terça-feira, 13 de julho de 2010

Fala do Homem nascido

Venho da terra assombrada
do ventre de minha mãe
não pretendo roubar nada
nem fazer mal a ninguém

Só quero o que me é devido
por me trazerem aqui
que eu nem sequer fui ouvido
no acto de que nasci

Trago boca pra comer
e olhos pra desejar
tenho pressa de viver
que a vida é água a correr

Venho do fundo do tempo
não tenho tempo a perder
minha barca aparelhada
solta rumo ao norte
meu desejo é passaporte
para a fronteira fechada

Não há ventos que não prestem
nem marés que não convenham
nem forças que me molestem
correntes que me detenham

Quero eu e a natureza
que a natureza sou eu
e as forças da natureza
nunca ninguém as venceu

Com licença com licença
que a barca se fez ao mar
não há poder que me vença
mesmo morto hei-de passar
com licença com licença
com rumo à estrela polar

António Gedeão, In Teatro do Mundo, 1958


Sobre a dor fetal

A questão da dor fetal recebeu exposição significativa no começo deste ano nos EUA depois que uma lei monumental foi promulgada em abril pela assembléia legislativa de Nebraska restringindo o aborto depois de vinte semanas. A tão chamada “Lei de Proteção aos Bebês em Gestação que Podem Sentir Dor” foi uma resposta ao crescente consenso de que os bebês em gestação sentem dor nessa fase, ou até mesmo antes.
Na Inglaterra, o aborto por razões sociais é restrito depois da 24ª semana de gestação (abortos eugênicos são permitidos até o momento do nascimento), embora tenha havido debates nos últimos anos sobre reduzir esse limite em 2 ou 4 semanas. Tal medida foi apoiada pelo primeiro ministro David Cameron, que disse em abril que “Penso que o modo como a ciência médica e a tecnologia se desenvolveram nas últimas décadas significa realmente que seria prudente um limite mais elevado de 20 ou 22 semanas”. Contudo, o novo relatório do CROG está sendo agarrado pelas forças anti-vida como evidência de que não há razão “científica” para reduzir o limite do aborto.
Mas a Dra. Mary Spaulding Balch, diretora de legislação estadual para o Comitê Nacional de Direito à Vida (CNDV), diz que: “Um especialista objetivo em neurobiologia ficaria horrorizado com a chocante falta de base acadêmica do artigo do CROG”.
Ela observou que um dos autores é realmente um médico que faz abortos, enquanto que o resto deles são em grande parte promotores do aborto.
Os autores do relatório repudiam a noção de dor fetal antes das 24 semanas com base no fato de que os bebês em gestação não têm uma conexão completa de nervos com o córtex cerebral antes das 24 semanas. Mas Spaulding Balch disse que isso ignora o estudo de grande influência de 2007 da revista médica Behavioral and Brain Sciences (Ciências Comportamentais e Cerebrais) intitulado “Consciência sem um córtex cerebral”.
De acordo com esse estudo até mesmo “crianças que não têm virtualmente nada do córtex cerebral experimentam dor”, disse ela.
“Ironicamente, o artigo admite a evidência de que com 20 semanas receptores de dor estão presentes em toda a pele do bebê em gestação”, continuou ela, “que esses receptores estão ligados mediante nervos ao tálamo e a lâmina subcortal, e que essas crianças coordenaram reações aversivas a estímulos dolorosos, e experimentam mais hormônios de estresse com isso”.
Paul Tully, secretário geral da Sociedade para a Proteção das Crianças em Gestação (SPCG), com sede em Londres, observou que o limite de 24 semanas no aborto social é uma “tentativa de desviar a atenção do assunto principal” em qualquer caso.
“A afirmação do CROG sobre bebês não sentindo dor antes das 24 semanas ignora completamente a questão: Por que os médicos aborteiros ficam fazendo esse tipo de argumento quando apóiam o aborto de bebês até o momento do nascimento?”
Tully diz que a sugestão de que os médicos que realizam abortos não estão causando a dor da criança ao matá-la é simplesmente “um modo de negar que o que eles estão fazendo é maligno e eles sabem disso”.
“O CROG está tentando descobrir uma zona de comodidade para seus membros. Não está preocupado com os direitos e as vidas dos bebês assassinados”.
“O CROG sabe melhor do que a maioria das pessoas como esses bebês são maravilhosos, sensíveis, complexos e belos em toda a fase do desenvolvimento da concepção em diante”, disse ele. “A vida não começa na metade da gravidez; começa na concepção”.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

sábado, 10 de julho de 2010

Várias regiões espanholas resistem à lei do aborto


Navarra e Múrcia anunciam que não cumprirão diploma. Galiza levanta dúvidas.

Mesmo depois de entrar em vigor, a lei espanhola que liberaliza o aborto até às 14 semanas está a suscitar polémica. Duas comunidades autónomas, Navarra e Múrcia, anunciaram a intenção de não cumprir o diploma, que está a suscitar reservas em várias comunidades governadas pelo Partido Popular, a principal força política de oposição em Espanha. O PP dirigiu entretanto um requerimento ao Tribunal Constitucional, solicitando a apreciação da constitucionalidade dos aspectos mais controversos da lei, uma das mais emblemáticas do Partido Socialista Operário Espanhol, de José Luis Rodríguez Zapatero.

De Navarra, uma das regiões mais conservadoras de Espanha, surgiu uma recusa categórica: ali não se praticarão abortos legais. De acordo com o porta-voz do Executivo navarro, as interrupções da gravidez, nos termos previstos pela lei, serão feitas fora das fronteiras daquela comunidade. Igualmente drástica foi a reacção do presidente da região de Múrcia: Ramón Valcárcel. Segundo este dirigente do PP, "não há razões para acatar" a nova lei que regulamenta a prática do aborto em Espanha, que vigora desde segunda-feira. Navarra é governada pela UPN (União do Povo Navarro), em coligação com o Partido Socialista.
Na Galiza, o Executivo conservador está a levantar dificuldades para o fornecimento de informações às mulheres que pretendam praticar o aborto, um dos requisitos do novo diploma. E em Madrid, praça-forte do Partido Popular, o responsável pela Saúde do Executivo comunitário, Javier Jernández Lasquetty, não deixou lugar a dúvidas: "Nenhum médico irá para a prisão por recusar praticar um aborto." O direito à objecção de consciência, por parte dos profissionais da classe médica, é uma das bandeiras do PP.
A Igreja Católica e associações representativas de médicos têm estado igualmente na primeira linha da oposição à nova lei. Ginecólogos pelo Direito à Vida e a Organização Médica Colegial são duas destas associações, que criticam diversos aspectos do diploma, designadamente - como ontem sublinhava o El Mundo, na sua versão digital - a possibilidade de uma menor poder interromper a gravidez num hospital público sem os pais serem informados.

Já o presidente da câmara de Madrid, o também conservador Alberto Ruiz-Gallardón, sugeriu que a lei deve ser suspensa até o Tribunal Constitucional se pronunciar sobre o recurso do PP.

Mas o Governo socialista, que fez da ampliação dos prazos da interrupção voluntária da gravidez uma das suas principais bandeiras, pensa de maneira muito diferente. "Nem a Constituição nem a lei orgânica do Tribunal Constitucional atribuem qualquer efeito suspensivo quando o recurso se dirige contra as leis do Estado", considera o representante do Governo nas suas alegações ao Tribunal Constitucional, recordando o princípio basilar da "presunção de legitimidade do Parlamento".

O Executivo de Zapatero diz ainda esperar que a lei se cumpra em todas as parcelas de Espanha.

Notícia daqui.

Portugal envelheceu rapidamente nos últimos 40 anos

Um estudo realizado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, divulgado no âmbito do Dia Mundial da População, que se assinala domingo, mostra que o quadro português nesta área alterou-se de modo profundo nos últimos 40 anos.

O ensaio “Portugal: os números”, dá conta, nomeadamente, de um país hoje bastante envelhecido, sendo a evolução, em todo o caso, idêntica à registada na generalidade da Europa.


Paulo Chitas, co-autor do ensaio, disse à Renascença que, no nosso país, a evolução processou-se apenas mais rapiramente.

O especialista refere que a população portuguesa era, na década de 60 do século passado, “muito jovem” e agora “existem mais idosos do que jovens”.


O envelhecimento demográfi co em Portugal foi, assim, “muito intenso” e “isso foi acompanhado por um grande aumento da esperança de vida, que, desde essa altura, subiu cerca de 15 anos”.


Quanto à quebra da fecundidade, os números também não diferem muito em relação aos de outros países europeus.


Nos anos 60, havia um nível de fecundidade bastante elevado em média: cada mulher teria 3,5 ou 3,6 fi lhos. Hoje em dia o número médio está em torno de 1,3.


O papel social da mulher é também causa da baixa natalidade, já que, tendo hoje mais qualifi cações, as mulheres “entram mais no mercado de trabalho, adiando o projecto de ter fi lhos”.
Quanto ao futuro retrato do país, Paulo Chitas tem uma convicção: “O processo de envelhecimento demográfico vai continuar”.
Notícia daqui.
Consultar mais dados estatísticos sobre a População, aqui.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

The World Health Organization's Abortion Agenda


Por Andrew M. Essig.
Fazer download aqui.

Relances associa-se ao documentário “ Blood Money”




O blog http://www.blogger.com/www.relances.blogspot.comassocia-se a este documentário.

Já sabemos que de uma forma geral comunicação social portuguesa não vai falar e muito menos comentar este documentário que esta a causar grande polémica nos Estados Unidos.

Por isso peço-lhe que divulgue em todos os seus contactos este vídeo e quem sabe se possível trazer este trabalho até Portugal.

Este é um novo filme independente que retrata a indústria do aborto com o nome “Blood Money” e que têm como objectivo expor a corrupção da Planned Parenthood.

Os produtores fazem deste trabalho um apelo mundial contra o Aborto e por isso apelam todos a ir a :

http://www.bloodmoneyfilm.com/

O declínio social e económico após a legalização do aborto

Como a pequena célula do "Big Bang" que criou o Universo, assim do óvulo fecundado nasce o ser humano. Se alguém destruísse a célula primordial do "Big Bang", o Universo não existiria. Já na sua sexta semana de vida o coração humano tem 150 batimentos por minuto.
Quando você ouve que o aborto é um princípio de liberdade ou de civilização, ou é definido por palavras aparentemente inócuas como "interrupção de gravidez", saiba que cientificamente tem apenas uma definição: eliminação de uma vida.
Você quer ter provas concretas?
Entre num campo recentemente semeado com o seu carro, e quando o agricultor chegar armado de espingarda apontada à sua cara, diga-lhe que o que praticou foi apenas uma "interrupção de crescimento!" Você só tem que esperar que a arma esteja descarregada...
Vemos porém que "o enriquecimento económico" nos trouxe o aborto. No livro intitulado "Os Limites do Crescimento", os seguidores de Ehrlich Ralph propõem a mesma tese do "mestre" argumentando que a taxa de crescimento da população é muito alta e que é necessário travá-la, ou dezenas de milhões de pessoas morrerão de fome antes de 2000 na Ásia, China e Índia". O banqueiro e economista Ettore Gotti Tedeschi - a partir do qual aprendi a "teoria" de Ralph Ehrlich - num artigo publicado a 3 de Maio de 2010, intitulado "A taxa de natalidade na base da crise económica" (já traduzido em várias línguas), sobre a China e a Índia, escreve: «não só não morrem de fome, mas agora eles são mais ricos do que nós e sustentam a nossa economia».
(....) No seu livro "Reflexões sobre a Revolução na Europa. Imigração, o Islão e o Ocidente (Penguin, Londres, 2009), o jornalista Christopher Caldwell, salienta - como a maioria dos observadores ocidentais e muçulmanos - que a imigração existente na Europa lentamente irá apagar a cultura e a sociedade europeia. Lembramos que um dos slogans mais populares dos muçulmanos diz, mais ou menos: "Com as barrigas das nossas mulheres nós vos ocuparemos, com a vossa democracia nós vos conquistaremos".
Agostinho Nobile

Aborto e violência doméstica


Há uns tempos atrás, neste blogue, referi-me à associação que existe entre aborto e violência doméstica.

Em muitos casos, se incluirmos também no conceito de violência doméstica, a violência psicológica, o aborto não é mais do que a expressão de uma coacção que é promovida pelo parceiro da mulher.

Na altura, um comentador anónimo refutou o que eu defendi, dizendo que tal não correspondia à realidade.


Ser contra o aborto é também ser a favor de uma verdadeira libertação da mulher em face das pressões, quase sempre cobardes, do progenitor ou da própria família.

Ser a favor do aborto é permitir e consentir que, na prática, essas pressões físicas e psicológicas condicionem a livre vontade da mulher.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O estatuto do zigoto humano

Com vista ao enriquecimento do debate ético em torno do estatuto ético do zigoto humano, e na defesa do direito à vida do ser humano deste a sua concepção (fertilização do óvulo pelo espermatozóide) até à morte, apresento do lado direito deste blogue, na secção "Artigos em PDF", um pequeno texto de três páginas intitulado O estatuto ético do zigoto humano.
É um texto curto, que não está preparado para responder a todas as objecções provenientes dos defensores do direito ao aborto em geral.
Para responder a essas objecções, já existem, na mesma secção "Artigos em PDF", outros textos extensos e detalhados.
Este novo texto pretende ser uma síntese do direito à vida desde a concepção, centrada no reconhecimento do direito à vida do zigoto humano, e baseada apenas em argumentação racional (científica e filosófica).
O texto pode ser útil para:
a) rebater a má argumentação dos defensores do direito ao aborto
b) rebater a má argumentação dos defensores da legitimidade da destruição de zigotos e embriões humanos
c) rebater todos aqueles que dizem que a defesa do direito à vida desde a concepção é sempre feita com base em argumentação religiosa ou teológica, e que não há argumentos científicos ou filosóficos para sustentar essa posição: como se vê, isso é falso
Como sempre, agradeço aos pacientes leitores deste novo texto toda a sugestão de correcção ou melhoramento que me queiram fazer.
PS: Aqui há tempos, escrevi um texto para rebater a ideia errada de que a defesa do direito à vida desde a concepção implicaria o direito à vida de todo o tipo de célula humana. Aqui fica, por comodidade, o dito texto: Aborto e clonagem.
PS2: Hoje, dia 2 de Julho, actualizei a versão do artigo O estatuto ético do zigoto humano, com pequenas correcções e melhorias na linguagem.
Bernardo Motta
Publicada por Espectadores

Textos rádio Costa D'Oiro dias 6 a 12 de Julho



DIA 6 DE JULHO
Quer se queira, quer não, um óvulo fecundado é já vida, com uma autonomia genética diferenciada e irrepetível.
A ideia de que essa autonomia genética não é passível de ser geradora do direito à vida pelo simples facto de ser dependente de outrem para se poder sustentar e desenvolver é um aberração.
Muitos seres humanos dependem de outros para se sustentar e desenvolver e não é por isso que devem perder o direito à vida ou a uma vida com a melhor qualidade possível.
Esse raciocínio é perigoso e assenta na mesma permissa de eugenismo que esteve subjacente ao regime Nazi.
A vida concebida é vida e é Pessoa Humana.
Mas, como tudo o que envolve a nossa existência, toda a vida pede amor, dádiva e sustentação por parte de terceiros. Os filhos precisam do apoio dos pais, os idosos precisam do apoio dos filhos, os empregados precisam do trabalho dos patrões, os patrões precisam da eficácia dos seus trabalhadores e por aí adiante.
A Interrupção Voluntária da Gravidez é a primeira cisão da solidariedade de muitas outras que, em diferentes estádios da vida adulta, se vão repetindo.


DIA 7 DE JULHO
A nossa civilização está completamente obcecada e ocupada com o presente, no viver o instante, no viver um presente sem memória e que exclui tudo o que não se faz valer na atualidade.
É preciso desprender-se dessa obsessão pela tirania do presente pleno e absoluto e exercer a responsabilidade para com os ausentes ou simplesmente pelo que ainda não se vê.
A razão de ser dessa ligação ao presente está relacionada com o medo de encarar o que possa vir a ser imprevisível.
A concentração no presente torna ameaçadora qualquer dimensão que faça valer outros aspectos da temporalidade humana. E é precisamente quem tem a obsessão de ser unicamente um homem do seu tempo, que não sabe dever nem esperar.
A verdade é que a a maior parte da nossa vida compõe-se mais de coisas que nos acontecem, do que de coisas que planeamos segundo a nossa vontade; estar disposto, em postura de aceitação e crescimento para o que nos acontece de imprevisto faz parte daquilo a que um autor espanhol Daniel Innerarity intitulada de a ética da hospitalidade. Hospitalidade, abertura e flexibilidade para com os outros e para com os acontecimentos.
E é essa ética da hospitalidade (e não a ética de um egocentrismo limitado pelos condicionalismos presentes) que nos deve caracterizar enquanto pessoas e sociedade.

DIA 8 DE JULHO
Os meios de comunicação não falam de toda a realidade, mas existe muito amor no mundo, ainda que não se venda como noticia sensacionalista. Há casais apaixonados depois de 60 anos juntos, homens que apoiam a sua mulher na sua busca de um bom trabalho profissional, mulheres que elogiam o seu marido quando educa os seus filhos, e filhos que se levantam mais cedo para que os seus pais encontrem o pequeno-almoço preparado.
Às vezes, só é necessário que um comece, para que os demais deixem de viver o esquema de "eu ganho se tu perdes", e se decidam a escolher o "eu ganho só se tu ganhas". Quando se ama, ganha-se sempre e ganham todos.
Pode ser que amar não seja rentável economicamente, que produza desgaste físico e emocional, que complique a vida e nos tire tempo, mas dá paz de consciência, faz-nos felizes, permite-nos viver num estado habitual de optimismo, desenha um sorriso sincero nos nossos lábios e ilumina o olhar com um brilho novo.
Um ditado hindu reza: "Tudo o que não se dá, perde-se". Triunfa na vida, quem derrota o eu, para que ganhe o tu. Triunfa na vida, quem crê no amor, e se atreve a vivê-lo, com todas as suas consequências.


Dia 9 de JULHO
Porque é que umas pessoas têm cancro e outras não? Esta continua a ser a questão que os médicos não conseguem explicar!
Nos dias de hoje, começa a ser assumido que o cancro deverá ser entendido como uma “doença crónica” que acompanha o envelhecimento das células.
No entanto, a investigação tem demonstrado que há determinados factores que aumentam a probabilidade de uma pessoa vir a desenvolver cancro.
Alguns destes factores, nomeadamente os que estão relacionados com hábitos e estilos de vida podem, claramente, ser evitados (ex: fumar, álcool, excesso de peso, dieta pobre em frutas e vegetais, falta de exercício físico, exposição excessiva ao sol, dieta alimentar, álcool): está nas nossas mãos fazê-lo!
Se considera apresentar risco aumentado para ter cancro, consulte o seu médico e discuta a situação com ele: ficará mais tranquilo e, de acordo com toda a informação disponível, poderão planear qual a regularidade das consultas e exames médicos que tenha necessidade de fazer. Além disso, será uma forma de modificar os estilos de vida prejudiciais!


Dia 12 de Julho
Eram já conhecidos indicadores preocupantes no que se refere ao aborto após a aprovação da lei, mas ficámos agora a saber, pela voz do presidente do Conselho Nacional de Ética, que os resultados vão no sentido oposto do que foi propagado pelos que promoveram a liberalização e viabilizaram a lei: 50% das mulheres que fazem aborto faltam à consulta de planeamento familiar obrigatória 15 dias depois; há mulheres que fazem, no Serviço Nacional de Saúde, dois ou três abortos por ano; o número de abortos aumentou de 12 mil para 18 mil em 2008 e para 19 mil em 2009.
Uma lei que liberaliza, que consagra o aborto a pedido sem necessidade de qualquer justificação, é uma lei que institui a violência pela consagração de medidas desproporcionais e banaliza um acto que, em qualquer circunstância, é sempre de extrema gravidade. Criou-se nesta, como em outras questões éticas, uma cultura desumana assente na exaltação do egoísmo e da irresponsabilidade: da mulher em relação a si própria, em relação a um terceiro cujo direito a nascer é preterido ao menor capricho
O presidente da Comissão Nacional de Ética, em recente entrevista ao Público e outrora grande defensor da liberalização do aborto, vem agora defender rectificações à lei que travem os abusos que levaram já milhares de fetos a ser eliminados. Mas estes não têm voz, não fazem barulho, não marcam greves, nem votam.
Cabe-nos, pois, a nós, no nosso meio lutar e promover por uma cultura da vida e de apoio à vida.

Practical Guide to the Spiritual Care of the Dying Person


Guia Prático para o Cuidado Espiritual de Doentes Terminais


Fazer o download aqui.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Pensar livremente

Na semana em que comemora 230 anos ao serviço da educação, a Casa Pia de Lisboa organizou um encontro sobre “Boas práticas na Área da Sexualidade”, ocasião para, volvidos quatro anos desde o seu início, mostrar o seu Projecto de Educação nesse domínio - PIPAS de seu nome - e a
avaliação dos respectivos resultados.
Não conheço em detalhe todos os objectivos e conteúdos do programa mas, nascido da preocupação de prevenir o abuso, percebi na sua génese a intenção firme de educar a pessoa humana – crianças e adolescentes, alguns com complexas necessidades educativas – na sua globalidade, procurando tornar os alunos pessoas mais completas e mais aptas em áreas cruciais do desenvolvimento humano que as difíceis circunstâncias em que hoje se cresce não favorecem nem potenciam - compreender-se emocionalmente, agir como ser social, ser capaz de decisão moral - condições que conformam e regulam a interacção humana e são potenciadas pela estruturação das atitudes e valores que permitem a autonomia e a responsabilidade.

A pedagogia dominante é reflexiva, opção funcional e segura: há sempre um dia em que cada um de nós deve escolher e decidir pela sua própria cabeça e não há melhor protecção contra o risco do que a capacidade treinada de tomar decisões racionais, escolher a informação, trabalhá-la com olho crítico, pensar bem antes de agir. Também verifi quei que não cai no erro de ignorar que há na sexualidade um “muito”, fundamental, que não é sexo, e que é esse lado amadurecedor da sexualidade e da pessoa que a escola melhor pode educar e enriquecer, sem esquecer nem fragilizar as outras metas educativas que os estabelecimentos de ensino – e, neste caso, também as várias formas de acolhimento – necessitam considerar e alcançar. Tão pouco se furtou ao desafio de ensaiar trabalho com as famílias e abriu-se a progredir pedagogicamente nos domínios curriculares tradicionais através do esforço feito para procurar novas formas de ensinar a ser.
Além do mais, contrariando a laxista cultura que domina o educar português e o uso, abusador, dos financiamentos estatais, contratou uma parceria externa que propiciasse uma cuidadosa, qualificada – e pública – avaliação externa do programa. É do melhor que já vi neste domínio.
Entretanto, a Fundação Francisco Manuel dos Santos publicou uma obra de Maria do Carmo Vieira, “O Ensino do Português”, cuja leitura recomendo como um acto de cidadania esclarecida. Conciso e objectivo, usa devidamente a língua pátria e a gramática da razão para demonstrar –
repito, demonstrar – como a extrema imbecilidade de que está infectado o nosso sistema de ensino destroça e diminuí, sistematicamente, a perigosa faculdade de pensar. Explica bem o fundamento ideológico das doutas opções “educativas”, a estupidifi cação massiva e duradoura dos petizes, a nobre arte política de reduzir a zero a Literatura, eliminar a Filosofia, desprezar a História.

Como dá muito trabalho governar pessoas que pensam e o pensamento produz, só por si, resultados inesperados e incontroláveis, reduzamos o perfil do cidadão a um domesticado ignorante que se emprega, de corpo e sem alma, ao exercício automático de carregar nos botões proporcionados pela maravilha do choque tecnológico. Mais assustador é, como se sublinha, o servilismo com que as escolas aceitaram, sem crítica nem responsabilidade, endeusar a tecnologia, inculcar a amnésia, afundar com as humanidades o processo de humanizar a pessoa que se chama educação. Diz a Fundação, na apresentação da colecção em que o texto se integra, que o seu desígnio se resume em duas palavras: pensar livremente. Flagrantemente oportuno, logo no número um.

Casamento: O novo futuro


O casamento é a realização mais espantosa da humanidade. A mais utilizada forma de transmitir a existência e a única eficaz de transmitir a civilização. Que duas pessoas tão diferentes encontrem uma complementaridade fecunda para a vida e, através da sua união, dêem substância e continuidade à comunidade humana é sublime. Mais ainda, uma descrição objectiva do que está implicado na vida quotidiana de um casal mostra a qualquer observador perspicaz que ele é formalmente impossível. As núpcias que permanecem não são as fáceis e sem problemas, porque essas não há. Todos os casamentos são impossíveis. Alguns simplesmente existem e persistem. Os casamentos que duram constituem a realização mais espantosa da humanidade.
O nosso tempo adicionou aqui uma dimensão. Em vez de o considerar como ele é, um bem precioso, frágil e essencial, decidiu procurar formas alternativas de transmitir a existência e a civilização. Sempre houve promiscuidade, adultério, divórcio, união de facto, consequências directas da impossibilidade do casamento. Esta é a primeira época que admira e promove esses comportamentos, enquanto inova furiosamente em contraceptivos e procriação artificial. Além disso, desconfiando da capacidade dos pais para ensinar os valores básicos, entrega ao Estado ou ao mercado essa função. A doutrinação ideológica, mascarada ou não de educação, e os desenhos animados são as formas contemporâneas de transmitir a civilização.
A consequência disto, outra novidade, é a aparente derrocada conjugal. No caso português, a taxa bruta de casamento em 2008 foi de 4,1 por mil habitantes, metade da taxa de 1979 e pouco acima da taxa de divórcios, 2,5 por mil, que quadruplicou nestes 30 anos. Os nascimentos fora do casamento subiram de 8,2% em 1979 e 14,7% em 1990 para 36,2% hoje. Muitos interpretam estes números como a obsolescência do casamento. Pelo contrário, o espantoso não é serem tão negativos, mas ainda serem significativos.
Considerando a campanha cruel, esmagadora e obsessiva que as últimas décadas moveram contra o casamento, o que surpreende é que tenha resistido como resistiu, e continue a ser a mais utilizada forma de transmitir a existência e a única eficaz de transmitir a civilização. A maior parte das instituições assim atacadas desapareceu.
Filmes, revistas, séries e jornais, junto com leis, políticas, discursos e programas, todos se uniram para evidenciar o que sempre se soube: o casamento é impossível. Não notam que, ao fazê-lo, serram o tronco onde se sentam. Esta louca insistência nas óbvias dificuldades matrimoniais, sem alternativas válidas, só pode ter um resultado: a decadência social. Não só a fertilidade atingiu na Europa níveis de extinção da espécie, mas a solidão, depressão, traumas infantis, agressividade, suicídio chegaram a níveis patológicos. Os esforços do nosso tempo para abandonar o casamento só conseguiram destruir-nos.
Esta atitude tem as suas razões. Nasce da reacção a um erro dos séculos anteriores, que por vezes desequilibrou as duas dimensões do casamento. Nas gerações precedentes, o elemento romântico e emocional da união dos esposos foi frequentemente secundarizado em favor da estrutura social. Os pais combinavam os noivos porque casamento era, antes de mais, futuro do clã, alianças genealógicas, interesses de herança. Paixão, amor e sexo eram exteriores ao vínculo nupcial. Não se deve exagerar esta situação, porque a maioria dos casamentos sempre foi normal, mas certos estratos enviesaram neste sentido.
As gerações actuais caíram no extremo oposto. Repudiam justa e fortemente este modelo mas absolutizam a liberdade e emoções conjugais. Desprezando o casamento de conveniência e as alianças de clã acabam por abandonar o próprio casamento. O fundamentalismo erótico anula a relação ao primeiro obstáculo e chega a ridicularizar a procriação. Este modelo é tão desequilibrado quanto o anterior, mas, ao contrário dele, implica a extinção da sociedade. Porque o casamento, mesmo impossível, é o nosso único futuro.


João César das Neves
naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt

Casamento: O novo futuro

O casamento é a realização mais espantosa da humanidade. A mais utilizada forma de transmitir a existência e a única eficaz de transmitir a civilização. Que duas pessoas tão diferentes encontrem uma complementaridade fecunda para a vida e, através da sua união, dêem substância e continuidade à comunidade humana é sublime. Mais ainda, uma descrição objectiva do que está implicado na vida quotidiana de um casal mostra a qualquer observador perspicaz que ele é formalmente impossível. As núpcias que permanecem não são as fáceis e sem problemas, porque essas não há. Todos os casamentos são impossíveis. Alguns simplesmente existem e persistem. Os casamentos que duram constituem a realização mais espantosa da humanidade.
O nosso tempo adicionou aqui uma dimensão. Em vez de o considerar como ele é, um bem precioso, frágil e essencial, decidiu procurar formas alternativas de transmitir a existência e a civilização. Sempre houve promiscuidade, adultério, divórcio, união de facto, consequências directas da impossibilidade do casamento. Esta é a primeira época que admira e promove esses comportamentos, enquanto inova furiosamente em contraceptivos e procriação artificial. Além disso, desconfiando da capacidade dos pais para ensinar os valores básicos, entrega ao Estado ou ao mercado essa função. A doutrinação ideológica, mascarada ou não de educação, e os desenhos animados são as formas contemporâneas de transmitir a civilização.
A consequência disto, outra novidade, é a aparente derrocada conjugal. No caso português, a taxa bruta de casamento em 2008 foi de 4,1 por mil habitantes, metade da taxa de 1979 e pouco acima da taxa de divórcios, 2,5 por mil, que quadruplicou nestes 30 anos. Os nascimentos fora do casamento subiram de 8,2% em 1979 e 14,7% em 1990 para 36,2% hoje. Muitos interpretam estes números como a obsolescência do casamento. Pelo contrário, o espantoso não é serem tão negativos, mas ainda serem significativos.
Considerando a campanha cruel, esmagadora e obsessiva que as últimas décadas moveram contra o casamento, o que surpreende é que tenha resistido como resistiu, e continue a ser a mais utilizada forma de transmitir a existência e a única eficaz de transmitir a civilização. A maior parte das instituições assim atacadas desapareceu.
Filmes, revistas, séries e jornais, junto com leis, políticas, discursos e programas, todos se uniram para evidenciar o que sempre se soube: o casamento é impossível. Não notam que, ao fazê-lo, serram o tronco onde se sentam. Esta louca insistência nas óbvias dificuldades matrimoniais, sem alternativas válidas, só pode ter um resultado: a decadência social. Não só a fertilidade atingiu na Europa níveis de extinção da espécie, mas a solidão, depressão, traumas infantis, agressividade, suicídio chegaram a níveis patológicos. Os esforços do nosso tempo para abandonar o casamento só conseguiram destruir-nos.
Esta atitude tem as suas razões. Nasce da reacção a um erro dos séculos anteriores, que por vezes desequilibrou as duas dimensões do casamento. Nas gerações precedentes, o elemento romântico e emocional da união dos esposos foi frequentemente secundarizado em favor da estrutura social. Os pais combinavam os noivos porque casamento era, antes de mais, futuro do clã, alianças genealógicas, interesses de herança. Paixão, amor e sexo eram exteriores ao vínculo nupcial. Não se deve exagerar esta situação, porque a maioria dos casamentos sempre foi normal, mas certos estratos enviesaram neste sentido.
As gerações actuais caíram no extremo oposto. Repudiam justa e fortemente este modelo mas absolutizam a liberdade e emoções conjugais. Desprezando o casamento de conveniência e as alianças de clã acabam por abandonar o próprio casamento. O fundamentalismo erótico anula a relação ao primeiro obstáculo e chega a ridicularizar a procriação. Este modelo é tão desequilibrado quanto o anterior, mas, ao contrário dele, implica a extinção da sociedade. Porque o casamento, mesmo impossível, é o nosso único futuro.
João César das Neves
naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt

Nova manifestação em Madrid contra lei do aborto


Cerca de meia centena de pessoas concentrou-se hoje, sábado, em Madrid, em frente ao Tribunal Constitucional espanhol para pedir a suspensão da nova lei do aborto, que permite a interrupção da gravidez até à 14ª.semana.

Convocada por 70 associações que são contra o aborto, a manifestação serviu para pedir ao Governo que barre a entrada em vigor da lei até que o Supremo Tribunal decida sobre o recurso de inconstitucionalidade apresentado pelo Partido Popular, da Oposição.


Os manifestantes foram, segundo a organização, pedir apoio institucional para as mulheres grávidas, exigir ao Executivo que "não instrumentalize a escola ao serviço da sua peculiar e perversa ideologia sobre a sexualidade" e pedir aos políticos que "nunca ponham em causa os direitos humanos".


A nova lei do aborto permite a interrupção livre da gravidez até à 14ª. semana de gestação e até à 22ª. semana, quando sejam diagnosticadas no feto doenças extremamente graves e incuráveis.
O diploma estabelece também que as menores de 16 e 17 anos não precisam de consentimento paterno para abortar, embora tenham que apresentar um documento em que declarem ter informado os pais, a não ser que aleguem risco de "conflito grave".

Daqui.

Aborto: leis aprovadas com tantas dúvidas...


"Há uma única preocupação, que é a do lucro económico das clínicas, que foram quem promoveu esta lei", sustentou. [presidente do Centro Jurídico Thomas More, Javier María Pérez Roldán]


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Nova lei do aborto entrou hoje em vigor em Espanha



Em Espanha, entra esta segunda-feira em vigor a nova lei do aborto.


A partir de agora, as mulheres que decidirem interromper a gravidez até à 14 semana de gestação podem fazê-lo sem precisarem de apresentar qualquer motivo.


A partir das 22 semanas o aborto está autorizado apenas em casos de risco para a saúde física ou psíquica.

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A nova Lei do Aborto, que permite às jovens maiores de 16 anos abortarem até a 14.ª semana de gestação sem informar seus pais, entrou nesta segunda-feira em vigor na Espanha com uma grande polêmica.

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UNIÕES DE FACTO E BEM COMUM

O Parlamento aprovou, na generalidade, alterações à legislação sobre as uniões de facto que vêm equiparar de forma quase completa a protecção jurídica dessa forma de convivência à protecção jurídica de que goza o casamento. De significativo são, agora mais nitidamente, apenas os efeitos sucessórios que distinguem uma e outra dessas protecções.
Independentemente das alterações pontuais que decorrem da nova Lei, importa reflectir sobre o princípio que lhe subjaz e que reforça o que já estava subjacente à Lei anterior. Esse princípio é o do respeito pela autonomia individual, a igualdade e a indiferença perante as várias opções de vida.
Desde logo, há que realçar que a igualdade se verifica apenas no plano dos direitos e da protecção, porque no plano dos deveres (de respeito, fidelidade, co-habitação, cooperação e assistência), só as pessoas casadas a eles continuam adstritas.
De várias formas, o casamento vem sendo descaracterizado do ponto de vista jurídico e vem perdendo a sua centralidade como instituição social matricial.
De forma mais radical, a sua redefinição jurídica de modo a abranger uniões de pessoas do mesmo sexo descaracteriza-o como instituição baseada na riqueza e complementaridade da diferença sexual, da qual decorre a abertura à vida e à renovação da sociedade.
Por outro lado, o divórcio unilateral e sem culpa, que permite a desvinculação por qualquer dos cônjuges contra a vontade do outro e sem sancionamento da violação dos deveres conjugais, torna o casamento o mais frágil e instável dos contratos. Também desta forma o casamento é descaracterizado e não será por acaso que em Portugal, como em Espanha, as alterações legislativas relativas ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e ao divórcio unilateral e sem culpa são quase concomitantes.
E ao mesmo tempo que o vínculo conjugal se torna em extremo frágil, também se alarga a protecção das uniões de facto, que assentam na própria ausência de vínculos.
Em suma, é quase igual, para a ordem jurídica, ser casado ou não ser: quem é casado pode desvincular-se a qualquer momento e por qualquer motivo, sem sofrer consequências; quem convive em união de facto e não assume quaisquer vínculos goza da mesma protecção de quem é casado.
Será esta uma exigência do princípio da igualdade? Ou o regime jurídico mais adequado à sociedade pós-moderna, a do “amor líquido”, de relações precárias e inconstantes, à da mentalidade que, como vem salientando Bento XVI, recusa qualquer vínculo definitivo?
A questão está em saber se uma qualquer sociedade pode ser verdadeiramente coesa, sobreviver e renovar-se na ausência de vínculos e na base de relações precárias. Não é certamente o horizonte da precariedade o mais propício e salutar para a geração e educação de filhos. As estatísticas comprovam-no: a natalidade é muito menor quando os casais vivem em união de facto. Na época do “inverno demográfico”, quando em Portugal a taxa de natalidade atinge mínimos históricos, seria bom pensar nisso. Seria bom que o Estado e a ordem jurídica veiculassem mensagens radicalmente diferentes daquelas que estão a transmitir através das recentes alterações legislativas. Quem assume vínculos definitivos e desse modo enfrenta o desafio duradouro de geração e educação de novas vidas deveria ter um reconhecimento e uma protecção particulares nos planos jurídico, cultural, social e económico. Não se trata de um princípio ideológico de favorecimento de uma opção de vida em relação a outras. Trata-se de uma exigência objectiva do interesse público e do bem comum.
Pedro Vaz Patto, Voz da Verdade, 4 de Julho de 2010
Recebido por mail.

domingo, 4 de julho de 2010

Kaká apoia campanha contra prostituição



Kaká deu seu apoio a uma campanha de Ashton Kutcher contra a prostituição, através de seu Twitter, nesta terça-feira, 29.

O jogador, que tem fama de bom rapaz, fez um post com uma foto onde aparece com a camisa da Selecção Brasileira virada para aparecer seu nome e um cartaz com o nome da campanha na mão: "Real Men Don't Buy Girls", que quer dizer "Homens de verdade não compram mulheres".