sexta-feira, 30 de abril de 2010

Projecto Emergência Vida


Site de ajuda diante de uma gravidez imprevista



A Emergência-Vida é um projecto da Associação Emergência Social, uma Instituição Particular de Solidariedade Social que tem como finalidade activar uma rede solidária de apoio, asessoria e ajuda à mulher para superar qualquer conflito surgido diante de uma gravidez imprevista.

-Atendimento directo e acompanhamento, com voluntários formados, a qualquer mulher que se sinta só ou abandonada diante uma gravidez imprevista.

-Encaminhamento dos voluntários formados para o atendimento directo a mulheres grávidas em situação de exclusão social que requisitem a nossa ajuda.


Javier Calderón (Advogado) 217574649
Presidente da Associação Emergência Social

CONFERÊNCIA (RE)CONCILIAÇÃO FAMÍLIA / TRABALHO


A conciliação Família / Trabalho suscita actualmente um conjunto alargado e diversificado de questões de natureza complexa, com fortes implicações na vida das Famílias, no funcionamento das empresas, na organização das respostas sociais, bem como na definição de políticas, a nível nacional e local.

Tradicionalmente abordadas numa perspectiva predominantemente jurídica, em particular, no domínio da igualdade de género, as questões relativas à conciliação Família / Trabalho exigem hoje uma abordagem multifacetada, integrando diferentes domínios do saber, considerando níveis e áreas de aplicação diferenciados.

A Conferência (Re)Conciliação Família / Trabalho, organizada pelo Instituto de Ciências da Família da Universidade Católica Portuguesa, reunindo um conjunto de especialistas de diversas áreas, visa proporcionar uma oportunidade de reflexão e análise mais abrangente destas questões, nas suas diversas facetas, procurando identificar respostas mais adequadas aos problemas que suscitam, a nível pessoal, familiar, laboral e social.


Programa

9h30 – Recepção dos participantes

10h – Sessão de abertura

Manuel Braga da Cruz, Reitor da Universidade Católica Portuguesa.

Helena Rebelo Pinto, Coordenadora do Instituto de Ciências da Família.

10h15 – Conferência La mediacíon en la conciliacíon de la familia y el trabajo
Margarita Tomé


Instituto de Ciências da Família da Universidade Pontifícia de Salamanca.

11h – Pausa para café

11h 30 – Painel Perspectivas psicológicas, sociológicas e económicas no binómio Família / Trabalho

Coordenadora - Ana Nunes de Almeida Instituto de Ciências Sociais UL

Maria Teresa Ribeiro
Faculdade de Psicologia UL

Teresa Líbano Monteiro
Faculdade de Ciências Humanas UCP Portuguesa.

Francisco Sarsfield Cabral
Rádio Renascença.

13h – Intervalo para almoço

14h 30 – Painel Perspectivas jurídicas e éticas na conciliação Família /Trabalho

Coordenadora - Ana Martins
Tribunal Constitucional

Guilherme Oliveira
Faculdade de Direito UC

Maria do Rosário Palma Ramalho Faculdade de Direito UL

João César das Neves
Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais UCP


16h – Pausa para café

16h30 – Painel Políticas e boas práticas no domínio da conciliação Família / Trabalho

Coordenadora - Eugénia Gambôa
Instituto de Estudos Políticos UCP

Maria do Rosário Carneiro
Instituto de Ciências da Família UCP

Nuno Brito
Electricidade de Portugal

Maria Dolores Monteiro
Câmara Municipal de Vila Real

17h45 - Encerramento

Isabel Capeloa Gil,
Faculdade de Ciências Humanas UCP

Helena Rebelo Pinto
Instituto de Ciências da Família UCP


Inscrições:
50 euros
Estudantes: 25 euros

Informações:
Secretariado do ICF
Ana Morais
amorais@fch.lisboa.ucp.pt
Tel: 217214202

Feto de 22 semanas sobrevive 24 horas após aborto na Itália

Aqui e aqui

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O aborto não é solução.



(Clique nas imagens para aumentar)

Na edição do 24 horas desta última 5.ª-feira, 22/04/2010, um artigo, com chamada de capa e desenvolvimento nas páginas 8 e 9, tocou-me muito.
Lena Coelho e Teresa Miguel, membros de uma banda que fez furor na década de 80, as Doce, partilharam o seu drama publicamente. Teresa Miguel, que foi entrevistada por Eládio Clímaco, no "Há Conversa" na RTP Memória, disse "Às vezes choro porque acho que matei o meu filho. Tenho uma mágoa muito grande pelo que fiz. Fi-lo para não prejudicar o grupo". E afirma que o maior desgosto que tem é não ter filhos.
Lena Coelho, que revela ter feito três abortos, afirma que o aborto é a pior coisa que uma mulher pode fazer na vida e que durante anos chorava perdidamente, designadamente quando via roupa de bebé nas montras.
Ao contrário do que alguns activistas pró-aborto querem fazer crer, o aborto, é uma violência extrema contra a própria mulher. Estes sentimentos aqui descritos persistem e afectam a felicidade da mulher que praticou o aborto.
Além da lamentável perda de vidas que o aborto provoca, já por si suficiente para o mesmo não ser aceitável, há ainda esta dor imensa que as mulheres sofrem ao passar por esta experiência, a culpa que as persegue...
E o ser humano não é um computador... não consegue simplesmente fazer "delete"...
Ao ler este artigo senti um profundo desejo de que estas conhecidas cantoras possam ter apoio para ultrapassar esta dor e carga... Por mim, tenho bem certo que tal como outros graves actos, também este acto pode ser perdoado. Acredito num Deus que me perdoou e que quer perdoar e que demonstrou isso enviando Jesus. Creio que quando alguém manifesta a Deus verdadeiro arrependimento Ele está de braços abertos... e pronto a limpar toda a lágrima...
E acredito também que os sentimentos de Deus são feridos sempre que são feitas más escolhas, porque no fundo Ele está interessado na verdadeira felicidade do ser humano...
Esta sociedade tem de mudar! O aborto não é solução... As mulheres merecem melhor!
Os políticos, em vez de criarem leis que pagam às mulheres para abortar, devem criar leis que apoiem as mulheres na sua maternidade...
Luís Lopes

1000 amigos do Vale de Acór

Caros “amigos”

Vamos começar uma campanha aqui no Vale de Acór - http://www.a-valedeacor.pt/ - “1000 Amigos em 2010”.
O objectivo da campanha é aumentar o nº de amigos / rede de contactos do Vale de Acór, para posteriormente divulgar a associação e o trabalho que por aqui se vai fazendo.
Também será pedido um apoio "muito simbólico” a estes novos amigos ou a outros que através de vocês tenham chegado a nós. Só preciso do vosso nome e morada … e claro boa vontade!
Para quem não conhece o Vale de Acór, aqui fica uma breve descrição de quem somos e o que fazemos.
A Associação Vale de Acór é uma Instituição Particular de Solidariedade Social que trabalha desde 1994 na recuperação de toxicodependentes.
A sua missão é lutar eficazmente contra a dependência de drogas e álcool, propondo como alternativa a redescoberta da Vida, uma oportunidade dada ao Homem para ser feliz.
Fazemo-lo através de uma intervenção educativa e terapêutica, em 2 etapas:
1º na nossa Comunidade Terapêutica, que está devidamente licenciada junto do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) e tem 77 camas protocoladas.
2º na fase de Reinserção Social, acompanhando o consolidar do novo estilo de vida. - uma Nova Vida.
Acolhemos e reinserimos os “novos pobres” da nossa sociedade, ou seja, pessoas sem comunidade que são colocadas face à impotência ou falência de si mesmas e, por isso mesmo, incapazes de activar os seus recursos pessoais para reagir de um modo construtivo: são eles toxicodependentes e alcoólicos sem suporte social, toxicodependentes com problemas psiquiátricos e toxicodependentes reclusos e ex–reclusos.
Aqui oferecemos-lhes um espaço de pertença, de atenção personalizada e tratamento especializado, independentemente de poderem pagar os custos previstos. Aqui propomos um CAMINHO PARA VOLTAR A SER PESSOA.
Utilizamos um método terapêutico denominado Projecto Homem, que se diferencia fundamentalmente por levar ao reencontro da pessoa consigo mesma, com os seus problemas e as suas potencialidades, recuperando o respeito por si próprio e aprendendo a viver em sociedade, com a dignidade inerente ao facto de ser Homem.
A nossa intervenção é caracterizada em diferentes etapas e sectores. Temos a trabalhar diariamente uma Equipa de Intervenção Directa, um sector de Primeiras Entrevistas, uma Comunidade terapêutica, uma Reinserção Social, um sector das Famílias e ainda temos uma Intervenção regular em vários Estabelecimentos Prisionais.
Para fazer face as nossas despesas, e podermos realizar os diferentes projectos desta associação, estamos empenhados na realização de um trabalho de ”Fundraising”, do qual gostaríamos muito de poder contar com a SUA ajuda.
Desde já muito obrigado por ler este mail até ao fim. Fico à espera da sua resposta.
Agora, só preciso do SEU nome e morada, que agradeço que envie para o seguinte e-mail: misabelvca@gmail.com
Isabel Castro
(recebida por e-mail)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

MOVIMENTO CÍVICO "PLANTAR PORTUGAL"




O movimento cívico Plantar Portugal agendou para 23 a 28 de Novembro a Semana da Reflorestação Nacional, para a qual está a apelar à participação dos municípios e de voluntários.

A data foi avançada pela coordenação nacional (criada por participantes na iniciativa Limpar Portugal), que pede aos portugueses para “plantar com respeito pela biodiversidade e pelas espécies autóctones”.

Segundo Hélio Lopes, um dos promotores, a organização pretende começar já a criar bancos de árvores por concelhos e por equipas que serão depois utilizados na semana nacional.

O representante disse à Lusa que a “plantação massiva” servirá também para compensar os habituais incêndios de Verão.

O Plantar Portugal conta com o apoio do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade e instituiu este ano o Prémio Árvore de Cristal, entregue no mês passado ao arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles.

Para se juntarem a esta causa e a procederem à sua inscrição neste movimento deverão dirigir-se ao site: www.plantarportugal.org

19 mil abortos só em 2009


Em 2009, 19 mil mulheres interromperam a gravidez. Destas, 1,8% fizeram-no duas vezes naquele mesmo ano.


Das 19 mil mulheres que abortaram voluntariamente em 2009, 340 fizeram-no duas vezes nesse ano. E 890 já tinham feito um aborto no ano anterior. Números que podem aumentar.


Dados da Divisão de Saúde Reprodutiva da Direcção-Geral da Saúde (DGS) indicam que das 18 951 mulheres que fizeram interrupção voluntária da gravidez (IVG) em 2009, 1,8% fizeram-no por duas vezes e 4,7% já tinha recorrido a esta prática em 2008.


Fonte: DN

domingo, 25 de abril de 2010

25 de Abril, devolver a liberdade às Famílias!


A regulamentação (Portaria nº. 196-A/2010 de 09 de Abril) da lei (60/2009 de 06 de Agosto) nacional sexualista continua a intolerável intromissão do estado na esfera de autonomia das famílias.

1. Perguntámos aos autores do modelo de educação sexual imposto nas escolas, Daniel Sampaio e Margarida Gaspar de Matos, o que permite pensar que o seu modelo vai dar bons resultados; nunca responderam e no seu livro remetem-nos para “obras” inéditas, e páginas internet de vendedores de preservativos ou do maior operador privado da indústria do aborto.

Consideramos esta ausência de resposta um mau presságio numa matéria tão delicada como a educação sexual dos nossos filhos. Não se pode dar como certas e ensinar aos jovens matérias que, até do ponto de vista científico, são controversas.

2. Perguntámos ao Director Geral de Saúde qual o efeito da distribuição massiva de contraceptivos hormonais nas escolas, a miúdas menores de idade, sem sequer haver conhecimento da parte dos pais.
Respondeu-nos com um estudo totalmente desacreditado (Marchbanks 2002), em vez de citar a declaração da OMS (2005 e 2007): os contraceptivos hormonais combinados são cancerígenos nos humanos (grupo 1).

Custa dar estas pílulas e informação a quem quer, e respeitar quem não quer?

3. Perguntámos ao Sr Presidente do Parlamento qual o país com modelo igual ao nosso, e onde promoveu a diminuição da gravidez e do aborto.
Agradou-nos a prontidão e simpatia do Dr Jaime Gama, mas ambas as perguntas tiveram resposta negativa.

4. Os deputados que fizeram esta lei assimilaram "democracia" a "ditadura da maioria" demonstrando pouco respeito pelo direito à diferença e pelo direito de escolha dos pais.

Custa dar esta “educação experimental” a quem quer, e respeitar quem acha que os filhos são mais do que ratos de laboratório?

5. Apelamos ao Primeiro-ministro e todos os ex-Presidentes da República que nem se dignaram responder.

Custava-lhes dizer que deveria poder ter esta "educação" quem a quer, e ser respeitada a opinião de quem não quer?

8. Nós agimos em nome de crianças, de crianças que criamos, cuidamos, sustentamos, amamos e para as quais queremos mais. Queremos dar a educação que, como pais entendemos ser a melhor e não a educação que sectores da sociedade ou determinadas correntes ideológicas ou pseudo-científicas acham que é melhor ser dada aos nossos filhos.

9. Queremos mais do que a manta de retalhos "estudada", aprovada e regulamentada por pessoas que não respeitam as conquistas de Abril, o direito à liberdade, à liberdade de escolha e à liberdade de educação por parte dos pais.

Nós amamos. Nós criamos. Nós pagamos. Nós educamos.

O estado não ama. O Estado não cria. O Estado não paga. O Estado não vai educar.

Portugal, 25 de Abril de 2010

Visite o site http://www.plataforma-rn.com/ e adira já à LISTA DE CIDADÃOS


[Pela liberdade de educação, o direito e o dever de os pais educarem os seus FILHOS].

sábado, 24 de abril de 2010

Está decidido: "casamento" entre pessoas do mesmo sexo? NÃO !!!

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA VAI VETAR A LEI QUE PERMITIRIA O "CASAMENTO" GAY.
Contrariamente ao que muitos dos apologistas do “casamento” gay queriam dar a entender, o casamento (apenas permitido entre homem e mulher) não é contra a constituição.
A notícia aqui.

sexta-feira, 23 de abril de 2010



Rubrica Algarve pela Vida

Semana: 20/04/10 a 26/04/10



Dia 20 - Foi publicada, recentemente, em Diário da República, a portaria que regulamenta o regime de aplicação da educação sexual em meio escolar. Não é fácil agradar a Gregos e a Troianos e é claro que esta lei não está isenta de críticas. Novamente, há questões que devem ser lançadas. Em primeiro lugar, não seria a “Educação da Sexualidade” um termo mais correcto, visto que educar a sexualidade é muito mais do que informar?
A recente lei preocupa alguns pais e professores atentos, visto que muitos professores não estão formados para dar a dita formação e sobretudo, porque os pais são muito pouco envolvidos nesta matéria.
A primeira preocupação das escolas e do Ministério da Educação não deveria ser a de (in)formar os alunos acerca da sexualidade, numa perspectiva que tem sido quase sempre a higienista, a da prevenção de D.S.T. e a da gravidez precoce (com toda a validade que têm), mas, primeiramente, a de procurar que os pais pudessem ser (in)formandos sobre esta matéria, podendo eles mesmos optar pela teoria e pela visão que fosse mais conforme os seus valores e que fossem os primeiros a iniciar a educação da sexualidade. Falar e educar a sexualidade toca com valores tão importantes como os do compromisso, da fidelidade, da vida, entre outros. Na nossa Sociedade, neste campo, há muitas rupturas e nem todos concordam com o mesmo paradigma. Espera-se que a articulação escola-família seja efectivamente realizada, com clareza e verdade.
Em anexo à portaria, constam conteúdos curriculares importantes e que podem, em falsas abordagens, gerar confusão nos educandos, a saber, “família”, “contracepção”, “planeamento familiar” (no 2.º ciclo?), “interrupção voluntária da gravidez”/“aborto”. Com que critérios éticos e morais se abordarão estes conceitos?
Espera-se bom senso, atendendo a que a educação da sexualidade não é o mesmo que a educação alimentar ou a actividade física.
Como antes seria imprescindível, agora mais o é, antes de matricular um filho na escola, pedir o seu Projecto Educativo e questionar o Director da Escola sobre o que a escola tem para oferecer aos seus alunos e como pretende envolver os pais.

Dia 21 – No próximo dia 23 de Abril, às 21 horas, a Associação Família e Sociedade organiza, no hotel “Corinthia Lisboa”, uma conferência subordinada ao tema: “Educar o carácter, Educar para amar.”Para tal evento, foi convidado o casal Vélez, pedagogos de grande nível e “pais” do programa de educação da sexualidade Protege Tu Corazón que se estende hoje a 18 países de todo o mundo – América, Europa e Ásia – e marcou já a vida de mais de 150.000 adolescentes.

Juan Francisco é engenheiro e tem um mestrado em Administração de Empresas. María Luisa, comunicadora social, jornalista, especialista em imprensa feminina. Ambos tiraram um curso de orientação familiar na Universidade de Navarra.

São originários da Colômbia, mas vivem em Monterrey, no México. Têm 7 filhos, entre os 30 e os 17 anos. Casal unido e complementar, decidiram combinar as duas paixões que têm: a família e a educação. Foi em 1993 que fundaram o programa de educação para pais, professores e adolescentes, Protege tu corazón.

O programa Protege Tu Corazón tem como objectivo principal apoiar a formação do carácter e da sexualidade de adolescentes.Esta conferência será, seguramente, um momento de grande enriquecimento pessoal para todos os que a ela assistam e dirige-se a todos aqueles que tenham interesse por este tema de tanta actualidade e/ou pretendam conhecer melhor o programa PTC Protege Tu Corazón.


Dia 22 – Sobre a infertilidade pouco ou nada se fala e o paradigmático é que o Governo em Novembro de 2007 anunciou com alguma satisfação; que todos os casais com problemas de fertilidade, iriam ter comparticipação total nos tratamentos.

Na verdade esses mesmos casais em 2009 vêem-se obrigados a recorrer a empréstimos, a vender o carro, a trocar de casa; e por estes exemplos pode-se verificar o desespero em que se encontram, pois só querem realizar o sonho de constituir uma verdadeira família e ter um filho, esta é definitivamente uma questão de saúde pública, que seria totalmente evitável se o governo cumprisse com o que prometeu, é importante saber que não é a sociedade que está a pedir; foi o Governo que disse que o faria. Não é justo para os casais, estarem sentados a assistir ao compasso do relógio biológico, reduzindo cada vez mais as possibilidades de uma gravidez com sucesso. Podemos pensar: "Mas porque é que estes casais não adoptam?”

Na verdade; “O tempo de espera para a adopção duplica; existem casais que estão em lista de espera há cinco anos.” Portugal é dos países com a população mais envelhecida na Europa. E mesmo assim parece não se importar com esta realidade. Adaptado de Henrique Cardador

Dia 23 – Segundo Miguel Cervantes “A liberdade é um dos dons mais preciosos que o céu deu aos homens. Nada a iguala, nem os tesouros que a terra encerra no seu seio, nem os que o mar guarda nos seus abismos. Pela liberdade, tanto quanto pela honra, pode e deve aventurar-se a nossa vida.”
Viver em liberdade é viver a liberdade com respeito, consciência e responsabilidade.
O Homem é livre; mas ele encontra a lei na sua própria liberdade. (Simone de Beauvoir)

Dia 26 – A eutanásia é mesmo uma opção razoável?

As dores e o sofrimento de um paciente têm de ser prolongados a fim de preservar a vida, sem olhar a qualidade dessa vida?

Para David Cundiff, nenhuma dessas situações é necessária. Os pacientes podem viver os seus últimos dias com um relativo conforto, com o amor e o apoio da família, dos amigos e dos profissionais de saúde. A Eutanásia não é a Resposta mostra como os doentes terminais, em especial os que sofrem de cancro ou SIDA, podem viver com conforto e dignidade até à morte. Demonstra como o uso adequado dos modernos medicamentos para a dor pode aliviá-la e impedir o desespero que solicita a eutanásia. E como o serviço dedicado prestado pelos hospitais de retaguarda pode possibilitar que aqueles doentes levem uma vida com significado até ao fim.

Uma obra escrita com inteligência e profunda compreensão baseada na experiência pioneira do autor em termos de cuidados de hospital de retaguarda. Mas, sobretudo, redigida com sensibilidade e respeito.

Utiliza casos reais e uma convincente análise médica e socioeconómica. Livro fundamental que acrescenta uma nova dimensão à preocupação que a sociedade denota pela dor e sofrimento dos moribundos, esclarecendo as questões-chave associadas à eutanásia e aos hospitais de retaguarda, apresentando-os numa nova perspectiva, mostrando que a abordagem de pacientes terminais deve passar, necessariamente, pela prestação de apoio carinhoso e no alívio da dor, em contraponto a uma medicina «heróica» baseada em tecnologia de ponta.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Beatice pró-gay já se começa a manifestar


Ainda o diploma que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo não foi promulgado e, na área da educação, já se começam a fazer sentir os Torquemadas da Inquisição pró-gay.


Trata-se de uma reacção já esperada, à semelhança do que tem vindo a acontecer em vários estados dos EUA que legalizaram o CPMS.


Neste caso, essa histeria aborda a questão pela negativa, isto é, trata-se de criticar a alegada "homofobia" de um professor de Direito Constitucional.

No futuro, a dita histeria abordará a questão pela positiva, isto é, pela imposição da ideologia pró-gay aos alunos de todas as escolas.


De facto, este teste do 1º ano da Faculdade de Direito de Lisboa da autoria do Prof. Paulo Otero tem vindo a causar grande polémica, tal como se pode constatar aqui e aqui.





Para mim, porém, as questões abordadas pelo Prof. Paulo Otero no seu teste parecem-me muito pertinentes e oportunas.


Se olharmos para a fundamentação dos 2 últimos acórdãos do Tribunal Constitucional em matérias fracturantes com a lei da IVG e o CPMS pode-se constatar que o mesmo consagra um clara subordinação do Direito aos interesses, ao pragmatismo e ao relativismo próprios de uma sociedade dita “pluralista”.

Segundo a recente jurisprudência do TC, a Constituição (ao contrário do que era defendido pelos Profs. Paulo Oteiro, Jorge Miranda e Freitas do Amaral) não consagra a priori conceitos, não impõe a imutabilidade de institutos jurídicos milenares, antes adapta-se ao desejo, à vontade e à liberdade subjectiva de cada um. A este propósito, é interessante ver que o último acórdão do TC fala inclusive na consagração de um novo tipo de direito a que chamou o “Direito Soft”, onde tudo é permitido desde que não se afecte a liberdade de outro que pense e actue de forma contrária daquele.

Neste novo enquadramento da recente jurisprudência constitucional, a meu ver, o teste do prof. Paulo Otero aborda 2 questões interessantes.
1) Qual o limite deste novo “Direito Soft”? Até onde é que a Constituição condicionada aos direitos subjectivos de cada indivíduo vai ? Permitirá a Constituição, entendida nesta perspectiva, o casamento entre um homem e um animal ? A resposta, como é óbvio, é negativa.

2) Já num nível próximo do limite, mas ainda dentro das novas possibilidades abertas por esta nova jurisprudência relativa do TC, encontra-se a questão do casamento poligâmico.

Aí, já parece que, nessa perspectiva subjectivista e de jurisprudência dos interesses, a constituição poderia eventualmente ser permissiva caso tal correspondesse a uma corrente social, cultural e religiosa, ainda que minoritária.

Se já nada é pré-concebido, se da Constituição, em matéria de costumes, já não se podem retirar definições, princípios ou até mesmo meras orientações, ainda que numa perspectiva de interpretação sistemática (isto é, entre os vários artigos da Constituição), logo, tudo se resumirá à maior ou menor capacidade argumentativa para defender e fazer consagrar os direitos decorrentes dos desejos individuais de cada cidadão.
"o mundo para nós tornou-se novamente infinito no sentido de que não podemos negar a possilidade de se prestar a uma infinidade de interpretações"
in Nietzsche «Nosso novo infinito-
A Gaia Ciência»
Não era isto que queriam ?

A NÃO PERDER!

Conferência Família Hoje

Conferência "Família, hoje"
Porto, 5 de Maio de 2010
Ver programa aqui
Organização: Confederação Nacional das Associações de Família

Um sexto do futuro de Portugal lançado fora

Não diremos - ainda - que um em cada seis portugueses se encontra desempregado.Infelizmente, é bem pior do que isso!
Na verdade, um sexto dos portugueses [1]..... é muita gente
- seriam 1.775.462 vidas... é muito Produto Interno Bruto
- 21.993 milhões de euros ao ano ...
corresponde a 3.306 efectivos das forças armadas, 717 praças, 1.657 sargentos, 918 oficiais superiores, 14 oficiais-generais.. corresponde a 44.359 alunos no ensino pré-escolar... e 2.947 vagas de professores...
corresponde a 83.098 alunos do 1º ciclo...
e 5.871 vagas de professores...
corresponde a 173.011 alunos do 2º, 3º ciclo e nível secundário...
e 20.501 vagas de professores...
corresponde a 62.819 alunos no ensino superior...
e 5.897 vagas de professores... representa muito consumo das famílias a animar a economia - 17.078 milhões de euros ao ano... representa muitas pensões de reforma - 570.657 beneficiários apoiados.
Na verdade, com quase 20.000 abortos promovidos pelo Estado num país onde já não chegam a nascer 100.000 bebés por ano, lançamos fora um sexto do nosso futuro.
(...)
Precisamos de Cidadãos, de Instituições, de uma Constituição,de Políticos respeitadores da Vida, da Cultura Humanista,do projecto de Felicidade que cada português alimenta no seu coração.....
(...)
1 - cf. estatísticas Pordata
Fonte: PPV

quarta-feira, 21 de abril de 2010

FESTA AJUDA DE MÃE NOS ALUNOS DE APOLO - 23/ABR 22H00




VENHA DANÇAR POR UMA BOA CAUSA NOS ALUNOS de APOLO


DIA 23 DE ABRIL ÀS 22H


Programa:


22.00h - Início


23.00h – Aula cha cha cha


02.30h – Final

Os lucros desta festa, irão reverter para a Ass. Ajuda de Mãe (www.ajudademae.com), que apoiamulheres grávidas em situação de risco e seus filhos. A sua presença é importante.

Caso esteja interessado/a faça a sua reserva através da conta NIB 0033 000045393046933 05, titulada por Ana do Carmo de Bragança Pereira da Silva, transferindo a quantia de 24 €,até ao dia 22 de Abril (inclusive).


Agradece-se a confirmação da respectiva transferência para o e-mail festas.anico@gmail.com ou pelo telemóvel 91868 37 18, a fim de constar numa lista de presenças.


Lotação limitada




(Recebido por correio electrónico.)

Sid, o rapaz da ciência e Little Einsteins


Em face da inevitabilidade dos desenhos animados, tenho aqui várias vezes destacado algumas séries infantis de qualidade, tais como Noddy, Vila Moleza ou Ruca.


O ideal será que essas séries além de apelativas, sejam também educativas e é indispensável que os pais façam uma boa monitorização desse visionamento.


Essa monitorização deverá ter 2 objectivos:

- Garantir uma supervisão e uma selecção eficaz do que é visto pelos filhos.

- Potenciar e explorar o conteúdo educativo de alguma séries infantis a favor da educação e formação dos miúdos*.


*Por exemplo, em minha casa, a minha filha mais nova passou a comer pratos de cenoura ralada depois de ver um episódio de Vila Moleza onde se destacava a importância dos legumes. Mas, é claro, tivemos que ser nós, depois, a propor-lhe uma forma de concretizar o propósito de comer mais legumes.


Assim, aqui ficam mais 2 séries, neste caso, infantis e ambas dobradas em português:


- Little Einsteins, da Disney (disponível no canal Disney) que, para além de educação para a música, fala também dos vários países do mundo e das suas culturas (ver link aqui).


- Sid, the Science Kid (disponível na RTP 2, de manhã) que aborda de forma divertida a educação para a ciência (ver link aqui).

Aqui fica um excerto, na versão brasileira.



Plataforma Resistência Nacional questiona escolas sobre Kit da APF

A Plataforma-RN, começou hoje a enviar às escolas e-mails, com as perguntas abaixo, que quer ver respondidas.

"Desde Setembro do ano passado, 1100 escolas já encomendaram kits de Educação Sexual à Associação para o Planeamento da Família (APF)" (DN, 23/01/2010)

Exmo(a). Senhor(a) Director(a),
Ao abrigo dos artigos 7º, nº1 alínea a), 64º, nº1 e 65º, nº1 do C.P.A., vimos pela presente solicitar resposta às questões que abaixo colocamos:
1. SE COMPRARAM O KIT DA APF?
2. SE PENSAM VIR A COMPRAR O KIT DA APF?
3. SE VÃO USAR O KIT DA APF?

Antecipadamente agradecidos pela melhor atenção dispensada ao assunto.

domingo, 18 de abril de 2010

Os efeitos nefastos da pornografia


Entrevista ao Prof. Dr. João Eduardo Bastos Malheiro de Oliveira é Doutor em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).


A pornografia e a intensa sensualidade presente na mídia impressa, TV e Internet podem ser associados a distúrbios na área da afetividade?

Evidentemente que, quando o impulso sexual é estimulado precocemente nos jovens e eles não têm ainda a fortaleza para lhes ajudar a dizer NÃO, nem a prudência para apontar-lhes a verdadeira finalidade desse impulso – fim procriativo e fim unitivo –, naturalmente a satisfação sexual estará associada a uma finalidade errada – o satisfação do próprio EU, tornando-os mais egocêntricas do que já são – e a um vício sem lógica, que a levará a querer sempre mais, muitas vezes, até à exaustão e a desordens aberrantes, como eram os vomitórios romanos. Isto vai acarretando no atrofiamento da vontade – a qual só se desenvolve quando a afetividade é direcionada para o OUTRO – e conseqüentemente tornando o jovem incapaz para o amor, a felicidade e para a experiência da verdadeira liberdade.
Uma sexualidade separada do amor traz a grande chaga do desamor: a incapacidade de se entregar a alguém, pois a pessoa simplesmente não desenvolveu essa potencialidade e essa linguagem na infância. Não entendendo a linguagem do amor, o sexo sempre será visto como fonte de mero prazer e, dentro deste contexto, fica fácil entender a explosão dos vários desvios afetivos que apareceram nos últimos anos na sociedade: homossexualismo, lesbianismo, etc., que não são nada mais do que buscas de prazer para si, dentro de um grande egoísmo mútuo.
Um último problema ligado à afetividade é que, quando o homem não é educado para o verdadeiro amor ou amor real, e se deixa iludir pelo mero amor sentimental, ele vai experimentando com o tempo um vazio existencial (Victor Frankl), pois nada o preenche.
Este vazio gera depois várias desarmonias psíquico-existenciais como ansiedade, depressão, angústia, pois a vida vai ficando sem sentido. Depois, esses sofrimentos são ainda ampliados com as diversas contrariedades e dificuldades que a vida traz consigo. Como essas pessoas não estão preparadas para enfrentá-las, porque são fracas, sofrem muito com os diversos fracassos profissionais, familiares e até religiosos. Falta-lhes a força de vontade que só tem quem alcançou a força do amor, um amor que conseguiu pular a barreira do egoísmo, deixando-o para trás, e olhando para o transcendente.
Em geral, aquelas pessoas vazias tornam-se, depois, uma autêntica cruz para os demais, pois suas fraquezas ou tristezas só são diminuídas quando conseguem fazer sofrer também aos que estão à sua volta.


Cartão vermelho à violência doméstica





"O primeiro passo para prevenir a Violência Doméstica é a sensibilização, a capacidade para a detectar e a consiciência crítica para não a tolerar. Por estas razões, um dos principais objectivos da actual campanha é o aumento da consciencialização dos/as cidadãos/ãs sobre este tipo de violência e o envolvimento da sociedade num compromisso público para a sua erradicação.
Esta campanha visa uma actuação mais directa, transmitindo à/ao agressora/agressor uma mensagem inequívoca: a sociedade está alerta e defenderá de forma veemente a vítima.
A ideia-símbolo da Campanha Mostra o Cartão Vermelho à Violência Doméstica pretende ser o reflexo da repulsa social contra o maltrato, por ser um gesto conhecido de toda a sociedade e, particularmente, no âmbito desportivo: quem não joga “limpo”, fica fora desta sociedade. Cada gesto que mostre o Cartão Vermelho traduzirá a reprovação que todos e todas fazemos do maltrato.
Esperamos que o simbolismo do Cartão Vermelho se generalize e se converta num recurso partilhado de toda uma sociedade que não tolera as agressões e que, de nenhum modo, é cúmplice do maltrato".

Fonte: Portal da Igualdade e Maltratozero

sábado, 17 de abril de 2010

Contra o absentismo e a passividade

A propósito da enorme apatia e desânimo que se verifica na sociedade portuguesa, lembrei-me deste diálogo entre um professor universitário e um dos seus melhores alunos.
O encontro deu-se num sábado de manhã e o motivo era saber a razão pela qual um dos melhores alunos passou a faltar às aulas e a desinteressar-se por completo dos estudos.
O diálogo é interessante porque os argumentos do aluno são fortes: razões de natureza pragmática, pessimismo, impotência, incapacidade, conformismo, passividade, gozar a vida.
Nas instituições de solidariedade social, nas associações de defesa do consumidor, nos próprios partidos políticos, faltam cabeças e mãos para trabalhar.
E assim com tanta passividade e absentismo o mundo vai, a pouco e pouco, avançando para o abismo.

Quanto têm custado aos Portugueses os abortos da nova lei?

Abortos cirúrgicos nos privados e por via química no Estado

Um aborto cirúrgico custa ao estado mais cem euros do que um aborto feito com medicamentos. O método cirúrgico é usado em mais de 95% das intervenções feitas por privados, enquanto nos hospitais do Estado a quase totalidade dos abortos faz-se com recurso a medicamentos: mais de 96% dos casos.

O Estado gastou, em 2009, mais de sete milhões de euros com as quase 19 mil interrupções feitas por opção da mulher. Este número não inclui casos relacionados com doenças graves, malformações ou gravidezes resultantes de violação.

É na Região de Lisboa e Vale do Tejo que são feitas mais interrupções por opção da mulher. Representam quase 55% do total, mais de dez mil, enquanto na Região Norte a percentagem é de 20%. A região do país com menos casos é a dos Açores, com 56 ocorrências.
Os dados indicam que a maioria das interrupções é feita por mulheres entre os 20 e os 34 anos, mas, em mais de 11% dos casos, são jovens entre os 15 e os 19. Em quase 19% dos casos, a mulher é descrita como “trabalhadora não qualifi cada”. Logo a seguir, aparecem pouco mais de 17% de mulheres desempregadas e, depois, estudantes, que totalizam, outros 17%.
De acordo com o relatório da DGS, 1230 mulheres recorreram ao aborto pela segunda vez. Destas, 340 fizeram duas interrupções no ano de 2009 e 890 mulheres tinham feito um aborto no ano anterior.

A Clínica dos Arcos, em Lisboa, é responsável pela quase totalidade das intervenções realizadas em privados.

Daqui.

Bastonário denuncia práticas repetidas de aborto

O bastonário da Ordem dos Médicos revela que a prática do aborto em Portugal está a ser usada como método de contracepção.

Pedro Nunes mostra-se preocupado com o aumento do número de interrupções voluntárias da gravidez em 2009. Subiram para 19 mil, ou seja, mais um milhar do que no ano anterior.

Uma em cada quinze mulheres realizou um aborto a pedido pela segunda vez. “O aborto pode ter entrado na prática e nos hábitos dos portugueses como um outro método anti-conceptivo e, a médio prazo, vamos ter um programa. Ou seja, não estamos a lutar para que o aborto deixe de existir, para que passe a ser uma raridade, mas estamos a implementar um sistema de facilitismo porque, aconteça o que acontecer, os actos da sua vida e as suas decisões não têm problema nenhum”.

“Em última análise” – conclui o Bastonário da Ordem dos Médicos – “há sempre alguém que resolve, em última análise há sempre o Estado que paga, em última análise há sempre o Estado que monta os serviços para resolver a falta de seriedade com que se vive a vida.

O Bastonário defende que está na altura de criar medidas dissuasoras que podem passar por multas. “As medidas dissuasoras que podem ser tomadas vão desde medidas de natureza educacional, de detecção desses casos e chamada de atenção dessas pessoas, até medidas de natureza punitiva, desde as multas até à frequência compulsiva de cursos”.

Director-geral de Saúde nega aborto como contraceptivo

Em resposta a estas declarações do Bastonário da Ordem dos Médicos, Francisco George, Director-geral de Saúde, diz que o aborto não deve ser usado como método contraceptivo e dá exemplos das orientações dadas aos serviços. “As normas obrigam a que, depois deste acto, as consultas de planeamento familiar e os métodos contraceptivos sejam uma indicação formal, que todos os serviços são obrigados a prestar quando a mulher faz essa interrupção”.

Francisco George foi ainda confrontado com outra sugestão do Bastonário dos Médicos. Pedro Nunes diz que é preciso fazer uma auditoria sobre os métodos utilizados na interrupção da gravidez.

É que, enquanto no sector privado quase todos os abortos são feitos pelo método cirúrgico, no sector público acontece o inverso e é quase sempre usado o método químico. O Director-geral de Saúde diz que já há auditorias feitas “pela Inspecção-geral das Actividades em Saúde”, mas não revela os resultados.

Daqui.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

PROBLEMÁTICO: Número de abortos está a aumentar em Portugal

Ler notícias aqui:

- Número de interrupções da gravidez aumentou em 2009;

O número de abortos registados aumentou de 2008 para 2009. De acordo com um relatório da Direcção Geral da Saúde, o número de interrupções voluntárias da gravidez rondou, no ano passado, 19 mil, mais um milhar que no ano anterior.
(...)
Os dados ofi ciais revelam ainda que uma em cada quinze mulheres realizou aborto a pedido pela segunda vez, uma situação que é fortemente criticada pelo director do Serviço de Obstetrícia do Hospital de Santa Maria, Luís Graça: “É uma situação que lamentamos. A meu ver isto signifi ca uma grandíssima falta de informação sobre os métodos anti-conceptivos, e até uma falta de respeito da mulher pelo seu corpo. Nós aceitamos sempre, como o povo diz, à primeira qualquer
cai, à segunda cai quem quer, por isso é aceitável para que se tenha de resolver uma situação de uma gravidez inesperada por as pessoas não estarem a fazer anti-concepção devida. Mas uma segunda, terceira ou até quarta interrupção no mesmo ano, como já aconteceu, significa um desrespeito destas mulheres por si próprias”.
Luís Graça defende que a lei devia ser alterada para impor o pagamento de taxas moderadoras em casos de aborto, sobretudo, quando as mulheres pedem para interromper uma segunda gravidez.
O número de interrupções voluntárias de gravidez (IVG) continua a aumentar e em algumas unidades de saúde o crescimento é significativo. No Hospital de Amadora-Sintra, por exemplo, houve um acréscimo de 23 por cento no primeiro semestre deste ano; na Clínica dos Arcos (Lisboa), o crescimento foi de 16 por cento até Agosto passado; e no Hospital de Garcia de Orta (Almada), o aumento global foi de cerca de dez por cento.
A Região Autónoma da Madeira registou este ano 235 casos de interrupção voluntária da gravidez, um aumento de 35 por cento relativamente a 2008, segundo fonte oficial.

Textos desta semana da rubrica da rádio Costa D'Oiro



Semana: 13/04/10 a 19/04/10

Dia 13 - É imprescindível que os pais se formem no sentido de estarem mais bem preparados para educar os seus filhos. Neste processo, é saudável que possam ter a oportunidade de pensar e reflectir sobre os estilos parentais que são, normalmente, apontados como três: o autocrático, o permissivo e o democrático.
Pais autocráticos são aqueles que desrespeitam as suas crianças, criticam-nas permanentemente e culpam-nas; ignoram os seus direitos; passam o tempo a dar sermões e ordens; tomam todas as decisões e castigam sistematicamente.
Por sua vez, os pais permissivos são o oposto: permitem o desrespeito, ignorando até os seus próprios direitos; são servos dos filhos e acarretam em si todos os problemas; tornam-se suplicantes dos filhos, e deixam-nos fazer o que querem.
Ninguém é perfeito e todos sabemos o quão complicado e difícil é educar hoje em dia, mas os pais têm também eles de aprender a gerir o melhor possível as situações de modo que possam ser aquilo a que mais comummente se designa de pais democráticos. Estes são aqueles que têm em conta os direitos das crianças, mas também os seus próprios direitos. Isto acontece, pois respeitam as crianças e aceitam-nas tal como elas são, encorajando, assim, o mútuo respeito. Os pais democráticos permitem a escolha, deixando que os filhos se responsabilizem pelos seus próprios actos e erros. Estes pais ouvem e envolvem os filhos nas tomadas de decisão, deixando que experienciem as consequências dos seus actos, desde que isso não comprometa, obviamente, a sua vida, mas que permita aprenderem saudavelmente.
Apoiado em: Don Dinkmeyer e Gary D. McKay, Raising a responsible child

Dia 14 – O suicídio recente de uma criança e de um professor, fruto da violência em meio escolar, leva-nos a ter de enfrentar este preocupante fenómeno. Já não é só a violência “às claras” que nos deve inquietar, mas a violência psicológica, subtil, que se apodera de nós todos os dias, sobretudo dos mais jovens, ao ponto de os transformar em vítimas e em agressores.
Que condições reunirá a sociedade em que vivemos, assim como os novos modelos de vida, para que nos tornemos mais violentos, de tal modo que a violência no meio escolar chegue ao ponto de gerar mortes?
Não podemos deixar de atender à incoerência dos modelos de educação. À família cabe o primeiro lugar na educação de uma criança, pelo que pai e mãe devem estar de acordo com o tipo de educação a dar aos seus filhos, agindo como figuras de referência. Se isso não acontece, acrescentando-se-lhe a violência explícita na televisão e na internet, gera-se confusão na criança ou no jovem. Crianças expostas a ambientes de famílias disfuncionais estão mais propensas à violência e a reproduzi-la noutros contextos.
Também a insegurança vivida à escala mundial, o secularismo ou o relativismo de valores esbateram a consciência moral; e a culpa, a noção de bem/mal foram-se esbatendo também, não havendo limites muito claros para o agir humano. O individualismo parece ter-se tornado na moeda de troca mais comum nas relações sociais, o que é preocupante.
Família e consciência moral: pensemos como os transformámos ou antes deformámos. Serão a ponta do iceberg de um fenómeno que recusamos enfrentar? Pensemos nisto.

Dia 15 – “Na vida preocupamo-nos em educar os nossos filhos o melhor possível, ensinando-lhes regras, dando-lhes conselhos, acompanhando-os nas suas diversas actividades e alertando-os constantemente para eventuais perigos. A Internet entrou nas nossas vidas e veio para ficar, passando a fazer parte delas. Mas tal como acontece com outras coisas nas nossas vidas, a Internet comporta alguns riscos com os quais temos de aprender a lidar para podermos preparar os nossos filhos para mais esta nova realidade.” SeguraNet
No site http://www.seguranet.pt/, pais, alunos e professores encontram Actividades Interactivas e informações sobre a utilização segura da Internet.
Todos podemos assim aprender de forma divertida e testar os conhecimentos sobre Segurança na Internet!

Dia 16 – Os Leigos para o Desenvolvimento são uma Organização não Governamental para o Desenvolvimento de cariz católico.
Como Associação, os Leigos para o Desenvolvimento são dotados de personalidade jurídica canónica e civil, e reconhecidos como uma Organização Não-Governamental para o Desenvolvimento.
Os voluntários são leigos, com serviço desenvolvido, desde 1988, que, por um ou mais anos, põem as suas capacidades pessoais e profissionais ao serviço da promoção humana, em áreas como as da Educação, da Saúde, da Promoção Social e da Pastoral. Estão em África (Angola, Moçambique e S. Tomé e Príncipe), em Timor Leste e em Portugal, no Centro de Apoio Escolar S. Pedro Claver.
A Associação oferece a quem o desejar a possibilidade de ser útil ao Outro, através de projectos de cariz humano; todas as condições materiais para desenvolver um trabalho em prol do desenvolvimento; e acompanhamento espiritual e material ao longo de todo o caminho, desde a formação até ao regresso de Missão. De forma mais concreta, o voluntário Leigo deve ter entre 21 e 40 anos, assim como formação académica ou profissional.
Os Leigos para o Desenvolvimento são, antes de mais, uma proposta de caminho para quem escolhe não ser indiferente à realidade complexa e desigual do Mundo. Mobilizam-nos os valores da solidariedade e da justiça social, que os levam a tentar responder às necessidades dos mais carenciados. Estão disponíveis mais informações em
Sobre os Leigos para o Desenvolvimento em www.ecclesia.pt/leigos.

Dia 19 - Um dos grandes problemas do aborto é não haver pessoas que o testemunhem, mas Gianna Jessen foi abortada… e sobreviveu. Eis o que ela nos diz, num depoimento feito perante a Constitution Subcommittee of the House Judiciary Committee, em 22 de Abril de 1996:
"O meu nome é Gianna Jessen e tenho 19 anos. Nasci na Califórnia mas actualmente vivo no Tennessee.
Fui adoptada e tenho paralisia cerebral. A minha mãe verdadeira tinha 17 anos e estava grávida de sete meses e meio quando decidiu fazer um aborto por solução salina. Eu sou a pessoa que ela abortou. Mas em vez de morrer sobrevivi.
Felizmente para mim, o abortador não estava na clínica quando eu nasci com vida, pelas 6 horas da madrugada de 6 de Abril de 1977. Eu fui precoce: a minha morte não estava prevista para antes das 9 horas, altura em que o abortador deveria começar a trabalhar. Tenho a certeza de que não estaria aqui hoje no caso de o abortador estar na clínica, uma vez que o seu trabalho é matar: não é salvar. Algumas pessoas disseram que eu sou um aborto de carniceiro, um aborto falhado.
Houve muitas pessoas que presenciaram o meu nascimento: a minha mãe e outras raparigas novas que estavam na clínica à espera que os seus bebés morressem. Disseram-me que isto foi um momento de histeria. Próximo estava uma enfermeira que aparentemente chamou a emergência médica e eles transferiram-me para um hospital.
Ali fiquei, mais ou menos, três meses. No princípio não havia muita esperança pois eu pesava somente 900g. Hoje, já sobreviveram bebés mais pequenos do que eu.
Uma vez um médico disse-me que eu tinha um grande desejo de viver e que eu lutava pela minha vida. Acabei por sobreviver e sair do hospital sendo entregue a uma ama. A minha paralisia cerebral foi atribuída ao aborto.
Disseram à minha ama que era muito duvidoso que eu chegasse a gatinhar ou andar. Na altura eu não me conseguia sentar sem ajuda. Graças às orações e à dedicação da minha ama e, mais tarde, de muitas outras pessoas, acabei por aprender a sentar-me sozinha, a gatinhar e a ficar de pé. Comecei a andar com muletas pouco antes dos 4 anos. Fui legalmente adoptada pela filha da minha ama, Diana De Paul, alguns meses depois de começar a andar. O Department of Social Services não me permitia ser adoptada antes disso.
Continuei a fisioterapia por causa da minha deficiência e, depois de quatro intervenções cirúrgicas, posso agora andar sem ajuda. Nem sempre é fácil. Algumas vezes caio, embora depois de cair durante 19 anos tenha aprendido a cair graciosamente.
Estou contente por estar viva.”

“OS PAIS E OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO PARA O SÉC.XXI”

XXXV ENCONTRO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DE PAIS
Pode ser visto em directo aqui.

Auditório da DREA ÉVORA – 17 DE Abril de 2010

Tema central: OS PAIS E OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO PARA O SÉC.XXI”

10h00
Sessão de Abertura:
Actuação de um grupo de dança da CERCI-Diana de Évora
Dra. Isabel Alçada - Ministra da EducaçãoDr. José Ernesto d’ Oliveira - Presidente da Câmara de ÉvoraDr. Albino Almeida - Presidente da CONFAPAna Cadete - Presidente da Federação Regional de Évora

11h00
Pausa para café - APPADCM

11h15
Painel da manhã

ESCOLA INCLUSIVA - Da que temos à que gostaríamos de terPassagem de um filme sobre boas práticas na Escola de Vila Viçosa
Convidados
Prof. Dra. Adelina Candeias - Universidade de ÉvoraDra. Inês Filipe - Professora do Ensino Especial Professora Isabel Furtado - Projecto 'No rasto da esperança' do Agrupamento de Escolas de Vila ViçosaDra. Maria José Salgueiro - Gestora de Projecto do Ensino Especial da Confap - Testemunho de uma mãe de uma criança surdaSara Martins - Coordenadora do Núcleo Distrital de Évora do Pais em Rede - Testemunho de uma mãe de uma criança autistaJesus Sanchez - CEAPA (Espanha) - Testemunho de um Pai de uma criança com síndrome de Down Dra. Adelaide Franco - Microsoft Portugal - apresentação de software específico para crianças com NEES
Moderador: Hermínio Corrêa - Membro do CE da CONFAP
13h00
Debate
13h30
Intervalo para almoço na Escola Gabriel PereiraO almoço decorrerá na Escola Secundária Gabriel Pereira e será constituído por um menu gastronómico alentejano.
15h00
Painel da Tarde
NOVOS DESAFIOS PARA UMA GESTÃO PARTILHADADA ESCOLA PÚBLICAAssociações de Pais, Alunos, Professores, Comunidade, Poder Localque participação?
Convidados
Professor Roberto Carneiro - Prof Univ. Católica, Investigador, ex-Ministro da Educação (1987-1991)Dr. José Verdasca - Director da DREAlentejoDr. Álvaro Santos - Presidente do Conselho de EscolasPedro Feijó - Delegação Nacional das Associações de EstudantesDr. Adélio Castro - Presidente do Conselho Geral da Escola da Ponte
Moderador / Orador: Dr. Albino Almeida - Presidente da CONFAP
16h30
Debate
17h00
Pausa para Café
17h15
Apresentação das Conclusões do Encontro
17h30
Sessão de Encerramento
Dra. Fernanda Ramos - Governadora Civil de ÉvoraDra. Cláudia Pereira - Vereadora da Educação Camara Municipal de ÉvoraSara Martins - Federação das Associações de Pais de ÉvoraDr. Adélio Castro - Presidente da MAG da CONFAPNotas: · No final da Sessão de Abertura será entregue à Sra. Ministra da Educação o documento “Posição da CONFAP sobre a eventual redução de despesas com a Educação nas deduções à colecta do IRS, em sede de PEC”, juntamente com lembranças alusivas ao XXXV Encontro Nacional das Associações de Pais;· No final do 2º Painel será prestada homenagem pública, por todos os órgãos sociais da CONFAP, ao Prof. Dr. Eng. Roberto Carneiro, já sócio honorário da CONFAP desde Março de 2005.

Ver mais aqui.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Formação sobre Amor e educação sexual

(Clique na imagem para aumentar)

Educação e homossexualidade


Enquanto muitos dos arautos do casamento gay se inquietam com a demora de Cavaco em promulgar a lei do casamento, conhecem-se novos dados sobre as consequências da estratégia pró-gay em matéria de educação.


Tom Benton, presidente do American College of Pediatricians lançaram um site denominado Facts about Youth que acrescenta e esclarece vários pontos acerca das tendências homossexuais de muitos jovens.


A ACP divulgou em nota os resultados de uma série de estudos que determinam, de maneira inequívoca, que o desejo de pré-adolescentes de serem do sexo oposto constitui um estágio de desenvolvimento absolutamente normal e temporário.
A ACP divulgou também uma advertência às escolas e aos adultos responsáveis sobre o fato de que a confusão de gênero, a atração pelo mesmo sexo, e a confusão sexual não devem jamais ser estimulados.
“Mesmo crianças e adolescentes com Desordem de Identidade de Gênero (quando uma criança tem desejo de ser do sexo oposto) perdem estas tendências durante a puberdade, quando este comportamento não é reforçado”.
“Os pesquisadores, Zucker e Bradley, afirmam que, quando os pais ou outros adultos estimulam uma criança ou adolescente a se comportar ou ser tratado como se fosse de outro sexo, é reforçada a confusão, e a criança é assim condicionada a uma conduta dolorosa e sofrida sem necessidade”.
Mesmo que “motivadas por intenções nobres”, “as escolas podem ironicamente desempenhar um papel negativo quando reforçam tais desordens”, explica a comunicado enviado na semana passada a 14.800 inspetores de ensino dos EUA, assinado por Tom Benton, MD, FCP, presidente do American College of Pediatricians
. (Fonte do Itálico Zénit)


O referido site apresenta-nos também alguns factos que todos os pais e agentes educativos deveriam ter conhecimento:



- Homosexual attraction of young students is usually temporary (if not encouraged) and may be unwanted.

- The homosexual lifestyle carries grave health risks, especially for males.
For unwanted sexual attractions, therapy to restore heterosexual attraction has proven effective and harmless.

- “When compared with heterosexual men, men who have sex with men are 44 times more likely to be diagnosed with HIV, and 46 times more likely to contract syphilis.”

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Será que mais alguma coisa nos poderá surpreender?

A Holanda, de facto, promete sempre "melhor"! Depois deste "post", lembrei-me desta notícia, onde se diz que um partido político pretendeu legalizar a pedofilia!!! O que nos espera ainda?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Na Holanda discute-se suicídio legal aos 70 anos


Na Holanda o Parlamento vai debater a legalização do suicídio assistido a partir dos 70 anos.
Desde 2001 que na Holanda se permite a eutanásia nos casos de "sofrimento irreprimível". Mas como essa coisa do sofrimento é muito relativo e subjectivo, caso a nova lei seja aprovada para um suicídio assistido bastará que o "utente" tenha mais de 70 anos e que seja aferido o seu consentimento completo.
Por este caminho está encontrada a solução para a segurança social.


Pedro Pestana Bastos in Cachimbo de Magritte

Adopção como último recurso


Uma das quadraturas do circulo do processo de adopção reside na gestão dos vários interesses em presença:


Se é verdade que uma criança deve ser rapidamente adoptada de forma a evitar a excessiva permanência em instituições ou famílias de acolhimento...


...Também é verdade que uma criança só deve ser encaminhada para a adopção se se mostrar como irreversivelmente assente que a sua família natural não tem condições de lhe garantir um crescimento, uma educação saudável e um integração social equilibrada.


E, em caso algum, numa sociedade que se diz moderna, pode uma criança ser encaminhada para adopção por meras razões de carência económica dos seus pais.


A este propósito, não deixo de chamar à atenção para esta interessante reportagem do DN "Mães que lutam para que os filhos não sejam adoptados"

domingo, 11 de abril de 2010

Publicidade banida


Publicidade da Christian Aid banida.

Ficar parado é que não!


Escreve a José Sócrates para acabar com a pobreza!


Ver aqui.

sábado, 10 de abril de 2010

"Educação Sexual": o que nos espera?

Acaba de ser publicada, em Diário da República, a portaria (Portaria n.º 196-A/2010) que regulamenta o regime de aplicação da educação sexual em meio escolar. Não é fácil agradar a Gregos e a Troianos e é claro que esta lei não está isenta de críticas.

Em primeiro lugar, oferece-me dizer que não concordo com o termo “Educação Sexual”, antes com “Educação da Sexualidade” ou “Educação da Sexualidade e Afectividade” (ou “Educação para a Sexualidade e Afectividade”), muito embora isto seja uma redundância, visto que uma visão completa da sexualidade abarca obrigatoriamente a da afectividade.

Depois, não posso deixar de me manifestar claramente preocupada com a implementação desta lei quando os professores não estão formados para dar a dita formação e quando, e sobretudo, os pais são muito pouco envolvidos nesta matéria. A primeira preocupação das escolas e do Ministério da Educação não deveria ser o de (in)formar os alunos acerca da sexualidade, numa perspectiva que tem sido quase sempre a higienista, a da prevenção de D.S.T. e a da gravidez precoce (com toda a validade que têm), mas, primeiramente, a de procurar que os pais pudessem ser (in)formandos sobre esta matéria, podendo eles mesmos optar pela teoria e pela visão que fosse mais conforme os seus valores e que fossem os primeiros a iniciar a educação da sexualidade. Falar e educar a sexualidade toca com valores tão importantes como os do compromisso, da fidelidade, da vida, entre outros. Na nossa Sociedade, neste campo, há muitas rupturas e nem todos concordam com o mesmo paradigma. Espera-se que a articulação escola-família seja efectivamente realizada, com clareza e verdade.

Em anexo à portaria, constam conteúdos curriculares importantes e que podem, em falsas abordagens, gerar confusão nos educandos, a saber, “família”, “contracepção”, “planeamento familiar” (no 2.º ciclo?), “interrupção voluntária da gravidez”/“aborto”. Com que critérios éticos e morais se abordarão estes conceitos?

Espera-se bom senso, atendendo a que a educação da sexualidade não é o mesmo que a educação alimentar ou a actividade física.

Como antes seria imprescindível, agora mais o é, antes de matricular um filho na escola, pedir o seu Projecto Educativo e questionar o Director da Escola sobre o que a escola tem para oferecer aos seus alunos e como pretende envolver os pais.

P.S.
- Fica por esclarecer o que se entende por “aproximações abusivas”.
- É interessante notar que se fale de “Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade e da paternidade de gravidez na adolescência e do aborto”. O aborto, de facto, tem consequências, como as citadas, ainda que, muitas vezes, se faça até crer que não.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Conferência 23 Abril 21h Lisboa


No próximo dia 23 de Abril, às 21 horas, a Associação Família e Sociedade (www.familiaesociedade.org) organiza, no hotel “Corinthia Lisboa”, uma conferência subordinada ao tema:

“Educar o carácter, Educar para amar.”

Para tal evento, teremos o prazer de acolher entre nós o casal Vélez, pedagogos de grande nível e “pais” do programa de educação da sexualidade Protege Tu Corazón (http://www.protegetucorazon.com/index.php?id=3), que se estende hoje a 18 países de todo o mundo – América, Europa e Ásia – e marcou já a vida de mais de 150.000 adolescentes.



Juan Francisco é engenheiro e tem um mestrado em Administração de Empresas. María Luisa, comunicadora social, jornalista, especialista em imprensa feminina. Ambos tiraram um curso de orientação familiar na Universidade de Navarra. São originários da cidade de Medellin, na Colômbia, mas vivem em Monterrey, no México. Têm 7 filhos, entre os 30 e os 17 anos. Casal unido e complementar, decidiram combinar as duas paixões que têm: a família e a educação. Foi em 1993 que fundaram o programa de educação para pais, professores e adolescentes, Protege tu corazón.

O programa PTC Protege Tu Corazón – que faz alusão ao coração como eixo central do ser humano – fundamenta-se na antropologia filosófica, psicologia, medicina, estatística e sociologia. O seu objectivo principal é apoiar a formação do carácter e da sexualidade de adolescentes.

Esta conferência será, seguramente, um momento de grande enriquecimento pessoal para todos os que a ela assistam e dirige-se a todos aqueles que tenham interesse por este tema de tanta actualidade e/ou pretendam conhecer melhor o programa PTC Protege Tu Corazón. Junto enviamos a localização do hotel “Corinthia Lisboa”, onde se realiza o evento: http://www.corinthia.com/maps?|=8&c=4).

Com os nossos cordiais cumprimentos,

Alexandra Chumbo





AFS – Associação Família e Sociedade

IPSS – Instituição Particular de Solidariedade Social

R. Viriato, nº23, 6º Dto.

1050 – 234 Lisboa

Telefone 21 314 95 85

Horário: 10h às 14h

familiasociedade@sapo.pt

www.familiaesociedade.org

quinta-feira, 8 de abril de 2010

COMUNICADO PLATAFORMA CIDADANIA CASAMENTO

O Tribunal Constitucional decidiu que a proposta de lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo não tem vício de constitucionalidade quanto aos artigos do casamento.
A Plataforma Cidadania Casamento não está surpresa com esta decisão constitucional, mas antes considera que foi agora aberto caminho, mais do que nunca, para a realização do Referendo.
Neste sentido, louvamos a decisão do Presidente da República porque o envio ao TC foi um passo dado no sentido de devolver ao Povo o direito a decidir sobre os destinos desta sociedade.
Cabe aqui recordar:
- as mais de 92 000 pessoas que em menos de 3 semanas se uniram para pedir o referendo,
- as dezenas de Presidentes de Câmara de todos os quadrantes políticos que pediram o referendo; o vasto movimento de Militares de Abril que apela à Liberdade deste povo para decidir sobre o seu destino e,
- as dezenas de personalidades de vários credos e orientações que publicamente defenderam o referendo,
- os vastos milhares de pessoas que na Avenida da Liberdade pediram a dignificação da Família.
Por isso, mais do que nunca, estão criadas as condições para que todos os intervenientes no processo legislativo cumpram com a vontade popular e respeitem a democracia.
Uma rede Nacional de comités tem vindo a trabalhar no sentido de esclarecer as populações das várias regiões sobre as consequências desta lei.
Consideramos que a sociedade só pode e deve legislar quanto ao casamento entre homem e mulher.
Consideramos que a Liberdade de definir o futuro tem que ser defendida.
Consideramos que nenhum eleito tem legitimidade para, em nome do Povo provocar tão profunda alteração legislativa.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A VIDA é sempre um bem


Uma iniciativa pela causa da VIDA.

Ver mais aqui.

Textos desta semana da Rádio Costa D'Oiro



Semana de 6 a 12 de Abril
Rubrica “Algarve pela Vida” na Rádio Costa D'Oiro


Dia 6 de Abril, 3ª feira


Tema: Sexualidade responsável
A liberdade sexual, socialmente aceite a partir dos anos 60, vitoriosa com o Maio de 68, e gradualmente ampliada nos 40 anos seguintes sob todos os regimes político-partidários e contextos sociais, coloca também uma série de interrogações à sociedade actual.
Em concreto, pergunta-se: conseguiu essa liberdade sexual criar famílias mais estáveis e duráveis?
Conseguiu a liberdade sexual criar uma sociedade mais equilibrada, com menos violência por exemplo?
Conseguiu a liberdade sexual gerar solidariedade inter-geracional entre jovens, adultos e idosos que permita uma maior protecção na velhice?
Conseguiu a liberdade sexual erradicar a prostituição, ou a pedofilia, por exemplo?
Conseguiu esta sociedade um nível de natalidade saudável de forma a assegurar sangue novo na actividade económica e na vida comunitária?
Conseguiu esta sociedade gerar os excedentes necessários à garantia das pensões futuras?
A resposta é não, não e não. A sociedade actual tem mais violência doméstica, mais famílias desestruturadas, mais jovens drogados e alcoolizados, mais mulheres abandonadas e homens alienados, mais idosos marginalizados, mais crianças abusadas que antigamente;
É uma sociedade tem muito mais chagas sociais do que a sociedade disciplinada e tutelada em que se vivia há meio século atrás. As sociedades modernas têm, hoje, uma visão vincadamente material, estreita e atávica da vida sexual e na realidade, disponibilizam sexo a jovens e adultos, de forma fácil e rápida, a troco de nada. No passado, porém, a situação era diferente.
Em vez de afundar os jovens no facilitismo e no parasitismo, obrigava-se a tornarem-se primeiro socialmente válidos, úteis e responsáveis.
Nesse tempo, a sociedade sabia cobrar o seu preço pela satisfação da pulsão sexual e afectiva dos seus jovens, em vez de a fazer desperdiçar sem contrapartidas socialmente válidas, como acontece agora.
Ensinar os jovens a ser socialmente responsáveis na forma como encaram a sua própria sexualidade, eis um desafio de pais e professores.


Dia 7 de Abril, 4ª feira

Tema: ensino e qualidade


São raras as estatísticas e notícias que não se ouçam sobre Portugal em que não se diga que estamos atrasados. Parece estarmos perpetuamente atrasados! O último estudo do Instituto Nacional de Estatística sobre a Educação em Portugal confirma, mais uma vez, esta triste realidade. E eis que leis e medidas avulsas pretendem elevar os níveis de literacia do país! Por muito boa que seja a ideia de elevar esses níveis, Portugal não pode resignar-se somente a legislar e a esperar que, de um momento para o outro, as crianças deste país aprendam, e até os pais delas que já não tinham aprendido.
Elevar os níveis de literacia implica pensar na melhor forma de qualificar todos, mas com qualidade. Ora, para isso, em Educação, é necessário que as crianças tenham um ambiente e métodos adequados para aprender e que, o Ministério da Educação, as famílias e os professores cumpram, cada um, com o seu dever. Não queiramos, por conveniência dos dados estatísticos, diminuir o grau de exigência dos cursos (como os profissionais) ou eliminar disciplinas basilares e que exigem muito trabalho (como a Literatura, o Latim, a Matemática ou a Física), ou, não daqui a muitos anos, no 12.º ano, andarão os professores a leccionar matérias que competiam a outros níveis de ensino.
Os números espelham a decadência do ensino em Portugal, mas reflectem apenas uma parte da nossa realidade. A qualidade e a exigência têm de ser restauradas. Se assim não for, em vez de 50 anos, ficaremos 100 ou mais atrasados.


Dia 8 de Abril, 5ª feira
Tema: Trabalhos de casa


Uma aluna queixava-se, muito recentemente, da discrepância entre o ensino no 3.º ciclo e no secundário. O 3.º ciclo era, segundo ela, muito mais facilitador, menos trabalhoso e menos exigente, de onde tinha resultado alguma frustração e falta de bases para a exigência que viria. A queixa não é filha única e leva-nos a pensar no que terá motivado tal desabafo.
São inúmeras as causas para as dificuldades com que os alunos se vão confrontando; uma delas é a falta de consolidação de conhecimentos.
Nada se aprende sem se compreender e treinar. Estas são duas exigências próprias da aprendizagem. Uma das formas de conseguir, pelo menos o treino, é a dos trabalhos de casa. Relegados para segundo plano durante algum tempo, convém reanalisar o que eles têm de bom que ajudem os estudantes a aprender e a saber melhor, desde os do 1.º ciclo até aos do ensino universitário. Aliás, a prática regular de trabalhos de casa, desde os primeiros anos de escolaridade, leva à interiorização de importantes hábitos de trabalho para toda a vida. São uma forma de aplicação, consolidação e revisão de conhecimentos e de treino que vão preparando, em tempo útil e pouco a pouco, os alunos para as diferentes matérias e para os momentos formais de avaliação.
Os trabalhos de casa são também uma forma de incutir disciplina, método, responsabilidade e de obrigar, desde cedo, cada um a gerir prioridades.
É importante alertar para o facto de que os trabalhos de casa procuram a autonomia de cada estudante, não devendo, por isso, ser feitos por outra pessoa que não ele (o que não invalida a ajuda), nem ser uma forma de intoxicação que não haja tempo, depois das aulas, para brincar e descontrair.


Dia 9 de Abril, 6ª feira
Tema: CPM – Centro de Preparação para o Matrimónio


O C.P.M., centro de preparação para o matrimónio, é um movimento confessional, mas aberto a todos os que o procurem frequentar. Tem como objectivo dedicar-se à preparação dos noivos para o casamento. Tem ainda como finalidade promover sessões com pedagogia e metodologia própria, baseadas na revisão de vida e testemunho vivencial (…), apoiados na reflexão e no diálogo conjugais.
O C.P.M. pretende ajudar os noivos a: preparar o seu matrimónio, reflectir sobre o seu noivado, dialogar sobre a validade das suas ideias e dos seus comportamentos, para, desta forma: validar as suas ideias e os seus comportamentos, principalmente através do testemunho de outros noivos e casais; fazer a aprendizagem de diálogo entre os dois; reflectir sobre situações que afectam a harmonia das relações entre os elementos do casal de modo a desenvolver atitudes de superação dessas situações; desenvolver atitudes e valores que desencorajem o recurso ao divórcio e ao aborto, contribuindo para a estabilidade da família; formar no âmbito do planeamento familiar, capacitando os novos casais no sentido de uma paternidade consciente e responsável.
Para casar e se formar família também é precisa formação e o C.P.M. é uma oportunidade para os noivos.
Podem ser consultadas mais informações em http://www.cpm-portugal.pt/.


Dia 12 de Abril, 2ª feira
Tema: Sentido da Vida


No cemitério municipal de Portimão jaz uma campa de um homem cuja pedra tumular se encontra totalmente despida de quaisquer referências ou datas. Apenas se diz a seguinte frase: “Um nome. Para quê ?”
A pergunta do “Para quê ?” é algo que nos assalta e, por vezes, incómoda não só quando somos confrontados com as consequências de catástrofes naturais, mas, sobretudo quando lidamos com as contingências do nosso dia a dia.
Para quê levantar-nos, de manhã, para ir para o trabalho ?
Para quê ter filhos ?
Para quê estudar e ter boas notas ?
Para quê subir na carreira e ganhar louros ?
Para quê casar ?
Em suma, para quê viver se tudo um dia se acaba num ápice ?
A sociedade moderna já há muito tempo que se deixou de interessar sequer pela resposta a estas perguntas.
“Se a vida é inútil, porque não aproveitá-la, ao máximo, com excessos e sem quaisquer limites?” - dizem ?
O poeta e escritor Sebastião da Gama tem um soneto intitulado “O segredo é amar” -é este o segredo.
É que a questão do sentido da vida pode estar errada.
A questão pode não ser o “Para quê “, mas sim o “como”
Não se trata de adquirir mais, fazer mais, alcançar mais, mas antes amar. Amar o filho que está no ventre. Amar o idoso a que já ninguém liga. Amar o doente que espera a morte. Amar o marido e amar a mulher. Amar os pais e amar os filhos. Amar o patrão e o empregado.
Tudo desaparece. Tudo se esvaí. Mas o amor fica.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Um ser humano ou uma escolha ?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Famílias numerosas questionam: em quantas gerações quer Sócrates acabar com o país

O presidente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas considera que as limitações às deduções das despesas de educação e de saúde em sede de IRS são “a continuação da política antinatalista e antifamília do Governo”.
Fernando Castro disse que “a redução dos plafond [de despesas de educação e saúde] em função do rendimento da família e não do rendimento per capita é a continuação da política antinatalista e antifamília do Governo”.
“Era bom que o senhor primeiro-ministro dissesse em quantas gerações quer acabar com o país, se em duas ou três gerações, porque é insustentável numa sociedade com uma taxa de natalidade tão baixa ter o Governo a agravar as políticas para as famílias”, afirmou o presidente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas. “Quando temos em conta os rendimentos da família independentemente dos elementos que tem obviamente que vai aumentar a discriminação quanto às famílias numerosas, favorecendo as famílias que têm poucos elementos”, acrescentou.
(...)
Fernando Castro considera que “é impossível o país sobreviver a esta situação”, realçando os problemas sociais decorrentes do progressivo envelhecimento da população. “Não vai haver reformas para ninguém, porque não existe população activa”, sublinhou.
Fonte: Público

domingo, 4 de abril de 2010

O escafandro e a borboleta



Vi, nesta Páscoa, o filme "O escafandro e a borboleta" baseado numa história verídica.

Para quem não gosta de filmes "parados" ou com pouca ou nenhuma acção, então este será um filme a evitar.

Mas o seu conteúdo é muito interessante:
Impressionante que se tenha de chegar, por vezes, a situações extremas para tentar perceber e aproveitar os momentos da vida.
Impressionante pelo carinho demonstrado pelos médicos e terapeutas que tentam apoiá-lo e acreditam na sua recuperação.
Impressionante pela mensagem que o protagonista deixa aos filhos, que sonhem com muitas "borboletas"

E ainda mais uma:

- O valor que devemos dar à vida e à nossa saúde. A enorme graça que é o nosso corpo, visão, fala, membros obedecerem às instruções do nosso cérebro. A constatação da operacionalidade do nosso cérebro e da nossa vida como uma enorme graça que nos é concedida e que nos deve levar a aumentar o nosso sentido de responsabilidade relativamente ao uso que dele fazemos.


E quando acontece uma gravidez no namoro ?

A vivência da intimidade sexual passou a ser normal para muitos casais de namorados. Talvez, por não entenderem a transcendência do ato sexual, muitas vezes, o sexo é nivelado por baixo. Uma vez minimizado na sua grandeza, erroneamente, este é também colocado como meio de sustentação do namoro. Para a maioria dos jovens casais, tal intimidade é justificada como sendo também uma fase do conhecimento daquele (a) a quem dizem amar.
A experiência
sexual nesse período ganha força quando o casal percebe que essa é uma prática comum também no relacionamento dos colegas. Na roda de amigos, muitos pensam que seria bobeira não aproveitar a situação, sendo que o (a) namorado (a) deseja o mesmo. Julgando-se conhecedores de todas as coisas e muito seguros de si, acreditam que a possibilidade de uma gravidez só acontece para quem não souber evitá-la; até o momento em que a namorada traz a notícia de que está grávida. (...)
É sabido que algumas jovens têm más experiências ao comunicarem ao namorado a “consequência” ocorrida pela referida intimidade. Nesse momento, alguns simplesmente desaparecem ou as culpam, como se elas fossem as únicas responsáveis pela gravidez. Os namorados se esquecem de que a responsabilidade que hoje está sobre elas é também resultado do compromisso que, indiretamente, assumiram ao desejar viver a intimidade no namoro. As
jovens mães percebem, então, a duras penas, que fizeram uma má escolha, reconhecendo que aqueles que, antes, lhes fizeram tantas promessas, foram apenas capazes de engravidá-las. Mesmo sem querer, agora, o casal de namorados se torna pais.
Para outros casais, ainda que a notícia da gravidez venha a abalar o dia, eles sabem que não poderão ocultar a situação por muito tempo. Em breve começarão a acontecer as mudanças no corpo da mulher. Então, a ela caberá a responsabilidade de enfrentar os pais e tentar justificar o óbvio; enquanto que a ele caberá a iniciativa de preparar condições de promover o conforto básico, tanto emocional como de bem-estar, que toda mulher grávida necessita.
Se uma gravidez para uma pessoa casada já causa grandes mudanças e exige muitas adaptações, imaginemos para aqueles que ainda estão no começo da realização de seus sonhos e planos… Para estes, a situação se torna ainda mais exigente, pois, vivendo o novo papel, surgem
– nas vidas dos então namorados – as dificuldades pertinentes ao convívio contínuo. O relacionamento vai exigir do casal o compromisso e o desprendimento de se moldar ao inusitado apresentado pela situação. Tudo será vivido de maneira intensa, em meio às preocupações, aos choros do bebê, às dificuldades para continuar os estudos, à busca de trabalho, à aceitação dos familiares, entre outros. (conf. Quando os filhos vêm)
O tempo propiciado ao casal, durante o namoro, para avaliar o perfil do pretendente e se conhecer mutuamente é abreviado com a gestação da namorada. Com tantos desafios, os namorados perceberão que pouco conheciam o temperamento do outro e, muitas vezes, se veem despreparados para assumir as consequências do ato que os levaria para muito mais além do prazer experimentado.
Para não viver os mesmos atropelos de outros namorados que tiveram de provar das responsabilidades paternas antecipadamente, melhor será para os jovens casais aplicarem-se no crescimento, nas adaptações e no amadurecimento do namoro. Dessa maneira, quando se decidirem pelo casamento, nenhum dos dois poderá alegar que não conheceu suficientemente a pessoa escolhida para compartilhar com ele (a) a vocação do matrimônio.
A prova de amor se confirma no compromisso mútuo de fazer o outro feliz por aquilo que ele é e não por aquilo que ele faz.
Autor: Dado Moura