terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Propostas de educação para os filhos

Os pais enquanto são pais estão educando. Não há férias nem descansos. Estar em dia exige um esforço por uma formação permanente.

A cada ano os pais se encontram diante de uma situação diferente. Os filhos são diferentes, o ambiente em que se movem muda. Os pais precisam então receber uma formação contínua.

A formação dos filhos necessita de um projeto que tenha três áreas:
- um projeto para o corpo
- um projeto para a inteligência
- um projeto para a vontade

Ajudar os filhos a serem pessoas livres e responsáveis é o objetivo do projeto.
O bom exemplo dos pais é algo vital, indispensável, necessário e também não é suficiente. Porque para o exemplo ser educativo, não está no gesto ou na ação que se faz em um momento determinado mas no modo de proceder habitual de uma pessoa.

O exemplo tem que ser natural, sem a intenção artificial de querer dá-lo; necessita coerência. Devemos viver primeiro o que exigimos de nossos filhos.

Para conhecer bem os filhos não basta dar-lhes um bom exemplo, deve-se gastar muitas horas escutando-lhes com interesse e atenção.

Liberdade e Responsabilidade

Uma pessoa é responsável quando assume as conseqüências de seus atos com respeito a outros e também quando é capaz de prever estas conseqüências.

• Responsável ante sua família
• Responsável ante si mesmo
• Responsável ante a sociedade

Ante a família:

Os pais devem deixar claro que todas as pessoas obedecem. Obedecer significa ordem e a ordem nos faz mais felizes. Se cada um fizesse o que tem vontade, o mundo seria um caos. Devem existir normas na família, e quando existe uma norma específica e as crianças sabem que todos as cumprem, elas também cumprirão, com constância e sempre. Ex.: o quarto ordenado, lavar as mãos antes das refeições, rezar antes das refeições, etc.

Os filhos obedecem melhor quando explicamos antes a razão de fazê-lo. É um bom sistema explicar com histórias o que acontece quando não se cumpre e os porquês.

Ante si próprio:

É necessário ensinar os filhos a responsabilizar-se ante eles mesmos. Seu orgulho pessoal ajudará, mas será importante fazer-lhes ver a necessidade de fazê-lo.
As pessoas devem ser capazes de fazer o que devem fazer sem que lhes tenha que repetir dez vezes.

Responsabilizar-se ante eles mesmos os ajudará a:
- ganhar em personalidade
- fortalecer seu caráter
- ganhar em liberdade
- ter mais amigos

Ante a sociedade:

Sentir-se responsável ante aos demais é amor, é uma dimensão mais alta.
Pode-se começar dando-lhes responsabilidades sobre os irmãos ou crianças menores. Que sejam mestres de outras crianças. Com o tempo descobrem que é agradável e fica fácil motivá-los para começarem a ajudar em casa.

A motivação principal é que o fazem muito bem, que seus pais estão orgulhosos deles e que todas as pessoas ajudam umas às outras e eles já têm idade de fazê-lo.
O trabalho dos pais é de ajudar-lhes a buscar a ocasião, é elogiar suas ações e fazer-lhes ver o bem que estão fazendo.

O contato com gente pobre – ver como vivem – produz impacto. Mas servem para que se dêem conta da necessidade de ajudar os outros. Ajudar e servir aos demais é uma responsabilidade de todos e, mais ainda, dos que têm uma posição econômica privilegiada. É um dever de justiça.

O dinheiro


Os prêmios com dinheiro, jogos ou objetos caros não costumam ser convenientes. Quando o pai premia ou castiga com dinheiro está apoiando o materialismo e, portanto, o consumismo. Está dando a entender que o que realmente vale nesta vida é ter, é ter dinheiro para comprar e gastar.

O aprender é uma necessidade natural do homem. O prêmio está no próprio fato de conhecer mais coisas. E isto funciona sem problema na maior parte das crianças. Há prêmios muito mais eficazes que o dinheiro.

Exemplos: elogios, o carinho, compartilhar uma parte de seu tempo, etc.

O tempo livre

A família funciona bem se todos são responsáveis por algumas das muitas funções que esse projeto comum apresenta. Quando os filhos têm tempo livre, os pais devem aumentar suas contribuições, suas responsabilidades no projeto comum familiar.

Jogar com as crianças não é comprar-lhes jogos para que joguem. É jogar com eles. Não se pode ter os filhos perdidos pela casa sem ensinar-lhes a jogar. Necessitam saber jogar para saber usar o tempo livre.
rograme os fins de semana. Faça-os amenos e divertidos. São um esplêndido tempo para viver em família e conhecer os filhos.

O filho desocupado se “mal-educa” sozinho. Ele “não sabe o que fazer”, é triste. Tem repercussões no hábito do estudo e na formação de seu caráter, e na adaptação ao ambiente. Costuma terminar em conflitos familiares.

Fonte: IDE - Instituto de Desenvolvimento da Educação (via Portal da Família)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Plataforma Algarve pela Vida recolhe bens para ajudar mães e grávidas

A Plataforma Algarve pela Vida está a promover uma ação de recolha de bens para ajudar as mães, os casais e as grávidas que se encontram mais carenciados na região algarvia.

Apelando à generosidade dos algarvios, a associação pede fraldas de tamanhos do recém-nascido ao n.º 6 , isto é, para todas as etapas do crescimento do bébé; toalhitas sensitiv; novalac AO n.º 2; roupas de bébé e recém-nascido; e carrinhos de bébé para gémeos com acessórios completos.

A recolha destes bens está a ser feita, durante o horário normal de expediente (das 10:00 horas às 12:00 e das 14:00 às 17:00) em dois pontos do Algarve.

Na zona do sotavento, os bens podem ser entregues na Avenida Duarte Pacheco, n.º 145, 1.º DT, em Almancil (contactos 917138359 ou 967021607); e no barlavento, na Cáritas de Portimão, junto à sede do Corpo Nacional de Escutas de Portimão, ao lado da Igreja do Colégio, em Portimão (contacto 927094688).

In "Região Sul", "AGência Ecclesia"

As vantagens das famílias numerosas


De um ponto de vista económico, as famílias numerosas fazem todo o sentido.
Não é preciso estudar muito deeconomia para entender que o custo médio por fi lho decresce com a dimensão do agregado familiar. Desde logo, porque grande parte dos custos, como é o caso da habitação, são custos fixos; mas também porque é possível partilhar livros, roupas, bicicletas, etc.
Por outras palavras, a forma mais eficiente de atingir uma certa taxa média de fertilidade consiste em concentrar o número de nascimentos em famílias numerosas.
Vários economistas especializados em assuntos da família chamam a atenção para o conflito entre o número de fi lhos e a “qualidade” da educação.
A ideia é que, quanto maior a família, menor a quantidade de recursos – tempo e dinheiro – que pode ser atribuída a cada fi lho. Não sou especialista no assunto e estou certo de que os investigadores têm algo de interessante a dizer; mas creio que estamos perante uma confusão entre “inputs” e “outputs”.
É verdade que a quantidade média de recursos atribuída a cada fi lho diminui com o número dos mesmos – aliás, trata-se de uma tautologia.
Mas o que importa é a qualidade da educação de cada filho (“output”), não a quantidade de recursos materiais atribuídos a cada um (“input”); e a experiência mostra que, no que respeita à qualidade do “output”, as famílias numerosas lideram tanto em quantidade como em qualidade.

Luis Cabral
Professor de Economia da Universidade de Nova York.

Textos da Rádio Costa D'Oiro para o mês de Fevereiro


DIA 31 de Janeiro de 2012 – Terça-feira

A Cáritas de Portimão, a funcionar, neste momento, ao lado da Igreja do Colégio, junto ao jardim da Alameda, nestes tempos de crise, tem vindo a ser muito solicitada no apoio a pessoas e famílias em necessidade do concelho de Portimão.
Actualmente, a Cáritas de Portimão está a ajudar cerca de 80 pessoas e necessita de ajuda em roupas de todas as idades, e em particular, de criança; fraldas para todas as idades, bens alimentares e, claro, voluntários.
Quem puder, a Cáritas de Portimão tem também um conta aberta na qual se podem depositar donativos, emitindo-se, depois o respectivo recibo que é dedutível no IRS ou IRC.
Nestes tempos de dificuldade, a Cáritas precisa de si e da sua generosidade.

DIA 1 de Fevereiro de 2012 – Quarta-feira

Cada filho é um dom e não um direito.
O bem do filho exige que ele seja fruto de uma relação, e não de um projecto individual. E exige que ele não seja intencionalmente privado de uma mãe ou de um pai.
É ele que tem direito, não tanto a um progenitor indiferenciado (como pretende a ideologia do género, aos substituir a palavra “pais” por “parentalidade”), mas a uma mãe e a um pai.
A mais competente das mães nunca poderá substituir um pai, tal como o mais competente dos pais nunca poderá substituir a mãe.
O que agora se propõe com a lei das barrigas de aluguer é que da procriação medicamente assistida nasçam crianças sem pai.
Todas as crianças necessitam de 1 pai e de 1 mãe.

Dia 2 de Fevereiro de 2012 – Quinta-feira

A Plataforma Algarve pela Vida, no âmbito do apoio a várias grávidas e mães do distrito do Algarve, lançou uma campanha de recolha de fraldas descartáveis para todas as etapas do crescimento, com particular destaque para as etapas de recém-nascidos, etapas 1 e 5.

Solicitamos às escolas e outras instituições que incentivem a generosidade dos pais e alunos, mobilizando-os para esta causa social de apoio aos que nascem e às suas famílias que precisam, em alguns casos, de forma desesperada da vossa ajuda.

Esta campanha abrange todos os concelhos do Algarve, uma vez que a Plataforma Algarve pela Vida encontra-se representada em todos eles, através de voluntários e amigos.Para mais informações sobre a forma de proceder à entrega destas fraldas, basta responder ao e-mail algarve.vida@gmail.com ou ao móvel 917138359.
Bem hajam !

Dia 3 de Fevereiro 2012 – Sexta-feira

A barriga de aluguer (cuja lei a Assembleia da República prepara-se para aprovar) é um processo de reprodução artificial em que uma mulher cede o seu útero para que nele seja implantado um óvulo já fecundado, comprometendo-se a gerar uma criança e a entregá-la no final da gestação, à dadora do óvulo ou a uma terceira pessoa que lhe encomenda tal gestação. .
A literatura e o cinema estão cheios de “casos” que mostram o drama que resulta destes negócios, gerando casos judiciais, onde mães de aluguer na hora do parto dizem – este filho é meu – e não o entrego.
E o caso dos pais que “encomendam” uma criança através de uma barriga de aluguer que depois gera uma criança com alguma doença ou malformação? Obrigarão depois a mãe de aluguer a abortar ?
Senhores deputados da assembleia da república preocupem-se com outras coisas mais importantes.

Dia 6 de Fevereiro de 2012 – Segunda-feira

Sem descuidar a educação afectiva, hoje em dia é muito importante ensinar os jovens a saber pensar.
Aqui ficam 3 pistas para que isso possa acontecer :
1º) Ajudá-los a pensar nos limites e virtudes da sua própria personalidade. Numa palavra, a conhecerem-se a si próprios.
2º) Ajudá-los a interrogarem-se sobre as causas do que se passa à sua volta.
3º) Ajudá-los a valorizar a disciplina dos argumentos e o auto-controle.
O diálogo, a prática do desporto, a participação em jogos didáticos e em actividades de solidariedade social podem servir de ajuda nesta tarefa educativa que os tornará mais capazes para enfrentar o futuro.

Dia 7 de Fevereiro de 2012 – Terça-feira

Um recente estudo demonstrou que o aborto aumenta nas mulheres o risco de cancro de mama em 193 por cento e, pelo contrário, as que levaram até ao fim a sua gravidez têm muito menor risco que aquelas que nunca estiveram grávidas.
Estudos diferentes realizados em diferentes países tais como Irão, Estados Unidos, China, Sri Lanka e Turquia coincidem todos na mesma conclusão: o aborto é uma das principais causa do cancro da mama.
A 1ªgravidez em idade tardia foi também identificada como um dos motivos que aumentam o risco de cancro da mama, enquanto que mulheres que tiveram várias gravidezes têm 91 por cento de menos risco de terem cancro do que aquelas que nunca estiveram grávidas.
Um dos estudos revela, além disso que cada novo nascimento reduz o risco de câncer de mama em 50 por cento.

Dia 8 de Fevereiro de 2012 – Quarta-feira

A ASMAL - Associação de Saúde Mental do Algarve é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (I.P.S.S), sem fins lucrativos, de utilidade pública, fundada em Janeiro de 1991 e com sede em Loulé.
Os objectivos a curto e médio prazo, desta instituição são os seguintes:
•Promover a saúde mental em todas as fases da vida;
•Oferecer maior diversidade e qualidade nos serviços prestados aos clientes;
•Melhorar a eficácia e eficiência ao nível da Intervenção Residencial;
•Criar novos núcleos da associação no Barlavento Algarvio;
•Aprofundar o trabalho em parceria e as redes sociais;
•Colaborar para a desmitificação social da doença mental;
•Conceber e desenvolver estudos e projectos no âmbito das valências da Organização;
Para mais informações, pode consultar a página da ASMAL na internet em www.asmal.org

Dia 9 de Fevereiro de 2012 - Quinta-feira

Uma recente reportagem sobre a prática de abortos nos hospitais falava do choque que muitos profissionais de saúde têm quando vêem que o aborto é utilizado como método contraceptivo, isto é, que a mulher não usa qualquer método contraceptivo e acaba por usar o aborto como forma de evitar a gravidez.
Na altura do referendo de 2007 diziam os adeptos do "sim" que tal nunca oroa aconteceria.
Agora, são os próprios responsáveis hospitalares que lidam diariamente com estas situações que reconhecem essa realidade.
A vida concebida acaba por servir como um "efeito colateral" do prazer sexual. Em troca de uns minutos de prazer.
Alguém dizia que um aborto é como fazer um bolo de pão de ló com cobertura de chantilly, acabar por lamber o chantilly e depois deitar o bolo inteiro para o lixo

Dia 10 de Fevereiro de 2012 – Sexta-feira
O GRATO—Grupo de Apoio aos Toxicodependentes é uma Instituição Particular de Solidariedade Social fundada em Abril de 1995, com sede e Portimão.
O GRATO aquando da sua fundação tinha como objectivo principal a prestação de serviços à comunidade na área da toxicodependência.
Actualmente, os serviços do GRATO são muito mais alargados, não só apoiam pessoas que estejam directa ou indirectamente relacionadas com o problema da droga, mas também prestam serviços à comunidade desfavorecida e excluída socialmente, em particular, na área da alimentação.
O GRATO é uma porta aberta para todos aqueles que precisam de ajuda aos níveis pessoal, social e profissional.
Se puder, apoie esta instituição.


Dia 13 de Fevereiro de 2013- Segunda Feira

A Cáritas de Portimão, a funcionar, neste momento, ao lado da Igreja do Colégio, junto ao jardim da Alameda, nestes tempos de crise, tem vindo a ser muito solicitada no apoio a pessoas e famílias em necessidade do concelho de Portimão.
Actualmente, a Cáritas de Portimão está a ajudar cerca de 80 pessoas e necessita de ajuda em roupas de todas as idades, e em particular, de criança; fraldas para todas as idades, bens alimentares e, claro, voluntários.
Quem puder, a Cáritas de Portimão tem também um conta aberta na qual se podem depositar donativos, emitindo-se, depois o respectivo recibo que é dedutível no IRS ou IRC.
Nestes tempos de dificuldade, a Cáritas precisa de si e da sua generosidade.

14/02 – Segundo Eduardo Sá “Sempre que namoramos mais um bocadinho, casamo-nos mais um pouco e sempre que deixamos de namorar, divorciamo-nos em suaves prestações”, concretizou a provocação, considerando o casamento tão sagrado como frágil.
“É uma experiência sagrada porque duas pessoas que decidem comungar-se é uma experiência tão preciosa que é sagrada, mas é frágil porque, às vezes, os pais estão tão preocupados com a educação dos filhos que se esquecem de namorar todos os dias”, lamentou, lembrando que “pais mal-amados tornam-se piores pais”. “É fundamental que a relação amorosa dos pais esteja em primeiro lugar, antes da relação dos pais com as crianças”"

15/02 – Em relação ao paquete “O que uma distracção causada por uma noite supostamente romântica, uma aventura extra-matrimonial, com uma bela e atraente moldava pode provocar...
- 73 milhões de euros de prejuízos directos decorrentes dos danos causados no barco.
- 500 milhões de euros em indemnizações.
- 17 mortos e vários feridos.
- danos ambientais.
- danos psicológicos a centenas de pessoas.
- Vidas arruinadas para o resto, incluindo a do próprio capitão.
- Etc, etc.
Alguém escreveu um dia uma coisa parecida com isto "De que tu e eu sejamos fiéis (nas pequenas coisas) dependem muitas coisas grandes"

16/02 –Blogue Algarve pela Vida - um blogue de homens e mulheres pela Vida,
- um blogue diferente com propostas diferentes,
- um blogue que não cruza os braços depois do referendo que liberalizou o aborto em Portugal,
- um blogue que pretende promover a família,
- um blogue que se preocupa com as pessoas mais frágeis na nossa Sociedade,
- um blogue que assenta na solidariedade e no bem-comum.
SEJAM MUITO BEM VINDOS também no facebook!

17/02 - A associação APPDA-Algarve (Associação Portuguesa para as Perturbações de Desenvolvimento e Autismo) necessita voluntários para ajudar nas suas férias desportivas da Páscoa e para apoio escolar nas áreas de inglês, Português, matemática, trabalhos manuais e expressão dramática.
Os potenciais voluntários podem inscrever-se através do e-mail info@appda-algarve.pt ao cuidado da Dra Sandra Rodrigues, assistente social desta instituição.

20/02 – Um corte federal de apelações no estado do Texas (Estados Unidos) sentenciou que as mães deverão ver seus bebés através de uma ultrassonografia se quiserem submeter-se a um aborto. Com esta lei, os médicos devem efetuar a ultrassonografia na mulher que quer abortar pelo menos 24 horas antes.
O médicor deve dar à mulher a oportunidade de ver os resultados e escutar o batimento do coração do bebé. Ele também deverá descrever o que a ultrassonografia revele.

Se um médico violar esta norma poderá ser multado com 10 mil dólares e perderá automaticamente a sua licença. Entretanto as mulheres que demonstrem que foram vítimas de violação, incesto ou tenham um bebé com má formação congénita, estarão eximidas da ultrassonografia. Em declarações ao Wall Street Journal, o senador deste estado disse que esta lei protege o "direito a saber" da mulher, de modo que ela possa ter "toda a informação que merece antes de tomar a decisão de dar fim a uma vida".
O aborto provocado é a eliminação ou assassinato de um ser humano dentro do ventre da mãe.

21/02 – No Livro “Como resolver situações quotidianas de seus filhos de 6 a 12 anos” de TERESA ARTOLA GONZÁL
Quando critica uma criança com frequência por suas faltas, esta acaba sentindo-se culpada. Se torna medrosa ante as nova situações e se sente insegura em suas relações com os demais. Qualquer ameaça, critica pessoal ou sugestão desfavorável aumenta seus sentimentos de insegurança. Em outras ocasiões, o medo ao fracasso não provém das altas expectativas dos pais, mas da própria criança; como quando deseja igualar os êxitos de seu irmão maior, ou parecer-se a seu pai. Há crianças que podem ir muito bem ao colégio, mas o que lhes motiva é o medo ao fracasso em lugar da necessidade de êxito. Enquanto que o que motiva a criança não é o obter um êxito, mas o evitar a todo custo um fracasso, qualquer erro gerará uma notável dose de ansiedade.

22/02- Em relação aos problemas familiares TERESA ARTOLA GONZÁL diz que Quando os pais têm problemas, discutem com frequência, têm problemas de trabalho ... as crianças podem desenvolver uma ansiedade intensa. Muitos pais pensam que os seus filhos não se dão conta da existência destes problemas, já que procuram não discutir na sua presença. Deve ter em conta que seu filho tem uma espécie de “radar” e detecta facilmente qualquer problema.
Em relação às relações com outras crianças: As relações com outras crianças podem ser, também, fonte de ansiedade. As ameaças por parte de um menino mais forte, as conversas dos companheiros, podem supor para algumas crianças uma ansiedade considerável.
É sempre bom tirar um tempo do dia para pôr a conversa em dia com o seu filho e saber o que se passa!

23/02 – PAIS INSEGUROS E ANSIOSOS: As crianças ansiosas costumam ter pais, e em especial MÃES, com altos níveis de ansiedade. Os medos específicos não se passam de pais para filhos, mas o que pode ocorrer é que a criança herde um SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO mais sensível à estimulação e, portanto, uma tendência à ansiedade, uma maior vulnerabilidade à ansiedade.
Mas, fundamentalmente, a ansiedade transmite-se de pais para filhos através de seu comportamento. Quando os próprios pais são medrosos ou inseguros podem transmitir a criança seus medos. Se continuamente lhe advertimos possíveis perigos, se lhe superprotegemos e não lhe deixamos ser independentes, não é de estranhar que nosso filho se sinta inseguro e imite nosso comportamento. Lembre-se que a ansiedade é
contagiosa. Mantenha a calma e a serenidade.

24/02 – A associação APPDA-Algarve (Associação Portuguesa para as Perturbações de Desenvolvimento e Autismo) necessita voluntários para ajudar nas suas férias desportivas da Páscoa e para apoio escolar nas áreas de inglês, Português, matemática, trabalhos manuais e expressão dramática. Os potenciais voluntários podem inscrever-se através do e-mail info@appda-algarve.pt ao cuidado da Dra Sandra Rodrigues, assistente social desta instituição.

27/02 - Santo Agostinho dizia “Ama e faz o que quiseres; seja que te cales, cala-te por amor; seja que fales, fala por amor; seja que tu corrijas, corrige por amor; seja que tu perdoes, perdoa por amor.”

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A importância do pai

A sociedade actual esvaziou o valor da função do pai,
não o tem em conta, menosprezou a sua autoridade,
as mulheres prescindem deles de forma manifesta,
o que leva os filhos perderem-lhes absolutamente o respeito.

Nestas circunstâncias, quando o pai deixa de ser relevante
para a mãe, o filho percebe e é ele que toma o seu lugar
confirmando a extinção da função paterna.

A desvalorização da paternidade começa a mostrar
actualmente os seus efeitos secundários no correcto
desenvolvimento dos filhos. A relação mãe-filho,
digam o que disserem, é mesmo muito diferente da
relação paterno-filial.

A função paterna é indispensável para que o filho
assuma a sua individualidade, identidade e autonomia
psíquica, necessárias para crescer como sujeito.

O pai, se se ausenta, física ou psiquicamente,
deixa por cumprir o seu papel de “separador"
que é aquilo que, precisamente, permite ao
filho diferenciar-se da mãe.

Maria Calvo Charro

FPV contra adoção gay



COMUNICADO

Federação Portuguesa Pela Vida

Manifesta-se contra adoção por casais homossexuais



A Federação Portuguesa Pela Vida (FPV) entende que o princípio da vida está e estará sempre ligado à união entre masculino e feminino, homem e mulher. Entendemos que esse modelo de afeto de um homem e uma mulher deve manter-se, sempre que possível, no crescimento e na educação das crianças. O princípio feminino e o princípio masculino servem de base não só à vida, como à integração da própria criança no mundo que a rodeia, como dois contributos que se completam nas suas diferenças.

Sabemos que há muitas situações onde isso não acontece: há crianças sem pais que cuidem delas, há casais que se separam, há casais em que um deles morre, há crianças a viver só com a avó, um tio ou uma tia. Mas o princípio de dualidade (que traduz a génese da vida) está sempre presente e é, a nosso ver, necessário para o crescimento humanamente harmonioso da criança.

Isto não traduz uma discriminação dos homossexuais, pelo contrário, é uma confirmação do princípio da igualdade, que exige o tratamento igual para situações iguais, e diferente, para situações diferentes.

De uma união homossexual nunca surgiu nem nunca poderá surgir a vida. Vedar a adopção por homossexuais é reafirmar que a criança tem o direito a crescer num ambiente o mais próximo possível do que seria o dos seus pais. É permitir à criança que verifique, no seu dia a dia, que foi fruto de uma união de um homem e de uma mulher. E que a vida não pode surgir senão desse modelo de entrega.

Subverter este princípio é desumanizar a pessoa, é instrumentalizá-la, é fazer dela um meio e não um fim, é torná-la alvo de um direito dos outros.

Pode recorrer-se a engenharias para conceber, pode pensar-se em alugar barrigas para transportar os filhos, pode até imaginar-se uma sociedade em que a vida humana surja, toda ela, em ambiente de laboratório.

Mas esse é um mundo assustador, onde falta o que dá sentido e resposta a qualquer vida humana: o amor, o amor total de um homem e de uma mulher, o único capaz de gerar uma vida e de a proteger sem trair a humanidade.





Federação Portuguesa Pela Vida

Fevereiro de 2012

Adoção por casais gay chumbada no Parlamento

Os projetos do Bloco de Esquerda e do partido ecologista Os Verdes para legalizar a adoção por casais de pessoas do mesmo sexo foram hoje, sexta-feira, chumbados no Parlamento.

Ler mais aqui.

Abortos feitos por motivo do sexo do bébé

Numa reportagem feita através de gravações com câmara oculta, o jornal relatou como alguns médicos de hospitais particulares consentem fazer abortos motivados unicamente pelo sexo do bebé, prática ilegal no Reino Unido.

Em declarações ao Daily Telegraph, o ministro da Saúde, o conservador Andrew Lansley, expressou preocupação com essa denúncia e disse que começou uma investigação urgente sobre o assunto.

Os repórteres do jornal visitaram, acompanhados de grávidas, as consultas ginecológicas de nove centros de saúde particulares do Reino Unido, nas quais as mulheres tentaram marcar uma operação de aborto por não estarem satisfeitas com o sexo do feto.

Em três das clínicas, os médicos concordaram em fazer a operação a um preço que varia entre 240 a 760 euros e, numa delas, foi oferecida inclusivamente a falsificação dos papéis do procedimento.

Um dos casos é o de uma mulher grávida de oito semanas que disse a uma médica de uma clínica de Manchester, no norte da Inglaterra, que queria interromper a gravidez porque ia ter uma menina, o que foi consentido pela especialista.

Outro, uma mulher grávida de um feto masculino de 18 semanas, conseguiu marcar um aborto numa clínica londrina sob o pretexto de que queria uma menina, pois já tinha um menino.

Uma lei britânica de 1967 estabelece a interrupção de gestações de até 24 semanas se a saúde física ou mental da mãe estiver em risco, mas nunca para escolher o sexo do bebé.

Em 2010, na Inglaterra e Gales foram feitas 189.574 operações de aborto, 8% a mais do que há 10 anos.

Em 2007, um estudo da Universidade de Oxford indicou que entre 1969 e 2005 aumentaram os casos de escolha do sexo do bebé através de abortos, principalmente nos nascimentos de meninas entre a comunidade hindu que vive no Reino Unido.

Fonte: Diário Digital

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Interessante: "Caridade em acção"

Reproduzimos esta mensagem importante...

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Caridade em acção

Abre-se a porta da “clínica” dos Arcos. Sai uma mulher de rosto triste logo seguida de um homem com ar triunfante. Leonor, da porta da Missão Mãos Erguidas, vigilante como uma sentinela, vozeia o “alerta”: Mãe, precisa de ajuda? Ao que a mulher melancólica responde: Preciso, e muito! Leonor avizinha-se. Interpela. Escuta. A desgraçada desabafa que não quer abortar seu filho; é o homem que está com ela que o determinou. Leonor pergunta se ele é o pai. Que sim, responde a outra. Leonor fixa-a nos olhos e remata: o seu filho não precisa do pai para nada; o seu filho não precisa de um pai que o quer matar. O homem, rubro de cólera, bufa palavras bravas. Leonor, serenamente, volta-se para o mesmo e questiona-o: O senhor já desejou a morte de alguém? Respondeu de imediato que nunca. Ao que Leonor retorquiu: Então, parece-lhe bem que a primeira pessoa a quem deseja a morte seja o seu próprio filho? Depois de uns instantes de muda perplexidade gaguejou raivas. Leonor, sem se deixar amedrontar, continuou: Infelizmente existe uma lei injusta que executa os filhos à morte por decisão da mãe; mas, por enquanto, ainda não há nenhuma lei que obrigue as mães abortar! O senhor não pode forçar a sua mulher a matar o filho! O tom imperioso e firme deixou sem resposta o desalmado que num arremesso pegou da mão da mulher arrastando-a rua abaixo, não conseguindo porém evitar que Leonor tivesse passado alguns panfletos e DVDs à infeliz. Chegados ao automóvel, depois de ter fechado a porta com grande estrondo, este jurista (eram os dois juristas), de olhos inchados, numa fúria incontida rasgou todos os papéis, quebrou o suporte informático, berrou impropérios e arrancou aceleradamente fazendo chiar estridulamente os pneus, que deixaram a sua marca no alcatrão.

Ela deixou-o para ter a criança. Foi feliz o parto, e a mãe babada amamenta agora com maviosa ternura o esplêndido bebé. Entretanto o assanhado pai que longamente amuara estomagado está-se reaproximando e, se Deus quiser, não tardará a reconciliação. À honra de Cristo. Ámen.

Publicado por Nuno Serras Pereira em Infovitae - Logos - 20. 02. 2012

Gravidez não é doença !

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A ilusão das multi-tarefas

O mundo de agitação constante em que vivemos força o cérebro a realizar cada vez mais tarefas em simultâneo e no menor tempo possível. E se o conceito de multitasking aparece, de forma crescente, como uma competência forte que deve ser sublinhada nos currículos, a verdade é que são cada vez mais os estudos que sugerem que esta tendência pode ter custos sérios não só na produtividade, como na economia e, mais preocupante ainda, na forma como a sociedade “pensa” como um todo…

Ler o artigo aqui.

Educação

A palavra convence, mas o exemplo arrasta.

Angariação de bens

Nestes momentos de crise, torna-se imprescindível apoiar ainda mais a vida nascente e, em particular, as mães e os casais que se encontram mais carenciados.

Por este motivo, apelamos, mais uma vez, à vossa generosidade, no apoio às grávidas e mães do distrito do Algarve, solicitando o seguinte:



- Fraldas tamanhos recém-nascido ao nº6 , isto é, para todas as etapas do crescimento do bébé.

-Toalhitas sensitiv

- Novalac AO nº2

- Roupas de bébé e recém-nascido.

- Carrinho de bébé para gémeos com acessórios completos.


A recolha destes bens está a ser feita, durante o horário normal de expediente (10-12 14-17) em 2 pontos do Algarve:

- Na zona do Sotavento algarvio, à Avenida Duarte Pacheco, nº 145, 1º dtº, em Almancil (contacto Miguel Reis Cunha telemóvel 917138359 ou 967021607)
- Na zona do Barlavento algarvio, na Cáritas de Portimão, junto à sede do Corpo Nacional de Escutas de Portimão, ao lado da Igreja do Colégio, em Portimão (contacto Manuela Santos 927094688)

Bem hajam


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O Governo deve ouvir o cardeal: mãe há só uma


O novo cardeal português foi ao fundo da questão europeia: a relação da mãe com a família e o trabalho. Para alguns será muito fácil colocar as etiquetas de conservador ou mesmo de reaccionário a D. Manuel Monteiro de Castro por, na entrevista que concedeu ao JN, ter dito sem papas na língua o seguinte: "O trabalho da mulher a tempo completo creio que não é útil ao país. Trabalhar em casa, sim, mas que tenham de trabalhar pela manhã até à noite creio que para um país é negativo. A melhor formadora é a mãe, e se a mãe não tem tempo para respirar, como vai ter tempo para formar?". E, no entanto, vejamos...

Ainda não há no mundo sítio com melhores condições de vida que o nosso velho continente: o modelo social europeu permanece imbatível. Mas está claramente ameaçado. E se um optimista como eu pode sempre acreditar que haveremos de superar a ameaça resultante da crise financeira, outra tanta dose de fé não chegará para eliminar a ameaça demográfica.

Ou seja: mesmo que a Europa resolva os seus problemas de competição no quadro do comércio mundial e o faça salvaguardando os salários pela redistribuição da riqueza, vai ser preciso que, para além das religiões, das ideologias e das práticas sociais, o cidadão renuncie ao conforto da responsabilidade mínima. A sua própria por natureza e a da eventual alma gémea com quem decida partilhar a aventura da vida comunitária.

Com a taxa de natalidade em queda vertiginosa em Portugal e na Europa não podemos esperar que o nosso modelo social sobreviva. Perceber que esta é a questão essencial, muito mais importante que as circunstâncias da crise, é o passo indispensável para termos uma atitude diferente em relação ao núcleo da nossa organização social: a família.

Salvar este nosso modelo de vida, com todas as heterodoxias que ele permite, significará sempre revalorizar a natalidade. E a primeira consequência desta revalorização será a de dar condições para que os pais que assim o pretendam possam ter mais filhos.

Em ponto é tão mais sério e tão mais decisivo para as gerações que as sérias dívidas soberanas, e seria imperdoável que falhássemos. Porque só depende de nós e do que possamos pensar para além do puro prazer de ter um único filho. Ou nenhum.

Acontece que do plano da cidadania para o da prática social, por mais cardeais que nos alertem, terão de ser os políticos a garantir-nos a sobrevivência do nosso modelo social europeu.

No que me toca, atrevo-me a dar-lhes um conselho: antes de pensarem em novas leis laborais, perguntem às mães que não podem fugir a despejar os filhos de seis meses em infantários.

Daqui.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Dra Lenise Garcia

A profª Lenise Garcia é a líder do movimento Pró-Vida no Brasil, uma incansável lutadora pelos valores da vida e de um cultura da vida.

Aqui fica o seu blogue pessoal com muitas e ricas informações sobre Ciência e Ética, com particular destaque para a questão das células estaminais.

Aqui também fica uma conferência sua sobre "Antropologia da Sexualidade"

Amor e sexo

"Amor e sexo são duas coisas totalmente diferentes.
Se o sexo fosse sinónimo de amor, as pessoas mais amadas deste mundo seriam...as prostitutas"

Via Persimetry

sábado, 18 de fevereiro de 2012

DIVÓRCIO E FILHOS: NOVO ESTUDO CONFIRMA A GRAVIDADE DO TRAUMA

Separação enfraquece todas as principais instituições da sociedade


Nos Estados Unidos, mais de um milhão de crianças por ano são vítimas inocentes do divórcio dos pais. O divórcio machuca os pais, mas são as crianças as que mais sofrem, conforme demonstrado por pesquisas recentes.

O estudo Efeitos do Divórcio sobre as Crianças, de Patrick F. Fagan e Aaron Churchill, foi publicado em janeiro pelo Marriage and Religion Research Institute (Instituto de Pesquisas sobre Casamento e Religião).

Baseando-se numa vasta gama de pesquisas já publicadas sobre os efeitos do divórcio, o relatório analisa uma série de áreas em que o dano é evidente para as crianças. A primeira área é a da relação entre pais e filhos. Como esperado, o divórcio tem efeito negativo sobre a capacidade dos pais de interagir com os filhos.

Um estudo descobriu que o estresse causado pelo divórcio prejudica a relação entre mãe e filhos no caso de 40% das mães divorciadas. O dano é mais pronunciado quando as crianças estão na escola e na faculdade.

Em termos práticos, isto significa que, após o divórcio, as crianças recebem menos apoio emocional, assistência financeira e ajuda dos pais. Há também uma diminuição no estímulo acadêmico, na auto-estima, na afetividade e no incentivo à maturidade social. Menos momentos de lazer e mais castigos físicos são outra consequência da separação dos pais para as crianças.

O estudo revela que a maioria (cerca de 90%) das crianças permanece com a mãe depois do divórcio. Isto dificulta que o pai mantenha laços estreitos com os filhos. O estudo mostra que quase a metade das crianças disseram que não tinham visto o próprio pai durante o último ano.

Outro aspecto analisado pelo estudo de Fagan e Churchill é o efeito do divórcio na prática religiosa das crianças. "Depois do divórcio, eles ficam mais propensos a parar de praticar a fé". O declínio na prática religiosa impede as crianças de conhecerem e internalizarem os efeitos benéficos da educação religiosa: a estabilidade do casamento, a educação, a capacidade de produzir renda, a saúde física e mental.

Uma parte do estudo examinou como o divórcio afeta as atividades educativas. No ensino fundamental, por exemplo, houve um declínio imediato no desempenho escolar. No ensino secundário, filhos de famílias sólidas têm resultados significativamente melhores do que os colegas cujos pais se divorciaram. Aos 13 anos, por exemplo, há uma diferença de meio ano em habilidades de leitura entre os filhos de pais divorciados e os filhos de famílias estáveis.

Outra pesquisa revela que os filhos de casais divorciados são 26% mais propensos a abandonar o ensino médio do que as crianças criadas em famílias estáveis. Mesmo que um pai divorciado volte a casar, este novo casamento não reduz o impacto inicial negativo do divórcio sobre o desempenho escolar das crianças.

O impacto negativo do divórcio se estende à universidade. Uma pesquisa citada por Fagan e Churchill indica que apenas 33% dos estudantes de famílias divorciadas conseguem o diploma, em comparação com 40% dos seus colegas de famílias estáveis.

Dado o impacto que o divórcio tem na educação das crianças, as pessoas que sofrem esse trauma têm renda e patrimônio mais baixos do que a média, além de uma chance maior de enfrentar dificuldades financeiras.

O estudo aponta que o divórcio tem um custo econômico não só para as famílias, mas também para o governo e para a sociedade. As estatísticas mostram que filhos de famílias divorciadas são mais propensos a se envolverem em comportamentos delinquentes, brigas, roubos e abuso de álcool e drogas.

Além disso, "o divórcio perturba a estabilidade psicológica de muitas crianças", prossegue o texto. O estudo em questão cita um levantamento feito com alunos de sétima e oitava séries, que revelou que o divórcio dos pais foi o terceiro fator mais estressante em uma lista de 125 eventos. Somente a morte de um dos pais ou de um parente próximo é mais estressante do que o divórcio.

Devemos acrescentar que o impacto psicológico não é passageiro. Mesmo adultos, aqueles que sofreram o divórcio quando crianças experimentam um número maior de problemas emocionais e psicológicos do que aqueles que vêm de uma família estável.

Entre as consequências do divórcio conta-se também um número crescente de abuso e negligência de menores. Um estudo realizado no Brasil mostrou que crianças que vivem em famílias com presença de padrastos são 2,7 vezes mais sujeitas a abusos do que as crianças que vivem em famílias estáveis formadas pelos próprios pais.

A parte final do estudo explica que, ao contrário dos pais divorciados, que muitas vezes conseguem encontrar alívio após a separação, o sofrimento das crianças continua durante muito tempo depois do divórcio. Os efeitos negativos podem durar até três décadas.

Para Fagan e Churchill, "o divórcio tem efeitos que prejudicam as crianças e todas as cinco grandes instituições da sociedade: a família, a igreja, a escola, o mercado e o próprio governo".

Com o alto número de divórcios que se verificam hoje, as consequências debilitantes continuarão se manifestando nos próximos anos. Não é um pensamento reconfortante, considerando a tendência cultural que critica a família natural e procura redefinir o matrimônio.

Daqui.

O que vale a Vida Humana?

Holanda abre em março primeira clínica de eutanásia


Saber mais aqui.

Ética e Política

Quando se olha para o presente estado de coisas, percebe-se que a própria democracia não é uma aquisição definitiva. Então, o que falta no meio do deserto ético? Precisamente a conversão ética, porque a multiplicação de leis e a sua sanção acabam por levar a um labirinto sem saída. Mas, desgraçadamente, as instituições mais responsáveis pela transmissão dos valores éticos estão a abrir falência: a família, a escola, a Igreja. A situação pode tornar-se explosiva.

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Desde 2007 já se fizeram 80 mil abortos “por opção”, mais de 13 mil reincidentes

Desde 2007 realizaram-se em Portugal mais de 80 mil abortos “por opção da mulher”, dos quais perto de 13.500 foram repetições, revela um estudo da Federação Portuguesa Pela Vida (FPV) feito com base nos dados oficiais disponíveis.

Lei transformou aborto em método contraceptivo

O bispo do Porto, Manuel Clemente, considerou esta sexta-feira que a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) em hospitais públicos "foi convertida em método contraceptivo", deixando o problema humano por resolver.

Ver mais aqui.

Estado alimenta aborto no privado

O número de mulheres encaminhadas por instituições públicas para abortarem no privado tem vindo a aumentar.


80 mil abortos realizados "por opção" desde 2007

Desde 2007 realizaram-se em Portugal mais de 80 mil abortos "por opção da mulher", dos quais perto de 13.500 foram repetições, revela um estudo da Federação Portuguesa Pela Vida (FPV) feito com base nos dados oficiais disponíveis.


Supremo Tribunal das Honduras considera pilula do dia seguinte abortiva

La Corte Suprema de Justicia de Honduras (CSJ), señaló que la píldora del día siguiente (PDS), es abortiva y por tanto el decreto de 2009 que prohíbe su comercialización no viola la Constitución ni los derechos de las mujeres.

Como se recuerda, la Food and Drug Administration (FDA), organismo regulador de los medicamentos en Estados Unidos, señala que la PDS actúa bajo tres efectos: Impedir la ovulación, la fecundación del óvulo y, en caso de que ninguna de las anteriores funcione, evitar su implantación en el útero; lo que deviene en un aborto.

"Como consecuencia de lo anterior, algunos autores que promueven la utilización de la contracepción de emergencia deducen que no hay interrupción del embarazo (aborto) si no se ha implantado el embrión", señala la Corte.

Sin embargo, advierte que "para que haya implantación es necesario que exista un óvulo fecundado, es decir, un embrión; al no existir un embrión es imposible que se dé la implantación".

"En consecuencia, la vida humana se inicia en el momento mismo de la unión del óvulo con el espermatozoide, no en el momento de la implantación. Negar esto va en contra de la lógica y de los principios biológicos", afirma la CSJ.

Asimismo, indica que "al no existir ningún bien jurídico superior a la vida, es el deber de esta Corte hacerlo prevalecer por sobre cualquier otro derecho".

Por esa razón, la CSJ concluye que "para fines prácticos y ante la imposibilidad de determinar el momento preciso en que la píldora actuará, somos de opinión que la misma debe ser considerada como abortiva, para de esta manera evitar la controversia generada por el mecanismo de acción de la misma".

Fonte: ACI

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Aborto aumenta nos Açores


No ano passado, houve mais mulheres açorianas a interromper a gravidez.
Em 2008 e 2010, o número de interrupções voluntárias da gravidez (IVG) manteve-se nos 177 e nos 178 respectivamente, tendo- se verificado um ligeiro decréscimo em 2009, com 164 IVG. Mas em 2011, o número aumentou para 204,ou seja, houve mais 26 mulheres a interromper a gravidez, em relação ao ano anterior, mostram os dados da Secretaria Regional da Saúde.
De notar também que a maior parte das mulheres tem entre 20 e 35 anos, mas em 2011 aumentou o número de mulheres entre os 30 e os 40 anos a recorrer à IVG.
(...)
Quanto ao aumento de mulheres entre os 30 e os 40 anos, Pedro Cosme considera que poderá estar na sua origem a falta de condições socio-económicas, como trabalho precário ou mesmo desemprego, mas também por falha de método contraceptivo - “há muitas mulheres a viverem sozinhas [por vezes divorciadas], com relações sexuais esporádicas e ocasionais, por vezes não protegidas”, avança o médico.
(...)
(...) é dada à mulher a possibilidade de ter uma consulta de psicologia e de serviço social. “Na maior parte dos casos, a mulher não quer nenhuma dessas consultas”, diz o médico.

Fonte: Açoriano Oriental

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Abortos aumentam de 2009 para 2010


"(...) durante a reunião anual da rede Médicos-Sentinela, foi apresentado outro estudo, igualmente com amostragem reduzida, sobre o aborto em 2010 e nos anos precedentes.

As conclusões secundam dados do registo oficial das interrupções voluntárias de gravidez, no sentido em os abortos tiveram em 2010 uma taxa de incidência de 352,2 por 100 mil mulheres, maior do que em 2009 (329,6 por 100 mil) e do que 2008 (331 por 100 mil).

A amostra permitiu confirmar ainda que as mulheres que recorrem ao aborto são, maioritariamente, da faixa entre 25 e os 34 anos, quando entre 2007 e 2009 eram do grupo etário entre os 15 e os 24 anos.

Em 2010, as interrupções voluntárias de gravidez ocorreram nos estabelecimentos de saúde pública em 91,3% dos casos, dados similares a 2009 (93,3%)".

Fonte: Médicos Sentinela

A banalização do mal e do conformismo


"(...) o pior de tudo é a banalização do mal, para usar o conceito de Hannah Arendt, que a mudança legislativa introduziu na sociedade.
A mentira do aborto neutro e sem vítimas deu lugar a um silêncio cúmplice e sem consciência.
A lei que mata inocentes gera hoje o conformismo porque, em democracia, a lei gera a moral pública.
Nem todos nascemos para Antígona.
Nem todos nascemos".
Pedro Picoito
Fonte: RR

domingo, 12 de fevereiro de 2012

TVI24 apoia aborto?

Nesta passada 5.ª-feira, a TVI 24 transmitiu um documentário sobre o aborto.

Tecnicamente bem feito, via-se logo desde o início que não era nada neutro...
Acompanhava entidades e acções pró-vida e a vida de alguns activistas pró-vida (inclusivamente do ex-dono da Domino Pizza, um católico que, segundo disseram, doa milhões para esta causa)...
O objectivo era apresentá-los como fanáticos... E colocar todas as pessoas do movimento pró-vida no mesmo saco...
Dá raiva... ver a forma como neste documentário se procura manipular e instrumentalizar pessoas para atingir determinados fins...
Mesmo que algumas das informações sejam verdadeiras, e se o são é lamentável (foi, por exemplo citado o nome de um padre que terá abusado de menores...), vê-se claramente que foi feita uma montagem com um propósito ideológico definido... de forma subtil...
Criticava-se também, neste documentário, a exibição de imagens chocantes de abortos a estudantes...
A questão é essa mesma, amigos, as imagens são realmente chocantes porque o aborto é chocante! Mata!
Isso é mais chocante do que mostrar as imagens...
No final a conclusão era que o "direito" ao aborto era frágil e estava ameaçado...
Apetece ironizar... Estes pró-vida são um perigo!!! Querem ver que eles ainda conseguem que o aborto deixe de ser praticado?!!! Não pode ser... assim as mulheres perdem este "direito".
Parece que estes activistas pró-aborto ainda não perceberam que estão a defender a morte e a negar a outros o direito à vida...
Porque foi exibido este documentário, justamente neste período do aniversário do referendo sobre o aborto? Mera coincidência? Quem escolheu esta data e com que fins? Quem está a marcar esta agenda?
E porque não aparecem documentários com visão diferente... ou, pelo menos, o exercício do contraditório?
Parece que continuamos numa luta desigual... os meios de comunicação passam ao lado e não noticiam eventos importantes do lado pró-vida... mas lá vão exibindo a doutrinação do outro lado...
A luta continua!

Acaso- Associação Cultural e de Apoio Social de Olhão

Estão as crianças mais infelizes ?



Uma em cada onze crianças com mais de oito anos de idade está infeliz, segundo um estudo divulgado em janeiro deste ano pela Children’s Society, organização centenária de proteção infantil.

(...)

Com uma agenda recheada de atividades extracurriculares, que vão desde aulas de idiomas como inglês e mandarim até as aulas clássicas como balé e futebol, as crianças estão sem tempo para se divertir e descansar, acreditam os médicos.
Segundo Saúl Cypel, a antecipação de atividades para as quais o indivíduo não está preparado pode desencadear o stress tóxico, que ocorre quando há uma estimulação constante do sistema de resposta ao stress, trazendo prejuízos futuros para as crianças.



Sinais — O problema é agravado pelo fato de que muitos pais demoram a perceber o que se passa com seus filhos. "Eles acham que o comportamento das crianças é normal", diz Ana Maria Escobar.
Além disso, a dificuldade em administrar o tempo que dedicam à vida profissional e aos filhos muitas vezes impede que os pais percebam os sinais de que algo está errado.
"Muitos pais priorizam a profissão e terceirizam a criação dos filhos.
Mas é preciso se questionar: quanto tempo eu passo com meus filhos?
Quem são as pessoas que estão criando eles?", afirma o psiquiatra Francisco Assumpção, da Sociedade Brasileira de Psiquiatria.

"Com o stress tóxico, ao invés de favorecer o desenvolvimento da criança, os pais acabam limitando-a e desmotivando-a." Entre as consequências diretas estão a diminuição da autoestima, alterações alimentares (excesso ou falta de apetite), problemas de sono e apatia.
No início deste ano, a Academia Americana de Pediatria lançou um documento que chama a atenção para as evidências de impactos negativos do stress tóxico, com prejuízos posteriores para a aprendizagem, comportamento, desenvolvimento físico e mental.


Ana Maria Escobar acrescenta que a exposição à realidade violenta do Brasil também pode contribuir para uma sensação de ansiedade nas crianças. "Antes, raramente uma criança ouvia falar de um ato de violência. Hoje, elas ficam mais confinadas e têm medo de assaltos e sequestros. Isso com certeza provoca maior stress e ansiedade, além de maior possibilidade de se sentir infeliz, principalmente entre aquelas que vivem nas grandes cidades brasileiras", diz.



Fonte: Revista Veja

sábado, 11 de fevereiro de 2012

À porta de uma clinica abortiva

O amor é um sentimento ?



Na encíclica "Deus caritas est", Bento XVI explica que os sentimentos vão e vêm.
Podem ser uma maravilhosa chispa inicial, mas não são a totalidade do amor.
Devem purificar-se, conseguindo que amadureçam através da abnegação.
Só assim o sentimento se converte em amor, no pleno sentido da palavra.
Cfr.Bento XVI, Carta Encíclica Deus caritas est, 25-XII-2005, n. 17 citado em Carta Pastoral de Fevereiro de 2012 de D. Javier Echevarria.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

«vergonhoso» e «indesculpável» não haver taxas para o aborto

O presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV), Miguel Oliveira e Silva, classificou hoje de «vergonhoso» e «indesculpável» o facto do Ministério da Saúde não ter imposto uma taxa moderadora para o aborto recorrente

Balanço de 5 anos de aborto livre em Portugal

1. Desde 2007 realizaram-se em Portugal mais de 80 mil abortos legais “por opção da mulher”;

2. A reincidência do aborto tem vindo a aumentar consideravelmente. Em 2010, houve 4600 repetições de aborto, das quais mil representaram duas ou mais repetições;

3. As complicações do aborto legal para a mulher têm vindo a aumentar todos os anos, registando-se mesmo uma morte em 2010 (facto que não acontecia desde 1994);

4. A intensidade do aborto é maior nas mulheres mais instruídas, com idades compreendidas entre os 20 e os 35 anos;

5. Desde o primeiro ano da implementação da lei houve um aumento de 30% no número de abortos por ano (15 mil no primeiro ano e 19 mil nos últimos anos);

6. Desde os anos 80, Portugal acumula um défice de 1.200.000 nascimentos, necessários para assegurar a renovação das gerações e a sustentabilidade do País. Desde 2010 que esse gap não é compensado pela emigração.

7. Os dados do aborto fornecidos pela Direção Geral de Saúde têm vindo a perder transparência e rigor: não há relatórios semestrais desde 2009 e a informação contida nos relatórios é menor desde 2007.

Fonte: Federação Portuguesa pela Vida

Aborto2007_2012

Reconquistar os "votos" do casamento

E se a tua mulher/marido, de repente, perdesse a memória e, olhando para ti, tu já nada representasses para si e se, pelo contrário, o ex-namorado voltasse às redondezas.
O que fazer ?
Na véspera do dia de S.Valentim, eis um filme sobre "voltar a conquistar" a pessoa com quem nos comprometemos a viver até ao resto da nossa vida.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Campanha de angariação de fraldas nas escolas

Ver mais aqui , aqui e aqui.

Passar mais tempo com os filhos: Um dos maiores arrependimentos perante a morte

Bronnie Ware é uma enfermeira australiana que durante vários anos trabalhou numa unidade de cuidados paliativos para doentes terminais. No seu blog – Inspiration and Chai – compilou as cinco coisas que as pessoas à beira do fim mais se arrependem de não ter feito.

Um dos maiores arrependimentos relaciona-se com a perda de tempo a trabalhar em detrimento do convívio com os filhos:

"Quem me dera não ter trabalhado tanto. «Este era um arrependimento comum em todos meus pacientes masculinos. Arrependiam-se de terem perdido a infância dos filhos e de não terem desfrutado da companhia das pessoas queridas. (…) Todas as pessoas que tratei se arrependiam de terem passado muita da sua existência nos ‘meandros’ do trabalho».
Fonte: Sol

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O ABORTO DESTRÓI AS PESSOAS

Em 19 de janeiro, foi publicado no site da revista médica Lancet um artigo com os números do aborto no mundo entre 1995 e 2008. Os autores do texto declaram: "As leis restritivas ao aborto não estão associados a menores taxas de aborto". Não surpreende que a publicação tenha sido imediatamente adotada por vários grupos pró-aborto para apoiar a liberalização da prática em todas as nações.

A base das tentativas de liberalização é o assim chamado “aborto seguro”, para o qual a legalização completa seria um elemento essencial, embora não exaustivo. Trata-se de esforços para convencer os governos, particularmente os da América do Sul, de que uma possível descriminalização do aborto só poderia resultar em progresso, porque impediria as complicações dos aborto clandestinos sem elevar o número de abortos realizados.

Mas podemos perguntar se essa leitura é respeitosa da realidade ou apenas uma representação conveniente para uma perspectiva muito ideológica.

Um elemento de reflexão vem da constatação de quem são os autores: membros do Instituto Guttmacher, que é uma formidável máquina de propaganda do aborto, historicamente ligada à maior rede de clínicas de aborto dos Estados Unidos, a Planned Parenthood. O Instituto Guttmacher faz parte do lobby pró-aborto, que pede das instituições internacionais o reconhecimento da interrupção voluntária da gravidez como parte dos chamados “direitos reprodutivos”.

Os autores afirmam que processaram os dados de seu estudo a partir de uma variedade de fontes: outros estudos publicados, relatórios ocasionais, pareceres de peritos. Como uma tal miscelânea possa ter embasado as estimativas referidas no artigo é um mistério obscuro, que dista muito da transparência de métodos que deveria permitir a verificabilidade e a reprodutibilidade do método científico de Galileu. Já de outra coisa temos mais conhecimento: do enorme grau de variabilidade e de incerteza que sustenta todos os métodos usados para estimar os abortos clandestinos.

Basta comparar as estimativas do número de abortos antes da legalização em alguns países ocidentais.

Para a Itália, Grandolfo fornece o número de 350.000 abortos antes da legalização, enquanto Figà Talamanca dá estimativas que, com base em vários modelos matemáticos, vão de 220.000 até 3.640.000, enquanto o professor Colombo apresenta como dado mais provável o de 100.000 abortos por ano.

Na França, a agência nacional de estatística, Ined, avalia que, antes da lei do aborto, o número era de 250.000. Já Thierry Lefevre fala de 55.000 a 90.000. Na Inglaterra, citavam-se 100.000 abortos antes da abortion act de 1967, ao passo que outras publicações científicas estimavam o número entre 15.000 e 31.000.

Não pode ser subestimado, ainda, o testemunho direto do norte-americano Dr. Nathanson, fundador da NARAL (Associação Nacional para a Revogação das Leis de Aborto), convertido à causa pró-vida e ao catolicismo. Ele comprova que houve um exagero proposital na quantidade alegada de abortos nos Estados Unidos, como técnica para criar a impressão de que o aborto era muito difundido no país e precisava ser legalizado.

Resta uma consideração a ser feita sobre o uso de dados brutos a respeito de fatores paralelos, que podem modificar os próprios dados sobre o aborto em si. O mundo “pró-escolha” (favorável ao aborto) utiliza, por exemplo, todos os possíveis co-fatores a fim de tentar diminuir a probabilidade de que os problemas psicológicos nas mulheres que fizeram abortos se devam ao próprio fato de terem abortado.

Eles argumentam que a causa de tais problemas não é o aborto em si, mas toda uma série de fatores que predispõem as mulheres com problemas de saúde mental a abortarem com mais probabilidade. É de se perguntar por que os especialistas que publicaram o estudo na Lancetnão corrigiram os dados sobre o aborto com base nos vários fatores que influenciam o recurso a essa prática: renda, religião, raça, fertilidade, escolaridade, para citar apenas alguns.

De uma coisa podemos estar certos: legalizar o aborto é aceitar que o número de abortos vai aumentar. Isto não é uma tese, mas um fato demonstrado na Itália, na Romênia, nos Estados Unidos, no Peru. E mostra claramente que lutar por leis restritivas significa lutar pela vida.

Renzo Puccetti, professor na Faculdade de Bioética do Ateneu Regina Apostolorum

Daqui.

CONFLITOS ENTRE CONSCIÊNCIA E LEI. AS OBJEÇÕES DE CONSCIÊNCIA

Esgotada a primeira edição em poucos meses, a Editorial lustel acaba de publicar a segunda edição, revisada e ampliada, do livro de Rafael Navarro-Valls e Javier Martinez-Torron, Conflictos entre conciencia e ley. As objeções de consciência, que incorpora a análise daqueles novos dados legislativos e jurisprudenciais que se produziram até fevereiro de 2012, tanto no âmbito do direito espanhol como do direito internacional e comparado.

Ler aqui.

DEMOGRAFIA EM QUEDA LIVRE - A baixa fecundidade e a crise econômica

O desenvolvimento sustentável é a palavra de ordem do século XXI e não pode ser conseguido sem a melhoria da saúde reprodutiva. É o que disse em recente reunião da Comissão Executiva do UNFPA o diretor Babatunde Osotimehin, conforme comunicado de imprensa de 1º de fevereiro.

A UNFPA é o organismo da ONU responsável por promover o planejamento familiar, que inclui os contraceptivos e o acesso ao aborto. Reduzir a fertilidade, de acordo com o Diretor Executivo, é a chave para o sucesso econômico.

No entanto, esta afirmação é cada vez mais desmentida pelos fatos. O Japão é um dos exemplos mais evidentes. Os últimos dados oficiais prevêem uma diminuição de 30% da população nipônica, que deverá cair para menos de 90 milhões até 2060.

Continue a ler aqui.

Mundo cão

Clínica da morte abre na holanda.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

APFN reconhecida como de utilidade pública



A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas foi declarada, esta quinta-feira, instituição de utilidade pública devido aos "relevantes e continuados serviços à comunidade", um anúncio recebido com surpresa pelo presidente da instituição, que considerou "um reconhecimento do Governo".
Fonte: JN

Agressões à frente dos filhos



"Há estudos que apontam para um impacto na criança que assiste ao pai a agredia a sua mãe ou vice-versa."






Elisabete Brasil. Directora técnica do CAMVV.



Boletim da Ordem dos Advogados nº 85. . Pág. 33

sábado, 4 de fevereiro de 2012

1º Congresso Internacional de Parentalidade


O Instituto de Psicologia e Neuropsicologia do Porto tem o prazer de anunciar que nos dias 9 e 10 de Março de 2012 realiza o 1.º Congresso Internacional de Parentalidade, na Fundação Eng. António de Almeida, no Porto.
Este evento tem como objectivo criar um ponto de encontro de nível internacional sobre os desafios da parentalidade contemporânea, reunindo perspectivas multidisciplinares da Psicologia, da Psicanálise, da Pedagogia, da Educação, do Direito, da Sociologia e da Cultura.
Contamos com as contribuições de algumas das mais conceituadas individualidades e organizações para conhecer programas de Educação Parental relevantes a nível nacional e internacional, e outros suportes sociais e governamentais em vigor, a par de uma profunda reflexão acerca de algumas questões críticas associadas à parentalidade.
Pretendemos proporcionar um pólo importante de convergência, de reflexão e de especialização, dirigido não só a técnicos e investigadores que trabalham nesta área, como também a todos os pais, filhos e cidadãos para quem a parentalidade constitua um foco de interesse.
Ler mais: http://ciparentalidade.webnode.pt/

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Quem semeia ventos, colhe tempestades


Temos vivido em plena tempestade económica, talvez a mais grave desde a Grande Depressão de 29. A actual crise, como muitas outras, é em grande medida obra do homem. Ao contrário dos fenómenos naturais, os fenómenos económicos, esses, devem-se, em muito, à acção humana. Para o bem e para o mal, a economia é moldada pelo homem, pelos seus comportamentos, pela energia posta nos seus projectos, pelo seu trabalho, e também pelos seus erros, pelos seus vícios, pelos seus defeitos. O bom e o mau, na economia, derivam da acção da sociedade, de decisões acertadas ou erradas e do génio criativo dos agentes económicos, umas vezes em prol do bem comum mas outras mais motivado pela ambição desmedida e pela ganância individual ou colectiva. A força de vontade, a capacidade de adaptação à adversidade, ou pelo contrário a resignação ou a falta de visão em relação ao futuro condicionam também em muito o curso da economia. Vem este comentário a propósito dos momentos dramáticos que a economia nacional e internacional tem vivido, e que a todos afecta. Quais as causas de tamanha tempestade? Quando terá fim? Como proteger-nos e minorar os seus efeitos, e como evitar que outra de idênticas proporções se repita no futuro?
Lembram-se de 2007? Dois factos, entre muitos outros, marcaram esse ano, a nível nacional, e internacional. Em Portugal, foi votado favoravelmente o referendo que liberalizou o aborto, em 11 de fevereiro. E nos Estados Unidos verificaram-se algumas insolvências de fundos de investimento e de instituições financeiras, que marcaram o início da chamada Crise do Subprime. Subprime, simplesmente?... Um ano depois, em 2008, não estavam ainda resolvidos os problemas dos activos tóxicos nos balanços de inúmeros bancos, e já a bolha do imobiliário começava a fazer estragos sérios na economia americana e mundial. Mas o pior estava para vir com a falência da Lehman Brothers e uma corrida aos bancos como não se via desde os anos 20 do século XX, desta feita com mecanismos electrónicos, à velocidade de um clic, gerando uma vaga de desconfiança instantânea no sistema bancário e nos mercados monetários, e deixando o sistema financeiro internacional à beira do colapso durante o Outono de 2008. O ano seguinte de 2009 foi, ironicamente, de acalmia progressiva dos mercados, mas simultaneamente de forte recessão em resultado do calafrio registado e da continuação do crash imobiliário global, de Detroit a Dublin, ao Dubai… A situação só não se tornou mais virulenta porque os governos ocidentais decidiram gastar o que tinham e o que não tinham no apoio incondicional e artificial a uma economia que, essa, já não tinha remédio possível. Nas torres envidraçadas dos bancos centrais, e nas sedes dos governos, rezava-se então ao deus do dinheiro e dos mercados para que rapidamente realizasse o milagre da recuperação económica, viesse de onde ela viesse, de forma a ser possível resolver a situação criada, isto é, saldar as dívidas acumuladas. O facto é que a chamada Crise Financeira não mais largou a economia dos países ditos industrializados. Depois de governos a socorrerem bancos, foi então a vez de bancos a socorrerem os governos. De crise em crise, eis que chegamos à Crise das Dívidas Soberanas. Em 2010, em 2011, e ainda agora em 2012. Grécia, Grécia e ainda mais Grécia, uma tragédia sem fim à vista nem com o eventual perdão “voluntário” de 70% dos empréstimos ao Estado grego. O país é visto na Europa como um leproso, mas se no mapa da União Europeia há, digamos, um membro com gangrena, os outros não estão de todo a salvo da infecção. E na verdade, se Gregos, Portugueses, Italianos foram imprevidentes a pedir emprestado e gastaram demais, alguém, do outro lado da Europa, foi perdulário e irresponsável, concedendo crédito sem controle e sem critério. Entretanto, se outras economias como a islandesa ou a irlandesa foram saindo da unidade de cuidados intensivos, leia-se, das primeiras páginas do Financial Times, não significa isso que não se estejam a pagar também nesses casos elevadíssimos custos económicos e sociais. E outras economias bem maiores, como a do Reino Unido e mesmo os próprios Estados Unidos, tendo caído também nos mesmos erros e nos mesmos problemas de excessivo endividamento público e privado, simplesmente não foram ainda “tomadas de ponta” pelos mercados. Já a economia francesa, por exemplo, vai perdendo pouco a pouco o seu estatuto VIP na cena mundial e vai deixando de ser passageiro de classe executiva na economia global e dando lugar a outros…
No início da crise, em 2007, os líderes europeus aproveitaram para enjeitar quaisquer responsabilidades e, de forma sobranceira, apontavam todas as culpas, com toda a facilidade, aos EUA, por terem posto em causa a estabilidade mundial com a sua bolha imobiliária, mas agora passámos a uma fase em que todo o mundo acusa a Europa de conduzir a economia global a uma forte contracção causada pela bomba-relógio orçamental dos países sobre-endividados. Se a história fosse simples, seríamos forçados a acreditar candidamente que qualquer dos dois problemas, quer a bolha de créditos hipotecários a classes desfavorecidas nos Estados Unidos, que rebentou em 2007, quer a crise orçamental dos pequenos países da periferia europeia, teriam sido responsáveis só por si pelo mau estado da economia ocidental, que representa ainda uns 60% do PIB mundial. Se a história fosse simples, teríamos que aceitar ingenuamente que estes problemas, com culpados bem identificados, teriam sido a causa efectiva dos fortíssimos abalos e das perigosas ameaças que a economia global sofreu, por diversas vezes, ao longo dos últimos 5 anos. Mas será só isso? Ou teremos nós embatido em obstáculos sociais, civilizacionais, demográficos mais graves e profundos, bem mais difíceis de vencer?

Vivemos desde há décadas numa sociedade de consumo desenfreado. Aos valores da poupança e do trabalho, contrapusemos o vício do consumo, do lazer, e do prazer pelo prazer. Substituímos os princípios da prudência e do comedimento pelo esbanjamento e pelo desperdício. Durante décadas a viver numa sociedade de abundância, assumimos como adquiridos a alimentação quase grátis, a saúde garantida pelo estado, a educação a cargo das instituições públicas, sendo o rendimento pessoal destinado ao consumo de bens cada vez mais supérfluos, mais excêntricos, mais luxuosos. Operações plásticas sem sentido, iates e carros descapotáveis, habitações sumptuosas para mera especulação e ostentação, o endeusamento do mundo da moda, do espectáculo, do desporto, quantas vezes carburando a estupefacientes, tudo isto perante desigualdades crescentes e enormes carências dos mais necessitados. Substituímos os valores da honra e da palavra honesta pela corrupção e pelo individualismo. E trocámos a moral pelo hedonismo. Na economia, de forma flagrante, esquecemos o provérbio oriental que diz “quem compra o que não precisa, um dia vende o que lhe faz falta”. E este sobre-consumo e sobreendividamento de ricos, pobres e classe média trouxe-nos a um beco sem saída..
A nossa sociedade urbana foi-se tornando também cada vez mais permeável a atitudes degenerescentes e decadentes, que a minaram. O aborto, a homossexualidade, o divórcio, a droga, a pornografia, a eutanásia. Onde existia família, tradição e religião, passou a existir desagregação social e familiar, perda de referências, corte das relações umbilicais entre pais, filhos e netos, quebra de laços sociais fundamentais. A sociedade perdeu a sua coesão, no tempo e no espaço. Perdeu o sentido de orientação. Quando decidiu fazer tábua rasa do sagrado, do pecado, do temor a Deus, e quando optou por venerar novos deuses, o dinheiro, o sexo, a droga, auto-liquidou-se, suicidou-se. A decadência que estamos a viver hoje na América e na Europa, e que outras potências poderão vir a sofrer mais cedo do que se pensa, significa declínio demográfico, logo económico, significa envelhecimento, significa perda de energia vital, significa menos capacidade de regeneração do tecido económico, significa menos vontade de investir e arriscar, significa vulnerabilidade, doença, enfraquecimento. Demográfico, económico. Falta de mercado, falta de procura, falta de clientes. A economia dos países ricos já só se mantém através de vendas contínuas de activos a outras potências, mais dinâmicas, mais agressivas economicamente. Caso contrário, o nosso nível de vida já teria caído muito mais. Hoje, ouvem-se cada vez mais vozes a pedir auxílio, a clamar por subsídios, apoios na doença, reformas dignas, incentivos, emprego, crescimento, investimento. Mas algumas das vozes revoltadas ou angustiadas de hoje são também as mesmas que, de forma leviana e impensada, aceitaram, validaram, votaram na sociedade que temos. Muitos dos que hoje são vítimas de uma economia fracassada e de um estado incapaz de proteger quem necessita, por falta de recursos, foram cidadãos eleitores e opinião pública indiferente que lavou as mãos como Pilatos perante os erros e os desequilíbrios criados.
Diz-se que fazemos a cama em que nos havemos de deitar. A liberalização oficial do aborto, nos Estados Unidos há 40 anos, em França há 30 anos, em Portugal há 5 anos, significou que estivemos anos e décadas a perder recursos, e que agora lamentamos a falta de braços e mentes válidas, cheias de energia positiva, que permitiriam rejuvenescer as nossas famílias, as nossas sociedades, a nossa economia, mas que não estão cá. Não tem remédio.
Quanto ao futuro, podemos sempre preparar os alicerces para uma sociedade melhor, mais sólida, mais resistente, e teremos uma economia mais sã, pouco e pouco, daqui a uns anos. Podemos começar já.