
Não contentes com a interpretação da sua própria lei do aborto, alguns políticos de Espanha parecem apoiar, agora, e depois do "fecho cautelar de duas clínicas de aborto em Madrid depois de rusgas e detenções em estabelecimentos de Barcelona", uma nova lei: o aborto legal (e liberalizado) muito para além dos prazos previstos pela actual lei.
Advogam, assim, os interesses de todos os que defendem a prática de aborto: alargamento dos prazos de aborto "nas primeiras 14 semanas de gestação, sempre que [as mulheres] o solicitem voluntariamente e por escrito". E já se vislumbra, claro!, o facilitismo do "turismo abortivo"...
Parece que pela Europa fora a palavra de ordem é liberalizar. Quanto mais melhor! - parece ser também o grito em uníssono.
P.S.
O Código Penal vigente admite o aborto em três casos: se houver risco para a saúde da mulher, se houver uma presunção de malformações físicas do feto ou se a gravidez for consequência de uma violação. (E discutiu-se tanto em Portugal qual era a lei espanhola...)
Não deixa de ser interessante, na notícia do Diário Digital: Bermejo sustenta que há «muita hipocrisia» em torno do tema e que é necessário estudar a par da reforma da lei, mais campanhas de informação junto dos jovens e imigrantes - grupos que menos usam contraceptivos e mais abortam.
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