quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Precisam-se de Voluntários!


Precisam-se de voluntários para colocaborar em acção de campanha natalícia, na A.D.A.V.-Leiria, no Jardim Luís de Camões.


A A.D.A.V.-Leiria é uma Instituição Privada de Solidariedade Social (IPSS), não confessional e apartidária.


Tem por finalidade o «apoio à família, a defesa e promoção da vida humana e da dignidade da mulher».


Ajude-nos a ajudar. Seja voluntário!


(Contacto: 96 305 1000)

Igreja no terreno contra o aborto e a eutanásia


Encontro Nacional da Pastoral da Saúde pede aposta em Centros de Vida e Unidades de Cuidados Continuados


A Igreja Católica em Portugal quer reforçar a sua presença no campo da saúde, num "envolvimento prático" que reforce a luta contra o aborto e a eutanásia.


Estas perspectivas foram lançadas nas conclusões do XX Encontro Nacional da Pastoral da Sáude, hoje concluído em Fátima, que juntou várias centenas de participantes.


O documento conclusivo defende a criação de "Centros de Vida", em todas as Dioceses, "com as valências indispensáveis para assegurar a defesa e a promoção da vida, desde o seu início". Pede-se ainda a aposta em "Unidades de cuidados continuados" (UCC) a conseguir "pela conversão de lares e residências de idosos".


Para os participantes neste encontro, há "necessidade de maiores apoios no campo da natalidade, da educação da sexualidade, do acompanhamento da adolescência e de tantos outros aspectos relacionados com o início da vida".


Nesse sentido, os referidos Centros de Vida "devem ser de apoio incondicional à maternidade, em todas as situações, da educação dos adolescentes e jovens na sua vida afectivo sexual, de acompanhamento dos jovens casais nas decisões de uma paternidade responsável, de tratamento da infertilidade e de tantos outros problemas que reclamam ajudas específicas".


Quanto à questão do fim de vida, é pedido que "os idosos doentes, tal como os doentes em fase terminal, tenham os apoios que lhes garantam maior qualidade de vida, em todas as etapas e até ao fim".


Para tal, as UCC poderiam "passar a ser utênticas comunidades de vida em que se assegura e respeita plenamente a dignidade dos seus utentes", em vez de "serem apenas lugares de internamento que asseguram o básico".


A Igreja deve ainda criar "estruturas de organização a assegurar por cada Comissão Diocesana da Pastoral da Saúde em trabalho conjunto com a Caritas Diocesana, as direcções da Pastoral Social e outros organismos de serviço à comunidade".


O documento deixa reparos à actuação do Estado, apelando a uma "cooperação permanente" e a "uma relação responsável entre as estruturas de saúde do Estado e as diversas organizações da Igreja que estão no terreno a descoberta das respostas mais eficazes no acompanhamento das pessoas cujos problemas urge serem resolvidos".


Após a recente polémica em torno dos capelães hospitalares, os participantes neste encontro defendem o "reconhecimento da espiritualidade como elemento indispensável a uma consideração integral da condição humana na sua dignidade e liberdade".



Notícia daqui.

Portal renovado da APAV

APAV (Apoio à Vítima) lança portal na Internet onde explica às crianças como se devem proteger em casa, na rua, na escola e na Internet
Aqui

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Centros de apoio à vida não se devem esgotar no apoio a grávidas


A intervenção dos centros de apoio à vida não se deve esgotar apenas no apoio às grávidas, defendeu Joana Vasconcelos durante o XX Encontro nacional da Pastoral da saúde


Os centros de apoio à vida devem ter intervenção no apoio a casais jovens (em questões como a organização da vida ou o sobreendividamento) bem como a casais em dificuldade (em matéria de aconselhamento e terapia conjugal, se necessário).


Estes centros, defendeu a especialista em Direito do Trabalho e professora na Universidade Católica podem “ter um papel importante no apoio à adolescência” e aos “seniores” bem como aos imigrantes.


Em Portugal há quatro centros de apoio à vida, criados pelas dioceses. Existem em Viseu, (criado logo após o referendo ao aborto), Ermesinde, Vila Real e Braga (desde Março).


Aos 600 congressistas, defendeu, entusiasticamente, o apoio da comunidade onde estes centros estão inseridos, pessoas com as mais variadas profissões e,em regime de voluntariado.


As valências de apoio de cada centro terá, assinalou a docente, dependem da realidade de cada comunidade.


Certo é que há um conjunto de oito princípios, que na opinião de Joana Vasconcelos, devem existir.


O fácil acesso a estes centros, a existência de abertura no acolhimento bem como a celeridade e efectividade da resposta a quem os procuram são tónicas essenciais no entender da professora.


Na palestra em que foi oradora com o marido, Pedro Machete, referiu-se ainda à necessidade de articulação e optimização dos recursos existentes, ao envolvimento e seguimento dos casos, à gratuidade e confidencialidade dos serviços sempre com recurso a profissionais qualificados.


Notícia daqui.
Ver mais aqui.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Notícias do Brasil, via portal da família


Eventos


2º Seminário de Estudos sobre a Sexualidade e ComportamentoPara educadores, orientadores educacionais, Diretores de Escola, Psicólogos, Pais e demais profissionais da área.São Paulo-SP - 01/dez/2007http://www.adef.org.br/SeminarioPTC/


Vai trabalhar? Divirta-se!Palestra gratuíta com Floriano Serra29/Novembro - 19h - São Paulo-SPhttp://www.portaldafamilia.org/eventos/floriano03.shtml


Artigos

Filhos responsáveis: Como atuar?http://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo619.shtml

Como corresponder à tarefa de fazer felizes os idosos nos poucos anos que lhes restam de vidahttp://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo615.shtml

Amamentação pode aumentar o QI dos bebêshttp://www.portaldafamilia.org/scnews/news091.shtml

Zonas de Autonomia, de André Pessoa na Coluna "A Dois"http://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo616.shtml

Gêmeo sobrevive a esforço de aborto e dá lição a médicos ingleseshttp://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo614.shtml

Aborto de feto saudável por erro: a eugenia impõe suas leishttp://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo617.shtml

Não há base científica para a adopção de crianças por homossexuaishttp://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo613.shtml

Insensibilidade social, por José Luis Amâncio na Coluna "Estratégia e inovação"http://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo618.shtml

Estudo aponta semelhanças entre pedófilo virtual e realhttp://www.portaldafamilia.org/scnews/news092.shtml

É Genocida a Política do Governo?http://www.portaldafamilia.org/scpainel/cart033.shtml

Bebê australiano fica famoso na Internet antes mesmo de nascerhttp://www.portaldafamilia.org/scnews/news093.shtml

Menino de 9 anos inventa dispositivo para abaixar tampa de privadahttp://www.portaldafamilia.org/scnews/news094.shtml

Links recomendados


Conheça o site da CNEF - Confederação Nacional das Entidades de Famíliahttp://www.cnef.org.br/

Um domingo de estudo sobre a arte do Casamento, em BrasíliaSaiba no site da CNEF como foi o curso Expectativas e Realização no Casamentohttp://www.cnef.org.br/noticias-do-site/aconteceu-curso-expectativas-e-realizacao-no-casamento


Palestra/Colóquio em Faro


O CENOFA, em conjunto, com o Centro de Bem Estar Infantil Nossa Senhora de Fátima (CASCD-Faro) organiza, no próximo dia 30 de Novembro, pelas 21.15, na rua Dr. José de Matos, nº4, em Faro, uma palestra/colóquio sobre o tema "Relações Pais- Filhos/Escola".


Serão oradores a Dra. Conceição Vaz, licenciada em biologia, docente e membro da direcção do Colégio "Mira-Rio", em Lisboa e o seu marido António Vaz, programador informático.


Este casal tem 4 filhos e colabora activamente com as actividades do CENOFA.

Comunicado APFN


Perante a desolação no distrito da Guarda, em que é cada vez mais rara a presença de crianças e jovens, o Presidente da República questionou o país porque é que os casais portugueses têm cada vez menos filhos referindo que «Eu não acredito que tenha desaparecido dos portugueses o entusiasmo de trazer vidas novas ao mundo».

A APFN pode garantir ao Presidente da República que tem toda a razão para não acreditar nisso.

Basta ver o exemplo dos casais portugueses imigrados em França, que há já bastantes anos têm uma média de 2.1 filhos por casal, exactamente igual ao valor que desejam e, curiosamente, o valor que é desejável.

A "pequenina" diferença é que a França há algum tempo que leva esta questão a sério, tendo adoptado a política e medidas necessárias para que os casais possam ter os filhos que desejam, enquanto que tal não acontece em Portugal: as medidas recentemente postas em prática pelo Governo e anunciadas com o espalhafato a que nos tem habituado nem sequer serão suficientes para neutralizar os efeitos da fúria anti-natalista do Ministro da Saúde, como veremos assim que saírem os números de nascimentos em 2007 e 2008!

Basta Portugal adoptar todas as medidas que foram adoptadas, com sucesso, em França para que os casais portugueses tenham, em Portugal, o mesmo número de filhos que têm em França, acabando de vez com o inverno demográfico cada vez mais pronunciado em que o país está mergulhado, como mostrado no Caderno 16 - "Demografia: passado e presente. Que futuro?" (http://www.apfn.com.pt/Cadernos/Caderno16/index.htm).

26 de Novembro de 2007

Igreja quer criar Centros de Apoio à Vida

Encontro Nacional da Pastoral da Saúde debate apoios à maternidade e cuidados paliativos

Ver mais aqui.

Maior apoio às famílias para evitar aumento do número de abortos

O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social reafirmou, em Fátima, o empenho da Igreja católica no apoio às famílias e a mães em dificuldades para evitar o aumento do número de abortos, no âmbito da actual legislação.

"Queremos que continue a ser possível nascer em Portugal, mas isso tem sido muito difícil", justificou D. José Alves, à margem da sessão de abertura do XX Encontro Nacional da Pastoral da Saúde.
"Se não houver natalidade em Portugal, os problemas que daí sobrevêm são muito grandes" porque, sem "trabalhadores jovens, a Segurança Social entra em colapso" num "país de idosos, sem dinamismo económico e sem futuro", considerou o prelado.
Nesse sentido, a Igreja tem vindo a dinamizar instituições espalhadas por todo o país vocacionadas para "apoiar as mães solteiras ou adolescentes grávidas que não têm apoio da própria família".
Depois da derrota no referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez, a hierarquia da Igreja tem investido em acções concretas junto das comunidades para "diminuir a necessidade" dos portugueses em recorrerem ao aborto."
O caminho ideal seria que cada pai e cada mãe tivesse condições para educar os seus filhos com aquele mínimo necessário para os ajudar a crescer e desenvolver-se", defendeu D. José Alves.
Posição semelhante manifestou monsenhor Vítor Feytor Pinto, coordenador da Comissão Nacional da Pastoral da Saúde, que lamentou a falta de outras organizações no terreno para apoiarem as jovens mães.
"A tentação que nós temos é ficarmos apenas em leis e isso não pode ser", considerou o sacerdote.

Notícia daqui.

Clínicas praticavam abortos «ilegais»


A operação realizada esta segunda-feira pela polícia espanhola a quatro clínicas de abortos em Barcelona baseou-se numa investigação que aponta para a «prática reiterada» de interrupções voluntárias da gravidez radicalmente fora do previsto na legislação», segundo os tribunais.


Num comunicado conjunto, o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha (TSJC) e a Procuradoria asseguram que as rusgas, durante as quais foram detidas pelo menos quatro pessoas, decorreram no âmbito de «uma investigação criminal por factos graves», escreve a agência Lusa.


A operação policial, que terminou pouco depois das 16:00 locais, abrange as clínicas Ginemedex, Emecé, CBM e Barnamedic.


O director das clínicas, Carlos Morin, está entre os detidos, que segundo a Guarda Civil correspondem a pessoas com cargos de responsabilidade nos centros alvos da rusga.


A operação policial, que se desconhece se será alargada a outras regiões espanholas, foi feita com base numa decisão de um juiz de instrução de Barcelona.


No comunicado, a procuradoria garante que se estão a tomar as medidas adequadas para preservar a identidade das utilizadoras dos centros alvos da operação, devendo ser incluídas no processo as histórias clínicas que «ofereçam motivos fundamentados de acusação».


A denúncia foi apresentada pela organização cristã e-Cristians, depois de um documentário de uma televisão dinamarquesa ter sugerido que havia a prática de abortos ilegais nestas clínicas.


Recorde-se que o Código Penal espanhol prevê que quem realize abortos fora dos casos permitidos - saúde mental e física da mãe, malformações do feto e violação - possa ser punido com penas de até quatro anos de cadeia.


Notícia daqui.
Ver mais aqui1, aqui2 e aqui3.

Telelixo devora crianças

Em Espanha, no horário televisivo infantil, as crianças são educadas com sexo, violência e telelixo aos montes.

Situação denunciada pelo prestigiado El País, aqui

domingo, 25 de novembro de 2007

Conselhos da BT da GNR a propósito das viagens de Natal e Ano Novo


OPERAÇÃO VIAGEM SEGURA


A operação denominada Viagem Segura decorrerá entre 25 de Novembro de 2007 e 07 de Janeiro de 2008, englobando a época do Natal e Ano Novo. Esta extensão temporal visa consciencializar atempadamente os automobilistas para que durante os deslocamentos que venham a realizar nas épocas festivas, estejam já bem alertados para o drama rodoviário nacional, podendo assim, em consciência, optar por adequar a condução à realidade das nossas vias e desfrutar de uma estrada mais segura


Os Conselhos da BT da GNR aqui

8 mil vítimas de violência doméstica




É importante educar, desde cedo, as crianças e os adolescentes para a importância do diálogo como forma de resolução dos problemas pessoais, familiares ou profissionais.


A isto há que associar, no caso dos adolescentes, o ensino da moderação ou, de preferência, abstenção do consumo de alcóol.


Numa esmagadora maioria dos casos, a violência doméstica está associada a problemas de consumo de alcóol por parte do homem.


Gostaria aqui de deixar uma referência muito elogiosa para o programa NMUME, Núcleo Mulher e Menor, que, em Faro, funciona no Largo de S.Sebastião, na sede distrital da GNR e que tem feito um excelente trabalho de prevenção e combate à violência doméstica.


Para mais informações sobre o NMUME vejam aqui e aqui.

sábado, 24 de novembro de 2007

PP ou o Império contra-ataca


Depois das minhas críticas ao PP, aqui fica a sua redenção com um conjunto de medidas concretas que vale a pena reproduzir:


O relatório, "Natalidade - o desafio português", foi elaborado por um grupo liderado por Assunção Cristas, doutorada pela Faculdade de Direito e membro da comissão política do CDS-PP desde o último Congresso, e integrou também o vice-presidente da bancada parlamentar democrata-cristã Mota Soares, e os dirigentes Francisco Mendes da Silva, Mariana Ribeiro Ferreira e Adolfo Mesquita Nunes, entre outros.A trabalhar desde Junho, o relatório parte da constatação de que em 2006 nasceram em Portugal apenas 105.321 bebés, o número mais baixo desde 1935, desde que há estatísticas oficiais sobre a matéria.


O relatório apresenta medidas em quatro áreas concretas: fiscalidade, trabalho, segurança social e responsabilidade social das empresas.


Ao nível do IRS, o grupo de missão propõe a introdução de um quociente familiar que considere o número de filhos (proposta já apresentada em sede de Orçamento pelo CDS mas chumbada pela maioria socialista) e o aumento das deduções à colecta não apenas até aos 3 anos de idade das crianças, mas enquanto são dependentes, prevendo uma progressividade de acordo com o aumento do número de filhos.


Já no que respeita à conciliação entre vida familiar e vida profissional, propõe-se o incentivo da jornada contínua, do trabalho em part-time, do trabalho domiciliário ou do tele-trabalho, alternadamente, por mãe, pai, avô ou avó, até aos 12 anos das crianças, através de bonificação da taxa social única por um período de 3 anos, contínuo ou repartido.

O estímulo à contratação por empresas de mãe, pai, avô ou avó que tivessem parado de trabalhar para tratar de uma criança até aos 3 anos seria incentivado através de bonificação da taxa social única por um período de dois anos, sugere o relatório, que pretende ainda o aumento do número de faltas justificadas para assistência a menores (duas por cada filho).


Relativamente à Segurança Social, este grupo de missão quer que a contagem do tempo, para efeitos de reforma, não leve em conta pausas ou redução de actividade profissional para cuidar de filhos ou netos.Não aplicar o factor de sustentabilidade para efeitos de cálculo de reforma a quem tenha três ou mais filhos e o aumentar da licença de paternidade para mais 30 dias (remunerada a 80 por cento) são outras das medidas propostas.

O relatório aposta ainda num maior envolvimento dos avós, prevendo que estes possam, em alternativa à mãe, gozar o período de licença de maternidade de gozo não obrigatório da mãe (a partir das 6 semanas) e de, em alternativa ao pai, gozarem o período não obrigatório (a partir dos 15 dias).


No capítulo da responsabilidade social das empresas, o relatório pretende a possibilidade de constituição de Instituições Particulares de Solidariedade Social, sem finalidade lucrativa, por iniciativa de empresas e a reintrodução na lei de bases da segurança social da possibilidade de candidatura das empresas em parceria com o Estado a fundos estruturais.


A outra medida proposta nesta área já foi apresentada pelo CDS em sede de Orçamento e aceite pelo PS: a majoração da dedução para as empresas dos custos da construção de creches, lactários ou jardins-de-infância.


O relatório finaliza com três medidas que classifica de simbólicas: o ajustamento dos escalões de consumo de bens essenciais, nomeadamente da água, às famílias numerosas, a aplicação da taxa reduzida de 5% no IVA nas cadeirinhas de uso obrigatório e promoção da construção de equipamentos sociais junto aos grandes terminais de transportes públicos"As experiências de outros países demonstram não só que é urgente, mas também que é possível inverter a queda da natalidade", sublinha a conclusão do estudo."O Estado deve criar condições para que as empresas e as famílias reconheçam a importância da questão. Deve focar as suas políticas na promoção de um ambiente que permita às pessoas escolherem com liberdade ter mais filhos, gerando uma sociedade demograficamente mais equilibrada", exortam os autores do estudo.Se o relatório for hoje aprovado pelo Conselho Nacional, as suas conclusões farão parte do programa eleitoral do CDS-PP em 2009.


Lusa


Finalmente uma lufada de ar fresco !

Até os médicos pró-abortistas reconhecem os efeitos negativos do aborto


O Jornal do Barreiro, na sua edição de ontem, faz um balanço apologético da nova lei da IVG e apresenta uma reportagem, mais ou menos pormenorizada sobre a forma como os abortos estão a ser realizados nos centros médicos da zona.


Apesar desse tom apologético, até os próprios profissionais de saúde que aceitaram participar nesse processo hediondo, reconhecem o seguinte:


Possível de apurar foi que cerca de 50 por cento das mulheres que praticaram uma IVG no HNSR, desde Julho até ao corrente mês de Novembro, não faziam contracepção. Este é um dos dados registados na base de dados do HNSR e que revela a importância da consciencialização feminina na prática de anticoncepcionais, como forma de evitar gravidezes indesejadas


Não se justifica” é como Ana Abel considera o facto de uma mulher continuar a “correr o risco e sofrer o choque emocional que é fazer uma interrupção, quando se pode fazer um planeamento gratuito através dos centros de saúde e do hospital que têm as portas abertas”. Garantir que a mulher siga o percurso legal e seja encaminhada para Planeamento Familiar é uma meta a atingir pelos profissionais, uma vez que “a única maneira de combater o aborto é fazer contracepção”, com recurso a métodos contraceptivos que “hoje são muito fiáveis e gratuitos”.


Embora este seja um processo que “não é agradável para nenhum médico”, (...) Do mesmo modo, “dolorosa” é a forma como a directora clínica considera que uma IVG seja para qualquer mulher, (...).


A propósito deste reconhecimento por parte de uma médica não objectora, ainda me recordo durante a última campanha para o referendo do dia 11 de Fevereiro, um grupo de psiquiatras e psicólogos a favor do "sim" terem dado uma conferência de imprensa, declarando que inexistiam casos de sequelas psicológicas em mulheres que tinham praticado o aborto e argumentando, inclusive, que se se fizesse uma busca no Google sobre o assunto pouco ou nada aparecia sobre a matéria (grande argumento, este !).


Agora, passados poucos meses são os próprios médicos que votaram no "sim" que confirmam os efeitos psicológicos (e, por vezes, inclusive físicos) negativos da prática do aborto.

As dificuldades de se ter um filho - testemunhos


“Com salários de 500 euros não posso dar qualidade de vida a um filho”


Em véspera do Dia Universal da Criança, casos de portuguesas que quiseram ser mães


RELATOS


Paula, 32 anos, trabalha e vive em Coimbra e não tem filhos. “Com salários de 500 euros é impossível dar alguma qualidade de vida a um filho”, reage quando se lhe pergunta por que escolheu não ter descendência até ao momento. A instabilidade laboral, o trabalho precário e os abonos de família “ridículos” são as razões para Paula não ter filhos, embora frise que tem vontade de ser mãe.



“A culpa é do Governo”, dispara, assegurando que, se o apoio estatal fosse justo, teria filhos com toda a certeza. “Se fosse como em França, que dão por cada criança um subsídio aos pais durante três anos, se houvesse incentivos, eu teria um filho, mas com salários de 500 euros é uma questão de responsabilidade, porque há coisas incontornáveis, nomeadamente a alimentação e as fraldas”, diz em vésperas do Dia Universal da Criança, que se assinala amanhã.

Com mais um filho tudo muda


Também na casa dos trinta e a trabalhar numa empresa de Aveiro, Ana, casada e com um filho de três anos, conta que, provavelmente, não voltará a ser mãe. Para Ana, ter um segundo bebé implicaria “mudar de casa, mudar de carro e voltar a ter o ordenado congelado por pedir ausências para acompanhar o filho na doença”. “No Luxemburgo, por exemplo, tenho familiares que por erem um bebé recebem de psente 2 500 euros e, mensalmente, um subsídio superior ao ordenado mínimo nacional”, diz a jovem mãe.



O ritmo dos dias de hoje também é um impedimento. “Se eu tivesse mais um filho dava em louca”, diz Ana, referindo que os horários laborais e o ritmo diário não permitem ter tempo para o mais importante: as crianças.


Ana Luísa Amorim, 56 anos, funcionária em Faro numa empresa de capitais mistos, só teve uma filha, mas hoje reconhece que sente “falta de mais um descendente”. A incompatibilidade de horários com os do marido quando ainda trabalhava em Lisboa, a falta de tempo para estar com a filha e o dinheiro “contado” para o colégio são as causas que recorda por não ter tido mais filhos quando era mais nova. “Depois, perdi o comboioe não arrisquei com medo de complicações para a minha saúde e do bebé”, explicou.



Kátia Ferreira, 31 anos e três filhos entre os sete meses e os sete anos, é, nos tempos que correm, um caso raro. O Estado português dá-lhe mensalmente vinte euros por cada filho, mas tem esperança de em 2008 ter aumentos consideráveis de benefícios fiscais depois do recente crescimento da prole.


LUSA



Criado pelas Nações Unidas em 1954



Em 1954 a Organização das Nações Unidas aprovou uma recomendação
para que todos os países instituíssem o Dia Universal
das Crianças. Neste dia deve celebrar-se a fraternidade
e compreensão entre as crianças do mundo inteiro e organizar
actividades adequadas à promoção do bem-estar de todas
as crianças. Ora como foi a 20 de Novembro que a Assembleia
Geral da ONU aprovou a Declaração dos Direitos da Criança
(1859) e, depois, a Convenção dos Direitos da Criança (1989),
nesta data passou a comemorar-se o Dia Universal da Criança.


Fonte: Metro, 19 de Novembro de 2007

Sempre, já

XX Encontro Nacional da Pastoral da Saúde - Cuidados Paliativos

Programa
1º. Dia – 26 de Novembro
09,30h – Momento de reflexão espiritual
10,00h - Sessão de Abertura: Delegado do Conselho Pontifício

Centros de vida - Porquê e para quê?

10,30 h. – “Enquadramento legal” – Prof. Doutor Pedro Machete e Dra. Joana Vasconcelos

11,30h – Intervalo

12,00h – “Centros de vida, um desafio à Igreja” – Prof. Doutora Assunção Cristas

13,00h – Almoço

15,00h – “Mulheres e Casais em dificuldade” (Painel)

Moderador – Dr. Augusto Lopes Cardoso
Dra. Margarida Neto
Dr. Rogério Alves
Dra. Inês Fontinha

16.30h – Intervalo

17,00h – “Unidades de Saúde Familiar e Comunidades Paroquiais” (Painel)

Moderador – Dr. José Luís Biscaia
Prof. Doutor Fernando Regateiro
Dra. Margarida Aguiar
P. Duarte da Cunha


2º Dia – 27 de Novembro

Saúde no fim da vida
Moderadora: Prof. Doutora Paula Lobato de Faria

09,30h – “Enquadramento legal” – Prof. Doutor João Carlos Loureiro

11,00h - Intervalo

11,30h – “A continuação dos cuidados” – Dr. Marcelo Feio

13,00h – Almoço

15,00h – “O doente terminal” (Painel)

Moderador – Dra. Edna Gonçalves
Dr. José Cardoso da Silva
Enf. Maria del Cármen Aparício
Pe. José Nuno Ferreira da Silva

16,30h – Intervalo

17,00h - “Viver com a dor” (Painel)
Moderador – Prof. Doutor Walter Osswald
Prof. Doutor José Castro Lopes
Dr.ª Beatriz Craveiro Lopes
Prof. Doutor Joaquim Pinto Machado

3º Dia – 28 de Novembro
Dois olhares complementares numa acção convergente
Moderador: Mons. Vítor Feytor Pinto

09,30h – “A especificidade de cada um dos olhares”
A visão do Estado - Dra. Inês Guerreiro


11,00h – Intervalo

11,30h – “A especificidade de cada um dos olhares

A Visão da Igreja - P. Lino Maia

13,00h – Almoço

15,00h – “Convergência em acção integradora – Experiências reveladoras” (Painel interdisciplinar)
Moderadora: Enf. Mary Anne Stilwell d’Avillez

Obra Diocesana de Promoção Social – Américo Ribeiro

Ajuda de Berço – Dra. Sandra Anastácio
Irmãs do Bom Pastor - Irmã Nazaré Jardim
Obra da Rua – P. João Rosa Ferreira

16,30h – Intervalo

17,00h – “Convergência em acção integradora – Desafios e respostas” (Painel Interdisciplinar)
Moderadora: Dra. Elza Chambel

Início da Vida – Dr. Carlos Alberto Martins da Rocha

Educação Sexual – Enf. Teresa Tomé Ribeiro

Acompanhamento Social - Dr. Manuel de Lemos

Fim da Vida – Dra. Isabel Galriça Neto

4º Dia – 29 de Novembro

Uma rede de cuidados

09,30h – “Dinamismos para uma rede de cuidados”
Prof. Doutora Maria do Céu Machado

10,30h – “A intervenção da Igreja numa rede de cuidados”
D. José Francisco Sanches Alves

11,30h- Intervalo

12,00h - Sessão de encerramento

Leitura das conclusões
Ministro da Saúde
D. José Francisco Sanches Alves


Ver mais aqui.

A legalização do aborto há 40 anos não resolveu nada, bem pelo contrário...

BBC DENUNCIA ABORTOS ILEGAIS NA GRÃ-BRETANHA


A BBC de Londres denunciou hoje em uma investigação especial a prática sistemática de abortos ilegais na Grã-Bretanha.


A emissora pública informou que um grande número de mulheres compra pastilhas no mercado negro para terminar com a gravidez. O aborto é legal na Grã-Bretanha há mais de 40 anos, e as mulheres têm direito de interromper a gravidez, contanto que o feto não tenha mais de 24 semanas de gestação. A investigação da rádio 5 da BBC informou que mulheres utilizam a internet para conseguir as pílulas do aborto. Além disso, denunciou que em certas regiões do leste de Londres são vendidas ervas chinesas não certificadas medicamente para causar aborto. O programa explicou que muitos médicos recebem pacientes que ingerem essas ervas e que terminam com hemorragias internas. O Ministério da Saúde informou que não está a par da existência de uma "prática sistemática de abortos ilegais". "Não temos evidência da realização sistemática de abortos ilegais", ressaltou.


Notícia daqui.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Portugal: País sem futuro


A propósito do Dia Universal das Crianças, que sob a égide da ONU, se celebrou no passado dia 20 de Novembro, o médico de saúde pública do Hospital Distrital de Faro, Dr. Mariano Ayala, concedeu à Agência Lusa uma entrevista, onde manifesta a sua preocupação pelas baixas taxas de natalidade da sociedade portuguesa e a propósito, faz declarações que são verdadeiros “avisos à navegação”. Segundo aquele médico “cada mulher portuguesa tem, em média 1,3 bebés” o que traduz uma taxa de natalidade muito baixa e constitui um “sintoma de uma sociedade doente” que não apoia os progenitores e as crianças. Face a uma tão reduzida taxa de natalidade, o Dr. Mariano Ayala não tem dúvidas em declarar que “a sociedade portuguesa está a ter um comportamento suicida generalizado”, pois “Portugal, com os portugueses de hoje, vai ter tendência a desaparecer”!


Para Portugal manter a população constante, as mulheres portuguesas deveriam ter uma média de 2,1 filhos, mas infelizmente, os dados do Instituto Nacional de Estatística apontam para uma média de 1,3 bebés por mulher. Estes números, representam na opinião do entrevistado “um valor pavoroso” que indicam que Portugal, “tal como o conhecemos, está com a morte marcada”. De facto a taxa de natalidade em Portugal tem vindo a diminuir drasticamente, o que levou ao envelhecimento da população e futuramente porá em causa a renovação das gerações. Para dar uma ideia do decréscimo acentuado que se tem verificado bastará dizer que em 1935 a taxa de natalidade era de 28%, em 1976 era já somente de 20%, em 1986 baixara já mais acentuadamente para 12,6% e em 2006 atingiu o seu valor mais baixo de sempre: apenas 10%! Este é um tema que por diversas vezes temos abordado nesta coluna. É um assunto que nos deve preocupar enquanto portugueses e europeus, pois a Europa sofre do mesmo mal.


A origem do problema é muita complexa e podemos dizer que a sua causa se radica na sociedade consumista e no modo como estão organizados os horários de trabalho, no fundo no modo como está organizada a vida social na Europa. Enquanto praticamente todos os sectores da governação europeia, não forem atravessados transversalmente por medidas de protecção e promoção da família, por uma política familiar que tenha como principal escopo a protecção da maternidade, a protecção da mulher que quer ser mãe e precisa de ser ajudada nessa sua primeira, específica e insubstituível missão humana, a situação não poderá ser invertida. Não estamos a falar de medidas avulsas e bem intencionadas, mas de uma governação que toda ela esteja impregnada desta preocupação e centrada neste objectivo fundamental. Proteger a maternidade e a paternidade responsáveis e promover o nascimento das crianças é contribuir para o aumento da taxa da natalidade na Europa e é salvaguardar o nosso futuro colectivo, pois paradoxalmente em outros continentes e noutras regiões do mundo a natalidade tem crescido de forma exponencial. Por isso, este é um problema especificamente Europeu e na parte que nos diz respeito, português. É bom que comecemos a tomar consciência disto, não se vá pensar que o decréscimo da taxa de natalidade é algo que acontece simultaneamente em todo o mundo. Não! É algo que apenas está acontecer na Europa e a continuar assim, nem Portugal nem a Europa terão futuro, pelo menos um futuro com europeus.


Dr. Luis Galante, advogado e ex-mandatário e membro da comissão executiva do Grupo Cívico "Algarve pela Vida".


Documentos internacionais sobre defesa dos direitos das crianças



Posição e programa da União Europeia para a defesa dos direitos das crianças, aqui, aqui , aqui e ainda aqui (Programa Daphne de protecção a crianças em risco)


Quem quiser consultar documentos mais antigos sobre esta matéria, veja também aqui

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Todos temos momentos menos bons

Ainda a propósito destas notícias sobre suicídios colectivos ou individuais que abalaram o país, lembrei-de de algumas músicas que abordam a questão do "dar a volta por cima".

Lembrei-me do "It's a beautiful Day" dos U2, escrito em memória do vocalista dos INXS, Michael Hutchence, amigo pessoal de Bono Vox.

Lembrei-me também do "It's a wonderful world" do inefável Louis Amstrong.

Porém, acabei por optar por postar aqui o "Everybody hurts" cantada pelos The Corrs, apesar do original ser dos R.E.M.



A letra desta música que pode ser consultada aqui fala de momentos bons e maus, da necessidade de prosseguir e de aguentar.

Ninguém disse que a vida é perfeita e que só vivemos na plenitude quando temos em simultâneo saúde, felicidade, êxito profissional, estabilidade financeira e/ou emocional, paz de espírito, descanso, férias, etc.

Só muito raramente é que coincidem todas essas circunstâncias favoráveis. Todos temos momentos bons e maus, fruto de condições exógenas ou endógenas, não interessa.

O que interessa, em qualquer dos casos, é seguir sempre em frente, adiante, a puxar o carro.
É isso que devemos tentar fazer e transmitir aos nossos filhos.

Vergonha para o PP, parabéns ao BE


É uma vergonha para o Partido Popular que tenha sido o partido mais à esquerda da Assembleia da República, o Bloco de Esquerda, a propor e pressionar o Governo na obtenção de subsídio de maternidade e paternidade para os contratados.


É caso para perguntar, o que é o que PP anda a fazer ?


Esta questão é muito importante e irá certamente ajudar a atenuar as inúmeras dificuldades que os casais hoje sentem quando decidem ter um filho.


Não se trata de dizer que estes são bons e aqueles são maus.


Trata-se de reconhecer que esta é uma medida que tem tanto de extrema esquerda, como de democracia cristã. Porém, exigia-se mais de um partido que há uns meses atrás pugnava contra o aborto e a favor das medidas de apoio à maternidade.


É fácil encher o peito e dizer que somos contra o aborto, mas depois, quando há que combater pelo apoio à melhoria das condições para o exercício da maternidade e da paternidade, opta-se por cruzar os braços.


É pena esta inércia do PP e é preocupante que sejam os partidos mais de esquerda a darem a cara pelo apoio à maternidade.


Blogs como este, artigos de opinião, iniciativas de associações, voluntariado, etc. são importantes para contribuir no apoio e promoção à vida mas os partidos políticos são os instrumentos através dos quais, num Estado de Direito, se tem acesso à lei.



Noticia aqui


P.S.- Já depois de ter colocado o post, dei de caras com esta grata notícia, via blog pela vida, que diz o seguinte:
O ex-dirigente do CDS-PP, José Paulo de Carvalho, vai apresentar ao Conselho Nacional, que se reúne sábado, uma moção onde exorta o partido a continuar a lutar pelos valores da vida e contra o aborto.«A lei mudou mas nós não mudámos a nossa maneira de pensar nem os nossos valores» , afirmou o deputado José Paulo de Carvalho, que integrou a direcção do ex-líder do CDS-PP José Ribeiro e Castro.Na moção Vida e Família, que assina com outro elemento da anterior direcção, Ana Soares, José Paulo de Carvalho lembra que da declaração de princípios do CDS faz parte «um compromisso firme e convicto a favor da família e de defesa da vida humana».
Notícia aqui
Ao meu amigo Zé Paulo Carvalho, um grande abraço !

«Mudar uma norma ética é uma atitude fascista»


O presidente do Conselho Distrital da Madeira da Ordem dos Médicos está inteiramente de acordo com o bastonário, quanto ao facto de este não alterar o código deontológico.Em declarações ao JORNAL da MADEIRA, França Gomes afirma que a ética «é uma coisa que ultrapassa qualquer tipo de política do Governo» e sublinha que «mudar uma norma ética é fascismo».


Visivelmente revoltado com a posição tomada pelo ministro da Saúde, o nosso interlocutor refere que «uma coisa é nós cumprirmos a lei e outra coisa são os princípios básicos de uma profissão», sendo que «mudar os princípios básicos de uma profissão é fascismo».


Este responsável sustenta que «os princípios éticos são invioláveis», mas frisa que «para isso é preciso que não haja fascismo e que não se queira dominar e condicionar a maneira de pensar das pessoas».


Além disso, afirma que «a função do médico em termos de exercício profissional é lutar pela vida», incluindo os médicos de medicina legal. Neste ponto, não deixa mesmo de fazer referência ao site da “World Medical Association (WMA) — http://www.wma.net/e/policy/c8.htm — no que toca ao Código de Ética, que indica que o médico tem como dever e obrigação o respeito e a defesa pela vida humana. Para rebater a atitude do Governo que, considera «idiota», França Gomes recorda que o Código foi adoptado em 1949, na 3.ª Assembleia Geral da WMA, em Londres e que só foi emendado nas Assembleias Gerais ocorridas em 1968, em Sydney, em 1983 na Itália e o ano passado, na África do Sul.


Notícia daqui.

Adolescentes, suicídio, auto-mutilação e cultura de morte




As recentes notícias acerca de tentativa de suicídio e auto-mutilação protagonizada por adolescentes mostra, mais uma vez o tipo de sociedade em que estamos metidos.




Há cerca de 1 ano atrás, ficou celebre um editorial de José António Saraiva, no qual, a propósito do referendo a favor da liberalização do aborto que se aproximava, aquele director do semanário "Sol" denunciava a existência de uma cultura de morte.




Essa cultura de morte é um facto incontornável na nossa sociedade, com um governo que promove o aborto; com gente a tentar legalizar a eutanásia; com distribuição de seringas aos toxicodependentes, inclusive nas próprias prisões em vez de apostarem na prevenção e no tratamento; uma sociedade que promove a concorrência selvagem a todos os níveis; a poluição; a vulgarização do divórcio; o abandono, falta de atenção e carinho de muitos pais em relação aos filhos etc, etc.




Ontem, no Jornal da Noite da SIC, uma pedopsiquiatria dizia que a causa deste comportamento dos jovens está relacionado com o comportamento dos adultos.


Nós adultos, dizia, não transmitimos esperança aos nossos filhos adolescentes. O futuro para eles é uma incógnita e nada há no futuro que os deixe entusiasmados.


Eu pessoalmente, em pouco menos de 2 meses, soube, no Sotavento Algarvio, de 2 casos, 1 de auto-mutilação e outro de tentativa de suicídio.


Ambos, tinham um denominador comum; famílias destruídas, falta de comunicação entre gerações, lacunas afectivas e desorientação dos adolescentes.


Há que dar luzes e alternativas construtivas a estes jovens.


Deixo aqui um modesto contributo com 2 pistas:


- Promover o voluntariado junto destes jovens, fazendo-lhes ver que eles podem ser úteis a outras pessoas, mostrando que as suas vidas podem ter um sentido útil.


- Promover algo que foi recentemente falado e proposto pela APFN: acolhimento de jovens em risco por famílias voluntárias ou pura e simplesmente, como acontece já com uma instituição de acolhimento em Portimão, o acompanhamento por parte e famílias voluntárias aos fins de semana de crianças e jovens em risco.


Entretanto, quem anda a apagar os fogos são os psicólogos das escolas frequentadas por estes miúdos...

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Made in Canadá


Turismo para o aborto - o descalabre...




Foreign women will be allowed to have abortions in Sweden up to 18 weeks gestation starting in January 2008 under changes to legislation passed by the Swedish parliament last Thursday according to a report in AFP (Agence France-Press).






The changes to the existing abortion law were passed by a very small majority: 134 in favour, 124 against, 91 abstentions.Until now abortion in Sweden has been reserved for Swedish citizens and residents, but since most EU countries already allow foreign women access to abortion, the Swedish government has decided to follow suit. Non-resident women now have the same access to abortion as they have to other health services in the country. The only condition is that they pay for the procedure themselves.






Christian Democrat leader and Social Affairs Minister Göran Hägglund, who introduced the bill, brushed off criticism from his own party, which traditionally favours a restrictive approach to abortion. Several Christian Democrat members of parliament have warned that the new law could lead to 'abortion tourism'.Catholic Bishop Anders Arborelius, and evangelical leader Sten-Gunnar Hedin with the Philadephia Church in Stockholm strongly opposed the law change. In a joint statement issued earlier this year they stated, “We are sad that this proposal is backed by a Christian Democrat social affairs minister, Göran Hägglund. It is incomprehensible that he is supporting this proposal while claiming that it was required by the EU, something that this country’s leading EU law expert, Professor Ulf Bernitz, insists is not the case.”






Bishop Arborelius and Mr. Hedin stated that if forced they would work together with a majority of Christian leaders in Sweden, “to work actively to reduce the chances of the Alliance being re-elected,” at the next general election in 2010.While traditionally supported by Christian voters, the Christian Democrat party has lost popularity in recent opinion polls and is barely hanging on to the four percent essential for a position in the Riksdag.






By Thaddeus M. Baklinski STOCKHOLM, November 20, 2007 (LifeSiteNews.com)




Ver também aqui: Suécia poderá aceitar «estrangeiras» (A Suécia tem uma das taxas de aborto mais elevadas da Europa. Em 2004, foram praticados no país 34.978 abortos (20,2 por cento de abortos para 1.000 mulheres com idades entre os 15 e os 44 anos), de acordo com a Direcção dos Assuntos de Saúde e Sociais.)

Os acidentes de viação

As sequelas dos acidentes de viação, aqui, bem perto de mim...

COMUNICADO APFN

Por proposta de vereadores dos "Lisboa com Carmona", foi aprovada, na reunião de Câmara da passada semana, a realização de um estudo da viabilidade de adopção de medidas fiscais tendentes a promover o repovoamento deste município, especialmente com famílias numerosas.

Esta proposta contou com os votos favoráveis dos vereadores proponentes, do PSD e do vereador Cardoso da Silva, do PS, responsável pela área financeira; votaram contra os vereadores dos “Cidadãos por Lisboa” e a vereadora Ana Sara Brito, do PS, responsável pela área social (?), tendo os demais vereadores do PS, os do PCP e o do BE optado pela abstenção.

A APFN congratula-se com esta iniciativa destes vereadores, fiéis ao prometido durante a campanha eleitoral, como reconhecido, na altura, através do nosso comunicado do passado dia 13 de Julho (http://www.apfn.com.pt/Noticias/Jul2007/apfn130707.htm).

Congratulamo-nos, ainda, pelo apoio dos vereadores do PSD e, ainda, do vereador do PS Cardoso Silva que, sendo o responsável pela área financeira, dá mais garantias de esta proposta vir a ser tomada a sério.

A APFN lamenta a oposição política dos vereadores dos "Cidadãos por Lisboa" e, sobretudo, da vereadora a quem foi entregue a responsabilidade pela área social, que, assim, demonstra uma absoluta falta de vocação para o cargo para que foi nomeada: com efeito, sendo Lisboa a capital mais envelhecida da Europa, em que escolas de referência têm vindo a ser fechadas por falta de crianças e jovens, a APFN questiona-se como é que é possível Lisboa ter a área social entregue a quem, pelos vistos, está em total oposição ao que tem vindo a ser adoptado em todos os países europeus e que já é motivo de preocupação do Primeiro-Ministro e do Secretário-geral do partido a que pertence.

A APFN renova a sua total disponibilidade para trabalhar com a Câmara de Lisboa no sentido de vencer o grande desafio do seu repovoamento, começando por fazer regressar ao concelho as famílias numerosas que, devido à desastrosa política de família que tem praticado nas últimas dezenas de anos, foram obrigadas a ir viver para os concelhos vizinhos, provocando, nomeadamente, o congestionamento de escolas nesses concelhos, ao mesmo tempo que esvaziaram as escolas de Lisboa.

21 de Novembro de 2007
APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
Rua José Calheiros, 15
1400-229 Lisboa

Campanha de Natal da Ajuda de Berço


DE 15 DE NOVEMBRO A 15 DE DEZEMBRO:
ENTREGUE AS EMBALAGENS E MEDICAMENTOS FORA DE USO NA FARMÁCIA

Bastonário: «Os médicos não negoceiam princípios»

Pedro Nunes contraria Correia de Campos e assegura que não vai mudar o Código Deontológico


A polémica sobre a alteração do código deontológico por parte dos médicos devido à entrada em vigor da lei da interrupção voluntária da gravidez continua. Em entrevista ao PortugalDiário e ao Rádio Clube, o bastonário, Pedro Nunes, assegura que não vai mudar nada e nem sequer tem medo das ameaças do ministro da Saúde, que decidiu processar a Ordem.

Correia de Campos tinha dado indicação à Ordem dos Médicos para alterar o artigo 47º do Código Deontológico, na sequência de um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) que manda «repor a legalidade do regulamento» por contrariar a nova lei da interrupção voluntária da gravidez.

Mas Pedro Nunes, que é também um dos três candidatos à presidência da Ordem, não tem dúvidas: «O que a lei pode impor é que, quando dispuser de uma forma, não pode haver consequências para quem violar o código e esteja conforme a lei. Do ponto de vista médico há um determinado enquadramento ético em que é aceitável a interrupção de gravidez e, portanto, só se deve mudar o que os médicos entenderem mudar. Não tem que se mudar nada por imposição do Governo ou pessoas estranhas aos médicos».

Pretendendo esclarecer o assunto também para a opinião pública, Pedro Nunes explica que «os médicos não estão contra o aborto, mas entendem o Código como uma reserva moral, permitindo um espaço para a objecção de consciência». E é por isso que diz que, «em matéria de princípios, a Ordem apresenta-se numa postura de total inegociabilidade» com o Governo.

E nem as ameaças do Ministro parecem tirar o sono ao bastonário: «Não me incomodei nunca na vida por coisas dessa natureza. Quem tem medo não se mete nestas andanças do associativismo. Se eu quando era interno fundei o sindicato, não era agora que ia ter medo de um ministro qualquer».

Defesa dos médicos
Pedro Nunes considera que os médicos não estão a ser respeitados pelo Ministério da Saúde e esta posição em relação ao código deontológico é apenas um sinal do estado das coisas.

«Este é um ministério com tantas preocupações, que está num aperto financeiro enorme, que se está a desagregar, e que, portanto, precisaria do apoio de todos os profissionais de saúde para que isto funcionasse, mas pretende distrair a opinião pública, fazendo passar a mensagem de que os médicos são ultra-conservadores e que é impossível trabalhar com eles. O ministro fez uma pequena jogada de baixa política».

Críticas também à Entidade Reguladora da Saúde, que considera intrusiva em muitos aspectos, nomeadamente na regulação da actividade médica, «que pertence à Ordem». «É algo inclassificável, traduzindo a vontade do Governo em não ser responsabilizado pelas auditorias que têm de fazer ao sistema», resume.

No que diz respeito à campanha para a presidência da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes acredita ser possível revalidar o mandato, sabendo-se que tem como opositores Pedro Nunes e Carlos Silva Santos. «Tenho um enorme respeito pelos dois opositores, mas penso que são duas candidaturas de mudança para pior. O projecto de independência obriga-me a não ser promotor de candidaturas regionais ou distritais», frisou.
Notícia daqui.

terça-feira, 20 de novembro de 2007


Powerful and moving... a true inspiration.” CNN –Ana Maria Montero
There comes a time in everyone’s life when something happens that changes them forever. Bella is a true love story that shows how one day in New York City changed three lives. It reminds us of surprises that await us in each new day that sometimes a single moment can transform our life forever.

Portugal tem a mais baixa taxa de natalidade da UE




Os portugueses, tal como acontece nos outros países europeus, têm vindo a retardar a natalidade e a diminuir o número de filhos.




A taxa de natalidade passou de 28% em 1935 para 10% em 2006. Ou seja, praticamente três vezes menos, o que significa que não está a ser feita a renovação de gerações, o que só é possível com 2,1 crianças por mulher.




Para Mariano Ayala, médico de saúde pública do Hospital de Faro, uma média de 1,36 filhos por mulher em idade fértil é "sintoma de uma sociedade doente", considerando que "a sociedade portuguesa um comportamento suicida generalizado".




Mariano Ayala justifica a quebra de natalidade com a falta de apoio para os pais e crianças. E a consequência é que "Portugal, com os portugueses de hoje, vai ter tendência a desaparecer", disse à agência Lusa.




Noticia daqui

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Campanhas de promoção do aborto na África

Bento XVI denunciou nesta segunda-feira que agências internacionais estão promovendo o aborto no continente africano.

Aqui

VERDADES INCONVENIENTES


1.Nas últimas semanas, o aborto voltou às páginas dos jornais.

Em primeiro lugar, as entidades oficiais noticiaram - com um misto de decepção e frieza - que os abortos voluntários nos hospitais públicos, desde que a nova lei passou a ser aplicada, foram cerca de metade das estimativas. Como já foi observado, é prematuro tirar conclusões definitivas. Contudo, aparentemente, a "procura não satisfeita" do aborto voluntário será muito inferior ao propagandeado e o aborto clandestino não será tão frequente como disseram os partidários do "sim", apoiados no "estudo científico" da APF. E é razoável esperar - e temer - que, tal como aconteceu noutros países, a oferta legal do aborto vá gerar e alimentar a respectiva procura. De qualquer modo, à cautela, o senhor ministro da Saúde, desiludido talvez por estes resultados ou desgostoso pelo nível de objecção de consciência invocada pelos médicos, decidiu "corrigir" o seu Código Deontológico e "reeducar" a respectiva Ordem...


2. Enquanto o senhor ministro da Saúde considera haver abortos a menos, espalha-se a convicção - nos países que antecederam Portugal neste tortuoso caminho - de que há abortos a mais... Simone Veil, a ex-ministra francesa que introduziu a lei de "despenalização" do aborto no seu país, em 1975, reconheceu recentemente que a ciência está a demonstrar a existência de um ser humano vivo desde o momento da concepção.

Em França, como na Grã-bretanha, cresce a resistência dos médicos mais jovens para realizar abortos "a pedido". Lord Steel - o deputado que introduziu no Parlamento a legislação que "despenalizou" o aborto no Reino Unido - fez saber, no 40.º aniversário dessa lei, que toda a gente pode estar de acordo em que há demasiados abortos, que o aborto está a ser usado de um modo irresponsável, como mais um método de contracepção, e que nunca imaginava, quando impulsionou essa alteração legal, que se chegasse à cifra actual de abortos (The Guardian, 24-10-2007).

Nos EUA, a percepção social sobre o aborto inclina-se paulatinamente para o "não", com o assunto a reviver na agenda política (sobretudo depois da recente sentença do Supremo Tribunal que ratificou uma lei que proíbe o aborto por nascimento parcial).


3. Por fim, é interessante observar como o discurso favorável à vida se tem tornado mais feminino e mesmo feminista. Não é só porque o aborto selectivo, em países como a Índia ou China, discrimina maciça e escandalosamente contra os fetos do sexo feminino. É também porque começa a ser irrecusável o rasto de sofrimento deixado pelo aborto voluntário nas mulheres que o praticaram, como foi recentemente salientado no I Encontro de Estudos Médicos sobre a Vida Humana, que reuniu em Lisboa alguns dos melhores especialistas nessa matéria. Refiro apenas dois exemplos: o prof. Joel Brind, presidente do Breast Cancer Prevention Institute, de Nova Iorque, apresentou a evidência disponível sobre a relação entre a prática do aborto e o risco acrescido (em 30 por cento, face às restantes mulheres) de cancro de mama; Priscilla Coleman, professora e investigadora da Bowling Green State University, em Ohio, mostrou como o aborto induzido está fortemente associado ao desenvolvimento de doenças mentais graves, como a depressão, a doença bipolar, a esquizofrenia e comportamentos de risco, como o suicídio.

Ora, independentemente da posição de cada um quanto à questão moral do aborto, parece razoável exigir um delicado e cuidadoso respeito pelas obrigações de consentimento informado, no contexto da lei actual.


4. O aborto deixou de ser uma "estatística" e passou a constituir uma realidade vivida, analisada, sofrida e narrada por quem o padeceu. A defesa da saúde e da liberdade da mulher foi instrumentalizada para promover o aborto legal; agora, a mulher - em nome da qual, abusivamente, se fez o caminho de "ida" - protagoniza o caminho de "volta" da legislação e da atitude da sociedade face ao aborto.


Presidente da Associação Mulheres em Acção

In "Público" de 19 de Novembro de 2007

domingo, 18 de novembro de 2007

Brincar com os filhos




Destaque para o facto de que , em Portugal, apenas 6% dos pais brincam diariamente com os filhos.


Sabemos que o chegar a casa ao fim do dia, cansados, stressados, com os banhos e os jantares a dar aos filhos e, por vezes, até ainda trazendo trabalho do emprego para fazer em casa, etc criam graves obstáculos ao convívio com os filhos.


Brincar é a ocupação dos filhos, sobretudo, dos filhos em idade pré-escolar.


Pelo menos, brincar algum tempo, com o máximo de intensidade possível, já não é mau.


A directora pedagógica da creche dos meus filhos vai mais longe e diz "deixem a cozinha e ponham-se a brincar com os vossos filhos".


Se fosse assim tão fácil...

Os números do aborto

Há estudos que indicam que muitas mulheres que abortam legalmente não o fariam se o aborto fosse ilegal


Vão sendo conhecidos os primeiros números sobre a prática do aborto no quadro da nova lei. Ainda é cedo para tirar conclusões definitivas, mas os números mostram que, se a tendência se mantiver, o total de abortos corresponderá a menos de metade do que o Governo previa. Essas previsões, tal como as de outras proveniências que se vinham repetindo desde há vários anos, não tinham uma base segura e rigorosa. Apontavam para os vinte mil (um quinto do número de nascimentos) porque tal corresponde à média europeia (acima dessa média, encontram-se países de entre os mais desenvolvidos, como a Suécia, a França e o Reino Unido). Um estudo da APF, divulgado antes do referendo e apresentado como fiável, também apontava para tais números. Noutros tempos, a propaganda dos partidários da liberalização chegou a apontar números muito mais elevados, mas sem qualquer fundamento, como agora bem se vê.


Considerar que em Portugal se praticavam tantos abortos quantos os que, em média, se praticam nos países da Europa onde essa prática está há muito legalizada era partir do princípio (não demonstrado) de que a proibição em nada influía no volume dessa prática e que, por isso, mais valia permitir que se fizesse legalmente o que sempre se faria na clandestinidade. Nunca aceitei este princípio, que ignora a eficácia pedagógica inerente à mensagem cultural de uma lei que define uma conduta como crime. E o efeito que pode ter uma lei como a agora aprovada, que facilita essa conduta, colocando ao seu serviço os recursos do Estado. Qualquer política legislativa assenta, pelo contrário, na ideia de que legalizar e liberalizar uma conduta só pode conduzir ao incremento da sua prática.


Compreende-se que haja estudos que indicam que as mulheres que abortam legalmente, numa significativa percentagem, afirmam que não o fariam se o aborto fosse ilegal. Na Irlanda, é possível tornear a lei que criminaliza o aborto com uma fácil deslocação ao Reino Unido. Mas os abortos aí praticados por mulheres irlandesas são, proporcionalmente, em muito menor número do que os das mulheres da própria Grã-Bretanha. Na Polónia, depois das alterações que restringiram fortemente os casos de legalização do aborto, este continua a ser praticado clandestinamente, mas em número muito inferior ao do período em que tal prática estava liberalizada.


Nunca me pareceu decisivo discutir os números exactos do aborto clandestino em Portugal. Fossem eles maiores ou menores, seriam sempre suficientemente elevados para recusar uma liberalização que, por imperativo da lógica, contribuiria para que fossem ainda mais elevados.


Se os números agora divulgados revelam que o número de abortos praticados em Portugal é inferior a metade da média europeia, tal só poderá significar que, afinal, a proibição e a criminalização do aborto (independentemente do número reduzido de condenações) tiveram algum efeito, pelo menos no plano pedagógico. A lei evitou, pelo menos, a banalização desta prática na mentalidade comum, a que se encontra noutros países europeus.


O que pode, agora, temer-se é que essa "resistência" cultural enfraqueça com a vigência da nova lei, provocando, de forma gradual, a progressiva aproximação à média europeia e o progressivo aumento do número de abortos, como se tem verificado em Espanha com uma lei não tão permissiva como a que entre nós foi aprovada.


Foi com grande amargura que notei a frieza de responsáveis governativos que indicavam, resignadamente, que se poderia esperar um número de vinte mil abortos anuais. Uma frieza e uma resignação que a todos chocaria se se referissem a outro tipo de mortes, por doença ou acidente. Ninguém aceitará que os números de mortes por doença ou acidente não se reduzam ao mínimo, ou não façamos tudo para evitar essas mortes. É muito mais fácil evitar um aborto do que uma qualquer outra morte. E em nenhuma destas o Estado colabora activamente, como se verifica agora com o aborto.


Por trás dos números do aborto, de cada um deles, está a riqueza única e insubstituível de uma vida humana. É esta consciência que anima o empenho de quem lutou para manter uma lei que evitou, como se vê, que muitas dessas vidas se perdessem. E de quem, apoiando as grávidas em dificuldade, continua a evitar que algumas dessas vidas se percam.


Fonte: Público, 16.11.2007, Pedro Vaz Patto, Membro da associação Portugal pela Vida
Ver também aqui.

sábado, 17 de novembro de 2007

MARIA CAVACO SILVA CRITICA DEMORA NOS PROCESSOS DE ADOPÇÃO


No âmbito do I Fórum da Abrigo “Crianças em risco, que futuro?”, que se realizou no Montijo. a primeira-dama criticou a lentidão dos processos de adopção, lembrando o número elevado de crianças em casas de acolhimento.


Notícia aqui


Fonte e foto: Jornal da Margem Sul

Abono Pré-Natal pago a 14 Mil Grávidas

Foram cerca de 14 mil as grávidas que receberam a nova prestação de incentivo à natalidade, no primeiro mês em que esteve em vigor. A majoração do abono de família no segundo e terceiro ano de vida, uma medida instituída paralelamente ao abono pré-natal, já beneficia 81 mil crianças.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

No comments


ÚLTIMA HORA: Ministro da Saúde pretende intentar acção judicial contra Igreja Católica por esta considerar o aborto um pecado


Notícia última hora stop



ministro saúde exige Igreja stop



deixe considerar aborto como pecado stop



por isso ser contra lei "Caso a Igreja se recuse a mudar cabe ao Ministério Público instaurar uma acção administrativa especial tendente à ilegalidade deste pecado. É uma lei que tem de ser cumprida" stop



sublinhou ministro do governo democrata stop



esperam-se mais "exigências"para próximos tempos stop



O direito da criança às relações de afecto profundas


O caso Esmeralda, à semelhança do caso Casa Pia relativamente ao Código de Processo Penal, está a provocar também um movimento no sentido da alteração da lei que regula o exercício e atribuição do poder paternal (Código Civil e Lei da Organização Tutelar de Menores)


A vice-presidente do Instituto de Apoio à Criança, a magistrada Dulce Rocha, pretende que seja consagrada legalmente o direito da criança às relações de afecto profundas


Proposta muito interessante que podem consultar melhor aqui

A nova lei da IVG incentiva a prática do aborto


Há estudos que indicam que muitas mulheres que abortam legalmente não o fariam se o aborto fosse ilegal


Artigo do Juíz Pedro Vaz Patto aqui e ainda na versão impressa de hoje, dia 16/11, do Jornal "O Público".

Lei de protecção de crianças em risco

Conselho de Ministros, reunido na Presidência do Conselho de Ministros, aprovou os seguintes Decretos-Lei:
- Decreto-Lei que estabelece o regime de execução do acolhimento familiar previsto na Lei de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo. Este Decreto-Lei vem regulamentar a execução da medidas de colocação em Acolhimento Familiar prevista na Lei de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo, num quadro enformador dos direitos das crianças e dos jovens e dos direitos e obrigações da família de acolhimento e da família biológica. Genericamente, esta regulamentação prossegue o objectivo central de qualificar a intervenção das famílias de acolhimento, exigindo-se maior rigor na sua selecção e no acompanhamento do respectivo processo, potenciando, assim, a eficácia do Acolhimento Familiar como medida de efectiva promoção dos direitos e de protecção da criança ou jovem em perigo no processo do seu crescimento e de socialização adequados.
O diploma estabelece, nomeadamente, (i) os requisitos e condições inerentes ao processo de selecção e formação das famílias de acolhimento; (ii) as competências e atribuições das instituições de enquadramento no desenvolvimento e acompanhamento deste processo e na monitorização e avaliação da medida; (iii) os procedimentos a considerar no processo de atribuição da confiança da criança ou do jovem à família de acolhimento e iv) as formas e os pressupostos de relacionamento da criança ou jovem com a sua família e desta com a família de acolhimento. (…)».

-Decreto-Lei que regulamenta o regime de execução das medidas de promoção dos direitos e de protecção das crianças e jovens em perigo, respeitantes ao apoio junto dos pais e apoio junto de outro familiar, à confiança a pessoa idónea e ao apoio para a autonomia de vida, previstas na Lei de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo.
Este Decreto-Lei procede à regulamentação das medidas de promoção e protecção em meio natural de vida, previstas na Lei de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo, relacionadas com o apoio junto dos pais, o apoio junto de outro familiar, a confiança a pessoa idónea e o apoio para a autonomia de vida. (…)».
Fonte: Aqui

Mulher russa recusa pedido de aborto e dá à luz a cinco bebés




Na Inglaterra, uma mulher russa decidida em suas convicções ignorou a sugestão de aborto feita por médicos e deu à luz a cinco bebés.




Num exemplo de amor à vida, a mãe não se dobrou à recomendação médica para abortar dois dos cinco fetos que trazia em seu ventre, por causa do alto risco de morte que envolve estes casos.




A professora de música de 29 anos viajou até a Inglaterra para aumentar a chance de sobrevivência dos bebês.




As crianças nasceram hoje e passam bem ao lado dos pais e dos médicos que se sentem orgulhosos com a façanha.




A ocorrência de quíntuplos concebidos naturalmente é de 1 em 65 milhões. Médicos na Rússia pediram que a gestante realizasse uma "aborto seletivo", mas o casal, que tem fortes convicções religiosas, escolheu a vida. Os pais esbanjam sorrisos ao lado das cinco meninas que estão na unidade de tratamento intensivo do hospital e devem retornar à Rússia em 4 ou 5 meses.




Notícia daqui.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Puxem do cadeirão, que vai começar a acção!

Ministro avança com processo contra Ordem dos Médicos para exigir alteração do código...



O ministro da Saúde, Correia de Campos, vai apresentar uma queixa ao Ministério Público face à recusa da Ordem dos Médicos (OM) em alterar o ponto respeitante à interrupção voluntária da gravidez no seu código deontológico, disse o governante.



"O parecer da Procuradoria Geral da República é muito claro e estabelece que cabe ao Ministério Público (MP) instaurar uma acção administrativa especial tendente à ilegalidade de alguns artigos do código deontológico da Ordem dos Médicos. E portanto o que vamos fazer é participar ao MP que a OM está relutante em cumprir estes dispositivos", disse o bastonário à agência Lusa.



Face à hipótese levantada pelo bastonário da OM, Pedro Nunes, que admitiu alterar o código deontológico no próximo ano desde que por iniciativa dos médicos, Correia de Campos qualificou-a como uma "boa noticia", por significar que o bastonário admite a vontade dos médicos em alterar a situação.



"Mas isso não vai parar o processo. Eu vou imediatamente desencadear o mecanismo (junto do Ministério Público), mas se os médicos por sua livre e espontânea vontade, e através da Ordem dos Médicos, tomarem essa decisão, o que acontece é que o processo deixa de ter objecto. Conformou-se a Ordem dos Médicos com o que era pedido e que inicialmente tinha recusado e ficamos todos satisfeitos e todos ganhamos", adiantou à agência Lusa.



O governante garantiu que este caso não é movido por qualquer tipo de teimosia, mas apenas pelo desejo de cumprimento da lei.



"Eu não tenho qualquer margem para não cumprir a lei, não posso enterrar a cabeça na areia. É uma lei que tem de ser cumprida", sublinhou Correia de Campos, lembrando que a OM tem "certos poderes que a ordem pública lhe entrega, para poder ter códigos internos de conduta para os profissionais, mas esses códigos não podem ir contra a lei geral".



O ministro acusou ainda a OM de ter uma argumentação com aspectos contraditórios, ao referir que a parte do código deontológico em causa não será cumprida e que não haverá qualquer penalização.



"Cada profissional fica sem saber quais os dispositivos do código deontológico que são para cumprir e quais os que não são, o que viola o principio da segurança jurídica. Se houve uma aceitação à subordinação dos princípios aos princípios da lei, a Ordem agora tem de cumprir, e isso é de uma clareza transparente e linear", argumentou.



Sobre a garantia do bastonário de que a OM não aconselha os médicos a desrespeitar a lei e que em última instância é sempre o profissional a decidir se faz, ou não, a interrupção voluntária da gravidez, Correia de Campos reiterou que "qualquer pessoa pode ter os seus códigos íntimos ou colectivos, mas esses códigos colectivos não podem ir contra a lei geral do país".



"Há imensas possibilidades (legais) para os médicos que se recusarem a realizar a interrupção voluntária da gravidez, podem fazê-lo ao abrigo do estatuto de objecção de consciência que existe no código penal e que foi reforçado pela última legislação. Há centenas de médicos ao abrigo deste estatuto e que são respeitadíssimos. Esse é um principio sagrado pela objecção de consciência", disse.



Para Correia de Campos, trata-se de uma "pura e simples fixação num principio que não a tem menor sustentabilidade".




Notícia daqui.
Ver mais aqui e aqui e aqui [Miguel Leão (OM) rejeita interferência do ministro)].
Os artigos da polémica(Código Deontológico dos Médicos)
ARTIGO 47.º (Princípio Geral)
1. O Médico deve guardar respeito pela vida humana desde o seu início.
2. Constituem falta deontológica grave quer a prática do aborto quer a prática da eutanásia.
3. Não é considerado Aborto, para efeitos do presente artigo, uma terapêutica imposta pela situação clínica da doente como único meio capaz de salvaguardar a sua vida e que possa ter como consequência a interrupção da gravidez, devendo sujeitar-se ao disposto no artigo seguinte.
4. Não é também considerada Eutanásia, para efeitos do presente artigo, a abstenção de qualquer terapêutica não iniciada, quando tal resulte de opção livre e consciente do doente ou do seu representante legal, salvo o disposto no artigo 37.º, n.º 1. Código Deontológico 13
ARTIGO 48.º (Terapêutica que implique risco de interrupção da gravidez)
1. Quando a única forma de preservar a vida da doente implique o risco de interrupção da gravidez nos termos do n.º 3 do Artigo antecedente, deve o Médico assistente, salvo em caso de inadiável urgência, convocar para uma conferência dois Médicos da especialidade, sem prejuízo da consulta a outros colegas cujo Parecer se possa considerar necessário.
2. A conferência referida no número anterior deve traduzir-se em protocolo circunstanciado, em quatro exemplares, do qual constem o diagnóstico, o prognóstico e as razões científicas que os determinam.
3. Cada um dos participantes conserva em seu poder um exemplar do protocolo, devendo o quarto ser comunicado ao doente, eventualmente expugnado do diagnóstico e do prognóstico, de acordo com o disposto no Art.º 40.º
4. A doente, ou em caso de impossibilidade o seu representante legal, ou um seu familiar ou acompanhante na falta ou ausência daqueles, devem dar o seu consentimento por escrito, mediante declaração que fica em poder do Médico assistente.
5. O direito do doente ou de quem por ele se pronuncie, e do Médico, a recusar a terapêutica, deve ser respeitado, devendo este, no caso de recusa própria, tomar as medidas necessárias para que seja assegurada à doente assistência clínica conveniente.
6. Concluída a terapêutica, deve ser remetido ao Conselho Nacional de Deontologia Médica da Ordem dos Médicos, cópia do protocolo referido no n.º 2, com a descrição da terapêutica realizada e omissão dos elementos de identificação do doente.