sexta-feira, 30 de maio de 2014
Barrigas de aluguer violam superior interesse da criança
A legalização da “gestação de substituição”, conhecida informalmente como “barrigas de aluguer”, representa uma instrumentalização da vida humana e não tem em conta o superior interesse da criança, considera um jurista, especializado em assuntos da família.
Diogo Costa Gonçalves considera que uma criança nunca deve ser encarada como um projecto de realização pessoal: “Sempre que um embrião se torna não um bem em si mesmo mas um projecto de realização de alguém e em função de alguém, estamos a instrumentalizar a vida humana”.
“O superior interesse da criança não se coloca quando aquilo que se está a colocar é o direito a uma maternidade ou paternidade, mesmo contra as circunstâncias biológicas ou interpessoais das pessoas. Isto é completamente contrário ao superior interesse da criança.”
A “gestação de substituição” regulamentaria a prática de pedir a uma mulher que engravide e leve a termo a gestação de um bebé que será posteriormente dado a outra mulher ou a um casal. A gravidez resulta de fertilização “in vitro”.
Fonte: Rádio Renascença
quinta-feira, 29 de maio de 2014
O cônjuge ideal
O cônjuge ideal será aquele que se sinta tão seguro de si mesmo que nunca considere o outro seu rival, mas que, pelo contrário, seja possível viverem os dois para sempre como companheiros leais, dedicados a uma causa comum.
Um cônjuge que estabeleça um tal espaço de liberdade, que tudo o que disser seja pura transparência, de tal maneira que o outro não sinta temor de lhe manifestar tudo o que sente no seu interior, porque sabe que não se ofenderá.
Um cônjuge que seja capaz de remover as pedras do caminho, de tal modo que os dois juntos possam caminhar ao sol com a mesma alegria das crianças, quando constroem castelos de areia na praia.
Um cônjuge que saiba que o prazer do encontro sexual é a canção da liberdade, como quando as suas asas se estendem ao sol. Eles sabem que maré alguma poderá apagar as pegadas dos seus pés, porque num certo dia venturoso encontraram-se num mesmo sonho.
O cônjuge ideal será aquele que tiver consciência da fortaleza e da debilidade do outro, sem que nunca lhe ocorra aproveitar-se delas. Os seus braços serão refúgio para os momentos de desânimo do outro; e a fortaleza de um, trincheira aberta para os combates do outro.
Um cônjuge que sabe que não se podem apanhar as tempestades com uma rede, e que serão livres quando os seus dias e as suas noites estiverem isentas de perturbação, pois nesse dia serão como torre levantada no cume de um alto monte.
Um cônjuge que saiba respeitar e reconhecer os carismas pessoais do outro e os seus quadros de valores, para que juntos, possam edificar, sobre eles, um sonho antigo.
O cônjuge ideal é aquele que não teme entrar no recinto da ternura, não cora ao confessar-se débil nem se envergonha de pedir ao outro o estímulo para a luta de cada dia.
Um cônjuge que não interprete o amor como debilidade: que, porque ama, pense que o outro é o vencedor, ou, pelo contrário, se sinta superior pelo facto de ser tão amado.
Um cônjuge que seja um manto de proteção para o outro, frente aos ataques do exterior, mas que também o proteja de si mesmo.
Um cônjuge que conhece os erros do outro e os aceita sem recriminar, e caminha a seu lado a fim de os corrigir.
Um cônjuge que sabe que o amor sempre cantará, sem necessidade de dar explicações.
Um cônjuge que em cada amanhecer alimenta o amor com um novo favo de mel; e que, antes de nascer o sol, se dirige ao jardim interior para cortar um cravo coberto de orvalho, e o oferece ao outro sem dizer palavra.
O cônjuge ideal é aquele que sabe que o matrimónio é como um mar dilatado e que os dois são navegantes que todos os dias saem para o mar alto, à descoberta de novos mundos em águas desconhecidas.
Um cônjuge que sabe que a realidade do outro não reside naquilo que ele revela, mas naquilo que não pode ser revelado.
Um cônjuge que sabe e aceita que, para descobrir a verdade, são necessárias duas pessoas: uma para dizê-la e outra para escutá-la.
Um cônjuge que sabe que, quando se voltam as costas ao sol (do outro cônjuge) só se veem sombras.
O cônjuge ideal é aquele ser capaz de vibrar, como as cordas de um alaúde, frente à beleza e ao êxtase da vida, porque a vida é mesmo assim: é possível silenciar a cítara soltando as cordas, mas, quem poderá silenciar as andorinhas do céu?
Um cônjuge que tenha os olhos abertos para o mistério geral da vida, aceitando com igual serenidade tanto a dor como a alegria, sem se assustar com a marcha ziguezagueante do espírito humano.
Um cônjuge que, sentado à sombra de uma fortaleza, se mantenha imutável frente às adversidades, sem se deixar abater pelos fracassos, transformando os contratempos em estímulos, e erguendo-se uma e outra vez sobre as cinzas do orgulho.
Um cônjuge, enfim, capaz de responder com todo o peso da doçura, quando, de repente, surge o gesto azedo, que nunca resvala pela encosta da ironia nem da ofensa, e que em cada dia amanhece oferecendo uma aurora, sem nunca permitir que as correntes se enrolem à cintura da liberdade.
E assim, enquanto as estrelas dormem, silenciosas, na escuridão da noite, vão navegando até àquela praia distante com que sempre sonharam.
Ignacio Larrañaga
In O matrimónio feliz, ed. Paulinas
In O matrimónio feliz, ed. Paulinas
terça-feira, 27 de maio de 2014
Um tributo ao Miguel
O Miguel é irmão do meu cunhado. E como o meu cunhado é meu irmão, o Miguel era um dos meus. Não era da minha geração e por isso não compartilhei muitas das fases importantes da sua vida. Mas fui ao seu casamento e acompanhei o nascimento e crescimento das suas pequenas filhas. No verão, na quinta dos pais, onde durante anos todos convivemos à volta da piscina, o Miguel lá estava. Era uma presença que se sentia porque não se impunha. Lá estava, com um sorriso sempre, sempre, afável e gentil.
Uma doença impiedosa levou-o aos 46 anos. E foi assim que todos o vimos a fundo. É engraçado como o sofrimento pode mesmo ser uma lente que amplia para além do que se pode imaginar, a verdadeira natureza do ser humano.
Ao contrário do que se podia esperar porque, para a maioria de nós, a morte é mesmo o contrário da vida, o Miguel foi capaz de, durante cerca de nove meses, enfrentar cada fase desta experiência como era preciso. Combativo, determinado, exigente, positivo, esclarecido, lutou em Portugal e fora aceitando tratamentos difíceis e acreditando na respetiva eficácia.
Quando, nesta última fase, se percebeu que a doença ia ganhar, deu-nos uma magistral lição de compreensão desse fenómeno sobrenatural que é a fé; a fé de que a vida não termina nesta passagem terrestre, e de que o amor é a ponte, a única ponte, que nos pode fazer aceitar sem um precipício pelo meio, as duas realidades.
Percebi pelo que vi e pelo que me contaram, que lhe foi possível rir, conversar, torcer pelo Benfica, partilhar histórias engraçadas e, quando fazia sentido, agradecer a visita, o acompanhamento durante a doença, o serviço feito em casa, a maior e a mais pequena das coisas sempre sereno, sempre pacífico e sempre feliz.
Mas, mais do que isso, a sua atitude ajudou ainda que alguns dos que o rodearam mais de perto mostrassem igualmente uma dose extraordinária de generosidade, de humanismo, de companheirismo e até dessa fé que eu jurava que não conheciam.
A começar pela sua mulher, que manteve uma coragem íntegra e uma lucidez cristalina que permitiu sobretudo às suas duas filhas continuar a viver a vida de todos os dias e a acabar nos pais. Aqueles para quem a perda de um filho não tem nome, como tão bem lembrou o celebrante.
Os filhos sem pais são órfãos, o marido ou a mulher sem o cônjuge são viúvo ou viúva mas não há nome para quem perde um filho. São pais com um fogo lá dentro, misto de perda e de felicidade, de saudade e de orgulho, de revolta e de paz.
Por isso acabamos todos a dizer "até logo" ao Miguel, convencidos que ficamos de que viu como nenhum de nós que a segunda parte da existência, mesmo vista do lado de cá, é suave e feliz.
Sei que se pudéssemos evitaríamos que todos morressem; também sei que nos parece que só estamos programados para viver; por isso tantos de nós sobrevivem a tanto, aguentam tanto; mas ver um homem tão novo e tão cheio de vida e de planos, aceitar um destino tão imprevisto, põe-me a pensar que decerto sempre temos cá dentro um grão de infinito que só não germina e não cresce porque não nos damos de olhos fechados, sem perguntar porquê.
Se o soubéssemos fazer ficava tudo mais em perspetiva, percebíamos que o hoje e aqui é sobretudo parte de um caminho e não um sprint pela realização apressada e tantas vezes trauliteira.
Sinto pudor em escrever sobre alguém tão próximo e sobre uma experiência tão pessoal mas também sinto que este meu muito simples tributo ao Miguel é um tributo a muitos e muitos que como ele são corajosos, amigos, serenos, determinados, fortes, sensíveis, autênticos, conscientes de uma humanidade poderosa que se consegue reerguer gloriosa do meio do mais puro sofrimento.
Não devíamos precisar de tão pungentes momentos para sentir que grande parte do que nos rodeia é menos do que a espuma dos dias, e no entanto...
Cristina Azevedo JN 2014-05-23
sábado, 24 de maio de 2014
Quando eu morrer, segura a minha mão
Quando eu morrer murmura esta canção
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.
quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não
tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão.
Vasco Graça Moura, in Antologia dos Sessenta Anos
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.
quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não
tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão.
Vasco Graça Moura, in Antologia dos Sessenta Anos
Textos da rubrica Algarve pela Vida da 2ª quinzena de Abril e do mês de Maio
Dia 15 de Abril 2014- Terça Feira
Entre os
dias 09 e 12 de Abril decorreu em Faro no teatro das Figuras mais uma edição do
Dançarte.
Espetáculo digno de ver. É sem dúvida de louvar o esforço e dedicação
das crianças e jovens que participaram. Muitas horas de treino e de disciplina
que mostram que de facto nada na vida se consegue sem esforço. Mas a recompensa
depois torna o sacrifício gratificante.
Conciliar
estudo e atividades extra curriculares nem sempre é fácil mas por outro lado é
muito bom ensinar as crianças a tornarem compatível estudo e atividades.
Aprender a gerir o tempo é uma arte e aprender que tudo se consegue com esforço
e disciplina ensina-se e é útil para a vida toda.
Dia 16 de Abril de 2014- Quarta Feira
Com
o movimento feminista a nascer e ganhar força nos anos 60 do século passado,
passou-se rapidamente nos tempos atuais à discussão da ideologia do género.
Para que ninguém se sinta reprimido ou discriminado, o sexo não depende da
anatomia física mas sim de uma construção social.
Nas escolas a teoria da ideologia do género
já é ensinada e imposta. Pretende-se acabar com preconceitos e dar lugar e
espaço à igualdade.
Esta teoria é reflexo mais uma vez de uma
sociedade que está completamente á deriva em termos de ideologias morais. O
relativismo, o modernismo dão lugar a teorias tão absurdas como esta. Não se
sabe já em que acreditar, qual a moral e/ou até se existe algo chamado moral. É
urgente acordar e despertar as consciências e saber em que acreditar e quais os
princípios pelos quais nos devemos reger e agir.
Dia 17 de Abril de 2013- Quinta Feira
O Papa Francisco começa a ser criticado por
alguns por defender os pobres e apelar à pobreza. O que se passa é que
infelizmente e citando, “Neste momento o homem foi deslocado do centro da
história e posto nas periferias, enquanto que no centro se colocou o dinheiro e
o poder”. E lamentou que “ neste momento, os jovens são deitados fora, assim
como o são as crianças. Não queremos mais filhos, somente famílias pequenas.
Assim como são postos de parte os idosos.”
A família tem de ser defendida, os jovens,
as crianças, os idosos protegidos e cuidados com carinho. Uma família numerosa
é uma riqueza, uma escola de virtudes, um exemplo de desapego, desprendimento, entrega
e de amor.
Dia 18 de Abril de 2014- Sexta Feira
Sexta Feira Santa. Feriado e dia de relembrar
a morte de Cristo por nós.
Um feriado como outro qualquer para muitos.
Um fim de semana prolongado e excelente para ir à neve para outros.
No entanto, este feriado não é e não pode ser
visto como um outro qualquer.
É um feriado que nos
lembra que Alguém deu a vida por cada um de nós! Se não fosse pela morte de
Cristo nenhum de nós teria acesso à vida eterna, ao céu para sempre.
Dia 21 de Abril de 2014- Segunda Feira
“Uma história de amor”, filme estreado em
Março que é interessante de ver. Retrata um amor curioso: um amor num mundo
desumanizado, virtual, onde as relações pessoais são trocadas pela
virtualidade. O protagonista, com problemas afetivos e que não consegue superar
o divórcio, acaba por se render a Samantha, o seu sistema operativo com
personalidade feminina e que controla a sua agenda, o seu dia a dia.
Um filme curioso mas que não deixa de ser o
reflexo perigoso do rumo da nossa sociedade.
Dia 22 de Abril de 2014- Terça Feira
Bem sabemos que em Portugal os apoios estatais
à família são nulos ou muito reduzidos. Ao contrário do que se passa na
Finlândia, França, Alemanha e Noruega onde o subsídio às famílias que optam por
ter a mãe em casa a cuidar dos filhos é algo a invejar.
Em Portugal tenta-se aplicar um modelo
“igualitário” na partilha das tarefas domésticas, mas este modelo pode não se
ajustar a todas as famílias. É sabido que a mãe tem um presença imprescindível
e fundamental. Complementada pelo pai como é óbvio, mas o papel da mãe nos
primeiros meses de vida é insubstituível.
É tempo do Estado acordar para a família e
criar verdadeiras políticas de apoio e incentivo à maternidade.
Dia 23 de Abril de 2013- Quarta Feira
Nunca é demais relembrar o cuidado que se
deve ter com as redes sociais e com a exposição da vida particular,
especialmente no que toca a crianças.
A vida de cada um é pessoal e não é para ser
escarrapachada no facebook ou onde quer que seja. É algo que reservamos para
contar, se o quisermos a pessoas de confiança.
Sobretudo no que toca a fotos, cuidado com o
tipo de fotos, o local, o modo de vestir.
Hoje em dia quando se procura emprego é
natural que a entidade empregadora vá ao facebook para saber algo mais sobre os
candidatos. Há fotos que podem ser bem comprometedoras e acabar com a hipótese
de um emprego.
Igualmente com as crianças. Nunca se sabe quem
vê as fotos, para que as usa, porque de facto é fácil manipular uma foto e
coloca-la onde quer que seja.
As redes sociais são positivas e boas se
sabemos fazer bom uso delas.
Dia 24 de Abril de 2014- Quinta Feira
Miguel Esteves Cardoso escreveu um artigo muito
bonito e verdadeiro sobre “casar por amor”. Citando o escritor/jornalista, “Casei com o meu amor e o meu amor tornou-se a minha mulher,
minha em tudo, para tudo, para sempre. E eu, finalmente, consegui divorciar-me
de mim e deixar de ser tão triste e aborrecidamente meu, trocando-me, no melhor
negócio do século, por ela. Ela ficou minha”
Tão bonito
verificar que o casamento trata-se de facto disto: deixarmos de sermos nossos,
de pensar e viver em função do eu e passar a viver de entrega, entrega ao outro
que não é mais que um outro eu já que no casamento “já não mais são dois mas
uma só carne”.
Dia 25 de Abril de 2014- Sexta Feira
Feriado
nacional. Bom tempo. Aproveite o fim de semana prolongado para um passeio em
família, uma brincadeira com os seus filhos ou um encontro real com os seus
amigos. Dos amigos do facebook, com quantos mantém contacto real? Sabe de perto
quais os gostos, alegrias ou dificuldades reais da vida dos seus amigos. Mais
do que um “livro de caras”, o facebookj« tem de ser real. Veja caras reais,
palpáveis, encontros reais em que se possam abraçar de verdade, conversar e rir
lado a lado.
Desligue-se para viver a vida a sério. Não
podemos estar sempre conectados virtualmente. Há que desligar para viver a
vida.
Dia 28 de Abril de 2013- Segunda Feira
O terceiro período letivo está aí. Há que não
desistir, não baixar os braços e continuar a estudar e a esforçar por ter boas
notas.
Custa mais pois o tempo apela ao ar livre e a
outras atividades mas o que é certo é que ainda não se está de férias.
É importante saber “pôr as últimas pedras”.
Acabar bem as tarefas que temos entre mãos, nomeadamente o estudo. Ensine os
seus filhos a serem disciplinados , a persistirem já que depois a recompensa é
meritória.
Outro aspeto ainda em ter em conta em pleno
ano letivo: não abuse das atividades extra curriculares. As crianças têm de ter
tempo para estudar e também, e muito importante, ter tempo para ser crianças.
Brincar sem preocupações sem horas e sem pressas porque têm de estar não sei
onde às tantas horas.
Vivemos atropelando o tempo como se o
conseguíssemos esticar. O tempo de facto não chega para tudo por isso há que
escolher bem o que se deve fazer.
Neste momento, é estudar e claro, brincar.
Dia 29 de Abril 2014- Terça Feira
Diz o Papa Francisco, na
sua exortação apostólica “A Alegria do Evangelho”, ponto 189, “A
solidariedade é uma reação espontânea de quem reconhece a função social da propriedade
e o destino universal dos bens como realidades anteriores à propriedade
privada. A posse privada dos bens justifica-se para cuidar deles e aumentá-los
de modo a servirem melhor o bem comum, pelo que a solidariedade deve ser vivida
como a decisão de devolver ao pobre o que lhe corresponde”
Nestes momentos de crise,
em que tanta gente está a passar mal, os que mais têm, deviam pensar seriamente
nestas palavras.
Dia 30 de Abril de 2014- Quarta Feira
A queda do número de nascimentos em Portugal foi uma
preocupação manifestada pelos partidos nos programas para as eleições
Legislativas de 2011, mas a verdade é que muitas promessas ainda não saíram do
papel, nomeadamente, no plano dos impostos
O Engº Fernando Castro,
presidente da Associação Portuguesa das Famílias Numerosas, poucos dias antes
de falecer dizia o seguinte, numa entrevista
“Para o Estado, os filhos passaram a valer zero. No que
diz respeito ao cálculo do IRS, por exemplo, não entra em linha de conta a
dimensão da família. É completamente injusto, uma família com o mesmo rendimento,
sem filhos, pagar de taxa de IRS igual como se tivesse dez filhos”,
“Aquilo que nós queremos, para já, como primeira medida é
considerar a dimensão da família em tudo: no abono de família, no passe social,
no cálculo do IRS, etc. O rendimento da família a dividir pelos elementos da
família seria uma medida importantíssima.”.
Dia 1 de Maio de 2014- Quinta Feira
Diz o Papa Francisco, na
sua exortação apostólica “A Alegria do Evangelho”, ponto 196, “Às vezes somos
duros de coração e de mente, esquecemo-nos, entretemo-nos, extasiamo-nos com as
imensas possibilidade de consumo e de distração que esta sociedade oferece.
Gera-se assim uma espécia de alienação que nos afeta a todos”.
Esta globalização da
indiferença, torna o nosso coração mais duro e insensível. Encolher os ombros e
virar as costas é o mais fácil porque a nossa capacidade de emoção e reação
estão anestesiadas pelo consumismo do mundo.
Se o próximo passar perto
de ti, não o ignores.
Dia 2 de Maio de 2014- Sexta Feira
Há umas décadas a cultura ocidental decidiu abalar a
família. A ordem tradicional foi declarada um tabu tacanho e irracional
impondo-se, em vez dela, como novidade a libertinagem mais total. Foi formulado
um axioma sensual, decretando o prazer sexual como supremo e absoluto. Cada um
faz o que quer e a única regra é a falta dela.
Mas o que vem proposto como modernidade são realmente
práticas arcaicas.
Depois há sempre a desculpa de "os outros não terem
nada" a ver com a nossa vida pessoal. Ora é evidente que isso é
precisamente algo em que outros têm muito a ver. Desequilíbrio e ruptura
familiar, instabilidade educacional, solidão, depressão e abandono têm
consequências muito mais devastadoras do que o comércio, trânsito, poluição ou
tabaco, onde a nossa sociedade livre impõe moralismos totalitários e
indiscutíveis.
Os nossos antepassados sabiam que, dentro de si, o ser
humano permanece sempre igual. Apesar do progresso, continuamos a nascer da
única forma possível, a respirar igual, comer, andar, crescer, envelhecer e,
acima de tudo, acabamos sempre da mesma forma, a morrer.
Dia 5 de Maio de 2014- Segunda Feira
Diz o Papa Francisco, na
sua exortação apostólica A Alegria do Evangelho, ponto 201, “A Alegria do
Evangelho”, “Ninguém deveria dizer que se mantém longe dos pobres porque as
suas opções de vida implicam prestar mais atenção a outras incumbências. Esta é
uma desculpa frequente nos ambientes académicos , empresariais ou
profissionais, e até mesmo eclesiais.
Embora se possa dizer, em geral, que a vocação e a
missão próprias dos fiéis leigos é a transformação das diversas realidades
terrenas para que toda a atividade humana seja transformada pelo Evangelho,
ninguém pode sentir-se demitido da preocupação pelos pobres e pela justiça social”
Dia 6 de Maio de 2014- Terça Feira
A Juíza Beatriz Borges, do Tribunal de Familia e Menores
de Faro, numa conferência para pais e professores, há uns anos atrás aludiu à problemática do adulto infantilizado em que “a imaturidade dos pais apresenta repercussões
na capacidade de contenção dos filhos, quer ao nível do consumo de bens
supérfluos, quer no cumprimento de regras básicas de saúde, educação e
convivência que se espelha em aspetos tão básicos como a falta de pontualidade
e assiduidade na escola”.
Continuou a Magistrada Judicial, “Assistimos a uma regressão do estado adulto em que os pais se comportam
como adolescentes ao invés de se apresentarem como um modelo para as crianças e
em que desculpabilizam os comportamentos desadequados dos filhos imputando a
terceiros (incluindo a escola) a falta de educação dos seus descendentes”,
criticou.
Um dos
pontos concretos onde isso se nota muito é a forma como os jovens não ajudam em
casa. Os pais, seus criados, é que lhes fazem tudo e ainda lhes dão dinheiro
para o tabaco e as borgas à noite.
Há que
obrigá-los a ajudar em casa, a colocarem os talheres na mesa, a limparem os
seus pratos depois das refeições, a ajudarem a estender a roupa, etc.etc..
Só
assim garantiremos o seu futuro, o das suas famílias e do próprio país.
Dia 7 de Maio de 2014- Quarta Feira
De acordo com o diário britânico “Daily Telegraph”, no
Reino Unido os corpos dos milhares de fetos abortados são incinerados
juntamente com o lixo hospital e, em alguns casos, na sequência dessa incineração
são utilizados para garantir o aquecimento dos centros hospitalares.
Na Alemanha Nazi, assistimos a situações análogas com
corpos a serem usados para manufaturar objetos de casa ou para aquecimento.
Agora, em plena Europa da moderna e progressiva União
Europeia, assistimos a estes horrores. Sociedades onde a dignidade da pessoa
humana é esquecida e condicionada a critérios de mero utilitarismo.
Dia 8 de Maiço de 2014- Quinta Feira
Vai e Verás a tua mão tocar rochedos grandes e
fazer brotar deles água verdadeira.
Olharás para tudo com espanto.
Saberás que, sendo tu nada, és capaz de uma flor no esterco e de um archote no escuro.
Olharás para tudo com espanto.
Saberás que, sendo tu nada, és capaz de uma flor no esterco e de um archote no escuro.
Para sofrer aquilo que não sabias ser capaz de
sofrer.
Para viver daquilo que mata.
Para saber as cores que existem por dentro do silêncio.
Continuarás quando os teus braços estiverem fatigados.
Olharás para as tuas cicatrizes sem tristeza.
Tu saberás que um homem pode seguir em frente apesar de tudo o que dói, e que só assim é homem.
Para viver daquilo que mata.
Para saber as cores que existem por dentro do silêncio.
Continuarás quando os teus braços estiverem fatigados.
Olharás para as tuas cicatrizes sem tristeza.
Tu saberás que um homem pode seguir em frente apesar de tudo o que dói, e que só assim é homem.
Para gritar, mesmo calado, os verdadeiros nomes
de tudo.
Para tratar como lixo as bugigangas que outros acariciam.
Para tratar como lixo as bugigangas que outros acariciam.
Dia 9 de Maio de 2014- Sexta Feira
Até nas tribos selvagens é nas normas familiares que se
encontra o mais elevado nível civilizacional.
Os motivos sempre foram óbvios: em campo tão delicado e
decisivo, os desvios, mesmo pequenos, teriam sempre consequências terríveis.
Durante milénios esses temores eram apenas imaginários, porque ninguém o
tentara. Hoje tentámos, e vimos que eles tinham razão.
Os resultados da nossa experiência libertina são há muito
evidentes. Explosão de divórcios e violência familiar, queda catastrófica da
natalidade, patologias mentais, sobretudo infantis, pornografia, degradação da
mulher, insucesso escolar, marginalidade, droga, exclusão, vício, miséria,
suicídio. Da rejeição dos modelos anteriores resultou precisamente aquilo que
os nossos antepassados previam. Se lhes tivéssemos perguntado por que razão
impunham tantas regras, eles certamente responderiam que era para evitar aquilo
mesmo em que a nossa sociedade caiu logo que as abandonou.
Pode dizer-se que nisto o nosso tempo confirma o famoso
epitáfio irónico: "Aqui jaz o homem que foi com um fósforo ver se havia
gasolina no tanque. E, de facto, havia."
Dia 12 de Maio de 2014- Segunda Feira
Vai
Para ir mais além.
Para passar cantando perto daqueles que viveram poucos anos e já envelheceram.
Para puxar por um braço, com carinho, esses que passam a tarde sentados em frente de uma cerveja.
Dirás até ao último momento: “ainda não é suficiente”.
Disposto a ir às portas do abismo salvar uma flor que resvalava.
Disposto a dar tudo pelo que parece ser nada.
Disposto a ter contigo dores que são semente de alegrias talvez longe.
Para passar cantando perto daqueles que viveram poucos anos e já envelheceram.
Para puxar por um braço, com carinho, esses que passam a tarde sentados em frente de uma cerveja.
Dirás até ao último momento: “ainda não é suficiente”.
Disposto a ir às portas do abismo salvar uma flor que resvalava.
Disposto a dar tudo pelo que parece ser nada.
Disposto a ter contigo dores que são semente de alegrias talvez longe.
Para tocar o intocável.
Para haver em ti um sorriso que a morte não te possa arrancar.
Para encontrar a luz de cuja existência sempre suspeitaste.
Para alcançar a estrela inalcançável.
Para haver em ti um sorriso que a morte não te possa arrancar.
Para encontrar a luz de cuja existência sempre suspeitaste.
Para alcançar a estrela inalcançável.
Dia 13 de Maio de 2014- Terça Feira
A
rejeição ao aborto aparece em toda a história do Cristianimso, desde os
documentos dos primeiros cristãos, como, por exemplo, a Didaqué ou a
Epistola de Barnabé, a qual explicitamente recomendam que “Não se mate a
criança no seio de sua mãe”. Ambos estes documentos foram escritos quando o apóstolo
S.João ainda era vivo
Nos
primeiros séculos, existem penas concretas – sanções canônicas – que demonstram
a gravidade do pecado do aborto, tais como no Concílio de Elvira (no ano de 305
d. C.) e de Ancira (no ano de 314 d. C.). Este último excluía da comunhão, por
toda a vida, à mulher que realizasse um aborto e estabelecia uma penitência de
dez anos para que pudesse voltar à comunidade eclesial (ainda sem poder
comungar).
Por sua
vez, numa carta datada do ano de 374 d. C.,
São Basílio Magno, Bispo de Cesaréia, afirma-se que tanto a pessoa que
fornece as drogas para fazer um aborto, quanto a mulher que as toma são
culpadas de assassinato.
Desde o início, a posição
das Igrejas Cristãs sempre foi única. O aborto é um grave mal moral.
Dia 14 de Maio de 2014- Quarta Feira
Vai
Para sonhar o que poucos ousaram sonhar.
Para realizar aquilo que já te disseram que não podia ser feito.
Para alcançar a estrela inalcançável.
Para realizar aquilo que já te disseram que não podia ser feito.
Para alcançar a estrela inalcançável.
Essa será a tua tarefa: alcançar essa estrela.
Sem quereres saber quão longe ela se encontra;
nem de quanta esperança necessitarás;
nem se poderás ser maior do que o teu medo.
Apenas nisso vale a pena gastares a tua vida.
Sem quereres saber quão longe ela se encontra;
nem de quanta esperança necessitarás;
nem se poderás ser maior do que o teu medo.
Apenas nisso vale a pena gastares a tua vida.
Para carregar sobre os ombros o peso do mundo.
Para lutar pelo bem sem descanso e sem cansaço.
Para enxugar todas as lágrimas ou para lhes dar um sentido luminoso.
Levarás a tua juventude a lugares onde se pode morrer, porque precisam lá de ti.
Pisarás terrenos que muitos valentes não se atreveriam a pisar.
Partirás para longe, talvez sem saíres do mesmo lugar.
Para lutar pelo bem sem descanso e sem cansaço.
Para enxugar todas as lágrimas ou para lhes dar um sentido luminoso.
Levarás a tua juventude a lugares onde se pode morrer, porque precisam lá de ti.
Pisarás terrenos que muitos valentes não se atreveriam a pisar.
Partirás para longe, talvez sem saíres do mesmo lugar.
Dia 15 de Maio de 2014- Quinta Feira
O Papa Francisco, numa audiência
do início de Abril passado indicou que “é verdade que na vida matrimonial
há tantas dificuldades, tantas; seja o trabalho, seja que o dinheiro não basta,
seja que as crianças tenham problemas. Tantas dificuldades. E tantas vezes o
marido e a mulher se tornam um pouco nervosos e discutem entre si. Discutem, é
assim, sempre se briga no matrimônio”.
“Mas também, algumas vezes
voam até os pratos. Mas não devemos ficar tristes por isto, a condição humana é
assim. E o segredo é que o amor é mais forte que o momento no qual se discute.
Por isto eu aconselho aos esposos sempre: não terminem um dia no qual tenham
discutido sem fazer as pazes. Sempre! E para fazer as pazes não é necessário
chamar as Nações Unidas, que venham pra casa fazer a paz. É suficiente um
pequeno gesto, um carinho, um olá! E amanhã! E amanhã se começa uma outra vez.
E esta é a vida, levá-la adiante assim, levá-la adiante com a coragem de querer
vivê-la juntos. E isto é grande, é belo!”.
Dia 16 de Maio de 2014- Sexta Feira
Anomia.
Será que alguém sabe o que significa “Anomia”?
A anomia é uma palavra generalizada por
Émile Durkheim, a propósito do suicídio e significa um estado de desorientação,
de falta de objetivos, de identidade e motivação.
É o
oposto da resiliência e da pro-atividade. Há uns dias atrás, numa visita de
estudo de estudantes do Ensino Secundário, contavam-me que um rapaz com cerca
de 17 anos, ao pequeno-almoço, no hotel ficava parado e não se mexia. Um dos
professores, intrigado, apurou que a mãe desse aluno é que lhe prepara tudo e,
por isso, ele não sabe cortar um pão, barrar a manteiga, preparar um café com
leite. Chocante, mas verdadeiro.
Dia 19 de Maio de 2014- Segunda Feira
Nos próximos dias 26 e 27 de
Maio, como apoio da associação “Ajuda de Mãe” vai realizar-se o Congresso Nacional de Aleitamento Materno
“Vamos dar de Mamar” organizado
pelo projecto VAMOS DAR DE MAMAR da
Ajuda de Mãe, em parceria com a SOS AMAMENTAÇÃO e apoio da Direcção Geral de
Saúde.
Este Congresso Nacional, a
decorrer no próximo mês de Maio em Lisboa, é dirigido a profissionais de saúde,
pais e comunidade, onde se irão focar temas de superior relevância na área da
saúde materno-infantil apresentados por profissionais de renome.
A ligação do bébé à família retoma-se, após o
nascimento, entre outras formas, através da amamentação que transmite
estabilidade emocional e nutrientes valiosos à saúde dos bébés.
Para mais informações pode consultar o site
“Vamos dar de mamar.ORG”
Dia 13 de Maio 2014- Terça-Feira
Maio, mês
da mãe e da Mãe de todas as Mães. Neste dia é impossível não fazer referência
às aparições de Nossa Senhora em Fátima. Crente ou não, como se explica o
fenómeno de todos os anos milhares de pessoas se disponibilizarem para ir a
Fátima, muitas delas a pé, a cumprir promessas, com o coração cheio de
esperança e de alegria por uma graça concedida?
Ser mãe hoje
em dia é quase heroico. É quase mais importante progredir na carreira do que
desperdiçar tempo a educar crianças. A questão é que é precisamente o
contrário. É quando se é mãe dedicada que se aprende tarefas de gestão a todos
os níveis: gestão emocional, gestão de tempo, de recursos, gestão motivacional,
dedicação, horários extra.
Vale a pena ser mãe, vale a pena demonstrar
que ser mãe vale muito!
Dia 14 de Maio de 2014- Quarta-Feira
Recentemente foi
publicada uma notícia que refere que em França se proibiu contactos com o chefe
fora das horas de trabalho.
Finalmente
e felizmente o mundo está a acordar para uma realidade, uma constatação óbvia:
não podemos estar sempre ligados. Temos, é uma necessidade, desligarmo-nos. O
trabalho não é tudo. É importante e tem de ser bem feito e há que aproveitar
bem as horas de trabalho para que de facto renda e dê resultados.
Mas, muito importante é saber que a vida não é
só trabalho. Casados ou não, com filhos ou não, a vida é mais do que trabalho.
O trabalho é um meio e não um fim e o homem é um ser humano e não uma máquina
de produção 24h,
Dia 15 de Maio de 2013- Quinta-Feira
Se
quiser aproveitar o fim de semana em Lisboa saiba que há sítios tão bonitos
dentro de uma das mais belas cidades do mundo. No site “betrend” estão
sugeridas várias esplanadas no coração de Lisboa, como por exemplo a esplanada
no Museu Natural de Arte Antiga com uma vista linda sobre o Tejo.
Portugal é bem bonito e vale a pena ver. Não
é necessário despender muito dinheiro para umas boas férias ou um simples passeio
de fim de semana. De pequenas coisas consegue-se tirar grandes momentos e
grande prazer. À nossa volta no nosso país temos paisagens lindas, museus
interessantes e monumentos com grande história.Portugal é sem dúvida um lindo
destino turístico com grade variedade de oferta. Descubra Portugal como se
fosse um estrangeiro. Disfrute de uma boa companhia numa das lindas esplanadas
que temos pelo país fora, ou numa destas sugeridas pelo site “betrend”.
Dia 16 de Maio de 2014- Sexta-Feira
Este mês discute-se outro assunto polémico:
as “barrigas de aluguer”. Como se não houvesse outros assuntos mais importantes
para se discutir.. Onde é que a consciência, ou falta dela, nos vai levar? O
melhor será às tantas nem haver leis. O que antes não se podia fazer, agora por
lei pode-se.
Este tema nem deveria ter discussão. As
pessoas não são bens transacionáveis que se “emprestam” ou alugam mediantes
determinadas clausulas.
Todos sabemos mesmo sem sermos especialistas
médicos ou psicólogos que o vínculo bebé-mãe e mãe-bebé é único e essencial
para o desenvolvimento da criança. “Arrancar” um bebé “arrancado” da sua mãe
biológica é um trauma físico e psicológico para ambos, bebé e mãe- Até nos
animais se observa facilmente o desespero de uma mãe quando se lhes tira as
crias.
Digamos “não” às “barrigas de aluguer” !
Dia 19 de Maio de 2014- Segunda-Feira
Num artigo publicado no Wall Street Journal, Peter
Cappelli, diretor do Center for Human Resources da Wharton School escreveu
sobre como ajudar os que vão entrar na universidade a escolher a carreira
profissional.
A opinião é de que , embora se diga e haja
uma tendência a tornar os cursos mais práticos e orientados para a prática
profissional, fazem faltas cadeiras de humanidades.
Os cursos ao tornarem-se demasiado práticos e
demasiado especializados, tornam mais difícil a escolha e leque de
oportunidades profissionais.
Enganar-se de curso pode ser mais dramático
pois não se tem conhecimentos tão vastos mas sim mais limitados a uma
determinada profissão.
Os cursos especializados também são bons e
importantes mas o que Cappelli diz é que devem incluir matérias de lógica ou de
línguas.
De facto Cappelli pode ter razaõ. Hoje em dia
é tudo questionável mas dada a falta de emprego é de facto importante saber
escolher bem a vertente profissional pela qual se opte. É importante enveredar
por algo que dê para várias oportunidades e saídas profissionais. É também
questão de sorte e esperemos que seja uma fase passageira e que rapidamente a
taxa de desemprego diminua.
Dia 20 de Maio
de 2014- Terça-Feira
Falar
sobre educação é um mundo.
Nunca fica tudo dito e nada pode ser dado
como regra.
Depende do estilo de cada pai, de cada
família, da bagagem cultural de cada família de n situações que se poderiam enumerar.
Mas uma coisa é certa, é importante educar
para a alegria e na alegria.
Educar significa exercer a autoridade, mas
uma autoridade que não seja exasperante.
Se só nos dirigimos aos nossos filhos em tom de dar ordem: veste o
casaco, vem aqui, estuda, come, tem cuidado, não te constipes e se a cada
pergunta de “porquê?” respondemos “porque sim”… digamos que de facto nos
tornamos uns pais “chatos” em vez de uns pais amigos e com quem a criança
queira desabafar. Há que saber dosear a autoridade exercida com momentos de boa
risada e brincadeira. Educar não é fácil mas também não é difícil e sobretudo
requer uma boa dose de bom humor para saber ultrapassar algumas situações mais
difíceis com espírito desportivo.
Dia 21 de Maio de 2013- Quarta-Feira
Nunca
é demais relembrar os cuidados que devemos ter na internet nomeadamente com a
informação prestada a partir de determinados dados. Hoje em dia é fácil saber
onde está determinada pessoa porque simplesmente os telemóveis têm uma
aplicação que o permite fazer, ou porque no facebook se publicou uma fotografia
de um local que é de imediato reconhecido.
Se por um lado o mundo digital tem vantagens
e permite contacto com pessoas em países diferentes, também é verdade que entra
na privacidade de cada um e deixa portas abertas para que se saiba mais acerca
de cada um de nós do que o desejável.
O administrados delegado
da Google, Eric Schmidt, informou há já alguns anos, que a informação gerada
pelos navegadores da internet permitem elaborar perfis de consumo e prever
mesmo a conduta pessoal,
Não se exponha demasiado, ensine os seus
filhos a não se exporem e .. sem dúvida que o tu a tu real numa amizade, numa
relação é bem melhor que o contacto virtual
Dia 22 de Maio de 2014- Quinta-Feira
Mais um fim-de-semana que
se avizinha e que o sol já faz despertar o desejo de praia e férias.
No entanto, o ano letivo ainda não acabou e
pode tornar-se mais difícil por as últimas pedras. Ajude os seus filhos a
estudar. Estamos praticamente no final do ano letivo mas não podem baixar os
braços agora.
Este conselho serve também para todos.
Aproveite o fim-de-semana para relaxar e descansar mas também para pôr em dia a
matéria que ainda se está a dar, planear a semana de forma mais proveitosa.
Dia 23 de Maio de 2014- Sexta-Feira
Um bom
plano para o fim de semana, para além de praia, é descobrir o nosso país. Tire partido das entradas grátis nos museus
ao Domingo de manhã e visite ou revisite um ou dois dos tantos e tantos monumentos
históricos e museus que temos tão bonitos e preciosos.
Se mora em Lisboa poderá ser mais fácil, mas
em todo o país temos grandes oportunidades de fazer visitas culturais.
Lembro-me do palácio de Sintra, o Castelo dos Mouros, o Mosteiro da Batalha,
Vila Viçosa, Guimarães.. enfim, oportunidades não faltam e sempre é uma forma
de crescer em cultura geral e , esperemos que sim, de tornar a história que se
aprende na escola, numa matéria divertida onde se pode ver na prática o que se
aprendeu em aula
Dia 26 de Maio de 2013- Segunda-Feira
Hoje
em dia todos nos podemos “gabar” de ter 300, 400, 500 ou mais amigos. Mas
quantos nos conhecem de verdade? Quantos nós conhecemos de verdade?
Não será que em vez de nos estarmos a tornar
mais sociais, não estaremos a ficar mais isolados e sozinhos?
Até podemos falar no “chat” com os nossos
amigos, trocar email´s, sms ou partilhar momentos vividos no facebook, mas que
interessa isso se não temos de facto ninguém palpável ao nosso lado? Sem olhar
nos olhos com quem falamos a não ser através de um ecran de computador.
Até mesmo com as crianças, quem as tem, será
que já não as sabemos entreter sem ser com um ipad?
Há que saber desligar-se para nos ligarmos ao
mundo real, às pessoas que estão a nosso lado em vez de enviar sms a quem está
longe.
A chamada rede social pode estar a criar um
fenómeno de mais individualismo. Fechamos as portas da nossa casa, fechamo-nos
num quarto para sociabilizar no facebook.
Desligue-se e ligue-se ao mundo real. Aprecie
a paisagem à sua volta, descubra pormenores nas ruas por onde passa todos os
dias e converse com quem está a seu lado.


