quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Gabinete privado de mediação familiar em Faro

Site muito bom, referente a um Gabinete de Mediação Familiar de Faro, com bastante bibliografia, documentação incluindo notícias sobre familia e conflitos familiares e ainda vários links sobre a matéria.

Tudo pode ser encontrado em:


http://mmfigueiredo.wordpress.com/

Anestesiados

Garanto que me esforcei. Andei mesmo às voltas para tentar escrever um texto optimista para fechar o ano.

Mas com nuvens tão carregadas no horizonte, um balanço realista não pode ignorar a incerteza que o presente projecta sobre o futuro. Não penso apenas na crise económica. Sobre isso haverá outros a escrever com mais propriedade. Penso no ambiente político que vivemos. No sentimento de beco sem saída. Na apatia e desistência que vejo à minha volta.

Há um efeito secundário dos escândalos políticos dos últimos tempos. Talvez mais subtil mas não menos perigoso. Semelhante ao que acontece com as catástrofes longínquas que as notícias nos trazem todos os dias: banalizam-se e tornamo-nos indiferentes. Deixamos de reagir a mais um "caso político", tal como nos passa ao lado uma nova tragédia no Uzbequistão.

Com a abundância de "casos" mal explicados, envolvendo membros do Governo e o próprio primeiro-ministro, a desconfiança entranhou-se na vida política portuguesa. Casos como o Freeport ou Face oculta, episódios como a licenciatura ou as casas da Guarda banalizaram-se. Como estão longe os tempos em que uma simples dúvida sobre a sisa ou uma manta de avião eram suficientes para a demissão de um ministro. Perdemos sensibilidade. Descemos o nosso padrão de exigência.

Fomo-nos tristemente habituando à promiscuidade entre interesses públicos e privados. Vulgarizou-se a ideia de que um partido pode colocar os "seus" em certos lugares nas empresas privadas (PT, BCP, Cimpor) para depois os utilizar como peões de uma estratégia de poder e controlo sobre os media e a sociedade em geral.

Claro que sempre se disse mal dos políticos pelas esquinas e cafés. A diferença é que agora ouvimos o mesmo discurso pelas alcatifas bem cuidadas dos escritórios, bancos e universidades. Generalizou-se entre as elites uma ideia negativa sobre a política. Perdeu-se a noção de serviço público.

Recordo-me de ouvir, na vetusta Faculdade de Direito, elogios aos que colaboravam em partidos ou gabinetes. Hoje, pelos mesmos corredores, vejo desdém por aqueles que fazem o mesmo. Os melhores, que podem escolher, preferem uma carreira "privada", porque a política, mesmo uma colaboração técnica num gabinete, é vista como uma mancha no currículo.

A vida vai-se fechando num círculo cada vez mais privado. As pessoas cruzaram os braços, estão indiferentes, anestesiadas. Cada um a tratar da sua vidinha. A pensar na carreira. A ganhar dinheiro. O resto não vale a pena, nem justifica "sujar as mãos". Com a crise sobra ainda menos tempo para a vida pública.

A política perdeu espaço, basta ver o alinhamento dos telejornais. E o pouco espaço que resta é para falar dos "casos". Não se vai a fundo acerca de nada. Esta despolitização, este fechamento numa lógica privada é preocupante. Faz lembrar o pior do salazarismo.

A política encolheu e perdeu qualidade. Mais do que a crise económica, este será porventura o pior legado dos governos Sócrates: a apatia generalizada, a decadência da nossa vida pública de que vamos demorar a recuperar.

Paulo Marcelo. Jurista

Fonte: Económico

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Gru, o mal disposto


Fui há uns dias atrás ver o filme para crianças “Gru, o mal disposto”.
O filme é péssimo e mostra bem o que a sociedade de consumo tem para oferecer às crianças.
Associada à produtora norte-americana Universal, uma empresa do grupo mediático da NBS, este filme assenta numa história completamente cretina composta por personagens psicologicamente desequilibradas e socialmente desintegradas.
Na realidade, não há uma única personagem que escape. Todas as personagens não são mais do que o produto de patologias ou situações anómalas. Não há alguém que "normal", nem muito menos alguém que simbolize o bem ou mostre alguma ponta, por mínima que seja, de equilibrio.
O filme e as personagens são, pois, o produto de uma sociedade doente, profundamente doente com a agravante de tudo isto estar num filme e, ainda para mais, um filme supostamente para crianças.
A personagem principal, Gru, é um solteirão, com ar de psicopata adoentado, que viveu uma infância traumatizante dominada pela sua mãe, tem ao seu serviço um exército de seres meios defeituosos que o servem como se fossem escravos, depois há um banqueiro do mal, um inventor que inventa coisas más, um criminoso que rouba pirâmides no Egipto e nada lhe acontece. Sucedem-se situações onde o mal, os crimes, a ofensa à integridade física e ao património dos outros se sucedem (repito) sem que nada aconteça aos vilões que fazem tudo o que querem na mais total e absoluta das impunidades. Polícia, lei, ordem, equilibrio é coisa que o filme desconhece. Pelo contrário, todo o filme é uma apologia do faz o que te apetece que nada te acontece, numa cultura de desresponsabilização muito típica da sociedade pós-moderna dos nossos tempos.
E nem o final supostamente redentor atenua o pendor marcadamente anti-pedagógico e anti-social disseminado desde o primeiro ao último minuto deste filme pestilento.
Na versão original, chama-se “Despicable me” ( Algo parecido com “O eu desprezível”), o que, só por si, já diz muito da metafísica que lhe está subjacente.


P.S.1- Não fui só eu que pensei assim. O meu filho não achou piada nenhuma ao filme e inclusive até queria sair no intervalo. Também não vi ninguém a rir. Penso que estupefacção perante tanta estupidez será talvez a melhor forma de exprimir a reacção do público infanto-juvenil (pelo menos da sessão em que estive).

P.S.2- Enquanto isto, um casal de homossexuais pagou a uma mulher para ser inseminada por um esperma, pagou igualmente para que ela desapareça e agora depois de ter comprado um bébé supostamente vão-lhe dar um lar feliz e alegre.
É caso para dizer “Despicable world”

Aborto: Está na hora de reabrir a discussão


Os últimos dados estatísticos provam aquilo que para muitos era óbvio, antes de se alterar a legislação: três anos depois da despenalização do aborto em Portugal, o número de abortos está a crescer de forma assustadora.
Este ano, foram feitos, em média, 53 abortos por dia.

Na análise a estes números, o director de obstetrícia do Hospital de Santa Maria lamenta que as mulheres não tenham compreendido a lei e que não haja mais medidas de prevenção da gravidez.

A realidade é de tal modo assustadora, com os especialistas e defensores da lei a reconhecerem que a prática do aborto é hoje um método anti-concepcional, que só por si deveria levar os responsáveis a reconhecer o erro das teses que defenderam em 2007.

Diante de uma tragédia destas dimensões, o pior que se pode fazer é persistir no erro.

Três anos depois, está na altura de se reabrir uma discussão que nunca foi feita de forma honesta. Os que em 2007 defenderam com tanto calor os direitos das mulheres não podem agora ficar calados diante das estatísticas que, em 2010, são reais, ao contrário dos números ilusórios que se debateram há três anos.


Raquel Abecassis, RR on line

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

IV Plano Nacional contra a Violência Doméstica (2011 a 2013)

Disponível aqui

Quem quer ser milionário ajuda a AJUDA DE MÃE


O Programa da RTP "Quem quer ser Milionário" com a participação de alguns humoristas portugueses, e que irá para o ar no dia 31 de Dezembro de 2010 vai reverter a favor da Ajuda de Mãe.

Veja, divulgue e contribua.

As nossas mães agradecem.


Obrigado.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Casamento ainda importante e necessário


A propósito da última grande reportagem da revista TIME denominada "Modern Marriage report: Not necessary, yet still desired", o boletim informativo ACEPRENSA escreve o seguinte:


Uma investigação denominada "Fragile Families and Child Wellbeing Study", realizada conjuntamente pelas universidades de Princeton e Columbia, que seguiu 5.000 filhos extramatrimoniais desde o seu nascimento até aos nove anos, indica que na sua maioria nasceram no seio monoparental. Mas, em simultâneo, resulta que, ao fim de 5 anos contemplados no mesmo estudo, só 16% dos casais se casaram e só 20% é que continuaram em coabitação.
É um facto que a separação e o começo das novas relações entre progenitores afasta as crianças dos seus pais biológicos. Segundo Andrew Cherlin, sociólogo e autor do livro "The Marriage-Go-Round: The State of Marriage and the Family in America Today", 21% destas crianças vê em media 2 companheiros sentimentais da sua mãe até aos 15 anos e 8%, três ou mais.

sábado, 25 de dezembro de 2010

"work-shops com Protege o teu coração"

Apresent PTC


Módulos do Protege o teu coração para jovens

Módulos com pais do programa "Protege o teu coração"

Mensagem de Natal do Senhor Bispo do Algarve e os Fundos Social Solidário e de apoio à Cáritas Algarvia

Textos da Rádio Costa D'Oiro de 7 a 27 de Dezembro


DIA 7 DE DEZEMBRO

Morreu na passada semana, com 68 anos, Ernani Lopes, professor de economia e Ministro das Finanças no tempo em que o FMI esteve em Portugal Do seu casamento nasceram quatro filhos e seis netos.
Em Outubro de 2005, foi-lhe diagnosticada uma doença cancerosa, na medula. Assumiu publicamente a sua doença. Da sua passagem pelo IPO, registou na memória a solidariedade entre todos, bem como a perplexidade e sofrimento que sentiu ao ver crianças inocentes a sofrer. Quem passa por esta doença sabe que o momento crucial é o do diagnóstico, pois tudo muda na vida. Dizia. “Depois ganhamos distanciamento em relação à realidade e uma profundidade de leitura que não se consegue obter por simples estudo, ou trabalho académico. É uma questão de vivência interior.
“A doença – afirmou ainda – foi, a nível espiritual, uma das maiores bênçãos de Deus que tive na minha vida, porque me levou a um aprofundamento da vida religiosa e da dimensão espiritual”.
Ao referir a sua experiência como economista chamado a exercer cargos públicos, explicou: “No plano da vida civil há duas coisas que não se podem pôr na penumbra: a responsabilidade de cidadania e o sentido de Estado. A vida colectiva assenta nestes dois conceitos. Se tentamos construí-la na base da golpada, do compadrio e da irresponsabilidade, para efeitos de folclore mediático, é tudo mentira”.
O seu curriculum mostra que, além da sua competência e experiência profissional, era um homem de grande integridade ética.
Há 1 ano atrás publicou um livro onde escrevia que o nosso país só iria melhorar se o nível cultural, educacional e sobretudo moral dos cidadãos também melhorasse e preocupava-se pelo facto da ter deixado de “transmitir valores, atitudes e padrões de comportamento.
Ernani Lopes, um exemplo para o presente e futuro.

DIA 8 DE DEZEMBRO

Há uns meses atrás, um piloto da TAP deparou-se com uma situação que o chocou.
Verificou que, diariamente, milhares de refeições confeccionadas em cantinas e outros estabelecimentos eram lançadas para o lixo, por não serem consumidas.
Escandalizado, recorreu ao Presidente da República, que remeteu a questão para o Parlamento. Passou o tempo e, da casa da democracia, nem uma única resposta.
O cidadão resolveu, então, recorrer a uma petição, via Internet, para que a lei europeia tivesse alterações em Portugal, a fim de poder matar a fome a milhares de pessoas, que necessitam daquelas refeições para sobreviver. A petição tem já milhares de assinaturas, que vão obrigar o Parlamento a discutir o assunto a que tentou escapar.
É um bom exemplo de que, por cá, o melhor é cada um começar a tentar resolver por si aquilo que considera urgente, porque da nossa actual classe política só podemos esperar guerras desinteressantes pelo poder.
No pouco que ainda nos cabe decidir, é bom que a sociedade civil perceba, como este piloto da TAP, que, se não somos nós a fazer, nada podemos esperar dos agentes do Estado.
Como dizia Kennedy, não esperar, nem perguntar pelo que o Estado e o país podem fazer por cada um, mas peguntar antes o que cada um, com a sua iniciativa ou em conjunto com outros, pode fazer pelo seu país.
Este texto é da autoria da jornalista Raquel Abecasis.




Dia 9 DE DEZEMBRO
O amor afectivo e carnal é um dos pontos acerca dos quais se põe mais frequentemente de relevo a oposição entre o homem e a mulher.
Numa só palavra, o homem é mais carnal, a mulher mais afectiva. Muitos mal entendidos e até rupturas conjugais, secretas ou confessadas, são consequência desta diferença.
O homem é mais carnal. O homem plenamente viril é normalmente pouco sentimental. Na vida ordinária, não tem necessidade de testemunhos de afecto e não experimenta prazer em proporcioná-los. Apenas se mostra afectuoso quando pretende obter alguma coisa; a sua afeição é interesseira. E, de modo especial, nas suas relações com a mulher, mostra afecto com o fim de conseguir obter dela consentimento para satisfazer as suas paixões. Por isso é que muitos noivos, cheios de atenções antes e durante o noivado, se tornam, depois do casamento, frios e distraídos. Antes do casamento, têm ainda de conquistar a sua noiva; uma vez casados, encontram-se com direito à vida conjugal; já se não julgam na obrigação de a merecer.
A mulher tem necessidade de ternura e concede uma extraordinária importância a tudo o que a pode exprimir, seja uma palavra, seja um abraço.
Que os homens estejam mais atentos aos pormenores de carinho e atenção que as suas mulheres esperam de si.

DIA 10 DE DEZEMBRO
Na manhã do dia 29 de agosto de 1990, o arquiteto mexicano Bosco Gutiérrez Cortina beijou a sua mulher e os seus sete filhos e foi para o trabalho.
Alguns minutos depois, foi seqüestrado e levado para um quarto de um por três metros, onde ficou trancado por nove meses, completamente nu durante quatro deles.
“Vejo o meu seqüestro como se Deus me tivesse dito: «Não posso por-te de volta no ventre da tua mãe, mas vou por-te durante nove meses num quartinho para que, com a sua inteligência e com a sua memória, decida como vais viver a tua segunda oportunidade»”.
Compreendi com todo o meu ser que o meu tesouro é a minha família e os meus amigos, não o meu trabalho ou a minha conta bancária.
Daria tudo para poder abraçar um dos meus filhos enquanto estava no cativeiro.
Desde então, diz este arquitecto, passei a avaliar as pessoas pelos seus pontos positivos e não pelos seus erros e compreender o que é relativo e o que é verdadeiramente importante.


Dia 13 DE DEZEMBRO
Em sua essência a vida é monótona.
A felicidade consiste, pois, numa adaptação razoavelmente exacta à monotonia da vida. Tornarmo-nos monótonos é tornarmo-nos iguais à vida; é, em suma, viver plenamente. E viver plenamente é ser feliz.
Parece, a princípio, que as coisas novas é que devem dar prazer ao espírito; mas as coisas novas são poucas e cada uma delas é nova só uma vez. Depois a sensibilidade é limitada, e não vibra indefinidamente. Um excesso de coisas novas acabará por cansar, porque não há sensibilidade para acompanhar os estímulos dela.
Com efeito, tudo é sempre novo, e antes de "este hoje" nunca houve "este hoje""
Por isso, conformar-se com a monotonia é achar tudo novo sempre.
Este texto é da autoria de Fernando Pessoa

DIA 14 DE DEZEMBRO

A associação “Ajuda de Berço” que acolhe mães grávidas em dificuldade encontra-se em grave situação financeira.
Mas todos podemos ajudar e impedir que algumas das suas valências venham a fechar.
Neste momento, a “Ajuda de Berço” tem, a seu cargo, cerca de 40 bébés.
Assim:
Caso tenha conta no Facebook, faça uma busca em “Dê colo à ajuda de berço” e clique no botão “gosto”. Ao fazê-lo estará a fazer com que o Almada Shooping doe 0,10€ à “Ajuda de Berço”.
Se não tiver internet, não se preocupe, pelo simples facto de telefonar para o seguinte número 7 6 0 3 0 0 4 1 0 já estará a contribuir com um pequeno valor acrescentado.
Se não tiver nem telefone, nem internet, no Sábado, 18 de Dezembro, entre as 20:00 e as 23:00 poderá, em Lagoa, participar no Jantar convívio da DECOFLOR em parceria com o Restaurante Lamim. Haverá ofertas para os clientes e vários modos de ajudar uma boa causa num ambiente calmo e com uma óptima refeição e companhia.. Caso não possa ir ao jantar pode contribuir com donativos em géneros que poderá deixar num espaço próprio que existe, para o efeito, naquela loja. No final do ano, a Decoflor e o restauran Lamim farão chegar os donativos à sede da Ajuda de Berço, em Lisboa.

DIA 15 DE DEZEMBRO

Esta história aconteceu na semana passada, à porta de uma clínica onde se realizam abortos e é relatada por uma voluntária da associação “Emergência Social”:
Estávamos a acabar de chegar quando vimos um homem jovem a sair da clínica sozinho, o que aliás é um cenário habitual. Só que este rapaz vinha lavado em lágrimas a soluçar,e fomos imediatamente falar com ele. Contou-nos ,desfeito, que a sua namorada estava lá dentro a abortar o filho de ambos, que ele queria muito ter esse filho, que tinha passado a semana a pedir-lhe que não abortasse, que ele iria cuidar muito bem da criança, mas ela era muito teimosa e não ia mudar de ideias. Ela já tem duas filhas de outro homem e tinha acabado de ficar desempregada, e não havia nada que a demovesse.
Tanbém dizia que depois disto, com a morte do filho achava que não ia conseguir continuar com ela. Fomos-lhe dizendo aquilo que o Espirito Santo nos ia inspirando, que ainda estava a tempo de salvar o seu filho, que o filho também era dele e que só ele podia salvá.lo, que mesmo que estivesse na marquesa ele ainda podia impedi-la etc etc.
Ele disse que já não entrava alí, mas de repente pegou no telemóvel e ligou para ela, e ela ainda atendeu (ainda não estava anestesiada) disse-lhe "por favor não faças isso" e mais outras coisas que não ouvimos. Passados uns minutos ainda ele não tinha desligado o telefone vemo-lo com um olhar de grande felicidade a dizer o nome dela, era ela que estava a sair da clínica, vestindo apressadamente o casaco, veio a correr ter com ele e abraçaram-se apaixonadamente. DESISTIU! veio-se embora depois de já ir a caminho do bloco operatório.
Ainda por cima tanto ele como ela lindíssimos parecia mesmo um filme com actores à seria. Eles os dois choravam felizes e nós as três lavadas em lágrimas também,
Agora este casal precisa de ajuda, de um emprego, de preferência na zona de Santarém.
Se alguem souber de alguma forma de poder ajudar este casal, poderá fazê-lo através da associação Emergência Social, com sede em Lisboa e site na internet





Dia 16 DE DEZEMBRO
Dentre todos os mitos e os preconceitos que a atitude intelectual da objectividade espalhou na cultura moderna - e, nos últimos trinta a quarenta anos, no nosso país em particular - talvez o principal é o mito de que o homem é igual à mulher.
Existem semelhanças e diferenças entre homens e mulheres.
Do ponto de vista exterior, daquilo que está à vista, existirão, porém, mais diferenças ou mais semelhanças?
Existem mais semelhanças, homens e mulheres têm boca, nariz, cabeça, mãos, pés, cabelo, etc. Comparadas com estas semelhanças, as diferenças são mínimas, o tamanho do cabelo, a barba, etc. Objectivamente falando, tudo concorre para a mesma conclusão, homens e mulheres são muito mais iguais do que diferentes.
Porém, penetrando na subjectividade de um homem e de uma mulher rapidamente se desfaz esta aparência de que homens e mulheres são mais iguais do que diferentes, e um mundo radicalmente oposto se abre perante os nossos olhos.
Uma mulher está permanente ligada a pessoas, ao concreto, ao aqui e ao agora, por outras palavras, ligada à terra; pelo contrário, o espírito do homem voa com facilidade para o abstracto, desligando-se das pessoas e concentrando-se nas ideias. Pela sua condição de mãe, a mulher possui um profundo conhecimento do ser humano e com o qual um homem nunca poderá competir. A mulher é muito mais delicada em tudo o que faz na vida, mais flexível, mais hábil e subtil, do que o homem.
É por serem muito diferentes, muito mais diferentes do que iguais, que um homem e uma mulher se atraem mutuamente, se unem, e completam. São complementares, aquilo que falta a um, o outro tem. Os dois formam uma unidade.
Este texto é da autoria de Pedro Arroja

DIA 17 DE DEZEMBRO


O Prof. Vital Moreira já tinha anunciado que a crise era uma boa oportunidade para uma "golpada" legislativa contra o ensino privado. E José Sócrates já tinha revelado o que pensa da escolha da escola privada, quando, nos debates durante a campanha eleitoral para as eleições parlamentares, respondeu a Paulo Portas, no debate na TVI, dizendo textualmente: "A liberdade de escolha [da escola] é pura demagogia."
Pois é: pro-choice é para o aborto; o género; a eutanásia; o testamento vital; e as outras escolhas da sua predilecção, mesmo quando custam dinheiro aos contribuintes.
Mas pro-choice não é para a escola - apesar de esta escolha ser uma liberdade expressamente inscrita na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Uma mulher pode escolher abortar e o Estado português paga-lhe os custos desta escolha; mas se deixar nascer o filho, não tem direito de escolher a escola para o educar, o Estado não lhe paga os custos da sua escolha.
Inesperadamente, sem negociação, sem ouvir os parceiros sociais, sem ouvir o Conselho Nacional de Educação, sem ligar importância à Assembleia da República, sem anunciar publicamente - ele, que tudo anuncia -, José Sócrates aprova e envia para promulgação do Presidente da República um projecto de decreto-lei do Governo que derroga disposições operativas fundamentais do actual regime legal das liberdades de ensino, constituído por diplomas que foram laboriosamente discutidos e votados anteriormente, e estão em vigor pacificamente desde há 30 anos a esta parte, com consenso de todos os partidos do arco democrático.
Defender o apoio ao ensino escolar privado, é escolher a defesa do direito de cada pai e cada mãe têm de poder educar o seu filho da forma que acha melhor.
Este texto é da autoria do prof. Mário Pinto- Prof. Da Universidade Católica Portuguesa..


Dia 20 DE NOVEMBRO
A Academia Nacional de Medicina da Argentina, em reunião plenária do passado dia 30 de Setembro deste ano, emitiu o seguinte parecer:

Que a criança por nascer, científica y biologicamente é um ser humano cuja existencia começa no momento da sua concepção pelo que do ponto de vista jurídico, é um sujeito de direito como reconhece a constituição argentina.
Que destruir um embrião humano significa impedir o nascimento de um ser humano.

Que o pensamento médico a partir da ética hipocrática defendeu a vida humana como condição inalienável desde a concepção.
Por isso a Academia Nacional de Medicina da Argentina chama à atenção de todos os médicos do país para que mantenham a fidelidade a que un día se comprometeram sobre juramento.

E mais declaram que o direito à objecção de consciência implica não ser obrigado a realização acções que contrariem as convicções éticas ou religiosas do indíviduo.
Aprovada pelo Plenario Académico em 30 de Setembro de 2010


DIA 21 DE DEZEMBRO

Sabemos que o crescimento não é igual nem tem o mesmo ritmo em todas as fases do desenvolvimento. A adolescência faz-nos pensar, em primeiro lugar, na brusca mudança do ritmo do desenvolvimento.
Por outro lado, a puberdade supõe a transformação física da criança em adulto. E isto ocorre em poucos meses, durante os que sofrerá mais mudanças do que durante os últimos anos juntos.

Costuma-se distinguir na adolescência três fases:

1. A puberdade, ou a primeira adolescência.

2. Uma adolescência média (que abrangeria o período entre os 14 e os 16 anos).

3. Uma adolescência superior, que terminaria em torno dos 20 ou 21 anos.

Por puberdade entende-se o conjunto de mudanças psicofísicas que supõem o início da adolescência.
Puberdade e adolescência não querem, portanto, significar o mesmo.

Por outro lado, não há uma correspondência exata entre puberdade fisiológica e puberdade mental. Quando o desenvolvimento físico já está completo, na maioria das ocasiões, não podemos falar de verdadeira maturidade mental e emocional.

O que é certo é que as mudanças físicas vão ser numerosas. É fundamental que nem os pais nem o jovem sejam apanhados de surpresa. Antes de que se inicie este processo deve haver uma conversa pai-filho, para que o jovem vá compreendendo seu significado e sentido. Isto não vai solucionar o seu desconcerto ante o descobrimento do novo mundo de sua intimidade, mas será uma ajuda muito importante.
E, sobretudo, será uma excelente oportunidade para aumentar e tornar mais mais firme a relação de confiança entre pais e filhos.

DIA 22 DE DEZEMBRO

A chave de todo o processo mental que ocorre na adolescência reside no domínio do pensamento abstrato. Por exemplo, uma criança entende o que significa que uma coisa é bonita, ou que disse uma mentira, mas não é capaz de entender a beleza, a verdade etc. O adolescente, pelo contrário, já é capaz de entender.
É este o motivo que leva o adolescente a rebelar-se contra o seu mundo anterior, que considera infantil e sem e justificação
O adolescente de catorze anos necessita interpretar, justificar etc. Seu mundo é aberto ao futuro, cheio de possibilidades e novidades..
A curiosidade do adolescente é, por isso, insaciável, ainda que nem sempre esteja na linha do que deve aprender ou estudar.
Mas o que mais lhe interessa descobrir e analisar é seu próprio mundo interior, o início da descoberta da sua própria personalidade. Esta é, sem dúvida, a razão que, em última instância, justifica a rebeldia da adolescência.
É, porém, importante que estas mudanças se dêem num quadro familiar de estabilidade. É que se a descoberta do seu mundo interior se realiza no momento em que a estabilidade emocional é mais precária, a crise de personalidade do adolescente poderá assumir consequências mais gravosas.
Os pais devem, por isso, estar particularmente atentos nestes momentos de crise, sem contudo invadir a intimidade do seu filho adolescente. Acompanhar e estar presente, se for preciso, é o fundamental.

Dia 23 DE DEZEMBRO

A descoberta da intimidade, na adolescência, por regra, leva a que o jovem se feche em sim mesmo, passando longas horas “pensando” em... nada concreto e em tudo em geral.

Aqui a imaginação desempenha um papel fundamental, pois proporciona-lhe a possibilidade de ensinar, realizar, derrotar. Em suma, oferece-lhe a imagem que gostaria de oferecer ao exterior, e que considera que não coincide com a real, repleta de reações que nem ele compreende.

Nessa busca em seu interior, os demais ocupam um lugar muito especial. Da mesma forma que ele se analisa e critica, em constante processo de auto-afirmação, analisa e crítica também os demais. Necessita modelos, pautas de conduta atrativas para imitar, ”heróis” que dêem sentido ao seu mundo, que descobriu cheio de defeitos e injustiças.

É neste momento que a imagem dos pais, é colocada em causa. O adolescente descobre que são simplesmente pessoas, com defeitos e com poucas virtudes. Além disso, muitos pais, por vezes, parecem não se dar conta que os filhos já não são as suas crianças de outrora.
A reflexão e a meditação requerem certas condições de isolamento que nem sempre são entendidas pelos pais, que as interpretam como auto-marginalização. Essa solidão é necessária, e deve ser respeitada.
A prática do desporto e uma sã ocupação dos tempos livres podem ser uma excelente forma dos jovens lidarem com a sua adolescência, encontrando, nessas actividades, o valor da participação cívica e do voluntariado social.

DIA 24 DE DEZEMBRO
Há dois anos atrás, apropósito do lançamento do seu livro intitulado “A razão de ser do Natal” perguntavam ao pastor norte-americano Rick Warren, onde é que estava Deus, no meio de tanta crise, infelicidade, incerteza, desemprego e pobreza, ao que ele respondeu “O que é o Natal senão a história de uma família pobre e desamparada, sem casa sequer para fazer nascer o seu bébé, com problemas financeiros e no meio de uma enorme instabilidade política ?”
Dizia o Pastor Warren que por detrás que cada problema há uma razão de ser, uma lição que podemos aprender, uma oportunidade de crescimento interior que podemos aproveitar, aprender que nos devemos fiar mais nas pessoas, no ser do que nas coisas, no ter.
Esta é também uma ocasião para 2 coisas:
Uma, agradecer o que temos e mantemos, a vida, a família
E outra, o darmos uma prenda ao aniversariante que é Jesus Cristo.
Jesus, mesmo para quem não acredita em Deus, historicamente é e será sempre um modelo de entrega e sacríficio aos outros, então a melhor prenda que podemos dar neste Natal é pensar em que ponto concreto da nossa vida é que podemos dar mais aos outros, em vez de estarmos só à espera de receber algo dos outros.
A Plataforma Algarve pela Vida deseja a todos os ouvintes da Rádio Costa D’Ouro e suas familias um santo e Feliz Natal !



Dia 27 DE NOVEMBRO
As escolas particulares com contrato de associação estão abertas ao público em condições idênticas às de qualquer outra escola. Sujeitam-se às regras contratualizadas com o Estado, não podendo por exemplo seleccionar os seus alunos. Por isso, apesar de não serem detidas pelo Estado, estas escolas prestam um serviço público.
Existem 93 escolas, por esse país fora, com um "contrato de associação" com o Estado, onde estudam cerca de 53 mil alunos. Estão geralmente localizadas em zonas onde a oferta pública é insuficiente.
A experiência tem mostrado que estas escolas saem mais baratas ao Estado e alcançam melhores resultados do que as escolas do Ministério da Educação. Basta analisar os ‘rankings' e os resultados dos exames nacionais, como fez há dias José Manuel Fernandes, ex-director do Público para perceber isso mesmo.
Estes dois factos deveriam levar o Governo, se estivesse realmente preocupado com a qualidade educativa, em acarinhar quem presta um bom serviço social. Em vez disso com a desculpa da crise, foi recentmente aprovado um decreto que torna limitados e precários os contratos com as escolas não estaduais.
Se o diploma não for vetado (como se espera do Presidente da República), o efeito prático é limitar a autonomia dessas escolas, tornando a liberdade de escolha um exclusivo dos mais ricos. Exactamente o contrário do se faz nos países com melhores resultados educativos.
Este texto é da autoria de Paulo Marcelo, professor universitário.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Há 53 abortos legais por dia em Portugal

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Ideia do «filho não desejado» é estratégia feminista para promover o aborto

A Fundação Vida em Misericórdia, de Bogotá, criticou a feminista Florence Thomas por justificar o aborto para acabar com os chamados "filhos não desejados". A fundação considera que esta estratégia permitiu às feministas impor uma prática que acaba com a vida de seres inocentes e que rende a elas benefícios económicos.

John Ferney Valencia criticou as declarações de Thomas num programa televisivo, onde ela disse que não deveria nascer nenhuma criança não desejado porque só o amor de uma mãe "humaniza" o feto.

Thomas acrescentou que se for permitido que as mulheres abortem quando "não desejam os seus filhos" obter-se-ia uma sociedade com mais "filhos desejados", porque ao "libertá-la dessa suposta carga teriam uma melhor experiência de maternidade e a sociedade seria quase um paraíso.

Ferney Valencia recordou que a estratégia do feminismo radical foi difundir a ideia de que um filho não pode não ser desejado. "É preciso sublinhar que os filhos são chamados 'não desejados' antes de mais nada porque nos ensinaram a chamá-los assim. Quando eles nascem nos perguntam se quisemos concebê-los ou não e a estatística os etiqueta dessa maneira para o resto da vida, nós simplesmente respondemos a pesquisa dizendo: sim ou não, assumindo essa classificação como algo normal", indicou.

Entretanto, advertiu que isto foi parte da estratégia para promover o aborto como "libertação" da mulher, pois jogaram a culpa da pobreza e de ser uma carga ao não nascido.

O feminismo que encarna Florence beneficia disso, afirma o perito ao explicar que os abortistas beneficiaram com o discurso maternidade-pobreza, já que foi "a fachada perfeita para promover o aborto sem fazer evidente o controle natal que se esconde atrás dele".

"Tristemente quando Florence sugere que só nasçam os 'filhos desejados', está promovendo a morte dos filhos dos pobres, e uma cultura que despreza a vida, como se torna evidente na França, onde abunda a esterilidade, e as pessoas preferem gastar milhões nas suas mascotes antes que arruinar sua vida com um incómodo filho. Por isso o feminismo de género deverá pedir perdão e dar contas à sociedade".

Em Portugal, 53 abortos por dia


Este ano, por cada dia que passou, foram feitos 53 abortos legais. Em 2007, os números não ultrapassaram os 36. O número de interrupções voluntárias da gravidez tem crescido sucessivamente desde que a prática foi despenalizada há três anos. Em 2009, houve 19 572 contra os 18 607 abortos praticados em 2008 (mais 965). E, até Agosto de 2010, os casos já atingiram o patamar dos 13 mil. Ou seja, a manter-se a média actual, 2010 vai fechar ligeiramente acima do ano anterior, o que contraria a tendência decrescente noutros países europeus que optaram pela legalização.

Apesar de os números se aproximarem das estimativas iniciais - previa-se, com base na experiência de outros países europeus, que pudessem vir a praticar-se 20 mil abortos por ano -, especialistas entendem que três anos e meio depois da legalização do aborto, por opção da mulher, até às dez semanas já se deveria ter entrado numa lógica decrescente.

"A tendência no Norte da Europa é para uma estabilização passado dois ou três anos. E depois um decréscimo: na Dinamarca, por exemplo, ao fim de dois ou três anos os números começaram a baixar. Se cá não baixam é preocupante: legislou-se, mas não se iniciou um programa a sério de prevenção da gravidez", critica Luís Graça, director do serviço de obstetrícia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

O especialista, que foi um dos maiores defensores da aprovação da lei em 2007, está desiludido com os resultados. "Tomam-se medidas pontuais, mas não se tomam medidas de acompanhamento. Não há políticas preventivas e, assim, o aborto vai continuar a ser usado como um método de não concepção."

E, mais do que com os resultados, está desiludido com as mulheres
: 354 foram reincidentes e fizeram mais do que um aborto em 2008 e 2009. "Fui ingénuo. Tenho pena que não tenham estimado uma lei feita para salvaguardar a sua saúde: era para protegê-las das complicações dos abortos clandestinos, não para fazerem dois ou três em dois anos."

O obstetra entende que a única bandeira que os defensores da despenalização ainda podem levantar é a da diminuição das complicações associadas a abortos ilegais "Antes tinha 20 a 22 consultas por mês devido a complicações decorrentes de abortos clandestinos. Agora, são duas ou três."

Crise ou conhecimento da lei? O agravamento do desemprego e da situação económica pode pesar na decisão de ter um filho, mas a maioria dos profissionais de saúde acredita não ser a razão principal para os números da interrupção voluntária da gravidez continuarem a não diminuir. As dificuldades decorrentes da crise económica são apenas parte da história: o maior conhecimento da lei pode explicar o resto.

"Este aumento não me surpreende. É natural que ao início os números não fossem tão altos. A prática tinha acabado de ser instituída: as pessoas não tinham ainda tanta informação", afirma Duarte Vilar, director-executivo da Associação para o Planeamento da Família.

Também Jorge Branco, coordenador do Programa Nacional de Saúde Reprodutiva, entende que "o aumento da confiança nos estabelecimentos de saúde onde é possível realizar um aborto" explica a tendência crescente dos números dos abortos praticados por via legal. A influência da crise, por contraste, "será muito residual, porque quando a lei foi criada já se sentiam estas dificuldades", recorda, o coordenador do Programa Nacional de Saúde Reprodutiva

Para Daniel Serrão, não há qualquer razão que justifique o aumento dos abortos praticados no país, já que "é uma intervenção completamente desnecessária, que, independentemente de ser feita de forma legal, só traz riscos para a mulher". Dos 13 033 abortos registados nos primeiros oito meses do ano, 12 676 foram feitos por opção da mulher: só em 357 casos, o aborto foi provocado por perigo de morte ou de saúde da grávida ou malformação do feto.

"A lei do aborto não foi acompanhada por medidas que educam para a sexualidade. Se os métodos contraceptivos são gratuitos, não há nenhuma razão para as mulheres não terem uma vida sexual sem necessidade de abortar", lamenta o médico e especialista em ética da vida.

Além das falhas no planeamento familiar, o especialista aponta para a necessidade de controlo das repetições de abortos. "Na maior parte dos países, as mulheres só podem fazer um aborto. Aqui é a la carte", acusa. O registo dos motivos que levam as mulheres a abortar seria, na opinião do especialista, o primeiro passo para perceber "se o fazem por fome ou miséria, por falta de companheiro ou só porque sim".

Jorge Branco, presidente do conselho de administração da Maternidade Alfredo da Costa, explica que na impossibilidade de recusar fazer um aborto a uma mulher que seja reincidente, resta aos profissionais de saúde apostar nos casos mais problemáticos e "dar a essas mulheres métodos contraceptivos menos falíveis e mais duradouros, como os implantes".

Fonte: Jornal "I"

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Excerto da homilia do Pe Duarte da Cunha na celebração de preparação para o Natal

o amor pela vida faz-nos amar, em primeiro lugar, a nossa vida e fazer tudo para que esta seja verdadeira e, por isso, santa, para que o desejo de encontrar Deus e ter uma plenitude de vida se possa concretizar, para que cada gesto seja cheio de sentido. Este é o primeiro resultado da fé que leva à descoberta do grande valor da vida. Um compromisso sério com a nossa própria vida.
O amor, em segundo lugar, faz-nos ainda querer partilhar a vida e ajudar os outros, faz-nos ir ao encontro de todos, sem fazer aceção de pessoas, e ajudar cada um nas suas necessidades imediatas ou mais profundas. O amor pela vida leva a querer contagiar os outros com este amor e, por isso, toda a gente, a começar pelos mais pequenos e pobres, nos interessam e preocupam. O amor está atento e é criativo, inventando o que for preciso, reunindo as forças necessárias para concretizar as ações que sejam precisas em vista do bem de todos e de cada um.
Também por isso, o amor iluminado pela fé mete as pessoas juntas para criarem obras sociais que vão acompanhar os que sofrem, para lutar na política por leis justas e por medidas que sejam mesmo em ordem ao bem comum e não desprezem nem a verdade nem a vida, para apresentarem propostas educativas respeitadoras da liberdade e de uma moral humana e conscientes de serem chamadas a ser uma ajuda aos pais e não uma substituição destes.
Mas, caríssimos, a primeira obra e a mais importante é a família. Cada um cuide bem da sua família e ajudemo-nos nesta tarefa. Defender a verdadeira família implica que os esposos se amem e concorram para o bem do outro em tudo, crescendo na consciência de que o verdadeiro amor passa por dificuldades e exige sacrifícios para reforçar a unidade e aumentar os frutos e só assim se pode ser feliz. Cuidar da família é, por isso, ter a unidade entre marido e mulher aberta e acolhedora do dom dos filhos e comprometida com o dever de os educar. Uma educação que passa muito mais por um acompanhar que por um dar coisas ou dizer muitas palavras, que passa por sentir a responsabilidade com a própria vida para testemunhar o gosto de viver santamente e querer que os filhos sejam santos e não apenas por querer que os filhos não tenham problemas e sejam importantes neste mundo ou ricos.


11 de Dezembro 2010

Esclarecimentos sobre as últimas palavras de BXI sobre o preservativo

Nota da Congregação para a Doutrina da Fé sobre a banalização da sexualidade, aqui

HIV en Espanha

Nota de Prensa del Centro Jurídico Tomás Moro:


Madrid, a 16 de Diciembre de 2010.- Aunque en el informe publicado por
el propio Ministerio de Sanidad, "Vigilancia epidemiológica del VIH en
España. Nuevos diagnósticos de VIH en España, periodo 2003-2009"
actualizado a fecha 30 de junio de 2010, se destaca que el cauce de
transmisión del VIH entre hombres que mantienen relaciones sexuales
con hombres (relaciones homosexuales) sigue siendo el más frecuente
(42,5%)
, sin embargo es más preocupante la elevación de la tasa de
positivos en las pruebas VIH ente jóvenes, pues según datos del Centro
Sandoval de Madrid que se han presentado en el último congreso de
Gesida (Grupo de Estudio de Sida), la tasa de positivos que están
dando a la población entre 13 y 20 años ha pasado del 1,8% en 2004 al
9,7% en 2009.

De igual forma, en los propios datos proporcionados por el Ministerio
en su informe "Vigilancia Epidemiológica del VIH en España. Nuevos
diagnósticos de VIH en España. Periodo 2003-2009. Actualización 30 de
junio de 2010", se recogen los datos no corregidos por retraso de
notificación pertenecientes a nuevo Comunidades Autónomas,
distribuidos por edad, donde ya se constata que en período 2004-2009,
en la franja comprendida entre los 15 a los 19 años, se experimenta
una evolución de incidencia significativa, pasando del 1,6 % del año
2004, al 2,00 % del año 2009.

Todos estos datos son coherentes con otros estudios y datos oficiales,
pues otras regiones como Asturias, han comenzado a registrar los
primeros casos de infección VIH entre adolescentes. Así, en Asturias
se han detectado siete positivos en menores de entre 15 y 19 años
entre 2009 y 2010, circunstancia inédita hasta la fecha.

Este incremento en la transmisión del VIH entre los más jóvenes,
encuentra su fundamental explicación en que en los últimos años los
poderes públicos están promocionando de forma diversa, y con gran
derroche del erario público, el sexo sin reproducción, realizando
campañas cuyos destinatarios son cada vez ciudadanos más jóvenes, y
sin la suficiente madurez como para comprende la importancia que
supone para todo ser humano la entrega personal en cualquier relación
sexual.

Es claro, que las políticas preventivas llevados a cabo mediante la
promoción encubierta de las prácticas sexuales, aunque con
preservativo, han resultado, tal y como cabía esperar,
contraproducentes.

Resulta curioso, que ya en el Informe FIPSE propiciado por su propia
Ministerio y titulado "Jóvenes, relaciones sexuales y riesgo de
infección por VIH. Encuesta de Salud y Hábitos Sexuales. España,
2003", se menciona que en España, el 15,1% de las personas de 18-29
años ha tenido su primera relación sexual con menos de 16 años. Este
inicio precoz es más frecuente en los hombres (18,4%) que en las
mujeres (11,4%).

Igualmente, dicho informe recogía que uno de cada diez jóvenes de
18-29 años ha mantenido relaciones sexuales con 10 o más personas a lo
largo de su vida, y que uno de cada cuatro jóvenes de 18-29 años que
mantuvo relaciones sexuales en los últimos 12 meses, refirió haber
tenido parejas ocasionales.

Es decir, de dicho informe es fácil concluir que la iniciación en las
prácticas sexuales es cada vez más temprana, y que la fidelidad entre
parejas es cada vez menor, circunstancias que determinan una mayor
incidencia del VIH entre los jóvenes.

De igual forma, dicho informe expresaba de forma clara que ante la
pregunta de la encuesta de Schering «¿por qué se habían expuesto a una
situación de riesgo?», el 81% de los hombres y el 75,3% de las mujeres
manifestaron que la razón por la que se habían expuesto a una
situación de riesgo había sido no utilizar el preservativo. Tanto el
18,9% de los hombres, como el 17,6% de las chicas consideran que una
de las razones que había originado la situación de riesgo era no tener
prevista la relación sexual. No prever una relación sexual supone no
disponer de preservativos, que es la principal razón que plantean los
jóvenes para no usar el preservativo. Por otro lado, un porcentaje
significativo de jóvenes, indicaba que el estado de euforia provocado
por el alcohol y otras drogas había sido también una razón importante
que les había colocado en una situación de riesgo.
Este mayor
porcentaje se da especialmente en jóvenes entre 15 y 19 años (20,4%).

Curiosos resultan los resultados del estudio, debido sin duda a la
preguntas formuladas, pues aparentemente los jóvenes consideran
conducta de riesgo el practicar una relación sexual sin preservativo,
independientemente de que la otra parte en la relación fuera o no su
pareja estable. Decimos que resulta curioso, pues en ningún momento se
formula la pregunta si lo que se considera conducta de riesgo es el
propio mantenimiento de la relación sexual. Extrapolando estos datos a
otras materias, es como si se preguntara a un joven qué si considera
conducta de riesgo conducir con exceso de velocidad sin ABS y airbag,
en lugar de preguntar si considera conducta de riesgo conducir con
exceso de velocidad.

También resulta sorprendente la poca importancia que el Ministerio de
Sanidad extrae de resultados estadísticos claros. Efectivamente, el
informe refiere que la estrategia de tener pocas parejas como medida
de prevención frente al VIH es apoyada por el 41,2% de las personas y
apenas hay diferencias destacables ni por sexo ni por edad. Es decir,
que el 41,2 % de las personas serían más receptivas a campañas que
incidieran en la fidelidad como medida preventiva del VIH.

Es precisamente el preocupante incremento de jóvenes menores de 19
años infectados por el VIH, lo que motiva al Centro Jurídico Tomás
Moro (CJTM) a solicitar de la ministra de Sanidad un cambio de
paradigma en la lucha contra el VIH.

Así, el CJTM ha solicitado por escrito la adopción, por parte del
Ministerio, de nuevas campañas de lucha contra el VIH juvenil mediante
el fomento de la abstinencia, y la fidelidad sexual, descartando
campañas que favorezcan la precocidad y promiscuidad sexual, pues
dichas campañas han demostrado ser contraproducentes para atajar la
lacra del VIH. De igual forma, se solicita la iniciación de campañas
de concienciación, dirigidas tanto a jóvenes, como a padres, y
miembros de la comunidad educativa, concienciando a los mismos sobre
los riesgos de una temprana iniciación en las relaciones sexuales de
los menores, riesgos que se concretan en el incremento de trastornos
psíquicos y emocionales graves, al igual que el peligro que dicha
temprana iniciación supone en el aumento de las conductas violentas y
sexistas.

Secretaría de Comunicación
www.tomas-moro.org
info@tomasmoro.es

Ver escrito presentado al Ministerio:
http://www.tomas-moro.org/actuaciones/resumen/elcjtmsolicitaalministeriodesanidaduncambiodeestrategiaenlaluchacontraelvihparafrenarelincrementodeincidenciaenlapoblacionjoven/DERECHOPETICIONCAMBIODECAMPA%C3%91ADEPREVENCION.pdf?attredirects=0&d=1

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

É tão bom ser pequenino

Recordo o cheiro dos lençóis lavados, a guerra para lavar os dentes, histórias contadas antes de adormecer. O desejo de chegar a casa, o aconchego e, depois, outra vez a vontade de sair.
Corria para a minha mãe quando caía e me magoava. Não para o meu pai, porque seria preciso dar muitas explicações e ouvir de novo o racional "Eu já te tinha avisado...".
Um prato especial nos dias de festa. Birras. É preciso vestir aquela roupa nova. É a tua vez de lavar a louça.
Não sei muito bem a partir de que idade é que os irmãos deixam de ser irritantes...
Depois do jantar fazíamos jogos e entretínhamo-nos uns com os outros. Por vezes, quando era Verão, saíamos a passear e apanhávamos pirilampos.
A chuva lá fora, o calor dentro de casa. Um livro. Um amigo que vem lanchar. Um ralhete porque desta vez passámos dos limites e as calças vêm cheias de lama. Já te disse tantas vezes que não se deve deixar aí a roupa suja...
Acordar com um beijo. Adormecer com uma oração.
Natal. Os primos. Visitas a casa dos avós. Brincadeiras. Às vezes notar, sem notar, uma expressão semelhante a tristeza ou cansaço no rosto do pai ou no rosto da mãe. Depois, brincadeira de novo. Música, flores, sorrisos. É tão bom ser pequenino...
Coisas pequenas. Diárias. Vulgares. Mas enormes, únicas, cheias de magia.
Durante muito tempo estive convencido de que era a infância que acendia nas pequenas coisas de todos os dias essa música e esse encanto que agora recordo. Que era por ser pequeno na altura que todas essas coisas são agora especiais. Mas há tantas pessoas que foram também pequenas e nunca poderão ter recordações destas... E não porque não tivessem tido pais, ou porque estes os tivessem maltratado ou porque tivessem sido demasiado pobres.
Geralmente não é muito difícil casar, ter filhos, uma casa para viver. Mas depois de se conseguir isso podemos chegar à conclusão de que é muitíssimo difícil construir uma família. É talvez como ter já os tijolos e, no entanto, sentirmo-nos incapazes de encontrar o cimento que os una, lhes dê forma, consistência e identidade.
É fundamental ter uma infância feliz... E começámos então a dar aos filhos coisas excelentes e actividades fantásticas e experiências divertidas. E enchemos de trabalho os dias, para lhes podermos dar tudo isso. Saímos, portanto, de casa. E a casa esvaziou-se.
E deixámos de viver com os filhos. As coisas fantásticas que lhes demos acabaram por ocupar quase todo o tempo em que deveríamos ter estado com eles.
É muito fácil errar o caminho.
Ao crescer, descobri que para se ter os lençóis lavados e passados a ferro é preciso frequentemente deitar-se mais tarde e dormir menos.
Aprendi que é preciso ter paciência para fazer uma criança ganhar o hábito de lavar os dentes ou deixar a roupa suja no local correcto. E que a paciência dói.
Reparei em que as pessoas mais velhas gostam de sossego depois do jantar, porque se cansam facilmente. E que, por isso, tem um alto preço fazer nessa altura jogos com crianças ou correr atrás de pirilampos.
Vim assim a saber que o cimento da família é aquilo que se faz pelos outros, deixando de fazer aquilo de que se gosta, para os ver felizes, para os construir, para os ajudar a chegar a onde devem chegar. Aquelas pequenas coisas da minha infância foram grandes, afinal, porque eram feitas de um amor sacrificado e escondido. Esse amor toca naquilo que é pequeno e engrandece-o. Desenha flores no pó do quotidiano. Só ele permanece.

(Paulo Geraldo)
De Aldeia

domingo, 19 de dezembro de 2010

Entrevista ao prof João César das Neves

Entre 91 e 95 foi assessor económico do professor Cavaco Silva, então primeiro- -ministro. Apoia-o nesta candidatura presidencial, obviamente...?

Nesta candidatura não tenho posição, nunca...

É isso que queria saber...

Não tenho posição. Estou convencido de que o professor Cavaco Silva vai ganhar à primeira e com uma grande vantagem.

E não tem posição por causa das aprovações de algumas leis? Interrupção voluntária da gravidez, casamento entre pessoas do mesmo sexo...

Sim, já o disse publicamente. Sou muito amigo do professor Cavaco Silva, primeiro, pessoalmente, e tenho um grande respeito por ele profissionalmente, pois foi meu professor e trabalhei com ele quatro anos. Politicamente, de facto, desta vez, não o apoio. Apoiei-o nas duas candidaturas dele, na que perdeu e na que ganhou, e fiz parte da comissão, mas desta vez não aceitei. E não é por nenhuma contestação pessoal com ele, é, de facto, porque a assinatura dele está numa enorme quantidade das piores leis contra a família da História de Portugal. Não quero com isto, de maneira nenhuma, criticá- -lo pessoalmente. Penso que é, indiscutivelmente, o melhor dos candidatos. Estou convencido de que vai ganhar. Pessoalmente, nestas eleições, não comento, não participo.

É um daqueles cidadãos portugueses que gostariam que houvesse uma candidatura mais à direita, mais conservadora, mais defensora dos valores da família?

Não é verdade. Se houvesse outra candidatura, ia simplesmente perder tempo, porque não vale a pena. Em primeiro lugar, todos os presidentes da República foram (re)eleitos, e, em segundo, o professor Cavaco Silva tem um grande apoio, que as sondagens dão e é generalizado. Simplesmente, não manifesto publicamente nenhuma posição nestas eleições.

É um reconhecido, notável e notório defensor dos valores da família. Acha que em Portugal algum partido tem uma agenda que satisfaça esse eleitorado?
Acho, primeiro, que a questão da família é a questão civilizacional do nosso tempo. Se vivêssemos no século XIX, provavelmente seria a luta contra a escravatura, ou a luta contra o racismo no século XX. Neste momento, o problema fundamental são os ataques à família e às questões fundamentais.

E o senhor leva isso a peito e empenha-se nessa luta.

Cada um tem de lutar pelas coisas fundamentais deste tempo. Não sou antifascista pela simples razão de que não há fascismo! É muito fácil ser antifascista hoje, mas os antifascistas são desnecessários. Tenho de identificar quais são as lutas civilizacionais do meu tempo e ter uma posição clara sobre elas.

Do seu ponto de vista, nós tivemos um retrocesso civilizacional nestes últimos quatro anos?

Indiscutivelmente.

Por causa da lei da interrupção voluntária da gravidez, dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo?

E os sinais são bem visíveis. Portugal está em vias de extinção! Temos a taxa de fertilidade mais baixa da Europa Ocidental - 1,3% -, quando a taxa de reposição das gerações é de 2,1%. Portugal está a prazo! E isto são os residentes, não são os portugueses! Como são os imigrantes que estão a ter filhos, a cultura portuguesa está ameaçada! A generalidade dos países ocidentais percebeu este problema há 20 anos e começou a ter políticas de promoção da família, da fertilidade, umas bem-sucedidas, outras horríveis, mas várias políticas. Portugal está, alegremente, a brincar com este assunto. É um assunto que não interessa e, em sentido contrário, queremos fazer abortos e casamentos homossexuais, como se fossem as questões fundamentais do nosso tempo! Só uma inconsciência civilizacional assustadora impede que o nosso debate político não jogue por aí. Acho que isto está a partir os partidos. Os nossos partidos continuam a ser montados e estruturados segundo uma lógica económica de há 50 anos, em que havia esquerda e direita, havia socialismo e capitalismo.

A família não está presente na vida pessoal de muitos dos líderes políticos portugueses. Isso é um défice?

Também há esse problema, mas é secundário. O ponto mais importante era que eles percebessem qual o interesse e o bem-estar do País. O que é engraçado é que os partidos estão montados com uma questão que já não existe. O CDS é o que está mais próximo a defender claramente os interesses da família. O Bloco de Esquerda [BE] é, claro, aquele mais contra a família.

E essa agenda do BE tem pressionado muito o PS?

Está um pouco refém, quer polir os emblemas de esquerda, não é? E como, economicamente, o que o PS está a fazer é contrário àquilo que supostamente era o socialismo - está a ser completamente capitalista, às vezes até mais do que outros partidos de direita -, depois tem de fingir que é socialista nesses temas e torna-se, tontamente, escravo dos oportunistas do Bloco de Esquerda.
Entrevista: DN

sábado, 18 de dezembro de 2010

Tribunal europeu: não existe o direito ao aborto

Defende a proibição de abortar da Constituição irlandesa

O Tribunal Europeu de Direitos Humanos afirmou que não há um “direito humano ao aborto”, em um caso relativo a uma contestação à Constituição irlandesa.

A Grande Sala do Tribunal emitiu nessa quinta-feira uma sentença sobre o caso A, B e C versus Irlanda, destacando que a proibição constitucional irlandesa de abortar não viola a Convenção Europeia de Direitos Humanos.

A contestação à norma irlandesa foi levada ao tribunal em dezembro passado por três mulheres que afirmavam ter sido “obrigadas” a ir ao exterior para abortar, alegando que colocavam em risco sua saúde.

O tribunal sentenciou que as leis do país não violam a Convenção Europeia de Direitos Humanos, que destaca “o direito ao respeito à vida privada e familiar”.

O Centro Europeu de Direito e Justiça, parte terceira neste caso, elogiou o reconhecimento do tribunal ao “direito à vida do não nascido”.

O diretor do centro, Grégor Puppinck, explicou a ZENIT a preocupação de que o tribunal “pudesse reconhecer um direito ao aborto” como um “novo direito derivado da interpretação cada vez mais ampla do artigo 8”.

No entanto – acrescentou – “o tribunal não reconheceu este direito”, mas “reconheceu o direito à vida do não nascido como um direito legítimo”.

Puppinck esclareceu que “o tribunal não reconhece o direito à vida do não nascido como um direito absoluto, mas como um direito que deve ser avaliado com outros interesses em conflito, como a saúde da mãe ou outros interesses sociais”.

Equilíbrio de interesses

No entanto, “os Estados têm uma ampla margem de apreciação ao ponderar esses interesses em conflito, inclusive ainda que exista um vasto consenso pró-aborto na legislação europeia”.

“Isto é importante: o amplo consenso pró-aborto na legislação europeia não cria nenhuma nova obrigação, como em outros temas social e moralmente debatidos”, disse.

Segundo ele, “assim, um Estado é livre para proporcionar um grau muito elevado de proteção do direito à vida da criança não nascida”.

“O direito à vida da criança não nascida pode superar legitimamente outros direitos em conflito garantidos.”

Segundo Puppinck, “como tal, não existe um direito autônomo a se submeter a um aborto baseado na Convenção”.

O diretor do Centro Europeu de Direito e Justiça afirmou: “não recordo nenhum caso anterior que reconheça claramente um direito autônomo à vida da criança não-nascida”.

Um comunicado do Centro Europeu de Direito e Justiça destaca que “o objetivo natural e o dever do Estado é proteger a vida de seu povo; as pessoas, portanto, mantêm o direito a ter suas vidas protegidas pelo Estado”.

“A reciprocidade entre os direitos das pessoas e o dever do Estado no campo da vida e da segurança se considera tradicionalmente como o fundamento da sociedade pública; ademais, é o fundamento da autoridade e da legitimidade estatal”, indica.

E acrescenta que “a autoridade para abrir mão da proteção do direito à vida corresponde originariamente ao Estado e se exerce no contexto de sua soberania”.
ESTRASBURGO, sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Daqui.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Os que não querem Natal

Desde há décadas para cá, estamos a assistir a um fenómeno deveras preocupante que, em síntese, se pode formular deste modo: antigamente havia muitos nascimentos (muitos natais), lutava-se pela vida, nos nossos dias, assiste-se a um movimento oposto e, infelizmente, oficializado contra a vida logo na sua origem, através do aborto legalizado.

Daí o verificar-se uma diminuição crescente e assustadora de nascimentos. E como consequência já bem visível, qual castigo imanente, aí temos nós o envelhecimento da sociedade.

Sem dúvida que muitas serão as razões que estão na base deste estado de coisas, entre as quais podemos contar a concepção materialista da vida, o desejo egoísta de a gozar, que leva até as pessoas a fugir a todos os compromissos que envolvam, de algum modo, incómodos e sacrifícios.

Mas se quisermos fazer uma análise mais realista do problema, basta consultar as estatísticas das últimas duas décadas para verificarmos que a taxa de natalidade em Portugal desceu de um modo assustador. Quer isto dizer que há poucos «natais» em Portugal!...

Acresce ainda que além de haver menos nascimentos, uma grande percentagem destes, dão-se fora do casamento. Por isso, não é difícil adivinharmos as nefastas consequências que tais nascimentos acarretam como, por exemplo, a educação, o desenvolvimento da personalidade e até determinados traumas a nível de comportamento psicológico e moral.

Um outro fenómeno que, sem dúvida, influi na escassez de nascimentos é o número de casamentos dissolvidos que tem aumentado de ano para ano, quer por divórcio, quer por separações…

E muito embora esta realidade diga respeito a todo o país, contudo, as regiões mais afectadas são sempre os grandes centros populacionais com incidência em Lisboa e Setúbal.

(....)

Temos, pois, de convir que se não fosse uma concepção materialista da vida assente em padrões consumistas e hedonistas levados, por vezes, até ao paroxismo e, ultrapassando todos os limites do permitido, se não fora todo esse exagerado desejo de gozar a vida, estamos certos que muitas mais crianças poderiam nascer para, deste modo, se dar o rejuvenescimento da nossa população.

No fim de contas, é preciso que todos queiram e façam por amar a vida, para que haja muitos «natais» inseridos no Natal
Joaquim Marques

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Estado: O grande educador

As escolas particulares com contrato de associação estão abertas ao público em condições idênticas às de qualquer outra escola. Sujeitam-se às regras contratualizadas com o Estado, não podendo por exemplo seleccionar os seus alunos. Por isso, apesar de não serem detidas pelo Estado, estas escolas prestam um serviço público. Existem 93 escolas, por esse país fora, com um "contrato de associação" com o Estado, onde estudam cerca de 53 mil alunos. Estão geralmente localizadas em zonas onde a oferta pública é insuficiente.
A experiência tem mostrado que estas escolas saem mais baratas ao Estado e alcançam melhores resultados do que as escolas do Ministério da Educação. Basta analisar os ‘rankings' e os resultados dos exames nacionais, como fez há dias José Manuel Fernandes, para perceber isso mesmo.
Estes dois factos deveriam levar o Governo, se estivesse realmente preocupado com a qualidade educativa, em acarinhar quem presta um bom serviço social. Em vez disso, José Sócrates e a sua sempre sorridente ministra da educação querem controlar tudo. Com a desculpa da crise, aprovam um decreto que torna limitados e precários os contratos com as escolas não estaduais. Se o diploma não for vetado (como se espera do Presidente da República), o efeito prático é limitar a autonomia dessas escolas, tornando a liberdade de escolha um exclusivo dos mais ricos. Exactamente o contrário do se faz nos países com melhores resultados educativos.
Sócrates está usar a crise para impor a sua agenda ideológica. Ao invés de emagrecer o Estado estende a sua mão controladora. Em vez de garantir a qualidade e variedade do ensino, os burocratas do ministério querem educar directamente todas as criancinhas. Eis o sonho do estado totalitário: ser o grande educador do povo, formatar as nossas cabeças e dos nossos filhos. Se nós deixarmos.
paulopesmarcelo@gmail.com
Fonte: Económico

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

PRN consulta técnicos sobre exposição do Pavilhão do Conhecimento sobre Sexo


A Plataforma Resistência Nacional pediu pareceres a vários técnicos sobre exposição “Sexo…e então?!” que decorre no Pavilhão do Conhecimento e conclui:

- Exposição contém vários erros técnicos
- Fomenta a sexualidade precoce
- Promove o relacionamento sexual meramente lúdico
- É um abuso de confiança à vida íntima das crianças
- A classificação etária é de rigor duvidoso
- A linguagem usada (textos, imagens, jogos) é agressiva, grotesca por vezes inestética e com carácter científico pouco consistente
- É uma exposição marcadamente moralista

Os pareceres entregues são unânimes num ponto: a exposição fomenta o relacionamento sexual precoce pois apresenta as relações sexuais como actos meramente lúdicos. O sexo reduz-se a uma questão de desejo e de vontade. Destaca-se, como paradigma, a seguinte frase, retirada da exposição: "Faz-se sexo pela primeira vez em idades diferentes, dependendo das pessoas. Independentemente da idade, é quando temos vontade e nos sentimos preparados, e cada um tem o seu ritmo!". Esta é uma abordagem que os técnicos consultados pela Plataforma consideram reducionista - porque restringe a sexualidade humana a um conjunto de impulsos, desejos e alterações hormonais, não abordando nunca a dimensão racional e de compromisso - e perigosa, pelos comportamentos induzidos, numa sociedade frequentemente assinalada pela elevada taxa de gravidez na adolescência.

O sexo é apresentado como mera concretização de impulsos primários o que é uma visão redutora da sexualidade humana”,refere o psiquiatra Pedro Afonso no seu Parecer onde alerta, também, para a duvidosa classificação etária: “ Muitas das matérias versadas, não são adequadas para crianças com 9 anos (a exposição está classificada para crianças e adolescentes 9-14). Não faz sentido falar a crianças de 9 anos sobre o preservativo e a pílula do dia seguinte. Além disso o desenvolvimento emocional da criança nem sempre é coincidente com a idade biológica. Há ainda outra questão: confirmei a presença, no local, de crianças com idades inferiores, o que quer dizer que não há controlo de entradas”, sublinhou.

Os pareceres entregues à Plataforma RN referem também que a exposição contém vários erros técnicos. Os textos, os desenhos, as imagens, os jogos, o tom da exposição em geral é uma linguagem vulgar, agressiva, inestética que raia, por vezes, a pornografia, numa banalização da sexualidade e sua redução à simples genitalidade o que para a sensibilidade das crianças pode ser nocivo, agressivo e abusador. “Chega a usar-se o calão, como é o caso da expressão “linguados”. É muito duvidoso o carácter científico de uma exposição que “entra” na explicação do acto de beijar, numa dissecação meramente anatómica de um impulso que é natural, instintivo e afectivo”, refere o Parecer de Alexandra Chumbo, psicóloga, em Desenvolvimento infantil.

Maria Teresa Ribeiro, Psicóloga, professora universitária, destaca um estereótipo veiculado na exposição: ”No painel com o título “Truques infalíveis para engate” – para além do termo engate…- curiosamente é ele, rapaz quem “engata” a rapariga, ou seja, veicula-se o estereótipo de que é o rapaz quem toma a iniciativa! É um aspecto parcelar mas que revela bem o paradigma de toda a exposição: uma visão ideológica primária da sexualidade, de mau gosto, mecanicista, em que se banalizam as decisões, pretendendo fazer passar como unânimes valores e formas de olhar que o não são: o sexo desenquadrado das relações; não faz mal os adolescentes terem relações sexuais cedo, desde que usem contraceptivos. É um tipo de abordagem enganadora, que veicula como unânimes atitudes permissivas e ignora que o desejável e saudável é que os adolescentes e jovens não tenham iniciações sexuais precoces”, escreve a psicóloga.

Luís Costa, médico, doutorado em oncologia, especialista em cancro da mama e chefe do serviço de oncologia do Hospital de Santa Maria, realça, depois de ter visto a exposição: “Parece-me inadequado que o uso dos contraceptivos seja vulgarizado sem que haja qualquer informação sobre o facto de ser um fármaco de prescrição médica e que pode ter contra-indicações importantes. Um fármaco que pode estar associado a um maior risco para cancro da mama requer sempre uma avaliação atenta sobre a sua utilização em grupos de maior risco para doença oncológica da mama. De facto a omissão sobre este assunto é estranha e não favorece o interesse dos jovens”.

João Paulo Malta, obstetra/ginecologista diz o seguinte: “Parece-me no mínimo irresponsável que o uso dos contraceptivos seja vulgarizado com esta leveza… como se fossem aspirinas! Não há qualquer referência à declaração da Organização Mundial de Saúde que alerta para o facto de os contraceptivos hormonais combinados serem cancerígenos para os seres humanos. Numa iniciativa que se assume como educativa dirigida a um público jovem esta omissão é muito grave”.

A Plataforma Resistência Nacional considera que esta exposição é moralista no mau sentido, porque transmite uma ideologia permissiva, uma moral acéfala, que separa a educação sexual da cultura, das relações, do compromisso, dos princípios e valores educacionais transmitidos de pais para filhos.

Consideramos ainda que é uma iniciativa obsoleta, característica de um Estado totalitário, intromissivo, que quer dominar até a esfera mais íntima das relações pessoais e familiares com a particular gravidade de ter graves erros técnicos.

Wikileaks e educação sexual


Julian Assange é o cérebro da Wikileaks; um homem dotado de habilitações literárias, estudou matemática, física e programação de computadores.

É, portanto, um homem esclarecido, tão esclarecido e tão bem informado ao ponto de fazer tremer uma grande potência como os Estados Unidos.

No entanto, diz-se agora, corre o risco de ser preso por ter praticado sexo sem preservativo.


O que fez, então, que um homem tão esclarecido tivesse praticado sexo ocasional com alguém sem preservativo ?




Se, seguirmos o raciocínio dos apologistas da educação sexual obrigatória nas escolas, quem sabe das coisas previne DST e gravidezes indesejáveis porque passará ipso facto a usar preservativo.




Julian Assange não terá certamente frequentado as aulas de educação sexual da actual escola pública portuguesa, mas, do seu curriculum, resulta claramente que será uma pessoa devidamente informada e esclarecida sobre o uso do preservativo.




No entanto, não o usou.




Perante isto, valerá a pena continuar a enganar os jovens e a sociedade sobre a eficácia da educação sexual escolar ou sobre a eficácia do preservativo ?

domingo, 12 de dezembro de 2010

Aconteceu à porta da clinica dos Arcos

Tenho de partilhar com vocês o que hoje de manhã as minhas amigas M., A. e eu presenciámos na porta da clínica abortista dos Arcos.
Estávamos a acabar de chegar quando vimos um homem jovem a sair da clínica sozinho, o que aliás é um cenário habitual, saem sozinhos enquanto o bebé está a ser abortado e ficam cá fora a segurar a mala da companheira.

Só que este rapaz vinha lavado em lágrimas a soluçar,e fomos imediatamente falar com ele. Contou-nos ,desfeito, que a sua namorada estava lá dentro a abortar o filho de ambos, que ele queria muito ter esse filho, que tinha passado a semana a pedir-lhe que não abortasse, que ele iria cuidar muito bem da criança, mas ela era muito teimosa e não ia mudar de ideias. Ela já tem duas filhas de outro homem que está preso, e tinha acabado de ficar desempregada, e não havia nada que a demovesse.
Tanbém dizia que depois disto, com a morte do filho achava que não ia conseguir continuar com ela

Fomos-lhe dizendo aquilo que o Espirito Santo nos ia inspirando, que ainda estava a tempo de salvar o seu filho, que o filho também era dele e que só ele podia salvá.lo, que mesmo que estivesse na marquesa ele ainda podia impedi-la etc etc.

Ele disse que já não entrava alí, mas de repente pegou no telemóvel e ligou para ela, e ela ainda atendeu (ainda não estava anestesiada) disse-lhe "por favor não faças isso" e mais outras coisas que não ouvimos, e passados uns minutos ainda ele não tinha desligado o telefone vemo-lo com um olhar de grande felicidade a dizer o nome dela, era ela que estava a sair da clínica, vestindo apressadamente o casaco, veio a correr ter com ele e abraçaram-se apaixonadamente. DESISTIU! veio-se embora depois de já ir a caminho do bloco operatório.

Ainda por cima tanto ele como ela lindíssimos parecia mesmo um filme com actores à seria.

Eles os dois choravam felizes e nós as três lavadas em lágrimas também, sabem lá a nossa figura tipo "ai que coisa tão bonita", aquilo foi mesmo um quadro...

A rapariga tem óptimo aspecto e precisa dum emprego preferencialmente na zona de Santarem onde mora. Tem tambem como ele 31 anos, e 14 de experiência em estética, mas se não puder trabalhar neste ramo está disposta a qualquer coisa compatível com a sua gravidez. Tem o 9º ano completo.

Por favor se alguem souber de algo mandem-me para este mail a resposta. Ela está grávida de 6 semanas, embora tenha desistido, quanto antes a ajudarmos melhor, pois ainda está a tempo de mudar de ideias.


Muito obrigada por terem lido este e-mail
Com toda a Amizade

PPC

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Venda de Natal a favor da Ajuda de Mãe




(Clique para aumentar)

Venha visitar esta VENDA de NATAL e AJUDE A CONSTRUIR A CRECHE da AJUDA DE MÃE

É no Jardim de Paço de Arcos junto à marginal SABADO DIA 11 das 11 às 20 horas

Concerto de Natal a favor do PAV



(Clique para aumentar)

À semelhança do ano passado os coros do CL, do CUPAV, das EJNS e de
Schoenstatt juntaram-se este ano para cantar, no Concerto de Natal, a favor
do Ponto de Apoio à Vida!

Venham e tragam a família e os amigos!

Bilhetes à venda no local

Vasco Pereira Coutinho
Comunicação e Fundraising

PONTO DE APOIO À VIDA
Rua Raul Mesnier du Ponsard, nº10
1750 - 243 Lisboa
Tlm: +351 914123652
Tel: +351 217589818 I Fax: +351 217570941
www.pav.org.pt

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Academia Nacional de Medicina da Argentina confirma estatuto científico do embrião


A Academia Nacional de Medicina da Argentina considera:

Que el niño por nacer, científica y biológicamente, es un ser humano cuya existencia comienza al momento de su concepción por lo que, desde el punto de vista jurídico, es un sujeto de derecho como lo reconocen la Constitución Nacional, los tratados internacionales anexos y los distintos códigos nacionales y provinciales de nuestro país.

Que destruir a un embrión humano significa impedir el nacimiento de un ser humano.

Que el pensamiento médico a partir de la ética hipocrática ha defendido la vida humana como condición inalienable desde la concepción. Por lo que la Academia Nacional de Medicina hace un llamado a todos los médicos del país a mantener la fidelidad a la que un día se comprometieron bajo juramento.

Que el derecho a la “objeción de conciencia” implica no ser obligado a realizar acciones que contrarían convicciones éticas o religiosas del individuo (Art. 14 – 19 y cc.s de la Constitución Nacional).

Aprobada por el Plenario Académico el 30 de septiembre de 2010

Aqui

Restaurante e Decoflor, em Lagoa, apoiam Ajuda de Berço


Sábado, 18 de Dezembro · 20:00 - 23:00

Jantar convívio da DECOFLOR em parceria com o Restaurante Lamim para ajudar a AJUDA DE BERÇO.

Ofertas para os clientes e vários modos de ajudar uma boa causa num ambiente calmo e com uma óptima refeição e companhia.

Sabia que caso não possa ir ao jantar pode contribuir com donativos em géneros e deixar num espaço próprio da nossa loja, no final do ano faremos chegar os mesmos a Lisboa. Veja a lista dos produtos de maior necessidade no site da ajuda de berço ou na nossa loja

http://www.facebook.com/tiagojspacheco

Balanço sobre 3 anos de Interrupção Voluntária da Gravidez, eufemismo de aborto


Esta notícia da Rádio Renascença (1) merece-me, em notas de rodapé, alguns comentários:

Mais de 700 mulheres que fizeram abortos voluntários até meados de 2010 tinham feito laqueação de trompas para evitar novas gravidezes. Este foi o dado que sobressaiu esta tarde na audição parlamentar ao coordenador nacional sobre saúde reprodutiva.

A questão partiu do deputado do CDS-PP Serpa Oliva com dúvidas sobre o grande número de mulheres que interromperam a gravidez, mesmo fazendo contracepção
(2) . “Cerca de 11531 [mulheres] tomavam a pílula e 416 tinham laqueação de trompas em 2009, mais 325 em 2010”, disse o deputado centrista.

Jorge Branco, coordenador nacional da saúde reprodutiva e administrador da Maternidade Alfredo da Costa, explica que é menos estranho do que parece. “É o método mais seguro, é o método mais eficaz mas, mesmo assim, também falha. Não é por erro de técnica cirúrgica, falha porque o organismo tem outros mecanismos que dão a volta às dificuldades
(3) ”, refere.

Nesta audição parlamentar discutiu-se o último relatório sobre a interrupção voluntária da gravidez desde a despenalização que entrou em vigor há três anos e meio com PSD e CDS a exigirem medidas e explicações para o aumento do número de mulheres que optam por abortar e, sobretudo, o número de mulheres que o fazem mais que uma vez.

Jorge Branco diz não haver números a nível nacional mas avança com os dados da Maternidade Alfredo da Costa em 2009 e não os considera preocupantes. “Tivemos 1632 interrupções de gravidez, tivemos 78 repetentes – 4,7% -, o que não é um número alarmante. Inferir daqui que há um falhanço total do programa nacional de saúde reprodutiva é abusivo. Destes 78, apenas três tiveram três interrupções e apenas uma teve mais que três
(4) ”, diz Jorge Branco.

O responsável não tem números a nível nacional, como não tem – admite - sobre o impacto da despenalização do aborto na redução dos abortos clandestinos. Jorge Branco admitiu aspectos a corrigir, mas recusou o tom das críticas que se ouviram do PSD e do CDS-PP de que passados três anos e meio a despenalização do aborto resultou num rotundo fracasso
(5).

(1)- Se fizermos uma busca no Google Notícias veremos que só a Rádio Renascença é que se deu ao trabalho de fazer uma reportagem sobre esta audição parlamentar.

Todos os outros órgãos de comunicação social, eivados pelo espírito de esquerda que inspira a esmagadora maioria dos seus profissionais, promovem um total branqueamento destas notícias. Já não se fazem fóruns, nem debates, isso já não interessa nada.

Agora, que façam os abortos à vontade, desde que não chateiem.

Nem no tempo da censura salazarista se encontraria melhor "selecção". Afinal de contas, há que preciso garantir a boa eficácia das lavagens ao cérebro dos cidadãos.


(2)- O aborto funciona como meio supletivo de contracepção, isto é, avança se os outros falham. A utilização de contraceptivos orais e a laqueação de trompas falham, assim como falha o uso do preservativo.


(3) Na sequência do que referi em (2), se este responsável confirma que a natureza acaba por impor as suas regras, mesmo em casos onde realiza a laqueação de trompas, então, talvez fosse altura dos responsáveis olharem mais para o que o natureza diz, em matéria de cíclo fértil, em vez de insistir tanto em métodos artificiais de contracepção.


(4) É espantoso, para não dizer arrepiante ou mesmo assustador ver como este médico fala. Em termos relativos, diz, os números (pelo menos, os da Maternidade Alfredo da Costa) são animadores: 74 mulheres realizaram 2 abortos consecutivos, 3 mulheres realizaram 3 abortos consecutivos e, pelo menos, uma realizou, pelo menos, 4 abortos consecutivos.
Afinal de contas, são só números, não são pessoas e a responsabilidade e a responsabilização dos actos praticados não interessa nada, fazem parte do que o Tribunal Constitucional apelidou de "Soft Law".
O carácter irrepetível e insubstituível de cada Ser Humano é totalmente secundarizado, desde que os números, em termos relativos, sejam bons. Serão, talvez, danos colaterais inevitáveis e, por isso, irrelevantes.

(5) Quando o responsável não sabe se os abortos clandestinos baixaram ou não, quando o aborto surge como um método contraceptivo supletivo ou mesmo de 1ª linha, quando milhares de portugueses são eliminados, contribuindo para o decréscimo da população, quando milhões de euros são gastos nos hospitais com o objectivo de eliminar vidas viáveis, "só porque sim", quando se pagam subsídios de "maternidade" a mulheres que abortaram como prémio do seu aborto, não se pode deixar de concluir que estamos um "rotundo fracasso" da nova legislação.


Bem vindos ao mundo-cão !

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Textos Rádio Costa D'Oiro dias 23 a 29 de Novembro



DIA 23 DE NOVEMBRO


Num mundo conturbado de violência e desigualdade social cabe a cada um de nós despertar para a realidade que permanentemente se desenrola aos nossos olhos: a pobreza e o sofrimento.
O Centro de Apoio ao Sem Abrigo (CASA), é uma associação sem fins lucrativos, inscrita como instituição de solidariedade social e tem por objectivo levar a cabo acções de solidariedade social, em particular dar apoio, alimentação e alojamento a favor de Sem-abrigo, crianças, adolescentes e idosos socialmente desfavorecidos, vítimas de violência ou maus-tratos, independentemente da sua nacionalidade, credo religioso, política ou etnia.
Tem sede em Lisboa e delegação em Faro, pretendendo, em abrir novas delegações no Algarve, em Albufeira e Portimão.
O número de refeições distribuídas diariamente pelo Centro de Apoio aos Sem Abrigo (CASA), em Faro, no Algarve, aumentou de 80 para 500 nos últimos 14 meses. Em face deste aumento, esta associações lança no Algarve desde o dia 20 até 31 de Dezembro, uma campanha de Natal denominada «Casa Mágica Solidária» para angariar cerca de dois mil brinquedos para crianças e para oferecer um almoço de Natal e cabazes de Natal a 600 carenciados do sotavento algarvio.
Poderá encontrar mais informações sobre esta associação e as suas actividades no site www.casa-apoioaosemabrigo.org/


DIA 24 DE NOVEMBRO
Constituir família continua a ser a resposta que colhe a maioria das respostas nos estudos de opinião acerca do que as pessoas desejam para as suas vidas ou ainda o que as pessoas indicam como factor determinante para a conquista da felicidade.
No entanto, os indicadores apontam em sentido bem contrário ao dos desejos expressos em tantas sondagens e estudos de opinião:
- redução do número de casamentos ,
- elevado número de divórcios (quase 30% dos casamentos),
- significativa instabilidade nas uniões de facto,
. aumento das famílias em situação de monoparentalidade (quase 12% das famílias).
Na verdade, a realidade está bem distante da expectativa expressa, do futuro sonhado.
Mas porquê esta divergência entre a meta e o realizado?
Dizia-me um advogado com larga experiência em casos de divórcio que o que mais o perturbava ao fim de muitos anos a lidar com casais desavindos, irreversivelmente desavindos, era a verificação que o que marcava a maior parte das discórdias era um punhado de coisa nenhuma: Insignificâncias acumuladas, desencontros e contratempos, silêncios, desencantos, cansaços, que um sorriso, uma palavra, um olhar atento, um segundo de atenção e vontade, teriam eventualmente impedido que a ruptura se instalasse.
Há quem defenda que a família está em crise, que a sociedade contemporânea requer formas mais versáteis e fluidas de vida comum que melhor se adequem à transitoriedade descomprometida das relações interpessoais dos nossos dias.Contudo, a sociedade, hoje como sempre, depende de comportamentos estruturados e estabilizados, fiáveis, indutores de segurança, promotores da indispensável coesão social.
A crise estará sim nas pessoas que perderam competências de relação, que desaprenderam que amar é também intuir o outro e sentir empatia, que desconhecem e descrêem que a vida comum depende da vontade de em cada dia construir uma vida em comum.
Este texto é da autoria de Maria do Rosário Carneiro, deputada da assembleia da República.


DIA 25 DE NOVEMBRO
O livro “Un enfant pour l’éternité”, de Isabelle de Mézerac, descreve a aventura emocionante de uma mãe diante do diagnóstico pré-natal de trissomia 18, e que decide continuar com a gravidez e acolher o seu filho condenado a morrer a partir do seu nascimento.
A leitura é muito difícil; para pessoas muito sensíveis e idealistas, é realmente doloroso. É muito duro seguir passo a passo esta mãe que quer com toda a sua alma o filho que leva no seu interior, e que está condenada a chorar a sua morte inexoravelmente anunciada.
Ao ler o livro, ficamos destroçados como ela, o seu marido e os seus filhos, diante da tormenta de sentimentos contraditórios que enfrentam penosamente durante esta espera.
“Ir o mais longe possível na relação com aquele que vai morrer, inclusive por tratar-se de um filho que vai nascer, deixa-nos tempo para dar tudo, dizer tudo e autoriza-nos a reerguer a vida”.
A dada altura, Isabelle de Mézerac dá o seguinte testemunho: “aceitar os limites da medicina, sem enganar, olhar o nosso sofrimento de frente, sem pretender esquivar-se, enfrentar a morte na sua hora, sem querer antecipá-la, é tudo o que aprendi com Emmanuel, e é por isso que reergo a vida!”.
Ela também nos confia a reflexão de um dos seus filhos, na noite da morte do seu irmão pequeno: “olhou-me intensamente, e através das suas lágrimas garantiu-me que agora sabia que eu o teria amado, até ao fim, mesmo se ele tivesse tido uma mal-formação!”.
A leitura deste livro causa-nos uma impressão violenta do mal-estar que rodeia a prática e o anúncio do diagnóstico pré-natal. Diante do conhecimento de uma malformação grave do seu bebé antes do nascimento, os pais encontram-se completamente vulneráveis, perdem a sua liberdade de escolha e encontram-se nas mãos dos cuidadores, os quais geralmente lhes propõem o aborto.
No caso de malformação mortal, o aborto é o normal, e a continuação da gravidez é uma alternativa que raramente é proposta pelos médicos.
Então, fica a recomendação - uma dose de realidade e de amor realista: Isabelle de Mézerac, Un enfant pour l’éternitéVale


DIA 26 DE NOVEMBRO

Esperanza Puente é uma autora espanhola que escreveu um livor para, nas suas palavras, dar a conhecer à opinião pública uma realidade social oculta- o aborto e para que se saiba o que uma mulher sofre quando aborta, para expressar o que é esta realidade: o que se vive e se sofre antes, durante e depois de um aborto provocado.
– E o que se sofre?
Antes do aborto, quando uma mulher está grávida, continua estando só, indefesa e desamparada. Ninguém explica que opções ela tem; ou que abortar não é uma solução, mas um grande problema; que há pessoas que podem lhe ajudar em suas preocupações...
Durante o próprio aborto sente-se dor e ruptura. É como uma ferida mortal que nos deixa devastadas por dentro, física e mentalmente.
Depois de acabar com a gravidez, o que sente é abandono, silêncio e solidão. Ninguém se interessa em escutar a mulher e tentar ajudá-la em seu problema, e isso acrescenta-se ao síndrome pós-aborto que ela já sofre. Em muitos casos, sofrer em silêncio , implica transformar a mulher numa espécie de «morto vivo», com ansiedade, pesadelos, culpa e auto-punição sempre que se olha para outras crianças e se recorda o filho que não se teve.


DIA 29 DE NOVEMBRO
Fala do Homem Nascido, de António Gedeão, retirado da obra Teatro do Mundo, de 1958


Venho da terra assombradado ventre de minha mãe

não pretendo roubar nada nem fazer mal a ninguém

Só quero o que me é devido

por me trazerem aqui

que eu nem sequer fui ouvidono acto de que nasci

Trago boca pra comere olhos pra desejar

tenho pressa de viverque a vida é água a correr

Quero eu e a natureza

que a natureza sou eu

e as forças da natureza

nunca ninguém as venceu

Com licença com licença

que a barca se fez ao mar

não há poder que me vença

mesmo morto hei-de passarcom licença

com licença com rumo à estrela polar