Depois de mostrado ao Professor tal retrato do Pai, assim destacado e enaltecido, ele atalhou com este luminoso comentário: "Se um homem sensível, inteligente e brilhante, como diz que era o seu Pai, escolheu para partilhar a vida a mulher que é sua Mãe, não precisa de me falar dela. Deve ser uma pessoa de muito valor".
Disse tão pouco, nestas linhas, sobre a minha Mãe, que está quase a partir! Apenas aqueles flashes instantâneos que, como uma fixação, se instalaram na minha mente esta noite, na hora em que lhe peguei nas mãos enrugadinhas, com alguns dedos muito tortos das artroses, e as recordei, habilidosas e desembaraçadas, sempre, sempre trabalhando para nós. Umas mãos que sabiam fazer tantas coisas! Até pintar, em tempos mais recuados.
Meu Deus, que falta me vai fazer a minha Mãe!
Eu não sei se o meu leitor é dos que têm uma Mãe velhinha; mas, se tiver, aproveite bem o tempo de a ter, o tempo de a sentir, o tempo de a ajudar nas coisas mais elementares e simples, o tempo de a ouvir com paciência contar mil vezes a mesma história, o tempo de ter de lhe repetir as coisas, porque não as ouve, o tempo de se encantar com ela! Aproveite mesmo, porque, quando a perder, vai sentir-se tão sozinho, tão vazio e tão desprotegido que só terá lugar, no seu coração, para uma imensa saudade.
Maria Luísa Lamela
(in Diário do Minho, 1 de Fevereiro de 2007)
Aborto na aldeia
O Paulo Jorge está, mais uma vez, de parabéns pelo seu excelente site.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Na Europa 1 aborto em cada 30 segundos

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
VW, Dakar, e Tata’s people car...

Por falar em automóveis, vivemos este fim de semana algo impensável, inédito e inquietante: ao fim de 30 anos de vida, o rali Dakar foi pela primeira vez cancelado, horas antes do início da competição. É certo que a geopolítica francesa relativa ao Norte de África terá tido um peso determinante, é certo que Portugal, país anfitrião, e a Mauritânia, parente pobre entre vizinhos magrebinos influentes, não tinham a mesma importância para Paris do que uma Líbia ou uma Argélia. É possível que houvesse ameaças credíveis, é possível que a segurança estivesse em causa. Contudo, para um país com vagas cíclicas de vandalismo desmesurado nos subúrbios das suas grandes cidades, é difícil entender a decisão. A Europa, em especial desde o 11 de Março em Madrid, vive agora mais preocupada com as ameaças à sua segurança e estabilidade. Tem medo do terrorismo, tem medo da imigração, tem medo em especial de África, esse gigante que em tempos colonizou mas que cada dia tem mais influência, para o bem e para o mal, em solo europeu. Kadhafi montou a sua tenda em Madrid, em Paris e em S. Julião da Barra, e assinou contratos no valor de biliões de euros. A África do Sul, a despeito de alguns sobressaltos organizativos, está a preparar o campeonato do mundo de futebol, em 2010. A instabilidade no Quénia causa calafrios nas chancelarias. Angola é, para as empresas nacionais, o novo eldorado... A Europa está cada vez mais dependente do que se passa em África.
Para finalizar, ainda com automóveis... Sob o lema: “só há um automóvel que é o ícone de todas as gerações”, a VW apresentou um anúncio de 2 páginas no Expresso, que retrata em 6 imagens a história dos últimos 60 anos:
Anos 50, o carocha e uma família sorridente, pai, mãe, filhos
Anos 60, uma jovem de mini-saia
Anos 70, um homem de calças “à boca de sino”, no rescaldo da era hippie
Anos 80, um yuppie engravatado e endinheirado
Anos 90, uma senhora regando uma planta, preocupada com o ambiente
Anos 2000: um bébé, sob o título “O Futuro”
Por outras palavras: esqueçam os desvarios e excessos dos anos 60, 70 e 80, que já lá vão... a luta pela defesa do ambiente, essa, é um dado adquirido, uma inevitabilidade, é incontornável, mas a luta pela defesa da vida, representada pelo bébé, essa é a verdadeira tábua de salvação para todos nós e para o nosso futuro, e o grande combate dos tempos modernos!
Parabéns VW!
Parabéns Dakar!
Parabéns Grupo Tata!
Marcha pela Vida
Para mais informações, ver aqui
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Por mera curiosidade...
domingo, 6 de janeiro de 2008
Itália: Cresce movimento para maior restrição do aborto
O jornal "Il Foglio" lidera esta nova tendência em Itália. O objectivo é equiparar a moratória internacional contra a pena de morte a uma moratória contra o aborto.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Paredes pela Vida ganhou !
Parabéns a todos os cidadãos de Paredes que aderiram a esta iniciativa e, em particular, ao prof. Luis Botelho Ribeiro, líder deste movimento.
Para mais informações, ver aqui.
Bolsa-Estupro

A proposta dos deputados inclui ainda outro item bastante polêmico, que prevê que psicólogos, pagos pelo Estado, devam atender essas mulheres para convencê-las da importância da vida, fazendo com que elas desistam do aborto.
O assunto tem gerado muita polémica como se pode ver, entre muitos outros, aqui
A questão do aborto em caso de violação é complexa e o seu desenlace não pode deixar de estar intimamente relacionado com o estado psicológico causado na mulher por essa situação.
Por um lado, o feto que foi gerado em virtude de violação não tem qualquer culpa pelo facto do seu pai ser um violador; por outro lado, porém, sabemos que a viabilidade da gravidez dependerá muito da forma como a mulher e o seu entorno familiar, em concreto, lidará com essa situação dramática.
Porém, em geral, considero a proposta deste grupo de deputados brasileiros muito positiva, não no sentido de condicionar a mulher à decisão de não abortar, mas no sentido de fazer-lhes ver que podem existir alternativas positivas, prestando o indispensável auxílio psicológico numa situação tão dramática como esta.
A exequibilidade deste projecto, porém, levanta várias questões, como por exemplo, casos de fraude (lembremo-nos do que aconteceu no Reino Unido de John Major, com o subsídio estatal às mães solteiras, que gerou multíplas situações de fraude) e também relativos à forma concreta como o atendimento psicológico a tais mulheres seria efectuado.
Convinha saber como é que, na prática esta acção de apoio e dissuasão prevista no artigo 6º e 16º, nº3 alíneas d) e f) da Portaria nº 741-A/2007 de 21 de Junho está a ser concretizada e quantas mulheres, após tal consulta e apoio, optaram por desistir de abortar.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Não dê tampa a esta iniciativa!

- Recolher tampas de plástico
- Vender para reciclagem
- Oferecer Material ortopédico a quem mais dele necessita.
Durante o ano de 2004 foi lançada uma campanha de recolha de tampas nos concelhos de Almada e Seixal, em associação com a empresa de recolha de resíduos local, com vista a beneficiar a Liga de Amigos do Hospital Garcia de Orta.
A campanha foi um sucesso, excedendo todas as expectativas. No final do ano já se tinham recebido contribuições em tampas provenientes de todos os pontos do pais, e até das regiões autónomas.
A resposta foi tal, que decidimos criar a ASSOCIAÇÃO TAMPA AMIGA, de modo a dar continuidade à ideia.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Qual o significado do amor humano ?

Por isso os poetas viram na formosura da mulher um “raio divino”, quer dizer, um sinal que remete mais além, para outra coisa maior, divina, incomensurável em relação à sua natureza limitada. A sua beleza grita ante nós: “Não sou eu. Eu sou só um sinal. Olha! Olha! Quem te recordo?”. Com estas palavras o génio de C. S. Lewis sintetizou a dinâmica do sinal da qual a relação entre o homem e a mulher constitui um exemplo comovedor. Se não compreende tal dinâmica, o homem sucumbe ao erro de deter-se na realidade que suscitou o desejo. Então a relação acaba por tornar-se insuportável.
Como dizia Rilke, “este é o paradoxo do amor entre o homem e a mulher: dois infinitos encontram-se com dois limites. Dois infinitamente necessitados de ser amados, encontram-se com duas frágeis e limitadas capacidades de amar. E é só no horizonte de um amor maior que não se devoram em pretensão, nem se resignam, antes caminham juntos até uma plenitude da qual o outro é sinal”.





