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domingo, 31 de agosto de 2008
sábado, 30 de agosto de 2008
Voo TAP 537
José Eduardo, 76 anos, com uma grave hemorragia interna, com origem em varizes do esófago e do estômago, as quais já tinham sido objecto de uma complexa intervenção cirúrgica há 6 anos, vinha a bordo, sedado, ventilado, monitorado constantemente por um médico da Lusoambulâncias e pela enfermeira Paula Real, ambos muito experientes em operações de socorro em helicópteros do INEM..O José Eduardo e a esposa, Maria de Lourdes, encontravam-se em viagem pela Europa Central quando sucedeu a indisposição e uma primeira hemorragia. Tinham visitado Praga, Bratislava, Viena, estavam agora em Budapeste. Motivo da viagem: comemoração de 50 anos de casados. A cerimónia religiosa já ocorrera em Julho, na Igreja de Arroios, freguesia onde viveram desde o 1º dia de casados. Quanto à viagem, tinha tido luz verde do médico assistente, como outras em anos anteriores. Tudo correu bem até à véspera do regresso a Lisboa, dia em que se deram as perdas de sangue. No Hospital MÁV, os médicos húngaros tentaram estancar as hemorragias recorrentes mas não se mostravam disponíveis para considerar uma intervenção cirúrgica de alto risco. Só numa situação extrema avançariam com uma intervenção. Organizar a operação de repatriamento em contra-relógio também se revelava complicado, ainda assim a melhor opção para tentar uma recuperação com todos os recursos disponíveis e todos os dados clínicos em Lisboa.
Transformar uma pequena fracção de um avião comercial em avião hospital tentando causar o mínimo transtorno aos passageiros, e com os apertados timings da aviação civil, foi um trabalho árduo para a tripulação, médicos, e para as áreas operacionais da TAP envolvidas. Felizmente, o José Eduardo chegou em condição estável a S. José. Para trás ficam 5 dias de hospital na Hungria com um apoio muito dedicado dos médicos locais e também de algumas pessoas formidáveis, tanto portuguesas como húngaras que deram preciosas ajudas na tradução de documentos e no apoio à família. Como Antónia Kovacs, húngara, empresária local e muito activa nos circuitos turísticos entre Portugal e destinos da Europa Central, de uma generosidade ímpar. Como Katalin Kraftsik, húngara, funcionária superior do AICEP local, destacada para servir de interlocutora com os médicos do MÁV, suprindo assim o AICEP as naturais dificuldades da embaixada portuguesa, muito limitada em termos de pessoal. E como os muitos funcionários TAP Portugal que com grande profissionalismo viabilizaram esta corrida contra o tempo entre dois hospitais.
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João Paulo Geada
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Aborto aumenta em França
France’s Biomedical Agency (Agence Biomedicin), which released its 2006 figures on “procreation and human genetic activities” on Wednesday, reported that despite a decline in the number of files reviewed (2.5% less than 2005), the number of requests for ‘interruption of pregnancy for medical reasons’ (IMG) has remained constant since the last report.
In France, abortion is illegal after the 12th week of pregnancy, but a woman can still procure one until the 32nd week if there is evidence of some kind of abnormality. Babies with Down’s syndrome, deformity or fetal abnormalities were victim to 76% of post-twelfth week abortions. According to l'Agence de la biomedicine, only 2.7% of the abortions were performed in an effort to preserve the health of the mother.
The figures from the report were drawn from 48 multi-disciplinary centers throughout France where physicians perform pre-natal diagnostic testing for various genetic conditions and disease processes. Based on the results of the tests, doctors decide if the baby in question can be aborted.
Permission was only denied in 1.7% of the cases examined (i.e. those who sought to abort cleft lip babies).
Of the women in France who were given permission to abort, about 6% (402 women in 2006 versus 406 in 2005) decided to continue with their pregnancy.
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Liliana F. Verde
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Labels: Aborto no Mundo
Sarah Palin, uma pró-vida para vice-presidente
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MRC
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quinta-feira, 28 de agosto de 2008
«Pais, estes são também os vossos bebés»
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Liliana F. Verde
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Labels: Paternidade, Publicidade ao apoio à vida
Um filho a qualquer preço no mercado da fertilidade
Há falta de informação sobre a eficácia dos tratamentos e das suas repercussões psíquicas
No ano passado nasceram em Espanha sete mil crianças com técnicas de reprodução assistida. Um facto que começou por ser uma prática isolada está a converter-se num recurso frequente. Enquanto a tecnologia continuar a avançar e os casais estiverem dispostos a dar tudo para terem um filho, vale tudo. A falta de informação sobre a eficácia dos tratamentos e das suas repercussões psíquicas, aliada a uma legislação quase sem limites, jogam a favor de um negócio florescente.
Assinado por M. Ángeles Burguera Data: 23 Agosto 2008
Enquanto nos Estados Unidos já há bastante tempo que se falava de um negócio (cf. Aceprensa 40/07), na Europa começam a ouvir-se mais vozes críticas, trinta anos após o nascimento da primeira bebé-proveta na Grã-Bretanha.
Da pílula ao bebé proveta. Escolhas individuais ou estratégias médicas?: é o título de um estudo apresentado recentemente em Paris e que analisa a dura experiência dos casais submetidos a processos de fecundação in vitro (FIV).
Annie Bachelot, psicossocióloga do Inserm e autora de uma parte desta investigação afirma: "É uma autêntica corrida de obstáculos. A FIV, pelo seu sistema de trabalho, impõe obrigações muito pesadas, tratamentos dolorosos e um alto risco de fracasso; alguns sentem que se está a instrumentalizar o seu corpo: as mulheres porque se convertem numa máquina de produzir ovócitos, e os homens porque se vêem reduzidos a simples dadores. Muitos insurgem-se contra este tipo de medicina, que classificam de veterinária, demasiado estandardizada e anónima".
Mais fracassos que êxitos
As consequências negativas também provêm da falta de informação sobre os índices de fracasso das técnicas. "Depois de cada ciclo de FIV, mais de 25% dos casais abandonam o processo e muito poucos ultrapassam a quarta tentativa". Entre os que continuam, pode dar-se uma espécie de fuga para a frente, às vezes inclusivamente encorajada pelo médico, embora em muitos outros casos também seja refreada. Chegados a este ponto, é habitual orientar os pacientes para a consulta de psiquiatria: porque parece que estão a arriscar mais que o simples desejo de ter um filho", afirma Bachelot.
A realidade francesa, semelhante à espanhola, revela que "há pouca informação sobre a taxa de êxito nas técnicas de fecundação in vitro. As clínicas apresentam percentagens de 20 a 30 por cento", afirma o doutor Guillermo López, director de Ginecologia da Clínica Universitária de Navarra. "Na medicina, uma técnica com um índice de 70% de fracasso não deve ser admitida nem usada. Mas neste sector vale tudo. Como as famílias procuram desesperadamente ter um filho, aceitam tudo o que lhes oferecem: todas as novidades, todos os suplementos que lhes podem dar mais garantias de êxito. E assim, todo o processo técnico se torna mais caro: uma indústria muito rentável e com imensas possibilidades de progresso".
Efeitos psíquicos
Na opinião de Guillermo López, estas técnicas têm repercussões psíquicas nas pessoas que a elas se submetem não só quando não há êxito - com a FIV há muitos abortos espontâneos, que geram sempre grande frustração -, mas até quando existe descendência. "Embora nesta clínica não façamos reprodução assistida por motivos éticos, chegam às nossas consultas bastantes casais com dramas terríveis, tanto pelos fracassos da técnica como pelo facto de saberem - mesmo depois do êxito - que possuem embriões congelados e que, se não quiserem ou não puderem enfrentar uma nova gravidez dentro de cinco anos, têm que decidir o destino a dar-lhes. Outro elemento que também tem influência na dificuldade de ter filhos é a idade dos pais. A média da idade da primeira maternidade entre as mulheres espanholas era de 29,3 anos em 2005 e mais de metade dos primeiros partos (56,1%) correspondia a mães com mais de 30 anos. "Isto é uma brutalidade, porque significa que muitas mulheres têm os filhos depois de fazerem 35 anos ", explica Margarita Delgado, demógrafa do Conselho Superior de Investigações Científicas de Madrid (El País, 24-11-2007).
Depois do boom da contracepção das quatro últimas décadas, segue-se agora o extremo oposto: a reprodução sem sexo e a toda velocidade. A mesma sociedade que atrasa os nascimentos por motivos laborais ou sociais acaba por ver na infertilidade um tipo de limitação e está disposta a pagar a gestação por um alto preço - entre 3 000 e 6 000 euros por ciclo -, desde que se assegurem e se esgotem todas as possibilidades.
A ausência de filhos, mesmo nas mulheres que vivem sós, é vista como uma inferioridade. Impõe-se, portanto, a corrida à gestação, mesmo com a sensação de se estar a converter o próprio corpo num mero instrumento.Em muitos casos falta paciência para esperar a chegada da concepção. E falta também o conhecimento de outras possibilidades. "Em bastantes centros de reprodução assistida oferecem-se técnicas in vitro com prazos breves, seis ou doze meses depois da primeira consulta. A micro cirurgia tubárica, por exemplo, que se usa para a reconstrução de estruturas, tem uma taxa de 70% de êxito na gravidez, muito superior à da FIV. Há muito pouca informação acerca de tudo isto ", comenta o director de Ginecologia da Universidade de Navarra.
E por que não "mães de aluguer"?
Na corrida dos casais à descendência, além das motivações pessoais, há também a influência do marketing das clínicas de fertilidade. Existe um negócio crescente à volta da doação de óvulos, que costuma ser o grande recurso no caso de a mãe ter mais de 40 anos. Apesar de a legislação espanhola não autorizar a venda de óvulos, a compensação à dadora pelos incómodos causados pode chegar a mil euros por processo. Este facto contribui para que em Espanha haja bastante mais doações que noutros países, como em França, onde não é permitido pagar. Além disto, oferecem-se serviços de congelação de espermatozóides e de óvulos.
Também se verifica uma crescente tendência a ampliar o tipo de clientela da fecundação assistida e a admitir técnicas que a princípio se rejeitavam sem qualquer dúvida. Nos começos, a fecundação assistida destinava-se apenas a casais com problemas de fertilidade. Mas rapidamente se estendeu também a mulheres sozinhas, sem nenhum problema reprodutivo, excepto o de não ter parceiro ou de serem lésbicas (é assim em Espanha, embora isto não seja aceite em países vizinhos como França e Itália); na Andaluzia já se anunciou inclusivamente que os serviços de Saúde Pública irão financiar este desejo reprodutivo de mulheres que vivem sozinhas para que nenhuma fique discriminada (ver Aceprensa 69/08).
Um filho a qualquer preço está também a contribuir para dar uma perspectiva favorável a práticas que em princípio eram rejeitadas por se considerarem indignas. Por exemplo, a legislação espanhola não permitia a existência de "mães de aluguer". Mas no início de Julho de 2008, os especialistas europeus reunidos em Barcelona no XXIV Encontro Anual de Medicina Reprodutiva já solicitaram a legalização em Espanha das mães de aluguer. Segundo Anna Veiga, médica do Centro de Medicina Regenerativa de Barcelona, "valeria a pena despenalizar este processo, embora se devesse aplicar de modo pormenorizado", não por motivos estéticos ou utilitários, mas por motivos médicos.
A linha de fronteira é difícil de marcar, tanto aqui como noutras técnicas já generalizadas. Nalguns países recorre-se a barrigas de aluguer quando há células germinais de um casal, mas falta o útero, como consequência de uma extracção cancerosa. Uma vez realizada a fecundação in vitro, o embrião resultante transfere-se para um útero contratado para prosseguir a gestação.O recurso a mães de aluguer já é tolerado na Bélgica e nos Países Baixos, e está autorizado no Reino Unido, Canadá, Grécia e Estados Unidos. É possível encontrar anúncios com ofertas deste tipo na Internet, na área denominada turismo reprodutivo. Com esta prática, acrescenta-se uma condição à busca genérica de descendência: assegurar que a criança tenha os genes dos seus pais.A possível legalização das mães de aluguer, que actualmente se debate no Senado francês, levantou também vozes de alarme. O ginecologista René Frydman, que admite e pratica a fecundação artificial, adverte (Le Monde, 30-06-2008) que se está a valorizar mais o aspecto genético que a paternidade "de intenção", isto é, a que está presente em fórmulas como a adopção, ou inclusivamente na doação de gâmetas.
Os que se opõem à maternidade de aluguer consideram que as mulheres que são pagas para se porem ao serviço de casais inférteis estão a prostituir-se e que os filhos vão ficar prejudicados. "A gravidez não consiste apenas em trazer dentro de si um bebé, é uma experiência fundamental que envolve os dois protagonistas: a futura mãe e o filho em gestação. Ainda estamos nos começos da descoberta da complexidade e riqueza da interacção entre a mãe e o bebé no útero", afirma Frydman, ao mesmo tempo que recorda o esforço psíquico que terá de fazer uma mãe de aluguer para não ficar vinculada pelos laços que se criam entre ambos.
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alexandrachumbo
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Labels: infertilidade
Villas-Boas quer Rede Nacional de Emergência Infantil
Aqui
Fonte: Observatório do Algarve
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Labels: Adopção
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
«Black Genocide»
The purpose of this website is to reveal the disproportionate number of black babies exterminated by the abortion industry in America.
Although black women constitute only 6% of the population, they comprise 36% of the abortion industry’s clientele. The leading abortion providers have chosen to exploit blacks by locating 94% of their abortuaries in urban neighborhoods with high black populations.
This high rate of abortion has decimated the black family and destroyed black neighborhoods to the detriment of society at large.
Enter the Site
‘Black genocide’ - World Magazine
Margaret Sanger and the black genocide
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Liliana F. Verde
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terça-feira, 26 de agosto de 2008
Abortar ou abandonar ?
Assim como à mulher portuguesa foi dada a opção de abortar por opção, de igual forma deveriam ser agilizados os procedimentos para a mulher que pretende doar o seu filho para adopção.
Não me choca o regresso da "roda".
Choca-me mais que um feto viável seja eliminado por mera opção.
Esta solução evitaria situações como esta e vai na linha de iniciativas que já existem em hospitais de países como a República Checa ou a República Federal da Alemanha.
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MRC
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Labels: Aborto, Apoio à vida
Católicos rezam contra aborto em Faro, Portimão e resto do país
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Labels: Nova lei do aborto
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
99 Balloons
um video lindissimo que nos mostra como é preciosa a vida e como há vidas maravilhosas!!!
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alexandrachumbo
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14:57
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Labels: Testemunho de Vida
França registra fetos mortos
Em França foi autorizado o registro de fetos mortos com mais de 16 semanas, bem como a realização de um funeral igual ao das demais pessoas.
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PLATAFORMA ALGARVE PELA VIDA
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Labels: Aborto no Mundo
Filho és, pai serás; assim como fizeres, assim acharás
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Liliana F. Verde
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Labels: Cultura e Vida, Idosos
sábado, 23 de agosto de 2008
Cada vez mais se torna difícil nascer em Portugal...
Maternidade Alfredo da Costa no limite da capacidade de resposta
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Liliana F. Verde
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sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Pequeno poema
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Liliana F. Verde
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Labels: Cultura e Vida
Efeitos do aborto
Position Statement on Women’s Mental Health in Relation to Induced Abortion
In the Government Response to the Report from the House of Commons Science and Technology Committee on the Scientific Developments Relating to the Abortion Act 1967, the following request was made:
"In view of the controversy on the risk to mental health of induced abortion we recommend that the Royal College of Psychiatrists update their 1994 report on this issue"
The College has undertaken a literature review to inform the following position statement, which includes the recommendation that a full systematic review around abortion and mental health is required.
The Royal College of Psychiatrists is concerned to ensure that women’s mental health is protected whether they seek abortion or continue with a pregnancy.
Mental disorders can occur for some women during pregnancy and after birth.
The specific issue of whether or not induced abortion has harmful effects on women’s mental health remains to be fully resolved. The current research evidence base is inconclusive – some studies indicate no evidence of harm, whilst other studies identify a range of mental disorders following abortion.
Women with pre-existing psychiatric disorders who continue with their pregnancy, as well as those with psychiatric disorders who undergo abortion, will need appropriate support and care. Liaison between services, and, where relevant, with carers and advocates, is advisable.
Healthcare professionals who assess or refer women who are requesting an abortion should assess for mental disorder and for risk factors that may be associated with its subsequent development. If a mental disorder or risk factors are identified, there should be a clearly identified care pathway whereby the mental health needs of the woman and her significant others may be met.
The Royal College of Psychiatrists recognises that good practice in relation to abortion will include informed consent. Consent cannot be informed without the provision of adequate and appropriate information regarding the possible risks and benefits to physical and mental health. This may require the updating of patient information leaflets approved by the relevant Royal Colleges, and education and training to relevant health care professionals, in order to develop a good practice pathway.
These difficult and complex issues should be addressed through additional systematic reviews led by the Royal College of Psychiatrists into the relationship between abortion and mental health. These reviews should consider whether there is evidence for psychiatric indications for abortion.
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Liliana F. Verde
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Labels: Efeitos do aborto
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Por que se usa a aliança no 4.º dedo?
Veja o filme e vai compreender. Tente fazer o que aí se mostra.
Lembre-se:
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Liliana F. Verde
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Comunicado
Felicitamos também todos os movimentos que, partilhando das nossas mesmas preocupações, se manifestaram massivamente contra este diploma mostrando de forma muito clara toda a gravidade do proposto e as suas nefastas consequências.
Este diploma, ao invés de reforçar a instituição do casamento, tornando-a no forte sustentáculo de que a nossa sociedade tanto necessita, iria transformá-lo num contrato duvidoso:
- sem obrigatoriedade de cumprir obrigações livremente assumidas;
- sem liberdade de ter o regime de casamento escolhido;
- sem protecção do cônjuge que se encontre em situação mais fraca;
- sem assegurar a devida e essencial protecção dos filhos menores;
- sem qualquer consequência para o cônjuge que viole os deveres conjugais previstos na Lei;
e permitindo ou favorecendo, nomeadamente, que:
- um cônjuge que viole sistematicamente os deveres conjugais (ex: violência doméstica) possa obter facilmente o divórcio, podendo inclusive, dessa forma, retirar várias vantagens até do ponto de vista financeiro e podendo inclusive, exigir o pagamento de montantes financeiros;
- o casamento seja dominado por um clima de desconfiança e se converta num espaço de permanente e perverso “deve” e “haver” em euros, em que ambos os cônjuges são convidados a diariamente inscreverem nas respectivas rubricas as contribuições avançadas, não sabemos se com necessidade de acertar uma tabela de preços pelos serviços prestados por cada um, em função do tempo e natureza do serviço;
- cônjuges que sempre cumpriram as obrigações conjugais, respeitando a sua mulher ou o seu marido, esforçando-se por conseguir que o casamento que ambos escolheram resulte, possam ser precipitadamente deixados sós em grave situação económica, e nalguns casos com a obrigação de efectuar pagamentos, tenham ou não a possibilidade ou a capacidade de o fazer;
- um cônjuge que fique severamente fragilizado, nomeadamente por acidente ou doença, possa ser chantageado a aceitar determinadas condições, sob o risco de o outro cônjuge poder vir a pedir unilateralmente o divórcio;
- se arrastem durante anos processos em tribunal como consequência de divórcios decretados sem que se chegue a acordo sobre aspectos essenciais e decisivos;
- se faça sofrer ainda mais as crianças e os jovens com processos mal resolvidos e maiores situações de risco e conflito familiar, porventura ultrapassáveis se houvesse um investimento real em verdadeiros serviços de Mediação Familiar.
A aprovação deste diploma no Parlamento revelou um total desconhecimento da prática e das situações existentes e um total divórcio entre os Srs. Deputados desta legislatura e as verdadeiras preocupações e aspirações do povo que representam. Foi mais um passo infeliz num caminho anti-família e anti-natalidade que tem vindo a ser seguido nesta legislatura e que contribui para o enorme Inverno Demográfico porque o nosso país está a passar e que a cada ano se acentua.
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Liliana F. Verde
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Comunicado: Presidente da República devolveu à Assembleia da República, sem promulgação, o diploma que altera o Regime Jurídico do Divórcio
1. O Presidente da República decidiu devolver hoje à Assembleia da República o Decreto nº232/X que aprova o Regime Jurídico do Divórcio, solicitando que o mesmo seja objecto de nova apreciação, com fundamento na desprotecção do cônjuge que se encontre em situação mais fraca - geralmente a mulher - bem como dos filhos menores a que , na prática, pode conduzir o diploma, conforme explica na mensagem enviada aos deputados.2. Considera o Presidente da República que importa não abstrair por completo da realidade da vida matrimonial no Portugal contemporâneo, onde subsistem múltiplas situações em que um dos cônjuges se encontra numa posição mais débil, não devendo a lei, por acção ou por omissão, agravar essa fragilidade, bem como, por arrastamento, adensar a desprotecção que indirectamente atingirá os filhos menores.
Texto daqui.
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Liliana F. Verde
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segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Postal de Moçambique
Moçambique é um país encantador, de gente cativante, de braços abertos para os visitantes, de sorriso imediato, de comunicação intuitiva. Moçambique é também um país de grande beleza, de clima suave, doce, de águas cálidas do Índico. Em suma, é um país apaixonante.
O país tem no entanto graves problemas, que tenta enfrentar lutando e trabalhamdo todos os dias aos mais diversos níveis para resolvê-los. Um desses problemas é a SIDA, que tem ceifado muitas vidas. E nesta doença em particular, é impossível a um turista minimamente atento não se aperceber do esforço de formação e informação que o Estado Moçambicano e a Igreja Moçambicana (não só a Católica, aliás, as outras também) desenvolvem para ajudar a população a entender a gravidade da epidemia.
É frequente ouvirem-se declarações de responsáveis sobre o assunto, a começar pela Primeira-Ministra, Dra Luísa Diogo. E é também muito comum encontrar no quotidiano mensagens sobre o assunto, seja num mural na parede de uma escola ou de um hospital, seja na comunicação social, seja numa Missa, seja numa conversa informal. E é de sublinhar que, ao contrário do que sucede nos “países ricos” onde ao discurso da SIDA invariavelmente sucede a receita-milagre do preservativo, em África não é bem assim… Talvez porque não haja tantos recursos públicos para tratar os doentes e as consequências da doença sejam imediatamente sentidas pela sociedade, talvez porque a receita do preservativo não seja economicamente viável numa sociedade muito jovem, em que as famílias têm muitos filhos jovens, a SIDA é levada muito a sério e o preservativo-milagroso é olhado com algum cepticismo. As sociedades africanas têm vindo a perceber, dolorosamente, que mais vale prevenir, mas prevenir a sério, do que remediar, e, mais do que isso, que prevenir não é sinónimo de preservativo. Pode ser mesmo algo bem mais profundo, a abstinência, por exemplo, ou o retardar da vida sexual activa para um momento de maior amadurecimento dos jovens, evitando situações de risco com 15, 16, 17 anos…
Neste ponto, também em Moçambique se escuta muito atentamente a mensagem da Igreja Católica (e das outras confissões religiosas, Muçulmana nomeadamente) sobre a SIDA e sobre as suas formas de prevenção, e não apenas a publicidade abusiva difundida maciçamente em todo o mundo pelos fabricantes de condoms.
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João Paulo Geada
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