quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Feliz Ano de 2010

A passagem de ano é uma celebração do tempo que passa.
É isto que caracteriza o tempo: o movimento; é esta a sua natureza.
O tempo a que chamamos agora, já foi, rapidamente é passado, já não existe. O agora, o presente, é substituído pelo que há-de vir, o futuro. O futuro também não existe, é apenas provável.
O nosso mundo vive no espaço e no tempo, mas o tempo parece ser aquilo que constantemente nos foge, que constantemente nos falta, que constantemente determina o sucesso ou o fracasso.
A própria noção de crescimento, o modo como avaliamos, a riqueza, a saúde das crianças e até a nossa maturidade intelectual e espiritual implica um intervalo de tempo e duas medições.
O nosso maior drama actual é a dificuldade em lidar com o tempo.
A propósito conto uma pequena história que ouvi a um padre jesuíta:
- "Conta-se que o Pe. António Vieira, nas suas viagens no interior do Brasil era acompanhado por um conjunto de escravos índios que carregavam os mantimentos e tudo o mais que era necessário ao desempenho da missão. Numa dessas viagens e ao fim de pouco tempo de caminho, os índios pararam, pousaram a carga no chão e sentaram-se. Quando lhes perguntaram o que se passava, responderam:
- Os nossos corpos estão a ir tão depressa que perderam as nossas almas. Estamos aqui parados, à espera que as nossas almas nos apanhem".
Se pensarmos nas nossas vidas, é fácil identificarmo-nos com esses índios do século XVII.
Quantas vezes a velocidade que imprimimos àquilo que temos que fazer é inadequada àquilo que devemos ser.
A questão do significado do tempo, do nosso tempo, do modo como usamos o tempo, perpassa todas as actividades que compõem a nossa vida e, portanto, têm a ver com tudo: economia, política, divertimento, família, trabalho, comunidade, etc.
(...)
Que este início de 2010 seja um momento de devolvermos o tempo ao Senhor do tempo para que saibamos, no ano que começa, ser co-criadores com Ele das sementes que continuamente nos dá.


Pedro Aguiar Pinto

O suicídio de Portugal


"Portugal pode começar a emagrecer já a partir deste ano. A taxa de imigração que ajudou a equilibrar a demografia até 2008 está a estagnar. E as famílias portuguesas continuam a optar por ter cada vez menos filhos. "Pode ser o suicídio do país."
Não é inesperado, mas "pode conduzir o país a uma catástrofe": em 2008, a população residente em Portugal cresceu 0,09%. Além de o valor ser inferior ao de 2007 (0,17%), resulta integralmente do crescimento imigratório, que também foi de 0,09%, indica o relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre os indicadores sociais relativos ao ano passado e divulgado ontem (ver textos ao lado). Sem imigração, o país teria crescido zero.

É verdade que, ao contrário do que aconteceu nos últimos dois anos, o número de nados-vivos aumentou 2,1%. Mas a proporção de famílias com filhos continuou a diminuir - desta vez, quase um valor percentual. A agravar a situação, Portugal deixou de ser atractivo para os imigrantes. Daí que seja possível concluir, afirma ao JN a investigadora Norberta Amorim, do Núcleo de Estudos da População e Demografia, que, "se não houver uma inversão das mentalidades, o país, além de ainda mais envelhecido, vai começar a ter cada vez menos população".

(....)

Mas o crescimento de um país não pode depender da taxa de imigração, insiste Norberta Amorim. "Ele cresce quando as gerações se renovam. Isso não acontece desde que se instituiu a fecundidade controlada. Primeiro com a pílula e agora com o aborto facilitado".

A investigadora realizou um trabalho na área de Guimarães e constatou que até aos anos 60/70 aquela era a região mais jovem da Europa. "Era uma sociedade conservadora, com disciplina religiosa e com vergonha de comprar contraceptivos". Curiosamente, acrescenta, "a mudança de mentalidade foi rapidíssima. E se não houver uma reversão, vai conduzir o país ao suicídio."

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Porque digo não ao casamento homossexual


O Estado não pode (ou pelo menos não deve!) legislar sobre os afectos nem a vida sexual, livre e consentida, entre dois adultos adultos. Nem é com base nestes motivos que existem leis sobre o casamento.
Se fosse, podiam acontecer coisas interessantes. Por exemplo:
Um casal que já não se amasse tanto como no início do casamento, passaria a ter só metade dos direitos e deveres iniciais?
E um casal que por qualquer razão (idade, doença…) já não tivesse vida sexual, deixava de ter esses direitos e deveres?
E no caso de alguém ter um/uma amante, com quem tivesse mais relações sexuais, e porventura por quem sentisse mais afecto do que pelo cônjuge, mas que estivesse decidido a manter o casamento por razões de estabilidade na educação dos filhos… os direitos e deveres conjugais passariam automaticamente para o/a amante mesmo contra vontade de todos?
Na verdade, o Estado tem que legislar sobre o casamento sobretudo porque a união sexual entre um homem e uma mulher pode gerar filhos, e este “simples” facto - sem qualquer comparação com nenhuma outra realidade - tem uma extraordinária relevância social: São as novas crianças que garantem a continuidade da própria sociedade, e a família constituída por homem e mulher, pai e mãe, é naturalmente não só a fonte das novas gerações, como também o principal local onde estas novas gerações são educadas (pois apesar dos esforços de muitos nesse sentido, por enquanto ainda não vivemos num “Admirável Mundo Novo”, com crianças geradas por inseminação artificial, implantadas em barrigas de aluguer, e depois criadas em barracões anónimos com um número em vez de nome).
O casamento livre e consciente de um homem e uma mulher funda uma família, e a enorme responsabilidade da família como suporte da sociedade pela concepção e formação das novas gerações, obriga o Estado a fazer leis especiais que protejam não só os direitos das crianças mas promovam a estabilidade da própria célula familiar.
E isto não tem nada a ver com a relação, por muito afectuosa e sexuada que seja, entre dois homens e duas mulheres. Não se trata de discriminação, mas de distinção entre duas realidades que são de facto diferentes.
Há quem argumente que um “casal” homossexual também pode viver junto a vida inteira, apoiando-se mutuamente, e não temos qualquer dúvida que assim seja.
No entanto, há muito mais casos de pais e filhos, ou de irmãos solteiros, que vivem juntos toda a vida, apoiando-se mutuamente, numa relação de amor extremamente estável, e ninguém pede que essas relações se chamem casamento ou tenham os direitos e deveres que lhe são inerentes.
Mas há outro tipo de discriminação. Em Inglaterra, onde não há casamento entre pessoas do mesmo sexo mas os homossexuais podem viver em união registada, com direitos sucessórios próprios, etc. (linha adoptada no projecto-lei do PSD), ainda há pouco aconteceu o caso de duas irmãs velhinhas que sempre tinham vivido juntas e que queriam ter - o que se compreende perfeitamente - os mesmos direitos que os homossexuais. No caso, uma arriscava-se a perder a casa quando a outra morresse, por não ter o suficiente para pagar os direitos de herança, muito mais elevados por serem “só” irmãs.
Sem contar com a actividade sexual, que, repito, não deveria ser tida em conta nestes casos por não ter qualquer relevância social, em tudo o resto há uma maior semelhança nestas relações. Na realidade, não há discriminação quando se nega o casamento a pessoas do mesmo sexo - há uma diferenciação, como vimos acima, entre duas realidades muito distintas. Mas existe já em muitos países, uma forte discriminação a favor dos pares homossexuais em relação a pares de familiares ou de amigos que vivam juntos a vida toda, suportando-se financeiramente, ajudando-se na doença e nas dificuldades. Essa, sim, é uma discriminação injusta e que deveria ser combatida.
Para além do facto do casamento entre um homem e uma mulher ser uma realidade sem comparação a nível de relevância social, há que não esquecer também o problema das crianças: uma lei que permita o casamento homossexual, abre as portas à adopção e à procriação medicamente assistida por parte destes mesmos casais.
É evidente que nestes casos o interesse superior das crianças deveria sempre sobrepor-se ao dos adultos. É evidente que todos os estudos apontam para a importância da presença do pai e da mãe, dos modelos masculino e feminino, e que nos casos de adopção se tenta suprir a falta da família biológica através de uma família o mais semelhante possível à família natural… mas na prática tudo isto tem tendência a ser esquecido quando se trata de fazer leis. E a prova é que em todos os países em que o casamento homossexual foi legalizado, também o foi a adopção, que esta já está incluída nos projectos-lei do Bloco de Esquerda e dos “Verdes”, que dois deputados socialistas vão votar favoravelmente sobre o assunto apesar deste não estar incluído no projecto-lei do seu próprio partido, que o deputado socialista Vale de Almeida já disse publicamente que considera que é possível legalizar a adopção ainda nesta legislatura (1) - até porque, como disse a deputada Ana Drago, haver casamentos de primeira e outros de segunda, uns com direito a adopção e outros não, seria criar uma discriminação (2) insustentável.
Não nos podemos alhear, esta não é uma questão menor, é uma questão fundamental que altera os próprios pressupostos da família, e consequentemente de toda a sociedade. Sejamos hetero ou homossexuais, temos que dizer não a esta lei, porque as coisas importantes e verdadeiras não mudam conforme a orientação sexual de cada um de nós.
1 – Entrevista ao semanário I
2 – Entrevista ao semanário Sol
Thereza Ameal

Debate sobre casamento homossexual deve ser adiado - Bacelar Gouveia

A discussão está marcada para dia 8 de Janeiro, no entanto, para Bacelar Gouveia, deve ser feita ao mesmo tempo e não à margem da petição para a realização de um referendo que no dia 5 vai ser entregue na Assembleia da República.
O Partido Socialista já veio recusar a ideia de adiar a discussão das propostas que já foram entregues no Parlamento, mas o PSD considera que não há motivo para pressas
É possível, aconselhável e inevitável adiar o debate na generalidade, diz Bacelar Gouveia em declarações à Renascença.
“Não me parece que faça muito sentido que três dias depois de uma iniciativa popular de referendo ser apresentada, a Assembleia vá discutir o assunto sobre o qual incide uma pergunta de referendo sem qualquer consideração e ponderação autónoma dessa mesma iniciativa”, sustenta o constitucionalista.
O deputado do PSD garante que no próximo dia 5 de Janeiro vai levantar o problema, na reunião da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais. Este é um assunto juridicamente complexo que merece mais tempo de discussão, nomeadamente por causa da questão da adopção, adverte Bacelar Gouveia.
Fonte: Rádio Renascença

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Partidos ingleses apostam na família


No Reino Unido, tanto o Partido Conservador como, agora, o próprio Partido Trabalhista defendem a promoção da estabilidade do relacionamento conjugal como condição para um melhor desenvolvimento das crianças.


Ambos chegaram à conclusão que não basta apoiar financeiramente as crianças, há também que formar e apoiar os próprios pais.


"Portugal debate de forma acalorada o casamento gay, entre anúncios sobre a crise da família, enquanto no Reino Unido o Partido Trabalhista acaba de assumir o elogio ao casamento e à estabilidade das relações.

Um pacote de propostas a apresentar em Janeiro pelo governo de Gordon Brown parte deste princípio: as crianças estão melhor quando os pais permanecem juntos. (....)

Investimento em serviços de mediação e aconselhamento familiar, introdução de aulas sobre sexualidade e estabilidade nas relações, além da criação de medidas que previnam as separações no período pós-natal são algumas das sugestões referidas pelo ministro britânico da Educação, Ed Balls, em declarações ao jornal "The Sunday Times".

Pela primeira vez desde que há estatísticas oficiais, este ano as uniões oficializadas através do casamento tornaram-se minoritárias no Reino Unido. Ed Balls, casado com a ministra do Trabalho, assegura que o governo quer fazer mais no apoio às relações familiares. E considera um erro centrar as políticas de família na natalidade e nas crianças".



No caso dos trabalhistas, esta súbita conversão foi já objecto de críticas de oportunismo e hipocrisia politica, mas não deixa de ser um facto que poderá ter um efeito dominó no resto da Europa.

Concorda com o casamento entre pessoas do mesmo sexo?

Quero que os meus filhos cresçam sendo pessoas bem formadas, adultos de carácter forte, capazes de fazer bom uso da sua liberdade e capazes de construir um mundo melhor.
Respeito muito cada ser humano, e respeito também as suas opções pessoais em matéria de sexualidade. No entanto, não posso concordar que se chame casamento a uma união entre pessoas do mesmo sexo. Não consigo conceber que os meus filhos cresçam numa sociedade onde é igual casar com uma pessoa do mesmo sexo ou com uma pessoa de sexo diferente… Não gostaria que os meus filhos sentissem que é igual, porque efectivamente não é a mesma coisa.
Penso que esta não devia ser uma prioridade no nosso pais, mas se o é, porque não lhe chamam união ou outra coisa? O casamento é e sempre foi entre um homem e uma mulher, porque vamos alterar? Uma cadeira não se torna mesa porque alguém decide comer em cima dela…
Este assunto e outros preocupam-me imenso, pensar que vai ser “normal” casar com uma pessoa de sexo igual, é perspectivar um pais onde haverá cada vez menos pessoas, cada vez mais idosos, e onde objectivamente se terá como normal uma relação que não é complementar.
Alexandra Chumbo

Algarve pela Vida na Rádio Costa D'Oiro


A nossa plataforma "Algarve pela Vida" irá iniciar, já no próximo mês de Janeiro, uma rubrica diária de reflexão e informação na rádio Costa D'Oiro, sintonizável em 106.5 FM, em Portimão.


Em breve, oportunamente, será emitido um comunicado à imprensa a divulgar o início desta iniciativa.


Para quem não está no Barlavento Algarvio, informa-se que a Rádio Costa D'Oiro pode ser ouvida on line através do seguinte link: http://radiotime.com/WebTuner.aspx?StationId=1255&

"Vão casar ? Não deve ser por muito tempo!"


(....) vejamos a moda que se instalou de: “vão casar? Não deve ser por muito tempo”!

Quando no passado se dava esse ponto como definitivo e duradouro, hoje é menos frequente alguém lutar pelo sucesso, já que a falha é cada vez mais aceite pelo grupo devido a todo um contexto de facilidades instaladas.

Por outro lado, também a pressão é maior, gasta-se mais num casamento e, à partida tem que “ser lucrativo”, o que mais facilmente desgasta as relações, sem esquecer as facilidades acrescidas dos jovens casais que pouco precisam de lutar em conjunto, já que começam a vida no mesmo patamar que muitos terminavam no passado. Essa luta conjunta era também um motivo de aproximação e de ambição, onde em muitos casos, o amor nas suas múltiplas mutações era a base dos relacionamentos, enquanto que actualmente o lucro, a carreira, uma vida envolta em luxos pode assumir a aspiração maior, muitas vezes sem resultados positivos.

Depois, percebe-se que os sentimentos não acompanham um afastamento causado pelas profissões e pelas exigências, o que mais facilmente conduz à separação.

Estamos a viver um tempo de mudança, pelo que podemos e devemos alterar estas ideias que se têm instituído e devolver ao casamento um estatuto interessante e mais moderno. Afinal estamos sempre perante novos desafios sociais.


Já agora, registe estes truques:


- Se o homem leva mais tempo a amadurecer, deixe que seja ele a pedi-la em casamento, pois assim aumentará as possibilidades deste estar mais seguro;

- Desde o primeiro dia de casados, façam os planos em conjunto;

- Não permitam que as pessoas à vossa volta interfiram nas vossas decisões pessoais, nem que avaliem o casamento, pois só assim crescerão em conjunto;

- Os filhos deverão ser uma opção conjunta e não uma pressão social;

- Evitem começar a vida com tudo aquilo de que necessitam, pois o prazer e encanto do casamento é a luta e a escolha conjunta, com tempo para saberem aquilo de que gostam;

- A casa deve ser um espaço comum, pelo que deverá ter as preferências de ambos;

- A relação é para ser vivida diariamente, pelo que esse hábito é fundamental;

- Não é regra, mas é conhecido que os 3 primeiros anos de casamento são difíceis, por isso, é preciso aceitar a dificuldade e facilitar a convivência;

- A sexualidade é um ponto decisivo no alimento do amor e no prolongamento de um casamento, logo não deverá ser descurada, mas sim acrescentada;

- É natural que ocorram alterações no que se refere a hábitos e rotinas de solteiros, pelo é necessário conjugar interesses e aceitar esse desafio com respeito por si e pelo outro. Se pensar demasiado no quanto quer viver um casamento duradouro, talvez se afaste muto dessa realidade, por isso, viva, demonstre o que sente, controle os impulsos, converse e faça o mais possível os planos em conjunto.

O homem moderno gosta das actividades femininas, tal como a mulher se enquadra lindamente no mundo masculino, para quê mais sugestões?!

Cristina Avilez

Portugal é dos países que menos aposta na família

"Portugal é dos países europeus em que a assistência às famílias é mais reduzida. Números do Eurostat compilados pelo Institute for Family Policies (IPF), um dos consultores especiais do Conselho Económico e Social das Nações Unidas, mostram que, na União Europeia a 15, Portugal ocupa o penúltimo lugar na transferência de verbas para as famílias: 1,2% do produto interno bruto (PIB).
(....)
O relatório aponta para a relação causal entre os valores de apoio às famílias e o risco de pobreza infantil. Em Portugal, a percentagem de menores de 18 anos que pode cair na malha da pobreza está nos 21% (a média europeia fica-se pelos 19%)".

domingo, 27 de dezembro de 2009

Há alternativas ao aborto

sábado, 26 de dezembro de 2009

ACÇÕES DE RECOLHA DE ASSINATURAS

Apesar de já se ter ultrapassado a fasquia das 75 mil assinaturas (número mínimo necessário), a Plataforma Algarve pela Vida está neste fim-de-semana a promover algumas acções de recolha de assinaturas para a petição que pretende o referendo sobre o casamento entre LGT.

Se pretender colaborar com as nossas equipas contacte a Plataforma Algarve pela Vida.

ADAV - Aveiro


ADAV Aveiro

Apartado 420, 3811-901 AVEIRO
234 42 40 40 (atendimento de grávidas em risco 24h)
E-mail: adavaveiro@hotmail.com

REFERENDO DO CASAMENTO ENTRE HOMOSSEXUAIS: 75 mil assinaturas já recolhidas!

Estão já recolhidas as 75 mil assinaturas necessárias para propor um referendo e a Assembleia da República (AR) vai ser mesmo obrigada a debater a convocação de um referendo sobre o casamento entre homossexuais. Cumprida a fase de envolvimento popular, os promotores preparam-se agora para desencadear a batalha político-parlamentar sobre a matéria, apostando no calendário e na exigência de paragem de todo processo legislativo relativo à discussão das propostas do Governo, do BE e do Partido "Os Verdes".

A ideia é que, uma vez colocado perante a obrigatoriedade de discutir a convocação do referendo, não faz sentido que o Parlamento se ocupe com a discussão de leis que podem ficar irremediavelmente afastadas com a consulta popular. As consequências da imposição do debate parlamentar sobre a convocação do referendo foi uma das questões abordadas anteontem no encontro entre os promotores da petição e o assessor dos Assuntos Sociais e Laborais do gabinete do primeiro-ministro, Artur Penedos.

Os representantes da Plataforma Cidadania Casamento (PCC) invocam o dever de reserva política para não falar em concreto das matérias discutidas, mas Isilda Pegado adianta que Penedos lhes deu conta "da total abertura para ouvir as recomendações" da PCC. Sobre os efeitos políticos da entrega da petição na AR, não tem dúvidas de que "fará suspender o processo legislativo".

Além de uma questão de bom senso e de lealdade parlamentar, Isilda Pegado argumenta também com o peso político que decorre das pesadas exigências que a lei coloca à concretização da petição. "Com este número de assinaturas é possível propor cinco presidentes da República e 10 partidos", exemplifica.

Aprovada quinta-feira pelo Governo, a proposta de lei para o acesso ao casamento civil de pessoas do mesmo sexo deve chegar à AR na segunda-feira, dia em que está prevista uma conferência de líderes que deverá agendar a discussão em plenário sobre a matéria para meados de Janeiro. Por parte da PCC, foi pedida já ao presidente da AR uma audiência para a segunda-feira seguinte (4 de Janeiro), para serem entregues as assinaturas que obrigam o Parlamento a debater a convocação do referendo.

fonte: Jornal Público

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Entre o aborto e a esperança um Jesus nasce


Nuno e Nela já tinham 5 filhos.

Em Abril, souberam que estavam à espera de outro.

Mas como é que ia ser? Não podiam! Já viviam com grandes dificuldades! Não havia lugar para ele!
Decidiram, então, abortar.

Foram ao Hospital de Santa Maria. Disseram-lhe, aí, que lhe dariam uns comprimidos, para tomar em casa e, quando sentisse dores, ir à sanita, fazer força, não olhar e puxar o autoclismo... Simples...

Quando aguardavam pela última consulta, apareceram, por acaso, voluntárias da Missão Mãos Erguidas (http://www.maoserguidas.org/), falaram e decidiram não abortar. Podem ver em http://www.youtube.com/watch?v=MdDNPsaVLNw.

A Missão Mãos Erguidas ofereceu-lhes a inscrição na APFN. No site da APFN, em "Reciclagem", encontraram algumas coisas de que necessitavam.

Hoje, 24 de Dezembro, nasceu! Por acaso, no mesmo Hospital de Santa Maria, onde iria ser morto!

Os pais deram-lhe o nome de Rodrigo de Jesus, por acaso.

Nasceu Jesus! Vejam em http://www.youtube.com/watch?v=yRyLiC91jVo.

Afinal, sempre havia lugar para Jesus...

Um Santo Natal para todos!

PS: Esta história terá novos episódios: no dia 15 de Maio, Dia Internacional da Família, vão casar-se e baptizar os seus seis filhos.
Quem quiser e puder ajudá-los, contacte a Missão Mãos Erguidas pelo email geral@maoserguidas.org.
Via APFN

24 de Dezembro de 2009

Testemunho de vida: Angélica

A Angélica e o marido foram ajudados pela Missão Mãos Erguidas.

Missão Mãos Erguidas


Somos um grupo de homens e mulheres, de todas as idades, que promovem a Cultura da Vida, travando o grande combate contra o flagelo do aborto.

Somos gente e instrumentos de Esperança, movidos por um grande Amor. que nos leva a antever a vitória da Vida sobre a Morte, do Bem sobre o Mal.

A nossa acção começou no dia 28 de Janeiro de 2008, na rua, contactando as mulheres que entram e saem da chamada "Clínica" dos Arcos (abortadouro espanhol) a fim de as demover de matar os seus filhos em gestação.

Já são várias as vidas que foram salvas.

No entanto, esta acção só terá sucesso quando a iníqua lei que permite aos pais matarem os seus filhos em gestação for revogada e este, como outros abortadouros, forem encerrados.

A fim de melhor nos conhecer, convidamo-vos a visitar o nosso site, sobretudo os "Estatutos" e "o que fazemos".

Ainda somos poucos!

Éramos apenas 4 mulheres quando começámos.

Já somos 25 em trabalho de rua, outros tantos que garantem a recitação diária do rosário na sede.

Mas temos que ser muito mais!
Conhecer mais aqui.

Alguém, neste país, ainda se lembra de falar na importância da familia


Segundo Manuela Ferreira Leite, "nunca será demais realçar a sua importância na coesão social necessária ao progresso que todos desejamos" e, "em fases da vida em que tudo é incerto, a família não deve ser fragilizada e agredi-la é perigoso e inaceitável".


"Pelo contrário, deve merecer de toda a sociedade - empresas, políticas e organizações - todo o apoio para que se fortaleça e seja respeitada. É preciso criarmos todas as condições para que os jovens casais queiram ter filhos e se revejam na sua família como a principal fonte de transmissão de valores e afectos", defende.
Fonte: Manuela Ferreira Leite, Público

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Feliz Natal!



Nasceu um menino, em Belém!

Desejo a todos os que "navegam" por este blog, e a todos os que o fazem, um Natal muito Feliz, na certeza que este Deus que se fez menino poderá nascer no coração de cada um.

Boas Festas a todos!


Alexandra Chumbo

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Não pretenderão também mudar a letra da Bíblia ?

Sobre o valor da sinceridade num relacionamento

Esta é uma das minhas cenas preferidas do filme "Magnolia" e aborda a questão da sinceridade num relacionamento.
A coragem, quase heróica, de contar tudo ao outro que supõe, por sua vez, a capacidade do outro ouvir, perdoar ou, pelo menos, não se ofender.
A susceptibilidade, o amuo ou o afastamento podem ser caracteristicas do receptor que acabam por inibir a sinceridade do emissor.
A transparência e a frontalidade.
O dizer o que se pensa, sem escrúpulos, à boa maneira de José Mourinho.
Pressupõe também que haja um espaço e um silêncio para dizer e para ter a disponibilidade de ouvir.
Penso que muitos, mas mesmo muitos divórcios acontecem precisamente porque falha, por um lado, esta capacidade de diálogo e sinceridade e, por outro, falha a capacidade de ouvir, compreender e aceitar a mensagem do outro.
Por vezes, não é fácil, mas é muito importante. Quando falha, é o princípio do fim.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Dar para adopção ou abortar




Tratam-se, sem dúvida, de histórias tristes.

Mas mais tristes são as histórias dos bébés cujas mães (quantas vezes, pressionadas pelo parceiro, pelo trabalho ou pela própria família) decidem que os seus filhos, concebidos, não devem sequer nascer.


As mulheres que suportam os 9 meses com o intuito de entregar o bébé a outrem são, na realidade, mulheres corajosas que optam por dar ao seu filho a oportunidade de ter um pai e uma mãe que efectivamente o deseje.


É uma pena que o Estado e o governo não explore mais esta hipótese da adopção em alternativa ao aborto.

Veja-se, por exemplo, o caso de Itália.


A roda medieval pode ser deprimente, mas ao menos, salva vidas, não as enterra.

Casamento homossexual

O termo “casamento homossexual” faz sentido, ou é uma contradição?



É uma contradição. O casamento não pode ser um conceito vazio onde cabe qualquer conteúdo. O conceito de “casamento” entre pessoas do mesmo sexo descaracteriza e esvazia o conceito de casamento. Este assumiu ao longo da História, e nas mais variadas culturas, formas muito diferentes, mas para que se possa falar em casamento, há que partir de um denominador comum, de características comuns que distinguem esta instituição de outras formas de convivência


O que é então o casamento?



O denominador comum às variadas formas de casamento que atravessam e atravessaram as diferentes culturas e épocas históricas é o de uma união estável, socialmente reconhecida, entre homem e mulher, em princípio aberta à procriação.
Não é assim por acaso ou por razões superáveis pela evolução social. É assim porque só assim concebida pode a instituição do casamento desempenhar a sua insubstituível função social, que faz dela a mais antiga, perene e estruturante das instituições socais.
Essa função liga-se à estrutura fundamental que é a família. É a família que assegura a renovação da sociedade, a educação e socialização das gerações mais jovens e o futuro harmonioso da sociedade, e pode considerar-se que esta é a primeira das funções sociais. Por este motivo a família merece um reconhecimento social e jurídico que começa pelo reconhecimento do casamento como seu fundamento. Só uma união estável entre um homem e uma mulher pode desempenhar esta função.
Por outro lado, o casamento representa também a valorização da unidade entre as dimensões masculina e feminina, que só em conjunto compõem a riqueza integral do “humano”. Também esta é uma função social, pois a vida social também se estrutura, desde a sua célula básica, a partir da unidade entre estas duas dimensões masculina e feminina, e também só pode ser desempenhada por uma união entre um homem e uma mulher, mesmo que essa união seja infecunda.


Mas a ideia do casamento só entre um homem e uma mulher não é uma ideia essencialmente religiosa? Não se estará a impor uma visão religiosa ao resto da sociedade?



Não. O reconhecimento social e jurídico do casamento tem a ver com a sua função social independentemente da perspectiva religiosa. As suas finalidades e propriedades essenciais decorrem da lei natural, isto é são apreensíveis pela razão humana sem ser necessária a luz da fé para essa apreensão. Tais finalidades e propriedades essenciais supõem a união entre um homem e uma mulher.


Há quanto tempo é que se fala neste assunto do “casamento” homossexual?



É uma luta antiga ou recente?A homossexualidade é um fenómeno muito antigo, nalgumas culturas reprimido, noutras tolerado. Mas nenhuma das culturas onde era tolerada equiparou a união entre pessoas do mesmo sexo ao casamento, pois sempre foi clara a consciência a respeito da fundamental e insubstituível função social desta instituição. A questão é, pois, recente.


Como é que surgiu a questão, então?



Começou por ser levantada há pouco mais de dez anos, com a proposta da criação de um contrato de união civil, distinto do casamento. Como alertaram na altura os opositores a esta medida, tratava-se de um primeiro passo no sentido da descaracterização do conceito de família a que se seguiriam outros mais graves. E assim foi. A maior parte das pessoas e grupos que então propunham essa figura, já não se contentam com ela e passaram a defender, não muito tempo depois, o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo.


Mas é uma questão que surge naturalmente, ou há grupos de pressão que a levantaram?



É notório que a questão não surgiu da evolução espontânea da mentalidade comum, mas a partir de uma campanha bem orquestrada de grupos culturalmente influentes que conseguem, de uma forma impressionante, sobrepor ao senso comum a ditadura do “politicamente correcto”. Um político que se desvie destes dogmas supostamente indiscutríveis tem a vida muito dificultada.
Ao mesmo tempo, na opinião popular continua a prevalecer o bom senso de quem reconhece a evidência da função social inconfundível do casamento. Sempre que a questão foi submetida a referendo (em vários Estados norte-americanos), foi rejeitada. Entre nós, os proponentes da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo têm rejeitado a via do referendo, Cientes de que a medida seria provavelmente rejeitada por essa via.
E sobre a adopção por parte de homossexuais, o que pensa?Há dois princípios básicos que norteiam o regime jurídico da adopção: que esta deve ser concebida em função do bem da criança a adoptar, e não dos interesses ou aspirações dos adoptantes (por muito respeitáveis que estes sejam) e que o vínculo que se cria através da adopção deve aproximar-se o mais possível do vínculo que se cria através da filiação natural (não se trata, pois, de uma qualquer relação de afecto).
Ora, a adopção por casais homossexuais surge como uma reivindicação que pretende satisfazer as pretensões destas pessoas. A estas pretensões deve sobrepor-se o bem da criança a adoptar, o qual reclama a presença de um pai e de uma mãe, pois a sua educação supõe o contributo insubstituível e complementar de uma figura masculina e de uma figura feminina.
Por outro lado, se o vínculo da adopção deve aproximar-se o mais possível do vínculo resultante da filiação natural, tal exige que os adoptantes sejam um homem e uma mulher, pois só duas pessoas de sexo diferente poderiam ser progenitores naturais, como é óbvio.


Não é então um atentado ao direito da igualdade, negar aos casais homossexuais o direito de se casarem?



A questão não deve ser colocada no plano da igualdade de direitos, mas no da definição de casamento. Não se trata de reconhecer ou negar o direito a casar a quem quer que seja, mas de saber se uma união entre pessoas do mesmo sexo é um casamento, se deve ter o reconhecimento social e jurídico próprio do casamento.
O princípio da igualdade exige que se trate de forma igual o que é igual e de forma diferente o que é diferente. Do ponto de vista da sua função social, não é igual uma união entre pessoas do mesmo sexo e uma união entre homem e mulher vinculados pelo casamento.
Não estão em causa opções de vida privada (se estivessem, o Estado não tinha que intervir), mas a função social do casamento e da família, que nele se funda.

Visita de Cavaco Silva aos Francisquinhos



Sou psicóloga dos Francisquinhos há já uns aninhos, e foi com muito gosto que recebi na "minha sala" sua Excelência o presidente da républica e sua esposa.
Estiveram na associação cerca de 1 hora, e tive oportunidade de conversar pessoalmente com os dois cerca de 7 minutos. Quiseram saber tudo acerca do trabalho, dos bebés, das dúvidas dos pais e partilharam inclusivamente a sua experiência como avós.
Foram de uma simpatia notável, muito afáveis e interessados no nosso trabalho. O destaque vai para a preocupação do Sr. Presidente em relação ao "Inverno demográfico", e o seu discurso foi muito nesta linha. Contei-lhe que tinha 3 filhos, e que apesar de não fazer grandes planos, poderia não ficar por aqui... Ele riu-se claro, e fez um elogio simpático.
Bem sei que a Liliana já nos brindou com esta noticia, mas não resisti!


"Se não existem crianças avançamos rapidamente para um envelhecimento da população e todos sabemos que a consequência de um rápido envelhecimento da população é o baixo crescimento económico e uma grande dificuldade em satisfazer os apoios sociais aos mais idosos», afirmou Cavaco Silva.

O chefe de Estado, que falava durante uma visita à Associação de Pais e Amigos das Crianças do Hospital São Francisco Xavier, «Os Francisquinhos», vincou que a questão da baixa taxa de natalidade «é tão importante» que a referiu na mensagem de Ano Novo em 2008.

«Um país sem criança é um país sem futuro, por melhores que sejam as políticas económicas, por melhores que sejam os aeroportos, os portos, as estradas que nós tenhamos», alertou.

Neste sentido, Cavaco manifestou «grande preocupação pelo inverno demográfico» do país: «Este ano que vai terminar pensa-se que o número de nascimentos vai ficar próximo dos cem mil, é bastante menos que o número de nascimentos do ano anterior».

«Será muito perigoso que se venha abaixo do patamar dos cem mil nascimentos por ano, isto significa que neste momento o número de filhos por mulher em Portugal é de 1,35 [por cento]. Para conseguir ocorrer uma reposição de gerações é preciso dois filhos por cada mulher, estamos muito longe de conseguir substituir aqueles que, entretanto, vão desaparecendo», afirmou.

«Eu não acredito que tenha desaparecido entre os portugueses o entusiasmo por trazer novas vidas ao mundo, não acredito, o que penso é que são precisas políticas e iniciativas para ajudar os pais, as mães empregadas, a poderem cuidar dos seus bebés e a importância de dar a conhecer exemplos como os 'Francisquinhos', teria todo o interesse que este exemplo pudesse ser replicado noutras partes do território nacional», advogou Cavaco Silva.

O Presidente da República assinalou a «importância de políticas como as creches, infantários nas empresas e a não discriminação das mulheres empregadas que querem ter filhos», bem como «a valorização da família, que é o primeiro espaço de afecto e de solidariedade».

Enquanto se dirigia às várias dezenas de pais e crianças que estiveram presentes na sua visita, Cavaco manifestou a sua «felicidade de ter filhos e de agora ter também netos» e disse lamentar que a sua actividade política e carreira académica não lhe tenham dado mais tempo para os seus filhos quando eram crianças.

«Eles só nos deram alegrias ao longo da vida, a alegria de chegarmos a casa e de saltarem para cima de nós, as grandes aventuras que tivemos quando tinham cinco ou seis anos, em Inglaterra, na Escócia, na Noruega, na Suécia, na Dinamarca, quando eu estudava na Universidade de York», relatou.

«Sinto um estremecimento interior só de pensar que poderia não ter tido filhos», revelou o chefe de Estado, emocionado.

Crise demográfica

Intervenção do Presidente da República sobre crise demográfica, a ouvir aqui

domingo, 20 de dezembro de 2009

CONFAP chama mais uma vez a atenção para a conciliação escola-trabalho

A CONFAP, na pessoa do seu Presidente, Albino Almeida, chama, mais uma vez, a atenção para a resposta social urgente na conciliação escola-trabalho. Ouvi-lo aqui.

Homossexualidade, em alguns casos e a pedido do paciente, pode ser revertida

Diz a Ordem dos Médicos

sábado, 19 de dezembro de 2009

Alexandre Relvas: Governo "não dá valor à família e à vida"

O Executivo de José Sócrates quer “impor a sua perspectiva” dos costumes aos portugueses e as suas políticas mostram que "não dá valor à família e à vida", acusa Alexandre Relvas.

O presidente do Instituto Sá Carneiro mostra-se bastante preocupado com os dados do INE, que confirmam o acentuar do envelhecimento da população portuguesa, e lamenta que “a natalidade não esteja entre as prioridades deste Governo”.


“Este Governo está apostado em fazer-nos evoluir do ponto de vista dos costumes em termos legais, impor uma perspectiva, a sua própria perspectiva ao país, e não permitir que o país debata suficientemente algumas das suas opiniões em termos de costumes”, afirma o gestor social-democrata no seu habitual espaço de comentário, às quintas-feiras, na Renascença.


O Governo não dá nenhum valor à vida, não dá nenhum valor à vitalidade, não dá nenhum valor à família e devia dar atenção a esta matéria, e olhar para estes números. Tenho a certeza de que a generalidade dos portugueses que nos ouvem, quando vêem que o seu país começa a ter um saldo demográfico negativo, há mais portugueses a morrer do que a nascer em cada ano, não se podem deixar de preocupar e de achar que deve haver uma política para esta matéria”, sublinha.


Alexandre Relvas alerta para as consequências do envelhecimento da população nacional, nomeadamente em termos da vitalidade nas várias vertentes, cultural, social e económica, bem como na “afirmação do país”.


Portugal deve reflectir sobre este problema e elaborar um verdadeiro plano e não medidas isoladas, que passe, por exemplo, pelo aumento da cobertura de creches e jardins de infância com apoio público, flexibilização do horário de trabalho das mães, alteração da política de apoio financeiro à família, de saúde e também na área do transporte escolar.



Daqui.
Imagem daqui.

Casamento

"... o casamento é algo mais sério do que o prazer de duas pessoas na companhia uma da outra: é uma instituição que, através do facto de dela provirem filhos, forma parte da textura íntima da sociedade, e tem uma importância que se estende muito para além dos sentimentos pessoais do marido e da mulher."
Bertrand Russell

Cavaco Silva sublinha "importância decisiva" de incentivos à natalidade e adverte que país "sem crianças é país sem futuro"

O Presidente da República manifestou hoje "grande preocupação pelo inverno demográfico" que Portugal atravessa, sublinhando que "um país sem crianças é um país sem futuro" e alertando para a "importância decisiva" dos apoios à natalidade e à protecção dos mais jovens.

"Se não existem crianças avançamos rapidamente para um envelhecimento da população e todos sabemos que a consequência de um rápido envelhecimento da população é o baixo crescimento económico e uma grande dificuldade em satisfazer os apoios sociais aos mais idosos", afirmou Cavaco Silva.

O chefe de Estado, que falava durante uma visita à Associação de Pais e Amigos das Crianças do Hospital São Francisco Xavier, "Os Francisquinhos", vincou que a questão da baixa taxa de natalidade "é tão importante" que a referiu na mensagem de Ano Novo em 2008.


.....................

A taxa de natalidade portuguesa deverá ficar, este ano, abaixo dos cem mil nascimentos. Cavaco alerta para a necessidade de medidas urgentes de incentivo à natalidade e à protecção das crianças: “creches e infantários nas empresas, não discriminação das mulheres empregadas que querem ter filhos, valorização da família, a não discriminação de políticas fiscais às famílias”.

Notícias daqui e daqui.
Imagem daqui.

REFERENDO PARA CASAMENTO HOMOSSEXUAL: Mais de 72 mil assinaturas já foram recolhidas

A Plataforma Cidadania e Casamento já recolheu por todo o país mais de 72 mil assinaturas pela defesa da realização de um referendo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.O movimento desaprova que o assunto seja discutido e aprovado apenas no Parlamento e espera reunir as 75 mil assinaturas necessárias para que a Assembleia da República aprecie o pedido de referendo.

O número de assinaturas já alcançado leva a Plataforma a acreditar que os portugueses não querem ficar de fora desta discussão.

António Pinheiro Torres, deste movimento, refere à Renascença que já pediu uma audiência ao Sr. Presidente da Assembleia República para o dia 4 de Janeiro.

A Plataforma deseja que os portugueses respondam à pergunta: “Concorda que o casamento possa ser celebrado entre pessoas do mesmo sexo?”.

fonte: Parlamento Global

Testemunho de vida: Daryl Markham e Susan Boyle

Vidas que surpreendem.

Ver Daryl Markham aqui, e Susan Boyle aqui.

Testemunho de vida: Qian HongYan









sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A problemática dos adolescentes numa cultura "pornificada"


"A study of 2,343 adolescents found that sexually explicit Internet material significantly increased their uncertainties about sexuality. The study also showed that increased exposure to sexually explicit Internet material increased favourable attitudes toward sexual exploration with others outside of marriage and decreased marital commitment to the other spouse.
Other studies have shown links between pornography and low levels of sexual self-esteem, as well as feelings of loneliness, including major depression.

(....)

The key to militating against these damaging patterns and to protecting against the effects of pornography is to foster relationships of affection and attachment in the family. The first and most important relationship is between the father and the mother. The second is engaged parents who love their children. In today’s technological society, this means limiting, monitoring, and directing their children’s Internet use. This, in turn, provides an invaluable shield against Internet pornography, and allows room for a healthy sexuality to unfold in a natural and socially supported way"


Vale a pena ter nascido.

"Às vezes ouço passar o vento nas árvores.
E só por ouvir passar o vento nas árvores,
vale a pena ter nascido."
Fernando Pessoa

Babies

O que Yoko e John Lennon pensam sobre o excesso de população

Assinaturas Referendo - Ponto da Situação



Queridos amigos



Estamos todos de parabéns e gratos pelo que vimos e fizemos acontecer em menos de um mês! Neste momento (contagens fechadas às 0h24 de hoje) temos já 72.347 assinaturas validadas!!! Já só faltam por isso cerca de 2.700 assinaturas às quais é necessário juntar muitas outras para margem de segurança (o mínimo legal como sabem é 75 mil).
Convidamos todos a tomar este apelo como dirigido apenas a cada um e por isso responsabilizando-nos a todos:
a) Façam-nos chegar desde já (de preferência por correio azul) e ao apartado todas as assinaturas que tenham em vossa posse

b) Continuem a angariar assinaturas maciçamente (como se apenas um o estivesse a fazer) nas comunidades de cada um (escolas, freguesias, paróquias)

c) Levem impressos para as festas familiares de Natal (há muita gente que gostaria de assinar e ainda não teve a oportunidade!)

3. Já pedimos ao Presidente da Assembleia da República que nos recebesse na manhã de 4 de Janeiro, segunda-feira, para lhe entregarmos a nossa petição. Por essa razão todas as assinaturas angariadas devem chegar-nos ao apartado até dia 31 de Dezembro, quinta-feira.

4. Juntamos o comunicado da Plataforma Cidadania e Casamento divulgado hoje de manhã a todos os órgãos de comunicação social.

5. Esclarecemos que o que foi ontem aprovado pelo governo foi uma proposta de lei ao parlamento. Nada está ainda decidido.

6. Uma vez que para haver um referendo não basta a entrega da petição mas sim que haja uma decisão de aprovação pelos deputados à Assembleia da República apelamos para que identifique os deputados dos diversos partidos pelo seu círculo eleitoral e procure contactá-los (pessoalmente, por telefone ou correio electrónico) e lhes peça que não deixem de votar favoravelmente a proposta de referendo. A lista de deputados está em: http://www.parlamento.pt/DeputadoGP/Paginas/Deputados.aspx



Um abraço grato pedindo este esforço final



Plataforma Cidadania e Casamento

referendocasamento@gmail.com

www.casamentomesmosexo.org

Educação e televisão


Temos de concordar que a televisão pode ser inimiga do diálogo, e o diálogo é regra de ouro na família. A televisão, embora possa ter algumas coisas boas, se não é usada com prudência e sabedoria pode "disfarçadamente" deseducar os filhos e desencorajar hábitos que tanto trabalho deram aos pais a fomentar. É por isso imprescindível ter muita atenção e cuidado com os média, nomeadamente com a televisão. A regra deve ser a televisão apagada, sobretudo durante as refeições. Quem acende a televisão devem ser os adultos, sendo que os filhos se quiserem terão de pedir autorização aos pais para verem determinado programa. O deixar ou não ver determinado programa, concurso, filme ou documentário, deve ser uma decisão ponderada pelos pais com base na qualidade do programa em si e não com base no comportamento da criança ou na sua vontade. Há de facto algumas coisas boas na Tv., ela pode proporcionar um entretenimento saudável e moderado se for usada de forma razoável e inteligente (como meio de unir a família portanto! e não o oposto).
É muito importante perceber quais os valores que estão a ser passados nos variados programas que existem, são os valores que acreditamos? São os valores que queremos passar aos nossos filhos? É bom que fiquemos conscientes de que aquilo que os nossos filhos vêm na Tv. Vai influenciá-los nas suas vidas, nas suas escolhas e atitudes, no seu discurso e comportamento.
O ideal é que haja apenas um aparelho de televisão na casa, pois isto dá aos pais um maior controlo e faz com que todos sejam mais responsáveis na sua utilização. O desejado é que a família possa assistir em conjunto a bons programas, filmes, eventos desportivos, que sejam fonte de diálogo, de troca de ideias, risos e emoções em conjunto. Claro que as crianças podem fazer sugestões e pedidos para ver determinada série, mas são os pais que decidem como, o quê e quando (depois de se informarem bem acerca do programa e do seu conteúdo educativo). Esta liderança enfatiza a autoridade dos pais.
O que os pais devem procurar no uso moderado da Tv. não é apenas proteger as crianças, mas também ensiná-las a discernir por meio de critérios firmes, o que é bom e o que é mau.
Quando se tem um controlo sobre a televisão e esta sai "do centro da sala", acontecem espaços de tempo (inicialmente estranhos mas depois maravilhosos) para a vida em família. Mais tempo para pais e filhos se conhecerem, jogarem juntos, lerem bons livros, ajudarem-se mutuamente nas tarefas de cada um... Este texto pode parecer um pouco estranho, em muitas casas a televisão já se “instalou” de tal forma que é vista como peça imprescindível no “bom funcionamento” do lar… Esta cultura televisiva instalada na sociedade de hoje é um engano, agimos como se a televisão nos trouxesse benefícios em todos os aspectos, o que não é de todo verdade. A televisão pode mesmo prejudicar a família, funcionando como escape, refugio e entretenimento momentâneo que tira lugar a conversas e experiencias familiares muito importantes.
Televisão ligada “nem sempre nem nunca”, procurando com bom senso ir ligando e com igual bom senso desligando…
Regra de ouro: saber tirar o melhor partido do pequeno ecrã!

Alexandra Chumbo

Fomos notícia

Na RR, ontem.

Candidatos à adopção diminuem

Tendência da adopção é diminuir.

E da parte do Governo também não se vê grande esforço para inverter esta situação. É que há assuntos mais importantes...

Da pseudo-homofobia contra o casamento homossexual




Porém, não compareceu qualquer adepto do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Apesar disso, foi impressionante constatar a enorme delicadeza, respeito e consideração que foi manifestada quer pelo Sr. Capelão Pe. Pedro, quer pelo Prof. Jorge Bacelar Gouveia, quer pelo Dr. Galante pelos homossexuais e as suas opções.

Apesar de se ter defendido a excelência do casamento entre pessoas de sexo diferente, em momento algum, seja quem fôr, manifestou qualquer desrespeito. Bem pelo contrário, sendo livres de adoptar a opção sexual que cada um bem entende, foi referida a possibilidade de se encontrarem vias alternativas que salvaguardem os direitos das pessoas que optaram por um relacionamento sexual com pessoas do mesmo sexo.


Por isso, não posso deixar de contestar aqueles que enfiam no saco da homofobia todos os que são contra o casamento entre pessoas dos mesmo sexo. Homofobia é a aversão a pessoas homossexuais, considerando-as como seres desprezíveis que merecem desconsideração.

Ser contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, não é desconsiderar uma pessoa homossexual.

Trata-se apenas de defender que para situações fisiologica e psicologicamente diferentes há também que alcançar soluções diferentes adequadas a cada realidade social.

Isto, para mim, não é homofobia. É bom senso...

Pensar nas Gerações do Futuro Agora


Palavras-Chaves

E porque nos arrependemos de tantas asneiras, quem sabe se estas são serão as
palavras-chaves para os slôganes das próximas décadas:
família
homem + mulher
casamento

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Comentário ao post «Até onde?...»

A Liliana escreveu um post muito oportuno, que merece comentário. Aqui dou um contributo para que não nos esqueçamos dele.


Até onde?... --- pergunta o post.


Desde há milénios que, em qualquer parte do mundo, todos os artigos das leis do casamento dizem respeito a casais (pai e mãe) que se propõem ter FILHOS.

Por exemplo, não é possível o casamento entre parentes próximos (porque os FILHOS sofrem problemas de saúde e taras psicológicas). --- Mas esse argumento não serve para proibir relações homossexuais entre parentes próximos.

Outro exemplo: para assumir a responsabilidade do casamento exige-se a idade núbil (porque uma criança não pode ter FILHOS nem tem maturidade psicológica para assumir um compromisso dessa ordem). Mas qual o argumento para exigir a capacidade procreativa a quem vai ter relações homossexuais?

Por exemplo, como nota muito bem a Liliana, o casamento é monogâmico (porque os FILHOS têm direito a ter um pai e uma mãe e a crescer numa família em que o pai e a mãe se amam com exclusividade). Mas por que razão os homossexuais só se poderiam juntar em grupos de dois e a lei haveria de excluir as uniões de três, de quatro, ou de cinco?...

Qualquer pessoa encontra mais exemplos: TODOS os requisitos peculiares próprios das leis do casamento (desde há milénios!), estão feitos para casais que se propõem ter FILHOS.

Por isso é que nenhum desses requisitos legais do casamento faz sentido, se aplicado a uniões homossexuais.

O requisito de que o casal seja heterossexual não é o único que está em função dos FILHOS. É fácil ver que TUDO, numa lei do casamento, está pensado em função dos FILHOS.

Como é que alguns não reparam na pergunta implícita no post a que me refiro, e querem aplicar às uniões homossexuais os critérios de quem vai ter filhos?

Concordo inteiramente com a sugestão implícita no post: para uma união homossexual, o número de elementos é irrelevante para a sociedade.

A conclusão começa por se aplicar às uniões de 2 homossexuais. Elas são irrelevantes do ponto de vista social e não devem ter qualquer registo jurídico. Nem mais nem menos do que as relações de 3 homossexuais, de 4 homossexuais ou de qualquer outra quantidade de homossexuais.

Com todo o respeito, é preciso perceber que o comportamento homossexual é, em si mesmo, um assunto íntimo e nunca deve sair da intimidade.

Algumas razões pelas quais não deve haver casamento homossexual

1. O Estado não tem de fazer um registo dos afectos ou opiniões dos cidadãos. O comportamento homossexual é do domínio privado e não deve ter regulação nem registo oficial.

2. Como diz a Constituição, a maternidade e paternidade são valores sociais eminentes (isto é, supremos) e por isso o casamento merece relevância jurídica, porque tem valor social.

3. O comportamento homossexual é privado, não tem nenhum valor social, portanto não deve ser registado.

4. O casamento é um compromisso jurídico (dos cônjuges em relação aos filhos e um em relação ao outro, enquanto pai e mãe). Aquilo que tem relevância social-jurídica é esse compromisso, não os afectos ou opiniões, que são, em si mesmos, de carácter pessoal.

5. No comportamento homossexual não há nenhuma assumpção de responsabilidade, nenhum compromisso que diga respeito à sociedade. Não faz sentido que a sociedade tome nota dos afectos privados.

Até onde?...

Se se discute e quer aprovar o pseudo casamento de homossexuais, ficam muitas dúvidas, uma delas esta: quererá aprovar-se, um dia, a poligamia?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Notícia TVI : Socialistas católicos não desistem de travar a legalização do casamento homossexual


Casamento gay: «É preciso coragem para marcar o referendo»

O Conselho de Ministros deverá aprovar, esta quinta-feira, a proposta de lei que torna legal o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O documento será depois enviado para a Assembleia da República, onde também deverá ser aprovado.

Nas horas que antecedem aquele que poderá ser um marco na sociedade portuguesa, o tvi24.pt conversou com o porta-voz dos socialistas católicos, Cláudio Anaia.

Um argumento a favor

Sou contra o casamento homossexual, mas penso que com uma união civil se possa alargar alguns direitos que hoje ainda não existem, como por exemplo em caso de heranças ou de visitas do companheiro num hospital.

Um argumento contra

A diferença estrutural entre homem e mulher corresponde a um desígnio natural e a sociedade estrutura-se a partir dessa dualidade. A diferença entre homem e mulher não é fruto do acaso (como se pudesse deixar de ser assim), mas corresponde a um desígnio natural que faz dessa diferença uma ocasião de enriquecimento recíproco, que apela à unidade e comunhão a partir da diversidade. É isto mesmo que exprime a instituição do casamento, que as diferenças entre homem e mulher não são uma ocasião de conflito, mas de colaboração e enriquecimento recíproco.

Uma coisa para fazer antes da aprovação do casamento homossexual

A coragem de se marcar um referendo sobre esta matéria. Tanto no Partido Socialista como na sociedade portuguesa este assunto nunca foi discutido abertamente.

Uma coisa para fazer depois da aprovação do casamento homossexual

Espero que o casamento homossexual, assim como a adopção de crianças por estes, nunca sejam legais em Portugal.

Um país que tenha a solução ideal

Na maioria dos países onde há casamento entre pessoas do mesmo sexo e consequente adopção de crianças por estes, de uma forma geral, as coisas não têm corrido bem.

Caso seja aprovado, o que vão fazer os socialistas católicos?

Vamos continuar a defender a nossa posição, mostrando que numa matéria de tão grande significado ético, cultural e civilizacional, onde se joga o modelo de referência de família como núcleo social fundamental, onde se pretende alterar um modelo secular, é inadmissível que a opção tenha sido tomada em função de estratégias políticas ou modas ideológicas e contra o sentir da maioria do povo. Se o povo não está esclarecido, pois que se aproveite e se marque um referendo para o esclarecer. Mas que não se decida contra ele, que é o que vai acontecer caso seja aprovado na Assembleia da República.

Caso haja referendo, o que vão fazer os socialistas católicos?

Vamos participar activamente no referendo e defender que, na instituição do casamento, as diferenças entre homem e mulher não são uma ocasião de conflito, mas de colaboração e enriquecimento recíprocos. O casamento não é uma criação do Estado. Este limita-se a reconhecer uma instituição que lhe é anterior, que alguém correctamente qualificou como a mais perene das instituições. E não pode deixar de revelar um pendor totalitário e até abusivo, na minha opinião, a pretensão do Estado de redefinir em dois tempos essa instituição.

Um bom e um mau exemplo de um casal homossexual para a sociedade

Bom exemplo não conheço. Como democrata que sou, respeito a opinião de todos, mesmo daqueles que pensam diferente de mim. Lamento apenas as mentiras ou insinuações que têm sido feitas sobre a minha pessoa nalguns órgãos de comunicação e na blogosfera. Mas já estou habituado a comportamentos desses da parte de quem não tem razão e recorre a esses meios.

Ver a noticia, aqui

Mães: pedidos de ajuda disparam

Mães recorrem à ADAV-Coimbra para terem ajuda.

Para ver aqui (23:30).

Lutar contra a Pobreza

Veja o filme aqui.

Entre os vários grupos apresentados está a ADAV.

Ligações familiares


Para as crianças é fundamental a pertença a uma família. O primeiro grupo ao qual todos pertencemos ajuda as crianças a relacionarem-se posteriormente com outras pessoas e noutros contextos. São as ligações familiares que ajudam a criança a entender as regras e a perceber o que é bom e o que é mau… É através das ligações familiares que as crianças se sentem amadas, queridas e protegidas, sendo que estes sentimentos são essenciais para um crescimento em equilíbrio.
Para que isto aconteça, é essencial que os pais estejam muito atentos às características de cada filho, exercendo a sua parentalidade ajustada à maneira de ser de cada criança. Isto vai proporcionar que se criem laços fortes de amor, compreensão e protecção, pois se os pais estão atentos à maneira de ser da criança e tiverem isso presente, vão ser adequados com os filhos e vão estabelecer ligações fortes com eles. É importante dedicar tempo aos filhos, escutá-los, percebê-los mesmo no silêncio. Dar-lhes regras e fomentar a sua autonomia, acarinhar e corrigir…
O dia-a-dia apressado e a falta de tempo faz com que os pais, mesmo que inconscientemente, tomem algumas atitudes erradas.
Um erro é escolher o caminho mais fácil, dar comida em vez de incentivar a que coma sozinho, arrumar o quarto dos filhos porque é muito mais rápido do que esperar que arrumem. Outra atitude a evitar é dizer coisas que não são verdadeiras, como por exemplo: «se não fazes assim já não gosto de ti» ou «pára com isso senão não jantas»… Isto desautoriza muito os pais.
Cada membro da família tem o seu papel e o segredo é que cada um se mantenha nele sem querer inverter papéis. É importante que os pais não sejam desautorizados em frente às crianças, mas também é bom dar espaço aos outros membros da família para que exerçam o seu papel mais descontraído junto da pequenada. O ideal é que as crianças convivam com a família envolvente percebendo sempre que quem tem a última palavra são os pais e são eles os responsáveis pelas regras básicas, pelas rotinas e pelas principais decisões da dinâmica familiar.
Os tios e os avós são muito importantes para as crianças e as crianças são ainda mais importantes para os tios e para os avós! Cada família é única e cada criança é única. Por norma, podemos afirmar que as crianças beneficiam muito com a paciência e sabedoria dos avós, que vibram com a boa disposição da maioria dos tios. Habitualmente, aos avós, os netos fazem maravilhas, tiram-lhes uns anos das costas e fazem com que o tempo “voe”. Aos tios, as crianças ensinam muitas coisas, ajudam-nos a descontrair e a simplificar a vida.
Caso os pais necessitem que os filhos fiquem aos cuidados de outros, devem dar-lhes as directrizes e esclarecer como costumam ser as suas rotinas: as horas de dormir, o que pode ou não fazer, o que pode comer, etc. pois o que “o que é bom para a Maria pode não ser bom para o Manuel” e isso cabe aos pais decidir e passar a informação. A quem fica a tomar conta da criança, é preciso dizer que deve seguir as indicações dos pais mas sem perder a sua individualidade e a sua espontaneidade. A vida dá-nos espaço de manobra e se existir bom senso, as crianças e os adultos entendem-se bem.



Boas ligações familiares? É mais fácil do que parece

- A melhor solução é que trabalhe menos e passe mais tempo com os filhos! Às vezes, ter mais tempo implica fazer escolhas, acordar mais cedo, abdicar da hora de almoço, ser mais rápido na execução das tarefas… Quando isto é possível, é óptimo, porque as crianças precisam mesmo de passar tempo com os pais.

- O tempo passado deve ser de qualidade. É fundamental que todos os dias (ou quase todos!) brinque /jogue/ converse – conforme as idades e os gostos das crianças – pelo menos, durante 15 minutos. Durante este tempo, não pode haver televisão ligada, nem telefones a tocar, nem jantar para fazer, etc. Não é estar “ao pé de”, é “estar com”, que é bem diferente.

- As preocupações do trabalho devem ficar no trabalho. É muito importante que não se “descarregue” nos filhos, é fundamental que se ralhe quando merecem ouvir um ralhete e não porque a mãe está sem paciência porque o dia lhe correu mal no trabalho. É importante corrigir, mas porque a atitude não está certa e não porque se apanhou trânsito e chega a casa muito cansada para sorrir.

- Respire fundo, conte até 10 e recomece! Optimize o tempo em família, aproveite ao máximo para descontrair em conjunto, desfrute da companhia dos outros, aproveite para praticar desporto em família, passeie ao ar livre, faça programas culturais interessantes. Basicamente, procure fazer coisas que tragam sorrisos a todos e boa disposição, nomeadamente ao fim-de-semana para que se possam ir “carregando baterias” para a semana de trabalho.

Alexandra Chumbo

Chuck Norris e a prática do aborto pelo sistema de saúde público


Na véspera do Natal, me pergunto: O que teria acontecido se a Virgem Maria tivesse dependido da cobertura de saúde de Obama?", escreveu em sua coluna. "O que teria acontecido se esta adolescente pobre tivesse tido acesso a fundos federais e outras facilidades para evitar o ridículo, o ostracismo, a perseguição e o possível apedrejamento por sua gravidez? Os cuidados de Obama vão se converter nos mesmo de Herodes para os recém-nascidos?"


O ator disse ainda que Jesus e todas as grandes almas poderiam ter sido apagadas da história se seus pais fossem "tão progressistas como os sábios homens e mulheres de Washington", disse. Durante a campanha presidencial que elegeu Obama, no ano passado, Norris defendeu o pré-candidato republicano Mike Huckabee. A possibilidade de financiar o aborto em certas circunstâncias se converteu em um dos principais obstáculos para que o projeto proposto pelo governo democrata seja aprovado. Uma pesquisa recente diz que 82% da população do país se diz contra esta possibilidade.
Chuck Norris
Notícia daqui

Colóquio sobre referendo acerca de casamento entre pessoas do mesmo sexo

(Clique para aumentar)

Notícia sobre Colóquio na Universidade do Algarve

Aqui

In Diário de Notícias

Os falsos argumentos jurídicos a favor do casamento homossexual

(....) Como escreveu o Prof. Daniel Serrão, e peço licença para transcrever: "A espécie humana é gonocórica, ou seja, tem uma forma corporal masculina e outra forma corporal feminina. Como em muitas outras espécies animais. As diferenças entre estas formas corporais dependem da diferente função dos órgãos, para que possa haver fecundação da forma feminina pela masculina. Os corpos dos seres humanos estão constituídos como corpos sexualizados. Portanto, em termos estritamente biológicos, o dimorfismo sexual está ordenado para a procriação. E este dado biológico não pode ser esquecido ou escamoteado, na ponderação da relação sexual entre corpos da mesma natureza sexual, ou seja, entre corpos masculinos entre si e corpos femininos igualmente entre si".
3. Nesta base (que, aliás, é bem evidente), não têm adequação os argumentos que tentam fazer equivaler juridicamente a "união homossexual" ao casamento, invocando erradamente o princípio constitucional da dignidade humana e o princípio constitucional da não discriminação. Vejamos.
4. A dignidade humana é comum a todas as pessoas: homens, mulheres, crianças, idosos, sãos e doentes, débeis mentais e deficientes profundos, todos têm a mesma dignidade. Inclusive o embrião humano beneficia já da protecção devida à dignidade humana. Mas, porque se trata de uma qualidade comum de todas as pessoas, não é quantificável. Ora, daqui não se tira que todas tenham as mesmas capacidades jurídicas e as mesmas legitimidades institucionais. Estas são, sem dúvida, diferenciáveis ou quantificáveis. Como é óbvio e nem vale a pena desenvolver. Qualquer jurista medíocre distingue entre personalidade jurídica (invariável) e capacidades jurídicas (variáveis). Portanto, o argumento da igual dignidade das pessoas é irrelevante para daí se concluir acerca da igualdade ou da desigualdade entre um "par homossexual" e um "casal heterossexual". A capacidade jurídica ou a legitimidade institucional para o casamento juridicamente reconhecido não decorre da dignidade: decorre de capacidades e de legitimidades específicas, reconhecidas exclusivamente ao casal homem-mulher, dados os fins indisponíveis da instituição casamento-família. E isto não ofende a igual dignidade, como é óbvio.
5. E quanto ao argumento da não discriminação? Se, como vimos, a discriminação não ofende a dignidade, também não implica ofensa à igualdade de capacidades ou condições, porque, pelo menos no aspecto essencial da reprodução, uma união de um "par homossexual" não é igual a uma união de um "casal humano". Só para quem não quer ver (e, como diz o povo, quem não quer ver é cego) é que se pode esconder e desvalorizar, para efeito de obter uma completa igualdade e equiparação do "par homossexual" com o "casal humano", a função essencial da reprodução humana.
6. É portanto totalmente falso que os homossexuais sejam discriminados porque excluídos do casamento. Eles podem casar, desde que o façam numa relação heterossexual, para a qual (note-se bem) não são nem podem ser considerados incapazes - se o fossem, então sim estariam a ser discriminados. E também não é verdade que os homossexuais sejam discriminados por não poderem casar com pressupostos e conteúdos diferentes dos do casamento instituído; porque também os heterossexuais não podem alterar o casamento instituído. Nem os heterossexuais nem os homossexuais estão em posição diferente perante o mesmo casamento instituição. Logo, não há discriminação. O que os defensores do chamado "casamento homossexual" pretendem é um outro casamento, à medida das suas preferências subjectivas ("orientação sexual"), que não pode ser igual porque não tem função reprodutiva. Em conclusão: tal como já vimos para o argumento da dignidade humana, é uma falácia invocar o princípio da não discriminação para tentar fundamentar juridicamente a igualdade entre "dois casamentos" que são evidentemente diferentes.
7. Uma nota mais quanto à adopção. É uma ironia suprema que os pares homossexuais reivindiquem a maternidade-paternidade adoptiva dos filhos que são biologicamente exclusivos dos casais heterossexuais. Na adopção está ínsita a ideia de supletividade, isto é, uma analogia funcional com a relação geração-criação de filhos. Ora, o par homossexual representa aqui uma negação. A aceitar-se a adopção por pares homossexuais, então teria de se aceitar a adopção colectiva por duas quaisquer pessoas, que para esse efeito estabelecessem um qualquer contrato entre si, porque a existência de comércio homossexual não tem relevância positiva para o efeito da adopção. Pelo contrário, tem uma relevância negativa, porque contradiz a base heterossexual da reprodução que é a legitimação natural da criação/educação - contradição que não existe na adopção por um casal ou por uma só pessoa, deve sublinhar-se.
Mário Pinto
Professor universitário
In "Público" de 16 de Dezembro de 2009

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Livro Infantil

Outras escolas, outros modelos pedagógicos

Perante o descalabre do Ensino, que tem criado escolas de elite e escolas de segunda, disciminando as crianças que são "diferentes", que não têm as mesmas oportunidades, entre outros, urge repensar a Escola, uma Escola para Todos, que vá ao encontro de cada criança, ser único e irrepetível. Apresenta-se aqui um projecto que resultou numa escola diferente, em Portugal, mundialmente conhecida.


Para ouvir José Pacheco, precursor do Projecto da Ponte, ouvir aqui (TSF).
Ver mais aqui.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Casamento entre pessoas de sexo diferente


"A pessoa humana foi criada como masculino e feminino, estruturas complementares que sofrem atracção mútua, tendendo à integração da dualidade na unidade, a tornar-se una caro.

Esta atracção recíproca, que leva o homem e a mulher a unirem-se para o projecto de vida em comum que é o Matrimónio, provém da sua complementaridade, orgânica e psicológica e do instinto de conservação.

"(...) a verdade é que também a sexualidade e a conjugalidade têm dimensão social, comunitária e institucionalizada."


in Enciclopédia Polis, Tomo IV, pág. 142.

Magnus ou o combate à moleza



O nome Magnus Scheving talvez não vos diga muito. Se eu vos disser que é um Islandês, antigo campeão da europa de ginástica aérobica, muito menos.
Mas se vos falar em Vila Moleza ou Lazy town, na sua versão original ou em Sporticus, então, talvez já vos diga algo mais.
Magnus Scheving é o autor e protagonista da série infantil Lazy Town ou Vila Moleza, na versão portuguesa. O seu objectivo, diz, é criar hábitos de vida saudável às crianças, sem cair em paternalismos.
Magnus Scheving, actualmente com 45 anos, é também pai de 3 filhos e já avô de 1 neto. Para além das filmagens, Magnus corre o mundo, dá entrevistas, participa em workshops e conferências em universidades, falando das suas ideias originais: transformar as crianças, educando-as de forma divertida.
Neste mundo onde tudo é posto em causa e se relativiza, Magnus defende que, pelo menos, todas as crianças deveriam cumprir 7 objectivos: serem saudáveis e educados, sentirem segurança, não magoar as outras crianças, deitar cedo, lavar os dentes, não ser mesquinho e fazer exercício físico.
Para cumprir estes 7 objectivos, Magnus propõe 2 estratégias: Amor e Movimento. Como diz, Magnus numa entrevista, o amor leva ao movimento e o movimento alimenta o amor.
Numa intervenção no passado mês de Novembro, na Colômbia, para promover a versão latino-americana de “Lazy Town”, dizia Magnus, “O nosso trabalho como pais é guiar, que é muito distinto de dizer-lhes o que fazer. (...). Por isso falamos dos anos dourados que vão desde os 0 aos 7 anos que é quando as crianças observam tudo. É a época em que não fazem o que lhes pedimos, senão que imitam o que vêem. Agora, se eu não me sinto satisfeito com a forma como actuam os meus filhos aos 14 anos, foi porque fiz um péssimo trabalho até aos 7.”
Para ajudar a cumprir os objectivos de Magnus, a série “Vila Moleza” parece ter previsto tudo. Lá está Sporticus, protagonizado pelo próprio Magnus cuja missão é ajudar as crianças e a cidade; Robby Reles que é o vilão e tem como objectivo conquistar a cidade e promover a desordem. Depois há o presidente da Câmara da cidade e mais umas quantas crianças, quase todas caracterizadas por uma enorme insegurança e até extrema ingenuidade, caso, por exemplo, da personagem Ziggy que, apesar da capa de super-herói sofre de inúmeras fobias e maus hábitos. No meio está a Estefânia, a 3ª personagem em carne e osso, em conjunto com Sporticus e Robby Reles, já que todas as restantes personagens são protagonizadas por marionetes.
Destaque também para uma das crianças, chamada Pixel, que representa o típico jovem alienado pelas novas tecnologias e jogos de computador.
A série está em 120 países e já ganhou vários prémios. Infelizmente, a empresa de Magnus está com graves problemas financeiros, acumulando dívidas na ordem dos 15 milhões de euros e enfrenta inclusivé, já no próximo mês de Janeiro, uma acção judicial que poderá levar ao fim da série. Uma das razões pode ter a ver com elevado custo de cada episódio, 1 milhão de euros, cada, produzido com o recurso a inúmeros e dispendiosos efeitos especiais e técnicas de gravação digital. Apesar disso, Lazy Town ainda poderá dar muito a Magnus, em especial, se nos lembrarmos do merchandise, livros, jogos, etc..que a empresa de Magnus também promove. Em Portugal, por exemplo, a empresa de sapatos BEPPI é uma das que usa a marca “Lazy Town” para vender pantufas, botas, meias e outro tipo de vestuário.
Fico na dúvida se Magnus é um espertalhão interesseiro ou um ingénuo bem intencionado, mas a mensagem é francamente positiva e muito concreta. Veja-se, por exemplo, estas propostas para ocupar o tempo de férias.
Entretanto, em face do panorama, por vezes, horrível da programação infanto-juvenil, Vila Moleza é, de certo, uma das melhores séries a ver e a promover.





P.S.- Para além das pantufas “Lazy Town” com as caras da Estefânia e do Sporticus que cá, por casa, andam; fui, no outro dia, surpreendido, pelo meu filho de 6 anos, que, orgulhoso, comia uma maçã, dizendo que era uma alimento desportivo, Sporticus says.