segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Campanha de angariação de cobertores (zona de Coimbra)

Devido à vaga de frio que se irá fazer sentir em Coimbra até ao próximo 10 de Janeiro, e pensando na população que mais sofre nestas ocasiões, a Divisão de Acção Social e Família da Câmara Municipal de Coimbra, promove uma campanha de angariação de cobertores destinada a pessoas sem abrigo e idosos carenciados, alojados em habitações com reduzidas condições de habitabilidade.
A Divisão de Acção Social e Família irá, igualmente, através do sistema de teleassistência ao domicilio bem como do serviço de fornecimento de refeições a idosos, apurar os casos das pessoas que poderão ser mais afectados pelas baixas temperaturas.
Assim, todos aqueles que desejarem contribuir para esta campanha, com a oferta de cobertores, mantas e sacos de cama deverão contactar para o efeito, a Divisão de Acção Social e Família, sita à rua Olímpio Nicolau Rui Fernandes (ex- edifício da PSP), 2º andar, Coimbra, telefone: 239 854 290 Fax: 239 854 299.
Liliana Verde

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Bons pais precisam-se!


Há uma boa notícia a dar no que diz respeito à educação dos filhos... qualquer um pode ser um bom pai! Ou seja, teoricamente qualquer ser humano que pratique o bem, saiba usar de bom senso e se esforce nesse sentido, pode dar uma boa educação aos seus filhos. Tenhamos pois esperança!
Apesar de todas as contrariedades da sociedade em que vivemos, apesar do consumismo, da televisão, da falta de diálogo, do stress, etc, etc, etc... há muitos pais que têm sucesso na sua missão de educadores, ultrapassando todas as contrariedades da vida, conseguindo que os seus filhos se tornem verdadeiros Homens/Mulheres de palavra, carácter, e cheios de virtudes na sua maneira de agir.
Ao que parece estes pais não têm um perfil especifico ou uma personalidade "tipica" que lhes permite o sucesso na educação, muito pelo contrário, existem diferentes formas de ser "bons pais", consoante a personalidade de cada um. Alguns podem ser mais compreensivos e calmos, outros mais seguros de si, uns podem ser lideres natos, outros mais reflexivos... Há bons pais que cresceram em lares equilibrados e felizes e bons pais que nasceram no seio de famílias disfuncionais e tristes (mas estão determinados a não seguir o exemplo que tiveram).
Apesar das diferenças de temperamento inevitáveis no ser humano, há algumas características comuns aos "bons pais" que não resisto a comentar, embora estas variem depois em pormenores de família para família:)
Os pais bem sucedidos geralmente estabelecem elevados graus de maturidade para os seus filhos, esperam que os filhos sejam melhores que eles em todos os aspectos, nunca perdendo a esperança nem a paciencia para os corrigir, orientar e direcionar sempre.
Os pais bem sucedidos vivem a unidade do casal e tranparecem isso aos seus filhos, amando o marido/mulher, o pai/mãe mostra ao filho como se esquece de si e serve as necessidades do outro. Se o pai honra a mãe, também o filho a honrará, se a mãe trata com carinho o pai, também a filha o fará. Neste sentido é frequente que os pais se ilustrem como exemplo um ao outro para explicar coisas aos filhos. Cada membro do casal deve pois "engrandecer" o outro, pois a reputação também traz respeito.
Os pais bem sucedidos esforçam-se por não discutir em frente dos filhos, pois percebem que isso não é bom para a dinâmica familiar, isto não quer dizer que não troquem ideias nem que não tenham diferentes pontos de vista, o que até pode ser enriquecedor. Contudo, em relação a questões da educação convém que os pais se ponham de acordo e se apoiem sem nunca se contradizerem em frente às crianças, caso contrário a sua autoridade será seriamente posta em causa.
Os pais bem sucedidos esforçam-se por colocar o orgulho de lado e saber pedir desculpas quando cometem erros, desta forma também os filhos vão perceber que é bom arrependermo-nos das ofensas que causamos às outras pessoas.

Manipulação

Assim se vê como certos estudos são manipuláveis...

Daqui para aqui

Fiscalização sucessiva da lei do aborto


Não é de estranhar que o Tribunal Constitucional tenha a apreciação sucessiva da nova lei que liberalizou o aborto "retida" há quase 2 anos, sem que qualquer decisão tenha sido ainda proferida ?


Será que se está a aguardar o fim da legislatura para alegar uma suposta caducidade do pedido e, desta forma, nada decidir ?


Eu sei que a lei não fixa qualquer prazo ao Tribunal Constitucional para a decisão sobre um pedido de fiscalização sucessiva, mas quase 2 anos não é um bocadinho de mais ?


Criança - Protecção - Adopção

Sites de interesse e com muita informação sobre Criança, Protecção e Adopção:

Entrega de Petição Pró-Vida, 4ª feira, dia 14 de Janeiro na Assembleia da República

Aqui

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Crisis, raíces y salidas



¿Cómo hemos llegado hasta aquí? ¿De verdad vamos atravesar la peor contracción económica de nuestras vidas? ¿Cómo huir del remolino recesivo, y para dónde? ¿Cómo salir de este laberinto económico? ¿Qué solución para este rompecabezas de 50 mil billones de dólares, valor aproximado del PIB mundial?

El comunismo fracasó y se derrumbó con la caída del muro de Berlin en 89, ahora el capitalismo está fallando rotundamente veinte años después. La epidemia contagia a todas las economías, desde las más liberales hasta las socialdemócratas, y a todos los pueblos, americanos, chinos, europeos, nórdicos, rusos, indios, latinoamericanos…

Un corto de la crisis en 2008… A comienzos del año, fue nacionalizado el banco británico Northern Rock, como último recurso para parar la corrida a los depósitos, más tarde en otoño asistimos a la quiebra sorprendente de otra roca del norte, tradicionalmente estable, próspera y rica, Islandia. En el extremo sureste de la Unión Europea, vimos por la tele la ola de violencia, disturbios y actos de vandalismo sin precedentes en Grecia. Muy cerca del centro de actividad político de Europa, en Bruselas, el gobierno dimitió, incapaz de resistir a las repercuciones de la crisis en su propia economía y víctima también del colapso del banco Fortis. Mientras tanto, en EEUU, otros eventos extraños e improbables se sucedían como el rescate de Citibank, después de lo de AIG, o antes de todo eso, la salvación gigante de los monstruos del crédito hipotecario Freddie Mac y Fannie Mae, al final del año aun el plan multibillonario de apoyo a Detroit, es decir, la mano de Washington salvando de una muerte anunciada a los contructores de coches Ford, GM y Chrysler. De nuevo al este, en el Golfo, Dubai, capital mundial del lujo y de la extravagancia inmobiliaria, pide de urgencia fondos a Abu Dhabi para eludir la ruptura financiera. Mientras, el rublo ruso se desploma al paso que la bolsa de Moscú cae en picado. China a su turno intenta obviar la inestabilidad social y controlar la desaceleración económica con paquetes de medidas fiscales de estímulo y sucesivas bajas de los tipos de interés. Y son precisamente los tipos de interés una señal inequívoca y perturbadora de esta crisis ya que se caen como nunca en todo el mundo. En EEUU y Japón los tipos oficiales llegaron a finales de 2008 al cero y en países como Suecia y Noruega, paradigmas del bienestar y riqueza en Europa, las autoridades monetarias demostraron casi el pánico al bajarlos brutalmente … España está en profunda recesión, en medio de su crisis inmobiliaria y de crédito, con muchos sectores industriales y de servicios afectados, y los bancos ni siquiera han logrado escapar del escandalo Madoff, la guinda de la torta de la tormenta del 2008, una guinda de 50 billones de dólares de pérdidas…

Al final de un año de destrucción económica masiva, el balance es colosal. Para un portafolio mediano en el que se posee un 50% de inmuebles, un 20% de acciones y el restante de depósitos u otros activos resulta que la depreciación media ocurrida en 2008 de un 20% en el mercado inmobiliario y de un 50% en las acciones deberá haber impactado al inversor padrón una pérdida en su patrimonio total de 20% en un año… ¡en todo el mundo! Eso para las clases medias o altas, para los demás está el espectro creciente del desempleo, la disminución del sueldo, el endeudamiento y la dificultad de obtención de crédito o en pagarlo. En cuanto a los pobres de los pobres, el horizonte trae hambre y enfermedad, como siempre.


¿Causas de esta recesión?: locuras especulativas, riadas de credito, consumismo desenfrenado; el mundo siempre corriendo atrás del dinero, tales como titulos, inmuebles, bienes de lujo, bienes o servicios superfluos, y olvidando cada vez más todo lo demás, sea principios, ética y moral, sea el trabajo honrado, el valor del ahorro y de la prudencia en los gastos, y olvidando también la importancia del tiempo dedicado a la familia, a los hijos, a los mayores, incluso destruyendo el propio concepto de familia; finalmente el desprecio a la tradición y a la religión, activos preciosos de todos los tiempos y trabas fundamentales del bien común. A esta recesión económica hay que añadir la grave depresión demográfica en gran parte del globo y aun la destrucción del medio ambiente que hasta hoy no se ha frenado. Asimismo la peor crisis, y posiblemente la raíz de todas ellas, es la crisis de valores, no de los valores bursátiles sino de los valores morales de nuestra sociedad. Y esa es urgente que se supere. De hecho, no son los políticos ni las cumbres ni los planes de billones de euros o dólares, ni la nueva administración de EEUU, que van a salvarnos nuestras vidas. Los Estados no tienen recursos para todo, lo único que pueden hacer es mantener al sistema actual funcionando mínimamente aunque con crecientes fallas. Pero no pueden indemnizarnos por las malas inversiones del pasado ni de los errores o pecados colectivos de muchos años. Tampoco pueden invertir la marcha del tiempo y corrieir el curso de nuestro pasado reciente. La factura de la recesión, nadie va a pagárnosla.


¿Soluciones? Contra los errores del capitalismo y del consumismo, y antes de el, del comunismo y materialismo, quizás tendremos que regresar al pasado lejano, al tiempo de nuestros abuelos y de sus antepasados, y volver a las verdades profundas que ellos apendieron, a lo largo de los siglos, en todas partes del mundo, en todos continentes, y que los han ayudado a sobrevivir a todas las dificultades y adversidades de la historia: esas verdades se llaman Cristianismo, Islamismo, Hinduismo, Budismo, en una palabra, fe y respeto a Dios, al Hombre y a la Naturaleza. ¿Irracional? ¿Utópico? ¿Irreal? Lo veremos.


PS: los “autobuses ateos” circularon en Reino Unido el año pasado y este año en Barcelona los buses públicos van a circular con unos carteles de publicidad contratados por la entidad Ateos de Cataluña con el lema: “Probablemente Dios no existe. Deja de preocuparte y goza de la vida.”


Ensino público perde alunos. Ensino privado cresce

"(...) em média, na última década perderam-se quase 20 mil alunos por ano. A diminuição é ainda maior quando olhamos apenas para o ensino público pré-universitário que perdeu 229.310 alunos - menos 13,6%. Em sentido contrário encontra-se o ensino privado que ganhou 40.644 novos estudantes - um aumento de 14,3%.

Contas feitas, o público perde alunos devido à queda da natalidade e à absorção de cerca de 40 mil estudantes pelo privado. O Estado tinha, em 2006, menos 230 mil alunos do que 10 anos antes.

O maior papel dos privados pode ser uma explicação para a redução do número de alunos, mas a maior responsbilidade será a diminuição na taxa de natalidade que tem vindo a cair desde o início da década de 80. Só para se ter uma ideia, enquanto que em 1982 (a data de nascimento da maior parte dos alunos que entraram no secundário em 1996) nasceram 152.102 crianças, em 1992, nasceram apenas 115.018.

O nível de ensino mais afectado por estas alterações demográficas foi o secundário, com uma redução de 101.521 alunos (-22%). Os três ciclos do básico perderam 150.542 inscritos (-11,5%). A excepção foi o nível pré-escolar viu o número de inscritos aumentar em mais de 30% (+63.397).
Para tal valor, muito terá contribuído a abertura de mais vagas que eram manifestamente escassas há dez anos atrás. Refira-se, ainda, que neste último escalão o número de crianças em instituições privadas (125.719) anda muito perto do registado nas públicas (138.168). "

Confirma-se: Contágio de HIV dá-se mais por via dos homossexuais

MADRID, 06 Jan. 09 / 08:21 am (ACI).- A Comissão Independente Anti-Sida apelou a uma mudança de comportamento dos homossexuais para reduzir o número de contágios do VIH/SIDA tendo em conta que as estatísticas de 2007 confirmam que a infecção desta doença tem maior incidência na população homossexual.

A organização assinalou que embora dez comunidades autónomas espanholas não tenham comunicado ao Registo Nacional da Sida as suas estatísticas, os dados "mostram que o contágio homossexual constitui 42,8% dos diagnósticos feitos em 2007, com uma progressão constante a partir dos 26,4% registados em 2003. A subida é ainda mais forte se se excluírem as mulheres: os gays passaram de 34,7% para 55,6% dos homens diagnosticados num ano".

"Assim, em 2007, pela primeira vez desde 1994, houve mais infecções por via homossexual do que por via heterosexual", assinalou.

Nesse sentido, criticou as campanhas governamentais de uso do preservativo "com uma mensagem dirigida indiscriminadamente à população em geral, e em particular aos jovens, como se o risco afectasse a todos por igual, independentemente dos seus hábitos"; com isso, alertou, apenas se passa "uma falsa sensação de segurança" e não se reduzem os comportamentos de risco.

Ao mesmo tempo assinalou que os homossexuais apresentam a menor taxa de diagnóstico tardio, com 26,7%, e que a taxa de infecções "desproporcionadamente alta, apenas se pode explicar por uma promiscuidade muito maior e pelo elevado risco dos contactos homossexuais".

Afirmou ainda que se a percentagem de contágio é elevada "e a promoção do uso do preservativo não funciona, seria lógico pensar numa campanha diferente, que incentive uma mudança de comportamento dos homossexuais. Mas, de todas as alternativas, essa seria a mais politicamente incorrecta."

Aprender a ser pais


ESCOLA DE PAIS

em associação com a
FUNDAÇÃO MARIA ULRICH


Programa

1ª sessão - 10 de Janeiro (10h30)
A importância de educar: a resposta aos porquês
Dra. Isabel Almeida Brito


2ª sessão - 17 de Janeiro (11h15)
O perigo de não propor: a televisão e a internet
Prof. Henrique Leitão


3ª sessão - 24 Janeiro (10h30)
A autoridade: uma questão de prémios e castigos?
Dra. Joana Castelo-Branco


4ª sessão - 31 de Janeiro (10h30)
A verificação: as amizades e os tempos livres
Dra. Madalena Fontoura


INSCRIÇÕES
Individual 6€ /Casal 10€
Sócios Mais Família: Individual 4€ / Casal 7€

As sessões terão lugar na
Fundação Maria Ulrich
Morada: Rua Silva Carvalho, 240-R/c Esq (Junto às Amoreiras)
21.3882110, 966969620

EUA: PESQUISA DEMONSTRA QUE 82% DOS ADULTOS SÃO CONTRÁRIOS AO ABORTO

Aqui e aqui

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Pai e Filho

Bonito texto do jovem escritor José Luis Peixoto:

Sou o teu pai. Quando te seguro ao colo, entro no teu olhar, passo-te os dedos pelas faces e sinto que também eu tenho duas semanas porque uma parte de mim nasceu contigo há duas semanas. Agora, enquanto dormes, escrevo-te e imagino que, num instante longe deste instante, chegará um dia em que tu serás grande e segurarás uma folha escrita com estas palavras. Estas palavras são uma corda que une este momento presente e passado a esse momento futuro e presente. Daqui, desta ponta da corda, se der um pequeno puxão nas palavras, tu irás senti-lo aí. Se eu disser verdades, tens duas semanas, és pequenino, eu e a tua mãe amamos-te, tenho a certeza que irás sentir estas verdades aí. No entanto, hoje, aqui, eu não posso saber a maneira como irás sentir estas verdades, estes pequenos puxões, porque eu não sei tudo aquilo que irá acontecer entre este momento e o momento em que serás grande e segurarás uma folha escrita com estas palavras. Seguro numa ponta da corda, mas não sei o seu comprimento, a sua forma ou a sua resistência. Ainda assim, sei, imagino, que estás aí nessa ponta das palavras e quase que tenho vergonha de falar contigo. É difícil escolher palavras para falar com essa pessoa em que te tornaste. Ainda não conheço esse rosto que lê cada palavra deste meu embaraço. Além disso, tenho medo que estas palavras envelheçam mal ou que eu próprio envelheça mal. Talvez encontres aqui adjectivos que deixem de se usar. Talvez comeces a ler estas palavras e talvez, na tua ideia, eu seja alguma coisa que deixou de se usar. Irás olhar para aquilo em que me tornarei e tentarás entender aquilo que quis dizer-te hoje pelos significados que, nessa idade, tiver dado às palavras. Filho, eu tenho trinta anos e sou o teu pai. Tu tens duas semanas, és pequenino, és querido, eu e a tua mãe amamos-te. Quando percebemos que estás feliz, ficamos felizes. Quando choras, ficamos inquietos e não paramos, fazemos tudo, fazemos tudo até ficares feliz de novo. Filho, eu tenho trinta anos, mas sinto que também tenho duas semanas porque uma parte de mim nasceu contigo há duas semanas. Estas são as palavras que quero dizer-te. Os seus significados são simples e não tenho medo de dizer que são puros porque são puros mesmo. No dia em que leres estas palavras, saberás muitas coisas. Eu também já soube muitas coisas. Ser pai não é apenas saber, ser pai é compreender. Por isso, espero que possas reler estas palavras num dia em que sejas pai também. Eu, que sou o teu pai, tive um pai e tive um avô. Tão bem como eu sei que o meu pai era uma pessoa, quando fores pai, saberás que eu, aquele que hoje te escreve e aquele que há duas semanas começou a viver paralelo a ti, sou uma pessoa. De mim, espera amor e espera uma pessoa. Como as pessoas, às vezes, engano-me, não sei respostas, tenho medo, tenho frio, minto, faço coisas feias, desisto, escondo-me e fujo. Eu compreendo que tu irás enganar-te muitas vezes, não saberás respostas, terás medo, terás frio, mentirás, farás coisas feias, desistirás, esconder-te-ás e, quando todos te procurarem, terás fugido. Eu compreendo-te. Segurei-te ao colo, entrei no teu olhar. Foi há menos de uma hora. Passei-te os dedos pelas faces, tentando imaginar a forma como o teu rosto vai crescer. Estas palavras serão o espelho do teu rosto. O teu rosto ficará parado sobre elas. Gostava que soubesses que, hoje, quis tanto ver esse teu rosto que lê. Se puderes, passa agora os dedos pelas tuas faces. Talvez no dia em que leres estas linhas tenhamos deixado crescer entre nós o pudor de nos tocarmos com afecto simples e puro. Pai e filho. Por isso, passa os dedos pelas faces para sentires aquilo que sentiste hoje, duas semanas de vida, pequenino e amado. Ou então, chama-me para junto de ti. Na outra ponta destas palavras, serei outro. Terá passado tempo que, agora, não posso imaginar. Mas, nesse dia, quando chegar a estas palavras que me preparo para deixar agora, assim que olhar para elas, lembrar-me-ei daquilo que é estar a escrevê-las, ter trinta anos e estar a escrever enquanto tu, com duas semanas, estás a dormir. Será como se eu, hoje, fosse também filho desse eu que irá ler estas palavras. O rosto que tenho hoje estará dentro desse rosto que terei da mesma maneira que o teu rosto de criança estará também naquele de quando leres estas palavras. Filho, eu tenho trinta anos e sou o teu pai. Tu tens duas semanas, és pequenino, és querido, eu e a tua mãe amamos-te. Quando percebemos que estás feliz, ficamos felizes. Quando choras, ficamos inquietos e não paramos, fazemos tudo, fazemos tudo até ficares feliz de novo. Filho, eu tenho trinta anos, mas sinto que também tenho duas semanas porque uma parte de mim nasceu contigo há duas semanas. Estas são as palavras que quero dizer-te. Os seus significados são simples e não tenho medo de dizer que são puros porque são puros mesmo. Chama-me para junto de ti. Mostra-me estas palavras que escrevi hoje e pede-me para te passar os dedos pelas faces com o mesmo carinho e com a mesma ternura com que hoje toquei os teus contornos de menino. Tenho a certeza que não terei esquecido. Por mais que aconteça entre hoje e esse dia, por mais mortes e terramotos, tenho a certeza que não terei esquecido. E obriga-me a jurar que nunca deixaremos crescer entre nós um pudor que impeça de nos abraçarmos, de nos beijarmos, de passarmos os dedos pelas faces um do outro. Pai e filho. Eu sou o teu pai. Tu és o meu filho.

*Publicado originalmente no Jornal de Letras.


P.S.- Pena que o mesmo autor, quando optou por apoiar a despenalização do aborto no último referendo, não tenha pensado no mesmo texto, na perspectiva do filho que escreve ao pai.

domingo, 4 de janeiro de 2009

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Para fazer pensar as leis do aborto:





Born at just 23 weeks, the baby who defied our abortion laws

When Lexie Slater-Folksman was born at 23 weeks - an age at which babies can still be aborted - she weighed just 1lb 8oz.

She was put on a life support machine and her parents were warned their daughter might not pull through.

She was so premature her eyes hadn't even developed properly. At a month old she underwent laser surgery on her eyes and then spent week after week on ventilator machines after she suffered collapsed lungs.

But Lexie defied the odds and gradually gained strength.

Now, six months after her birth, she weighs a healthy 8lb and has finally been allowed home, to the joy and relief of her parents, 20-year-old Sarah Slater and her fiance Richard Folksman, 25.
They say Lexie's case proves that the abortion laws are outdated and should be changed. At 23 weeks, Lexie was born a week before the time limit for termination.

In May MPs voted for the upper time limit for abortions to remain at 24 weeks after rejecting proposals to reduce the limit to as little as 12 weeks.

Anti-abortion campaigners had argued the time limit for termination was too long, saying a baby's rights should be considered at the point it had the 'chance of life'.

It is a stance Miss Slater shares. Speaking at the family home in Wigan, she said: 'We're so glad to have Lexie home with us at last and it just shows how outmoded our laws on abortion are.

'Some mothers-to-be would be able to legally terminate their pregnancy at 23 weeks - yet my Lexie is living proof babies can survive being born so prematurely.

'I never realised a baby would be so well developed at 23 weeks and they do have a chance of life.'

She added: 'I'm so grateful to everyone at the hospital who helped to keep our daughter alive. She's a little fighter and I can't imagine life without her.'

She and her fiance, a roofer, have a two-year-old daughter, Teegan, and they were delighted to discover that Miss Slater was pregnant with their second child in February.

But a week later, she was taken to hospital with severe stomach pains and doctors feared she had suffered an ectopic pregnancy.

The baby was so small it didn't show on a scan. However, hormone tests confirmed she was pregnant.

At 22 weeks, she was taken to hospital again after her waters broke. Doctors attempted to halt the labour amid fears the baby wouldn't survive.

Less than a week later, Miss Slater gave birth to her daughter.

She said: 'Richard was there with me through the whole thing. He's not really one for showing his emotions - but when I went into labour with Lexie, he just cried.

'When she came out they showed me a quick glance of her. She was absolutely tiny.

'They had an incubator all ready for her and took her to the neonatal unit.

'It was scary to see her looking like that, so tiny and surrounded by wires. I couldn't stop crying. Her skin was all red, like she was burnt. Only Richard and I were allowed to touch her. We could put our hands through the side of the incubator at first, then we were allowed to hold her.'

Over the next five months the couple spent countless hours at their daughter's bedside.

'Lexie was obviously very, very ill,' her mother said. 'Her lungs hadn't developed properly and they kept collapsing.

'She also had surgery early on at five weeks because the back of her eyes hadn't developed. They were glued shut when she was born. When she opened them for the first time, I was so excited and relieved.

'She will probably have to wear glasses when she is older but if that is the only side effect then I'm really not bothered.

'She was in Hope Hospital in Manchester for 15 weeks, and then was in hospital in Wigan. It was such a relief when she got to Wigan - she was closer to all of us.'

Lexie - who was back in time to spend her first Christmas at home - still has an oxygen machine to help her breathe, and will suffer from lung problems for the rest of her life, but she is gaining strength each day.

Her mother added: 'Lexie is an inspiration - it just goes to show that you should never give up hope.'

Notícia daqui.

Ser idoso pode ser muito triste....

... falta de respeito, alheamento e pouca vergonha.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Adopção, abandono ou aborto ?

Esta seria a típica notícia que poderia, à primeira vista, ser utilizada para justificar um argumento a favor do aborto: entre abandonar e abortar, é melhor abortar.
Eu, pelo contrário, pessoalmente considero primordial promover uma grande campanha que demonstre às pessoas que, entre abortar e levar a gravidez até ao fim para depois dar o bébé para adopção, é infinitivamente melhor a 2ª opção.
A questão é que a lei que regula a adopção estabelece um período de carência entre a data do nascimento e da consumação da adopção.
A ideia é evitar que a decisão da mãe seja precipitada.
Curiosamente, a mesma lei considera que uma mulher que decide abortar não deve ver a ecografia do seu filho de forma a não condicionar a sua decisão de abortar...
Por mim, não me chocaria a criação de baby boxes, embora reconheça que o assunto teria que ser melhor trabalhado do ponto de vista jurídico.
Uma coisa é certa.
Se é para adoptar posturas pragmáticas e pouco ortodoxas, prefiro optar pela salvação do bébé rejeitado, através do recurso à adopção (ainda que isso implique excepcionalmente pôr de lado os períodos legais de carência) do que optar pelo seu extermínio através do recurso ao aborto por opção.

A ineficácia do preservativo


Com as festividades de passagem de ano, a Administração Regional de Saúde do Algarve, em colaboração com outras instituições privadas, investiu meios financeiros para convencer os celebrantes a usarem o preservativo.


É lamentável que a ARS -Algarve seja mais uma a embarcar nesta campanha redutora, simplista e ingénua da promoção do preservativo como a salvação/prevenção eficaz para o combate contra a DST's (doenças sexualmente transmissíveis) ou mesmo a gravidez indesejada.


Este tipo de campanhas realizadas em praticamente todo o mundo, quando analisadas de forma objectiva não podem deixar de ser adjectivadas como "ingénuas".


E são os próprios responsáveis governativos que as promovem a reconhecer as suas limitações, como é o caso do diretor-adjunto do Programa Nacional de DST/aids brasileiro, Eduardo Barbosa


Também a própria Organização Mundial de Saúde da ONU, apesar do tom optimista e apologético do preservativo, reconhece que o preservativo, quando bem colocado, causa cerca de 3% de gravidezes indesejadas e, quando mal colocado, entre 10% a 14% de gravidezes indesejadas.


O que é certo é que essa situação de uso incorrecto de preservativos gera cerca de 25 milhões de gravidezes indesejadas.



A Direcção Geral de Saúde (Cfr. Pág. 31 deste documento), fala de um risco de gravidez indesejada, apesar do uso de preservativo, com percentagens entre os 5 e os 10% e aponta como desvantagens, além das alergias, o uso incorrecto (rompimento ou retenção na vagina) e (ponto não menos importante para muitos), a interferência negativa no e durante o acto sexual (Aliás, este ponto, parece ser um dos que está na origem do chamado Barebacking- sexo sem preservativo).






Perante este panorama, uma análise objectiva e intelectualmente honesta levará necessariamente a concluir que as campanhas de promoção do preservativo são um logro e que, além de não evitarem o contágio por DST's, nem a gravidez indesejada, ao invés, promovem o aumento dos comportamentos de risco e, por arrasto, promovem indirectamente as DST'S e o aborto.


P.S.-


No caso da campanha algarvia promovida pela ARS que associa festa a excitação, prazer e, logo, preservativo (silogismo muito pouco lógico, já que, como é óbvio, nem todas as pessoas que se deslocam a uma discoteca pretendem necessariamente obter relações sexuais com terceiros) , há ainda uma agravante:

- Não se deve esquecer que a festa está necessariamente associada também ao consumo desmesurado de álcool (e, por vezes, até de drogas), em particular, em alturas excepcionais como é a passagem de ano, pelo que o risco de preservativo mal colocado é tanto maior quanto maior for o risco de consumo de álcool que lhe seja antecedente.

Fonte foto: Ansony