domingo, 31 de janeiro de 2010

A verdadeira face do mundo


Today, thanks to advances in technology, visual images are everywhere. The same technology that allows me to communicate with you, that lets us hear the Pope's Easter address, that brings us so much valuable and enriching information, also floods our environment with dangerous and corrupting material. From seductive women leaping from magazine covers at the supermarket check-out stand to huge flourescent billboards urging us to obey our thirst and "feed the rush", you can't leave the house without coming under the deluge. Fancy clothes, flashy cars, glittering storefronts, all call to us with diabolic urgency. They entice us away from God and into the world each time we step out the door. And we return to our homes each day with another headful of tempting mental pictures to persistently gnaw away at our morality.
Television adds to the chaos. It brings images of violence and promiscuous sexuality interspersed with advertisements for alluring material goods right into our homes. It promises a virtual paradise on earth to those who join the 'world'. It is easy to become disenchanted with our own family life, with the challenges and burdens of raising children and keeping food on the table when everyone else seems to be having so much extravagant fun all the time.
But a closer look reveals the dark side to this rampant hedonism.

It's a frightening list: Murder, suicide, drug addiction, broken homes, runaway children sold into prostitution, babies abandoned in trash cans, babies born with aids or drug addiction, domestic violence, abuse, drive-by shootings, gangs, rape, carjackings, theft, corruption in industry and government, war, hunger, starvation, and suffering. These are the regular features of the news of the day. This is the real face of the world we are enticed to join.


Matthew R Brooks

O aborto e a pressão sobre a mulher


Em 29 de Novembro de 2006, Assunção Cristas, profetizava que «O grande drama não reside apenas no aborto clandestino, "nem se resolve apenas com a garantia de condições de higiene e dignidade". Situa-se na "pressão imensa, com múltiplas origens, a que a mulher está sujeita", e que antevê "ainda pior num novo quadro legal"».


Decorridos que estão quase 4 anos, olhamos para os ecos que nos chegam dos hospitais, escolas, universidades e centros de saúde e concluímos:


- Agora a pressão é muito maior sobre a mulher.

- Agora, há raparigas que são ameaçadas pelos pais de expulsão da própria casa, se não forem fazer um aborto ao hospital.

- Agora, há raparigas que são psicologicamente coagidas pelos namorados.


Há excepções, mas só quem não está no terreno é que pode pensar que agora as mulheres são mais livres...

sábado, 30 de janeiro de 2010

A "F" amília

Por mais que as Fernandas Câncios deste país ou os media deste mundo nos queiram impingir, a família, com "F" grande é a bi-parental heterossexual estável

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Precisam-se Voluntários Para Salvar Vidas Humanas em Portugal‏

Queridos amigos defensores da vida humana,




Todos os dias na Clínica dos Arcos em Lisboa, praticam-se dezenas de abortos “legais” ( e“ilegais” também desde que as pessoas paguem).

Sei disso, porque junto com outras mães estivemos lá várias manhãs à porta, a tentar falar com estas pobres mulheres que entram e saem da clínica, e temos noção de que são mesmo dezenas por dia.

A maioria destas mulheres vão muito determinadas e mesmo que as abordemos de forma muito carinhosa oferecendo-lhes o nosso apoio para as ajudar a encontrar soluções para ficar com os seus bebés, acabam por seguir avante com a sua ideia.

No entanto algumas vão em grande sofrimento, quase que “forçadas” a fazer algo que sabem de antemão que as vai fazer sofrer muito, e que sabem perfeitamente que está errado.

Muitas vezes, como as suas situações são de facto complicadas, não houve uma única pessoa que as tenha animado a seguir para a frente com a sua gravidez, que no fundo é o que desejam. São pressionadas pelas suas próprias mães, pelos companheiros, pelo receio de ficar desempregadas etc.

Nestes casos o encontrarem providencialmente alguém que esteja um bocadinho com elas antes de entrar na clínica, ou à saída quando levam os papeis para casa para irem reflectir durante 3 dias, pode ser determinante para optarem por NÃO ABORTAR.

Não é mesmo nada fácil, pois a “taxa de insucesso” (humanamente falando) deste trabalho de tentar salvar vidas, é muito elevada, mas ainda assim é importante tentar.

Vinha pois pedir-vos que dessem ou pedissem a outros para dar, algumas horas por mês (pode ser uma manhã ou tarde dum dia fixo por mês) pode ser de 15 em 15 dias , todas as semanas, ou uma vez quando puderem.

Podem ser mulheres ou homens, no caso de serem mulheres penso que ajuda o facto de serem mães, mas não é essencial.

O nosso objectivo é que todos os dias (úteis) do ano esteja lá alguém na porta a favor da vida, que possa ajudar estas mulheres, que nenhuma possa dizer como uma disse no outro dia, cheia de lágrimas, após ter abortado “onde é que vocês estavam antes de eu entrar ali? Eu precisava tanto da vossa ajuda!”

Por favor difundam este pedido de forma criteriosa



Ana Paula Pimentel Calderón



Informações e Coordenação: Leonor Ribeiro e Castro tm 913053811

http://www.maoserguidas.org



--
Paula Pimentel Calderón
www.emergenciasocial.pt

Família e chipmunks 2

A sequela do filme Chipmunks volta novamente a abordar a questão da família e dos laços familiares.
A união entre os 3 esquilos cantantes entra em crise não só devido aos esquemas malévolos de um empresário mal intencionado, mas também pelas próprias divisões entre os 2 irmãos mais velhos. Ao ponto de Theodore, o mais novo, decidir ir viver para junto de uma família de Suricates por ter visto num documentário do canal Discovery que estes animais estão sempre juntos e em família.
No final, já imaginam o que aconteceu.
Por isso, aqui deixo a música que fecha o filme e aconselho a quem tem filhos mais novos uma ida no próximo fim de semana a este Alvin e os esquilos 2
MRC

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Crise de bom senso


Numa intervenção na sessão solene de Abertura do Ano Judicial, o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, voltou a abordar a questão do problema da qualidade das leis, pedindo mais rigor, mas sobretudo, “mais ponderação e prudência”, assim como “maior sentido de adequação à realidade”, porque “a pretensão de mudar a realidade da vida pela força da lei raramente produziu bons resultados”.


“Muitas das leis produzidas entre nós não têm adequação à realidade portuguesa. Correspondem a impulsos do legislador, muitas vezes ditados por puros motivos de índole política ou ideológica, mas não vão ao encontro das necessidades reais do país, nem permitem que os portugueses se revejam no ordenamento jurídico nacional”, sublinhou.


Noutros casos, continuou o chefe de Estado, apontando como exemplo o novo regime jurídico do divórcio, as leis até produzem efeitos contrários às pretensões dos legisladores.

“A lei do divórcio foi aprovada para diminuir a litigiosidade mas, após ter entrado em vigor, os litígios nos tribunais de Família e Menores terão aumentado substancialmente”, notou, considerando que este exemplo evidencia a necessidade de legislar em estreita articulação com os aplicadores do Direito, pois são estes que conhecem a realidade.


Por outro lado, defendeu ainda Cavaco Silva voltando a utilizar o exemplo da nova Lei do Divórcio, quando se legisla deve ser feito “um esforço sério para antecipar as consequências potenciais” das soluções adoptadas. (....) o Presidente da República notou que os problemas com a aplicação dessa legislação são hoje reconhecidos pelos actores do sistema judicial.

Textos Rádio Costa D'Oiro desta semana


Semana: 25/01/10 a 29/01/10


Dia 25 - São de todas as idades! Não exigem, não reivindicam e ainda são livres na sua opção de darem sem pedirem em troca. São a outra face de um mundo niilista e egocêntrico. E lutam com a certeza de que promovem, a cada minuto, uma revolução silenciosa. Eles são os voluntários.
Desde 1998 que «o Estado [Português] reconhece o valor social do voluntariado como expressão do exercício livre de uma cidadania activa e solidária, e promove e garante a sua autonomia e pluralismo.».
Visa-se assim promover e garantir a todos os cidadãos a participação solidária em acções de voluntariado.
Deste modo, toda a pessoa, de forma livre, desinteressada e responsável, de acordo com as suas aptidões próprias e o seu tempo, pode realizar acções em prol dos Outros. Para isso, são várias as instituições, públicas e privadas, de interesse social e comunitário, prontas a desenvolver projectos, programas ou outras formas de intervenção ao serviço dos indivíduos, das famílias e da comunidade.
São muitas e variadas as áreas em que cada um pode ajudar: ambiente, alfabetização, cultura, pessoas portadoras de deficiência, infância, grávidas em dificuldade, famílias desfavorecidas, toxicodependentes, idosos, imigrantes, pessoas em fase terminal, sem-abrigo e reclusos.
O voluntariado é uma forma activa e consciente de participação, cooperação e responsabilidade para com os que mais precisam!
Aceite este desafio: Mude o Mundo. Seja voluntário!


Dia 26 - «Há homens que obrigam todos os outros homens a reverem-se por dentro...». – este é um desabafo de Sousa Falcão na peça Felizmente Há Luar!, de Luís de Sttau Monteiro. Há, na verdade, homens e mulheres que, pelo seu exemplo de ousadia, luta, fé e coragem obrigam todos os outros a porem-se em causa e a questionarem-se por dentro.
A História legou-nos, em todas as Culturas, homens e mulheres fantásticos, capazes de enfrentar preconceitos, de lutar pelo Bem-Comum e pela Vida com convicção e doação incomparáveis.
Incapaz de ver sofrer outro ser humano, realidade nua e crua que presenciou na Batalha de Solferino, Henry Dunant organizou um hospital de socorros, auxiliando todos os que necessitassem de ajuda, independentemente da sua nacionalidade. Henry Dunant foi, assim, o mentor e fundador de um dos movimentos mais conhecidos na História: a Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho. No nosso país, o movimento integra também uma secção da Juventude.
A Cruz Vermelha rege-se por seis princípios fundamentais que lhe dão vida: a imparcialidade, a neutralidade, a independência, o voluntariado, a unidade e a universalidade.
O mesmo espírito solidário e humanista que moveu Henry Dunant, premiado com o Nobel da Paz, em 1901, continua há mais de um século, a suscitar o interesse de muitos que dando a sua vida, dão vida a outros humanos. É a força do altruísmo e do voluntariado, sementes de bem insubstituíveis, na luta pela Vida.

Dia 27 - Faro conta com um museu que dedicado aos que morreram cultiva, porém, o Valor da Vida.
Com Judeus algarvios sepultados, o Cemitério Judaico de Faro, classificado como um lugar de interesse público no Registo Português de Monumentos Históricos Nacionais, é o único vestígio que resta da primeira presença judaica em Portugal, após a Inquisição.
Museu restaurado, conta com uma bonita presença de uma homenagem a um dos homens que salvou milhares de judeus dos campos de concentração nazis. Os 18 ciprestes que se encontram plantados à frente do muro do cemitério são uma homenagem ao diplomata português Aristides de Sousa Mendes.
Os ciprestes representam as letras do alfabeto hebraico, formando a palavra VIDA.
É por causa de realidades vividas como a do povo judeu, que hoje em dia, continuam a ser necessárias pessoas para acudir e dar vida a quem foi roubada, devido a ódios ou interesses económicos.
Dar o seu tempo por causas maiores trará bem-estar para todos e certamente o brilho em muitos olhares.

Dia 28 – O presidente da Mongólia, Tsakhiagiin Elbegdorj, anunciou a moratória oficial sobre a pena de morte no país e decretou a redução automática de todas as sentenças de morte a trinta anos de prisão.
No dia 14 de Janeiro, com um histórico discurso no Parlamento, após dar as indicações, o presidente manifestou a sua intenção de alcançar o quanto antes a abolição total e incondicional da pena de morte.
A Comunidade de Sant’Egídio demonstrou, através de um comunicado, seu sincero apreço por “uma surpreendente e valiosa determinação na vontade de apagar de uma vez por todas a pena de morte da legislação da Mongólia”.
Essa atitude, segundo a Comunidade, “não é fruto de uma decisão repentina”. Há 19 anos, Elbegdorj, então como deputado, havia proposto introduzir nova legislação sobre a pena capital, em âmbito constitucional.
A Comunidade de San’Egídio destaca que desde que Elbegdorj assumiu a presidência da Mongólia, há sete meses, não assinou nenhuma execução.
O chefe de Estado, explicando as razões de sua decisão, declarou sobretudo que a capacidade de perdoar, também aqueles que cometeram o pior delito, é um princípio ao qual devemos permanecer fiéis, porque é a garantia e a tutela do valor à vida humana.
Ele demonstrou-se especialmente preocupado com erros judiciais e com o
“A pena de morte – afirma o presidente da Mongólia – degrada a dignidade humana, provoca nas famílias das vítimas e nos condenados feridas, dor e ressentimento”. Ele assinalou que, segundo as antigas tradições do seu país, a vida é o maior dom que se tem.
O presidente destacou que o direito à vida “é absoluto”. Afirmou que “não existe nenhum estudo capaz de comprovar que a abolição da pena de morte aumenta a taxa de criminalidade”.
A Comunidade de Sant’Egídio saudou a iniciativa do presidente da Mongólia como “de extraordinária relevância” a favor da vida.


Dia 29 - A Junta de Freguesia de Portimão em parceria com a Associação de Voluntários de Portimão tem no seu vasto leque de projectos o Projecto “Mão Amiga”, que visa apoiar as crianças do 1.º ciclo e jardins-de-infância da rede pública durante o período do almoço, promovendo o acompanhamento e sensibilização das crianças durante a refeição.
Para o efeito, voluntários da Associação de Voluntários de Portimão estão entre as 11h30 e as 14h00, todos os dias, nos refeitórios das escolas: Coca-Maravilhas, Major David Neto, Pontal e Pedra Mourinha, onde almoçam cerca de 1200 crianças todos os dias.
Para mais informações sobre este projecto e outros onde pode colaborar como voluntário vá até à Junta de Freguesia de Portimão ou contacte-a através do telefone 282 402 140.
Dê um pedacinho de si aos outros através do voluntariado.




Aborto e ideologia de gênero: duas resoluções no Conselho da Europa

Ver entrevista aqui.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

IGAS vai inspeccionar aborto


Ao fim de quase 3 anos de entrada em vigor da lei que liberalizou o aborto, vulgo, IVG, a Inspecção-Geral das Actividades de Saúde (IGAS) vai, pela primeira vez, inspeccionar os estabelecimentos de saúde que o fazem.


Para já, só serão objecto desta inspecção, os estabelecimentos públicos o que é um pouco contraditório já que, a haver uma 1ª inspecção, o mais lógico seria que os 1ºs a serem inspeccionados fossem precisamente os privados que fazem da actividade fonte de lucro.


A notícia do Público acrescenta que "Os últimos dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde indicam que os hospitais portugueses fizeram cerca de dez mil abortos nos primeiros seis meses de 2009, sendo que a maioria das interrupções de gravidez foi realizada em unidades da região de Lisboa"

Entrevista de Marcus Scheving (sporticus) a Júlio Isidoro




Homossexualidade: Casamento, adopção

As propostas de legalização do casamento homossexual já avançaram em algumas partes do mundo e prometem estar no centro das atenções num futuro próximo em Portugal. O Juiz Pedro Vaz Patto explica porque este conceito é um contra-senso social e jurídico que ameaça a família, célula base da sociedade.

O termo “casamento homossexual” faz sentido, ou é uma contradição?


É uma contradição. O casamento não pode ser um conceito vazio onde cabe qualquer conteúdo. O conceito de “casamento” entre pessoas do mesmo sexo descaracteriza e esvazia o conceito de casamento. Este assumiu ao longo da História, e nas mais variadas culturas, formas muito diferentes, mas para que se possa falar em casamento, há que partir de um denominador comum, de características comuns que distinguem esta instituição de outras formas de convivência.



O que é então o casamento?


O denominador comum às variadas formas de casamento que atravessam e atravessaram as diferentes culturas e épocas históricas é o de uma união estável, socialmente reconhecida, entre homem e mulher, em princípio aberta à procriação.
Não é assim por acaso ou por razões superáveis pela evolução social. É assim porque só assim concebida pode a instituição do casamento desempenhar a sua insubstituível função social, que faz dela a mais antiga, perene e estruturante das instituições socais.
Essa função liga-se à estrutura fundamental que é a família. É a família que assegura a renovação da sociedade, a educação e socialização das gerações mais jovens e o futuro harmonioso da sociedade, e pode considerar-se que esta é a primeira das funções sociais. Por este motivo a família merece um reconhecimento social e jurídico que começa pelo reconhecimento do casamento como seu fundamento. Só uma união estável entre um homem e uma mulher pode desempenhar esta função.
Por outro lado, o casamento representa também a valorização da unidade entre as dimensões masculina e feminina, que só em conjunto compõem a riqueza integral do “humano”. Também esta é uma função social, pois a vida social também se estrutura, desde a sua célula básica, a partir da unidade entre estas duas dimensões masculina e feminina, e também só pode ser desempenhada por uma união entre um homem e uma mulher, mesmo que essa união seja infecunda.



Mas a ideia do casamento só entre um homem e uma mulher não é uma ideia essencialmente religiosa? Não se estará a impor uma visão religiosa ao resto da sociedade?


Não. O reconhecimento social e jurídico do casamento tem a ver com a sua função social independentemente da perspectiva religiosa. As suas finalidades e propriedades essenciais decorrem da lei natural, isto é são apreensíveis pela razão humana sem ser necessária a luz da fé para essa apreensão. Tais finalidades e propriedades essenciais supõem a união entre um homem e uma mulher.



Há quanto tempo é que se fala neste assunto do “casamento” homossexual? É uma luta antiga ou recente?


A homossexualidade é um fenómeno muito antigo, nalgumas culturas reprimido, noutras tolerado. Mas nenhuma das culturas onde era tolerada equiparou a união entre pessoas do mesmo sexo ao casamento, pois sempre foi clara a consciência a respeito da fundamental e insubstituível função social desta instituição. A questão é, pois, recente.



Como é que surgiu a questão, então?


Começou por ser levantada há pouco mais de dez anos, com a proposta da criação de um contrato de união civil, distinto do casamento. Como alertaram na altura os opositores a esta medida, tratava-se de um primeiro passo no sentido da descaracterização do conceito de família a que se seguiriam outros mais graves. E assim foi. A maior parte das pessoas e grupos que então propunham essa figura, já não se contentam com ela e passaram a defender, não muito tempo depois, o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo.



Mas é uma questão que surge naturalmente, ou há grupos de pressão que a levantaram?


É notório que a questão não surgiu da evolução espontânea da mentalidade comum, mas a partir de uma campanha bem orquestrada de grupos culturalmente influentes que conseguem, de uma forma impressionante, sobrepor ao senso comum a ditadura do “politicamente correcto”. Um político que se desvie destes dogmas supostamente indiscutríveis tem a vida muito dificultada.
Ao mesmo tempo, na opinião popular continua a prevalecer o bom senso de quem reconhece a evidência da função social inconfundível do casamento. Sempre que a questão foi submetida a referendo (em vários Estados norte-americanos), foi rejeitada. Entre nós, os proponentes da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo têm rejeitado a via do referendo, Cientes de que a medida seria provavelmente rejeitada por essa via.



E sobre a adopção por parte de homossexuais, o que pensa?


Há dois princípios básicos que norteiam o regime jurídico da adopção: que esta deve ser concebida em função do bem da criança a adoptar, e não dos interesses ou aspirações dos adoptantes (por muito respeitáveis que estes sejam) e que o vínculo que se cria através da adopção deve aproximar-se o mais possível do vínculo que se cria através da filiação natural (não se trata, pois, de uma qualquer relação de afecto).
Ora, a adopção por casais homossexuais surge como uma reivindicação que pretende satisfazer as pretensões destas pessoas. A estas pretensões deve sobrepor-se o bem da criança a adoptar, o qual reclama a presença de um pai e de uma mãe, pois a sua educação supõe o contributo insubstituível e complementar de uma figura masculina e de uma figura feminina.
Por outro lado, se o vínculo da adopção deve aproximar-se o mais possível do vínculo resultante da filiação natural, tal exige que os adoptantes sejam um homem e uma mulher, pois só duas pessoas de sexo diferente poderiam ser progenitores naturais, como é óbvio.



Não é então um atentado ao direito da igualdade, negar aos casais homossexuais o direito de se casarem?


A questão não deve ser colocada no plano da igualdade de direitos, mas no da definição de casamento. Não se trata de reconhecer ou negar o direito a casar a quem quer que seja, mas de saber se uma união entre pessoas do mesmo sexo é um casamento, se deve ter o reconhecimento social e jurídico próprio do casamento.
O princípio da igualdade exige que se trate de forma igual o que é igual e de forma diferente o que é diferente. Do ponto de vista da sua função social, não é igual uma união entre pessoas do mesmo sexo e uma união entre homem e mulher vinculados pelo casamento.
Não estão em causa opções de vida privada (se estivessem, o Estado não tinha que intervir), mas a função social do casamento e da família, que nele se funda.


Entrevista daqui.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

sábado, 23 de janeiro de 2010

Desorientação e desnorte na educação sexual socialista

Armindo Cancelinha,
da Associação Nacional de Professores

Porque antes de vermos, sabemos que alguém já existe

“Quando te vi, amei-te muito antes”
Fernando Pessoa

The Mom Song

Uma canção fenomenal, com a qual as mães se vão identificar!

Coreia do Sul combate o aborto

Enquanto mostrava na tela de seu computador imagens de fetos, Dra. Choi Anna descrevia o que acontecia a eles durante o processo de aborto.
Durante anos, disse Choi, ela lavava as mãos, arrependida, depois de cada aborto que realizava.
Sua colega, Dra.Shim Sang-duk, disse que, até o momento em que a prática foi interrompida, no último mês de setembro, a Clínica Ion para Mulheres em Seul realizava 30 abortos por mês, ou seja, o dobro do número de partos ocorridos ali.
Quase todos eram ilegais.
"Vendemos nossa alma por dinheiro", disse Choi.
"O aborto era uma maneira fácil de ganhar dinheiro".
Num país onde o aborto é, ao mesmo tempo, amplamente disseminado e, com algumas exceções, contra a lei, Choi e Shim esperam contribuir para o primeiro debate sério na Coreia do Sul envolvendo a ética do aborto.
Em novembro, elas e dezenas de outros obstetras realizaram uma coletiva de imprensa para pedir "perdão" por terem participado de abortos ilegais.
O grupo formado por elas, o Gynob, pede que outros médicos declarem se participaram ou não de abortos ilegais.
Em dezembro, eles formaram outra organização, a Pro-Life Doctors, que tenta desencorajar mulheres a fazer abortos e gerencia uma linha telefônica especial para reportar clínicas que realizam abortos ilegalmente.
Agora, eles planejam começar a denunciar esses profissionais à polícia.
A campanha da Gynob, com bases morais, é pouco comum na Coreia do Sul, onde o aborto traz uma carga emocional e religiosa bem menor que em muitos países do Ocidente.
No entanto, o tema está ganhando atenção aqui, em parte porque coincide com uma reavaliação pública do aborto por parte do governo, que está buscando maneiras de reverter o declínio da taxa de natalidade no país.
Até agora, o aborto nunca tinha sido uma questão realmente importante aqui, disse Hahm In-hee, professora de sociologia da família da Ewha Womans University, em Seul.
"A sociedade considera o aborto uma questão familiar e existe um grande tabu envolvendo a discussão de assuntos familiares em público", afirmou.
Por sua vez, o Gynob está focando em salientar a hipocrisia de ter uma lei que quase nunca é cumprida.
O objetivo do grupo não é resolver a questão liberalizando a lei, mas acabar definitivamente com o aborto.
(...)
Com base em dados de seguros de saúde e estudos patrocinados pelo governo, pesquisadores concluíram que essas excepções eram aplicadas apenas em 4% dos estimados 340 mil abortos realizados em 2005.
Entretanto, naquele ano somente um caso de aborto ilegal - que, em teoria, é passível de punição de até um ano de detenção para a mulher e dois para o médico - foi a julgamento, segundo dados submetidos por procuradores ao parlamento em outubro.
Durante décadas, o governo da Coreia do Sul negligenciava a questão, pois enxergava no alto índice de natalidade um impedimento para o crescimento econômico.
Nas décadas de 1970 e 1980, as famílias com mais de dois filhos eram denunciadas como antipatriotas.
Até o começo dos anos de 1990, os homens eram dispensados do serviço militar obrigatório se tivessem realizado vasectomia.
Agora, o governo concluiu que essa política teve êxito demais.
O índice de fertilidade da Coreia do Sul, que ficava em 4,5 filhos por mulher na década de 1970, caiu para 1,19 filho até 2008, um dos índices mais baixos do mundo.
O temor do governo é de que a recente crise financeira possa ter baixado ainda mais essa taxa de natalidade, e de que a população do país, que envelhece rapidamente, possa minar a viabilidade econômica do país.
Em novembro, o presidente Lee Myung-bak pediu medidas "ousadas" para aumentar a taxa de natalidade do país.
"Mesmo se não tivermos a intenção de responsabilizar ninguém por todos esses abortos ilegais do passado, devemos reprimi-los de agora em diante", disse o ministro da saúde, bem-estar e questões familiares, Jeon Jae-hee.
Todavia, Jeon acrescentou que qualquer medida deveria ser acompanhada de um aumento do pagamento aos médicos.
Acredita-se que o limite imposto pelo governo sobre pagamentos por serviços médicos motivou esses profissionais a realizar serviços escondidos, e potencialmente muito mais lucrativos, como o aborto ilegal.
Com menos mulheres tendo filhos e o governo limitando os pagamentos aos médicos, muitas clínicas de obstetrícia enfrentam dificuldades.
Alguns profissionais migraram para áreas mais lucrativas, como cuidados dermatológicos e tratamentos contra a obesidade.
Para os que permaneceram na obstetrícia, o aborto - que geralmente custa cerca de US$ 340 e é pago à vista, pois o seguro não cobre - se tornou uma "fonte de receitas que, para eles, é difícil abandonar", disse Dra.
Kang Byong-hee, obstetra de Paju, ao norte de Seul.
Além da política governamental e do modelo econômico da assistência médica, fatores sociais contribuíram para os atuais índices de aborto.
Uma preferência por meninos e uma rejeição a deficientes levaram à prática disseminada de aborto de fetos do sexo feminino ou com problemas fisiológicos, disse Choi Sung-jae, professora de bem-estar social da Universidade Nacional de Seul.
O estigma contra mães solteiras, a crescente participação da mulher no mercado de trabalho e o alto custo da educação também contribuem para essa tendência.
Choi, da Clínica Ion para Mulheres, afirmou: "Vemos uma tendência a ter um filho perfeito e abortar os demais.
Tivermos mulheres exigindo um aborto simplesmente porque tomaram remédio contra gripe ou beberam demais no início da gravidez".
(...)
Enquanto isso, o governo começou a disseminar uma nova mensagem em anúncios de serviço público e cartazes nos metrôs: Ter mais filhos é ser patriota.
"Com o aborto, você aborta também o futuro", diz um dos cartazes.
O orçamento governamental mais recente pede bônus ainda maiores para famílias com mais de dois filhos, assim como maior assistência financeira a mães solteiras necessitadas e cupons para casais que buscam ajuda em clínicas de fertilidade.
Todas essas vozes estão alimentando uma discussão pública mais ampla sobre o aborto, à medida que o parlamento delibera sobre reconsiderar a Lei da Saúde da Mãe e do Filho.
"Essa é a hora de começar o debate", disse Lee, no último mês de novembro.
Fonte: Notícias Yahoo
Tradução: Gabriela d'Avila
Ver site da Gynob aqui

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Maioria dos americanos considera aborto “moralmente incorreto”

Às vésperas do 37º aniversário da sentença do Tribunal Supremo dos Estados Unidos no caso Roe versus Wade, que legalizou o aborto em todo o país, uma pesquisa recente mostra que a grande maioria dos americanos acredita que o aborto é moralmente incorreto.

A geração do milênio (os que têm entre 19 e 29 anos) considera o aborto “moralmente incorreto”, inclusive mais (58%) que a geração do boom (os que têm entre 45 e 64 anos), com 51%. O resultado da geração X (entre 30 e 44 anos) é similar ao da geração do milênio (60% veem o aborto como “moralmente incorreto”). Mais de 6 de cada 10 da geração dos mais velhos (maiores de 65 anos) pensam a mesma coisa.

Esta recente pesquisa, levada a cabo entre o final de dezembro e o começo de janeiro, é a última de uma série de pesquisas semelhantes organizadas pelos Cavaleiros de Colombo e realizadas pelo Instituto Marista para a Opinião Pública.

Em outubro de 2008 e julho de 2009, a pesquisa fez o acompanhamento de uma tendência crescente à posição pró-vida, confirmada por Gallup e pelo estudo do Centro Pew de meados de 2009.

A pesquisa dos Cavaleiros de Colombo - Maristas está disponível em www.kofc.org / moralcompass.

“Os americanos de todas as idades – e os jovens em número ainda maior que seus pais – veem o aborto como algo moralmente errado – disse o supremo cavaleiro Carl Anderson. Os Estados Unidos deram um giro e estão abraçando a vida e, ao fazê-lo, estão abraçando um futuro do qual eles – e todos nós – poderemos estar orgulhosos.”

E acrescentou: “Os avanços na tecnologia mostram claramente – e cada vez mais claramente – que uma criança não-nascida é totalmente um ser humano. Isso, e o grande número de americanos que conhecem uma das muitas pessoas que foram negativamente afetadas pelo aborto, são certamente duas das razões pelas quais os americanos estão cada vez mais incomodados com o legado de aborto de Roe v. Wade, e com o aborto em geral. A maioria dos americanos entende que o aborto tem consequências e que estas não são boas”.

A questão do aborto faz parte de uma pesquisa mais ampla que será divulgada nos próximos dias.

Este informe apresenta os resultados de uma pesquisa feita com 2.243 americanos – incluindo uma amostra suplementar de 1.006 da geração do milênio. Os resultados para os americanos têm uma margem de erro de +/-2% e, para a geração do milênio, +/-3%.

Os dados foram recolhidos de 23 de dezembro de 2009 a 4 de janeiro de 2010, usando um painel online baseado em probabilidades de Knowledge Networks, Inc.
Daqui.

Falta de educação e baixo nível


Nos últimos dias, em ruas da cidade de Lisboa, na rádio e em alguns blogues (não coloco os links por uma questão de não promoção de lixo), algumas pessoas muito "modernas" têm utilizado imagens e expressões, a propósito de posts, crónicas ou até mesmo invocando razões de "inovação artística" que são claramente ofensivas das convicções religiosas de milhares de portugueses.


São pessoas que só defendem o direito à diferença quando se trata da sua diferença. Quando a diferença é a dos outros já podem achincalhar, caricaturar e ofender.


Trata-se de uma questão de falta de educação básica e elementar. De qualquer forma, como, nesses casos, a educação falhou, convinha recordar o que o artigo 252º b) do Código Penal prevê:


Quem:
(....)
b) Publicamente vilipendiar acto de culto de religião ou dele escarnecer;
é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias.


P.S.- A sua sorte é que nem a religião cristã, nem os seus responsáveis, ensinam que se deve "limpar o sebo" aos que caricaturam os seus simbolos mais queridos.

Petição on line para que o 2º aborto seja pago


O Senhor Presidente da República tem manifestado a sua crescente preocupação com o "inverno demográfico" [1], demonstrando sensibilidade a um tema que o «Portugal pro Vida» levantou na última campanha eleitoral.

A questão demográfica deve ser progressivamente reconhecida como um factor determinante do nosso arrefecimento económico e da sustentabilidade das políticas sociais.Há, pois, que encontrar novas formas de estimular a recuperação demográfica e sempre que possível sem agravar o défice público. As condicionantes orçamentais desaconselham um ataque ao «inverno demográfico» centrado na tradicionais políticas de subsídios, onerosas e ineficazes, em Portugal como noutros países [2].

Há que inovar, encarando de forma realista as famílias que temos e que, na sociedade actual, têm possibilidades reais de criar os seus filhos, mas confrontam-se com políticas que as desencorajam, dando-lhes uma alternativa mais "fácil" e imediata - o aborto.

Os Directores de Serviços de Ginecologia e Obstetrícia do nosso país com quem temos contactado, recebem numerosos pedidos de segundo, terceiro e mais abortos por pessoas com evidentes possibilidades financeiras para criar os seus filhos.

Segundo dados oficiais, 433 mulheres que abortaram em 2008 já tinham pelo menos quatro abortos no seu "historial".

Por tudo isto, tem vindo a tornar-se consensual a ideia de que o aborto repetido não deve ser pago pelo Estado.

Isso mesmo afirmou recentemente à imprensa o responsável do serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Santa Maria em Lisboa [3].


[1]http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1451813

[2]http://www.apfn.com.pt/invernodemografico/trailler.htm

[3]http://www.publico.clix.pt/Sociedade/segundo-aborto-devia-ser-a-pagar-diz-director-do-servico-de-ginecologia-de-santa-maria_1391817

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Presidente da Mongólia anuncia fim da pena de morte

Ler mais aqui.

Bastonário da Ordem dos Advogados e Procurador da República contra adopção por casais gays

Por sua vez, o meu bastonário, Marinho Pinto proferiu as seguintes declarações:
Quanto aos modelos familiares que da nova lei possam surgir, Marinho Pinto sublinhou que, em oposição ao que acontece com o casamento, enquanto instituição, «na família natural, nada é permitido, porque foi a natureza que organizou as coisas assim».
«Uma criança cuja vida foi atingida por uma tragédia que lhe destruiu a família, tem direito a ter uma família o mais próximo possível da sua família natural, e não um homem a fazer de mãe ou uma mulher a fazer de pai», reforçou.
«Acho que não deve ser permitida a adopção a casais homossexuais, como não deveria ser permitida a adopção monoparental», acrescentou.

Textos desta semana na nossa rubrica da Rádio Costa D'Oiro

Dia 18 - A comissão europeia lançou um novo programa de distribuição de frutas e legumes nas escolas para incutir melhores práticas alimentares entre os mais jovens.
Em Portugal, a prevalência da pré-obesidade e obesidade em idade pré-escolar, escolar e adolescente é já de 31%, com 10% de casos de obesidade.
Como alerta deste problema surgiu a LazyTown / Vila Moleza. Muito mais que uma série infantil, LazyTown/Vila Moleza protagoniza todo um estilo de vida. É actualmente a única marca de entretenimento global dedicada à saúde dos mais novos. Baseada no conceito «Como é que a educação para um estilo de vida saudável se pode tornar divertida?», a série tem como principal preocupação combater um dos flagelos da actualidade, a obesidade Infantil, sempre de forma dinâmica, divertida e interactiva, utilizando, para isso um visual fora do comum, imagens geradas por computador, marionetas e personagens reais.
Ao mesmo tempo que mistura música, movimento e humor, cativa as crianças através de histórias divertidas e chamando a atenção dos pais para importância do exercício físico e da alimentação saudável.
Com a ajuda do herói Sportacus e seus amigos podemos ajudar as crianças a cada vez mais preferirem o “Doce Desportivo”, nome que se dá à fruta na Vila Moleza e contribuir assim para o seu salutar crescimento.

Dia 19 - Comovente e impressionante, a biografia do pianista Wladyslaw Szpilman é um testemunho de vida que nos faz pensar sobre o valor da Vida, e questionar até onde pode ir o Homem para lutar por ela.
Wladyslaw Szpilman foi um pianista judeu, polaco, cuja família foi deportada para os campos de concentração Nazis.
Tendo fugido do gueto de Varsóvia, lutou pela sobrevivência até ao fim. Fugas, doenças, debilidade física, frio, fome, humilhação, tristeza e desespero invadiram a sua vida durante o tempo de esconderijo. Acabou por sobreviver ajudado por amigos e por um oficial alemão, para quem tocou piano.
O filme O Pianista, de Roman Polanski, premiado com a Palma de Ouro do Festival de Cannes, em 2002, e três Óscares da Academia, é mais um filme que espelha o horror abominável de que o ser humano já alguma vez foi capaz: aniquilar-se a si próprio; mas que nos abre a esperança de com o Passado aprendermos, para o Presente e para o Futuro, que a Vida não tem preço, mas que, muitas vezes, é o preço da obstinação, da perseverança e a nossa capacidade de luta contra a adversidade, que nos fazem acreditar que, apesar de tudo, a Vida vale a pena! Wladyslaw Szpilman provou-o.
No terramoto do Haiti muitas das vitimas eram voluntários ou funcionários de organizações humanitárias. A Dra Zilda Arns que era uma activista pró-vida, irmã do anterior arcebispo católico de S.Paulo vivia no Haiti e apoiava crianças desfavorecidas. Um exemplo entre tantos que dão a vida em prol de quem mais precisa.

Dia 20 - «Quebrando o silêncio», livro escrito por Esperanza Puente, que abortou há 15 anos, conta no mesmo a sua experiência de dor e solidão.
A autora relata casos de homens e mulheres que ela conheceu e que, da mesma forma que ela, sofreram a síndrome pós-aborto. Um testemunho em primeira pessoa de uma terrível realidade oculta até a publicação deste livro. Ao escrever o seu testemunho Esperanza Puente deu a conhecer o que uma mulher sofre quando aborta. Escreveu-o sobretudo para expressar a realidade: o que se vive e se sofre antes, durante e depois de um aborto provocado.
Nas palavras da autora podemos ler: “No meu caso, sofrer em silêncio levou-me a ser um «morto vivo»: tinha ansiedade, pesadelos, culpa, machucava-me olhando as crianças... Cheguei a bater no meu próprio filho, momento no qual decidi que tinha de buscar ajuda. E o meu caso não é algo isolado, cada dia falo com mulheres que passam pela mesma situação. Por isso mesmo, eu tinha de o contar num livro.”
«Quando uma mãe ou um paidecide que o filho não vai viver pensa que o aborto é mau, mas é só coisade um momento. Depois, descobre que a realidade não desaparece. Aquelemomento mau nunca mais passa a ser bom. E sofre-se muito. Até que a pessoaganha coragem para enfrentar o horror daquilo que fez e pedir a Deus quelhe perdoe».
É bom não esquecer que a vida começa na concepção, no acto da criação de vida.

Dia 21 - Ter um bebé é como planear uma fabulosa viagem de férias – por exemplo, para a ITÁLIA! Compramos guias e fazemos planos maravilhosos! O Coliseu, o David de Michelângelo, as gôndolas em Veneza. Até podemos aprender algumas frases em italiano. É tudo muito excitante.
Finalmente chega o grande dia! Arruma as suas malas e embarca. Algumas horas depois aterra e o comissário de bordo chega e diz:
- Bem-vindo à Holanda!
- Holanda! - O que quer dizer com Holanda! Eu escolhi a Itália! Eu devia ter chegado à Itália. Toda a minha vida eu sonhei em conhecer a Itália!
Mas tinha havido uma mudança de plano. Aterrou na Holanda e é lá que deve ficar.
Logo, deve sair e comprar novos guias. Deve aprender uma nova linguagem. E irá encontrar todo um novo grupo de pessoas que nunca encontrou antes.
É apenas um lugar diferente. É mais baixo e menos ensolarado que a Itália. Mas após alguns minutos, você pode respirar fundo e olhar ao redor, começar a notar que a Holanda tem moinhos de vento, tulipas e até Rembrants e Van Goghs.
Mas, todos que você conhece estão ocupados indo e vindo da Itália, estão sempre a comentar o sobre o tempo maravilhoso que passaram lá. E por toda sua vida você dirá: - Sim, era onde eu deveria estar. Era tudo o que eu tinha planeado!
E a dor que isso causa nunca, nunca irá embora. Porque a perda desse sonho é uma perda extremamente significativa.
Porém, se passar a sua vida toda remoendo o facto de não ter chegado à Itália, nunca estará livre para apreciar as coisas belas e muito especiais sobre a Holanda.
Às vezes, quando temos um filho, apegamo-nos muito ao nosso primeiro sonhoacerca do que ele ia ser. Se não descemos à realidade, ficamos aborrecidospor perder o sonho e perdemos a surpresa maravilhosa do que existe·realmente». Um bebé é sempre especial!
Dia 22 - Esta semana queremos destacar a instituição S.O.S. Apoio à Grávida
O S.O.S. Vida é uma instituição de apoio a grávidas em situação de risco localizada no Algarve, mas que trabalha com grávidas de todo o país. Tem atendimento telefónico 24h e uma casa de acolhimento em construção. Dá todo o apoio necessário às grávidas, incluindo acolhimento, alimentação, seguimento médico, ajuda à procura de emprego depois do nascimento do bebé, etc. Surgiu depois do referendo de 1998 e até Julho de 2002 já deu apoio a mais de 180 grávidas que puderam assim ter os seus filhos com as condições necessárias.
Encontra-se sedeada na Rua da Saúde, 4 Faro
Pode ser igualmente contactada através do Telef: 289 812 812 (24 horas/dia)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Adopção internacional

A Associação Emergência Social foi aprovada como Entidade Mediadora de Adopção Internacional no âmbito do projecto MAIBABY pela portaria nº1111/2009 publicada no Diário da Republica de dia 28.09.2009.
A actividade de Mediação foi aprovada por 2 anos para os seguintes países: Angola, Peru, Etiópia, Polónia, Brasil, Índia, Colômbia, Bulgária, podendo esta aprovação ser renovada a pedido da Associação Emergência Social.
Brevemente darão entrada os respectivos requerimentos de autorização de exercício de actividade nos diversos países em causa. Após o que haverá condições legais para se iniciar os processos de adopção por candidatos Portugueses.
Os candidatos que queiram optar futuramente pelos nossos serviços terão que ter a sua situação de adoptabilidade aprovada pela Segurança Social. Decorrendo daí o inicio dos nossos serviços no encaminhamento e acompanhamento do processos no país de origem da criança bem como todo o apoio aos candidatos durante o processo e após a adopção.
COMUNICADO
Todos os candidatos interessados à adopção Internacional terão que ter um processo especifico para esse fim. Os candidatos que estejam em processo de adopção Nacional ou que já o tenham concluído não poderão transitar o seu processo automaticamente para adopção internacional. Nestes casos deverão contactar o centro de SS onde o processo decorreu e informarem-se de quais os trâmites necessários para iniciarem o processo em causa.
No processo de Adopção Internacional deverá constar quais os países a que pretendem candidatar-se. A AES- MAIBABY aconselha a que sejam seleccionados apenas 2 ou 3 países por uma questão de viabilidade processual
Todos os interessados que pretendam informações mais detalhadas poderão entrar em contacto pelo E-mail:
maibabygeral@gmail.com
Contacto: 911089795
Drª Ana Gama
Para mais informações consulte o blog que será constantemente actualizado.
http://maibabyadop.blogspot.com

Nº de adopções aumentam ligeiramente

Os dados da Segurança Social não indicam as idades das crianças adoptadas, mas os técnicos sublinham que são as mais novas. Os mais velhos, com problemas de saúde e não caucasianos, dificilmente encontram pais adoptivos, o que acontece com um quinto dos que esperam adopção.
A presidente da Bem Me Queres, associação para a adopção, Cristina Henriques, regista o aumento substancial de adopções com preocupação. E justifica: "Preocupa-me que as crianças mais crescidas estejam a ficar mais tempo nas instituições, porque estes processos exigem mais tempo e maior atenção das técnicas para encontrarem candidatos." E não aceita o argumento de que os portugueses só se interessem pelas crianças mais novas, salientando que não foi feita a formação prometida: dos técnicos dos serviços e dos candidatos. O gabinete de Edmundo Martinho adianta que a primeira fase do Plano de Formação para a Adopção teve início em Setembro e abrangeu 120 técnicos, e que em Dezembro começou a formação dos candidatos.
Mas as crianças adoptadas são só uma pequena parte das institucionalizas. Nos últimos dados divulgados, em 2008, havia 2687 para adopção num total de 13 910

Carta entregue ao prof Daniel Sampaio

Educação Sexual: as 10 perguntas (ainda) sem resposta

No passado dia 19/01/2010 a propósito do lançamento, na Biblioteca Municipal, Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão, do livro “Jovens com Saúde – Diálogo com uma Geração”, de Daniel Sampaio e Margarida Gaspar de Matos que são dos principais responsáveis pela definição do actual modelo compulsivo de educação sexual na escola foi-lhes entregue pela Plataforma Resistência Nacional um documento contendo as seguintes questões:

1. quais os pressupostos teóricos que permitem pensar que o modelo vai resultar;
2. onde foi o modelo submetido a "experiência", ou pelo menos a uma "quasi-experiência", com população de estudo e de controle estatisticamente equivalentes;
3. quem foram as personalidades independentes e de reconhecido mérito que levaram a cabo essa experiência;
4. qual a amostra estatisticamente representativa da população escolar portuguesa que foi estudada;
5. consequentemente, onde foi verificado que os bons resultados previstos no modelo foram de maneira tecnicamente significativa constatados na prática;
6. em que revista com referee e indexada no ISI (as únicas relevantes para a FCT) foram publicados os resultados dessa avaliação;
7. qual o follow-up da experiência;
8. em que países foi um modelo semelhante aplicado;
9. em que países um modelo semelhante foi associado à diminuição da gravidez adolescente e das Infecções de Transmissão Sexual;
qual o efeito previsível da distribuição de contraceptivos hormonais ao nível da saúde física (cancro, antes de mais) e mental das alunas, ao nível relacional e ao nível da feminização da pobreza (no sentido de G. Ackerloff o Nobel da Economia que estudou o efeito dos contraceptivos na sociedade).
Até termos respostas claras e objectivas a estas questões, não há razões para considerar que o modelo legal de educação sexual se funde num trabalho científico metódico e sério.
Na falta dessas respostas, apenas haveria razões para pressentir que é um modelo exigido pelo “achismo” de pessoas cuja falta de qualificação em educação sexual era, aliás, já de todos conhecida.

Sobre sexo e amor

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Sobre crises e esperança

Numa altura de crises e desorientação, é interessante "ouver" a palavras do Arcebispo Fulton Sheen, no seu programa de tv dos anos 60 sobre o tema da "esperança".





Gala de Beneficiencia a favor da "Ajuda de Mãe"


A Ajuda de Mãe é uma IPSS que apoia, forma e acolhe grávidas e puérperas para melhor acolherem os seus bebés e ainda para que o apoio proporcione uma melhoria de vida a toda a família

A Ajuda de Mãe vai ser beneficiária de um espectáculo que vai incluir um desfile de moda e um grande espectáculo de fados como forma de apoiar o funcionamento das residências de acolhimento


Os bilhetes estão à venda na Ajuda de Mãe e no dia no local
Agradecemos a vossa divulgação
Madalena Teixeira Duarte


(Recebida por mail)

Rússia: Número de abortos aproxima-se do de nascimentos


O número de abortos na Rússia aproxima-se do de nascimentos, segundo dados revelados hoje pela ministra russa de Desenvolvimento Social, Tatiana Golikova.
Em 2008, nasceram na Rússia 1 milhão e 714 mil crianças, mas o número de abortos registados foi de 1 milhão e 234 mil, disse a ministra, durante um encontro do Conselho da Rússia dedicado à política demográfica.
Neste contexto, Tatiana Golikova defende que a redução do número de abortos é "um recurso real para aumentar a natalidade".
A ministra diz que é necessário "realizar trabalho de esclarecimento entre as jovens nas escolas, para que compreendam as consequências negativas do aborto"

Comunicado APFN: A morte lenta de Portugal


Foi hoje revelado que, em 2009, nasceram pouco mais de 100.000 bebés em Portugal (mais precisamente 100.026), novo mínimo absoluto, o que tem acontecido, com uma frequência surpreendente, nos últimos 6 anos. Com efeito, nestes últimos 6 anos, apenas em 2008 isso não aconteceu, embora o número fosse inferior ao obtido em 2006.
Para que o índice sintético de natalidade tivesse o desejado valor de 2,1, seria necessário nascerem mais 60.000 bebés, ou seja, o défice de natalidade em 2009 foi "apenas" de 60%!

Como se não bastasse,
O INE continua a fazer projecções surrealistas, assumindo que a taxa de natalidade vai aumentar(!);
O Governo, nos últimos anos, anunciou pomposamente várias medidas rotuladas como "incentivos à natalidade", prontamente denunciadas pela APFN como totalmente descabidas, como se veio a comprovar;
"Especialistas" (a APFN não consegue perceber de quê) continuam a prestar declarações falsas de que isto está em linha com o resto da Europa, uma afirmação sem qualquer fundamento, como qualquer cidadão poderá comprovar por simples consulta ao site da Eurostat - Portugal é dos raros países europeus com taxa decrescente, razão pela qual a taxa está a aumentar na Europa (apesar de Portugal).
Há, ainda, a acrescentar que, conforme estudo revelado em Maio de 2009, a média das mulheres portuguesas em idade fértil deseja ter 3 filhos (http://www.apfn.com.pt/Relatorio_APFN_Numero_de_filhos.pdf)!

Isto tudo mostra bem que a baixa taxa de natalidade se deve apenas à desastrosa e suicida "política de família" (?) praticada pelo poder central (Governo e Parlamento), que se têm entretido com "causas fracturantes" na esperança de distrair os portugueses dos verdadeiros problemas que enfrentam no seu dia-a-dia e que compromentem seriamente a sustentabilidade do país.

Daí o apelo da APFN ao Governo e Parlamento para, à semelhança do que tem vindo a acontecer num cada vez mais elevado número de autarquias, de todas as "cores partidárias", irem ao encontro do pretendido pela maioria do povo português, o que se faz ouvindo-o, em vez de fazerem de conta que o ouvem uma vez de quatro em quatro anos, por altura das campanhas eleitorais.

A APFN apela ainda, de novo, a quem de direito, para ser verificado o que se passa com as projecções de população residente elaboradas pelo INE, sistematicamente erradas!
Se/quando fizerem uma projecção verosímil, fácil será concluir-se da total falta de necessidade das gigantescas obras que se anunciam, simplesmente porque não existirá quem as venha utilizar e, muito menos, pagar.

(...)

18 de Janeiro de 2010

Ça ira!, manifesto da revolução matrimonial portuguesa

O país comoveu-se quando a menina Jéssica declarou publicamente amar a menina Nádia e, por isso, com ela querer casar. E indignou-se quando um qualquer mangas-de-alpaca se opôs a tão nobre propósito, com o retrógrado pretexto de que o Código Civil não apadrinha um tão extremoso ajuntamento. Vai daí as duas meninas, em nome da sua arrebatadora paixão, decidem recorrer para os tribunais, que, em última instância, negam o direito ao pretendido casamento. O que lhes valeu foi o Governo, que, comovido com o enternecedor folhetim e zangado com os malvados juízes, se apressou a fazer justiça pelas suas próprias mãos, autorizando o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a que se seguiu a posterior aprovação parlamentar. Alegre-se o país com o happy end que pôs termo a este emocionante folhetim, digno de Bollywood, mas ninguém se iluda, porque o feliz desfecho deste rocambolesco episódio mediático mais não é do que o preâmbulo de um novo regime do casamento civil em Portugal.
A verdade é que as duas heroínas do amor, protomártires do casamento dito homossexual, são um bocado antiquadas, pois a sociedade pós-moderna deste sorridente século XXI conhece mais arrojadas expressões de acasalamento. Por exemplo, essa "cena" de que o casamento é a dois já deu o que tinha a dar e, mesmo que se admita como relíquia de outras eras, não pode ser tida, numa sociedade multicultural e globalizada, como a única modalidade matrimonial reconhecida pela lei civil. Com efeito, por que razão se há-de impor dogmaticamente que o casamento se estabelece sempre entre duas pessoas?! Porque não entre três, por exemplo, que é a conta que Deus fez?!
Se a menina Nádia e a menina Jéssica têm direito a que o seu romântico amor seja juridicamente considerado matrimonial, porque razão o menino Ibrahim, magrebino que joga no Futebol Clube da Reboleira, não pode casar simultaneamente com as suas amadas Sheila e Cynthia? Afinal, onde é que está escrito que o casamento é monogâmico? No Código Civil, é certo, mas não era também nesse vetusto pergaminho que se prescrevia a não menos odiosa exigência da disparidade de sexo, que tanto afligiu as meninas Jéssica e Nádia?!
Se já se admite a união "matrimonial" de duas mulheres ou de dois homens, admita-se também o casamento de vários cônjuges! Se não se aceita apenas o matrimónio monogâmico e heterossexual, reconheça-se então, pela mesma razão, o casamento poligâmico e homossexual! Se se deu às meninas Nádia e Jéssica o direito ao seu recíproco casamento, não se negue ao menino Ibrahim o direito ao seu harém, a bem da liberdade de nós todos, dele e também das suas muito queridas Cynthia e Sheila que, em tempo de crise, estão pelos ajustes de partilhar o mesmo marido.
Diga-se ainda, por último, que a exigência legal de que o matrimónio se estabeleça entre duas pessoas é contrária aos mais elementares direitos dos animais não-humanos. A definição do casamento como união de um homem com uma mulher é tão arcaica quanto o matrimónio para a procriação: o casamento moderno não tem nada que ver com a família ou com a geração, porque foi elevado à sublime condição do mais libérrimo amor. Ora o amor não se afirma apenas entre os humanos, como muito bem sabem quantos estimam os animais mais do que os seus semelhantes que, salvo melhor opinião, não são as ditas bestas.
Assim sendo, espera-se agora que a D. Arlete, que, desde que faleceu o marido e os filhos abalaram para parte incerta, se entregou de alma e coração à sua gata Britney, exija que o Estado português lhe permita institucionalizar esta sua amantíssima relação com o seu bichano, bem mais fiel do que o seu defunto ente querido, e muito mais carinhoso do que a sua ingrata prole. É provável que o zeloso funcionário de turno não queira abençoar esta revolucionária união e que, mais uma vez, os tribunais confirmem a recusa, em nome de um qualquer alfarrábio ultramontano. Mas se a D. Arlete, à imagem e semelhança do amoroso casalinho das meninas Jéssica e Nádia, perseverar no seu revolucionário empenho, é certo e sabido que tem garantida a vitória nos corações de todos os portugueses, sejam eles gatos ou não. E, mesmo que os tribunais não lhe dêem a razão, terá decerto direito ao prime time dos noticiários de todas as televisões e, depois, à bênção nupcial do Governo e do Parlamento. (Nota: todos os nomes são fictícios, menos o da gata, à qual se pede desculpa pela inconfidência).
Gonçalo Portocarrero de Almada
Licenciado em Direito e doutorado em Filosofia. Vice-presidente da Confederação Nacional das Associações de Família (CNAF)

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Sexualidade e Afectos


Sexualidade e Afectos, de Jacinta Paiva e João Paiva


Jacinta e João Paiva são casados, pais de três filhos e professores. É com base na sua experiência de relação, entre si, na família e na escola que abordam, de forma simples mas profunda, a problemática da sexualidade e dos afectos.

Pode dizer-se que hoje se fala mais de sexualidade do que ontem. E será verdade. Mas talvez se possa dizer, com mais realismo, que se fala mais de sexo e menos de sexualidade, abundantes que são as fontes excessivamente tecnicistas ou higienistas, ousando separar o facto de sermos sexuados de todo o nosso ser, isto é, “vender” sexo sem afectos! O diálogo, porém, parece escassear. Ora porque os tabus ainda se mantêm, ora porque os estereótipos são fortes e absorventes, ora porque a comunicação não é fácil, dado que os códigos de linguagem não estão sincronizados e os preconceitos e o moralismo impedem o maior hino à amizade: “tu podes ser o que és diante de mim”.
Este livro chama-se “sexualidade e afectos”. Não se poderia chamar “sexualidade ou afectos”. As duas abordagens não se separam nunca, porque a primeira não tem sentido sem a segunda. Os temas levantados são orientados para o debate, em pequenos grupos, na escola, na família ou até para a preciosa conversa “de mim para mim”. No final de cada tema são lançadas pistas de diálogo, num total de 210 questões.
Sinopse

1. Sexualidade, Sentimentos e afectos;
2. Pais, Educadores, Filhos e Sexualidade;

3. Relações Sexuais;

4. Temas e casos de hoje para conversar;

5. Algumas "dicas" técnicas e não só, sobre sexualidade;

6. Livros, filmes e locais na Internet aconselhados



Informação daqui.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O dominó gay

"(...) o direito ao casamento não consiste no direito de definir o casamento, um contrato que, no Ocidente, sempre exigiu a heterossexualidade e a monogamia para o bem dos cônjuges e dos filhos. O resto é folclore - ou o casamento em culturas diferentes da nossa, por exemplo o Islão poligâmico. Mas quando, em nome dos direitos dos homossexuais, é ameaçado o legítimo direito de outras comunidades à própria identidade, já não se trata de folclore nem de multiculturalismo. Trata-se de tirania pura e simples.
É claro que os homossexuais portugueses não querem casar pela Igreja. Para já. Basta-lhes a cerimónia neo-salazarista patrocinada pela Câmara de Lisboa, se possível com a bênção de algum padre mais distraído ou modernaço. Mas, em nome do sagrado combate à homofobia, lá chegarão.
No dia em que descobrirem que os velhotes do dominó são todos heteros, hão-de exigir o direito ao dominó gay. Está na Constituição, de certeza".


Pedro Picoito in Cachimbo de Magritte

Nova petição on line



Caros amigos
Colocámos online uma nova Petição que o convidamos a subscrever e divulgar.

Está em: http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2010N1064
A Petição tem como reivindicação fundamental pedir aos grupos parlamentares dos partidos que votaram contra a realização do referendo que respondam sobre que número de assinaturas é necessário para que o aprovem, já que no debate parlamentar do passado dia 8 de Janeiro não foram capazes de responder ao nosso comunicado no mesmo sentido do dia anterior (e que está em: http://www.casamentomesmosexo.org/index.php?option=com_content&view=article&id=219:comunicado-plataforma-cidadania-e-casamento-dirigido-aos-partidos-que-se-propoem-chumbar-o-referendo&catid=5:noticias&Itemid=5)

Contamos consigo para a subscrever e angariar assinaturas online para a mesma nos seus meios familiares, profissionais e outros.

Com os nossos cumprimentos
PLATAFORMA CIDADANIA E CASAMENTO

domingo, 17 de janeiro de 2010

Ainda há quem se empenhe na luta contra o aborto

Veja aqui: Agir em todo el mundo para travar o aborto.

Objectivos do Milénio





O Envelhecimento da População na Europa

Ver esta reportagem da RTP ("Avenida Europa") sobre o envelhecimento crescente da Europa e as medidas que alguns países estão a implantar para inverter essa tendência.

Directora de "clínica da morte" renuncia após ver vídeo de aborto


Abby Johnson, directora da clínica de aborto da Planned Parenthood no Texas (EUA), renunciou após certificar-se do assassinato de uma criança no seio materno, por meio de aborto quando assistia um vídeo elaborado com ultrassom: “Quando vi, só pensei que não podia fazer mais isso. Eu não queria carregar essa culpa no coração. Passei por uma conversão espiritual”.
(...)
Shawn Carney, director do grupo, declarou: “Isto é de longe a coisa mais incrível que aconteceu à ‘Coalition for Life’ em toda sua história… graças a Deus!”. David Bereit, diretor nacional da campanha 40 Days for Life, afirmou que a conversão de Abby “demonstra a importância das orações e de uma presença ativa diante das clínicas de aborto”. A Planned Parenthood está fechando clínicas, por falta de “clientes” e dinheiro, sobretudo onde há campanhas como 40 Days for Life.
Entrevista via Fox News:
O'REILLY: Now, do you believe that, based upon what you saw in Bryan, Texas, do you believe that Planned Parenthood is an abortion mill trying to profit off that?
JOHNSON: Yes. I mean, I absolutely believe that. I mean, I saw them trying to increase their abortion numbers. I saw them increase their abortion numbers.
O'REILLY: Well, how do they do that? How do you increase an abortion number?
JOHNSON: Well, they increase their accessibility to abortion for women. So, for instance, the clinic that I worked at, usually we only did abortions every other Saturday. And they said, "You know what? That's not really enough. We really need to be able to open this up to allowing women to have abortions almost every day during the week.”
O'REILLY: OK. Now, your conversion from pro-abortion person to pro- life person, how did that happen?
JOHNSON: Well, I actually saw an ultrasound-guided abortion procedure, which is not very common in large abortion facilities like Planned Parenthood. They're a more lengthy procedure. But I did actually get to see an ultrasound-guided procedure, and what I saw on the screen was a 13-week baby fighting for its life.
O'REILLY: And instantly, you said, "This is wrong. I shouldn't be at Planned Parenthood. I should be pro-life"? Did that happen instantly?
JOHNSON: Well, what I saw was this baby fighting, and I had flashes in my head of my own daughter. I remembered having an ultrasound at 12 weeks with my own daughter. And I just was thinking, "What am I doing?" I was thinking, "I've never seen this before." And Planned Parenthood really tries to instill in their employees and the women that are coming in for abortions that this is not a baby, that this is just a mass of cells. You know, don't say "baby" in the clinic. Don't say "baby" to the women coming in for an abortion. And so you begin to believe that. You begin to believe that it's not a life.
O'REILLY: Mr. Carney, the court case that temporarily prevented Ms. Johnson from speaking about Planned Parenthood was pretty intense. They went after Abby pretty hard, did they not?
SHAWN CARNEY, NATIONAL CAMPAIGN DIRECTOR, 40 DAYS FOR LIFE: They did, Bill. And it shows that this organization refuses to accept, particularly from one of their own, that somebody can have a change of heart on this issue. And the judge threw it out because they presented no evidence that she had a breach of contract. She simply saw a baby fight for its life, only to obviously lose that fight before her eyes, and she changed her position. And she came to 40 Days for Life and knew that we would be accepting of her. We hold vigils across the country for people, obviously, having abortions, but also the people who work in this industry. And she trusted that. She was confident in it. And Planned Parenthood refuses to accept that.
O'REILLY: Well, obviously, it's a very emotional issue. Now, in your experience, do you demonize women who have abortions, Mr. Carney? Do you guys do that kind of stuff? Because that really makes Americans uncomfortable.
CARNEY: Right. And this is a peaceful effort. This is why we're there, obviously, for the women who are going into the clinics for abortions. And we're also there for women who work in this industry. Abby is actually the 26th abortion clinic worker who has approached us after her clinic was the site of one of our vigils. They left that industry. Abby is the only Planned Parenthood director who had a conversion and left her job. But we are there for these workers…
O'REILLY: But it's a soft persuasion?
CARNEY: ...can't leave, and the pro-lifers have to be there to support them and not judge them and not be radical.
O'REILLY: It's a soft persuasion.
CARNEY: Absolutely. This is a peaceful effort. It's not violent. It's approachable. And Abby's case proves that because she felt the warmth of the people out there, and that's why she left that industry and had somewhere to go.
O'REILLY: All right. Very interesting story. Ms. Johnson, Mr. Carney, we appreciate you coming on "The Factor" this evening.

Fomos notícia

Plataforma Algarve pela Vida iniciou rubrica diária na Rádio Costa D’Oiro

sábado, 16 de janeiro de 2010

Legislar com reserva mental

Na sexta-feira passada, fui parte, pela primeira vez, de uma sessão parlamentar em que a maioria de esquerda estabeleceu a sua unidade, para uma vitória pírrica, numa declarada reserva mental. Todos sabemos que o Parlamento e a actividade parlamentar estão hoje, aqui como em outros lados, prisioneiros de coreografias, efeitos especiais, dependências de interesses diversos, cálculos de sobrevivência, negociações forçosas, enquanto a representação dos cidadãos vai ficando mais adulterada em nome de um pseudopragmatismo político. Mas apresentar uma proposta de lei cuja substância é contraditória com o subterfúgio de que essa contradição se resolva por portas travessas, ou apoiar essa proposta, após dura crítica, por força de acordos de bastidores, não é pragmatismo nem realismo político, mas um logro indecoroso.

A proposta do Governo parecia querer abrir o casamento aos homossexuais, em nome de uma igualdade assente em direitos simbólicos (?), mas revelou-se como um mero contrato civil encapotado. Casa-se para constituir família, mas os homossexuais ficam de fora, não há filiação neste casamento, antes se consagra expressamente na lei uma capitis diminutio da sua capacidade parental. Afinal não são iguais, diz a proposta de lei que vem para estabelecer a igualdade. Ou são iguais no casamento, mas não são no resto. A simbologia parece ter estabelecido os seus próprios limites…

O Bloco de Esquerda, grande defensor desta questão e proponente de um projecto, com o qual não concordo em absoluto mas reconheço coerência intrínseca, subiu à tribuna para zurzir a proposta do Governo, acentuando o seu cariz hipócrita e a sua evidente inconstitucionalidade, para minutos depois lhe dar o voto da sua bancada. E o PCP, que tem nesta matéria os chamados mixed feelings, disciplinou-se ao máximo para guardar de Conrado o prudente silêncio.

Para ocultar este despudor, Sócrates, em manifesta perda dos seus sinais vitais, fazia um choradinho lamechas sobre o carácter histórico da iniciativa que, à falta de melhor, estreava a agenda legislativa deste Governo. Enquanto fingiam discordar, PS e BE atacavam a proposta do PSD pelos mesmos motivos com que, bem mais a propósito, as suas propostas podiam e deviam ser criticadas.

Apesar de a esquerda ter feito a unanimidade para o agendamento da Petição sobre o referendo, tratou-a com a displicência com que se afasta uma mosca. Confirmámos que não gostam de consultar o povo, nem mesmo quando o referendo consta do seu próprio programa eleitoral, como se viu com o Tratado de Lisboa.

Tudo isto só se explica pela táctica de um passo a seguir ao outro, hoje o casamento, amanhã a adopção, tudo previamente combinado, um pequeno recuo, uma aparente cedência para garantir um avanço definitivo, noutra sede, já sem ónus políticos excessivos.

Durante toda a manhã vi perpassarem várias sombras: a desconsideração, tão mais cruel quanto apenas implícita, das pessoas do mesmo sexo que aspiram a casar e a quem foi simulado o reconhecimento mitigado de um direito em nome de uma igualdade logo desmentida; o desprezo pela opinião dos cidadãos, não apenas dos peticionários do referendo mas de todos aqueles que em sondagens e estudos de opinião manifestaram o desejo de ver uma questão eminentemente de sociedade aprofundada e debatida extramuros do Parlamento; o recurso do legislador à reserva mental com o único objectivo de poder vir a dar o dito por não dito. Uma manhã historicamente triste.
Maria José Nogueira Pinto
14-01-2010 (Daqui.)

Resumo do colóquio sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo


Bacelar Gouveia, (....), evidenciou a “incoerência” da proposta para equivaler o casamento de pessoas do mesmo sexo ao de pessoas de sexo diferente. “Passa a haver discriminação porque umas pessoas, casadas do mesmo sexo, não poderão adoptar e outras, casadas de sexo diferente, já poderão adoptar. Provavelmente será o próprio Tribunal Constitucional a declarar que essa discriminação é inconstitucional e a permitir automaticamente que a adopção seja possível também entre casais do mesmo sexo”, considerou, acrescentando que “se quem defende esta solução parte do pressuposto que há uma discriminação, tem de levar o seu raciocínio até ao fim”.


Também Luís Galante, que defendeu que a oficialização da união entre homossexuais deve ser feita “com toda a dignidade, respeito e festa”, afirmou que “os mesmos, que começaram por proclamar a sua indiferença, desprezo e até hostilidade pela instituição matrimonial, pelas suas leis e regimes, fazendo mesmo a apologia do tálamo sem lei e sem regimes, são exactamente os primeiros que acabam a reivindicar aos governos e parlamentos legislações que os proteja e enquadre de modo análogo ao Matrimónio e isto tanto para as uniões de facto heterossexual como para as uniões de tipo homossexual”. “Se não nos custa aceitar que a lei das uniões de facto abranja no seu âmbito as uniões de facto entre pessoas do mesmo sexo, já temos maior dificuldade em compreender que se pretenda assimilar ao Matrimónio as uniões entre pessoas do mesmo sexo”, complementou, acrescentando que “o Matrimónio baseia-se radicalmente na diversidade dos sexos, na complementaridade da virilidade e da feminilidade”. “A diversidade sexual é essencial para o Matrimónio, pois este, ainda que não única e exclusivamente, visa a procriação”, referiu.


O deputado pelo Algarve à Assembleia da República que considerou, ao participar naquele colóquio, estar a cumprir o seu “dever cívico”, questionou mesmo que a comunidade homossexual queira a união pelo casamento civil, a representatividade de algumas associações e assegurou que a percentagem dos homossexuais que casam nos países em que a lei foi mudada é de apenas 1%. Bacelar Gouveia defendeu que “quem está até agora unido de facto ao abrigo do regime desta lei tem o melhor de dois mundos: tem direitos, mas não tem deveres”. A plataforma algarvia disponibilizou no seu sítio da Internet (http://algarvepelavida.blogspot.com) e no YouTube alguns trechos das intervenções do professor de Direito e deputado do PSD eleito pelo Algarve, Jorge de Bacelar Gouveia, e do jurista algarvio, especialista em Direito Matrimonial, Luís Seabra Galante, no âmbito de um colóquio que teve lugar no final de Dezembro, na Universidade do Algarve, promovido por aquela organização em colaboração com a Capelania da academia. Os vídeos podem ser vistos aqui.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

José Ribeiro e Castro em defesa da família e do referendo

NÃO DESPREZEMOS OS CIDADÃOS !!!

“A convicção verdadeira de que a adopção não cabe só tem uma consequência lógica:

é a confirmação da evidência de que o casamento não se aplica.”

Sabia que:

“… a sociedade organizou-se! Respondeu ao convite da constituição e da lei da república (e os requisitos são apertados) 75 000 assinaturas é o equivalente à:

constituição de 10 partidos políticos,

apresentação de 5 candidatos presidenciais ou de

2 iniciativas legislativas populares.

Mas houve mais que isso: 92207 assinaturas !"

"um inequívoco sinal de forte vontade popular e social …”

“E o que dizem elas [assinaturas]:

Legislem mas ouçam-nos,

queremos ser ouvidos no que é nosso,

queremos ser ouvidos sobre o que nos pertence,

queremos ser ouvidos sobre o que nós somos.”

Veja a peça completa:

video