sexta-feira, 29 de março de 2013
Perguntas&Respostas sobre ser pai e mãe
Nas histórias tradicionais o papel do pai é praticamente inexistente, porquê?
Porque o mundo sempre foi matriarcal. E os homens, repartidos pela necessidade de garantirem meios de subsistência e pelas suas omissões de pais, sempre se resignaram a um papel muito secundário na vida das crianças. Eram úteis para levar as bilhas do gás até ao terceiro andar. Eram recomendáveis para matar insectos repelentes. E para expulsar vendedores de enciclopédias intrometidos. Por isso, nas histórias, a ideia de um pai, atento ou brincalhão, não existia. Ou acha que, se existisse, a Carochinha ia para a janela fazer figuras tristes?
As mães também parecem ser sempre mulheres doentes ou que já morreram… deixando as madrastas em seu lugar.
As madrastas, depois das sogras, foram tendo um papel de extrema utilidade pública. E se fossem maldispostas melhor seria. Porque é à custa delas que a cotação das nossas mães é, invariavelmente, revista em alta. Mas as histórias falam, sobretudo, do lado abandónico dos pais, que foi aquilo que melhor os terá caracterizado, contra a vontade de todos, ao longo da História. Daí que entre falar de pais abandonantes, porque morriam precocemente ou porque iam abandonando, em vida, engolidos por todos os compromissos que não sabiam gerir, ou falar de ‘maus da fita’, as histórias sempre apostaram na coluna do segundo. Protegia, por um lado, a consciência da dor. E sempre funcionava como uma espécie de desculpa quando se tratava de arranjar um ‘mata-borrão’ para todos os males.
O pai, por exemplo na Branca de Neve ou na Cinderela, adora a filha, mas é enganado pela nova mulher, que consegue sempre dar-lhe a volta. Os homens são assim tão manipuláveis?
Os homens são, regra geral, excelentes pessoas. Mas levam a vida toda a fazer de filhos mais velhos das mulheres e, como os slogans na política, depois de se repetir, muitas vezes, que mal se ajeitam a estrelar um ovo, quando se trata de mudar uma fralda é o que se sabe. O mundo sempre jogou à italiana: as mulheres foram dando o meio campo ao pai e, regra geral, iam ganhando os campeonatos em contra-ataque. Para cúmulo, os homens foram ensinados a não chorar e a supor que aguentar os sentimentos seria um sinal de virilidade. Por isso mesmo hoje, quando se trata de dizerem ‘Amo-te Teresa!’, a Teresa nunca entende. Sofrem de iliteracia emocional. Sentem mas fintam as palavras. E o resultado é que, embora tenham coração e lágrimas, são… uns meninos.
E porque é que a história de amor é sempre entre o pai e a filha?
Porque, muitas vezes, há uma filha, na vida do pai, que parece ser a única mulher com quem ele se consegue entender. Ao contrário do filho, a quem o pai exige que seja um up grade de si próprio, sem grande margem para errar. E porque, feitas as contas, nas histórias – à excepção de O Rei Leão – o pai faz de compére. Nunca de primeira figura.
A vida real parece, até agora, aproximar-se muito das histórias tradicionais. Será que já estamos a mudar?
A diminuição da mortalidade perinatal, os contraceptivos (e a consequente diminuição da taxa de natalidade), a escolarização e o trabalho da mulher, trouxeram, no século XX, diferenças profundas à família. E, sobretudo, ao papel do pai. Que hoje é mais paritário do que alguma vez foi, em toda a História. Mudámos mais nos últimos 40 anos do que em todos os tempos até aqui. E, acredite, mais pai é melhor família.
Costuma dizer que todos os pais devem ser mães, o que é que quer dizer com isso?
É verdade que costumo dizer que a primeira função de uma pessoa é ser mãe. No sentido de ouvir com o coração e de traduzir em gestos de ternura aquilo que se sente. Um homem que não sabe ser mãe não é um homem: é um medricas. E isso jamais é aquilo que se deve esperar de um pai.
É importante para a futura relação da criança com o pai que ele esteja nas consultas durante a gravidez, veja as ecografias, assista ao parto?
Não, não é importante. É absolutamente indispensável. Porque também precisa de estar grávido e de se comover com a gravidez. E não é só por causa do bebé. Mas por tudo aquilo que compartilhar uma gravidez traz de amor ao pai e à mãe.
Há pouco tempo em Portugal, o obstetra Michel Odent disse que o pai não deve estar na sala de partos, porque perturba a imagem que tem da mulher, porque a sala de partos é um espaço de mulheres. Concorda?
Não. De todo. Michel Odent será um belíssimo tecnocrata da obstetrícia. Mas não é, seguramente, um bom clínico e um homem sensato.
Acha que os bebés muito pequeninos são sobretudo território das mães?
Acho que os filhos são um território fantástico para o contraditório dos pais. Para tudo aquilo que lhes traz sensatez, pluralidade e clarividência aos gestos. Os filhos serão mais filhos com melhores pais. E todos aprendemos a ser pais uns com os outros.
Porque é que há homens que sentem a chegada de um filho como um intruso e têm ciúmes – ou é história?
Porque muitos homens sentem na mulher a mãe que nunca tiveram. E rivalizam, pelo amuo, com um filho como se ele fosse uma espécie de irmão mais novo. Porque muitos homens se sentem traídos por uma gravidez para a qual se consideram empurrados com alguma má-fé. Porque muitos homens acham que um filho consegue ser muito do que o pai desistiu de ser, sem dar por isso. E isso acirra a raiva. Em relação a todos eles era importante que nunca nos esquecêssemos de que os mal-entendidos se resolvem guardando para ontem tudo aquilo que se pode dizer hoje.
Tradicionalmente o pai era aquele de quem se dizia «quando o teu pai chegar». O que é que acontece às famílias em que este é o modelo vigente?
A autoridade conquista-se pela bondade, pela sabedoria e pelo sentido de justiça. Por isso mesmo, as famílias em que o pai era a autoridade não seriam famílias. Mas um conluio de mal-entendidos em que o autoritarismo do pai ligava as pessoas pelo medo mas jamais pelos laços, pelos gestos, pelas convicções ou pelo sonho. Porque não há autoridade sem alteridade. A autoridade numa família não é do pai. É da mãe e do pai. E só assim é dos filhos e da família.
Hoje, muitos pais recusam o modelo de autoritarismo dos seus pais – correm o risco de não exercer autoridade e acabarem escravos de uns tiranos, que eles próprios criaram?
A autoridade é um exercício de bondade. Legitima-se com bons exemplos. O autoritarismo é um exercício discricionário. Consolida-se com maus exemplos, com intimidação e com boas intenções. Se hoje há pais que confundem autoridade e autoritarismo é porque ainda estarão presos às suas experiências infantis dolorosas onde os seus pais e os seus professores (por falta de legitimidade para exercerem, com sensatez e com firmeza, a autoridade) confundiram disciplina com lei, autoridade com autoritarismo.
Os pais ausentes – por vontade própria ou por imposição da mãe – dão origem a ‘filhos da mãe’? Com que consequências para a criança?
Trágicas. Porque alteridade e coerência de cuidados permitem partilhar gestos e responsabilidades, parentalidade e vida própria, cuidados personalizados e contraditório educativo.
No meu tempo as crianças, quando os outros as ameaçavam no recreio da escola, diziam: «Olha que chamo o meu pai que é polícia!» É bom sentir que se tem um pai que pode vir a correr defender-nos?
Um pai-herói é um pai forte. E presente. Independentemente da sua profissão. É uma força tranquila.
QUANDO O PAI É TRANSFORMADO EM ‘VISITA’
As estatísticas de divórcio indicam que o poder paternal é em 90% dos casos entregue à mãe. Como é que um pai que era próximo do seu filho, se sente quando o transformam em “visita”?
O direito de visitas como regra judicial, quando se trata de configurar as responsabilidades parentais do pai, sem que tenha cometido qualquer ilícito compaginável com o que a Lei configura como negligencia ou como maltrato dum filho, representa um limitação por identidade de género que um Tribunal e um Estado de Direito jamais deviam permitir. E se permitem, então é porque as mulheres e os homens que o toleram (e os tribunais que o promovem) são, realmente, rascas. Porque se demitem até do direito à indignação. Quando assim é um pai, que era próximo dum filho, sente-se como intruso na sua vida. E uma mãe, que tolera e se aproveita duma injustiça como essa, passa a ser, todos os dias em que o permite, menos mãe.
Que efeito tem este distanciamento forçado na vida mental dos filhos?
Primeiro, transforma uma decisão judicial, num maltrato, em que todos são coniventes. E, depois, há medida que o direito de visitas se perpetua, converte um maltrato num dano, em que todos são cúmplices. Escuso, portanto, de reafirmar que um distanciamento desses não é nem acto de parentalidade nem de justiça. É uma vergonha com a qual jamais devemos pactuar.
O número de incumprimentos dos acordos feitos em tribunal é enorme. Como acha que os tribunais deviam lidar com pais que não pagam a pensão, ou não visitam os filhos?
Privando-os, liminarmente, dos seus direitos. Quem não reconhece responsabilidades limita-se para os seus direitos.
Como deviam lidar com as mães que complicam e impedem a presença do pai na vida dos filhos?
Devia tomá-las como maltrantes, retirando todas as ilações que deve retirar para o respectivo exercício da responsabilidade parental. Não esquecendo que somos pais violentos sempre que promovemos, com intencionalidade e sem reparação, o sofrimento dum filho.
Um dos direitos que os pais separados dos filhos pedem é que as escolas os informem das notas e das actividades e dias de festas da escola. As escolas não deviam tomar partido do pai ou da mãe? Em que é que podem mudar os seus procedimentos?
As escolas estão obrigadas a reconhecer que a figura de encarregado de educação é um resquício de Estado Novo na parentalidade. É como se legitimasse o poder paternal dum dos pais à margem de tudo o que diz a Lei. Ora, com as novas tecnologias, informar por mail ambos os pais, seja acerca do que for, não me parece nada de mais.
O LUGAR DOS PAIS-PADRASTOS
Os pais que são padrastos, com um pai biológico ainda vivo e presente, podem, apesar disso, ambicionar ser pais ou serão sempre ‘tios’?
Devem ambicionar ser pais. Também. É claro que começam por ser padrastos, não há outra forma. Sempre que merecem, passam a ser ‘tios’. E se traba-lharem muito para isso, tornam-se um bocadinho pais.
Há padrastos que foram pais de facto da criança que veio no ‘pacote’, mas que após um divórcio não têm sobre aquela criança nenhum direito. Tentar esquecê-la ou manter o contacto?
Têm de manter o contacto. Inequivocamente. E devem ver esse direito salvaguardado. Que não é só um direito seu. É um direito da criança.
Ainda acreditamos que se não há pai biológico então é melhor uma instituição?
Há centenas de crianças que só não são adoptadas porque, às vezes, quem decide é cobarde e não pensa nessas crianças como pensa nos seus filhos
Eduardo Sá
Pedo-psiquiatra
Entrevista de Eduardo Sá ao Destak no dia 16 de Março de 2011
Daqui
terça-feira, 26 de março de 2013
O valor da paciência
Para ser sincero, há momentos em que a minha admiração converge toda para a impaciência. Por alguma razão, a mim misteriosa, nunca me pareceu um peso lidar com os impacientes (fossem os outros ou eu próprio). Facilmente se ativa o meu humor perante alguém que ferve em menos água do que aquela que tem um oceano. E, da mesma maneira que me comove a reverência verdadeira, admiro os irreverentes, aprendo com os que se empenham em contrariar indefinidas esperas, agradeço aos que sacodem a estabilidade preguiçosa dos nossos tiques, procuro balançar os motivos dos que dizem “não estou para isso”.
Contudo, acho que descubro sempre mais que a paciência é uma preciosa estação interior na qual todos precisamos maturar.
Quando penso na paciência, ancoro muitas vezes na imagem da semente, no desprendimento e na lentidão da semente que aceita a escuridão da terra como condição para florescer. Tanto os que semeiam os campos, como os que depositam sementes nos corações, deveriam primeiro ter formado a alma na paciência. Pois a paciência, ao revelar o escondido processo de germinação da vida, também torna claro que é essa a única forma de cuidar bem dela, de a entender até ao fim, de acompanhá-la, passo a passo, com esperança.
É curiosa a etimologia da nossa palavra “paciência”. Deriva de “passio”, isto é, paixão, no sentido de coisa a suportar, a padecer ou no sentido de resistir.
A paciência faz-nos mergulhar, como se vê, no âmago da vida. Deve, é claro, ser ensinada às crianças, mas é uma tarefa para ser levada a cabo por um coração adulto.
A paciência pede que apreendamos a complexidade de que somos tecidos, que nos debrucemos sobre esta íntima narrativa tecida de esforço e de graça, de sede e de água, de noite e de riso. Não nos deixa esbracejar à tona do tempo, num simplismo atropelado e ofegante.
A paciência pede e dá-nos tempo, dilatando as provisórias metas e juízos que equivocadamente erigimos em absolutos.
Há uma harmonia secreta, há um suculento sabor que só colhe da vida aquele que abraça com confiança a demora, a lentidão e a espera. São estas frequentemente as ferramentas da paciência, os instrumentos com que ela transforma a nossa agitação epidérmica em expectação serena e criativa.
No fundo, a paciência prova-nos como se provam os metais de valor, averiguando o seu (o nosso) grau de autenticidade.
José Tolentino Mendonça
In Diário de Notícias (Madeira)
15.02.11
In Diário de Notícias (Madeira)
15.02.11
sábado, 16 de março de 2013
sexta-feira, 15 de março de 2013
Papa Francisco sobre o aborto e a educação sexual
Aborto y derechos de la mujer-“La batalla contra el aborto la sitúo en la batalla a favor de la vida desde la concepción. Esto incluye el cuidado de la madre durante el embarazo, la existencia de leyes que protejan a la mujer en el post parto, la necesidad de asegurar una adecuada alimentación de los chicos, como también el brindar una atención sanitaria a lo largo de toda una vida, el cuidar a nuestros abuelos y no recurrir a la eutanasia. Porque tampoco debe ‘submatarse’ con una insuficiente alimentación o una educación ausente o deficiente, que son formas de probar de una vida plena. Si hay una concepción que respetar, hay una vida que cuidar.”
-Muchos dicen que la oposición al aborto es una cuestión religiosa.
-“Que va… La mujer embarazada no lleva en el vientre un cepillo de dientes; tampoco un tumor. La ciencia enseña que desde el momento de la concepción, el nuevo ser tiene todo el código genético. Es impresionante. No es, entonces, una cuestión religiosa, sino claramente moral con base científica, porque estamos en presencia de un ser humano.
-¿Pero la graduación moral de la mujer que aborta es la misma que la de quien la practica?
-No hablaría de graduación. Pero sí a mí me da mucho más –no digo lástima-, sino compasión, en el sentido bíblico de la palabra, o sea, de compadecer y acompañar, una mujer que aborta por vaya uno a saber qué presiones, que aquellos profesionales –o no profesionales- que actúan por dinero y con una frialdad única. […] Esa frialdad contrasta con los problemas de conciencia, los remordimientos que, al cabo de unos años, tienen muchas mujeres que abortaron. Hay que estar en el confesonario y escuchar esos dramones, porque saben que mataron a un hijo.
(El Jesuita. Conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, SJ., Sergio Rubín y Francesca Ambrogetti, Vergara editor, pág. 91)
Educación sexual
“La iglesia no se opone a la educación sexual. Personalmente, creo que debe haberla a lo largo de todo el crecimiento de los chicos, adaptada a cada etapa. En verdad, la Iglesia siempre impartió educación sexual, aunque acepto que no siempre lo hizo de un modo adecuado. Lo que pasa es que actualmente muchos de los que levantan las banderas de la educación sexual la conciben separada de la persona humana. Entonces, en vez de contarse con una ley de educación sexual para la plenitud de la persona, para el amor, se cae en una ley para la genitalidad. Ésa es nuestra objeción. No queremos que se degrade a la persona humana. Nada más”.
(El Jesuita. Conversaciones con el cardenal Jorge Bergoglio, SJ., Sergio Rubin y Francesca Ambrogetti, Vergara editor, pág. 92-93)
Como prevenir e combater o aborto
1. Fight poverty
Poverty and the hopelessness it can bring into people’s lives is a major factor in the abortion rate. In one study by the Guttmacher Institute, women on Medicaid had twice the abortion rate of other women, even in states that fund childbirth but not abortions.
2. End publicly-funded abortions.
That Guttmacher study showed that if the state funds abortions in its Medicaid program, low-income women’s abortion rate doubles to be four times that of others.
3. Pass laws regulating the abortion industry.
Research by Michael New and others has shown that even very modest laws -- Informed consent, waiting periods, parental involvement for minors, etc. – afford more time to think over an abortion decision and lead to significant reductions.
4. Uphold strong marriages.
Unmarried American women may have four times the abortion rate of those who are married. This factor can combine with poverty in a vicious circle – the disruptions in life caused by poverty can make stable relationships harder to maintain, and unmarried or divorced women lack the personal support system that can help keep them from poverty and a desperate resort to abortion.
5. Promote “sexual risk avoidance” for the young.
This is an objective public health term for avoiding sexual involvement, as opposed to the “sexual risk reduction” approach of taking premature sexual activity for granted and then trying to reduce the damage. Recent declines in the abortion rate have occurred disproportionately among teens and young adults, and seem due largely to more young people delaying initiation of sexual activity. Teens are not known for being more reliable in contraceptive use than their elders.
Fonte: Washington Post
domingo, 10 de março de 2013
Textos Rádio Costa D'Oiro de 26 de Fevereiro a 11 de Março de 2013
Textos “Algarve Pela Vida”
De 26 de Fevereiro a 11 de Março
de 2013
Dia 26 de Fevereiro de 2013- Terça Feira
Sem dúvida a nova
geração, poderia chamar-se a geração telemóvel.
Basta olhar à
nossa volta e, no carro, nas ruas, a pé ou nos transportes , onde quer que se
esteja, há sempre alguém a ginasticar o dedo com sms, mms..
Os telemóveis, se
permitem estarmos sempre contactáveis por um lado, também nos transportam para
um mundo de outra dimensão até se parecer de certa forma “aluado”.
Há que saber controlar o seu uso não só pelo preço das
chamadas como porque não nos podemos tornar dependentes de um objeto, ao ponto
de estarmos perto de quem está longe mas
não se conversar com quem verdadeiramente está a nosso lado.
A tecnologia
é boa, ainda bem que existem telemóveis porque de facto dão muito jeito em
verdadeiras situações de emergência, mas também como tudo é preciso saber onde
está a moderação e sobretudo não deixar de andar na realidade.
Dia 27 de Fevereiro
de 2013 – Quarta Feira
Jantar em
família. O Jantar sempre foi tradicionalmente o momento de encontro familiar,
momento importante ao qual ninguém faltava: pai, mãe, filhos. Hoje em dia nem
por isso, mas pode ser interessante saber os benefícios que daí se podem tirar.
É normalmente
quando se consegue “pôr a conversa em dia”, fazer que cada um saiba de cada um,
o que estreita os laços familiares.
Estudos recentes
revelam que os benefícios do jantar em família são ínumeros!
É em família, à mesa, que se aprendem boas maneiras, que se
aprende a socializar, saber conversar, ter o interesse de saber como correu o
dia a cada um. A conclusão mais importante a que se chegou foi que os
adolescentes mais acompanhados familiarmente, especialmente nessa reunião
familiar que deve ser o jantar, estão menos sujeitos a comportamentos destrutivos.
É ao jantar que
há maior propensão para se conversar, claro que com a televisão desligada!, e
pais e filhos aproximam-se.
Ainda que não se
consiga jantar em família os 7 dias da semana, pelo menos metade ou mais de
metade deveriam ser vividos juntos. Torna-se numa escola de virtudes e boas
maneiras insubstituível e de valor imensurável.
Dia 28 de Fevereiro
de 2013 – Quinta Feira
Se ainda não viu
o filme do hobbit que estreou em Dezembro, poderá alugá-lo e ver.
Neste mundo fantástico,
Bilbo terá de levar o povo anão à reconquista da Montanha Solitária que este
povo há muito perdera.
Ao longo da
travessia o grupo irá enfrentar inúmeras aventuras e perigos como um tenebroso
Orc ou o dragão Smaug.
Eis a aventura da
parceira J.R.R. Tolkien e Peter Jackson, com a mais inovadora tecnologia
cinematográfica em 3D.
Neste filme e
nesta história, mais uma vez o bem e o mal enfrentam-se e onde os heróis vão
ter de provar o que valem, não com super poderes mas com muita coragem.
Dia 1 de Março de
2013 – Sexta Feira
Na era das mães
trabalhadoras nunca é demais falar do tema de como conciliar vida profissional
e familiar, sobretudo quando se tem crianças pequenas.
Saber responder
às exigências familiares exige de facto muita ginástica.
Este equilíbrio
que se tem de realizar deve ser conseguido não só pelas mães trabalhadoras mas
também pelos pais.
Os padrões de
vida das mulheres mudaram e por isso mesmo, os pais também têm de ajudar mais.
Precisamente porque a mãe já não está presente o dia todo, e porque são
igualmente responsáveis pela educação dos filhos, a presença do pai torna-se
mais necessária..
O que realmente
importa é organização e estabelecer prioridades.
Se quando estamos numa reunião de trabalho temos o cuidado
de desligar o telemóvel, por exemplo, porque o atendemos quando estamos com a
família sobretudo nalgum momento mais importante como o jantar?
É só um pequeno
exemplo muito pequeno do que se pode fazer mas que pode fazer toda a diferença.
Dia 2 de Março de 2013 – Sábado
Não é
novidade que se assiste a uma corrente anti-natalista, desde a política, às
novas leis aprovadas, e visível também nas reacções diárias de comentários
diante de famílias com mais de dois filhos.
Ao anuncio
do primeiro filho a sociedade reage bem, ao segundo.. enfim.. é bom para dar um
irmão ao primeiro.. mas a partir do terceiro, as mães são umas “coitadas”.
São inúmeros
os testemunhos de criticas que se ouvem nos mais variados locais.
Num mundo em que tanto se preza a liberdade e apela à
tolerância, parece que afinal há escolhas que não são tão bem toleradas.
É preciso ver
na prática como as famílias numerosas são felizes! E como os irmãos de famílias
numerosas são felizes! E como sabem partilhar. Aprende-se a poupar, a agradecer
o que se tem, a esquecer-se de si para ajudar o outro.. para não falar da
alegria de não estar só, de ter sempre a casa cheia.
Dia 3 de Março de
2013 – Domingo
Durante a
semana não se tem tempo para nada.
De segunda a
sexta é o rame rame de sempre, a rotina de acordar, arranjar lancheiras para a
escola, arranjar os miúdos à pressa para a escola, chegar ao trabalho, dar os
recados è empregada eplo caminho e chegar ao trabalho. Ao final da tarde a
mesma correria ao contrário, buscar á escola, TPC´s, jantar, deitar… Quase não
se convive.
Aproveite que
é Domingo para passear em família, para brincar com os seus filhos, para ter
aquela conversa individual com cada filho, prestar atenção ao eu marido/mulher.
Arranje um programa engraçado, um passeio, uma ida ao cinema ou simplesmente
ficar em casa e jogar wii em família, ou porque não, fazer umas bolachinhas em
família? Apenas umas sugestões para se passar um bom Domingo em família.
Dia 4 de Março de
2013 - Segunda-Feira
A
estrutura familiar em si é já educação da criança. Daí a importância de
famílias bem estruturadas, com um amor visível entre os pais, laços familiares
fortes e bom ambiente.
Estudos
internacionais mostram que as crianças que vivem com o pai e a mãe têm já à
partida uma vantagem educacional, para além de que são as que obtêm melhores
resultados escolares.
Melhorar o
ensino e a educação é objetivo do estado e dos ministros, mas também deveria
ser objetivo inquestionável apoiar a família, célula base da sociedade.
Dia 5 de Março de 2013
– Terça- Feira
Estamos sem dúvida na geração das
redes sociais e na era do virtual.
Até o anterior Papa Bento XVI teceu
algumas considerações sobre a internet e o fenómeno das redes sociais: convidou
os cristãos a estarem presentes no Facebook, empregando-o do espírito cristão!
Espantoso!
Ficou lançado o alerta para não cairmos
na tentação de levarmos vida dupla: uma na vida real, uma segunda , virtual, no
mundo da internet.
Se todos formos sinceros e autênticos
já não haveria perigo de nos relacionarmos com pessoas que afinal não são quem
mostram ser e é ao mesmo tempo um sinal de respeito e de caridade para com o
próximo que interage e comunica connosco.
Dia 6 de Março de
2013 – Quarta- Feira
Porque têm os rapazes, no geral,
piores rendimentos escolares que as raparigas?
Estudos
americanos atribuem esta diferença aos fatores “não cognitivos” como: a
atenção, a perseverança, desejo de aprender, capacidade de estar tranquilo, quieto
e capacidade de estudar de forma independente.
As raparigas tendem a
desenvolver estas capacidades primeiro que os rapazes. Talvez seja importante, como já se faz nas
escolas americanas , australianas e do
canadá, ensinar métodos de estudo, de concentração e
organização para que ambos rapazes e raparigas consigam bons rendimentos
escolares.
Dia 7 de Março de
2013 – Quinta-Feira
A estranha vida de Timothy Green.
Eis a nova estreia da Disney que relata um estranho conto de fantasia mas que
põe o dedo na ferida nas atuais questões de paternidade , família e educação. O
início é clássico: um casal normal recebe a infeliz notícia de que não pode ter
filhos. Tinham tanta esperança nesse filho desejado que até tinham escrito um
livro sobre tudo o que ambicionavam
A narrativa
fantástica começa quando uma noite aparece no jardim deste casal um menino já
crescido mas que cumpre toas as expetativas que este casal tinha pensado para o
seu filho desejado.
De um projeto pessoal, este
casal aprende a verdadeira lição: que a vida é um dom e que a sabedoria está em
saber acolhê-lo e aceitar a vida sem pretensões.
Dia 8 de Março de 2013
– Sexta Feira
Hoje dia 8 de Março é dia da mulher.
Sinta-se mulher no verdadeiro sentido da palavra.
Seja uma mãe
moderna se fôr essa a sua situação, seja mulher verdadeira, vista-se de forma
elegante, que nada tem que ver com decotes grandes e saias que parece que
encolheram.
Vista-se de
forma elegante e sinta-se orgulhosa por ser mulher.
Dê o melhor de
si, dê-se aos outros, pois é dando-nos aos outros que somos felizes. Dê o que nós mulheres sabemos
dar, compreensão, calma, uma palavra reconfortante quando tudo parece que corre
mal, carinho e muita alegria!
Dia 9 de Março de
2013 – Sábado
Este ano em Janeiro milhares de
pessoas manifestaram-se em França contra o casamento entre homossexuais. Manifestação
essa que deixou atónito o Governo e meio mundo.
Os franceses
sempre tão modernos e na vanguarda das novas ideias, defensores do famoso lema
“igualdade, fraternidade, liberdade” e manifestam-se contra o casamento entre
homossexuais?
O jornal “Le Monde” dedicou uma reportagem especial sobre
esta manifestação que mostrou sobretudo a força, alegria e testemunho de jovens manifestantes.
A sua presença era notória. Um discurso homogéneo ressoou durante seis horas
pelas ruas de Paris.
Dia 10 de Março de
2013 – Domingo
“ A good day to hard die”, o terceiro
filme de “Die Hard” pode estar mal escrito e ser já um “dejá vue”, mas a
personagem principal tem um bom desempenho.
MacLean voa até
Moscovo para defender o seu filho acusado de um crime em misteriosas
circunstancias.
Temos desta vez
um herói de já quase 60 anos, que não salta de helicóptero, nem de edifícios em
chamas, mas que consegue não rasgar a camisola no meio das suas aventuras. Um
filme que se vêm bem no entanto e que dá para distrair.
Dia 11 de Março de
2013 – Segunda-Feira
World Press Photo: prémio para a
melhor foto jornalista de 2012. Amsterdão. O jornalista Paul Hansen ganha o
prémio de melhor foto jornalista do ano de 2012.
A imagem mostra
um grupo de homens encabeçado por dois paletinienses que levam nos braços os
cadáveres de seus sobrinhos, duas crianças de 2 e 3 anos, nortas ao air de um
míssil israelita sobre a sua casa em Gaza.
Por detrás dos
homens que se dirigem à mesquita para o enterro, levam também o cadáver do pai
das crianças.
A foto foi tirada
no passado dia 20 de Novembro na cidade de Gaza.
O jornalista Paul
Hansen disse estar “muito contente com o prémio mas triste porque o tema é
horrível”.
Imagens que chocam e que nos levam por um
lado a agradecer o bem que temos, o dom da vida e a não nos queixarmos quando
alguma coisa no
sábado, 9 de março de 2013
sexta-feira, 8 de março de 2013
Propostas de diálogo com adolescentes
Para que nuestra comunicación con nuestros hijos adolescentes sea más eficaz deberíamos tener en cuenta algunas consideraciones generales, como estas:
Afrontar con calma el conflicto. Un conflicto es una ocasión para educar. Si lo eludimos estamos validando lo que ha hecho o ha dicho; si lo silenciamos, lo damos por bueno.
Comenzar nuestro diálogo siempre con un comentario positivo, mirándole a los ojos y estableciendo un contacto físico.
Tratar un solo tema cada vez e inten...tar verlo desde su punto de vista. Abrumarle con muchas cuestiones, aunque sean importantes, no lleva más que a confundirle y a desanimarle. Ser específicos y breves.
No dramatizar ni perder el control. Si lo hacemos, estaremos cerrando puertas. Cuando estamos nerviosos decimos lo que no queríamos decir y tomamos decisiones poco razonables.
Nunca prejuzgar ni ponerle trampas. Debemos ir siempre con la verdad por delante, decir las cosas claras y no intentar engañarle. Evitar los dobles mensajes y las ambigüedades.
Respetar su intimidad. Aceptar las confidencias que nos quiera hacer, sin forzar, y no desvelarlas jamás.
Primero escuchar y entender, para después dialogar. No utilizar el monólogo disfrazado de diálogo, cuando sólo nos escuchamos a nosotros mismos.
Hablar de lo que observamos, no de lo que nos parece. Evitar las suspicacias.
No etiquetar. Si lo hacemos, habremos precintado la posibilidad de cambio.
Buscar las causas inmediatas, no las remotas. Olvidarnos de los errores del día anterior, centrarnos en las soluciones y llegar a un compromiso muy concreto, incluso ponerlo por escrito.
Dar oportunidades de que se desahogue, de que exprese sus sentimientos. También respetar sus silencios.
Nunca llevar a cabo acusaciones ni agresiones (físicas o verbales).
Ponerle ejemplos de nuestra propia experiencia sin caer en el “padre batallitas”.
No pretender tener la razón en todo. También los padres nos podemos equivocar.
Tener presente que la perfección no existe. No hemos de pretender la solución perfecta, sino ir consiguiendo pequeñas metas.
Llegar a establecer pactos. No caer en el “todo o nada”. Ser flexibles.
Hacerle ver que estamos en el mismo equipo.
Decirle que le queremos.
Probablemente estas pautas nos servirán para mejorar la comunicación. No se pierde nada por intentarlo y todo lo que se consiga será ganancia tanto para nosotros como para nuestros hijos.
Javier Calderon





