terça-feira, 14 de julho de 2009

Abra a Janela


Abra a Janela - Nova e original iniciativa da Ajuda de Berço para angariação de fundos.

Adopção: Pais do coração

"Sou pai adoptivo e biológico e neste momento candidato à adopção, o meu primeiro processo foi à mais de 10 anos e na altura sentimos muita falta de informação e de apoio. Um processo de adopção é sempre doloroso, a maior parte do tempo existe um enorme vazio e sentimos a falta de podermos partilhar com outras pessoas. Após a adopção o sentimento mudou, mas o vazio continuava ali, a necessidade de sentir apoio e de partilhar com outras pessoas que estivessem ou tivessem passado pelo mesmo que nós mantinha-se. Com o tempo criamos um grupo de discussão, o grupo nós adoptamos e foi como uma bola de neve que foi crescendo, fiz parte do grupo que organizou os dois primeiros encontros nacionais de adopção, ambos em Setúbal, e a proximidade com pais e candidatos fez com que interiorizasse a problemática da adopção nas suas várias vertentes."

segunda-feira, 13 de julho de 2009

PS cede a Cavaco e adia polémica lei da eutanásia

O projecto do PS regulando o direito à eutanásia foi apresentado há quase dois meses. (felizmente) Não houve tempo para o levar à votação final

Fonte: Diário de Notícias

domingo, 12 de julho de 2009

Professores não habilitados para educar para a saúde

Professores, pais e Ministério da Educação (ME) estão de acordo num ponto: falta formação aos docentes para lidar com os alunos no que diz respeito às matérias da saúde.

Os próprios professores reconhecem não estar capacitados para dar educação para a saúde, em geral, e, em particular, a educação sexual aos seus alunos.

Só a teimosia de alguns partidos é que ainda não viu isto !

Bébes a dançar

Via Luis Lopes que me enviou o link...


Educação Sexual Estatal


Carta aos Pais de Portugal


Já a partir do próximo ano lectivo a “educação sexual” vai ser obrigatória nas Escolas a partir dos 10 anos (do 6º ao 12º ano). A maioria dos pais desconhece a “educação sexual” que foi aprovada. · Esse esclarecimento pode ser obtido em http://www.move.com.pt/ (vá a MOVE2005, “conteúdos” e veja os slides) e na bibliografia em Anexo. ·


A gravidade das consequências foi alertada numa impressionante “carta aberta aos pais portugueses” de William Coulson, publicada pelo Jornal Expresso em 28 de Maio de 2005, onde diz: ·

«Ficou claro que tínhamos desenvolvido um instrumento perigoso para a saúde dos jovens, que em vez de os enriquecer os destruía. … retirem das escolas esse modelo de educação sexual. Amanhã será tarde demais. Eu ajudei a criar o monstro. Por favor, ajudem-me a matá-lo». · O dramático apelo de William Coulson foi ignorado. E, no próximo ano lectivo, as crianças e jovens de Portugal irão ser as próximas cobaias. ·

Em Inglaterra, Tony Blair, disse, a este propósito, que “Estamos a falhar redondamente na educação sexual. É preciso parar e pensar tudo de novo”. ·


Nos Estados Unidos da América, esses programas já estão a ser reconhecidos como sendo responsáveis por um “desastre nacional”. E nós? Vamos ficar indiferentes face a estes avisos? 1. Seja esclarecido! Vá a http://www.move.com.pt/ e a http://www.plataforma-rn.com/ e veja os slides e a bibliografia em anexo! 2. No acto da matrícula entregue a carta que encontrará em http://www.plataforma-rn.com/ manifestando a sua oposição à frequência do seu filho(a) de conteúdos de “educação sexual” sem seu consentimento prévio! 3. Informe através de info@plataforma-rn.com que entregou essa carta para uma maior visibilidade desta acção.


Divulgue este e-mail ajudando, desta forma, outros pais!


ANEXO- Alguns dos links principais para consulta do assunto ·


http://www.move.com.pt/- MOVE- Movimento de Pais;·

http://www.plataforma-rn.com/- Plataforma da Resistência Nacional (aqui encontra carta a entregar nas escolas no momento da matrícula dos seus filhos);· http://www.apf.pt/cms/files/conteudos/file/PL_eds.pdf?PHPSESSID=zdfxdiiixbehmiae (Lei que estabelece o regime de aplicação da educação sexual nas escolas) ·

http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/informacoes+uteis/saude+escolar/educacaosexual.htm (portal da saúde, para que conheça as principais linhas orientadoras da educação sexual na escola)· http://www.montemuro.org/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=560&Itemid=2 (Carta aos pais portugueses de William Coulson)·


Em http://www.google.pt/ pesquisem pelo livro “Educar para uma sexualidade Harmoniosa” (livro que evidencia claramente a orientação programática da sexualidade que justifica a nossa grande preocupação).

BeBe.Com

Site brasileiro sobre gravidez, gestação e parto, aqui.

Tanta família sem filhos e tantos filhos sem família

A história de 3 crianças nos corredores da adopção, aqui

Obrigado, mãe

Obrigado porque tiveste na tua vida um lugar para a minha vida, renunciando a tantas coisas boas que poderias ter saboreado. Porque – mais do que isso – fizeste da tua vida um lugar para a minha. E de muitas maneiras morreste para que eu pudesse viver.

Porque não eras corajosa, mas tiveste a coragem de embarcar numa aventura que sabias não ter retorno.

Porque não fizeste as contas para avaliar se a minha chegada era conveniente: abriste simplesmente os braços quando eu vim.

Porque não só me aceitaste como era, como estavas disposta a aceitar-me fosse eu como fosse. Porque dirias "o meu filhinho" mesmo que eu tivesse nascido deformado e me contarias histórias ainda que eu tivesse nascido sem orelhas. E me levarias ao colo mesmo que eu fosse leproso. E, mesmo com tudo isso, me mostrarias com orgulho às tuas amigas. Porque seria sempre o teu bebé lindo.

Devo-te isso, embora não tenha acontecido, porque o farias.

Obrigado porque não tiveste tempo para visitar as capitais da Europa. Porque as tuas amigas usavam um perfume de melhor qualidade que o teu. Porque, sendo mulher, chegaste a esquecer-te de que havia a moda.

Porque não te deixei dormir e estavas sorridente no dia seguinte. Porque foste muitas vezes trabalhar com manchas de leite na blusa. Porque me sossegaste dizendo "não chores, filho, que a mãe está aqui", e estar no teu regaço era tão seguro como dormir na palma da mão de Deus.
Obrigado porque é pensando em ti que posso entender Deus.

Obrigado porque não tiveste vergonha de mim quando eu fazia birras nos museus, ou me enfiava debaixo da mesa do restaurante porque queria comer um gelado antes da refeição. E porque suportaste que eu, na adolescência, tivesse vergonha de que os meus amigos me vissem contigo na rua.
Obrigado porque fizeste de costureira e aprendeste a fazer bolos. Porque fizeste roupas e máscaras para as festas da escola. Porque passaste uma boa parte dos fins de semana a ver jogos de rugby ou de futebol para que – quando eu perguntasse "viste-me, mãe, viste-me?" – pudesses responder com sinceridade e orgulho "é claro que te vi!".
Obrigado por o teu coração ser do tamanho de me teres dado irmãos. Como eu seria pobre se não os tivesse!
Obrigado pelas lágrimas que choraste e nunca cheguei a saber que choraste.
Obrigado porque me ralhaste quando me portei mal nas lojas, quando bati os pés com teimosia, quando "roubei" batatas fritas antes de o jantar estar servido, quando atirei a roupa suja para um canto do quarto.
Obrigado por me teres mandado para a escola quando não me apetecia e inventava desculpas. E por me teres mandado fazer tarefas da casa que tu farias bem melhor e muito mais depressa.
Obrigado por teres mantido a calma quando eu num dia de chuva fui consertar a bicicleta para a cozinha, ou quando arranjei uma namorada de cabelo verde...
Obrigado por teres querido conhecer os meus amigos, e por todas as vezes que não me deixaste sair à noite sem saberes muito bem com quem ia e onde ia.
Obrigado porque eu cresci e o teu coração parece ter também crescido. Porque me deste coragem. Porque aprovaste as minhas escolhas, e te mantiveste a meu lado apesar de ter passado a haver a distância. Porque levantas a cabeça – mesmo sabendo que eu estou muito longe – quando vais na rua e ouves alguém da multidão chamar: "mãe!".
Obrigado por guardares como tesouros os desenhos que fiz para ti na escola quando era, como hoje, o Dia da Mãe. E por ficares à janela a ver partir o carro, quando me vou embora, comovendo-te com os meus sinais de luzes.

Obrigado – já agora... – por não teres esquecido quais são os meus pratos favoritos; por o sótão da tua casa poder ser uma extensão do sótão da minha casa; por teres ainda no mesmo lugar a lata dos biscoitos...


Paulo Geraldo

550 crianças à espera de adopção


Instituições chegam a ponderar separar irmãos para arranjar pais mais facilmente

O número de adopções duplicou nos últimos três anos. Ainda assim, há muitas crianças a quem foi decretada medida de adopção que nunca terão uma família. Há instituições que chegam a ponderar separar irmãos para beneficiar pelo menos um.

Em Portugal há 6799 jovens em instituições e 1867 em centros de acolhimento muito temporário. Ao todo, são 8666 os institucionalizados. Destes, não chegam a um milhar os que são adoptados anualmente. E isto significa uma franca melhoria relativamente ao que tínhamos até há três anos, se tivermos em conta que "anualmente adoptavam-se metade (cerca de 350) das crianças que se adoptam hoje (quase 800)", revelou Guilherme de Oliveira, director do Observatório para a Adopção, em Coimbra.

Nos últimos três anos, colocaram-se mais técnicos a trabalhar na área dos menores em risco, deu-se-lhes formação como jamais havia sido dada, escreveram-se e distribuíram-se manuais de procedimentos, fizeram-se acertos na legislação. Até os juízes passaram, na óptica dos técnicos, a respeitar mais os relatórios sociais e a agilizar os processos segundo as conclusões apontadas.

Decisões questionáveis

Mas, atrás desta agilização de meios e de resoluções, contam-se histórias de decisões dificílimas e até bastante questionáveis.

Neste momento, por exemplo, aguardam pais candidatos à sua adopção 550 crianças (muitas outras já terão sido adoptadas este ano). Em boa verdade, muitas destas que aguardam candidatos a pais nunca serão adoptadas. Porque - mesmo que o juiz tenha decretado a sua adopção - são mais velhas, de etnia diferente, têm um qualquer problema de saúde, ou têm irmãos.

Há instituições que ponderam separar irmãos quando um não tem qualquer hipótese de ser adoptado mas o outro tem; quando um tem um grave problema de saúde e o outro não. Instituições que questionam se devem separar irmãos para que um possa vir a ter uma família; ou se não os separam, porque eles já são uma família, embora assim nunca nenhum possa vir a ter pai e mãe.

Há instituições também que, durante muito tempo, batem o pé a esse tipo de sugestão vinda de instâncias superiores. E a verdade é que Portugal cresceu com esta ideia de que não devem separar-se irmãos que, muitas vezes, ao longo de um duro percurso, foram o suporte uns dos outros.

"Por princípio não devem separar-se os irmãos", confirmou Edmundo Martinho, do Instituto da Segurança Social. Aquele responsável acrescentou, porém, que "pode haver excepções, muito bem estudadas e justificadas". Ainda assim, "nesses mesmos casos, procura-se que quem adopte permita a manutenção dos laços entre os adoptados e os outros que não o foram".

Uma excepção poderia ser o caso de dois irmãos, filhos de pais diferentes, que acabaram por se conhecer apenas na instituição, dois irmãos sem grandes laços . "No caso de irmãos com grande vinculação efectiva não é certo separá-los e os serviços de adopções devem ter isso em conta", conclui Edmundo Martinho.

Resumindo, se, por um lado, as crianças não podem ficar institucionalizadas para sempre; por outro lado, é preciso ter em conta que a agilização do sistema não pode ser a qualquer preço. "As avaliações têm que ser o mais céleres possível mas feitas cuidadosamente", alerta Guilherme de Oliveira, director do Observatório para a Adopção, em Coimbra.

Nas páginas ao lado, contamos uma história de três irmãos sobre os quais pende uma destas decisões. E outras, de meninos que não são loiros e perfeitos, não têm até três anos, mas esperam por família.


Notícia daqui (JN).

sábado, 11 de julho de 2009


Bem vindo ao museu da família!
Neste museu você irá ver e saber acerca deste grupo que está à beira da extinção.
Por volta do ano 2.270 d. C. foram vistas as últimas famílias compostas por pai, mãe e filhos.
Um pouco antes desse período, quase não se via uma mãe ou um pai em casa cuidando dos filhos, do lar e da família. Eles foram trabalhar fora.Já no século XX, era costume o pai ser recebido pelos filhos em casa, após um dia de trabalho. Ele era o provedor do lar. Naquela época as crianças tinham um pai que morava com elas. Este pai convivia com os filhos diariamente e passeava com eles nos fins de semana. Nas apresentações da escola os filhos procuravam o olhar de seus maiores fãs: seus pais. E o aplauso deles era a garantia da felicidade!
Os pais podiam corrigir o erro e disciplinar os filhos. Quando os filhos precisavam de colo tinham um de seus pais por perto para carregá-los a hora que quisessem.
No dia das mães a família toda se reunia na casa da avó e a cama se enchia de presentes dos filhos, dos netos…
Era difícil esperar até o dia dos pais para entregar ao papai o presente feito pelos próprios filhos: A camisa com sua mãozinha, o quadro pintado, o cartão com moldura de gravata...
No tempo da vida em família, a melhor comida era a da mamãe.
Era o papai quem ganhava no jogo de dama ou de bola.
Quantas brincadeiras correndo soltas com os irmãos e primos! Esconde-esconde, casinha, queimada… Os brinquedos espalhados pela casa... Os risos, os choros... Fartura de vida. Casa cheia não só de Pgente, mas de amor e contentamento.
Nas famílias havia coisas que não cabem neste museu: abraços, beijos, lágrimas, risos, personalidades, cachorros, papagaios…
Ah! Os jardins! Eles não poderiam faltar neste museu! As casas tinham jardins. Deles as avós retiravam plantas para enfeitar ou para fazer chazinhos caseiros para os filhos e netos.
Férias também se passavam em família. Na roça, na praia ou na casa dos parentes: estavam todos num feliz ajuntamento. Para eles estarem em família era o que fazia a vida valer a pena!Como se iniciou o processo de extinção das famílias? ... Bem, é uma longa história… Mas, lembre-se que, se você os deixar ir, talvez nunca mais os tenha de volta. Às vezes, nos ocupamos tanto com nossas próprias vidas, que não notamos que os deixamos ir… Outras vezes nos preocupamos tanto com quem está certo ou errado, que nos esquecemos do que é certo e do que é errado. Foi assim que as famílias começaram a desaparecer… Mas hoje temos este museu para visitá-las.Certa vez alguém falou sobre um ciclo de morte que estava se instalando nas famílias. E leu na Bíblia como seria a cura nos Salmos 128.1-6. "Feliz aquele que teme a Deus, o Senhor, e vive de acordo com a sua vontade!” Mas parece que não deram atenção suficiente... E as famílias foram se extinguindo...Nossa visita ao museu termina aqui, com o livro que foi publicado a cerca de dois séculos atrás, no ano de 2008 e falou sobre estes acontecimentos: "Ciclos de vida ou de morte, em qual deles sua família está?"
Envie esta mensagem para todos os seus amigos. Não se surpreenda se algumas famílias forem salvas da extinção.
Texto: Alexa Guerra.
Blog: alexaguerra.blogspot.com


sexta-feira, 10 de julho de 2009

Festas a comemorar ou para subsidiar abortos


Quando se pensa que já batemos no fundo da degradação da civilização humana eis que surge mais uma notícia que demonstra que ainda se pode ir mais fundo:


Festas organizadas por mulheres onde se come, bebe e os convidados divertem-se, com o objectivo de angariar fundos para fazer abortos.


Esta história faz lembrar as festas que se faziam nas tribos antes de se matar os inimigos rivais.


Angariar fundos para a prática de um "assassinato" enquanto os potenciais "doadores" e a mãe do feto que será sacrificado comem, bebem e se divertem ????????

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Bella


Queridos amigos e defensores dos valores da Vida, da Família e da verdadeira Amizade,


É com muita alegria que fazemos o “Balanço” desta iniciativa, e concluímos que de Norte a Sul do País os portugueses (e não só) gostamos de ver filmes positivos que defendam bons valores.
Apesar de termos tido algum trabalho, este foi amplamente recompensado pela satisfação de sabermos que tantas pessoas puderam ver este filme tão edificante. Além disso foi muito divertido e enriquecedor conhecer tanta gente tão fantástica por todo o país, e desde já queremos agradecer aos vários organizadores pelo pais fora :


À Flora Costa e ao casal Faure de Viseu, Ao Nuno Gomes e ao Bruno Almeida de Braga, ao Miguel Reis Cunha do Algarve, ao João Marcelino do Montijo, à Teresa Cordovil de Évora, à Rita Gonçalves, João Paulo Pedrosa e Zé Bandeirinha de Coimbra, e a tantas outras pessoas que se empenharam na difusão desta iniciativa.


Para o ano temos as portas abertas para repetir caso haja outros filmes bons que não tenham tido êxito comercial, como aconteceu com o “BELLA, para o que contamos com todos vocês.
Número de pessoas que viram o “BELLA”

Lisboa, Cascais, Almada: 1014 pessoas em 7 sessões

Montijo: 75 pessoas em 1 sessão

Évora: (Anfiteatro cheio) 67 pessoas, 1 sessão, várias em fila de espera

Algarve: 51 pessoas, 1 sessão

Viseu: Sala cheia – 176 pessoas 1 sessão , e várias em fila de espera

Braga: 4 sessões, 424 pessoas

Coimbra 1 sessão, sala Cheia 123 pessoas


Cada cidade ficará com uma comissão de 10% das vendas de bilhetes prometida pela Lusomundo, para reverter para qualquer causa em defesa da vida ou da família. TOTAL (até à data) 1960 pessoasAinda haverá uma última sessão em Coimbra dia 14 de Julho às 21.30 para quem puder assistir.


Muito Obrigada e até à próxima sessão de cinema positivo e familiar

Paula Pimentel Calderón Inês Freitas Forero
-- Paula Pimentel Calderónhttp://www.emergenciasocial.pt/

O amor é...


O amor não consiste em olharmos apaixonadamente um para o outro, mas em olharmos juntos na mesma direcção


Antoine de Saint-Exupéry (1900-44)


Via O Povo

Os filhos e as brigas dos pais

"(...) Se é natural brigar, não o é diante deles, tanto mais se as brigas forem por sua causa. Por exemplo, o filho pede algo ao pai, e ele nega, em seguida, pede à mãe, que consente e, formado o problema, passam a discutir na frente do filho por esse motivo. Quando isso ocorre, a mensagem que se passa é que não há certo e errado e que os pais não se entendem sequer a respeito do que é melhor para ele, gerando uma terrível insegurança na criança ou adolescente.
Mas se isso ocorrer, deve se tomar cuidado para que os filhos presenciem também a reconciliação. É que eles costumam ver as brigas, mas não vêem o momento posterior em que fazem as pazes, ficando com a impressão de que estão sempre brigados.
Um grande defensor da paz e da alegria nos lares aconselhava aos casais que jamais brigassem diante dos filhos e que as brigas, naturais entre marido e mulher, não se prolongassem por mais de um dia, de modo que não se deitassem sem antes fazer as pazes. E mais, aconselhava ele que aquele que pensa ter razão na discussão, que seja o primeiro a pedir perdão."
Fábio Toledo , juiz brasileiro

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Ajuda de berço


sexta-feira, 3 de julho de 2009

A nova lei da Educação Sexual nas Escolas


Imaginem que mostram aos vossos filhos dois iogurtes. Um de sabor a ameixa e outro de sabor a banana. Dizem-lhes na escola que aquilo que eles vêem é a mesma coisa. Quando eles os provarem, imediatamente vos dirão que aquilo não tem o mesmo sabor. Na escola aprenderam a ver que aquilo era a mesma coisa, mas em casa, os pais têm que dizer-lhes que um é de sabor a ameixa e o outro é de sabor a banana. De facto, eles são a mesma coisa, ambos são iogurtes, mas o que está por dentro é diferente.
A nova lei de Educação Sexual é um pouco a repetição da história do iogurte.
Sendo certo, que todos já perceberam que grupo de interesses está por detrás da nova lei da Educação Sexual, ela demonstra objectivamente a quem, neste momento, o Estado está entregue. Ela, mais não é, senão um passo para a consumação de uma reivindicação de um grupo sectorial da nossa sociedade. Ela está, por isso, semeada de armadilhas. A amnésia propositada desse grupo, aproveitou uma, não menos, anestesiada opinião pública pelos graves problemas económicos do país, para fazer aprovar esta lei. A lei 660 é como os contratos, onde o acessório está escrito a letras grandes e o essencial fica nas entrelinhas. É necessário pois, que os portugueses leiam essas entrelinhas.
A lei 660 pretende obrigar a ver como igual aquilo que é desigual e mantém a ideia fixa de eliminar as diferenças entre o que é diferente.
O referido documento trata a vida familiar como um jogo de construção, onde nós, pais e avós, temos que seguir as instruções elaboradas por esse grupo sectorial. Digamos que ela pretende tornar norma os interesses particulares desse mesmo grupo minoritário.
A nova lei da Educação Sexual, ao contrário do que é propalado pelos seus prosélitos, acentua a sexualidade sem maturidade e sem valores, e remete a sexualidade para a genitalidade. Ela, apoiando-se em duas doutrinas, o marxismo e o estruturalismo quer destruir o que resta das famílias e impor novos códigos de conduta. Ela combate, objectivamente, a família e a heterossexualidade. Há uma clara invasão da propriedade privada que é a família, onde o Estado se pretende substituir aos pais na Educação Sexual dos seus filhos. A sexualidade começa em casa, com os pais, com a família. Naturalmente, há pais com maior, outros com menor, dificuldade em falar destes assuntos com os filhos. Mas isso não representa argumento para que se tente retirar à família o seu papel educador. A escola é um complemento fundamental, e não um substituto, na Educação Global, e não apenas sexual, das crianças e adolescentes. E são eles, crianças e adolescentes, os seres mais vulneráveis das famílias, que este modelo, obrigatório, de Educação Sexual, quer, inequivocamente, atacar. Fazê-los crescer e viver com a ideia da indiferenciação é sinónimo de confusão. É isso que este modelo de Educação Sexual, que tentam a todo o custo e com a máxima rapidez possível pôr em prática, vai provocar nas nossas crianças. Estas são e serão sempre o eixo maior das nossas preocupações, enquanto pais e educadores.
Assumir a diferença do que é diferente não é discriminação, é tolerância. O contrário, obrigar a ver como igual o que é diferente, isso sim, é intolerância e prepotência. A tolerância só pode existir se tivermos diferenças para tolerar. Ao contrário, se tudo for visto por igual, não há tolerância, já que não há nada para tolerar. Tudo está imposto.
A sexualidade é um modo de ser, de se exteriorizar, de comunicar com os outros, de sentir, de manifestar e sentir o amor. Não é, portanto, qualquer coisa de puramente biológico, mas refere-se antes à essência íntima da pessoa.
A lei 660 obriga a uma disciplina de Educação Sexual, segundo um modelo de Educação Sexual, também ele, obrigatório. Se há quem queira seguir esse modelo de sexualidade, é livre de o fazer, mas o que não se reconhece é o direito de querer que seja imposto aos nossos filhos esse mesmo modelo, que é castrante da liberdade e dignidade individual. Aliás, a própria Comissão de Educação Sexual, que serviu de base para a elaboração desta Lei, veio reconhecer publicamente que, contrariamente, ao proposto no seu relatório, a Lei aprovada “ (…) menospreza o papel da família, atribuindo, na prática, a educação sexual exclusivamente à escola, não atendendo aos princípios éticos, morais ou religiosos da família (…) ”. A referida Comissão não se ficou por aqui, dizendo ainda que “ (…) a sexualidade hedonista, permissiva, governada pelo corpo e pelos desejos pode originar uma sexualidade irresponsável, irreflectida e conduzir a modelos aberrantes de comportamento. Uma sexualidade saudável deve ser responsável, inteligente, tendo em vista não apenas a busca do prazer, mas principalmente a busca da felicidade. É este elemento fundamental da aspiração humana que, infelizmente, não vejo reflectido no presente Projecto de Lei.”
Não deixa, também, de ter relevante significado que o Dr. Daniel Sampaio, responsável pela Comissão, tenha sempre defendido a Educação Sexual como parte integrante dos currículos escolares, mas nunca como disciplina obrigatória, o que é manifestamente contrariado pela Lei.
Retiramos pois a conclusão que a Lei aprovada, baseada num relatório feito por especialistas, não só contraria o que o mesmo recomenda como apenas representa as vontades e interesses particulares desse grupo sectorial da nossa sociedade. Quem legisla tem de entender que o respeito pela diferença não se impõe pela força da Lei, mas, ao contrário, conquista-se transmitindo naturalidade às diferenças. O respeito conquistado, e não imposto, é muito mais tolerante e duradouro.
Resta-nos a esperança que o Sr. Presidente da República vete esta Lei.
Carlos Borges - Membro da Plataforma Resistência Nacional

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Retrocesso civilizacional


Tal como eu já tinha denunciado há umas semanas atrás, aqui, quem trabalha no ramo da Justiça, desde há vários meses que se apercebe do aumento da violência e das ameaças como forma de contornar o recurso aos (lentos, caros e, por vezes, ineficazes) tribunais.


Eu próprio, se pudesse, teria várias histórias para contar.


Agora, o meu Bastonário, vem denunciar também essa situação aqui e acrescenta que se trata de um retrocesso civilizacional.


Também hoje, nas notícias, ouvi a história de uma mulher que já foi detida 8 vezes e, como nada lhe acontece, chega ao ponto de ir para a porta da esquadra da polícia rir-se e gozar com as autoridades.


Este retrocesso civilizacional é geral e foi-se agravando nos últimos anos com a legalização do aborto livre até às 10 semanas, a liberalização do divórcio, a promoção do facilitismo na avaliação dos alunos, a fragilização das autoridades policiais e de investigação e, agora, o esvaziamento da própria máquina judiciária.


Será possível apagar a luz e recomeçar tudo de novo ?

Zon ou a família fragmentada


Na linha de um anterior anúncio da Meo, a Zon lançou agora outro anúncio onde proclama as virtudes da família fragamentada.
Com as novas potencialidades do fornecimento de sinal por cabo, dizem, cada um dos membros da famíla já pode fazer o que quiser de forma independente e autónoma.
Assim, uns podem estar no quarto a jogar computador, outro a ver um vídeo, outro na internet, etc..
É sabido que a publicidade é um dos meios por excelência que molda e influencia os comportamentos das pessoas através das mensagens explícitas ou implícitas acerca do comportamento humano.
Felizmente, aqui pelo Algarve e um pouco por todo o país, os hábitos das caminhadas nocturnas ou de fim de tarde em família vão crescendo, em contraste com estas propostas que a publicidade nos oferece.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Os efeitos do divórcio

Estudo detalha os altos custos económicos, sociais, familiares e educativos do divórcio, aqui