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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Papa convence mulher a não abortar e oferece-se para ser padrinho

Anna Romano escreveu ao Papa quando soube que estava grávida, mas nunca esperou o telefonema que a convenceu a deixar avançar a gravidez.

Ver mais aqui.

domingo, 26 de maio de 2013

O apoio do pai na sala de partos

 A necessidade da presença do acompanhante durante o trabalho de parto é amplamente reconhecida, porém a sua aceitação como a prática ainda vem sendo discutida. Conscientes da importância que a vivência do parto representa no ciclo vital da mulher e família, todos os técnicos que desempenham funções na sala de partos devem consciencializar-se desse facto ajudando. A presença do pai e o seu apoio, transmitem à mulher uma segurança afectiva que funcionará, durante o trabalho de parto como um tranquilizador.
O presente trabalho encontra-se dividido em duas partes.
Na primeira parte, foram abordados aspectos teóricos, que de certo modo, servem como suporte ao desenvolvimento da pesquisa.
A segunda parte é o desenvolvimento da pesquisa. Incluem-se os fundamentos e procedimentos metodológicos de acordo com a natureza da investigação. A amostra é composta por participantes do sexo feminino (163) que se encontram no período pós-parto, (24, a 48h) e cuja média de idades situa-se no grupo etário dos 25-30 anos, às quais foi solicitado o preenchimento de um questionário de caracterização sócio-demográfico, questionário de saúde Geral (Goldberg 1978), Escala de avaliação da ansiedade, depressão e stress, EADS de Lovinbond, e o Questionário de bem estar na vivência de parto. Este último instrumento construído por nós, e validado neste estudo.
Por fim e também construído por nós um questionário de envolvimento do pai nos cuidados ao recém-nascido.
Participaram também neste estudo os pais (80) presentes na sala de parto.
Alertamos para a importância de alguns resultados encontrados, tendo em conta as variáveis principais, nomeadamente, o apoio do pai na sala de partos diminui os níveis de stress da mulher em trabalho de parto, promove o bem-estar no processo de vivência de parto, assim como promove o envolvimento nos cuidados ao recém-nascido, nas primeiras duas semanas a seguir ao nascimento. O mesmo apoio do pai na sala de partos não interfere com os níveis de ansiedade e depressão, e percepção de saúde geral. Relativamente às variáveis secundárias, destacamos que são as mulheres primíparas que mais usufruem do apoio do pai na sala de partos e que (90,8%) dos pais acompanharam a mulher nas consultas.
 
Maria José Brito
Tese de mestrado UALG

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Aborto aumenta a mortalidade materna e danifica saúde de mulheres, asseguram peritos ante a ONU


Peritos em medicina argumentaram em Nova Iorque ante a Comissão Jurídica e Social da Mulher da Organização das Nações Unidas (ONU), que o aborto incrementa a taxa de mortalidade materna e danifica a saúde das mulheres.

Os especialistas, provenientes de diversas partes do mundo, afirmaram que o aborto não é necessário para promover a saúde das mulheres já que em realidade a prejudica.

Além disso, rechaçaram as hipóteses dos que apoiam a expansão do aborto como "direito", enfatizando que na gravidez, inclusive aquelas consideradas como de alto risco, não há um conflito entre as necessidades da mãe e das crianças.

A Dra. Donna J. Harrison, Diretora de Investigação da Apólice Pública da Associação Americana de Obstetras e Ginecologistas Pró-vida, conversou com o grupo ACI após sua intervenção ante a ONU em 6 de março.

Harrison enfatizou que "os verdadeiros cuidados médicos diminuem a taxa de mortalidade materna, o aborto em troca não" e assinalou que as pílulas abortivas "aumentam as complicações depois do aborto. São muito mais perigosas".

A perita recordou que para os que promovem o aborto "é muito mais fácil promover uma pílula que o aborto cirúrgico", pois é mais barato dar à mulher uma pílula "que cuidar dela cirurgicamente ou estar disponível para ela caso apresente alguma complicação".

Assinalou deste modo que como as pílulas não estão necessariamente sob a supervisão de um médico, acabam sendo usadas livremente sem um exame prévio da mulher "e sem nenhum plano de seguimento". Tudo isso é o que em realidade aumenta o risco de mortalidade.

A doutora sublinhou que em países em vias de desenvolvimento, se se apresentam complicações como hemorragia severa e abortos incompletos, "convertem-se em morte" porque a mulher não tem a possibilidade de acessar uma atenção de emergência imediata.

Outro dos especialistas que interveio ante a Comissão foi o Dr. Eoghan De Faoite, membro da Junta da Comissão de Excelência na Saúde Materna da Irlanda.

O médico criticou os ataques internacionais à defesa da vida através da proibição do aborto na Irlanda e precisou que esta prática não é um procedimento medicamente necessário.

De Faoite disse que a Irlanda tem uma das taxas mais baixas de mortalidade materna no primeiro mundo e que não experimentaram o "aumento da mortalidade" que se vê em outros países ocidentais que legalizaram o aborto.

Além disso, citou vários estudos que afirmam que não há dados que sugiram que o aborto diminui a mortalidade materna.

O Dr. Elard Koch do Centro de Medicina Embrionária e Saúde Materna no Chile explicou que os dados demonstram um aumento da mortalidade materna quando o aborto foi legalizado em diversos países ao redor do mundo.

Koch sustentou que a mortalidade materna pode ser reduzida com a educação, tendo mais técnicos especializados na atenção de partos.

Precisou que uma das medidas que deve promover-se é que as mulheres tenham acesso a centros higiênicos de saúde com um pessoal altamente qualificado, em vez do aborto como alternativa que só danifica às mulheres.

Daqui.

Número de grávidas despedidas sobe mais de 50%

São cada vez mais as grávidas que acabam no desemprego, a maior parte delas no âmbito de despedimentos colectivos. É que a gravidez por si só não protege o emprego das mulheres, que só não podem ser despedidas se o motivo for discriminatório. De acordo com o Diário de Notícias (DN), o número de processos de demissão de grávidas, analisados pela Comissão para a Igualdade no Trabalho e no emprego (CITE), passou de 112 para 172 em 2012.

Ver mais aqui.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Islândia pondera proibir pornografia na internet

 
 
Em nome da defesa contra os efeitos perversos da pornografia sobre as crianças e mulheres vulneráveis, o ministro do Interior, Ogmundur Jonasson, está a preparar legislação para bloquear esse tipo de conteúdos a quem aceder à Internet na Islândia.
"Temos de ser capazes de discutir o banir a pornografia violenta, algo que todos concordamos ter efeitos danosos nos mais novos e pode ter uma clara ligação a incidentes de crimes violentos", afirmou o ministro islandês.
Além do bloqueio de endereços com conteúdos pornográficos, a nova legislação, que poderá ser aprovada este ano, inclui também impedir pagamentos por cartão de crédito para visionar esse tipo de conteúdos pela Internet.
A impressão e distribuição de pornografia já é actualmente proibida na Islândia, mas a legislação não abrange a Internet.
Até aqui esse tipo de controlo sobre a Internet foi apenas tentado em países como a China e é inédito em democracias ocidentais.
"Existe um forte consenso na Islândia. Temos tantos especialistas neste projecto, desde pedagogos a elementos da polícia que trabalham com crianças, que se tornou algo muito mais abrangente do que os partidos políticos", afirmou Halla Gunnarsdottir, assessora do ministro do Interior.
Os defensores da censura da Internet na Islândia argumentam que com o propagar das novas tecnologias que permitem o acesso móvel à Internet, como os smartphones e tablets, tornou-se cada vez mais difícil aos país e educadores impedirem o acesso das crianças à pornografia.
"Neste momento, estamos a ponderar tecnicamente qual a melhor método de o fazer. Mas seguramente, se conseguimos enviar um homem à Lua, devemos ser capazes de lidar com a pornografia na Internet", acrescentou a assessora, em declarações citadas pelo britânico "Daily Mail".
"A Islândia está a avançar com uma abordagem progressiva que nenhum outro país democrático experimentou", afirmou Gail Dines, académico e ativista anti-pornografia, durante uma recente conferência na Universidade de Reykjavik.
"Está a olhar para a pornografia numa nova perspectiva - da perspectiva das mulheres que nela surgem e como uma violação dos seus direitos cívicos", acrescentou

Fonte: Expresso

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Chesterton e as mulheres

O desejo apaixonado de colocar o amor entre um homem e uma mulher em termos de Paraíso. A absoluta necessidade de se encontrar um sentido para a vida (Autobiografia, Ed Diel). Schopenhauer imagina que as mulheres são as melhores encarregadas para cuidar das crianças, porque elas mesmas são "infantis, fúteis, limitadas"…É certamente estranho que o nome "filósofo" tenha sido dado a um literato - por mais brilhante que seja - capaz de defender a assombrosa ideia de que amamos aquilo a que nos assemelhamos. De facto, toda a teoria de Schopenhauer sobre a infantilidade das mulheres pode ser refutada com a mais simples e breve das respostas. Se as mulheres são infantis porque amam as crianças, então os homens são efeminados porque amam as mulheres.


Em “Os Disparates do Mundo”, Ed Diel: “Nada poderá algum dia superar essa enorme superioridade do sexo feminino que consiste em mesmo o descendente masculino nascer mais perto da mãe do que do pai. Ninguém que atente nesse tremendo privilégio da mulher pode acreditar, um instante sequer, na igualdade dos sexos…A carne e o espírito da feminilidade rodeiam a criança desde o nascimento como as quatro paredes da casa; até o mais insignificante ou o mais brutal dos homens foi feminizado pelo nascimento. O homem nascido de mulher tem os seus dias contados e cheios de misérias, mas ninguém pode medir a obscenidade e bestial tragédia que seria a herança do monstro homem nascido de homem."
 
 


 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Sobre os efeitos nocivos das pilulas orais

Fico sempre espantado quando sei de pessoas que praticam ioga

e são vegetarianas, mas não têm pejo nenhum em ingerir diariamente

um produto carcinogéneo: a pílula anticonceptiva.



Veja-se a história desta mulher, que afirma que esteve

quase a morrer por causa da pílula – e deixou de a tomar.



Convém salientar que não se trata de uma fanática religiosa.



Este texto foi escrito por uma mulher chamada Colleen Wachob,

que conta a sua história em MindBodyGreen.com; e contém

frases do género: «Tudo começou numa típica manhã de sábado:

fui à minha aula de Strala Yoga, depois fui com uma amiga petiscar

vegetariano ao Hampton Chutney, e a seguir fomos as duas

ver montras para o SoHo



Escreve assim:



Eu tomava a pílula há uma década e nunca tinha tido problemas.
Na verdade, agradava-me tomar anticonceptivos e achava que
me fazia bem: não tinha de me preocupar com a acne; podia ser
eu a marcar o início do período e fazer de maneira que não me
calhasse ao fim-de-semana; e tinha até a impressão de ter
menos hipótese de vir a contrair cancro dos ovários.

Sabia que a pílula anticonceptiva tinha alguns riscos.
Mas sentia-me saudável e cheia de actividade;
e, como nunca tinha fumado, não me ocorreu que
corresse riscos. Além disso, tomava a pílula há anos,
pelo que presumi que, se tivesse de ter problemas, já os teria tido.

Mudei radicalmente de perspectiva em Maio, quando
fui parar ao banco de um hospital com trombos nos
dois pulmões. Os médicos estão convencidos de que
estes trombos – que podem ser fatais – são provocados
pela pílula anticonceptiva.


Mas então por que é que ela tomava a pílula? A questão é essa.
Os anticonceptivos são de tal maneira normais e omnipresentes,
que as pessoas já nem pensam no assunto. É como ter um
micro-ondas: a pessoa desconfia de que talvez faça mal,
mas como toda a gente tem, também compra um.

Conclui esta mulher:


Sei agora que as pílulas anticonceptivas com estrogénios
fazem mal, porque podem provocar trombos. Ao longo dos anos,
os médicos têm-me falado dos muitos efeitos maravilhosos
da pílula na saúde, mas raramente referem os efeitos secundários.

Olhando para trás, pergunto a mim própria se terei passado
por alto algum sinal de que a pílula era tóxica. E parece-me que sim.
Sempre tive o sistema circulatório um bocado em baixo: incham-me
as pernas, em especial quando está calor e depois de andar de avião;
ando sempre com frio e fico com os dedos roxos quando a temperatura
desce, o que deverá ser síndrome de Raynaud.

Daqui para o futuro, vou fazer muito mais perguntas acerca do
tipo de pílula que tomo. E vou prestar mais atenção ao meu corpo.
Sei que o meu corpo fez o que pôde para me dizer que se passava qualquer coisa.


Devia ter lido blogues católicos, e ficava a saber que a pílula
está a dar cabo dela. A pílula é mesmo uma coisa má. É carcinogénea.

Basta entrar no Google News em qualquer dia da semana,
para se lerem notícias de mulheres que intentaram processos
judiciais contra os fabricantes de anticonceptivos. Veja-se este,
intentado recentemente por uma mulher que afirma que quase
morreu de uma embolia pulmonar.
 
Daqui

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

APOIO À GRÁVIDA - INOVAÇÃO

NOVAS RESPOSTAS AO SERVIÇO DA GRÁVIDA




ULSM Unidade Local de Saúde de Matosinhos

Plataforma digital Vita Salutis Baby regista evolução da gravidez
22 de novembro 2012
Auditório do Hospital Pedro Hispano




Mais informações em 
www.apegsaude.org

Manifeste o seu interesse em participar

INSCRIÇÃO ON-LINE AQUI

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Sanitário masculino com fraldário



É importante que os homens pais assumam as suas responsabilidades na plenitude no que diz respeito à educação dos seus filhos.

Eu próprio, várias vezes, em shoppings, vi-me em dificuldades para trocar as fraldas dos meus filhos porque só o sanitário das mulheres é que tinha fraldário.

O combate à violência doméstica, ao machismo cretino e a favor de uma maior  divisão de tarefas doméstica começa aqui

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Mulheres falam sobre família

Mais uma vez, de três em três meses, as Mulheres do Século XXI voltaram a reunir-se ao almoço. Esta sexta-feira, no Jardim Botânico da Ajuda, o sétimo almoço foi dedicado à família. Em altura de profunda crise, como pode a família ajudar?

Fátima Fonseca, professora e presidente da CENOFA (Centro de Orientação Familiar) foi a oradora convidada. A meio de um arroz de pato e já depois de um gaspacho à alentejana, a docente discursou sobre a família. Casada há 40 anos, mãe de sete filhos e avó de oito netos («por enquanto», como fez questão de lembrar), alertou para a importância da família em tempos de crise.

«A família é uma âncora, algo que nos faz crescer como pessoas. E preocupa-me observar que, desde 1995, as taxas de natalidade e o número de casamentos não param de descer, enquanto os divórcios sobem», ressalvou a docente, pós-graduada em Mediação Familiar.

Fátima Fonseca deixou uma mensagem a todas as presentes: utilizar as vogais para realçar a importância da família em tempos de crise: «A, E, I, O, U. Amor, empatia, iniciativa, otimismo e união.»

Perto de 240 mulheres assistiram com atenção à intervenção da pedagoga. Para a professora, a crise não é apenas financeira: a própria noção de família está transformada.

«A crise não é apenas um grupo de pessoas que vive debaixo do mesmo teto. As crises rompem o equilíbrio de uma pessoa. E as famílias ganham um papel cada vez mais importante», relçou Fátima Fonseca.

Movimento em crescimento
O Jardim Botânico da Ajuda recebeu o sétimo almoço das Mulheres do Século XXI. O que nasceu de uma brincadeira de três amigas, há dois anos, tornou-se num movimento com cada vez mais participantes. O primeiro almoço contou com 130 mulheres. O sétimo encontro registou o dobro.

Alexandra Chumbo, Sofia Guedes e Theresa Carvalho formaram o grupo Mulheres do Século XXI, um grupo de amigas preocupadas com a crise de valores e o papel das mulheres na sociedade portuguesa. Através das redes sociais, o grupo foi crescendo, crescendo, ao ponto das inscrições para o almoço desta sexta-feira terem limitadas a 240 prsenças. O próximo, daqui a três meses, ultrapassará as 300, estima a organização.

«O nosso grupo no Facebook já tem mais de 1300 fãs. Costumamos dizer que somos femininas e não feministas, ativas e não ativistas», explicou Alexandra Chumbo, a A BOLA.

Cada encontro tem um tema. E cada tema uma oradora. A plateia tem mulheres de todas as profissões. Os almoços já contaram com a presença de deputadas e apresentadoras de televisão. Margarida Prieto, mulher de Manuel Damásio, antigo presidente do Benfica, participou no encontro desta sexta-feira. Mas aqui não se liga às profissões, apenas ao género. E nenhuma oradora é uma figura pública, apenas uma mulher a partilhar experiências.

«Não há protagonistas no grupo. Não trazemos figuras públicas, apenas mulheres normais», resume Alexandra Chumbo.

FONTE: BOLA

sexta-feira, 16 de março de 2012

Mulheres, uni-vos!

Era uma vez um escriba que trabalhou uma temporada na Alemanha. No primeiro dia, como bom português, o escriba não saiu à hora certa. Ficou a trabalhar até tarde. No dia seguinte, o chefe chamou-o: "Heinrich Raposieren, não voltas a fazer isso; se não fazes o teu trabalho até às quatro e meia, então, não sabes trabalhar". Ao início, o escriba não encaixou aquele rigor, e participou na indignação portuguesinha que recebia via telefone: "epá, estes tipos são mesmo frios". Mas o tempo, a vidinha e a fruição do horário 8h-16h mudaram a perspetiva do pobre escriba. Nesta saga luso-germânica, o alemão é que tinha razão. O Herr chefe limitou-se a colocar o dedo na ferida de uma nobre tradição portuguesa: estar muitas horas no trabalho não é o mesmo que trabalhar durante muitas horas. Naquele dia, o escriba passou muito tempo a beber bicas coletivas (com as eslavas), a cochichar e a 'facebookar' (um cochicho armado aos cucos). Resultado? Ficou a trabalhar até às tantas para compensar as horas perdidas.

Durante muito tempo, o escriba pensou que o reparo do Herr chefe estava relacionado apenas com a produtividade. Mais uma vez, o escriba estava errado. A 'Mãe' e a 'Família' também estavam presentes naquele choque tuga-teutónico. Não é difícil perceber porquê. O horário de trabalho em Portugal é o horário do solteirão inveterado. Acorda-se tarde, começa-se a trabalhar tarde, trabalha-se até tarde, marcam-se reuniões para as 7 da tarde. É como se toda a gente trabalhasse na redacção de um jornal diário. Este dia-a-dia pode ser perfeito para o Don Juan trintão, mas é infernal para a mulher com filhos e, sobretudo, para a mulher que quer ter filhos. A gravidez, a licença de parto e o filho são três figuras que não rimam com este quotidiano feito à medida do marmanjo com cromossoma Y e hábitos de noctívago: "os bifes vão para a cama às dez e meia. Que totós!". Repare-se que não é uma questão de ritmo, mas de horário. O ritmo de trabalho do Herr chefe é frenético, mas acaba às quatro da tarde. O resto da tarde é da família e, já agora, da pirâmide demográfica.

Uma sociedade que transforma a gravidez numa ameaça para a própria mulher já não é bem uma sociedade. É um suicídio demográfico em câmara lenta e sem banda sonora. Sim, sem banda sonora. Não há um acorde de preocupação sobre este assunto. Aliás, o melhor comentário que o escriba já ouviu sobre o inverno demográfico português veio da boca de um indivíduo que come salsicha com couve todos os dias. O Herr chefe não é tão frio como parece. Nós, com a nossa bravata latina, festiva e machona, é que estamos a ficar frios. Demograficamente frios. Demograficamente fritos.

Henrique Raposo, Expresso, 8 de março de 2012

quarta-feira, 14 de março de 2012

A moda e a mulher



A moda é um fenômeno universal.

Por essa razão, mais do que ao homem, a moda apaixona a mulher. (...)
É com nossa roupa que expressamos nossa personalidade, valores e espírito. Também, nossa roupa mostra a nossa participação em uma ou outra classe social.
A roupa, definitivamente, reflete o pensamento de uma pessoa e, por isso, o ato de vestir-se ou de adotar um determinado estilo pessoal próprio não é algo que deva ser feito de modo apressado.
Quando uma mulher se veste e prepara sua imagem, o motivo que deveria guiá-la não deveria ser o de apenas exibir um corpo bonito e bem conservado por dietas e exercícios, mas sim o de inspirar, através do seu bom gosto e decoro, outras mais jovens a irem em busca da verdade, manifestada em sua aparência pessoal.
Apenas as mulheres podem fazer isso e ensiná-lo a outras.
Como exemplo podemos dizer que os animais não usam roupas porque eles são incapazes, num sentido radical, de ter, de possuir. Além disso, eles não têm nada para expressar porque não escondem nada, nem tem que passar por esta ou aquela prova em sociedade.
Na verdade, a externalidade, no sentido próprio da palavra, só a pode ter aquele que possui uma interioridade. E é o ser humano, constituído por uma unidade substancial de corpo e alma, o único que pode viver uma interioridade a partir da sua sexualidade, masculina ou feminina.
É precisamente de acordo com a fineza de seu ser interior que o homem ou a mulher se veste, são criativos com sua arrumação pessoal e com sua forma de se apresentar exteriormente ao mundo.
Se nesse interior há valores vivos o resultado será uma presença que encanta, cheia de bom gosto e elegância. Se em vez disso, compra-se de tudo o que é moda, sem considerar o mundo interior, o resultado exterior expressará frivolidade e vazio.
Por isso, poderíamos pensar na frase “vista-se e me mostre seu interior”, já que quando vestidos, a roupa usada serve para que cada um exteriorize, do modo que lhe pareça mais conveniente, quem é por dentro.
Com o que eu visto, como mulher posso querer ser vista, chamar a atenção de uma forma provocativa ou, ao contrário, inspirar respeito. Com um vestido posso deixar as minhas pernas descobertas numa minissaia, ou cobrí-las para cuidar do meu interior.
Como mulher, se eu tenho um corpo bonito, não importando a idade que se tenha, posso decidir até onde vou mostrar e exibir. Mas, para poder ver claramento isso devo estar em íntima conexão com os valores que eu decidi viver.
Sheila Morataya

sábado, 10 de março de 2012

MULHER E TRABALHO: CARREIRA OU FILHOS?

Favorecer a missão da mulher na família é remédio para a sociedade e lucro para o Estado

Ler mais aqui.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Imagem original: O pai José a tomar o papel da mãe Maria


No blogue do nosso amigo Wagner Moura, encontrei uma imagem muito original que nos dá uma perspectiva muito original do Natal que aqui reproduzo:

José a cuidar do menino, enquanto Maria dorme, numa perspectiva certamente não longe da verdade e que nos dá uma perspectiva interessante sobre a importância do papel do pai na maternidade.

Esta imagem infelizmente é um pouco o contrário do que vemos hoje, com muitos homens pais a fugirem das suas responsabilidades parentais ora falhando na presença junto dos filhos e da sua educação, ora falhando no contributo financeiro para o sustento dos seus filhos ora, inclusive, na forma como promovem uma verdadeira coação psicológica no sentido de obrigarem a mãe do seu filho a abortar.

Aqui fica esta beleza

sábado, 3 de dezembro de 2011

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O feitio das mulheres


Na actividade profissional, mas sobretudo em família, por vezes, é bastante habitual que surjam litígios e conflitos entre o homem e a mulher.

Esses conflitos, sobretudo no caso do casamento, podem ter efeitos nefastos e desembocar inclusive em divórcio.

Para prevenir esses conflitos, há que ter presente a forma de pensar e reagir do outro sexo.

Os homens serão mais básicos e actuam de forma mais condicionada enquanto as mulheres são mais sensíveis e susceptíveis.
Há atitudes que passam completamente ao lado dos homens e que, nas mulheres, são causa de transtorno e aborrecimento.

Por sua vez, as mulheres, muitas vezes, actuam na expectativa de uma reacção contrária àquela que elas próprias parecem consentir.
Por exemplo, uma mulher que diz que não é preciso que um familiar lhe dê boleia, na realidade, está na expectativa de receber essa boleia e se o familiar não lha der irá ficar ressentida e magoada.

Outra caracteristica complicada das mulheres é a sua imprevisibilidade. Actuam, por vezes, da forma que menos se esperava.
Como dizia um professor catedrático meu amigo, o prof. Manuel José Lopes da Silva, as mulheres escapam a qualquer estudo de natureza científica.
Este elemento torna mais difícil a tarefa do homem mas há sempre que contar com este elemento-surpresa.

Em particular, os homens, e por maioria de razão, os maridos, devem estar particularmente atentos a estes sinais contraditórios na forma como se devem antecipar a certas situações, tomando a iniciativa de as executar, a priori, antes que a mulher os julgue e condene a posteriori pelas suas omissões.

Estar alerta a estas armadilhas montadas pelas mulheres é meio caminho andado para evitar discussões e cicatrizes e rancores desnecessários.

Por vezes, faz-se faísca, mas biologica e psicologicamente falando, não podemos viver sem elas, nem elas sem nós, homens.
Por isso, saber a fórmula de descodificação dos seus comportamentos, antecipar comportamentos de forma a reduzir ou anular as suas reacções, por vezes, imprevisíveis é a solução para o problema.

Quanto a nós homens, somos mais básicos. Basta jogar com os nossos instintos e ficamos logo domesticados!
:O)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A IDEOLOGIA DO GÉNERO

Confrontados com uma crise que parece não ter solução, importa verificar como vivemos e para onde caminhamos. Há como que uma anestesia em que somos embalados e a realidade perde a sua dimensão.


Esta ausência de realismo é hoje mais uma forma de privar o homem da liberdade. E tem um nome – Ideologia do Género.


2 – A ideologia do Género implica uma nova forma de conceber o ser humano e a sociedade. Defende que as diferenças entre homens e mulheres não dependem da natureza sexuada mas foram construídos culturalmente de forma artificial através da história e são a causa da descriminação que a mulher tem sofrido. Propõe-se libertar a mulher e através da eliminação da diferença de género.


3 – Parte de uma antropologia dualista que separa na pessoa a dimensão corporal da psicológica, argumentando que a pessoa é totalmente autónoma e pode construir-se como quiser, segundo o seu desejo. A vontade individual é uma força ilimitada.


É a última rebelião da criatura contra a sua condição como tal. Na verdade, o homem do ateísmo negou a Deus, que lhe podia dizer o que era o Bem e o que era o Mal. O homem do materialismo negou a sua natureza espiritual. Com a ideologia do Género o homem nega o seu corpo. Isto é o Homem julga-se Deus.


4 – Esta ideologia parece, à partida, fácil de rejeitar, mas ela tem uma forma muito subtil de entrar nas pessoas. Por um lado, usa uma forma de linguagem que é uma verdadeira engenharia verbal, onde a manipulação das palavras é o método. Usam-se palavras para significar coisas distintas do seu próprio significado (IVG em vez de aborto; saúde reprodutiva para falar de contracepção e aborto; amor intergeracional em vez de pedofilia ou redução embrionária para eliminar seres humanos na fase de embrião).


Esta engenharia verbal retira ao homem a sua capacidade de julgamento e de decisão livre. É o esvaziamento total das consciências.


Há duas maneiras de compelir as pessoas a agirem contra as próprias convicções e sobre as leis naturais. A primeira é o recurso à força. A segunda é a propaganda sistemática que utiliza a manipulação verbal como instrumento de acção por excelência.


Este tipo de propaganda procura incutir novas crenças nas suas vítimas. No momento em que estas novas atitudes são interiorizadas pelas pessoas, estas passam a acreditar que foi através da sua própria vontade que criaram esta nova forma de actuar, fazendo-a como sua.


A manipulação verbal corta a dignidade humana porque os indivíduos são objectos manobrados e dominados.


A verdadeira realidade é substituída por uma fictícia; a percepção é de facto dirigida a um objecto, mas agora trata-se de uma pseudo-realidade, de forma falsamente real, tornando-se quase impossível discernir a verdade. Ora, uma mentira que nega a verdade objectiva da realidade, opõe-se à característica fundamental do homem, que é a procura da verdade. Esta manipulação da realidade baseia-se também no relativismo filosófico.


5 – Além disso, os meios de Comunicação Social, as escolas e a política legislativa vão a pouco e pouco introduzindo a Ideologia do Género. A lei molda e orienta comportamentos e a consciência colectiva muda facilmente. Facilmente se identifica o que é legal com o que é bom. Se olharmos para os países europeus que introduziram leis como o aborto livre, casamento entre pessoas do mesmo sexo ou divórcio a pedido, antes das leis serem aprovadas os casos existentes eram raros. Com a nova lei em vigor, rapidamente crescem os números do aborto, casamento gay ou divórcio.


6 – O objectivo dos defensores da Ideologia do Género é a destruição da sociedade, especialmente a partir de tudo o que está relacionado com a sexualidade, a Família e a Vida. Por isso vemos as leis que banalizam de forma alarmante a identidade sexual. Basta invocar que psicologicamente me sinto diferente do corpo que tenho para logo de seguida poder mudar a minha identidade – mudo o nome de Maria para Manuel e passo a declarar-me homem ainda que fisionomicamente tenha aparência feminina.


7 – Por outro lado, a velha ideia de que para libertar a mulher é necessário acabar com a família e o casamento. Para acabar com uma instituição podemos usar duas formas – ou decretamos o seu fim (por lei) ou vamos equipará-la a realidades diferentes que a esvaziam de conteúdo. É esta a via seguida por aqueles que querem acabar com o casamento e com a família. Estes institutos deixam de ser realidades identificadas.


Por exemplo, podemos dizer que qualquer união pode ser considerada casamento (com 3 pessoas, pessoas e animais, etc., etc.).


8 – A Ideologia do Género defende a radical igualdade entre homem e mulher, e despreza a maternidade que é o mais específico do feminino. A maternidade é vista como algo negativo, algo que degrada e escraviza a mulher e que a impede de realizar-se plenamente.


Por isso defende que os cuidados a prestar aos filhos devem ser entregues a entidades públicas. Basta ver a institucionalização de crianças que cresce exponencialmente, negando-se às famílias os apoios que precisam para cuidar dos filhos. As Leis de Promoção e Protecção de Menores são disso um exemplo claro. Os mais pobres são os mais vulneráveis.


Mas também querem “libertar” a mulher da gravidez, por isso as técnicas da reprodução artificial são tão desejadas, assim como o uso massivo de anticonceptivos. E ainda o direito ao aborto livre chamando-lhe “direitos reprodutivos e sexuais”.


9 – A Ideologia do Género, difundida por grandes Organizações Mundiais, priva a razão humana de reconhecer o real e por isso tornou-se hoje a principal inimiga do homem, da mulher, da família e da sociedade. Rouba ao homem a liberdade porque o manipula ao apagar o real. Para vencer esta crise do mundo ocidental é necessária uma razão aberta à linguagem do Ser e por isso capaz de conhecer a realidade.


Isilda Pegado, Presidente Federação Portuguesa pela Vida

Voz da Verdade, 2011.10.16 1

sábado, 29 de outubro de 2011

Sevilha defende as mulheres da prostituição

Exemplo de Sevilha na defesa da dignidade das mulheres:

Os clientes foram postos no centro da luta contra a prostituição em Sevilha. A partir desta sexta-feira, data da entrada em vigor da nova lei, as autoridades municipais daquela província espanhola podem multar quem for apanhado a recorrer a este tipo de serviços. O valor da sanção pode variar entre os 750 e os 3 mil euros.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Pílulas contraceptivas aumentam risco de AVC's e ataques cardíacos



"Segundo o laboratório (Bayer), todas as pílulas de controlo de natalidade, incluindo as da Bayer, têm associado um risco aumentado de coágulos sanguíneos, acidente vascular cerebral ou ataque cardíaco".
Fonte: Público
Porque é que eu não acho estranho que ninguém fale mais dos efeitos perniciosos das pílulas contraceptivas orais ???
Humm, deixa-me adivinhar:
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