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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Postos de acolhimento de bébés indesejados

 
 
Eu sei que esta opção pode ser, à primeira vista chocante. Mas entre eliminar um ser humano, só porque foi concebido fora do contexto familiar, económico ou temporal mais adequado, e dá-lo para a adoção, ainda que por esta via, não há dúvidas que esta 2ª opção é bem melhor.
São inúmeros os casais que estão em lista de espera a aguardar um recém-nascido para poderem adotar.
Porquê eliminar recursos humanos quando podem haver alternativas ?


O governo chinês anunciou a abertura de 25 novos postos que permitem aos pais abandonarem com segurança os filhos indesejados.
Segundo a BBC, que cita a agência de notícias estatal Xinhua, as críticas a esta medida são inúmeras, uma vez que estes postos são vistos como uma forma de encorajar o abandono de recém-nascidos, uma vez que garante o anonimato.
No passado, a política de filho único foi considerada culpada pelo alto número de meninas abandonadas pelos pais, pois dava-se preferência aos filhos do sexo masculino. No entanto, segundo as autoridades, os bebés que são abandonados são tanto do sexo masculino quanto feminino.
Estes novos locais incluem uma incubadora e um sistema de alarme criados para aumentar as hipóteses de sobrevivência dos bebés. Os pais devem então colocar o bebé na incubadora e pressionar o botão de alarme. Dez minutos depois, chega um funcionário para recolher o bebé.
Um dos postos criado em Guangzhou recebeu, só nas primeiras duas semanas de funcionamento, 79 bebés.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

A Russia proíbe publicidade ao aborto



A Rússia aprovou, nesta segunda-feira (25/11), uma lei que proíbe alguns tipos de publicidade – entre eles, a divulgação de serviços relacionados ao aborto.

A nova lei proíbe a publicidade de todos os serviços médicos destinados à interrupção voluntária da gravidez, informou o Kremlin. A medida, segundo a imprensa russa, é uma tentativa de aumentar a taxa de natalidade do país, que registra um alarmante envelhecimento da população.

Fonte: Opera mundi

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Potencial


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Hesitar: abortar ou não ?


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Participe nos 40 dias de veladas pela Vida !

 
 
Caros amigos
Queriamos agradecer uma vez mais a sua participação nos "40 dias pela vida" do ano passado.
Damos graças pelas várias crianças salvas, pelas suas mães, e também pelo médico e a funcionária que se despediram.

Este ano os "40 dias" decorrem de 25 de setembro a 3 de Novembro no período das 9:00-21:00.

Podem-se inscrever para turnos de apenas uma hora em www.40diaspelavida.org( clicar em participar)
Pedia-lhe o favor de voltar a participar, bem como o de se fazer co-responsável pelo sucesso destes novos "40 dias" conseguindo levar familiares e amigos. 
Por favor tome dois minutos para seguir a sua lista de contactos no telemóvel identificando as pessoas que poderão querer associar-se. E convide-as uma a uma.

Foi prometido que não se perderia nada do que fosse feito por "um destes pequeninos".
Nos "40 dias" temos a oportunidade rara de salvar uma criança e mudar o mundo.

Por favor ajude-nos.
Somos muito poucos. Todos somos precisos.
Com amizade

(Paula Pimentel Calderón)
Plataforma 40 dias pela Vida

sábado, 24 de agosto de 2013

Papa Francisco cria comissão para combater o tráfico de seres humanos

Por ordem do papa Francisco, o Vaticano criou um grupo de trabalho sobre o tráfico de seres humanos e a escravidão moderna, a fim de estabelecer um plano de ação para combatê-los.

A Pontifícia Academia das Ciências e a Pontifícia Academia das Ciências Sociais, junto com a Federação Mundial das Associações Médicas Católicas, organizaram a comissão, que se reunirá nos dias 2 e 3 de novembro na Casa Pio IV no Vaticano.

A notícia foi divulgada hoje pela Rádio Vaticano, que entrevistou dom Marcelo Sánchez Sorondo, chanceler da Pontifícia Academia das Ciências.

“As ciências naturais podem oferecer novos instrumentos contra esta nova forma de escravidão”, afirma Sorondo, “como, por exemplo, um registro digital para comparar o DNA das crianças desaparecidas não identificadas, incluindo os casos de adoção ilegal, com o dos familiares que denunciarem o seu desaparecimento”.

“Ninguém pode negar que o comércio de seres humanos é um crime terrível contra a dignidade humana e uma grave violação dos direitos humanos fundamentais”, enfatiza o chanceler.

O concílio Vaticano II afirmou que “a escravidão, a prostituição, o mercado de mulheres e de jovens e as ignominiosas condições de trabalho em que os trabalhadores são tratados como simples instrumentos e não como pessoas livres e responsáveis” são situações “vergonhosas”, que arruínam a civilização humana, desonram quem se comporta deste modo e “ofendem profundamente a honra do Criador”, prossegue Sorondo.

“O aumento alarmante do comércio de seres humanos é um dos graves problemas econômicos, sociais e políticos associados ao processo da globalização. E é uma séria ameaça para a segurança das nações e uma questão inadiável de justiça internacional”.

Diante do pessimismo e da resignação que levou muitas instituições internacionais a virarem as costas para essa tragédia, o prelado reforça que é importante seguir diretamente o desejo do papa.

Entre os anos de 2002 e 2010, a Organização Internacional do Trabalho estima que, globalmente, houve quase 21 milhões de vítimas do trabalho forçado, incluindo as vítimas do comércio de pessoas como mão de obra e para fins de exploração sexual.

São dados estarrecedores, que “representam só a ponta do iceberg, porque os criminosos em geral fazem de tudo para que as suas atividades não sejam descobertas”, observa o chanceler.

Daqui.

sábado, 17 de agosto de 2013

Doar em vida



O número de dadores de órgãos é ainda muito menor do que a necessidade. Ainda que Portugal seja dos países europeus com maior taxa de doação de órgãos, este número continua a ser insuficiente para as solicitações necessárias. O processo de doação de órgãos suscita muitas dúvidas que devem ser esclarecidas.
A transplantação permite salvar vidas e melhorar a qualidade de vida daqueles que esperam por um transplante.

Com mais dadores, mais vidas serão salvas

A participação da população em prol da doação de órgãos e tecidos pode melhorar a realidade dos transplantes no país. Informe-se sobre a doação de órgãos e passe a mensagem. A sua atitude prolonga a vida de muitas pessoas.
 

Quem pode ser dador?

Qualquer pessoa pode ser dadora, excepto os portadores de doenças infecciosas activas ou de cancro. Fumadores, normalmente, não são dadores de pulmões, mas podem doar outros órgãos e tecidos. No caso de dador cadáver, não pode ser dador quem se tiver inscrito em vida no Registo Nacional de Não Dadores. É ainda permitida a doação de um rim ou parte de fígado por qualquer pessoa a um ente querido desde que cumpra todo o clausulado legal e os estudos clínicos e psicológicos que garantam a segurança da doação.

O que pode ser transplantado?

Órgãos, tecidos e células (medula óssea) podem ser transplantados. O dador vivo pode doar um rim, parte do fígado.

É necessário assinar algum documento para ser dador vivo?

O dador tem de ser maior de idade e estar na posse de todas as suas capacidades. O processo de estudo do dador vivo inclui rigorosas avaliações clínicas pela equipa de transplante, avaliação social e psicológica e as necessárias autorizações legais que incluem avaliação e entrevista pela EVA (Entidade de Verificação da Admissibilidade da Colheita para Transplante) e assinatura de consentimento informado.

Mais informações em:
Doar em vida
Doar em vida Página do Facebook

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Aceitar o dom da vida

 
 
A consciência do dom obriga-me. Por isso em português dizemos tão sabiamente: obrigado. O que me foi dado compromete-me
O mundo é uma pergunta. É a resposta.
Muitos são os que exploram o que há nas montanhas, nos mares e nos desertos... mas são poucos os que chegam a descobrir a divindade que há à volta do seu coração.
Cada vida é um dom. Há que aceitar esta verdade que se escuta até nas coisas mais simples. Cada homem tem algo de extraordinário, assim como cada coisa tem o seu lugar. Desprezar uma pessoa, ou um qualquer pedaço de mundo, é ignorar que até o mais pequeno dos fragmentos de um espelho partido consegue reflectir a luz do sol e iluminar uma escuridão.
Aquele que se preocupa tanto com o seu vizinho como consigo mesmo, perdoando-lhe como se perdoa a si mesmo, conhece o valor da vida e o caminho para a felicidade. Nunca é complicado. Trata-se de, na maior parte dos casos, conseguir respeitar o outro, aceitando-o como igual e não como alguém de uma humanidade diferente. Há corações cegos, mesmo quando os olhos vêem.
Neste lugar sagrado de nós mesmos, onde os instantes não se medem, reside uma ideia simples: Cada homem é do tamanho da fé de que for capaz. Das desesperanças que consegue vencer. Não do tamanho dos seus aniversários, posses ou ambições... Só quem reconhece que a vida lhe chegou às mãos como um puro presente pode esperar compreender a essência do amor. A sua absoluta gratuitidade.
A consciência do dom, obriga-me. Por isso em português dizemos tão sabiamente: obrigado. O que me foi dado, compromete-me.
Não viver bem. Eis a raiz de um dos maiores medos perante a morte. Teme-se não tanto o depois, mas o que pode não acontecer antes. A verdade é dura. A vida não vivida dói-lhes.
Ter a própria morte por perto obriga-nos a viver melhor a nossa vida, com a absoluta urgência de apenas valorizar o importante. Só quem julga que vai viver aqui para sempre (como se a vida eterna fosse esta) se dá ao luxo imbecil de desperdiçar uma hora das suas; os demais, aqueles que estão conscientes do tempo limitado, podem, face a face com a sua morte, abraçar o melhor desta vida, e, quando lhes chegar o fim, não o temerão da mesma forma... por que terão dado a si mesmos uma vida boa, bela e verdadeira... que não acaba com a morte. Uma vida bem vivida, é eterna, apesar da morte.
Aceitar o dom da vida implica honrar com a felicidade esse que é o supremo talento.
Há que aprender a moderar os juízos, sem condenar nem recompensar nada com precipitação. A realidade é efémera e a maior parte das nossas certezas são apenas transitórias, mundanas. Muitas tristezas nascem das pressas. Mas não haverá pior desgraça do que a de quem, no amor, não se entrega todo... de quem não está disposto a dar a sua vida por aquilo em que acredita...
Uma vida sem nada pelo qual valha a pena morrer, também não é digna de ser vivida.
Há que respirar paciência. Respirar a verdade de que a vida nos chega a cada segundo... respirar, percebendo que cada respiração é uma simples onda de vida que nos ilumina o interior.
Pode a beleza tornar-se mais bela? Sim, pelo amor. O dom de quem dá, o mesmo de quem recebe.
No amor, o mais sábio e ousado não é o que bem defende e ataca mas o que se rende e entrega...

José Luis Nunes Martins
Jornal "i"  30 de Junho de 2013

segunda-feira, 24 de junho de 2013

sábado, 15 de junho de 2013

APFN aplaude decisão do Secretário de Estado da Cultura




A APFN aplaude a recente decisão do Secretário de Estado da Cultura de criação de um desconto de 50% para um bilhete de família numerosa aplicável em todos os serviços culturais dependentes da Direcção-Geral do Património Cultural e das várias Direções Regionais de Cultura.

O acesso a bens culturais tem sido ao longo dos anos dificultado a muitas famílias numerosas que, ou não podem realizar estes programas ou têm que reduzir o seu número, pois, a necessidade de cada membro da família pagar o seu ingresso tornava a visita dispendiosa e inacessível.

Há muitos anos que a APFN tem defendido junto dos vários Governos a necessidade de, à semelhança do que se pratica na generalidade dos países europeus e também em vários locais de Portugal (Oceanário e Pavilhão do Conhecimento são bons exemplos), haver um bilhete que contemple este princípio. Este é mais um passo a caminho dessa realidade.

Lembramos adicionalmente que, muito provavelmente, as receitas não sairão prejudicadas, antes pelo contrário, pois muitas famílias numerosas que hoje os não frequentam poderão passar a visitá-los.

As novas condições entram em vigor no próximo dia 1 de Julho.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

A batalha em favor da vida em Portugal


Entrevista com o Vice-presidente da Federação Portuguesa pela Vida, António Maria Pinheiro Torres


"A Federação Portuguesa pela Vida (FPV) agrupando cerca de duas dezenas de organizações de carácter diferente e espalhadas pelo país inteiro constituiu-se como um ponto de referência institucional", disse em entrevista a ZENIT o vice-presidente da FPV, António Maria Pinheiro Torres. 


Nessa entrevista, António Torres explica como está a luta a favor da vida em Portugal, como se articula o movimento Pró-Vida, quais são os desafios e metas a serem conquistadas, como é que Portugal acompanha as propostas de lei contrárias à vida no Brasil, entre outros assuntos.


A Federação Portuguesa pela Vida, (fundada em 2002) é uma Instituição que reúne em vínculo federativo Associações e Fundações que tenham por objecto e finalidade a defesa da Vida Humana, desde o momento da concepção até à morte natural, a promoção da dignidade da Pessoa Humana e o apoio à Família e à Maternidade.




ZENIT: Como está o movimento Pró-Vida de Portugal? É unificado? No contexto do Movimento Pró-Vida, onde entra a Federação Portuguesa pela Vida?

António Torres: O movimento pró-vida em Portugal é hoje em dia uma realidade social e política presente em todo o território nacional cujo crescimento vai resultando de cada campanha em que se envolve. Isto é, cada campanha referendária (aborto, procriação artificial, casamento entre pessoas do mesmo sexo) ou outras, independentemente do resultado da mesma, dá origem a novas realidades associativas (basicamente de apoio social às mulheres e crianças em risco, de formação no planeamento familiar e/ou de intervenção essencialmente cívica e política) e ao aparecimento de novas companhias de caminho que alargam a sua base social de apoio, de que são exemplos a unidade no terreno de intervenção entre católicos e cristãos evangélicos ou a entrada e presença no campo da política oficial e partidária.

Não sendo institucionalmente unificado existe no entanto uma amizade e contacto permanente entre as diversas realidades que mesmo por vezes não partilhando as mesmas escolhas estratégicas dão origem a uma base social de apoio comum com as mesmas opções doutrinais de fundo.

Neste conjunto de realidades e protagonistas a Federação Portuguesa pela Vida agrupando cerca de duas dezenas de organizações de carácter diferente e espalhadas pelo país inteiro constituiu-se como um ponto de referência institucional, interlocutora do poder político e protagonizando a maior parte das intervenções mediáticas. Mas de alguma forma é apenas a face visível em termos públicos dessa área pró-vida que é vasta, diversificada e plural.



ZENIT: Quais são as principais propostas de leis contrárias à vida e à família que Portugal está tendo que enfrentar?

António Torres: Os principais desafios que Portugal enfrenta neste momento são nos campos do aborto e a curto prazo uma modificação da respectiva regulamentação (abolindo a sua gratuidade, conformando a sua prática com a lei e abrindo o espaço legal à oferta de alternativas concretas), a realização a médio prazo de um terceiro referendo sobre o aborto livre a pedido da mãe até as 10 semanas, e a longo prazo, um trabalho social, cultural e político que torne evidente que a barbaridade que o aborto é.

No que respeita à procriação artificial (permitida em termos amplíssimos desde 2006) o objectivo é a curto prazo obstaculizar a introdução das barrigas de aluguer (ainda proibidas) e o acesso à mesma por pares homossexuais, também a curto e médio prazo reduzir o âmbito da lei em vigor (no sentido de assegurar o devido respeito da dignidade humana) e, sobretudo, assegurar a protecção do embrião humano, impedindo a sua utilização em investigação científica.

No campo do divórcio é urgente abolir o divórcio-expresso introduzido na legislação portuguesa em 2008 e que está na origem de um aumento exponencial da conflitualidade nos tribunais de família, da precipitação de um número significativo de mulheres em situação de pobreza e da descredibilização do contrato de casamento, hoje em dia, menos seguro do ponto de vista jurídico do que um contrato de serviços de telecomunicações.

No que respeita à demolição da instituição familiar pelas reivindicações do lóbi homossexual há que retomar a campanha pela realização de um referendo ao casamento gay (permitido desde 2010) e obstaculizar todas as tentativas de permissão da adopção desde a mais imediata em discussão neste momento (a chamada co-adopção) até às formas mais alargadas da mesma (por ora ainda proibidas). Também neste campo a lei de mudança de sexo de 2011 criadora de grave incerteza e insegurança jurídicas e aprovada por motivos ideológicos que não levam sequer em consideração as respectivas práticas médicas e científicas, é um diploma que a curto prazo terá de ser revisto e conformado à realidade pré-existente.

Por fim no campo da lei de educação sexual (2009) o ponto decisivo é a clara consagração da liberdade de escolha por parte dos pais que não se encontra expressamente consagrada.

Enfim, todo um programa, mas também um desafio apaixonante. 



ZENIT: O Aborto, a eutanásia, as experiências com embriões... são realidades já aprovadas em Portugal? Há movimentação dos portugueses para tirar essas leis?

António Torres: A eutanásia não se encontra ainda em discussão em Portugal embora se perceba movimentações nesse sentido pelo mesmo sector de sempre nosso adversário em todas as restantes matérias e obedecendo à lógica inevitável da sucessão de leis já descritas.

Quanto aos restantes temas existem de facto movimentações em dois planos distintos: do suporte à existência da Vida (através de uma miríade de associações desde as que se ocupam da dissuasão de última hora ou oração junto aos locais de prática do aborto às que apoiam mulheres e crianças em risco ou então ao planeamento familiar) ou de defesa desta nos campos social e político: petições ao parlamento (quatro desde 2009 e das quais duas de iniciativa da Federação), uma Caminhada pela Vida (em Maio de 2012), a participação na vida partidária ou nas eleições (em dois partidos de centro-direita, que integram o actual Governo, ou num pequeno partido pró-vida), algumas acções de rua em datas aniversárias significativas, intervenção junto da Comunicação Social, participação na iniciativa da Petição europeia Um de Nós, e um largo etc.



ZENIT: Na realidade política de Portugal, de onde é que mais tem vindo essas propostas contrárias à vida e à família?

António Torres: Vem sobretudo de três sectores: da extrema-esquerda (que em Portugal tem expressão eleitoral significativa: 8 deputados em 230) ou esquerda caviar, dos partidos socialista e comunista, e dos sectores “modernaços” dos partidos de centro-direita (que, em Portugal, embora tendo uma tradição de defesa da dignidade humana, está a perder a sua identidade, parte em consequência da abstenção de participação dos sectores sociais e políticos que são a base das nossas movimentações cívicas). Vem também da maior parte dos pertencentes à Maçonaria hoje preponderante em todo o sistema partidário, com excepção do partido comunista e da extrema-esquerda.



ZENIT: Como é possível que uma proposta de adopção de crianças por casais homossexuais esteja em pauta em Portugal, país tradicionalmente católico?

António Torres: Por dois factores: a deseducação do povo católico e a influência esmagadora da mentalidade comum veiculada por uma comunicação social na qual os sectores moderado ou conservador são minoritários ao nível dos respectivos profissionais e chefias. E também deve-se reconhecê-lo pela abstenção da maioria silenciosa e a eficácia de uma pequena, mas determinada minoria que do ponto de vista político-técnico “está de parabéns”.



ZENIT: Como os portugueses vêem a realidade de que países, como o Brasil, também estejam sofrendo os mesmos tipos de propostas?

António Torres: Com natural tristeza mas também uma serena convicção de que ao lado destas ofensivas legislativas podemos ver comunidades humanas florescentes, vidas individuais extraordinárias e que ainda que com muitas perdas e sofrimentos (infligidos por estas leis) a realidade é sempre mais forte do que a ideologia e que aquela inevitável volta final que tudo isto levará (porque este quadro legal não contribui para sociedades saudáveis nem homens felizes) não será nesse momento uma ocasião isolada e própria, mas constituída de todos os nossos esforços presentes.



ZENIT: Por quê lutar para que não se aprove a adopção de crianças por casais homossexuais, não é homofobia e nem discriminação dos homossexuais?

António Torres: Por três razões: porque o ponto de partida na questão é o direito da criança a ser criada no ambiente mais propício a um desenvolvimento harmonioso (onde exista uma dualidade sexual), porque uma sociedade que trata bem as suas crianças é uma sociedade que tendencialmente tratará bem todos os seus membros e porque de facto no ânimo de quem se lhes opõem não existe nem objectiva nem subjectivamente nenhuma adversidade por muito que lhes custe a acreditar. Já infelizmente o contrário é de recear. Isto é, a classificação como homofobia de qualquer juízo moral e/ou de simples humano demérito sobre a homossexualidade (o que não equivale a estendê-lo à pessoa concreta e muito menos a qualquer inadmissível atitude persecutória) e a oposição aos “direitos” que invocam, arrisca trazer uma perseguição a todos os que assim pensam como infelizmente vamos vendo cada vez mais acontecer por esse mundo fora.



ZENIT: O que os Portugueses de boa vontade ainda podem fazer para dificultar a aprovação dessa lei?

António Torres: Pelos meios que entenderem manifestarem-se nos âmbitos próprios (pessoal, profissional, familiar, social) contra esta lei procurando-se informar adequadamente e sobretudo fazendo sentir aos titulares da responsabilidade política a sua oposição a este projecto. Fazerem-no também no interior dos próprios partidos e quando não pertencendo a nenhum escolhendo o que mais lhes agrade e aí referir-se a quem nesse campo já está na frente deste embate. As pessoas têm mais poder do que supõem. Estas leis não vencem pela força dos seus proponentes mas pela abstenção de quem se lhes opõem. Como dizia alguém: “Nem tudo pode ser mudado. Mas nada é mudado se não for tentado”.



Daqui.

domingo, 26 de maio de 2013

O apoio do pai na sala de partos

 A necessidade da presença do acompanhante durante o trabalho de parto é amplamente reconhecida, porém a sua aceitação como a prática ainda vem sendo discutida. Conscientes da importância que a vivência do parto representa no ciclo vital da mulher e família, todos os técnicos que desempenham funções na sala de partos devem consciencializar-se desse facto ajudando. A presença do pai e o seu apoio, transmitem à mulher uma segurança afectiva que funcionará, durante o trabalho de parto como um tranquilizador.
O presente trabalho encontra-se dividido em duas partes.
Na primeira parte, foram abordados aspectos teóricos, que de certo modo, servem como suporte ao desenvolvimento da pesquisa.
A segunda parte é o desenvolvimento da pesquisa. Incluem-se os fundamentos e procedimentos metodológicos de acordo com a natureza da investigação. A amostra é composta por participantes do sexo feminino (163) que se encontram no período pós-parto, (24, a 48h) e cuja média de idades situa-se no grupo etário dos 25-30 anos, às quais foi solicitado o preenchimento de um questionário de caracterização sócio-demográfico, questionário de saúde Geral (Goldberg 1978), Escala de avaliação da ansiedade, depressão e stress, EADS de Lovinbond, e o Questionário de bem estar na vivência de parto. Este último instrumento construído por nós, e validado neste estudo.
Por fim e também construído por nós um questionário de envolvimento do pai nos cuidados ao recém-nascido.
Participaram também neste estudo os pais (80) presentes na sala de parto.
Alertamos para a importância de alguns resultados encontrados, tendo em conta as variáveis principais, nomeadamente, o apoio do pai na sala de partos diminui os níveis de stress da mulher em trabalho de parto, promove o bem-estar no processo de vivência de parto, assim como promove o envolvimento nos cuidados ao recém-nascido, nas primeiras duas semanas a seguir ao nascimento. O mesmo apoio do pai na sala de partos não interfere com os níveis de ansiedade e depressão, e percepção de saúde geral. Relativamente às variáveis secundárias, destacamos que são as mulheres primíparas que mais usufruem do apoio do pai na sala de partos e que (90,8%) dos pais acompanharam a mulher nas consultas.
 
Maria José Brito
Tese de mestrado UALG

sexta-feira, 17 de maio de 2013

sexta-feira, 10 de maio de 2013

domingo, 28 de abril de 2013

Associação 9 meses necessita de Berço

A Associação de Solidariedade Social 9meses, é uma associação sem fins lucrativos, fundada em 2012 no município de Portimão. A sua missão é ajudar mulheres grávidas e mães a implementar um projecto pessoal, familiar e social que permita melhorar a sua vida e a do seu bebé A Associação presta assistência a grávidas e mães que se encontrem com dificuldades socioeconómicas e em exclusão social, tanto aquando da gravidez, como a mães que se encontram dentro do tempo de licença de maternidade. A 9meses precisa urgentemente de um berço caso tenha algum pode entrega-lo na Rua de Moçambique - Qta. do Amparo( antigo jardim infantil) todas as quarta-feira entre as 10h e o 12h ou contatar para o 969885464. Contribua! A 9meses agradece!

sábado, 13 de abril de 2013

A morte que trazemos no coração



Nem sempre nos damos conta que a carregamos connosco, mas, desde que somos vida, ela segue-nos de perto. Enquanto não somos tomados pela nossa, vamos assistindo e sentindo, em ritmo crescente ao longo da vida, às mortes de quem nos é querido. A morte de um amigo é como uma amputação: perdemos uma parte de nós; uma fonte de amor; alguém que dava sentido à nossa existência... porque despertava o amor em nós.
Mas não há sabedoria alguma, cultura ou religião, que não parta do princípio de que a realidade é composta por dois mundos: um, a que temos acesso direto e, outro, que não passa pelos sentidos, a ele se chega através do coração. Contudo, o visível e o invisível misturam-se de forma misteriosa, ao ponto de se confundirem e, como alguns chegam a compreender, não serem já dois mundos, mas um só.
Só as pessoas que amamos morrem. Só a sua morte é absoluta separação. Os estranhos, com vidas com as quais não nos cruzamos, não morrem, porque, para nós, de facto, não chegam sequer a ser.
Só as pessoas que amamos não morrem. O Amor é mais forte do que a morte. O sofrimento que se sente é a prova de uma união que subsiste, agora com uma outra forma, composta apenas de... Amor. Dói, muito. Mas com a ajuda dos que partem acabamos por sentir que, afinal, não fomos separados para sempre...
O Amor faz com que a nossa vida continue a ter sentido. A partida dos que foram antes de nós ensina-nos a viver melhor, de forma mais séria, mais profunda, de uma forma, inequivocamente, mais autêntica.
Devemos cuidar de todos os que amamos. Aos que partiram, porém, aquilo que lhes podemos dar é o amor àqueles que ficaram cá. Porque estes continuam a precisar de nós, do melhor de nós... e é sempre uma iniquidade quando um amor por quem partiu mata, em alguém, o amor por aqueles que ainda cá estão.
A morte ensina-nos que o Amor é perdoar mais do que vingar; consolar mais do que ser consolado; partilhar mais do que acumular; compreender mais do que julgar; dar, darmo-nos, oferecer o melhor de nós, mais do que termos o que sonhámos.
Não é difícil compreender que os nossos sentimentos e gestos são determinantes, não só para a nossa felicidade neste mundo, como também para a da outra vida, de que esta faz parte. Repousa em nós, calma e firme, a certeza de que a vida não se mede pela quantidade dos dias... mas pelo amor de que se foi autor e herói.
... Chorar a morte de um amigo é a prova de que a sua vida, aqui, teve valor e sentido. É o mesmo amor que nos deu alegria à vida que nos faz, agora, chorar... não desapareceu, está vivo. Habita-nos o coração.
Ficam as lágrimas choradas no silêncio do fundo de nós. Fica o silêncio onde se ama.
Fica a esperança, que é certeza, de que todo o carinho e ternura que ficaram por dar não se perderam... adiaram-se apenas.
Afinal, a mesma morte que leva os que amamos, também nos levará a nós... será pois uma simples questão de tempo até que possamos abraçar e beijar aqueles a quem, agora, disso a morte nos impede.

José Luís Nunes Martins

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Vida Norte precisa de ajuda!


Caro Sócio, Voluntário e Amigo

Em 2008, 2009, 2010, 2011 e 2012 realizaram-se jantares de angariação de fundos daVida Norte.       
Como se recordará, foram jantares no Hotel Porto Palácio, com cerca de 400 pessoas.
A mobilização de personalidades que nos “emprestaram” o seu prestígio (ao evento e à Associação) e, sobretudo, a ajuda que o evento sempre representou para o reequilíbrio do magro orçamento com que gerimos o nosso dia-a-dia, foram sempre muito importantes para a Vida Norte.
No entanto, foi entendimento da Direcção da Vida Norte que o cenário de crise actualmente vivido em Portugal (que a Vida Norte tão bem conhece e com o qual lida diariamente) aconselhava, a todos os títulos e em todos os actos da Associação, uma atitude de especial moderação.
Assim se entendeu, nestas muito especiais circunstâncias, que se crê virem a ser ultrapassadas num futuro próximo, procurar evitar o esforço financeiro que para cada um dos nossos benfeitores representava a participação no jantar e o próprio carácter algo festivo do evento (o encontro com Amigos reveste-se sempre desse carácter), tendo em mente todos aqueles que vivem dias de angústia e incerteza.
Acontece que, também por causa da situação vivida em Portugal, tem-se verificado um aumento do número de famílias em situação difícil (particularmente grávidas ou mulheres com recém-nascidos), que nos procuram diariamente, pelo que as responsabilidades com que a Vida Norte se defronta não param de crescer.
Nesse sentido vimos convidá-lo (a si que sabemos que, em princípio, teria gosto em ajudar a Vida Norte através da participação no jantar) a encaminhar a sua ajuda mediante a realização de uma contribuição em dinheiro.
Lembramos que dos €80,00 cobrados no jantar, €50,00 eram um contributo para a Vida Norte e que a verba angariada no  jantar é a maior fonte de financiamento da Associação.
O seu donativo será uma enorme ajuda para diminuir o impacto que a não realização do jantar, pelas razões expostas, ocasiona no nosso orçamento.
A transferência pode ser feita para o NIB 0033-0000-45234118738-05.

Lembramos-lhe o teor do e-mail recebido dias antes do  jantar ocorrido no ano passado
Boa noite, chamo-me Maria, tenho 23 anos e estou grávida. Sou de Vila Nova de Gaia. Não tenho familia e até agora fui acolhida na casa dos pais do meu companheiro. Desde que descobri que estou grávida a minha vida tem sido um inferno pois ou faço aborto ou ameaçam-me de por na rua. Gostava de saber se me podem ajudar. Não tenho ninguem a quem recorrer... Deixo o meu contacto…. Agradeço uma resposta o mais urgente possível pois ganhei uns dias ao dizer que ia provocar o aborto mas estão a pressionar pois querem que faça testes para saberem se ainda estou grávida... Por favor ajudem-me...” (nome alterado por razões de confidencialidade)
Com a sua contribuição no jantar do ano passado, ajudámos a Maria que embora muito pressionada pelo companheiro e a sua família  a abortar, é hoje uma mãe feliz, que encontrou harmonia familiar junto dos seus pais (com quem estava de relações cortadas no momento da gravidez).
Em 2012,  como o caso da Maria, foram apoiadas mais 190 mães e respectivas famílias
Contamos com o seu apoio para continuar!


Um abraço com amizade
A Direcção
Isabel Pessanha Moreira
Cristina Abrunhosa de Brito
Domingos Sousa Coutinho
Augusto-Pedro Lopes Cardoso
Luís Gagliardini Graça

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VIDA NORTE
Associação de Promoção e Defesa da Vida e da Família

Av. Marechal Gomes da Costa, 516
4150-354 Porto
Tel. 226063046
Geral: geral@vidanorte.org

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

10 razões para ter filhos

"Há dias, uma leitora, farta de me ouvir resmungar, fez-me esta pergunta: se eu me queixo tanto dos miúdos, se eles me dão cabo da cabeça e me tiram tanto tempo, por que raio decidi eu tê-los, e ainda por cima logo quatro? E de repente, percebi que nunca respondi cabalmente a esta importantíssima questão. Porquê?, de facto. Vai daí, decidi alinhavar 10 razões para ter filhos, como penitência por estar sempre a dar razões para não os ter.
 
1. A razão ontológica. Ser ou não ser não é para mim uma questão. Sófocles escreveu que o mais feliz dos seres era aquele que nunca tinha nascido. Faulkner escreveu que entre a dor e o nada, escolhia a dor. Eu voto em Faulkner. Mil vezes ser do que não ser. E nascer é fazer ser.
 
2. A razão estoica Há um lado olímpico em ter muitos filhos. Eles testam os nossos limites e são um desafio permanente às nossas capacidades físicas e mentais. Não sou capaz de saltar à vara nem de correr a maratona. Mas criar quatro putos dá uma abada a tudo isso.
 
3. A razão ulrichiana. Numa civilização acolchoada, sem guerras nem catástrofes, o pessoal tende a amolecer e a confundir chatices com tragédias. Ter muitos filhos sintoniza-nos com a máxima do banqueiro Fernando Ulrich: "Ai aguenta, aguenta." Que remédio.
 
4. A razão romântica. Quando se ama alguém, os desejos do outro contam. Se a felicidade da minha mulher passa por ter uma família grande e se a minha felicidade passa pela felicidade da minha mulher, então a minha felicidade passa por ter uma família grande. Chama-se a isto "propriedade transitiva". É muito importante na matemática. E no amor.
 
5. A razão revolucionária. Citando o sábio Tiago Cavaco na luminosa canção "Faz Filhos": nos nossos dias "constituir família é a suprema rebeldia". Ambos partilhamos a fé neste verso: "Conquistas fabulosas através das famílias numerosas."
 
6. A razão coppoliana. Está escrito em ‘Lost in Translation’, de Sofia Coppola: "O dia mais assustador da nossa vida é o dia em que o primeiro nasce. A tua vida, tal como a conheces, acabou. Para nunca mais voltar. Mas eles aprendem a falar e aprendem a andar, e tu queres estar com eles. E eles acabam por se tornar as pessoas mais adoráveis que irás conhecer em toda a tua vida."
 
7, 8, 9 e 10. As mais importantes razões de todas. Carolina, Tomás, Gui e Rita. Se calhar, eu até passava bem sem filhos. Mas não sem eles."
 
João Miguel Tavares

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Sobre a forma de reagir ao mal que nos acontece

 
O mal toca universalmente as existências e constitui a todos os níveis um desafio. O importante, porém, como explica o filósofo Paul Ricoeur, não é tanto insistir em encontrar uma solução. Mais relevante que pensar donde vem o Mal é sim descobrir o que podemos fazer contra ele. A experiência do mal desafia à luta prática contra o próprio mal. Reorienta-se, assim, o olhar para um novo futuro.
Como é que o mal deixa de ser o irreparável? Quando aproveitamos o contexto de mal para um acontecimento doutra ordem. Quando deixamos apenas de perguntar: «Porque é que isto me aconteceu?». E investimos antes as nossas forças criadoras a decidir: «Como é que devo reagir vitalmente a isto que aconteceu?»
(....)
É preciso contrapor à experiência do mal uma sabedoria, enriquecida pela meditação interior, que dialogue com as transformações pelas quais passamos. O modelo talvez seja realmente o dos trabalhos do luto. O luto é a aprendizagem gradual da perda até senti-la dentro de nós como possibilidade misteriosa de reencontro. Chegarmos a sentir, por exemplo, que a morte dos que amamos ainda pode gerar vida, no sentido de que não nos perdemos deles, mas continuamos a crescer e a maturar conjuntamente, só que de forma diferente. O luto, quando bem vivido, é um trabalho espiritual, uma mudança qualitativa que nos entreabre a um outro entendimento da vida. Em relação ao mal precisamos disso: aprender que a experiência do mal não é uma faca que nos decepa a vida.
Progressivamente, e sublinhe-se aqui a importância da progressividade, podemos ir percecionando que a experiência do mal não acarreta necessariamente a destruição de nós próprios. Tornamo-nos então capazes de semear de novo, apesar de tudo e contra tudo o que aconteceu. A ampliação da vida e o seu florescimento estão prontos para acontecer.
 
José Tolentino Mendonça
In Diário de Notícias ( Madeira)
24.01.11