sexta-feira, 7 de maio de 2010

Aborto e católicos


Na véspera da chegada de sua Santidade, o Papa Bento XVI, a TVI fez uma sondagem junto de alegados "católicos" que em 54% afirmam ser a favor do aborto.



Seria importante que esses católicos soubessem que precisamente na semana em que o Papa estará em Portugal, celebra-se a chamada "Semana da Vida" (de 9 a 16 de Maio), cujo tema, este é ano, "A Vida é sempre um bem". Ver brochura deste ano aqui.



Seria também importante que alguém lhes explicasse que existe uma Encíclica denominada "Evangelium Vitae" (disponível, em português, aqui), da autoria do Papa João Paulo II, sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana.
Este documento, que deveria ser de leitura obrigatória para todos os que se dizem "católicos", é muito claro ao proclamar (com fundamento em multíplas citações do Antigo e Novo Testamento) a iniquidade do aborto.

Esta constatação da dissensão de vários católicos, obriga-nos a todos a colaborar e reforçar a parte da educação e formação das consciências 1º, na nossa família, e depois junto dos grupos de jovens e catequeses de todo o país.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Clínica da Universidade de Navarra consegue maior controle de tumores pulmonares

El tratamiento de tumores y nódulos pulmonares mediante radioterapia hipofraccionada guiada por Cone Beam permite controlar localmente la enfermedad en torno al 90% de los casos.
La técnica, que se está realizando en la Clínica desde septiembre de 2009, se ha mostrado eficaz en alrededor del 80% de los tumores y nódulos hepáticos.
Saber mais aqui

Simpósio sobre eutanásia, testamento vital e cuidados paliativos

Simp�sio_Eut

terça-feira, 4 de maio de 2010

Da Islândia não chegam só nuvens vulcânicas

No passado sábado tive oportunidade de ir com os meus filhos ao espectáculo de Vila Moleza.

Foi impressionante ver o entusiasmo das crianças pela história e pelas personagens desta série televisiva.

Nesta entrevista, o protagonista Magnus Scheving (Sporticus) diz que a ideia é promover o "balanço" e o "evitar os excessos", mas depois acaba por admitir que ele próprio não cumpre o que apregoa.

Assim lá se vai o super herói. De qualquer forma, vale a tentativa


Plataforma Luso-Espanhola para a liberdade de educação

Tras haberse iniciado en el Instituto Español de Lisboa, se extiende por toda la geografía lusa.
REDACCIÓN HO.- Recientemente se ha constituido en Lisboa la Plataforma Luso-Española para la Libertad de Educación, que, en palabras de uno de sus impulsores, Javier Calderón, “surge para unir esfuerzos entre España y Portugal en materia de educación, debido a los recientes atentados contra los derechos fundamentales de los padres”.

Este abogado sevillano afincado en Portugal es también dirigente de la Plataforma Portuguesa para la Libertad de Educación, que desde hace más de año y medio agrupa y asesora a padres cuyos hijos estudian en el Instituto Español Giner de los Ríos de la capital lusa. Por lo que respecta a la nueva entidad, “procura dar cobertura jurídica a portugueses y españoles en todo Portugal”.

Calderón explica así lo que se propone la nueva entidad:
“En primer lugar, la Plataforma Luso-Española pretende dinamizar a los padres, para que no se dejen manipular ni chantajear por Gobiernos que se entrometen de forma totalitaria en el derecho de educar a sus hijos según sus propias convicciones; les brindamos asesoramiento y herramientas jurídicas para que puedan hacer valer sus derechos ante la Administración y, llegado el caso, en los tribunales”.
A su juicio, las familias portuguesas y españolas residentes en el país vecino tienen un buen espejo en que mirarse:
“El movimiento objetor a Educación para la Ciudadanía en España ha dado una lección muy educativa de cómo deben defenderse los derechos y las conciencias de modo pacífico y democrático, frente a leyes injustas promulgadas por un Gobierno que pretende modelar las conciencias de los menores, inculcándoles su cosmovisión”.
Calderón resalta que los políticos ven con muy malos ojos que lo ciudadanos reivindiquen sus derechos:
“El miedo que los gobiernos tienen al ejercicio de la objeción de conciencia –no solo en el ámbito educativo, sino en cualquier otro; buena muestra de ello son los intentos de coartar su ejercicio por parte del personal sanitario o de los farmacéuticos– es un síntoma claro de que algunos gobernantes quieren hacer de la norma jurídica promulgada en el Parlamento una especie de dios de las conciencias, al que deben someterse todos los ciudadanos. Se olvida que la historia ya ha demostrado que en todas las épocas hay hombres y mujeres con suficiente coraje para oponerse frente a leyes que violentan sus conciencias”.

Advierte que las familias a las que asesoran están dispuestas a todo:
“Si no nos dejan otra salida, nos acogeremos a la objeción de conciencia en todas las cuestiones en que el Estado intente adoctrinar a nuestros hijos en una ideología concreta o en una moral determinada y no acorde con nuestras convicciones. Mucho me temo que será para nosotros el camino a seguir frente a asignaturas como EpC o frente a la educación sexual obligatoria. Sabemos que en el caso español el asunto ya ha llegado al Tribunal Europeo de Derechos Humanos, no obstante no podemos olvidar que ningún tribunal puede obligar en conciencia a que un padre tenga que renunciar a sus convicciones morales o religiosas. El hecho de que algunos políticos pretendan tal cosa, es un síntoma de que se trata de pervertir el sistema democrático puesto que, bajo una apariencia democrática, se actúan de forma dictatorial”.

La nueva plataforma considera que hoy es más necesario que nunca dar testimonio a sus hijos, que necesitan saber que sus padres no delegan sus responsabilidades educativas en un funcionario público. Para Javier Calderón, los padres deben demostrar hasta qué punto están dispuestos a complicarse la vida por sus hijos:
“Ante materias como educación sexual obligatoria no se puede permanecer impasible. La educación sexual debe darse paulatinamente, de forma individualizada y en un ambiente de cariño; la educación sexual obligatoria es un insulto a los padres al considerarlos poco aptos en su tarea educativa y atenta gravemente contra los derechos de los niños y jóvenes, a quienes se está instrumentalizando como cobayas al inocularles la ideología de género y el panxesualismo nihilista”.

Por último, insiste en que los padres no pueden quedarse cruzados de brazos ante esta intromisión grave del Estado:
“Es absurdo pensar que, tratando de imponer una determinada ideología o una concreta moral a través de asignaturas obligatorias como EpC o la educación sexual, se puede corregir el déficit de valores que aqueja a buena parte de la juventud. Los jóvenes necesitan una familia unida y referencias existenciales fuertes a nivel social; a nivel escolar, lo que precisan es un mayor refuerzo académico y profesores competentes que les enseñen arte, ciencias, letras y educación física; no cómo ponerse un condón o cómo masturbarse”.
Fonte: Hazteoir

domingo, 2 de maio de 2010

Textos Rádio Costa D'Oiro



Semana: 27/04/10 a 3/05/10


Dia 27 - Antigamente, a disciplina que estuda as interfaces dos computadores, no curso de Informática do Técnico, chamava-se «interacção homem-máquina». Com a modernidade, teve de ser substituída pelo estudo da «interacção pessoa-máquina». Antigamente, a expressão «casal com filhos» incluía rapazes e raparigas. Com a modernidade, as raparigas deixaram de estar incluídas e, portanto, é preciso especificar que o casal tem «filhas», ou «filhos e filhas», ou só «filhos», conforme os casos. Quando sabemos que o casal tem filhos (na acepção antiga), mas não nos lembramos se se trata de rapazes ou de raparigas, não podemos dizer que tem «filhos e filhas», porque pode ter só filhos ou só filhas. Teremos, então, de dar uma resposta inclusiva vaga. Por exemplo: «efectivamente, a árvore genealógica daquele casal não se interrompeu»; ou «há pessoas com ligação filial àquele casal»; ou «trata-se de um casal com descendência». O que levou a sociedade a tornar-se tão caricatamente moderna? Qual a vantagem? É verdade que se fala do homem, para referir a humanidade. Mas fala-se na pessoa humana para indicar esse homem abstracto. Dizemos o habitante, o autóctone e o povo, mas compensamos com a individualidade, a personalidade, a gente, a população, a multidão... Dir-se-ia que a tradição gramatical portuguesa não subalterniza o sexo feminino. Inclusivamente, o género feminino tem mais cotação na gramática. Por razões que remontam a alguns milénios atrás, as línguas latinas adoptaram sistematicamente o género feminino para indicar uma maior consideração por alguém, seja homem ou mulher. Não é só a «vossa excelência». Todos os títulos são femininos: vossa santidade, vossa alteza, vossa majestade, vossa eminência, vossa senhoria, vossa reverência, vossa graça, vossa mercê... e, portanto, os homens importantes são tratados no feminino. Esta digressão linguística sobre a consideração gramatical pelo género feminino vem a propósito de acusarem as línguas latinas de desconsideração gramatical pelas senhoras. Só é pena que esta declaração chegue tarde, quando já não há maneira de convencer os políticos e as políticas de que eles e elas, bem como os portugueses e as portuguesas, poderiam viver muito respeitosamente sem se modernizarem tanto.

Dia 28 – A propósito da enorme apatia e desânimo que se verifica na sociedade portuguesa, é de referir um diálogo do filme “Leões para cordeiros” entre um professor universitário e um dos seus melhores alunos. O encontro deu-se num sábado de manhã e o motivo era saber a razão pela qual um dos melhores alunos passou a faltar às aulas e a desinteressar-se por completo dos estudos. O diálogo é interessante porque os argumentos do aluno são fortes: razões de natureza pragmática, pessimismo, impotência, incapacidade, conformismo, passividade, gozar a vida. Nas instituições de solidariedade social, nas associações de defesa do consumidor, nos próprios partidos políticos, faltam cabeças e mãos para trabalhar. E assim com tanta passividade e absentismo o mundo vai, a pouco e pouco, avançando para o abismo.


Dia 29 – No passado dia 9 de Fevereiro, o talk-show de Oprah Winfrey, entrou num dos conventos que nos EUA têm tido maior procura. O Convento de freiras Dominicanas em causa tem uma média de idades de 26 anos e, neste momento, está com a lotação esgotada. Da entrevista de Oprah cujos excertos estão disponíveis no You Tube, chamou à atenção a comparação que uma das entrevistadas fez entre o seu compromisso e o compromisso de uma mulher casada. Dizia que os deveres são assumidos na sequência de um compromisso que, por sua vez, implica renúncias. Tal como uma mãe não compra tudo o que quer, porque tem de pensar no orçamento familiar ou não viaja para onde quer, porque tem de estar presente na família. Para as pessoas casadas, nem sempre se pensa nos deveres que se têm de cumprir como a realização de uma missão à qual voluntariamente se quis aderir no dia do casamento.

Dia 30 – Em face da inevitabilidade dos desenhos animados, tem-se várias vezes destacado aqui algumas séries infantis de qualidade, tais como Noddy, Vila Moleza ou Ruca. O ideal será que essas séries além de apelativas, sejam também educativas e é indispensável que os pais façam uma boa monitorização desse visionamento. Essa monitorização deverá ter 2 objectivos:
- Garantir uma supervisão e uma selecção eficaz do que é visto pelos filhos.
- Potenciar e explorar o conteúdo educativo de algumas séries infantis a favor da educação e formação dos miúdos.
Assim, aqui ficam mais 2 séries, neste caso, infantis e ambas dobradas em português para toda a família ver:
- Little Einsteins, da Disney (disponível no canal Disney) que, para além de educação para a música, fala também dos vários países do mundo e das suas culturas. E ainda
- Sid, the Science Kid (disponível na RTP 2, de manhã) que aborda de forma divertida a educação para a ciência.


Dia 3 - Ser Mãe é ser Esperança, aguardando e querendo sempre o nascer de um filhoPois é assim que ela se realizaSer Mãe é ser Espírito, estando e continuando presente no caminho dos seus filhosPois eles precisam de sua segurançaSer Mãe é ser Coragem, sendo forte e firme nos momentos difíceis da vidaPois desta maneira se obtém a maturidadeSer Mãe é ser Carinho, sorrindo e abraçando os filhos quando estão carentesPois só assim se obtém a felicidadeSer Mãe é ser Atenção, observando e cuidando de cada passo dado pelo filhosPois eles viverão com muita saúdeSer Mãe é ser Liberdade, proporcionando e garantindo aos seus a filhos participaçãoPois eles conseguirão a plenitudeSer Mãe é ser Amor, educando e criando os seus filhos com muito afectoPois é assim que se constrói a comunhãoSer Mãe é ser como a Mãe de Cristo, padecendo e entendendo o sofrimento dos filhosPois é assim que determina a Lei de Deus. Marcos Leandro

Mensagem: 2 DE MAIO - DIA DA MÃE


D - Dom, o Dom que é a chegada de um filho, esse ser minúsculo, único e irrepetível que nos é confiado desde o seu primeiro momento de vida...
I - Intuição, a Intuição de um incrível Milagre da Vida, adivinhado, sim, mas jamais captado em toda a sua grandeza...
A - Acolhimento, que é, para muitas Mães, em cada dia, um Amor agradecido, puro, desinteressado e provado, ao longo de incontáveis trabalhos, penas e dores...da
M - Mãe, Meiguice, Mimo, mão terna que segura, conduz, corrige e protege...até ao dia em que terá de deixar partir...
à – Alegria e ansiedade, misto de felicidade e medo de perder o filho amado...
E – Emoção,Empatia, Educação...ser Mãe é tudo isso que não cabe em mais palavras...
É compreender, sem bem saber como, que a sua principal razão de existir consiste em ser e estar - para - ajudar - a - crescer:
dar colo, carinho e segurança;
estimular a Inteligência;
formar a Consciência;
educar a Vontade;
cultivar os Sentimentos;
ensinar a Liberdade,
para que os filhos ganhem asas
e um dia possam voar por si, em busca desse indizível e eterno apelo de Felicidade que Alguém inscreveu no seu coração de criança ! A todas as queridas Mães, sócias e não-sóciasda APFN,desejamos um
FELIZ DIA DA MÃE!

(Mensagem APFN)

sábado, 1 de maio de 2010

'Piquete' pró-vida convenceu 14 mulheres a não abortar

Grupo junta-se desde 2008 à porta da Clínica dos Arcos, em Lisboa, para rezar o terço e tentar demover as mulheres de abortar

"Esta semana já salvámos mais dois bebés." Antes da oração do terço foi esta a boa notícia que fez sorrir os voluntários do grupo Mãos Erguidas. Desde 2008 que estes missionários se juntam à porta da Clínica dos Arcos, em Lisboa, para rezar e demover as mulheres de abortarem. Durante este tempo dizem já ter convencido 14 mulheres a desistir. "Pelo menos que a gente saiba, mas podem ser mais", adianta Manuela Gonçalves, uma das oradoras.


Ver mais aqui.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Projecto Emergência Vida


Site de ajuda diante de uma gravidez imprevista



A Emergência-Vida é um projecto da Associação Emergência Social, uma Instituição Particular de Solidariedade Social que tem como finalidade activar uma rede solidária de apoio, asessoria e ajuda à mulher para superar qualquer conflito surgido diante de uma gravidez imprevista.

-Atendimento directo e acompanhamento, com voluntários formados, a qualquer mulher que se sinta só ou abandonada diante uma gravidez imprevista.

-Encaminhamento dos voluntários formados para o atendimento directo a mulheres grávidas em situação de exclusão social que requisitem a nossa ajuda.


Javier Calderón (Advogado) 217574649
Presidente da Associação Emergência Social

CONFERÊNCIA (RE)CONCILIAÇÃO FAMÍLIA / TRABALHO


A conciliação Família / Trabalho suscita actualmente um conjunto alargado e diversificado de questões de natureza complexa, com fortes implicações na vida das Famílias, no funcionamento das empresas, na organização das respostas sociais, bem como na definição de políticas, a nível nacional e local.

Tradicionalmente abordadas numa perspectiva predominantemente jurídica, em particular, no domínio da igualdade de género, as questões relativas à conciliação Família / Trabalho exigem hoje uma abordagem multifacetada, integrando diferentes domínios do saber, considerando níveis e áreas de aplicação diferenciados.

A Conferência (Re)Conciliação Família / Trabalho, organizada pelo Instituto de Ciências da Família da Universidade Católica Portuguesa, reunindo um conjunto de especialistas de diversas áreas, visa proporcionar uma oportunidade de reflexão e análise mais abrangente destas questões, nas suas diversas facetas, procurando identificar respostas mais adequadas aos problemas que suscitam, a nível pessoal, familiar, laboral e social.


Programa

9h30 – Recepção dos participantes

10h – Sessão de abertura

Manuel Braga da Cruz, Reitor da Universidade Católica Portuguesa.

Helena Rebelo Pinto, Coordenadora do Instituto de Ciências da Família.

10h15 – Conferência La mediacíon en la conciliacíon de la familia y el trabajo
Margarita Tomé


Instituto de Ciências da Família da Universidade Pontifícia de Salamanca.

11h – Pausa para café

11h 30 – Painel Perspectivas psicológicas, sociológicas e económicas no binómio Família / Trabalho

Coordenadora - Ana Nunes de Almeida Instituto de Ciências Sociais UL

Maria Teresa Ribeiro
Faculdade de Psicologia UL

Teresa Líbano Monteiro
Faculdade de Ciências Humanas UCP Portuguesa.

Francisco Sarsfield Cabral
Rádio Renascença.

13h – Intervalo para almoço

14h 30 – Painel Perspectivas jurídicas e éticas na conciliação Família /Trabalho

Coordenadora - Ana Martins
Tribunal Constitucional

Guilherme Oliveira
Faculdade de Direito UC

Maria do Rosário Palma Ramalho Faculdade de Direito UL

João César das Neves
Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais UCP


16h – Pausa para café

16h30 – Painel Políticas e boas práticas no domínio da conciliação Família / Trabalho

Coordenadora - Eugénia Gambôa
Instituto de Estudos Políticos UCP

Maria do Rosário Carneiro
Instituto de Ciências da Família UCP

Nuno Brito
Electricidade de Portugal

Maria Dolores Monteiro
Câmara Municipal de Vila Real

17h45 - Encerramento

Isabel Capeloa Gil,
Faculdade de Ciências Humanas UCP

Helena Rebelo Pinto
Instituto de Ciências da Família UCP


Inscrições:
50 euros
Estudantes: 25 euros

Informações:
Secretariado do ICF
Ana Morais
amorais@fch.lisboa.ucp.pt
Tel: 217214202

Feto de 22 semanas sobrevive 24 horas após aborto na Itália

Aqui e aqui

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O aborto não é solução.



(Clique nas imagens para aumentar)

Na edição do 24 horas desta última 5.ª-feira, 22/04/2010, um artigo, com chamada de capa e desenvolvimento nas páginas 8 e 9, tocou-me muito.
Lena Coelho e Teresa Miguel, membros de uma banda que fez furor na década de 80, as Doce, partilharam o seu drama publicamente. Teresa Miguel, que foi entrevistada por Eládio Clímaco, no "Há Conversa" na RTP Memória, disse "Às vezes choro porque acho que matei o meu filho. Tenho uma mágoa muito grande pelo que fiz. Fi-lo para não prejudicar o grupo". E afirma que o maior desgosto que tem é não ter filhos.
Lena Coelho, que revela ter feito três abortos, afirma que o aborto é a pior coisa que uma mulher pode fazer na vida e que durante anos chorava perdidamente, designadamente quando via roupa de bebé nas montras.
Ao contrário do que alguns activistas pró-aborto querem fazer crer, o aborto, é uma violência extrema contra a própria mulher. Estes sentimentos aqui descritos persistem e afectam a felicidade da mulher que praticou o aborto.
Além da lamentável perda de vidas que o aborto provoca, já por si suficiente para o mesmo não ser aceitável, há ainda esta dor imensa que as mulheres sofrem ao passar por esta experiência, a culpa que as persegue...
E o ser humano não é um computador... não consegue simplesmente fazer "delete"...
Ao ler este artigo senti um profundo desejo de que estas conhecidas cantoras possam ter apoio para ultrapassar esta dor e carga... Por mim, tenho bem certo que tal como outros graves actos, também este acto pode ser perdoado. Acredito num Deus que me perdoou e que quer perdoar e que demonstrou isso enviando Jesus. Creio que quando alguém manifesta a Deus verdadeiro arrependimento Ele está de braços abertos... e pronto a limpar toda a lágrima...
E acredito também que os sentimentos de Deus são feridos sempre que são feitas más escolhas, porque no fundo Ele está interessado na verdadeira felicidade do ser humano...
Esta sociedade tem de mudar! O aborto não é solução... As mulheres merecem melhor!
Os políticos, em vez de criarem leis que pagam às mulheres para abortar, devem criar leis que apoiem as mulheres na sua maternidade...
Luís Lopes

1000 amigos do Vale de Acór

Caros “amigos”

Vamos começar uma campanha aqui no Vale de Acór - http://www.a-valedeacor.pt/ - “1000 Amigos em 2010”.
O objectivo da campanha é aumentar o nº de amigos / rede de contactos do Vale de Acór, para posteriormente divulgar a associação e o trabalho que por aqui se vai fazendo.
Também será pedido um apoio "muito simbólico” a estes novos amigos ou a outros que através de vocês tenham chegado a nós. Só preciso do vosso nome e morada … e claro boa vontade!
Para quem não conhece o Vale de Acór, aqui fica uma breve descrição de quem somos e o que fazemos.
A Associação Vale de Acór é uma Instituição Particular de Solidariedade Social que trabalha desde 1994 na recuperação de toxicodependentes.
A sua missão é lutar eficazmente contra a dependência de drogas e álcool, propondo como alternativa a redescoberta da Vida, uma oportunidade dada ao Homem para ser feliz.
Fazemo-lo através de uma intervenção educativa e terapêutica, em 2 etapas:
1º na nossa Comunidade Terapêutica, que está devidamente licenciada junto do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) e tem 77 camas protocoladas.
2º na fase de Reinserção Social, acompanhando o consolidar do novo estilo de vida. - uma Nova Vida.
Acolhemos e reinserimos os “novos pobres” da nossa sociedade, ou seja, pessoas sem comunidade que são colocadas face à impotência ou falência de si mesmas e, por isso mesmo, incapazes de activar os seus recursos pessoais para reagir de um modo construtivo: são eles toxicodependentes e alcoólicos sem suporte social, toxicodependentes com problemas psiquiátricos e toxicodependentes reclusos e ex–reclusos.
Aqui oferecemos-lhes um espaço de pertença, de atenção personalizada e tratamento especializado, independentemente de poderem pagar os custos previstos. Aqui propomos um CAMINHO PARA VOLTAR A SER PESSOA.
Utilizamos um método terapêutico denominado Projecto Homem, que se diferencia fundamentalmente por levar ao reencontro da pessoa consigo mesma, com os seus problemas e as suas potencialidades, recuperando o respeito por si próprio e aprendendo a viver em sociedade, com a dignidade inerente ao facto de ser Homem.
A nossa intervenção é caracterizada em diferentes etapas e sectores. Temos a trabalhar diariamente uma Equipa de Intervenção Directa, um sector de Primeiras Entrevistas, uma Comunidade terapêutica, uma Reinserção Social, um sector das Famílias e ainda temos uma Intervenção regular em vários Estabelecimentos Prisionais.
Para fazer face as nossas despesas, e podermos realizar os diferentes projectos desta associação, estamos empenhados na realização de um trabalho de ”Fundraising”, do qual gostaríamos muito de poder contar com a SUA ajuda.
Desde já muito obrigado por ler este mail até ao fim. Fico à espera da sua resposta.
Agora, só preciso do SEU nome e morada, que agradeço que envie para o seguinte e-mail: misabelvca@gmail.com
Isabel Castro
(recebida por e-mail)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

MOVIMENTO CÍVICO "PLANTAR PORTUGAL"




O movimento cívico Plantar Portugal agendou para 23 a 28 de Novembro a Semana da Reflorestação Nacional, para a qual está a apelar à participação dos municípios e de voluntários.

A data foi avançada pela coordenação nacional (criada por participantes na iniciativa Limpar Portugal), que pede aos portugueses para “plantar com respeito pela biodiversidade e pelas espécies autóctones”.

Segundo Hélio Lopes, um dos promotores, a organização pretende começar já a criar bancos de árvores por concelhos e por equipas que serão depois utilizados na semana nacional.

O representante disse à Lusa que a “plantação massiva” servirá também para compensar os habituais incêndios de Verão.

O Plantar Portugal conta com o apoio do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade e instituiu este ano o Prémio Árvore de Cristal, entregue no mês passado ao arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles.

Para se juntarem a esta causa e a procederem à sua inscrição neste movimento deverão dirigir-se ao site: www.plantarportugal.org

19 mil abortos só em 2009


Em 2009, 19 mil mulheres interromperam a gravidez. Destas, 1,8% fizeram-no duas vezes naquele mesmo ano.


Das 19 mil mulheres que abortaram voluntariamente em 2009, 340 fizeram-no duas vezes nesse ano. E 890 já tinham feito um aborto no ano anterior. Números que podem aumentar.


Dados da Divisão de Saúde Reprodutiva da Direcção-Geral da Saúde (DGS) indicam que das 18 951 mulheres que fizeram interrupção voluntária da gravidez (IVG) em 2009, 1,8% fizeram-no por duas vezes e 4,7% já tinha recorrido a esta prática em 2008.


Fonte: DN

domingo, 25 de abril de 2010

25 de Abril, devolver a liberdade às Famílias!


A regulamentação (Portaria nº. 196-A/2010 de 09 de Abril) da lei (60/2009 de 06 de Agosto) nacional sexualista continua a intolerável intromissão do estado na esfera de autonomia das famílias.

1. Perguntámos aos autores do modelo de educação sexual imposto nas escolas, Daniel Sampaio e Margarida Gaspar de Matos, o que permite pensar que o seu modelo vai dar bons resultados; nunca responderam e no seu livro remetem-nos para “obras” inéditas, e páginas internet de vendedores de preservativos ou do maior operador privado da indústria do aborto.

Consideramos esta ausência de resposta um mau presságio numa matéria tão delicada como a educação sexual dos nossos filhos. Não se pode dar como certas e ensinar aos jovens matérias que, até do ponto de vista científico, são controversas.

2. Perguntámos ao Director Geral de Saúde qual o efeito da distribuição massiva de contraceptivos hormonais nas escolas, a miúdas menores de idade, sem sequer haver conhecimento da parte dos pais.
Respondeu-nos com um estudo totalmente desacreditado (Marchbanks 2002), em vez de citar a declaração da OMS (2005 e 2007): os contraceptivos hormonais combinados são cancerígenos nos humanos (grupo 1).

Custa dar estas pílulas e informação a quem quer, e respeitar quem não quer?

3. Perguntámos ao Sr Presidente do Parlamento qual o país com modelo igual ao nosso, e onde promoveu a diminuição da gravidez e do aborto.
Agradou-nos a prontidão e simpatia do Dr Jaime Gama, mas ambas as perguntas tiveram resposta negativa.

4. Os deputados que fizeram esta lei assimilaram "democracia" a "ditadura da maioria" demonstrando pouco respeito pelo direito à diferença e pelo direito de escolha dos pais.

Custa dar esta “educação experimental” a quem quer, e respeitar quem acha que os filhos são mais do que ratos de laboratório?

5. Apelamos ao Primeiro-ministro e todos os ex-Presidentes da República que nem se dignaram responder.

Custava-lhes dizer que deveria poder ter esta "educação" quem a quer, e ser respeitada a opinião de quem não quer?

8. Nós agimos em nome de crianças, de crianças que criamos, cuidamos, sustentamos, amamos e para as quais queremos mais. Queremos dar a educação que, como pais entendemos ser a melhor e não a educação que sectores da sociedade ou determinadas correntes ideológicas ou pseudo-científicas acham que é melhor ser dada aos nossos filhos.

9. Queremos mais do que a manta de retalhos "estudada", aprovada e regulamentada por pessoas que não respeitam as conquistas de Abril, o direito à liberdade, à liberdade de escolha e à liberdade de educação por parte dos pais.

Nós amamos. Nós criamos. Nós pagamos. Nós educamos.

O estado não ama. O Estado não cria. O Estado não paga. O Estado não vai educar.

Portugal, 25 de Abril de 2010

Visite o site http://www.plataforma-rn.com/ e adira já à LISTA DE CIDADÃOS


[Pela liberdade de educação, o direito e o dever de os pais educarem os seus FILHOS].

sábado, 24 de abril de 2010

Está decidido: "casamento" entre pessoas do mesmo sexo? NÃO !!!

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA VAI VETAR A LEI QUE PERMITIRIA O "CASAMENTO" GAY.
Contrariamente ao que muitos dos apologistas do “casamento” gay queriam dar a entender, o casamento (apenas permitido entre homem e mulher) não é contra a constituição.
A notícia aqui.

sexta-feira, 23 de abril de 2010



Rubrica Algarve pela Vida

Semana: 20/04/10 a 26/04/10



Dia 20 - Foi publicada, recentemente, em Diário da República, a portaria que regulamenta o regime de aplicação da educação sexual em meio escolar. Não é fácil agradar a Gregos e a Troianos e é claro que esta lei não está isenta de críticas. Novamente, há questões que devem ser lançadas. Em primeiro lugar, não seria a “Educação da Sexualidade” um termo mais correcto, visto que educar a sexualidade é muito mais do que informar?
A recente lei preocupa alguns pais e professores atentos, visto que muitos professores não estão formados para dar a dita formação e sobretudo, porque os pais são muito pouco envolvidos nesta matéria.
A primeira preocupação das escolas e do Ministério da Educação não deveria ser a de (in)formar os alunos acerca da sexualidade, numa perspectiva que tem sido quase sempre a higienista, a da prevenção de D.S.T. e a da gravidez precoce (com toda a validade que têm), mas, primeiramente, a de procurar que os pais pudessem ser (in)formandos sobre esta matéria, podendo eles mesmos optar pela teoria e pela visão que fosse mais conforme os seus valores e que fossem os primeiros a iniciar a educação da sexualidade. Falar e educar a sexualidade toca com valores tão importantes como os do compromisso, da fidelidade, da vida, entre outros. Na nossa Sociedade, neste campo, há muitas rupturas e nem todos concordam com o mesmo paradigma. Espera-se que a articulação escola-família seja efectivamente realizada, com clareza e verdade.
Em anexo à portaria, constam conteúdos curriculares importantes e que podem, em falsas abordagens, gerar confusão nos educandos, a saber, “família”, “contracepção”, “planeamento familiar” (no 2.º ciclo?), “interrupção voluntária da gravidez”/“aborto”. Com que critérios éticos e morais se abordarão estes conceitos?
Espera-se bom senso, atendendo a que a educação da sexualidade não é o mesmo que a educação alimentar ou a actividade física.
Como antes seria imprescindível, agora mais o é, antes de matricular um filho na escola, pedir o seu Projecto Educativo e questionar o Director da Escola sobre o que a escola tem para oferecer aos seus alunos e como pretende envolver os pais.

Dia 21 – No próximo dia 23 de Abril, às 21 horas, a Associação Família e Sociedade organiza, no hotel “Corinthia Lisboa”, uma conferência subordinada ao tema: “Educar o carácter, Educar para amar.”Para tal evento, foi convidado o casal Vélez, pedagogos de grande nível e “pais” do programa de educação da sexualidade Protege Tu Corazón que se estende hoje a 18 países de todo o mundo – América, Europa e Ásia – e marcou já a vida de mais de 150.000 adolescentes.

Juan Francisco é engenheiro e tem um mestrado em Administração de Empresas. María Luisa, comunicadora social, jornalista, especialista em imprensa feminina. Ambos tiraram um curso de orientação familiar na Universidade de Navarra.

São originários da Colômbia, mas vivem em Monterrey, no México. Têm 7 filhos, entre os 30 e os 17 anos. Casal unido e complementar, decidiram combinar as duas paixões que têm: a família e a educação. Foi em 1993 que fundaram o programa de educação para pais, professores e adolescentes, Protege tu corazón.

O programa Protege Tu Corazón tem como objectivo principal apoiar a formação do carácter e da sexualidade de adolescentes.Esta conferência será, seguramente, um momento de grande enriquecimento pessoal para todos os que a ela assistam e dirige-se a todos aqueles que tenham interesse por este tema de tanta actualidade e/ou pretendam conhecer melhor o programa PTC Protege Tu Corazón.


Dia 22 – Sobre a infertilidade pouco ou nada se fala e o paradigmático é que o Governo em Novembro de 2007 anunciou com alguma satisfação; que todos os casais com problemas de fertilidade, iriam ter comparticipação total nos tratamentos.

Na verdade esses mesmos casais em 2009 vêem-se obrigados a recorrer a empréstimos, a vender o carro, a trocar de casa; e por estes exemplos pode-se verificar o desespero em que se encontram, pois só querem realizar o sonho de constituir uma verdadeira família e ter um filho, esta é definitivamente uma questão de saúde pública, que seria totalmente evitável se o governo cumprisse com o que prometeu, é importante saber que não é a sociedade que está a pedir; foi o Governo que disse que o faria. Não é justo para os casais, estarem sentados a assistir ao compasso do relógio biológico, reduzindo cada vez mais as possibilidades de uma gravidez com sucesso. Podemos pensar: "Mas porque é que estes casais não adoptam?”

Na verdade; “O tempo de espera para a adopção duplica; existem casais que estão em lista de espera há cinco anos.” Portugal é dos países com a população mais envelhecida na Europa. E mesmo assim parece não se importar com esta realidade. Adaptado de Henrique Cardador

Dia 23 – Segundo Miguel Cervantes “A liberdade é um dos dons mais preciosos que o céu deu aos homens. Nada a iguala, nem os tesouros que a terra encerra no seu seio, nem os que o mar guarda nos seus abismos. Pela liberdade, tanto quanto pela honra, pode e deve aventurar-se a nossa vida.”
Viver em liberdade é viver a liberdade com respeito, consciência e responsabilidade.
O Homem é livre; mas ele encontra a lei na sua própria liberdade. (Simone de Beauvoir)

Dia 26 – A eutanásia é mesmo uma opção razoável?

As dores e o sofrimento de um paciente têm de ser prolongados a fim de preservar a vida, sem olhar a qualidade dessa vida?

Para David Cundiff, nenhuma dessas situações é necessária. Os pacientes podem viver os seus últimos dias com um relativo conforto, com o amor e o apoio da família, dos amigos e dos profissionais de saúde. A Eutanásia não é a Resposta mostra como os doentes terminais, em especial os que sofrem de cancro ou SIDA, podem viver com conforto e dignidade até à morte. Demonstra como o uso adequado dos modernos medicamentos para a dor pode aliviá-la e impedir o desespero que solicita a eutanásia. E como o serviço dedicado prestado pelos hospitais de retaguarda pode possibilitar que aqueles doentes levem uma vida com significado até ao fim.

Uma obra escrita com inteligência e profunda compreensão baseada na experiência pioneira do autor em termos de cuidados de hospital de retaguarda. Mas, sobretudo, redigida com sensibilidade e respeito.

Utiliza casos reais e uma convincente análise médica e socioeconómica. Livro fundamental que acrescenta uma nova dimensão à preocupação que a sociedade denota pela dor e sofrimento dos moribundos, esclarecendo as questões-chave associadas à eutanásia e aos hospitais de retaguarda, apresentando-os numa nova perspectiva, mostrando que a abordagem de pacientes terminais deve passar, necessariamente, pela prestação de apoio carinhoso e no alívio da dor, em contraponto a uma medicina «heróica» baseada em tecnologia de ponta.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Beatice pró-gay já se começa a manifestar


Ainda o diploma que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo não foi promulgado e, na área da educação, já se começam a fazer sentir os Torquemadas da Inquisição pró-gay.


Trata-se de uma reacção já esperada, à semelhança do que tem vindo a acontecer em vários estados dos EUA que legalizaram o CPMS.


Neste caso, essa histeria aborda a questão pela negativa, isto é, trata-se de criticar a alegada "homofobia" de um professor de Direito Constitucional.

No futuro, a dita histeria abordará a questão pela positiva, isto é, pela imposição da ideologia pró-gay aos alunos de todas as escolas.


De facto, este teste do 1º ano da Faculdade de Direito de Lisboa da autoria do Prof. Paulo Otero tem vindo a causar grande polémica, tal como se pode constatar aqui e aqui.





Para mim, porém, as questões abordadas pelo Prof. Paulo Otero no seu teste parecem-me muito pertinentes e oportunas.


Se olharmos para a fundamentação dos 2 últimos acórdãos do Tribunal Constitucional em matérias fracturantes com a lei da IVG e o CPMS pode-se constatar que o mesmo consagra um clara subordinação do Direito aos interesses, ao pragmatismo e ao relativismo próprios de uma sociedade dita “pluralista”.

Segundo a recente jurisprudência do TC, a Constituição (ao contrário do que era defendido pelos Profs. Paulo Oteiro, Jorge Miranda e Freitas do Amaral) não consagra a priori conceitos, não impõe a imutabilidade de institutos jurídicos milenares, antes adapta-se ao desejo, à vontade e à liberdade subjectiva de cada um. A este propósito, é interessante ver que o último acórdão do TC fala inclusive na consagração de um novo tipo de direito a que chamou o “Direito Soft”, onde tudo é permitido desde que não se afecte a liberdade de outro que pense e actue de forma contrária daquele.

Neste novo enquadramento da recente jurisprudência constitucional, a meu ver, o teste do prof. Paulo Otero aborda 2 questões interessantes.
1) Qual o limite deste novo “Direito Soft”? Até onde é que a Constituição condicionada aos direitos subjectivos de cada indivíduo vai ? Permitirá a Constituição, entendida nesta perspectiva, o casamento entre um homem e um animal ? A resposta, como é óbvio, é negativa.

2) Já num nível próximo do limite, mas ainda dentro das novas possibilidades abertas por esta nova jurisprudência relativa do TC, encontra-se a questão do casamento poligâmico.

Aí, já parece que, nessa perspectiva subjectivista e de jurisprudência dos interesses, a constituição poderia eventualmente ser permissiva caso tal correspondesse a uma corrente social, cultural e religiosa, ainda que minoritária.

Se já nada é pré-concebido, se da Constituição, em matéria de costumes, já não se podem retirar definições, princípios ou até mesmo meras orientações, ainda que numa perspectiva de interpretação sistemática (isto é, entre os vários artigos da Constituição), logo, tudo se resumirá à maior ou menor capacidade argumentativa para defender e fazer consagrar os direitos decorrentes dos desejos individuais de cada cidadão.
"o mundo para nós tornou-se novamente infinito no sentido de que não podemos negar a possilidade de se prestar a uma infinidade de interpretações"
in Nietzsche «Nosso novo infinito-
A Gaia Ciência»
Não era isto que queriam ?

A NÃO PERDER!