segunda-feira, 1 de junho de 2009

Frade polaco fala de sexo

"No séc. XIX acreditava-se que o homem e a mulher eram sempre férteis – e ainda hoje se vai pensando o mesmo. Entretanto, a ciência desenvolveu-se e, por isso, sabemos que o acto sexual pode resultar numa gravidez apenas quando o casal tem relações sexuais nos sete dias antes da ovulação. É o tempo máximo para que o espermatozóide sobreviva no organismo da mulher e perdure até à ovulação. No resto do tempo, ela é estéril. Qual o sentido de tomar a pílula ou usar o preservativo se, no resto do tempo, a mulher é estéril? Só há que saber calendarizar esse período de tempo – o que é perfeitamente possível, na era em que se enviam sondas para Marte. "
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domingo, 31 de maio de 2009

castidade

Dia Mundial da Criança


É dia da criança.


Quando falamos nas crianças, quanta esperança vislumbramos, quantos novos futuros, quantas novas maneiras de pensar, de agir, de se exprimir. É fascinante vermo-las crescer, perceber como são, ir acolhendo as suas maneiras de ser, tentando ajudá-las a conhecerem-se e a saber potenciar as suas boas qualidade e debelar os seus pequenos defeitos. É fascinante também porque com elas somos também nós que crescemos e nos tornamos mais pessoas.


Mas é também uma enorme responsabilidade.


Independentemente da nossa acção, eles vão crescer, tornar-se adultos e construir um futuro.


Mas de que forma o vão fazer depende, e muito, do ambiente que as rodear no processo de crescimento. Quando cada vez mais se investiga e se conclui quão fundamentais e complementares são a presença atenta e permanente do pai e da mãe juntos no quotidiano da vida de uma criança, como é importante a sua estabilidade afectiva, mais temos na nossa sociedade exemplos de uma cultura e de um agir em sentido contrário. E infelizmente mais temos também preocupantes consequências.


É dia da criança.


É natural exaltarmos o valor da criança, mas só o deveremos fazer se soubermos pensar e agir de forma consequente com essa exaltação.


Neste dia, propomos que saibamos sair da rotina e olhar para os nossos filhos de forma especial, olhar para a beleza de cada uma daquelas vidas, única e irrepetível, com o firme propósito de em conjunto, pai e mãe, conversarmos sobre os nossos filhos e descobrirmos, para cada filho, durante o próximo ano das suas vidas, em que aspecto ou aspectos deveremos estar mais atentos e concentrar a nossa acção, e como o poderemos fazer em conjunto e sintonia.


Depois sim, de forma consequente, juntos podemos proporcionar aos nossos filhos um dia especial: um passeio, um cinema, um delicioso jantar ou aquele gelado de que eles tanto gostam.


Fonte: APFN

Constituição pode não aceitar casamento entre homossexuais

Da caixa de comentários da Jugular:



VITAL MOREIRA - Versão político: assinou a "causa" a favor do movimento pró-casamento gay

VITAL MOREIRA - Versão constitucionalista:

"Eu, se fosse militante da causa do casamento de pessoas do mesmo sexo, não metia a Constituição "ao barulho". Porque nada garante que o Tribunal Constitucional venha a dar-lhes razão. Ora, se investem muito no argumento constitucional, e depois este falhar, ficam desarmados.
De facto, pode parecer evidente o argumento de que, ao proibir discriminações baseadas na orientação sexual, a Constituição torna necessariamente ilícita a norma do Código Civil que reserva o casamento para pessoas de sexo diferente; mas o que parece evidente nem sempre é concludente.
Por um lado, para o Código Civil só interessa o género (que é uma questão biológica) e não a orientação sexual, pelo que não existe nenhuma discriminação directa com base na segunda; por outro lado, pode defender-se que a noção constitucional de casamento (art. 36º da CRP) pressupõe claramente uma união conjugal e a possibilidade de filhos comuns, o que não dá cobertura ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Por isso, há mesmo quem entenda que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não só não é constitucionalmente imposto como até é inconstitucional."

sábado, 30 de maio de 2009

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Posição do CDS/PP sobre projecto JS sobre Educação Sexual


Caros Pais e Encarregados de Educação,

No seguimento do caminho traçado pelo CDS-PP, na defesa de uma maior participação dos pais na vida escolar, junto envio, para conhecimento, a declaração política sobre educação sexual nas escolas, que tive oportunidade de fazer no passado dia 20 de Maio, na Assembleia da República.

Atentamente,

Diogo Feio
Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP

http://cdsnoparlamento.pp.parlamento.pt/



REUNIÃO PLENÁRIA DE 20 DE MAIO DE 2009


Declaração Política do Deputado Diogo Feio sobre Educação Sexual

O Sr. Diogo Feio (CDS-PP): — Sr. Presidente, Sr. as e Srs. Deputados: Os acontecimentos que esta semana foram conhecidos e que sucederam numa escola em Espinho, envolvendo uma professora de História, deixaram o País entre o estado de choque e a preocupação. Os acontecimentos causaram alarme nas famílias.
Sem querer generalizar o que acreditamos ser particular, sem querer generalizar, o que seria abusivo, porque não representa os nossos professores, que são bem diferentes daquilo que vimos, considera o CDS que é obrigatório fazer duas reflexões em relação a duas matérias que, por muito que custem ao politicamente correcto, têm de ser feitas.
Primeira: uma coisa é na escola aprender-se educação para a saúde e outra, que nós recusamos liminarmente, é o Estado impor ou permitir nas escolas qualquer espécie de ideologia sexual, para mais com disparates à solta. A intimidade, os afectos e a sexualidade não são competência do Estado, são matéria muito sensível, em que a primeira das soberanias é das famílias.
Segunda: é cada vez mais clara a necessidade de os pais poderem escolher as escolas que os seus filhos frequentam; é cada vez mais clara a necessidade de uma liberdade de escolha para as famílias em relação à educação.
Em relação a qualquer uma destas duas reflexões, o projecto assumido pelo Partido Socialista relativamente a educação sexual é um mau passo. Esta proposta apressada, imprudente e a reboque de um certo radicalismo de esquerda que o Partido Socialista considera que tem de ser respondido em momento pré-eleitoral está cheia de equívocos.


Em primeiro lugar, confunde o papel das famílias e das escolas, troca o papel das famílias e das escolas. Em segundo lugar, tem erros verdadeiramente inacreditáveis: é regulada, até ao último dos pormenores, uma pequena parte de uma área não disciplinar de educação para saúde bem mais ampla; temos o aspecto curiosíssimo de a educação sexual, que se encontra dentro da educação para a saúde, ter direito a uma lei que a educação para a saúde não tem; é confusa em relação à carga horária; apresenta erros, como, desde logo, a previsão de existência de conteúdos curriculares; confunde questões e, fundamentalmente, não dá qualquer espécie de opção às famílias.


A segunda das reflexões que aqui queremos deixar tem a ver com o papel que, em Portugal, se considera que deve existir para as famílias. Nenhum pai, nem nenhuma mãe, quer correr o risco de ver os seus filhos passarem o que passaram os alunos e as alunas daquela escola de Espinho.
E isso dá razão aos que, como o CDS, defendem, com serenidade e sem medo, que os pais devem ter maior liberdade de escolha da escola dos seus filhos, por muito que isso custe à esquerda mais conservadora neste Parlamento. Aqueles jovens estão na escola de Espinho porque, neste regime socialista em que vivemos, grande parte dos pais, os que não podem pagar propinas privadas, os que não podem ter os seus filhos em escolas privadas, só os podem colocar na escola que fica perto do seu trabalho ou perto da sua residência.


É isto normal em qualquer país que quer apostar na educação? Não! Claramente que não!


No sistema que defendemos, os pais devem, progressivamente, poder escolher a escola dos filhos, também com base na preferência educativa, também com base no projecto educativo que cada escola tem e que deve ser conhecido dos pais.


Os pais — que fique muito claro! — têm de conhecer os projectos de cada escola, os resultados escolares, a disciplina e a exigência praticadas. Conhecendo tudo isso, os pais devem poder escolher, certamente em nome do que pensam que é melhor para os seus filhos.


(Recebida por e-mail)

A nova justiça do Faroeste



Ontem, saíu a notícia de que o número de processos novos entrados em tribunal diminuíu bastante, pelo que, em consequência, o número de processos findos foi superior ao número desses processos novos.
O governo regozijou-se enquanto o cidadão comum não se apercebe da falácia que está subjacente a esta notícia.
Porém, para quem trabalha no sistema, como eu, esta notícia mostra antes a falência de uma das vertentes mais importantes de um Estado de Direito: O bom funcionamento da justiça.
Se esta notícia significasse maior rapidez na decisão dos tribunais, é óbvio que seria uma notícia positiva.
A questão é que a conclusão de que as decisões estão a ser proferidas em número superior aos processos entrados encerra, em si, uma falácia porque utiliza como critério de comparação precisamente os processos entrados.
E, neste momento, os cidadãos estão a recorrer cada vez menos aos tribunais precisamente porque não acreditam na justiça, quer pelos seus resultados incertos, quer pela demora na resolução dos problemas, quer pelo elevado preço das custas judiciais, agravadas com o o recente Regulamento das Custas Judiciais.
Esta situação está a levar as pessoas e as próprias empresas a não recorrer aos tribunais e a procurar fazer justiça por mãos próprias:

- O recurso à coacção, à ameaça ou mesmo à ofensa à integridade física sobre credores, devedores e até sobre os próprios advogados que os representam só mostra a falência do sistema judicial.

Todas as semanas chegam-me ao conhecimento casos concretos onde isto acontece, de pessoas e empresas que decidem usar "meios privados", por vezes, pouco legítimos para resolver casos que deveriam ser discutidos em tribunal.

O que o Governo PS conseguiu foi promover mais uma das suas políticas de capitulação, ou seja, como não se consegue reduzir o número de processos, nem aumentar a eficácia do sistema judicial desincentiva-se o seu uso, aumentando-se as custas judiciais.
Isto é bem elucidativo da actual degenerescência e desagregação do Estado de Direito e do total fracasso na na prossecução de uma das suas finalidades mais básicas e elementares que é a Justiça.

Juízes do caso Alexandra denunciam regime da adopção

"À margem da conversa com os jornalistas, os dois magistrados puseram em causa a actual lei da adopção portuguesa, que consideram ter aspectos "absurdos" como o facto de os menores serem entregues durante anos a famílias de acolhimento, mudando de família quando são adoptadas."

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O casamento entre pessoas de sexo diferente não discrimina ninguém em função do sexo


A


O actual contrato de casamento não discrimina ninguém em função do sexo. Essa alegação é um redondo disparate.. Discrimina qual dos sexos ?...

Não só não discrimina, como a sua própria natureza absolutamente o impede, uma vez que o recurso ao contrato só é viável na exacta proporção de homens e mulheres.

Como se concebe uma discriminação em função do sexo que atinja simultâneamente e em igual medida homens e mulheres ?

Adivinha-se a confusão: o contrato discrimina, não propriamente em razão do sexo, mas sim da sexualidade.

Nova tolice.

Acaso um homossexual não pode casar-se ?

Ou uma lésbica ?

Ou um com o outro ?

Ou um eunuco ?

Ou um pedófilo ?

Ou um abstinente ?

Que tem a ver a lei ou o conservador com o líbido dos contratantes ?!

Exigem certidão da junta de freguesia ? Atestado médico ?

O contrato de casamento civil abstrai pois, por completo, de orientações sexuais.Se um homossexual não quer casar-se, não é porque a lei lho vede: é porque não lhe interessa, é porque não lhe convém.

Coisas completamente distintas.Os sentimentos pessoais de cada um, tal como as demais variadas razões porque se casa ou não casa (políticas, económicas, de mero prestígio social, ou quaisquer outras), são indiferentes para a lei.

E se para a lei são indiferentes, se não produzem quaisquer efeitos jurídicos, como podem ser discriminatórios ?

Ou teremos de consagrar um novo princípio jurídico: “ Todos os contratos são discriminatórios das pessoas a quem eles não convenham “...

O contrato de trabalho passa a discriminatório das pessoas que não possam trabalhar; o contrato de ingresso nas forças armadas a discriminatório das pessoas que tenham horror às armas; o de transporte aéreo quanto aos aerofóbicos; o de edição quanto aos analfabetos...


B


Dir-se-á: - Importa, então, criar um novo contrato que permita vincular entre si pessoas do mesmo sexo para uma comunhão de vida.Se sim, então:1º - Não é viável que esse contrato seja exclusivo de homossexuais e lésbicas. Não pode ficar condicionado à sexualidade dos cidadãos nem inspirar-se nela. Repete-se o que se salientou atrás: os sentimentos de cada qual são do seu foro íntimo, insusceptíveis de condicionar direitos e deveres legais. Necessariamente que tal contrato terá, pois, de ser acessível a qualquer cidadão, tal como o casamento o é.2º - A um novo contrato deve corresponder nova designação. Chame-se-lhe, por exemplo, “comunhão de vida” ou equivalente.Afinal, já a comunhão de vida está prevista na lei, independentemente do sexo e da formalização, para efeitos fiscais e vários outros ( Lei nº 6/2001, de 11 de Maio ). É questão de se lhe fazer corresponder a forma legal de contrato e conferir-lhe maior amplitude.Claro que o legislador pode sempre atribuir a mesma nomenclatura a realidades diversas: poderia, por exemplo, chamar arrendamento ( de renda zero ) a um empréstimo de imóvel; ou apelidar de venda ( a preço zero ) a respectiva doação...Mas faria mal.


C


A diversidade morfológica dos sexos, o sistema reprodutor, como esta mesma designação traduz, tem por óbvia finalidade biológica a continuídade da espécie. Consequentemente, é essa a função do impulso que induz ao funcionamento do sistema.

De modo que a atracção sexual entre indivíduos do mesmo sexo, porque desajustada desse objectivo natural, constitui uma disfunção: ou congénita (um erro da natureza ) ou disfunção adquirida ( um vício ).

Seguramente com prevalência do segundo caso, já que os nossos vícios são bem mais vulgares do que os erros da natureza...

Da mesma forma que são disfuncionais – embora, claro, em grau distanciado e supremo – os casos conhecidos de atracção sexual por cadáveres ou por bichos...

Ora não se vê por que elevar à dignidade da “mais importante e a mais grave das instituições de direito privado de todos os povos, ainda os mais atrasados” ( Cunha Gonçalves, Tratado de Direito Civil , vol VI, p. 43 ) determinada realidade em atenção a um distúrbio; ou, ainda que assim se não considere, em atenção a uma disposição subjectiva destituída de qualquer utilidade social.

Tão destituída que não consta que, através dos milénios, latitudes, civilizações ou culturas, a partilha de vida íntima entre pessoas do mesmo sexo tenha suscitado específicos rituais, celebrações, ou regulamentações ... senão negativas.

Justamente ao invés do que sempre assinalou a união entre homem e mulher.


D


Aliás, nem o próprio contrato formal de casamento foi algum dia gizado para celebrar os sentimentos pessoais dos nubentes ou para que se sintam felizes. Embora possa ajudar...

A lei não formaliza paixões, não poetiza. Trata e proteje, muito prosaicamente, interesses sociais. Neste caso, o possível fortalecimento da coesão espontânea nascida dos laços de sangue, de que só a união entre homem e mulher é fonte e que proporciona o núcleo básico e indispensável da organização social.


O cristianismo, visto pelos israelitas

Embora a Igreja católica fale hoje do judaísmo como "os nossos irmãos mais velhos", não parece que a outra parte acompanhe tal proximidade. Enquanto 54% dos israelitas laicos consideran que o cristianismo está mais próximo do judaísmo que o islamismo, somente 17% dos religiosos o vêem assim e 48% dizem que o islamismo está de facto mais próximo.

Especialmente significativo é que a maioria dos israelitas considera que a atitude da Igreja católica para com o judaísmo não é positiva. Entre os laicos, somente 43% pensam que seja positiva, enquanto 65% dos religiosos consideram ser negativa.

Em quase todos os temas, os judeus laicos têm uma atitude mais tolerante para com o cristianismo que os religiosos

Para 60% dos religiosos é incómodo, inclusivamente, ver uma pessoa a exibir a cruz. Talvez por isso haja incidentes como o que ocorreu em Dezembro de 2007 a um grupo de bispos austríacos, chefiados pelo cardeal Christoph Schönborn, que pretendiam rezar diante do Muro das Lamentações. O rabino encarregado do lugar exigiu-lhes que retirassem ou ocultassem as suas cruzes do peito, e por se negarem a fazê-lo, tiveram de rezar muito mais afastados desse Muro. Todavia, na histórica fotografia de João Paulo II a rezar diante do Muro no ano 2000, o Papa ostenta a sua cruz. O rabino explicou que "a cruz é um sinal que afecta os sentimentos judeus". Seria mais exacto dizer de "alguns judeus", pois, segundo o inquérito, para 91% dos judeus laicos é indiferente.
Em quase todos os temas, os judeus laicos têm uma atitude mais tolerante para com o cristianismo que os religiosos. Em relação à possibilidade de haver um ensino sobre o cristianismo nas escolas, 68% dos laicos são favoráveis, e 52% pensam que deveria incluir o estudo do Novo Testamento. Pelo contrário, 73% dos religiosos e 90% dos ultra-ortodoxos retirariam qualquer referência ao cristianismo no plano de estudos.Ambos os sectores estão mais próximos quando se lhes pregunta se o Estado deveria impedir que as instituições cristãs comprassem terrenos em Jerusalém: 64% dos laicos e 95% dos religiosos querem que haja esse impedimento.
Deveriam os cristãos gozar de liberdade religiosa em Israel, um Estado judeu? 71% dos laicos respondem afirmativamente, enquanto 68% dos religiosos opõem-se. 48% dos religiosos dizem que a actividade das Igrejas cristãs em Israel deveria ser limitada, enquanto outros 48% dos laicos defendem que deveriam receber o mesmo financiamento que as instituições religiosas judaicas recebem.
A liberdade religiosa é posta à prova de modo especial no caso de conversões ao cristianismo. Um muçulmano que num país árabe abrace a fé cristã, corre um perigo por vezes mortal. No caso de um judeu que se converta ao cristianismo em Israel, o risco é uma espécie de morte social por marginalização. "Houve processos de convertidos que perderam a nacionalidade israelita, entre os quais frades franciscanos, e alguns não conseguiram recuperá-la", assegura o P. Artemio Vítores. Por isso, há cristãos que não declaram sê-lo.

Bento XVI, um amigo

O clima de boas relações entre judeus e cristãos que se formou durante o pontificado de João Paulo II, poderia consolidar-se com Bento XVI, que sempre se mostrou como um amigo do povo judeu. Basta recordar que visitou a sinagoga de Colónia na sua primeira viagem ao estrangeiro; depois esteve em Auschwitz, onde condenou o anti-semitismo; convidou o rabino chefe de Haifa para o Sínodo dos Bispos sobre a Bíblia...
Mas se os motivos de conflito, como o caso Williamson, provocam reacções desmesuradas, os gestos positivos do Vaticano não encontraram muitas vezes uma correspondência adequada da parte israelita. É o que referia no ano passado a directora adjunta do Jerusalem Post, Caroline B. Glick, num artigo de opinião (cfr. Aceprensa, 5-06-2008, na versão impressa). A jornalista israelita destacava os esforços de Bento XVI para enfrentar o integrismo islâmico e apresentava-o como um amigo de Israel a quem as autoridades hebraicas não prestam a atenção necessária.
A jornalista lamentava esta desatenção ao Vaticano por parte do governo de Olmert, cuja política externa apenas se preocupou em "dar provas de reverência perante o Departamento de Estado norte-americano".Glick escrevia que, em vez de apoiar o Papa nas suas acções contra o integrismo islâmico, alguns líderes judeus norte-americanos têm-se dedicado a atacar a Igreja por algumas decisões teológicas. Concretamente, mencionava a polémica pela reabilitação do missal de S. Pio V que, na oração dos fiéis da Sexta-Feira Santa inclui uma oração "pelos judeus, para que o nosso Deus e Senhor ilumine os seus corações, de modo a reconhecerem Jesus Cristo salvador de todos os homens". Para alguns líderes judeus, este pedido é uma confirmação de que a Igreja não renuncia à conversão dos judeus, embora para a Igreja o reconhecimento de Jesus Cristo não seja uma traição ao judaísmo, mas o culminar das promessas ao povo de Israel.
A jornalista defendia que os cristãos "não estão a exigir que participemos em disputas teológicas, nem a procurar converter-nos à força". O judaísmo e o cristianismo "partilham valores comuns, e é na base destes valores que é possível empreender acções conjuntas e cada um poderá julgar as acções do outro".
De um ponto de vista mais teológico, o rabino chefe do colonato israelita de Efrat, Sholomo Riskin, escrevia no mesmo diário que, assim como a doutrina cristã sobre o judaísmo mudou, o mesmo deverá acontecer com a atitude dos judeus para com o cristianismo. Riskin, fundador de uma importante rede educativa, pensa inclusivamente que a amizade com os cristãos é de vital importância para o futuro do povo judeu, o qual considera encurralado entre os planos nucleares do Irão e as ideias anti-judaicas do mundo islâmico. "Agora, pela primeira vez desde o aparecimento do cristianismo, os principais líderes cristãos estendem-nos a mão em sinal de amizade". O rabino Riskin felicita-se pelo facto dos cristãos terem difundido pelo mundo os mandamentos que têm em comum com os judeus e considera que "nessa perspectiva, judeus e cristãos são verdadeiramente sócios".

Cem rabinos dão as boas-vindas ao Papa

Nesta mesma linha, mais de cem rabinos das diferentes denominações irão assinar uma mensagem que será publicada no diário israelita Ha'Aretz para dar as boas-vindas a Bento XVI à Terra Santa e impulsionar o diálogo entre judeus e cristãos. A iniciativa foi promovida pelo rabino Jack Bemporad, director do Centro para a Compreensão Inter-religiosa, em New Jersey (Estados Unidos).
A mensagem dos rabinos tem por título "Unidos na nossa era", inspirado no título de Nostra Aetate, a declaração do Concílio Vaticano II que em 1965 alterou as relações entre judeus e católicos. Dirigindo-se directamente ao Papa, a página publicada pelo Ha'Aretz explicará: "Com este espírito, nós, rabinos e líderes judeus, damos-lhe cordialmente as boas-vindas e à sua missão de paz em Israel. A uma só voz, estamos unidos no nosso compromisso a favor do diálogo inter-religioso, da abertura de mais caminhos para aumentar o entendimento, e para reconhecer e reforçar continuamente a importante relação que existe em todo o mundo entre católicos e judeus".
Está para se ver se esta ideia será partilhada pelo novo governo de Netanyahu, que se apresenta como mais intransigente que o anterior no processo de paz e no qual os partidos religiosos têm uma forte presença.
Em declarações recentes (Zenit, 20-04-2009), o patriarca latino de Jerusalém, Mons. Fouad Twal, reconhecia que a visita de Bento XVI tinha, juntamente com a dimensão religiosa, igualmente outra social e política. "Quanto mais amigo de Israel for o Vaticano, mais poderá valer-se desta amizade para fazer avançar a paz e a justiça. Se as tensões entre a Igreja católica universal e Israel permanecerem, afectam-nos a todos, cristãos e muçulmanos. Pelo contrário, se Israel encarasse com confiança a Santa Sé, poder-se-ia, com base nesta relação de amizade, falar de verdade, de justiça e de paz. De facto, só com a linguagem da amizade se podem pronunciar palavras que, na boca de um inimigo, seriam recusadas".

Assinado por Aceprensa

ONU pressiona Timor e Nicarágua a legalizarem aborto

Aqui e aqui

Fazer mais arroz ou partilhar o arroz


As Nigerian Cardinal Francis Arinze says, "When extra guest arrive for dinner, we don't shoot them, we simply cook more rice."

PS recua na distribuição de preservativos nas escolas

Felizmente, a montanha pariu um rato...
Resta saber como é que isto vai funcionar, depois, na prática.
Não posso deixar de destacar o magnífico trabalho do deputado independente José Paulo de Carvalho (que pena que se vai embora...) que, com iniciativas como esta, acabou (e bem) por fazer salientar a vertente saúde em detrimento da mera vertente totalmente irresponsável do "toma lá e faz o que bem quiseres"

35% do conteúdo da internet é pornografia

The numbers are alarming, with estimates that as much as 35% of all content on the internet is pornographic; that two-thirds of college-age men view pornography with some regularity; that a majority of high school students visit pornographic websites, some trading obscene images of themselves electronically. Even those who make no use of these “services” experience the cultural effects of saturation, as ordinary television, respectable magazines, and popular songs regularly include provocative images, situations, and lyrics that a generation ago would have been labeled “soft porn.”

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O nosso mal

O nosso mal é sono. Chega-se a casa tarde; tarde se janta; tarde se arruma a cozinha; tarde se acende a televisão; tarde se resmunga sobre os assuntos de família; tarde se acorda no sofá; tarde se deita… E cedo se levanta. Que vida é esta? Um disparate pegado.Com sono tudo se faz, excepto pensar. Excepto sorrir. Excepto ouvir. Excepto prever. Excepto planear. Excepto ter gosto no trabalho, na família e no convívio com os colegas; e muito menos com os chefes. Excepto sonhar acordado, sobretudo com o fim de semana… em que novamente a gente se deitará tarde.É verdade que, mesmo assim, somos capazes de meter-nos no trabalho até às orelhas, até porque, se não, despedem-nos, ou desclassificam-nos, ou falimos. Mas que não nos incomodem com mais nada! Estamos fartos!Depois, não há quem entenda esta mulher, quem ature este marido; quem compreenda estas crianças; quem suporte estes sogros; quem tenha pachorra para os eternos problemas daquele irmão, ou do sócio…E ainda por cima, esta crise! Mais os engarrafamentos…Não é o nosso único mal, o sono, mas é um dos mais insidiosos e que nos passa mais despercebido.
Pe. Hugo de Azevedo

Mais um país que abole a pena de morte

O Togo vai abolir a pena de morte.

Ver notícia aqui.

Tribunal Constitucional não se pronuncia sobre nova lei do aborto

Um pedido de declaração da inconstitucionalidade da "Lei do Aborto", subscrito por cerca de 30 deputados*, apresentado no Tribunal Constitucional (TC) em 5 de Julho de 2007 registado sob o n.º de entrada 733/007**, ainda nem sequer foi «distribuído» a um juiz-relator....
E estamos em Maio de 2009!!!
Ao que nos informaram na secção central do TC, encontra-se à espera de um memorando da responsabilidade do Sr. presidente do TC o Sr. Dr. Juiz Rui Moura Ramos, para poder ser apreciado pelo tribunal e, só então, distribuído.Não será este um caso de Vida ou de morte (32.000 mortes, na verdade!) a merecer maior celeridade na apreciação da sua constitucionalidade?
Não terão sido entretanto despachados numerosos pedidos de fiscalização constitucional sobre matérias bem menos relevantes?
E será assim tão problemático o n.º1 do artigo 24º da Constituição, apresentando uma redacção aparentemente tão cristalina como esta?«A vida humana é inviolável.»
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* cerca de três dezenas de deputados do PS, PSD e CDS-PP, dentre os quais o jornal Publico destacava Teresa Venda e Matilde Sousa Franco (PS), José Paulo Carvalho e Hélder Amaral (CDS-PP) e Zita Seabra, Rosário Águas, Miguel Frasquilho, Helena Lopes da Costa, Henrique de Freitas, Hugo Velosa, Rui Gomes da Silva e Luís Montenegro (PSD)
** tendo-lhe sido atribuído um tal número de referência (.../007) até nem admira que quase não se dê pela sua existência...

Banco Alimentar - 30 e 31 de Maio

Efeitos da pílula abortiva

Crianças: Maria Cavaco Silva preocupada com faltas de apoio

A "falta de apoio" às crianças na área da saúde mental, a "morosidade dos processos" de adopção e a "ausência de articulação" entre Segurança Social, tribunais e técnicos mereceram hoje a atenção de Maria Cavaco Silva, que se manifestou preocupada com esses "problemas graves".
Estes e outros temas foram debatidos num encontro que decorreu no Palácio de Belém, em Lisboa, e no qual estiveram presentes 16 mulheres responsáveis por instituições de acolhimento de crianças e jovens, de Norte a Sul do país.
"A falta de apoio às crianças na área da saúde mental, a morosidade dos processos de adopção e a ausência de articulação entre Segurança Social, tribunais e técnicos" foram as principais questões em análise na reunião, segundo disse um assessor da Presidência da República aos jornalistas.
(...)
"Os mesmos que nos obrigam a ser técnicos (a Segurança Social) têm os quadros reduzidíssimos. Existem técnicos de apoio ao tribunal com 200 e 300 casos em mãos que são multadas porque não têm tempo para fazer relatórios dos casos que estão a acompanhar", denunciou."