Opinião de MST sobre adoção homossexual
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MRC
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Para as crianças, como eu à época, só porque nossos pais são "parceiros" não significa que eles são monógamos. A monogamia na comunidade gay significa “monogamia em série”, pois eles ficam com um mesmo parceiro por alguns meses e logo fazem a fila andar; ou senão eles estão em uma relação, mas mantêm múltiplos parceiros simultaneamente. Pesquisas mostram que a maioria dos relacionamentos homossexuais masculinos torna-se abertos já no primeiro ano. Um artigo recente do New York Times confirma isso: 50% das uniões homossexuais masculinas tornam-se abertas a outros parceiros sexuais já no primeiro ano. Meu pai podia estar “comprometido” em um relacionamento longo, mas havia um acordo com seu parceiro para poder ter relações sexuais com outros.
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No passado dia 17, a Assembleia da República aprovou, na generalidade, a lei da co-adopção pelo parceiro do progenitor, em uniões de pessoas do mesmo sexo.
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A co-adopção pode ser usada para contornar a proibição legal da adopção de crianças por casais do mesmo sexo, admite o socialista Pedro Silva Pereira.
O antigo ministro da Presidência, em declarações ao programa de actualidade cristã das quartas-feiras, na Renascença, considera que deve haver mais debate em torno desta mudança na legislação.
“A co-adopção é uma solução que não me choca, que nós podemos consagrar, no entanto, ela pode também ser utilizada - e não podemos ignorar – como um expediente para ultrapassar a proibição legal da adopção, por via de uma adopção em fases: primeiro adopta um e depois adopta outro. E se isto é verdade, mais uma razão para que este passo, a ser dado, seja um passo que seja precedido de maior debate, com maior transparência e com maior legitimação.”
Pedro Silva Pereira critica a forma como o Parlamento aprovou o projecto de lei do PS que defende a co-adopção de crianças por parte de casais homossexuais. “A pergunta que mais me faziam no dia em que o Parlamento aprovou a co-adopção foi: ‘exactamente o que é isso da co-adopção’. E esta pergunta diz tudo sobre a falta de debate que me parece que existiu neste caso”, diz o antigo ministro da Presidência.
Fonte RR
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CHOCANTE E MAU DEMAIS PARA SER VERDADE :
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Liliana F. Verde
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O sociólogo Mark Regnerus, do departamento de Sociologia e Centro de Investigação da População da Universidade do Texas, em Austin, nos Estados Unidos, desenvolveu um projecto denominado "New Family Structures Study" (NFSS).
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João Seabra Diniz, diretor da Sociedade Portuguesa de Psicanálise, considera, porém, que "o ideal de família é a três ou mais elementos, no caso de existirem mais filhos", sublinha o psicólogo infantil. "Porque sem este triângulo familiar, essa relação e o desenvolvimento emocional da criança podem ficar afetados".
A opinião é partilhada por Ricardo Simões: "Nós não defendemos as famílias em que apenas um progenitor está presente na vida da criança, porque é sempre diferente ter um pai e uma mãe presentes, mesmo que não estejam juntos".
Publicado no Diário de Notícias a 25 de Março de 2012
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A minha última crónica provocou algumas reacções, em concreto de pessoas que me pediram para fundamentar cientificamente as dúvidas sobre a adopção por casais homossexuais. Vou tentar responder-lhes no curto espaço de que disponho.
Partamos de uma evidência consensual entre os especialistas: a formação da identidade sexual da criança não se faz apenas em confronto com o pai ou a mãe, individualmente considerados, mas no contexto da relação entre o pai e a mãe (Brazelton e Cramer, The Earliest Relationship. Parents, Infants and the Drama of Early Attachment, 1991; tradução portuguesa: A Relação Mais Precoce, 1993). Por outras palavras, a criança interioriza os papéis masculino e feminino observando o pai e a mãe, mas também observando o modo como o pai se relaciona com a mãe e a mãe com o pai. É importante repetir isto porque as reservas à adopção gay não implicam que alguém com tendências homossexuais, seja qual for o grau, não possa ser um bom pai numa relação heterossexual. Implicam, isso sim, que uma relação homossexual pode ser um ambiente muito negativo para o desenvolvimento de uma criança.
Porquê?
Em primeiro lugar, porque os gays tendem a ter relações afectivas muito instáveis. Numa obra de 1973, M. Saghir e E. Robins sustentam que as relações homossexuais duram em média dois a três anos (Male and Female Homosexuality, 1973, p. 225), valor reafirmado em 1982 por M. Pollak (“L`homosexualité masculine, ou le bonheur dans le ghétto?”, in P. Ariès e A. Bejin, ed., Sexualités Occidentales, 1982, pp. 56-80), que o atribui à promiscuidade (“centenas de parceiros ao longo da vida”). A este respeito, um estudo recente do perfil demográfico de 2583 homossexuais afirma que “a variação modal para o número de parceiros [da maioria dos indivíduos estudados] é de 101 a 500”, sendo de 501 a 1000 para cerca de 15% e de mais de 1000 para outros 15% (Paul Van de Ven et al., “A Comparative Demographic and Sexual Profile of Older Homosexually Active Men”, in Journal of Sex Research, 34, 1997, p. 354).
Ao citar estes números, não faço qualquer juízo moral. Cada um é livre de viver como bem entende, desde que não prejudique os outros. O que contesto é que o estilo de vida da maioria dos gays, segundo tais estudos, seja o ideal para criar um filho, tarefa que exige relações familiares fortes e estáveis. Será legítimo sujeitar crianças que vêm de uma primeira desagregação da família biológica à hipótese provável de uma segunda desagregação da família adoptiva – em nome do preconceito de que não há diferenças entre casais heterossexuais e homossexuais?
Mais. De acordo com D. Island e P. Letellier, “a incidência de violência doméstica entre os homossexuais masculinos é quase o dobro da que se verifica na população heterossexual” (Men Who Beat the Men Who Love Them. Battered Gay Men and Domestic Violence, 1991, p. 14), enquanto uma investigação sobre 1099 lésbicas, também de 1991, indicava que “ligeiramente mais de metade” tinha sofrido violência física ou verbal da parte das parceiras (Gwat Yong Lie e Sabrina Gentlewarrier, “Intimate Violence in Lesbian Relationships. Discussion of Survey Findings and Practice Implications”, in Journal of Social Service Research, 15, 1991, pp. 41-59).
Sabe-se que as crianças tendem a reproduzir o comportamento violento, dentro e fora da família, dos adultos de referência. Mas não só. Como disse acima, os papéis sexuais tendem igualmente a ser replicados. A probabilidade de uma rapariga criada por um casal de lésbicas vir a ser uma lésbica activa é quatro vezes superior à de uma rapariga criada por heterossexuais (F. Tasker e S. Golombok, “Adults Raised as Children in Lesbian Families”, in American Journal of Orthopsychiatry, 65, 2, pp. 203-215). No caso dos rapazes, segundo J. M. Bailey, a percentagem de homossexuais adultos criados por um casal de gays é de 9%, quando a taxa de homossexuais exclusivos no total da população é de 1 a 2% (“Sexual Orientation of Adults Sons of Gay Fathers”, in Developmental Psychology, 31, 1995, pp. 124-129). Judith Stacey e Timothy Biblarz confirmaram a maior taxa de homossexualidade entre adultos criados em lares homoparentais, chegando mesmo a descrever esta conclusão como “politicamente incorrecta” (“How Does the Sexual Orientation of Parents Matter”, in American Sociological Review, 66, 2001, pp. 174 e 179). Último dado, talvez o mais preocupante: segundo um estudo, 29% dos filhos de casais homossexuais são vítimas de pedofilia por parte de um dos pais, pelo menos, contra 0,6% dos filhos de casais heterossexuais (P. Cameron e K. Cameron, “Homosexual Parents”, in Adolescence, 31, 1996, p. 772).
Não faço juízos de valor, repito, mas repito também que negar a adopção a casais homossexuais não é discriminá-los - é proteger as crianças. Adoptar é dar uma família a uma criança e não uma criança a uma família. A adopção não é um direito. Muito menos se exigido por um grupo que usa as crianças como escudo humano contra uma suposta injustiça, ao mesmo tempo que difunde uma cultura que tão claramente as prejudica.
Pedro Picoito
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Liliana F. Verde
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Steve Jobs foi dado para adopção e não abortado.
Se tivesse sido abortado nem a Apple, nem o Iphones, nem os Ipads e Ipods teriam existido.
Mais uma vantagem da adopção como alternativa ao aborto:
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Textos “Algarve Pela Vida”
De 6 de Setembro a 3 de Outubro de 2011
DIA 6 de Setembro de 2011 – Terça-feira
O filósofo Blaise Pascal dizia que toda a infelicidade humana provém de uma única coisa: não sabermos estar quietos num lugar. Mas não foi apenas a quietude a tornar-se hoje em dia uma virtude fora de moda.
Nós próprios nos tornámos uma espécie de “doentes de tempo”. Parece que temos de viver sete vidas num dia só, ofegantes, ansiosos, desencontrados e meio insones.
Um desenvolvimento sereno do tempo não nos basta. Desde os horários dilatados de trabalho às solicitações para uma comunicação praticamente ininterrupta, entramos num ciclo sôfrego de atenção, atividade e consumo. «Despacha-te, despacha-te» é o comando de uma voz que nos aprisiona e cujo rosto não vemos.
«Despacha-te para quê?». Talvez, se tivéssemos de explicar as razões profundas dos nossos tráficos em vertigem, nem saberíamos o que responder.
DIA 7 de Setembro de 2011 – Quarta-feira
Quem nos rouba o tempo?
Um investigador social americano, divertiu-se a construir uma lista de “ladrões de tempo” e chegou à conclusão que os mais perigosos são aqueles interiores, os que nós próprios incorporamos.
É claro que há uma quantidade impressionante de “ladrões exteriores”: o modo leviano como nos interrompemos uns aos outros com trivialidades; os telefonemas que chovem e se prolongam por coisa nenhuma; os compromissos e obrigações sociais de mero artificialismo; as reuniões sem uma agenda preparada em vista de objetivos…
Mas os “ladrões” mais devastadores são os que atuam por dentro quando, por exemplo, as nossas próprias prioridades aparecem confusas e flutuantes; quando somos incapazes de traçar um plano diário ou mensal e ser fiel a ele; quando as responsabilidades estão mal repartidas e se resiste a delegar; quando não conseguimos dizer um não, com simplicidade; quando nos deixamos envolver numa avalanche de ativismo e desordem ou nos acomete o problema contrário: um perfecionismo idealizado que nos deixa paralisados.
Dia 8 de Setembro de 2011 – Quinta-feira
A conquista de um ritmo humano para a vida não acontece de repente, nem avança com receitas de quatro tostões.
Também aqui estamos perante um caminho de transformação que cada um tem de fazer e nos pede verdade, aprendizagem e renúncia.
A primeira renúncia é àquela da obsessão pela omnipotência.
Temos de ter a coragem de perceber e aceitar os limites, pedir ajuda mais vezes, e dizer “basta por hoje” sem o sentimento de culpa a martelar.
A insegurança provocada pela velocidade a que tudo se dá, leva-nos a ter medo de apagar a luz ou de arrumar os papéis para continuar amanhã.
Precisamos, por outro lado, aprender a planificar com sabedoria o dia a dia, hierarquizando as atividades, e concentrando melhor a nossa entrega. Precisamos aprender a racionalizar e a simplificar, sobretudo as tarefas que se podem prever ou se repetem. E ganhar assim tempo para redescobrir aqueles prazeres simples que só a lentidão nos faz aceder
José Tolentino Mendonça
Dia 9 de Setembro de 2011 – Sexta-feira
O marido da recentemente falecida Dra Maria José Nogueira Pinto deixou-nos este testemunho de vida:
“Casámos em 27 de Janeiro de 1972 e a morte separou-nos no dia 6 de Julho de 2011. Líamos escritores franceses. Um dos meus preferidos chamava-se Jean-René Huguenin. Tinha um livro único, La Côte Sauvage, e uma frase de que nós, adolescentes, gostávamos e com a qual concordávamos “O Amor não é mais do que uma extrema atenção ao outro”
Foi essa extrema atenção que procurámos praticar entre nós e estender à pequena tribo que fomos criando: filhos, netos, amigos. Descobrir, perceber, antecipar o que o outro quer, o que lhe faz falta, o que o vai alegrar. E evitar e prevenir o que o pode magoar ou fazer-lhe mal. A Zezinha tinha essa extrema atenção, até ao pormenor. A nossa amiga Nélida Piñon disse-lhe uma vez: «Você é uma provedora».
Era uma provedora. Organizava os nossos espaços com um amor e uma aplicação inteligentes, pensando-os em função de nós, dos utilizadores. Sempre. Há algum tempo que achávamos o nosso quarto tristonho. Um mês antes de morrer, a Zezinha mudou-o – paredes, cortinas, luzes, tudo. E acabou a decorar um jardim para as crianças, na Quinta”.
Grande testemunho de entrega, fraternidade e amor.
Dia 12 de Setembro de 2011 – Segunda-feira
Sobre a forma como a sua esposa, Maria José Nogueira Pinto, viveu os seus últimos meses de vida, escreveu o seu marido o seguinte:
“Estes últimos meses, com um diagnóstico equivalente a uma sentença de morte – pelo menos à luz do estado das ciências médicas que ela respeitava –, mostraram, numa terrível prova de fogo, o que já sabíamos: que nela a teoria era verdade e coerência, que era capaz de viver e de morrer de acordo com os princípios e as normas que proclamara como certos.
Primeiro, não teve medo. Aliás, em toda a vida nunca lhe vi medo, senão quando alguma coisa de grave ameaçou os nossos filhos. Aqui também não.
O Cristo das Bem-Aventuranças em que sempre acreditou, o amigo de Lázaro, não a abandonou. Fez tudo o que tinha de ser feito para tratar-se, submeteu-se disciplinada e animosamente à dureza dos tratamentos, à procura de alternativas. Com uma serenidade, uma doçura, uma preocupação de não nos preocupar ou sequer de nos ocupar muito.
Foi estóica e heróica, mas a sorrir, lúcida, sem ressentimento nem revolta, aceitando o que achava que agora lhe era exigido”
Dia 13 de Setembro de 2011 – Terça-feira
A propósito do massacre de Oslo, convém relembrar o massacre que inaugurou esta onde de matanças indiscriminadas, em particular junto dos mais jovens- o massacre de Colombine, nos EUA, em 1999.
Por curiosidade, também aí e à semelhança do assassíno de Oslo, os autores desses ataques eram jovens desintegrados socialmente, oriundos de famílias destruídas pelo divórcio ou pela instabilidade.
Também em ambos os casos, verifica-se, que os assassinos eram todos viciados em jogos de computador violentos.
É também bom recordar que a 1ª vítima de Colombine e desta série negra de massacres foi Rachel Scott, uma das melhores alunas da Escola e uma rapariga que era, em tudo, a antítese dos seus assassinos.
O diário que nos deixou, na qual escreveu sobre espiritualidade, mas também sobre o sentido da vida, a sua vida e a vida dos outros veio a ser divulgado pelos seus pais, devotos cristãos evangélicos, que quiseram mostrar que da morte, também se podem tirar lições positivas de vida .
Rachel Scott foi a 1ª mártir desta série de ataques a jovens e simultaneamente é um exemplo de vida extraordinário para todos os adolescentes.
Dia 14 de Setembro de 2011 – Quarta-feira
“A Ética do Aborto” é um novo livro da autoria de Christopher Kaczor.
Segundo este autor textos científicos e médicos afirmam que com a concepção há o início de nova vida humana e uma mudança fundamental com a criação de um ser com 46 cromossomos.
Segundo ele, após a fecundação não é mãe que faz com que o organismo recém-concebido se altere em algo diferente. Pelo contrário, o embrião humano auto-desenvolve-se para futuras etapas.
“Fazendo uma analogia, o embrião humano não é um mero modelo detalhado da casa que se construirá, mas uma casa minúscula que se faz cada vez maior e mais complexa, através de seu auto-desenvolvimento ativo para a maturidade”, esclarece o autor.
O autor analisa também alguns casos difíceis como as gravidezes resultado de violação ou incesto. Para ele, a personalidade do feto não depende da forma como foi concebido. Pois cada um “É o que é, independentemente das circunstâncias da sua concepção e nascimento”,.
Dia 15 de Setembro de 2011 - Quinta-feira
Um relatório recente da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado em Abril passado afirma que as famílias são uma fonte essencial de apoio econômico e social para as pessoas, além de instrumento crucial de solidariedade.
O relatório, intitulado “Garantir o Bem-Estar das Famílias”, reconhece ainda que os pais têm dificuldades para combinar o trabalho com os compromissos familiares e, por isso, pede que os governos adotem políticas de apoio às famílias, conferindo mais flexibilidade laboral para os pais.
O relatório aponta também que, em vários países, as pessoas têm menos filhos do que gostariam e concluí que “O bem-estar das crianças está ligado ao da família. Quando as famílias prosperam, as crianças prosperam”.
Dia 16 de Setembro de 2011 – Sexta-feira
Entre os resultados de umm estudo recente feito na Inglaterra, em 40.000 domicílios, ressaltam os seguintes resultardos:
- Casar torna os casais mais felizes do que apenas morar juntos.
- A satisfação dos jovens com sua situação familiar é claramente ligada à qualidade das relações dos seus pais. Nas famílias em que a mãe não é feliz no relacionamento, só 55% dos jovens se dizem "completamente satisfeitos" com sua situação familiar, em contraste com 73% dos jovens cujas mães são "muito felizes" no relacionamento.
- Filhos de pais solteiros são menos propensos a considerar-se plenamente felizes com a própria situação familiar.
- Crianças que não discutem com nenhum dos pais mais de uma vez por semana têm um nível de felicidade maior do que aquelas que têm discussões frequentes. A pesquisa também descobriu que a felicidade das crianças melhora quando elas conversam frequentemente sobre temas importantes com os pais.
- Também é importante jantar em família. As crianças que jantam com a família pelo menos três vezes por semana são mais propensas a se considerar plenamente felizes do que aquelas que vivem essa experiência menos de três vezes por semana.
Dia 19 de Setembro de 2011 - Segunda-feira
Em Julho deste ano, uma história surpreendeu os Estados Unidos.
Numa festa de aniversário com cerca de 30 convidados, a alegria ía dando lugar ao horror.
Um bébé com cerca de 1 ano caíu à piscina, sem que ninguém reparasse. Ninguém não. Uma sobrinha de 10 anos, portadora de sindrome de down, chamada Anne Walsh, alertou outra familiar de 12 anos do que se estava a passar, levando à sua salvação.
Estima-se que cada 9 em 10 mães, quando descobrem que estão grávidas de uma criança com sindrome de down, optam por abortá-la.
Para esta família, ter esta criança com sindrome de down foi uma benção, uma benção que permitiu a salvação de um bébé.
Pensemos nisto.
Dia 20 de Setembro de 2011 - Terça-feira
Um estudo recente, feito pela organização Child Trends e publicado nos Estados Unidos em 8 de abril, examina a influência exercida nas crianças pela qualidade do relacionamento de seus pais.
Com o título “Qualidade da Relação dos Pais e Resultados dos Filhos por Subgrupos”, o estudo analisa as respostas de mais de 64.000 pais com filhos de 6 a 17 anos.
Quando detalha o tipo de família, o estudo demonstra que os enteados têm o dobro de probabilidade de apresentar problemas de comportamento em comparação com as crianças que moram com seus pais casados.
Os problemas aumentam para as crianças que moram com casais em união de facto: eles têm quase três vezes mais probabilidade de apresentar problemas de comportamento.
Este estudo demonstra que a maior estabilidade e durabilidade de um casal casado repercutem-se positivamente quer nas relações sociais, quer no comportamento escolar dos filhos.
Dia 21 de Setembro de 2011 - Quarta-feira
Conseguir adoptar uma criança pode chegar a demorar vários anos.
Em Abril deste ano existiam 1.879 candidaturas de casais e 385 individuais. No mesmo mês, em condições de serem adoptados estavam apenas 532 menores.
O processo de adopção não é simples: é preciso cruzar o perfil da criança com o dos futuros pais para garantir que as expectativas não são goradas. Apesar de não serem muitos os casos de crianças que depois de serem adoptadas são devolvidas às instituições, esta situação não deixa de ser motivo de preocupação para os Serviços da Segurança Social.
Muitas das crianças em condições de adoptabilidade são meninos “marcados por histórias de vida bastante complicadas” que sofrem de problemas de relacionamento e integração social.
Para tentar reduzir os casos de insucesso e garantir que os “pais” estão aptos, a Segurança Social lançou no final de 2009 um Plano de Formação para a Adopção de forma a informar os pais candidados à adopção das dificuldades que os esperam e garantir que as pessoas que estão inscritas nas listas de espera não vão desistir da criança à primeira contrariedade.
Dia 22 de Setembro de 2011 - Quinta-feira
Quem estiver grávida e não pretenda assumir a maternidade do seu bébé, pode entregá-lo para adopção sem grandes problemas ou burocracias.
Para o efeito, basta informar a assistente social afecta ao serviço de ginecologia e obstetrícia do hospital distrital onde a sua gravidez está a ser acompanhada. A assistente social hospitalar irá sinalizar essa mãe e informar o pessoal médico e de enfermagem para que actue com discrição, retirando o bébé para outra sala, assim que se dê o momento do parto.
Por regra, esta mãe poderá também ser colocada num outro quarto, à parte, de forma a não ter que se cruzar com outras mães.
A vontade da mãe de não ficar com o bébé será objecto de um relatório a elaborar pela assistente social hospitalar que traduza a vontade real da mãe. A assistente social hospitalar, por sua vez, através dos serviços competentes da Segurança Social, informará o Ministério Público do Tribunal de Família da zona que promoverá o internamento do menor numa instituição de acolhimento.
Ao fim de algumas semanas, a mãe será chamada perante o juíz para confirmar o seu desejo de entregar o filho para adopção e esta finalmente poderá ser entregue a uns novos pais.
Uma decisão difícil e corajosa, mas que é 1000 vezes melhor do que eliminar uma vida.
Dia 23 de Setembro de 2011 - Sexta-feira
O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), no poder, entregou à oposição uma proposta Lei cujo objectivo é suprimir todo e qualquer anúncio de contactos e serviços sexuais das páginas dos jornais e das versões digitais destes órgãos de comunicação.
Em causa, além da protecção da exploração sexual, está ainda a exposição de menores a este tipo de conteúdos, incluindo às edições digitais destes jornais.
Em 2010, o Parlamento espanhol aprovou, por unanimidade uma resolução, sem carácter legislativo, que instava a promover o fim dos anúncios da prostituição na imprensa. O projecto prevê uma multa para os órgãos de comunicação incumpridores, e sugere que a fiscalização seja feita por entidades públicas e privadas.
Em Portugal, em 2010, por ocasião da celebração do Dia Europeu de Combate Ao Tráfico de Seres Humanos, o Partido Comunista (PCP) propôs um projecto de resolução semelhante ao dos socialistas do país vizinho. O PCP apelava que se efectuassem esforços legislativos no sentido da proibição de anúncios na comunicação social que “directa ou indirectamente, incitassem à prostituição ou angariação de clientes para a prostituição”.
Dia 26 de Setembro de 2011 - Segunda-feira
Se está a pensar ter filhos convém planear a altura do nascimento. Os bebés que nascem em Fevereiro recebem mais da Segurança social. O motivo? Uma lacuna na lei de subsídios de parentalidade.
A lei determina que para calcular o subsídio de parentalidade é necessário ter em conta a remuneração dos primeiros seis meses dos oito anteriores ao início da licença, como noticia o Jornal de Negócios.
Logo, uma vez que grande parte da função pública e do sector privado tiram férias no verão e recebem o subsídio de Natal em Novembro, há blocos de seis meses no ano em que as remunerações são mais altas.
Quando se calcula o subsídio de parentalidade, no caso de um bebé que nasce em Fevereiro, tem-se em consideração o mês de Novembro (subsídio de natal) e os meses entre Julho e Setembro (que é quando se recebe o subsídio de férias).
Pelo contrário, no caso de o bebé nascer em Agosto não se recebeu nenhum subsídio nos seis meses anteriores ao parto, logo, as remunerações declaradas são inferiores, assim como o subsídio de parentalidade.
Dia 27 de Setembro de 2011 - Terça-feira
Um novo estudo realizado no Reino Unido concluíu que as mulheres que realizaram abortos têm 34% maiores probabilidades de vir a ter um bebé premature na gravidez seguinte e sofrer outras complicações com a gravidez, tais como pré-eclampsia.
A especialista da Universidade de Aberdeen, examinou mais de 1 milhão de gravidezes na Escócia ao longo de 26 anos e, além dessa conclusão, apurou igualmente que as mulheres que já tinham tendência para ter gravidezes prematuras antes de abortarem, aumentam esse risco de partos prematuros para mais de 73%.
Os resultados, demonstram ainda que todos estes valores agravam-se quanto maior for o número de abortos repetidos feitos pela mesma mulher e, em particular, no caso de abortos cirúrgicos.
Por sua vez, os bébés prematuros por nascerem antes do tempo têm um maior risco de desenvolver anomalias físicas e mentais.
A especialista inglesa declarou ao Londo Times que os resultados deveriam ser divulgados na opinião pública, em particular, junto das mulheres para que saibam dos riscos que correm.
Dia 28 de Setembro de 2011 - Quarta-feira
Jaime Nogueira Pinto recorda o livro único do escritor francês Jean René Huguenin, com um título belíssimo (La Côte Sauvage), para citar uma frase que ambos amavam desde a adolescência, e que definia o amor como «uma extrema atenção».
Num mundo que celebra e louva a desatenção, a corrida bárbara para lugar nenhum, eles souberam sempre cultivar essa atenção extrema – extremosa, extremista, radical, absoluta. Porque tiveram a sorte de se encontrar cedo e de cedo compreender, para lá da química e da física (que são essenciais, mas nunca bastam) , que pertenciam um ao outro – que podiam rever-se nos olhos um do outro como em espelhos límpidos.
Assim viveram um amor intenso durante mais de quarenta anos. Assim, Maria José morreu sem medo. Escreve Jaime Nogueira Pinto: «Foi estóica e heróica, mas a sorrir, lúcida, sem ressentimento nem revolta, aceitando o que achava que agora lhe era exigido». Aceitação é outra palavra caída em desuso, porque na voragem em que escolhemos des-existir a confundimos com resignação ou desistência – e é rigorosamente o seu contrário: só pode aceitar o que a vida lhe apresenta quem sabe quem é e o que quer.
Dia 29 de Setembro de 2011 - Quinta-feira
Do blog norte-americano “Fallible Dogma” retirei este testemunho do seu autor, um jovem pai de família e gestor de empresas:
“Entre o meu casamento que é sempre a minha primeira prioridade, os nossos filhos, que é a minha 1ª prioridade juntamente com a anterior e a minha empresa não há dúvidas sobre a quem dar preferência.
Mas para ter tempo para tudo, isso implica submeter-me à práitca de alguns sacrifícios na forma como uso os tempos de cada dia
Para que tudo funcione, tenho que fazer uma renúncia séria ao tempo que gasto na internet, a responder e enviar e-mails, a ver televisão, a jorgar jogos, a dedicar-me aos meus hobbies ou a fazer qualquer outra coisa que não esteja diretamente ligada à promoção daquels meus 3 objectivos primordiais,
Soa a exagero. E é. Mas não significa que não nos divertamos em famíia e que não saboreemos a nossa vida. O que significa é que temos de ser espertos e mais determinados na forma como queremos promover os principais objectivos da nossa vida e que temos de renunciar a fazer algumas das coisas que gostaríamos de fazer, em benefício de fazer outras coisas que achamos serem mais prioritárias e mais preciosas.
Dia 30 de Setembro de 2011 - Sexta-feira
Quem de nós já não iniciou o dia achando que não ia dar conta de tudo o que deveria fazer?
Ou quem de nós alguma vez não concordou com a tese de que o dia deveria ter mesmo mais que 24 horas? De fato, parece que estamos mergulhados numa rotina que nos obriga a realizar o maior número de coisas num espaço cada vez mais curto de tempo.
Claro que tudo isso tem um preço. Para além dos males ligados a saúde, esse estilo de vida pode nos roubar a capacidade de refletir diante das decisões que somos chamados a tomar no dia-a-dia.
A prudência é aquela virtude que nos leva a discernir e escolher os meios mais adequados para realizar o bem.
Um exemplo?
Se para me sentir bem no dia seguinte, devo dormir cerca de oito horas por dia, a prudência é a virtude que me faz desligar o computador e ir dormir na hora certa...
Outro exemplo?
Se devo preservar a vida das pessoas enquanto dirijo meu carro, a prudência é a virtude que me impede de beber antes de guiar...
Poderíamos dar outros inúmeros exemplos, desde os mais "banais" aos realmente importantes. O fato é que, na maioria das vezes, a falta de prudência é uma das principais causas dos males que nos afetam e que nos impedem de ser feliz.
Bem, temos o dia de hoje para nos exercitar!
Eu quero começar já! Espero que você também"
Dia 03 de Outubro de 2011 - Segunda-feira
De acordo com dados do Ministério da Saúde de Itália, citados pela agência de notícias ANSA, países (como França, Grã Bretanha, e Suécia) têm taxas de práticas de aborto mais altas, apesar de promoverem fortes políticas de divulgação da contracepção química e uma atenção maior para a educação à reprodução responsável.
Aqui temos a prova provada que mais informação e uma maior divulgação de métodos contraceptivos não implica, só por si, necessariamente um menor número de abortos.
A questão está na educação da vontade e na interiorização de valores e no desenvolvimento de competências individuais e sociais que nos dêem mais maturidade, em particular aos homens.
A prática de desporto, o esforço no trabalho e o voluntariado e o activismo social são outras das actividades que desenvolvem uma maior maturidade nos jovens mais forte e sadia do que qualquer preservativo de látex.
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PLATAFORMA ALGARVE PELA VIDA
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Labels: Aborto, Adopção, Educação Sexual, Efeitos do aborto, Família, Felicidade, Radio Costa D'Oiro
Podemos ajudá-la com apoio médico, jurídico, em géneros (alimentos, fraldas, papas, medicamentos e outros).
Ajudamo-la a obter o abono pré-natal e todos os demais subsídios a que tem direito.
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RESUMO DO ENCONTRO VIDA DE ALBUFEIRA
Estudo sobre a evolução do aborto
O encontro nos meios de comunicação social
Modelos de educação para a sexualidade