
Na passada 3ª feira, fiz uma coisa da qual não me orgulho nada:
Tive que levar a minha filha de 5 meses, no ovinho, para o meu local de trabalho, isto é, o Tribunal.
Tinha lá uma audiência, embora rápida.
A minha mulher, por razões profissionais, não teve possibilidade de ficar com ela.
As avós já cá não estão e o resto da família não tem disponibilidade.
Depois de muito mendigarmos, conseguimos garantir um infantário, em Faro, que a acolhesse. Porém, apesar da nossa insistência, foi-nos negada a possibilidade de admissão imediata.
E daí, lá fui eu, com a pasta de um lado e o ovinho do outro.
Entretanto, no meio da audiência, lá se pôs o Juíz a brincar com ela e a dizer "que sítio tão feio para levaram a menina", enquanto as funcionárias judiciais se íam babando.
Isto a propósito das novas medidas de Sócrates anunciadas hoje.
É óbvio que terei que congratular-me com essas medidas.
Mas um infantário custa, em média 200,00€ por mês porque os mais baratos que rondam os 120,00€ estão mesmo a abarrotar.
Para além dos tais 130,00€ agora anunciados que (repito) são bem vindos, era necessário em termos de rede de infância e ATL's e, em termos laborais, adoptar medidas que ajudassem a conjugar melhor a vida familiar com a vida laboral, na linha do que, aliás, a própria UE vem defendendo.
Por isso, aquilo que foi anunciado, sendo bom, é manifestamente insuficiente.
Seriam importantes medidas como as que sugeriu o João Pedro Henriques, do Glória Fácil, a que acedi, via Shyznogud, e que acho excelente.
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