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domingo, 16 de agosto de 2009
sábado, 15 de agosto de 2009
Adolescente usada para promover eutanásia, mudou de opinião e recebeu coração
Vários anos atrás Hannah foi diagnosticada com um tipo estranho de leucemia. Quando os especialistas obtiveram a remissão do câncer descobriram uma cardiomiopatia; seu coração tinha uma cavidade e era necessário removê-lo para que Hannah seguisse com vida.
Ao conhecer os riscos da operação e a eventual necessidade de um novo transplante depois de dez anos, a menor disse aos seus pais e às autoridades de saúde que não queria mais tratamentos e que voltaria para casa embora isso implicasse sua morte.
Ante a sua negativa, a direção do hospital que a atendia, o Herefordshire Primary Care Trust de Hereford (Reino Unido), decidiu ir aos tribunais para retirar temporalmente a custódia a seus pais e “obrigar” a adolescente a submeter-se à cirurgia; entretanto, depois de vários procedimentos legais e o relatório de um funcionário do gabinete do defensor do menor, o hospital decidiu retirar a demanda.
Seu caso foi usado como bandeira por vários grupos anti-vida para promover a legalização da eutanásia e o suicídio assistido.
Segundo o jornal Telegraph, Hannah mudou de opinião após sofrer uma falha parcial no rim no dia 7 de julho, cinco dias antes de fazer 14 anos.
A adolescente não pôde receber uma diálise devido ao seu coração que era muito fraco para o tratamento. Hannah devia voltar para a lista de receptores de coração doado ou sofreria uma falha renal grave e uma morte segura.
“Sei que tinha decidido que não queria isto de nenhuma maneira, mas todo mundo tem direito a mudar de opinião”, indicou Hannah depois de submeter-se ao bem-sucedido transplante e expressou sua alegria porque “agora estou tomando 27 remédios, mas logo terei que tomarapenas 12″.
Notícia daqui.
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Liliana F. Verde
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Lei do Aborto: há perguntas que continuam sem resposta
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O valor "relativo" da vida
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Metade das crianças para adopção é rejeitada
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Governo tira Lobo Antunes do Conselho de Ética para as Ciências da Vida
O Governo não reconduziu João Lobo Antunes, neurocirurgião membro do Conselho de Estado, para o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV). O professor universitário, que tinha sido mandatário da candidatura presidencial de Cavaco Silva – como já fora de Jorge Sampaio – assinou, em Julho, com o médico Daniel Serrão, o parecer negativo do CNECV sobre o testamento vital dos doentes, que contribuiu para adiar o projecto de lei do PS para a próxima legislatura.João Lobo Antunes não quis comentar à SÁBADO se a sua não recondução teve contornos políticos: “Acabei o mandato e saí porque não fui nomeado por ninguém”. Questionado sobre se poderia ter sido indicado na quota de outro dos organismos que fazem nomeações para o CNECV – isto caso a decisão do Governo fosse conhecida –, o conselheiro de Estado respondeu: “Não costumo andar a fazer lóbi para ter cargos”.
A nomeação de cinco dos 20 membros compete ao Conselho de Ministros, por indicação de outros tantos ministérios. Lobo Antunes tinha sido escolhido pelo Ministério da Saúde.
Indicado pela Academia das Ciências no mandato que cessou, Daniel Serrão pediu para sair neste mandato, mas diz que ficou “surpreendido” quando não viu o nome de Lobo Antunes entre os 20 membros do CNECV, até porque “se fosse membro poderia ser presidente”, afirmou à SÁBADO.
Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos e também membro do CNECV admite que o organismo fica mais pobre: “Posso dizer que é uma grande perda para o conselho. Era uma pessoa que desenvolvia um trabalho efectivo e de grande qualidade”.
O CNECV é um órgão consultivo independente, que funciona junto da Assembleia da República, e que tem por missão analisar os problemas éticos suscitados pelos progressos científicos nos domínios da biologia, da medicina ou da saúde em geral e das ciências da vida.
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Labels: Eutanásia
Educação da Sexualidade na Família ou nas Escolas: Orientação ou Desorientação?
O século XXI começou com muitas controvérsias e debates. Dois dos principais alvos foram a Família e o Sexo.O lema da actualidade é a ausência total de barreiras. Tudo é relativo, tudo é permitido…
Fátima Vaz
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domingo, 9 de agosto de 2009
Para nos fazer pensar
"A relevância que se atribui à educação das crianças e a consciencialização da responsabilidade que, nesta matéria, a sociedade detém, tem vindo a desenvolver-se num crescendo de interesse após a aprovação, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1989, da Convenção sobre os Direitos da Criança. Também em Portugal se tem evidenciado uma clara valorização do estatuto da criança e da importância da sua educação. É de salientar o progresso, na legislação portuguesa, no que diz respeito à salvaguarda da promoção e protecção das crianças. Mas, não obstante este progresso, assinalável, há na sociedade portuguesa fortes desigualdades sociais entre as crianças, uma grande taxa de pobreza infantil (mais de 20%), crianças maltratadas, mal amadas, mal acolhidas pela escola. Estes indícios são reflexos de uma série de factores sociais como o desemprego, os baixos níveis de escolarização dos pais, a maior taxa de mulheres trabalhadoras a tempo inteiro na Europa, factores que, aliados à crescente multiculturalidade, às transmutações da família tradicional com muitas situações de famílias mono-parentais e de crianças sem pais, tornam os contextos educativos muito vulneráveis. Mudanças de comportamentos com tendência para o sedentarismo e a passividade perante a televisão ou o fascínio do entretenimento com jogos informáticos levaram à reorganização dos espaços, dos tempos e das vivências da infância e a um novo relacionamento com o mundo, provocando um modo diferente de apreender e conviver com o real. Vivências em culturas multi-referenciais, disparidade de informações e diversidade de solicitações transformaram a criança num consumidor precoce, alvo de processos de marketing desenfreado.""Será ainda importante não esquecer a importância de se garantirem estratégias proactivas de incentivo à captação de profissionais de professores e educadores do sexo masculino nas estruturas educativas dos 0 aos 12 anos: a ausência do sexo masculino na educação das primeiras idades é uma privação para as crianças mas, simultaneamente, uma privação para os homens. "
"As famílias são – e devem continuar a ser – o contexto, primeiro e primordial, responsável pela educação das crianças. Mas as condições de vida das famílias na actualidade requerem apoios, desde a 1ª infância, apoios que têm de ser pensados e aceites numa lógica de complementaridade e não de substituição. "
"No nosso país não existe provisão formalmente reconhecida na Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE) para a faixa etária dos 0 aos 3 porque se entendeu que é às famílias que compete a socialização primária e a educação das crianças nesta idade (...); no entanto, este entendimento não tem sido acompanhado de políticas familiares e de trabalho consonantes com este ideário. "
In: C.N.E. – CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (2008), Relatório do estudo “A educação das Crianças dos 0 aos 12 anos”. Disponível aqui.
Imagem daqui.
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"O fim da vida não tem de ser um período de sofrimento"
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sábado, 8 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Nova lei da Educação Sexual escolar publicada
Foi hoje publicada a nova lei da educação sexual escolar.
O texto pode ser consultado aqui.
De acordo com os artigos 4º e 12º da nova lei, o contéudo do programa previsto para cada ano escolar deverá ser regulamentado no prazo de 60 dias, a contar de hoje, isto é, até 7 de Outubro próximo.
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MRC
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POR QUE HÁ SEIS VEZES MAIS HOMENS COM SIDA, DO QUE MULHERES?
Talvez por não se conhecerem os dados estatísticos, e portanto sem má vontade, estão a aparecer na Imprensa muitos artigos de protesto contra o Presidente do Instituto Português do Sangue, por o Instituto não aceitar dadores homossexuais.
A convergência deste ataque pessoal já despertou certamente a sensibilidade democrática de muitos leitores, que reagem, incomodados, quando pressentem manipulação, por trás das opiniões concertadas. Este caso já foi longe demais e urge esclarecê-lo. Talvez tenha havido simples precipitação, sem desejo de enganar, mas um equívoco em questões tão importantes não pode eternizar-se sem uma informação mais correcta.
A confusão começou por não se terem divulgado devidamente os dados alarmantes da incidência de Sida e de outras doenças sexualmente transmissíveis entre os homossexuais portugueses. Admito que a intenção nasceu de um gesto de simpatia para com eles, mas o resultado de omitir esta informação não ajudou ninguém e ameaça inquinar as decisões médicas com critérios ideológicos.
A maioria dos cidadãos que queira consultar os relatórios sobre a Sida que mencionam a homossexualidade não os encontra disponíveis. Quem lida melhor com a informação estrangeira, descobre elementos que relacionam inequivocamente as doenças sexualmente transmissíveis com as práticas homossexuais e é levado naturalmente a pensar que o nosso País não será excepção. Mas, pelos vistos, as pessoas não estão despertas para o assunto e pronunciam-se sem fazerem a pesquisa.
Apesar de todo o pudor em falar destas coisas, há um dado que passou incólume o crivo da boa educação portuguesa: ano após ano, o Instituto Nacional de Estatística continua a publicar o número de casos de Sida entre homens e mulheres. Ano após ano, continua a haver em Portugal seis vezes mais homens com Sida do que mulheres. Isto não é um caso de saúde? Ninguém se preocupa com este facto? Preocupam-se mais em descolar os homossexuais portugueses da Sida, na Opinião Pública, em vez de os ajudar na realidade?
Sabe-se que, se se conseguisse dominar a propagação da Sida entre os homens, o número de ocorrências entre as mulheres praticamente desapareceria, porque a maioria das mulheres que estão infectadas foram contagiadas por homens, os quais constituem 80 a 90% da população infectada com este vírus.
O vírus da Sida não é o único que se transmite sobretudo por via sexual, nem é o que mais vítimas ocasiona, mas tem a característica (comum a alguns outros) de se poder contagiar através do sangue. Não é razoável fechar os olhos à realidade, em nome de preceitos ideológicos.
Não desejamos o contágio deste vírus a ninguém, e esforçamo-nos por não ofender a sensibilidade de quem quer que seja, mas a politiquice está a chegar a um nível inaceitável, em que interfere gravemente com decisões profissionais.
Não conheço o Presidente do Instituto do Sangue. Nunca o vi, nem ouvi e ignoro completamente o seu quadrante partidário ou as suas preferências ideológicas. Sei apenas uma coisa: estou-lhe grato pela coragem de enfrentar mais esta possidoneira politicamente correcta. E está de parabéns pela boa educação ― que faltou aos que o atacaram ―, pois verifico, pelo que acompanho na Imprensa, que manteve a calma.
José Maria C. S. André
(da Direcção da Federação Portuguesa pela Vida, Prof. do IST)
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Exemplo de uma aula de educação sexual
"Na escola de um dos meus filhos, do primeiro ciclo, obrigaram um rapaz e uma menina a depir-se e a deitar-se em papel de cenário. Depois os outros colegas desenharam o contorno dos corpos deles e completaram com boca, nariz, olhos... e orgãos genitais. Mais tarde imaginaram uma história em que eles começaram a nomorar até que um dia decidiram ter filhos. A professora colocou o rapaz em cima da rapariga para eles verem como era para ter filhos. A seguir a rapariga engravidou e todos os dias iam aumentando o tamanho do bebé na barriga da menina. No final chamaram uma enfermeira do Centro de Saúde para fazer o parto. Se não soubesse disto em primeira mão, não acreditaria! Mas um dia descobri esta experiência publicada numa revista. Se quiserem posso tentar encontrar a revista e mandar uma digitalização para verem como é verdade (...)"
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terça-feira, 4 de agosto de 2009
Não usar o preservativo dá melhor saúde mental
Os resultados são os mesmos para os casais com relacionamentos estáveis ou para heterossexuais que têm relações sexuais esporadicamente. «As explicações possíveis para a interferência dos preservativos nos benefícios para a saúde do sexo vaginal incluem a bloqueio de agentes anti-depressivos e imunológicos no sémen e nas secreções vaginais e a redução da satisfação e intimidade sexual.
Os autores basearam-se em vários outros estudos para sustentar a tese controversa.
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Constitucionalista denuncia atraso do Tribunal Constitucional
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Matar os indignos de viver
Referindo-se à sentença do Supremo que abriu as portas ao aborto, Roe v. Wade, e às sentenças sobre financiamento do aborto, Ginsburg comentava: “francamente, na época em que se decidiu sobre Roe, creio que havia preocupação com o crescimento da população e especialmente com o crescimento de populações que não queríamos que houvesse muitas”.
Esta assombrosa declaração não foi posteriormente aprofundada, e ela não deu explicações de que grupos se englobam dentro dos que “não queríamos que houvesse muitos”.
Em um artigo de opinião publicado no dia 14 de julho no Los Angeles Times, Jonah Goldberg admitia que o texto podia-se interpretar como uma mera descrição da mentalidade que se dava detrás das sentenças e, portanto, não temos certeza que Ginsburg tenha assumido estas ideias.
No entanto, continuou, é verdadeiramente certo que o impulso a favor do aborto se deveu em boa parte ao desejo de eliminar os considerados não aptos. É bem conhecido, afirmava, que a fundadora do Planned Parenthood, Margaret Sanger, "foi uma racista eugenésica de primeira ordem”.
Esterilização forçada
Associated Press informava a 22 de junho que se inaugurou uma placa em memória das milhares de pessoas que foram esterilizadas de 1933 a 1973 por serem consideradas mentalmente incapacitadas ou geneticamente inferiores.
O teste, chamado SEQureDX, supõe-se mais seguro e cuidadoso que qualquer teste genético pré-natal anterior. “Ainda que as novas provas sejam mais seguras tanto para a mãe como para o filho, criarão uma profunda insegurança para os bebês que acusem positivo para anormalidades genéticas”, indicava o artigo.
Os perigos da eugenia
Daqui.
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Tribunal Constitucional chumba casamento homossexual
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"Children of Men"
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sábado, 1 de agosto de 2009
Assim avança mentalidade favorável ao aborto
Por Carmen Elena Villa
A defesa da vida, os traumas posteriores ao aborto e a objeção de consciência são alguns dos temas que serão analisados no Primeiro Congresso Internacional sobre a defesa da vida: “O estado de indefensibilidade do ser humano hoje”.
O evento será realizado nos dias 1º e 2 de agosto, na Universidade Pontifícia Bolivariana de Medelhim, Colômbia. Conta com o apoio, entre outros, de A.B.C. Prodein e seus Centros de Ajuda para a Mulher, Vida Humana Internacional, dos Estados Unidos, Centro de Ajuda para a Mulher, do México, e Projeto Esperança, do Chile.
Zenit entrevistou um dos palestrantes deste evento, Carlos Alberto Gómez Fajardo, médico ginecologista, especialista em bioética pela Universidade da Sabana de Bogotá, colunista do jornalEl Mundo de Medelhim.
– Como a visão sobre o aborto se modificou na América Latina, visto que há pouco tempo era tido como um crime e agora é um direito?
– Carlos Alberto Gómez Fajardo: Talvez, por extensão, algumas das realidades sociológicas que vivemos aqui possam ser equiparadas com as de países vizinhos, cuja origem histórica é tão profundamente compartilhada.
Há uma “liberalização da mentalidade no tema do aborto. É como se fosse “politicamente correto” referir-se ao tema da descriminalização como um avanço, como uma posta em dia de uma idealizada globalização. Creio que a poderosa maré de uma ideologia “progressista” deixou sua marca, ao menos nos aspectos legislativos.
Esta “liberalização” da opinião também pode ser entendida como um sintoma da perda de referência dos padrões racionais e antropológicos. Pretendeu-se enfraquecer e relativizar conceitos como o da família tradicional e os meios empenhados em servir à causa “progressista” não esquivam nenhuma ocasião para fazer objeto de crítica e ainda de brincadeira com os valores e modos de viver e de educar que são estigmatizados como “tradicionais”. Pretendeu-se colocar em um nível de igualdade os conceitos do tradicional com o de hipócrita ou pacato. De modo ingênuo, muitas pessoas acolhem estas posturas “light”, pois assim se evitam situações de confronto de ideias e convicções. Estende-se o modo comum de confundir o frequente com o normal. Em minha opinião, estende-se um modo inautêntico do confronto das realidades. Nisso têm muita responsabilidade os meios massivos de comunicação.
– O que um profissional da saúde deve fazer quando entra em conflito o dever de cumprir seu papel na instituição onde trabalha e o que sua consciência lhe diz?
– Carlos Alberto Gómez Fajardo: Os médicos e enfermeiros devem manter-se muito bem formados e informados sobre os fins das próprias profissões. Devem trabalhar no processo da formação da consciência própria e dos estudantes destas disciplinas. Devem manifestar aos seus superiores hierárquicos suas convicções a favor de uma prática clínica que respeite os fundamentos hipocráticos.
O aborto, a eutanásia, a manipulação indevida dos enfermos em situações de dificuldade existencial, não constituem atos propriamente médicos. São atos contrários à essência antropológico-racional destas profissões. Neste sentido, há uma colossal tarefa educativa diante de nós, pois precisamente há vários anos se pretendeu aniquilar a vigência da ética hipocrática. Alguns a consideram “superada”.
– Como o senhor vê na América Latina a discriminação daqueles profissionais da saúde que se negam a praticar abortos?
– Carlos Alberto Gómez Fajardo: Com muita preocupação. Significa que os aspectos repressivos de uma ideologia reinante (a ideologia de gênero) já se converteu em ferramenta operativa dos anônimos funcionários que desempenham cargos de poder no âmbito da saúde e do judiciário.
Isso recorda a história de mecanismos de imposição brutal e policial da vontade de algumas autoridades que se escondem atrás da norma jurídica para sair com seu operativo de imposição de uma “mentalidade única”. É necessário analisar criticamente o tema dos mecanismos de “controle de qualidade” que operam no ministério do ramo e que exigem “rapidez e garantia no serviço”. Sob estas figuras se exerce um implacável sistema de treinamento a instituições e pessoal operacional. Ditam-lhes as normas e eles são obrigados a cumpri-las.
Algo comparável está acontecendo com as políticas de eugenia que funcionam na comunidade europeia, como pode ver-se noEurocat Working Group, no que se refere a registro de diagnóstico pré-natal de más formações congênitas.
Por outro lado, no campo da educação universitária há desafios antes difíceis de conceber. Já há acadêmicos que concebem o ensino e prática de feticídios como requisito para a formação “idônea” do especialista em gineco-obstetrícia”.
– Como a negação da objeção de consciência facilita a promulgação das leis contra a vida?
– Carlos Alberto Gómez Fajardo: Quando se nega a objeção de consciência, vulnera-se o sentido da democracia. A normatividade do aborto e da eugenia – notável paradoxo – é quase sempre defendida por setores e ativistas políticos que se apresentam como verdadeiros paradigmas de liberdade e de democracia. Para muitos deles se recorre insistentemente ao conceito “respeito”. Costumam evitar o enfrentamento racional do tema da democracia como respeito a todos e evitam o confronto do fato da autonomia teleológica ou estatuto do embrião humano. Para isso, recorrem aos conhecidos critérios da comissão Warnock ou de ideólogos como Peter Singer, que estimam que a condição humana do feto (e do neonato) é algo que se adquire com o tempo.
Com estes precedentes, pode-se correr o risco de que estes sistemas judiciais positivistas se estendam e cheguem a extremos muito preocupantes, como no tema da eutanásia e da pena de morte.
– Não é uma contradição que em uma sociedade cada vez mais relativista, onde tudo está permitido, se julgue justamente o objetor de consciência?
– Carlos Alberto Gómez Fajardo: Claro; no relativismo há grandes contradições. “Tolera-se tudo”, mas não se tolera que as pessoas defendam convicções como a da igualdade fundamental que existe entre todos os seres humanos, sem discriminação. Com efeito, como alguns assinalaram com muita precisão, atravessamos épocas de ditadura de um relativismo ético que pretende impor como “justo” o que apenas é um modo comum de interpretar erroneamente a realidade.
O pensador colombiano Nicolás Gómez Dávila o mencionou em alguns de seus escritos: “Porque as opiniões mudam, o relativista acha que as verdades mudam”; “Costuma-se pregar direitos para poder violar deveres”, e “A tolerância ilimitada não é mais que uma maneira hipócrita de renunciar”.
(Entrevista retirada daqui.)
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Liliana F. Verde
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TERRÍVEL CONSTATAÇÃO: Portugal está a envelhecer
"População abranda cada vez mais" - ler aqui (Portugal Diário, 24/07/2009).
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Liliana F. Verde
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