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domingo, 2 de junho de 2013

Opinião de MST sobre adoção homossexual


Educada em ambiente gay

Para as crianças, como eu à época, só porque nossos pais são "parceiros" não significa que eles são monógamos. A monogamia na comunidade gay significa “monogamia em série”, pois eles ficam com um mesmo parceiro por alguns meses e logo fazem a fila andar; ou senão eles estão em uma relação, mas mantêm múltiplos parceiros simultaneamente. Pesquisas mostram que a maioria dos relacionamentos homossexuais masculinos torna-se abertos já no primeiro ano. Um artigo recente do New York Times confirma isso: 50% das uniões homossexuais masculinas tornam-se abertas a outros parceiros sexuais já no primeiro ano. Meu pai podia estar “comprometido” em um relacionamento longo, mas havia um acordo com seu parceiro para poder ter relações sexuais com outros.

Enquanto crescia não estive cercada por casais heterossexuais comuns. Na minha casa tinha os parceiros dos meus pais e seus amigos homens; além disso, frequentemente eu era carregada para os locais de encontro da comunidade LGBT. Eu era apenas uma criança, mas estive exposta a manifestações patentes de atividade sexual. Por exemplo, quando eu tinha nove, meu pai me levou em um sex shop do subúrbio. Ele disse que queria me expor à sexualidade para que eu não fosse hipócrita. Não havia senso de privacidade quando se tratava de sexualidade. O sexo era público; isso era parte da cultura gay.
Ele me levava para ver o trabalho de artistas gays cujas pinturas e esculturas continham símbolos fálicos embutidos. Ele me levava para praias de nudismo onde homens gays se encontravam. Ele queria que eu tirasse minhas roupas, mas eu não tirava. Era nesses lugares que os homens estavam envolvidos em "cruzeiros", oferecendo-se uns para os outros para fazerem sexo. Havia áreas próximas dali onde eles iam para praticar sexo. Havia uma rede, de modo que se a polícia estivesse chegando, eles avisavam uns aos outros e assim paravam de fazer sexo.
Isso era antes da era da internet, mas mesmo assim havia uma incrível rede na comunidade gay que mantinha uma comunicação para seus membros marcarem locais de encontro para que pudessem marcar “rapidinhas”. Podiam ser praias públicas, ginásios e até mesmo parques onde crianças brincavam por perto. Meu pai cruzava todo o Canadá e também gostava muito de vir para os Estados Unidos; dentre suas cidades favoritas estavam São Francisco, Miami e Ft. Lauderdale. Ele viajava, achava alguém em questão de minutos e ambos iam para algum lugar fazer sexo. Meu pai também mantinha próximo do seu escritório um apartamento para ele poder ter um lugar de rápido acesso para fazer sexo.
Uma vez, quando estava na 10ª série, eu estava animada porque meu pai havia ido assistir minha performance musical, pois ele nunca fora antes. Eu vi seus olhos se arregalarem quando ele viu todos os garotos adolescentes no palco comigo. Então eu entendi que ele não estava lá por mim, mas para pegar garotos jovens.
Conforme você foi ficando mais velha, teu pai te usou como “isca” para atrair homens que ele tinha interesse em fazer sexo.
Stefanowicz: Sim. Ele dizia para eu me vestir provocativamente e vestir este ou aquele top, e então íamos “passear”. Um homem poderia se identificar como gay, mas meu pai sabia se eles ainda gostavam de jovens garotas. Além disso, isso poderia ser um modo de atrair homens bissexuais e heterossexuais.
Meu pai gostava de homens bem vestidos e de “fino trato”, cuja idade era cerca de 10 anos a menos que a dele. Era sempre um homem mais novo, jamais um da mesma idade ou mais velho. Eu conheci muitos homens gays que tinham preferência por garotos adolescentes que haviam acabado de entrar na puberdade. Eles [os homens gays mais velhos] procuravam garotos vulneráveis cujo pai estava ausente.
Você não fazia objeções quanto ao modo do teu pai te usar desse jeito?
Stefanowicz: Eu não gostava, mas eu estava dividida. Eu queria agradá-lo e estar com ele. No fim das contas eu estava buscando o amor e a aceitação dele. Mas, ao invés disso, eu é que tive de aceitá-lo.
E seu pai também trouxe vários homens para casa para fazer sexo
Stefanowicz: Sim, isso foi parte da minha infância num ambiente homossexual. Não era seguro para as crianças. Para começar, você é exposto a várias doenças. Não sei como dizer isso, mas o sexo homossexual é asqueroso. Eu via lençóis sujos de esperma, fezes e gel lubrificante. Camisinhas não eram parte do cenário, pois não se conhecia a AIDS até então. Com efeito, anos depois, quando descrevi minha situação ao meu médico, ele encomendou os mesmos testes sanguíneos feitos em homens envolvidos em relacionamentos homossexuais.
Diferentes homens vinham viver conosco durante algum tempo nas nossas dependências. Quando meu pai tinha cerca de 30 anos, um artista de 18 anos veio viver conosco. Eles tiveram relações sexuais e saíam por aí juntos buscando outras experiências. Ocasionalmente eles traziam homens para casa para fazer sexo grupal. Meus jovens olhos viram muito. Não foi nada alegre ou colorido.
Meu irmão gêmeo viu o sexo grupal uma vez. Ele não podia entender como nosso pai beijava outros homens, mas não podia mostrar afeição ao seu próprio filho.
Você foi abusada sexualmente?
Stefanowicz: Eu tenho imagens na minha memória sendo abusada sexualmente; eu tive pesadelos com essas imagens. Minha mãe confirmou que eu fui abusada sexualmente pelo meu pai quando eu era criança; entretanto, ela não pôde confirmar as imagens na minha memória que envolviam meu pai e outros homens comigo. Outros adultos que viveram a infância em ambientes homossexuais confidenciaram a mim que foram abusados. Há um risco maior de abuso sexual em tal ambiente.
Os parceiros do seu pai eram gentis com você?
Stefanowicz: Eles até cozinhavam ocasionalmente para mim, ajudavam no dever de casa ou me levavam para alguma atividade. Mas eles não estavam ali por mim ou pelos meus irmãos; eles estavam pelo meu pai. Meus irmãos e eu sentíamos que não tínhamos importância alguma. Além disso, embora diferentes homens viessem para viver conosco durante algum tempo, eles nunca eram como um pai ou membro da família.
Devo acrescentar também como mulher, que não me senti valorizada, apreciada ou amada. Era um ambiente humilhante para mim. Vi muita confusão sobre gêneros; meu pai, por exemplo, às vezes se vestia de mulher. Ou então algum dos parceiros do meu pai interpretavam um papel “pseudo-feminino”.
Você também viu muita morte.
Stefanowicz: Sim. Alguns dos amigos do meu pai cometeram suicídio. Outros morreram de AIDS. Eu vi meu próprio pai morrer de AIDS.
Onde estava sua mãe esse tempo todo?
Stefanowicz: Minha mãe estava seriamente enferma com diabetes crônica desde os 18 anos. Ela também era uma pessoa fraca. Ela estava magoada e solitária, mas não se opunha abertamente ao que estava acontecendo. Ela via as coisas e ia embora. Por causa da sua doença e da sua passividade eu já tive muita responsabilidade desde os oito anos de idade. Eu fazia boa parte dos serviços de cozinha e limpeza.
Quando eles casaram, meu pai nunca teve a intenção de ser fiel a ela. Ele se casou com ela apenas porque ele queria crianças. Após meu irmão gêmeo e eu termos sidos concebidos, o relacionamento sexual deles acabou.
Ela até se igualou ao meu pai ao visitar as subculturas. Ela se envolveu com uma mulher durante a minha adolescência. Eu me lembro dos parceiros do meu pai enfeitando e penteando os cabelos dela.
Você odeia seu pai?
Stefanowicz: Não, eu sempre amei meu pai, até mesmo a despeito do estresse, solidão e pesadelos que ele causou a mim. Eu tive raiva do meu pai, pois ele colocava suas necessidades acima da minha própria pessoa. Eu senti medo de ser descartada, assim como ele descartou muitos dos seus parceiros. Eu procurava o amor dele, mas ele não podia expressar afeição por mim.
Quando ele estava morrendo, eu rezei especialmente para ele. Eu queria perdoá-lo e ficar em paz: e assim o fiz.
Como foram os anos finais da vida dele?
Stefanowicz: Ele passou por momentos árduos, o que tornou difícil para ele ser aceito nos circuitos gays. A AIDS causou manchas rochas no rosto e no corpo, de modo que ele tentava ocultá-las com cosméticos, calças e camisas de manga longa. Ele começou a perder peso e energia. Ele sabia que estava a enfrentar uma grave situação.
Ele estava sozinho e eu continuava a dizer a ele que eu o amava. Às vezes ele não queria nada comigo. Mas eu o venci pelo cansaço. Ele compartilhou seus conflitos internos comigo. Ele foi abusado sexualmente quando era criança; seu pai era um alcoólatra violento. Ele saiu de casa quando tinha 15 anos. Assim, ele me ajudou a entendê-lo e perdoá-lo.
Entretanto, eu ainda guardava ressentimento dos seus parceiros, especialmente o último. Ele e meu pai tiveram um relacionamento “aberto” de 14 anos. Minha mãe não estava lá, então era ele quem cuidava do meu pai. Meu pai tinha muitos bens e seu parceiro sabia que poderia ganhar parte disso quando meu pai morresse. Nenhum dos parceiros do meu pai tinham conduta de protetor adotivo; com efeito, fiquei ressentida que meu pai tivesse gastado tanto tempo com seus amantes ao invés de ter gastado comigo. Esse último parceiro morreu de AIDS em 1996.
Eu vi meu pai um dia antes de morrer: ele estava fortemente dopado e em profunda dor. Ele teve dificuldades em me reconhecer. Eu segurei a mão dele e, enquanto isso, ele disse ao seu parceiro: “Diga a ela que a amo.”
Também notei que meu pai mantinha uma imagem de um barco num mar tranquilo que eu comprei para ele alguns anos antes. Eu estava contente que ele havia guardado; mostrou que ele dava valor. Eu rezava para que papai tivesse aquela paz da imagem.
E como foi que, na idade adulta, você se recuperou das experiências negativas dos seus anos de crescimento?
Stefanowicz: Por volta dos 30 anos de idade eu passei por uma terapia de 13 meses. Por décadas eu tive insegurança, depressão, insônia e confusão sexual. Minha cura incluiu coisas como encarar a realidade e oferecer perdão.
Como foi a recepção ao seu livro?
Stefanowicz: Muitos apoiaram. Mais de 50 adultos que cresceram em lares de casais homossexuais me contataram para dizer o quanto se identificaram com as minhas experiências. Homens que levam um estilo de vida gay escreveram para mim procurando respostas. “Como eu posso sair da comunidade gay”, pergunta um deles, “sem o suporte que eu preciso da minha família e da comunidade como um todo?”; Eles estão buscando amor, compaixão e ajuda. Eu digo a eles para não irem pelo mesmo caminho que meu pai foi.
Esses homens disseram que nunca haviam pensado em mais ninguém quando estavam sexualmente envolvidos com outros homens. Eles não viam o quanto suas escolhas machucavam os que viviam com eles. Eles estavam simplesmente aproveitando o prazer e ignorando as consequências.
Mulheres lidando com o problema do lesbianismo frequentemente perguntavam sobre a minha mãe.
E o que você diz aos seus críticos?
Stefanowicz: Muitos foram iludidos pela aceitação cultural da homossexualidade. Eles não pensaram nisso a ponto de considerar o impacto em longo prazo nas crianças.
Se as críticas forem sórdidas eu não respondo. Se forem respeitosas eu respondo. Digo a eles como meu pai nunca encontrou a felicidade. Mostro a eles que eu me importo e que entendo as circunstâncias e tenho compaixão por eles. Digo a eles que eles precisam achar uma comunidade de apoio onde eles possam ser honestos, buscar perdão e achar a salvação através de Cristo. Quando damos o testemunho de Cristo para os outros, eles ficam atraídos para Cristo.
Alguns críticos argumentam que nem todos os homossexuais são promíscuos como seu pai.
Stefanowicz: Verdade. Mas se você se envolver com a comunidade gay, há uma grande chance de se envolver com vários parceiros sexuais. Pesquisas indicam um alto nível de promiscuidade entre homens que se relacionam com outros homens; além disso, a incidência de doenças sexualmente transmissíveis é muito alta nesse grupo. Meu pai não era o único nessa história; há muitos homens gays com energia ilimitada para aproveitar os prazeres momentâneos.
Você também esteve em contato com o ministério católico para pessoas com atração pelo mesmo sexo, o Coragem.
Stefanowicz: Sim, o co-fundador, padre John Harvey, me deu muito apoio. Ele disse que sou uma mulher corajosa por compartilhar minha história.
O que você pensa sobre as pressões feitas para se reconhecer a união homossexual?
Stefanowicz: Eu dei meu testemunho para oficiais do Canadá, Estados Unidos e outros lugares. Eu abordei brevemente minha própria história e depois disse a eles que o casamento tradicional é significante historicamente e religiosamente. É o cimento que serve de base para nossa cultura e para nossa sociedade, pois forma um cenário pelo qual as crianças são melhores criadas e ficam em ambientes mais seguros.
Há também a questão da monogamia, que eu também discuti, além da importância de a criança ter tanto um pai quanto uma mãe, assim como parentes aos quais elas sejam biologicamente relacionadas. Nossa identidade, segurança e senso de descendência ancestral vêm por meio dos nossos pais; isso é perdido nas uniões homossexuais.
Toda criança quer ser criada por pais biológicos que sejam fiéis entre si. As crianças não querem passar pelo tremendo estresse de ter de crescer com pais que colocam suas preferências sexuais à frente. Por três décadas da minha vida eu vi meu pai indo de um relacionamento para o outro. Essa era a prioridade dele. Uma criança não pode satisfazer suas necessidades afetivas e espirituais em um ambiente desses.
Conforme eu disse, eu estava dividida enquanto criança: “Será que devo fazer as coisas imorais que meu pai pede? Como honrar meu pai em um ambiente desses? E as minhas necessidades? Meus sentimentos não importam, mas os do parceiro importam?”
Crianças não querem saber de o mundo ser “gay” ou amigável, elas querem passar o tempo com os seus pais. Elas precisam de uma casa com um casal heterossexual estável, uma comunidade e uma escola para compartilhar seus valores em comum.  Elas também precisam de uma base religiosa. Eu sou atacada pelos ativistas por promover esse ponto de vista, mas eu não os odeio em retorno. Minha preocupação é com as crianças.
Eu nasci e cresci sob a guarda LGBT. Eu não escolhi isso. O caminho de saída desse ambiente foi solitário. Mas fazer isso me deu tal liberdade e alegria que eu quis compartilhar com os outros.
 
Daqui

sábado, 1 de junho de 2013

Entre o ideal e o "achismo"



Há quem diga que afirmar o paradigma da relação heterossexual estável como meio por  excelência para a educação e crescimento de uma criança é um mero "achismo"

Mas será  que uma pessoa como o professor Miguel Oliveira da Silva Presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (apologista da causa pró-aborto, diga-se) está a fazer um “ACHISMO” quando defende, com base no seu saber e na sua experiência profissional,  a importância e desejabilidade da dualidade antropológica masculino/feminino na gestação e educação de uma criança."

Ou que, João Seabra Diniz, diretor da Sociedade Portuguesa de Psicanálise, está a fazer um “ACHISMO”  quando afirma que  "o ideal de família é a três ou mais elementos, no caso de existirem mais filhos porque sem este triângulo familiar, essa relação e o desenvolvimento emocional da criança podem ficar afetados".

E será também um “ACHISMO” a afirmação de Ricardo Simões da Associação para a Igualdade Parental, segundo o qual "Nós não defendemos as famílias em que apenas um progenitor está presente na vida da criança, porque é sempre diferente ter um pai e uma mãe presentes, mesmo que não estejam juntos".

E  o que dizer da meta-análise publicada no Reino Unido, em 2008, por 7 especialistas,  que concluíu o seguinte:

LGB people are at higher risk of mental disorder, suicidal ideation, substance misuse, and deliberate self harm than heterosexual peoplehttp://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2533652/

Será uma meta-análise certamente “ACHISTA” porque da vida quotidiana dos homossexuais pouco se sabe e o que se sabe é o que aparece estes estudos ou (melhor ainda) estatísticas, tais como a feita em 2011 pela Organização Mundial de Saúde de que os homossexuais têm 20 vezes mais probabilidades de contrair o HIV http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=22275

Enfim, tudo informações "achistas" que aconselham certamente a entrega de crianças a casais homossexuais…
 
Mas como este país já ensandeceu há algum tempo, nunca se sabe.

Sobre o reconhecimento do casamento e adoção gays

 
 
7. Nas uniões homossexuais estão totalmente ausentes os elementos biológicos e antropológicos do matrimónio e da família, que poderiam dar um fundamento racional ao reconhecimento legal dessas uniões. Estas não se encontram em condição de garantir de modo adequado a procriação e a sobrevivência da espécie humana. A eventual utilização dos meios postos à sua disposição pelas recentes descobertas no campo da fecundação artificial, além de comportar graves faltas de respeito à dignidade humana,(15) não alteraria minimamente essa sua inadequação.
Nas uniões homossexuais está totalmente ausente a dimensão conjugal, que representa a forma humana e ordenada das relações sexuais. Estas, de facto, são humanas, quando e enquanto exprimem e promovem a mútua ajuda dos sexos no matrimónio e se mantêm abertas à transmissão da vida.
Como a experiência confirma, a falta da bipolaridade sexual cria obstáculos ao desenvolvimento normal das crianças eventualmente inseridas no interior dessas uniões. Falta-lhes, de facto, a experiência da maternidade ou paternidade. Inserir crianças nas uniões homossexuais através da adopção significa, na realidade, praticar a violência sobre essas crianças, no sentido que se aproveita do seu estado de fraqueza para introduzi-las em ambientes que não favorecem o seu pleno desenvolvimento humano. Não há dúvida que uma tal prática seria gravemente imoral e pôr-se-ia em aberta contradição com o princípio reconhecido também pela Convenção internacional da ONU sobre os direitos da criança, segundo o qual, o interesse superior a tutelar é sempre o da criança, que é a parte mais fraca e indefesa.
De ordem social
8. A sociedade deve a sua sobrevivência à família fundada sobre o matrimónio. É, portanto, uma contradição equiparar à célula fundamental da sociedade o que constitui a sua negação. A consequência imediata e inevitável do reconhecimento legal das uniões homossexuais seria a redefinição do matrimónio, o qual se converteria numa instituição que, na sua essência legalmente reconhecida, perderia a referência essencial aos factores ligados à heterossexualidade, como são, por exemplo, as funções procriadora e educadora. Se, do ponto de vista legal, o matrimónio entre duas pessoas de sexo diferente for considerado apenas como um dos matrimónios possíveis, o conceito de matrimónio sofrerá uma alteração radical, com grave prejuízo para o bem comum. Colocando a união homossexual num plano jurídico análogo ao do matrimónio ou da família, o Estado comporta-se de modo arbitrário e entra em contradição com os próprios deveres.
Em defesa da legalização das uniões homossexuais não se pode invocar o princípio do respeito e da não discriminação de quem quer que seja. Uma distinção entre pessoas ou a negação de um reconhecimento ou de uma prestação social só são inaceitáveis quando contrárias à justiça.(16) Não atribuir o estatuto social e jurídico de matrimónio a formas de vida que não são nem podem ser matrimoniais, não é contra a justiça; antes, é uma sua exigência.
Nem tão pouco se pode razoavelmente invocar o princípio da justa autonomia pessoal. Uma coisa é todo o cidadão poder realizar livremente actividades do seu interesse, e que essas actividades que reentrem genericamente nos comuns direitos civis de liberdade, e outra muito diferente é que actividades que não representam um significativo e positivo contributo para o desenvolvimento da pessoa e da sociedade possam receber do Estado um reconhecimento legal especifico e qualificado. As uniões homossexuais não desempenham, nem mesmo em sentido analógico remoto, as funções pelas quais o matrimónio e a família merecem um reconhecimento específico e qualificado. Há, pelo contrário, razões válidas para afirmar que tais uniões são nocivas a um recto progresso da sociedade humana, sobretudo se aumentasse a sua efectiva incidência sobre o tecido social.
De ordem jurídico
9. Porque as cópias matrimoniais têm a função de garantir a ordem das gerações e, portanto, são de relevante interesse público, o direito civil confere-lhes um reconhecimento institucional. As uniões homossexuais, invés, não exigem uma específica atenção por parte do ordenamento jurídico, porque não desempenham essa função em ordem ao bem comum.
Não é verdadeira a argumentação, segundo a qual, o reconhecimento legal das uniões homossexuais tornar-se-ia necessário para evitar que os conviventes homossexuais viessem a perder, pelo simples facto de conviverem, o efectivo reconhecimento dos direitos comuns que gozam enquanto pessoas e enquanto cidadãos. Na realidade, eles podem sempre recorrer – como todos os cidadãos e a partir da sua autonomia privada – ao direito comum para tutelar situações jurídicas de interesse recíproco. Constitui porém uma grave injustiça sacrificar o bem comum e o recto direito de família a pretexto de bens que podem e devem ser garantidos por vias não nocivas à generalidade do corpo social.(17)
 
CONSIDERAÇÕES  SOBRE OS PROJECTOS  DE RECONHECIMENTO LEGAL
DAS UNIÕES ENTRE PESSOAS  HOMOSSEXUAIS
3 de Junho de 2003

sexta-feira, 31 de maio de 2013

O direito a um pai e uma mãe

Foi aprovado na generalidade um projeto de lei que permite a coadoção por pares homossexuais, ou seja, a adoção por uma pessoa casada com outra do mesmo sexo (ou a ela unida de facto) quando em relação a esta já esteja estabelecida a filiação, natural ou adotiva. O que significará que por esta via se poderá tornear facilmente a atual proibição da adoção conjunta por pares do mesmo sexo, deixando-se «entrar pela janela aquilo a que se fechou a porta»: basta que uma das pessoas adote singularmente, ou que uma mulher recorra à procriação artificial num país que não a proíba (os casos mais frequentes na prática), e depois o seu cônjuge, companheira ou companheiro, solicite a coadoção. Dizem os apoiantes do projeto que se trata apenas de proteger situações já existentes. Mas função de uma qualquer lei não é reconhecer factos consumados ou regular situações já existentes, ela vigora para o futuro e abre (ou não) as portas a novas situações. Aqui, trata-se da possibilidade de alcançar, pela via indicada, alguns dos resultados a que chegaria através da legalização da adoção conjunta. É bom ter presente este facto para não cair na ilusão de que o projeto aprovado difere substancialmente dos que foram rejeitados e que admitiam a adoção conjunta por pares do mesmo sexo. Trata-se de uma opção estratégica de alcançar o mesmo resultado de forma gradual e menos ostensiva.
Corresponde a uma intuição do bem senso, e sempre tal foi afirmado pelos manuais de psicologia do desenvolvimento infantil, que o bem da criança e o seu crescimento harmonioso reclamam a presença de uma figura materna e de uma figura paterna, sendo de todo lamentável a ausência de qualquer delas. Nenhum pai substitui uma mãe, tal como nenhuma mãe substitui um pai. Como afirma o filósofo e teólogo Xavier Lacroix, todos crescemos num duplo jogo de identificação e diferenciação, todos recebemos o amor segundo estas duas cores e estas duas vozes, masculina e feminina, pois nenhuma delas esgota a riqueza do humano.
Assumir legalmente a filiação por duas pessoas do mesmo sexo é, de acordo com a filósofa Sylviane Agacinsky, negar violentamente a incompletude e finitude de cada um do sexos em relação ao outro, é simbolizar, aos olhos dos visados e de toda a sociedade, a negação da limitação de cada um dos sexos e, consequentemente, a negação da riqueza da dualidade sexual.
Não é por acaso que a filiação envolve dois progenitores, não só um, mas também não três ou quatro: porque cada um deles, na sua unicidade, é portador de uma especificidade (a que é própria do seu sexo) que completa e enriquece a do outro.
O pedopsiquiatra Christian Flavigny, por seu turno, salienta (em Je veux papa et maman – «père- et- mère» congédiés par la loi; Salvator, 2013) como a identidade da criança se constrói a partir da noção de que foi gerada pela união entre o pai e a mãe. Isso é possível quando ela é adotada por um homem e uma mulher, que sempre poderiam ser seus pais biológicos, mas nunca quando é adotada por duas pessoas do mesmo sexo (ou coadotada por uma delas), que nunca poderiam ser seus pais biológicos, como ela sabe. Neste caso, a adoção serve de ficção legal falsificadora e geradora de uma confusão prejudicial à construção dessa identidade. Convenhamos que será difícil explicar a essa criança (numa nova versão da "história da cegonha") como é que na sua origem pode estar uma relação entre pessoas do mesmo sexo…
É por estas razões que sempre o regime da adoção foi concebido no sentido de a aproximar da filiação natural, para que a criança adotada se sinta o mais possível semelhante à que é criada pelos pais biológicos. E também para que a criança adotada não se sinta diferente das que o não são, muitos pais adotantes procuram ocultar de outras crianças o facto de ela ser adotada, o que nunca será possível quando é adotada por um par do mesmo sexo.
Ao contrário do que muitas vezes se diz, não há "consenso científico" a respeito da ausência de malefícios da educação de crianças por pares do mesmo sexo. O estudo mais extenso até hoje realizado, do professor da Universidade do Texas Mark Regnerous, publicado na revista Social Science Research, demonstra o contrário.
 
Pedro Vaz Patto
Juiz.
Voz da Verdade

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Co-adopção: um direito desumano

No passado dia 17, a Assembleia da República aprovou, na generalidade, a lei da co-adopção pelo parceiro do progenitor, em uniões de pessoas do mesmo sexo.


É por um imperativo de não-discriminação que se defende que também às uniões, ditas homossexuais, se reconheça o que já é permitido aos casais, ou seja, à união de um homem e uma mulher. Contudo, a justiça não obriga a tratar todos por igual, mas a dar a cada qual o que lhe é devido. A justiça fiscal discrimina os cidadãos em função dos seus rendimentos; se o não fizesse, seria profundamente injusta. Uma autarquia, uma sociedade anónima e uma associação de columbófilos podem ter personalidade jurídica, mas é razoável que a lei não lhes permita o casamento, nem a adopção de menores. É uma discriminação em relação às pessoas singulares? Sem dúvida, mas é legítima, como justa é a interdição da adopção para uniões não equiparáveis à família natural, que é a união de um homem e uma mulher.

Os defensores do pretenso direito à adopção esquecem que não há, nem pode haver, um direito a ter filhos, naturais ou adoptivos. Não o têm os casais naturais – quanto muito, uma mera expectativa – nem as uniões de pessoas do mesmo sexo e, se aqueles podem adoptar e estes não devem faze-lo, é porque o Estado deve facultar ao menor órfão, ou filho de pais ausentes ou incapacitados, um pai e uma mãe, ou seja, uma família natural. Só na impossibilidade de adopção, dever-se-ia entregar a criança sem pais a uma instituição social que, como a união de duas pessoas do mesmo sexo, também não é, em sentido próprio, uma família.

Um homem singular pode ser um bom pai, como uma única mulher pode ser uma boa mãe e, por isso, é razoável que um só indivíduo possa adoptar. Mas dois homens ou duas mulheres, não só não são melhores pais ou mães – na realidade, só um deles poderá ser, verdadeiramente, pai ou mãe – como, em caso algum, podem ser pai e mãe, o que só poderá ocorrer se forem, respectivamente, homem e mulher.

Por outro lado, se se entende que duas pessoas do mesmo sexo podem ser dois bons «pais» ou «mães», por que não permitir que três ou mais indivíduos do mesmo sexo, possam adoptar?! Afinal de contas, a exigência da heterossexualidade do casal é tão natural quanto a sua composição dual: se duas pessoas, do mesmo sexo, podem ser casal e família, porque não três, quatro ou cinco?! A obrigação legal de o casal serem só dois não será também preconceituosa?!

De facto é e, nisto, os defensores da co-adopção têm toda a razão. É um preconceito, como preconceituosa é também a essência heterossexual do casal. É um preconceito porque é uma realidade anterior a qualquer racionalização do amor, da família ou da geração: a natureza heterossexual da união fecunda não decorre de nenhuma ideologia, cultura ou religião, mas é uma realidade originária e natural e, apenas neste sentido, é um pré-conceito. É uma realidade aliás universal, porque 97% das uniões estáveis são constituídas, em todo o mundo, por pessoas de diferente sexo e 100% dos casais naturalmente fecundos são heterossexuais. É por isto que o casamento é matrimónio: a união que faz da mulher mãe, ou mater, em latim, porque, quando se exclui a geração, não há verdadeiro casamento, nem família.

A nova lei foi saudada como um avanço civilizacional. Mas, se assim é, por que razão os deputados a aprovaram, na generalidade, de forma tão apressada e sigilosa? Se são cientes da sua transcendência, não seria lógico que exigissem uma maioria qualificada, como se requer para as reformas constitucionais? Será que temem o veredicto popular? Será que sabem que a grande maioria das pessoas não concorda com a nova lei?

Uma grande vitória para os direitos humanos? Que uma criança tenha, legalmente, dois «pais» ou duas «mães» é tudo menos humano, porque o que é próprio da natureza humana é ser-se filho de um só pai e de uma só mãe. É desumano que o filho, privado do seu pai, ou da sua mãe, veja esse seu ascendente substituído pelo parceiro do outro progenitor. A nova lei, portanto, não consagra nenhum novo direito humano, mas talvez, por desgraça, o primeiro pseudo-direito desumano.
 
Padre Gonçalo Portocarrero de Almada
Fonte: i

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Os deputados aprovaram uma coisa que nem sabiam o que é

A co-adopção pode ser usada para contornar a proibição legal da adopção de crianças por casais do mesmo sexo, admite o socialista Pedro Silva Pereira.

O antigo ministro da Presidência, em declarações ao programa de actualidade cristã das quartas-feiras, na Renascença, considera que deve haver mais debate em torno desta mudança na legislação.

“A co-adopção é uma solução que não me choca, que nós podemos consagrar, no entanto, ela pode também ser utilizada - e não podemos ignorar – como um expediente para ultrapassar a proibição legal da adopção, por via de uma adopção em fases: primeiro adopta um e depois adopta outro. E se isto é verdade, mais uma razão para que este passo, a ser dado, seja um passo que seja precedido de maior debate, com maior transparência e com maior legitimação.”

Pedro Silva Pereira critica a forma como o Parlamento aprovou o projecto de lei do PS que defende a co-adopção de crianças por parte de casais homossexuais. “A pergunta que mais me faziam no dia em que o Parlamento aprovou a co-adopção foi: ‘exactamente o que é isso da co-adopção’. E esta pergunta diz tudo sobre a falta de debate que me parece que existiu neste caso”, diz o antigo ministro da Presidência.

Fonte RR

Sobre a importancia do pai e a mãe (contra a adoção gay)



Caso clínico demonstra que ausência paterna tem efeitos nefastos

"a presença de ambos os pais é que permite à criança viver de forma mais natural os processos de identificação e diferenciação"

"o papel paterno é crucial para o desenvolvimento dos filhos: a entrada na adolescência, quando "a maturação genital obriga a criança a definir o seu papel na procriação"

" crianças que não convivem com o pai acabam tendo problemas de identificação sexual, dificuldades de reconhecer limites e de aprender regras de convivência social.

"há uma necessidade inata de filiação nos seres humanos, o que não é diferente com os filhos de mães sozinhas

Ver mais aqui

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Advogados defendem chumbo da adapção por casais gays


Ordem dos Advogados recusa adopção por famílias onde "um homem faz de mãe e uma mulher faz de pai".


Daqui.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Tribunal tira 7 filhos a mãe por esta não querer fazer laqueação das trompas

CHOCANTE E MAU DEMAIS PARA SER VERDADE :

Liliana Melo ficou sem sete dos seus dez filhos há sete meses. Por ordem do Tribunal de Sintra, as crianças, com idades entre os seis meses e os sete anos, foram sujeitas à medida de protecção de menores mais extrema: dadas à confiança para adopção, perdendo todos os vínculos parentais para sempre.
A sentença determinou que as filhas mais velhas ainda menores, na altura com 16 e 11 anos, ficassem com os pais. Mas o tribunal entendeu que a menor de seis meses, os gémeos de dois anos e os irmãos de três, cinco, seis e sete anos estavam em risco, e resolveu retirá-los de casa.
No processo, não há qualquer referência a maus-tratos físicos ou psicológicos ou a outro tipo de abusos. Na sentença, a que o SOL teve acesso, considera-se mesmo que há laços de afectividade fortes na família e refere-se que as filhas mais velhas têm sucesso escolar e estão bem integradas no seu ambiente social. A decisão do Tribunal de Sintra sustenta-se nas dificuldades económicas da família e no facto de a mãe ter desrespeitado o acordo de promoção e protecção de menores ao recusar-se a laquear as trompas
Esse acordo – proposto pelas técnicas da Segurança Social e homologado pelo juiz – obrigava os pais a tomar uma série de medidas, entre as quais realizar uma operação para não poderem ter mais filhos.
«Tinha de arranjar emprego, zelar pela higiene e vestuário das crianças, assegurar a pontualidade e a assiduidade deles na escola, ter em dia os planos de vacinação e fazer uma laqueação das trompas», conta a mãe, lembrando que deixou claro ao juiz que, por ser muçulmana, não se poderia submeter a essa operação. «O que o juiz me disse foi que tínhamos de deixar em África os nossos hábitos e tradições e que aqui tínhamos de nos adaptar».
 
Fonte: Sol

domingo, 2 de dezembro de 2012

ADOÇÃO PARA O NASCIMENTO


Ciência & Vida: uma possibilidade de viver para os embriões criopreservados

"Em termos de adoção de embriões para o nascimento, estes dois dias de trabalho representam um ponto de partida importante para a reflexão sobre um tema que é impossível de ignorar", afirma Lucio Romano, presidente italiano da Associação Ciência & Vida, depois do X Congresso Nacional da entidade, realizado neste sábado, 24.
"A adoção para o nascimento é um tema de relevância particular e de inquestionável peso ético, jurídico e legislativo, e gostaríamos de evitar falar dele de forma conflitiva. Queremos uma dialética inclusiva, e não exclusiva, no pleno reconhecimento da dignidade da vida humana já em sua fase inicial de embrião", afirma Romano.
O segundo dia do congresso foi dedicado ao biodireito, com juristas discutindo atualidade e perspectivas da adoção de embriões para o nascimento.
Ferrando Mantovani, professor emérito de Direito Penal da Universidade de Florença, diz que "a criopreservação é uma anomalia, uma desumanidade e uma monstruosidade. É fato, no entanto, que a criopreservação é praticada. Diante disso, a escolha é deixar o embrião morrer com o tempo ou agir para que ele seja adotado para a vida, que ele possa viver a sua vida no ventre acolhedor de uma mãe e depois ser uma criança e um adulto normal".
Andrea Nicolussi, professor de Direito Civil na Universidade Católica de Milão, observa que "a lei não proíbe a adoção de embriões. Eu diria até que o espírito da lei é a favor, porque uma criopreservação por tempo indeterminado não respeita o princípio da dignidade humana . Além disso, a adoção do embrião poderia ser vista como uma boa alternativa para a fertilização heteróloga, justamente proibida por lei porque é uma simulação da filiação natural e introduz uma parentalidade assimétrica no casal. Na verdade, ela cria artificialmente em um dos esposos uma paternidade apenas legal, dissociada da biológica, e uma paternidade biológica e também legal no outro cônjuge, com problemas evidentes tanto nas relações do casal quanto nas relações de paternidade. Já a adoção de embriões une o casal na solidariedade para com o embrião concebido e abandonado, oferecendo a ele uma chance de vida e uma família".
Luciano Eusebi, professor de Direito Penal da Universidade Católica de Milão e membro do Conselho Nacional Ciência & Vida na Itália, destaca que "a geração de embriões não pode ser considerada liberada. Temos os princípios da Lei 40/2004, que, por um lado, tenta favorecer a qualidade das técnicas mais que o agir através da multiplicação dos embriões envolvidos, e, por outro, pretende que cada embrião gerado tenha a possibilidade da vida. Com a exigência de evitar tanto quanto possível a geração de embriões que não sejam imediatamente transferidos, há a necessidade de assegurar, hoje, que estes embriões sejam criopreservados de fato, evitando que eles simplesmente se deteriorem, perdendo qualquer vínculo com a sua geração”.
ratio moral entre o congelamento e o subsequente descongelamento de embriões é a perspectiva de que o embrião gerado in vitro, mas não imediatamente transferido para o útero, possa, no futuro, dar prosseguimento à sua existência. O único destino de acordo com a sua dignidade precisa torna possível o desenrolar da sua vida através da disponibilidade para adoção.
(Trad.ZENIT)
ROMA, quarta-feira, 28 de novembro de 2012

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Estudo de sociólogo norte-americano demonstra que crianças desenvolvem-se melhor em familias biparentais heterossexuais


O sociólogo Mark Regnerus, do departamento de Sociologia e Centro de Investigação da População da Universidade do Texas, em Austin, nos Estados Unidos, desenvolveu um projecto denominado "New Family Structures Study" (NFSS).

O NFSS consiste numa projecto de recolha de dados, em larga escala, de uma amostra indiferenciada de 15.000 jovens adultos norte-americanos, com idades compreendidas entre os 18 e os 39 anos que foram educados e cresceram em tipos diferentes de famílias.

Um resumo do estudo, publicado no Social Science Research, pode ser consultado aqui

Este estudo revela claramente que as crianças demonstram uma maior aptidão para o sucesso enquanto adultos, em vários âmbitos e numa multíplicidade de domínios, quando passam a sua infância com os seus pai e mãe casados entre si e, em particular, quando estes se mantêm casados entre si.

P.S.- Este estudo está a gerar controvérsia e, ao que parece, já provocou perseguições do lobby gay ao seu autor, tal como se pode constatar aqui.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Mais vale abandonados na roda do que mortos no ventre


 O recurso a sistemas semelhantes ao da “roda” para abandonar bebés recém-nascidos está a aumentar na Europa. Na República Checa, na parede exterior do edifício da clínica GynCentrum, no leste de Praga, está colocada uma "caixa" que recolhe bebés indesejados. É um local isolado, onde as mães podem evitar ser vistas.

No interior desse dispositivo encontram-se folhetos em checo, russo e inglês com números de telefone que oferecem ajuda às mães que mudem de ideias.

Logo que a criança é ali deixada, soa um alarme dentro da clínica para alertar os enfermeiros que recolhem o recém-nascido do outro lado da parede.
Dezassete bebés foram deixados na "caixa" da clínica checa desde que abriu em 2005, segundo Lenka Benediktova, uma das responsáveis, ouvidas pelo The Guardian.

Esta é um dos 50 dispositivos para o efeito colocados em todo o país pela Fundação para Crianças Abandonadas (Statim), uma ONG privada dirigida por Ludvik Hess, um pai de 20 filhos, oito biológicos e os outros adoptados, que se diz poeta e empresário e afirma agir por motivos humanitários. Cada um custa 39 mil euros e os fundos são angariados junto de empresas, incluindo um dos maiores bancos da República Checa, o Komercni.

Graças a estas “caixas” 75 bebés já foram salvos, segundo Ludvik Hess, O objectivo é instalar 70 equipamentos destes para fazer a cobertura de todos os distritos do país, ajudando as mães solteiras e acolhendo os bebés indesejados para os dar para adopção.
Zuzana Baudysova, directora da Fundação Criança, uma instituição checa de caridade para crianças nota que esta iniciativa beneficia muitos bebés indesejados, filhos de mulheres de outras nacionalidades. "Muitos delas não são checas, mas dos Balcãs, Albânia ou Roménia. Algumas são imigrantes africanas”, diz, acrescentando não ter dúvidas de que, “se as caixas não existissem alguns desses bebés seriam deitados no lixo”.
Nações Unidas preocupada

O aumento destas caixas que acolhem bebés na Europa está a preocupar cada vez mais as Nações Unidas por considerar que esta prática "contraria o direito da criança a ser conhecida e cuidada pelos seus pais”.

O comité da ONU que zela sobre o cumprimento dos Direitos da Criança mostra-se alarmado com o aumento destas "caixas" colocadas geralmente no exterior dos hospitais. Este comité lamenta que as "rodas", que já tinham desaparecido da Europa no século passado, reapareceram na última década e totalizam quase 200 em países tão diversos como Alemanha, Áustria, Suíça, Polónia, República Checa e Letónia. Desde 2000, mais de 400 crianças foram abandonadas nesses dispositivos.

Em França e na Holanda as mulheres têm o direito ao anonimato após o parto; no Reino Unido continua a ser um crime abandonar secretamente uma criança.

Para os funcionários da ONU, a existência destas “caixas” viola uma das ideias básicas da Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC), que diz que estas têm direito a conhecer os seus pais e, mesmo em caso de separação, o Estado tem o dever de "respeitar o direito da criança a manter relações pessoais com seu pai ou mãe ".

No ano passado, o comité das Nações Unidas recomendou ao Governo da República Checa que tomasse “todas as medidas necessárias para acabar com a situação o mais rapidamente possível". Tal não está a acontecer.
Fonte: Público

É engraçado que a ONU que diz-se chocada com estas práticas por defender (e com razão) que "contraria o direito da criança a ser conhecida e cuidada pelos seus pais”, é a mesma que defende o direito da mulher a assassinar o bébé que carrega no seu ventre.
Por outras palavras, a criança só tem direito a ser conhecida e cuidada pelos seus pais, após nascer, antes já pode ser retalhada, morta e sugada para fora do ventre da mãe.

segunda-feira, 26 de março de 2012

O triangulo familiar reforça o desenvolvimento emocional da criança

João Seabra Diniz, diretor da Sociedade Portuguesa de Psicanálise, considera, porém, que "o ideal de família é a três ou mais elementos, no caso de existirem mais filhos", sublinha o psicólogo infantil. "Porque sem este triângulo familiar, essa relação e o desenvolvimento emocional da criança podem ficar afetados".

A opinião é partilhada por Ricardo Simões: "Nós não defendemos as famílias em que apenas um progenitor está presente na vida da criança, porque é sempre diferente ter um pai e uma mãe presentes, mesmo que não estejam juntos".

Publicado no Diário de Notícias a 25 de Março de 2012

terça-feira, 13 de março de 2012

Não à adoção gay


A minha última crónica provocou algumas reacções, em concreto de pessoas que me pediram para fundamentar cientificamente as dúvidas sobre a adopção por casais homossexuais. Vou tentar responder-lhes no curto espaço de que disponho.

Partamos de uma evidência consensual entre os especialistas: a formação da identidade sexual da criança não se faz apenas em confronto com o pai ou a mãe, individualmente considerados, mas no contexto da relação entre o pai e a mãe (Brazelton e Cramer, The Earliest Relationship. Parents, Infants and the Drama of Early Attachment, 1991; tradução portuguesa: A Relação Mais Precoce, 1993). Por outras palavras, a criança interioriza os papéis masculino e feminino observando o pai e a mãe, mas também observando o modo como o pai se relaciona com a mãe e a mãe com o pai. É importante repetir isto porque as reservas à adopção gay não implicam que alguém com tendências homossexuais, seja qual for o grau, não possa ser um bom pai numa relação heterossexual. Implicam, isso sim, que uma relação homossexual pode ser um ambiente muito negativo para o desenvolvimento de uma criança.

Porquê?

Em primeiro lugar, porque os gays tendem a ter relações afectivas muito instáveis. Numa obra de 1973, M. Saghir e E. Robins sustentam que as relações homossexuais duram em média dois a três anos (Male and Female Homosexuality, 1973, p. 225), valor reafirmado em 1982 por M. Pollak (“L`homosexualité masculine, ou le bonheur dans le ghétto?”, in P. Ariès e A. Bejin, ed., Sexualités Occidentales, 1982, pp. 56-80), que o atribui à promiscuidade (“centenas de parceiros ao longo da vida”). A este respeito, um estudo recente do perfil demográfico de 2583 homossexuais afirma que “a variação modal para o número de parceiros [da maioria dos indivíduos estudados] é de 101 a 500”, sendo de 501 a 1000 para cerca de 15% e de mais de 1000 para outros 15% (Paul Van de Ven et al., “A Comparative Demographic and Sexual Profile of Older Homosexually Active Men”, in Journal of Sex Research, 34, 1997, p. 354).

Ao citar estes números, não faço qualquer juízo moral. Cada um é livre de viver como bem entende, desde que não prejudique os outros. O que contesto é que o estilo de vida da maioria dos gays, segundo tais estudos, seja o ideal para criar um filho, tarefa que exige relações familiares fortes e estáveis. Será legítimo sujeitar crianças que vêm de uma primeira desagregação da família biológica à hipótese provável de uma segunda desagregação da família adoptiva – em nome do preconceito de que não há diferenças entre casais heterossexuais e homossexuais?

Mais. De acordo com D. Island e P. Letellier, “a incidência de violência doméstica entre os homossexuais masculinos é quase o dobro da que se verifica na população heterossexual” (Men Who Beat the Men Who Love Them. Battered Gay Men and Domestic Violence, 1991, p. 14), enquanto uma investigação sobre 1099 lésbicas, também de 1991, indicava que “ligeiramente mais de metade” tinha sofrido violência física ou verbal da parte das parceiras (Gwat Yong Lie e Sabrina Gentlewarrier, “Intimate Violence in Lesbian Relationships. Discussion of Survey Findings and Practice Implications”, in Journal of Social Service Research, 15, 1991, pp. 41-59).

Sabe-se que as crianças tendem a reproduzir o comportamento violento, dentro e fora da família, dos adultos de referência. Mas não só. Como disse acima, os papéis sexuais tendem igualmente a ser replicados. A probabilidade de uma rapariga criada por um casal de lésbicas vir a ser uma lésbica activa é quatro vezes superior à de uma rapariga criada por heterossexuais (F. Tasker e S. Golombok, “Adults Raised as Children in Lesbian Families”, in American Journal of Orthopsychiatry, 65, 2, pp. 203-215). No caso dos rapazes, segundo J. M. Bailey, a percentagem de homossexuais adultos criados por um casal de gays é de 9%, quando a taxa de homossexuais exclusivos no total da população é de 1 a 2% (“Sexual Orientation of Adults Sons of Gay Fathers”, in Developmental Psychology, 31, 1995, pp. 124-129). Judith Stacey e Timothy Biblarz confirmaram a maior taxa de homossexualidade entre adultos criados em lares homoparentais, chegando mesmo a descrever esta conclusão como “politicamente incorrecta” (“How Does the Sexual Orientation of Parents Matter”, in American Sociological Review, 66, 2001, pp. 174 e 179). Último dado, talvez o mais preocupante: segundo um estudo, 29% dos filhos de casais homossexuais são vítimas de pedofilia por parte de um dos pais, pelo menos, contra 0,6% dos filhos de casais heterossexuais (P. Cameron e K. Cameron, “Homosexual Parents”, in Adolescence, 31, 1996, p. 772).

Não faço juízos de valor, repito, mas repito também que negar a adopção a casais homossexuais não é discriminá-los - é proteger as crianças. Adoptar é dar uma família a uma criança e não uma criança a uma família. A adopção não é um direito. Muito menos se exigido por um grupo que usa as crianças como escudo humano contra uma suposta injustiça, ao mesmo tempo que difunde uma cultura que tão claramente as prejudica.

Pedro Picoito
Daqui

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

FPV contra adoção gay



COMUNICADO

Federação Portuguesa Pela Vida

Manifesta-se contra adoção por casais homossexuais



A Federação Portuguesa Pela Vida (FPV) entende que o princípio da vida está e estará sempre ligado à união entre masculino e feminino, homem e mulher. Entendemos que esse modelo de afeto de um homem e uma mulher deve manter-se, sempre que possível, no crescimento e na educação das crianças. O princípio feminino e o princípio masculino servem de base não só à vida, como à integração da própria criança no mundo que a rodeia, como dois contributos que se completam nas suas diferenças.

Sabemos que há muitas situações onde isso não acontece: há crianças sem pais que cuidem delas, há casais que se separam, há casais em que um deles morre, há crianças a viver só com a avó, um tio ou uma tia. Mas o princípio de dualidade (que traduz a génese da vida) está sempre presente e é, a nosso ver, necessário para o crescimento humanamente harmonioso da criança.

Isto não traduz uma discriminação dos homossexuais, pelo contrário, é uma confirmação do princípio da igualdade, que exige o tratamento igual para situações iguais, e diferente, para situações diferentes.

De uma união homossexual nunca surgiu nem nunca poderá surgir a vida. Vedar a adopção por homossexuais é reafirmar que a criança tem o direito a crescer num ambiente o mais próximo possível do que seria o dos seus pais. É permitir à criança que verifique, no seu dia a dia, que foi fruto de uma união de um homem e de uma mulher. E que a vida não pode surgir senão desse modelo de entrega.

Subverter este princípio é desumanizar a pessoa, é instrumentalizá-la, é fazer dela um meio e não um fim, é torná-la alvo de um direito dos outros.

Pode recorrer-se a engenharias para conceber, pode pensar-se em alugar barrigas para transportar os filhos, pode até imaginar-se uma sociedade em que a vida humana surja, toda ela, em ambiente de laboratório.

Mas esse é um mundo assustador, onde falta o que dá sentido e resposta a qualquer vida humana: o amor, o amor total de um homem e de uma mulher, o único capaz de gerar uma vida e de a proteger sem trair a humanidade.





Federação Portuguesa Pela Vida

Fevereiro de 2012

Adoção por casais gay chumbada no Parlamento

Os projetos do Bloco de Esquerda e do partido ecologista Os Verdes para legalizar a adoção por casais de pessoas do mesmo sexo foram hoje, sexta-feira, chumbados no Parlamento.

Ler mais aqui.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Steve Jobs ou as vantagens da adopção em vez do aborto


Steve Jobs foi dado para adopção e não abortado.
Se tivesse sido abortado nem a Apple, nem o Iphones, nem os Ipads e Ipods teriam existido.
Mais uma vantagem da adopção como alternativa ao aborto:


In a 2005 Stanford University commencement address Steve Jobs painted a brief picture of his beginnings: “It started before I was born. My biological mother was a young, unwed college graduate student, and she decided to put me up for adoption. She felt very strongly that I should be adopted by college graduates, so everything was all set for me to be adopted at birth by a lawyer and his wife.

Except that when I popped out they decided at the last minute that they really wanted a girl. So my parents, who were on a waiting list, got a call in the middle of the night asking: "We have an unexpected baby boy; do you want him?" They said: "Of course." My biological mother later found out that my mother had never graduated from college and that my father had never graduated from high school. She refused to sign the final adoption papers. She only relented a few months later when my parents promised that I would someday go to college.”

Jobs’ biological parents were Joanne Simpson and Abdulfattah John Jandali.
(...)
At the time, however, Joanne’s parents would not allow the two to get married. For that reason, Jobs was given up for adoption to his parents Paul and Clara Jobs.

Eighteen years later saw the Roe v. Wade Supreme Court decision, which paved the way for hundreds of millions of legal abortions to take place in the United States over the following years. In 1955, abortion was nowhere near as prevalent as it is today. It was primarily rejected by society as the termination of innocent life.

Instead, adoptions were preferred. Adoptions ensure that children are given life. Jobs’ adoption was very beneficial, creating and shaping him into the leader that he would later become.

What would a world look like in which Steve Jobs had been aborted?

Out of the 52 million abortions in the US in the past 38 years, how many other Jobs’s have we extinguished?



Fonte: Washington Times

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Textos da Rádio Costa D'Oiro de Setembro




Textos “Algarve Pela Vida”
De 6 de Setembro a 3 de Outubro de 2011


DIA 6 de Setembro de 2011 – Terça-feira

O filósofo Blaise Pascal dizia que toda a infelicidade humana provém de uma única coisa: não sabermos estar quietos num lugar. Mas não foi apenas a quietude a tornar-se hoje em dia uma virtude fora de moda.
Nós próprios nos tornámos uma espécie de “doentes de tempo”. Parece que temos de viver sete vidas num dia só, ofegantes, ansiosos, desencontrados e meio insones.
Um desenvolvimento sereno do tempo não nos basta. Desde os horários dilatados de trabalho às solicitações para uma comunicação praticamente ininterrupta, entramos num ciclo sôfrego de atenção, atividade e consumo. «Despacha-te, despacha-te» é o comando de uma voz que nos aprisiona e cujo rosto não vemos.
«Despacha-te para quê?». Talvez, se tivéssemos de explicar as razões profundas dos nossos tráficos em vertigem, nem saberíamos o que responder.


DIA 7 de Setembro de 2011 – Quarta-feira

Quem nos rouba o tempo?
Um investigador social americano, divertiu-se a construir uma lista de “ladrões de tempo” e chegou à conclusão que os mais perigosos são aqueles interiores, os que nós próprios incorporamos.
É claro que há uma quantidade impressionante de “ladrões exteriores”: o modo leviano como nos interrompemos uns aos outros com trivialidades; os telefonemas que chovem e se prolongam por coisa nenhuma; os compromissos e obrigações sociais de mero artificialismo; as reuniões sem uma agenda preparada em vista de objetivos…
Mas os “ladrões” mais devastadores são os que atuam por dentro quando, por exemplo, as nossas próprias prioridades aparecem confusas e flutuantes; quando somos incapazes de traçar um plano diário ou mensal e ser fiel a ele; quando as responsabilidades estão mal repartidas e se resiste a delegar; quando não conseguimos dizer um não, com simplicidade; quando nos deixamos envolver numa avalanche de ativismo e desordem ou nos acomete o problema contrário: um perfecionismo idealizado que nos deixa paralisados.



Dia 8 de Setembro de 2011 – Quinta-feira


A conquista de um ritmo humano para a vida não acontece de repente, nem avança com receitas de quatro tostões.
Também aqui estamos perante um caminho de transformação que cada um tem de fazer e nos pede verdade, aprendizagem e renúncia.
A primeira renúncia é àquela da obsessão pela omnipotência.
Temos de ter a coragem de perceber e aceitar os limites, pedir ajuda mais vezes, e dizer “basta por hoje” sem o sentimento de culpa a martelar.
A insegurança provocada pela velocidade a que tudo se dá, leva-nos a ter medo de apagar a luz ou de arrumar os papéis para continuar amanhã.
Precisamos, por outro lado, aprender a planificar com sabedoria o dia a dia, hierarquizando as atividades, e concentrando melhor a nossa entrega. Precisamos aprender a racionalizar e a simplificar, sobretudo as tarefas que se podem prever ou se repetem. E ganhar assim tempo para redescobrir aqueles prazeres simples que só a lentidão nos faz aceder

José Tolentino Mendonça







Dia 9 de Setembro de 2011 – Sexta-feira

O marido da recentemente falecida Dra Maria José Nogueira Pinto deixou-nos este testemunho de vida:

“Casámos em 27 de Janeiro de 1972 e a morte separou-nos no dia 6 de Julho de 2011. Líamos escritores franceses. Um dos meus preferidos chamava-se Jean-René Huguenin. Tinha um livro único, La Côte Sauvage, e uma frase de que nós, adolescentes, gostávamos e com a qual concordávamos “O Amor não é mais do que uma extrema atenção ao outro”
Foi essa extrema atenção que procurámos praticar entre nós e estender à pequena tribo que fomos criando: filhos, netos, amigos. Descobrir, perceber, antecipar o que o outro quer, o que lhe faz falta, o que o vai alegrar. E evitar e prevenir o que o pode magoar ou fazer-lhe mal. A Zezinha tinha essa extrema atenção, até ao pormenor. A nossa amiga Nélida Piñon disse-lhe uma vez: «Você é uma provedora».
Era uma provedora. Organizava os nossos espaços com um amor e uma aplicação inteligentes, pensando-os em função de nós, dos utilizadores. Sempre. Há algum tempo que achávamos o nosso quarto tristonho. Um mês antes de morrer, a Zezinha mudou-o – paredes, cortinas, luzes, tudo. E acabou a decorar um jardim para as crianças, na Quinta”.
Grande testemunho de entrega, fraternidade e amor.

Dia 12 de Setembro de 2011 – Segunda-feira

Sobre a forma como a sua esposa, Maria José Nogueira Pinto, viveu os seus últimos meses de vida, escreveu o seu marido o seguinte:

“Estes últimos meses, com um diagnóstico equivalente a uma sentença de morte – pelo menos à luz do estado das ciências médicas que ela respeitava –, mostraram, numa terrível prova de fogo, o que já sabíamos: que nela a teoria era verdade e coerência, que era capaz de viver e de morrer de acordo com os princípios e as normas que proclamara como certos.
Primeiro, não teve medo. Aliás, em toda a vida nunca lhe vi medo, senão quando alguma coisa de grave ameaçou os nossos filhos. Aqui também não.
O Cristo das Bem-Aventuranças em que sempre acreditou, o amigo de Lázaro, não a abandonou. Fez tudo o que tinha de ser feito para tratar-se, submeteu-se disciplinada e animosamente à dureza dos tratamentos, à procura de alternativas. Com uma serenidade, uma doçura, uma preocupação de não nos preocupar ou sequer de nos ocupar muito.
Foi estóica e heróica, mas a sorrir, lúcida, sem ressentimento nem revolta, aceitando o que achava que agora lhe era exigido”

Dia 13 de Setembro de 2011 – Terça-feira

A propósito do massacre de Oslo, convém relembrar o massacre que inaugurou esta onde de matanças indiscriminadas, em particular junto dos mais jovens- o massacre de Colombine, nos EUA, em 1999.

Por curiosidade, também aí e à semelhança do assassíno de Oslo, os autores desses ataques eram jovens desintegrados socialmente, oriundos de famílias destruídas pelo divórcio ou pela instabilidade.

Também em ambos os casos, verifica-se, que os assassinos eram todos viciados em jogos de computador violentos.

É também bom recordar que a 1ª vítima de Colombine e desta série negra de massacres foi Rachel Scott, uma das melhores alunas da Escola e uma rapariga que era, em tudo, a antítese dos seus assassinos.

O diário que nos deixou, na qual escreveu sobre espiritualidade, mas também sobre o sentido da vida, a sua vida e a vida dos outros veio a ser divulgado pelos seus pais, devotos cristãos evangélicos, que quiseram mostrar que da morte, também se podem tirar lições positivas de vida .
Rachel Scott foi a 1ª mártir desta série de ataques a jovens e simultaneamente é um exemplo de vida extraordinário para todos os adolescentes.


Dia 14 de Setembro de 2011 – Quarta-feira

“A Ética do Aborto” é um novo livro da autoria de Christopher Kaczor.
Segundo este autor textos científicos e médicos afirmam que com a concepção há o início de nova vida humana e uma mudança fundamental com a criação de um ser com 46 cromossomos.

Segundo ele, após a fecundação não é mãe que faz com que o organismo recém-concebido se altere em algo diferente. Pelo contrário, o embrião humano auto-desenvolve-se para futuras etapas.
“Fazendo uma analogia, o embrião humano não é um mero modelo detalhado da casa que se construirá, mas uma casa minúscula que se faz cada vez maior e mais complexa, através de seu auto-desenvolvimento ativo para a maturidade”, esclarece o autor.

O autor analisa também alguns casos difíceis como as gravidezes resultado de violação ou incesto. Para ele, a personalidade do feto não depende da forma como foi concebido. Pois cada um “É o que é, independentemente das circunstâncias da sua concepção e nascimento”,.


Dia 15 de Setembro de 2011 - Quinta-feira

Um relatório recente da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado em Abril passado afirma que as famílias são uma fonte essencial de apoio econômico e social para as pessoas, além de instrumento crucial de solidariedade.
O relatório, intitulado “Garantir o Bem-Estar das Famílias”, reconhece ainda que os pais têm dificuldades para combinar o trabalho com os compromissos familiares e, por isso, pede que os governos adotem políticas de apoio às famílias, conferindo mais flexibilidade laboral para os pais.
O relatório aponta também que, em vários países, as pessoas têm menos filhos do que gostariam e concluí que “O bem-estar das crianças está ligado ao da família. Quando as famílias prosperam, as crianças prosperam”.



Dia 16 de Setembro de 2011 – Sexta-feira
Entre os resultados de umm estudo recente feito na Inglaterra, em 40.000 domicílios, ressaltam os seguintes resultardos:
- Casar torna os casais mais felizes do que apenas morar juntos.
- A satisfação dos jovens com sua situação familiar é claramente ligada à qualidade das relações dos seus pais. Nas famílias em que a mãe não é feliz no relacionamento, só 55% dos jovens se dizem "completamente satisfeitos" com sua situação familiar, em contraste com 73% dos jovens cujas mães são "muito felizes" no relacionamento.
- Filhos de pais solteiros são menos propensos a considerar-se plenamente felizes com a própria situação familiar.
- Crianças que não discutem com nenhum dos pais mais de uma vez por semana têm um nível de felicidade maior do que aquelas que têm discussões frequentes. A pesquisa também descobriu que a felicidade das crianças melhora quando elas conversam frequentemente sobre temas importantes com os pais.
- Também é importante jantar em família. As crianças que jantam com a família pelo menos três vezes por semana são mais propensas a se considerar plenamente felizes do que aquelas que vivem essa experiência menos de três vezes por semana.


Dia 19 de Setembro de 2011 - Segunda-feira

Em Julho deste ano, uma história surpreendeu os Estados Unidos.
Numa festa de aniversário com cerca de 30 convidados, a alegria ía dando lugar ao horror.
Um bébé com cerca de 1 ano caíu à piscina, sem que ninguém reparasse. Ninguém não. Uma sobrinha de 10 anos, portadora de sindrome de down, chamada Anne Walsh, alertou outra familiar de 12 anos do que se estava a passar, levando à sua salvação.
Estima-se que cada 9 em 10 mães, quando descobrem que estão grávidas de uma criança com sindrome de down, optam por abortá-la.
Para esta família, ter esta criança com sindrome de down foi uma benção, uma benção que permitiu a salvação de um bébé.
Pensemos nisto.


Dia 20 de Setembro de 2011 - Terça-feira

Um estudo recente, feito pela organização Child Trends e publicado nos Estados Unidos em 8 de abril, examina a influência exercida nas crianças pela qualidade do relacionamento de seus pais.
Com o título “Qualidade da Relação dos Pais e Resultados dos Filhos por Subgrupos”, o estudo analisa as respostas de mais de 64.000 pais com filhos de 6 a 17 anos.

Quando detalha o tipo de família, o estudo demonstra que os enteados têm o dobro de probabilidade de apresentar problemas de comportamento em comparação com as crianças que moram com seus pais casados.
Os problemas aumentam para as crianças que moram com casais em união de facto: eles têm quase três vezes mais probabilidade de apresentar problemas de comportamento.
Este estudo demonstra que a maior estabilidade e durabilidade de um casal casado repercutem-se positivamente quer nas relações sociais, quer no comportamento escolar dos filhos.

Dia 21 de Setembro de 2011 - Quarta-feira

Conseguir adoptar uma criança pode chegar a demorar vários anos.
Em Abril deste ano existiam 1.879 candidaturas de casais e 385 individuais. No mesmo mês, em condições de serem adoptados estavam apenas 532 menores.
O processo de adopção não é simples: é preciso cruzar o perfil da criança com o dos futuros pais para garantir que as expectativas não são goradas. Apesar de não serem muitos os casos de crianças que depois de serem adoptadas são devolvidas às instituições, esta situação não deixa de ser motivo de preocupação para os Serviços da Segurança Social.

Muitas das crianças em condições de adoptabilidade são meninos “marcados por histórias de vida bastante complicadas” que sofrem de problemas de relacionamento e integração social.
Para tentar reduzir os casos de insucesso e garantir que os “pais” estão aptos, a Segurança Social lançou no final de 2009 um Plano de Formação para a Adopção de forma a informar os pais candidados à adopção das dificuldades que os esperam e garantir que as pessoas que estão inscritas nas listas de espera não vão desistir da criança à primeira contrariedade.

Dia 22 de Setembro de 2011 - Quinta-feira

Quem estiver grávida e não pretenda assumir a maternidade do seu bébé, pode entregá-lo para adopção sem grandes problemas ou burocracias.
Para o efeito, basta informar a assistente social afecta ao serviço de ginecologia e obstetrícia do hospital distrital onde a sua gravidez está a ser acompanhada. A assistente social hospitalar irá sinalizar essa mãe e informar o pessoal médico e de enfermagem para que actue com discrição, retirando o bébé para outra sala, assim que se dê o momento do parto.
Por regra, esta mãe poderá também ser colocada num outro quarto, à parte, de forma a não ter que se cruzar com outras mães.
A vontade da mãe de não ficar com o bébé será objecto de um relatório a elaborar pela assistente social hospitalar que traduza a vontade real da mãe. A assistente social hospitalar, por sua vez, através dos serviços competentes da Segurança Social, informará o Ministério Público do Tribunal de Família da zona que promoverá o internamento do menor numa instituição de acolhimento.
Ao fim de algumas semanas, a mãe será chamada perante o juíz para confirmar o seu desejo de entregar o filho para adopção e esta finalmente poderá ser entregue a uns novos pais.
Uma decisão difícil e corajosa, mas que é 1000 vezes melhor do que eliminar uma vida.


Dia 23 de Setembro de 2011 - Sexta-feira

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), no poder, entregou à oposição uma proposta Lei cujo objectivo é suprimir todo e qualquer anúncio de contactos e serviços sexuais das páginas dos jornais e das versões digitais destes órgãos de comunicação.
Em causa, além da protecção da exploração sexual, está ainda a exposição de menores a este tipo de conteúdos, incluindo às edições digitais destes jornais.
Em 2010, o Parlamento espanhol aprovou, por unanimidade uma resolução, sem carácter legislativo, que instava a promover o fim dos anúncios da prostituição na imprensa. O projecto prevê uma multa para os órgãos de comunicação incumpridores, e sugere que a fiscalização seja feita por entidades públicas e privadas.
Em Portugal, em 2010, por ocasião da celebração do Dia Europeu de Combate Ao Tráfico de Seres Humanos, o Partido Comunista (PCP) propôs um projecto de resolução semelhante ao dos socialistas do país vizinho. O PCP apelava que se efectuassem esforços legislativos no sentido da proibição de anúncios na comunicação social que “directa ou indirectamente, incitassem à prostituição ou angariação de clientes para a prostituição”.

Dia 26 de Setembro de 2011 - Segunda-feira

Se está a pensar ter filhos convém planear a altura do nascimento. Os bebés que nascem em Fevereiro recebem mais da Segurança social. O motivo? Uma lacuna na lei de subsídios de parentalidade.
A lei determina que para calcular o subsídio de parentalidade é necessário ter em conta a remuneração dos primeiros seis meses dos oito anteriores ao início da licença, como noticia o Jornal de Negócios.
Logo, uma vez que grande parte da função pública e do sector privado tiram férias no verão e recebem o subsídio de Natal em Novembro, há blocos de seis meses no ano em que as remunerações são mais altas.
Quando se calcula o subsídio de parentalidade, no caso de um bebé que nasce em Fevereiro, tem-se em consideração o mês de Novembro (subsídio de natal) e os meses entre Julho e Setembro (que é quando se recebe o subsídio de férias).
Pelo contrário, no caso de o bebé nascer em Agosto não se recebeu nenhum subsídio nos seis meses anteriores ao parto, logo, as remunerações declaradas são inferiores, assim como o subsídio de parentalidade.

Dia 27 de Setembro de 2011 - Terça-feira

Um novo estudo realizado no Reino Unido concluíu que as mulheres que realizaram abortos têm 34% maiores probabilidades de vir a ter um bebé premature na gravidez seguinte e sofrer outras complicações com a gravidez, tais como pré-eclampsia.
A especialista da Universidade de Aberdeen, examinou mais de 1 milhão de gravidezes na Escócia ao longo de 26 anos e, além dessa conclusão, apurou igualmente que as mulheres que já tinham tendência para ter gravidezes prematuras antes de abortarem, aumentam esse risco de partos prematuros para mais de 73%.
Os resultados, demonstram ainda que todos estes valores agravam-se quanto maior for o número de abortos repetidos feitos pela mesma mulher e, em particular, no caso de abortos cirúrgicos.
Por sua vez, os bébés prematuros por nascerem antes do tempo têm um maior risco de desenvolver anomalias físicas e mentais.
A especialista inglesa declarou ao Londo Times que os resultados deveriam ser divulgados na opinião pública, em particular, junto das mulheres para que saibam dos riscos que correm.
Dia 28 de Setembro de 2011 - Quarta-feira

Jaime Nogueira Pinto recorda o livro único do escritor francês Jean René Huguenin, com um título belíssimo (La Côte Sauvage), para citar uma frase que ambos amavam desde a adolescência, e que definia o amor como «uma extrema atenção».
Num mundo que celebra e louva a desatenção, a corrida bárbara para lugar nenhum, eles souberam sempre cultivar essa atenção extrema – extremosa, extremista, radical, absoluta. Porque tiveram a sorte de se encontrar cedo e de cedo compreender, para lá da química e da física (que são essenciais, mas nunca bastam) , que pertenciam um ao outro – que podiam rever-se nos olhos um do outro como em espelhos límpidos.
Assim viveram um amor intenso durante mais de quarenta anos. Assim, Maria José morreu sem medo. Escreve Jaime Nogueira Pinto: «Foi estóica e heróica, mas a sorrir, lúcida, sem ressentimento nem revolta, aceitando o que achava que agora lhe era exigido». Aceitação é outra palavra caída em desuso, porque na voragem em que escolhemos des-existir a confundimos com resignação ou desistência – e é rigorosamente o seu contrário: só pode aceitar o que a vida lhe apresenta quem sabe quem é e o que quer.


Dia 29 de Setembro de 2011 - Quinta-feira

Do blog norte-americano “Fallible Dogma” retirei este testemunho do seu autor, um jovem pai de família e gestor de empresas:

“Entre o meu casamento que é sempre a minha primeira prioridade, os nossos filhos, que é a minha 1ª prioridade juntamente com a anterior e a minha empresa não há dúvidas sobre a quem dar preferência.
Mas para ter tempo para tudo, isso implica submeter-me à práitca de alguns sacrifícios na forma como uso os tempos de cada dia

Para que tudo funcione, tenho que fazer uma renúncia séria ao tempo que gasto na internet, a responder e enviar e-mails, a ver televisão, a jorgar jogos, a dedicar-me aos meus hobbies ou a fazer qualquer outra coisa que não esteja diretamente ligada à promoção daquels meus 3 objectivos primordiais,

Soa a exagero. E é. Mas não significa que não nos divertamos em famíia e que não saboreemos a nossa vida. O que significa é que temos de ser espertos e mais determinados na forma como queremos promover os principais objectivos da nossa vida e que temos de renunciar a fazer algumas das coisas que gostaríamos de fazer, em benefício de fazer outras coisas que achamos serem mais prioritárias e mais preciosas.


Dia 30 de Setembro de 2011 - Sexta-feira

Quem de nós já não iniciou o dia achando que não ia dar conta de tudo o que deveria fazer?
Ou quem de nós alguma vez não concordou com a tese de que o dia deveria ter mesmo mais que 24 horas? De fato, parece que estamos mergulhados numa rotina que nos obriga a realizar o maior número de coisas num espaço cada vez mais curto de tempo.

Claro que tudo isso tem um preço. Para além dos males ligados a saúde, esse estilo de vida pode nos roubar a capacidade de refletir diante das decisões que somos chamados a tomar no dia-a-dia.
A prudência é aquela virtude que nos leva a discernir e escolher os meios mais adequados para realizar o bem.
Um exemplo?
Se para me sentir bem no dia seguinte, devo dormir cerca de oito horas por dia, a prudência é a virtude que me faz desligar o computador e ir dormir na hora certa...
Outro exemplo?
Se devo preservar a vida das pessoas enquanto dirijo meu carro, a prudência é a virtude que me impede de beber antes de guiar...
Poderíamos dar outros inúmeros exemplos, desde os mais "banais" aos realmente importantes. O fato é que, na maioria das vezes, a falta de prudência é uma das principais causas dos males que nos afetam e que nos impedem de ser feliz.
Bem, temos o dia de hoje para nos exercitar!
Eu quero começar já! Espero que você também"


Dia 03 de Outubro de 2011 - Segunda-feira


De acordo com dados do Ministério da Saúde de Itália, citados pela agência de notícias ANSA, países (como França, Grã Bretanha, e Suécia) têm taxas de práticas de aborto mais altas, apesar de promoverem fortes políticas de divulgação da contracepção química e uma atenção maior para a educação à reprodução responsável.

Aqui temos a prova provada que mais informação e uma maior divulgação de métodos contraceptivos não implica, só por si, necessariamente um menor número de abortos.

A questão está na educação da vontade e na interiorização de valores e no desenvolvimento de competências individuais e sociais que nos dêem mais maturidade, em particular aos homens.

A prática de desporto, o esforço no trabalho e o voluntariado e o activismo social são outras das actividades que desenvolvem uma maior maturidade nos jovens mais forte e sadia do que qualquer preservativo de látex.