segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

UM NOVO ANO 2008 CHEIO DE VIDA!


Um Filho para a Eternidade


No início da sua gravidez, Isabelle de Mézerac é informada pelos médicos de que o filho é portador de uma deficiência fatal, em virtude da qual virá a falecer pouco tempo depois do nascimento. No entanto, contra todas as expectativas e a habitual recomendação de um aborto provocado, Isabelle decide, juntamente com a família e apoiada por amigos e profissionais de saúde, acompanhar o filho com todo o amor até ao termo da sua curta vida.


O livro "Un enfant pour l'éternité", de Isabelle de Mézerac descreve a aventura emocionante de uma mãe diante do diagnóstico pré-natal de trissomia 18, e que decide continuar com a gravidez e acolher seu filho condenado a morrer a partir de seu nascimento. É muito duro seguir passo a passo esta mãe que quer com toda a sua alma ao filho que leva em seu interior, e que está condenada a chorar a sua morte inexoravelmente anunciada. Estamos destroçados, como ela, seu marido e seus filhos, diante da tormenta de sentimentos contraditórios que enfrentam penosamente durante esta espera. Este caminho conduz a um sentimento assombroso de plenitude apesar do sofrimento. "Plenitude deste amor gratuito completamente entregue. Plenitude deste caminho realizado na verdade. Plenitude desta relação conduzida até o final."


"Ir o mais longe possível na relação com aquele que vai morrer, inclusive por tratar-se de um filho que vai nascer, nos deixa tempo para dar tudo, dizer tudo e nos autoriza a reerguer a vida".


Isabelle de Mézerac dá o seguinte testemunho: "aceitar os limites da medicina, sem enganar, olhar nosso sofrimento de frente, sem pretender esquivar-se, enfrentar a morte na sua hora, sem querer antecipá-la, é tudo o que aprendi com Emmanuel, e é por isso que reergo a vida!".


Ela também nos confia a reflexão de um de seus filhos, na noite da morte de seu irmão pequeno: "me olhou intensamente, e através de suas lágrima me garantiu que agora sabia que eu o teria amado, até o final, mesmo se ele tivesse tido uma mal-formação!.


Mal-estar em torno do diagnóstico pré-natal


A leitura deste livro nos causa uma impressão violenta do mal-estar que rodeia a prática e o anúncio do diagnóstico pré-natal. Diante do conhecimento de uma malformação grave de seu bebé antes do nascimento, os pais se encontram completamente vulneráveis, perdem sua liberdade de escolha e se encontram nas mãos dos cuidadores, os quais geralmente lhes propõem o aborto. Isabelle de Mézerac fala de uma engrenagem infernal, de um jogo de bilhar que se converteu em uma loucura, e diz que antes da intervenção de uma amiga geneticista, nem se quer sabia que era medicamente possível prosseguir com a gravidez. No caso de malformação mortal, o aborto é o normal, e a continuação da gravidez é uma alternativa que raramente é proposta pelos médicos.

Descubra as diferenças


É só pegar no Público, ou, se se não quiser ir à biblioteca para o consultar, ou à banca de jornais para o comprar, ir à página da Internet.


Há umas semanas atrás, o Ponto de Apoio à Vida, aparecia, divulgando a causa de apoio à vida, mas, agora, deixou de aparecer. Por que será?


Descubra as diferenças entre o Ponto de Apoio à Vida e as instituições que ajudam mães que não querem abortar os seus filhos, e a Clínica dos Arcos (que só "por acaso" continua a promover as suas clínicas em Espanha...).


Descubra as diferenças.
P.S.
Sugiro que se volte a pôr, no início deste blogue, o anúncio de donativos para a publicidade de apoio à vida nos jornais. Pode ser que assim se arranje uns trocaditos para publicidade no Público e, com um bocadito de sorte, para o Correio da Manhã...

domingo, 30 de dezembro de 2007

BUS - BENS DE UTILIDADE SOCIAL


Coisas velhas para alguns, coisas novas para muitos!


Há sempre qualquer coisa lá em casa que não precisamos e que não sabemos a quem dar...


No segundo semestre de 2006, um grupo de amigos iniciou um projecto chamado BUS - BENS DE UTILIDADE SOCIAL, Associação Particular de Solidariedade Social.


O projecto consiste basicamente em reproduzir o tremendo êxito do projecto Banco Alimentar contra a Fome e fazer uma espécie de Banco Não-Alimentar. Por outras palavras, tentar fazer chegar bens não-alimentares (camas, colchões, lençóis, toalhas, electrodomésticos, sofás, cadeiras etc.) a quem deles necessita, ser nada mais do que uma "ponte" entre quem tem e não precisa e quem precisa e não tem.


(Mensagem recebida por correio electrónico.)

sábado, 29 de dezembro de 2007

Hospital de Leiria já eliminou cerca de 90 vidas inocentes


Hospital de Leiria já eliminou cerca de 90 vidas inocentes, só nos últimos 5 meses...

Eis as consequências da vitória do sim em todo o seu esplendor !

Em defesa da Vida


Resumo: Não parece estranho que na época mesma em que surgem as justas revoltas contra discriminações de toda ordem – cor, raça, preferência sexual, credo – e a defesa das espécies animais em risco de extinção, seja defendida a cruel discriminação dos não-nascidos?



“Lamentavelmente vivemos num tempo em que algumas pessoas não valorizam todas as formas humanas de vida. Elas querem selecionar e escolher quais indivíduos têm valor. Não podemos diminuir o valor de uma categoria de vida humana – os não-nascidos – sem diminuir o valor de toda a vida humana. Notei que todos os que defendem o aborto já nasceram”.


RONALD WILSON REAGAN


Com sua forma característica de grande comunicador, Reagan fazia citações que estimulam e devem ser aprofundadas. É claro que para defender o aborto é preciso não ter sido abortado. Jamais saberemos a opinião dos milhões que foram arrancados das barrigas de suas mães e jogados no lixo ou incinerados. Embora possa parecer um truísmo, não o é no sentido de que podemos perguntar aos defensores do aborto sua opinião a respeito de se concordariam que seus pais os tivessem abortado. Ou se aceitariam a sugestão de Olavo de Carvalho do Auto-Aborto Voluntário Retroativo (A.A.V.R.). Será que algum, sinceramente, preferiria que seus pais o tivessem abortado? Ou estaria disposto a fazê-lo agora para dar força a seus argumentos?


Possivelmente não, pois são pessoas que se consideram acima do bem e do mal e benfeitores da humanidade por defenderem “os direitos da mulher sobre o próprio corpo”. Observam e julgam a Humanidade “de fora”, como se dela não fizessem parte.


Não parece estranho que na época mesma em que surgem as justas revoltas contra discriminações de toda ordem – cor, raça, preferência sexual, credo – e a defesa das espécies animais em risco de extinção, seja defendida esta cruel discriminação dos não-nascidos? Ou no dizer de uma jovem grávida chamada Victoria (citada por Reagan em Abortion and the Conscience of the Nation na Human Life Review em 1983): “Nesta sociedade salvamos baleias, lobos da floresta e águias e até mesmo garrafas de Coca-Cola. No entanto, todo mundo queria que eu jogasse meu bebê no lixo”.


Pois se é verdade que a Humanidade convive com o aborto desde o início dos tempos, é verdade também que só na segunda metade do século passado esta modalidade de genocídio passou a contar com instituições ricas e bem organizadas a defendê-la. Antes se praticava o aborto às escondidas ou às claras, mas tratava-se de uma questão individual. Havia leis regulamentando o aborto que variavam de país para país, mas só recentemente o tema tornou-se “um grave problemas de saúde pública”.


Não vou tratar aqui o assunto em suas várias facetas, nem mesmo as questões biológicas e embriológicas envolvidas de quando começa a existência humana. Minhas opiniões a respeito podem ser encontradas em "Quando começa a vida?" e serão desenvolvidas mais profundamente após estudo mais acurado de embriologia. Abordarei um aspecto específico da questão.


É muito fácil ser a favor do aborto: basta assinar manifestos e propor leis, sem o ônus de ter que realizar o ato de enfiar um instrumento no útero de uma mulher e estraçalhar o feto que lá se encontra, ou aspirá-lo aos pedaços. Fossem obrigados a ter esta experiência pessoalmente, muitos que são favoráveis ao aborto, mas possuem sentimentos de empatia com o “objeto” de seu ato, deixariam de sê-lo. É muito comum dizer-se que este é um argumento das esquerdas quando na verdade enquanto estas defendem abertamente o aborto os liberais e libertários o fazem, freqüentemente, na surdina. O argumento destes, que já tive que enfrentar em diversas discussões, é o de que cada um tem direito de fazer o que bem entende com o próprio corpo e as autoridades não devem interferir em sua soberana vontade. É claro que os que possuem alguma inteligência sabem que não estamos lidando com um corpo neste caso, mas dois – ou mais! E escondem maliciosamente este fato, pois ao não fazer, terão que enfrentar o argumento de que o feto também tem direito ao seu corpo e enquanto não nascer e tiver discernimento alguém deve defender seus direitos em seu nome. Escolhi propositadamente citações de Ronald Reagan por este ser considerado um dos maiores Presidentes liberais da história americana e, portanto, insuspeito de simpatias esquerdistas.


Da mesma forma é fácil ser contra o aborto somente assinado manifestos e propondo leis. Para as mulheres de posses tanto faz o que se resolva já que continuarão, se o desejarem, abortando em luxuosas clínicas e, caso optem por criar seus filhos será com todo o conforto, em boas escolas, com planos de saúde de primeiro mundo. O problema reside exatamente nas moças pobres, solteiras, estupradas, abandonadas pelo pai dos filhos – se é que sabem de quem se trata – e até por famílias que exigem o aborto para evitar a “vergonha” de ter filhas mães solteiras. Apenas ser contra o aborto e deixá-las ao léu, além de ser desumano, fornece munição aos defensores do aborto que usam exatamente este argumento para defender seus pontos de vista “sociais”. Este é um dos fortes argumentos a favor do aborto: apelar para a “caridade” quando falam das condições precárias de vida que estas crianças terão, quantas sobreviverão. Recuso-me terminantemente a sequer discutir a afirmação de uma autoridade de que “a aprovação do aborto é necessária, pois os ventres das mulheres faveladas são verdadeiras fábricas de bandidos”!


Pois há algo sim a ser feito, e não pelo onipresente governo. A menina Victoria, citada acima foi acolhida pelo grupo Save-a-Life, de Dallas, Texas. Outros grupos citados por Reagan já naquela época eram a House of His Creation, de Catesville, Pennsylvania, e a Rossow Family, de Ellington, Connecticut. Pois recentemente tomei conhecimento de que bem perto de nós um grupo abnegado e esforçado de mulheres tem desenvolvido a atividade de acolher moças nessas condições precárias que, não obstante, preferem ter seus filhos.


A Associação Nacional Mulheres pela Vida, sob a orientação espiritual do Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz da Associação Pró-Vida de Anápolis, vem prestando assistência a gestantes “que chegaram a tentar abortar o filho num momento de extremo desespero, abandono, pobreza extrema, crítica, medo, enfim...” na cidade de Nilópolis, região Metropolitana do Rio de Janeiro. Há 16 anos a Presidente da Associação, Sra. Doris Hipólito Pires começou a acolher estas mulheres/meninas grávidas em sua própria casa “em virtude da falta de uma casa de amparo maternal, que oferecesse um serviço para este fim”. Com o crescimento do número de pessoas a ajudar já foi possível alugar uma pequena casa. Atualmente acompanham 27 gestantes extremamente sofridas. Além de refeições possuem uma oficina onde são confeccionadas as roupinhas de pagão desmanchando as blusas de malha que são doadas quando falta malha. Há falta de fraldas e demais peças de enxoval para os bebês que nascerão. Além disto, alimentos não perecíveis são necessários. Também roupas de cama, mesa e banho, pratos, talheres, e copos ou canecas de plástico.


A Associação conta com a ajuda de outros grupos pró-vida, como o Movimento Arquidiocesano em Defesa da Vida do Rio de Janeiro, mas toda ajuda será muito bem recebida. Diz D. Doris: "Muitos pensam que pelo fato de sermos uma Associação recebemos recursos externos. Podemos afirmar que não recebemos recursos municipais, nem estaduais nem federais".
Proclamação da Emancipação da Criança Ainda Não-Nascida

EU, RONALD REAGAN, Presidente dos Estados Unidos da América, investido da autoridade que me confere a Constituição e as Leis dos Estados Unidos, proclamo por meio desta a condição inalienável de pessoa de todos os Americanos do momento da concepção até a morte natural, e proclamo, decreto e declaro que defenderei que a Constituição e as Leis dos Estados Unidos sejam fielmente executadas para a proteção das crianças ainda não nascidas. Por este ato, que sinceramente acredito ser um ato de Justiça garantido pela Constituição, invoco o julgamento da Humanidade e a Graça de Deus Todo-Poderoso. Proclamo ainda o Domingo, 17 de Janeiro de 1988 o Dia da Vida Humana Sagrada. Conclamo o povo desta terra abençoada para se reunir naquele dia em suas casas e Templos para dar graças ao dom da vida que desfrutam e reafirmar seu compromisso com a dignidade de cada ser humano e a santidade de toda vida humana.
THE WHITE HOUSE
14 DE JANEIRO DE 1988

Texto de Heitor De Paola, daqui.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Governo socialista espanhol nega apoio económico a associações pró-vida


Na nossa caixa de correio, recebemos este comunicado de imprensa vindo de Espanha que passamos a reproduzir:


NOTA DE PRENSA

La Federación Española de Asociaciones Pro Vida quiere dar a conocer a la opinión pública que el Ministerio de Trabajo y Asuntos Sociales les ha negado a todas las asociaciones provida federadas que la han solicitado, toda ayuda económica.
En concreto se solicitó financiación a este Ministerio, como durante muchos años se ha hecho, para el programa denominado Facilitar la inserción social de mujeres en riesgo o situación de exclusión social y Mantenimiento de centros y servicios de acogida y ayuda a mujeres en riesgo o situación de exclusión social.
Son muchas las mujeres gestantes solas o con hijos menores con cargas familiares no compartidas. Muchas tienen graves dificultades para afrontar su nueva realidad personal, en alguna o todas las dimensiones psicológica, familiar, socio-económica, etc. En muchas ocasiones se encuentran en situación de marginación o exclusión social, lo cual agrava más el problema.
A menudo los Servicios Sociales de Ayuntamientos y Comunidades Autónomas remiten a las Asociaciones miembros de la Federación Española de Asociaciones Pro Vida mujeres gestantes y con hijos menores para que sean ayudadas, lo cual se realiza gratuitamente.
Los recursos con que cuentan estas asociaciones son el trabajo no remunerado de los voluntarios, las cuotas de los socios y colaboradores, los donativos de personas físicas y de entidades privadas y las subvenciones de las Administraciones públicas.
Desde su creación en 1981 la Federación ha ayudado a 50.044 mujeres y han nacido 31.396 niños. Estas cifras, si se tienen en cuenta otros hijos y familiares ayudados, se elevan hasta un total 127.532 personas, que se han beneficiado de la ayuda de las asociaciones.
Con no mucho dinero, se ayuda muchísimo. El Ministerio no tiene dinero o no estima oportuno ayudar a mujeres embarazadas y a sus hijos, pero sin embargo hay fundaciones en muchas comunidades autónomas que mantienen conciertos para facilitar gratis el aborto en centros privados. Esa es la “ayuda” que sí se ofrece siempre: posibilidad de eliminar a su hijo y nula o interesada información de lo que el aborto supone para ella y para la criatura y por supuesto ningún interés por la situación personal y los problemas de la embarazada
Creo que son momentos en los que la opinión pública se encuentra especialmente sensibilizada por los horribles hechos que por fin han salido a la luz, sobre lo que ocurre en los centros abortistas. Por eso la noticia de que el Gobierno no quiere ayudar a las embarazadas es aún más sangrante.
La Federación Provida presentará recurso contra esta resolución y confía en que el Ministerio de Trabajo y Asuntos Sociales tenga sensatez y valore adecuadamente la necesidad de tantos seres humanos y el trabajo de las asociaciones provida, que son, algunas veces, las únicas que les tienden una mano.
La defensa de la vida humana y su dignidad y la ayuda positiva a los más desfavorecidos, no deben tener color político ni depender de intereses ideológicos. Así lo entienden las personas que luchan por ello desde hace casi 30 años y que confían en que se despierte la conciencia social y mejore la situación para todos los seres humanos, nacidos y no nacidos.
_______________________________________________________________
Si necesitan más información sobre las personas ayudadas, su perfil, el tipo de ayuda... o la labor de nuestras asociaciones, o les interesa alguna entrevista, pueden dirigirse a
presidencia@provida.es
Tfno 608046604

Bernardo Motta

Bernardo Motta, do blog Espectadores, denuncia abusos na prática do aborto em Espanha e ainda as contradições dos católicos votantes no sim.

Factos que marcaram 2007

Veja, para cada mês, os factos que marcaram Viseu no ano que está a terminar.

Assinalo, pela positiva, o mês de Fevereiro:

Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia


quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Distrito de Faro com drogas leves liberalizadas por falta de pessoal


Vai ser mais grave fumar tabaco a partir do dia 1 de Janeiro do que andar a consumir drogas no distrito de Faro!


Tudo porque as comissões de serviço do pessoal das Comissões de Dissuasão da Toxicodependência (CDT) do distrito de Faro, que têm a duração de três anos, não foram renovadas.


Apoio ao estudo de crianças necessitadas

Neste Natal, ajude a Sala de Estudo da Galiza - Porque Educar é Integrar!

Ainda vai a tempo de dar um presente de Natal: ajude uma criança a estudar.

Dê on line, aqui.

Educação para a afectividade e a sexualidade: o exemplo do padre Wojtlyla


Uma palavra de critica para a organização diocesana da Igreja Católica portuguesa em matéria de educação para a afectividade e para o amor humano.
Durante o referendo muitos foram os católicos (incluindo praticantes) que afirmaram ir votar no sim. Eu próprio testemunhei isso inclusive junto de católicos com responsabilidades nas suas paróquias.
Após o referendo, a Conferência Episcopal Portuguesa declarou que iria retirar as conclusões devidas, sobretudo no que diz respeito ao reforço da formação dos seus membros.
Ao fim de cerca de 10 meses o que se vê? Nada.
Não vale a pena enfiar a cabeça da avestruz dentro do buraco.
Não se conhecem iniciativas em matéria de formação para a afectividade e para o amor humano, para além dos chamados CPM's (Cursos de Preparação para o Matrimónio) que já existiam.

Seria importante relembrar o exemplo do padre Karol Wojtyla que, durante as suas catequeses e inclusive durante as excursões que fazia pelo campo com os seus jovens abordava sempre a questão da educação sexual e da afectividade.
Ele sabia que era um tema subjacente e por isso não tinha qualquer pudor em meter o dedo na ferida e enfrentar a temática com toda a sua sapiência.
Esta sua consciência da importância desta temática era tal que, pouco tempo após a sua eleição, iniciou, nas chamadas audiências gerais de quarta-feira uma série de palestras sobre educação sexual, naquilo que ficou conhecido pela "Teologia do Corpo".

É difícil dizer-se contra o aborto e depois nada (ou pouco) fazer para promover uma maior educação e formação dos jovens, dos pais e adultos em geral nesta matéria.

O que vemos só são associações privadas como o CENOFA, Movimento da Defesa da Vida, entre outras, a remar contra a maré...


Por cá, pouco ou nada se faz. O assunto continua a ser tabu e, inclusive, nas próprias homilias dominicais é muito raro a abordagem do tema.

Depois queixemo-nos...

História impressionante de vida: Nick Vujicic



Crise Bancária e Imobiliária, Economias Emergentes, Cotação das Matérias-Primas...


Não é só por cá que os bancos estão na ordem do dia. Em muitos mercados, nos EUA, na Europa, diversas instituições bancárias têm anunciado perdas e provisões elevadas por via de crédito e aplicações de qualidade duvidosa... Em Portugal, esquecido que está, por agora, o maçador tratado europeu, voltámos ao folhetim do BCP... No Reino Unido, há 3 meses, um banco de alguma dimensão, o Northern Rock, teve de ser socorrido pelo Banco de Inglaterra para parar, in extremis, uma corrida aos depósitos que, naturalmente, poderia ter um efeito dominó sobre outras instituições. Os bancos centrais dos denominados “países ricos” andam preocupados e mantêm as taxas de juro o mais baixas possível. Contudo, a inflação espreita, o preço das matérias-primas sobe, galopante. Já não é só o petróleo, e a energia em geral, desde há muitos meses que as matérias-primas agrícolas e outros produtos alimentares sobem em flecha. Por isso, há quem se preocupe com a “estagflação”, um cocktail de estagnação com inflação, enfim, desemprego e perda de poder de compra.
Os mais velhos lembrar-se-ão da crise do petróleo de 73 e dos seus efeitos devastadores nas economias ocidentais. Talvez nem tenha sido totalmente ao acaso que, após o despoletar da crise energética de 1973, países como Portugal, Espanha e Grécia, com as economias mais fracas da Europa, assistiram a fortes convulsões políticas, com a queda dos regimes de então. Mas isso foi há 35 anos, avancemos no tempo. Desde então as coisas mudaram muito, melhoraram muito... A economia desenvolveu-se, modernizou-se, internacionalizou-se, entrámos no mercado global. E em 1998, atingimos uma espécie de clímax económico, acompanhado também de uma certa embriaguez financeira e bolsista, que se arrastou até ao ano 2000. Entretanto, o planeta Terra, como é seu hábito, continuou a girar, e a rodar, e a mudar de novo. Veio o crash bolsista das novas tecnologias, sobreveio o 11 de Setembro em Nova Iorque, com os seus 3 mil mortos, e até um tsunami na Ásia matou em poucas horas 300 mil pessoas em Dezembro de 2004.
Mas regressemos outra vez ao passado, e à roda do tempo: países que há 50 anos eram pobres, como a Irlanda ou a Suécia, estão hoje entre os mais ricos da Europa. Países que eram ricos há 50 anos, como a Argentina, passaram já pela bancarrota, não há muito tempo. Continentes inteiros constituiram durante décadas o chamado Terceiro Mundo. Hoje, China, Índia, África, América Latina, apresentam consistentemente taxas de crescimento entre os 5 e 10%, quando o PIB Europeu apresenta taxas de 2%. Angola cresce a 30% ao ano, tomara Portugal crescer 3%...
Os países exportadores de petróleo e de outras matérias-primas cada vez têm mais peso geopolítico, é o caso da Venezuela, ou do Irão. Países com forte dinâmica demográfica ganham músculo na cena europeia e internacional, como a Turquia, por exemplo. Aqui mesmo em Lisboa, na passada cimeira Europa-África, no início do mês, alguém percebeu ao certo quem dava as cartas, e quem pedia ajuda a quem? A África... ou a Europa?
De que serve à Europa controlar mercados financeiros, de que serve ter um imobiliário desmesurado? De que serve a riqueza passada sem ter braços e pernas, e mentes jovens para a fazer mexer? Como pode a Europa liderar quando vive cada vez mais em recessão demográfica? Como pode a Europa criar riqueza e dinamizar a economia mundial se está cada vez mais velha e grisalha? Como pode, no futuro, esta Europa em declínio pagar as nossas reformas, as nossas despesas de saúde, devolver-nos as nossas poupanças e o investimento que nela fizemos?

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Debates e debates

Muito se debate, agora, em Portugal a natalidade... Jornais e revistas, televisão e rádio todos têm algo a dizer.


O Sociedade Civil debateu-o também, em "Filhos Precisam-se". (Disponível aqui.)

Continuam a fechar...


Desta vez é o bloco de partos da Maternidade de Chaves que vai fechar.

Isto é sintomático de alguma coisa, não é?

A recordação das crianças não nascidas

Inglaterra e República Tcheca realizam procissão em memória das crianças não-nascidas.
Em Praga, capital da República Tcheca, centenas de cristãos sairão às ruas, no dia 28 próximo, para lembrar os três milhões de bebês que não foram presenteados com a vida, desde 1957, quando o aborto foi regulamentado no país.
A caminhada partirá do Mosteiro de Strahov e fará uma pausa numa das pontes do rio Moldávia. Ao dobrar dos sinos, serão lidos 300 nomes e, a cada um, será lançada uma rosa nas águas rio que atravessa a cidade. Após a procissão, será celebrada a santa missa, na Igreja de St. Giles.
Em Londres, a caminhada está marcada para o dia 30 de dezembro, e repetirá o mesmo ritual no rio Tâmisa. A associação "Euro Pro Life", que promove ambas as iniciativas, reúne as organizações pela vida de 13 países europeus. (EP/AF)
P.S.- Neste Natal, é inevitável pensar nas crianças que, por opção das suas mães, não puderam abrir as prendas, encantar-se com o presépio e o pai natal, não puderam entusiasmar-se com as iluminações de Natal nem cantar as suas músicas e o mais chocante é que esta limpeza e selecção de nascidos e não nascidos é feita, sem quaisquer critérios e paga com os nossos impostos

Lobby gay brasileiro promove intolerância e perseguição

Parece um assunto recorrente, o lobby gay promove posições extremistas de intolerância e perseguição, neste caso, no Brasil.

O assunto é claro e está devidamente noticiado aqui.

É importante que os adeptos deste lobby (e o mesmo se dirá de muitos pró-abortistas) compreendam que, nos Estados Democráticos, as pessoas têm direitos às suas opiniões, mesmo que sejam divergentes das suas.

Pede-se a estas pessoas um pouco mais de relativismo e menos dogmatismo, afinal, algo que eles próprios criticavam em sectores ditos mais conservadores e retrógrados mas, que, pelos vistos, estão eles próprios, agora, a praticar.

Dar para adopção é melhor do que abortar


Muitas mulheres preferem eliminar uma vida humana do que entregá-la a quem a queira acarinhar.


Quem não tem amor para dar, nem condições materiais para amar (se é que isto existe), entregue o filho a quem tenha !


Aqui fica um exemplo, com um final feliz...


Entretanto, fica também aqui a noticia que, por motivos de natureza burocrática, há 417 crianças que ninguém quer adoptar.


Seria muito importante que os processos de adopção pudessem ocorrer mais rapidamente e em fases mais prematuras da idade das crianças. Para isso, muito contribuiria a indicação dada pelas candidatas ao aborto, já durante a sua gravidez, de que aceitariam dar o seu filho para adopção.

Neste caso, durante a gravidez os candidatos à adopção poderiam ser avaliados em tempo de receberem a criança quando ela nascesse.


Entre eliminar um ser humano e proporcionar-lhe uma vida junto de quem o possa amar, o que é melhor ?


A resposta, mais do que uma questão de ética, parece-me uma questão de lógica das mais elementares....

Aborto aumenta riscos de partos prematuros


Mais um pormenorzinho que os adeptos do "sim" ocultaram aos seus votantes - o aborto aumenta riscos de partos prematuros em gravidezes posteriores.




Seria bom que as mulheres antes de decidirem realizar um aborto pensassem não só nas consequências negativas para si, em caso de nascimento do filho, mas também nas consequências negativas para si, em caso de execução do aborto.


Por regra, as mulheres só pensam numa coisa e esquecem por completo a outra.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Sugestões de leitura


Marco Polo é um estudante de Medicina, um espírito livre cheio de sonhos e expectativas. Ao entrar para a faculdade, é confrontado com uma dura realidade: a da insensibilidade e frieza dos seus professores, que não percebem que cada paciente é mais do que um conjunto de sintomas, um ser humano com uma história complexa e única de perdas e desilusões.

Indignado, o jovem desafia profissionais de renome internacional para provar que os pacientes com perturbações psíquicas precisam de algo mais que remédios e diálogo - precisam de ser tratados como pessoas, como iguais.

Numa luta constante contra a discriminação, Marco Polo vai provocando uma verdadeira revolução de mentalidades...

Do livo "A Saga de um Pensador: A Paixão pela Vida", de Augusto Cury

Histórias de vida impressionantes

Tony e Shannon Hand de Ohio tiveram quatro gémeos depois de terem tido dois gémeros há dois anos atrás. Este casal recusou o aborto de um dos seus filhos, como lhes foi aconselhado.


Este ano, o Natal deles vai ficar mais cheio. E o da Humanidade também!


- Tony: "It's a better [Christmas] present than I could've hoped for."




Ver mais:
- Second multiple birth for couple;
- Parents Have Quadruplets After Having Twins Two Years Ago.

Idosos: novas respostas sociais


Com o número crescente de idosos é necessário que se promovam novas respostas sociais.


O DN de hoje refere que há 900 idosos em famílias acolhimento. Esta parece ser uma medida que, afastando-se das medidas de ostracização social, promove a integração e a qualidade de vida, combatendo o pior inimigo daqueles que se encontram no final da vida, a solidão, gerada, em grande parte, pela depedência destas pessoas.


Pena é que sejam somente 900 idosos e que os muitos outros tenham de estar votados a um canto de um lar ou ao esquecimento nas suas casas, quando a solução poderia muito bem ser outra...


A notícia do DN pode ser lida aqui.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Mas o aborto clandestino não acabou com o sim ???

O Público de ontem trazia uma notícia sobre clínicas suspeitas de praticarem abortos ilegais.

Deve haver algum engano.

Toda a gente sabe que o aborto ilegal acabou quando o "sim" venceu o referendo.

Pedro Picoito, in "O Cachimbo de Magritte"

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

As famílias como projectos de vida: O desenvolvimento de competências resilientes na conjugalidade e na parentalidade

Artigo do Doutor Júlio Emílio Pereira de Sousa


A família terá de ser capaz de, alternadamente, se fechar em si mesma, para
repor forças, e de se abrir a novas oportunidades exteriores, para enfrentar as mudanças
imprevisíveis.

Será a utilização sábia dessa dinâmica, na vida conjugal e parental, que moldará o seu êxito
e validará a sua função redentora nas situações de fracasso.

O estudo das cartas familiares em Portugal, mostra que há uma mudança estrutural no
sistema familiar.

Esta nova conjuntura, exige uma actualização sistemática dos projectos de vida familiares
e uma aposta em novas práticas, que promovam a construção de respostas resilientes através
da interacção família – escola, em qualquer momento do ciclo vital.
Para ler aqui.

Aos 16 anos, optando pela Vida


Britney Spears' 16-Year-Old Sister Jamie Lynn Decides Against Abortion


Jamie Lynn Spears the 16-year-old younger sister of Britney Spears announced her pregnancy in an interview with OK! Magazine.


The younger Spears, also a star in her own right acting in the show 'Zoey 101', told the celebrity magazine: "I can't say it was something I was planning to do right now. But now that it's in my lap and that it's something I have to deal with, I'm looking forward to being the best mom I can be." As for her decision to keep the baby, Spears told OK! "I think my whole life I would have to live with knowing what I did or what I didn't do."
Spears discouraged sex before marriage saying, "I definitely don't think it's something you should do; it's better to wait.


But I can't be judgmental because it's a position I put myself in."But, she is ready to live up to the consequences of her actions.


"I'm the one who has to live with it for the rest of my life," she says. "I put myself in this position, an adult position, so I have to act like an adult and take responsibility for what I did."
Spears' mother Lynne Spears told the magazine she was supportive and ready and willing to help.


Georgette Forney, director of Silent No More, an organization of women speaking out on the pain of abortion commented to LifeSiteNews.com about the news. "I'm grateful that Jamie Lynn and her parents were able to recognize that the issue of premarital sex needs to be separated from the issue of a pregnancy, the result of premarital sex," said Forney. Forney explained, "In my situation, when I was sixteen I didn't want people to know I was having premarital sex so I had an abortion to cover up that sin. And I have regretted that every day of my life."


Forney added, "I applaud this young lady for having the courage to face the reality of what often happens in premarital sex and allow herself the joy of celebrating the pregnancy even under the circumstances that are less than perfect.


It doesn't make the child conceived less than perfect. I celebrate with the Spears' the fact that there will be a new family member.


"The Silent No More leader concluded, "Hopefully Jamie Lynn's experience will help other families use this opportunity to talk to their sons and daughters about the consequences of premarital sex. I'd like to see this used as an opportunity for further discussion and an opportunity to teach our young people about abstaining in the beginning."


Fonte: LifeSiteNews.com, HOLLYWOOD, December 20, 2007

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

O outro lado do Banco Alimentar


A última campanha do Banco Alimentar Contra a Fome recolheu cerca de 1600 toneladas de alimentos em Portugal, o que, para Isabel Jonet, é «muito positivo», já que começou com «15 toneladas na primeira campanha».


«É impressionante porque começámos apenas com o banco de Lisboa e hoje em dia estamos a apoiar 219 mil pessoas com carências alimentares comprovadas», adiantou, confessando: «Não entregamos nada directamente às pessoas. São as instituições que o fazem».


Quando um alimento entra num dos armazéns do Banco Alimentar, é integrado num cabaz composto por vários produtos «adequados às necessidades de cada família ou de casa pessoa apoiada».


Esses produtos são depois entregues a instituições de solidariedade social previamente seleccionadas e acompanhadas na sua actividade pelo Banco Alimentar de cada região, e são estas instituições que os entregam às famílias.


A distribuição é feita exclusivamente no território nacional e na área de actividades de cada banco. Onde não há bancos alimentares, «como em Trás-os-Montes», não há entrega.


Confiança das pessoas

«Penso que as pessoas se habituaram a ver no Banco Alimentar uma instituição merecedora de muita confiança, porque sabem que os produtos são bem entregues a quem deles precisa, e porque é um projecto com o qual se identificam e no qual acreditam», esclarece.


«A grande receptividade que existe por parte das pessoas que vão às compras, dos voluntários ou das empresas que dão os produtos, deve-se ao facto das pessoas confiarem no Banco Alimentar», acrescenta.


«Ajuda fundamental»


«De facto, aquilo que é entregue é uma ajuda fundamental», afirma Isabel Jonet. «Há muita gente com graves carências alimentares, pessoas que nem sequer têm garantidas duas refeições por dia».

«A refeição que têm é aquela que os miúdos comem nos infantários e nos ATL, quando chegam a casa já não comem mais nada até ao dia seguinte de manhã. Muitas crianças quando voltam de férias perderam peso porque tiveram uma alimentação completamente deficitária», lamenta.


O Banco Alimentar está sempre em actividade. Diariamente são distribuídos 78 mil kg de alimentos, pelo que as campanhas representam 11 por cento do adquirido.


Para a presidente, «uns 11 por cento muitos valiosos», porque muitos dos produtos não têm excedentes de produção. «Por exemplo, o azeite só nos entra em campanha porque não há excedentes de produção», conclui.


Fonte: Portugal Diário, 2007/12/09

Aborto sancionado na Índia


Perante o drama do aborto de meninas, na Índia, o Governo decidiu sancionar o diagnóstico pré-natal que permite, depois, o aborto de meninas / a selecção de sexos.


Na Índia, são abortadas, por dia, cerca de 7000 meninas (estudo da UNICEF).


Ver mais aqui.

Novo estudo nos E.U.A. sobre os efeitos do aborto

Num estudo de 21 de Fevereiro de 2007, realizado nos E.U.A., da autoria de J. S. Brown Jr, de T. Adera e de S. W. Masho, do Departamento de Epidemiologia e Saúde Comunitária, da Universidade de Virginia Commonwealth, revelam-se consequências do aborto, tais como o baixo peso dos nascidos e o risco de nascimento prematuro.
O documento pode ser lido aqui.

Brasil sem aborto


Excelente a nova página da web do movimento "Brasil sem aborto" no âmbito da campanha que se desenvolve, neste momento, nesse país acerca desta temática.


Desde aqui, o nosso abraço de solidariedade e votos de bom sucesso na campanha que vos espera !

De uma lei de hipóteses a uma de prazos para o aborto na Espanha


Uma mudança que algumas associações consideram «inconstitucional»


Continua acontecendo na Espanha a prisão de médicos e enfermeiros – as últimas se deram em 17 de janeiro –, acusados de delitos relacionados com abortos praticados não só fora da atual lei de 1985 – que legaliza a interrupção da gravidez apenas em três situações – mas fora de quase todas as legislações existentes na Europa.


Alguns dos crimes dos quais os detentos são acusados, segundo a descrição de meios de comunicação, são de causar pavor, com crianças abortadas de até sete meses, que seriam capazes de viver autonomamente fora do ventre materno.


Ante esta situação, o debate sobre este tema volta à sociedade espanhola, como nos anos prévios à lei de 1985, com a particularidade de que o país se encontra em pré-campanha eleitoral.


Movimentos pró-aborto pedem ao Governo de José Luis Rodríguez Zapatero uma lei de prazos, que estava fora de seu programa eleitoral. Ante esta pressão de seus militantes, o primeiro-ministro decidiu reconsiderar o tema e estuda a introdução de uma lei de prazos.


O Foro Espanhol da Família e o Instituto de Política Familiar, segundo informava ontem a agência Veritas, qualificam a possibilidade de uma mudança na legislação sobre o aborto, para introduzir um sistema de prazos, como «inconstitucional».


O foro solicitou um «referendum do povo espanhol» no caso de que se opte por mudar a lei, assinalando que «a vida humana desde o momento da concepção constitui um valor protegido pelo artigo 15 da Constituição Espanhola».


Benigno Blanco, presidente do Foro da Família, recorda que «o Tribunal Constitucional só admitiu que se pudesse descriminalizar o aborto quando se confirmasse a existência de um grave conflito entre a vida humana do não-nascido e outros bens ou valores de igual nível constitucional», pelo que afirma que «uma lei que permitisse o aborto livre durante determinado prazo seria inconstitucional».


Para o Instituto de Política Familiar, os delitos dos quais os detentos são acusados constituem uma fraude da lei.


Esta fraude da lei fez com que a Espanha se convertesse na «peneira» da Europa quanto a abortos ilegais, já que o primeiro sinal de alarme, junto ao trabalho de voluntários espanhóis, foi dado pela reportagem de uma emissora nórdica que avisava sobre as muitas mulheres estrangeiras que vinham a este país para realizar abortos que suas legislações não permitem.


De fato, a investigação sobre as mulheres que abortaram continua e alguns tribunais de outros países estão investigando e chamando mulheres a declarar pela possível comissão de um delito de aborto ilegal na Espanha.


O Instituto de Política Familiar, ante estes fatos denunciados pelos meios de comunicação, afirma que «não se corrige a norma trocando-a por outra lei, que aumentará ainda mais o número de abortos, mas combatendo esta fraude, eliminando aquilo que provoca a ‘peneira’ e implementando medidas que removam os motivos que levam as mulheres ao drama do aborto».

Fonte: Nieves San Martín, Madrid, quarta-feira, 19 de dezembro de 2007, aqui.

Imigrantes clandestinos vs frenesim dos shoppings


Excelente o post do João Távora sobre os imigrantes clandestinos que vieram parar a Olhão versus o frenesim consumista dos Shoppings que, neste preciso momento, assistimos no nosso país.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Um outro olhar

AMIGOS PARA A VIDA: UMA INICIATIVA DO PAV




Amigos para a vida


Continuamos à procura de mais Amigos para a Vida e decidimos premiar osnossos Amigos que trouxerem mais novos Amigos para a Vida.Até ao dia 31 de Janeiro de 2008 angarie novos Amigos para a Vida e ganhefantásticos prémios! Veja aqui todos os prémios….


Adira aos amigos pela vida


Os pedidos de ajuda não param de aumentar. Em 2006 foram apoiadas 126 mães novas e este ano até Outubro, o Gabinete de Atendimento Externo já apoiou 240 novas mães! O Ponto de Apoio à Vida continua a ajudar cada vez mais mães, contribuindo para que se sintam mais seguras e assim possam viver melhor a sua maternidade.


A Casa de Santa Isabel tem cada vez mais pedidos de acolhimento.

Infelizmente a capacidade é limitada tornando impossível responder a todos os pedidos. Mas é tão bom ver que é possível mudar a vida de todas as mães que são acolhidas, que é possível ajudá-las, que vale a pena!


Seja um AMIGO PARA A VIDA. A si, que sabemos que é a favor da Vida, convidamo-lo a ser um Amigo para a Vida: um GRUPO que une força, que une Amigos, que anda, que faz, quetrabalha, que sorri e que dá.


Já somos bastantes mas cremos ainda crescer mais - basta clicar e tornar-se um!

Não hesite. É muito simples e ao fazer parte deste grupo vai sentir a alegria de dar e partilhar!


Precisa de empregada doméstica?


A TalenTuus continua a apoiar as Mães e os seus familiares na procura de emprego. Este ano, 95 pessoas novas iniciaram o processo de procura de emprego e 45 pessoas foram inseridas no mercado de trabalho. As colocações são feitas principalmente na àreas de serviços domésticos, acompanhamento de idosos e hotelaria.Continuamos, cheios de esperança no futuro daqueles que apoiamos!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

I Encontro de Estudos Médicos sobre a Vida Humana

Mensagem urgente

Caros amigos

Realizou-se no passado dia 8 de Novembro, em Lisboa, o I Encontro de Estudos Médicos sobre a Vida Humana (www.lisbonmedicalconference.net), conforme foi noticiado neste blogue.

Neste Encontro internacional, que contou com a colaboração de especialistas de renome de todo o mundo, debateram-se alguns dados científicos sobre o impacto do aborto na saúde da mulher e apresentou-se informação objectiva, rigorosa e relevante, perante uma assistência de cerca de 400 pessoas. Foi verdadeiramente importante. Podem ver aqui algumas peças.

A Associação Mulheres em Acção que organizou o evento está de parabéns!

Infelizmente, ainda não conseguiu pagar todas as despesas deste Encontro.
Assim, é preciso pedir a todos os nossos amigos que façam alguma contribuição financeira (que poderá ser considerada, nos termos da lei, para efeitos fiscais): pouco ou muito, o que puderem.

É precisa a ajuda de todos, porque iniciativas desta categoria têm de continuar a realizar-se em Portugal.

Podem dar o vosso contributo por transferência bancária para:
Nib: 0033 – 0000 – 45248482983 – 05 Associação Mulheres em Acção.

Ou através de cheque em nome da Associação Mulheres em Acção para a Av. da Boavista 1015, 6º andar, sala 606, 4100-128 PORTO.

A Dra. Alexandra Teté, Presidente da Associação Mulheres em Acção, está disponível para qualquer esclarecimento. Também mais informações no site www.mulheresemaccao.org

Isto é urgente: não seja por preguiça...

José Maria André

Entrevista a Dra. Jerónima Teixeira

Reportagem acerca do I Encontro de Estudos Médicos em Lisboa

Polícia aperta cerco a clínicas de aborto


A polícia espanhola efectuou ontem, em Barcelona, sete novas detenções em clínicas de aborto do médico ginecologista Carlos Morín, actualmente na prisão, após uma operação policial realizada no mês passado.


Os detidos são três ginecologistas, dois anestesistas e dois psiquiatras. Estes últimos terão falsificado relatórios médicos para justificar abortos, alegando riscos para a saúde mental das mães.


Um dos psiquiatras detidos, Can Brians, que trabalhava em part-time numa prisão, terá mesmo redigido relatórios aconselhando o aborto a mulheres que nem sequer havia observado. Não se descartava que fossem feitas mais detenções.


As detenções ontem efectuadas ocorreram na sequência de uma investigação ordenada por um tribunal.


Estão presos, desde 30 de Novembro, três dos seis suspeitos inicialmente detidos na sequência de buscas às clínicas. Morín, responsável máximo das referidas clínicas de aborto, e a mulher, María Luisa D.S., são dois dos implicados que estão na cadeia no âmbito deste caso. Três outros suspeitos, os médicos Dimas A.C., Pedro Juan L.A. e Marcial R., evitaram a prisão após terem pago fianças entre os dois mil e os quatro mil euros. Entretanto, o primeiro-ministro espanhol, Rodríguez Zapatero, instou ontem o PSOE a reflectir sobre a lei do aborto para uma possível alteração.


PERFIL


Já apelidado de ‘rei do aborto’, o médico ginecologista Carlos Morín, de nacionalidade peruana, chegou a admitir realizar abortos até às 30 semanas de gravidez.

Responsável da maior rede de clínicas de aborto de Barcelona e uma das maiores da Europa, Morín foi denunciado por uma gravação, com câmara oculta, efectuada por jornalistas da televisão pública dinamarquesa.


Notícia daqui.
Ver também:

Famílias de sangue vs famílias de acolhimento


Bom artigo no JN sobre a problemática das famílias de sangue vs famílias de acolhimento com uma abordagem clara sobre o assunto.


domingo, 16 de dezembro de 2007

Publicidade Institucional: Não há Esperança com aborto

FULL ABORTIONS SHOWN ON SPANISH TELEVISION - FIRST IN HISTORY



Chopped Up Body Parts of Late-Term Fetus Displayed to Millions of People



For what is probably the first time in history, a television network in Spain has shown an abortion on national television. The video, shot during a hidden-camera exposé on Spain's abortion industry, shows a nurse injecting deadly poison into the fetus through the vagina of a pregnant woman, who then expels her dead child, about five months old. The doctor immediately covers the body."The baby is born dead. His cradle: a trash can," says the commentator in voice-over on the tape. An abortion of the baby of a second woman is also shown.




After showing the second abortion, the commentator remarks. "As soon as the baby is born, the doctor must cover it up. No one looks at it. No one examines it.




"Later, the undercover reporter examines one of the dead children. "Hands, feet, a face. The cadaver of a human being," the commentator notes. The doctor, a woman, remarks that the baby is 21 months old, but says she "never" looks at the bodies of the fetuses.



"Never?" asks the undercover reporter, who is posing as a doctor looking for work at the clinic. "Never," the woman repeats "Never, never, never again!" When asked why, the doctor says "Because I don't like it." "Of course, you are a mother, I assume, right?" the reporter asks. No answer is given.




All of the patients preparing for abortions were over five months pregnant, "a period in which the fetus is completely formed and in possession of all of its senses," notes the voice-over. One of the patients is only 15 years old.




The doctor explicitly acknowledges in the video that many of the patients have no valid reason for their abortions. However, she assures the reporter that the clinic has a psychiatrist who will automatically sign the necessary forms to authorize it because of "psychological" need as required under Spanish law."Here they sign everything," she says. "The psychiatrist is a member of the clinic and everything is done in house." The test she gives is "a mere procedure."




"Here, whoever wants an abortion, gets one," says the commentator, noting that such procedures described are illegal. The doctor admits that this is business as usual.




The clinic, which is called "El Bosque de Madrid" (http://www.clinica-el-bosque.com/), is a member of the Association of Accredited Clinics for the Interruption of Pregnancy (ACAI), which has been accused repeatedly of criminal behavior by pro-life activists.




The report, "Asi se aborta en España" (This is How Abortions are Done in Spain) was made by Intereconomia TV, a national network in Spain, in which the reporter posed as a doctor seeking a job doing abortions at El Bosque.




As soon as he tells the receptionist why he's there, she rushes him in to see the owner. The clinic is in desperate need of personnel, explains the commentator.



In the video, the owner explains that they used to have the nurses do the abortions, although the law will no longer allow this. He blithely describes the procedure as it was done by nurses, telling the undercover reporter (who is posing as a job applicant) that it is only necessary to "wait until the woman expels it (the fetus), and to take it out by its rear end. If the placenta doesn't come out they call me."He assures the undercover reporter that if if that happens "you grab the pincers...and 'pin pin pin' and that's it," waving his hands around with a casual look on his face.




Following the broadcast of the report, an anonymous source brought the remains of a twenty-two week old fetus chopped into several large pieces to the offices of Inteconomia. Upon receiving the remains, one station employee told the Spanish media that they thought the remains were a "joke". "We thought it was made of plastic.




"The workers at Intereconomia, shocked at what they were seeing, tried to hide it from a fellow employee who had recently lost a child. They filmed the remains, which have been displayed widely in the Spanish media. They then called the courthouse to ask what they should do with them. They were told to call the police.




"We quickly took the remains to nearby police station and filed a report," said Xavier Horcajo, director of Intereconomia TV. Horcajo stated that he was told by police that "on many occasions, an abortion practice is to cut up the child inside of the mother so he can come out more easily.




"Troy Newman, President of Operation Rescue, noted the importance of the event. "I believe that if we have a straight up debate on abortion, on exactly what abortion is, exactly what it does to the baby, the detrimental effects on the mother, the pro-life movement wins hands down one hundred percent of the time," he told LifeSiteNews.




"The debate in Europe is phenomenally important. It's pivotal in the crusade to end abortion worldwide, and I would hope that this would begin to spill over into American politics."




Asked why the American media has never shown such images to the public, Newman said that "there is an active coverup within the media to deny the actual truth about what goes on during an abortion," attributing the situation to liberal, pro-abortion bias.


MADRID, December 14, 2007, LifeSiteNews.com
GRAN EXCLUSIVA INTERECONOMIATv: "ASI SE ABORTA EN ESPAÑA"



sábado, 15 de dezembro de 2007

Eppur si muove



Week 9

The foetus is about 5cm long with its head tucked onto its chest.




Made in BBC
P.S.- Eppur si muove" (E, no entanto, move-se). Alegado protesto de Galileu, depois de ter sido obrigado a renunciar à sua teoria de que a Terra se move à volta do Sol em 1632.

Liberalizar, quanto mais melhor!


Não contentes com a interpretação da sua própria lei do aborto, alguns políticos de Espanha parecem apoiar, agora, e depois do "fecho cautelar de duas clínicas de aborto em Madrid depois de rusgas e detenções em estabelecimentos de Barcelona", uma nova lei: o aborto legal (e liberalizado) muito para além dos prazos previstos pela actual lei.


Advogam, assim, os interesses de todos os que defendem a prática de aborto: alargamento dos prazos de aborto "nas primeiras 14 semanas de gestação, sempre que [as mulheres] o solicitem voluntariamente e por escrito". E já se vislumbra, claro!, o facilitismo do "turismo abortivo"...


Parece que pela Europa fora a palavra de ordem é liberalizar. Quanto mais melhor! - parece ser também o grito em uníssono.


Código Deontológico dos Médicos

ARTIGO 47.º(Princípio Geral)
1. O Médico deve guardar respeito pela vida humana desde o seu início.
2. Constituem falta deontológica grave quer a prática do aborto quer a prática da eutanásia.
3. Não é considerado Aborto, para efeitos do presente artigo, uma terapêutica imposta pela situação clínica da doente como único meio capaz de salvaguardar a sua vida e que possa ter comoconsequência a interrupção da gravidez, devendo sujeitar-se ao disposto no artigo seguinte.
4. Não é também considerada Eutanásia, para efeitos do presente artigo, a abstenção de qualquer terapêutica não iniciada, quando tal resulte de opção livre e consciente do doente ou do seurepresentante legal, salvo o disposto no artigo 37.º, n.º 1.
Código Deontológico 13
ARTIGO 48.º
(Terapêutica que implique risco de interrupção da gravidez)
1. Quando a única forma de preservar a vida da doente implique o risco de interrupção da gravideznos termos do n.º 3 do Artigo antecedente, deve o Médico assistente, salvo em caso de inadiávelurgência, convocar para uma conferência dois Médicos da especialidade, sem prejuízo da consulta aoutros colegas cujo Parecer se possa considerar necessário.
2. A conferência referida no numero anterior deve traduzir-se em protocolo circunstanciado, emquatro exemplares, do qual constem o diagnóstico, o prognóstico e as razões cientificas que osdeterminam.
3. Cada um dos participantes conserva em seu poder um exemplar do protocolo, devendo o quartoser comunicado ao doente, eventualmente expugnado do diagnóstico e do prognóstico, de acordocom o disposto no Art.º 40.º
4. A doente, ou em caso de impossibilidade o seu representante legal, ou um seu familiar ouacompanhante na falta ou ausência daqueles, devem dar o seu consentimento por escrito, mediantedeclaração que fica em poder do Médico assistente.
5. O direito do doente ou de quem por ele se pronuncie, e do Médico, a recusar a terapêutica, deveser respeitado, devendo este, no caso de recusa própria, tomar as medidas necessárias para queseja assegurada à doente assistência clínica conveniente.
6. Concluída a terapêutica, deve ser remetido ao Conselho Nacional de Deontologia Médica daOrdem dos Médicos, cópia do protocolo referido no n.º 2, com a descrição da terapêutica realizada eomissão dos elementos de identificação do doente.
ARTIGO 49.º
(Dever da abstenção da terapêutica sem esperança)
Em caso de doença comportando prognóstico seguramente infausto a muito curto prazo, deve oMédico evitar obstinação terapêutica sem esperança, podendo limitar a sua intervenção à assistênciamoral do doente e à prescrição ao mesmo da tratamento capaz de o poupar a sofrimento inútil, norespeito do seu direito a uma morte digna e conforme à sua condição de Ser humano.
ARTIGO 50.º
(Morte)
1. A decisão de pôr termo ao uso de meios extraordinários de sobrevida artificial em caso de comairreversível, com cessação sem regresso da função cerebral, deve ser tomada em função dos maisrigorosos conhecimentos científicos disponíveis no momento e capazes de comprovar a existência demorte cerebral.
Código Deontológico 14
2. Essa decisão deve ser tomada com a anuência expressa de dois Médicos não ligados aotratamento do doente e ficar a constar de protocolo, em triplicado, destinado a ficar na posse de cadaum dos intervenientes.
3. Consumada a morte, deve ser remetida ao Conselho Nacional de Deontologia Médica da Ordemdos Médicos, cópia do protocolo referido no número anterior, com menção da suspensão dos meiosde sobrevida artificial.
ARTIGO 51.º
(Transplantação com remoção de órgãos da pessoa falecida)
1. Deve ser reconhecido pelos Médicos que a transplantação de órgãos constitui uma notávelconquista da ciência em favor da Saúde e do bem-estar da Humanidade.
2. Em caso de transplantação de órgão a colher de indivíduo que se presume falecido, devem osMédicos responsáveis tudo fazer para que a morte seja previamente certificada segundo os maisrigorosos critérios científicos.
3. No caso previsto no número anterior, a verificação da morte deve ser feita por dois ou maisMédicos e estes não deverão, de nenhum modo, estar directamente implicados no processo detransplantação.
ARTIGO 52.º
(Transporte com remoção de órgão de pessoa viva)
A remoção de órgão a transplantar, colhido do corpo de pessoa viva não deverá causar dano gravepermanente ao dador, ou fazer este incorrer em perigos graves previsíveis. Este tipo de colheitaconstitui um procedimento extremo, para o qual o Médico deve receber o consentimento esclarecidodo dador nos termos da legislação aplicável, o que exclui os deficientes mentais e em princípio, osmenores.
ARTIGO 53.º
(Inseminação artificial)
É lícita a inseminação artificial, como forma de tratamento da esterilidade conjugal nos termos de leiaplicável.
Código Deontológico 15
ARTIGO 54.º(Esterilização)
1. A esterilização irreversível só é permitida quando se produza como consequência inevitável deuma terapêutica destinada a tratar ou evitar um estado patológico grave dos progenitores ou dosfilhos.
2. É particularmente necessário:
a) Que se tenha demonstrado a sua necessidade;
b) Que outros meios reversíveis não sejam possíveis;
c) Que, salvo circunstâncias especiais, os dois cônjuges tenham sido devidamente informados sobrea irreversibilidade da operação e as suas consequências.
3. A esterilização reversível é permitida perante situações que objectivamente a justifiquem, eprecedendo sempre o consentimento expresso do esterilizado e do respectivo cônjuge, quandocasado.
ARTIGO 55.º
(Transsexualidade e manipulação genética)
1. É proibida a cirurgia para reatribuição do sexo em pessoas morfologicamente normais, salvo noscasos clínicos adequadamente diagnosticados como transexualismo ou disforia do género.(Redacção introduzida pelo Plenário dos Conselhos Regionais de 95.06.03)
2. É proibida a manipulação genética no Ser Humano.
Retirado da página da Ordem dos Médicos.

Ordem dos Médicos alvo de acção judicial por não alterar código deontológico na questão do aborto


Em causa artigo que considera prática uma "falha grave"


Ordem dos Médicos alvo de acção judicial por não alterar código deontológico na questão do aborto


A Ordem dos Médicos vai ser alvo de uma acção judicial do Ministério Público por se ter recusado a alterar o artigo do seu código deontológico que considera a prática de aborto como uma “falha grave”.


No passado dia 15 de Novembro, o ministro da Saúde, Correia de Campos, anunciou que ia apresentar uma queixa ao Ministério Público face à recusa da Ordem dos Médicos em alterar o seu código deontológico na questão do aborto. Em declarações aos jornalistas, Correia de Campos afirmou que o parecer da Procuradoria-Geral da República que mandava “repor a legalidade nesta matéria” estabelecia que cabe ao Ministério Público instaurar uma acção administrativa especial contra as irregularidades detectadas.Na altura, o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, admitiu alterar o código deontológico no próximo ano desde que fosse por iniciativa dos clínicos. Um dia antes, em declarações ao PÚBLICO, o responsável afirmou que não pretendia alterar o artigo 47 º do código deontológico, tal como tinha sido exigido pelo ministro, na sequência do parecer da Procuradoria -Geral da República.


Permanecendo inalterado o código deontológico, o Ministério Público vai avançar, na próxima semana, com uma acção junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa, avança a TSF, que cita uma fonte da Procuradoria.


Notícia daqui.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Sejam activos e deixem os sofás das vossas vidinhas

Esta campanha da UEFA é muito interessante e pode ter várias interpretações.



A propósito da iniciativa do solidus e outras do mesmo género: mexam-se, façam qualquer coisa tudo menos estar no vosso sofá a ver sessões seguidas de TV Cabo ou jogar horas sem fio de playstation.

Algarve é região-piloto da solidariedade


O projecto solidus.pt foi apresentado na delegação do Instituto Português de Juventude (IPJ) de Faro.


Esta iniciativa contempla a criação de uma plataforma solidária na Internet, através da qual as instituições carenciadas de voluntários podem divulgar as suas necessidades e os candidatos ao voluntariado podem oferecer os seus préstimos. Desde 5 de Dezembro, www.solidus.pt/site/index.php é uma plataforma para o voluntariado no Algarve, sendo que no início de 2008 será alargado a todo o Continente e regiões autónomas.


O solidus.pt pretende facilitar a interacção e criar um ponto de encontro entre quem procura e quem oferece voluntariado. O projecto é liderado pelo Corpo Nacional de Escutas (CNE) através do Agrupamento 1172 – Faro (S. Luís), que o coordena, divulga e dinamização.


São parceiros no Projecto a AMAL (Grande Área Metropolitana do Algarve) e a Globalgarve, que através do Algarvedigital colaboram na construção e alojamento do site, bem como na sua manutenção e divulgação.


As instituições registadas podem facilmente aceder à base de dados de voluntários e contactá- los por e-mail e telefone. Os voluntários por sua vez podem facilmente informar-se, podendo também escolher e contactar as respectivas instituições.


Fonte: REGIÃO SUL

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Uma página a visitar


Students for Life


Pobreza infantil em perspectiva: Visão de conjunto do bem-estar da criança nos países ricos


O Report Card 7 proporciona uma visão de conjunto do bem-estar da criança nos países ricos utilizando seis dimensões:

bem-estar material,

saúde e

segurança,

educação,

relacionamento com a família e os pares,

bem-estar subjectivo,

comportamentos e riscos,

à luz da Convenção sobre os Direitos da Criança e da literatura académica relevante


"A Família em Primeiro Lugar"


A “In Familia” promove, no próximo sábado, dia 15 de Dezembro, pelas 17 horas, uma tertúlia subordinada ao tema “A Família em Primeiro Lugar”, com o objectivo de promover a reflexão e o debate acerca deste assunto pleno de actualidade, entre todos os que se preocupam com a problemática da Família.


A tertúlia será orientada por André Lopes, Engenheiro Civil e pai de 5 filhos.


Local da tertúlia: Livraria Culturminho ( Rua Sta Margarida - Braga )


InFamília - Família, Vida e Responsabilidade Social

Tlm: +351 961 287 187

Rua Sta. Margarida, 2-A, 3.º Dto., sala 4,

4710-306 Braga

PORTUGAL


Que Educação da Sexualidade ?


No passado dia 27 de Outubro, teve lugar na Culturminho em Braga, o segundo Sábado In Familia, subordinado ao tema “Que educação da Sexualidade?” Nestas sessões pretende-se a reflexão e o debate de temas relacionados com a Educação e com a Família.

A orientação da reflexão esteve a cargo de Teresa Tomé Ribeiro, Professora da Escola de Enfermagem S. João (Porto) e formadora de Professores, com trabalhos publicados na área da Educação da Sexualidade.
Foi um espaço de diálogo e confronto entre a palestrante e a assistência – jovens, professores, educadores e pais.
Teresa Tomé Ribeiro começou por contextualizar a necessidade da criação da disciplina de Educação Sexual nas Escolas, salientando o contexto social actual, muito repassado de mensagens e sugestões com forte carga sensual e até erótica, sobretudo a nível da publicidade – hoje nada se vende sem «esse atractivo».
Por outro lado, cada vez mais a sexualidade é vista de forma hedonista, como algo do indivíduo e para o seu uso. Tudo isto gera muita informação e desinformação, em que se torna difícil saber o que é e o que não é preconceito, o que é e o que não é tabu. A este clima, soma-se o facto de, em muitos casos, a família ter deixado de transmitir educação nesta matéria, devido à falta de tempo dos pais para estarem com os filhos.
«O grande problema da sexualidade é que as crianças hoje em dia passam pouco tempo com os pais e até mesmo com o resto da família. Há toda uma educação não formal, comunicada através de gestos, palavras, de manifestações de carinho entre pais, irmãos, etc., que as crianças e adolescentes acabam por não receber e que é fundamental para entenderem que existem vários tipos de afectos. Isto leva a que do amor só fiquem com um conceito muito sensual e erótico, aquele lhes transmitido pela televisão, cinema e publicidade…»
Por todas estas razões, defendeu a palestrante, a educação para a sexualidade é necessária, mas convém perceber que mensagens interessa passar. Convém que os pais percebam que competências querem que os seus filhos adquiram a este nível. «Não podem deixá-los sozinhos, sobretudo porque aqui chegados, todas as experiências os marcam, tudo se soma, nada se subtrai».
Teresa Ribeiro sustentou que, neste âmbito, as campanhas até aqui desenvolvidas têm-se centrado muito na indicação dos comportamentos a tomar e na prevenção das doenças sexualmente transmissíveis. Ora, esta é uma visão afunilada da sexualidade, porque não perspectiva o indivíduo como um todo, e cujos resultados não têm sido os esperados:
aumentou o número de doenças sexualmente transmissíveis e de gravidezes indesejadas, com a agravante deste aumento se verificar em idades cada vez mais jovens.
Modelo de educação sexual alternativo
Em alternativa, propôs um modelo de educação sexual em que a questão seja abordada a três níveis: biológico, psicoafectivo e de construção de um projecto de vida. Neste
modelo, a sexualidade é vista «como uma dimensão da pessoa, que a constrói». Teresa Tomé Ribeiro salientou ainda a importância de não deixar a educação da sexualidade apenas a cargo da escola – afirmando mesmo que, até aos 10 anos, a educação sexual dever acontecer unicamente em contexto familiar. Além disso, é muito importante não se baralharem as etapas de crescimento do indivíduo. Se este, enquanto adolescente, não viver essa fase de modo a
perceber o que é a sexualidade e, ao invés, avançar logo para uma vida sexualmente activa, não saberá progredir para a etapa seguinte, da vida adulta. A adolescência foi traduzida como um momento importante para se formar «o perfil do outro que mais gostamos, que melhor combina connosco, a pessoa com quem queremos partilhar a nossa vida».
A oradora alertou para a urgência de os pais ajudarem os filhos a ter um projecto de vida que inclua a dimensão afectiva, e não se ficarem pela questão das opções profissionais, pois a dimensão afectiva «fica para toda a vida». Se for ajudado a formar um projecto de vida, o adolescente poderá lidar mais facilmente com momentos de confronto, como as saídas, a bebida, etc. Um modelo de educação sexual que a veja como parte da educação integral do indivíduo, estruturada nestas três vertentes, é aquele que permite obter resultados diferentes dos alcançados.